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O Jornal do Recife

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O Recifense

2012: ANO DA MOBILIDADE

< páginas 8 e 9

Foto: Alex Costa

Recife | Pernambuco | Brasil Janeiro de 2012 | No 4 Ano 2 | Edição mensal Distribuição gratuita

OPINIÃO Eleições: Façam suas apostas < página 2

FOLIA Carnaval Multicutural < página 3

CLUBE ALEMÃO Um oásis em Parnamirim < página 4

SAÚDE Estresse: nem bom, nem ruim < página 6

EXPOSIÇÃO Teia de Cordéis no MAP < página 7

VOLTA ÀS AULAS A busca pelo melhor preço < página 12

SÉTIMA ARTE Cinema pernambucano 89 anos < página 13

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2 OPINIÃO

Flávio Gimenes - Advogado

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janeiro de 2012 | n o 4 | ano 2

>>> fgimenes1@gmail.com

Por falar em eleição... Façam suas apostas Foto: horsehats.com

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enhores Cavalheiros, apresentem suas armas, pois a guerra já começou. É o início da disputa eleitoral que emerge com toda força. No Recife já se contabiliza, aproximadamente, de seis a oito pré-candidatos a ocupar a cadeira do chefe do executivo municipal. Os jornais diários estampam em suas páginas, o disse me disse contendo especulações diversas, mais parecendo uma corrida de cavalos, incluindo informações de cocheira, com direito a barbada e pule de dez. O Apostador, ops... Eleitor, nesse contexto, é mero espectador ou coadjuvante, do espetáculo em que os candidatos são os atores principais, cada qual com o seu texto prá lá de requentado. Essa eleição será diferente das anteriores? Os candidatos apresentarão propostas factíveis? Ou como preveem os Maias, depois da eleição no dia 21 de dezem-

bro, o mundo acabará? É tudo muito previsível e ao mesmo tempo incerto. O jogo do poder é tão intrincado que envolve uma lógica que não tem lógica. A política é algo mutável, parte integrante da natureza humana, pois é o que difere dos outros animais. O pleito municipal exige do eleitor um esforço

no sentido de acompanhar e debater as propostas e a plataforma de cada candidato, pois o que está em jogo é a escolha do síndico responsável pela manutenção da nossa cidade. Qualquer descuido poderá custar no mínimo 4 (quatro) anos. Já a eleição proporcional vai exigir atenção redobrada, pois o que foi visto

O Recifense, o Jornal do Recife Publicado por ELF - Empresa de Comunicação e Jornalismo Ltda. DIRETOR DE REDAÇÃO Elano Lorenzato [DRT-PE 2781] elano@orecifense.com.br

REDAÇÃO Penéllope Aquino - Repórter Alex Costa - Fotógrafo

DIRETOR EXECUTIVO Flávio Gimenes flavio@orecifense.com.br

CONTATO REDAÇÃO jornal@orecifense.com.br

CONSULTOR JURÍDICO Pedro Campello

DEPARTAMENTO COMERCIAL Fones: (81) 3076.9463 / 9982.7021 comercial@orecifense.com.br

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Os artigos assinados não expressam necessariamente a opinião do jornal O Recifense.

e testemunhado em 2011 é o absurdo do absurdo e comprova a qualidade da edilidade recifense. O aumento que foi concedido pelos próprios vereadores aos seus subsídios e a verba destinada ao pagamento de combustível é uma verdadeira aberração e um ato acintoso à população do Recife.

É obrigação do eleitor, ficar atento a cada passo dos candidatos, devendo acompanhar os debates, as propostas e o histórico (o verdadeiro). A partir daí, diante das informações colhidas, fazer a opção pelo candidato de sua confiança, não se deixando enganar por falsas promessas ou vantagens de ocasião. Burro é aquele que se diz apolítico, pois entrega nas mãos, muitas vezes, de incompetentes e inescrupulosos, o seu destino, sem ao menos questionar, conhecer e opinar sobre as decisões tomadas pelos governantes. É chegada a hora, seja situação ou oposição, devemos escolher o melhor para nossa cidade, pensando principalmente no lugar que desejamos para os nossos filhos e netos. Como Eleitor, devemos escolher o melhor candidato. Como Apostador, é acreditar e apostar num Recife melhor.


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Carnaval Multicultural do Recife Fotos: Ivanildo Francisco / Prefeitura do Recife / Divulgação

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onsiderada a maior festa democrática do País, o Carnaval Multicultural 2012 terá o cantor Alceu Valença e o artista plástico José Cláudio como homenageados e trará atrações diversificadas, desde as internacionais, locais e as nacionalmente conhecidas. O conceito de descentralização é mantido, garantindo diversão aos recifenses ou visitantes que estejam em qualquer ponto da Cidade. “Reafirmamos o conceito de Carnaval descentralizado e democrático e procuramos reforçar a nossa tradição, dialogando com a cena cultural do Brasil e do mundo, naquilo que tem contribuído para a nossa festa. Traremos atrações da África, por exemplo, que reforçam a identidade cultural africana no nosso Carnaval, no Maracatu, nos Afoxés e até no Samba. Todos os polos terão grandes atrações e esta-

mos reforçando o pré-carnaval com artistas de Olinda, do Pará e Sergipe, entre outros estados, ampliando, assim, a permanência do turista na nossa Cidade”, explicou João da Costa. Para que os dias festivos saiam a contento, serão investidos cerca de R$ 35 milhões, advindos – em sua maior parte – da captação de recursos junto aos patrocinadores, segundo o gestor municipal. “O custo de todo o Carnaval é o mesmo do ano passado, situado entre R$ 30 e R$ 35 milhões. Para isso, estamos aumentando nossos esforços para cota de patrocínios, melhorando a captação de recursos para manter o valor nesse patamar. Diminuímos, assim, o peso do orçamento para a Cidade e com a certeza de que cada vez que o Carnaval faz sucesso, a perspectiva é de que tenhamos mais patrocínios”, disse Costa.

A programação multicultural contará com nomes de impacto nacional e internacional. A abertura oficial da festa é marcada pela já tradicional cerimônia comandada pelo músico Naná Vasconcelos e dez nações de maracatu no Marco Zero, no Bairro do Recife. Este ano, os convidados especiais da cerimônia são a cantora africana Angelique Kidjo e o grupo inglês Stomp, que exaltarão a cultura afro e as batidas percussivas, ao lado do grupo de mulheres pernambucanas Voz Nagô e da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério. A primeira noite de Carnaval terá ainda um show em homenagem a Alceu Valença, apresentando releituras de sucessos de Alceu na voz de um time de convidados como

Lenine, Otto, Seu Jorge, Ney Matogrosso, Criolo, Karina Buhr e Lirinha. Ainda fazem parte da grade de programação atrações conceituadas como Lulu Santos, Roberta Sá, Fundo de Quintal, Beth Carvalho, Nasi e Nação Zumbi. A folia acontecerá até a terça-feira Gorda (21 de fevereiro), quando o Polo Recife Multicultural receberá agremiações, clubes de frevo, troças, maracatus, entre outras manifestações da tradição popular. A festa de encerramento ainda terá o encontro da Spok Frevo Orquestra com o saxofonista nova-iorquino Bob Mintzer, um show com Elba Ramalho e o tradicional Orquestrão Multicultural do Recife, promovendo a reunião de 150 músicos, maestros e intérpretes na grande apoteose do frevo.


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Clube Alemão: um oásis em Parnamirim Fotos: Alex Costa

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Clube Alemão de Pernambuco (Deutscher Klub Pernambuco) surgiu oficialmente em 25 de setembro de 1920, fundado por 52 membros da colônia alemã no estado. O Clube Alemão nasceu com o objetivo de incentivar a convivência entre os seus sócios e familiares, reuniões festivas e artísticas de caráter social e promover e estimular as práticas desportivas amadorísticas. Tudo isso, visando estreitar a amizade e o desenvolvimento da comunidade teuto-pernambucana. Nesses 92 anos de história, a serem completados em setembro próximo, o clube preserva uma ótima característica que é a de ser a

extensão da casa do sócio. “Sou sócio há sete anos, amo muito esse clube. Estar aqui, nestas dependências, é como se estivéssemos em um oásis no bairro de Parnamirim. Essa área arborizada, as quadras poliesportivas e de tênis, o campo de futebol, o polo aquático, o parque para as crianças, salões para eventos e, principalmente, nosso restaurante que é aberto ao público de segunda a sexta-feira, no horário do almoço fazem do Clube Alemão uma extensão dos nossos lares. É muito acolhedor”, enfatiza o presidente recém-empossado para este biênio, Flávio Lúcio Júnior, que é empresário e administrador.

O novo presidente do clube falou de suas metas para sua gestão. “Eu fui eleito dia 11/12/2011 e tomei posse no dia 11/01/2012. Sucedi o Dr. Ronaldo Guerra, que fez um excelente trabalho em seu mandato. Daremos continuidade a esse

trabalho e incrementaremos seus projetos como capacitar nossos funcionários do restaurante, com cursos de reciclagem, para melhor atender aos sócios e visitantes. Queremos também contratar um profissional de gastronomia para melhorar nosso cardápio e ampliar o nosso quadro social de 368 para 500 sócios proprietários. Para isso estamos com uma campanha para novos sócios, onde o Clube não está cobrando a joia. O sócio paga apenas a taxa de transferência e passa a pagar a mensalidade, adquirindo assim o título de proprietário. Pretendemos ainda oferecer aos sócios campeonatos esportivos amadores e obras de reforma dos nossos vestiários e do parque aquático”, concluiu Flávio Lúcio Júnior.


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O Recife que eu vejo TEXTO E FOTOS: LEONARDO NASCIMENTO | Editor de imagens e estudante de fotografia | >>> leoalfinete@gmail.com

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eu nome é Leonardo Nascimento, sou editor de imagens e aluno do curso de Fotografia da Universidade Católica de Pernambuco. O Recife que eu vejo é um Recife acordando depois de uma noite de descanso. Nessa hora, eu estou saindo das ilhas de edição, onde trabalho, quando a maioria das pessoas está descansando. Dessa forma, não vejo o caos, o trânsito estressante do Recife, mas vejo que a cidade é linda até quando dorme.

PARTICIPE! Envie seu artigo com no máximo 15 linhas sobre o Recife que você vê e fotos (máximo 10) com cinco mega pixel de qualidade com nome completo, para o e-mail: jornal@orecifense.com.br. O texto tem que ser em fonte Times ou Arial, tamanho 12, espaçamento simples.


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janeiro de 2012 | n o 4 | ano 2 Foto: Arquivo Pessoal

SAÚDE E BELEZA CARLOS BAYMA Médico em Urologia e Psicossomática >>> carlosbayma@gmail.com >>> www.drbayma.com

Nem bom nem ruim, o estresse é apenas uma mecanismo de defesa automático

Fotos: Divulgação

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stresse (do inglês stress) é o conjunto das ações orgânicas provocadas por vários estímulos inespecíficos ou agentes agressores, como frio, calor excessivo, doenças infecciosas, emoções violentas (ódio, raiva, rancor, etc.), trauma cirúrgico, condições de vida muito ativa, rápida, angustiante ou ansiosa. Essas respostas causam a síndrome do alarme e da adaptação e se chama estresse. Quando estamos diante de uma situação considerada perigosa, estranha, desconhecida, o

corpo e a mente se preparam para três situações: 1) Luta: lutar contra aquilo que é perigoso; 2) Fuga: fugir da ameaça e 3) Paralisia: entregar-se sem resistência ou desmaiar. Um fato deve ser colocado à luz: não importa se a ameaça é real ou imaginária, o complexo mente-corpo reage da mesma maneira. Intrinsecamente, o estresse não é bom nem ruim. É apenas um mecanismo de defesa baseado em – principalmente – duas substâncias: a Adrenalina e o Cortisol, ambas produzidas nas glândulas adrenais (antigamente denominadas

suprarrenais), situadas acima de cada um dos rins e estimuladas pela hipófise (glândula-mãe do corpo). Foi por meio do estresse que nossa espécie sobreviveu até os dias de hoje, quando enfrentou ou fugiu de perigos iminentes de morte e mutilação. Entretanto, existe um estresse que é altamente danoso: o crônico. São pequenas situações cotidianas que se repetem por longo tempo e perturbam o adequado funcionamento da mente-corpo. Exemplos: conviver (em casa ou no trabalho) com uma pessoa desagradável, ou conviver com uma dor física diariamente ou, ainda, trabalhar em uma área que não desperta alegria e interesse. Bullying e endividamento financeiro prolongado também são causas de estresse crônico. O problema é que: nem se foge dele, nem se enfrenta. Então, assim, os níveis de Adrenalina e Cortisol permanecem elevados. A Adrenalina aumenta a frequência

cardíaca, a pressão arterial e “puxa” o sangue de áreas menos nobres (como pele, intestinos, órgãos genitais, etc.) para favorecer os sistemas mais nobres: coração, pulmões, cérebro e músculos. Já o Cortisol chega ao fígado e libera a glicose (combustível) quebrando as moléculas de glicogênio (o fígado tem mais de 500 funções), o que fornece energia para os órgãos principais, vitais para situação de estresse. Em compensação, o Cortisol aumenta a pressão arterial, aumenta o nível de açúcar no sangue e diminui a atividade do sistema de defesa (imunológico).

Sendo assim, havendo elevação constante e crônica de substâncias como a Adrenalina e o Cortisol, a chance de se desenvolver hipertensão arterial, diabetes e câncer (por diminuição dos aspectos defensivos do organismo) é – decisivamente – grande. Então pense nisso: o que afeta o equilíbrio de sua vida? Há como resolver? Se há, resolva rapidamente. Sem medo, sem ódio. E fique saudável: física e mentalmente.


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Teia de Cordéis: o rústico e o popular em exposição no Recife “Literatura de Cordel É poesia popular, É história contada em versos Em estrofes a rimar, Escrita em papel comum Feita pra ler ou cantar.” Francisco Ferreira Filho Diniz

Por Penéllope Aquino Fotos: Alex Costa

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ecife reservou um cantinho especial aos amantes da cultura regional. É no Museu de Arte Popular (MAP) que histórias têm começo e não têm fim, onde sobra criatividade para o ilimitado imaginário popular. Com a exposição Teia de Cordéis o MAP apresenta ao visitante “folhetos de feira” que funcionam como divulgadores da arte do cotidiano e das tradições populares. Em 2011, o MAP iniciou a primeira série do Projeto Teia de Cordéis, com a Coleção de Cordéis Portugueses do professor e pesquisador da Universidade do Porto, em Portugal, Arnaldo Saraiva. Pela primeira vez, o Brasil recebeu uma mostra de folhetos portugueses, com obras raras datadas a partir do século XVII, abordando várias modalidades textuais.

A gerente do MAP, Marcela Wanderley, falou da surpresa dos visitantes ao descobrir que o romanceiro popular nordestino é na verdade herdeiro da oralidade dos trovadores medievais e da literatura de cordel europeia. “Com a exposição nós percebemos que a literatura de cordel é algo tão enraizado na nossa cultura que algu-

mas pessoas acreditam que ela surgiu aqui no Nordeste, e elas se chocavam quando descobriam que na verdade esse tipo de narrativa é uma herança portuguesa.” Hoje o visitante pode apreciar o acervo do Teia de Cordéis Brasileiros, com a coleção da pesquisadora Maria Alice Amorim, com foco no vasto universo da produção regional, autores importantes e ciclos de produção e temática. Marcela explica que “a principio a mostra teria apenas uma etapa, mas no meio do processo de produção dessa vinda dos folhetos portugueses do Arnaldo Saraiva, surgiu a necessidade de fazer um contraponto com a produção local. Foi daí que surgiu a ideia do Teia de Cordéis, porque faz esse entrelaçamento de produções.” Esses escritos rimados abordam assuntos desde a crítica social e política a textos de opinião, que os eleva ao patamar de obras de teor didático e educativo. Pensando neste lado, os organizadores da mostra elaboraram um espaço mais dinâmico e interativo com jogos lúdicos, onde

o visitante pode aprender um pouco mais sobre esse tipo de literatura montando seu próprio cordel e testando a memória visualizando capas de obras de autores renomados. O projeto Teia de Cordéis encerra em 30 de janeiro e cede espaço para uma nova proposta de exposição. Em março, o MAP retoma o seu acervo de obras em madeira, gesso, cerâmica e barro, com um material representativo de todos os estados do Nordeste brasileiro. >>> Serviço: Museu de Arte Popular Pátio de São Pedro, Casa 49. segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Telefones: (81) 33553110 e 3355-4720. Email: museudeartepopular@ hotmail.com.

A Via da Moda

Fone: (81) 3039.8533 Av. Domingos Ferreira, 2041, Boa Viagem, Recife-PE


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Fotos: Alex Costa / Especial para O Recifense

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2012: Por Penéllope Aquino Fotos: Alex Costa

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bras, Copa e mais obras. Esses são um dos assuntos mais comentados e polêmicos dos últimos meses. Afinal, com a proximidade da Copa do Mundo de 2014 o ciclo de construções instantâneas e o número de canteiros com obras públicas e privadas ainda deve crescer até a chegada do grande evento. Dentro do pacote de obras com prazos curtos e demandas por soluções ágeis está o conjunto de viadutos da Av. Agamenon Magallhães, orçado em R$ 132 milhões. O início dos trabalhos está previsto para março deste ano e a conclusão, para setembro de 2013. O projeto faz parte do Programa Estadual de Mobilidade (Promob) e tem como objetivo desafogar o trânsito da capital pernambucana. Hoje, uma média de 100 mil carros passam todo dia pela via, que é a principal da cidade.

Para o taxista Antônio Lacerda, um dos milhares de motoristas que circulam dia-

riamente por essa avenida, grande problema do trâns do Recife é a quantidade carros, porque os espaç das ruas vão continuar mesmo. O período de const ção será um grande transt no, basta um carro quebr Conforme o edital primeiro viaduto vai se cham Bandeira Filho e será const ído entre o Parque Amorim Rua Bandeira Filho, que se de acesso à Avenida Rosa Silva. O segundo será o Barbosa, que começará na tura do Tribunal Regional E toral (TRE) e terminará na R Fernandes Vieira, próximo Colégio Americano Batis O terceiro viário, aquim Nabuco, fará a ligaç entre a Rua Dom Bosco e Hospital Santa Joana, pass do ao lado do Hospital da R tauração. A última intervenç Paissandu, sairá da Gene Joaquim Inácio (ao lado Hospital Português) até o


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ano da mobilidade

, “o sito de ços os trutorrar.” , o mar truea erve ae Rui alEleiRua ao sta. Joção eo anResção, eral do ou-

Ilustração: Secretaria das Cidades / Divulgação

tro lado da Agamenon Magalhães. As quatro construções terão sete metros de pista e torres de sustentação de 56 metros de altura.

Para a professora, Eduarda Kumste, a solução para os problemas do trânsito no Recife vai muito além de construções viárias. “Eu espero que melhore, mas acredito que não soluciona em 100%. O problema não está na constução desses viadutos, mas de outras alternativas para que as pessoas se locomovam. O governo tem que investir em ciclovias e no próprio transpor-

te público para que as pessoas não dependam tanto do carro como hoje, pois a tendência é crescer o número de veículos na cidade”, ressaltou. Com os elevados, o governo pretende melhorar a qualidade do transporte público de passageiros e tentar diminuir os engarrafamentos na via dando fluidez e aumento de velocidade no tráfego. A velocidade no sentido Olinda-Boa Viagem, que hoje é de 20,9 quilômetros por hora, chegaria a 30,3 km/hora. No sentido oposto, a velocidade média passaria de 18,2 km/hora para 33,7 km/hora. Isso representa um ganho de 54% na velocidade média do trânsito, nesse trecho da via. O segurança José Cassimiro da Silva diz que o projeto é antigo e acredita que a construção irá acontecer de forma tardia. “Há muito tempo escuto falar desses viadutos e na verdade eles já estão bem

atrasados. O poder público sabia da necessidade dessa obra. Agora, tudo vai ser feito às pressas para deixar a cidade bonita para a Copa e nós é que vamos sofrer com os transtornos. Em princípio, eles vão facilitar o fluxo, mas não sabemos até quando”, comentou. O discurso em defesa da mobilidade urbana, no entanto, não convenceu ao grupo de empresários que terão seus imóveis desapropriados. O assunto já foi discutido em audiência pública realizada no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o grupo apresentou um projeto alternativo de construção de um viaduto sobre o Canal Derby-Tacaruna, que acompanharia o trajeto do curso d’água. A ideia era substituir os quatro viadutos transversais à via, projetados pelo governo, por um estrutura única com 2,2 quilômetros de extensão, da Rua Buenos Ayres ao Hospital Português, evitando assim a desapropriação de 31 imóveis. A tentativa foi boa, mas o projeto não teve força suficiente para fazer o governador Eduardo Campos mudar de ideia. O governador vetou a proposta dos proprietários, uma vez que a análise feita por técnicos estaduais indicou que o projeto da comunidade não ajuda a reduzir os congestionamentos nas áreas de cruzamento da Agamenon Magalhães.

Além disso, para os técnicos faltaram ser apresentados dados de simulação de tráfego e de circulação de veículos e custos de execução, elementos fundamentais num projeto de mobilidade urbana.

O presidente do Clube Português, Luiz Vilella, disse que o grupo fez apenas uma sugestão. “Nós não apresentamos um projeto, nós apresentamos alternativas. Não só eu, mas todo mundo que conversou achou que esse projeto apresentado pelo governo não era bom para a cidade do Recife. É um projeto que mexe com escolas, igreja, clube, residências e hospitas. Então, se você tem alternativas para evitar isso, é muito melhor”, esclarece. O grupo questionou também se os viadutos vão resolver os problemas do trânsito. “Com esses quatro viaduto que o governo quer fazer, simplesmente inviabiliza de uma vez por todas que algum dia um outro governante queira fazer o projeto original, que é um projeto bom que aumenta o poder da Agamenon Magalhães. Esse projeto de

hoje não aumenta em nada a quantidade de pistas na avenida”, comentou Vilella. O Clube Português vai perder parte do terreno onde funcionam a McDonald’s e a Farmácia Pague Menos. Outros importantes estabelecimentos, como o supermercado Bompreço do Parque Amorim, a Igreja Batista da Capunga, as agências bancárias do Itaú e HSBC, o Hospital de Fraturas, a W e J Livraria, parte do Colégio Contato, também perderão o espaço. Vilella lembra que “a construção dos elevados vai afetar diretamente as residências, além de causar transtornos, tirar a privacidade e incomodar com a poluição sonora. Bem ou mal o clube terá uma compensação financeira, mas os moradores terão seus imóveis desvalorizados.” O governo optará pela implantação de viadutos estaiados, suspensos por cabos de aço, montados fora da pista e armados com a ajuda de guindastes para minimizar os transtornos durante a obra. Os trabalhos devem ser intensificados no período da noite. Um coisa é certa, a cidade precisa de investimentos viários, sejam construção de viadutos, ampliação de vias, construção de ciclovias ou mesmo melhoria no transporte público. Como disse uma moradora que não quis se identificar “o transtorno passa e o benefício fica”. O importante é que o Recife precisa andar.


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Vereadores do Recife aumentam em 62% seus salários Vereadores, em clima de festa de fim de ano, decidem engordar o peru de casa e começarão 2013 com mais recheio no bolso Fotos: Agnaldo Leonel / Casa José Mariano / Divulgação

Por Gabriela Almeida Especial para O Recifense >>> gabialmeida@msn.com

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ocê pode ter sido o pior aluno de matemática do colégio, até ter escolhido as ciências humanas para fugir dos números, mas basta colocar cifrões, na frente deles, para ver todo mundo aprender a contar. E quem contou números grandes no fim do ano passado, foram os que constituem a Casa José Mariano. Acalorados pelo clima generoso que nos circunda nas festas de fim de ano, 30 dos 37 vereadores do Recife aprovaram aumento de 62% na remuneração dos futuros vereadores, que tomarão posse em 2013. O ato solidário aos próximos colegas, que terão na casa o aumento de duas vagas, passando para 39 vereadores no próximo ano, foi anunciado no Diário Oficial do dia 27 de dezembro de 2011. A medida representa um acréscimo de R$ 5.744,19 no salário que hoje é de R$ 9.287,57. Com o cifrão no

seu devido lugar, contabilizamos R$ 15.031,76. Será esta a remuneração dos que elegeremos para nos representar na política municipal, a partir de 2013. Já que, pela Lei Orgânica do Município, os vereadores têm o direito de receber até 75% do valor pago aos parlamentares da Assembleia Legislativa, a aprovação do aumento é legal e reflexo de uma decisão do passado. Em 2010, também tomados por essa energia natalina que nos traz dezembro, os deputados estaduais aprovaram aumento de exatos 62% em sua remuneração, que passou a ser válido no ano passado. Eles deram um salto - duplo twist carpado com mortal na segunda pirueta - de R$ 12.375 para R$ 20.042,35. “Eles não entendem a realidade do trabalhador brasileiro que recebe R$ 622,00. Esse reajuste está longe de rea-

Jurandir Liberal, presidente lidade, está muito acima do povo brasileiro e faz muito tempo”, reclamou o estudante de direito Yuri Coriolano, um dos organizadores da mobilização que acontecerá na volta dos vereadores a sua “morada”, a Casa José Mariano, no dia 1o de fevereiro. “Somos, acima de tudo, pacíficos. Não pretendemos fechar a rua. É até bom o trânsito fluir para que as pessoas nos vejam.

Avisamos a Polícia e a CTTU”, avisou Coriolano e completou com ânimo de quem pretende mais do que um protesto de rua, “Estamos estudando meios de entrar com uma ação pública para anular esse reajuste”. O presidente da Câmara dos Vereadores, Jurandir Liberal (PT), se defendeu em entrevista à jornalista Bruna Serra do Jornal do Commercio, dia 10/01, e declarou que “é preciso entender que o aumento corresponde a quatro anos, esse percentual não é aplicado todo ano”, esquecido que o salário mínimo brasileiro cresceu nos últimos quatro anos 49,87%, representando R$ 207,00, valor muito distante do montante que ganha o representante do povo. Para o empresário Ronaldo Lima, morador de Boa Viagem, é preciso repensar nossa representatividade. “Acho, que o emprego público deve

remunerar bem seu funcionário, até porque ele, normalmente, é contratado após passar por uma seleção bastante concorrida e onde se privilegia os melhores, que estudaram mais e que estão preparados para ocuparem as vagas. Pena que na maioria dos concursos públicos os salários mais altos, para nível superior, chega, em média, a menos de R$ 10.000, isso contando salário mais benefício. Eu pergunto: por que o vereador que, muitas vezes não está preparado para representar o povo, tem que ganhar mais de R$ 15.000, fora os auxílios paletó, moradia, alimentação, combustível etc.? O que justifica isso? Que serviços indispensáveis os vereadores têm prestado a nós? Acho que nós cidadãos e contribuintes deveríamos repensar essa representatividade. Na minha opinião, esse custo x benefício não está valendo à pena.” >>> Serviço: Protesto, dia 1o/02, às 9h na Faculdade de Direito do Recife, em frente à Câmara.


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Recife: sem vagas para estacionamento Foto: Acervo do Google / Negociospe.com.br

Por Karla Tinto

Especial para O Recifense >>> karlar@hotlink.com.br

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notório que nas grandes metrópoles um dos grandes desafios para a gestão publica é a administração das questões voltadas à mobilidade urbana. No nosso dia a dia, constatamos que a cidade está em uma situação caótica de trafegabilidade, resultando em inegável prejuízo para a economia do município, para redução de eficiência de seus meios de transportes públicos, bem como, para a qualidade de vida de seus concidadãos. A nossa pequena metrópole é uma cidade que, cortada pelos rios que lhe conferem grandiosa beleza, trazendo, por outro lado enormes dificuldades na logística de trânsito entre os seus territórios, tem sérios problemas com a ausência de planejamento desde a sua fundação. Fomos crescendo, ou ainda, proliferando nas áreas dos extensos engenhos de cana-de-açúcar, invadindo e ocupando as áreas sem qualquer planejamento urbano em longo prazo, donde hoje convivemos com áreas de ruas estreitas, curvilíneas que com o tempo foram delineadas pela ocupação desordenada e sem gestão pública eficaz. Essa infraestrutura viária deficitária, estacionada no século XIX, é agravada pela ausência ou insuficiência de vagas de estacionamento disponíveis aos cidadãos, obrigando um número expressivo de veículos a permanecerem estacionados

ora nos locais destinados à zona azul, completamente loteada pela ação dos flanelinhas, ora na ilegalidade dos estacionamentos irregulares, ora na completa irresponsabilidade das filas duplas, entre outras condutas nefastas que assolam o trânsito. A mobilidade urbana consiste no “conjunto organizado e coordenado dos modos de transporte, de serviços e de infraestrutura que garante os deslocamentos de pessoas e cargas no território do Município.” (Art.3º. da Lei 12.587/2012). Longe de ser a solução do problema de trafegabilidade, posto que problema complexo e endêmico que deve ser enfrentado com uma série de estudos de engenharia de tráfego e políticas de infraestrutura de transporte público, que realmente atenda a toda a população com um nível de qualidade adequado e digno para a sociedade

e o cidadão, é inegável que deve ser priorizada a solução à problemática da ausência de vagas de estacionamento, principalmente nos bairros do centro, bem como, quanto o alto custo das insuficientes vagas disponíveis à população. É certo que o município do Recife possui uma legislação que determina que qualquer empreendimento comercial é obrigado a disponibilizar um número de vagas compatível com o empreendimento a ser explorado comercialmente, mas não raro temos visto a terceirização desses espaços de estacionamento, que passaram a ser remunerados pelos clientes, como vemos em supermercados, faculdades, hospitais, entre outros, a preços extorsivos. A Lei 12.587/2012, recentemente sancionada em 03/01/2012, instituiu as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que passará a valer a partir de abril

de 2012, vem demonstrar que essa questão acerca da racionalidade organizacional das cidades é uma preocupação nacional, devendo cada um dos gestores públicos municipais adotarem os instrumentos de gestão do sistema de transporte para estabelecer políticas de estacionamentos não apenas privados, mas também os estacionamentos públicos, sem pagamento por essa disponibilidade de área, como atualmente acontece com o estacionamento da Prefeitura do Recife, que não está sendo tarifado.

O coordenador do Instituto Pelópidas Silveira, Milton Bottler, apresentou o balanço dos projetos desenvolvidos em 2011 e destacou o Plano de Mobilidade do Recife, que inclui a construção de 15 edifícios-garagem na cidade, o que irá minimizar o problema, posto que, em verdade, deveríamos ter tido este planejamento há décadas e as vagas que se pretendem criar para o futuro, hoje já deveriam estar em operação. E que tenhamos edifícios-garagens construídos com um mínimo de adequação ao paisagismo urbano, visto que os edifícios que hoje temos são estruturas de concretos inacabadas, com acabamento de terceiro ou quarto mundo, poluindo visualmente o centro da cidade e agredindo a arquitetura da cidade. Logo, a cidade clama por intervenção urgente do poder público, viabilizando projetos que efetivem a disponibilidade de vagas de estacionamento, adotando as providências imprescindíveis à mobilidade urbana de qualidade, compatível com os empreendimentos que se esperam da Capital do Estado que mais cresce no Nordeste.

Foto: Edmundo Ribeiro / Cidadao.dpnet.com.br


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VOLTA ÀS AULAS: livrarias investem em promoções Para atrair o cliente e alavancar as vendas, a Livraria Modelo e o Atacadão de Papelaria vão sortear 10 bolsas de estudo no valor de R$ 6 mil, cada, além de um ano de sucos Del Valle Kapo

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stá aberta a temporada de volta às aulas no comércio varejista. Com pais e filhos nas ruas em busca de livros, materiais escolares e itens de papelaria, as empresas do setor investem em novidades para despertar o interesse do consumidor e alavancar as vendas. No Recife, a Livraria Modelo e o Atacadão de Papelaria, com três unidades na cidade, apostam no mix de produtos, atendimento e condições de pagamento como diferenciais competitivos para atrair o cliente. Para movimentar o ponto de venda no período, as empresas ainda promovem a campanha “Volta

Foto: Elza Fiúza/ABr

às Aulas Nota 10”, que vai sortear 10 bolsas de estudos e um ano de sucos Del Valle Kapo. “Material escolar e de escritório, itens de papelaria, agendas e livros. Aqui, o cliente encontra tudo em um só lugar. Também dispomos do serviço de televendas, para conforto e comodidade do consumidor”, afirma Luciana Pinho, marketing da Livraria Modelo. A estimativa da empresa, em 2012, é incrementar as vendas em 15% em relação ao mesmo período do ano passado. “Investimos na variedade e qualidade dos nossos produtos, oferecendo itens lú-

dicos, funcionais e educativos. Além disso, primamos pela excelência no atendimento e buscamos oferecer vantagens aos nossos clientes, como facilidades no pagamento e ações atrativas, como é o caso da campanha deste ano, ‘Volta às Aulas Nota 10”, explica. A cada R$ 100 em compras (e seus múltiplos) em uma das unidades da Livraria Modelo ou Atacadão de Papelaria, até 29 de fevereiro, o consumidor receberá um cupom para concorrer a 10 bolsas de estudo (no valor de R$ 6 mil, cada, a ser utilizada obrigatoriamente pelo aluno regularmente matriculado em instituição de educação

infantil, ensino fundamental ou médio reconhecida pelo Ministério da Educação) e mais um ano de sucos Del Valle Kapo, o que corresponde a 144 unidades de 200ml de Suco Dell Valle Kapo e 216 unidades de 200ml de Dell Valle Achocolatado.Não participam da promoção os produtos de informática e escrita fina. Para efetivar a participação na ação promocional,

os consumidores deverão preencher as informações do cupom, responder à pergunta: “Quais as livrarias que estão sorteando 10 bolsas de estudo e um ano de Del Valle Kapo Grátis?” e depositar na urna da loja onde foi realizada a compra. O resultado será divulgado às 17h do dia 2 de março, na unidade da Livraria Modelo localizada na Av. Rui Barbosa.


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Cinema Pernambucano: 89 anos de História Fotos: Divulgação

Ilustração: Nelson Sampaio / Divulgação

Por Nelson Sampaio Júnior Jornalista e pesquisador Especial para O Recifense >>> nelsonjornalista@gmail.com

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O beijo de Ary e Almery no filme Aitaré da Praia de 1935

as primeiras duas décadas do século XX, o desejo de se fazer cinema era tamanho pela juventude brasileira que as produtoras surgiam quase sem capital e exclusivamente da paixão, do desejo de seus realizadores. Em Pernambuco, especificamente, não é difícil duvidar que o cinema pernambucano nasceu, de acordo com os pioneiros, de um simples encontro de bar, entre amigos e regado a uma boa cerveja. O primeiro encontro surgiu num boteco, no Bairro do Recife através do estudante de engenharia Ary Severo, o relojoeiro Edson Chagas e do ourives Gentil Roiz. O Ciclo do Recife (1923-1931) foi considerado o maior dos movimentos cinematográficos brasileiros, em sua fase silenciosa. É válido lembrar que vários “Ciclos” se instalaram no território brasileiro, como em Campinas - São Paulo (1923/30), com 6 filmes; Cataguases - Minas Gerais (1925-1929), com 7 filmes; Porto Alegre-Rio Grande do Sul

(1927/33), com 6 filmes; além do já citado Ciclo Recifense (1923/31), com 13 filmes. Entretanto, nenhum deles conseguiu cometer a mesma façanha dos pernambucanos, isto sem patrocínio ou qualquer sorte de incentivo fiscal dos governos. Após a fundação da Aurora (produtora mais famosa do Ciclo), eles chegam a realizar Retribuição, primeiro longa-metragem do movimento. O sucesso foi tamanho que até mesmo a média e grande burguesia recifense decidiu apostar nas produções seguintes, a exemplo de Jurando Vingar (1924), Aitaré da Praia (1925), Herói do século 20, entre outros. E com a entrada de novos pioneiros como Jota Soa-

res, bem como Luiz Maranhão, o Ciclo ganha maior celeridade. Contudo, o ponto alto do movimento aconteceu com o filme A Filha do Advogado (1926), considerada a película mais cara de todo o movimento foi exibida em estados do eixo Rio - São Paulo, fator bastante significativo para a época. Mesmo assim o movimento, por uma séria de questões como: a falta de uma cadeia exibidora, apoio governamental e, principalmente, a chegada do cinema sonoro, combinados, decretaram o fim da primeira experiência cinematográfica. Porém não última, visto que a nossa tradição já perdura e acaba de completar seus 89 anos de história.


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Férias na cidade que você nunca viu Ana Carina de Souza >>> anacarinadesouza@hotmail.com Gestora e pesquisadora de Turismo Especial para O Recifense Foto: Ponto de Cultura Coco de Umbigada

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om o mês de janeiro chegando muitas pessoas começam a programar as férias e com o foco nessa demanda surgem também as grandes propa-

gandas turísticas estaduais, que em sua maioria focam apenas nas belezas naturais. Neste mês de férias, Recife e Olinda poderiam começar a explorar melhor a divulgação

turística, mostrando o outro lado do turismo que as duas cidades oferecem, podendo fortalecer a demanda durante todo o ano. O estado cada vez mais vem ganhando espaço e visibilidade no cenário nacional e internacional com sua variada produção cultural, mas pouco tem sido explorado e mostrado para os turistas e principalmente para a população. Boas opções nessas férias seriam conhecer os pontos de cultura que estas cidades oferecem, e sair um pouco do tradicionalismo. Os pontos de cultura preservam as memórias e histórias coletivas, além de estimular a cultura de raiz, fortalecendo as manifestações populares dentro

das comunidades em que são trabalhadas. Enquanto turistas ficam “presos” aos roteiros tradicionais, locais como o Coco de Umbigada, de Beth de Oxum (Guadalupe, Olinda), oferece sambada todo primeiro sábado do mês; o afoxé Ilê de Egbá (Alto José do Pinho, Recife), promove a Noite do Quilombo aos domingos; o afoxé Alafin Oyó (Guadalupe, Olinda) tem a Noite do Cafuné, também aos domingos; o Ponto Ensinamentos de Mãe Amara (Dois Unidos, Recife) promove ensaios abertos. Esses são alguns dos locais que as cidades oferecem e que muitas vezes permanecem desconhecidos. Vale destacar os trabalhos excelentes

que vem sendo realizados na cidade do Recife por pessoas que enxergaram na cultura popular um grande potencial para tirar qualquer turista e morador local da monotonia, como é o caso do Táxi Cultural, idealizado pelo produtor cultural Mauro Lira, que acaba mostrando a cidade de uma maneira diferente. É preciso começar a realizar trabalhos para ampliar o alcance dessas e de tantas outras informações para o público, que na maioria das vezes busca experiências diferenciadas. Opções não faltam. Então nestas férias conheça uma cidade que você nunca viu.


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Edição de Janeiro de 2012  

O Recifense, o Jornal do Recife.

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