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OSCAR KELLNER NETO KALEIDOSCÓPIO - 2 - MATRIZES E VERSÕES -

POEMA-PROCESSO DELFINÓPOLIS/MG – 2013


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KALEIDOSCÓPIO

- Caleidoscópio - artefato óptico que consiste num pequeno tubo cilíndrico no fundo do qual há pequenos pedaços coloridos de vidro ou de outro material, cuja imagem é refletida por espelhos dispostos ao longo do tubo, de modo que, quando se movimenta o tubo ou esses pedaços, formam-se imagens coloridas múltiplas, em arranjos simétricos

- fig. conjunto de objetos, cores, formas etc. que produzem imagens em constante mutação

- sucessão vertiginosa, cambiante, de ações, sensações etc.

- neste kaleidoscópio, a arte pictórica 1, executada através de gravuras digitais no gênero abstrato geométrico, é aplicada pelo Autor ao poemaprocesso

- os poemas, matrizes e versões, poderão ser multiplicados pelo leitor/observador em novas facetas, assim como se obtém novas imagens espectrais no artefato caleidoscópio com um simples movimento de rotação da mão que o maneja.

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. veja na sequência depoimento do autor sobre a criação de suas gravuras digitais abstratas 3


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Depoimento do autor sobre a criação de suas gravuras digitais abstratas

Quanto aos detalhes da confecção das obras, posso dizer que as projeto e desenvolvo usando diversos recursos da informática. Poderão ser posteriormente gravadas digitalmente em lona impermeável de grande durabilidade através de jato de tinta de alta qualidade. Podem ser impressas em papel solto ou nas páginas de um livro, como neste. Dispenso o uso do pincel, dos tubos de tinta, da paleta e da tela, enfim, os suportes tradicionais da pintura. Também não ocupo o cinzel nem os cabedais acadêmicos usados nas gravuras tradicionais. Ora apresento minhas obras em formato de banner, rompendo com a tradição da tela, do painel e da moldura, o que configura uma vanguarda no que se refere ao despojamento e ao informalismo em relação às manifestações artísticas acadêmicas. O banner também facilita a exposição em qualquer espaço, inclusive em varais, por exemplo. Por outro lado, isso não impede que o comprador coloque a obra em algum suporte rígido e em uma moldura apropriada ao seu gosto. O que importa é a obra em si e a idéia de vanguarda que comporta. 4


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Também apresento meus trabalhos impressos individualmente em papel fotográfico na forma de álbum ou tendo como suporte as páginas de um livro. Trabalho com o gênero abstrato, em suas formas lírica e geométrica. Porque o abstrato? Primeiramente, porque entendo que são a cor e a luz que delimitam as formas. Isto é: as formas não existem sem a cor e a luz. Secundariamente,

porque

reputo

as

formas

dispensáveis para a expressão artística. Com a supressão da forma busco reduzir a arte à sua essência: luminosidade e cor. Abstraindo-se a forma, a luz e a cor passam a ter atuação fundamental na criação da obra. Com o abstrato só faço dispor em cada trabalho, a luz e a cor de maneira diferente. Decorre daí que, na essência, meu trabalho é um só, sempre. Eis minha arte: cor e luz... Nas obras deste livro, as formas de cada obrapoema-processo nascem de modo aleatório, sempre com o movimento de um trabalho inaugural que, dado seu caráter seminal, deflagra novas criações, trazendo novas imagens, gerando novas obras.

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de Regina pouchaim & Vladimir dias-pino:

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afagos

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bOLINDEX

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BONIDAD

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BORBOL

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AGUAPÉS

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CENÁRIO

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CHILDRENS

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CINZAS

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Biobibliografia

OSCAR KELLNER NETO é natural de Franca/SP (1949), casado, pai de dois filhos, avô de três netos e vive em Delfinópolis/MG, entre serras, cachoeiras e lagos, desde 1975. Arte-Educador, Professor de Gramática e Redação, Técnico em Contabilidade e Advogado atuante, Kellner também se dedica à pintura e à escultura, áreas artísticas em que sempre logrou êxito. Nas horas vagas, inda cuida de terras, gado, peixe e gente. Gosta de sumir pelos vãos da Serra da Canastra, onde cavalga, conversa, joga truco, sonda falares, respira cores e transpira poesia. O Autor, míope, curioso e astigmático, começou a escrever em 1963. Seus primeiros versos foram para a musa eterna, hoje sua esposa: Maria Alcina. Sempre colaborando em suplementos literários de vários jornais com seus textos poéticos, foi premiado na 1.ª Semana de Arte Moderna de Franca, em 1966, com o poema Beatniks. Em 1967, seu poema Do Mágico e seu aprendiz, recebeu o 1.º lugar em outro concurso francano. Publicou seu primeiro livro de poesias em 1968: CANTO DE BUSCA, em edição mimeografada e com lançamento nacional. Em abril de 1969 datilografou, compôs e lançou seu segundo livro, MURAL, com poesias concretistas, em pequena tiragem, por sua editora “Dedos do Autor”. Seu poema-processo RELÓGICAS, elaborado a partir de carimbos confeccionados com peças de relógio, em parceria com Antônio de Pádua Primon recebeu o 1.º Prêmio no Concurso Nacional Souzandrade, em Divinópolis(MG), em junho de 1969. Nesse ano - o de seu casamento - o Autor recebeu da imprensa francana o título de Intelectual do Ano. Desde então, vinha organizando seu livro-objeto, de poemas-processo, FLASH, editado em 2010 pela Editora Clube de Autores. A partir de 1970, Kellner passou a coletar seus contos e a divulgar seus textos em prosa, colaborando em jornais, suplementos e páginas literárias de toda parte e participando de algumas antologias nacionais e de fora. Em 1975 lançou cópias de seu texto concretista FOSSAPOGEU (epistolas aos coivarenses - textos do hospício) - de circulação restrita. Em 1977 divulgou seu primeiro romance: O CRIME PERFEITO DE SEZOGLA SUEM, em pequena edição oferecida à crítica do círculo de amigosleitores fiéis. Participou, em 1979, com o conto O Espetáculo, da antologia A PRESENÇA DO CONTO, organizada pela Editora do Escritor, de São Paulo. Seu primeiro livro de contos O OUTRO LADO DE COIVARAS : O MUNDO foi publicado pela Editora Pirata, de Recife, em 1984. A revista Globo Rural publicou seu conto Paz-sarinha, sob o título “O touro Charuto” em sua edição do mês de setembro de 1994. Em 2009, em comemoração ao seu 60º aniversário, Kellner relança a obra MURAL em conjunto com FOSSAPOGEU, na obra poética MURAL & FOSSAPOGEU, pela Editora Clube de Autores, de São Paulo. Ainda em 2009, pela mesma editora, lança o livro de contos O JUIZ E OUTROS CONTOS, o romance O REINO DE COIVARAS e a novela TOCAIAS E DUELOS.

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Também em 2009, pela mesma editora paulista, lança a obra COIVARAS (cantos), onde reuniu os trabalhos O JUIZ E OUTROS CONTOS – contos -, ROSALDA GENTIL - romance – e TOCAIAS E DUELOS – novela. Também em 2009, pela Editora Clube de Autores, relançou o livro O CRIME PERFEITO DE SEZOGLA SUEM. Ainda em 2009, pela Editora Clube de Autores, lançou o volume de versos O LIVRO DA VISITAÇÃO. No final de 2009, em regozijo pelo jubileu de diamante de seu nascimento, Kellner lança pela Editora Casa do Novo Autor, de São Paulo(SP) o livro FAZENDA INTERIOR. Em março de 2010, Kellner lança pela Editora Clube de Autores, o livroconto OS AMARRADORES DE PATAS. Em dezembro/2010, lança seu volume de minicontos, O QUILOMBO DE PALMIRA pela Editora Clube de Autores. Em julho de 2011, Kellner lança pela Editora Clube de Autores, a segunda edição, agora ilustrada, do livro-conto OS AMARRADORES DE PATAS. Em setembro de 2011, Kellner lança pela Editora Clube de Autores a segunda edição do livro FAZENDA INTERIOR, enriquecida de fortuna crítica. Em julho de 2013, Kellner lança pela Editora Clube de Autores seu segundo livro-objeto de poemas-processo, KALEIDOSCÓPIO – matrizes e versões. Também nas letras jurídicas, Kellner produziu alguns textos: - A CAUSA CURIANA, monografia no campo do Direito Romano, de 1991, que lançou em 2010 pela Editora Clube de Autores; - O PROCESSO CAUTELAR E A COISA JULGADA, monografia na área do Direito Cautelar, em 1993; - O PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, na área do Direito Penal, trabalho desenvolvido em 1994 em parceria com Juliano Quireza Pereira e Lúcio Augusto Malagoli. Estes dois últimos permanecem inéditos. Kellner proclama a volta à Natureza. Prepara um reino de pedra, água e sol: Coivaras.

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