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REVISTA EXPERIMENTAL DE ARQUITECTURA MP 09 BUILDING

THE SKYLINE RESIDENCE THE EMPIRE STATE BUILDING

THE OTAKE HOUSE


EDITORIAL

Direção Geral: Vitor Braz_vitormm@gmail.com Sara Peixoto_saramfc@gmail.com Dep.Administrativo e Financeiro: Célia Vilaça_celia.vilaca@gmail.com Diretor: Vitor Braz_vitormm@gmail.com Direção comercial: Paulo Rodrigues_paulo.rodrigues@gmail.com Design Gráfico: Francisco Gabriel_f.gabriel@gmail.com Responsável páginação: Tiago Pereira_tiago.pereira@gmail.com Tratamento de Imagem: Afonso Lobo Fotografia: Graça Silva Dep.Marketing: Vitor Pereira_vitor.pereira@gmail.com Impressão: Lisgráfica - Impressão e Artes Gráficas, S.A. Contactos de Publicidade: Tel:253 215 466, Fax: 253 215 468 publicidade.entre@gmail.com Tiragem desta edição: 15.000 exemplares Sede e redação: Praça Paulo Vidal nº34 -A 4715-245 S.Victor - Braga

2011...O ano está a quase a chegar a meio e não existe melhor altura para lançar o nosso projecto. O nosso sonho. Foram muitas horas gastas, muito café consumido, muito sono perdido, muita dedicação, mas finalmente alcançámos o nosso objectivo. Queriamos com esta revista ir mais além do que se encontra no mercado. Inovar. Inlcuir elementos e secções invulgares e criativas. Queriamos explorar novos caminhos mas ao mesmo tempo seguir os ideiais que compõem uma boa revista. Nós precisamos da atenção do leitor. Sendo este o número de lançamento, vamos estar especialmente impacientes por saber qual a recepção que irá ter. As expectativas são grandes mas sabemos que demos o nosso melhor e estamos felizes com o resultado. Tenho confiança nesta equipa e sei que o futuro será risonho. O dever está cumprido. Muitos pensaram que este projecto nunca iria resultar, mas como o famoso provérbio cita: “Quem não arrisca, não petisca”. Vitor Braz Editor vitormh@gmail.com


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รNDICE

MP 09 BUILDING Pรกg. 8_13

THE SKYLINE RESIDENCE Pรกg. 22_27


THE OTAKE HOUSE Pรกg. 14_19

ECO URBANO: THE EMPIRE STATE BUILDING Pรกg. 28_35

ESPAร‡O ON

Pรกg. 36_37


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MP 09 BUIL DING MP09 Headquarter Uniopt Pachleitner Group (Black Panther)

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“Uma pontuação arquitectônica num local exposto da cidade - uma nova e distinta entrada para a cidade - um futuro potencial orinetado para o desenvolvimento de toda área.”


MP 09 BUILDING Texto de: Sofia Silva

Colocar a uma empresa no centro das atenções significa transformar

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a filosofia em arquitetura. A “pantera negra” não só conta a história da empresa como também a dramatiza, ele descreve uma visão e torna-a fisica e esculturalmente determinável. Onde o design e a forma evoluem, ideias emergem e manifestam-se me massa. Elegante e suave, a “pantera negra” combina a ânsia e a velocidade com a arquitetura urbana. Os seus olhos estão atentos à rua - movimentos e silhuetas misturam-se na dança de forças à noite.


O edifício-escritório MP09, com o nome do proprietário da empresa, Michael Pachleitner, também conhecido como Pantera Negra, foi concebido com a intenção de ser um marco para a entrada da cidade de Graz. Em 2006 o grupo Pachleitner, especializado na concepção e comercialização de óculos, jóias e Wegraz,( uma empresa situada na cidade de Graz centrada na renovação e recuperação urbana) , criou conscursos para um a construção de um escritório e um hotel, bem como a sede com uma ala a ser alugada por terceiros, uma loja de franshise e um restaurante.

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Ambos os projetos foram estabelecidos em 2006 numa competição entre 9 escritórios e decidido por unanimidade pelo jurí. Durante a fase da competição os escritórios dos clientes fotografaram aviões, navios e carros que exprimissem o sentimento que Michael Pachleitner queria que transmitisse. Nós partimos da conceito de uma pantera negra agachada, em posição para saltar, o que proporcionou uma metáfora que descreve com precisão ambas as partes do edifício e em que os dirigiu num único objectivo: o de criar uma aparência que fosse tanto elegante como poderosa.


O planejamento em detalhe para o projeto,

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bem como a data de conclusão prevista foram iniciados de imediato. A construção do projeto de 32.000.000 € foi iniciado no verão de 2007, e foi concluído em Maio de 2010: um edifício livre numa configuração definida de maneiras diversas pela UPC Arena, estádio de desportos de inverno, Murpark, blocos e casas de família singulares. O edifício está localizado diretamente sobre o anel viário Liebenau, que tem um volume de tráfico elevado e é uma fonte de emissões, num local com uma forma aproximadamente triangular que era inicialmente inclinado para sudoeste. A parte principal deste edifício de escritórios tem contido a sede de uma empresa local que desenha óculos e jóias e os distribui pelo mundo inteiro.

A escultura de forma dura e coberta com uma fachada de vidro negro erguido sobre uma base de cimento desenvolve-se a partir de uma cauda compacta para uma cabeça mais e mais orientada para a cidade. As diferentes direções da estrutura do edifício são recuperadas na estrutura interna dos espaços. De quase todas as posições existem vistas sobre todo o edifício até aos espaçoes exteriores. Uma qualidade especial do eifício evolui a partir das soluções técnicas individuais que concernem à fachada, porções das paredes, portas, escadas e muitos outros componentes.


Detalhes preciosos e alguma cores em várias superfícies e materiais definem o interior. Até todo o móbiliario foi feito à medida pelos arquitetos e consequentemente congruentes com a arquitetura do edifício. A expressão desejada do dinamismo e tensão concentrada, amplificada pelas longas faixas das janelas, serve bem a filosofia da empresa que permitiu um pequeno negócio de família criado a partir dos anos pós-guerra, tornar-se numa empresa de alcançe global.

FICHA TÉCNICA

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Projeto: MP09 Grupo Pachleitner Sede Uniopt (Pantera Negra) Local: Graz, Áustria Site Área: 10,940 m² Área construída: 17,054 m² Área útil: 14 438 m² Projeto: 2006 Concluído: 2010 Custo: 32.000.000 € Tipologia: Escritório


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O

TAKE HOUSE Suppose Office Design

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“Pensamos que podemos encontrar novas possibilidades de materiais, a relação entre a forma e o espaço, e a construção e as suas redondezas, num meio ambiente que abre novas maravilhas não encontradas em construções tradicionais.”


A Casa Otake está situada na região oeste de Hiroshima em Otake, Japão. Esta casa de design passivo foi construida sobre um planalto elevado que tem como vizinho o parque Kamei das ruinas do castelo Kamei. Com uma orientação específica das fachadas este e oeste para irem de encontro aos requisitos de um projecto de energia solar passiva, a fachada sul com vista sobre uma região industrial e uma cordilheira imponente, enquanto que a fachada norte possui uma vista espetacular, especialmente de noite, do mar interno de Seto e Maiyajima. O escritório Suppose desenhou uma casa que poderia aproveitar ao máximo os 2 cenários contrastes; como o preto contrastante e os motivos brancos presente na casa.

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A concepção de edificios solares passivos visa a manter o conforto térmico interno ao longo do ciclo diário e anual do sol, ao mesmo tempo que reduz a exigência para o aquecimento activo e sistemas de refrigeração. A projecção de edifícios solares passivos é parte do design de edifícios verdes, e não inclui sistemas activos tais como ventilação mecânica. No entanto, a capacidade de atingir estes objectivos simultaneamente, depende primordialmente das variações sazonais do sol durante o dia. Isto ocorre como resultado da inclinação do eixo de rotação da terra em relação à sua órbita. O caminho que o sol atravessa é unico para qualquer latitude. A casa Otake foi projectada de tal forma que as fachadas leste e oeste tirem vantagem máxima do sol; na planície “Yatzer”, os raios do sol batem nas janelas durante o inverno, quando o sol está baixo no horizonte, mas não durante o verão quando o sol está bem alto no céu. Portanto, a casa é quente no inverno e relativamente fresca no verão! A Suppose Design aproveitou o ponto de vista cénico, colocando quartos na planta do rés-do-chão andar, reservando a melhor vista para as áreas comuns do 1º andar. No entanto, a area da casa que está estruturalmente dividida em zonas de carga e zonas livres; como resultado temos uma área que incopora simultaneamente “duas personalidades”. O lado norte da casa é uma área onde a paisagem é apreciada pela sua vista magnífica do mar e da zona de Miyajima, enquanto que o lado sul é o lugar espiritual, traquilo onde se faz uma viagem ao interior de nós mesmos.

OTAKE HOUSE Texto de: Paulo Costa


No 1º andar

da lado norte da casa, as peças da estrutura de carga incluem a cozinha, a área de jantar, e passagens amplas para ver a paisagem distante que transmite uma sensação de abertura, mesmo quando está tudo fechado. Os aquitectos e os ocupantes pretendiam que o lado sul da casa fosse o mais próximo possível do ambiente exterior; a fim de alcançar este objectivo ele projectaram uma sala de estar e um terraço com um beiral de 6 metros, tendo-se no processo livrado de alguns elementos estruturais e ao mesmo tempo conseguindo promover um ambiente de vida seguro. Com um simples objectivo em mente de tratar igualmente os espaços, foi criado um espaço sem barreiras entre o interior e o exterior.

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O piso térreo da casa é constituída por uma planta relativamente convencional de acordo com o que o escritório Suppose Design está habituado. O espaço foi formulado por 3 quartos de criança que estão fora da percepção da mentalidade ocidental, e um quarto principal simples e muito pequeno que têm só e apenas uma cama dupla. O espaço mínimo do guarda-fatos impressiona, mas afinal de contas é isso que o Japão nos ensina, a simplicidade e os requisitos mínimos precisa para sobreviver. Uma surpreendente casa de banho mínima prova uma vez mais que Ludwig Mies van der Rohe não poderia estar mais certo quando dizia “ menos é mais!”. A simplicidade da casa de banho, que parece como se estivesse envolta num material branco brilhante à prova de água (usado na construção de barcos), as janelas de fita, e o cenário majestoso das montanhas a reflectir no banheiro uma sensação de tranquilidade e serenidade.


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Apesar dos percalços, foi tomada uma reflexão prudente em relação ao beirado de 6 metros, e uma vez que as normas foram finalmente tomadas em consideração e a casa estava por fim a ganhar uma forma. Toda a casa é coberta com material à prova de água utilizado em navios; o conhecimento em construção de navios era essencial para a Suppose Design. Esta excepcional casa não tem juntas ou ladrilhos; o revestimento à prova de água envolve i n i n t e r r u p t a m e n t e desde o exterior até ao interior da casa, permitindo que as bordas afiadas e acabamentos sejam claramente definidos. A experimentação no planeamento abriu novos caminhos previamente inexistentes nas estruturas de casas tradicionais.

Tendo em mente a execução da casa desde a fase inicial do projecto, os responsáveis da Suppose Design descobriram materiais que lhes eram previamente desconhecidos. Tendo a capacidade de visualizar o design da casa através das plantas, levou-os a tomar decisões informadas e deu-lhes uma melhor orientação sobre qual o melhor material a escolher. O material brilhante impermeável, além do seu traçado invulgar, é o que torna a casa tão excepcional. O processo de desconstrução do design, criatividade e de práticas padrão permite criar novas perspectivas para a estrutura, utilidade, formas, materiais, interior e exterior, a relação entre a forma e o espaço, e coexistência entre o edifício e o meio envolvente.


FICHA TÉCNICA

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Design: Suppose Office Design, o Japão Arquiteto Responsável: Makoto Tanijiri Local de Construção: 372,63 m2 Área de Construção: 56,99 m2 Área Total: 115.51m2 Ano de Construção: 2007 Localização: Otake cidade de Hiroshima, no Japão


THE SKYLINE RESIDENCE

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“É filosofia da empresa de que todos têm uma palavra a dizer, e todos têm impacto nas decisões. E é uma oportunidade de aprendizagem.”


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Presente no topo da crista em Hollywod Hills, a presença da Skiline Residence representa uma abordagem honesta no que diz respeito à construção de edifícios amigos do ambiente, sem sacrificar o orçamento. O local previamente existente representou um desafio em termos de

construtibilidade, o cliente apresentou o desafio de limitar as despesas previamente disponíveis, e o arquitecto esteve sempre reticente em marginalizar a beleza e originalidade do edifício. Os requisitos que um arquitecto necessita para ultrapassar cada um dos obstáculos encontram-se nos traços de continuidade presentes em cada lugar de construção.

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Focar a atenção e trabalhar dentro das características físicas, visuais e psicológicas de um certo local promove a relação entre o edifício e o local de construção. Além de ter de incorporar várias estratégias sustentáveis tendo em conta a preocupação com o ambiente, as limitações orçamentais impostas na escolha de materiais obrigam o arquitecto a desenvolver estratégias para uma melhor aplicação dos recursos no local. Embora o edifício não esteja formalmente fundido com o chão, trata-se sim de uma relação à terra, céu e os elementos através de uma compreensão detalhada do local e da sua simbologia.


O local de construção está situado ao

longo de uma costa íngreme. Além das limitações físicas tipicamente associadas com edifícios situados em encostas, surgiu uma oportunidade ao visualizar ângulos em relação aos ângulos solares. Cada um tinha a capacidade de complementar um ao outro de modo a maximizar a luz natural e a vista sem aumentar necessidades futuras de refrigeração. No interior, um único corredor foi criado com o propósito de agir como um “consumidor” de calor entre os vidros e os quartos. Além dos cantos com uma profunda sombra, foi criado um painel solar, através de Extira, um composto de madeira de formaldeido de baixa emissão.

Foram criados “ventos” ao longo

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dos vales de ambos os lados da casa e de modo a movimentarem-se ao longo da mesma. Portas de tamanho extenso situadas em cada lado da sala convidam os “ventos” presentes a vaguearem pelo espaço interior.


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Estava presente também um constante interesse na redução de emissões resultantes dos transportes e importação de materiais, especificamente aqueles que são tipicamente utilizados em grandes quantidades nos armazéns de obras. Enquanto a escolha de mobiliário, utensílios e equipamentos eco-friendly é um caminho óbvio para reduzir o consumo de energia, os elemento ocultos da construção e da estrutura foram considerados para este projecto também. A reutilização da terra permitiu eliminar carregamentos de terra escavada para o local de construção, como também de materiais em decomposição. Os restos de aglomerados de madeira e pisos,adquiridos a partir de um projecto de construção presente nas proximidades, foram utilizados nesta construção e a paisagem é composta por flora de baixo consumo que foi retirada de uma residência perto daquela área que vais ser demolida. Tanto a casa de hóspedes como a casa principal é circundada por uma única superfície dobrada com interior em parede e vidros blindados. O objectivo de tal estratégia é o de aproveitar a concepção de condições extrínsecas e usando as paredes sólidas da dobra em si de modo a chegar aos espaços adjacentes. A falta de uma parede sólida em cada quarto mostra que o dobra também serve como um dispositivo de enquadramento. A plataforma situada acima da garagem serve agora de espaço de encontro para eventos sociais e serve de vista para a face Sul da casa de hóspedes. Esta interacção entre a casa principal e a casa de hóspedes partilha um espaço normal e singular no campo e activa uma superfície sólida na dobra através de uma ligação com o espaço das redondezas.


Quando possível, a equipa utilizou apenas produtos de construção locais para minimizar as emissões de transporte e vidro low-e incorporados; mobiliário eco-friendly; equipamentos e aparelhos; estrutura de madeira reciclada e piso; e até mesmo plantas trazidas de uma residência recentemente demolida nas proximidades. “Tudo na casa é feito para durar bem”, diz Belzeberg. “É tudo difícil, superfícies que não precisam de ser trocadas”.

Embora Belzeberg não viva em casa neste momento (ele casou-se e optou por ficar na baixa, perto do seu escritório), ele diz que este é o projecto que dá alento. “Nós alugámos a casa a uma família que o adorava, e o dinheiro do aluguer volta para o escritório.”

FICHA TÉCNICA

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Projecto: Skyline Residence Arquitecto: Belzeberg Architects Localização: Los Angeles, Ca 90046 Tamanho: 5800 metros quadrados Ano de construção: 2007 Cliente(s): Skyline,LLC Director obra: Hagy Belzeberg


THE

EMPIRE STATE BUILDING

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Starrett Brothers e Eken


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O Empire State Building é uma maravilha

da engenharia e arquitectura, e ocupa um lugar único na história das empresas de construção e gestão da construção. A estrutura de 1.453 metros, 103 andares, não só foi construída em pouco mais de 13 meses, como também a empresa de construção que assumiu a difícil tarefa, começou a partir do zero e sem recursos - não existia na altura equipamento ou material suficiente para tal enorme empreendimento. O facto de eles terem conseguido construir esta estrutura é um estudo de caso no início de construção, gestão comercial de sucesso.

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Reza a lenda que o executivo da General Motors, John J. Raskob concebeu o projecto quando ele decidiu superar seu arqui-rival, Walter Chrysler, que havia começado a construção da estrutura de 1.046 metros,o Chrysler Building. O Edifício Chrysler estava já na altura a concorrer com o Banco do Edifício Manhattan na rua 40 de Wall Street pelo título de edifício mais alto do mundo.


Raskob juntou um grupo de investidores

conhecidos em que estão incluídos Coleman e S. Pierre DuPont, Louis G. Kaufman e Ellis P. Earl para formar a Empire State, Inc. Ele nomeou o ex-governador de Nova York e candidato presidencial, Alfred E. Smith, para liderar o grupo. Raskob dirigiu-se então aos escritórios de arquitectura Shreve, Lamb & Harmon Associates, que eram conhecidos como os melhores arquitectos de arranha-céus da cidade. Ele disse-lhes que não queria apenas um prédio cuja altura excedesse a do Chrysler Building, mas que fosse terminado A década de 1920 era conhecido como o período Art Déco no design. Os arquitectos do Empire State Building quiseram fazer deste edifício algo que se destacasse, mesmo nesta época. Uma maneira que eles arranjaram para se destacar foi criando um edifício com quatro fachadas viradas para a rua, ao invés de apenas uma que a maioria dos edifícios têm. O destaque do edifício seria a sua imperiosa torre, acopolada pelo numero de níveis mais baixos e os contratempos do centro. Colunas e vigas de aço iriam ser usados para ​​ formar uma grade 3D estável. Como as grades de coluna iriam ser minimamente espacejadas, os espaços abertos do edifício seriam obstruídos. Como resultado, não haveria espaço sem colunas em qualquer um dos andares do edifício.

Starrett Brothers e Eken, que eram conhecidos como os mais conceituados construtores de arranha-céus da década de 1920, fizeram uma proposta ousada para conquistar este projecto. Não só eles prometem que poderiam fazer o trabalho a tempo, como também anunciaram que iriam comprar o equipamento personalizado para cumprir o contrato. Os Starrett Brothers sabiam que outras empresas construtoras que tentaram garantir o projecto, tinham assegurado ao cliente que tinham abundância de equipamentos, e o que não tivessem alugavam. Os Starrett Brothers decidiram tomar um rumo diferente. Durante o processo da entrevista, quando perguntados quanto equipamento de construção é que possuíam, eles responderam que não tinham nada que fosse útil para este projecto. Eles explicaram aos investidores que o tamanho e o alcance do Empire State Building poderia criar alguns problemas. Como o material de construção comum não seria suficiente para as suas necessidades, tiveram que desenhar e comprar peças personalizadas. Eles iriam cobrar o valor desse equipamento aos investidores, com o valor da diferença quando o projecto estivesse concluído. No ponto de vista deles, este método custaria menos do que o aluguer de equipamentos de segunda mão e seria mais eficiente. O grupo de investimento concordou então com a decisão.

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O cronograma deste projecto foi tão pioneiro quanto o design. O projecto estaria concluído, como planeado pelos arquitectos, em apenas 18 meses.


MODELO 3D EMPIRE STATE BUILDING


Zona de cola

Instruçþes de dobra


Com um prazo extremamente apertado,

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os Starrett Bros. e Eken tiveram que começar a planear o projecto imediatamente. Eles determinaram que mais de sessenta tipos diferentes de pessoas da área comercial seriam necessárias e que a maioria das encomendas precisariam ser encomendados com a especificação devido ao elevado fluxo de trabalho. O abastecimento teve que ser feito nas plantas dos edifícios em estado quase terminado, para minimizar os trabalhos preparatórios necessários no local. As empresas contratadas tinham de ser confiáveis, capaz de proporcionar um trabalho de qualidade, e dispostas a cumprir o calendário previsto. O tempo teve de ser coordenado quase ao minuto. O calendário ditou que cada secção do processo de construção fosse sobreposta - nenhum momento poderia ser desperdiçado. O Empire State Building foi o primeiro projecto de construção comercial a empregar a técnica de construção da via rápida, uma abordagem comum hoje, mas muito recente no início do séc. 20. Esta técnica consiste em iniciar o processo de construção antes do design dos projectos estarem totalmente concluídos, a fim de reduzir os atrasos e os custos da inflação. Neste caso, era imperativa a utilização do método de construção da via rápida para ganhar a corrida para o edifício mais alto. A fim de fazer com que isto resulte, o engenheiro faz um desenho esquemático baseado em esboços do arquitecto. O desenho esquemático inclui os materiais a serem utilizados na construção (betão armado ou aço), tipos de pisos e espaçamento das colunas.

As empreiteiras começaram a escavação para a construção de novo em Janeiro de 1930, mesmo antes da demolição do ocupante anterior do site, o original Waldorf-Astoria Hotel, ter sido completa. Os irmãos Starrett foram pioneiros no trabalho simultâneo de demolição e construção, um ano antes na construção de 40 Wall Street, um concorrente no início da corrida para erguer o edifício mais alto do mundo. Dois turnos de 300 homens trabalharam dia e noite, escavando por entre a pedra dura e criando as fundações. Menos de dois meses mais tarde, em Março 1930 foi iniciada a construção do esqueleto de aço. O quadro do arranha-céus subiu a uma taxa de quatro andares e meio por semana, ou mais do que um andar por dia. Nenhum edifício de tamanho comparável foi ​​ construído numa taxa semelhante de velocidade. Essa conquista deu-se através de uma logística eficaz combinada com uma força de trabalho capacitada e bem organizada.

A famosa imagem da construção do projecto The Empire State Building tornou-se um modelo de eficiência. Os construtores criaram várias inovações que pouparam tempo, dinheiro e mão de obra. As 60.000 toneladas de aço para a estrutura foram fabricadas em Pittsburgh e imediatamente transportadas para Nova Iorque, via barcaça, comboio e camião. Reza a lenda que os postes e vigas de aço chegaram no local marcado com o seu lugar no quadro e com o número da grua que os iriam erguer. Os trabalhadores poderiam então rodar as vigas no lugar e tê-las tão rapidamente rebitadas 80 horas depois de sair do forno e fora do rolo. Um caminho de ferro foi construído no local da construção para mover materiais rapidamente. Como cada vagão - um carrinho empurrado por pessoas - levava oito vezes mais do que um carrinho de mão, os materiais também foram movidos com menos esforço. As vigas de aço não poderiam ser levantadas mais de 30 andares de cada espaço de tempo, por isso vários guindastes de grande porte foram usados para ​​ levar as vigas até os andares mais altos. Naquela altura, os tijolos usados ​​para a construção eram geralmente despejados na rua e, em seguida, transferidos do monte para o carrinho de pedreiro, conforme necessário. As ruas teriam de ser fechadas, enquanto o trabalho de mover os tijolos era exaustivo e ineficiente. Com dez milhões de tijolos necessários para este trabalho, o velho método seria inviável e um desperdício de tempo. Em vez disso, os Starrett Brothers e Eken conceberam um tubo que levou a um funil na cave. Como os tijolos chegavam de camião, os construtores despejavam-nos para tubo. Quando eles eram necessários, os tijolos eram libertados do funil e caiam em carretas, que eram depois içados até o piso adequado.


Enquanto o exterior do edifício estivesse a

ser construído, os electricistas e canalizadores começaram a instalar as necessidades internas do edifício. As datas marcadas para o início de cada fase foram rigorosamente ajustadas, e o prédio cresceu, como se estivesse a ser construído sobre uma linha de montagem - uma linha de montagem efectuava o movimento e o produto final ficava no seu lugar. Além da estrutura de aço, os materiais de construção incluíam 62.000 metros cúbicos de cimento, 200 mil metros cúbicos de calcário e granito de Indiana, que compreendia a maior parte do exterior, 10 mil metros quadrados de mármore Rose Famosa e Estrallante; 6.500 janelas, cujos núcleos foram submetidos a um jacto para converter as suas cores para o tom das janelas, e 300 mil metros quadrados de mármore Hauteville e Rocheron para os lobbies do elevador e corredores nos andares de escritórios.

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Os Starrett Brothers conseguiram formar uma força de trabalho de 3.500 homens, significaram sete milhões de homens-horas, incluindo o trabalho aos domingos e feriados. Os trabalhadores ganhavam 15 dólares por dia, uma excelente taxa de remuneração no início de 1930.

O projecto foi concluído antes do prazo e abaixo do orçamento. Em vez de precisar de 18 meses como previsto, a construção foi concluída em pouco menos de 15 meses. Devido a custos reduzidos durante a Depressão, o custo final foi de apenas 24,7 milhões dólares em vez dos estimados 43 milhões de dólares. Em Setembro de 1930, apenas parcialmente concluído, o Empire State Building tornou-se oficialmente o prédio mais alto do mundo. O Chrysler Building de 1046 metros, que fora concluído em Maio de 1930, deteve o título por apenas alguns meses. Quando o piso 85 do Empire State Building foi concluído, ele oficialmente eclipsou o seu rival. A construção foi concluída a 11 de Abril de 1931, um ano e 45 dias depois de ter começado. O presidente Herbert Hoover abriu oficialmente a construção a 1 de maio de 1931, pressionando um botão em Washington, DC, que fez acender as luzes do edifício. O Empire State Building permaneceu o arranha-céus mais alto do mundo por mais de 40 anos, até as torres World Trade Center serem construídas em 1972. Embora já não seja o edifício mais alto do mundo, o Empire State Building é um marco na arquitectura, um símbolo de Nova York, e acima de tudo uma realização surpreendente no campo da construção civil.


Precedido pelo Chrysler Building

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Tipo de Serviço: observação Localização: 350 Quinta Avenida New York, New York 10118 Gestão: W & H Properties Iniciado em: 1929 Terminado em: 1931 Torre de antena: 1.454 pés (443,2 m) Telhado: 1.250 pés (381,0 m) Piso superior: 1.224 pés (373,2 m) Total de andares: 102 Área bruta: 2.768.591 pés quadrados (257.211 m2) Contratante principal: Starrett Brothers e Eken Custo: 40.948.900 dólares


ESPAÇO

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Pegue a sua caneta ou lápis e desenhe o próximo edificio de sucesso!


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PRÓXIMA EDIÇÃO CORTES ISLAND RESIDENCE THE OPEN BOX HOUSE

JAMES CLARK CENTER

THE POD PAVILION

HARRISON STREET RESIDENCES

THE OLORON-SAINTE-MARIE MULTIMEDIA CENTRE



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