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carbono, mas o resultado final é igual. Verifica-se que esta região, por via dos perímetros de rega, e muito especialmente por via de Alqueva, se está a transformar numa plataforma a partir da qual grandes agro-negócios se instalam e chegam a novos mercados, ou pela compra ou pelo arrendamento de terras, nesta fase muito à volta do olival super-intensivo e do milho, mas com a ameaça de alargamento a outras culturas como o amendoim, por exemplo, e que podem pôr em causa muitos milhares de pequenos agricultores nestas zonas, por via do sufoco financeiro e dificuldades de escoamento de produções, por falta de dimensão segundo eles (agro-negócios e governo). Mesmo assim, ainda por aqui labutam mais de 30 mil pequenos e médios agricultores, debatendo-se com políticas agrícolas ditas comuns e Organização Mundial do Comércio OMC’s que são as mães dessas políticas agrícolas, e que tudo farão para exterminar todos estes pequenos agricultores, por via da fiscalidade, e falta de mercados em circuito curto, onde sempre escoaram as suas produções. Portugal precisa, nos campos do Alentejo de uma nova Reforma Agrária que no espírito da histórica consigna “A Terra a quem a trabalha”, nas novas condições da actualidade, entregue a terra quem a queira trabalhar, garanta o aproveitamento agrícola dos solos, potencie a produção agrícola, aumente o emprego com direitos, e promova o desenvolvimento regional, como forma de contribuir para um Portugal soberano e desenvolvido. 5.3 Movimento Associativo, Cultura, Recreio e Desporto O Movimento Associativo de Cultura, Recreio e Desporto tem no distrito cerca de 700 associações, clubes e colectividades com milhares de associados e centenas de dirigentes constituindo o maior espaço de intervenção social e de trabalho voluntário do distrito, que se vem afirmando como um poderoso movimento de cultura, recreio e desporto e uma inequívoca resposta social e de desenvolvimento local. O movimento associativo tem nas autarquias de maioria CDU um importante elemento de estímulo, cooperação e apoio ao seu crescimento e desenvolvimento. Os ataques ao poder local e as políticas de direita do governo, sobretudo pelo estrangulamento financeiro, na área da cultura, do desporto e da recreação estão a colocar em risco o movimento associativo e as estruturas de criação artística e cultural que se encontram à beira do colapso. As dificuldades de organização do Partido e a descontinuidade na responsabilização de quadros por esta frente têm dificultado levar por diante as orientações traçadas nesta área. Esta fragilidade do trabalho partidário contrasta com a forte presença de militantes comunistas no movimento associativo. A par desta situação verifica-se que é maior a consciência para lutar contra estes ataques ao movimento associativo e às estruturas de criação artística e cultural, tendo sido realizadas várias acções nacionais, regionais e locais, assumindo relevo o Movimento de reivindicação e luta de 1% do OE para a cultura. Tem sido crescente a convergência na acção e intervenção social e nas acções de luta social e política com outros movimentos populares de massas. Neste quadro é necessário a criação de espaços de participação e integração aos diversos níveis da estrutura partidária para os camaradas que participam nesta frente de luta e

O DISTRITO DE ÉVORA HOJE

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Resolução Política  

8ª Assembleia da Organização Regional de Évora do PCP

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