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NOVEMBRO2009

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egócios DIRECTOR: Jorge Guedes MENSAL - Ano 5 - Nº 60

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REGIÃO

notícias

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CARTAXO

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NOVAS INSTALAÇÕES Rua 5 de Outubro, nº 5, r/c, Bloco B, 2070-059 CARTAXO Tel: 243 702 245/6 Fax: 243 702 250 geral@ormi.pt www.ormi.pt

ECONOMIA

Urgências do Hospital em obras até final de 2010

Cartaxo defende políticas de apoio às empresas

Equipamentos sociais carecem de licenciamento

Sousa Cintra quer comprar fábrica que criou

O Serviço de Urgências do Hospital de Santarém vai ser ampliado para triplicar a capacidade de atendimento . página 14

Presidente da autarquia propõe o alívio das obrigações fiscais das micro e pequenas empresas. página 16

A Câmara de Almeirim está a estudar alternativas para resolver a falta de licença de algumas instalações. página 18

O ex-presidente do Sporting é um dos interessados em comprar a Drink In, posta à venda por 12,5 milhões de euros. página 8

Já cheira a Natal As montras das lojas não deixam margem para dúvidas. O Natal está à porta e há presentes para todos os gostos e feitios. página 12

O N&N dá bilhetes

LIGUE 243 309 600

Crianças sofrem com a crise

No mês em que se assinalam os 20 anos da Convenção dos Direitos da Criança, sabe-se que o número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção subiu para 9 mil e uma boa parte são crianças. Só na Lezíria do Tejo, o Banco Alimentar Contra a Fome distribuiu 100 toneladas de alimentos em apenas seis meses. I págs. 2 e 3


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negócios&notícias FICHA TÉCNICA Director Geral Joaquim Duarte Director Jorge Guedes (Cartª Prof. n.º 2798) Redacção Apartado 355 2002 Santarém Codex. Tel: 243 309 601 Fax: 243 333 766 E-mail redaccao@negociosenoticias.com Publicidade Tel. 243 309 602 Fax: 243 333 766 comercial@negociosenoticias.com Rita Duarte (directora comercial) Sandra Amendoeira (coordenação comercial) Impressão Imprejornal, S.A. Rua Rodrigues Faria 103, 1300-501 Lisboa Editora e proprietária Jortejo, Lda. Apartado 355 2002 SANTARÉM Codex GERÊNCIA Francisco Santos, Ângela Gil, Albertino Antunes

ABERTURA

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NÚMERO DE BENEFICIÁRIOS TEM ESTADO A AUMENTAR

Quase nove mil a receber Rendimento Social de Inserção Só no mês de Setembro, o Centro Distrital de Segurança Social de Santarém (CDSSS) foi procurado por 559 candidatos ao Rendimento Social de Inserção (RSI). O número foi revelado pela directora daquele serviço durante o primeiro encontro de intervenção social do Cartaxo. Segundo Anabela Rato, até Setembro eram 3425 as famílias no distrito beneficiárias do RSI, representando um total de 8914 pessoas. À margem deste encontro, a responsável pela Rede Social do Cartaxo, Conceição Reis, revelou à Agência Lusa alguns dados que constam do relatório da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ), relativos ao primeiro semestre do ano. O documento regista a abertura de 48 novos processos e a reabertura de 28. Os maus-tratos psicológicos e o abuso emocional são os pontos que regis-

tam o maior número de casos, nas crianças dos zero aos cinco anos de idade, totalizando 49 vítimas de ambos os sexos. Outro dado a ter em conta, segundo a mesma responsável, é o facto de o alcoolismo caracterizar a maioria dos agregados familiares das crianças e jovens sinalizados pela CPCJ do Cartaxo. O último diagnóstico social do Cartaxo, elaborado pelo Conselho Local de Acção Social (CLAS), que abarca os anos 2006 e 2007, aponta o abandono escolar, pobreza escondida e a violência doméstica como alguns dos pontos mais negativos da realidade local em termos sociais. O levantamento aponta, ainda, a falta de creches, o desemprego, o abandono escolar, o alcoolismo, a toxicodependência, as carências alimentares na população idosa e a inexistência de habitação social como problemas existentes. “Do ano passado para este mudou o tipo de aju-

das que nos são solicitadas, normalmente apoio financeiro, porque, mesmo com emprego, [as pessoas] não conseguem fazer face às despesas. Também pedem materiais para pequenas obras de construção em casa”, disse à Lusa Vera Lopes, responsável pela Acção Social municipal. Apesar de só no final do ano o número de pedidos ser contabilizado, a técnica assegurou que este ano já se regista um “substancial aumento”, atendendo uma média de 15 pessoa por dia. Face ao diagnóstico, a rede social do concelho elaborou um plano de acção com o objectivo de combater a pobreza e a exclusão social, numa perspectiva de promoção do desenvolvimento social. Até ao final 2009, o plano prevê ainda a criação de um banco de recolha de materiais de construção doados para utilização em obras de manutenção e beneficiação das habitações dos mais carenciados.

PSICÓLOGO FORENSE ALERTOU PARA CAUTELAS NO USO DA NET Departamento Financeiro Ângela Gil (Direcção) Catarina

Internet ajuda a “depertar predadores sexuais”

Branquinho, Celeste Pereira, Gabriela Alves e João Machado info@lenacomunicacao.pt Departamento de Marketing Patricia Duarte (Direcção), Catarina Fonseca e Catarina Silva. marketing@sojormedia.pt Departamento Recursos Humanos Sónia Vieira (Direcção) drh@sojormedia.pt Departamento Sistemas Informação Tiago Fidalgo (Direcção) Hugo Monteiro dsi@sojormedia.pt Tiragem 35.000 exemplares Distribuição gratuita Dep. Legal 219397/04 Nº Registo no ICS: 124617 Nº Contribuinte: 501636110 Sócios com mais de 10% de capital Sojormedia 83%

“Não foi a Internet que criou os pedófilos. Sempre existiram. O que a Internet fez foi tornar mais fácil que esta orientação sexual se revelasse, dando novos meios para o pedófilo chegar à consumação do abuso sexual a crianças”. Esta foi uma das conclusões do especia-

lista forense Carlos Peixoto, que esteve em Santarém nas II Jornadas Contra a Violência, uma organização da Câmara de Santarém e do gabinete da Associação de Apoio à Vítima (APAV) de Santarém. Para Carlos Peixoto é preciso que os pais estejam atentos aos peri-

gos das salas de conversação, os meios preferenciais para os abusadores sexuais contactarem com as crianças, mas também aos perigos das webcam, avisando os filhos que só devem aceitar estes contactos quando conhecem a pessoa. Ofertas de telemóveis, en-

vios de sms e marcações de encontros em locais pouco frequentados habitualmente pelas crianças são outros dos indicadores a que os pais devem estar atentos como potenciais situações dos filhos estarem a ser alvo de abusadores sexuais. O especialista Carlos Peixo-

to frisou ainda que, nalguns casos, as crianças são enredadas nestas situações porque é explorada a sua curiosidade natural pelo sexo. O conselho aos pais é que falem destes temas com os filhos para evitar que estes procurem a informação fora do contexto familiar.


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ABERTURA

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RECOLHA NOS DIAS A 28 E 29

COMEMORAÇÕES MARCADAS PARA DIA 20

Santarém assinala duas décadas da Convenção dos Direitos da Criança Banco Alimentar de Santarém já distribuiu cem toneladas de alimentos Em pouco mais de seis meses, a delegação de Santarém do Banco Alimentar (BA) Contra a Fome já distribuiu mais de cem toneladas de alimentos. Em declarações ao Negócios & Notícias, o presidente do BA de Santarém, Ramiro Matos, revela que o número de particulares e instituições que têm procurado o apoio do banco não pára de crescer, ultrapassando já as 60 instituições. Da primeira recolha de alimentos, realizada a 30 e 31 de Maio deste ano, e que juntou 57 toneladas, já não resta nada, pelo que a próxima campanha nacional, a realizar nos dias 28 e 29 de Novembro (sábado e domingo), vem na melhor altura. Apesar da crise, os responsáveis do BA de Santarém esperam ultrapassar largamente o volume da primeira recolha não só porque desta vez os voluntários irão estar em mais lojas (60) mas também porque, por tradição, a recolha de Novembro é sempre maior que a de Maio. “Por um lado as pessoas estão mais solidárias devido à época

natalícia, por outro porque desta vez as grandes superfícies estão abertas ao domingo durante todo o dia”, refere Ramiro Matos. Refira-se que as campanhas de recolha garantem apenas uma parte (cerca de 40 por cento) do total de alimentos recolhidos. Os restantes 60 por cento resultam de angariações directas junto dos produtores e das grandes superfícies. Depois de recolhidos, os produtos são encaminhados para a sede do banco alimentar, no jardim de baixo, em Santarém, onde funciona uma verdadeira central de logística que separa, selecciona e encaminha os alimentos para seis dezenas de Instituições de Solidariedade Social de dez concelhos da Lezíria do Tejo. Na campanha de Maio, tal como solicitado pelos responsáveis do Banco Alimentar Contra a Fome de Santarém, o leite foi o bem de primeira necessidade mais oferecido, com 17 toneladas, o que corresponde a mais de 15 mil litros. Seguiu-se o arroz, as massas, o açúcar e as conservas.

A Câmara de Santarém e a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Santarém vão promover um conjunto de iniciativas para assinalar os 20 anos da Convenção dos Direitos da Criança centradas na intervenção primária. O programa será apresentado de forma detalhada no próximo dia 20, na mesma sessão em que os jardins-de-infância e as escolas dos vários graus de ensino vão receber uma PEN ou um CD elaborado pela Escola Superior de Educação de Santarém, que servirá de base ao trabalho a realizar por alunos e professores, seguindo-se uma conferência sobre “Os Direitos da Criança”. Além de actividades nas escolas, ao longo do dia a mascote da Associação Comercial de Santarém,

o “Marradinhas”, entregará, nas ruas da cidade, folhetos com os Direitos da Criança, tendo vários restaurantes do concelho respondido positivamente ao desafio da Associação da Restauração e Similares de Portugal para criarem menus a custo reduzido para crianças acompanhadas por adultos. “O nosso objectivo é sensibilizar toda a comunidade para os Direitos da Criança”, afirmou o presidente da CPCJ de Santarém, Eliseu Raimundo, frisando que, ao contrário do que geralmente se afirma, “as crianças não são o futuro, mas sim o presente”. Por isso, “temos que lhes dar hoje aquilo de que elas necessitam”, acrescentou. A Convenção dos Direitos da Criança foi promulgada pelas Nações Unidas em 20 de Novembro de 1989, tendo sido ratificada por Portugal no ano seguinte.

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CONSÓRCIO IRÁ DETER 49% DO CAPITAL DA EMPRESA MUNICIPAL

Aquainveste é o parceiro privado das Águas de Santarém O consórcio Aquainveste ganhou o concurso pata o parceiro privado da empresa municipal Águas de Santarém. O consórcio é constituído pelas empresas Aquapor – Águas de Portugal, Ecobrejo – Gestão de Águas, Resíduos e Ambiente e Construções Pragosa, e irá deter 49% do capital da empresa municipal, ficando o município como sócio maioritário, com 51% do capital. O executivo camarário de Santarém confirmou a proposta do júri do concurso que destaca o consórcio Aquainveste relativamente aos outros concorrentes, pelo esforço de investimento (48 milhões de euros nos pri-

meiros 5 anos) e com um processo de investimento igualmente mais acelerado (30 milhões de euros nos primeiros 2 anos), o que leva a uma concretização mais rápida dos objectivos. A proposta teve em conta o relatório final do júri do concurso público para selecção do parceiro privado da empresa Águas de Santarém. A decisão foi tomada por maioria, com sete votos do PSD e um voto contra do vereador do PS Ludgero Mendes, que justificou a oposição com o facto de o PS ter defendido uma solução diferente para o saneamento básico do concelho, sendo contra a entrada de um parceiro privado, porque entende que a água deve ser 100 % pública.

O presidente Moita Flores sublinhou que esta solução vai preservar o património municipal e evita a sua dissolução dentro de um projecto em que o município ficaria com uma pequena parcela do capital. “A entrada do parceiro privado vem reforçar os capitais da Águas de Santarém que assim se torna numa das mais importantes empre-

sas da região”, disse Moita Flores. Foram critérios decisivos da avaliação do júri a valorização do plano de investimentos e a importância da evolução das tarifas nos 30 anos de vida do estudo económico apresentado (50% para a tarifa média, 20% para o plano de investimentos), restando uma distribuição de 30% para os

restantes critérios – estudo económico, pacto para social, qualidade da proposta, etc. Segundo o vereador António Valente, foram apresentadas três reclamações ao relatório preliminar do júri (pelos 1º,2º e 3º concorrentes), relatório esse que foi do conhecimento do Executivo há cerca de 6 meses atrás. O júri anali-

sou as reclamações, considerou pontualmente algumas das questões levantadas, reavaliou o relatório e apresentou este documento final, aprovado pelo executivo camarário na reunião de 9 de Novembro. De sublinhar que das reclamações e da reavaliação não resultou qualquer alteração na ordenação dos concorrentes. Segundo António Valente, “seguir-se-á uma fase de negociação para a qual será chamado o consórcio vencedor do concurso, negociação que incidirá sobretudo no acordo parasocial”. O vereador referiu que a Aquainveste apresenta a tarifa média mais adequada ao longo dos 30 anos.

NA MISERICÓRDIA DE SANTARÉM

Mário Rebelo substitui Garcia Correia Mário Rebelo foi eleito provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, na passada sextafeira. Mário Rebelo substituirá, em Janeiro, o actual provedor Garcia Correia que completa o seu terceiro mandato. A assembleia-geral da Santa Casa da Misericórdia de Santarém elegeu

os corpos sociais para o triénio de 2010 a 2012. Concorreu uma única lista, tendo sido ainda eleitos Joaquim Botas Castanho como presidente do conselho fiscal, e Garcia Correia, o actual provedor que se mantém em funções até Janeiro, como presidente da mesa da assembleia-geral


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RESTAURANTE PORTAS DO SOL

Cozinha requintada no ex-libris turístico de Santarém A vista magestosa sobre o Tejo e a Lezíria fizeram há muito com que as Portas do Sol se tornassem no ponto turístico mais carismático de Santarém, sendo ponto de passagem obrigatório para quem quer conhecer a capital do Ribatejo. Mas se a vista e o espírito ficam reconfortados pelo que os olhos captam do alto do planalto, o estômago também pode levar que contar do restaurante situado à entrada do espaço e que aposta numa ementa tradicional mas com toque de modernidade. São 30 pratos que resultam da recolha do receituário tradicional ribatejano,

de que se destacam o naco de boi grelhado e o bacalhau com grelos, mas também de outros manjares com traços de modernidade como o timble de gambas, os fundues ou o bife à Portas do Sol, feito com uma redução de vinho do Porto ou vinho da Madeira, acompanhado de batata em rodelas, frita com casca. O restaurante aposta nos produtos da região. Numa carta que inclui vinhos de vários países, 80 por cento são vinhos do Tejo, uma opção que se estende aos queijos, aos enchidos e até ao azeite. Nuno Carvalho é o mentor do espaço. Após vários anos a trabalhar no sector dos bares e da res-

tauração, decidiu, no início de 2008, concorrer à exploração do restaurante, propriedade do município. Ganhou o concurso e reabriu o restaurante em Março do ano passado. Até Setembro desse ano, a clientela não parou de crescer mas com o início das obras no jardim, que duraram cerca de tre-

ze meses, até 1 de Outubro deste ano, teve um enorme quebra de visitantes que, vendo o jardim fechado, pensavam que o restaurante também estava encerrado.Passada a “tormenta”, Nuno e a sua equipa de cinco elementos estão com expectativas de voltar a ter a casa cheia cada

vez com mais frequência. Além do restaurante, aberto de terça-feira a domingo, das 12h00 às 24h00, há também uma explanada, que abre nos mesmos dias, das 10h00 às 24h00. A conjugação dos espaços proporciona bons momentos de música ao vivo, que são, normalmente, mui-

to concorridos. O maior lamento do jovem empresário é o facto de o restaurante ter apenas 30 lugares, o que se torna pouco nos dias de maior procura, em que se aconselha os interessados a fazerem reserva através do telefone 969 040 316. Nuno Carvalho tem um projecto de ampliação, com cobertura da varanda, que permitiria duplicar a capacidade do espaço, mas está há vários meses à espera da autorização da autarquia. “Nós queremos ajudar a promover este ponto carismático da cidade e só pedimos um pouco de bom-senso para que possamos trabalhar melhor”, conclui em forma de apelo.


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SETE MESES E MEIO APÓS ALEGADAMENTE SE TER SUICIDADO NA PONTE D. LUÍS

Intendente Aguinaldo Cardoso foi a enterrar Centenas de agentes e oficiais da polícia, entre os quais o director nacional da PSP, Oliveira Pereira, militares da GNR e muitos amigos marcaram presença no dia 13 de Novembro nas cerimónias fúnebres do intendente Aguinaldo Cardoso, que se terá suicidado a 27 de Março, ao atirar-se da Ponte D. Luís para o rio Tejo. “Nunca iremos entender as razões que o levaram a tomar aquela decisão fatal, mas compete-nos a nós continuar a honrar a memória do grande homem e grande polícia que ele foi”, disse ao nosso jornal o hoje reformado superintendente Levy Correia, que comandou durante muitos anos a PSP de Santarém. “Não nos esqueçamos que esta-

mos a falar de um homem sempre afável, conciliador e muito estimado por todos os que o foram conhecendo ao longo da sua vida”, sublinhou Levy Correia, lamentando ter perdido “um grande amigo”. Já o actual responsá-

vel pelo Comando Distrital da PSP, intendente Luís Simões, destacou que “ao fim de tantos meses à espera, podemos finalmente prestar a última homenagem ao nosso camarada e fazermos o luto, tal como a família”. “Foi uma enorme

perda como colega, como profissional e como amigo”, continuou, sublinhando o facto de Aguinaldo Cardoso ter sabido cultivar a amizade e o respeito de todos os que o conheciam. “Para nós, esta é uma despedida dilatada no tem-

po, mas que não deixa de provocar uma grande tristeza”, afirmou o capelão da PSP, padre João Fanha, que presidiu à missa em memória do intendente, realizada na Igreja de Jesus Cristo. “Nesta cidade, a sua morte deixou muita gente per-

plexa, mas também deixou muitos amigos que continuarão a interceder junto de Deus por ele”, disse. Sempre tapado com a bandeira portuguesa, o corpo seguiu em cortejo da Igreja da Misericórdia até ao cemitério de Santarém, onde foi a enterrar. Aguinaldo Cardoso ter-se-á suicidado a 27 de Março, ao atirar-se da Ponte D. Luís para o rio Tejo. O corpo do então segundo comandante da PSP de Santarém só foi encontrado praticamente seis meses depois, a 26 de Setembro, próximo de Muge, Salvaterra de Magos. Dado o avançado estado de decomposição do corpo, foi necessário efectuar testes de ADN, o que fez com que o funeral só se realizasse a 13 de Novembro, sete meses e meio após a sua morte.


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DRINK IN FOI POSTA À VENDA POR 12,5 MILHÕES DE EUROS

Sousa Cintra quer comprar a fábrica que criou A cervejeira Drink In foi posta à venda em processo de insolvência por um valor de licitação mínimo de 12,5 milhões de euros, segundo anúncio publicado a 19 de Novembro em dois jornais nacionais, sendo Sousa Cintra um dos interessados na aquisição. Segundo a agência Lusa apurou, no âmbito do processo de insolvência foram apresentadas duas propostas para aquisição da cervejeira construída em 2001, em Santarém, por Sousa Cintra e vendida em 2006 por este ao empresário Jorge Armindo. Além dos espanhóis da Font Salem, pertencente ao grupo Damm, também o anterior dono da empresa, Sousa Cintra, havia apresentado, “há umas se-

manas”, uma proposta de aquisição. A confirmação é do próprio, que adiantou que irá agora analisar os termos do anúncio. A Massa Insolvente da Drink In tinha até dia 16 para apresentar um plano de recuperação da empresa, mas acabou por optar pela venda do estabelecimento por considerar que esta será uma forma mais célere de resolver o problema da cervejeira, abrindo a possibilidade ao aparecimento de outras propostas, disse à Lusa o administrador da insolvência. Jorge Calvete adiantou que, tal como tinha sido decidido na Assembleia de Credores de 20 de Abril que a empresa seria colocada à venda caso não fosse apresentado um plano no prazo estabelecido pelo

• Trabalhadores da Drink In continuam a aguardar pela definição do seu futuro Tribunal -, a Comissão de Credores deliberou pela venda extrajudicial. Os interessados na aquisição da Drink In, Companhia de Indústria de Be-

bidas e Alimentação S.A., mas conhecida pela designação de Fábrica de Cervejas Cintra, podem apresentar as suas propostas até às 12h00 do dia 9 de De-

zembro, de acordo com o anúncio publicado na imprensa. Jorge Calvete disse à Lusa que o montante em dívida ronda os 120 mi-

lhões de euros, sendo que o estabelecimento será adquirido “livre do passivo, ónus ou encargos existentes à data da transmissão, os quais serão automaticamente levantados ou extintos na data da aquisição”, refere o anúncio. A venda inclui “todos os edifícios, áreas descobertas e os furos de água localizados dentro do terreno” e implica a aceitação dos trabalhadores “existentes à data da venda”, pertencendo os produtos acabados à data da venda à Massa Insolvente. Fonte da comissão de trabalhadores disse à Lusa que, no âmbito deste processo, 20 dos 96 trabalhadores da empresa foram convidados a sair com acordo, ficando a empresa com 76 funcionários.


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PSP GARANTE QUE SE TRATAM DE BOATOS SEM FUNDAMENTO

Gang “Boca de Palhaço” agita escolas da região Uma catadupa de mensagens de telemóvel que referenciava a existência de um gang violento chamado “Boca de Palhaço”, que alegadamente violava, espancava e cortava os cantos da boca das vítimas até às orelhas, espalhou um clima de medo por muitas escolas da região e do país. O SMS, cuja origem se desconhece mas que rapidamente começou a ser reencaminhado de telemóvel para telemóvel, referia a existência de raparigas hospitalizadas e apelava a que as jovens do sexo feminino evitassem andar sozinhas, principalmente à noite. Um dos SMS, a que o Negócios & Notícias teve acesso, referia mesmo um caso passado na rotunda jun-

to ao Instituto Politécnico de Santarém, em que o referido gang teria abordado um grupo de raparigas, que só teriam escapado devido à passagem no local de uma patrulha da PSP. Outro SMS dava conta de uma jovem hospitalizada na Golegã com a boca cortada até às orelhas. O clima de insegurança que se instalou foi de tal ordem que a PSP se viu obrigada a contactar as direcções

das escolas da cidade referindo que os casos relatados nos SMS eram completamente infundados. O oficial de Relações Públicas do comando distrital da PSP de Santarém, Jorge Soares, disse à agência Lusa que não há registo de qualquer ocorrência que fundamente o teor das mensagens que têm circulado nos telemóveis dos jovens, sublinhando que este “fenómeno” já ocorreu em

outras cidades do país, nomeadamente Lisboa e Faro. Segundo Jorge Soares, a mensagem “é completamente infundada”, apelando, contudo, a que quem verifique qualquer coisa de “anormal” comunique de imediato a situação às autoridades policiais. “A certeza é que, até ao momento, não há o registo de qualquer queixa”, garantiu o oficial da PSP de Santarém.


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RESTAURANTE TABERNA DO ALFAIATE, NA LAPA, CARTAXO

Cozinha tradicional em ambiente familiar O restaurante Taberna do Alfaiate, situado paredes meias com o Largo da Amizade, no coração da localidade da Lapa, é um dos espaços gastronómicos mais afamados do concelho do Cartaxo. Localizado num antigo lagar, o restaurante mantém a traça antiga, com paredes em pedra e um estilo simultaneamente clássico e rústico, que é prenúncio dos manjares típicos que saem da cozinha. À cabeça da ementa está o bacalhau assado no forno com manja (uma espécie de açorda), o porco preto assado no forno à padeiro (feito na telha tal como era confeccionado tradicionalmente), o cabrito no forno, o naco de boi em vinho tinto e o entrecosto de porco preto com arroz de feijoca, para referir apenas os pratos mais procurados. Este receituário regional foi sendo recolhido aos poucos por Conceição Es-

Mais de um século de história

• Nuno e João Espírito Santo, duas gerações num espaço com mais de um século de história pírito Santo que, em 1991, decidiu deixar a contabilidade para se dedicar ao restaurante. Seis anos mais tarde foi a vez do marido João também mudar de vida. Deixou uma carreira de vários anos como director de produção de uma fábrica de componentes para a indústria de mobiliário, do Grupo Sonae, e passou a trabalhar a tempo

inteiro na Taberna. Mais recentemente, a preparar já a mudança de geração, o filho do casal, Nuno, também integrou a equipa do restaurante. A meia hora de Lisboa e a pouco mais de cinco minutos da A1, a Taberna do Alfaiate é procurada sobretudo por clientes de fora da região, desejosos de provar a gastronomia e os vinhos ribatejanos.

Uma boa parte já é cliente habitual e há quem telefone meia hora antes a dizer que está a sair da capital e a reservar uma mesa. Além dos pratos principais, a ementa da Taberna do Alfaiate inclui também entradas típicas da região, a começar na tábua de queijos, passando pelos enchidos e fumados, pela tiborna ou pela roleira as-

sada. As sobremesas, feitas por Conceição Espírito Santo, também são à base de receitas tradicionais de génese conventual. A Taberna do Alfaiate encerra ao domingo à noite e à segunda-feira durante todo o dia. Dada a limitação de lugares – 55 – ao fim de semana aconselha-se a reserva de lugar através do telefone 243 790 005.

A história do restaurante Taberna do Alfaiate leva-nos até ao longínquo ano de 1889. Foi nessa data que o bisavô de João Espírito Santo, actual proprietário do espaço, fundou uma taberna à moda antiga, que anos mais tarde passou à filha (avó de João) que entretanto casou com um alfaiate, o que acabou por baptizar o espaço. Em 1991 a Taberna original foi completamente restaurada, dando-lhe a traça actual e, em 1997, foi inaugurado o espaço, situado em frente à casa original, que agora funciona como sala principal. A sala antiga foi transformada numa espécie de loja de produtos regionais mas ainda é utilizada como restaurante quando é necessário.


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CRIANÇADA DIVERTIU-SE COM A CHEGADA DO PAI NATAL AO W SHOPPING

Já cheira a Natal O centro comercial W Shopping, em Santarém, “antecipou” as festas de Natal na região, com a chegada do Pai Natal no dia 14 de Novembro. Este ano o “velhote” das barbas brancas, que percorre o mundo a distribuir presentes, decidiu trocar o trenó por um meio de transporte mais ecológico e amigo do ambiente, tendo chegado a Santarém ao volante de uma bicicleta de quatro rodas. Depois de pedalar ao lado das crianças, o Pai Natal foi sentar-se no trono, na Ilha do Pai Natal no piso 1 do W Shopping, onde vai ficar a distribuir sorrisos, ti-

rar fotografias e, mais importante, a ouvir os desejos dos mais pequeninos para este Natal. Durante os dias úteis, o Pai Natal estará na sua ilha entre as 18h00 e as 19h30, e aos sábados, domingos e feriados, entre as 14h00 e as 17h00, e entre as 18h00 e as 20h00. Este ano o Pai Natal está a oferecer a todas as crianças o livro “Gui - Uma Grande Lição pelo Sorriso do Planeta Terra”, uma iniciativa que pretende chamar a atenção de adultos e crianças para a importância de criar hábitos de leitura. Simultaneamente com esta iniciativa, até 5 de Janeiro, o W Shopping está a promover um concurso, no

qual os visitantes se podem habilitar a ganhar um fantástico prémio no valor de cinco mil euros em compras. Para vencer o prémio, os participantes terão de conseguir decifrar o “Mistério do W Shopping”. Cada 15,00 euros em compras vale uma pista para desvendar o mistério, pelo que quantas mais vezes participar, mais possibilidades tem de ganhar.

Vinte milhões de visitantes em 6 anos Nos primeiros seis anos de vida, assinalados a 28 de Outubro, o W Shopping, o maior centro comercial do distrito de Santarém, recebeu quase vinte milhões

de visitantes. A zona de influência e a facilidade de acesso são alguns dos factores que estão na base do sucesso desta unidade comercial, que serve uma população residente de cerca de 60 mil habitantes, que cresce para cerca de 300 mil se olharmos a toda a área de influência. Com 70 lojas, 6 salas de cinema e um supermercado da rede Pingo Doce, divididos por três pisos, o W Shopping tem um parque de estacionamento coberto, com cerca de quinhentos lugares. Só em postos de trabalho directos, o centro comercial contribuiu para a criação de cerca de 580 empregos.

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AMPLIAÇÃO VAI PERMITIR TRIPLICAR A ACTUAL CAPACIDADE DE RESPOSTA

Urgências do Hospital de Santarém em obras até final de 2010 O Serviço de Urgências do Hospital de Santarém vai ser ampliado e requalificado. A obra, orçada em sete milhões de euros, começou no início de Novembro e vai decorrer até final de 2010. A obra vai permitir triplicar a capacidade de atendimento das urgências e melhorar a qualidade do serviço, que tem tido uma procura cada vez maior. Em declarações à Agência Lusa, o presidente do Conselho de Administração desta unidade de saúde, José Josué, referiu que o actual serviço de urgências foi construído há 25

anos para uma procura estimada de 50.000 doentes/ ano, sendo que a procura actual ronda os 130.000 doentes/ano, ou seja, mais do dobro. Por outro lado o próprio paradigma de urgência mudou. Deixou de ser um serviço de recurso ou de segunda consulta para passar de facto a atender

verdadeiras situações de urgência, com grande consumo de recursos, nomeadamente pela necessidade de realização de exames, sublinhou. Lembrando que o distrito de Santarém apresenta uma taxa de envelhecimento 6 pontos percentuais acima da média nacional (22 por cento

contra 16 por cento), José Josué frisou a grande procura por parte das populações idosas. Abrangendo uma população de 192.000 pessoas na sua área de influência, o Hospital de Santarém tem vindo a registar um crescimento anual da ordem dos 5 a 7 por cento, agravado

Dias e Correia, Lda. agora com nova gerência de

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Rua Alexandre Herculano, 6 a 8 (CALÇADA DO MONTE) Tel/Fax 243 325 249 • 2000 - 149 SANTARÉM

pelo envelhecimento da população. A obra agora iniciada, financiada em 70 por cento pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), vai alterar de forma radical toda a estrutura, circuitos e modelo de funcionamento das urgências. O crescimento da procura e o perfil muito diferente do serviço obriga à criação de novos espaços e novos circuitos, de forma a proporcionar um melhor acolhimento de doentes e utentes e melhores condições de trabalho para os profissionais. Enquanto a obra decorre, o Serviço de Urgência está a funcionar em

módulos pré-fabricados, num complexo que o administrador do hospital disse à Lusa procurar oferecer melhores condições que as anteriores. “Investimos muito forte neste complexo provisório porque sabemos que durante o ano que vão durar as obras atenderemos ali mais de 130.000 pessoas”, disse José Josué. Paralelamente, e porque a administração do Hospital de Santarém está consciente de que só os espaços não resolvem tudo, vai ser feito um esforço para dar resposta às necessidades de recursos humanos, tanto de médicos como de enfermeiros.


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ACTUALIDADE

FUNCIONAVA HÁ 30 ANOS NA AV. COMBATENTES

Atendimento Complementar em São Domingos O serviço de Atendimento Complementar do Centro de Saúde de Santarém está a funcionar, desde 11 de Novembro, na Unidade de Saúde de S. Nicolau, em S. Domingos. Este serviço deixa, assim, de funcionar nas instalações do antigo Hospital, na Avenida dos Combatentes, onde funcionou durante os últimos anos. O atendimento complementar está aberto de segunda a sexta-feira, entre as 14h00 e as 22h00 horas e aos sábados, domingos e

feriados entre as 8h00 e as 22h00 horas. Carlos Ferreira, director executivo do Agrupamento dos Centros de Saúde do Ribatejo, alerta a população que este serviço tem como principal finalidade dar respostas às suas necessidades de saúde em situações de ausência do médico de família e/ou ocorrência de doença súbita, fora das horas normais de presença do médico de família ou do horário de funcionamento da sua Unidade de Saúde Familiar.

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ECONOMIA

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PRESIDENTE DA AUTARQUIA DIZ QUE É FUNDAMENTAL ALIVIAR AS OBRIGAÇÕES FISCAIS

Cartaxo defende políticas de apoio às empresas O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Paulo Caldas, defende a implementação de políticas de apoio a micro e pequenas empresas. Durante inauguração da ExpoCartaxo, certame que se realizou de 30 de Outubro a 3 de Novembro, o autarca salientou a tenacidade como sendo a melhor palavra que melhor define a atitude dos empresários locais, e afirmou que nesta altura de dificuldades económico-financeiras, “é de louvar a capacidade que têm para darem as mãos e unir esforços”. Para o autarca, é também necessário que ministérios, empresas, autarquias e outras entidades consertem estratégias “para que o país tenha um momento de descolagem para tempos melhores. É necessário aliar esforços, é necessário alavancar as acções conjuntas que são exigíveis”.

• Empresários aproveitaram a ExpoCartaxo para mostrar os seus produtos Aliviar as micro e pequenas empresas das suas obrigações fiscais, libertando fundos para investimento e criação de emprego, foi o desafio que Paulo Caldas lançou ao Governo, especialmente ao Ministro da Economia. O presidente do município começou por defender a execução imediata do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), para que novos

investimentos criadores de riqueza e desenvolvimento possam avançar o mais rápido possível. Paulo Caldas sustentou também que, nesta altura de crise, os empresários deviam deixar de entregar o IVA no momento da facturação e fazê-lo apenas aquando da emissão do recibo. Defendeu também a suspensão do pagamento especial por conta. Estas

propostas vêm a ser defendidas pelo autarca “há muito, porque são três propostas que vão ao encontro das necessidades dos empresários, em especial num momento em que enfrentam maiores dificuldades e mais instabilidade”, afirmou, reforçando que a autarquia tem vindo a dar o exemplo – dentro das suas competências – baixando os impostos às empresas e

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famílias. A ExpoCartaxo, certame onde estão representadas empresas de diversas áreas de actividade, realizou-se pela 11ª vez. O certame, integrado na centenária Feira dos Santos, inclui, além da mostra empresarial, tasquinhas, artesanato, e visitas a empresas do concelho - Fernandes e Teixeira, Vale d’Algares, Manuel Fialho e Serralharia Paixim.

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Nersant quer sensibilizar crianças A Nersant quer alargar o projecto de sensibilização das crianças para o empreendedorismo a 15 escolas do distrito, estando em negociações com várias autarquias. Depois de um primeiro ano de experiência em três turmas do quarto ano de escolaridade, o projecto “EmpCriança” vai este ano lectivo ser alargado a 15 escolas, tendo cinco delas, dos concelhos da Chamusca, Vila Nova da Barquinha e Ferreira do Zêzere, formalizado já a adesão. Pedro Félix, adiantou que nesta segunda fase o projecto vai ser desenvolvido na sua plenitude (25 sessões), incluindo visitas a empresas.O projecto, que desafia as crianças de nove anos a pensarem num produto para venderem na sua região, passando por todo o processo de delineação da empresa, decorre nas aulas de Apoio ao Estudo, no âmbito das Actividades de Enriquecimento Curricular.


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FALCOARIA CASAL BRANCO E CONDE VIMIOSO RESERVA FALUA

Especialista americano distingue vinhos do Tejo

Obras nos diques permitem construção em Valada A Região Hidrográfica do Tejo e a Câmara do Cartaxo assinaram no início do mês um acordo de colaboração que vai permitir a execução do projecto de reabilitação e consolidação, bem como as obras de manutenção, dos diques que constituem o Sistema de Diques de Valada do Ribatejo – Dique de Valada, de Caminho de Meias, da Meia Postinha, de S. João e da Tapadinha. A actual intervenção será paga integralmente pela Região Hidrográfica do Tejo e por verbas a fundo perdido do Programa Operacional Regional do Alentejo (POA). Depois do estudo elaborado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), a pedido da Câmara Municipal do Cartaxo - com o objectivo de delimitar a amplitude

e consequências de eventuais cheias na freguesia de Valada - ter apontado para a possibilidade de construção estar apenas condicionada à consolidação e conservação dos diques, condição que o presente acordo vem assegurar, estão agora criadas as condições para a construção urbana na freguesia. A Região Hidrográfica do Tejo assume, neste acordo, a elaboração dos estudos e projectos de engenharia, do lançamento dos concursos para as empreitadas de execução das obras, da execução das mesmas e da sua fiscalização. Já a Câmara do Cartaxo assegura a ulterior manutenção corrente dos diques, assim como a instalação de equipamento e sinalética de fruição e lazer ao longo dos diques.

A Região dos Vinhos do Tejo alcançou mais uma distinção de nível internacional, com dois dos seus exemplares a figurarem entre os melhores do mundo. A selecção foi de Robert Parker, um dos mais reputados especialistas americanos em vinho, que incluiu na sua mais recente publi-

cação apenas sete vinhos portugueses, dois dos quais da Região do Tejo. A distinção inscreve-se no “índex of the best of the best” que destaca, à escala internacional, os melhores vinhos com preços inferiores a 25 dólares, privilegiando a excelência da qualidade e as mais perfeitas rela-

ções qualidade/preço. De entre todas as regiões nacionais que se encontravam em apreciação, somente dois vinhos tintos foram incluídos na lista de Robert Parker - do Tejo, o Conde de Vimioso Reserva da Falua, e um vinho do Douro. Já no que se refere aos vinhos brancos apenas um vinho

português se classificou na lista dos melhores entre os melhores e esse é também um néctar do Tejo – o Falcoaria do Casal Branco. A restrita lista de vinhos nacionais presentes na avaliação de um dos mais conceituados críticos mundiais certifica os atributos dos vinhos destacados.


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CÂMARA MUNICIPAL ESTUDA ALTERNATIVAS PARA RESOLVER O PROBLEMA

Equipamentos sociais de Almeirim carecem de licenciamento O lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Almeirim é apenas um dos vários equipamentos sociais do concelho que carecem de licença de utilização, nunca emitida pela Câmara, para que as instituições possam assinar os protocolos correntes de apoio com a Segurança Social ou concorrerem a novos projectos financiados pelo Estado. Esta situação, comum também à Associação de Solidariedade Social de Benfica do Ribatejo e ao centro de dia da Associação de Apoio à Família das Fazendas de Almeirim, está a colocar dificuldades

de funcionamento a estas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s). O problema surgiu porque a legislação em vigor na altura em que os equipamentos foram construídos não obrigava a Câmara Municipal a emitir as respectivas licenças de utilização para que as instalações pudessem funcionar normalmente. Com as novas alterações legislativas entretanto introduzidas, as IPSS’s são obrigadas a apresentar este licenciamento para estabelecer qualquer tipo de protocolo com a Segurança Social ou com outras entidades do Estado, que controlem pro-

gramas de financiamento para novos projectos. O assunto foi levado à reunião pública da autarquia, realizada a 16 de Novembro, pelo presidente Sousa Gomes, para quem

o “problema é complexo e pode atingir directamente a prestação de assistência aos mais carenciados do concelho, porque estão em causa os apoios regulares ao funcionamento

das instituições”. Segundo o autarca, “estamos perante dois caminhos: ou as instituições fazem as obras necessárias para que a Câmara possa emitir a licença de funcionamento à luz dos

novos preceitos legais, o que será muito complicado tendo em conta a sua capacidade financeira, ou a Câmara concede as respectivas licenças à luz dos projectos aprovados aquando da construção dos equipamentos”. No final da sessão, o autarca explicou ao nosso jornal que a segunda solução, embora seja a mais prática e a que resolve directamente o problema, “carece ainda de fundamentação jurídica para que se cumpra integralmente a legalidade”. A Câmara de Almeirim vai discutir novamente este assunto numa futura reunião com a presença de técnicos e juristas.


ACTUALIDADE

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AUTARCAS TOMAM POSSE E DISTRIBUEM COMPETÊNCIAS

Sete vereadores com pelouros em Santarém Os Órgãos Autárquicos de Santarém, eleitos no dia 11 de Outubro, tomaram posse no dia 29 de Outubro, nos Paços do Concelho, perante uma plateia de eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia, bem como de muitos populares e funcionários que quiseram assistir à cerimónia pública. O reconduzido presidente da Câmara de Santarém considera que o concelho vai viver, durante os próximos quatro anos, um dos seus maiores desafios, uma vez que vai cruzar todo o período de execução do QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional e a respectiva renegociação. Francisco Moita Flores destacou que Santarém vai receber a mobilidade eléctrica, preparar-se para as energias alternativas, transformar a requalificação urbana e das frentes ribeirinhas, para além

de ir “dar os primeiros e grandes passos para a Fundação da Liberdade. Na divisão de pelouros, Francisco Moita Flores fica com responsável pelas Relações Públicas e Externas, Planeamento Estratégico e Ordenamento do Território, PDM, Administração Geral, Desporto, Auditoria e pela empresa Águas de Santarém. Ricardo Gonçalves, que será o vice-presidente, terá a seu cargo o Gabinete de Apoio às Freguesias, Trânsito, Espaços Verdes e Espaço Público, Taxas, Licenças, Mercados e Feiras, Formação Profissional, Gestão Cemiterial, Higiene e Resíduos Sólidos, Modernização Administrativa e Gestão da Informação. Catarina Maia, a terceira da lista do PSD, fica com as Finanças, Recursos Humanos, Central de Compras, Assuntos Jurídicos, Notariado e Conten-

cioso. João Leite será o vereador responsável pelas Obras Municipais, Urbanismo e Obras Particulares, Desenvolvimento Económico, Juventude e Defesa do Consumidor. Vítor Gaspar será o vereador da Cultura, Património Cultural, Turismo e Acção Social. Luísa Féria terá os pelouros da Criança e Educação, Saúde, Habitação, Protecção Ambiental e o Gabinete de Fiscalização Municipal. António Valente será responsável pelo Centro Histórico, Património Municipal e Protecção Civil. Sem pelouros ficam os vereadores socialistas António Carmo e Ludgero Mendes. A cerimónia prosseguiu com a eleição da Mesa da Assembleia Municipal. António Pinto Correia é o presidente, Maria Alecta Ferreira a primeira secretária e Carlos Marçal o segundo secretário.

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Vereadores socialistas a tempo inteiro em Almeirim A primeira reunião do novo executivo da Câmara Municipal de Almeirim, realizada na segunda-feira, 9 de Novembro, à porta fechada, serviu para definir as áreas de responsabilidade dos cinco vereadores do PS, que ficam todos em regime de tempo inteiro. O presidente Sousa Gomes fica com a gestão financeira, as obras municipais e o desporto, pelouro que era detido por Pedro Ribeiro no mandato anterior. Pela primeira vez, Sousa Gomes nomeou uma adjunta que vai trabalhar especificamente nesta área, Sandra Isabelinha, que integrava as listas do PS à autarquia. Pedro Ribeiro foi nomeado vice-presidente e assume o ordenamento do território (que inclui a revisão do PDM), o ambiente, a gestão de pessoal, a protecção civil e as novas tecnologias, onde se destaca o desenvolvimento do projecto

escolar PET21, pioneiro a nível nacional. José Carlos Silva, que também transita do mandato anterior, tem a seu cargo as festas da cidade, o trânsito, feiras e mercados, cultura e juventude. Das duas caras novas do PS, Emília Arsénio, ex-presidente da Junta de Freguesia das Fazendas de Almeirim, fica com a acção social, saúde, educação (agrupamento de escolas das Fazendas de Almeirim), instalações municipais e imigração. Fátima Cardoso terá a seu cargo a modernização administrativa, o turismo, o economato e também a educação, no que se refere ao agrupamento de Almeirim. Dos vereadores da oposição, Francisco Maurício, eleito pelo MICA, considerou que são demasiados vereadores a tempo inteiro, mas votou favoravelmente. Aranha Figueiredo, da CDU, absteve-se na votação.


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ACTUALIDADE

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ANTÓNIO RAMOS E ANTÓNIO JOSÉ GANHÃO SÃO OS DOIS VICE-PRESIDENTES

Sousa Gomes mantém presidência da Lezíria O Socialista José Sousa Gomes, presidente da Câmara Municipal de Almeirim, foi reeleito presidente do conselho executivo da CIMLT – Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo. A eleição contou com as presenças dos presidentes das Câ-

maras Municipais de Almeirim, Azambuja, Coruche, Chamusca, Golegã, Salvaterra de Magos, e as estreias dos novos presidentes de Rio Maior, Isaura Morais, e de Alpiarça, Mário Pereira. Faltaram os presidentes das Câmaras de Santarém, Cartaxo e Benavente.

Novos eleitos tomaram posse no Cartaxo Os eleitos para os órgãos autárquicos do município do Cartaxo para o mandato 2009-2013 tomaram posse a 29 de Outubro, durante um acto público que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Na mesma cerimónia, os novos membros da Assembleia Municipal foram empossados e reuniram para eleger a constituição da mesa. Maria Manuel Simão (presidente) vai dirigir os trabalhos da Assembleia durante este mandato, acompanhada de Fernando Santos (1.º secretário) e de Joana Vergas (2.ª secretária). No que diz respeito à Câmara Municipal, Paulo Caldas assume a presidência e fica responsável pela Protecção Civil e Segurança, Apoio ao Munícipe, Comunicação e Imagem, Apoio Jurídico, Notariado, Qualidade e Auditoria, Planeamento, Fundos Comunitários e Apoio ao Finan-

ciamento do Investimento Público Privado. Para o vice-presidente Paulo Varanda fica o Planeamento e Administração Urbanística, Desenvolvimento Económico, Cultura, Acção Social e Apoio ao Idoso, Saúde, Educação, Recursos Humanos e Fiscalização, para referir apenas alguns. Rute Ouro, que transita do mandato anterior, fica também a tempo inteiro, coordenando as Obras e Equipamentos Municipais, Ambiente e Serviços Urbanos, Águas e Saneamento, Finanças e Património. Pedro Gil, que fica como vereador a tempo parcial, terá competências nas áreas do Desporto, Juventude, Turismo e na coordenação do projecto Cartaxo – Capital do Vinho. Paulo Neves (PSD), Pedro Reis (PSD) e Mário Júlio Reis (CDU) são os restantes vereadores mas nenhum deles terá qualquer pelouro.

Sónia Sanfona é a nova Governadora Civil A socialista Sónia Sanfona é a nova Governadora Civil de Santarém, sucedendo a Joaquim Botas Castanho, que já havia substituído Paulo Fonseca. Em declarações à Agência Lusa, a ex-deputada e ex candidata do PS à Câmara de Almeirim, disse ser seu objectivo imediato trabalhar em prol do distrito, procurando dar-lhe “a visibilidade e o relevo que merece” para que seja “exemplar e uma referên-

cia nacional”. Sónia Sanfona disse ainda sentir-se preparada e motivada para responder aos “desafios estruturantes” que se colocam a quem desempenha o cargo de governador civil, realçando o papel destas estruturas em matéria de prevenção rodoviária, protecção civil, relacionamento institucional e com o movimento associativo, áreas que considerou poderem ser “motor de uma região”.

Os presidentes das câmaras municipais pertencentes à CIMLT foram empossados na última reunião dirigida pela presidente cessante da assembleia da CIMLT, Idália Moniz. Seguiu-se a primeira reunião do conselho executivo, em que foi eleito o novo executi-

vo por unanimidade. O concelho executivo integra ainda dois vicepresidentes: António Ramos, da Azambuja, e António José Ganhão, de Benavente. Sousa Gomes disse que este mandato será dedicado à gestão da contratualização dos fundos comunitários nego-

ciada com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo. Além dos projectos que vão absorver os 57 milhões de euros contratualizados, a CIMLT vai tentar obter mais verbas para obras nas freguesias rurais, disse.


CONSUMIDOR

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ESPAÇO

Empréstimo da casa com novas regras No passado dia 17 de Agosto foi publicado um novo diploma – Decreto-Lei n.º 192/2009, de 17 de Agosto - que vem reforçar a protecção do consumidor no recurso ao crédito à habitação. As novas medidas introduzidas entrarão em vigor em 16 de Outubro próximo e traduzem-se essencialmente na criação da Taxa Anual Efectiva Revista (TAER), na fixação de um prazo limite para a revisão do spread e, bem assim, na inclusão dos denominados créditos multiopções ou multiusos no diploma com máximos para as comissões por amortização antecipada. A criação da Taxa Anual Efectiva Revista (TAER) visa tornar os custos dos créditos mais transparentes e facilita a comparação de diferentes propostas. Com efeito, apesar de as instituições de crédito não poderem fazer depender a concessão de

crédito da contratação de outros produtos ou serviços fornecidos pelas mesmas, é prática comum oferecerem reduções de spread sob condição de aquisição de outros produtos ou serviços financeiros, como domiciliação de ordenado e/ou pagamentos domésticos, seguro de vida, cartão de crédito ou aplicações financeiras. Sempre que seja proposta a subscrição de outros produtos para reduzir o spread, o banco passa a ter de apresentar a TAER. Este instrumento inclui os custos da TAE e eventuais encargos associados à subscrição daqueles produtos ou serviços. Desta forma, é mais fácil saber se a redução do spread é realmente compensadora, sobretudo ao comparar propostas com outros bancos. Com os objectivos de estabilidade e transparência, os bancos passam a ter até 1 ano para ajus-

crédito com garantia hipotecária (tipo multiopções), desde que a mesma incida sobre um imóvel que já garanta um contrato de crédito à habitação celebrado na mesma instituição. Na prática, se tiver um crédito multiopções nestas condições e quiser amortizar antecipadamente, o banco só pode penalizá-lo em 0,5% ou 2% do capital amortizado, consoante tenha uma taxa variável ou uma taxa fixa, respectivamente.

tar o spread sempre que o titular do crédito deixe de subscrever algum dos outros produtos acordados. Com efeito, é comum figurar uma cláusula no contrato que obriga o titular do crédito a manter estes produtos, para não perder a redução do spread, porém, quando os requisitos deixam de ser cumpridos mesmo que parcialmente (por exemplo, deixar de usar o cartão de crédito), o

banco nem sempre faz este ajuste de imediato. Esta medida pretende assim acabar com as situações em que a comunicação de aumento do spread surgia alguns anos depois, momento em que o consumidor já não tem a expectativa da sua exigibilidade. Finalmente, as regras da amortização antecipada do crédito à habitação vão passar a ser igualmente aplicadas aos contratos de

Marta Costa Almeida Jurista da DECO Delegação Regional de Santarém

Os leitores interessados em obter esclarecimentos relacionados com Direito do Consumo ou em apresentar eventuais problemas, podem recorrer ao Gabinete de Apoio ao Consumidor da Delegação Regional de Santarém da DECO na Rua Pedro de Santarém, 59, 1.º Esq., 2000-223 Santarém (E-mail: deco.santarem@deco.pt/ Tel.: 243 329 950).

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ACTUALIDADE

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&DIREITA

ESQUERDA PIMENTA BRAZ

Estamos em plena crise e, pelos vistos, parece que não vamos sair dela tão depressa. A Europa ainda está mergulhada num clima cinzento, depressivo e um pouco esquizofrénico. De facto, se analisarmos com atenção os comentários políticos e económicos, se observarmos os indicadores do desemprego e se juntarmos o tipo de vida que quotidianamente levamos, percebemos que nada bate certo: continuamos com hábitos consumistas e continua o apelo ao consumo interno – “um dos meios para se sair da crise”, argumento utilizado por economistas de renome. Ou seja, achamos que o Estado gasta demais, que devia gastar menos, mas insistem que nós, cidadãos, temos de gastar mais. Confusos? Vejam as campanhas de Natal…Hábitos de poupança? Não, isso era dantes. Afinal, agora, temos é de consumir mais para dinamizar a economia. Bom, continuo a pensar que gastamos demais e que somos escravos das montras. O que é inegável é que as consequências económicas e sociais são bem visíveis e aumentam diariamente: as empresas encerram, o desemprego sobe e a precariedade laboral é cada vez maior. Temos famílias em que ambos os cônjuges estão sem trabalhar, em que ambos apenas conseguem sobreviver graças aos apoios do Estado e em que o futuro se apresenta pouco radioso. É uma realidade portuguesa de há muitos anos, que tem raízes na história colectiva do séc. XIX e, sobretudo, na do séc. XX, onde os 50 anos da ditadura assumem uma responsabilidade assustadora. De um país totalmente analfabeto há 100 anos e sem qualquer estrutura produtiva, melhorámos muito depois do 25 de Abril, mas ainda estamos longe da suficiência económica. Não obstante ser importante saber como sair deste vale de dificuldades e perspectivar o futuro, é ainda mais importante saber como acudir a quem está a sofrer por não ter de comer – sim, há fome em Portugal -, por não ter dinheiro para pagar as diferentes mensalidades – sejam elas do infantário, da escola,

A crise e as crises da casa, do carro, etc -, ou está a sofrer porque não consegue pagar os medicamentos mínimos para si e para os seus. Pensemos nos nossos velhos, seres que atravessaram as dores e as alegrias da vida e que, agora, não conseguem a justa tranquilidade que mereciam. O Estado já estará no limite das suas possibilidades económicas. O Estado não é mais nem menos que uma emanação da maior ou menor estrutura produtiva existente. Por conseguinte, a maior ou menor capacidade do Estado para se constituir como um forte apoio social, depende daquilo que os seus cidadãos produzirem. Como produzimos pouco… Será pois fundamental apelar à poupança das famílias e à solidariedade social entre todos nós. Olhemos à nossa volta e tentemos perceber quem precisa de ajuda. Quem for cristão católico – o meu caso -, deverá participar nas estruturas de apoio aos desprotegidos que Igreja Católica possui - se não fosse o apoio da Igreja, há muito que teríamos um desastre social. Quem for crente de outro credo, deverá participar nas respectivas actividades de apoio social. Quem não acreditar em nada, deverá fazer um esforço para se integrar em ONG’s, em IPSS’s – O Banco Alimentar, por exemplo - em associações, ou olhar simplesmente para os seus vizinhos e tentar perceber se alguém está com dificuldades. Temos TODOS de dar um pouco do nosso tempo àqueles que estão de mão estendida para nós. Se assim for, tenho a certeza que conseguiremos minimizar os estragos. Não olhemos apenas para o Governo. Há pessoas, como nós, com sentimentos, esperanças e sonhos. Pessoas que riem e choram. Mas pessoas cuja vida, de súbito, lhes fugiu. São seres humanos com esperanças frustradas, com angústias de sonhos desfeitos, que mastigam o desespero da fome, bebem as lágrimas do desalento, que sofrem em silêncio e que olham para a vida num desespero brutal. A pergunta impõe-se: o que é que eu, privilegiado, posso fazer por elas?

Portugal está a viver um momento de crises. A sentida crise económico-financeira, a crise do sistema judicial, a crise de valores, a crise da classe política, entre outras crises individuais ou colectivas que nunca escolhem o momento para aparecer. É certo que qualquer crise é grave. Mas a graduação da sua gravidade, ou pelo menos a percepção que se tem da sua extensão, resulta, muitas vezes, mais daquilo que vemos na televisão, lemos nos jornais ou ouvimos nas rádios, do que daquilo que os cidadãos sentem no seu dia-a-dia. E quando as “faces ocultas” marcam os noticiários, a suspeição sobre políticos cresce diariamente e o descrédito no sistema judicial se acentua, até parece que a “verdadeira” crise se esvaneceu e tudo está bem no nosso país. Esta máscara que teima em iludir os portugueses só convence efectivamente quem não sente diariamente os problemas ou não está atento aos sinais da sociedade civil, onde os casos de desemprego atingem números históricos, onde os Centros de Emprego estão lotados com filas de pessoas a inscreverem-se, onde a taxa de dependência de subsídios do estado aumenta, onde existem crianças que apenas tomam a refeição que lhes é servida nas escolas e onde vão crescendo os sinais de desestruturação que os problemas financeiros causam no seio familiar. E por utópico que possa parecer, é urgente redifinir prioridades e funções do estado. É em momentos de crise que se deve reprogramar, recentrar e reformar. Desviar a atenção da opinião pública é apenas uma manobra de diversão habitual na política. As fragilidades e as incapacidades em reformar de verdade são facilmente ultrapassáveis com “fait divers” e propostas sociais e morais fracturantes. O estado gasta muito dinheiro. Ouve-se há muito. Mas continua a gastar ainda mais. Despesa corrente, sobretudo, que não gera mais-valia ou produtividade acrescida. O estado dispersa-se em funções e actividades, muitas que poderiam ser desempenhadas de forma mais eficiente por privados e por organizações da sociedade civil.

RAMIRO MATOS

E a principal função do estado, a social, tem sido desenvolvida pelos governos de centro-esquerda, como uma actividade monopolizadora, burocrática e sorvedora de todos os recursos do estado. Se continuarmos por este caminho, o estado vai ser o principal potenciador do enfraquecimento da capacidade dos cidadãos gerarem maior riqueza, constituindo um verdadeiro “Estado de Favor”. O Estado Social tem de ser um Estado Supletivo. Agir subsidiariamente quando o mercado privado não actua, quando a sociedade civil não se organiza, fomentando a afirmação dos cidadãos, a sua liberdade e iniciativa, resguardando os seus recursos para actuar nas áreas em que é efectivamente insubstituível. Se existem muitos desempregados que se incentive verdadeiramente a sua capacidade de inovação e empreendorismo, subsidiando não a dependência e inactividade, mas sim projectos que gerem riqueza e sustentabilidade. Que se coloquem os desempregados, sem custos, nas empresas para elas aumentarem a produtividade. E no apoio às classes mais desfavorecidas, que se criem regimes de apoio às organizações da sociedade civil – IPPS’s e outras instituições – para que elas continuem a cumprir o seu papel preponderante na sociedade, no apoio à infância e juventude, à terceira idade, à deficiência, a lutar contra a fome, contra a pobreza e contra a exclusão social. O nosso país não precisa de um estado protector. Precisa de um estado garantia, que aposte nas pessoas, na sua formação e nos seus projectos, e só subsidiariamente, no apoio directo. Precisamos de um estado que reconheça a solidariedade. E os portugueses sabem ser solidários. A Solidariedade é um corolário da liberdade. E todos nós, cidadãos livres, podemos e devemos ser solidários para com os que mais precisam. Ao fazê-lo, e se o estado o reconhecer, estamos a contribuir para uma sociedade com maior igualdade de oportunidades, menos despesista e a caminhar para um estado com uma carga fiscal mais atenuada.


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OPINIÃO

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ESPAÇO ISLA

Qualificação e avaliação de desempenho na Administração Local Com a recente aprovação e consequente entrada em vigor do decreto regulamentar nº 18/2009 de 4 de Setembro, as autarquias vêem assim publicadas as regras da aplicação do seu sistema de avaliação, face às especificidades decorrentes das suas unidades orgânicas. Assim, importa realçar a importância que é dada ao planeamento estratégico e seus instrumentos de excelência, como é exemplo o BSC (Balanced Score Card). A disciplina estratégica a que obriga o sistema de avaliação de desempenho não se compadece com a experiência e qualificações existentes nas autarquias no que a esta disciplina diz respeito pelo que, o desenvolvimento de competências nesta área, assume assim particular relevo. Conceitos como ciclo de gestão, cartas de missão, compromissos, objectivos (eficácia, eficiência, qualidade), indicadores de desempenho e fontes de verifica-

ção deverão fazer parte do léxico quotidiano das autarquias sob pena de, mais uma vez, se cumprir um imperativo legal independentemente da sua aplicabilidade prática proveitosa. O objectivo da avaliação de desempenho não se centra na simples forma de cálculo de alteração de posições remuneratórias e atribuição de prémios mas sim na procura de ganhos de resultados sejam estes de eficácia, eficiência ou qualidade. Exige-se assim a mudança de um paradigma de gestão de recursos humanos centrado nas funções para um enfoque nas competências chave (core competences) onde a constante actualização dessas mesmas competências é um requisito não menos chave. A abordagem deve ser efectuada numa perspectiva Top Down e, é aqui que serão encontrados os principais obstáculos à implementação da estrutura conceptual da avaliação de

competências uma vez que, é no topo que se encontram as principais resistências. O primeiro passo a ser dado na conveniente implementação de um processo de avaliação de desempenho consiste na sensibilização e qualificação de dirigentes, para que estes possam definir atempadamente as linhas gerais de orientação que nortearão a actividade do município e consequentemente definir objectivos e os correspondentes indicadores de medida bem como, as formas de recolha de evidência da sua concretização. A orientação Top Down, obriga a uma hierarquização de tarefas que exige um diagnóstico de competências e qualificações diferenciadas. É aqui que a formação assume um papel de relevo enquanto instrumento de actualização e minimização do hiato entre competências necessárias e competências adquiridas. Neste campo, o ISLA – Insti-

tuto Superior de Línguas e Administração, conjuntamente com as instituições profissionais da administração local designadamente a ATAM – Associação dos Técnicos Administrativos Municipais, tem-se destacado pela oferta formativa que tem apresentado, com um acolhimento demonstrativo do seu bem sucedido intento. Atenta, à lacuna persistente na qualificação dos funcionários da administração local, a UNISLA, sociedade gestora dos ISLA’s de Santarém, Leiria e Vila Nova de Gaia tem sucessivamente, desde 2002, apresentado Planos de Formação Pós Graduada para as autarquias locais com grande aceitação por parte das mesmas, designadamente: Gestão Autárquica (69 Pós graduados); Contabilidade e Finanças Públicas Locais (128 Pós graduados); Técnico Superior de Higiene e Segurança no Trabalho (84 Pós Graduados); Certificação em

comercial@negociosenoticias.com

Nelson Marçal Docente e Coordenador do Curso de Gestão de Empresas do ISLA – Santarém; Doutorando em Ciências da Administração

Redes Cisco Networking (67 Pós graduados) de entre outras. Mais recentemente, o ISLA propõe-se apresentar o 2º Ciclo em Governação e Gestão Autárquica bem como um curso de Maestria en Gestión Pública numa iniciativa conjunta com a Unión IberoAmericana de Municipalistas a ATAM – Associação dos Técnicos Administrativos Municipais.


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CULTURA

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DIA 20 NO CARTAXO

MAIS DE MEIA CENTENA EM PALCO

Deolinda Bernardo canta “Amália por Amor”

Vida no Vale do Tejo inspira espectáculo

O Centro Cultural do Cartaxo vai ser palco de uma homenagem à grande diva do fado. “Amália por Amor” é o título do espectáculo que Deolinda Bernardo vai protagonizar no dia 20 de Novembro, pelas 22h30, para recordar Amália – dez anos após a sua morte. Após ter encantado o Centro Cultural em Fevereiro, a voz de Deolinda Bernardo regressa agora ao bar deste espaço, para partilhar com o público os fados que tanto marcaram os portugueses. No curriculum de Deolinda contam-se colaborações com nomes como Rao Kyao ou Vitorino, para além de manter um percurso a solo. Ao enorme talento vocal de Deolinda, aliase um carisma singular e uma presença em palco avassaladora. A acompanhar a voz de Deolinda vão estar os músicos José Pires, na viola de fado, e José Bacalhau, na guitarra portuguesa. O espectáculo tem entrada livre.

O espectáculo “Vale”, de Madalena Victorino, que vai subir ao palco do Centro Cultural do Cartaxo, nos dias 19 e 20 de Dezembro, vai contar com 14 intérpretes, vindos da dança, do teatro e da música, e 40 participantes locais. Este espectáculo coreográfico e musical, inspirado na vida da comunidade do Vale do Tejo, é uma produção da Artemrede e pretende criar, com a sua “dinâmica laboratorial”, espaços de encontro e de trabalho regular entre artistas e as populações desta região. Para construir este trabalho, Madalena Victorino decidiu incluir participantes das cidades onde o espectáculo se apresenta, de modo a desenhar “um modelo de activação da vida social das cidades em torno do teatro como casa aberta e viva, em que a actividade teatral diz respeito, faz sentido e interessa os seus ha-

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bitantes. A arte tem esse poder aglutinador”, afirma a coreógrafa. Para participar, não é necessário ter conhecimentos de dança ou de teatro. Basta ter idades entre os 18 e os 70 anos, ter gosto pelo movimento e pela dança e não ter limitações físicas graves. Os participantes vão ter oportunidade de pisar o palco juntamente com actores e bailarinos profissionais, dirigidos por uma das mais reconhecidas coreógrafas nacionais. “Vale”, conta com música tocada ao vivo e é apresentado no Centro Cultural nos dias 19 e 20 de Dezembro, pelas 21h30 e 16h00, respectivamente. Os ensaios terão lugar nos dias 16, 17 e 18 de Dezembro, em horário a combinar com os participantes. As inscrições são gratuitas e poderão ser efectuadas para barahona.ines@gmail.com ou 96 310 66 04.


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CULTURA

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IV GALA REALIZA-SE DIA 22 DE NOVEMBRO NO TEATRO SÁ DA BANDEIRA

Ruy de Carvalho e Lurdes Norberto recebem Prémio Santareno Os actores Ruy de Carvalho e Lurdes Norberto vão ser agraciados com o Prémio Santareno de Teatro, na categoria de Carreira. Esta distinção, atribuída pela Câmara de Santarém e pelo Instituto Bernardo Santareno, premeia o percurso de décadas destes dois actores de excelência. Os prémios serão entregues durante a IV Gala Santareno, que se realiza no dia 22 deste mês, às 21h30, no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém. A edição deste ano dos prémios distingue também as interpretações de Luísa Cruz, em “Harper Reagan”, peça com encenação de Ana Nave, e de José Raposo, em “O Violino no Telhado”, peça com

encenação Filipe La Féria. Na categoria “Revelação” os prémios vão para os jovens actores Carla Galvão e Sérgio Praia, e na categoria “Espectáculo” para a peça “Esta noite improvisa-se” de Pirandello, com encenação de Jorge Silva Melo, numa co-produção Teatro Nacional D. Maria II / Artis-

tas Unidos. O Prémios Santareno de Teatro 2009 têm ainda uma distinção “especial” para Rui Madeira, director, encenador e actor da Companhia de Teatro de Braga, assim como para Joaquim Benite, director do Teatro Municipal de Almada (TMA) e do Festival de Almada e

ainda para o actor de Santarém, António Júlio, do Veto Teatro Oficina. Na conferência de imprensa que apresentou estes prémios, o presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores, defendeu que Bernardo Santareno é talvez um dos maiores dramaturgos do

século XX, pelo que, em seu entender, “é preciso cativar a opinião pública para o Mês de Santareno”. Moita Flores lamentou ainda o facto de “Santareno não ser produzido e encenado pelos teatros de Santarém. O Grupo Cénico da Música Nova de Pernes é o que anda mais perto da obra de Santareno. Mas tenho esperança que os grupos comecem apostar mais no dramaturgo Santareno”, completou. Além dos prémios, a IV Gala Santareno vai ser marcada pela música, pelo canto e pelo bailado, mas, sobretudo, pela homenagem ao dramaturgo, nascido em Santarém, a 19 de Novembro de 1920, com o nome de António Martinho do Rosário.

Com apresentação de Isabel Angelino e Eládio Clímaco, a entrega dos prémios vai ser intercalada com as actuações dos bailarinos Catarina Duarte e Vicente Trindade, da Academia de Dança Antiga de Lisboa, da soprano Ana Paula Russo e do tenor João Pedro Cabral acompanhados ao piano por Nuno Lopes, de Carlos Mendes (acompanhado ao piano por Filipe Raposo) e de Jorge Palma. Durante o evento serão também entregues os prémios da 2ª edição do “Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno”. Nesta edição, estiveram a concurso, 145 peças de teatro. “Não Deixes que a Noite se Apague”, de Domingos Lobo foi a peça vencedora deste ano.


DESPORTO

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SORTEIO REALIZOU-SE NO DIA 17 DE FORMA CONDICIONADA

Faltam 3 equipas para definir a segunda fase da Taça do Ribatejo

Das 16 equipas a apurar, faltam encontrar apenas três, situação resultante do adiamento de alguns jogos da última jornada da primeira fase para dia 1 de Dezembro. As equipas que estão na indecisão são Amiense, do grupo 4, e Ferroviários e U. Tomar, ambas do grupo 7. No grupo 4 ocorreu um empate inesperado entre Amiense e Pernes, ficando a equipa de Amiais obrigada a vencer na Moçarria se quiser prosseguir em prova. Já no grupo 7 o União de Tomar provocou uma goleada estrondosa na Linhaceira, mas terá que vencer em

Ferreira do Zêzere para passar. No mesmo grupo, o Ferroviários, que só trouxe um ponto de Ferreira do Zêzere, fica à espera de um desaire do Amiense ou do U.Tomar. De resto, está tudo resolvido. As equipas apuradas são Alcanenense e Ouriense (Grupo 1), Riachense e Torres Novas (Grupo 2), Pego (Grupo 3), Empregados do Comércio e Ouriquense (Grupo 5), Benavente e Fazendense (Grupo 6), Mação (Grupo 8), U. Almeirim (Grupo 9), Cartaxo e Samora Correia (Grupo 10).

Jogos da segunda fase Benavente - Vencedor Série 4; SL Cartaxo – Mação; Samora Correia - Torres Novas; Pego – Ouriense; Empregados Comércio – Alcanenense; Ouriquense - Vencedor Série 7; Fazendense – Riachense; U. Almeirim - 2.ª Série 4 ou 2.ª Série 7

Almeirim recebe prova de abertura de corta-mato A primeira prova do calendário competitivo de corta-mato da Associação de Atletismo de Santarém na época 2009/2010 vai realizar-se no parque da Zona Norte de Almeirim, no dia 6 de Dezembro. A prova é organizada pela Associação 20kms de Almeirim e tem o início marcado para as 9h30. Esperam-se cerca de 250 atletas federados dos diversos clubes do distrito de Santarém, numa prova aberta a escalões desde os benjamins aos veteranos, de ambos os géneros.

Benfica do Ribatejo recebe Campeonato Nacional de dança desportiva

Foto: André Lopes

Apesar de ainda faltar uma jornada para concluir a primeira fase da Taça do Ribatejo, já se conhecem a grande maioria das equipas apuradas para a segunda fase e os respectivos confrontos (ver caixa).

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O Pavilhão Desportivo de Benfica do Ribatejo, no concelho de Almeirim, vai receber no dia 21 de Novembro, pelas 14h00, o Campeonato Nacional de Dança Desportiva em dança Latina e Standard. A organização espera a presença de cerca de 200 pares das associações de Santarém, Setúbal, Lisboa, Porto, Viana do Castelo, Braga, Beira Litoral e Madeira, entre eles os pares que foram apurados pela participação no Ranking e na Taça de Portugal. Refira-se ainda que este evento servirá para apurar os campeões nacionais nas várias categorias.


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MERCADO AUTOMÓVEL

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CARTAXO AUTOMÓVEIS 2003 - 41.000€

Audi A3 1.6 Sport 1998 - 7.350€

Audi S6 4.2 V8 40V S6 Tiptronic 2000 - 18.900€

Audi A4 2.0TDI Cabrio FL 2006 - 36.000€

BMW Série 1 116i 2005 - 18.900€

BMW Série 3 320D Touring 2002 - 18.500€

BMW Série 3 318i Cabrio 1997 - 11.500€

BMW M3 Coupe 2001 - 38.900€

Ford Focus 1.8 TDdi Comfort. 2003 - 13.900€

Jeep Grand Cherokee 3.1 TD Laredo 1999 - 10.900€

Mini One D ONE Diesel 2005 - 17.900€

MG ZR ZR 105 Entry 2005 - 9.500€ 2005 - 9.500€

SAAB 9-5 2.0 t SE Eco Power 2000 - 8.900€

BMW Série 1 E87 118d Exclussive 2009 - 31.500€

Ford Fiesta Van 1.4TDCi 2005 - 7.900€

Jeep Grand Cherokee 2.5 TD Laredo 1996 - 7.500€

Mitsubishi Colt VAN CZ3 1.5DI-D HP e-motion 2007 - 12.500€

Peugeot 307 1.4 HDi XR 2003 - 7.900€

Smart City Passion 1999 - 5.250€

BMW Série 3 320D 2002 - 18.500€

Peugeot 206 1.1 Look 2 2004 - 8.900€

Smart Fortwo 0.8 cdi passion 2004 - 7.900€

BMW Série 3 320D Touring 2001-15.900€

Peugeot 206 1.9 XT Diesel 2000 - 5.750

Skoda Superb 2.5TDi 163cv Elegance Aut 2004 - 19.800€

Citroën Xsara Picasso 2.0 hdi 2002 - 9.250€

Peugeot 206 2.0 CC 2001 - 11.750€

Suzuki Samurai 1.9D Pick-up 4x4 Hard Top 2000 - 7.500€

Chrysler Voyager LE 2.5 TD 2000 - 10.500€

Porsche Cayenne Cayenne S Tiptronic 2003 - 57.500€

Volkswagen Passat 1.9 TDI Confortline 2000 - 13.750€

Daihatsu Sirion 1.0 2005 - 6.250€ 2001 - 15.900€

Ford Focus 1.4i Connection 2005 - 10.500€

Jeep Grand Cherokee 3.1 TD Limited 2000 - 12.250€

Mitsubishi Strakar 2.5 CABINE DUPLA 2004 - 16.750€

Porsche 911 Carrera 4 Coupe 2001 - 57.500€

Toyota Avensis Verso 2.0 D-4D 2003 - 18.900€

Fiat Grande Punto 1.2 Dynamic 2006 - 8.750€

Hyundai H1 SV 2.5TDI Intercooler 3Lug. 2002 - 9.000€

Land Rover Freelander 2.0 di 3 P 2000 - 10.900€

Mitsubishi L 200 4x2 C.Dupla Invite AC 1998 - 8.900€

Renault Laguna RXE 1.6 Break 5 Lug. 2003 - 8.900€

Toyota Hilux 4x2 Cab. Simples Chassis 2005 - 13.750€

BMW Série 3 320D 2009 - 57.000€

Fiat Panda 1.3 Multijet 16v Dynamic 2006 - 8.900€

Jeep Grand Cherokee 2.7 CRD Laredo 2003 - 19.500€

Land Rover Freelander 2.0 di 2000 - 11.500€

Mercedes Classe A A 140 1998 - 5.900€

Renault Laguna Brk 1.9 dCi Luxe Privilrge (120 cv) 2005 - 18.900€

Volvo V 40 1.9 D 2000 - 9.900€

BMW Série 6 630Ci Aut 2008 - 86.900€

Ford F 150 F 350 XLT Super Duty 1999 - 32.900€

Jeep Grand Cherokee 4.0 Limited 1997 - 9.900€

Mazda 5 2.0 MZR-CD Exclusive 2006 - 26.900€

Mercedes Classe ML ML 270CDI 2000 - 22.900€

SAAB 9-3 Aero 2003 - 15.900€

Volvo C 30 1.6D Nível 2 2008 - 24.900€

BMW Série 3 325 Tds 1995 - 7.900€


LAZERES

30 palavras cruzadas

Marcos Cruz - Rede Expresso

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PORTEFÓLIO

Saúde venceu Desfile A Fotos: Bruno Oliveira

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HORIZONTAIS: 1 - Ajuda a acordar. 2 - Sem vida. Sem ele não há casamento. 3 - Na garganta é sinal de emoção. Gil navegador. 4 - Monte onde viviam os deuses gregos. Chama-se à freira. 5 - O tempo de uma rotação. Graças a eles, o carro anda sobre rodas. 6 - Minerais nutrientes. País africano no sudeste da Nigéria. 7 - Fazem-se nas corridas de cavalo. Sono de criança. 8 - Também chamada rainha-dos-prados. 9 -Altas e baixas na Galiza. A quanto obrigas! 11 - Falava-se no sul de França. Fustiga. 11 - Tipo de esperteza (pl.). Abunda no mar.

VERTICAIS: 1 - Estavam no Parque Jurássico. 2 - Vinho como remédio. Põe em prática. 3 - Permite todas as hipóteses. Língua. 4 - Preposições de um dilema. 5 - Parte do percurso. Metade de três. Romanos. 6 - Rio europeu que atravessa seis países. Aumenta a saia. 7 - Onde se encontra a torre inclinada. Levam pontos. 8 - O analfabeto fá-lo de cruz. As duas primeiras do abecedário. 9 - Romanos. Mudanças para melhor. 10 - No meio do nome. O de Berlim dividia a Alemanha em duas. Base aérea. 11 - Morada. Mar salgado da Ásia. VERTICAIS: 1 - dinossauros. 2 - enol; aplica. 3 - se; idioma. 4 - premissas. 5 - etapa; tr; CI. 6 Reno; bainha. 7 - Pisa; is. 8 - assina; ab. 9 - DI; reformas. 10 - om; muro; Ota. 11 - casa; Aral. HORIZONTAIS: 1 - despertador. 2 - inerte; sim. 3 - nó; Eanes. 4 - Olimpo; irmã. 5 - dia; pneus. 6 sais; Biafra. 7 - apostas; oó. 8 - ulmária. 9 - rias; amor. 10 - Oc; chibata. 11 - saloias; sal.

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LAZERES

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Académico em Santarém

SAÚDE

Os caloiros da Escola Superior de Saúde de Santarém foram os grandes vencedores do desfile académico de 2009, realizado a 11 de Novembro. Vestidos de pílula, preservativos, vírus da SIDA e boletim de saúde, os caloiros abordaram nos seus cânticos o tema do “planeamento familiar”. No segundo lugar ficou a Escola de Desporto de Rio Maior, que escolheu o golfe para dar algumas tacadas bem divertidas. No último lugar do pódio ficou a Educação, que abordou o tema da reciclagem. A Escola de Gestão escolheu o tema da “crise” e criou os super-gestores, enquanto a Agrária trouxe caloiros vestidos de cogumelos, numa alusão aos alimentos tóxicos.

DESPORTO

EDUCAÇÃO

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