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Informação | Cultura | Politica | Variedades

novembro de 2011 | R$ 5,00

www.hojevp.com

ESPORTE

ACONTECE / SOCIAIS

QUESTÕES URBANAS

CICLISMO

TAQUARA

REDES SOCIAIS

Guilherme Wilhelms é vice-campeão nacional

PAROBÉ ROLANTE

IGREJINHA TRÊS COROAS

O impacto local da nova forma de interação social


CARTA AO LEITOR

Resultados Depois da extremamente bem sucedida edição de lançamento da Revista HOJE, no final de setembro passado, muita coisa boa aconteceu, entre elas, a certeza de termos escolhido criar um veículo que, efetivamente, traz benefícios à comunidade. Vimos isso nas manifestações dos leitores, parceiros, colegas de midia e anunciantes. Dos primeiros, colhemos, com alegria, manifestações sobre como uma simples revista teve a capacidade de elevar a autoestima do cidadão comum. De forma geral, a nossa comunidade, por essas declarações, sentiu orgulho de si mesma ao ver-se retratada com positividade, precisão e qualidade. Dos demais (que conheceram o esboço do projeto, antes de sua realização), soubemos terem ficado impressionados, também, pelo resultado final, considerado acima do esperado. A todos, nossos agradecimentos pelo reconhecimento, valorização do trabalho e apoio (não só financeiro, mas também moral e intelectual). É por vocês – e pelo desenvolvimento social, cultural e econômico da nossa querida terrinha – que realizamos esse trabalho. Se a edição inicial foi uma amostra do potencial e dos assuntos que poderíamos abordar, o número de novembro traz ainda mais novidades. Nosso time cresceu com a chegada da empresária IARA NEUMANN, trazendo dicas de moda e abrindo caminho para a potencialização do comercio varejista local; com KLAUDINHA SANTOS, colunista, que soma-se ao excelente trabalho desenvolvido por Ana Paula Hugentobler e mostra o que acontece em várias cidades da região; e com o fotógrafo ALEX HACKMANN, que, além de falar da sua profissão, foi o responsável pela realização da nossa foto de capa. Também registramos a chegada de HELIO CARDOSO NETO e SAMI EL JUNDI ao já qualificado time de comentaristas. Na CENA CULTURAL, trazemos o registro da trajetória do SARAU COM CAFÉ e da banda DESVIO PADRÃO, esta complementada até com um CD encartado na revista. Nas QUESTÕES URBANAS, destacamos a discussão sobre o impacto das REDES SOCIAIS na sociedade local. O assunto é tratado, na sessão de TECNOLOGIA, por Rafael Hartz e Diego Candido. O maior impacto delas, porém, está sendo na POLÍTICA, como bem observado por Mauricio Souza. Enfim, temos para você uma edição realmente interessante. Aproveite a leitura e depois contribua, comentando, divulgando aos amigos e participando desse belíssimo projeto. Um grande abraço. Oscar J. Karoleski - Editor hojeparanhana@gmail.com facebook.com/falataquara

2 | novembro 2011 | Revista Hoje

Edição Nº 1 - novembro 2011

EXPEDIENTE Execução Editorial

Rua Ilda Dillemburg, 3799 Bairro Fogão Gaúcho 95600-000 - Taquara - RS Fones (51) 8514.3600 / 3541.6270 hojeparanhana@gmail.com Direção Geral Oscar J. Karoleski hojeparanhana@gmail.com Comercial hojeparanhana@gmail.com (51) 8514.3600 / 8190.3770 (51) 3541.6270 Redação e Arte K2 Consultoria Colaboradores Adriane Schein, Levi Batista de Lima Junior, Helio Cardoso Neto, Arleu de Oliveira, Ramão Corso, Laura Fagundes Prestes, Luis Felipe Luz Lehnen, Ana Paula Hugentobler, Fabiano Tacachi Matte, Claudia Santos, Gilmara Pezzi Pereira, Rafael Hartz, Diego Candido, Alvaro Bourscheidt, Dagoberto Velho, Mauricio Souza Rosa, Antonio Jorge Rettenmaier, Iara Neumann, Sami El Jundi, Evelize Dudzig, Alex Hackmann. Impressão Impressos Portão Cidades de Circulação Taquara, Parobé, Igrejinha,Três Coroas, Rolante. Pedidos pelo correio hojeparanhana@gmail.com Materias não assinadas são responsabilidade da K2 Consultoria Comunicação. Os colaboradores são voluntários e não recebem qualquer tipo de remuneração.

ANUNCIE (51) 8514.3600 / 8190.3770


Sumário ACONTECE - 4 O que rola por aí Angustias de um tempo confuso - 14 Nunca houve um tempo melhor para estar vivo, mas...

SEÇÕES 2 - CARTA AO LEITOR por Oscar Karoleski 26 - ANA PAULA HUGENTOBLER

CENA CULTURAL - 16 Sarau Com Café QUESTÕES URBANAS / TECNOLOGIA - 34 REDES SOCIAIS e o impacto nas relações comunitarias ESPECIAL - 22 a DESVIO PADRÃO não para

28 - KLAUDINHA SANTOS 38 - PAROBÉ Alvaro Bourscheidt 40 - POESIA Paulo Eduardo Ostermann

MODA - 30 por Iara Neumann FOTOGRAFIA - 32 5 dicas para uma boa foto por Alex Hackmann ESTETICA - 33 Livre de Cravos e Espinhas EDUCAÇÃO - 34 O projeto Mãe Crecheira - por Gilmara Pezzi PSICOLOGIA - 36 O dia em que eu saí de casa... - por Adriane Schein SAUDE / DERMATOLOGIA - 33 Manchas na pele e tratamentos - por Evelise Dudzig

COLUNISTAS 4 - Levi Metanoya 6 - Arleu de Oliveira 8 - Fabiano Tacachi Matte 10 - Ramão Corso 12 - Dagoberto Velho 12 - Luis Felipe Luz Lehnen 16 - Laura Prestes 31 - Antonio Jorge Rettenmaier 38 - Helio Cardoso Neto 40 - Mauricio Souza

Revista Hoje | novembro 2011 | 3


PTB - Levi Lima Levi Batista de Lima Junior

Tacachi vai para o PP

Professor - Membro PTB Taquara levi.metanoya@gmail.com

Fuja da Zona de Conforto Acredito que todos já ouviram falar em “zona de conforto” e alguns nem percebem, mas então vivendo nela há muito tempo. Sempre que posso, comento com pessoas do meu convívio sobre algumas das peripécias de minha vida: sair cedo de casa; começar a faculdade sem saber se conseguiria pagar; viajar sem destino só com a mochila nas costas; sair do Brasil sem falar nenhum outro idioma e com 300 dólares no bolso; casar; ter filhos; divorciar; mudar a carreira profissional quando tudo aparentemente está bem. Estas são algumas atitudes que formaram o que sou hoje. E, podem acreditar, muitas outras serão tomadas ainda. Às vezes, não questionamos o porque de sermos ou estarmos como estamos e achamos que como sempre foi assim, está bom. Mas isto está errado! Podemos e devemos questionar sempre. Se vemos que algo não nos agrada, e deixamos passar, nos tornamos cúmplices da situação. Só que de repente… Ah, a vida, o destino, ou simplesmente um sorriso. Algo, do nada, acaba com sua zona de conforto: pode-se descobrir que o casamento já acabou há anos; que o trabalho não satisfaz mais; que as pessoas a que confiei meu voto, nas últimas eleições, me decepcionam cada vez mais; que o curso que estou estudando não me interessa mais... sei lá... a vida fica sem sentido! Aí chega a hora da mudança, lembrando o que disse Will Rogers: “De vez em quando é preciso subir num galho perigoso, porque é lá que estão as frutas” Ninguém passa a vida inteira sem encontrar dificuldades. A incerteza é um fato, a única coisa da qual podemos ter certeza. Não temos que nos entregar a precipitações óbvias ou riscos derrotistas, mas podemos nos permitir correr riscos positivos em busca do crescimento e progresso. Experimente. Tente algo novo. Dê mais um passo. Temos estado presos há muito tempo. Temos nos segurado há muito tempo. Prove coisas novas. Sim, você cometerá erros, mas, a partir desses erros, você conhecerá quais são seus valores. Pode ter certeza que a vida se tornará muito mais interessante. Dica: Só erra quem tenta, e só quem tenta tem a possibilidade de ser bem sucedido. 4 | novembro 2011 | Revista Hoje

Apoiado pelos discursos de lideranças regionais; pelos deputados Fixinha e Renato Molling; e pelo presidente de honra do PP, o ex-governador Jair Soares, o vereador Fabiano Tacachi Matte assinou ficha no Partido Progressista no final de setembro. O encontro, que reuniu cerca de 250 pessoas no CTG O Fogão Gaúcho, confirmou, também, a parceria do PP com o PSDB e com o PRB. Tacachi deixou o PMDB alegando desconforto nas relações internas com o partido. Ao ingressar no PP, declarou, em seu discurso, que deixa o mandato de vereador à disposição do PMDB e que ainda deseja ter o antigo partido como aliado no futuro proximo. Além do vereador, cerca de 80 pessoas assinaram ficha no Partido Progressista na mesma noite. PSDB – Um considerável grupo de dirigentes e filiados do PSDB esteve presente ao evento (foto abaixo), liderado pelo presidente da sigla, o vereador Luis Felipe Luz Lehnen (Fifi). Os dois partidos, aos quais se soma também o PRB, já trabalham para organizar uma provável coligação visando as próximas eleições à prefeitura.


25 anos de trabalho e dedicação

ACONTECE

C

ompletados em final de setembro, os 25 anos da Auto Peças OK marcam as “bodas de prata” de uma parceria muito bem sucedida com a comunidade taquarense e regional. Mais do que construir e manter a maior fornecedora (e também uma distribuidora) de autopeças da região, o engajamento da família Kesrchner nos assuntos da comunidade inspirou uma geração inteira de cidadãos. Seja através da empresa ou de seus dirigentes, a OK participou decisivamente, entre outros, na organização do comercio local em uma entidade forte e representativa; na manutenção da frota que garante a nossa Segurança Pública; nas discussões e iniciativas visando o Desenvolvimento Regional; além de apoiar e incentivar projetos de ação social.

Pela data, a direção e colaboradores da REVISTA HOJE alia-se aos funcionários, fornecedores, clientes e parceiros para oferecer aos amigos Neusa, Osmar, Batista, Luana, e a toda a familia da Auto Peças OK os sinceros parabéns pela conquista e votos de muito sucesso pelos próximos 25 anos.

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Observatorio Arleu de Oliveira

Advogado - Radialista arleuoliveira@hotmail.com

As Praças e a Natureza As praças são tão importantes que ficam para sempre em nossa memória afetiva. São sinônimo de flores, de bancos, de brinquedos para as crianças e muitas árvores para amainar o calor de verões escaldantes. Árvores para servir de cobertura ao casal de namorados que troca juras de amor, para melhorar o ar nas cidades poluídas, etc. Taquara, infelizmente, está na contramão da história: temos somente duas praças. A “Marechal Deodoro”, no centro, resistiu a vários Prefeitos. Teve chafariz, quiosque/lanchonete, tudo para incentivar as pessoas a utilizá-la. Pois, para surpresa geral, este quiosque, patrimônio público, construído com o dinheiro dos nossos impostos, foi destruído, ainda no primeiro governo do atual prefeito. O pior estava por vir (segundo a minha ótica e dos que defendem a natureza): sem dó nem piedade, este mesmo Prefeito, a título da chamada “revitalização da praça”, manda cortar, com uma motosserra, quase a totalidade das árvores da praça, inclusive, as chamadas “árvores de lei.” Eram árvores, algumas, centenárias. Foi um horror o que aconteceu. Pessoas chingaram. Pessoas choraram. Pessoas ameaçaram. Mas, não adiantou nada. Só restou uma selva de pedra no lugar da natureza. Pergunta-se: para que serve uma praça sem árvores em verões escaldantes? Na outra praça, a “Praça da Bandeira”, onde havia as bancas do camelôs, não foi diferente. Impiedosamente, foram “serradas” dezenas de árvores, na grande maioria sem necessidade. E, mais: foram destruídos os prédios que serviam de bancas dos camelôs, mais uma vez com a implacável retroescavadeira. Pergunta-se: por que não tiraram os tijolos um-a-um, para reaproveitamento? E não venham me dizer que não dava, porque existem, inclusive, pessoas em nossa cidade que são especialistas em desmanche de casas com aproveitamento integral de material. Foi destruído, ainda, nesta mesma praça, o prédio, nos fundos do campo do Taquarense, onde existia um terminal rodoviário. Mais uma vez se questiona: 1º- Por quê não retiram tijolo-a-tijolo, para reaproveitamento; 2º- Por que, ao invés de destruir o referido prédio, não colocaram ali um posto da Brigada Militar, por exemplo. Encerro estas reflexões, com uma notícia que saiu na impressa da capital do Estado, que serviria para a atual Administração: “Árvores Foram Removidas - Várias árvores de campo e floresta, inadequadas e consideradas perigosas para um grande centro urbano pelo seu peso e altura, foram REMOVIDAS E REPLANTADAS em outros locais da capital.” Nada precisa mais ser dito. Um abraço a todos. Fiquem com Deus. 6 | novembro 2011 | Revista Hoje

Pernada Esportiva arrecada R$ 8 mil A12ª Pernada Esportiva do Lions Clube, realizada no ultimo dia 9 de outubro, arrecadou cerca de R$ 8 mil. O evento foi realizado no campo do Sport Clube Taquarense - em benefício da APAE. Ao todo, foram realizadas 17 competições - 15 corridas e dois jogos de futebol. Segundo Telmo Carlotto, membro do Lions Clube taquarense, do valor arrecadado, 70% foi doado à APAE e 30% foi destinado ao premio ao vencedor da loteria vendida pelo clube de serviços. Na foto, os times que disputaram o Gre-Nal feminino. FOTO: DIVULGAÇÃO

A foto da Capa A capa da edição de novembro/2011 da Revista HOJE foi inspirada no disco Ummagumma, da banda inglesa Pink Floid, lançado em 1969, considerada uma das capas mais marcantes de todos os tempos, apesar da sua extrema simplicidade. A locação foi feita na Praça Marechal Deodoro, no Centro de Taquara, e contou com as lentes talentosas do fotógrafo Alex Hackmann, que retratou os modelos Vilson Luiz da Silveira, Kiko Sousa, Gabriela de Souza, Vitoria de Brito e a menina Alice Bottezini Velho (neta do nosso estimado colunista Dagoberto Velho). A direção ficou a cargo de Oscar Karoleski, com apoio de Renato Velho. Agradecimentos especiais à escola de modelos de Ana Paula Hugentobler e ao gerente e funcionários das Lojas BENOIT Taquara.


A Embaixada Feminina de Amor ao Hospital Bom Jesus de Taquara realizou em 23 de setembro a 1ª Noite do Batom, nas dependências no Clube Comercial de Taquara. O lucro total da festa está sendo investido na compra de televisores para os quartos da ala SUS. Foi uma noite muito animada, colorida e divertida, e o objetivo foi alcançado com pleno êxito. A Embaixada Feminina agradece a presença de todas e avisa que já está programando a festa de 2012. A “Embaixada” é uma associação beneficente, formada por um grupo de mulheres que tem como finalidade trabalhar pelo bem do Hospital Bom Jesus de Taquara. Todos os valores arrecadados são convertidos em bens que são entregues, sob forma de comodato, para melhoria das acomodações e do atendimento no Hospital. FOTO: DIVULGAÇÃO

ACONTECE

Embaixada Feminina promove Noite do Batom

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Fabiano Fabiano Tacachi Matte

Vereador, advogado, Bel. em Ciencias Contábeis contato@fabianomatte.com.br

O PAPEL DO VEREADOR

No dia-a-dia, muitas pessoas trazem suas dúvidas sobre o papel do vereador. Inicialmente, lembro que o vereador é um agente público, eleito pelo voto direto, que desempenha, no âmbito do Município, mandato parlamentar. Em nossa democracia representativa, com a divisão de poderes, coube ao Legislativo a função de legislar, isto é, a de criar normas que autorizam, obrigam ou proíbem condutas.

AS FUNÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL

Sobre as competências fundamentais do Poder Legislativo, elas podem ser arroladas da seguinte maneira: a) organização e estruturação, segundo os princípios e preceitos constitucionais, do exercício do poder no Município, por meio da Lei Orgânica; b) exercício de função institucional, estabelecendo o governo local; c) desempenho da função legislativa, aprovando as leis e demais normas submetidas à sua competência; d) fiscalização e acompanhamento da execução orçamentária e dos atos do Executivo; e) julgamento das contas do prefeito e do processo de cassação de seu mandato. Quanto às competências complementares, as quais não lhe são exclusivas, podem ser elencadas em: a) administrativa, organizando seus próprios serviços; b) auxiliadora, contribuindo com o Executivo na formulação de pedidos e soluções aos problemas do Município; c) integrativa, de catalisar as forças vivas da comunidade; d) cívica, concentrando o poder local de manifestação do pensamento político; e) historiadora, ao registrar os capítulos da história do Município.

LIMITES E POSSIBILIDADES

Um dos principais limites à Câmara refere-se ao poder de iniciativa. Simplificadamente, quer dizer que algumas matérias não podem ter origem na Câmara, embora o vereador possa ter a maior vontade de querê-lo, porém, no máximo, tais propostas podem ser “sugeridas” ou “indicadas” ao Executivo. Exemplo disto são os projetos que geram despesa para os cofres públicos ou que modificam a estrutura administrativa do outro Poder. Ademais, o exercício do mandato de vereador ganha peso e força quando concretizado em sintonia com os anseios populares. A defesa de ideias e soluções, articulada com uma crítica construtiva pontual, são as oportunidades que se abrem, num mundo globalizado e em rede virtual. Não perder o foco e administrar bem o tempo são metas, numa realidade onde são inúmeras as demandas e somente com muito determinismo elas poderão ser vencidas. 8 | novembro 2011 | Revista Hoje

Direção da Faccat reeleita para mais quatro anos Os conselheiros da Fundação Educacional Encosta Inferior do Nordeste (FEEIN), mantenedora da Faccat, reelegeram o atual diretor-geral, Delmar Henrique Backes (foto), para um mandato de mais quatro anos à frente da instituição de ensino. Também foram mantidos os vice-diretores de Graduação, Ana Cladis Brussius; de Pesquisa e Pós-Graduação, Roberto Morais; de Extensão e Assuntos Comunitários, Marlene Ressler; e Administrativo e Financeiro, Sérgio Nikolay. A decisão também mantém, por mais quatro anos, o presidente da FEEIN, Nicolau Rodrigues da Silveira; a vice-presidente Silrlei Teresinha Silva; e a secretária Marisa Dresch. Na mesma oportunidade foi eleita a diretoria executiva da mantenedora, integrada pelo diretor-presidente Vitório Carara; pela diretora financeira Kira Thomaz; e pela secretária Elena Weber. Para o diretor-geral reeleito, Delmar Backes, o objetivo da Faccat é ter um ensino de excelência, uma extensão em plena sintonia com a comunidade e a pesquisa para o desenvolvimento das pessoas. “Se esses são os objetivos permanentes e, felizmente, os alcançamos, queremos dar continuidade, enfrentando todos os desafios e participando do desenvolvimento da região em todas as áreas”, destacou. O presidente da Fundação Educacional Encosta Inferior do Nordeste, Nicolau Rodrigues da Silveira, enfatizou que a reeleição das diretorias, tanto da mantenedora quanto da Faccat, representa um reconhecimento do conselho às excelentes avaliações da qualidade de ensino promovida pelo Ministério da Educação, seja dos cursos ou em nível institucional. FOTO: ROSELI SANTOS


Comerciários homenageados O Rotary Clube de Taquara homenageou dois comerciarios taquarenses com o prêmio Profissional do Ano 2011. Nivaldo Ronaldo Kersting, 64 anos, foi destacado pelos 50 anos de trabalho na tradicional Farmácia Galeno (onde ingressou em 1961, aos 13 anos). Gerda Iraci Thomas Nunes, 65 anos, foi a outra homenageada. Ela trabalha como vendedora em lojas de utilidades na cidade desde 1971, sendo que, nos últimos dez anos, é funcionária da loja CR Die Mentz. A solenidade de entrega foi dirigida pela presidente do Rotary, Maria Arzilda Broilo, e pela governadora-assistente, Elena Weber.

Academia Lítero-Cultural promoveu jantar dançante A Academia Litero-Cultural Taquarense promoveu, no dia 1º de outubro, o seu segundo Jantar Dançante. O evento, na Sociedade Três de Março do Quilômetro Quatro, reuniu cerca de duzentas pessoas, que festejaram a entidade ao som do conjunto ARW Brasil. Além da integração social, a finalidade do encontro foi obter recursos para os projetos e iniciativas culturais da Academia. A entidade cultural confirmou a quinta edição do Academia In Concert para 21 de novembro, no auditório do Instituto Adventista Cruzeiro do Sul. Nas fotos, o casal organizador (Alvaro e Carmen Bourscheidt) e a mesa do grupo Dons & Tons.

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Ramão Corso Ramão Corso

Gestor de Serviços ramaoc@gmail.com

Atleta taquarense é vice-campeão nacional

A “Lei de Gerson” Gerson foi um famoso meio campista, canhoto, das décadas de 60/70, que fez parte da histórica seleção brasileira campeã mundial em 70, no México. Além de famoso pelo futebol, Gerson imortalizou a “malandragem” em uma propaganda de cigarros, em 1976, onde dizia: “O importante é levar vantagem em tudo, certo?”. Nós brasileiros somos passivos à roubalheira porque, na verdade, somos (quase todos) assim: cada um aguardando a oportunidade de levar vantagem sobre os demais. Me dei conta disso quando fui a uma agência bancária e, ao retirar minha senha de atendimento, havia uma ficha com outra senha bem menor que a minha (que alguém, provavelmente, devolveu). Sabia que era errado pegar aquela ficha menor e ser atendido antes dos outros, injusto fazer aquilo, mas, havia uma força maior dentro de mim dizendo para pegar. Confesso: peguei. Assim começa um corrupto. Creio que não foi por Gerson - muito influente na época – mas, parece, tentar levar vantagem em tudo virou hábito intrínseco no brasileiro, que vem sendo passado de geração a geração. Furar uma fila; pegar documentos de amigos que estão lá atrás para pagar na sua vez; receber um troco a mais e ficar quieto; comprar um rádio pela metade do preço, de procedência duvidosa; arrumar um laranja para dividir seus bens e pagar menos Imposto de Renda. Isso é tão comum que parece a regra. Todas essas atitudes parecem triviais, “quase todo mundo faz”, “não dão em nada”, mas, quando cometidas, alguém é prejudicado. A verdade é que somos tolerantes com a corrupção porque, no fundo, no fundo, não temos moral para cobrar. Como recriminar um político que apenas troca um 3 por um 4 em uma licitação? Exemplo: custa 300 mil, mas vamos pagar 400 mil. Ele só errou um dígito. Coisa pouca. Como cobrar de um político que tem 25 assessores desnecessários onerando o erário público? Como cobrar do Estado estradas com qualidade, se tiro apenas “meia nota” dos produtos vendidos na minha empresa? Trazendo para a questão local, como reclamar do aumento na taxa dos bombeiros, cobrada no IPTU, e ter 200m² de área construída e apenas 90m² informadas na Prefeitura ? Para mudar este país, precisamos reciclar nossa filosofia do certo e do errado. Não existe “meio termo”, ou “mais ou menos” para estas duas palavras. Comecemos pelas pequenas coisas, depois passemos às grandes. Pequenas atitudes positivas, passadas aos nossos filhos, podem ajudar a moldar o caráter das futuras gerações. Só assim formaremos um povo que não seja tolerante com a corrupção; que fará uma escolha bem mais qualificada de seus representantes nas eleições; e estes, eleitos, também terão uma visão diferente referente ao uso dos recursos públicos. 10 | novembro 2011 | Revista Hoje

A cidade de Garibaldi, na Serra Gaucha, recebeu, no dia 26 de Outubro, o Campeonato Brasileiro de Mountain Bike Maratona 2011, evento máximo da modalidade no Brasil. A prova foi organizada pela Federação Gaucha de Ciclismo, com supervisão da Confederação Brasileira de Ciclismo e do Comitê Olímpico Brasileiro. Reunindo mais de 200 atletas, de 15 diferentes Estados Brasileiros, a prova aconteceu na distancia de 62 Km e contemplou em seu trajeto muitas subidas e descidas íngremes, com piso de cascalho solto. Além disso, o fator surpresa ficou com o forte calor, não típico dessa região, que chegou à casa dos 30 graus Celsius. O ciclista taquarense GUILHERME WILHELMS, da equipe ATAC/Academia Energia Vital, esteve presente no evento e trouxe para Taquara um excelente resultado: Guilherme conquistou o vice-campeonato Brasileiro na categoria oficial Máster A1, chegando a menos de 2 minutos do vencedor (um atleta de São Paulo), com tempo de 2h 30 minutos. O terceiro colocado é ciclista do Paraná. O ciclista taquarense chegou a estar liderando a prova, mas, nos últimos 10 km, sentiu o calor e teve que diminuir o ritmo: “Quando o ciclista de São Paulo me passou, faltando 10 km, senti que estava no meu limite e, se tentasse acompanhar ele, poderia pagar o preço no final e, quem sabe, nem concluir a prova, pois sabia que os últimos quilômetros eram os piores do trajeto”, explicou. FOTO: DIVULGAÇÃO


A Tenista Ana Laura John retorna das Etapas Brasileiras do Circuito Cosat, organizado pela Confederação Sul-Americana de Tenis, com excelentes resultados: na Copa Guga Kuerten, realizada em Florianópolis de 10 a 17 de outubro, conquistou o vice-campeonato de simples, após 3 vitórias importantes. Já, na chave de duplas, se sagrou Campeã, ao lado de Letícia Monteiro. Em Itajaí(SC), dias depois, conquistou o título da Copa Santa Catarina, com vitória sobre Bruna Silva (SC), numa partida de 4 sets. Na chave de duplas, a Taquarense conseguiu o vice-campeonato, ao lado de Natalia Machado. Com estes resultados, Ana Laura se mantém em primeiro lugar no Ranking Brasileiro de tenis na sua categoria (16 anos) e se prepara para sua última competição do ano: o Master da Confederação Brasileira de Tenis, competição que reúne os 8 melhores tenistas do ano em cada categoria e será disputado em Florianópolis de 16 a 20 de novembro. FOTO: DIVULGAÇÃO

Raquel é podio no Uruguai

ACONTECE

Ana Laura John conquista bons resultados no Circuito Sul-Americano

A taquarense RAQUEL RITTER, professora do grupo de corridas da Academia Energia Vital, conquistou, no dia 11 de Setembro, a terceira colocação em sua categoria na 4ª edição da Maratona Internacional de Punta Del Leste, com o tempo de 4h 07min. A maratona, a mais longa prova de atletismo olímpica, é realizada na distancia de 42.195 metros, teve a participação de mais de 1500 atletas de toda America do Sul e contemplou as mais belas paisagens e atrações turísticas de Punta Del Leste. Além de Raquel, também estiveram participando do evento MARCELO RAYMUNDO, que correu a Maratona; MONICA DALMINA e JOÃO JAEGER, que participaram da prova de meia-maratona (21km) e PAULO BOFF, atleta que correu 10km. Na foto: Guilherme (apoio de bike), Raquel, Marcelo, Monica, João e Paulo.

Revista Hoje | novembro 2011 | 11


Dagoberto Dagoberto Velho

Arquiteto dagovelho@tca.com.br

Um Presente Insperado

Quase sempre, quando caminho por nossa cidade, acabo ficando revoltado com algumas cenas chocantes que presencio. Para não me estressar demais, procuro ignorar certos fatos, como a sujeira espalhada pelas ruas por pessoas mal educadas; os cães abandonados; o desrespeito para com idosos e tantas outras coisas mais com que, querendo ou não, acabamos nos envolvendo no dia-a-dia e que, certamente, poderiam ser solucionados, se houvesse mais seriedade na aplicação dos recursos oriundos de nossos impostos. Graças a Deus, no entanto, também visualizo coisas muito boas: numa quarta feira à tarde, por exemplo, recebi um belo e inesperado presente que me deixou emocionado. Foi algo que me fez retornar à minha primeira infância, quando meus pais liam histórias de fadas, de gigantes e de reinos encantados, que me faziam viajar pelo imaginário fantástico dos contos infantis. Neste dia, ao passar por nossa praça central, pouco antes do início de sua reforma, vendo um aglomerado de crianças reunidas, não resisti à curiosidade e aproximei-me. De imediato e sem muita cerimônia, fui, gentilmente, convidado a sentar-me num dos bancos para escutar uma historinha, lida por um menino muito inteligente e amável, que fazia parte do grupo. Foi um momento mágico, onde os papéis se inverteram e, como um verdadeiro presente, pude sentir novamente o prazer e o carinho que uns breves momentos de atenção podem proporcionar a alguém. Mas havia muito mais: além da leitura de histórias, algumas crianças do grupo faziam entrevistas com as pessoas. Fiquei com a impressão de que todos desejavam colaborar e participar de alguma maneira, mostrando aos passantes o valor da leitura e da alegria de poder divulgar seus conhecimentos. No suporte deste belo trabalho, professoras incentivavam, organizavam e também liam pequenos contos. Confesso que, além de comovido, minha esperança no futuro de nosso país recebeu um banho de otimismo. São trabalhos deste porte que, aparentemente singelos e sem altos custos operacionais, conseguem bons resultados naquilo que temos de mais importante nas nossas comunidades: a formação de nossas crianças. Parabéns às professoras e aos alunos da escola Municipal Calisto Eulálio Letti que, apesar das conhecidas dificuldades de nosso ensino atual, ainda conseguem levar e incentivar a cultura e o conhecimento com tanta criatividade. Um agradecimento especial ao menino que leu para mim e para todos os professores envolvidos com este belo trabalho. Tenham certeza de que colherão ótimos resultados disto e que Deus, certamente, está abençoando a todos. 12 | novembro 2011 | Revista Hoje

PSDB - Fifi Luis Felipe Luz Lehnen

Corretor de Imoveis / Vereador Bancada do PSDB - felipe@aliceimoveis.com.br

A valorização do servidor público

Dedico esse espaço para falar um pouco sobre a importância do servidor público municipal. Se formos verificar onde está centrado, em um único órgão ou estabelecimento, o maior número de trabalhadores em Taquara, a resposta é direta: no Executivo Municipal. Essa categoria é numerosa, temos na Prefeitura de Taquara, aproximadamente 1.600 servidores públicos, entre ativos e inativos. É importante registrarmos, por isso, a necessidade de valorização do serviço público. Não existe Estado que consiga cumprir com suas obrigações constitucionais (como educação, saúde, habitação, desenvolvimento, entre outras) sem um aparato burocrático, fiscalizador e executor. Todos os servidores públicos são responsáveis pela aplicação das políticas públicas. A Prefeitura (portanto, toda a comunidade) sobrevive da cobrança de impostos e taxas e elaborando projetos para a busca de recursos junto aos Governos do Estado e Federal. Sem uma arrecadação eficiente, sem meios de fiscalizar o que é arrecadado e sem ter meios de controle, até mesmo, da execução de uma obra pública, teremos um Estado cada vez mais enfraquecido. Não podemos renunciar a isso e, sim, temos que defender as prerrogativas do Estado, suas atribuições, competências, obrigações. Para isso, precisamos contar com os servidores públicos. Já passou o momento de chamarmos a atenção do Governo Municipal para a importância da valorização dos servidores públicos, de fazermos com que os seus direitos sejam realmente cumpridos. Temos de afastar toda e qualquer má visão que se tenha do servidor público, por meio das atitudes e manifestações deles próprios. Façamos, aqui, um esforço em discutir os seus direitos e suas aplicações. Não teremos serviço de qualidade se não tivermos uma política eficaz e eficiente de valorização dos servidores públicos. Chamo a atenção dos Poderes, para que tenhamos uma política efetiva, não apenas remuneratória, mas também de valorização, por meio de cursos de formação e atualização, com uma grade de ações que possa fazer com que servidores públicos cumpram plenamente suas competências e atribuições, devolvendo à população serviços de qualidade. E, é claro, parabéns a todos os servidores públicos municipais, estaduais e federais pelo seu dia, ocorrido em 28 de outubro.


Encontro Filatelico comemora bons resultados Pedro Pinto Balsemão; do presidente da Fundação Educacional Encosta Inferior do Nordeste, mantenedora da Faccat, Nicolau Rodrigues da Silveira; do gerente regional dos Correios, Clemente Krechowieki; da prefeita de Parobé, Gilda Kirsch, da vice-prefeita de Taquara, Mi­chelle Sápiras, e do presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Mello, entre outros. Para marcar a realização do evento, Pedro Balse­mão criou uma medalha comemorativa, en­tregue a todos os integrantes da mesa oficial. Também receberam distinções do Clube empresas e entidades que comemoraram aniversários “em números redondos”, entre elas a Câmara de Industria, Comercio, Serviços e Agropecuaria do Vale do Paranhana (CICS-VP), pelos seus 80 anos.

ACONTECE

O presidente do Clube Filatélico e Numismatico de Taquara, Levi Batista de Lima Jr., comemorou a grande afluencia de público à 8ª edição do Encontro Nacional de Filatelia, Numismatica e Colecionismo, realizado no Clube Comercial em outubro. Levi destacou, também, que as oficinas de filatelia e numismática para os estudantes das três redes de ensino de Taquara tiveram grande participação. O dirigente anunciou que a entidade pretende formatar, a partir de 2012, uma comissão organizadora do evento, a qual deverá iniciar a preparação da nona edição já no primeiro semestre. O encontro de 2011 reuniu colecionadores de vários pontos do país, além de alguns de outros países da America Latina. A abertura teve presença do primeiro vice-presidente do clube,

Diretoria do CFNT com os homenageados. FOTO: DIEGO CANDIDO

Revista Hoje | novembro 2011 | 13


Sami El Jundi médico, especialista em direito médico e analista de risco samieljundi@risk-0.com

Nunca houve um tempo melhor para estar vivo, mas... Com um cerebro adaptado para responder a situações pré-historicas, precisamos aprender a usar a razão para entender e apreciar as vantagens (e evitar os verdadeiros perigos) do mundo atual. Ouvi um locutor de rádio dizer que “a violência e a corrupção estão tomando conta de nossas vidas, é só o que se vê nos jornais e noticiários.” Há nessa afirmação algo de profundamente intuitivo e que instantaneamente verificamos como verdadeiro. Contudo, embora seja “só o que se vê nos jornais”, a afirmação é, em si, incompatível com a realidade. Precisamos usar a razão para evitar esses enganos e avaliar melhor a realidade. Noventa por cento do que fazemos é condicionado por avaliações e decisões inconscientes ou intuitivas. Somos homens modernos, com cérebros da idade da pedra. Nosso cérebro dispõe de dois circuitos: um mais antigo, intuitivo, rápido e emocional; e outro calculista, lento e racional. Uma das características do primeiro é nos fazer tomar decisões rápidas, associando automaticamente a causa com o efeito (cobra é igual à morte, portanto devo temer a cobra) e a aparência com a realidade (se parece uma cobra, é uma cobra). Mas essa chamada “Lei da Similaridade” tem um bug no mundo moderno: se o que parece é, inconscientemente temos dificuldade para diferenciar uma foto de alguém da pessoa real e, portanto, a ficção da realidade. Por isso experimentamos tantas sensações ao assistir um filme de terror. Outra característica desse sistema é a 14 | novembro 2011 | Revista Hoje

chamada “Lei da Ancoragem”: quando não temos certeza de uma situação, damos um palpite baseado (“ancorado”) na informação mais recente. Mesmo ajustada pelo lado racional (o segundo sistema), essa ancoragem influencia nossas decisões com base na última informação disponível sobre o fato em questão. Se você vir roubos a residências no jornal e for visitado por um vendedor de trancas, terá maior propensão a comprar trancas extras que jamais precisou ou precisará. Ainda, o sistema emocional usa a chamada “Lei das Coisas Típicas” para

“Somos reféns de um cérebro de caçador na savana, pouco adaptado à vida moderna, fazendo com que as decisões sejam tomadas mais por medo que por conhecimento.” decidir se algo se encaixa ou não num determinado perfil. Ao caminhar por uma rua à noite e ver um grupo ruidoso vindo em sua direção, muitos sentem uma angústia inexplicável, e mudam de calçada. E temos ainda a “Lei do Exemplo”, que encolhe lembranças longínquas, mantendo em alta conta as memorias de alta prioridade: aquelas que se relacionam a eventos recentes e que se repetem com certa freqüência. Por isso, a explosão de homens-bomba do outro lado do mundo, presente diariamente nos noticiários, faz com que você pense que há alguma

chance de algo assim acontecer em sua cidade ou país. Assim, não é difícil ver como a escolha da mídia por divulgar diariamente fatos pouco comuns (e cuja freqüência em nossas vidas é quase desprezível), faz com que imaginemos – intuitivamente – que eles realmente acontecem todos os dias e que podem nos afetar. A tentativa racional de contrabalançar essa intuição é pouco efetiva, como demonstrado por um sem número de estudos de psicologia cognitiva sobre os efeitos da ancoragem. O céu é mais azul do que parece Por outro lado, uma simples análise do passado nos fornece informações que se contrapõem a qualquer visão catastrofista do mundo atual, seja em termos de saúde, violência, corrupção ou prejuízo ambiental. Um bebê nascido no Brasil em 1900 tinha uma expectativa de vida de 33 anos, enquanto de seu tataraneto, nascido em 2009, se espera que possa viver até os 73. As taxas de mortalidade infantil também caíram muito. Nunca vivemos tanto e nunca tivemos tanta esperança de ver nossos filhos crescerem de forma a reproduzirem a ordem natural das coisas: enterrarem seus próprios pais. A obesidade é uma “epidemia” mundial que só existe porque praticamente superamos um mal anterior: a fome. Estudos mostram que menos pessoas desenvolvem algumas doenças crônicas como artrite e doenças pulmonares; que aqueles que as desenvolvem o fazem


“A maior parte dos medos que temos são infundados - e maximizados pela mídia” em média 10 a 25 anos mais tarde que as gerações anteriores, e apresentam quadros mais tênues ou mais facilmente tratáveis com medicamentos que não estavam disponíveis para nossos avós; e que o homem médio moderno é mais alto, mais pesado e com QI mais elevado que seu antepassado de apenas 100 anos atrás. Nunca vivemos tão bem. Paradoxalmente, são nossos próprios hábitos de vida que impedem que essas estatísticas sejam ainda melhores. O sedentarismo e a substituição do hábito de caminhar pelo uso do automóvel (que beneficia poucos), mesmo a pequenas distâncias, tem um impacto muito maior sobre o efeito-estufa do que a queima do carvão mineral, que fornece energia mais barata para toda a população. O hábito do fumo ressurge com certo vigor, depois de um período de contínua redução. O uso do álcool (não apenas o alcoolismo) mata e incapacita mais pessoas a cada ano do que todas as drogas ilícitas somadas. O diabetes – relacionado à obesidade e ao sedentarismo, em 2010 ultrapassou os 60.000 casos fatais. Enquanto isso, dedicamos tempo e esforço desproporcionalmente grandes tentando banir aos alimentos geneticamente modificados que, até onde se sabe, não provocaram sequer um caso de indigestão; e milhões de dólares são gastos anualmente no combate ao narcotráfico e na manutenção de legislações que cada vez engrossam mais a lista das drogas ilícitas (vide a recente proibição dos inibidores de apetite pela

Anvisa, que criará novo mercado negro no país). O mesmo vale para a corrupção, sistêmica no Brasil desde a chegada da família real portuguesa. Não esqueçamos que, naquele então, o país pertencia ao Rei, o qual se permitia doar propriedades e impostos a seus protegidos; e cada um tirava o que lhe apetecia. Essa cultura não mudou com a república. Apenas para ficar em exemplos recentes: as construções de Brasília, da Transamazônica e de Tucuruí produziram a grande dívida externa brasileira, em épocas em que a grande mídia não podia – ou não queria – divulgar isso. E se você não se deparava com denúncias diárias, não podia aplicar a “Lei do Exemplo” e se preocupar com a “epidemia” de corrupção que assolava o Brasil. Somos, assim, reféns de um cérebro mais adaptado à sobrevivência de um caçador na savana, há mais de 100 mil anos atrás, do que à vida moderna, fazendo com que as decisões sejam tomadas mais por medo que por conhecimento. Desprezamos riscos importantes, enquanto nos preocupamos

com coisas cuja probabilidade de mudar nossas vidas é desprezível. Tomamos atitudes em função de impressões que, se intuitivamente parecem verdadeiras, quando confrontadas com a realidade se mostram (perigosas) mentiras. Portanto, o fato da violência e da corrupção estarem presentes em todos os jornais e noticiários não os torna um problema novo, tampouco pior do que no passado, e menos ainda os mais importantes em nossas vidas. Condições silenciosas, que não geram manchetes diárias de jornal ou histórias cativantes, continuam ceifando mais vidas e custando mais caro à sociedade do que aquelas que (apenas) parecem onipresentes, e se relacionam a coisas que podemos mudar com poucos recursos: nossos hábitos de vida. Nunca houve um tempo melhor para estar vivo, mas ainda precisamos começar a julgar (e agir) mais com a razão, e menos com a intuição. Sugestões de leitura: Thomson, Oliver. A assustadora história da maldade. Prestígio Editorial, 2002, 3ª Ed. Gardner, Dan. Risco: a ciência e a política do medo. Odisséia Editorial, 2008.

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PDT - Laura Prestes Laura Fagundes Prestes

Professora aposentada - Secretária do PDT Taquara pdttaqrs@gmail.com

EDUCAÇÃO “OS SÁBIOS REFULGIRÃO COMO O ESPLENDOR DO FIRMAMENTO; E OS QUE ENSINARAM A MUITOS À JUSTIÇA BRILHARÃO COMO ESTRELAS PARA SEMPRE”. (DN. 12, 3). Outubro, o mês que passou, foi marcado por duas datas importantes em relação à Educação, uma das maiores bandeiras do PDT: 15 de outubro dia do Professor 12 de outubro dia da Criança Vejamos as crianças que passam pelas nossas ruas, algumas bonitas, alegres e sadias, outras de braços finos e pés descalços, olhos tristes, pensamos que elas terão um radioso amanhã. Isto será fácil para as primeiras, mas, e as outras? Para muitas não é preciso aprender, não é fácil crescer, viver...faltalhes o pão que mata a fome, a saúde que traz alegria e às vezes o aconchego de um lar feliz, mas, de todas depende o amanhã brasileiro. Não podemos ficar indiferentes somos responsáveis. Meditando sobre o texto acima vimos quão profundo é o estatuto do PDT, Partido Democrático Trabalhista, em seu compromisso prioritário. O primeiro compromisso é com as crianças e jovens do nosso país, assistir desde o ventre materno, alimentar, escolarizar, acolher e educar todas as crianças com igualdade e oportunidade para todos. Fiel aos princípios históricos do trabalhismo democrático a administração municipal de Taquara, nas pessoas do Prefeito municipal, o Sr. Delcio Hugentobler, e da vice Prefeita, Sra. Michele Franck Sápiras, tem demonstrado cumprir com esta prioridade do nosso estatuto, mantendo um olhar carinhoso para Educação, quer seja nas reformas e construções de escolas, quer na atualização do corpo docente municipal e realização de concursos. Também não podemos esquecer a valorização dos esportes através de construção do Ginásio Theophilo Sauer, e a quadra poliesportiva do bairro Eldorado. Dentro da integralidade da criança e do jovem, desde o ventre materno , salientamos o Pim , Programa Primeira Infância Melhor, e a atenção ao dependentes químicos. Este é o nosso partido, que vem de longa caminhada com grandes vitórias, também terríveis frustrações, mas com raízes e identidade histórica, com legado de grandes estadistas como Getulio Vargas, Pasqualini , Jango, e o sempre Leonel Brizola. Finalizando, rogamos a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, as bênçãos sobre nossa Pátria Verde amarela. 16 | novembro 2011 | Revista Hoje

Sarau com Café é referência cultural na região O Sarau com Café, realizado há oito anos em Taquara, é um evento que ocorre sempre na última quinta-feira de cada mês, organizado pela jornalista Roseli Santos, pela estudante Ilana Lehn (membros da Academia Lítero-Cultural Taquarense), pela psicóloga Anna Amélia Fleck e pelos músicos Chico Paz e Adolfo Silva. A iniciativa tornou-se referência regional, em encontros que acontecem junto ao espaço da Cafeteria Sabor Café e Livraria Nova Letra, intercalando blocos de leitura com música, em um ambiente descontraído que revela talentos na arte, na literatura e na música. Mensalmente, o sarau conta com atrações especiais e convidados para um bate-papo sobre diferentes assuntos. O evento, já consagrado como espaço cultural de Taquara, também ganha projeção em outros municípios do Rio Grande do Sul, com edições especiais em escolas, principalmente, onde é reforçado o hábito da leitura entre os jovens; feiras do livro, como a de Porto Alegre; e livrarias, como a Fnac, do Barra Shopping da capital. Os organizadores destacam que o sarau abre um espaço que oportuniza uma experiência cultural interativa para troca de experiências com a comunidade. Pelas dezenas de encontros já realizados, já passaram, entre outros nomes de relevância, os escritores Fabrício Carpinejar, Dilan Camargo, Leia Cassol, Henrique Schneider e Edgar Vasques, além de músicos reconhecidos no cenário nacional como Nelson Coelho de Castro, Gelson Oliveira, Alemão Ronaldo e Monica Tomasi, bandas locais e regionais, fotógrafos e artistas plásticos. O evento também promoveu encontros temáticos sobre os Beatles


De todos e de cada um Roseli Santos

CENA CULTURAL

e Elvis Presley, entre outros. De acordo com Roseli Santos, o projeto começou em 2003, por iniciativa dela, do músico Daniel Cavalcanti e de Armando Severo, sendo que os dois últimos permaneceram os primeiros anos no grupo. Em seguida, novos membros foram se incorporando à iniciativa, todos como voluntários dispostos a manter o formato tradicional do sarau, mas com inovações implantadas a cada ano. “É uma trajetória de orgulho e de perseverança, onde o incentivo ao hábito da leitura sempre foi o nosso objetivo principal”, diz a jornalista. A música é outro elemento indispensável ao projeto, promovendo os talentos regionais e abrindo espaço aos que têm pouca oportunidade de expor seu trabalho. “A cada encontro, acabamos incorporando novas ideias, como os convidados especiais, que trazem informação e uma enriquecedora troca de experiências a toda a comunidade”, diz Roseli Santos. Hoje, o grupo do Sarau com Café preza pela credibilidade e respeito em todos os municípios onde o projeto é realizado. Poucos conseguiram manter por tantos anos uma proposta independente, que conta com apoiadores culturais, sem qualquer interferência de terceiros. “A escolha do espaço para a realização do sarau também foi uma parceria importante que permanece até hoje. O contato mais intimista exige um espaço onde as pessoas possam “ouvir” o que está sendo dito e cantado e possam “ter voz” para expressar sua opinião”, ressalta Roseli Santos, lembrando que a Cafeteria Sabor Café e a Livraria Nova Letra abriram as portas para o projeto desde o início, numa demonstração de apoio e boa vontade em promover a cultura. Hoje, com uma proposta que extrapola as fronteiras do município, o Sarau com Café já está aliado, também, a outras iniciativas, como o Sarau Beatles de Porto Alegre, onde são promovidos encontros com a temática exclusivamente direcionada à história e à música dos Garotos de Liverpool. São inúmeras participações, ainda, em eventos fechados e em outros espaços ao longo desses oito anos, em diversos municípios do Estado. Com entrada gratuita, o sarau tem apoio cultural de Cafeteria Sabor Café, Casa das Lãs, Cirurgiã Dentista Stefani Lanius Adam, Clínica de Ortopedia João Guilherme Hackmann, Faccat, Invento Propaganda, Estúdio Pro Produções, Livraria Nova Letra, TCA Informática e Prefeitura de Taquara.

“O amor pela leitura e pelos livros, o gosto pela música e a necessidade de compartilhar esse universo com o maior número de pessoas, especialmente os jovens, foram a mola propulsora para o Sarau com Café surgir e é, até hoje, a fórmula que o mantém vivo, intenso e repleto de vivências a serem compartilhadas. Da apreensão inicial à formatação do que é hoje, a ideia nunca esmoreceu, nem diante das dificuldades impostas por uma cidade onde tudo demora muito para acontecer e vingar. Ocorre que vingou e floresceu e se ramificou de uma maneira tal que nem imaginávamos ser possível chegar. É desafiador, e nem sempre confortável, trilhar por caminhos inovadores e que despertam sentimentos e reações diversas (ou adversas em alguns casos) nos mais diferentes segmentos da comunidade. Para nossa surpresa, a cada encontro do sarau fomos criando fortes vínculos, novas amizades e, o mais importante, despertando o hábito da leitura e o gosto pela música em pessoas de todas as idades. Gratificante é pouco para definir o que construímos e que, tenho a certeza, ninguém destruirá. O que foi plantado já está se ramificando em dezenas de outros eventos semelhantes que, hoje, também semeiam a proposta que espalhamos por aí. Eu, a Anna, o Chico, a Ilana, o Adolfo e todos os que já compartilharam desses momentos conosco sabem do que eu estou falando. E ainda que o sarau deixasse de ocorrer neste momento, tenho certeza de que ele sobreviveria independentemente de nós, latejando em cada leitor, em cada reflexão, em cada letra de música aqui interpretada, na lembrança das palavras dos convidados, no olhar atento do público, no abraço dos amigos, na boa vontade e no incomensurável amor com que nos doamos e que recebemos em troca. Só por isso, já teria valido a pena. Só por isso, o sarau já não nos pertence. É de todos e de cada um, para sempre”.

FOTOS: Acima à esquerda: Os organizadores, no evento que comemorou seis anos do Sarau. - Acima: Em julho de 2011, o convidado Alemão Ronaldo proporcionou alguns dos melhores momentos do evento. - Ao lado: outro integrante, Adolfo Silva, com a artista Monica Tomasi. CREDITOS: DIVULGAÇÃO

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Rafael Hartz

TECNOLOGIA / QUESTÕES URBANAS

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REDES SOCIAIS

A FEBRE MUNDIAL

Nos anos 80, quando a gente conhecia alguém, perguntava: onde você mora? Já nos anos 90 a pergunta era: qual o seu telefone? Logo depois, nos anos 2000: qual o seu celular? Ou um discreto, você tem MSN? Hoje, pouco tempo depois, a pergunta mais comum é: qual o teu Facebook? Tu tem Twitter?

A ideia de rede social começou a ser usada há cerca de um século atrás, para designar um conjunto complexo de relações entre membros de um sistema social a diferentes dimensões, desde a interpessoal à internacional. Segundo a Wikipédia, rede social, hoje, designa Uma rede social é uma estrutura social 18 | novembro 2011 | Revista Hoje

composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. A ideia de comunidade on-line, agora chamada de rede social, não é nova. Sua popularização se deu em conjunto com a popularização gradativa da internet. A

primeira delas surgiu ainda em 1995, foi a Classmate (www.classmate.com), mais usada nos EUA e no Canadá, criada com a intenção de conectar antigos amigos do colégio ou da faculdade. REDES SOCIAIS ATUAIS Atualmente, uma das mais populares é

o Facebook (www.facebook.com). Criada em 2004 essa rede social é uma febre mundial. O Facebook permite criar novas amizades, compartilhar vários tipos de arquivos, inclusive fotos e vídeos, divulgar coisas, participar conversas e muito mais. Ainda é possível “curtir” o que seus amigos estão escrevendo ou fazendo, sendo essa a mais conhecida das funções da rede. Ela também é voltada para as empresas, artistas, organizações e figuras públicas criarem suas Fan Pages, onde podem divulgar seus trabalhos e atrair pessoas que queiram “curtir” essas páginas. Viabilizam promoções, sorteios e compartilhamento de conteúdo - como músicas e vídeos - com seus clientes ou fãs. O tão falado Orkut (www.orkut.com) rede social pertencente a gigante Google, também surgiu em 2004 apenas 11 dias antes do Facebook. Ela se popularizou muito no nosso país e oferece uma grande parte dos recursos disponíveis no Facebook, No entanto hoje está perdendo para essa última. Outra rede muito conhecida atualmente é o Twitter (www.twitter.com), criativo e inteligentemente diferente das mais populares redes, oferece um tipo de serviço diferenciado conhecido com


As redes sociais DIEGO CANDIDO DE SOUZA

microblog. Funciona assim: você escreve o que está pensando ou se passando em sua vida ou em sua cabeça, e outras pessoas gostam do que você está escrevendo e passam a te “seguir” ou “follow” you. Assim você também pode estabelecer um chat online e ao mesmo tempo compartilhar diversas coisas via twitter. Você pode até achar que elas têm uma função aparentemente fútil, mas possuem outras utilidades bem importantes. É possível encontrar um emprego, estabelecer comunicação com parentes e amigos distantes com custo bem reduzido, divulgar produtos e negócios, agilizar o repasse de informações, salvar vidas… não é exagero, algumas vítimas do Tsunami no Japão usaram o Twitter para informar sua localização debaixo do escombros e foram salvas por isso. Existem muitas outras além das três que falamos,tem o MSM ou Windows Live, o Youtube, Myspace, Flickr, LinkedIn e muitas outras. Legal é saber o que cada uma pode fazer por você. Ao lado segue uma lista com a descrição e funcionalidades básicas das mais conhecidas redes sociais do mundo na atualidade, ela foi criada pelo pessoal do Easy SEO. O Orkut não está listado porque a força dele mundialmente não tem representatividade.

Redes sociais, assunto tão comentado e debatido nos últimos tempos. Alguns consideram perder tempo ou ociosidade, porém, a grande maioria frequenta e ainda mantêm seus perfis atualizados, no que podemos chamar de vida virtual. Posso afirmar que a vida real já se juntou à virtual, poucas pessoas hoje – acredito que lote uma Kombi - não possuem cadastro ou mesmo frequentem alguma rede social. Este assunto é tão atual que foi tema da redação do ENEM, comprovando que conhecer redes sociais hoje em dia é imprescindível. As redes sociais possuem muitas finalidades, empresas usam estas redes para se comunicar com seus clientes para resolver os problemas mais rápido, sem precisar usar os antigos 0800, que já se tornaram coisa do passado. O fato foi comprovado em matéria do Fantástico (Rede Globo). Reclamar algo usando as redes sociais é mais eficaz que usar as formas tradicionais. Gostaria de ter seu problema resolvido em pouco tempo? Então use as redes sociais. Há empresas de olho nestes problemas e em suas soluções. A principal função usada pelas empresas é a divulgação de seus produtos ou serviços, podendo o usuário opinar, questionar ou recomendar para as demais pessoas. Ao escolher um produto na prateleira podemos dizer: “– Eu Curti este produto! Vou comprar.” Já quem tem vida pública, pode usar para divulgar seus trabalhos ou sua agenda, inclusive podendo avisar seu “amigo virtual” quando terá apresentação na cidade ou região. Uma ONG ou

Associação de Bairro pode convidar pessoas para participar, mostrar ideias inovadoras para velhos problemas. Anteriormente usei o termo “amigo virtual”. Temos dois tipos de amigos: os com que conversamos e recebemos um “Bom dia” ao passar na rua; e os virtuais, que olham nossas fotos, sabem quem estamos namorando, a idade de nosso filho, a cor e modelo de nosso carro, mas, nas ruas não nos conhecem. Temos também aqueles que não conhecemos, mas estão presente em nossas listas de amigos no Facebook, são nossos seguidores no twitter, ou foram colegas das empresas que trabalhávamos, usando o Linkedin. A notícia acontece antes nas redes sociais. Muitas vezes é passada direto de quem a escreve, em poucas palavras, somente a essência do fato. Não precisamos mais de computadores de mesa para estar informados, os celulares tem integrada a função de acesso às redes sociais. Ao esperar ser atendido em uma fila podemos, em tempo real, ver tudo que acontece no mundo. Ou reclamar da própria fila para o empresário. O verão chegando, ao sair de casa para ir ao litoral, pode-se optar por escolher qual o melhor caminho para chegar, olhar o clima, etc. Poderia ficar aqui escrevendo horas sobre isto. Vou fazer melhor, estou convidando a entrar em uma rede social, depois me responda: Você perdeu seu tempo ou não?

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A n達o para

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No mundo da música, é comum presenciarmos a criação entusiasmada de grupos que atraem rapidamente atenção de mídia e público, para não muito depois se dissolverem. Brigas internas, falta de dinheiro (nem sempre os shows são remunerados), mudança dos rumos dos integrantes; tudo vira motivo para aquela banda que você achava que daria certo perecer no cenário. Alheio ao padrão de nascimento-reprodução-morte dos grupos de Rock do Vale do Paranhana, a Desvio Padrão resiste. Desviar do já estabelecido... seria esse o motivo do nome da banda? “Não, na verdade foi porque alguns de nós estavam em época de vestibular ainda. Cálculos de média harmônica, variáveis e todo aquele vocabulário que apavora o candidato à vaga estavam latente entre nós. Pareceu lógico simbolizarmos essa fase”, explica Ricardo Carniel, cantor e um dos letristas do grupo. A reunião de amigos é uma expressão que inicia toda a justificativa de alguém ter criado sua própria banda. No caso dos rapazes da Desvio, parece verdade: “Eu era amigo do Ricardo desde adolescente e a gente sempre dava um jeito de tocar na minha garagem. Ele tocava violão e eu, teclado. Não muito tempo depois, conhecemos o Marat e ele aprendeu o contrabaixo”, lembra Flávio Gonzalez, tecladista. Quando parte da banda estava criada, chegavam a ensaiar em domingos pela manhã, deixando vizinhos enlouquecidos. “Éramos gurizada ainda...

quase tudo nesse sentido era permitido. Havia uma urgência quase inexplicável”, ri Marat. Com o tempo, os vestibulares e cursinhos atrasaram o sonho da consolidação da banda, mas os três ainda acreditavam numa rotina de ensaios. Fizeram testes e chegaram aos nomes de Guilherme Costa (bateria e um dos compositores) e Fábio Fischer (guitarrista). Estava nascida, no início de 2004, a “formação clássica” da banda. Entre idas e vindas de guitarristas, a banda tocou em diversos lugares naquele ano, participando inclusive de um festival na Oktober Fest de Igrejinha, onde apresentaram sua primeira música própria, “O mundo nunca foi o meu lugar”. No ano seguinte, veio a necessidade de gravar as músicas que eram compostas de madrugada na casa do vocalista. “Não tínhamos sono. Ficávamos tocando violão, ouvindo música, tomando achocolatado e scotch, lendo revista e desaforando o pessoal do Tele-Amigos. Era um barato, mas meio que deixava claro que tínhamos uma angústia e um tédio em relação ao nosso mundo. Sem dinheiro e sem experiência, saíamos à noite e voltávamos pra casa sozinhos. Todos já passaram por isso. E nós tentamos traduzir essa dor em música”, explica Marat. O fruto nasceu em 2006. Seu disco de estréia, gravado em Porto Alegre e mixado por Vini Tonello (produtor de inúmeros álbuns de sucesso no Rio Grande do Sul) trouxe seu primeiro hit

na região, “Ponta cabeça”, até hoje na programação fixa de rádios daqui. Os anos seguintes foram tortuosos e em muitos momentos compensadores. A insistência em sobreviver a ondas musicais, como pós-grunge, emo e sertanejo universitário lhes rendeu a participação na Gauchada Rock Fest, com nomes como Rosa Tattooada e Graforreia Xilarmônica, para um grande público. Em 2008, a volta de Fábio Fischer à banda trouxe novos rumos e mais shows à banda, como na Feevale, início do ano. Em 2009, a consolidação do trabalho: dois shows em Três Coroas, um com Alemão Ronaldo (conhecido e respeitado artista do Rock do sul), outro com Bebeco Garcia (guitarrista e ex-líder dos Garotos da Rua, já falecido). Em novembro, novo convívio com o amigo Bebeco, no bar Ocidente, Porto Alegre. O ano passado teve como objetivo principal o registro das novas músicas, que estavam surgindo ao natural nos ensaios. As apresentações em São Francisco (Festa do Pinhão), Igrejinha (Tio Remi, bar que teve show deles na inauguração) e São Borja foram a exceção em meses de registro do que é considerado sua obra-prima, “O almoço dos remadores”. As influências musicais exibem influências claras de Beatles e Beach Boys, resultado da amizade com Nino Lee, diretor da estamparia Marka Diabo. “As músicas que ele nos mostrava faziam com que reinterpretássemos o som que

ESPECIAL

Passados 7 anos de sua criação, a banda taquarense mais conhecida na região planeja objetivos diferentes e vôos mais altos

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a gente curtia há muito”, salienta Ricardo. “Mas acabamos precisando de muito tempo de estúdio para registrar a música. Tínhamos que descobrir como fazer os mesmos barulhos, mesmos efeitos que nossos ídolos faziam há 40 anos atrás, com bem menos recursos”, conta Guilherme. Encerrado a gravação da nova música, começava, neste ano, o registro das

novas “Andarilhos” e “A noite ouviu”, todas mixadas pelo amigo Tonello, que já podem ser ouvidas nos canais virtuais da banda. “Não é para ser um disco inteiro. Estamos somente lançando singles na internet e fazendo propaganda em Facebook e Twitter. Uma hora vamos agrupá-las em torno de um disco próprio”, comenta Fábio, que também lembra que o número de fãs aumentou consideravelmente

nos últimos tempos, inclusive em nível nacional, após o lançamento dos novos sons. Muito desse aumento de gente interessada no grupo deve-se a um procedimento peculiar: dar discos. A venda de CDs estagnou no Brasil e a necessidade de um material físico levou a banda a investir em distribuição gratuita de músicas. E os shows começaram a aparecer. Ricardo, Marat e Fábio participaram de um sarau literário em Três Coroas, dia 08 de setembro passado, no lançamento do livro de seu amigo Jéferson Souza, da banda Vitrô. No dia 28 de outubro, a Desvio Padrão tocou no campus 1 da Feevale; no dia 05 de novembro, o show é em Pelotas, para os calouros da UFPEL. Dia 19 do mesmo mês, visita o pub Lado B, em Osório. E em 09/12 a banda sobe para Caxias, para tocar na UCS. “Depois que tocamos para estudantes no Liberato, sentimos o gosto de apresentar nossas músicas para um público que presta a atenção nos arranjos das músicas e nas letras, que são muito sinceras”, afirma Ricardo. “Queremos mais shows para o interior do estado. É um mercado que precisa de coisas novas. O futuro está lá”, finaliza Marat. Confira, no CD encartado nesta página um registro da trajetoria da banda e novas composições. Revista Hoje | novembro 2011 | 25


ANA PAULA HUGENTOBLER

Curtindo a noite na Taberna da Nety: acima: Fernando Spindler, Nathália Viecelli, Elaine Möller e José Möller abaixo: Fabio Luz e Ivania Borges

DONNA FASHION IGUATEMI - Os últimos lançamentos da moda primavera/verão 2011-2012 foram conferidos pelas alunas da Oficina de Modelos, no evento que aconteceu na última semana de setembro em Porto Alegre.

26 | novembro 2011 | Revista Hoje

Galera animada prestigiando a escolha da Rainha do Santa 2O11 na tarde do dia 8 de outubro, no Ginásio do Colégio Santa Teresinha. Da esquerda para a direita: Pricila Frizon, Eduarda Schein, Carina Scheffel, Isadora Zwetsch, Cíntia Brentano, Rafael Andrade e Gabrieli Flesch

Foi um verdadeiro sucesso a 1º Festa do Batom, realizada pela Embaixada Feminina de Amor pelo Hospital Bom Jesus de Taquara. O evento aconteceu no dia 23 de setembro, no Clube Comercial. A mulherada caprichou no visual. O evento teve como atrações, show com Musical Okasião e um super desfile de lingeries da loja La Passione. Na foto em grupo, um click das modelos antes de entrar na passarela.


aninhahugentobler@hotmail.com

A nova Rainha do Santa, Julia Becker da Silva.

Dia 3O de setembro rolou no Convés Pub um super show da banda Jack Brow. Na foto, Lais Duarte, Diego Alvez, Nuno Alvez e a aniversariante Joyce Grings, que escolheu o pub para comemorar a nova idade.

As belas Bruna Oliveira, Katieli Marques, Rafaela Bauer, Lorena Jacometo e Marina Rocha curtindo o som da banda Bad Wolf no Convés Pub.

Fabiana Soares aproveitou muito bem suas férias, conhecendo o paraíso do litoral pernambucano, Porto de Galinhas. No lounge do Donna Fashion, Lívia Prass Cardoso, Jéssica Giotti, Jéssica Schaitt, Eduarda Szulzevski, Ana Laura Santos, Eliana Roldo e Mariana Roldo, antenadas com as novas tendencias da moda. DIVERSÃO foi o que não faltou nas férias de Iara, Ricardo e a filha Eduarda Neumann em Orlando e Miami. Na foto, Eduarda e Iara com a família Simpsons. Revista Hoje | novembro 2011 | 27


KLAUDINHA SANTOS Dia especial chegando! Galera do curso de Administração da FACCAT em momento “fotografias para confecção do convite de formatura”, que acontece no dia 10 de dezembro.

Animando a noite da Região

Inaugurou Sense Home Design é o nome da nova loja de móveis e decoração que Bárbara Caron Angeli e Roger Koetz inauguraram, com coquetel para convidados, na noite 6 de outubro, na rua Rio Branco, 1120 – Edifício Panorama, em Taquara. O casal já é proprietário também de uma franquia da marca Criare Móveis Planejados, na mesma cidade. Na foto: Roger Koetz, Barbara Angeli, a arquiteta Charlene Koetz e Domi Müller.

Brinde Especial Os irmãos Ricardo e Liliane Wolkweis brindaram 2 anos da Espaço Vídeo, recebendo clientes e amigos para conferir o Espaço Cine, um “cantinho” criado para quem está a fim de apreciar um bom filme em blu-ray e não dipõe do espaço em casa. A novidade na cidade já tem adeptos tanto para utilizar o Cine como para os jogos em 3D, wifi e foursquare.

O Paroboeense Cleber Mosmann, que vem se destacando na região com seus eventos mais badalados, fecha mais um projeto e, em parceria com Yuri Telhan criou a FUN Produtora. A dupla inicia o mês de novembro agitando as “casas” MAIORI - em Xangri-lá, SAVE CLUB; Novo Hamburgo e SENSE CLUB em Portão. 28 | novembro 2011 | Revista Hoje


klaudinhasociais@tca.com.br

No Canadá A bela Nathália Brocker, que afivelou as malas há 4 meses rumo ao Canadá, está morando na cidade de Toronto. Com o objetivo de estudar inglês e outros planos mais, em Janeiro/2012 estará entrando na Humber College para fazer pós-graduação em Marketing Management. A saudade da família, em especial dos pais Rosvita e Remi Brocker, e dos muitos amigos que ela deixou no Brasil é diminuída virtualmente. Na foto: Nathália, perto da Toronto ISLAND.

Vai Rolar!

3º FIMUC e 1ª COLMEIA DA CANÇÃO CATÓLICA - A Paróquia São João Batista está mobilizada para a realização de dois importantes festivais que estarão acontecendo de 4 a 6 de novembro, nas dependências do Ginásio Católico. O 3º FIMUC – Festival de Interpretação de Música Católica, com duas eliminatórias, terá a participação de 17 grupos representando as Capelas, Movimentos e Pastorais. Já a 1ª COLMEIA DA CANÇÃO CATÓLICA é aberto para grupos de outras Paróquias, com músicas inéditas, onde 10 grupos estarão subindo ao Palco. Informações pelo telefone (51) 3543 4300.

Oktoberfest

Quézia Nunes, Márcia Santos e Nara Menelli felizes da vida conferindo a animação dos shows na festa igrejinhense.

Animação Happy hour super animado que aconteceu na empresa Jorge Bischoff em ritmo de festa! No registro de Amanda Dias, com o título “Glücklich Zeit Oktoberfest 2011”, colegas que são voluntários na tradicional festa e também membros de algum grupo relacionado que desfilam sua criatividade na confecção das suas camisetas.

Revista Hoje | novembro 2011 | 29


A Primavera - e o Verão que se aproxima - convidam para a vida lá fora, Iara Neumann

byiara@yahoo.com.br

MODA - IARA NEUMANN

D

evo confessar que estou adorando a ideia de assinar esta seção para a Revista Hoje. Amo, claro, falar de moda, mas, principalmente, quero compartilhar a experiência, acumulada em anos de atividade ligada a ela, para ressaltar a sua função, que não é somente a de “vestir bem”, mas sim a de nos tornar mais felizes conosco, valorizar o corpo e a mente. A moda deve nos ajudar a “bem viver” com ela. O segredo é vestirse com toda a vibração do novo. Estar preparada para enfrentar o dia acreditando no seu poder. Assim, tudo fluirá naturalmente. Respire fundo e olhe o mundo em volta e se inspire com o novo. Quem está de bem com a vida faz o melhor para si. Seja irresistível para você mesma.

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uma pausa para respirar e cultivar a si mesmo, cultivar a alegria ao despertar, abrir a janela para o novo, agradecer por mais um dia, curtir aquelas coisas que você vai fazer com toda a energia e otimismo. Todo este conjunto de pequenas, mas importantes, atitudes é “estar na moda”.

Algumas dicas para a

Primavera/Verão 2012 O segredo do sucesso é escolher as cores, o tamanho e a padronagem que mais valorizam o seu corpo. O clima quente resgata raizes brasileiras com peças inspiradas no tropicalismo e elementos naturais. Este verão será das saias e vestidos longos e pantalonas. Os aspectos rendados e o crochê ganham destaque. Os outros grandes looks da estação são o azul que, combinado com laranja e coral, prometem iluminar e dar um toque quente ao visual. Além disso, tons terrosos e vegetais aparecem como forte tendência, nas cores caqui, azeitona e cereja. Apesar da variedade de cores o grande trunfo da estação ficará mesmo por conta das combinações de tons pastéis com brilhos, cores vivas com neutras e cores quentes com frias, vale abusar da criatividade e criar looks únicos e cheios de charme. VIVA A VIDA com o chic e os looks urbanos.


Antonio Jorge

Toque pessoal nas

Havaianas Para quem ainda não conhece as Havaianas customizadas, vale a pena dar uma conferida na loja By Iara. Personalizar a sua Havaiana está super na moda, e a loja tem novidades exclusivas. Quem diria que a tradicional Havaianas, que todo mundo sempre usou, ia lançar uma novidade tão legal assim. Todo mundo que conheço adorou a ideia e já quer ter a sua Havaiana Personalizada. Elas podem ser aquele presente único que você estava procurando para aquela pessoa especial pois é diferente de tudo que você já deve ter visto.

Moda em Desfile

O Desfile da nova coleção By Iara no Clube Comercial, no dia 26 de outubro, foi um sucesso total. Na próxima edição da Revista HOJE, a gente confere de perto os modelos deslumbrantes para a nova estação. Até lá!

Antonio Jorge Rettenmaier Escritor e Radialista ajrs10@gmail.com

Varrendo o quintal Dias atrás vi uma gravura que mostrava uma mulher varrendo o quintal com uma grande vassoura de piaçava, e isto me levou ao passado para valer. Até porque hoje se mora em apartamentos, ou casas com quintais com lajotas e azulejos, que tiram a magia do varrer o quintal. Mas como disse, através daquela gravura, voltei aos meus oito anos ou perto disto e, com a chegada de final de ano, hora de arrumar o quintal para o Natal. Não que não se fizesse isso em outras épocas, mas esta era especial, e para mim passou a ser especial porque naquela aprendi, com o velho João, a varrer o quintal. A mania era cortar a grama do jardim, podar as camélias, roseiras, hortênsias e levar tudo lá para o fundão, onde as sobras eram amontoadas. E aí que entra o tio João: enquanto eu cortava a grama e aparava o resto com a tesoura, ouvia de vez em quando o barulho de metal sendo afiado no fio de sua enxada, que brandia sistematica e vagarosamente nas laterais, para depois passar para os fundos da casa. Mas, quando me viu passar com o primeiro carrinho de mão coberto de restos do jardim para o fundo do quintal, me atacou no meio do caminho e mudou o lugar de deixar as sobras: no meio do quintal. Sem entender bem o que desejava o atendi e assim fiz com as demais cargas, enquanto ele, por seu lado, também levava suas sobras de faxina para o mesmo monte. Três dias depois, terreno todo carpido e entulhos secos, ele fez uma fogueira de fogo controlado. Tudo queimado, quintal limpo e sem entulhos lá no fundão. Devo confessar que o limpar o quintal daquele ano me pareceu bem mais completo. Mas não estava, não. Desaparecido um dia inteiro, apareceu no final da tarde com os braços cheios de galhos que me explicou ser piaçava e fez uma vassoura, que me despertou seis horas da manhã seguinte com seu sistemático esfregar ao redor da casa. Pergunteilhe, da janela, o que estava fazendo e ouvi: “Varrendo o quintal, ora! Agora, nada vai ficar no monte lá do fundão!” Acho que, neste final de ano, também vou varrer o meu quintal. E vou lembrar: sem entulhos no fundão! Revista Hoje | novembro 2011 | 31


Alex Hackmann

Psicologo e fotógrafo profissional alex@tca.com.br

Um pouco de técnica, atenção e muita prática são os segredos para uma boa fotografia.

FOTOGRAFIA

Há alguns anos venho observando as fotos de meus amigos nas redes sociais (Orkut, Facebook, etc.) e o resultado que eles têm obtido com câmeras de todos os preços e tamanhos, desde as mais simples até equipamentos que profissionais poderiam estar usando no seu dia a dia. É fácil perceber, até mesmo para aqueles que não têm um olhar técnico, erros comuns e recorrentes. As dúvidas são quase sempre as mesmas e frequentemente perguntam-me por que tal resultado acontece ou, então, como melhorar sua foto. Essas perguntas motivaram-me a criar um curso de fotografia que hoje está na sua 18ª edição e as diversas turmas possibilitaram a constatação de dificuldades pontuais. Então, a seguir, algumas “dicas” essenciais para tirar uma boa foto: Estude fotografia em geral. Hoje câmeras estão muito acessíveis e estar com ela em mãos e poder tirar uma foto com apenas um apertar de botão pode lhe passar a impressão de que é muito fácil fotografar. Sim, tirar uma foto é fácil, mas tirar uma boa foto pode ser muito difícil. Conheça o seu equipamento para saber qual o resultado que você pode obter e para quê servem suas funções. Estude composição, exposição, profundidade de campo, velocidade de obturador, uso do flash, etc. A internet será sua grande amiga nessa hora. Pense diferente e saia do seu enquadramento rotineiro. Evite centralizar o assunto deixando espaços vazios por

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5 dicas para realizar uma boa foto

volta. Pense em primeiro e segundo plano, crie uma relação com o assunto principal e o fundo, fotografe de cima para baixo ou o inverso, experimente cortar objetos no enquadramento, equilibre os elementos e use perspectiva. Seja criativo! Se proponha, a cada vez, fazer um enquadramento diferente daqueles que você já fez. Cuidado com a foto tremida! Ela acaba estragando muitas fotos. Se o ambiente tiver pouca luz, fique atento, pois aquela “mãozinha”, que aparece piscando no LCD, está lhe avisando que, provavelmente, a foto vai ficar tremida. Acredite nela, pois existem cálculos e relações que prevêem isso. Para não tremer, vá perto de uma janela, ligue as luzes do ambiente, aumente o ISO de sua câmera, ligue o estabilizador de imagem, chegue mais próximo (use menos zoom) e

apóie a câmera. Aprenda a usar a função EV. Ela vai acabar com suas fotos escuras ou claras demais. O símbolo quadrado com um +/- é usado para indicar a função. Use +1 ou +2 para clarear a foto quando ela aparecer escura no visor. Quando sair uma foto muito clara, use -1 ou -2. E, por último, pratique muito. Uma câmera, mesmo profissional, não tem valor se está guardada. Já que fotografia é um misto de técnica e prática, saia para fotografar cada vez que você aprender algo, visando colocar o conhecimento em prática e, dessa forma, memorizálo. Experimente muito, inove, crie e aproveite para registrar seus momentos significativos! Alex Hackmann ministra o Curso de Fotografia - Saindo do Automático - na Faccat.


Livre de Cravos e Espinhas Tratamento para acne utiliza luz e não tem contraindicações FOTO: blushesmaltedieta.blogspot.com / Amanda Vidal

A

chama a atenção, o Led Azul. Indolor e sem contraindicações, ele é um ótimo aliado no tratamento da acne. O laser é aplicado na área onde existe a acne e, com um método eficaz, não deixa a pele vermelha nem descamando. Segundo a terapeuta facial e esteticista Sonia Bohnen, que utiliza a técnica em seu espaço de trabalho, a Única Beleza Facial, em Taquara (Rua Nelson Renck, 2935, fones 3541.3551 e 9688.8364), o tratamento é baseado no fato de que a bactéria causadora da “espinha” produz uma substância química conhecida como porfirina para ajudar em seu metabolismo normal. A exposição destes compostos à luz azul produz uma alteração química na porfirina e prejudica o desenvolvimento das bactérias, eliminandoas. Essa reação atinge somente as bactérias e não possui efeito direto sobre os demais tecidos. Conforme Sonia, os dermatologistas indicam o tratamento com Led Azul para pacientes com qualquer infecção, seja vírus, bactérias ou fungos. Também é ideal para feridas em fase de cicatrização, Aparelho que emite luz livre de ultravioleta reduz em até 90% a formação de acnes como ferida cirúrgica,

acne é uma doença causada por uma bactéria, muito comum em ambos os sexos. A intensidade com que aparece é variada, e se não for tratada adequadamente pode deixar marcas indesejáveis. Mais de 50% dos adolescentes possuem acne ou aqueles indesejáveis pontinhos pretos, conhecidos como cravinhos, no rosto. A acne é a queixa mais comum dos jovens que procuram os consultórios dermatológicos para tratamento da pele. O uso de medicamentos é eficaz, porém, é indicado apenas para quem tem problemas graves, já que os efeitos colaterais são intensos. Hoje, existem diferentes tratamentos, mas um especial

úlceras ou queimaduras. “Ele emite luz livre de ultravioleta, não possuindo, portanto, risco de queimadura. O aparelho Led Azul é indicado para o tratamento da acne leve à moderada e da acne inflamatória localizada na face, pescoço, costas, colo e ombros.”, diz. Tratamentos combinados Em muitos casos, o uso do Led Azul para tratamento da acne pode ser combinado com outros tratamentos, bem como ser aplicado em todos os tons de pele. Segundo Sonia, o uso dessas técnicas reduziu em até 90% a formação de acnes na maioria dos tratamentos que conduziu. A profissional alerta, entretanto, que uma avaliação cuidadosa é necessária para cada caso e, como em qualquer tratamento, os cuidados essenciais como manter a pele limpa e fugir da oleosidade, não podem ser dispensados. Conforme a gravidade do caso, o tratamento precisa ser acompanhado por dermatologista. Cada sessão do tratamento dura em torno de 10 a 20 minutos e as melhorias na pele podem ser vistas em apenas um mês. Sonia Bohnen: “Uso do Led Azul, combinado com outras técnicas, garante bons resultados”.

Revista Hoje | novembro 2011 | 33


Gilmara Pezzi Pereira

Educadora gilmarapezzi@yahoo.com.br

EDUCAÇÂO

Educação Infantil x “mãe crecheira” Muitas pesquisas já foram realizadas sobre o processo de desenvolvimento infantil, onde todas elas apontam a importância dos estímulos e das vivências oportunizadas nos primeiros anos de vida. Deste modo, a escola de educação infantil é o espaço mais adequado para o desenvolvimento cognitivo, afetivo, físico, social e inter-relacional. Professores dos primeiros anos do ensino fundamental afirmam que a criança que possui uma caminhada na educação infantil tem habilidades mais desenvolvidas na segunda etapa da educação básica, o que acaba por refletir numa melhor aprendizagem. Não é por acaso que, na França, os professores precisam ter mestrado para trabalharem com os pequenos e são tão bem remunerados quanto os que lecionam no nível superior. Para os pequenos o melhor! Nessa linha de raciocínio conheci o trabalho de conclusão da professora Cristiane Keller (foto), apresentado como no curso superior de Licenciatura em Educação Infantil na Faccat., onde recebeu o título “O CUIDADO E A EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS DE ZERO A SEIS ANOS: UMA ANÁLISE CRÍTICA E PEDAGÓGICA AO PROJETO MÃES CRECHEIRAS”. A orientação coube à professora Maria de Fátima Reszka. Entrevistei Cristiane, a

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qual teceu suas ponderações no texto que segue: “O atendimento institucional à criança pequena no Brasil e no mundo apresenta, ao longo da história, concepções bastante divergentes sobre sua finalidade social. Primeiro, era vista como estratégia para combater os altos índices de mortalidade infantil, ou ainda como um lugar onde as mães deixavam seus filhos para trabalhar. O atendimento era entendido como um favor oferecido para poucos, a concepção educacional era marcada por características assistencialistas e compensatórias. Foi a partir dos avanços legais que se definiu uma nova visão em relação à criança como sujeito de direitos, desde o momento do seu nascimento. Em 1996, com a LDB (Lei Federal 9.394/96), regulamenta-se a Educação Infantil como primeira etapa da educação básica, ficando assim legalmente definido que os pais, a sociedade, e o poder público têm responsabilidades com as crianças e que, além disso, precisam garantir os direitos a elas previstos. Por tais razões, surgiu o interesse em realizar a pesquisa sobre o Projeto Mães Crecheiras, desenvolvido em

um município do Vale dos Sinos, que atende em média 400 crianças, contando com a colaboração de 50 mulheres que realizam este trabalho. O principal objetivo com este tema foi refletir sobre suas possibilidades e desafios quanto às perspectivas de se pensar a Educação Infantil como garante a legislação brasileira. Como instrumentos de pesquisa, buscaram-se observações e entrevistas realizadas com a Secretaria Municipal de Educação do município (SMED), bem como com as próprias Mães Crecheiras e Professoras de Educação Infantil. As respostas foram analisadas na expectativa de verificar o que as partes envolvidas pensam sobre a Educação Infantil, confrontando com embasamentos teóricos. Verificou-se no desenvolvimento que as Escolas de Educação Infantil possuem a responsabilidade de cuidar e educar seus alunos, sendo estes processos complementares e indissociáveis. Evidenciou-se também a importância da formação e competências do Professor de Educação Infantil, o qual deve reconhecer esse nível de ensino como uma etapa fundamental do desenvolvimento infantil, fato que ficou evidente na pesquisa realizada com os docentes.


No resultado da pesquisa, fica claro que o trabalho das Mães Crecheiras concentra-se principalmente a disposição afetiva na relação com as crianças. A ação de cuidar é entendida como uma extensão familiar, em que prevalecem as atenções com as necessidades básicas de alimentação, higiene e cuidados com a saúde. Foi possível perceber que, se por um lado há a reabilitação da Mãe Crecheira, por outro, são considerados os avanços legais dos últimos anos, a partir dos quais tanto criança é vista como um sujeito de direitos como as Escolas de Educação Infantil são reconhecidas como instituições de ensino. Pode-se dizer que há uma espécie de paradoxo quanto às garantias de acesso à educação plena para as crianças de zero a seis anos. A questão que fica é que, tendo em vista que a LDB (9.394/96) procura avançar nas questões de Educação Infantil, a lentidão no cumprimento dessa lei e a necessidade social das famílias fazem com que municípios criem trabalhos paralelos com soluções imediatas, muitas vezes por questões financeiras, sem levar em conta todas as exigências da legislação em vigor. Modificar essa concepção significa atentar para várias questões que vão além dos aspectos legais. Representa, sobretudo, assumir as especificidades da Educação Infantil, rever as concepções sobre infância, as relações entre classes sociais, a função do Professor de Educação Infantil com suas habilidades e competências, mas, principalmente, as responsabilidades da sociedade e o papel do Estado no tocante do assunto.” Vale refletir.

Chico Paz

prepara novidades para 2012 Cheio de planos e com um agenda bem comprometida, Chico Paz ainda encontra tempo para compor. Para 2012, ele já tem algumas composições prontas e outras em fase de finalização. O novo disco do artista deve sair até o início do segundo semestre do ano que vem. Não tem como não associar festa boa na região se no palco vai rolar Chico Paz. Dançar, cantar e aproveitar o melhor da festa: esse é o objetivo do projeto Chico Paz & Os Figurões, um show que, há 3 anos, leva a energia contagiante das grandes festas dos anos 90 e 2000 para casas noturnas de todo o estado. Influenciado pelas bandas nacionais dos anos 80 como Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Blitz, Ultraje a Rigor, Capital Inicial, TNT e Lulu Santos, Chico Paz, músico e compositor há 10 anos, juntou esses elementos para agradar tanto àqueles que viveram na década perdida, quanto aos que apreciam boas e animadas músicas. Com 10 anos de estrada, Chico Paz passou por diversas cidades e hoje faz parte do casting de importantes casas, pub’s e eventos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os Figurões - Formada em 2008 para acompanhar Chico Paz na divulgação do CD “Figurinhas” a banda conta com músicos experientes do pop/rock da grande Porto Alegre: a dupla Lázaro Rodinelly (bateria) e Matheus Santos (contra-baixo), ambos com longa estrada de shows e gravações em estúdio. O que vem por aí 05.11 – Evento Particular - Parobé 11.11 – Figurões no Tio Remi – Festa Rock Solidário - Igrejinha 12.11 – Chico Paz & Mari Oliveira – Taberna da Nety - Taquara 16.11 - Liverpool show acústico - Três Coroas 19.11 – Evento Particular - Formatura em Três Coroas 24.11 – Figurões - Taberna da Nety - Taquara 26.11 – República Lanches - Parobé Site Oficial: http://www.chicopaz.com.br / Contatos para shows: (51) 8459.6675

Revista Hoje | novembro 2011 | 35


Adriane Schein

PSICOLOGIA

Psicanalista adrisouza_@hotmail.com

O dia em que eu saí de casa... A Primeira Noite Oswaldo Montenegro

A primeira noite de quem parte em busca do seu sonho É a primeira sem tudo o que passou A primeira noite na cidade distante do seu quarto Gera insônias felizes e aflição Não, só. Por que não? Só, por que não? A primeira noite de quem larga o conforto do previsto É a primeira sem colo, pai e mãe A primeira noite traz na mala o que te restou de antes Traz aperto e euforia ao coração Não, só, não. Por que não? Só, por que não?

A

saída da casa dos pais, marco de independência e liberdade do filho adolescente, hoje adquire novas tintas e características muito específicas. Podemos encontrar com facilidade músicas e filmes que abordam os entraves do início de uma “nova vida” sob diversos aspectos. Comédias que apresentam pais que não sabem mais o que fazer para estimular o filho (que já passou dos 30) a sair de casa, estão por aí, escancarando uma questão social. O fato é que existe uma separação que necessariamente precisa ocorrer na adolescência, que diz respeito a possibilidade de bancar os próprios riscos e andar com as próprias pernas, que tem sido postergada e adiada por um longo tempo. 36 | novembro 2011 | Revista Hoje

Neste processo de adiamento, que impossibilita que o ninho se esvazie, quem mudou? Os adolescentes ou as famílias e pais atuais? Apesar dos movimentos sociais serem motivados por inúmeros fatores, fica evidente que hoje as famílias tendem a conservar a casa paterna mais quentinha e acolhedora, como forma de manter os filhos próximos. Existe uma justificativa de que o mundo “lá fora” apresenta-se violento e ameaçador, como se os pais buscassem uma garantia de proteção indefinida. Para a psicanálise, a separação dos pais não se dá em um único momento ou fase da vida. Ela vem ocorrendo desde o desmame do bebê e sucessivamente, em inúmeras situações que permitem ao pequeno sujeito perceber-se separado do corpo materno. Suportar a angústia que a separação pode trazer, atravessar essa ponte metafórica que permite o desligamento, é o diferencial para o nascimento do sujeito psíquico. Assim, a separação comporta em si algo de libertador. A possibilidade de suportar a angústia, ou dar suporte a angústia que pode surgir, frente aos novos desafios, é o grande diferencial. Diferença que permitirá ao adolescente a possibilidade de ir e vir, fazer novas experiências, “esburacar” as certezas de um futuro que não está determinado. Ou seja, o adolescente precisa sair da sombra do ideal paterno, que préestabelece onde deve ir, o que fazer, com quem se relacionar, etc, a fim de romper com a “bolha” familiar, que pode ser tão protetora quando anuladora do desejo.


Evelise Dudzig

Melasma Manchas na pele pode ter origens diferentes e exigem tratamento especializado. Um dos motivos mais freqüentes de consulta ao dermatologista é o aparecimento de manchas na pele. E, dentre os vários tipos de manchas que costumamos tratar, um dos mais incômodos é o melasma. As mulheres em idade fértil são as maiores vítimas. As manchas são escurecidas e atingem principalmente as bochechas, testa, nariz e a pele acima do lábio superior. A pele dessas regiões acumula melanina, um pigmento acastanhado, levando ao escurecimento. A causa exata do problema é desconhecida. Mas existem alguns fatores que pioram o quadro: - Tendência genética - Influência hormonal: o problema muitas vezes começa ou piora com o uso de anticoncepcionais ou durante a gestação. Como não dá para adivinhar qual gestante tem tendência ao melasma, recomenda-se que todas usem filtro solar diariamente. - Luz solar e luz visível: os raios ultravioleta, presentes na luz solar, estimulam a produção de melanina, agravando a situação. Conta até mesmo aquela pouca quantidade de sol que pegamos ao andar na rua no dia-a-dia, ou aqueles raios que passam pelo vidro das janelas. Também a luz visível, seja do sol ou emitida por lâmpadas, é prejudicial. Como se livrar dessas manchas? Antes de começar o tratamento, quem tem melasma precisa compreender que sua pele é extremamente sensível à luz. E que essa sensibilidade não muda, mesmo com o tratamento. Por isso, se você tem, proteja-se diariamente contra a luz solar e contra a luz visível. Faça chuva ou faça sol. A proteção deve continuar mesmo depois que o problema for tratado. Se você relaxar depois que a pele clarear, a mancha volta. O filtro solar deve proteger contra os raios ultravioleta A e B. Os melhores são os mais opacos, que associam filtros solares

SAÚDE - DERMATOLOGIA

Dermatologista em Igrejinha Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia edudzig@hotmail.com - (51) 3545.1475

químicos aos físicos, como o dióxido de titânio ou o óxido de zinco. Use no mínimo um com FPS 30. Repasse a cada 3 horas, ou até antes, se você suar ou se molhar .Na praia e na piscina o cuidado deve ser redobrado: além do filtro, use boné, e fique na sombra durante os horários de pico do sol. A resposta ao tratamento é pior em quem toma pílula anticoncepcional. Se o incômodo com as manchas for grande, pense em trocar o método contraceptivo. O dermatologista consegue avaliar se o acúmulo de melanina na pele é superficial ou profundo. Isso influencia no sucesso do tratamento, já que o acúmulo superficial do pigmento é mais fácil de tratar que o profundo. Felizmente existem bons clareadores disponíveis que podem ser usados em cremes de uso domiciliar. É importante consultar o dermatologista, que indicará o mais adequado ao seu tipo de pele. Normalmente complementamos o tratamento com peelings químicos realizados em consultório. Nos casos muito resistentes, existem alguns laseres que podem ajudar. O resultado costuma aparecer após um ou dois meses de tratamento. Em aproximadamente meio ano a melhora é grande. Depois Tratamentos costumam ter ótimos resultados disso, recomendo após poucos meses. um tratamento de manutenção, enfatizando sempre a proteção solar. Saiba mais: Lucia Mandel - Espelho Meu - veja.abril.com.br/blog/estetica-saude http://www.mdsaude.com/2010/11/tratamento-melasma.html http://maisbellashop.wordpress.com/2011/04/10/manchas-ou-melasmas-nova-arma/

Revista Hoje | novembro 2011 | 37


Cidadão & Cidadania Helio Cardoso Neto Advogado hcn@tca.com.br

Aposentadoria Já é possível renunciar à aposentadoria em favor de concessão de outra, mais benéfica, quando, por exemplo, alguém se aposentou e “retornou” ao mercado de trabalho, e passou a receber valores mais vantajosos. O precedente é da Justiça Federal de Minas Gerais, que determinou o cancelamento do benefício previdenciário, e a concessão de novo, com maior valor, a partir das contribuições da nova relação de emprego, exercida após a anterior aposentadoria. Protestos Ainda considero “mui” tímidos os protestos que estão sendo feitos, país afora, com os temas do “combate à corrupção, fim do voto secreto, validade da lei da ficha limpa, e a manutenção das prerrogativas do Conselho Nacional de Justiça. Mas já é um bom início. São milhares de pessoas que estão indo às ruas, expondo suas indignações. Espero que se multipliquem em milhões, daí sim teremos a atenção merecida dos políticos e juízes. Parece que Taquara e a região ainda não “despertaram” para estes problemas nacionais, que também afetam nossa “aldeia”. Será que vivemos em outro País? Ou somos coniventes? Moral em baixa Absurdas e indignas as indenizações por danos morais que estão sendo arbitradas por nossos tribunais, quando as pessoas são indevidamente privadas de seus créditos, no SPC e SERASA. Parece que a dor moral vale muito pouco. Após a vergonha e o processo, os cidadãos comuns recebem valores que variam de dois mil a cinco mil reais. Isto demonstra como a moral dos brasileiros vale pouco. Processos Judiciais em marcha lenta Na condição de Conselheiro da OAB, em Taquara, solicitei em recente reunião com os “chefes” da Ordem dos Advogados para que nossa instituição investisse em divulgação, mostrando para a comunidade todas causas da lentidão dos processos judiciais, em geral. Aproveito este espaço para esclarecer que dentre os motivos está a falta de servidores do Poder Judiciário. O Tribunal de Justiça do RGS está com uma defasagem de quase dois mil trabalhadores, afetando todas as Comarcas. Fruto de aposentadorias, pedidos de exonerações e falta de concurso público. Quem sofre são os cidadãos, quando os processos judiciais “tartarugueiam” por meses, anos, décadas. Cultural Em novembro teremos mais uma edição do “Academia In Concert”, evento cultural local, especial e gratuito promovido pela Academia Lítero-Cultural Taquarense. Fiquem atentos. 38 | novembro 2011 | Revista Hoje

Escolas municipais se apresentaram na programação ocorrida no largo da Prefeitura em setembro, mostrando a força da renovação da cultura rio-grandense entre as novas gerações parobeenses. Divulgação/Ailton Araújo

Cumprimentando o cantor Jari Terres pelo show tradicionalista realizado em Parobé: Dinara Santos e Candida Schuck, da Secretaria de Cultura, Turismo e Lazer, e também a prefeita Gilda Kirsch. Divulgação/Alvaro Bourscheidt

O casal Andréa Eismann e Jaime da Rosa, ela secretária municipal da Saúde, ele de Obras, trajando a indumentária gaúcha para as comemorações alusivas ao 20 de Setembro em Parobé. Divulgação/Alvaro Bourscheidt


Alvaro Bourscheidt Jornalista alvaro@faccat.br

PAROBÉ

A vice-prefeita Nelsi Lázaro e o secretário municipal de Meio Ambiente, Alexandro de Oliveira (à direita), coordenando ato de plantio de mudas no novo campo de futebol do bairro Paraíso, em parceria com voluntários do Lions Clube Parobé. Divulgação/Alvaro Bourscheidt

Equipe da Secretaria Municipal de Educação acompanhando os Festejos Farroupilhas: Karin Adriane Gerhard, Rosicler Biesdorf, Fabrícia Bonemberger Machado de Oliveira e Andrea Moraes Ritter. Divulgação/Ailton Araújo Duda Rocha e Tiago Heinrich brindando com seu talento musical a plateia que participou do sarau em homenagem aos 21 anos da Biblioteca Pública Érico Veríssimo, no dia 14 de setembro. Divulgação/Alvaro Bourscheidt

Lions Parobé realizou no dia 7 de outubro o seu tradicional bingo beneficente anual, com apoio do LEO Clube. O evento mobilizou os voluntários (foto) e reuniu cerca de mil pessoas no barracão da Igreja Evangélica. O prêmio principal foi um automóvel Fusca, que teve como ganhadora Elodi Magdalena Kerschner, moradora de Nova Hartz. O lucro da promoção será destinado a uma entidade assistencial parobeense ainda ser definida. Foto: Divulgação/Rosane Enderle Revista Hoje | novembro 2011 | 39


Mauricio Mauricio Souza Rosa

Empresario mauriciogama@gmail.com

Redes Sociais e Iniciativa Popular O atual momento político que vivenciamos tem desmistificado muitas coisas e trazido mudanças significativas no que diz respeito à forma como, até então, eram debatidos alguns problemas sociais. O advento da tecnologia - e especialmente a proliferação das redes sociais - tem dado voz àqueles que nunca eram ouvidos, ao mesmo tempo em que têm se tornado uma pedra no sapato de muitos administradores. Um pensamento bastante comum aos socialistas dá conta de que “o regime só impera quando a sociedade está desorganizada”. Esta máxima é muito verdadeira, prova disso é que nem os regimes totalitários do oriente estão suportando a organização das sociedades naqueles locais. E por aqui, enquanto alguns políticos encaram como “balela” e “perda de tempo” as discussões nas mídias eletrônicas, muitos têm se valido desses instrumentos para aprofundar o diálogo com a população e, por vezes, solucionar problemas despercebidos ou esquecidos pelos órgãos públicos. Recentemente foi suscitada uma ideia jamais praticada em Taquara: a apresentação de uma Lei de Iniciativa Popular que dê novo texto e novos limites aos ganhos dos vereadores em nosso município. O tema surgiu em uma rede social e o assunto já está sendo ampliado para associações de bairros, associações comerciais e representantes populares. A Lei de Iniciativa Popular é uma prerrogativa do Estado Democrático de Direito, criada na Constituição Brasileira de 1988 e regulamentada pela Lei 9.709 de 1998, que permite ao cidadão comum a apresentação de Projeto de Lei, que deverá ser apreciado pelos poderes legislativos (em nível local, a Câmara de Vereadores), pelos quais deverá ser aprovado ou rejeitado. Eu penso que a simples ideia de uma “Lei de Iniciativa Popular”, embora seja uma ferramenta em prol da Democracia, é também um atestado de incompetência daqueles que são eleitos para fazerem leis que representem a vontade popular. Se os políticos falham é dever nosso, como cidadãos, recolocar a ordem no regime que adotamos, especialmente no sistema democrático. Quando a sociedade descobrir que pode se organizar, de tal forma que seja capaz de dar soluções a velhos problemas, perceberá também que os políticos “profissionais” irão perder espaços e, consequentemente, mais coisas poderão ser feitas em favor do cidadão comum. Participe desta ideia. Faça valer sua voz. 40 | novembro 2011 | Revista Hoje

Poesia

DIVAGAÇÕES

Paulo Eduardo Ostermann (foto), Taquara Num desses dias chuvosos de inverno Em que os pingos da chuva tamborilavam na janela do meu quarto Brotaram em minha mente Momentos saudosos e poéticos da Taquara de antigamente A Taquara romântica de tempos idos Em que a beleza se fazia presente nos bailes tradicionais Animados por orquestras maravilhosas Que as novas gerações, não ouviram jamais Taquara dos carnavais de outrora Sempre animados e com fantasias multicores Trazendo para os corações dos foliões Momentos felizes para reatar seus amores Taquara das saudosas pracinhas floridas Locais de furtivos beijos e acalentadas juras de amor Que se eternizaram no tempo Com a união de muitas vidas Taquara das festas do Divino Uma festa tradicional e de grande concentração Que trazia muita alegria e diversão Com poetas improvisados, varando a madrugada, chorando as mágoas nos acordes de um violão Taquara dos grandes embates esportivos Nos quais o Taquarense centenário se salientou Com seu rival Igrejinha Muitas batalhas travou Taquara dos Rios dos Sinos, outrora navegável e limpo Pequenas embarcações, singravam suas águas Seus embarcadiços, sempre alegres, felizes e cantantes Levavam a riqueza do município para todos os quadrantes Taquara das Igrejas irmãs / voltadas para o infinito Locais sagrados de Deus e de seu filho Jesus Cristo Que veio ao mundo para salvar os corações aflitos Taquara do Café Central, local de encontro dos amigos Que se tornou quase uma religião Pois, a simples ausência de um participante Sempre causava preocupação e apreensão Taquara dos colégios Santa Teresinha e Rodolfo Verdadeiros precursores da educação Para seus professores abnegados e competentes O ensino se tornou quase uma oblação Oh! Taquara dos meus encantos Quanta beleza encerra teu passado Da Taquara do Mundo Novo / Um novo mundo nos foi legado.


HOJE novembro 2011  

Revista HOJE de Novembro de 2011

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