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6A DIÁRIO DOS CAMPOS

POLÍCIA

PONTA GROSSA, QUARTA-FEIRA

24 DE JULHO DE 2013

FÁBIO MATAVELLI

37 pessoas ficaram feridas e foram socorridas por equipes dos bombeiros e Rodonorte

Acidente entre caminhões e ônibus mata três e fere 37 Colisão entre dois caminhões e um ônibus da Viação Garcia aconteceu ontem à tarde, na BR-376, em Tibagi. Dois passageiros e o motorista de uma das carretas morreram FÁBIO MATAVELLI

EDILENE SANTOS

Um grave acidente envolvendo dois caminhões e um ônibus provocou a morte de três pessoas e deixou outras 37 feridas, ontem à tarde, na BR376. A colisão foi na altura do quilômetro 445, próximo ao Distrito de Alto do Amparo, em Tibagi, por volta de 14h15. Entre os mortos, estão dois passageiros do ônibus. Segundo testemunhas, um caminhão carregado com óleo e farinha de peixe se desgovernou numa curva e tombou na direção de um bitrem e do ônibus, que seguiam no sentido contrário. O motorista do bitrem tentou desviar para a direita, mas foi atingido e bateu contra uma mureta, ao lado do acostamento. O ônibus da Viação Garcia, que seguia atrás do bitrem, tentou desviar para a esquerda, porém acabou colidindo de frente contra o caminhão. Uma passageira que estava sentada num dos primeiros bancos morreu no local, assim como o condutor do caminhão que tombou. Outro passageiro entrou em óbito a caminho do hospital. O motorista do ônibus, Valdiney Rodrigues de Oliveira, 46 anos, teve ferimentos leves. Ele conseguiu sair pelo para-brisa. Segundo ele, havia 40 passageiros no veículo, que tinha saído de Maringá às 8 horas e seguia para Curitiba. Várias ambulâncias da Rodo-

norte e do Corpo de Bombeiros foram mandadas ao local para atender as dezenas de vítimas. Segundo o capitão André Lopes, do Corpo de Bombeiros, pelo menos cinco pessoas sofreram ferimentos graves, com risco de morte. “Elas tiveram traumas de crânio e fraturas”, contou. Outras quatro vítimas sofreram ferimentos moderados e 28 tiveram lesões leves. Os feridos foram encaminhados aos Hospitais Bom Jesus, Santa Casa de Misericórdia, Vicentino e Municipal de Ponta Grossa. O caminhoneiro que morreu foi identificado como Pedrinho Valdomiro dos Santos, 37 anos. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, ele havia saído de Laguna (SC). “Aparentemente, o caminhão estava em alta velocidade. Ele tombou na curva e veio arrastando, atingindo os outros dois veículos”, contou a policial Antoniassi. Até o fechamento desta edição, o Instituto Médico Legal (IML) não havia confirmado a identidade da passageira morta no local do acidente nem recebido o corpo da outra pessoa que morreu a caminho do hospital. A princípio, também seria uma mulher. O acidente interditou a rodovia por cerca de quatro horas, nos dois sentidos. Segundo a Rodonorte, o congestionamento chegou a 14 quilômetros no sentido Londrina e a dez no sentido Ponta Grossa.

Caminhão carregado com óleo e farinha de peixe se desgovernou FÁBIO MATAVELLI

Antes de bater no ônibus, carreta atingiu este bitrem FÁBIO MATAVELLI

Caminhão atingiu em cheio a parte da frente da lateral direita do coletivo

Solidariedade no socorro às vítimas O empresário Tierri Gabriel, 29 anos, era um dos passageiros do ônibus. Ele estava sentado duas poltronas atrás daquela em que a pessoa morreu. “Ela estava com a filha pequena, que também ficou prensada entre as ferragens, assim como eu e várias outras pessoas. Eu consegui sair e fui tentar ajudar os outros passageiros”, dis-

se. “Falamos para a menina que a mãe dela estava dormindo”. Segundo ele, boa parte das pessoas não usava o cinto de segurança. Uma foi arremessada em cima do motorista, outra foi parar no painel do ônibus, uma mulher ficou embaixo do banco da frente. “Foi um desespero total. A primeira reação era de ‘salve-se quem pu-

der’, porque o cheiro estava insuportável e achamos que ia pegar fogo”, relatou Tierri. De acordo com o empresário, passado esse primeiro momento de pânico, os que se feriram menos pegaram cobertores e roupas para aquecer aqueles que estavam presos nas ferragens, até a chegada do socorro.

José Arazir Ribeiro Fernandes, 54, seguia viagem e parou para ajudar as vítimas. Ele é caminhoneiro e voltava para Telêmaco Borba. “Cheguei a falar com o motorista que morreu, ele estava agonizando. Depois, entrei no ônibus e tentei ajudar os passageiros feridos. Vi um homem ‘apagar’ três vezes”, relatou. (E.S.)

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PRIMEIRO LUGAR

NO IBOPE

Presos usam nome de delegado para aplicar golpe O delegado-chefe da 18ª Subdivisão Policial (SDP), em Telêmaco Borba, Rubens Miranda Junior, está alertando para um novo tipo de golpe. Para o esquema, os criminosos utilizam o nome de autoridades e de pessoas detidas e consiste no pagamento para garantir a soltura de alguém que está privado da liberdade. Ontem, o delegado foi procurado por familiares de uma mulher que está presa na cidade. “Eles relataram que receberam um telefonema dizendo que a mulher, presa há dois anos, já pode ser solta. Mas, se eles depositassem R$ 1 mil na conta bancária do delegado, ela sairia ainda hoje [ontem]”, disse Rubens. Os parentes contaram que os golpistas

sabiam exatamente o nome da mulher presa e do delegado. No contato telefônico, os bandidos passaram um número de conta para ser depositado o dinheiro. “A irmã dela já estava indo ao banco para fazer o depósito, mas outros familiares decidiram confirmar a informação antes e vieram me procurar”, contou o delegado. Ele consultou o número da conta e da agência e constatou que o banco fica no Ceará. “Isso é coisa de presos daquele Estado, os mesmos que praticam o golpe do falso sequestro”, afirmou. Para o delegado, vale o alerta porque muitas pessoas, na ânsia de querer ver o parente solto, acabam caindo no golpe. (E.S.)

Detento é morto por colega de cela em Telêmaco Um preso da Delegacia de Telêmaco Borba foi morto por um colega de cela. O crime aconteceu na segunda-feira e o corpo passou pelo Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa. Segundo a Polícia Militar, os presos brigaram no interior da cadeia e um deles, de posse de um estoque (arma improvisada), deu golpes no peito do outro. O Siate foi acionado para tentar socorrer Jurandir Rodrigues de Souza, 43 anos, mas ele não resistiu e morreu dentro da carceragem. O delegado-chefe da 18ª Subdivisão Policial (SDP), Rubens Miranda Junior, explicou que o preso Luiz André Macedo Taques confessou ter assassinado o colega e alegou motivo passional. “A vítima [Jurandir] teria falado alguma coisa da mulher do colega. Um foi tirar satisfação do outro e houve a confusão. O que matou disse que o colega havia batido em sua cabeça”, dis-

se. Luiz André, que já foi condenado por assassinato e tentativa de assassinato, foi autuado em flagrante por homicídio qualificado. O delegado informou que está tentando a transferência dele para a Penitenciária Estadual de Ponta Grossa. Ponta Grossa Na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, houve confusão entre presos, ontem à tarde. Um detento – que não teve o nome divulgado – precisou ser atendido pelo Siate. O diretor da unidade, Bruno Propst, estava em viagem e chegou no fim da tarde à cadeia, por isso, não tinha muitos detalhes sobre o caso. Mesmo assim, ele informou ao DC que o detento não corre risco de morrer. “Ele quer representar contra os outros presos e nós aceitamos, pois não vamos permitir que coisas erradas aconteçam aqui”, disse o diretor. (E.S.)

Crise na Polícia Civil ‘derruba’ delegado-geral A Secretaria de Segurança Pública do Paraná anunciou, na noite de segunda-feira, a troca no comando-geral da Polícia Civil. Marcus Vinícius da Costa Michelotto deixa o cargo de delegado-chefe para dar lugar a Riad Braga Farhat. A transmissão de cargo deve ocorrer nos próximos dias. Também foi anunciada mudança na Corregedoria da Polícia Civil: Valmir Soccio assume a vaga de Paulo Ernesto Araújo Cunha. Em entrevista aos jornalistas, ontem à tarde, o secretário Cid Vasques admitiu que a instituição vive um momento de crise, principalmente devido ao Caso Tayná. Os erros cometidos durante a investigação e denúncias de tortura culminaram com a prisão de um delegado e de investigadores, que atuavam na Delegacia de Alto Maracanã, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Tragédia A menina Tayná Adriane da Silva, 14 anos, foi assassinada em Colombo. Dias depois, quatro homens foram presos acusados de estuprar e matar a adolescente. No entanto, a Polícia Científica não confirmou o DNA deles nos vestígios encontrados na garota. Os suspeitos denunciaram ter sido torturados para confessar o crime.

DIVULGAÇÃO

Riad Farhat (foto) assume a vaga de Marcus Michelotto

Michelotto estava à frente da chefia da Polícia Civil desde 2011. Em nota, ele disse que sua saída “foi decidida em comum acordo”. De acordo com o delegado, trata-se de um “momento de oxigenação, novos rumos e novos desafios”. O delegado Riad Braga Farhat, que responde pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), foi indicado pelo secretário Cid Vasques. Antes desta função, foi delegado do Grupo Tigre, equipe de elite da Polícia Civil criada em 1990 e que se tornou referência no País em razão do sucesso na resolução de casos de sequestro.

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