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MANUAL EXPLICATIVO Projeto Bengala Longa Eletr么nica


SUMÁRIO Projeto Bengala Longa Eletrônica.............................................................................................................................4 Utilizando a Bengala Longa Eletrônica....................................................................................................................5 Componentes da bengala............................................................................................................................................6 Descrição dos componentes.......................................................................................................................................7 Marcação para dedo indicador..................................................................................................................................8 Acessos para ligar/desligar equipamento, trocar e carregar a bateria........................................................8 Sentido liga/desliga........................................................................................................................................................8 Acesso à bateria...............................................................................................................................................................9 Abertura para manutenção eletrônica do produto............................................................................................9 Descrição da técnica de toque para a bengala longa..................................................................................... 10


Projeto Bengala Longa Eletrônica

A bengala longa tradicional, ou de Hoover, comumente utilizada pelos deficientes visuais, acompanha os desníveis do piso mas não pode prever variações localizadas acima da linha da cintura, conforme demonstrado na ilustração abaixo.

Figura 1 Já a proposta do projeto bengala longa eletrônica diferencia-se da bengala longa tradicional basicamente por possui um sensor ultra-sônico que emite um sinal ao localizar barreira acima da linha da cintura do usuário, fazendo com que uma resposta tátil (vibração) seja transmitida por meio de um micro-motor vibratório em sua pega, conforme demonstrado na figura 2. O sinal ultra-sônico emitido possui dimensões (comprimento e diâmetro) aproximadas às da haste do equipamento, figura 2. Esta característica procura integrar a informação fornecida pelo sensor ultra-sônico às características de uso da bengala longa tradicional, mantendo as técnicas de uso, sobretudo a técnica de toque para deslocamento independente, comumente utilizada por estas pessoas.

4


Utilizando a Bengala Longa Eletrônica

Figura 2 1.

Ligar e posicionar corretamente a tecnologia assistiva bengala longa eletrônica, ajustado aos procedimentos da técnica de toque, e iniciar a caminhada pelo percurso mantendo a posição correta de empunhadura da pega.

2.

Interromper a caminhada quando perceber, na pega, o recebimento do sinal tátil (vibração) emitido pelo sensor ultra-sônico do equipamento.

3.

Identificar, por meio do toque exploratório, as características formais das barreiras físicas identificadas pelo sensor do equipamento.

4.

Fazer o desvio das barreiras físicas após seu reconhecimento e dar continuidade à caminhada.

5


Componentes da bengala 1

11 12 2

13 14

3 4

15 16

5 6

7

17 10

18

8 Figura 3 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13, 14. 15. 16. 17. 18.

9

Anel para tela de proteção do sensor ultra-sônico Parte superior da pega Sensor ultra-sônico Placa do sensor ultra-sônico Micro motor vibratório Placa de circuito eletrônico para interpretação e gerenciamento dos dados do sensor e micro-motor vibratório Haste Parafusos para fixação da haste Parafusos para a fixação do conjunto, parte superior e parte inferior da pega Interruptor Conector Fiação Conectores Parte inferior da pega Conector da bateria Bateria Alça para o punho


Descrição dos componentes 1.

Anel para tela de proteção do sensor ultra-sônico: sistema constituído por três anéis de fixação da tela de proteção do sensor ultra-sônico.

2.

Parte superior da pega: possui a função de concluir o diâmetro da pega e travamento da haste. Esta peça também abriga o orifício por onde passa o sinal do sensor ultra-sônico, assim como, o complemento da marcação para o posicionamento correto do dedo indicador do usuário.

3.

Sensor ultra-sônico: peça responsável pela emissão e recepção do sinal ultra-sônico para a localização das barreiras físicas.

4.

Placa do sensor ultra-sônico: responsável pela fixação do sensor no corpo inferior da pega e seu funcionamento.

5.

Micro motor vibratório: é responsável pelo sinal tátil na pega do protótipo.

6.

Placa de circuito eletrônico para interpretação e gerenciamento dos dados do sensor e motor vibratório: este conjunto tem a função de interpretação e gerenciamento dos dados fornecidos pelo sensor ultra-sônico.

7.

Haste: haste ajustada ao tamanho do usuário com a pega para a identificação dos obstáculos localizados abaixo da linha cintura, sendo esta haste, dobrável ou não.

8.

Parafusos para fixação da haste: este conjunto tem a função de fixação da haste no corpo da pega da bengala.

9.

Parafusos para fixação do conjunto, parte inferior e superior da pega: estes parafusos possuem a função de fixação do conjunto da pega.

10.

Interruptor: possui a função de liga/desliga do sistema eletrônico.

11.

Conector: responsável pelo carregamento da bateria.

12.

Fiação: tem a função de ligação das partes que compõem o sistema eletrônico.

13, 14 Conectores: possui a função de conexão dos cabos entre os componentes do conjunto. 15.

Parte inferior da pega: comporta uma espera para receber a haste da bengala e o sistema eletrônico proposto o fechamento e o posicionador para o dedo indicador do usuário, para facilitar à pega e a manutenção da posição correta do conjunto. Esta parte do equipamento abriga também parte das aberturas para entrada de ar para refrigerar os componentes eletrônicos durante o seu funcionamento.

16.

Conector da bateria: possui a função de ligar a bateria ao conector para recarga.

17.

Bateria: é responsável pela energia que mantém o funcionamento do sistema eletrônico, proporcionando autonomia de oito horas contínuas de uso.

18.

Alça para punho: alça de segurança.


Marcação para dedo indicador

Figura 4

Acessos para ligar/desligar equipamento, trocar e carregar a bateria

1

2

3 Figura 5 1.

Entrada para carregamento da bateria.

2.

Tampa de acesso à bateria.

3.

Interruptor liga/desliga.

Sentido liga/desliga

Figura 6 8

DESLIGA

LIGA


Acesso à bateria

Encaixe da tampa da bateria. Figura 7

Abertura para manutenção eletrônica do produto corpo superior

corpo inferior

Figura 8

engate da haste 9


Descrição da técnica de toque para a bengala longa 1 - Inicialmente, a pessoa deve segurar a bengala longa pelo cabo (pega) em pressão dígito palmar. Segurar a bengala dessa forma garante uma boa preensão, favorece a captação de informações e ajuda no desempenho dos procedimentos subsequentes. 2 - O cabo (pega) toma a mesma direção que o eixo da goteira palmar com empunhadura formando um anel entre o dedo polegar e o dedo médio, sendo o polegar refletido sobre o cabo e o dedo médio, anular e mínimo por baixo. O dedo indicador deve ficar em extensão, apoiado na parte lateral da pega; nessa posição ele permite um bom controle lateral da bengala, bem como dá uma boa noção do posicionamento da ponteira pela consciência sinestésica. 3 - A bengala deve ficar como um prolongamento do dedo indicador, a mão fica centrada com a linha média do corpo afastada do mesmo, de forma que a combinação membro superior e bengala configure uma linha reta. 4 - O antebraço deve ficar em posição intermediária, com o dorso da mão voltado para fora. Esse procedimento garante uma centralização correta, um tempo de reação seguro e ajuda a manter a marcha retilínea. Além disso, dá o melhor referencial para o dimensionamento do arco de proteção à frente do corpo. 5 - A movimentação da bengala é determinada pela ação de flexão, extensão e hiperextensão do pulso. Em continuação ao procedimento anterior, isso contribui para o controle da bengala e dimensionamento do arco; os movimentos devem ser limitados ao movimento do pulso a fim de manter uma maior proteção frontal, facilitar na interpretação das informações tátil-sinestésicas e cansar menos o usuário. 6 - Utilizando os movimentos do pulso, a bengala deve ser deslocada para um ponto de contato com o solo, aproximadamente a três centímetros além de cada ombro ou, quando a largura dos ombros não corresponder à largura máxima do corpo, o arco descrito pela bengala deve exceder em poucos centímetros a parte mais larga do corpo da pessoa como, por exemplo, o quadril. 7 - A ponteira da bengala descreverá um arco à frente, de modo que o ponto médio desse arco será coincidente com a linha média do corpo da pessoa. O deslocamento da bengala de um lado para o outro garante a detecção de possíveis barreiras posicionadas do plano do solo à altura da cintura. 8 - Ao deslocar a ponteira de um lado para o outro, esta deve ficar rente ao solo, com no máximo três centímetros de elevação; isso facilita o movimento da bengala, evitando pequenas saliências e eliminando a recepção de informações irrelevantes. 9 - Ao caminhar, a pessoa deve deslocar a bengala sempre para o lado oposto do pé em movimento e manter um ritmo sincronizado entre o toque da ponteira e o apoio do calcanhar no lado oposto. Esse procedimento proporciona naturalidade no movimento e proteção contínua, pois a bengala estará reconhecendo a área do próximo passo. 10 - Os diversos itens que compõem a técnica de toque devem ser ensinados em etapas. Outro aspecto fundamental para execução da referida técnica está relacionado com o tamanho da bengala longa em relação à altura do usuário, para assegurar uma relação adequada entre ambos. 10


Projeto Bengala Longa Eletrônica Ref. linha de ação nº 1.1 do Programa Tec. Assist. e Desenv. para Inclusão Social junto ao TP nº 13.0021.00/2008 MCT/ITS Brasil.

Ministério da Ciência e Tecnologia


Manual Explicativo