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APRESENTAÇÃO

INTRODUÇÃO

“Cá entre nós” é um convite, um chamado para bater um papo amigo. É a expressão que usamos quando vamos emitir a nossa opinião sobre qualquer assunto numa roda de amigos.

Muitas são as dificuldades inerentes ao nosso trabalho catequético.Eis algumas: 1- Iniciamos o ano com um determinado número de catequizandos e terminamos com a metade ou menos.

E tem uma carga de suspense e um toque de malícia: quando usamos a expressão, é porque vamos emitir um juízo de valor sobre algo, alguém ou um acontecimento... No nosso caso, o assunto é a catequese. Vão entrar na roda da nossa conversa os nossos anseios, dificuldades, iniciativas, imaginação, criatividade, o que fazemos ou deixamos de fazer.

2- Muitas vezes nos sentimos isolados no nosso trabalho e percebemos que é hora de fazermos alguma coisa, porque não dá mais para segurar... 3- Se as famílias primam pela ausência e não acompanham os esforços catequéticos e pastorais... 4- Se os seus catequistas não conseguem realizar um trabalho coeso e planejado...

“Cá entre nós” quer ser um espaço para a expressão dos catequistas, trazendo à tona questões de importância para a nossa formação e para a nossa missão catequética.

5- Se após a recepção dos sacramentos os seus catequizandos desaparecem...

“Cá entre nós” quer promover uma aproximação entre os catequistas e deles com as famílias, superando assim todo isolamento que, por vezes, nos assola e nos inibe. Mundo esse pouco familiar para muitos de nós.

6- Se até o presente momento a sua catequese paroquial AINDA NÃO É UM PROCESSO...

O que proponho são temas para a formação de catequistas. Sem nenhuma pretensão de ser completo ou exaustivo, mas apenas tentando iniciar uma conversa para que possamos nos enriquecer uns aos outros e caminhar juntos. Você pode usar os temas conforme a sua necessidade.

8- Se há necessidade e vontade de mudar...

7- Se existe um sonho de fazer algo REALMENTE NOVO...

CAMINHE CONOSCO NO “CÁ ENTRE NÓS”, POIS PODEMOS MANTER UM INTERCÂMBIO QUE NOS PERMITIRÁ EQUACIONAR ESSES E OUTROS PROBLEMAS.

Pe. William

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PRIMEIRA PARTE

A) NÓS SOMOS CATEQUISTAS URBANOS (pistas para uma espiritualidade urbana) Criação e texto: William Brini Arte: Nelson de Moura

Acompanhe atentamente a HISTÓRIA DO SANJO, BUSCANDO AS SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS COM A SUA PRÓPRIA VIDA E VOCAÇÃO. SANJO É UM CATEQUISTA DA CIDADE. VOCÊ TAMBÉM. Vai ajudar muito na reflexão se você ler a história de JONAS, na sua Bíblia (Jn 1,2,3,4).

Sanjo é um jovem universitário.

1- DEUS QUER SALVAR A CIDADE AMAR A CIDADE “Quem está brigado com a cidade vai ter dificuldades em fazer catequese com jeito urbano. Gostar das pessoas que vivem na cidade e do que ela tem de positivo não impede que se olhe com o devido discernimento as estruturas opressoras que lá também estão presentes.”

Tem 20 anos. Estuda engenharia.

É daqueles que, aos domingos, não deixa de ir à igreja com seus pais e irmãos.

DESCOBRIR OS VALORES DA CIDADE “Valorizar a proximidade, os meios de transporte, a maior facilidade de aquisição de material, técnicas que podem auxiliar (xerox, vídeo, cinema) e os recursos da própria cidade (escolas, hospitais, centros de lazer, teatros, indústrias, comércio).” (Catequese para um mundo em mudança nº 38, letras A e B)

Não se envolve com os movimentos e pastorais da comunidade.

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Ele gosta muito de futebol... joga com seus amigos no clube.


Sanjo é um jovem normal. Assim como você. Trabalha, estuda, se diverte, tem sua família. Agora, responda: 1-Como é o seu trabalho? E o seu estudo (se estuda)? E o seu lazer? 2-O que você mais gosta de fazer na cidade? 3-Você acha que Deus também precisa de você? Para quê?

2- PARA SALVAR A CIDADE DEUS QUER CONTAR COM VOCÊ!

Também joga vôlei. Adora uma piscina ou praia.

Sem dúvida nós somos chamados por Deus para a missão catequética.E como Jonas, também temos nossos medos e fraquezas, nossas fugas. Continuemos refletindo sobre a nossa vocação à luz da História do Sanjo, o catequista urbano. Ela trará muita luz para o nosso dia-a-dia catequético.

Gosta de festa! Gosta de dançar. Gosta de estar com os amigos.

Adora passear no shopping com a namorada, fazer um lanche e "pegar" um cineminha bem acompanhado. Ele se dá muito bem com os pais, e existe um relacionamento muito cordial entre eles.

Mas Deus precisa de Sanjo para ser um evangelizador na cidade!

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O Pe. Rafael foi incisivo na sua homilia.

Naquele dia Sanjo correu bastante...dos trombadinhas que estavam fazendo um arrastão! No céu, numa reunião com os anjos e santos, Deus diz:

Domingo com a família, Sanjo está na igreja. Na porta do cinema, comprando as entradas, estava com a namorada quando...

No bar, com os amigos, fazendo um pequeno lanche na saída da escola, o rosto maroto do pequeno de rua.

Sanjo, no seu íntimo se assusta e pensa consigo mesmo...

Naquele sábado, com os amigos do peito, uma decepção... dois deles estavam completamente drogados naquela festa.

1-Como Deus chamou você para ser um catequista?

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2-Quais são aquelas realidades que mais questionam você? Você acha que Deus fala para você através delas? 3-Como anda o seu tempo?Tempo de oração pessoal, tempo de estudo e preparação da catequese, tempo de estar com seus catequizandos...

Alvoroço no céu.

IR AO ENCONTRO “A catequese não pode ficar esperando seus fregueses; precisa fazer como Jesus fazia: ir ao encontro das pessoas. Nessa direção se pensaria numa catequese ambiental, com novas formas de organização, uma catequese que passa do salão paroquial para “núcleos catequéticos” e para grupos formados por afinidades (profissionais, etárias, culturais). E como não se faz catequese isolada das outras dimensões eclesiais, caberia pensar em paróquias diferentes, especializadas em certa direção. Na grande cidade não se freqüenta necessariamente a paróquia mais próxima de casa. É fácil procurar outra se o que lá acontece for mais do nosso agrado. Se houver paróquias com opções diferentes, mais voltadas para algum tipo específico de atendimento, possivelmente reunirão as pessoas que tiverem maior afinidade com aquele jeito de fazer pastoral, mesmo que não morem no território geográfico paroquial. Não seriam paróquias de multidões anônimas; seriam redes de comunidades com um ponto de referência.” (Catequese para um mundo em mudança nº 38, letra C)

Em coro os anjos e santos perguntam para Deus:

E Deus explica:

3- DEUS MARCOU ENCONTRO CONOSCO NA CIDADE! Queridos e queridas catequistas: continuamos refletindo nossos desafios catequéticos à luz da HISTÓRIA DO SANJO, o nosso catequista urbano. Aproveite para reler na sua Bíblia a história de Jonas contada em quatro capítulos. E não nos esqueçamos que DEUS MARCOU ENCONTRO CONOSCO NA CIDADE!

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1-Você já fugiu de Deus por causa de uma missão difícil? 2- Deus precisou dar um “puxão de orelha” em você? Como foi?

E assim foi. Sanjo está de cama. Médico medindo a febre. Os pais preocupados.

4- DEUS ESTÁ PRESENTE NA CIDADE! Queridos e queridas catequistas, neste nosso encontro, pensando e repensando a nossa vocação, vamos para a quarta parte da história do SANJO. Estamos refletindo sobre a nossa vocação catequética e os diversos desafios que enfrentamos no nosso dia-a-dia. Naquela noite, no meio da febre.

De olhos semi-a bertos, baqueado pela febre:

Senta-se na cama, assustado. Sabe o que vai fazer...

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O seu coração está tranquilo porque sabe o que fazer...

Conversaram muito sobre crianças, adolescentes e jovens daquela cidade, e como poderiam organizar melhor o trabalho.

Naquela manhã de domingo, Sanjo está feliz de maneira muito especial. Vai com a família à igreja.Ele havia melhorado de saúde, apenas prometera, de coração, que seria catequista. Era o que iria fazer naquela manhã. Seus pais não sabiam ainda sobre a sua decisão...

Depois da missa, Sanjo procura o pe. Rafael e diz: Sanjo descobre Deus na cidade: ônibus, metrô, shopping, computadores, televisão, avião, satélites, etc. Louva a Deus que concedeu aos homens tanta inteligência.

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1-Você conhece os problemas das crianças, adolescentes e jovens da sua comunidade? 2-Você já notou como na cidade todos somos profundamente dependentes uns dos outros sem nem mesmo nos conhecermos? 3-Comente a frase no último quadrinho. Você acha importante visitar as famílias dos seus catequizandos? Faz diferença no processo catequético? Muito se fala da ausência das famílias na catequese: esse não seria um dos caminhos para diminuir a distância? Anote suas observações.

Pesquisa muito: lê jornais, revistas, com muita atenção. Está ligado aos meios de comunicação.

Sanjo assumiu, a catequese. Faz questão de preparar tudo em grupo Sanjo não tem medo de perguntas. Aceita questionamentos do grupo. Não é o dono da verdade

5- E DEUS RESGATA A CIDADE! Nesta nossa caminhada, refletindo sobre a nossa vocação, temos uma boa companhia. É o Sanjo, o catequista da cidade, que vem nos lembrar algumas coisas muito importantes para a nossa catequese. Se somos profetas, fazendo jus ao sacramento da CONFIRMAÇÃO que um dia recebemos, dispomos o nosso coração e a nossa mente em cumprir a vontade de Deus, que quer resgatar, salvar, as pessoas da cidade. Não vamos regatear com Deus, do jeito do Jonas... Vamos lá, para o último capítulo da nossa história. Antes, releia na sua Bíblia os 4 capítulos da história do Jonas.

Dialoga com os catequizandos.

Quando prepara reunião de pais com os catequistas é um bocado exigente.

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1-O que mais chama a sua atenção na postura catequética do Sanjo? 2- Você se preocupa também com essas coisas? 3-Você usa, na sua catequese, os recursos e a linguagem da cidade? Como? 4-Quais documentos da Igreja você pode dizer que realmente conhece?

A MÍSTICA QUE ANIMA O TRABALHO Ele procura entender como funciona a sociedade e Não tem medo de conversar na faculdade com os professores, espe-cialistas em ciências humanas, exatas ou biológicas.

Ele acha bom conversar com pessoas que pensam diferente, "fora do jeito" da Igreja. Ele tem montada, junto aos seus catequizandos, uma discoteca bastante razoável com canções de música popular e músicas religiosas. Estão trabalhando, agora, num arquivo de jogos e dinâmicas de grupo.

Quem dizia não ter tempo, faz tudo e muito mais, tem o apoio da família e da namorada.

“Deus tem uma mensagem para o homem, a mulher, o jovem, a criança da cidade. Ele quer salvar a cidade. Essa é a missão do profeta Jonas (salvar Nínive) e do catequista: salvar a cidade (sem fazer como Jonas, que preferiu fugir para a direção oposta). Salvar a cidade é evangelizar os moradores da cidade, amando-os, torcendo por eles (...) Essa mística supõe a busca de uma espiritualidade própria da cidade, que permita rezar a vida urbana. É necessário aprender a fazer contemplação a partir do movimento, da tecnologia, do tumulto da cidade. Isso inclui descobrir espaços de diálogo com Deus no metrô, diante do noticiário e das luzes da cidade e, principalmente, diante dos sofrimentos dos irmãos que encontramos pelas ruas (...)” (Catequese para um mundo em mudança, letra d).

E então? Você saberia dizer quem é o Sanjo? Caso queira conversar entre em contato conosco william@orecado.com.br. Em seguida, você tem um esquema para trabalhar com catequistas e pais dos catequizandos. Mãos à obra e boa sorte!

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ENCONTRO DE PAIS E CATEQUISTAS UM ENCONTRO PARA REFLETIR E PLANEJAR (sugestão) 1) Estudo em grupos da HISTÓRIA DO SANJO, O CATEQUISTA DA CIDADE. Cada grupo estudará cuidadosamente a história do Sanjo respondendo a todas as perguntas e no final do estudo, CARACTERIZAR (o mais detalhadamente possível): A - A nossa paróquia e como ela se insere nos desafios da cidade. B - O perfil do nosso catequista: como é o nosso catequista? Como ele lida com os desafios da cidade? E qual é o perfil das nossas famílias? Como elas são? C - O nosso catequizando e o “fogo cruzado” em que vive, bombardeado de todos os lados pela realidade urbana. Como são os nossos filhos? Como é o comportamento deles diante da família, deles mesmos, do outro sexo, etc. Descreva detalhadamente como eles são, do que eles gostam, dos seus medos e anseios, suas preocupações. Diganos como são seus filhos. D - O estilo da nossa catequese, do nosso método, a nossa postura catequética, nosso conhecimento da realidade, nossos recursos didáticos e pedagógicos, como enfrentamos os desafios. Vamos falar disso com os pais dos nossos catequizandos. E - Qual é o NOSSO SONHO? Sonhamos uma catequese diferente? Dizer como seria essa catequese. Qual é o sonho de cada família aqui presente? Como é o sonho de cada catequista? Cada um deve dizer qual é o sonho com relação à catequese. 2- Após a conversa sobre todas essas questões, o grupo criará um texto cujo título será: DEUS MARCOU ENCONTRO CONOSCO NA CIDADE (dizendo como somos e como queremos que seja a nossa catequese). A partir daí TRAÇAR PRIORIDADES para a catequese paroquial. Tentar mudar um

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pouco a realidade que vocês estão vivendo, naquilo que possa ser mudado. Cada grupo dirá as três prioridades que considera como as mais importantes para serem trabalhadas no ano em curso. Dirão também como cada prioridade será trabalhada, pelos catequistas e pelas famílias. A partir dos textos criados pelos grupos de trabalho, far-se-á um resumo deles em um único texto de trabalho para que se possam votar as prioridades para este ano. As prioridades serão anunciadas nas celebrações da comunidade antes do início e no decorrer da própria catequese. Todos podemos estar empenhados para que o que foi proposto realmente aconteça. Nota: no decorrer do encontro, dá um jeito de digitar e imprimir as conclusões do encontro para todos os partici-pantes. Não deixar nada para enviar ou entregar depois. E em algum momento, no decorrer do encontro, o padre dirá como ele gostaria que a catequese funcionasse (item D ou E). Falar francamente sobre isso. E como vamos precisar da presença dos pais para que o projeto possa vingar. 3- Encerrar com uma Celebração Eucarística. Por isso é importante o pároco estar orientando o encontro.

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B) COMO TRABALHAREMOS OS NOSSOS ENCONTROS? NOTA: Onde se lê “catequese” estamos nos referindo AO PROCESSO CATEQUÉTICO e não somente à catequese infantil. E onde se lê “criança” coloque CATEQUIZANDO porque se trata do SUJEITO DO PROCESSO CATEQUÉTICO. 1) O QUE DAREI HOJE NO MEU ENCONTRO? Conheço pessoas, catequistas, professores, colegas padres, que sofrem preparando um encontro de catequese, uma aula ou uma homilia dominical.

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As perguntas que surgem nesse contexto são: - o que vou dar hoje na minha aula?Ou na minha catequese? - o que vou falar para os meus fiéis hoje na missa? Realmente, em muitos casos, é um grande sofrimento para muitos de nós. Em se tratando da catequese, que é o nosso caso, outras questões vêm à tona: - preciso dinamizar mais os meus encontros, está tudo muito parado... - preciso cativar mais a atenção dos meus catequizandos... - a minha turma precisa participar mais... - não sei mais o que fazer! Desistências dos catequizandos, falta de recursos materiais e humanos, etc, etc... O GRUPO DE CATEQUISTAS É O SUCESSO DA CATEQUESE. Antes de qualquer coisa convém recordar que a catequese não é um problema DO CATEQUISTA. É UM DESAFIO PARA O GRUPO DE CATEQUISTAS! Todas as repostas para as questões assinaladas e outras mais estão aqui: NO GRUPO DE CATEQUISTAS! E mais ainda: no grupo maior que se chama COMUNIDADE PAROQUIAL. Queridos e queridas catequistas: o SUCESSO DA CATEQUESE não está no material que se usa (de que adianta ter material se não tenho pessoas que saibam usá-lo?), mas NO GRUPO DE CATEQUISTAS. Eu me atrevo a dizer que 80% do SUCESSO DA CATEQUESE VEM GARANTIDO COM O GRUPO DE CATEQUISTAS! Se tenho um grupo de pessoas Que se amam, Que se ajudam, Que rezam juntos, Que estudam juntos e preparam os encontros, Que planejam a catequese, Que programam as atividades catequéticas, Que avaliam a caminhada e reorientam as atividades: JÁ TEMOS GARANTIDO 80%DO SUCESSO DA NOSSA CATEQUESE!

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Desculpem a insistência, mas é a pura verdade; se assim não fosse como explicar certos fracassos? Todos conhecemos paróquias super equipadas com os recursos modernos de comunicação, mas que deixa a desejar... PARA VOCÊ PESQUISAR SOBRE A IMPORTÂNCIA DO GRUPO: Catequese Renovada - Documento 26 : número 151 Estudos da CNBB-FORMAÇÃO DE CATEQUISTAS: números 71, 72, 73, 74, 75, 76, 78... Se você não tem o documento e na sua cidade não tem uma livraria especializada procure com o seu pároco uma orientação sobre como adquiri-lo. NOTA IMPORTANTE: Se não temos um grupo de catequistas coeso e bem formado é muito temerário e arriscado convocar os catequizandos; vamos precisar, antes, de pessoas unidas e dispostas a trabalhar, preparadas para enfrentar as possíveis dificuldades. O que me faz lembrar da LIÇÃO DOS GANSOS: vamos lá! MENSAGEM LIÇÃO DOS GANSOS FATO 1: Quando um ganso bate as asas, cria um vácuo para o pássaro seguinte. Voando numa formação em “V”, o bando inteiro tem o seu desempenho 71% melhor do que se a ave voasse sozinha. LIÇÃO: Pessoas que compartilham uma direção comum e senso de comunidade podem atingir seus objetivos mais rápida e facilmente. FATO 2: Sempre que um ganso sai da formação, sente subitamente a resistência por tentar voar sozinho e, rapidamente, volta para a formação, aproveitando a “aspiração”da ave imediatamente à sua frente. LIÇÃO: Se tivermos tanta sensibilidade quanto um ganso, permaneceremos em formação com aqueles que se dirigem para onde pretendemos ir e nos disporemos aceitar a sua ajuda assim como prestar a nossa ajuda aos outros.

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FATO 3: Quando um ganso líder se cansa, muda para trás na formação e, imediatamente, um outro ganso assume o lugar voando para a posição da ponta. LIÇÃO: É preciso acontecer um revezamento das tarefas pesadas e dividir a liderança. As pessoas, assim como os gansos, são dependentes umas das outras. FATO 4: Os gansos de trás na formação, grasnam para incentivar e encorajar os da frente a aumentar a velocidade. LIÇÃO: Precisamos nos assegurar de que o nosso “grasno” seja encorajador para que a nossa equipe aumente o seu desempenho. FATO 5: Quando um ganso fica doente, ferido ou é abatido, dois gansos saem da formação e seguem-no para ajudá-lo e protegê-lo. Ficam com ele até que esteja apto a voar de novo ou morra. Só assim eles voltam ao procedimento normal, com outra formação ou vão atrás do bando. LIÇÃO: Se nós tivermos bom senso quanto os gansos, também estaremos ao lado dos outros nos momentos difíceis. 1- O que mais chama a sua atenção no texto? (anote suas reflexões). 2- Se os gansos fossem catequistas... Como seria o grupo deles? E a catequese? 3- Será que os gansos têm algo a nos ensinar? O quê?

para você fazer O BOLO GOSTOSO DA CATEQUESE, envolver os seus catequizandos e fazê-los participar, dinamizar os seus encontros. 3) COMO É O BOLO GOSTOSO DA CATEQUESE? QUAIS SÃO OS INGREDIENTES? A) A ACOLHIDA B) A RECREAÇÃO C) A HISTÓRIA D) A CANÇÃO E) AS ATIVIDADES Esses ingredientes misturados com inteligência, paciência e amor darão como resultado um encontro que responderá aos seus anseios.Veremos os ingredientes passo-a-passo... Não nos esqueçamos da REGRA DE OURO: UMA PESSOA RETÉM 10% DAQUILO QUE LÊ, 50% DAQUILO QUE VÊ E OUVE, 70% DAQUILO QUE VÊ, OUVE E DISCUTE, E 85% DAQUILO QUE VÊ, OUVE, DISCUTE E FAZ JUNTO!

A) A ACOLHIDA 1- CATEQUESE NÃO É AULA, CATEQUISTA NÃO É PROFESSOR, CATEQUIZANDO NÃO É ALUNO... PONTO DE PARTIDA: Converse com catequizandos da sua comunidade. Eis algumas perguntas e você poderá acrescentar as suas:

2) E QUANDO UM GRUPO FUNCIONA? Se tenho, pois, um grupo que funciona e começa a discutir e orientar todas essas questões, e se com ele tenho garantido 80% do sucesso da catequese, ONDE ESTARÃO OS 20% QUE FALTAM? Eu digo que falta UM MÉTODO DE TRABALHO (que garantirá os 20%) que ajude você a organizar as idéias rapidamente, a ter um ESQUEMA MENTAL. Eu digo que são os ingredientes

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1- O que você mais gosta nos seus encontros de catequese? 2- O que você menos gosta? 3- Como você trata o seu catequista? Tio, tia, professor? Por quê? 4- Como é o local da sua catequese? Com cadeiras e carteiras uma atrás da outra? Tem alguma decoração especial no local

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da catequese? 5- Você se sente à vontade nesse local? O que você acha que está faltando? 6- Você participa ativamente dos encontros? De que jeito? Fazendo o quê? 7- Você faz bagunça no encontro? Quando e por quê? As questões formuladas acima podem e devem ser ampliadas e alteradas conforme a sua visão pessoal e a sua realidade. Faça uma avaliação da entrevista e um resumo tentando caracterizar QUAL É A VISÃO QUE O CATEQUIZANDO TEM A RESPEITO DA CATEQUESE. Sobretudo se na perspectiva dele é algo agradável ou não. E onde ele encontra alegria e satisfação. Entreviste o maior número possível de catequizandos. Confronte as suas observações e conclusões com o texto que assinalamos em seguida: Aula de catequese, professor (a) de catecismo, provas para ver se o “aluno” aprendeu e pode receber o sacramento, dever de casa, notas... Infelizmente são posturas ainda existentes em paróquias que conhecemos e visitamos, e que fazem da catequese mais um momento de tortura para os catequizandos. A catequese, decididamente, deve procurar outra relação, distinta dessa de PROFESSOR E ALUNO. Esta relação-tal como hoje acontece-é prejudicial até para a própria escola, e sua mudança torna-se necessária. PROFESSOR: -Sabe tudo...Ele é que fala.Usa a nota para controlar os alunos e dominar a situação. É só dizer /fazer tudo do jeito que eu disse e quero! Fala, fala, fala...Ele é o GATO! ALUNO: -Sabe nada! Deve escutar! Não importa sua vida, sua história. Usa a cola para fugir da opressão (quem não cola não sai da escola). Decora, fala /escreve do jeito do professor - para a prova - e dois dias depois não se lembra de mais

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nada. Escuta, escuta, passivamente! É o RATO! (do livro Planeta coração, da editora O RECADO, página 20, 21). VOCÊ PODE ACRESCENTAR MAIS OPINIÕES A RESPEITO DESSE ASSUNTO, NO SEU ESPAÇO. ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... Infelizmente, salvo raras e honrosas exceções, a escola não é o espaço do SABER E DO SER, e sim da competição e do reprodutivismo social. Por isso, esta relação não é para ser cultivada na catequese porque a catequese NÃO É PARA PERPETUAR A EXPERIÊNCIA DA DESIGUALDADE E O APRENDIZADO DA DEPENDÊNCIA. É PARA RESGATAR A CAPACIDADE DE TRABALHAR, DE CRIAR, DE VIVER EM COMUNIDADE. Se quiser a sua catequese crescendo e florescendo, busque outra relação; uma boa acolhida depende disso! PENSAMENTO: Se você tem problemas de disciplina na sua

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catequese é porque a sua catequese é aula, você é um professor (a), e o seu catequizando é ALUNO! PARA PENSAR UM POUQUINHO “A palavra CATEQUESE, na maioria dos lugares, continua sendo usada apenas para o grupo que se prepara para os sacramentos.Quando se fala em catequese, quase todo mundo pensa logo em preparação para a PRIMEIRA COMUNHÃO e a CRISMA. No primeiro caso é freqüente um ESTILO ESCOLAR ULTRAPASSADO. Muitas vezes a aula muda de nome: passa a SER CHAMADA DE ENCONTRO; mas nem sempre isso significa que houve de fato uma mudança de métodos e de objetivos. Quem vai por aí considera que está valorizando a doutrina da Igreja. NA VERDADE A PRÓPRIA DOUTRINA PERDE BASTANTE DO SEU VERDADEIRO SENTIDO QUANDO É ENCARADA COMO ALGO QUE SE TEM QUE APRENDER SÓ PARA VENCER A BARREIRA QUE É COLOCADA À RECEPÇÃO DO SACRAMENTO. Esse espírito impede que muitas comunidades entrem no processo de catequese permanente. O sacramento acaba funcionando como uma espécie de FESTA DE FORMATURA.Também por isso, quando se pergunta pela catequese de adultos ou pela catequese familiar, o que nos mostram são as reuniões com os pais das crianças que vão fazer a primeira comunhão ou, quando muito, catequese de adultos que se preparam para algum sacramento de iniciação não recebido na infância ou na adolescência”. Estudos da CNBB nº73 Catequese para um mundo em mudança (Os destaques no texto são nossos) 1- O que chama a sua atenção no texto? 2- Comente: ESTILO ESCOLAR ULTRAPASSADO. É o seu caso? 3- Na sua opinião o que mais impede a sua comunidade de entrar NO PROCESSO DE CATEQUESE PERMANENTE? 4- Como romper a relação recepção do sacramento=FESTA

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DE FORMATURA? 5- Existe na sua comunidade a catequese com adultos? Como funciona? PARA SUAS ANOTAÇÕES: ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ...................................................................................................................................................

2- O SEU CATEQUIZANDO TEM ALGO A DIZER! 1- Você dialoga com os seus catequizandos para conhecê-los melhor? É diálogo de verdade ou é mais um monólogo? 2- Você aceita com naturalidade o fato de que eles possam pensar diferente de você? O que você faz nesse caso? 3- Você tem argumentos sólidos para conversar com eles e mostrar o ponto de vista da doutrina que porventura possa estar sendo questionada? 4- Você conhece a família dos seus catequizandos? 5- Na catequese vocês promovem eventos que envolvem pais e filhos? Quais? Acompanhe com atenção o texto do livro já citado, Planeta Coração: “O seu catequizando tem uma vida.Tem uma experiência.Tem uma história pessoal.Tem algo a dizer! Tem algo a dizer sobre o mundo, sobre a vida, sobre ele mesmo, sobre os problemas, sobre Deus, sobre a Igreja, sobre a catequese, etc...

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Essa HISTÓRIA-EXPERIÊNCIA-PESSOAL é de suma importância que você a conheça; vai ajudar a dar uma catequese mais encarnada. Como conhecê-la? Deixe, permita, que seu catequizando faça, fale, se expresse com confiança; incentive a participação e a autonomia dela na catequese; exercite a capacidade dele de imaginar, de criar, de se envolver efetiva e afetivamente. E sempre que puder, não se esqueça: VISITE AS FAMILIAS DOS SEUS CATEQUIZANDOS. ISSO É PARTE DE UMA BOA ACOLHIDA. Para suas anotações: ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ...................................................................................................................................................

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PARA PENSAR UM POUQUINHO... “A cidade não rejeita, não combate a Igreja, mas faz o que acha bom, sem lhe pedir permissão.Até ouve a Igreja, mas a ouve no meio de outras tantas vozes. A religião é mais escolhida do que herdada. “O espaço que a Igreja pode ocupar na vida das pessoas depende da qualidade DO ACOLHIMENTO E DO TESTEMUNHO, e não mais do peso do prestígio da instituição. É verdade que pesquisas recentes de opinião pública (outubronovembro de 1993) mostram que a Igreja ainda é a instituição em que o povo mais confia, a que goza de mais credibilidade (77%). Mas nem isso faz com que tudo o que ela diz seja automaticamente aceito”. Estudos da CNBB nº73 Catequese para um mundo em mudança nº28 ATENÇÃO: A pesquisa mencionada é de 1993.Você teria dados atualizados? Entre em contato com os seus colegas catequistas... Peça a ajuda do seu pároco! Pode ser que ele conheça alguma nova pesquisa sobre o assunto.

3- O CATEQUISTA FAZ O TEMPO 1- Como anda o seu tempo? Muito corrido? Você se esforça para participar de reuniões e encontros da catequese? E consegue participar de tudo que a paróquia ou a diocese oferece? 2- Você tem tempo para rezar? (Estou falando de tempo, não de cinco minutos que normalmente gastamos para fazermos nossas rápidas e mecânicas orações...). 3- Você tem tempo para preparar os seus encontros? Você prepara os seus encontros sozinho (a) ou com outros catequistas? Ou simplesmente não prepara e deixa rolar? 4- Quando você está com os seus catequizandos no encontro VOCÊ CURTE O MOMENTO? É MOTIVO DE SATISFAÇÃO E ALEGRIA? OU VOCÊ ESTÁ FORÇADO? Saberia dizer a razão da insatisfação? E da satisfação?

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5- Você é daquele tipo que só fica olhando o relógio, doido para o tempo acabar? Por que? Para as suas anotações: ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... Confronte as suas respostas com o texto que colocamos a seguir do livro Planeta Coração: Tempo é assunto sério! Há catequistas que não têm tempo para reuniões, não têm tempo para preparar encontros...Vida corrida! Digo que é condição para ser catequista que a pessoa interessada disponha de um TEMPO MÍNIMO NECESSÁRIO. Qual é o tempo mínimo necessário para ser catequista? PRIMEIRO TEMPO: SINTONIA COM DEUS! Oração pessoal; busque o momento mais apropriado do seu dia. SEGUNDO TEMPO: você deve preparar os encontros não só individualmente, mas também COM OS OUTROS CATEQUISTAS. Participe sempre dos encontros de formação

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tanto da sua paróquia quanto da DIOCESE. TERCEIRO TEMPO: É o momento de estar com os seus catequizandos e realizar o que você preparou com tanto carinho; é o tempo de dar a catequese... Se você não puder dispor deste tempo mínimo necessário, é melhor não ser catequista! Você pode participar de qualquer outra pastoral na sua paróquia. Quando o catequista se empenha e se prepara, o catequizando percebe imediatamente o esforço e vai corresponder VALORIZANDO O SEU GRUPO, pois catequizando que percebe ser importante no grupo quer continuar nele! Por isso que dizemos: DOAR O SEU TEMPO PARA A CATEQUESE FAZ PARTE DE UMA BOA ACOLHIDA! SEU ESPAÇO (para suas conclusões): ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... E por falar em tempo faça a reflexão a seguir, de um texto de Therezinha da Cruz.

MENSAGEM REFLETINDO SOBRE O TEMPO NA CIDADE O progresso e as múltiplas oportunidades que a cidade oferece modificam também a relação da pessoa com o tempo. Onde há menos opções de atividades, as pessoas curtem mais a natureza, conversam. Mas na cidade o tempo corre diferente. A cidade é o reino do relógio, dos compromissos com hora

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marcada, do dia que parece curto para tudo o que se precisa fazer. Já encontramos muitas crianças de oito anos que precisam de agenda para dar conta de todas as atividades em que se envolvem. Às vezes não sobre tempo para brincar. A famosa afirmação: “Tempo é dinheiro” é tipicamente da cidade. Quem perde tempo na cidade perde a corrida para aproveitar todas as oportunidades que esse mundo tão cheio de opções oferece. É verdade que a nossa população de cam-poneses também sacrifica homens, mulheres e crianças num regime de trabalho pesado, mas o ritmo não é tão alucinante. Na cidade todo mundo corre e o mais prático costuma substituir o mais perfeito. Quem não percebe que os catequistas da cidade grande muitas vezes põem mais obstáculos à participação em cursos, encontros, retiros, etc, que seus colegas do interior? Há também certos horários proibidos: a hora de certos programas de televisão, de competições no clube, da aula de inglês, do show do cantor preferido, de algumas festas da escola...Se a catequese ignorar essas limitações vai descobrir tarde demais que fez uma programação que não vai ter público. O domingo traz um novo problema. Na roça é dia de ir à Igreja; na cidade é dia de lazer, depois de uma semana de correria para o trabalho e o estudo. Há famílias que se ressentem da “concorrência” que a igreja faz ao convívio familiar no domingo. Isso pode ser mais agudo no caso de crianças de pais separados (muito mais comum na cidade do que na roça), onde costumam ser feitos acordos para passar o fim de semana com o pai ou com a mãe. Não podemos simplesmente dispensar a celebração do dia do Senhor, mas é preciso perceber que, nessa situação, vai ser necessária uma formação melhor para fundamentar a participação na comunidade litúrgica, já que não podemos contar mais com a pressão da tradição, que a cidade engoliu. Therezinha da Cruz A catequese e o desafio da cidade páginas - 42 e 43 Edições Paulinas -1994

Vamos conversar um pouco? Se você está trabalhando em grupo converse com seus colegas; caso contrário anote suas opiniões para posterior bate-papo. 1-O que mais chamou a sua atenção no texto? 2-Você já programou alguma coisa na catequese e que não teve público? O que foi? E a causa? 3-Levando em conta o “seu tempo” e o “tempo das famílias” como ficariam: - o encontro com os catequizandos... - as reuniões de catequistas... - as reuniões com os pais... - a celebração da Eucaristia aos domingos... - as demais atividades da catequese...

MENSAGEM IMPORTANTE: O CATEQUIZANDO NÃO É LINGUIÇA! Pode parecer engraçado, mas é verdade! Pensamos que o catequista deve ser aquela pessoa encarregada de despejar em cima dos catequizandos as mais variadas informações sobre os mais variados assuntos. Então, em função do conteúdo, vamos “embutindo” - via audição sobretudo - o que nós achamos que é necessário para o catequizando, sem nos preocuparmos como foi a assimilação da parte dele, e nem se aquilo que achamos importante é importante de fato! E nos esquecemos que eles também têm o que dizer; eles têm uma experiência! E assim caímos no erro que devasta o nosso sistema educacional, que é o blá blá blá sem fim em torno de informações que não servem para a vida, que não servem para nada! Não dialogamos! O máximo que fazemos são perguntas cujas respostas estão prontas e que basta repetir; não perguntamos para ficar conhecendo a experiência do outro: perguntamos PARA INDUZIR O OUTRO A DAR A RESPOSTA QUE PROGRAMAMOS! Uma catequese assim realmente vai perder terreno, e muito,

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para os filmes, jornais, revistas, música, livros infantis, shows e áreas de lazer, shoppings, clubes, realidades que não sabemos usar em proveito da catequese. Então, sem brincadeira, faça um cartaz cujo título seja “O MEU CATEQUIZANDO NÃO É LINGUIÇA”, desenhe ou cole fotos de revistas, que ilustrem a frase; coloque esse cartaz em lugar bem visível, onde você possa enxergá-lo e lê-lo todos os dias.

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4- O CATEQUISTA É O PRIMEIRO A CHEGAR E O ÚLTIMO A SAIR. DEIXA TUDO LIMPO E ARRUMADO... 1- Para acolher adequadamente o seu catequizando é importante que você chegue antes, primeiro que todo mundo. Você faz isso? 2- Você acha que isso ajuda em alguma coisa? Em quê, concretamente? 3- Já aconteceu de você chegar DEPOIS e ter um ambiente “infernal” à sua espera? Como você resolveu a situação? Ou não conseguiu resolver? 4- Você passa para os seus catequizandos aquela firmeza de que É RESPONSÁVEL PELA CATEQUESE? Você se sente responsável realmente? Para suas anotações: ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ...................................................................................................................................................

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Quando a criança gosta da catequese ela chega para o encontro muito tempo antes do mesmo começar. Há criança que chega com uma hora ou mais de antecedência! Algumas, inclusive, vão buscar o catequista a casa... Entendo que se as crianças chegam e não encontram o catequista responsável, vão “tomar conta” e, quando o catequista chega já encontra muitos problemas, inclusive brigas e objetos quebrados ou desaparecidos. Sair por último implica em deixar tudo bem arrumado para quem vai usar o local posteriormente; um gesto de carinho e respeito, de fraternidade e organização. E também porque, nesses tempos difíceis e violentos convém termos certeza que os nossos catequizandos foram par a casa em segurança. São posturas óbvias e necessárias. Mas parece que nos esquecemos delas com freqüência, e isso prejudica a nossa ACOLHIDA na catequese. Acolher bem implica em chegar primeiro e sair por último. Chegar primeiro também - e sobretudo - é uma maneira de MARCAR TERRITÓRIO. É uma forma de DIZER SEM PRECISAR FALAR: 1-Que você é AUTORIDADE naquele lugar; ali você é o RESPONSÁVEL! 2-Aquele lugar É O ESPAÇO DA CATEQUESE, ONDE ELA VAI ACONTECER SOB A SUA CONDUÇÃO E COORDENAÇÃO. ESSE ESPAÇO NÃO É TERRA DE NINGUÉM...

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3-Ser AUTORIDADE é diferente de SER AUTORITÁRIO; ensine seu grupo a desenvolver atitudes DEMOCRÁTICAS. MENSAGEM IMPORTANTE: Pensem um pouco sobre a importância do ambiente a partir do texto do Pe.Orione: “Todo processo de evangelização deveria levar em conta o fator estético. Mas nem sempre isso acontece. Costumamos ter a tristeza de participar de liturgias feias, em igrejas feias, construções impróprias para o culto, sentados em bancos feios e sem conforto, ouvindo pregações feias e orações ininteligíveis, cantos feios e desafinados, transmitidos por um serviço de som horrível e cheio de ruídos e estalos, com aquele timbre feio de taquara rachada. E as pessoas, muitas vezes, para completar, comparecem mal arrumadas para completar o quadro de feiúra total. Leitores gaguejam e erram os textos, a toalha do altar está suja e torta, as flores - quando existemestão murchas e amareladas. Tudo sujo. É insuportável. Não queremos criticar ninguém com essa dramatização. Mas queremos incentivar os catequistas a valorizarem a estética no ambiente do encontro. Tudo pode ser muito simples, mas precisa ser bonito. Pode ser até pobre, mas precisa ser bem cuidado o ambiente da catequese. A sala do encontro deverá estar varrida e sem poeira. As cadeiras limpas e alinhadas em círculo. Se houver mesa, deverá estar forrada com toalha e a toalha deverá estar limpa e bem colocada. Será ótimo se houver sobre a mesa um lindo arranjo de flores, pelo menos em dias mais solenes, como nas celebrações. Não precisa ser flores caras, pode ser tudo simples. Os cartazes deveriam ser artisticamente confeccionados, sem letras tortas e desproporcionais. As músicas deveriam se cantadas de modo singelo, mas sem perder a beleza. O material usado pelo catequista deveria se fazer notar pelo capricho. O próprio catequista – é verdade! – deveria estar bem arrumado, para que sua presença causasse uma ótima

impressão. Tudo isso pode parecer engraçado e exagerado. Mas, não. A beleza e o bom gosto, revestidos que sejam de simplicidade, são fatores importantes no processo de comunicação. A beleza atrai. O desleixo afasta. É espontâneo. É bom estar num lugar bonito. Os catequizandos responderão positivamente a esses esforços estéticos. Ao seguir esses princípios sobre a organização do ambiente, o catequista estará criando no catequizando maior abertura e predisposição para o encontro catequético. Com isso, o aproveitamento será maior. E o desgaste será menor. Um ambiente bagunçado incentiva a bagunça. Um ambiente bem organizado incentiva a ordem e a participação. QUE O CATEQUISTA NÃO SUBESTIME O PODER DE SUGESTÃO DO ESPAÇO AMBIENTAL” PARA SUAS ANOTAÇÕES: ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ...................................................................................................................................................


................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... PARA PENSAR UM POUQUINHO O CATEQUISTA COMO COMUNICADOR “Estar com a verdade e contar com o Espírito Santo não pode continuar sendo desculpa para um trabalho precário, improvisado e em conflito com os princípios básicos da comunicação. O catequista precisa conhecer com razoável segurança o que vai anunciar, mas precisa também estar afinado com seu mundo para evitar os bloqueios que podem ameaçar a transmissão da mensagem.” Estudos da CNBB nº73 (Catequese para um mundo em mudança. nº47)

5- A FORMAÇÃO PERMANENTE DO CATEQUISTA 1- Você se preocupa em estudar e se preparar para ser um bom catequista? 2- Você participa dos cursos e encontros de formação da sua paróquia e da sua diocese? Ou no lugar onde mora isso não é possível? 3- Quais são as maiores dificuldades para a sua participação nesses cursos e encontros? O que você faz para superar essas dificuldades? 4- A sua paróquia investe na sua formação permanente? Ou ajuda de alguma maneira? Para suas anotações: ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ...................................................................................................................................................

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PARA PENSAR UM POUQUINHO CAMINHOS PARA A CATEQUESE DA CIDADE


“NOVOS CATEQUISTAS - Catequese da cidade precisa de gente capaz de se preparar, disposta a aprender sempre mais, para dar um testemunho convincente da fé. Não basta a boa vontade, é preciso uma atualização dinâmica que inclui leitura de jornais, cursos, assistir aos noticiosos, saber o que se passa na cidade e no mundo, ser capaz de usar a linguagem e os recursos da cidade. Mas requer também uma grande intimidade com a Palavra de Deus, com a doutrina e a reflexão da Igreja, conhecendo os documentos mais importantes que visam orientar a pastoral. É claro que isso é mais fácil de dizer do que fazer, mas sem levar a sério a formação não se avança e só se fabricam problemas.” Estudos da CNBB nº73 (Catequese para um mundo em mudança, nº38, letra f)

Para as suas anotações: ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ................................................................................................................................................... ...................................................................................................................................................

MENSAGEM IMPORTANTE: O CATEQUISTA É UM EDUCADOR Enviado pela comunidade cristã com a missão de evangelizar. É um educador da fé... Deve ser capaz de assimilar e possuir com clareza o ESSENCIAL DA MENSAGEM EVANGÉLICA. Ter na cabeça e no coração a visão completa da fé e o modo de vivê-la. Deve saber, também, anunciar esta mensagem (palavras, gestos, celebrações e outros recursos) de maneira que todos possam entender. O educador da fé deve conhecer a realidade que quer evangelizar: a realidade dos seus catequizandos, da sua cidade e região, do seu país e continente: América Latina. A educação é tarefa humana. Os interrogantes que se colocam hoje ao educador são: O HOMEM E O SEU MUNDO. Dependendo do seu conceito de homem e de mundo ele orienta a sua tarefa educativa: quem considerar o homem como coisa tentará domesticá-lo. E quem considerar o homem como pessoa assumirá uma tarefa libertadora. Numa educação PERSONALIZADA E LIBERTADORA o educador considera o homem como PESSOA. Vai, então, procurar o seu amadurecimento, a mudança de suas atitudes, de conduta: uma educação TRANSFORMADORA que conduza à formação de uma consciência crítica, uma responsabilidade diante de suas ações e uma capacidade de escolha, adaptação e cooperação para despertar pessoas capazes de viver e comprometer-se como PESSOA. O catequista não age sozinho. Ele trabalha na Igreja e é o seu porta-voz. Para se falar em nome da Igreja é necessário que se tenha um certo preparo, para não inventar coisas que Jesus nunca disse ou apresentar como doutrina da Igreja o que é apenas uma opinião pessoal sua... A pequena comunidade onde acontece a catequese é, para o catequizando, a face visível da Igreja Maior. Essa comunidade

Temas para formação dos catequistas  

formação do catequista para o trabalho durante os encontros

Temas para formação dos catequistas  

formação do catequista para o trabalho durante os encontros

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