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FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SETE LAGOAS (GRUPO CIODONTO)

FÁBIO PEREIRA DE CASTRO

A RELAÇÃO ORTODONTISTA / PACIENTE: CONDUTAS E PROCEDIMENTOS

BOTUCATU 2014


FÁBIO PEREIRA DE CASTRO

A RELAÇÃO ORTODONTISTA / PACIENTE: CONDUTAS E PROCEDIMENTOS Monografia apresentada ao curso de Especialização Lato Sensu da Faculdade de Tecnologia de Sete Lagoas (Grupo Ciodonto), como requisito parcial para conclusão do curso de Ortodontia. Orientador: Prof. Dr. Fausto Silva Bramante

BOTUCATU 2014


Castro, Fábio Pereira de. A relação ortodontista / paciente: condutas e procedimentos / Fábio Pereira de Castro. – 2014. 24 f.: il. Orientador: Fausto Silva Bramante. Monografia (especialização) – Faculdade de Tecnologia de Sete Lagoas (Grupo Ciodonto), 2014. 1. Ortodontia. 2. Relações DentistaPaciente. I. Título. II. Fausto Silva Bramante.


RESUMO

O presente estudo busca destacar a importância da proximidade do profissional da Odontologia com aquele que é alvo do seu cuidado (o paciente), sendo fundamental o preparo adequado, apresentando respostas aos principais problemas daquele que recebe seu tratamento. A Odontologia é uma profissão, que se destaca no cenário das profissões da saúde. A relação ortodontista/paciente envolve três aspectos significativos: a conduta clínica, os aspectos éticos e os parâmetros legais. Também busca enfatizar a importância da anamnese para registrar, de forma correta e com detalhes, todas as informações sobre o paciente. Os registros sobre o paciente devem ser mantidos sempre completos e atualizados a fim de servir como objeto de proteção civil do profissional. A responsabilidade do cirurgião-dentista traduz acentuadamente uma obrigação de resultados. O prontuário deve ter a assinatura do paciente como uma forma de comprovar todas as ações planejadas e realizadas. O paciente almeja um profissional com habilidades técnicas, porém com um atendimento acolhedor e humanizado. Palavras-chave: Ortodontia, relações dentista-paciente, anamnese, ficha clínica.


ABSTRACT

This study aims to emphasize the importance of the proximity of the dental professional with the one object of his care (the patient), with fundamental proper preparation and that has answers to the main problems of those who receive treatment. Dentistry is a profession that stands on the stage in the health professions. The orthodontist / patient relationship involves three significant aspects: clinical management, the ethical and legal parameters. Search also emphasize the importance of clinical history to record correctly and in detail, all the information about the patient. The records of the patient must always be kept complete and updated in order to serve as the object of civil protection professional. The responsibility of the dentist, sharply reflects an outcome. The record must have the signature of the patient as a way to prove what has been planned and carried out. The patient craves a professional with technical skills, but with a warm and humane care. Keywords: Orthodontics, dentist-patient relations, anamnesis, clinical record.


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 6

2. PROPOSIÇÃO ........................................................................................................ 8

3. REVISÃO DE LITERATURA .................................................................................. 9 3.1. RESPONSABILIDADE CIVIL ............................................................................... 9 3.2. HISTÓRICO DA ODONTOLOGIA NO BRASIL .................................................. 10 3.3. TRATAMENTO ODONTOLÓGICO .................................................................... 13 3.4. ANAMNESE ....................................................................................................... 13 3.5. RELAÇÃO ORTODONTISTA/PACIENTE .......................................................... 17

4. DISCUSSÃO ......................................................................................................... 19

5. CONCLUSÃO ....................................................................................................... 21

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................... 22 7- ANEXOS ............................................................................................................... 24


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1. INTRODUÇÃO

A Odontologia é uma profissão definida como parte da Medicina que trata dos dentes, da sua higiene e afecções. É um conjunto de ciências que se estudam para o exercício da profissão de cirurgião-dentista (CUNHA, 1952). Segundo a resolução do CFO-179/91, de 19.12.91, que aprovou o atual Código de Ética Odontológica, no seu artigo 2º, a Odontologia é uma profissão que se exerce, em benefício à saúde do ser humano e da coletividade, sem discriminação de qualquer forma ou pretexto. É permitido ao cirurgião-dentista o exercício da profissão, desde que seja habilitado por escola ou faculdade oficial ou reconhecida, com o diploma registrado na Diretoria do Ensino Superior, no Serviço Nacional de Fiscalização da Odontologia, na repartição sanitária estadual competente e inscrição no Conselho Regional de Odontologia, sob cuja jurisdição se achar o local de sua atividade. É o que preconiza a Lei 5.081, de 24 de agosto de 1962. Essa lei estabelece, no artigo 6º, II, que, entre as competências do cirurgião-dentista, está a de praticar todos os atos pertinentes à Odontologia, decorrentes de conhecimentos adquiridos em curso regular ou em cursos de pós-graduação (BRASIL, 1990). A relação entre o ortodontista e seu paciente envolve, fundamentalmente, três aspectos significativos: a conduta clínica, os aspectos éticos e os parâmetros legais (BRASIL, 1990). Essa relação é um dos fatores de sucesso da prática odontológica. O cirurgião-dentista utiliza os conhecimentos científicos e os meios colocados à sua disposição para recompor a saúde de seus pacientes. O cirurgiãodentista é contratado com base na confiança que se inspira no paciente ou em seus responsáveis. Também responde pelos resultados de seus atos quando ficar demonstrado que houve negligência, imprudência ou imperícia no seu atuar (FRANÇA; RIBAS; LIMA, 2002). Após a promulgação da Lei 8.078/90 do Código de Defesa do Consumidor (BRASIL, 1990), os pacientes passaram a reivindicar direitos na justiça, fazendo com que o cirurgião-dentista passasse a se resguardar, cada vez mais, quanto a eventuais processos (PARANHOS, 2011). Na ortodontia, a expectativa do paciente quanto aos resultados é grande, podendo gerar conflitos na relação entre o profissional e seu paciente, promovendo dúvidas quanto à conduta a seguir pelos


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ortodontistas em diversas situações clínicas, as quais podem até mesmo resultar em litígios judiciais. É bastante evidente a falta de conhecimento dos ortodontistas quanto à responsabilidade pelos casos tratados, bem como qual é a melhor forma de se prevenir de ações judiciais impetradas pelos seus pacientes (RODRIGUES et al., 2006). Portanto, para minimizar esse problema jurídico, torna-se necessário elaborar e manter um prontuário odontológico completo, que contenha todos os documentos e informações do paciente (PARANHOS, 2011). O uso do prontuário odontológico não pode ser dispensado ou negligenciado pelos profissionais, pois ele é um documento considerado como: clínico, cirúrgico, odontolegal e de saúde pública (SALIBA et al., 1997). Esses documentos são um conjunto de declarações firmadas pelo profissional, no exercício da profissão, que servem como prova, podendo ser utilizados com finalidade jurídica, compostos de anamnese, evolução clínica do tratamento, radiografias e fotografias do paciente, bem como as cópias de receitas e atestados (SILVA, 1997). Segundo os artigos 186 e 927 do Código Civil Brasileiro, se durante o exercício profissional, o ortodontista causar algum tipo de dano ao paciente em decorrência de ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, comete ato ilícito, ficando obrigado a reparar o dano causado (BRASIL, 2002). A

atuação

do

cirurgião-dentista

exige

conhecimentos

legais

que

transcendem aqueles fornecidos pela graduação, pela natureza de constantes alterações nas leis e normas que regem esta profissão. A prestação de serviços em Ortodontia, especificamente, gera direitos e deveres para ambas as partes envolvidas: ortodontista e paciente (PUPPIN et al., 2000). Assim, o presente trabalho baseia-se numa revisão de literatura a respeito da responsabilidade civil do ortodontista, abordando a relação entre o profissional ortodontista e o seu paciente, desde o histórico, chegando até a ética profissional e também esclarece as principais dúvidas destes profissionais, quanto aos direitos e deveres na relação profissional/paciente e na prevenção de ações judiciais.


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2. PROPOSIÇÃO

Orientar os profissionais da Odontologia sobre a prática da humanização nas atuações cotidianas visando à qualidade do relacionamento entre o profissional e o paciente.


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3. REVISÃO DE LITERATURA

3.1. RESPONSABILIDADE CIVIL

A palavra responsabilidade deriva do verbo latino respondere, de spondeo, primitiva obrigação da natureza contratual romano, pela qual o devedor se vincula ao credor nos contratos verbais, por intermédio e resposta (ZART, 2003). A Responsabilidade Civil, segundo os historiadores, tem seu surgimento a partir do Direito Romano. A ideia de responsabilidade está sempre vinculada àquela de responder por alguma coisa. Segundo Lopes (1995), significa a obrigação de reparar um prejuízo, seja por decorrer de uma culpa ou de uma outra circunstância legal que a justifique, como a culpa presumida, ou por uma circunstância meramente objetiva. Para Pereira (1992), a responsabilidade civil consiste na efetivação da reparabilidade abstrata em relação a um sujeito passivo da relação jurídica que se forma. Reparação e sujeito passivo compõem o binômio da responsabilidade civil, que então se enuncia como o princípio que subordina a reparação à sua incidência na pessoa do causador do dano. Cavalieri Filho (2002, p. 86) expôs: A responsabilidade civil conquistou inegável importância prática e teórica no Direito moderno. Não é mais possível ignorá-la. Outrora circunscrita ao campo dos interesses privados, hoje sua seara é das mais férteis, expandindo-se pelo Direito Público e Privado, contratual e extracontratual, aéreo e terrestre, individual e coletivo, social e ambiental, nacional e internacional. Pode-se dizer que seus domínios são ampliados na mesma proporção em que se multiplicam os inventos, as descobertas e outras conquistas da atividade humana. Alguns princípios da responsabilidade civil ganharam status de norma constitucional após a Carta de 1988, sem se falar no enriquecimento que lhe trouxe a edição do Código de proteção e de defesa do Consumidor, que regula todas as relações de consumo, em seus múltiplos aspectos.

Faz parte do estudo do direito obrigacional. O lesado tem o direito de se ver indenizado, ou seja, é uma obrigação imposta ao causador do dano. Para que possamos configurar a responsabilidade civil são necessários três requisitos indispensáveis, a saber: o dano, a culpa e o nexo de causalidade. Nessa linha Gonçalves (2003, p. 35) pontificou que “a responsabilidade civil se assenta,


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segundo a teoria clássica em três pressupostos: um dano, a culpa do autor do dano e a relação de causalidade entre o fato culposo e o mesmo dano”. A conjugação desses três elementos essenciais é que serão geradores do dever de indenizar e que deverão ser devidamente demonstrado no curso do processo indenizatório. É de grande importância destacar os aspectos específicos sobre a responsabilidade civil do cirurgião-dentista, ou seja, sua natureza comparada com a responsabilidade médica. A responsabilidade dos cirurgiões-dentistas situa-se no mesmo plano e sob as mesmas perspectivas da responsabilidade médica, valendo o que aqui foi afirmado. O art. 1.545 os coloca juntamente com os médicos, cirurgiões e farmacêuticos. A responsabilidade do cirurgião-dentista, contudo, traduz mais acentuadamente uma obrigação de resultado. Observa-se, no entanto, que a responsabilidade do cirurgião-dentista geralmente é contratual, por sua própria natureza. Com frequência, o cirurgião-dentista assegura um resultado ao paciente. Sempre que o profissional assegurar o resultado e este não for atingido, responderá objetivamente pelos danos causados ao paciente (OLIVEIRA, 1999). O compromisso profissional do operador odontológico envolve mais acentuadamente uma obrigação de resultados e segundo Menegale (2009, p. 47): A patologia das infecções dentárias corresponde etiologia específica e seus processos são mais regulares e restritos, sem embargos das relações que podem determinar com desordens patológicas gerais; consequentemente, a sintomatologia, a diagnose e a terapêutica são muito mais definidas e é mais fácil para o profissional comprometer-se a curar.

Para Saad (1998, p. 246), em regra, a obrigação do cirurgião-dentista consiste em: resultado, o qual não compreende a patologia das infecções dentárias, com etiologia específica. Essa obrigação de resultado ganha mais nitidez em tratamento objetivando colocação de próteses, restaurações de dentes etc. com fins predominantemente estéticos.

3.2. HISTÓRICO DA ODONTOLOGIA NO BRASIL

A Odontologia é uma profissão peculiar, com uma especificidade histórica e social que se destaca no cenário das profissões da saúde. A Odontologia nasceu do


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ramo das ciências médicas e se firmou como atividade profissional autônoma somente no início do século, mesmo assim, não em todo o mundo, a exemplo de alguns países da Europa, onde até poucos anos atrás, a atividade continuou sendo um tradicional segmento da medicina (MACHADO, 1995). Como em toda profissão, a Odontologia possui peculiaridades no seu desenvolvimento. Cunha (1952) relata que a trajetória da Odontologia fez-se como um grande rio: nasceu na Mesopotâmia, ganhou o velho Egito e correu até o Mediterrâneo, atravessou-o chegando à Grécia, inflectiu-se depois até Roma de onde seguiu para a Península Ibérica, chegou à França, Alemanha e Inglaterra, depois transpôs o Oceano Atlântico, espraiando-se pela América, sendo que, nesse longo curso de alguns milênios, foi recebendo, em seu demorado percurso, afluentes importantes, lançando braços, nas mais variadas direções, até chegar ao colosso admirável da atualidade. Os registros mais antigos da Odontologia datam de 3500 a.C., na Mesopotâmia, onde é possível observar, nas inscrições da época, uma menção do que seria o verme responsável pela destruição da estrutura dentária: o gusano dentário. Para destruir tal verme, Rosenthal (2001, p. 43) expôs: Assim como na Medicina, as afecções de competência da Odontologia eram tratadas por meio da religião e da magia, sendo utilizada orações e fórmulas para destruir esse verme: Que me deras de comer, que me darás para destruir? Te darei figos maduros e a carne de figos grandes. Na verdade que são para mim estes figos grandes e maduros? Levanta-me e deixa-me residir entre os dentes e gengivas, de modo que eu possa sugar o sangue do dente e corroer a cartilagem das gengivas. Posto que tenha dito isso, gusano, que EA te golpeie com a força de seu punho. Este é o ritual mágico. Misture cerveja, azeite e planta de as-kil-bir, coloque no dente e repita a invocação três vezes.

A história da evolução do currículo odontológico no Brasil passa por diversas fases e abordam diferentes aspectos. Foi, em 1856, que surgiu a primeira legislação brasileira que definiu textualmente o que um indivíduo deveria demonstrar conhecer para que pudesse ser considerado um praticante da odontologia. De acordo com Silva e Peres (2007, p. 8): A arte dentária no Brasil remonta ao século XVI, mas envolvia apenas extrações dentárias e se utilizava de instrumentos rudimentares e não havia nenhuma preocupação com a higiene. Com a colonização do Brasil, muitas


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pessoas se encaminhavam para cá, para propiciar serviços e cuidados aos colonizadores.

Cunha (1952, p. 41) afirmou “Naquela época, principalmente no Rio de Janeiro, os colonos e suas famílias contavam com cirurgiões e seu licenciamento dependia do cirurgião-mor”. Segundo Cunha (1952, p. 42), “de acordo com a Carta Régia de 25 de outubro de 1448 de El-Rei D. Afonso de Portugal, ninguém poderia usar da physica ou da cirurgia sem licença especial dada pelo Cirurgião-Mor, sendo os infratores autuados, presos e multados”. Carvalho (2006, p. 61) ressaltou: Com o aumento do consumo de açúcar nos séculos XVII e XVIII, houve um crescimento da cárie, aumentando a necessidade dos serviços odontológicos, que além dos serviços de extração dentária, passou a oferecer também os serviços de reposição dos dentes, iniciando o mercado de dentes artificiais, um serviço caro e supérfluo para o período.

Pimenta (2003, p. 72) salientou “A arte dentária era exercida por vários tipos de profissionais, em que a destreza manual era vista como pré-requisito. Com isso, quem avaliava o resultado do trabalho do dentista era o consumidor”. Os primeiros cursos superiores brasileiros ocorreram na capital colônia Salvador, na Bahia e é importante destacar que, no período colonial, a Odontologia não era um ramo específico do conhecimento científico. Funcionava como apêndice da Medicina e era exercida por barbeiros, por cirurgiões ou por práticos sem nenhuma formação acadêmica. De acordo com Ribeiro (2000, p. 23), “A coroa portuguesa não autorizava nem reconhecia o diploma de nível superior expedido na colônia. Os primeiros cursos eram realizados de fato, mas não eram reconhecidos”. A Odontologia iniciou seus cursos vinculados aos cursos de Medicina. Essa fase da Odontologia pode ser caracterizada da forma a seguir descrita. A arte dentária não fora, todavia, incorporada ao ensino médico senão depois de 1852, com a reforma Conselheiro Jobim. Os dentistas de então provinham de todas as classes, mas eram barbeiros, na sua quase totalidade: portugueses, os seus maiores exemplares. Barbeiros e dentistas confundiram-se tradicionalmente, talvez por influência da França nos nossos costumes, por lá ter existido o cirurgiãobarbeiro, habilitado pela escola da Saint-Comê.


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A Odontologia era considerada uma arte, eram realizados em praça pública verdadeiros espetáculos por pessoas sem o conhecimento técnico-científico, o que contribuiu para o descrédito da profissão, sendo denominados de cirurgião-barbeiro (ROSENTHAL, 2001). Em alguns países, a Odontologia se separou da Medicina, e em outros locais do mundo, ela continuou ainda sendo uma subespecialidade da Medicina. Em 1862, iniciou a exigência aos praticantes de arte dentária da realização de uma prova por uma Junta de Professores de Medicina. A prova era oral e prática. Assim, tentou-se separar os práticos dos dentistas diplomados. Foi um marco inicial para traçar uma diferenciação entre barbeiros e dentistas. Somente em 25 de outubro de 1884, a Odontologia foi reconhecida como Curso Superior. Isso aconteceu graças à atuação do médico Vicente Cândido Figueira Sabóia, participante atuante no desenvolvimento da Odontologia no Brasil. Com a criação do curso superior de Odontologia, iniciou-se uma época de grande desenvolvimento didático e de organização da Odontologia moderna, que ficou conhecida como Reforma Saboia (ROSENTHAL, 2001). Várias faculdades de Odontologia foram criadas no Estado de São Paulo e depois em Minas Gerais. Em decorrência, surgiram a ABO (Associação Brasileira de Odontologia) e a ABENO (Associação Brasileira de Ensino Odontológico).

3.3. TRATAMENTO ODONTOLÓGICO

O tratamento odontológico deve se iniciar com o acolhimento, ou seja, o primeiro ato de cuidado. Isso engloba os atos de receber, escutar, orientar, atender, encaminhar e acompanhar. É a base de uma relação interpessoal, que contribui positivamente para o aumento da resolutividade. Esse ato de cuidar se inicia pela Anamnese.

3.4. ANAMNESE


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O interrogatório de pacientes, conhecido como anamnese, consiste em um método adotado desde a Grécia Clássica e tal prática já visava, naquela ocasião, a aliviar o sofrimento das pessoas enfermas. A anamnese só foi recomendada com interesse diagnóstico no último século. E embora os termos “sinal/sintoma” sejam conhecidos desde a Antiguidade, foi somente, no século XIX, que se tornou claro o seu caráter objetivo e subjetivo. Na anamnese deve constar a identificação e qualificação do paciente, queixa principal ou motivo da consulta, suas expectativas, evolução da doença atual, com o maior número de informações possíveis e a história médica e odontológica, constando de informações passadas e atuais (PARANHOS, 2011). O profissional tem que ser observador, pois essa é a parte mais valiosa em qualquer entrevista odontológica. A boa observação facilitará a interpretação dos dados coletados e provavelmente encurtará o caminho para um diagnóstico. E essa observação é recíproca. O paciente também estará observando, portanto é necessário ter uma postura apropriada frente ao paciente (PAREDES, 2002). Abaixo são descritas alguma condições para entrevista. Início da entrevista: 1. Apresente-se nominalmente. 2. De um aperto de mão, explique o que vai fazer. 3. Assegure-se privacidade e sossego. 4. Encorajamento narrativo. 5. Organização cronológica dos fatos. 6. Síntese. 7. Fechamento da entrevista com esclarecimentos apropriados. 8. Explique sempre o que vai fazer – o passo seguinte. 9. Roupa adequada. 10. Linguagem corporal adequada. 11. Contatos oculares e físicos (naturais). 12. Encorajamento narrativo – mostre iniciativa! 13. Senso de humor e interesse. 14. Uso do silêncio em questões polêmicas. Em caso de pacientes com limitação para a coleta da anamnese (Quadro 1), deficiências físicas e mentais, depressão do estado de consciência, estados psiquiátricos, dor, dispnéia ou mesmo inibição, a história poderá ser colhida de um


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acompanhante ou responsável – devendo esse fato constar por escrito no final do texto. Informações prestadas por familiares ou pessoas que acompanham os pacientes incapacitados de prestar informações no momento do exame podem ser de grande valia.


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FICHA DE ANAMNESE

Queixa Principal e Evolução da Doença Atual _____________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ Questionário de Saúde Sofre de alguma doença: Sim ( ) Não ( ) - Qual(is)_______________________________ Está em tratamento médico atualmente? Sim ( ) Não ( ) Gravidez: Sim ( ) Não ( ) Está fazendo uso de alguma Medicação? Sim ( ) Não ( ) - Qual(is) ___________________________________________________________________ Nome do Médico Assistente/telefone: ____________________________________________ Teve alergia? Sim ( ) Não ( ) - Qual(is) ___________________________________________________________________ Já foi operado? Sim ( ) Não ( ) - Qual(is) ___________________________________________________________________ Teve problemas com a cicatrização? Sim ( ) Não ( ) Teve problemas com a anestesia? Sim ( ) Não ( ) Teve problemas de Hemorragia? Sim ( ) Não ( ) Sofre de alguma das seguintes doenças? Febre Reumática: Sim ( ) Não ( ) Problemas Cardíacos: Sim ( ) Não ( ) Problemas Renais: Sim ( ) Não ( ) Problemas Gástricos: Sim ( ) Não ( ) Problemas Respiratórios: Sim ( ) Não ( ) Problemas Alérgicos: Sim ( ) Não ( ) Problemas Articulares ou Reumatismo: Sim ( ) Não ( ) Diabetes: Sim ( ) Não ( ) Hipertensão Arterial: Sim ( ) Não ( ) Hábitos: _______________________________________ Antecedentes Familiares: ________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ Outras observações importantes: __________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________

Declaro que as informações acima prestadas são totalmente verdadeiras.

Local, Data

Assinatura do Paciente ou seu Responsável Legal Quadro 1 – Modelo da ficha de anamnese. (Fonte: PAREDES, 2002).


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3.5. RELAÇÃO ORTODONTISTA/PACIENTE

A Odontologia, como as demais profissões da área da saúde, tem sido praticada por meio de uma excessiva valorização da técnica. O que se propõe atualmente é uma abordagem integral. Há propostas como mudanças na prática educacional a fim de que os novos profissionais de Odontologia tenham esse novo perfil e que os ortodontistas já formados revejam suas concepções e práticas diárias (CANALLI et al., 2012). As últimas décadas foram marcadas por intenso desenvolvimento científico e tecnológico, e a qualidade do relacionamento entre o cirurgião-dentista e seu paciente tem acompanhado esse desenvolvimento. É uma necessidade iminente de conciliar a tecnologia com o ser humano na prática diária (CANALLI et al., 2012). Os profissionais da área da Odontologia reconhecem que, por mais que tenha havido um grande desenvolvimento da Odontologia, nos âmbitos científico e tecnológico, a experiência de submeter-se à ação desses especialistas continua não sendo muito agradável. Os sentimentos de aversão à possibilidade de dor e sofrimento impõem-se à razão, resultando na opção de não demandar a assistência necessária. Os pacientes falam muitas vezes em pavor, horror e pânico, para relatar sensações associadas à necessidade de buscar assistência odontológica (CÉSAR et al., 1999). Portanto, o desenvolvimento das relações interpessoais é fundamental para que se estabeleça um melhor entendimento entre a pessoa assistida e o profissional. O profissional da Odontologia tem que pensar no indivíduo como um “ser” e não apenas se preocupar com a sua sintomatologia. As pessoas desejam profissionais capazes tecnicamente, mas almejam também o aspecto humano nas relações sociais (MOTA; SANTOS; MAGALHÃES, 2012). Pinheiro et al. (2009) relatam que a prática da Odontologia mundial vem sendo repensada, pois antes era centrada na doença e, hoje, é voltada mais para a prevenção das enfermidades e promoção da saúde. Roble, Grosseman e Bosco (2008) sugerem que os fatores afetivos, cognitivos e psicomotores devem ser considerados no dia a dia da prática odontológica. Para muitos, o bom profissional da Odontologia é aquele que valoriza o relacionamento interpessoal através da comunicação adequada com o paciente.


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Essa nova prática, exige do cirurgião-dentista uma modificação no seu ato de relacionar-se com o indivíduo, ou seja, escutar ativamente o que as pessoas têm a dizer e se esforçar para compreender o que não pode ser verbalizado, garantindo sucesso no tratamento (CANALLI et al., 2012). Quando o cirurgião-dentista compreende as pessoas que o procuram, o tratamento torna-se mais positivo. A consulta ao cirurgião-dentista é um momento de grande significado emocional para o paciente, pois se trata de um ato de bastante intimidade. Portanto, há a necessidade da conscientização de que o trabalho do cirurgião-dentista deve ser revestido de um caráter muito maior e muito mais profundo do que somente recuperar a função e a estética e aliviar a dor do paciente (RAMOS, 2001), além do mais, o paciente ao ser atendido de forma mais tranquila e humana torna-se mais cooperativo. O cirurgião-dentista não pode ignorar o estado emocional dos pacientes e aumentar o vínculo afetivo entre o profissional e o seu paciente é vital para o bom andamento do tratamento odontológico. Uma atitude empática do cirurgião-dentista, seu respeito às queixas e sentimentos do paciente e a explicação clara dos procedimentos que serão realizados podem minimizar e até suprimir a ansiedade do paciente. Dessa forma, confiança, segurança, tranquilidade e serenidade devem ser encorajadas pelo cirurgião-dentista durante as consultas (COPETTI, 2008 apud MOTA; SANTOS; MAGALHÃES, 2012). O profissional deve reconhecer que as pessoas têm o direito de serem informadas e de participarem do processo de reflexão sobre as ações que serão realizadas em seu corpo (USUAL et al., 2006).


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4. DISCUSSÃO

A Odontologia evoluiu de forma extraordinária e hoje encontra um indiscutível nível de excelência, seja no campo teórico, materiais empregados e instrumentais, cada vez mais precisos e seguros, seja na formação técnicoprofissional. Um rápido olhar ao passado mostra quanto a Odontologia caminhou. Para Carvalho (2006), no Brasil Colônia houve um crescimento da cárie, devido ao advento da cana de açúcar e ao consumo aumentado do açúcar no Brasil. Com isso, aumentou a necessidade dos serviços odontológicos, o que incluía os serviços de extração dentária e reposição de dentes, se transformando em um serviço caro para a época. Silva e Peres (2007) frisam que com esse crescimento, os serviços oferecidos não tinham nenhuma preocupação com a higiene, se utilizando de instrumentos rudimentares. Temos que concordar com os autores, pois, naquela época não havia um profissional dentista, que oferecesse esses serviços, e sim, barbeiros, que além de cortar e pentear os cabelos e barbear, faziam curativos em vários tipos de machucados, e cirurgias pouco importantes. Por terem adquirido grande habilidade manual, passaram a atuar na boca, fazendo extrações dentárias. A Odontologia só foi reconhecida como curso superior em 1884, quando foi criado o curso superior de Odontologia. Ribeiro (2000) relata que a Coroa Portuguesa não reconhecia e nem autorizava o diploma de nível superior na colônia. Talvez porque a Odontologia naquela época fizesse parte da Medicina. Várias faculdades foram criadas, e a Odontologia vem se desenvolvendo a cada dia, sendo que a tecnologia se alia à técnica e ao acolhimento. O tratamento odontológico deve se iniciar com o acolhimento para criar uma relação interpessoal, contribuindo para uma boa resolutividade. Para Paranhos (2011) e Paredes (2002), o profissional da Odontologia deve utilizar como início do tratamento a anamnese, na qual deve constar a identificação e qualificação do paciente, suas queixas, suas expectativas, tendo o maior número possível de informações. O profissional deve ser observador para facilitar a interpretação dos dados coletados.


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De fato, a anamnese é uma ferramenta importante para o sucesso do tratamento, pois, a partir das respostas, o tratamento poderá ser direcionado. Esse histórico do paciente deve ser arquivado e, a cada retorno, o profissional deve atualizá-lo. Portanto, durante o atendimento odontológico, é de suma importância que o dentista esteja atento aos procedimentos. Nas últimas décadas, houve um aumento na qualidade do relacionamento do dentista e paciente. É uma necessidade eminente de conciliar a tecnologia com o ser humano (CANALLI et al., 2012). Porém, César et al. (1999) dizem que por mais que tenha havido um grande desenvolvimento da Odontologia, tanto científico e tecnológico, a experiência de se submeter a um tratamento odontológico continua não sendo muito agradável. Mota, Santos e Magalhães (2012) dizem que o profissional da Odontologia tem que pensar no indivíduo como um “ser” e não apenas se preocupar com a sua sintomatologia. Assim, Pinheiro et al. (2009) relatam que a prática da Odontologia deve ser repensada para que esteja mais voltada para a prevenção das enfermidades e promoção da saúde. Realmente o tratamento odontológico geralmente induz a um quadro de ansiedade, apreensão e desconforto, o que cria uma expectativa negativa no indivíduo. Portanto, dando um significado mais humanístico à prática odontológica, o dentista consegue compreender o paciente, tornando mais positivo o tratamento. O dentista não pode ignorar o estado emocional do paciente, e o vínculo afetivo entre profissional e paciente é vital para o bom andamento do tratamento odontológico. Copetti (2008 apud MOTA; SANTOS; MAGALHÃES, 2012) concorda que, com uma atitude empática do dentista, apresentando respeito às queixas e aos sentimentos do paciente, tendo os procedimentos a serem realizados explicados de uma forma clara, acaba minimizando a ansiedade do paciente.


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5. CONCLUSÃO

A satisfação do cliente é um dos fatores que determina a qualidade do atendimento. O acolhimento do paciente deve ser valorizado, visto que muitos se sentem inseguros ao serem atendidos por um profissional da Odontologia. Os pacientes almejam que um ortodontista ideal seja um profissional com habilidades técnicas, mas, sobretudo, que tenha um contato humanizado e acolhedor com o paciente.


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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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7 - ANEXOS

ANEXO A – Revisão de ortografia Profissional responsável: Alexandre Robson Martinês Formação: - Graduação em Letras – Licenciatura (Português/Inglês) pela FRIA Faculdades Integradas Regionais de Avaré da Fundação Regional Educacional de Avaré, em 2005. - Especialização em Docência no Ensino Superior pela Faculdade Corporativa Cepsi da Nobre Educacional, Sorocaba, em 2010.

ANEXO B – Normalização bibliográfica Profissional responsável: Profa. Dra. Veridiana de Lara Weiser Bramante Formação: - Graduação em Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura) pela Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, em 1999. - Mestrado em Ciências pela Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, em 2002. - Doutorado em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas, Campinas, em 2007. - Pós-doutoramento no Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus de Bauru, em 2013. Identidade profissional: CRB-1: 31623/01.

A Relação Ortodontista / Paciente: Condutas e Procedimentos  

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