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INTRODUÇÃO

“Filhinhos meus, isto vos escrevo” (1Jo 1,1a) com tintas que jorram do coração, na mais pura intenção de vos oferecer o estudo deste documento da Igreja que, como Mãe, nos oferta. Escrevo, com o ardente desejo de que possa brotar, no coração de cada um que ler, estudar, meditar, um profundo amor para a Sagrada Liturgia. “Só se ama aquilo que se conhece”. Este é o meu desejo: suscitar em vosso coração o desejo de conhecer melhor a Liturgia, amá-la mais e, assim, melhor celebrarmos o Deus de nossas vidas, o Deus da VIDA, revelado por Jesus Cristo, o nosso único liturgo. Escrevo-vos também com o coração em festa. Quando o coração faz festa, tudo em volta revive, reanima, reacende, contagia, transforma. Quantas oportunidades já devemos ter perdido porque nosso coração não se alegrou, não festejou, não celebrou, não soube dar importância à comemoração. Na vida tudo nos convida a celebrar, festejar... E nós festejamos 50 anos da “Sacrossanto Concílio”. Como? Com toda a simplicidade, apresento sob a forma de perguntas e respostas este magnífico documento de nossa Mãe Igreja: “Sacrossanto Concílio” sobre a SAGRADA LITURGIA. Escrevo de forma muito simples, para que possais enterder o sentido profundo da Sagrada Liturgia em vossas vidas. A apresentação em forma de perguntas e respostas torna a leitura mais interessante e atraente. As perguntas seguem uma metodologia pedagógica crescente, para que vosso interesse possa ser respondido.

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É para vós, meus caros liturgistas que dedicam parte de vossas vidas para que nossas celebrações possam se tornar, a cada dia, não em um show a um deus pagão que não quer envolvimento nenhum com a vida, mas na celebração a Deus de Jesus Cristo que está conosco, caminha conosco e conosco celebra. Celebrar é você ser capaz de colocar o coração da vida em ação diante do coração do Deus da VIDA. Meu desejo é que, após a leitura deste livro, possais ter outra consciência e postura com relação à Sagrada Liturgia e à Celebração. Ofereço-vos uma sugestão para a leitura deste livro: Vede as perguntas no término de cada parte ou capítulo. Existe um gráfico com um resumo das partes ou do capítulo. Lede as perguntas com atenção e depois consultem o gráfico e tentem resumir no gráfico o que leram. É muito simples. Você sairá ganhando muito em enriquecimento pessoal e, você enriquecendo, é toda comunidade que se enriquece. Também existe uma numeração entre parênteses: ela refere-se ao número da Sacrossanto Concílio. Por último, gostaria muito que, ao ler este livro, tenhais uma nova consciência da Sagrada Liturgia, e possais realizar o que a Sacrossanto Concílio propõe a todos nós: uma consciência que vos leve a participar ativa, plena, consciente e frutuosamente da Sagrada Liturgia. Com todo meu coração missionário, sacerdotal, litúrgico, vos desejo um bom proveito para vossa vida pessoal, comunitária e eclesial.

Pe. Francisco Rodrigues

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PROÊMIO (nº 1 – 4)

1. QUE NOS PROPÕE A “SACROSSANTO CONCÍLIO”? (nº1) Propõe: a) Fomentar sempre mais a vida cristã entre os fiéis. b) Acomodar melhor às necessidades de nossa época as instituições que são suscetíveis de mudanças. c) Favorecer tudo o que possa contribuir para a união dos que creem em Cristo. d) Promover tudo que conduz ao chamamento de todos ao seio de Igreja. 2. O QUE JULGA O SAGRADO CONCÍLIO? Julga ser seu dever cuidar de modo especial da reforma e do incremento da Liturgia. (nº1A) 3. QUE MOTIVAÇÕES SÃO EXPRESSAS NO NÚMERO DOIS? Quer tornar explícitas as seguintes motivações: 1 - Que na Liturgia, principalmente no divino Sacrifício da Eucaristia, “se exerce a obra de nossa Redenção”. 2 - Contribui do modo mais excelente para que os fiéis exprimam em suas vidas, e aos outros manifestem, o mistério de Cristo e a genuína natureza da verdadeira Igreja. (nº 2) 4. E COMO A IGREJA É AQUI CARACTERIZADA? Caracteriza-se a Igreja por ser, a um tempo, humana e divina, visível, mas ornada de dons invisíveis, operosa na ação e devotada à contemplação, presente no mundo e, no entanto, peregrina. (nº 2A) 5. PARA QUE ISSO? Isso, para que nela o humano se ordene ao divino e a ele se subordine, o visível ao invisível, a ação à contemplação e o presente à cidade futura, que buscamos (Hb 13, 14). (nº 2B)

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6. POR ISSO, O QUE NOS PROPÕE A LITURGIA? Propõe, àqueles que estão dentro dela, tornarem-se tabernáculo de Deus no Espírito Santo (Ef 2, 21-22), até à medida da plenitude de Cristo (Ef 4, 23), ao mesmo tempo que, admiravelmente, lhes robustece as forças para que preguem Cristo. (nº 2C) 7. QUAL É O OJETIVO AQUI DA LITURGIA? Mostrar a Igreja, aos que estão fora, como estandarte erguido diante das nações (Is 11,12), e sob a qual se congreguem num só corpo (Jo 11, 52) os filhos e filhas de Deus dispersos, até que haja um só rebanho e um só pastor (Jo 10, 16) (nº 2D) 8. O QUE JULGA A “SACROSSANTO CONCÍLIO”? (nº 3) Julga que, para a renovação e incremento da Liturgia, devem ser relembrados os princípios e estatuídas as normas práticas que se seguem. (nº 3) 9. O QUE RECOMENDA ENTRE ESTES PRINCÍPIOS E NORMAS? Diz que alguns há que podem e devem aplicar-se tanto ao rito romano quanto a todos os demais ritos. (nº3A) 10. COMO DEVEM SER ENTENDIDAS ESTAS NORMAS? Algumas normas práticas devem ser entendidas somente com referência ao rito romano, a não ser que se trate de assuntos que, por sua própria natureza, afetam também os outros ritos. (nº3B) 11. COM REFERÊNCIA AOS RITOS, O QUE DECLARA E DESEJA A “SACROSSANTO CONCÍLIO”? (nº4) Obedecendo à Tradição, ela declara que a Santa Mãe Igreja considera todos os ritos, legitimamente reconhecidos, com igual direito e hora, os defende e de todos os modos os favorece e deseja que, onde for necessário, sejam cuidadosa e integralmente revistos, conforme o espírito

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da sã tradição, e isso lhes dê novo vigor em vista das atuais condições e necessidades.

Gráfico 1 – Proêmio nº 1

Fomentar sempre mais a vida cristã entre os fiéis.

Acomodar melhor às necessidades de nossa época as instituições que são suscetíveis de mudanças.

A “Sacrossanto Concílio” propõe:

Favorecer tudo o que possa contibuir para união dos que creem em Cristo.

Promover tudo o que conduz ao chamamento de todos ao seio da Igreja

Por isto julga ser seu dever o cuidar de modo especial da reforma e do incremento da Liturgia.

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CAPÍTULO I

OS PRINCÍPIOS GERAIS DA REFORMA E DO INCREMENTO DA LITURGIA

Iª Parte - A NATUREZA DA SAGRADA LITURGIA E SUA IMPORTÂNCIA NA VIDA DA IGREJA A – A NATUREZA DA LITURGIA A Obra da Salvação, prenunciada por Deus, é realizada em Cristo 12. RESUMIDAMENTE, O QUE NOS DIZEM OS NÚMEROS DE 5 a 13? Nos falam da natureza da Liturgia e da importância da mesma na vida da Igreja. 13. COMO APRESENTAR ESTE RESUMO? Vejamos: O número 5: A Obra da Salvação realizada por Cristo. O número 6: A Obra de Cristo continua na Igreja e se coroa em sua Liturgia. O número 7 nos fala da Presença de Cristo na Liturgia. O número 8: A dimensão Escatológica da Liturgia. Liturgia terrena e Celeste. O número 9, a Liturgia não esgota toda a Ação da Igreja. Os números 10 e 11: A Liturgia é cume, fonte da vida da Igreja. Os números 12 e 13: Validade de outros exercícios piedosos. 14. CRISTO ESTÁ PRESENTE NA SUA IGREJA? (nº 7) Cristo está presente em Sua Igreja, sobretudo nas ações litúrgicas.

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15. COMO CRISTO ESTÁ PRESENTE NA LITURGIA? Está no sacrifício da missa, tanto na pessoa do ministro, “pois aquele que agora oferece pelo ministério dos sacerdotes é o mesmo que outrora se ofereceu na Cruz”, quanto, sobretudo, sob as espécies eucarísticas. (n º 7A) 16. EXISTE OUTRA FORMA DE CRISTO ESTAR PRESENTE NA LITURGIA? Sim! Presente está pela Sua força nos sacramentos, de tal forma que, quando alguém batiza, é Cristo mesmo que batiza. Presente está pela Sua Palavra, pois é Ele mesmo que fala quando se leem as Sagradas Escrituras na Igreja. Está presente, finalmente, quando a Igreja ora e salmodia. Ele promete: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estarei no meio deles” (Mt 18,20). (nº 7B) 17. NESSA TÃO GRANDIOSA OBRA, QUAL É O OBJETIVO DA LITURGIA? (nº 7C) Deus é perfeitamente glorificado e os homens e mulheres são santificados. 18. A QUEM CRISTO ASSOCIA A SI? Cristo sempre associa a Si a Igreja, Sua Esposa diletíssima, que invoca seu Senhor e por ele presta culto ao eterno Pai. (nº 7D) 19. COMO É TIDA A LITURGIA? Ela é tida como o exercício do múnus sacerdotal de Jesus Cristo, no qual, mediante sinais sensíveis, é significada e, de modo peculiar a cada sinal, realizada a santificação do homem e mulher; e é exercido o culto público integral pelo Corpo Místico de Cristo Sacerdote, Cabeça e membros. (nº 7E) 20. QUE CONCLUSÃO TIRAR DISTO? Disto se segue que toda a celebração litúrgica, como obra de Cristo sacerdote, e de Seu Corpo que é a Igreja, é uma ação sagrada por excelência, cuja eficácia, no mesmo título

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e grau, não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja. (nº 7F)

LITURGIA TERRENA E LITURGIA CELESTE - ESCATOLOGIA -

21. O QUE ANTEGOZAMOS NA LITURGIA TERRENA? (nº 8) Na Liturgia terrena, participamos já da Liturgia celeste, que se celebra na Cidade Santa de Jerusalém, para a qual peregrinamos e nos encaminhamos. 22. O QUE ENCONTRAREMOS LÁ? Lá, Cristo está sentado à direita de Deus, ministro do santuário e do tabernáculo verdadeiro (Ap 21, 2; Col 3,1; Hb 8, 2). (nº 8A) 23. ISTO É UMA LITURGIA? O QUE FAREMOS? Sim. Lá, com toda milícia celeste, entoamos um hino de glória ao Senhor e, venerando a memória dos Santos, faremos parte da sociedade deles, graças a nosso Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, nossa vida e nossa glória. (Fil 3, 20; Col 3, 4). (nº 8B)

B – A LITURGIA NO CONJUNTO DA MISSÃO DA IGREJA A Liturgia não esgota toda a ação da Igreja

24. A LITURGIA ESGOTA TODA AÇÃO DA IGREJA? (nº 9) Não. Antes que os homens e mulheres possam se achegar à Liturgia, faz-se mister que sejam chamados à fé e à conversão. (Rm 10,14-15)

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25. O QUE A IGREJA DEVE ANUNCIAR? A Igreja deve anunciar aos não crentes a mensagem da salvação, para que todos os homens e mulheres conheçam o único e verdadeiro Deus e Aquele que nos enviou, Jesus Cristo, e se convertam de seus caminhos, fazendo penitência (Jo 17, 3; Lc 24, 47; At 2, 38). (nº 9A) 26. AOS QUE CREEM, O QUE DEVE ANUNCIAR A IGREJA? Sempre deve pregar-lhes a fé e a penitência; deve, além disso, dispô-los aos Sacramentos, ensinar-lhes a observar tudo o que Cristo mandou (Mt 28, 30). (nº 9B) 27. O QUE MAIS DEVE AINDA FAZER A IGREJA COM OS FIÉIS? Estimulá-los para toda a obra de caridade, piedade e apostolado. Por estas obras os fiéis cristãos manifestam que não são deste mundo, mas sim a luz do mundo e os glorificadores do Pai diante dos homens e mulheres. (nº 9C) A Liturgia é Fonte de Vida da Igreja 28. PARA ONDE EMANA A FORÇA DA IGREJA? (nº 10) Deve emanar para a Liturgia, que é o cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, é a fonte donde emana toda a sua força. 29. E OS NOSSOS TRABALHOS APOSTÓLICOS PARA ONDE DEVEM SE ORDENAR? Devem se ordenar para que todos nós, feitos pela fé e pelo Batismo filhos de Deus, juntos nos reunamos, louvemos a Deus no meio da Igreja, participemos do sacrifício e comamos a ceia do Senhor. (nº 10A) 30. O QUE IMPELE A LITURGIA? A própria Liturgia, por seu turno, impele os fiéis que, saciados dos “sacramentos pascais”, sejam “concordes

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na piedade”; reza para que “conservem em suas vidas o que receberam pela fé”, a renovação da Aliança do Senhor com os homens e mulheres na Eucaristia; solicita e estimula os fiéis para a caridade imperiosa de Cristo. (nº 10B) 31. PELA LITURGIA DA EUCARISTIA, O QUE DERIVA PARA NÓS? Da Liturgia, portanto, mas da Eucaristia, principalmente, como de uma fonte, deriva a graça para nós, e com a maior eficácia é obtida aquela santificação dos homens e mulheres em Cristo e a glorificação de Deus, para a qual, como a seu fim, tendem todas as demais obras da Igreja. (nº 10C)

C - A LITURGIA NA VIDA ESPIRITUAL DOS FIÉIS Necessidade das Disposições Pessoais 32. PARA QUE SE OBTENHA ESTA PLENA EFICÁCIA, O QUE É NECESSÁRIO? (nº11) É necessário que os fiéis se acerquem da Sagrada Liturgia com disposições de reta intenção, sintonizem a sua alma com as palavras e cooperem com a graça do alto, a fim de que não a recebam em vão. (2Cor 6,1) 33. PARA QUE ISTO ACONTEÇA, O QUE DEVEM FAZER OS PASTORES? Devem cuidar para que, na ação litúrgica, não só observem as leis para a válida e lícita celebração, mas que os fiéis participem dela com conhecimento de causa, ativa e frutuosamente. (nº 11A) Cultivar a Piedade em toda a Vida, também fora da Liturgia

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34. A VIDA ESPIRITUAL DO CRISTÃO SE RESTRINGE À PARTICIPAÇÃO NA LITURGIA? (nº12) Não. O cristão, chamado para a oração comunitária, deve, não obstante, entrar em seu cubículo e orar ao Pai em segredo (Mt 6, 6); deve até orar sem cessar, como ensina o Apóstolo (1Tes 5, 17). Suplicamos ao Senhor no sacrifício da Missa que nós mesmos, pela “aceitação da oblação da hóstia espiritual”, sejamos feitos “eterna dádiva” sua (2Cor 4, 10-11). A Liturgia e Exercícios Piedosos 35. A “SACROSSANTO CONCÍLIO” RECOMENDA OS EXERCÍCIOS PIEDOSOS? (nº 13) Sim, sobretudo quando são feitos por ordem da Sé Apostólica. 36. E AS PRÁTICAS RELIGIOSAS DAS IGREJAS PARTICULARES? Têm especial dignidade as práticas religiosas das Igrejas particulares, que se celebram por ordem dos Bispos, conforme os costumes ou livros legitimamente aprovados. (nº 13A) 37. COMO DEVEM SER ORGANIZADOS ESSES EXERCÍCIOS? Devem ser organizados de tal maneira que condigam com a Sagrada Liturgia, dela de alguma forma derivem, para ela encaminhem o povo, pois que ela, por sua natureza, em muito os supera. (nº 13B)

(O gráfico 2 da página seguinte ajuda-nos a recordar tudo o que vimos neste primeiro capítulo)

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Gráfico 2 – (1ª Parte - nº 5 - 13) Capítulo I Os Princípios Gerais da Reforma e do Incremento da Liturgia

5. A obra de salvação realizada por Cristo

6. É continuada pela Igreja e se realiza na Liturgia

7. Presença de Cristo na Liturgia

8. Dimensão escatológica da Liturgia terrena.

Natureza da Liturgia

-------------------------------------------------------------------------------Importância da Liturgia na vida da Igreja

9. Ubicação da Liturgia nas atividades da Igreja

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10.11. Liturgia, cume e fonte da vida da Igreja

12.13. Validade de outros exercícios piedosos


IIª Parte - NECESSIDADE DE PROMOVER A EDUCAÇÃO LITÚRGICA E ATIVA PARTICIPAÇÃO (nº 14-20) PREÂMBULO 38. QUAL É O OBJETIVO DA REFORMA E INCREMENTO DA LITURGIA? Promover a educação litúrgica e a participação plena, consciente e ativa de todo o povo nas celebrações litúrgicas. (nº 14) 39. COMO SE FARÁ ESTA EDUCAÇÃO LITÚRGICA? Se fará da seguinte forma: Formação de Mestres em Sagrada Liturgia (nº 15). Formação litúrgica do Clero (nº 16-18). Formação litúrgica dos fiéis. Discrição e decoro no uso do Rádio e TV. (nº 19-20) 40. O QUE DESEJA ARDENTEMENTE A MÃE IGREJA? Deseja que todos os fiéis sejam levados àquela plena consciência e ativa par ticipação das celebrações litúrgicas, que a própria natureza da Liturgia exige e à qual, por força do batismo, o povo cristão, “geração escolhida, sacerdócio régio, gente santa, povo de conquista” (1Ped 2, 9; 2, 4-5), tem direito e obrigação”. (nº 14A) 41. O QUE A IGREJA GOSTARIA QUE FOSSE OBSERVADO? Que essa participação plena e ativa de todo o povo seja diligentemente considerada na reforma e no incremento da Sagrada Liturgia. Pois é a primeira e necessária fonte, da qual os fiéis haurem o espírito verdadeiramente cristão. (nº 14B) 42. PARA QUE TAL REFORMA ACONTEÇA, O QUE A IGREJA PEDE DOS PASTORES? Antes de tudo, que se cuide da formação litúrgica do clero. (nº 14C)

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43. PARA QUE ISSO ACONTEÇA, O QUE ESTABELECE A “SACROSSANTO CONCÍLIO”? Estabelece a formação de Mestres em Sagrada Liturgia. (nº 15) 44. O QUE REQUER A “SACROSSANTO CONCÍLIO” PARA ESTES MESTRES? Os professores escolhidos para lecionar a disciplina da Sagrada Liturgia nos seminários, nas casas religiosas de estudos e nas faculdades teológicas, devem, para seu cargo, ser cuidadosamente formados em estabelecimentos a isso especialmente destinados. (nº 15A) 45. PARA A “SACROSSANTO CONCÍLIO”, NA FORMAÇÃO LITÚRGICA, QUAL A IMPORTÂNCIA DA SAGRADA LITURGIA? Nos seminários e casas religiosas de estudos, a disciplina da Sagrada Liturgia esteja entre as matérias necessárias e mais importantes; nas faculdades teológicas, esteja entre as principais. (nº 16) 46. A SAGRADA LITURGIA DEVE SER TRATADA EM QUE ASPECTOS? Deve ser tratada sob o aspecto teológico e histórico, além de espiritual, pastoral e jurídico. 47. O QUE DEVEM FAZER OS PROFESSORES EM OUTRAS DISCIPLINAS? Os professores de Teologia Dogmática, Sagrada Escritura, Teologia Espiritual e Pastoral, pelas exigências intrínsecas do objeto próprio de cada uma, ensinem o Mistério de Cristo e a história da salvação, de tal modo que transpareçam claramente a sua conexão com a Liturgia e a unidade da formação sacerdotal. (nº 16A) 48. O QUE RECOMENDA A “SACROSSANTO CONCÍLIO” PARA OS SEMINÁRIOS E CASAS RELIGIOSAS?

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Que os clérigos adquiram formação litúrgica da vida espiritual, com competente orientação, para que possam entender as cerimônias sacras e nelas participar de todo o coração, tanto pela própria celebração dos mistérios sagrados quanto pelos outros exercícios de piedade, imbuídos do espírito da Sagrada Liturgia. (nº 17) 49. QUE OUTRA RECOMENDAÇÃO? Recomenda que aprendam a observância das leis litúrgicas, assim que a vida nos seminários e institutos religiosos seja profundamente impregnada do espírito litúrgico. (nº 17A) 50. O QUE RECOMENDA A “SACROSSANTO CONCÍLIO” À VIDA LITÚRGICA DOS SACERDOTES? Quer diocesanos, quer religiosos, que já labutam na vinha do Senhor, sejam auxiliados por todos os meios oportunos para que sempre mais plenamente entendam o que realizam nas sagradas funções, vivam a vida litúrgica e façam dela participantes os fiéis a eles confiados. (nº 18) 51. O QUE DIZ A “SACROSSANTO CONCÍLIO” SOBRE A INSTRUÇÃO E A PARTICIPAÇÃO ATIVA DOS FIÉIS? Diz que, com empenho e paciência, procurem dar os pastores de almas a instrução litúrgica e também promovam a ativa participação interna e externa dos fiéis. (nº 19) 52. COMO DEVE SER ESSA INSTRUÇÃO? Deve ser segundo a idade, condição, gênero de vida e grau de cultura religiosa, cumprindo assim um dos principais deveres do fiel dispensador dos mistérios de Deus; e nesse particular conduzam seu rebanho, não só pela palavra, mas também pelo exemplo. (nº 19A) 53. QUE RECOMENDAÇÃO A “SACROSSANTO CONCÍLIO” DÁ A RESPEITO DE TRANSMISSÕES DE

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CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS POR RÁDIO E TELEVISÃO? Façam-se com discrição e decoro, sob a direção e responsabilidade de pessoa idônea, escolhida para tal ofício pelos bispos. (nº 20)

Gráfico 3 – (nº 13 - 20) Necessidade de Promover a Educação Litúrgica e a Ativa Participação

2ª Parte: nº 14 - 20 14. Objetivo da Reforma e Incremento da Sagrada Liturgia: Participação plena, consciente e ativa de todo o povo nas celebrações litúrgicas

Necessidade de promover a educação litúrgica e a participação ativa

15. Formação de Mestres em Sagrada Liturgia

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16.18. F r o m a ç ã o litúrgica do cleto

19.20. Formação dos fiéis. Discrição e decoro no uso do Rádio e Tv.


Gráfico 4 – (nº 21 - 40) A Reforma da Sagrada Liturgia 3ª Parte: nº 21 - 40 Reforma da Sagrada Liturgia 21.Preâmbulo Objetivos Critérios

a) Normas Gerais

22.Cabe à hirarquia regulamentar a Sagrada Liturgia 23.Conserve-se a tradição e admite-se o legítimo progresso 24.Necessidade de promover o amor pela Sagrada Liturgia 25.Urgência na revisão dos livros de Liturgia

PREÂMBULO 54. O QUE A IGREJA DESEJA COM A REFORMA DA SAGRADA LITURGIA? Deseja, com a reforma geral de sua Liturgia, que o povo cristão na Sagrada Liturgia consiga com mais segurança graças abundantes. (nº 21A) 55. DE QUE CONSTA A SAGRADA LITURGIA? A Sagrada Liturgia consta de uma parte imutável, divinamente instituída, e de partes suscetíveis de mudança. (nº 21B) 56. O QUE PODE OCORRER COM ESTAS PARTES? Estas partes, com o correr dos tempos, podem, ou mesmo devem, variar, se nelas se introduzir algo que não

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corresponda bem à natureza íntima da própria Liturgia, ou se estas partes se tornarem menos aptas. (nº 21C) 57. O QUE A “SACROSSANTO CONCÍLIO” QUER COM ESTA REFORMA? Que os textos e as cerimônias devem ordenar-se de tal modo, que, de fato, exprimam mais claramente as coisas santas que eles significam, e o povo cristão possa compreendê-las facilmente, na medida do possível, e também participar plena e ativamente da celebração comunitária. (nº 21D) A) NORMAS GERAIS

58. A QUEM CABE REGULAMENTAR A SAGRADA LITURGIA? Cabe só à Hierarquia regulamentar a Sagrada Liturgia. (nº 22) 59. A REGULAMENTAÇÃO DA SAGRADA LITURGIA É DE COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DE QUEM? É da competência exclusiva da autoridade da Igreja. Esta autoridade cabe à Santa Sé Apostólica e, segundo as normas do Direito, ao Bispo. (nº 22A) 60. A QUEM MAIS COMPETE POR DIREITO REGULAMENTAR A SAGRADA LITURGIA? Cabe também às competentes conferências territoriais dos Bispos, de vários tipos, legitimamente constituídas. No Brasil, é da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). (nº 22B) 61. O QUE FICA DETERMINADO FRENTE À REFORMA LITÚRGICA? Jamais algum outro, ainda que sacerdote, acrescente, tire ou mude por própria conta qualquer coisa à Liturgia. (nº 22C)

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Conserve-se a Tradição e admita-se o Legítimo Progresso 62. NA REFORMA LITÚRGICA, O QUE DEVEMOS FAZER? Conservar a Tradição e admitir o legítimo progresso. (nº 23) 63. PARA A REFORMA DAS PARTES DA LITURGIA O QUE SE REQUER? A fim de que se mantenha a sã tradição e assim mesmo se abra caminho para um legítimo progresso, sempre preceda cuidadosa investigação teológica, histórica e pastoral acerca de cada uma das partes da Liturgia a serem reformadas. (nº 23A) 64. ALÉM DISSO, O QUE DEVE SER CONSIDERADO NA REFORMA LITÚRGICA? As leis gerais da estrutura e do espírito da Liturgia, como também a experiência proveniente da recente reforma litúrgica e dos indultos aqui e acolá concedidos. (nº 23B) 65. QUE INOVAÇÕES É PERMITIDO FAZER NA LITURGIA? Aquela inovação que a verdadeira e certa utilidade da Igreja exija, e tomando a devida cautela para que as novas formas de certo modo brotem como que organicamente daquelas que já existiam. (nº 23C) 66. QUE CUIDADOS DEVEM SER TOMADOS NESTA INOVAÇÃO LITÚRGICA? Cuidar para que não haja diferenças notáveis de cerimônias entre regiões vizinhas. (nº 23D) O Caráter Bíblico na Promoção da Reforma Litúrgica 67. O QUE É DE MÁXIMA IMPORTÂNCIA NA PROMOÇÃO DA REFORMA LITÚRGICA? A Sagrada Escritura. (nº 24)

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68. POR QUE A SAGRADA ESCRITURA É ASSIM TÃO IMPORTANTE PARA A REFORMA LITÚRGICA? Porque dela são lidas as lições, e explicadas na homilia, e cantam-se os salmos. É de sua inspiração e bafejo que surgiram as preces, orações e hinos litúrgicos. E é dela também que os atos e sinais tomam a sua significação. (nº 23A) 69. ENTÃO PARA CUIDAR DA REFORMA, PROGRESSO E ADAPTAÇÃO DA SAGRADA LITURGIA, O QUE É NECESSÁRIO? É necessário que se promova aquele suave e vivo afeto pela Sagrada Escritura, que é confirmado pela venerável tradição dos ritos, tanto orientais como ocidentais. (nº 24B) 70. QUE URGÊNCIA PEDE A “SACROSSANTO CONCÍLIO”? Que os livros litúrgicos sejam revistos por peritos o quanto antes. (nº 25) B) NORMAS TIRADAS DA ÍNDOLE DA LITURGIA COMO AÇÃO HIERÁRQUICA E COMUNITÁRIA 71. AS AÇÕES LITÚRGICAS DA IGREJA SÃO AÇÕES PRIVADAS? Não. Elas não são ações privadas. (nº 26) 72. O QUE SÃO, ENTÃO? São celebrações da Igreja. A Igreja é, portanto, “sacramento da unidade”, isto é, povo santo, unido e ordenado sob a direção dos Bispos. (nº 26A) 73. A QUEM PERTENCEM E O QUE MANIFESTAM ESTAS CELEBRAÇÕES? Estas celebrações pertencem a todo o Corpo da Igreja, o manifestam e afetam. (nº 26B)

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74. A QUEM ESTAS CELEBRAÇÕES ATINGEM? Elas atingem a cada um dos membros, de modo diferente, conforme a diversidade de ordens, ofícios e da participação atual. (nº 26C) Preferência da Celebração Comunitária 75. QUAL DEVE SER A PREFERÊNCIA DA CELEBRAÇÃO? Deve ser de preferência comunitária, desde que haja participação ativa dos fiéis. Isso vale para a celebração da missa e a administração dos sacramentos. (nº 27) Cada um faça só aquilo que lhe compete 76. QUE DETERMINAÇÃO DÁ A “SACROSSANTO CONCÍLIO” SOBRE AS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS? Determina que, cada qual, ministro ou fiel, ao desempenhar a sua função, faça tudo e só aquilo que pela natureza da coisa, ou pelas normas litúrgicas, lhe compete. (nº 28) Os Auxiliares cumpram sua função com piedade e sejam bem instruídos 77. O QUE EXIGE DOS MINISTROS AUXILIARES? Exige que cumpram sua função com piedade e sejam bem instruídos. (nº 29) 78. O QUE PEDE TAMBÉM DOS OUTROS QUE EXERCEM OUTROS MINISTÉRIOS NA CELEBRAÇÃO? Que desempenhem verdadeiro ministério litúrgico. (nº 29A) 79. O QUE PEDE DELES AO DESEMPENHAREM SUA FUNÇÃO? Que cumpram sua função com aquela piedade e ordem que convém a tão grande ministério e com razão deles exige o Povo de Deus. (nº 29B)

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Participação Ativa dos Fiéis 80. O QUE DEVE SER FEITO PARA A PARTICIPAÇÃO ATIVA DOS FIÉIS? Para promover uma participação ativa, trate-se de incentivar as aclamações do povo, as respostas, as salmodias, as antífonas e os cânticos, bem como as ações e os gestos e o porte do corpo. A seu tempo, seja também guardado o sagrado silêncio. (nº 30) Prevejam-se as Partes dos Fiéis 81. O QUE PREVÊ A RENOVAÇÃO LITÚRGICA PARA A PARTICIPAÇÃO DOS FIÉIS? Na revisão dos livros litúrgicos, cuide-se atentamente que as rubricas prevejam também as partes dos fiéis. (nº 31) Na Liturgia não haja nenhuma Acepção de Pessoa. (Não se olhe a cor, beleza, riqueza, classe social, sexo...Valem a preparação e a disposição para servir a comunidade naquele ato litúrgico). 82. A LITURGIA PODE FAZER ACEPÇÃO DE PESSOAS? Não. Que na liturgia não haja nenhuma acepção de pessoas ou classe social. A não ser a distinção proveniente de função litúrgica ou Ordem Sacra. (nº 32) C) NORMAS LITÚRGICAS DA ÍNDOLE DIDÁTICA E PASTORAL

(Ver gráfico na página seguinte):

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Gráfico 4 B – (nº 26-32)

Normas Litúrgicas da índole Didátida e Pastoral 26.As ações litúrgicas são celebrações da Igreja, povo santo, unido e organizado mas diversificado em suas funções 27.Preferência da celebração comunitária b) Normas tiradas da índole da liturgia como ação hierárquica e comunitária

28.Caráter sinfônico das celebrações (cada qual só faz aquilo que lhe compete) 29.Ministérios litúrgicos cuja função exige piedade e ordem da parte de auxiliares bem instruídos 30-31. Promover participação ativa dos fiéis, de antemão preparada. 32.Na Liturgia não haja nenhuma acepção de pessoas ou de classes sociais. 33. ......... Preâmbulo .............. 34.Os ritos devem ser simples, breves e claros.

c) Normas litúrgicas da índole didática e pastoral

35.Abundantes, variadas e apropriadas leituras bíblicas. Importância da homilia e da catequese mais diretamente litúrgica. Incentivar a celebração sagrada da Palavra de Deus 36.Autorizado o uso de línguas vernáculas

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PREÂMBULO 83. NESTE PREÂMBULO, QUE ENSINAMENTOS A LITURGIA DÁ AO POVO FIEL? Primeiro: A Liturgia é culto da Majestade Divina. Segundo: Na Liturgia Deus fala a seu povo. Terceiro: Cristo ainda anuncia o Evangelho. Quarto: O povo responde a Deus, ora com cânticos, ora com orações. Sobretudo as orações dirigidas a Deus pelo sacerdote, que preside à comunidade na pessoa de Cristo; elas são rezadas em nome de todo o povo santo e de todos os presentes. Quinto: Os sinais sensíveis que a Sagrada Liturgia usa para significar as coisas divinas invisíveis foram escolhidos por Cristo ou pela Igreja. Sexto: Não só enquanto se leem aquelas coisas “que foram escritas para o nosso ensinamento” (Rm 15, 4), mas também enquanto a Igreja reza, ou canta ou age, é que se alimenta da fé dos participantes e suas mentes são despertadas para Deus, a fim de Lhe prestarem um culto racional e receberem com mais abundância sua graça. (nº 33) Estrutura das Cerimônias 84. NA REFORMA A SER FEITA, QUE NORMAS DEVEM SER OBSERVADAS? Devem ser observadas as normas gerais seguintes (3436): 1o - Os ritos devem ser simples, breves e claros. 2o - Abundantes, várias e apropriadas leituras bíblicas. 3º - Importância da homilia e da catequese mais diretamente litúrgica. o 4 - Incentivar a celebração sagrada da Palavra de Deus. 6o - Autorizado o uso de línguas vernáculas.

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85. QUE DETERMINAÇÃO DÃO ESTAS NORMAS SOBRE AS CELEBRAÇÕES? As cerimônias resplandeçam de nobre simplicidade, sejam transparentes por sua brevidade. (nº 34) 86. O QUE DEVE SER EVITADO? Evitem as repetições inúteis, sejam acomodadas à compreensão dos fiéis e, em geral, não careçam de muitas explicações. (nº 34A) Sagrada Escritura, Pregação e Catequese Litúrgica 87. O QUE DEVE SER RESTAURADO NAS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS? Deve ser restaurada a leitura da Sagrada Escritura mais abundante, variada e apropriada. (nº 45) 88. O QUE DEVE CONSTAR NAS RUBRICAS CONFORME A HOMILIA? Nas rubricas, conforme a cerimônia o permitir, o lugar mais apto para o sermão, como parte da ação litúrgica; e o ministério da pregação seja cumprido com muita fidelidade e exatidão. (nº 35B) 89. ONDE DEVE SER FUNDAMENTADA A PREGAÇÃO? Deve a pregação, em primeiro lugar, haurir os seus temas da Sagrada Escritura e da Liturgia, sendo como que a proclamação das maravilhas divinas na história da salvação ou no mistério de Cristo, que está sempre presente em nós e opera, sobretudo, nas celebrações litúrgicas. (nº 35C) 90. O QUE NOS DIZ A “SACROSSANTO CONCÍLIO” SOBRE A CATEQUESE LITÚRGICA? Que ela seja inculcada, por todos os modos, mas diretamente litúrgica; e nas próprias cerimônias sejam previstos, se necessário for, breves esclarecimentos, a

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serem proferidos pelos sacerdotes ou pelo ministro competente, em momentos mais oportunos, com termos prefixados por escrito ou semelhantes. (nº 35D) 91. O QUE A “SACROSSANTO CONCÍLIO” NOS DIZ SOBRE A PALAVRA DE DEUS? Incentive-se a celebração sagrada da Palavra de Deus. (nº 35E) 92. QUANDO DEVE SER FEITA ESTA CELEBRAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS? Nas vigílias das festas mais solenes, em algumas férias do Advento e da Quaresma, como também nos domingos e dias santos, sobretudo naqueles lugares onde falta o padre. (nº 35F) 93. NESTE CASO, QUEM DEVERIA PRESIDIR A CELEBRAÇÃO? Neste caso, seja o diácono ou algum outro delegado pelo Bispo quem dirija a celebração. (nº 35G) Língua Litúrgica 94. QUAL O OBJETIVO DA LÍNGUA VERNÁCULA (Português) NA LITURGIA? É muito útil ao povo, permite-se dar-lhe lugar mais amplo, principalmente nas leituras e admoestações, em algumas orações e cânticos. (nº 36) 95. É COMPETÊNCIA DE QUEM, O USO DA LÍNGUA VERNÁCULA? É de competência da autoridade estabelecida territorialmente. Bispos ou Conferências Episcopais. (nº 36A). No Brasil as normas são ditadas pela CNBB, após estudo das comissões de Liturgia diocesanas e nacional.

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Gráfico 4 C – (nº 33 - 37) 37.Cultivo e desenvolvimento dos valores e dotes de espírito das várias nações e povos, quando não contrários à fé b) Normas para conseguir a adaptação à mentalidade e tradições dos povos

38-39. Admite-se adaptação às necessidades dos lugares desde que não firam a unidade substancial do rito romano, com autorização da competente autoridade territorial eclesiástica 40.Quanto à urgência de adaptações mais profundas, cabe à autoridade territorial eclesiástica permitir, sob controle da Sé Apostólica e contando com homens peritos na matéria em questão.

D) – NORMAS PARA CONSEGUIR A ADAPTAÇÃO À MENTALIDADE E ÀS TRADIÇÕES DOS POVOS (nº 3740) PREÂMBULO 96. O QUE A IGREJA NÃO DESEJA COM ESTAS NORMAS? Ela não deseja impor na Liturgia uma forma rígida e única àquelas coisas que não dizem respeito à fé ou ao bem de toda a comunidade. (nº 37) 97. ENTÃO, O QUE A IGREJA DEVE FAZER COM RESPEITO A ISTO? Deve cultivar e desenvolver os valores e os dotes de espírito das várias nações e povos. (nº 37A)

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98. NOS COSTUMES E TRADIÇOES DOS POVOS, O QUE A IGREJA QUER? Ela quer que os costumes dos povos de fato não estejam ligados indissoluvelmente a superstições e erros: examina costumes e tradições com benevolência e, se pode, os conserva intactos. Por vezes, admite-os na própria Liturgia, contanto que estejam de acordo com as normas do verdadeiro e autêntico espírito litúrgico. (nº 37B) Adaptação segundo as necessidades dos lugares Esta adaptação deve ser feita para os diversos grupos, regiões e povos, principalmente nas Missões, também quando forem reformados os diversos livros litúrgicos. (nº 38) Limites da Adaptação 100. A ADAPTAÇÃO DEVE SE LIMITAR A QUÊ? Deve se limitar ao que se refere à administração dos Sacramentos, Sacramentais, procissões, língua litúrgica, música sacra e artes, de acordo, porém, com as normas fundamentais tiradas desta Constituição. (nº 39) Adaptações mais profundas 101. ESTA ADAPTAÇÃO MAIS PROFUNDA É DE COMPETÊNCIA DE QUEM? É de competência da autoridade territorial eclesiástica. (nº 40) 102. QUEM DARÁ AUTORIZAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DESTA ADAPTAÇÃO? A autoridade territorial eclesiástica, unida à Sé Apostólica; se necessário, por um tempo determinado, permitindo e orientando as necessárias experiências prévias. (nº 40A)

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103. PARA UMA ADAPTAÇÃO CONVINCENTE, O QUE É NECESSÁRIO? Que haja homens e mulheres peritos na matéria em questão. (nº 40B)

IVª – Parte - INCREMENTO DA VIDA LITÚRGICA NA DIOCESE E NA PARÓQUIA

A vida Litúrgica na Diocese (nº 41- 42)

104. LITURGICAMENTE, COMO DEVE SER CONSIDERADO O BISPO? Deve ser tido como o sumo sacerdote de sua grei, do qual deriva e depende a vida de seus fiéis em Cristo. (nº 41) 105. O QUE É NECESSÁRIO PARA QUE HAJA VIDA LITÚRGICA NA DIOCESE? Faz-se mister que todos, particularmente na catedral, deem máxima importância à vida litúrgica da diocese em redor do bispo. (nº 41B) 106. QUE ORIENTAÇÕES DEVEM SER DADAS PARA A VIDA LITÚRGICA NA DIOCESE? Que sejam persuadidos de que a principal manifestação da Igreja se realiza na plena e ativa participação de todo o povo santo de Deus nas mesmas celebrações litúrgicas, sobretudo na mesma Eucaristia, numa única oração, junto a um só altar, presididas pelo Bispo, cercado de seu presbitério e ministros. (nº 41C) A Vida Litúrgica na Paróquia (nº 42) 107. PARA ANIMAR A VIDA LITÚRGICA DAS PARÓQUIAS, O QUE DEVEM FAZER OS BISPOS?

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Como nem sempre podem estar em todos os lugares, em sua Igreja, com seu rebanho, devem organizar comunidades de fiéis. (nº 42) 108. O QUE SÃO AS PARÓQUIAS? São comunidades de fiéis. (nº 42A) 109. A QUEM SÃO CONFIADAS AS PARÓQUIAS? São confiada a um pastor local, que as governe, fazendo as vezes do bispo, pois os bispos representam a Igreja visível por toda a terra. (nº 42B) 110. COMO DEVE SER A VIDA LITÚRGICA DA PARÓQUIA? A vida litúrgica da paróquia e sua relação com o Bispo devem ser favorecidas na mente e na praxe dos fiéis e do clero. (nº 42C) Gráfico 5 – (4ª Parte - nº 41 - 42)

O incremento da vida litúrgica na Diocese e na Paróquia Incremento da vida litúrgica

na Diocese

na Paróquia

41. Todos, particularmente na Catedral, deem máxima importância à vida litúrgica da diocese em redor do Bispo, para a plena e ativa participação de todo povo de Deus nas mesmas celebrações litúrgicas, especialmente na Eucaristia.

42. A Paróquia é uma comunidade de fiéis, presidida por um pastor local que faz as vezes do Bispo, mantendo vivo o mútuo relacionamento.

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111. O QUE DEVE HAVER NA CELEBRAÇÃO COMUNITÁRIA DA MISSA DOMINICAL? Que haja esforço para que floresça o espírito comunitário paroquial. (nº 42D)

Vª - Parte - A PROMOÇÃO DA AÇÃO PASTORAL LITÚRGICA (nº 43-46) Preâmbulo 112. COMO É TIDA A PREOCUPAÇÃO DE FOMENTAR E REFORMAR A SAGRADA LITURGIA? É tida com razão como sinal dos desígnios providenciais de Deus sobre nossa época, como passagem do Espírito Santo em sua Igreja; marcou com características próprias, a vida, e até mesmo imprimiu uma nota em todo o modo de sentir e agir religioso desse nosso tempo. (nº 43A) Comissão Litúrgica Nacional 113. QUEM FARÁ PARTE DESTA COMISSÃO? Pessoas peritas em ciência litúrgica, música sacra e pastoral. (nº 44) 114. QUEM AUXILIARÁ ESTA COMISSÃO? Esta comissão, será auxiliada por um Instituto de Liturgia Pastoral, contando com membros peritos nesse assunto e também com leigos/as. (nº 44A) 115. QUAL É A FUNÇÃO DESTA COMISSÃO? Orientar na sua região a ação pastoral litúrgica, promover os necessários estudos e experiências, sempre que se trate das adaptações a serem propostas à Sé Apostólica. (nº 44B) Comissão Litúrgica Diocesana

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Sagrada Liturgia na Sacrossanto Concílio