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orfeu negro


Calibã e a Bruxa Mulheres, Corpo e Acumulação Primitiva SILVIA FEDERICI

Tradução Pedro Morais

Das revoltas campesinas à caça às bruxas, Calibã e a Bruxa discorre sobre a violenta transição do feudalismo para o capitalismo, baseada na aniquilação de diversas formas de comunalidade e na exploração e dominação dos corpos e saberes femininos. A formação do Estado moderno é indissociável da expropriação de terras colectivas, do comércio de escravos e de uma economia social que atribui às mulheres o papel de produtoras de mão-de-obra, obrigando-as a desempenhar gratuitamente os serviços domésticos necessários à reprodução e sustento das forças de trabalho do sistema nascente. Calibã e a Bruxa é um dos livros mais aclamados de Silvia Federici, teórica e activista feminista, conhecida também pelo seu envolvimento em colectivos internacionais a favor do salário pelo trabalho doméstico.

Março ‘20


ISBN 978-989-8868-37-4

História da Virilidade

Tradução José Alfaro Anabela C. Caldeira 608 pp 15,5 × 21 cm

O que significa hoje ser-se viril? E o que significava há cem ou mil anos? Estará a virilidade em crise nas sociedades contemporâneas? História da Virilidade traça a genealogia da identidade masculina e a sua transformação ao longo dos séculos nas sociedades ocidentais. Uma enciclopédia fundamental para melhor compreender os mecanismos sociopolíticos associados ao género. Edição em 3 volumes, coordenada por Georges Vigarello, Alain Corbin e Jean-Jacques Courtine.

25,50 €

II. O Triunfo da Virilidade. O século XIX

III. A Virilidade em Crise? Os séculos XX e XXI

Tradução

Tradução

Pedro Elói Duarte

Pedro Elói Duarte

Novembro ‘19

Junho ‘20


Uma História Popular do Futebol MICKAËL CORREIA

Tradução Luís Lima

Abril ‘20

O futebol é mais do que apenas futebol. Uma História Popular do Futebol condensa a história da modalidade desde as suas origens, narrando os episódios em que o desporto-rei, hoje entregue ao domínio do business, esteve ao serviço das lutas contestatárias de jovens operários de bairros pobres e dos movimentos anti-coloniais e feministas. O franco-português Mickaël Correia conta também a história das subculturas do futebol que emergem após a Segunda Guerra Mundial, dos hooligans ingleses aos Ultras que desempenharam um papel central na Primavera Árabe em 2011. Uma leitura estimulante para descobrir, em simultâneo, a epopeia do futebol enquanto ferramenta de especulação capitalista e desporto popular dotado de um poder subversivo e de resistência que desde sempre acompanha o seu desenvolvimento.


Teoria King Kong

ISBN 978-989-8327-85-7

VIRGINIE DESPENTES

Tradução

Estreia das edições Orfeu Negro na área dos estudos queer e de género com uma interrogação frontal e feroz da sexualidade feminina por Virginie Despentes. Baseando-se na sua biografia, a autora de Baise-Moi contesta os discursos bem-comportados sobre a violação, a prostituição e a pornografia. Um manifesto iconoclasta e irreverente para um novo feminismo.

Luís Leitão 128 pp

14  ×  23 cm

13 €

Escultura Negra CARL EINSTEIN

Tradução Manuela Gomes

Maio ‘20

Originalmente publicado em 1915, Negerplastik, de Carl Einstein, apresenta-se pela primeira vez traduzido em Portugal. Um texto denso e revolucionário que se tornou canónico na história da arte europeia por constituir uma primeira abordagem crítica à escultura africana, desafiando vários preconceitos e equívocos, e que viria a influenciar decisivamente as vanguardas artísticas do século xx.


Manifesto Contra-sexual PAUL B. PRECIADO

Tradução Luís Leitão Prefácio Pê Feijó

Manifesto Contra-sexual, publicado originalmente em 2000, é já um livro de culto da teoria queer. Utilizando o dildo como teoria e prática essencial para a quebra radical com a ideia de corpo e sexo biológicos, Paul B. Preciado convida a repensar as nossas concepções de corpo, género e sexualidade para dinamitar de vez a estrutura patriarcal heteronormativa.

Setembro ‘19

Pode a Subalterna Falar? GAYATRI SPIVAK

Tradução e Prefácio António Sousa Ribeiro

Janeiro ‘20

Disponível pela primeira vez numa tradução em Portugal, Pode a Subalterna Falar? representa um marco teórico nos estudos pós­ ‑coloniais. Spivak reflecte sobre o discurso teórico com o qual se descreve a subjectividade subalterna, problematizando o papel da linguagem e da representatividade na reprodução de estruturas hegemónicas que silenciam epistemologias e identidades políticas ditas periféricas.


Não Serei Eu Mulher?

ISBN 978-989-8868-34-3

BELL HOOKS

Tradução Nuno Quintas

320 pp 12,3  ×  18 cm 18 €

O meu empenho na crescente consciência feminista levou-me a confrontar a realidade das diferenças de raça, de classe social e de género. Para me compreender enquanto negra, precisava de ir além da sala de aula, dos muitos tratados e livros que as minhas camaradas brancas escreviam para explicar a emancipação feminina, e conseguir novos modos, alternativos e radicais, de pensar o género e o lugar das mulheres. BELL HOOKS

Teoria Feminista Da Margem ao Centro BELL HOOKS

Tradução Helena Silveira

Julho ‘20

As edições Orfeu Negro continuam a publicação da obra de bell hooks, uma referência incontornável na história do feminismo. Neste livro, hooks examina questões como a solidariedade, a violência e a periferização, defendendo que o movimento feminista tem de aceitar a complexidade das relações sociais e reconhecer o contributo inestimável das mulheres negras ao longo da história.


Memórias da Plantação Episódios de Racismo Quotidiano ISBN 978-989-8868-52-7

GRADA KILOMBA

Tradução Nuno Quintas Revisão Científica Júlia Correia

Memórias da Plantação é uma compilação de episódios quotidianos de racismo, escritos sob a forma de pequenas histórias psicanalíticas. Das políticas de espaço e exclusão às políticas do corpo e do cabelo, passando pelos insultos raciais, Grada Kilomba desmonta, de modo acutilante, a normalidade do racismo, expondo a violência e o trauma de se ser colocada/o como Outra/o. Publicado originalmente em inglês, em 2008, Memórias da Plantação tornou­‑se uma importante contribuição para o discurso académico internacional. Obra interdisciplinar, que combina teoria pós­‑colonial, estudos da branquitude, psicanálise, estudos de género, feminismo negro e narrativa poética, esta é uma reflexão essencial e inovadora para as práticas descoloniais. Grada Kilomba é uma artista interdisciplinar, cuja obra reflecte sobre memória, raça, género e pós­ ‑colonialismo.

280 pp 12,3  ×  18 cm 17 €


Vera Mantero ORG. ANA PAIS

A coreógrafa e bailarina Vera Mantero tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa e o seu trabalho artístico tem sido exibido e louvado em vários países. A presente obra permite-nos conhecer mais em profundidade o seu processo criativo, apresentando textos da artista, bem como de André Lepecki, António Guerreiro, Nuno Crespo, Peter Pál Pelbart, Isabel Launay e Bojana Kunst. Novembro ‘19

Fundamento e Imersão Ensaios sobre Técnica Conjunto de ensaios dedicados à teoria dos média e à filosofia da técnica. Com a autoria de José Bragança de Miranda, Wolfgang Ernst, Jussi Parikka, Luís Cláudio Ribeiro, José Gomes Pinto e João Manuel Marques Carrilho.

Outubro ‘19


O Que é a Arte? Conversas com Joseph Beuys VOLKER HARLAN

Tradução José Miranda Justo

Fevereiro ‘20

Joseph Beuys é amplamente reconhecido como um dos artistas mais importantes e inspiradores do século xx. As conversas com Volker Harlan são seminais para a compreensão da obra de Beuys e da sua extensa concepção de arte – uma arte indissociável de todas as formas de vida, baseada no pensamento crítico do capitalismo e da democracia e englobando reflexões sobre ecologia e novas formas de dinheiro.

Espaço Comum STAVROS STAVRIDES

Tradução Jorge Colaço

Julho ‘19

Em Espaço Comum, Stavros Stavrides, arquitecto, activista e professor, desafia o pensamento neoliberal dominante acerca do espaço, resgatando-o do binómio Estado/ Mercado. Em seu lugar, propõe a ideia de um espaço comum, negociado e produzido colectivamente por práticas comunitárias, sem fugir aos temas da habitação, espaços ocupados e da street art para revelar o potencial radical da vida urbana contemporânea.


Problemas de Género Feminismo e Subversão da Identidade ISBN 978-989-8868-09-1

JUDITH BUTLER

Tradução Nuno Quintas Prefácio João Manuel de Oliveira

Quando escrevi Gender Trouble, não imaginava que o livro teria um público tão alargado, nem que constituiria uma «intervenção» provocadora sobre a teoria feminista ou que seria citado como um dos textos fundadores da teoria queer. A vida do texto excedeu as minhas intenções, e isso resulta em parte do contexto dinâmico da sua recepção. Quando o escrevi, estava numa relação combativa e antagónica com certas formas de feminismo, mesmo que entendesse o texto como parte do próprio feminismo. Parecia-me, e continua a parecer-me, que o feminismo deve ter cuidado em não idealizar determinadas expressões de género que, por sua vez, produzem novas formas de hierarquia e exclusão. JUDITH BUTLER

320 pp 12,3 × 18 cm 18 €

Publicado em 1990, Problemas de Género continua a influenciar os estudos de género, activismos feministas e LGBTQI+, e também a criação artística. Disponível pela primeira vez em Portugal, esta tradução pretende ampliar o debate das questões relacionadas com género, sexo, identidade e desejo.


Estética do Performativo ERIKA FISCHER-LICHTE

Tradução Manuela Gomes

Estética do Performativo, publicado originalmente em 2004, anuncia um entendimento inovador da estética. Partindo das questões fundamentais levantadas pelas artes performativas e pelo teatro experimental, Erika Fischer-Lichte propõe uma nova compreensão da arte e da sua relação com o público e os processos socioculturais.

Junho ‘19

Teatro Pós-Dramático

ISBN 978-989-8327-80-2

HANS-THIES LEHMANN

Tradução Manuela Gomes Sara Seruya

408 pp 15,5  ×  21 cm 25 €

Publicado originalmente em 1999, Teatro Pós-Dramático é uma referência obrigatória para todos os estudantes e amantes das artes performativas contemporâneas. Profusamente ilustrada por exemplos práticos, desde Heiner Müller, Tadeusz Kantor aos colectivos Fura dels Baus e Gob Squad, esta obra oferece uma abordagem teórica única e inovadora às novas formas de teatro que se desenvolvem a partir da década de 70. Posfácio de Tiago Bartolomeu Costa.


Azul História de Uma Cor

ISBN 978-989-8327-86-4

MICHEL PASTOUREAU

Tradução José Alfaro Anabela C. Caldeira

A história do azul coloca um verdadeiro problema histórico: para os povos da Antiguidade, esta cor pouco conta; para os Romanos, é até desagradável e depreciativa: é a cor dos Bárbaros. Ora, nos nossos dias, o azul é de longe a cor preferida de todos os Europeus, bem à frente do verde e do vermelho. Houve assim, ao longo dos séculos, uma completa inversão dos valores. MICHEL PASTOURE AU

272 pp 12,3  ×  18 cm 15 €

Preto História de Uma Cor

ISBN 978-989-8327-40-6

MICHEL PASTOUREAU

Tradução José Alfaro

320 pp 12,3  ×  18 cm 15 €

Há algo na cor preta que a distingue das restantes. Ninguém lhe fica indiferente: piratas, ascetas, artistas, costureiros e fascistas elegem-na a cor por excelência. Michel Pastoureau reconstrói a longa história desta cor distinta e ambivalente, desde a Antiguidade Romana até ao seu triunfo na modernidade.


Verde História de Uma Cor

ISBN 978-989-8868-47-3

MICHEL PASTOUREAU

Tradução José Alfaro

320 pp 12,3  ×  18 cm 16 €

Notoriamente tóxico e quimicamente instável, o verde demorou a conquistar o mundo. Ausente das pinturas no Neolítico e remetido a um papel discreto na Antiguidade, o verde foi durante os séculos seguintes associado a tudo o que é volúvel, desde a juventude e o amor até à sorte e ao destino. Só na época romântica se tornou definitivamente a cor da natureza, o que lhe permitiu conquistar um lugar privilegiado na paleta de cores do Ocidente.

Vermelho História de Uma Cor MICHEL PASTOUREAU

Tradução José Alfaro

Outubro ‘19

O vermelho foi a primeira cor que o homem dominou no Ocidente e permaneceu, por isso, durante muito tempo como a cor por excelência, tanto a nível social e artístico, como no plano onírico e simbólico. Admirada pelos gregos e romanos, combatida pela moral protestante, a cor vermelha é, desde a Revolução Francesa aos dias actuais, a cor das forças progressistas ou subversivas.


O Exercício Experimental da Liberdade Dispositivos da arte no século XX ISBN 978-989-8327-82-6

DELFIM SARDO

384 pp 15,5 × 21 cm

Como é que, num contexto em que as convenções artísticas estão em constante mutação, jogamos o enorme e fascinante jogo de confiança que é a arte? Nesta obra, Delfim Sardo, ensaísta e curador, reflecte sobre as vanguardas do século xx , a morte anunciada das disciplinas artísticas e outras questões vitais colocadas pela arte contemporânea.

21 €

Desenhos Efémeros ISBN – 978-989-8868-12-1

ANTÓNIO JORGE GONÇALVES

336 pp 19,7 × 25 cm 28€

Desenhos Efémeros documenta a actividade performativa do artista visual António Jorge Gonçalves. Entre 2003 e 2017, António Jorge Gonçalves criou e participou numa série de espectáculos e eventos, como autor de desenho digital em tempo real, a solo ou em diálogo com parceiros tão distintos como os pianistas Bernardo Sassetti e Filipe Raposo, a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a coreógrafa Amélia Bentes, entre outros.


A Força da Forma MÁRIO MOURA

Ensaio visual de Mário Moura, crítico e professor de design, centrado nos múltiplos modos como a forma do livro se intersecta com formatos sociais e institucionais, tais como o país, a nação, a ditadura, a democracia, o mercado ou o designer, sendo modificada por estes ao mesmo tempo que contribui para os concretizar. Lançamento em conjunto com exposição no âmbito da Porto Design Biennale. Setembro ’19

O design que o design não vê MÁRIO MOURA

ISBN 978-989-8868-24-4

Especialista por excelência no fabrico de identidades, o design é uma disciplina fundamental do nosso quotidiano. No entanto, a reflexão crítica sobre a sua própria identidade não é abundante. Nos doze ensaios que compõem este livro, Mário Moura convoca a crítica do design para demonstrar como este é formado e reformado por conceitos de raça, classe, género, autoria e periferia, entre outros. 224 pp 12,3  ×  18 cm 17 €


Diante do Tempo História da Arte e Anacronismo das Imagens ISBN 978-989-8327-81-9

GEORGES DIDI-HUBERMAN

Tradução Luís Lima

Que relação da história com o tempo nos impõe a imagem? Fazer história da arte será mesmo fazer história, no sentido em que é habitualmente entendida e praticada? Em Diante do Tempo, Georges Didi-Huberman aprofunda estas questões e recupera uma arqueologia crítica dos modelos temporais na história da arte. No centro do debate estão os contributos de Aby Warburg, Walter Benjamin e Carl Einstein, pensadores do anacrónico e principais eixos de uma mudança epistemológica que coloca a imagem no centro da historicidade e instaura uma temporalidade complexa, animada pelo sintoma, conceito operatório que desvela o inconsciente do tempo e da representação. Georges Didi-Huberman, historiador de arte e filósofo, tem consagrado a sua reflexão a uma leitura crítica da história da arte e do pensamento das imagens. É autor de mais de 40 títulos, traduzidos em várias línguas.

352 pp 12,3 × 18 cm 17 €


Melancolia e Arquitectura Em Aldo Rossi

ISBN 978-989-8327-83-3

DIOGO SEIXAS LOPES

Tradução Jorge Colaço

2.ª edição 312 pp 12,3  ×  18 cm 16 €

O arquitecto Diogo Seixas Lopes estabelece neste livro uma relação entre sentimento de perda e arquitectura. O conceito de melancolia e as suas variações históricas alumiam o caminho pelas metrópoles urbanas e pelo universo fantasmático de Aldo Rossi. As obras de Rossi dissociam-se do idealismo utópico moderno, dando forma a uma imensa tristeza histórica, como se observa no Cemitério de San Cataldo, em Modena, o caso de estudo aqui apresentado.

História do Espelho

ISBN 978-989-8327-58-1

SABINE MELCHIOR-BONNET

Tradução José Alfaro

408 pp 12,3  ×  18 cm 16 €

Esta história cultural traça a evolução do espelho, desde a Antiguidade até aos dias de hoje. Objecto raro e precioso durante séculos, o espelho influenciou inegavelmente a formação da nossa sensibilidade e percepção, moldando comportamentos, identidades e hierarquias sociais. Repleta de engenho e descobertas, de comércio e intrigas, a história do espelho devolve-nos o reflexo da nossa civilização e da atribulada relação do ser humano com a sua própria imagem. Prefácio de Jean Delumeau.


Técnicas do Observador Visão e Modernidade no Século XIX

ISBN 978-989-8327-84-0

JONATHAN CRARY

Tradução Nuno Quintas Prefácio Delfim Sardo

Técnicas do Observador oferece uma perspectiva única sobre a construção histórica da visão e as origens da cultura visual moderna. Partindo da análise de vários dispositivos ópticos do século xix, Jonathan Crary demonstra como a formatação da visão é indissociável de uma operação de normativização do sujeito observador em termos de produção laboral e consumo visual. Uma reflexão inovadora e interdisciplinar que se tornou indispensável para entender o modo como a modernidade visual se impõe até à contemporaneidade, particularmente através da consolidação das imagens técnicas. Jonathan Crary é crítico de arte e professor no Departamento de História da Arte na Universidade de Columbia em Nova Iorque. Referência incontornável no pensamento da cultura visual moderna, o autor reflecte sobre a gestão da atenção e da percepção no contexto da economia capitalista.

256 pp 12,3 × 18 cm 17 €


Guerra e Cinema Logística da Percepção

ISBN 978-989-8868-40-4

PAUL VIRILIO

Tradução Luís Lima

O ensaísta e urbanista Paul Virilio documenta neste livro a relação entre o cinema e várias guerras ao longo do século xx, demonstrando como o domínio da percepção mediática pode ser mais decisivo do que os acontecimentos no campo de batalha. Uma reflexão crítica indispensável sobre a capacidade persuasiva das imagens de guerra.

208 pp 12,3  ×  18 cm 16 €

Da Miséria Simbólica I. A Era Hiperindustrial

ISBN 978-989-8868-18-3

BERNARD STIEGLER

Tradução Luís Lima

192 pp 12,3  ×  18 cm 16 €

Da Miséria Simbólica (vol. I) analisa as intricadas relações entre política e estética na nossa era hiperindustrial. Servindo-se de extensos comentários às obras de Gilles Deleuze, Sigmund Freud, Gilbert Simondon e Alain Resnais, Bernard Stiegler esquematiza uma genealogia do sensível para dar conta da subalternização do desejo face aos imperativos da produção capitalista e das suas consequências destrutivas para a individuação psíquica e colectiva.


Ensaios sobre Fotografia de Niépce a Krauss ISBN 978-989-8327-19-2

ORG. ALAN TRACHTENBERG

Tradução Luís Leitão Manuela Gomes João Barrento

440 pp

17  ×  21 cm

Uma obra incontornável da história da fotografia, que reúne ensaios desde o século xix até ao presente. Esta extensa antologia reúne 34 autores, entre eles fotógrafos, escritores e pensadores, e apresenta um vasto conjunto de ensaios fundamentais acerca da evolução da fotografia – de Niépce a Rosalind Krauss, passando por Man Ray, Paul Valéry, Allan Sekula, Hubert Damisch e Siegfried Kracauer.

25 €

Os Filmes da Minha Vida ISBN 978-989-8327-41-3

FRANÇOIS TRUFFAUT

Tradução Luís Lima Introdução Francisco Valente

352 pp

17  ×  21 cm

23 €

Os Filmes da Minha Vida reúne mais de uma centena de artigos, seleccionados pelo próprio Truffaut e escritos entre 1955 e 1974. Através de uma escrita íntima e informal, Truffaut atravessa a história do cinema e presta homenagem aos seus heróis pessoais – Ingmar Bergman, Alfred Hitchcock, Orson Welles, Charlie Chaplin, Jean Renoir, Carl Dreyer, Jean Vigo, entre outros –, sem esquecer os seus amigos da Nouvelle Vague.


Homo Spectator

ISBN 978-989-8327-43-7

MARIE-JOSÉ MONDZAIN

Prefácio e Tradução Luís Lima

Das grutas do Paleolítico às tecnologias digitais, Homo Spectator analisa a construção histórica da figura do espectador. Neste percurso, Marie-José Mondzain interroga as várias relações, de opressão e de liberdade, de medo e de gozo, que se estabelecem entre humanos e imagens, para ensaiar uma resposta à inquietante pergunta: como preservar a nossa liberdade crítica perante a omnipresente disseminação das imagens? Considerada uma referência fundamental do pensamento contemporâneo, Marie-José Mondzain tem contribuído para o debate vital acerca do poder persuasivo das imagens contemporâneas, articulando o campo da estética com as principais preocupações éticas.

376 pp 12,3 × 18 cm 16 €


Performance na Esfera Pública

ISBN 978-989-8327-96-3

ORG. ANA PAIS

Tradução Luís Leitão

224 pp 16 × 23 cm 15 €

Pode a performance arte hoje participar, construir e recriar o espaço público? Como podem os mundos criados pela performance reconfigurar as possibilidades políticas, éticas e estéticas do encontro com o outro, de acção no mundo e da relação entre a esfera privada e pública? Estas são as questões de fundo que norteiam os onze ensaios e as nove páginas de artistas reunidos neste volume, publicado por ocasião do centenário da conferência futurista de Almada Negreiros, marco inaugural de uma possível história da performance portuguesa. Inclui contributos de Bojana Cvejić e Ana Vujanović, Carla Cruz, Sandra Guerreiro Dias, David Helbich, Isabel Nogueira, Claire Bishop, Eleonora Fabião, Sevi Bayraktar, María Andueza Olmedo, Christof Migone, Rui Mourão, Liliana Coutinho, Catherine Wood, Peggy Phelan, Ana Bigotte Vieira, Leif Elggren/KREV, Ana Borralho e João Galante, Sílvia Pinto Coelho, João Macdonald, Christine Greiner, Andrea Maciel, Paulo Raposo e Guillermo Gómez-Peña.


A Arte da Performance Do Futurismo ao Presente ISBN 978-989-95565-0-8

ROSELEE GOLDBERG

Tradução Jefferson L. Camargo Rui Lopes

2.ª Edição 336 pp

17  ×  21 cm

23 €

A Arte da Performance é um clássico. O livro, editado e traduzido em diversos países, com versões constantemente actualizadas pela autora, é a grande referência de um repertório histórico que contextualiza a origem e o desenvolvimento da performance e o seu contributo para a evolução da história da arte – desde os futuristas italianos às obras contemporâneas do artista Matthew Barney – no cenário internacional.

Poética da Dança Contemporânea

ISBN 978-989-8327-01-7

LAURENCE LOUPPE

Tradução Rute Costa 404 pp 15,5 × 21 cm 19,90 €

A Poética da Dança Contemporânea, obra fundamental de uma das maiores teorizadoras da dança contemporânea, Laurence Louppe, condensa a pesquisa e reflexão da autora ao longo de vários anos de trabalho enquanto investigadora e conferencista. Neste estudo são abordados aspectos como o advento da dança contemporânea, a par da problematização dos fundamentos da modernidade na dança, tendo em vista a formulação de uma teoria do movimento. Prefácio de Maria José Fazenda.


O Espaço Vazio

ISBN 978-989-95565-1-5

PETER BROOK

Tradução Rui Lopes

3.ª Edição

Peter Brook é um dos encenadores mais respeitados e influentes do mundo. O Espaço Vazio foi o seu primeiro livro sobre teatro, no qual sugere uma arte dramática depurada, sem ornamento, baseada no triângulo actor-espectador-espaço vazio. A revista Time descreveu-o como uma obra que interessaria a todos os espectadores que se preocupam com a natureza e o destino do teatro contemporâneo.

208 pp 12,3  ×  18 cm 15 €

Lacrimae Rerum Ensaios sobre Kieślowski, Hitchcock, Tarkovski e Lynch ISBN 978-989-95565-2-2

SLAVOJ ŽIŽEK

Tradução Luís Leitão

2.ª Edição 280 pp 12,3  ×  18 cm 15 €

Lacrimae Rerum reúne um conjunto de ensaios sobre cinema moderno, escritos por Slavoj Žižek, um dos pensadores mais heterodoxos e estimulantes da actualidade. Explorando as múltiplas relações entre cinema e psicanálise, Žižek serve-se das filmografias de Kieślowski, Hitchcock, Tarkovski e Lynch para nos revelar a ligação oculta entre o espectador e as suas pulsões mais íntimas.


O Espectador Emancipado

ISBN 978-989-8327-06-2

JACQUES RANCIÈRE

Tradução José Miranda Justo

Elogio do espectáculo, este volume de ensaios reúne cinco conferências proferidas por Rancière entre 2004 e 2008, e contraria uma das mais antigas premissas da estética – a de que aquele que vê não sabe ver – para oferecer ao receptor um papel activo na compreensão da arte. Uma vez mais, a política e a arte em constante diálogo, para um esclarecimento mútuo.

200 pp 12,3  ×  18 cm 15 €

O Destino das Imagens

ISBN 978-989-8327-15-4

JACQUES RANCIÈRE

Tradução Luís Lima

192 pp 12,3  ×  18 cm 15 €

O Destino das Imagens reúne dois artigos e três conferências proferidas por Jacques Rancière, entre 1999 e 2002, no Centro Nacional de Fotografia, em Paris, e na Academia de Belas-Artes de Viena. Partindo das filmografias de Bresson e de Godard, e das reflexões estéticas de Deleuze, Adorno e Lyotard, o autor questiona, neste conjunto de textos, o estatuto da imagem na arte contemporânea.


Os Intervalos do Cinema

ISBN 978-989-8327-20-8

JACQUES RANCIÈRE

Tradução Luís Lima

Jacques Rancière reflecte sobre a posição teórica e política do amador da sétima arte, definindo o cinema como um sistema de intervalos, no qual a paixão cinéfila confundiu as fronteiras da arte e do entretenimento, e analisando a obra de realizadores como Alfred Hitchcock, Roberto Rossellini, Pedro Costa, Dziga Vertov, Peter Straub e Vincente Minnelli.

192 pp 12,3  ×  18 cm 15 €

Béla Tarr O Tempo do Depois

ISBN 978-989-8327-30-7

JACQUES RANCIÈRE

Tradução Luís Lima

128 pp 12,3  ×  18 cm 12 €

O filósofo cinéfilo Jacques Rancière vai ao encontro da cinematografia de Béla Tarr, contemplando filmes já editados em Portugal, como O Cavalo de Turim, O Tango de Satanás, As Harmonias de Werckmeister e Danação. As obras de Béla Tarr acompanham a falência da promessa comunista, mas surgem retratadas fora da temporalidade uniforme e soturna daqueles que já não crêem em nada.


A Fábula Cinematográfica

ISBN 978-989-8327-39-0

JACQUES RANCIÈRE

Tradução Luís Lima

Partindo da obra de realizadores como Fritz Lang, Ingmar Bergman, Jean-Luc Godard, Nicholas Ray, entre outros, e em constante diálogo com o pensamento de Gilles Deleuze, Jacques Rancière analisa o conflito entre natureza técnica e vocação artística que atravessa a história do cinema e o inscreve numa continuidade contraditória com todo um regime da arte.

320 pp 12,3  ×  18 cm 15 €

Francis Bacon Lógica da Sensação

ISBN 978-989-8327-10-9

GILLES DELEUZE

Tradução e Introdução José Miranda Justo 280 pp 12,3  ×  18 cm 15 €

Publicado pela primeira vez em 1981, Francis Bacon – Lógica da Sensação apresenta-nos o trabalho filosófico de Gilles Deleuze em confronto com a obra de um dos pintores mais marcantes do século xx: Francis Bacon. Tendo como base a lógica não-racional da sensação, Deleuze inaugura uma nova concepção da estética, que encontra a sua origem e paralelo em determinados aspectos das pinturas de Bacon.


Obscénica Textos Eróticos & Grotescos ISBN 978-989-8327-38-3

HILDA HILST ILUSTR AÇÕES ANDRÉ DA LOBA

Selecção e Preliminares Jorge Lima Alves

96 pp

23 × 33 cm

21 €

Ó, as mulheres! Que sensíveis e doces, que lúdicas ladinas imaginosas e torpes! Mulheres! Fiquei amante de Clódia, a «leoa dos plátanos». Eu a chamava assim porque me parecia ser esse o seu verdadeiro nome. Os plátanos vão por conta da sonoridade da palavra. Chamava-a também de «putíssima amada», mais cabível ainda. HILDA HILST

ISBN 978-989-8327-09-3

COLECÇÃO CASIMIRO

A Arte de Dar Peidos

Contos de F*das

IL. JOSÉ MARÍA LEMA

BENJAMINO CALDO

Tradução

Tradução

Jorge Lima Alves

Maria Afonso

108 pp

15 × 15 cm

12 €

Julho ‘19


Confissões de Um Travesti ANÓNIMO

ISBN 978-989-8868-45-9

ILUSTR AÇÕES JOÃO MAIO PINTO

Tradução Jorge Lima Alves

96 pp

17 × 24 cm

15 €

Tenho quarenta e três anos, sou casado e pai de família. Nem sempre vivi fascinado pela roupa feminina. Durante muitos anos, até ao meu casamento, eram só as cuecas delas que me atraíam. Embora ainda não tivesse chegado, talvez, a altura de vestir toda a toilette de uma mulher, esse desejo crescia já em mim e esperava a ocasião para se manifestar. ANÓNIMO

L I V R O S I LU S T R A D O S PA R A G E N T E M A D U R A E E X T R AVA G A N T E

Marotices

ISBN 978-989-8327-56-7

MARION FAYOLLE

5.ª Edição 64 pp 10,5 × 14,7 cm 8,90 €

Marotices, um conjunto de desenhos oníricos e eróticos de Marion Fayolle, explora com humor e estranheza as múltiplas possibilidades de ligação amorosa entre homens e mulheres. Perspicaz, intenso e divertido, este livro combina humor com filosofia, para nos oferecer uma obra de poesia imagética, abundante em metáforas e silêncios narrativos. Mil malícias visuais que ficam a retinir na nossa imaginação e prometem libertar libidos e sorrisos.


O Cego Que Atravessou Montanhas Conversas com Luis Miguel Cintra ISBN 978-989-8327-87-1

TIAGO BARTOLOMEU COSTA

112 pp

16  ×  23 cm

5 €

Reunindo um conjunto de conversas realizadas entre 2010 e 2013, a partir de sete encenações de Luis Miguel Cintra, este livro é sobretudo um longo encontro conduzido pelo crítico Tiago Bartolomeu Costa, sobre o teatro, o que nele cabe e o que sobre ele pensa e foi fazendo o actor, encenador e director do Teatro da Cornucópia.

Sinais de Cena Revista de Estudos de Teatro e Artes Performativas SÉRIE II

Teatro e Memória

Genética Teatral

Teorias da Crítica

N.º 1 — 2016

N.º 2 — 2017

N.º 3 — 2018

308 p 16 × 23 cm 5 €

328 pp 16 × 23 cm 5 €

376 pp 16  ×  23 cm 15 €

ISBN 978-989-8327-70-3

ISBN 978-989-8327-95-6

ISBN 978-989-8868-25-1


Luís Leitão, Cláudia Brito 20  ×  26,5 cm

29,90 €

Tradução Marta Sequeira 304 pp 14,5  ×  14,5 cm 29,90 €

ISBN 978-989-8327-24-6

ISBN 978-989-95565-9-1

496 pp

ESGOTADO

ISBN 978-989-95565-7-7

ISBN 978-989-95565-5-3

Tradução

ESGOTADO

Tradução Luís Leitão Cláudia Brito 336 pp

17  ×  23,5 cm

30 €

Tradução Maria João Madeira Ricardo Matos Cabo 176 pp

14  ×  18,5 cm

12 €


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