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4 O Movimento Sindical, a luta dos trabalhadores e as suas organizações de classe No ano em que se comemora o 40º Aniversário da Revolução do 25 de Abril, a classe operária e todos os trabalhadores, continuam a poder contar com o seu movimento sindical de classe, de massas, unitário, democrático, independente e solidário, consubstanciado nos seus sindicatos filiados na gloriosa Central Sindical (CGTP – Intersindical Nacional). A União dos Sindicatos do Distrito de Évora (USDE / CGTP-IN), a estrutura da CGTP-IN que dirige e coordena a actividade sindical no nosso distrito constitui um pilar fundamental da intervenção e luta pelos interesses dos trabalhadores na região. Os sindicatos representam milhares de trabalhadores, e uma rede de dirigentes, delegados e activistas sindicais de diversas opções políticas, ideológicas, partidárias e confissões religiosas, agindo sempre na defesa firme e coerente dos seus interesses e direitos, garantia da ligação aos trabalhadores, de capacidade de intervenção e mobilização sem paralelo com qualquer outra organização social. No que diz respeito à sua caracterização, importa referir que se acentuam as dificuldades das organizações sindicais do sector privado, cada vez mais visíveis na sua estrutura, quadros e, naturalmente, intervenção. Continua a assentar nos sindicatos representativos do sector público, a maior capacidade de organização e mobilização de trabalhadores, nomeadamente, na administração local, função pública, professores e enfermeiros. O papel dos comunistas no movimento sindical e nas organizações dos trabalhadores é de grande importância. Resulta do reconhecimento por parte dos trabalhadores que os comunistas agem na defesa firme e coerente dos seus interesses e direitos. A intervenção dos comunistas concretiza-se com todos aqueles que, tendo diversas opções políticas, ideológicas e partidárias ou confissões religiosas, agem na defesa dos interesses de classe dos trabalhadores. Passados 4 anos desde a última Assembleia de Organização, a classe operária e todos os trabalhadores estiveram confrontados com uma enorme ofensiva aos seus direitos individuais e colectivos, duramente conquistados ao longo de anos. Primeiro com o Governo PS, nas alterações ao código de trabalho, legislação laboral da administração pública e os PEC’s, depois com o pacto de agressão assinado pelo PS, PSD e CSD com o FMI, BCE e UE e concretizado pelo actual governo PSD / CDS, sempre com a conivência e o comprometimento do Presidente da República. A classe operária e todos os trabalhadores do distrito viram agravadas, de forma exponencial, a sua situação económica e social, pela destruição do emprego e aumento da precariedade, pela redução dos salários e o empobrecimento das famílias, pela diminuição da protecção social dos trabalhadores, dos reformados, pensionistas e desempregados, pela distribuição, cada vez mais desequilibrada, do rendimento nacional, pelo aumento da exclusão social, pobreza e miséria.

O DISTRITO DE ÉVORA HOJE

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Resolução Política  

8ª Assembleia da Organização Regional de Évora do PCP

Resolução Política  

8ª Assembleia da Organização Regional de Évora do PCP

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