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C8

Jornal do Commercio

Manaus, 5 de junho de 2012

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE Agropecuária Aruanã

Projeto é destaque na Rio+20 A

pós 30 anos de trabalhos voltados para a preservação da floresta amazônica, o grupo Aruanã-Econut-Instituto Excelsa comemora a participação na Rio+20. O convite feito pelo Sebrae Brasil surgiu como resultado das ações desenvolvidas na Fazenda Aruanã, em Itacoatiara. Baseada em pesquisas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o espaço começou suas atividades em janeiro de 1981, quando foi plantada a primeira castanheira-do-brasil no terreno. A partir daí, foi dado início à produção de mudas, o que originou outros programas, como a produção da Econut e a criação do Instituto Excelsa. Ambos criados em benefício da preservação do meio ambiente e da evolução da comunidade. Atualmente, a Fazenda Aruanã conta com uma pequena floresta de 1,3 milhão de castanheiras plantadas e mais de 2 milhões de mudas de castanheiras já foram produzidas

na área. A castanha-do-brasil cultivada evita que essa espécie seja destruída e permite oferecer uma castanha pura, livre de contaminações e com o teor de selênio ideal para a nutrição humana, pois a quantidade de selênio depende do solo onde está plantada a árvore. Trabalhando ao lado de cientistas dedicados ao tema e com a habilidade dos funcionários da Aruanã - que são todos da região - foi desenvolvido o protocolo de produção de Econut, definindo cuidados desde a coleta na plantação até a embalagem final. O trabalho de domesticação da espécie da castanheira realizado na Agropecuária Aruanã S/A é totalmente orgânico e conta com técnicas de produção e manejo únicos que foram supervisionados pelo TECPAR (Instituto de Tecnologia do Paraná) para que a utilização do Selo Orgânico do MAPA (Minstério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) fosse autorizada.

Castanheira Enxertada

A Econut É a marca das castanhas-dobrasil produzidas na Agropecuária Aruanã S/A, em Itacoatiara (localizado a 234 quilômetros da capital). De acordo com a presidência, são as únicas castanhas-do-brasil cultivadas no mundo isentas de aflatoxinas e com a dose de selênio, especificada através de análise nutricional da USP (Universidade de São Paulo), indicando que basta

uma castanha ECONUT por dia para suprir a necessidade humana diária desse mineral. O produto está no mercado há 2 anos, sendo comercializada no Brasil em lojas de produtos orgânicos e naturais, vindo em numa lata com 60 castanhas embaladas em saquinhos com atmosfera modificada, mantendo suas qualidades nutricionais. A lata é suficiente para

2 meses de consumo, com validade de 60 dias para o saquinho aberto e 2 anos para a lata fechada. Vale ressaltar que a castanha possui o Selo Orgânico do MAPA, tanto para a parte agrícola do cultivo na Agropecuária Aruanã S/A quanto para o processamento, obtido através da certificadora TECPAR (Instituto de Tecnologia do Paraná).

Sustentabilidade Como um trabalho integrado com a sustentabilidade, o processo estende-se aos pequenos agricultores da região, fomentando o plantio e cultivo da castanheira com a tecnologia inédita que a Fazenda Aruanã disponibiliza gratuitamente através do Instituto Excelsa, uma organização sem fins lucrativos que doa mudas de castanheira para formar a primeira "Região de Denominação de Origem Controlada da Castanha-do-Brasil". Ao se adquirir Econut, uma parte de seu valor é revertida para produzir as mudas que serão doadas através do Instituto Excelsa.

Arruda e Família com Muda de Castanheira (Comunidade Nova Esperança) Mudas de Castanheira

Doação Uma organização sem fins lucrativos que possui a qualificação de OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e foi fundado em 2006. O Instituto Excelsa tem o foco de seu trabalho no desenvolvimento sustentável da Amazônia, visando a Reconstrução de áreas degradadas através da doação de mudas de Castanhei-

ww.jcam.com.br

ras do Brasil e Palmeiras de Pupunha - que são plantadas e cultivadas pelos pequenos agricultores das comunidades da Floresta Amazônica. Os pequenos agricultores participam de forma totalmente voluntária. As comunidades e os agricultores são cadastrados e visitados periodicamente para um acompanhamento dos plantios.

Entre Janeiro de 2006 e Junho de 2011, o Instituto doou 380.034 mudas para 82 comunidades na Região de Itacoatiara e do Anamã, beneficiando mais de 800 famílias desvinculado de qualquer organismo público, contribuições de ONGs ou congêneres. Com as árvores em crescimento, promove-se uma limpeza da atmosfera devido ao natural seqüestro de carbono decorrente desse processo e, para tanto, foi criado o selo “Atitude Limpa”. Qualquer pessoa física ou jurídica pode se unir ao esforço da reconstrução da Amazônia adotando árvores que estão plantadas pelos pequenos agricultores em suas propriedades e

receber o certificado “Pessoa Excelsa” ou “Empresa Excelsa”. Como exemplo, a FIEAM (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) adotou 100 árvores atra-

vés do Instituto Excelsa por ocasião da entrega do Prêmio Qualidade 2008, e utilizou o selo “Atitude Limpa”, contribuindo para a limpeza da atmosfera.


Participação do MAPA na Rio+20