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Gianna com Pedro Luiz e Mariolina, grávida de Laura

CONVITE AO LEITOR - Vem comigo. Entra no carro, senta aqui ao lado e vamos viajar. Agora serás meu carona. - A viagem é longa? – pergunta o leitor. - Não, mas se fores bom de conversa, poderá ser longa e melhor. - Para onde vamos? - Vou te apresentar uma italianinha muito bonita e especial. - Conta comigo – diz meu carona, que logo quer saber se a jovem tem namorado... - Não, não tinha até aos 33 anos. - O quê?! Por que esperou tanto tempo? O que fazia antes disso? - Era uma estudante bonita, feliz, católica praticante, muito moderna, gostava de música, pintura, dança, esportes, teatro; de vestir-se bem, de passear, dirigir seu carro, esquiar nas montanhas. Seguindo nos estudos, Gianna – esse é seu nome – formou-se médica cirurgiã e tinha seu consultório.

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- E nunca namorou antes dos 33 anos? – quer saber o carona. - Não, não era de namorar, nem de... “ficar com alguém”, e sabia a diferença das duas expressões, como conhecia outros problemas da juventude, pois era muito solicitada para dar palestras. Parece que o carona não acredita no fato de uma italiana assim só ter começado a namorar aos 33 anos e, meio debochado, maliciosamente sorriu assim: hehehehe... - O deboche é por quê? – perguntei. - Estou imaginando o que diziam as pessoas da tua italianinha quando a viam, toda bonita, passear por aí dirigindo seu carro, sempre desacompanhada de namorado... hehehehehe... Ao me fazer de desentendido, ele explicou: - Porque muita gente que conheço, ao saber de uma garota assim, costuma dizer: - Essa tal aí é como as outras; já caiu na tentação, ou, se não caiu, é porque ainda não foi tentada direito. - Se também tu pensas assim, é bom leres esta história. Verás que era querida e respeitada! Além de corpo bonito, mais que muita candidata a concursos de beleza, saberás que sua beleza era, sobretudo, interior. Por isso, de 2004 para cá, está ficando famosa em todo o mundo... - Por que a partir de 2004? - Porque, em 16 de maio desse ano, o Papa João Paulo II, encantado com seu jeito alegre de amar a vida, e comovido pela coragem com que enfrentou a morte, além de proclamá-la santa, declarou Gianna protetora das famílias. A partir de então, nos lugares onde é conhecida, muitos grupos de jovens, pares de namorados, maridos, esposas, mães, e até médicos, a querem como padroeira. Como paroquiana, ela foi congregada vicentina, sempre muito generosa na ajuda aos pobres, e agora, no céu, continua mais generosa ainda no atendimento de seus devotos, e tu, meu carona, poderás conferir isso em seus milagres. E meu companheiro de viagem, menos descrente, comentou: - Ora, ora! Santa que gostava de música, de dança, de esportes, de se vestir bem, deve ser a santa moderna! Pois toca em frente na viagem, que uma santa assim também eu quero conhecer. O Autor

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A MULHER QUE FEZ O BISPO CHORAR Ao terminar a missa, o bispo dom Servílio, ainda do altar, mostrou aos fiéis um livro sobre a vida de santa Gianna Beretta Molla. Disse que o tinha acabado de ler e que, por várias vezes, chorou na leitura. - O bispo chorou? – perguntou o carona. - Pois é, chorou! E isso surpreendeu também a mim e pensei: o que teria de tão emocionante a história daquela santa que levou às lágrimas um bispo tão experimentado na vida, por tantos anos de apostolado no meio do povo? Pedi-lhe para ver o livro. Folheei-o na esperança de achar alguma página marcada, ou, quem sabe, a frase sublinhada que emocionou o bispo, mas eram muitas as páginas e muitíssimas as frases. Quais delas teriam feito o bispo chorar? – é o que o carona e eu queremos saber. Mas era impossível ler tudo aquilo num instante. Então decidi comprar o livro. Mas o bispo disse que não podia vender aquele exemplar e estava até na dúvida se devia emprestá-lo. Diante de sua hesitação, perguntei sorrindo. - Quer dizer que o senhor acredita no ditado que diz: bobo é quem empresta livro e mais bobo é quem o devolve? Trocando o sorriso, respondeu: - Pois é, e mesmo assim, fui bobo a vida toda e vou ser mais uma vez. Pode levar o livro, mas é só emprestado, viu? O tom quase ameaçador desse “viu?” aumentou minha curiosidade, agora não apenas sobre a mulher que o fizera chorar, mas também em torno daquele livro em particular que ele, sempre tão generoso em dar coisas aos outros, pareceu nem querer emprestá-lo. Tratava-se do livro “Un inno alla Vita”, da austríaca Maria Hildegard Brem Ocist, sobre a vida de Gianna. Seu interesse por aquele exemplar ele próprio o deixara escrito na primeira página: “Recebi este livro da amiga Virgínia Beretta, irmã da santa Gianna. Assinado:

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+ Servílio Conti IMC, em 28 de maio de 2004.

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Ao ler esta data bastante recente para mim, perguntei ao bispo: - Santa Gianna ainda tem irmã viva? - Claro, claro! - Então é uma santa atual? - Não apenas atual, mas moderna. Tem irmãs, irmãos e filhos vivos. Até seu marido ainda vive. - O quê? Filhos, marido? A santa era casada? - Por que a surpresa? Acha que mulher casada não pode ser santa? - Não, não é isso. É que não parece comum o papa canonizar mulher casada e, mais raro ainda, de marido vivo... - Tem razão – explicou o bispo, e acrescentou: até eu que sempre me interessei pela vida dos santos, ainda me surpreendo com o fato de quase não se falar de esposas canonizadas que morreram ainda casadas. Aliás, parece que Gianna foi a primeira esposa, mãe, dona de casa que morreu ainda casada... Até o papa que a canonizou, João Paulo II, ao fazê-lo, se surpreendeu quando lhe foi apresentado o marido da santa, o engenheiro Pedro Molla. Ao contar isto, o bispo, com uma pitadinha de santo orgulho afirmou: Isso aconteceu em 16 de maio de 2004. Eu estava lá e participei da solenidade. Foi um dos dias mais emocionantes de minha vida, não só por ter sido a primeira vez que participei de uma canonização, mas, sobretudo, por ter sido a canonização de uma dona de casa, grande esposa, exemplo de mãe e, note bem, foi médica profissional que, mesmo casada, continuou trabalhando no seu consultório! Em seguida, reforçando a pitada de orgulho, acrescentou: Santa Gianna foi minha contemporânea e, por alguns anos, morou a poucos quilômetros de minha cidade!

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Depois, o bispo seguiu contando uns pedaços da história de Gianna e disse mais ou menos isto: Mais tarde, por motivo de saúde, o pai requer aposentadoria da fábrica onde trabalhava, em Milão e, em 1937, deixou com a família a minha região de Bérgamo, e se mudou para Gênova. Aí Gianna continua o ginásio num colégio de freiras, mas, por motivo de saúde, agora dela própria, em 1938 é obrigada a interromper temporariamente os estudos. Dedica-se, então, ao

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aprofundamento da doutrina cristã, à pintura, à música, aprende a tocar piano e acordeão. Não tem talento de artista, mas aprendeu que “a arte da vida – como dizia Gandhi – consiste em fazer da vida uma obra de arte”. Pois foi isso que Gianna foi: uma obra de arte nas mãos de Deus. Como conta este livrinho, e os demais biógrafos da santa – disse o bispo – ela começou a participar apaixonadamente da vida e de iniciativas promovidas pela Ação Católica e, ainda menor de idade, o vigário lhe pede para assumir um cargo de responsabilidade dentro desse movimento. Logo mais, eis a garota dando palestras. E quando quer entreter a platéia, olha ela aí entrando na sala cantando com a sanfona ao peito! Em 1938, de 15 para 16 anos, participa de um retiro espiritual pregado pelo padre jesuíta Miguel Avedano, no Instituto S. Doroteia, de Gênova. Aí a garota toma uma decisão que vai norteá-la pelo resto de sua curta vida: decidiu pegar seu destino na mão com vontade, disposta, porém, a nunca mais fazer nada de sério, sem antes consultar a Vontade de Deus! Escreveu, então, no caderno onde anotou as palestras do pregador: “Ó Jesus, te prometo submeter-me em tudo o que permitires que me aconteça: faz-me apenas conhecer a tua Vontade”. Para Gianna, esse propósito tem mais importância que qualquer contrato na vida, porque foi um contrato com Deus. Foi como se dissesse: Deus, meu Pai, minha parte do contrato é fazer Tua Vontade. A Tua parte é de me fazer saber sempre qual é a tua vontade para mim, certo? Analisando aquele caderno, pode-se ver o programa de vida que Gianna traçou para si: Oferecer tudo a Jesus, sofrimentos e alegrias; morrer antes de cometer pecado mortal; aprender a suportar as provações e sofrimentos da vida, confiando que Deus nunca haveria de descumprir Sua parte no contrato, caberia a ela, pela oração e obediência à Igreja, descobrir a Vontade de Deus a seu respeito e cumpri-la. - Daí? – O carona e eu perguntamos ao bispo: - O que Deus queria que Gianna fizesse na vida? - A partir de então viveu muito envolvida nos programas religiosos e sociais da paróquia. Era também membro fiel das

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Conferências Vicentinas, e sempre muito alegre, feliz, moderna, amante apaixonada da vida. De repente o bispo parou de falar; disfarçando-se bronqueado, reclamou: “Hei! Vocês aí! Querem saber do resto da história de Gianna? Pois leiam o livro e vão se emocionar também, pois é uma história que é preciso conhecer. Ela viveu apenas 42 anos, e no dia 28 de abril de 1962, Deus lhe deu, pelo seu livre arbítrio, a oportunidade de viver ou morrer... e ela, mesmo amante da vida, do marido muito amado, de seus “tesouros”, os filhos ainda menores, escolheu o plano de Deus e morreu sorrindo... Querem, ou não, saber por que escolheu morrer? – perguntou o bispo. - Claro que queremos!

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Pois bem, amigo carona: este encontro com dom Servílio aconteceu na Itália, em 2004, logo após a canonização de Gianna. Dias depois, voltei para o Brasil, não sem antes procurá-lo para devolver o livro. Para minha surpresa, não o quis receber. Disse que o relesse com atenção, pois, quando de sua volta ao Brasil, queria me sabatinar sobre a vida de Gianna. E para que me inteirasse de tudo sobre o assunto, me passou outra biografia sobre ela, recomendando: - Este outro livro é uma longa entrevista do marido de Gianna, dada por ele ao escritor Élio Guerriero. Estuda os dois livros e, depois, faz um livro em português para apresentar às jovens, às esposas e mães do Brasil a santa protetora da família, “viu?”. Mais para desviar da conversa e fugir do compromisso, li o nome do autor do livro e perguntei: - Esse Pedro Molla é o nome do marido da santa? - Sim, é assim que ele se chama. - E ele ainda vive? - Vive. Quando o conheci em Roma, era bem velhinho... - Será que o vovô aguentou este último rigoroso inverno europeu? - brinquei. - Vive, sim e gosta muito de ler, sobretudo o que se escreve sobre sua esposa. E com certeza vai ler também o livro que você vai escrever. Na viagem de volta ao Brasil, trouxe na mala o livro emprestado e, na cuca, estas três perguntas:

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Primeira: Por que os papas que canonizaram tantos santos ao longo dos séculos, não canonizaram nenhuma dona de casa, esposa e mãe que morreu no exercício de sua missão? Segunda: Por que João Paulo II que, sozinho, canonizou mais gente que todos os outros papas, dentre tantas donas de casa, esposas e mães tão piedosas e sacrificadas que existem hoje, só canonizou uma, Gianna Beretta Molla? Terceira: Será que é tão difícil assim para uma dona de casa, esposa e mãe ser santa? Pois te garanto, amigo carona: intrigado com estas perguntas, quis saber quem foi na vida esta italianinha que levou meu bispo às lágrimas. Vou arrumar tempo e forças para te contar a história que o bispo pediu, e começo por te perguntar:

OI, CARONA, TU SABIAS QUE ... na História da Igreja, quase todas as mães que foram proclamadas santas morreram mártires? - O quê? Isso quer dizer que para a santinha de minha mãe ser canonizada pela Igreja, precisa sofrer o martírio, quem sabe ser degolada pelo pagão, ou entrar para algum convento, é isso? - Não. Só quero dizer que, na história da santidade, as mães de família não mártires, são poucas, pouquíssimas. Existem apenas uns 20 casos de esposas e mães que morreram em família, ainda com seus maridos, depois foram canonizadas... Mais intrigado, o carona reclamou: - Então quer dizer que minha santa mãe, para ser canonizada, precisa esperar o marido morrer? - Não. Quero apenas dizer que, na história da Igreja, o número de esposas e mães declaradas santas, que não morreram mártires, nem viúvas, nem no convento, mas no pleno exercício da vocação de esposa e mãe, este número é mínimo! Queres saber? Eu, na pesquisa, só achei o nome de uma senhora que foi esposa e mãe de sete filhos e que não morreu

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mártir, nem viúva, nem num convento: uma tal de Ana Maria Taigi (1769-1837): Ela foi conselheira de numerosos cardeais e autoridades religiosas e políticas. Foi bem-aventurada em 1920, mas o processo de canonização continua encalhado numa gaveta do Vaticano! Como esta, mas ainda não bem-aventurada, existe meiadúzia de grandes esposas e mães de família que deram provas de virtudes heróicas, mas seus processos de beatificação também esperam nas gavetas. - Isso é sério. Faz a gente duvidar se a Igreja sabe valorizar a missão de esposa e mãe. Faz pensar que tem mais prazer em canonizar homens. Não seria essa uma visão machista? - Ora, ora, meu amigo, não creio, mas, enfim, pelo sim, pelo não, eu te garanto: não foi por essa questão que me meti a estudar e escrever a história de Gianna... foi devido àquele “viu” do meu bispo, quando disse: já vou para os 90 anos e, antes de morrer, quero ler teu livro, viu?

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Desde já, no entanto, começo a acreditar que, se Deus não fosse Deus, também ele não estaria gostando dessa maneira como está sendo considerada a vocação e, sobretudo, a coragem heróica, mártir e santa do quotidiano de tantas esposas e mães. E quem sabe, não está Deus querendo dar um alerta disso à Igreja e ao mundo, na pessoa dessa santa moderna, que é Gianna? - E daí? - Daí que no dia da festa de São Francisco de Assis, na Itália, na pequena cidade de Magenta, pertinho de Milão, na casa dos avós paternos, nasce a décima filha do casal Alberto e Maria De Micheli. Ambos os pais são terciários franciscanos (mais adiante explico). Naquela cidade, perto da moderna Milão, uma das capitais da moda, acabara de nascer a verdadeira mulher maravilha: a que seria a santa da moda , Gianna: uma jovem exemplar, inteligente, alegre, moderna, trabalhadeira, santa esposa e mãe, que não foi viúva, nem entrou em convento, e que é do nosso tempo, que namorou, noivou, casou, amou a lua-de-mel, teve quatro filhos com seu bem-amado marido Pedro. Ambos passaram a vida curtindo-se e desfrutando-se em três: ela, ele e Ele (Deus).

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Mas, após 6 anos e meio de casamento, ainda criando e educando os filhos, encontrou-se diante duma questão de vida ou morte... e, em virtude de sua fidelidade ao acordo com seu Deus, deu aquele show de coragem ao mundo: ela, tão feliz e amante da vida, se entregou à Vontade de Deus para que Ele decidisse sobre sua vida e sua morte. Para Gianna, foi uma entrega tão natural, tão simples! Para o mundo, uma atitude tão heróica, até difícil de acreditar! Para a Igreja foi uma das surpresas mais admiráveis: foi surgimento dessa italianinha que veio mostrar como é simples ser santa: santa como namorada, noiva, como esposa e mãe! Santa, mesmo sendo atual, moderna, gostando de dirigir seu carro, de passeios, balé, música, pintura, tão chegada às coisas boas de nosso tempo e, sobretudo, tão amante da vida! E, em tudo isso tão santa que, logo após a morte heróica, Deus não permitiu que sua história e seu processo de canonização esperassem nas gavetas do Vaticano. E para que o mundo a reconhecesse como exemplo de esposa e modelo de mãe, Deus permitiu que a médica Gianna continuasse do céu sua profissão: E ela logo começou a operar milagres no Maranhão e em São Paulo, e por todo o Brasil, onde, na propaganda mais de boca-a-boca, vem sendo conhecida. A Igreja, então, a proclamou santa padroeira das esposas e mães destes tempos tão difíceis para as famílias. - E dito isso, meu carona intrigado, sabes o que vamos fazer? - Ora, Ora! Que tal conhecermos a história da mulher que fez o bispo chorar?

HISTÓRIA QUE É PRECISO CONTAR Há uns meses visitei o amigo bispo dom Servílio que, retornando ao Brasil, voltou a morar no humilde quarto da casa paroquial de São Manuel (SP). Fui devolver os dois livros emprestados. - Gostou da história de Gianna? – perguntou. - Muito! É comovente. - Eu – disse o bispo com firmeza – estou esperando pelo livro em português que você vai escrever, viu? Já ao menos começou?

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Enquanto eu gaguejava umas desculpas, ele tirou da mala aí perto da porta mais dois livros sobre a vida da mesma santa: - Se gostou dos outros, vai gostar também destes, são todos sobre santa Gianna. Esperava encontrar um em português, mas não: todos estrangeiros. Enquanto folheava um, o bispo repetiu o pedido: - Tendo como base estes livros, você pode escrever um muito bonito, especial para as mães brasileiras, “viu?”. - Quem sabe, um dia – falei sem acreditar nessa possibilidade. - É, sim, escreve depressa, porque o Pedro Molla, o marido viúvo da santa, está perto dos 95 anos e eu já vou para os 90. Isso quer dizer que nós já estamos próximos da última viagem, viu? Mostrei-lhe a mala perto da porta e comentei: - Pela sua disposição, meu bispo, e pela mala que está aí na porta, vejo que antes da última viagem , o senhor tem outra programada, acertei? - É. Acertou: devo pegar o ônibus para a Capital, esta madrugada. E eu peguei o caminho da volta para casa. Trazia no carro os dois livros emprestados e agora estes outros, e pior que o compromisso de lê-los, era o preocupante “viu” do bispo que, para mim, era mais que um pedido de escrever a história de Gianna: era uma ordem. Pois bem: arrumei forças e um tempo para escrever isso que tu, carona, acabaste de ler...e que lerás ainda.

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Já lá vão quase cinco meses. Muitas vezes pedi à santa que me arrumasse mais tempo e mais força para contar sua história, ou me fizesse esquecer de vez aquele... “viu”. Mas como esquecê-lo se o bispo vive mandando mais livros sobre ela? E acredita nisso que te digo, meu amigo carona: de vez em quando na leitura, me parece estar lendo pedaços de histórias conhecidas de muitas mães comuns, do dia-a-dia da vida... Se duvidas disso, segue lendo a história de Gianna e verás que também tu conheces pedaços de histórias de mães, talvez até de tua própria mãe... alguma história que tem alguma semelhança com pedaços desta história.

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Santa Gianna