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PONTA GROSSA, QUARTA-FEIRA

24 DE JULHO DE 2013

ECONOMIA

DIÁRIO DOS CAMPOS

Ponta Grossa cai no ranking da arrecadação do ICMS Município perdeu posição para Maringá e passou a ser a sexta no Estado em índice. Previsão de receita para Ponta Grossa, neste ano, é de R$ 105,79 milhões ARQUIVO DC

LUCIANA R. BRICK

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Paraná divulgou ontem o cálculo das cotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos 399 municípios paranaenses. Juntas, as cidades deverão receber, ao longo deste ano, R$ 4,58 bilhões (R$ 4,02 bilhões em 2012). Metade do valor atual será repartido entre os 20 maiores municípios e Ponta Grossa está entre eles, no entanto, a cidade perdeu posição no ranking, passando do quinto colocado em 2012 para o sexto neste ano. Segundo o material, o índice de participação de Ponta Grossa no ‘bolo’ do ICMS de 2013 corresponde a 2,30%, enquanto em 2012 era de 2,38%, com isto a previsão de receita é de R$ 105,79 milhões. Para 2014, a expectativa é que o valor passe para R$ 124,96 milhões, porém a colocação continuará inalterável. Quem passou à frente de Ponta Grossa foi Maringá, que saltou da sétima posição para a quinta. O índice que em 2012 correspondia a 2,30% saltou para 2,37%. A previsão de receita para este ano é superior a R$ 108,72 milhões. Já para 2014 a expectativa é que o montante chegue a R$ 130,73 milhões. Para o secretário de Estado

Hauly: estudo apontará motivo da queda de PG no ranking do ICMS

da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, só com um estudo técnico é possível dizer o que levou Ponta Grossa a perder posição no ranking e Maringá saltar duas. “A princípio o que podemos dizer é que Maringá tem uma população maior e um parque industrial forte como o de Ponta Grossa e as duas cidades sempre estiveram colocadas no ranking do ICMS,

mas um estudo técnico pode apontar esta inversão de colocação”, diz. “O importante é que as duas cidades continuam crescendo”, completa. Pelo levantamento, os primeiros municípios colocados são Curitiba (primeira colocação), com índice de 14,43% e previsão de receita em 2013 de R$ 661,22 milhões. A segunda colocação pertence a São José

dos Pinhais que, pela primeira vez em cinco anos, passou à frente de Araucária. São José tem índice de 7,21% e expectativa de receber, em 2013, R$ 330,26 milhões. Já Araucária tem índice de 6,51% e deverá contar com R$ 298,53 milhões neste ano. Londrina, no Norte do Estado, permanece na quarta colocação, com índice saltando de 2,57% em 2012 para 2,61% em 2013, com estimativa de receber neste ano o equivalente a R$ 119,79 milhões. Queda Foz do Iguaçu recuou da sexta posição no ano passado para a sétima neste ano, com índice variando de 2,34% para 2,01%. A variação percentual apresenta queda de 13,94%. O município deverá receber, em 2013, cerca de R$ 92,29 milhões. Divisão Cabe aos municípios, por lei, receber 25% do ICMS arrecadado pelo Estado. A divisão do valor é feita conforme seis fatores variáveis: o valor fiscal gerado (75%), o percentual de áreas verdes e reservas ambientais (5%), a participação na produção agropecuária (8%), população rural (6%), índice de propriedades rurais (2%) e área territorial (2%). Os 2% restantes formam fator fixo de distribuição igualitária.

Greve na Heineken pode se reiniciar a qualquer momento ISRAEL KAÉ/DIVULGAÇÃO

Os trabalhadores da Heineken (Cervejarias Kaiser) prometem reiniciar a greve a qualquer momento. Eles rejeitaram na manhã de ontem a nova proposta de reajuste salarial feita pela empresa. Dos 131 votos, 81 foram favoráveis à parada. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Cervejas e Bebidas em Geral de Ponta Grossa e Região, Jorge Luís Pitela, a proposta ficou aquém do que a categoria está pleiteando. A companhia teria oferecido, desta vez, reajuste de 8,5% nos salários (7,16% de reposição inflacionária), tíquete alimentação de R$ 250, piso inicial de R$ 950 e segundo piso de R$ 1.250, além de R$ 1 mil de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com adiantamento no mês de setembro. “O trabalhador disse não à empresa através de voto secreto e o que

BREVES Reajuste de 9% no seguro desemprego

Calendário de pagamentos do PIS

O Ministério do Trabalho confirmou ontem que está acertada a nova correção do seguro-desemprego para os trabalhadores que têm direito ao benefício no valor acima de um salário mínimo (R$ 678). De acordo com o índice usado atualmente para essa faixa, o reajuste é 6,2%. Quando a medida for aprovada, o percentual passará para 9%, antiga base de cálculo do seguro e usada para o reajuste do salário mínimo. A medida tem de ser aprovada pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador no próximo dia 31, o que deverá ocorrer, segundo o presidente do conselho, Sérgio Vidigal.

A Caixa Econômica Federal iniciou o pagamento do Programa de Integração Social (PIS) aos trabalhadores com direito ao saque do benefício no exercício 2013/2014. Até 30 de junho de 2014, data de encerramento do novo exercício, 19,4 milhões de trabalhadores terão direito ao abono salarial, e mais de 26,5 milhões poderão receber os rendimentos do PIS. Ontem, o benefício será disponibilizado aos trabalhadores que possuem conta corrente ou poupança na Caixa. Empresas conveniadas ao Caixa PIS-Empresa creditam o benefício na folha de pagamento dos meses de julho ou agosto.

Gastos de brasileiros no exterior Apesar da alta do dólar, os gastos de brasileiros no exterior bateram recorde em junho deste ano. De acordo com o Banco Central, essas despesas de viagens internacionais chegaram a US$ 1,928 bilhão, o maior resultado para meses de junho, na série histórica iniciada em 1969. No ano passado, em junho, os gastos no exterior ficaram em US$ 1,683 bilhão. De janeiro a junho, essas despesas chegaram a US$ 12,328 bilhões, contra US$ 10,702 bilhões no primeiro semestre de 2012. O resultado semestral também é recorde, de acordo com o BC. Segundo o chefe do Departamento Econômico da instituição, Tulio Maciel, o efeito da alta do dólar nos gastos internacionais não é imediato porque as viagens são planejadas com antecedência.

VISÃO EMPRESARIAL salamacha@salamacha.com.br

Luciano Salamacha

Como convencer os funcionários a pensar na empresa? Deixando para os colegas Se há uma reclamação que muitos empresários têm razão em fazer é de que certos funcionários só pensam no próprio interesse e de que há pessoas no meio corporativo que só pensam no próprio benefício. É o caso do funcionário que ao ver um cliente esperando por atendimento, prefere fingir que está com muitas atividades em vez de resolver essa questão. Ele sabe que poderia auxiliar o cliente e contribuir para a boa imagem da empresa, mas prefere deixar que isso seja feito pelos colegas.

Voto dos trabalhadores na manhã de ontem foi secreto

existe agora é o estado de alerta, assim a greve pode ser iniciada a qualquer momento”, diz. O sindicato concedeu prazo de 15 dias para a empresa se posicionar novamente, mas isto não impede que uma paralisação se inicie antes deste período. Segundo Pitela, a categoria está reivindicando R$ 1 mil de piso inicial, R$ 1.450 de segundo piso, 10,5% de reajus-

te para quem ganha até R$ 4 mil e tíquete alimentação de R$ 300, além de PLR de R$ 3 mil. “Acreditamos que este seja um momento de reflexão das partes envolvidas. Os trabalhadores esperavam que a empresa fosse mais suscetível e pudesse compor uma proposta junto com o sindicato”, fala ao comentar que na reunião entre o sindicato e a empresa, que aconteceu na última segunda-feira, em Curitiba,

das 17 às 21 horas, a Heineken estava irredutível quanto a melhorar a nova proposta. Em nota, a Heineken informou ontem que “a companhia avançou em sua proposta de acordo coletivo de trabalho, nos limites das suas possibilidades” e que “está avaliando os próximos passos que serão dados, buscando sempre a melhor tratativa para a situação”. (L.R.B.)

PG elimina 234 postos de trabalho em um mês O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou ontem o balanço do emprego em junho. No mês, Ponta Grossa fechou 234 postos de trabalho, número bem superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo positivo envolveu 18 vagas. No acumulado deste ano (janeiro a junho), dos oito setores econômicos pesquisados, seis responderam pela criação de 453 empregos. Dois (comércio e serviços) impulsionaram a extinção de vagas (292). No primeiro semestre de 2012,

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o município contava com saldo positivo de 1.746 empregos, sendo que foram admitidos 23.205 trabalhadores e demitidos 21.459. Apenas a construção civil registrou número negativo no acumulado do ano passado, com fechamento de 11 postos de trabalho. Conforme o Caged, em junho último o comércio foi o setor que mais demitiu trabalhadores, 118. Foram contratadas 1.005 pessoas e desligadas de seus cargos 1.123. Já no mesmo mês de 2012 as empresas abriram 25 oportunidades. Para o gerente da Agência do Trabalhador de Ponta

Grossa, Victor Hugo Oliveira, o comércio demitiu logo após o Dia das Mães. “Junho é um ruim para o comércio devido às condições climáticas, então passou o Dia das Mães as demissões aconteceram, mas com certeza o setor deverá reagir devido à proximidade com o Dia dos Pais, Dia das Crianças e o Natal”, avalia. O ramo de serviços eliminou 70 vagas no mês passado. Apesar da queda, o resultado ainda é melhor que o verificado em junho de 2012, quando foram 121 postos eliminados. A construção civil também não conseguiu fechar junho úl-

timo no azul. Foram contratados 369 trabalhadores e demitidos 438, diferença negativa de 69 vagas. Em igual período do ano passado o setor havia fechado 50 postos de trabalho. A indústria da transformação está no grupo que demitiu mais em junho deste ano. Foram 47 demissões a mais que as contratações. O número é inferior ao do sexto mês de 2012, quando 69 vagas foram extintas. A agropecuária admitiu 64 trabalhadores no mês passado e demitiu 84, variação de 20 postos. Em junho de 2012 o ramo conseguiu abrir 68 vagas. (L.R.B.)

Egocentrismo Essa situação já seria triste o suficiente se, para piorar ainda mais o cenário, não houvessem outras pessoas que além de não contribuírem para o sucesso da empresa, ainda tentam de todas as formas retirarem benefícios para si. É fácil lembrar a situação daquela pessoa que se vangloria de poder fazer durante o horário de expediente, atividades particulares, por ter muito tempo durante o horário de trabalho para isso. Conclui-se então, que não é o gestor a causa do problema porque ao mesmo tempo em que há funcionários com esse perfil interesseiro na empresa, na equipe, também se podem encontrar pessoas que são dedicadas e responsáveis com os interesses da empresa, tanto ou até mais do que com a própria carreira. Questão de personalidade Logo, é uma questão de caráter profissional e não de quanto a chefia contribui ou não para esse tipo de comportamento. É justamente por isso que a recomendação para os gestores é, antes de mudar o jeito com que alguns funcionários consideram a empresa, identificar primeiro se esse comportamento é decorrente de falta de orientação e feedback ou se é uma questão de índole. É que a falta de orientação pode ser corrigida, já, a má índole, esta deve ser substituída.

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