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DIRECTORA: Sandra Ribeiro Gonçalves

Ano XI n.º 565 de 18 a 24 de Janeiro de 2011

Falência da “Famicasa” parou Centro SociaL Pág. 3 Pág. 5

Jerónimo de Sousa em contacto com trabalhadores

20 anos a identificar o futuro Especial aniversário em caderno nas páginas centrais

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA


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De 18 a 24 de Janeiro de 2011

Notícias de Famalicão

É preciso mudar! O texto de Carlos de Sousa publicado há 15 dias merecia leitura e tratamento atento, bem como de Edna Cardoso na semana passada. Porém, andamos todos sempre a correr de um lado para o outro e o que se escreve há 15 dias já não lembra a ninguém. Escrevia Carlos de Sousa que o nosso município deveria estar atento à situação que vivemos actualmente e assim criar uma unidade de missão municipal dedicada à “Economia e Novos Investimentos” e dar também uma atenção especial às instituições de solidadiedade social ( IPSS). Sugeria também, noutro contexto, a importância da abertura de um pólo ou extensão do IPCA (Instituto Politécnico do Cávado e do Ave). Retomo esta sugestão do pólo do IPCA para dizer que uma das facetas mais negativas destes últimos 10 anos de administração municipal tem sido a perda de oportunidades e esta é uma delas. O nosso município teve a oportunidade (única) de ter ensino superior público e desperdiçou-a. A câmara municipal prejudicou Famalicão. Para não se perderem outras oportunidades e para mudar de política municipal era preciso trabalhar muito e desde já. Não se vê trabalho sério e continuado! ANTÓNIO CÂNDIDO DE OLIVEIRA

PS 1 – É quase caricato: quando era necessário alargar a EN n.º 14, depois da rotunda de Santo António, em direcção a Braga, derrubando aquele velho muro de mais de 200 metros até ao Tribunal, o que se fez, nestes últimos dias, foi limpar as ervas que crescem junto dele! PS 2 – A entrevista feita pelo Jornal de Famalicão ao Monsenhor Joaquim Fernandes é, para além do mais, que não é pouco, uma lição de história local. Merece leitura atenta. E venha a continuação…

Associação Gerações promoveu seminário sobre Educação Parental A Associação Gerações realizou na passada sextafeira, na Biblioteca Municipal, o seminário “Educação Parental Parcerias de Qualidade na Educação da Criança”. Neste seminário foi possível assistir a várias intervenções/apresentações, nas quais os diferentes oradores debateram e abordaram as mais variadas problemáticas que interferem nas relações pais e filhos, assim como entre todos os intervenientes na Educação da Criança. “Os pais têm medo de exercer a autoridade, como se isso fosse provocar algum dano psicológico, ou algum trauma na infância”, referiu. Liliana Meira. É necessário e essencial para um adequado desenvolvimento emocional, o estabelecimento de limites, acrescentantou. Para Liliana Meira, o “não”, não traumatiza a criança, esta é uma crença irracional, o ser humano é um ser com capacidade de resiliência, ou seja com a capacidade de lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas. É natural no decorrer do desenvolvimento os pais ficarem “desorientados” entre a educação e as regras im-

postas aos filhos, sendo essencial manter a coerência, não só em casa como entre todos os intervenientes na sua educação. Segundo o Francisco Machado é fundamental existir firmeza por parte dos pais/educadores, contudo é igualmente obrigatório definir firmeza, como sendo assertividade, consistência, coerência e não autoridade. Ao contrário de crenças antigas, a autoridade e a diversão não são incompatíveis, são dois ingredientes fundamentais na educação, sendo dos pais e educadores a tarefa de dosear os limites da sua utilização. A autoridade só é reconhecida, quando existe respeito e não medo, sendo neste factor que muitas vezes reside o “erro” dos modelos parentais utilizados. Por sua vez o respeito advém da admiração, do amor/carinho pelo seu modelo. Segundo Teresa Sarmento, as “crianças necessitam de tempo para crescer”, tempo este que terá que ser de qualidade e em quantidade suficiente. Na verdade, o modo como a gestão de tempo da criança se encontra a ser elaborada, (com tantas actividades extra curricu-

lares) quase não deixa tempo para interacção familiar, o que deveria preocupar todas as famílias. Outra grande problemática que interfere directamente na interacção familiar é a alienação parental. Para Rui Lima, da Associação pela Igualdade Parental e Direitos dos Filhos, a alienação parental define-se como “um conjunto de comportamentos seriados, praticados pelo progenitor alienante (em regra o residente), com o objectivo de criar uma relação de carácter exclusivo entre ele e a criança, de forma a excluir para sempre o outro progenitor da vida dos seus filhos.” Este comportamento por parte do progenitor alienado, provoca na criança um sentimento crónico de inferioridade, tornando a criança cada vez mais dependente do progenitor alienante, comprometen-

do definitivamente o desenvolvimento saudável da sua autonomia, assim como a relação funcional com o progenitor alienante, perdendo a noção do seu “eu social”. Estudos recentemente efectuados, relativamente à educação parental, trouxeram novas matrizes e transformações no plano teórico daquilo que se consideram ser boas práticas educativas. Neste sentido e com o objectivo de que os pais sejam capazes de valorizar as suas competências e capacida-des, transformando este conhecimento numa mais-valia para a sua família, a Associação Gerações iniciou no ano 2010, o programa de Educação Parental, que ainda se encontra em desenvolvimento e para o qual todos os pais e famílias são convidados a participar.

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Famalicão empresta alegria à campanha presidencial Na ponta final da campanha, Famalicão acordou, finalmente!, para as eleições presidenciais do próximo domingo. E a campanha ficou mais alegre – seja pelo nome da quinta de Ribeirão (o cavaquistão famalicense…) onde Cavaco Silva ontem almoçou com as suas gentes, seja pela vinda de Manuel Alegre à cidade, prevista para amanhã, à tarde (concentração às 16 horas nas Lameiras). Face às dificuldades que todos experimentamos, esta animação q.b., ainda que efémera, torna a nossa cidadania menos acabrunhada, mais esperançosa, e pode funcionar como um espanta-espíritos contra a Carlos de Sousa resignação. (...)

Travessa de Ribeirais, em Antas:

Cá está mais um! Segundo moradores da rua, já lá vão anos desde que o carro aqui chegou e não mais de lá saiu!!!

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Insolvência da “Famicasa” constrange construção do Centro Social de Vermoim POSIÇÃO JÁ FOI CEDIDA. TRABALHOS RETOMAM PARA CONCLUIR OBRA ATÉ AO VERÃO A construção do Centro Social e Paroquial de Vermoim está finalmente em condições de ser retomada. A insolvência da “Famicasa”, empresa à qual foi adjudicada a empreitada, causou uma paragem de mais de um mês nas obras de construção daquela valência social financiada pelo PARES (Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais). Segundo César Campos, da direcção da instituição, a empresa já cedeu posição a uma outra, permitindo assim que a empreitada prossiga sem novos atrasos, podendo estar concluída até Agosto. A empreitada, lançada em Junho de 2009, foi sofrendo sucessivos impasses e problemas no seu avanço. Segundo César Campos, a direcção da instituição teve, a dada altura, a consciência de que “a Famicasa estava a emperrar o processo de construção”. O cronograma da obra não terá sido mesmo cumprido, fruto de dificuldades financeiras, ficando claro que a empresa famalicense “não tinha condições para continuar”. Os problemas com subempreiteiros, aos quais a empresa famalicense delegara diversas fases da construção, foram sendo “uma constante”, alega o mesmo responsável, até ao momento em que, alegando “quebra de confiança”, abandonaram mesmo a obra. César Campos frisa que, atentos a esta situação, a direcção do Centro Social e Paroquial de Vermoim foi sempre estando em contacto com a Segurança Social, gestora das verbas atribuídas à obra por intermédio do PARES, no sentido de preparar uma eventual solução caso a “Famicasa” não viesse mesmo a ter condições de concluir a empreitada, o que acabou por acontecer. Na sequência desta relação estreita, a solução encontrada pela Segurança Social, no sentido de não protelar mais ainda o processo de transferência de tutela relativamente à construção, foi a da cedência de posição. Foi assim que “a direcção do Centro Social e Paroquial so-

licitou à “Famicasa” que cedesse a sua posição”, alega César Campos. A adjudicatária não mostrou renitência, pelo que a obra foi já entregue a uma empresa de Joane, que está neste momento a analisar os trabalhos feitos e a elaborar novo calendário de obra. Retomada a construção ao cabo de pouco mais de um m ê s d e pa r a g e m , C é s a r Campos mostra-se confiante relativamente ao andamento dos trabalhos com esta nova empresa. Este responsável adianta que a nova empresa irá fixar em breve um novo prazo. Sem optimismos exagerados, admite que a conclusão da obra possa, apesar dos problemas enfrentados, estar concluída no Verão. A obra em causa está já em fase de acabamentos interiores. Orçado em cerca de um milhão de euros, o Centro Social e Paroquial de Vermoim é um equipamento cofinanciado pelo PARES. Este programa assume 60 por cento do investimento, ao passo que a comunidade terá que gerar entre si os restantes 40 por cento. A população, refere César Campos, tem sido sensível á necessidade de gerar verbas para esta obra. À parte das iniciativas pontuais que a direcção tem promovido no sentido de obter fundos, há peditórios mensais nas missas que têm surtido efeito, e há mesmo alguns cidadãos da freguesia

que canalizam mensalmente algum dinheiro para a obra que se assume como “um sonho” para a freguesia. Era isso mesmo que Xavier Forte, presidente da Junta de Freguesia de Vermoim, dizia na cerimónia de lançamento da primeira pedra, em Junho de 2009. Na altura as previsões mais optimistas apontavam para que a obra pudesse estar pronta no ano seguinte, o que acabou por não acontecer.

Uma vez concluída a valência vai disponibilizar diversos serviços para a terceira idade, nomeadamente, Cenro de Dia para 25 utentes, Lar de Idosos para 20 pessoas, e Serviço de Apoio Domiciliário que vai dar resposta a 15 idosos. Ao que conseguimos apurar há outras instituições com problemas na construção dos seus equipamentos, fruto da insolvência desta mesma empresa. SANDRA RIBEIRO GONÇALVES


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Alegoria famalicense de uma campanha alegre Na ponta final da campanha eleitoral, Famalicão acordou no último domingo, finalmente!, para as presidenciais. É pena que que assim tivesse sido. Mas, como mais vale tarde que nunca... O programado passeio de Cavaco Silva foi interrompido precisamente no domingo, quando ele por aqui andou: as sondagens começaram a evidenciar que as favas contadas da sua reeleição à primeira volta, afinal, foram marteladas pelos comentadores e confrades do costume. Daí o nervosismo e o sibilino ataque à comunicação social protagonizado por um político profissional que, como o próprio recordou, não tem tempo para ler jornais, raramente se engana e nunca tem dúvidas. Tanto melhor para a democracia. A campanha ficou mais alegre com a chegada da campanha a Famalicão - seja pelo nome da quinta de Ribeirão, qual cavaquistão famalicense, onde um incomodado Cavaco almoçou com as suas gentes, seja pela passagem de Manuel Alegre pela nossa cidade, prevista para esta terça-feira, a partir das 16 horas. Mesmo que este frémito eleitoral seja, apenas, a alegoria de uma alegria consentida no meio das dificuldades que todos experimentamos, tanta animação torna a nossa cidadania menos acabrunhada, mais esperançosa, e pode funcionar como um espantaespíritos contra a resignação. É que, como o desconforto recente dos apoiantes cavaquistas denuncia, por nada estar ainda decidido a nível nacional, uma eventual segunda volta entre Cavaco e Alegre poderá espoletar em Famalicão uma interessantíssima aproximação entre as estruturas concelhias do PS e do BE, mobilizando, desde já, o povo de esquerda para a construção de uma alternativa autárquica, credível e ganhadora, à maioria PSD-CDS/PP que há uma dezena de anos administra o município da mesma forma que os proprietários da quinta onde o recandidato da direita pregou a convertidos gerem o seu negócio. A diferença é que as festas camarárias e o forrobodó clientelar

desta direita que sustenta Armindo Costa custa-nos bem mais caro que um casamento ou baptizado, por mais feérico que seja o evento. E não nos tem custado só dinheiro, infelizmente. Tem debilitado o nosso valioso património comum, pecúlio que herdámos de gente honrada e de trabalho e de empreendedores visionários que souberam aproveitar o Homem e os favores da Natureza do vale do Ave. A Armindo Costa e à sua entourage têm de ser assacadas, pelo menos, cinco menos-valias desta Vila Nova Famalicão da segunda década do séc. XXI: 1. a perda de competitividade territorial e económica; 2. o desaproveitamento de vários investimentos com um potencial regenerador do tecido produtivo local, tanto públicos como privados, que optaram por localizações como Santo Tirso, Maia, Paredes, Matosinhos, Trofa ou Braga; 3. a sobreposição das carreiras (políticas e/ou profissionais) e das vidas pessoais ao interesse geral; 4. o enfraquecimento dos factores distintivos da mão-de-obra e dos recursos industriais disponíveis no concelho à escala regional; 5. o perigoso adiamento de uma estratégia global de revitalização de Vila Nova de Famalicão ao nível da gestão do território, do ensino e da formação e da economia. Estas são as consequências mais graves do autismo político da maioria, agravadas por um misto de demissionismo e de incompetência que a falta de equidade e transparência na gestão da autarquia mais acentuam. Também por estas razões se justifica que o sino toque a rebate até domingo nas 49 freguesias do concelho, Talvez assim seja possível activar a consciência cívica dos famalicenses - se não for por outra razão, para que o “povo de esquerda” da nossa Terra se aperceba que ao votar, este domingo, pode assumir uma opção “dois em um”: inviabilizar a reeleição de Cavaco Silva à primeira volta e ajudar a abrir os caboucos de uma alternativa forte, credível, abrangente e mobilizadora das forças progressistas da sociedade famalicense, que vá do centro para a esquerda, capaz de derrotar em 2013 os herdeiros desta apagada e vil tristeza municipal. Por isso, haja alegria em Famalicão! Hoje e sempre. E esperança, muita esperança. Afinal, só é derrotado quem desiste de lutar. Manuel Alegre tem disso consciência e entendeu por bem, num acto com um forte simbolismo republicano, homenagear Bernardino Machado, depositando um ramo de flores na base da estátua do “nosso” estadista da Primeira República na Rotunda com o seu topónimo. Só um poeta e um grande português seria capaz de um gesto tão significativo! Só um homem de cultura pode evitar que Portugal seja aprisionado pelos “mercados”; aqueles que nos têm roubado a alegria e se vão safando à pala da crise.

Presidente da ACIF defende “cooperação” e “competitividade” para promover emprego “Cooperação” e “reforço da competitividade das empresas PME, na produção e exportação de bens transaccionáveis”, foram, entre outras, duas das medidas avançadas por António Peixoto, presidente da Associação Comercial e Industrial de Famalicão (ACIF), para a promoção do emprego e da empregabilidade na região e no país. As medidas foram sugeridas aos representantes do Observatório para o Emprego, um grupo de missão criado no âmbito da Distrital de Braga do PSD, no decurso de uma reunião de trabalho ocorrida na passada sexta-feira em Vila Nova de Famalicão. Segundo António Peixoto, importa criar no distrito “uma cooperação real, efectiva e concretizável, englobando agentes económicos e associações sócioprofissionais representativas dos diversos sectores de actividade, que actuem de forma planeada e concertada”. No distrito de Braga, não faltam exemplos de parcerias “mas estas, na sua maioria, não passam do plano das boas intenções que estiveram na sua génese” referiu o presidente da ACIF. Dando a conhecer à delegação do Observatório do Emprego, a audiência de trabalho recentemente tida com o responsável pelo Centro Económico e Cultural de Taiwan, António Peixoto apontou para a imperiosa necessidade de reforçar a competitividade das pequenas e médias empresas, base do tecido económico do país e, sobretudo, da sua capacidade exportadora designadamente para o mercado asiático que representa apenas 0,93 por cento do volume total das exportações portuguesas, apontando para a urgência da “redefinição da diplomacia económica de Portugal, fortalecendo a presença lusa naquele continente, esquecido na última reforma consular”.

No próximo Sábado

Vermoim: Associação Cultural vota Plano e Relatório de Contas

CARLOS DE SOUSA

A Associação Cultural de Vermoim convoca os seus associados para uma sessão ordinária da Assembleiageral desta colectividade a realizar no Sábado, dia 22 de Janeiro, pelas 17:00 horas no Parque Desportivo da Associação Cultural de Vermoim. Da ordem de trabalhos faz parte a discussão e votação do Relatório de Contas referente ao ano de 2010; a apreciação, discussão e votação do Plano de Actividades para o ano de 2011; a nomeação de directores para representação da colectividade em actos oficiais; entre outros assuntos de interesse para a Associação Cultural de Vermoim.

Atleta do NAJ Campeã em Pista Coberta A atleta do Núcleo de Atletismo de Joane (NAJ) Doroteia Peixoto, sagrou-se no passado fim de semana campeã do Norte em pista coberta, ao obter o primeiro lugar na prova de três mil metros , numa competição realizada na cidade de Braga. Também integrado no mesmo campeonato, Pedro Vieira, obteve um excelente 3.º lugar individual, também na prova de três mil metros.


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Secretário-Geral do PCP contactou com trabalhadores da Mabor

Jerónimo de Sousa activo na campanha de Francisco Lopes Com a contagem decrescente para as eleições presidenciais, o secretário-geral do PCP reforça a sua participação no apoio ao candidato apoiado pelo partido, Francisco Lopes. Foi isso mesmo que Jerónimo de Sousa veio fazer a Famalicão, onde promoveu contactos com os trabalhadores da ContinentalMabor, em Lousado, na passada quinta-feira. Segundo Jerónimo de Sousa a escolha daquela multinacional ocorre naturalmente, dado que o partido a que preside tem acompanhado a empresa ao longo do tempo, não se “limitando a vir aqui em momentos de eleições”. O secretário-geral do PCP mostrou-se satisfeito pela forma como foi recebido pelos trabalhadores, alegando mesmo que foi alvo de “uma recepção franca, aberta e disponível”. Neste contexto, Jerónimo de Sousa mostra-se confiante numa segunda volta das eleições presidenciais, e num bom resultado da candidatura

de Francisco Lopes. Afirmou mesmo que esta se encontra rodeada de “um grande colectivo”, e que “está a crescer e avançar”. Apesar dos indicadores revelarem que Cavaco Silva será reconduzido com facilidade no cargo, dispensando mesmo uma segunda volta das eleições, o comunista atenta: “muita coisa pode acontecer. Nada está decidido, desde logo porque o voto do povo é soberano”.

Com o fantasma da abstenção a ensombrar o acto eleitoral do próximo dia 31 de Janeiro, Jerónimo de Sousa aproveitou para fazer a partir de Lousado um apelo à participação massiva dos eleitores, e para que penalizem com o seu voto aqueles que têm sido, directa ou indirectamente, os responsáveis pelas decisões erradas que no seu entender têm sido tomadas relativamente ao país. O se-

cretário-geral do PCP atirouse então directamente a Cavaco Silva, candidato que acusa de assumir uma “posição interesseira”. Disse mesmo que a sua postura actual é bem divergente da que há poucas semanas assumiu em fase de discussão e aprovação do orçamento de Estado. Acusou-o de “apadrinhar o orçamento”, e ter mesmo forçado a um entendimento entre PS e PSD, quando agora vem agitar com “o fantasma de uma crise política”. A mesma acusação dirigiu, de resto, ao próprio líder do PSD, que num primeiro momento reconhece os prejuízos de uma crise política, para a seguir se declarar o seu partido pronto para governar Portugal. Aos jornalistas, findos os contactos com os trabalhadores da Mabor, disse ainda que o próprio PS se “pôs a jeito” nesta situação: “promoveu uma política desgraçada de ataque aos direitos para que a direita possa continuar”. Num discurso mais positivo sublinhou há outras vias

para ultrapassar a crise, que não aquelas que os actuais governantes fazem passar, sob a imagem de que não há outra solução para o país do que aquela que está a ser de-

senhada. Sublinhou que o país tem “imensas potencialidade”, no sector da agricultura e pescas, mas também noutros, que carecem ser capitalizados. S.R.G.

“ANGO”: deputado do PCP questiona ministros O deputado do PCP Agostinho Lopes questionou o Ministério do Trabalho e Solidariedade Social sobre o encerramento da empresaFranciscoPimentae Silva, Lda. (ANGO), em Ribeirão. Em requerimenro dirigido à ministra que tutela a pasta, Agostinho Lopes questiona se está a ser acompanhada a situação dos 24 trabalhadores que viram a porta da empresa encerrada de um dia para o outro, sem lhes ter sido dado o papel que permite requerer o subsídio de desemprego, e com os ordenados de Setembro, Outubro e subsídio de férias em atraso. O parlamentar pergunta se a Autoridade para as Condições do Trabalho interveio no processo, se o ministério está a par das sucessivas mudanças de nome da empresa, e se tem conhecimento de algum pedido de insolvência. Estas duas últimas perguntas são também formuladas, por via de requerimento, também ao responsável pela pasta da Economia e Inovação.


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Hotel Rural da Azenha: complexo pronto até ao final do ano A oferta hoteleira em Vila Nova de Famalicão vai crescer até ao final do ano, com a abertura do Hotel Rural da Azenha, em Bairro, uma infraestrutura que foi dada a conhecer ontem (segunda-feira) em conferência de imprensa. Esta é uma infra-estrutura orçada em 2,960 mil euros, co-financiada pelo QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional) que terá um total de 23 quartos, dos quais duas suites e dois quartos familiares. O projecto, promovido João Monteiro, começou a ser construído em Abril de 2010 e deverá estar concluí-

do até ao final do ano. Com 25 por cento de capitais próprios, o que significa um investimento privado na ordem dos 690 mil euros, o hotel conterá diversas infra-estruturas complementares como restaurante, salão de eventos, adega, SPA, um campo sintético para futebol de sete e outras modalidades, um salão de estética e de cabeleireiro, sala de jogos, e um Espaço Kids com parque infantil, sala de entretenimento e mini golf. Trata-se de um complexo hoteleiro que aposta no ecoturismo. Na apresentação desta infra-estrutura, foi também

Casa do Benfica celebrou 17 anos

A Casa do Benfica de Vila Nova de Famalicão calebrou, na passada sexta-feira, 17 anos de existência. A data foi assinalada com um jantar realizado nos Moutados, reunindo sócios e simpatizantes do clube da “águia”. O jantar contou com a presenta de várias dezenas de pessoas, e contou com animação musical.

Proprietário (ao centro) confiante na conclusão das obras até ao final do ano

apresentada a Associação dos Hotéis Rurais de Portugal, que pretende ser uma plataforma de apoio a todos os equipamentos hoteleiros de menor dimensão, no lançamento de iniciativas que congreguem o sector em torno de um objectivo comum: o de conseguir concorrer com as grandes cadeiras de hóteis. Segundo João Monteiro, proprietário do Hotel Rural da Azenha e presidente da Associação, este equipamento tem como missão “dar a conhecer e contribuir para a divulgação da cultura, dos costumes de uma região, atrain-

do clientes à mesma”. O hotel, construído em pedra e com material característico da região, lança-se ao desafio de acrescentar ao mercado da região um equipamento hoteleiro de qualidade, que valorize a região. Dessa vontade e objectivo surgiram já parcerias com instituições como a Fundação Castro Alves, as Termas das Caldas da Saúde, e as autarquias locais. Testemunho da mais-valia que pretende ser a Associação dos Hotéis Rurais de Portugal, o presidente da Assembleia-Geral sublinhou que esta congregação de esforços em união institucional

procura sanar definitivamente “as dificuldades de competitividade num mercado absorvido pelas cadeias hoteleiras”. O lançamento da marca “Hotéis Rurais de Portugal” é o primeiro passo com vista a incorporar as várias unidades com características idênticas. Segundo aquele responsável importa, nomeada-mente, “obter melhores condições ao nível das cadeias de abastecimento”, frisou, acrescentando que a dimensão constitui muitas vezes um obstáculo à própria capacidade de negociação. Por outro lado, a associação irá pautar pela promoção

de padrões de qualidade rumo a um serviço de “excelência”. Este responsável salientou que o turismo, tal como as exportações, contribuem muito para a balança comercial nacional, daí que tem que merecer uma aposta sustentada, reconhecido que é como sector transversal à economia no contexto do país, mas também a nível local, no desenvolvimento dos pequenos negócios e actividades. O Hotel Rural da Azenha vai criar no imediato 20/25 postos de trabalho, tendo um reforço de idêntico número para serviços pontuais. Presente na apresentação o vice-presidente da Câmara Municipal salientou a importância deste equipamento no aumento da oferta hoteleira concelhia. Referiu, por outro lado, que vai de encontro às metas que o próprio município pretende atingir como referência cultural. Na mesma linha, o autarca de Bairro, António Sousa, mostrou-se consciente dos benefícios deste investimento para a economia local.

SANDRA RIBEIRO GONÇALVES

Lousado: escuteiros cantaram as Janeiras Todos os anos pela época de Natal e Ano Novo é tradição dos elementos do Agrupamento 124 de Lousado cantar as Janeiras pela freguesia. E este ano não foi excepção. Nos dias 7 e 8 de Janeiro realizou-se nas instalações da Casa do Povo de Lousado um pequeno espectáculo alusivo à época, que contou com a presença de pais e familiares dos elementos do Agrupamento bem como dos demais habitantes da freguesia, sem os quais não era possível o sucesso desta actividade. O espectáculo retratou um pequeno conto de Natal que mostra que até mesmo a pessoa mais avarenta tem sentimentos e pode mudar para melhor, preocupando-se com os que a rodeiam. A acompanhar o mesmo, como não poderia deixar de ser, foram cantadas algumas músicas das Janeiras. “Foram duas noites de alegria quer para os elementos quer para a plateia que assistiu e apoiou com grande fervor. Ficou a promessa de que

para o ano se repetirá a iniciativa em dose redobrada”, refere o agrupamento em nota enviada às redacções. Ainda no âmbito da comemoração desta época festiva, no passado sábado, dia 15 de Janeiro, o Agrupamento realizou a sua tradicional Ceia de Reis, este ano nas instalações da Casa do Povo. Nesta participaram os seus elementos e os pais.

Foi mais uma iniciativa do Agrupamento para promover o convívio entre os elementos e seus pais em ambiente escutista. Para animar a noite, cada Secção apresentou uma pequena peça ou cantou uma música. Os pais, como “escuteiros” que são, também fizeram questão de dar a sua contribuição na animação tendo preparado uma representação.

“No final da noite todos foram para casa com um sorriso e com sentimento de que este tipo de convívio é para repetir”, sustenta. A direcção do Agrupamento deixa um agradecimento a todos aqueles que mais uma vez de alguma forma colaboraram nas suas iniciativas e os votos de um Bom Ano 2011.


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Dia a dia

Por Mário C. Martins

Segunda volta… As Eleições Presidenciais vão decidir-se entre Manuel Alegre e Cavaco Silva. Aquilo que parecia uma certeza há meses atrás – a vitória de Cavaco Silva logo na primeira volta – já não existe hoje e tudo aponta para que a decisão definitiva só aconteça numa segunda volta a disputar entre os dois candidatos. Aqueles que acreditam num futuro mais próspero para Portugal e para os Portugueses não podem deitar fora a força do seu voto nas Eleições Presidenciais que se realizam no dia 23 de Janeiro.

1.

Manuel Alegre, candidato à Presidência da República, apoiado pelo Partido Socialista, estará hoje em Vila Nova de Famalicão, às 16 horas. Através de um comunicado, o Secretariado da Secção refere que «a essa hora, Manuel Alegre deverá chegar à Associação de Moradores das Lameiras, onde será recebido pela população e pelos dirigentes da instituição, visitando de seguida as várias valências daquela que é uma referência nacional no associativismo social. Após a visita, o candidato apoiado pelo Partido Socialista colocará uma coroa de flores junto à estátua de Bernardino Machado, na rotunda que tem o seu nome, na Cidade de Famalicão.» A Comissão Política da Secção de Vila Nova de Famalicão do PS, presidida por Fernando Moniz, mobilizou-se para esta visita de Manuel Alegre, reiterando-lhe o seu apoio incondicional e apelando à participação de todos os que estão com ele, no sentido de que possa ser dado mais um passo na direcção da sua eleição para Presidente da República. Para o Partido Socialista, «entre Manuel Alegre e Cavaco Silva, a escolha é fácil: Manuel Alegre é um homem culto, um democrata e alguém em quem se pode confiar para, com a sua influência, levar o País para a frente; Cavaco Silva representa o passado e a instabilidade para o futuro, sendo um homem que deixou de inspirar confiança.» Significado especial tem para o PS de Famalicão a colocação de uma coroa de flores na estátua de Bernardino Machado, na rotunda que tem o seu nome. Para o PS, «ao colocar uma coroa de flores junto à estátua de Bernardino Machado, Manuel Alegre presta uma homenagem à República e aos seus valores democráticos de solidariedade, justiça, desenvolvimento, paz e apoio aos mais carenciados, contra todos aqueles que querem fazer que Portugal regresse ao passado, em que apenas uma reduzida minoria tinha acesso aos bens que devem ser de todos. A homenagem a Bernardino Machado é também uma homenagem ao “estado social”, contra os que querem acabar com o Serviço Nacional da Saúde, com a Escola Pública, com os direitos dos trabalhadores e com os apoios aos mais carenciados.»

2.

Tenho, como já escrevi nestas páginas, algumas divergências políticas com Manuel Alegre. Mas Manuel Alegre, candidato apoiado pelo Partido Socialista, é, obviamente, também o meu candidato. Conforme refere com frequência José Sócrates, o Partido Socialista é suficientemente aberto para que nele possam conviver democraticamente pensamentos divergentes e ideias que não se cruzam, desde que as decisões democraticamente assumidas sejam respeitadas. Neste sentido, se Manuel Alegre é o candidato apoiado por José Sócrates, Secretário Geral do PS, e pelo Partido Socialista no seu todo, os militantes, simpatizantes, votantes e todos aqueles que vêem no PS a força política capaz de conduzir Portugal para um futuro melhor não têm outra opção que não seja votar em Manuel Alegre. As Eleições Presidenciais vão decidir-se entre Manuel Alegre e Cavaco Silva. Aquilo que parecia uma certeza há meses atrás – a vitória de Cavaco Silva logo na primeira volta – já não existe hoje e tudo aponta para que a decisão definitiva só aconteça numa segunda volta a disputar entre os dois candidatos. Aqueles que acreditam num futuro mais próspero para Portugal e para os Portugueses não podem deitar fora a força do seu voto nas Eleições Presidenciais que se realizam no dia 23 de Janeiro.

3.

O Dr. Durval Tiago Ferreira, militante do CDS/PP, foi durante dois mandatos vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. De há alguns meses a esta parte assumiu o lugar de deputado na Assembleia da República. Nos poucos meses que leva como deputado na Assembleia da República, o Dr. Tiago Durval Ferreira tem desenvolvido uma intensa actividade política direccionada para problemas concretos da sociedade famalicenses, o que é merecedor de elogio. Pertencendo a um órgão cuja acção tem consequências directas no todo nacional, tem sabido levar para a Assembleia da República questões de natureza local, vincando, por essa via, a sua qualidade de deputado eleito por determinado território, neste caso o Distrito de Braga e o Concelho de Vila Nova de Famalicão. Os problemas da Via Intermunicipal Joane – Vizela, as questões pendentes da Polícia Municipal, os problemas laborais com os trabalhadores da fábrica têxtil Stor, em Landim, e com os trabalhadores dos super – mercados Freitas foram acompanhados de perto pelo deputado que não se limitou a uma análise teórica dos “dossiers”, antes teve a preocupação de ir ao terreno falar com interlocutores credíveis, para ter uma visão rigorosa das questões em aberto. Tenho para mim que, para além de um deputado nacional, o deputado é também um “deputado local”, não podendo passar ao lado dos problemas locais. O Dr. Tiago Durval Ferreira tem sabido cumprir, nos dois domínios, a sua missão.

Associação famalicense presente no 3.º Torneio Boccia Cidade de Braga A jovem associação famalicense “Associação de Boccia Luís Silva”, fundada em Setembro último, irá participar no 3.º Torneio de Boccia Cidade de Braga. Este evento irá decorrer nas instalações da Universidade do Minho no próximo Sábado, das 09.00h às 18.00h. A delegação desta associação irá ser constituída pelos três atletas, Luís Silva (classe BC3), Maurício Silva (classe BC3) e Cristiana Marques (classe BC2). Estes

atletas irão assim dar inicio a um conjunto de participações em vários torneios de pré-

temporada, com o objectivo de se preparem para os Campeonatos Nacionais.

CNO ESPBS: esclarecimento em Castelões O Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, Joane vai realizar, no dia 9 de Fevereiro, pelas 19 horas, uma Sessão de Esclarecimento sobre as ofertas educativasformativas para adultos, na sede da Junta de Freguesia de Castelões. Esta sessão é dirigida aos adultos com idade igual ou superior a 18 anos, que pretendem obter uma equivalência escolar ao nível do 4.º, 6.º, 9.º ou 12.º ano.


GRANDE REPORTAGEM

Um dia na Cior

a Identificar o Futuro


20 ANOS a Identificar o Futuro

Cursos Profissionais * Técnico de Instalações Eléctricas Frequência: 36 Alunos

* Técnico de Eléctrónica, Automação e Comando Frequência: 55 Alunos

* Técnico de Higiene e Segurança no Trabalho Frequência: 42 Alunos

* Técnico de Energias Renováveis Frequência: 65 Alunos

* Técnico de Mecatrónica Automóvel Frequência: 48 Alunos

* Animador Sócio-Cultural Frequência: 58 Alunos

* Técnico de Refrigeração e Ar Condicionado

De 18 a 24 de Janeiro de 2011 *

II

“20 anos a identificar o futuro” Nascida a 11 de Setembro de 1991, a Escola Profissional Cior foi alavanca de uma reconversão social ao nível da profissionalização e qualificação de jovens e adultos, depois de uma crise profunda do têxtil do Vale do Ave. A jusante da crise era preciso reciclar activos e sobretudo relançar o futuro, através de uma aposta estratégica na formação e qualificação para um mercado de trabalho que sofrera alterações profundas, fruto da alteração do paradigma económico da região. O decreto-lei que regulamentou a possibilidade de entidades públicas e privadas se unirem, no lançamento de escolas profissionais, abriu o caminho para um parceria envolvendo a Câmara Municipal e a Escola D. Sancho I. O Proave, programa lançado pela então governante Elisa Ferreira, foi o passo seguinte na viabilização e materialização do projecto “Cior”. Em 1998, por força da lei, a escola profissional vê-se forçada a reformular a sua natureza. A ausência de personalidade jurídica da parceria instituída, assente em promotores, precipita a escola para a constituição de uma cooperativa de ensino, abrindo-se caminho à participação de cooperadores na entidade proprietária. A autarquia assegura a sua presença, ao lado de outros, entre os quais funcionários. À data são ainda onze os participantes na cooperativa de ensino. Depois de “20 anos a identificar o futuro”, lema que serve de inspiração à comemoração de duas décadas de existência, a Escola Profissional Cior mantém toda a sua pujança e vitalidade, sempre na linha da frente no que toca à preparação de activos qualificados para um mercado de trabalho cada vez mais exigente e mais técnico. Do outro lado dessa mesma moeda, está toda uma equipa directiva, pedagógica, docente, e não docente, que aposta e promove uma relação de proximidade com os seus alunos. O ambiente de familiaridade sente-se nos corredores da escola, na biblioteca, na secretaria, na cantina e até nos laboratórios e salas de aula. Para os diferentes agentes desta comunidade educativa, é também isso, para além da qualidade da oferta formativa, que distingue a Escola Profissional Cior entre os seus pares.

Frequência: 15 Alunos TOTAL DE ALUNOS NOS CURSOS PROFISSIONAIS: 319

FICHA TÉCNICA: Textos e Fotografias: Sandra Ribeiro Gonçalves Composição Gráfica: Sandra Ribeiro Gonçalves e Luís Cardoso


20 ANOS a Identificar o Futuro

De 18 a 24 de Janeiro de 2011 *

III

Amadeu Dinis há 15 anos ao leme da cooperativa de ensino

“Cior” impõe-se pela “qualidade, e elevada taxa de empregabilidade” O nome de Amadeu Dinis está intimamente ligado à história da Escola Profissional que este ano comemora o seu 20.º aniversário. O docente está na liderança da direcção desde 1996, e vem sendo reconduzido de três em três anos, período após o qual é necessário renovar o mandato da direcção da cooperativa de ensino. Apoiado numa equipa que se mantém estável ao longo dos anos, sente que na “Cior” há uma forma muito especial de entender a relação da escola com os seus alunos, pais e colaboradores. O “espírito de familiaridade” é uma realidade, frisa, e sente-se num quotidiano em que as hierarquias se entrelaçam por um objectivo comum: um ensino de qualidade e o bemestar da comunidade educativa.

Educação: um universo em constante mudança Há 15 anos ao leme da “Cior”, Amadeu Dinis já assistiu a muitas mudança operadas ao nível do ensino, desde que a via profissional era o parente pobre, até ao momento actual em que a oferta formativa sofreu um aumento sem paralelo, fruto de uma aposta dos actuais governantes. Entre medidas boas e menos boas, o dirigente opõe-se sobretudo ao excesso de regulamentação que muda a toda a hora e da qual nunca há tempo de extrair resultados. Confessa que muitas vezes as escolas lutam para adaptar regulamentos à sua realidade, e no prazo de um ano voltam a ter que passar pelo mesmo processo devido a novas alterações.

Oferta formativa adaptada ao mercado de trabalho No entanto, à margem das orientações que emanam da tutela ministerial, a escola profissional promove desde sempre uma articulação constante com o mercado de trabalho no sentido de adaptar a sua oferta formativa às carências do meio. “Fomos tentando sempre ir ao encontro das necessidades do mercado de trabalho, e também das orientações e das perspectivas que se vêem relativamente ao emprego no futuro”, refere Amadeu Dinis, acrescentando que esta dinâmica foi também precipitando a mudança da oferta formativa. Em matéria de empregabilidade futura destaca o curso de energias renováveis, e em matéria de adequabilidade ao mercado de trabalho salienta o curso de Animação Sócio-cultural. Refere mesmo, relativamente a este último, que é erróneo pensar que os índices de empregabilidade são reduzidos. “Pelo contrário, nós temos taxas de emprego nessa área excelentes, a rondar os 70 por cento. E porquê? Porque também há da parte da “Cior” uma preocupação com a fase pós-formação. Nós temos, em parcerias com empresas e instituições, formalizados cerca de 250 protocolos, o que é muito significativo, e permite que muitos dos nossos alunos, após a fase de estágio, acabem muitas vezes por encontrar aí o primeiro emprego”, refere, concluindo: “ou seja, nós procuramos jogar com as oportunidades que o mercado nos oferece”. No que toca a este curso alega mesmo que uma instituição famalicense integrou recentemente nos seus quadros seis formando da “Cior”. Na ligação com o mercado de trabalho, adianta Amadeu Dinis, está intimamente ligado um Gabinete de Psicologia onde uma técnica especializada orienta e ajuda os alunos, preparando-os para novas rotinas de vida e assessorando-os em questões como a elaboração de um currículo, a resposta a uma

oferta de emprego, ou mesmo na forma como estar numa entrevista. É esta psicóloga que também os recebe na escola, apoiando os alunos na escolha da área da formação que melhor se adequa ao seu perfil, e que os apoia de uma maneira geral ao longo de todo o seu percurso. “Ou seja há todo um apoio antes, durante e pós formação”, descreve o presidente da direcção, sublinhando que, mesmo depois da saída dos alunos, a escola mantém uma lista actualizada no sentido de os informar de eventuais ofertas de trabalho que possam interessar. No entender de Amadeu Dinis, o maior reflexo desta estrutura orgânica que aproxima todos os agentes da escola, é o facto dos alunos que passam e já passaram pela escola sentirem um “espírito de familiaridade” dentro da escola. “Esta escola é pequena, as pessoas tratam-se pelo nome, conhecemse todas e criam-se laços que na maioria das vezes não se criam noutra escola”. Para isso contribui também, acrescenta o dirigente, o facto de haver uma estabilidade do corpo docente e dos colaboradores.

Autonomia abre caminho a diferentes práticas A marcar a diferença está ainda a autonomia que tem a escola perante a tutela. “Nós temos leis e temos que respeitar as leis, mas no contexto da nossa autonomia e das nossas práticas temos a liberdade de ver aquilo que é melhor para nós”, explica. Usa como exemplo uma metodologia a que recorrem com frequência, a da formação em contexto de trabalho, e que não decorre de nenhuma determinação regulamentar mas de uma opção da escola. Um curso prático está neste momento nessa fase, tendo uma hora por semana de formação prática numa empresa de Bairro em contexto de trabalho. “Para além de termos dois professores com os alunos, eles têm ainda a ajuda dos trabalhadores da própria empresa, que os ajudam e acompanham na montagem de quadros eléctricos. Isso ajudaos na aprendizagem mas também a tomar consciência da realidade do mercado de trabalho, das suas exigências, das hie-

rarquias empresariais, da autonomia, da responsabilidade porque têm que estar a horas ao serviço -, da higiene e segurança no trabalho, da qualidade – porque os quadros que fazem são para serem vendidos -, etc… Tudo isto são valores que também temos que incutir aos alunos para que estejam aptos a entrar no mercado de trabalho”, alega Amadeu Dinis. Para este responsável “esta autonomia constitui a grande diferença entre a escola pública e a escola que presta serviço público, como é o caso da Cior”.

Qualidade premeia “Cior” Anos a rumar pela promoção do ensino profissional, quando a aposta ministerial pendia para a via ensino, a Escola Profissional Cior tem preenchido ano após ano todas as vagas que lhe são atribuídas, mesmo depois da oferta formativa concelhia ter aumentado exponencialmente. Segundo Amadeu Dinis a realidade de hoje é bem distinta da de há poucos anos, desde logo pelo número de alunos que opta pela vida profissional. É que, sublinha, 50 por cento dos alunos do concelho do secundário encontra-se à data em cursos profissionais. “Há meia dúzia de anos havia dez por cento dos alunos em cursos profissionais, e há hoje uma oferta que quadruplicou a nível do concelho. Há cinco anos havia nove turmas a funcionar em Famalicão com cursos profissionais e neste momento há quase 50. O número disparou!”. Num universo de aumento significativo da oferta, refere Amadeu Dinis, a escola que dirige tem que “se impor necessariamente pela qualidade, pelo projecto educativo, pela formação, pela elevada taxa de empregabilidade e conclusão, pela nossa convivialidade, pela nossa relação com a comunidade”, dado que a maioria das escolas com cursos profissionais têm os graus inferiores do ensino, e tentam que os alunos aí prossigam estudos, ao passo que a opção pela “Cior” impõe sempre uma mudança. Até à data, considera, os alunos “têm compreendido essa diferença”, e a demonstrá-lo está o preenchimento sucessivo das vagas para os vários cursos profissionais disponibilizados.


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IV

Programa comemorativo

Feira Medieval regressa para o 20.º aniversário da “Cior” No ano em que se assinalam os 20 anos da “Cior”, serão várias as iniciativas a promover ao longo do ano no sentido de “deixar bem vincado” o aniversário. Destaque para o quase certo regresso da Feira Medieval, que fruto de condicionalismos financeiros da Câmara Municipal não se realizou em 2010. “Está tudo conjugado para que isso aconteça”, segundo Amadeu Dinis. Os moldes do evento deverão mudar ligeiramente. As habituais inscrições para o evento deverão dar lugar a convites, e deverá associar-se à feira e ao aniversário da “Cior” também a celebração dos 175 anos do concelho. Em velocidade de cruzeiro está já uma operação de recolha de depoimentos sobre a instituição, perpassando antigos professores, promotores, alunos e pessoas do poder político e institucional que foram parceiros da escola, e actuais colaboradores. Estes depoimentos serão compilados numa edição especial do jornal da escola, o “Leituras”, que deverá ser editado até Março. A ideia inicial era a da edição de um livro, mas os condicionalismos financeiros próprios da con-

juntura actual aconselharam antes a aposta naquele suporte, adiantou Amadeu Dinis. Sem dia marcado ainda mas uma certeza, a acontecer entre os meses de Março e Abril, é a realização de uma cerimónia para entrega de diplomas. A complementar a entrega dos diplomas haverá uma gala de carácter mais recreativo e cultural, promovido por alunos, colaboradores e professores. Ao longo do dia está prevista a realização de uma conferência que deverá contar com testemunhos de empresários e outros intervenientes na situação social e económica do país. O encerramento das comemorações deverá aproximar-se da celebração do Dia do Diploma, que se assinala a 10 de Setembro. A cerimónia formal deverá ocorrer a 11, complementada com nova entrega de diplomas a alunos que concluem a sua formação. Alguns convidados deverão associarse. Ao longo do ano, segundo Amadeu Dinis, todas as iniciativas promovidas pela escola terão necessariamente o cunho do aniversário.

Processo de Certificação na recta final A Escola Profissional “Cior” está na recta final do seu processo de certificação de qualidade. A auditoria final já teve lugar na passada semana. Para Nilza Jardim certificação vem apenas atestar a qualidade que a organização já pratica em todos os seus processos, e que de resto está certificada há anos por outras entidades. “Este processo não vem mudar ou acrescentar nada relativamente àquilo que já fazemos no dia-a-dia. A nossa preocupação são os alunos, é a qualidade da formação que desenvolvemos e, nesse sentido, queremos corresponder às expectativas das entidades empregadoras. Atendendo a essa necessidade nós sempre quisemos que a qualidade fosse um padrão”, refere a assessora pedagógica, que acrescenta: “aqui pode não haver dinheiro para determinadas coisas, mas, para actividades para a escola, para tudo o que seja necessário nas aulas, não falta. Essa sempre foi uma norma instituída pela própria direcção”. Com a conclusão do processo de certificação fica formalizada uma qualidade que, segundo Nilza Jardim, sempre foi a “imagem de marca” da “Cior”. Em termos práticos a certificação veio incutir à organização apenas algumas novas práticas ao nível documental. Isto porque numa hierarquia que se estreita, explicou a assessora pedagógica, muitas vezes os processos tornam-se mais falados do que documentados, correndo-se o risco de “perder alguma informação e alguma organização”. Com a certificação resulta vincada essa necessidade de registar todos os actos administrativos da escola profissional.

Findo este processo, acrescenta Nilza Jardim, a “Cior” está já a pensar no passo seguinte em matéria de certificação, desta feita ao nível ambiental. Segundo esta responsável já há também a este nível alguns procedimentos instituídos, pelo que acredita que a certificação também nesta área surgirá naturalmente sem grandes alterações às rotinas da escola. Do ambiente à responsabilidade social é outro passo que a escola também pretende dar, frisa.

Nilza Jardim, na “Cior” há dez anos A trabalhar na “Cior” desde há dez anos, e tendo passado por organizações de carácter distinto, Nilza Jardim descreve desta forma a razão pela qual gosta do que faz e gosta de trabalhar nesta escola profissional: “gosto de trabalhar aqui porque esta é uma escola relativamente pequena, onde todos se conhecem, e depois porque tem uma direcção que ‘dá pano para mangas’. Permite que se trabalhe, que se façam coisas inovadoras, criativas, que não impede o progresso, que não impede ideias novas. Desde que se faça, desde que haja possibilidade de fazer, faz-se! Não é como noutros locais, onde surgem uma série de impedimentos e constrangimentos que estão mais ligados ao medo de perder poder, e ao medo de perder o protagonismo. Aqui as pessoas colaboram, e há um

espírito de familiaridade entre todos”. Sublinha ainda o elevado nível de competência e empenho de todos os colaboradores, e professores, o que também contribui para o sucesso do modelo instituído. Para além de estar na gestão do processo de certificação de qualidade, Nilza Jardim é também a responsável pela interacção da escola com as empresas, fazendo a auscultação do tipo de formação que escasseia no mercado de trabalho, e representando a escola em diversos organismos locais que acompanham e analisam a realidade social, formativa e laboral concelhia. Faz ainda a articulação com os cursos de Educação e Formação de Adultos.

Associação de Estudantes

“Fazer parte de uma escola diferente” “Estar na “Cior” é fazer parte de uma escola diferente”. É desta forma que Nuno Marques, presidente da Associação de Estudantes desde Novembro, sente a escola que há três anos frequenta. O aluno do curso de Animação Sócio-Cultural sublinha que o conceito de uma comunidade educativa que interage proximamente é uma prática corrente do dia-a-dia na escola. “Os alunos aqui sabem que dentro da sala de aula estão com professores, cá fora estão com amigos”, refere a propósito, sublinhando que essa vivência própria é o que distingue a “Cior” do universo das restantes escolas. Nuno Marques sentiu essa diferença na pele quando ao longo do primeiro ano lectivo teve períodos de aulas numa outra escola.

De passagem da equipa para a presidência da Associação de Estudantes, Nuno Marque salienta que estão a ser preparadas várias iniciativas no sentido de dinamizar os alunos. Para já as acções lançadas são essencialmente no âmbito desportivo, capitalizando o pavilhão da “Cior” e explorando a vertente para a qual o representante dos alunos sente que estes estão “mais motivados”. Já este mês a “Cior” está apostada na realização de um campeonato inter-escolas, no relvado sintético novo da Escola D. Maria II. O sucesso depende da adesão das escolas, sublinha Nuno Marques. Para além destas iniciativas é intenção da Associação de Estudante promover alguns workshops, de temáticas como os primeiros socorros, e debates com outras escolas sobre as-

suntos como a sexualidade nos jovens. Estas são acções que deverão acontecer, segundo Nuno Marques, ao longo do segundo período, contando com a colaboração de docentes vocacionados para abordar os temas em questão.


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V

Luís Bessa, o rosto do Curso de Animação Sócio-Cultural O professor Luís Bessa, que há dez anos está na Escola Profissional “Cior” é o rosto por excelência do curso de Animação Sócio-Cultural. Homem dinâmico e empreendedor, reconhece que esta vertente formativa se assumiu como referência da escola, mas também como referência no concelho ao assumir eventos de grande dimensão como é o caso da “Feira Medieval e Quinhentista”. Apesar dos passos positivos dados, o docente considera que “ainda não estamos a compreender a importância da animação sócio-cultural”, uma área que ainda não se assumiu verdadeiramente a nível nacional. “É preciso as pessoas, as entidades oficiais e não-oficiais, entenderam que o universo da animação sócio-cultural é muito vasto, e que cada vez mais é necessária a intervenção de animadores”, alega, acrescentando que, no que diz respeito concretamente à “Cior”, sempre houve a consciência de que este curso merecia ser “uma aposta”. Os passos positivos dados são demonstrativos através dos índices de empregabilidade dos formandos, que se há uns anos a esta parte rondava os dez por cento, actualmente se fixa nos 90 a cem por cento. “Do ano passado só não está a trabalhar na área quem tem outros objectivos na vida, ou então porque se desleixou”, refere a propósito. Fruto destes indicadores Luís Bessa confessa que a maioria dos alunos vem para este curso com expectativas “muito elevadas”, quer nos casos em que querem terminar o secundário e entrar no mercado de trabalho, quer nos casos em que ponderam prosseguir os seus estudos. Neste último caso nota-se que os alunos “saem da ‘Cior’ bem preparados, com um ‘background’ muito forte, da teoria aliada à prática, e com alguma facilidade chegam à licenciatura ou ao mestrado”. Por outro lado, incutindo um espírito de autonomia com responsabilidade, tenta-se também que “saiam um pouco da saia do professor”, para que não estranhem a relação distante que nas faculdades existe entre aluno e professor, sublinha Bessa.

“Vestir a camisola” Para Luís Bessa estar em algum projecto só faz sentido “vestindo a camisola”. É o que faz como responsável do Curso de Animação Sócio-Cultural na “Cior”, e o retorno que sente é de uma comunidade unida e próxima, que contribui para um

ambiente salutar e de convivialidade.

“Feira Medieval”: a “menina dos olhos” de Luís Bessa Como ideólogo e coordenador da “Feira Medieval e Quinhentista” desde o primeiro momento, Luís Bessa está satisfeito com o regresso do evento já em 2011. “Para além de realçar as competências dos alunos e da própria escola, porque contribuem todos, também promove o próprio concelho, dá vi-

sibilidade ao concelho e é, claramente, um projecto de fundo”, sustenta o docente. O ano de 2010, no qual o evento não se realizou devido a falta de apoios, nomeadamente municipal, levou a que os alunos tivessem que reformular a sua Prova de Aptidão Profissional (PAP), dado que a “Feira Medieval” era o evento por excelência que servia de prova da aquisição de competências. “Fazer pequenos eventos, em que não se acrescenta nada de novo não faz muito sentido”, lamenta o professor Bessa, referindo-se aos pequenos eventos que tiveram que substituir aquela realização. Segundo o docente a “Feira Medieval” é um projecto que envolve cerca de 500 pessoas, entre aquelas que estão ligadas à escola e as que são de fora da escola, assumindo-se como um projecto de coordenação de grande dimensão.

Animação Sócio-Cultural: autonomia e responsabilidade na gestão de um espólio grandioso O Curso de Animação Sócio-Cultural é sem dúvida uma das grandes referências da Escola Profissional “Cior”. É daqui que saem iniciativas gigantescas como a “Feira Medieval e Quinhentista”, uma organização que desde o primeiro momento se assumiu como um sucesso Delegado, em Famalicão. Tiago Rodrigues Com uma orgânica própria de um curso com características próprias, e com uma logística complexa no contexto da escola, o curso funciona num pavilhão autónomo junto à sede da “Cior”. Autonomia implica responsabilidade na gestão do espaço. E os responsáveis por isso são o delegado e subSub-delegada, delegada, Tiago Rodrigues e Helena Helena Pontes Pontes. São eles que se asseguram que todo o espólio do curso, e é enormíssimo, é mantido nas devidas condições. São eles que coordenam a arrumação das salas, e catalogam todo o material, desde vestuário a acessórios, desde grandes estruturas a louça, num trabalho que exige organização e partilha de res-

ponsabilidades. Tiago Rodrigues e Helena Pontes nunca tiveram dúvidas acerca do curso profissional que pretendiam seguir. Ambos falam sobre esta opção com a certeza absoluta de que é um passo para novos desafios, quer no mundo do trabalho, quer na faculdade, dado que ele aposta na inserção no mercado de trabalho uma vez concluído o secundário, e ela pondera o prosseguimento de estudos. Apesar de recusar a faculdade, Tiago confessa que gostaria de ingressar numa escola de teatro. Já Helena, que sempre gostou de trabalhar com crianças, gostaria de prosseguir com o curso de Educação para a Infância. Ambos testemunham o espírito de familiaridade que está presente no quotidiano da escola profissional, um espírito que, dizem, decorre da própria dinâmica inter-escola, que aproxima pessoas e departamentos.


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VI

Armindo Evangelista, na “Cior” há 20 anos, Director dos Cursos de Instalações Eléctricas e de Electrónica, Automação e Comando Armindo Evangelista é director dos Cursos de Instalações Eléctricas e de Electrónica, Automação e Comando. São dois cursos com elevado índice de candidaturas e também com elevado índice de empregabilidade. Conhecedor da realidade laboral, e das solicitações que as empresa fazem À “Cior” para estágios profissionais e trabalhadores com formação naquelas áreas, Armindo Evangelista sublinha que o “traquejo manual” que ganham ao longo da formação nesta escola os habilita para um mercado de trabalho exigente. Segundo o docente a empregabilidade dos alunos destes cursos tem sido muito positiva. No ano passado relativamente ao Curso de Instalações Eléctricas a empregabilidade foi de

cem por cento, ao passo que no Curso de Electrónica, Automação e Comando foi na ordem dos 70 por cento. Nesta última há a ressalvar, salienta o professor, que há muitos casos de prosseguimento de estudos para a faculdade, o que necessariamente atira a percentagem para um nível inferior. Na escola há 20 anos, Armindo Evangelista é testemunho de um espírito de familiaridade efectivo, nascido da consciência que “para além de formadores dos nossos alunos também somos pais, às vezes somos padres. No entender do professor esta presença “faz com que os alunos se sintam apoiados”. Considera, de resto, que isso se reflecte no aproveitamento escolar da maioria deles. “O sucesso deles é o nosso sucesso”, frisa a propósito.

Pedro Veloso, de aluno a docente Pedro Veloso, actualmente professor de Electrónica, está há cinco anos na “Cior”. Ex-aluno do curso do qual é docente actualmente, decidiu prosseguir com os estudos na faculdade. Recém-formado engenheiro, ingresso no mesmo ano nos quadros da escola em que conclui o ensino secundário. “Quando conclui o meu curso passei aqui pela escola, no sentido de saber se havia algumas aulas que pudesse dar, eventualmente, e qual não é o meu espanto quando o doutor Amadeu me atribui logo um horário completo. Ou seja, tinha acabado o meu curso em Julho, em Setembro vim cá e fiquei”, conta a propósito. Enquanto aluno e agora como docente, Pedro Veloso considera que o curso de Electrónica, Automação e Comando confere aos alunos uma preparação técnica estruturada que os habilita para o mercado de trabalho. “Eles aqui mexem com diversos tipos de equipamentos, de diversas marcas, aprendem a mexer e trabalham muito a prática, para além da teoria. Não quero com isto dizer que a teoria não é importante, é, sem dúvida, mas sem a prática faz com que cheguem ao mercado de trabalho com imensas dúvidas. A prática tira-lhes as dúvidas. Acho que é aí que se vê a diferença dos cursos profissionais”, adianta o docente, que reconhece, nomeadamente, a preparação que lhe deu para o ensino superior o facto de ter passado por um curso profissional com a componente prática em que a “Cior” aposta. “Tendo como termo de comparação dos meus colegas da faculdade, e alguns até vinham da área tecnológica mas não de cursos profissionais, notei que eles nos

Joel Matos, 17 anos, aluno do Curso de Electrónica, Automação e Comando Joel Matos escolheu o curso que frequenta por considerar que é aquele que mais se adapta ao seu perfil. “Isto sempre foi o meu futuro”, diz mesmo, optimista quanto à inserção na vida activa, ao cabo de mais um ano que tem pela frente para concluir a sua formação. E porque esse futuro não está assim tão longe, Joel idealiza ingressar nos quadros de uma empresa onde possa praticar os conhecimentos que está a adquirir na “Cior”.

dois primeiros anos tiveram imensas dificuldades. E era, inclusive, a muleta de alguns. Não tive, de facto, qualquer dificuldade nos dois primeiros anos, que é apenas uma revisão daquilo que fizemos aqui no secundário”, explica. Com uma experiência especial relativamente à “Cior”, por onde passou como aluno e agora como docente, Pedro Veloso sente a escola como um lugar “especial”. “Como aluno tive aqui

fantásticas experiências, quer com professores, quer com colegas, e depois é engraçado chegar cá cinco ou seis anos depois e encontrar colegas que foram meus professores e hoje em dia são meus colegas”. Confirma, entretanto, que a escola profissional não é mais do que “uma grande família, onde as pessoas se conhecem, onde as pessoas são amigas umas das outras”, e onde o “ambiente é fantástico”.

Miguel Fernandes,

Manuel Vieira, docente de

docente do Curso de Mecatrónica, na “Cior” há cinco anos

Tec. de Processo no Curso de Energias Renováveis, há cinco anos na “Cior”

O curso de Mecatrónica Automóvel é um dos mais solicitados na “Cior”. A maioria dos alunos, segundo o docente Miguel Fernandes, “gosta mesmo disto e é por isso que opta por esta área e não por outra área técnica”. Na base desse gosto pelo ramo, a maior parte dos alunos acaba exercendo esta actividade uma vez no mercado de trabalho, segundo o professor. Segundo Miguel Fernandes os índices de empregabilidade deste curso continua, de resto, a merecer uma aposta optimista dos alunos. A maioria das oficinas auto continuam a ter alguma dificuldade em encontrar pessoas qualificadas, sublinha, de tal forma que muitos dos formando que são canalizados para estágio acabam ficando a trabalhar nos respectivos locais. Acabados os tempos em que se começava a trabalhar demasiado cedo nesta actividade com vista à aprendizagem, sustenta o docente, importa qualificar.

O Curso de Energias Renováveis é uma das apostas mais recentes da “Cior”. Interrompemos uma aula do professor Manuel Vieira para saber que é nesta disciplina que os formandos “aprendem as técnicas relativas a montagem, e a projectos de sistemas solares térmicos e foto voltaicos”. Convicto de que “as energias renováveis são o futuro”, Manuel Vieira mostra-se bastante optimista quanto à empregabilidade destes alunos no futuro. Na base de uma necessidade, já reconhecida, de diminuição drástica da utilização de combustíveis fósseis, o docente entende que “estamos no bom caminho rumo exploração das energias renováveis”. Apesar de ter uma base significativa de cálculo esta é a disciplina mais importante do curso na medida em que lhe dá competências práticas para implementação e gestão dos sistemas.


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VII

Gabinete de Psicologia: ao lado dos alunos antes, durante e após formação O Gabinete de Psicologia da Escola Profissional “Cior” é uma valência fundamental que estende o apoio aos alunos antes, durante e depois da sua formação, assumindo-se como conselheiro residente, quer ao nível das opções profissionais, de inserção no mercado de trabalho, ou mesmo nas “emergências” pessoais. O primeiro contacto com Fernanda David, responsável pelo gabinete, acontece logo à chegada. A inscrição e seguida de um processo de selecção, ao qual se associa o director de cada um dos cursos aos quais o aluno se propõe. Esta abordagem inicial, explica a psicóloga visa analisar se o perfil do aluno se adequa ao curso pelo qual optou. Hoje em dia, com o trabalho de orientação vocacional que é feito na maioria das escolas onde os alunos concluem o 3.º ciclo do ensino básico, a maioria dos alunos vem com uma ideia definida sobre a área que pretende seguir. Para uma escolha mais consciente Fernanda David sublinha a importância dos eventos que permitem aos alunos observar e experimentar um pouco da essência dos cursos profissionais existentes. Estas são iniciativas que se têm multiplicado, promovidas por escolas e entidades públicas, revestindo-se de particular importância para esta consciencialização dos jovens para o seu futuro profissional. No entanto, à margem desta função mais vocacional, o Gabinete de Psicologia está presente na vida dos alunos ao longo de todo o processo de formação, assegura Fernanda David. “Espontaneamente os alunos dirigem-se aqui ao gabinete quando têm algum problema, seja emocional, seja de relacionamento, seja de comportamento ou aprendizagem”, adianta, no entanto, na grande maioria das vezes, os alunos são encaminhados pelos próprios professores que detectam algum problema ou alguma alteração de comportamento ou distúrbio. Disponível está também o gabinete para os próprios encar-

Ricardo Tavares, 18 anos, Curso de Energias Renováveis Na base de uma análise consciente do mercado de trabalho e das saídas profissionais, Ricardo escolheu o curso de Energias Renováveis por reconhecer a saturação da maioria das áreas menos técnicas. “Por outro lado esta é uma área que está a desenvolver bastante e que me dá mais garantias para o futuro”, refere. No último ano da sua formação Ricardo Tavares mostra-se seguro do que quer para o seu futuro. Trabalhar por conta de outrem é a via que perfila numa fase inicial, mas confessa que gostaria de ter o seu próprio projecto empresarial, ao qual se arriscará “se tudo correr bem”.

Zito Simão, 20 anos, aluno de Mecatrónica natural de Moçambique em intercâmbio escolar Zito chegou à “Cior” por intermédio de um intercâmbio escolar. Estudante de Serralharia Mecânica em Moçambique, veio até Portugal aprender um pouco mais sobre Mecatrónica Automóvel. Confessa que esta é uma área que lhe agrada bastante, e que de resto espera poder desenvolver em Moçambique assim que termine a sua formação. Zito chegou à “Cior” em 2009 para ser integrado no curso que frequenta. Quando terminar a sua formação na cooperativa de ensino famalicense vai para a Universidade Católica, no Porto, durante seis meses. Instado sobre a sua integração numa nova comunidade educativa, Zito Simão diz que foi muito boa: “eles tratam-me bem, são meus amigos e isso também me ajudou a integrar melhor”.

regados de educação, que muitas vezes recorrem a Fernanda David para mediar algum problema existente com os filhos. O inverso também acontece, a iniciativa da psicóloga no contacto com os pais, quando detectada alguma anormalidade no contexto da escola. Os métodos e hábitos de estudo é outra temática à qual o Gabinete de Psicologia de associa, numa abordagem que se destina essencialmente aos alunos dos 10.º anos, recém-

chegados á escola profissional. “Muitas vezes eles chegam cá sem qualquer método ou hábito de estudo. Vão passando, vão conseguindo responder às actividades escolares melhor ou pior, mas sem sistematizar. Para dar resposta a essa lacuna fazemos um trabalho com mini-grupos, e isso tem trazido bons resultados”. Na recta final da formação o Gabinete de Psicologia volta a estar presente, promovendo um programa de inserção na vida activa. “Promovemos competências que lhes permitam entrar no mercado de trabalho. Ensinámo-los a elaborar currículos, o comportamento a ter numa entrevista, como fazer pesquisa de emprego, as cartas de candidatura espontânea, ou como propor os estágios profissionais”, sustenta a psicóloga. Para os alunos que optam pelo prosseguimento de estudos, acrescenta, o gabinete também os apoia na fase de concurso à faculdade, disponibilizando informação diversa sobre as instituições com oferta na área que pretendem, sobre as médias anteriores, as datas dos exames e que exames necessitam fazer, entre outra informação pertinente para o sucesso da candidatura. Num trabalho mais fora do gabinete e destinado de uma maneira geral à comunidade, o serviço de psicologia também procura promover ao longo do ano alguns debates sobre algumas problemáticas importantes para alunos e professores (alcoolismo, droga, sexualidade, entre outras). Fernanda David começou por ser docente da escola profissional, estando há cerca de dois anos na chefia do Gabinete de Psicologia.

Intercâmbios escolares: uma aposta Os intercâmbios escolares são desde há vários anos uma aposta determinante na Escola Profissional “Cior”. A troca de experiências, e o enriquecimento cultural e linguístico dos alunos é tido como um complemento da sua formação. Paula Pereira, membro do Gabinete de Projectos (que conta com mais três pessoas), dá o testemunho dessa aposta cada vez maior neste tipo de interacção institucional com escolas de outros países. E as vantagens, segundo a docente, são imensas: “para além de facultar a mobilidade, para promover o sentimento de cidadania europeia, também os enriquece do ponto de vista dos conhecimentos culturais”. À margem disso os próprios docentes, frisa, ganham com a observação de novas metodologias e o contacto com novos parceiros, “trocando ideias e experiências” que muitas vezes acabam sendo aproveitadas e implementadas. A docente de inglês sublinha, ainda, que estes intercâmbios são fundamentais do ponto de vista da prática daquela língua estrangeira. Paula Pereira adianta que decorrente da própria política educativa a aprendizagem de uma nova língua não é muito sistematizada, pelo que “os alunos têm muita dificuldade em praticar”. Através destas iniciativas, sublinha a professora, os alunos reconhecem “a falta que lhes faz uma língua estrangeira, e principalmente o inglês”, o que faz com que “regressem às aulas com outra motivação e outro interesse”. Apesar de alguns condicionalismos financeiros, a escola vai manter a aposta na promoção destes intercâmbios, até porque na maioria dos casos estamos a falar de projectos inseridos em programas comparticipados e que decorrem de candidaturas elaboradas na maioria das vezes com um ano de antecedência.

Relativamente ao entusiasmo com que os alunos abraçam estas iniciativas, Paula Pereira frisa que é uma constante: “estão sempre a pedir novas possibilidades, e mesmo quando têm que assumir alguns dos custos destas viagens eles aderem”. Apesar de cada programa de intercâmbio ter um objectivo e uma natureza diferente, a professora frisa que é para eles muito importante “tomar conhecimento de diferentes realidades”. Sobretudo quando estes intercâmbios implicam estágio, sublinha, usufruem de uma vivência plena no meio onde trabalham, e com a comunidade com que interagem, o que constitui uma experiência enriquecedora a vários níveis. Há cerca de 13 anos na “Cior”, Paula Pereira está vinculada aos projectos de intercâmbio desde 2004, altura em que a escola passou a assumir seriamente estas iniciativas.

Rui Lopes, 16 anos, intercâmbio da Amnistia Internacional Rui Pedro Lopes optou pela “Cior” pelas boas referências que tinha acerca dos cursos profissionais e não está arrependido com a escolha de fez. Com mais dois anos de secundário pela frente mostra-se optimista quanto ao seu futuro profissional. No âmbito dos intercâmbios em que a escola participa Rui foi uma dos alunos que participou num promovido pela Amnistia Internacional, sobre a temática dos Direitos

Humanos. Refere, a propósito, que “foi uma experiência muito positiva”. Para além de conhecer outras pessoas, “pudemos aprofundar um pouco mais os nossos conhecimentos sobre os Direitos Humanos”. Agradou-lhe também o contacto com jovens de outros países, com os quais fez amizade, pelo que se a escola o voltar a desafiar para uma acção deste género a resposta é “sim!”.


20 ANOS a Identificar o Futuro

Dois mil adultos formados em cinco anos Para além da escola onde são ministrados vários cursos profissionais, equivalendo ao ensino secundário, a “Cior” abraçou, em 2006, e em parceria com a Câmara Municipal de Famalicão e a Escola Secundária D. Sancho I (a autarquia integra a parceria no âmbito da cedência de instalações, ao passo que a D. Sancho I participa nas acções de formação no terreno), o projecto de concretização de um Centro Novas Oportunidades, destinado a certificar, reconhecer e validar competências da população adulta. O CNO coordenado pela “Cior”, tem tido uma actividade “muito positiva”. Segundo esta responsável desde 2006 foram certificadas as competências de aproximadamente dois mil adultos, num universo de 3600 inscritos. Joana Costa sublinha que o número de contactos e interessados supera largamente os anteriormente referidos, dado que “muitos adultos foram encaminhados para outras Ofertas de Educação e Formação de Adultos exteriores ao Centro Novas Oportunidades”. Joana Costa, que já tem uma dezena de anos de experiência em reconhecimento, validação e certificação de competências, associou-se ao projecto da “Cior” desde o primeiro momento, quando foi inaugurado em 2006, em salas situadas junto à sede da escola profissional, à Rua Amélia Rey Colaço. “Em 2006, aquando o arranque da Iniciativa Novas Oportunidades surgiu a possibilidade de coordenar o Centro Novas Oportunidades da “Cior”. Desde então, “tenho abraçado este

Joana Costa coordena CNO desde o primeiro momento

desafio com maior profissionalismo possível e procurado, em articulação, com os meus colaboradores desenvolver um trabalho dotado de rigor e qualidade junto dos adultos do conce-

lho que pretendem obter mais qualificações”, refere. Segundo esta responsável “trabalhar num Centros Novas Oportunidades constitui um desafio permanente, pois há uma necessidade constante em introduzir acções de melhoria em termos de implementação de acções de Informação e Divulgação do CNO, em termos de metodologias de trabalho, em termos de articulação com outras entidades que operam no terreno por forma a darmos uma resposta mais adequada às necessidades dos adultos que nos procuram”. Com a experiência de uma década na área da formação de adultos, a directora do CNO sublinha que “foram muitas as mudanças que ocorreram, quer do ponto de vista administrativo, como do ponto de vista pedagógico”. No seu entender “estas mudanças têm vindo a contribuir para consolidação e para credibilidade desta oferta de Educação e Formação de Adultos junto da nossa sociedade”. Joana Costa iniciou a actividade de Educação e Formação de Adultos em 2001, aquando a criação dos Centros de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, designados de CRVCC. Nesta altura ingressou num Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências como Profissional de RVCC, tendo posteriormente passado a exercer funções de coordenação. Na mesma altura colaborou também com outras entidades no âmbito dos Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA).

Funcionários falam de uma escola onde se vive um ambiente “familiar” AUGUSTO CARNEIRO, MANUTENÇÃO: Augusto Carneiro está na “Cior” desde o ano da sua fundação. É o “faz tudo” da escola, resolvendo todas os problemas logísticos e necessidades de manutenção que vão surgindo numa escola por onde dia-a-dia passam algumas centenas de alunos. O funcionário está na “Cior” desde quando esta se mudou para as antigas instalações de uma têxtil, vinda de uma sala da Escola Secundária D. Sancho I. E foi seguindo passo a passo ao lado da escola até que se implantou onde hoje está. “Gosto muito de trabalhar aqui. Se tivesse um dia que ir embora não sei o que seria de mim. Tanto esta direcção como a que esteve antes sempre foram pessoas impecáveis comigo. Já passamos aqui por bons e maus momentos, mas só me lembro dos bons”, descreve acerca da escola onde trabalha há vinte anos.

área era sobretudo a dos serviços comerciais e neste momento estamos mais virados para área técnicas, como as energias renováveis, a electrónica, a mecatrónica… Ou seja, não tem nada a ver”, relata. Instada sobre a função que assume, responde: “gosto muito de fazer o que faço, e de trabalhar aqui. A área das relações humanas é uma área que me diz muito. Para além do trabalho que cada um de nós tem que fazer, aqui somos também amigos dos nossos alunos. Quando os alunos têm alguma dificuldades vêm cá ter, e nós agimos, falando com eles e chamando os pais se necessário. Muitas vezes também servimos de pais dos nossos alunos, porque alguns deles são carentes a nível afectivo, e nós sentimos que também temos que cá estar para isso”. Trabalhando “numa escola que não se limita a dar formação”, Fátima Vieira confessa-se “como peixe na água”, convicta de que as relações humanas são a base do bemestar da comunidade educativa.

ANGELINA PASSOS, LIMPEZA:

ALEXANDRA OLIVEIRA, SECRETARIA:

Angelina Passos está há 20 anos a trabalhar na “Cior” como técnica da limpeza. Para si a escola é uma parte significativa da sua própria história de vida. Sente-a como uma extensão da sua família, onde encontra pessoas amigas e onde muitas vezes também aconselha.

TERESA SALGADO REPROGRAFIA: Entre fotocópias e manuais encontramos Teresa Salgado, que já passou por diversas funções na escola profissional e hoje assume a reprografia, local a partir do qual lida com alunos e professores. Testemunha desse espírito de familiaridade que existe entre todos quais integram a comunidade “Cior”, diz que “muitas vezes somos como mães para os alunos”, num reflexo da proximidade entre todos. Diz que gosta muito de trabalhar na escola profissional.

FÁTIMA VIEIRA, SECRETARIA: Fátima Vieira, trabalha na “Cior” desde 1993. Foi uma das muitas vítimas da crise que à data se vivia no sector têxtil. Tinha sido mãe há pouco tempo e teve a sorte de se propor e ficar afecta à secretaria da escola. Habituada a lidar com o mercado externo e à prática da língua inglesa foi tida como uma mais-valia para apoiar os projectos internacionais em que já à data a escola se envolvia. Entretanto acabou por assumir um cargo na secretaria, onde se encontra até ao momento. Conhecedora da escola por dentro quase desde a sua fundação, Fátima Vieira sublinha que as mudanças ao longo do tempo “são enormes”. “Quando eu vim para cá trabalhar – e não era aqui -, a “Cior” tinha três turmas, agora temos 15 turmas. A diversidade dos cursos também mudou bastante. Também os professores foram mudando, porque no início a nossa

Alexandra Oliveira conhece bem a “Cior”. Trabalha na escola quase desde a sua fundação, tendo passado por vários departamentos até à Secretaria onde exerce funções actualmente. Passou pela “Cior” quando esta ainda tinha sede nas antigas instalações de uma fábrica têxtil junto à Reguladora e um pólo no Centro Comercial Vinova, mudou-se com ela para salas da Avenida General Humberto Delgado em frente às Lameiras quando passou a ter um pólo em Nine, e voltou a segui-la para as instalações que hoje ocupa, onde foi aumentando a sua área de implantação criando mais e melhores estruturas para dar resposta a um universo crescente de alunos. Sobre o que distingue a “Cior”, diz: “aqui toda a gente se conhece. Mas aqui também há uma metodologia diferente, que existe desde o início”, alegando que a própria direcção incute e promove a proximidade de todos os agentes da comunidade educativa.

MÓNICA OLIVEIRA, BIBLIOTECA: Mónica entrou na “Cior” para substituir na altura a telefonista e ficou. Ao longo dos anos foi assumindo diversas responsabilidades. Hoje está na Biblioteca. “Estou no sítio onde mais gosto de trabalhar. Gosto do convívio com os alunos, com os professores”, testemunha, acrescentando que, ao contrário do que acontece na maioria das escolas, a biblioteca não é um local onde não gostam de estar: “aqui os nossos alunos adoram estar na biblioteca. Aliás é o sítio onde a maioria passa mais tempo. E isso também demonstra que a nossa escola é uma escola diferente. Eles encontram aqui um espaço onde podem ler, onde podem estar na internet, mas também um espaço de conversação onde podem desabafar”. Mónica destaca a importância da formação integral dos alunos, e sublinha que eles reconhecem a importância de apreenderem o máximo da formação que lhe é dada.


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Leilão do menino em Esmeriz

A paróquia de Esmeriz esteve, nos dois domingos anteriores, em festa, com o já habitual “Leilão do menino”. Este leilão é já um motivo de convívio, por excelência, nesta paróquia, uma vez que são sempre muitos aqueles que participam, quer dando um pezinho de dança no cortejo e folclore que “abre” este leilão, quer doando e comprando os vários segredos. Por isso este ano não foi excepção e a paróquia rumou em peso ao salão paroquial para participar nesta actividade e assim angariar fundos para o restauro exterior da igreja paroquial que vêm e

sentem como a sua casa. O contributo da população esmerizense foi muito e por essa razão não foi possível leiloar todos os segredos na tarde do domingo dia 9 de Janeiro, realizando-se por isso, uma segunda parte na tarde de 16 de Janeiro. No primeiro dia de leilão a animação esteve ao encargo dos esmerizenses que com todo o brio e dedicação e após uma semana de ensaio, saíram à rua trajados a rigor e dançando o verdadeiro folclore minhoto, já no que respeita ao dia 16 de Janeiro, a animação esteve também a cargo de esmerizenses mas,

d e s ta v e z d o “ G r u p o d e cavaquinhos da paróquia de Esmeriz” que com o som das cordas e das suas vozes deliciaram os presentes com clássicos da música tradicional portuguesa. Em forma de balanço e rescaldo desta grande actividade paroquial o conselho económico da paróquia de Esmeriz agradece a presença e a participação de todos, pois só assim, onde todos se esforcem e se sintam comprometidos, conseguiremos alcançar os nossos objectivos.

Escola Rosa Oliveira no Nacional de Estrada A Associação Escola de Atletismo Rosa Oliveira ficou em 16.º lugar no campeonato nacional de estrada onde participaram 27 equipas de todo país, sendo a melhor equipa masculina da região de Braga. Os atletas da escola conseguiram grandes resultados. Nos campeonatos participaram os seguintes atletas da EARO: Henrique Paredes, que ficou em 4.º lugar do seue scalão e 77.º da geral com o tempo de 55:57; André Machado que ficou em 8.º lugar de sub-23 e 94.º da geral com 57:47; Paulo Oliveira que ficou em 17.º de veteranos I e 121 da geral com 59:42; Américo Oliveira ficou em 6.º lugar em vetera-

nos II e 95.º da geral com 57:47; e Jorge Paulo Oliveira que ficou em 9.º lugar em veteranos II e 127.º da geral com 1:00:06. Nas senhoras Her-mínia Pereira ficou em 6.º lugar em veteranas com o tempo de 1:;09:11 No domingo a escola participou pela primeira vez nos campeonatos da zona norte

de pista coberta com três atletas juvenis nos 1500 metros. Jessica Pontes fez uma excelente prova ficando em 4.º lugar com tempo 5:20:43, José Pereira fez 5:11:33,Luís Machado fez 5:11:44.. Para esta jovem Associação foi um fim de semana “em grande”.

Gavião: Grupo Infantil e Juvenil reúne em Assembleia-Geral O Grupo Infantil e Juvenil Santiago de Gavião, reúne em Assembleia Geral de associados, no próximo Sábado, dia 29 de Janeiro, pelas 20 horas, no Poli-desportivo das Ribeiras. A sessão servirá para discussão e

votação do Relatório e Contas do ano de 2010, e do Plano de Actividades e Orçamento para 2011. Se à hora marcada não estiveres presentes metade mais um dos seus associados, a Assembleia iniciase meia hora mais tarde.


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“Interlaçar raízes” é o lema dos novos órgãos da Associação de Moradores das Lameiras “Interlaçar raízes” será o título do programa de acção apresentado aos associados e dado a conhecer publicamente no Auto de Posse realizado na passada sexta-feira no Centro Social das Lameiras. Jorge Faria, presidente reeleito da direcção disse que esta opção, muito trabalhada pelas diferentes equipas, será também o título do novo projecto sócioeducativo da Instituição que envolverá centenas de pessoas que diariamente utilizam os serviços da Associação de Moradores das Lameiras. Referiu: “os Corpos Gerentes e as equipas de trabalho que agora tomaram posse estão conscientes que o próximo triénio será particularmente difícil para todos, sobretudo para a população desempregada e para aqueles que dependem dos subsídios sociais para viver. A crise instalada no nosso país e a nível mundial acabou por atingir de forma cruel os mais frágeis da sociedade. Cada pessoa com a sua individualidade aqui representada em sentido figurado como ‘raízes’ para que nenhuma delas fique de fora, mas antes se sinta interlaçada nas novas dinâmicas que irão ser desenvolvidas, encontrando nesta instituição o

aconchego para a resolução de situações que passam quer sejam na infância, juventude, família ou terceira idade”. O presidente da direcção disse ainda que apesar da situação difícil, a AML irá concretizar entre 2011 e 2013 as seguintes acções: continuar a apostar na inovação, qualificação; gerir com eficácia e determinação as diferentes respostas sociais (valências): creches, pré-escolar, CATL, centro de estudos e animação juvenil (CEAJ), centro de dia, lar e apoio domiciliário, “Casa Abrigo”, gabinete social e gabinetes de atendimento e acompanhamento social às freguesias de Antas e Calendário (GAAS); incentivar o voluntariado na cultura e no

Deputado Nuno Sá na Secundária Padre Benjamim Salgado No âmbito do Projecto Parlamento dos Jovens, ao qual a Escola Secundária Padre Benjamim Salgado aderiu mais uma vez, o deputado Nuno Sá dinamizou, no passado dia 10 de Janeiro, uma sessão de esclarecimento sobre o funcionamento da Assembleia da República, perante uma plateia de cerca de oitenta alunos do ensino básico e secundário. Dar a conhecer aos nossos jovens, com mais pormenor, como se processa a vida política, foi o grande objectivo do convite que a Escola dirigiu ao Senhor Deputado e que foi plenamente cumprido. Seguiu-se um período de diálogo aberto, no qual o deputado respondeu às questões que os discentes colocaram.

desporto, através do teatro – Grupo TELA, coro Vivace Música da AML, publicação do Boletim Cultural e actividades formativas, bem como a área desportiva e suas diferentes modalidades: como sejam o Futebol de Salão, Andebol, Pesca desportiva, Atletismo, entre outras. Para além disso os novos órgãos sociais propõem-se a reduzir a dívida contraída com a construção do Centro Social das Lameiras; e construir 15 apartamentos T0 nas antigas instalações da creche e jardim-de-infância, para pessoas idosas ou que vivam sozinhas. Entre os projectos que se perfilam para o novo ano está também o da procura de um novo terreno, na freguesia de Antas, ou freguesias circunvizinhas, para implantar novas respostas sociais. Ficam ainda agendadas pequenas intervenções no Edifício das Lameiras, em conformidade com o Acordo de Colaboração assinado com a Câmara e o plano de

acção e orçamento acordados entre as partes. Em matéria de cooperação é intenção dos responsáveis da AML convidar os antigos alunos do Centro Social para iniciativas de carácter cultural e interventivo; promover fontes alternativas de sustentabilidade da AML, com prioridade para as energias renováveis; fazer do Edifício das Lameiras o primeiro ECO-BAIRRO do país. Por fim, anunciou que “tendo em consideração a situação profissional de muitos encarregados de educação, a direcção irá providenciar para que já a partir do próximo dia um de Fevereiro o horário de abertura do Centro Social seja antecipado em meia hora, isto é passe a abrir às sete horas da manhã, apenas para os pais que manifestarem este interesse junto dos nossos serviços educativos e administrativos”. A tomada de posse dos corpos gerentes da AML trouxe ao Centro Social das La-

meiras centenas de pessoas para testemunhar tão singular acto. Para além dos 13 dirigentes que assegurarão os seus destinos entre 2011/ 2 0 1 3 , c o m e l e s ta m b é m tomaram posse mais de três dezenas de colaboradores das diferentes equipas de trabalho desde a cultura, desporto, Acção Social, Educação, Habitação e representatividade da Instituição. Os corpos gerentes empossados são constituídos por: Assembleia-geral continua como presidente José Maria Carneiro Costa e como Secretários: José Carlos Monteiro Cardoso e Manuel Luís de Oliveira. Na direcção, continua como presidente Jorge Manuel Ribeiro Faria que passa a ter como vicepresidente o jovem Ricardo Filipe Pinto Rodrigues, como secretária Lurdes Costa Ferreira e como tesoureiro Antóio Ferreira da Silva, enquanto como vogais continuam Carlos Alberto Oliveira, que terá a companhia de dois novos membros António José Ferreira dos Santos e Maria Élia Silva Marques Ribeiro. No Conselho Fiscal permanecem os mesmos membros do mandato anterior: O presidente é Américo Joaquim da Silva Rodrigues e vogais: Carla Sofia Ribeiro Faria e Manuel Bastos da Mota. Nos momentos que antecederam a tomada de posse e na parte final, as crianças do Pré-escolar e do CATL e o Coro Vivace Música da AML presentearam a Assembleia com diversas intervenções

culturais que deliciaram os presentes. No decorrer da cerimónia, que foi presidida pelo presidente da Assembleia-geral, José Maria Carneiro Costa, para além do presidente da direcção, usaram da palavra o próprio, o presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social, Manuel Lomba, a directora do Agrupamento de Escolas de Calendário, Helena Dias Pereira, a Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Famalicão, Helena Lacerda e o vereador da Habitação e Juventude, Mário Passos. O Governador Civil de Braga, Fernando Moniz, também esteve presente na cerimónia, mas devido a outros compromissos teve de abandonar a sessão mais cedo. A intervenção de Mário Passos salientou que o Acordo de Colaboração para a gestão do Edifício das Lameiras manter-se-á inalterado. Segundo este responsável a Câmara Municipal colaborará com a AML na execução das acções do Eco-Bairro e promete substituir as telhas de amianto do Edifício das Lameira. Pediu que a experiência adquirida pela AML na gestão do Edifício das Lameiras possa servir de exemplo a implementar noutros bairros sociais do Concelho. Por fim, disse que a Câmara Municipal está preparada para responder aos desafios sociais que o actual momento exige.

Junior do GDN chamado a estágio da selecção O atleta do Grupo Desportivo de Natação de Famalicão (GDNF), João Rocha foi convocado para o estágio da selecção nacional junior da Federação Portuguesa de Natação, a realizar no Complexo

Olímpico de Rio Maior, entre os dias 6 e 9 de Janeiro. Foram vários atletas nacionais que se concentraram no Complexo Olímpico de Rio Maior, com vista à preparação das próximas com-

petições internacionais, designadamente o Meeting do Luxemburgo e dos campeonatos nacionais de Juniores e Seniores a realizar em Março, na Piscina do Estádio Universitário de Lisboa, com os atletas famalicenses a fazerem parte dos atletas seleccionados pela Federação Portuguesa de Natação. Para o seu treinador, Pedro Faia, “esta convocatória para a selecção nacional, caracteriza, essencialmente, a qualidade que estes atletas têm demonstrado ao longo das últimas épocas desportivas”. No entender do técnico João Rocha “é o garante de nadadores promissores, que num futuro próximo mais alegrias poderão dar a Famali-

cão, a exemplo de outros seus colegas de clube”. De referir que Famalicão foi dos Clubes que teve maior número de atletas seleccionados o que é para o GDNF “motivo de orgulho, naturalmente”, conclui Pedro Faia.


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PS famalicense apela ao apoio a Manuel Alegre O Partido Socialista de Vila Nova de Famalicão apela à mobilização em torno da candidatura de Manuel Alegre, o proponente à presidência da República que estará hoje (terça-feira) em Famalicão, pelas 16h00, passando pela Associação de Moradores das Lameiras. Em comunicado enviado às redacções os socialistas salientam a importância do apoio ao candidato “para que possa ser dado mais um passo na direcção da sua eleição para Presidente da República”. A

menos de uma semana das eleições presidenciais o PS sublinha que”entre Manuel Alegre e Cavaco Silva, a escolha é fácil”, E explica porquê: “Manuel Alegre é um homem culto, um democrata e alguém em que se pode confiar para, com a sua influência, levar o País para a frente; Cavaco Silva representa o passado e a instabilidade para o futuro, sendo um homem que deixou de inspirar confiança”. Na sua passagem por Vila Nova de Famalicão Alegre irá

também depositar uma coroa de flores junto à estátua de Bernardino Machado. Esta acção visa prestar “uma homenagem à República e aos seus valores democráticos de solidariedade, justiça, desenvolvimento, paz e apoio aos mais carenciados, contra todos aqueles que querem fazer que Portugal regresse ao passado, em que apenas uma reduzida minoria tinha acesso aos bens que devem ser de todos”. A homenagem a Bernardino Machado é também, acrescenta o comunica-

do socialista, “uma homenagem ao “estado social”, contra os que querem acabar com o Serviço Nacional da Saúde, com a Escola Pública, com os direitos dos trabalhadores e com os apoios aos mais carenciados”. Entretanto, à margem da visita do candidato apoiado pelo PS à presidência da República, o partido realizou na passada semana uma reunião da Comissão Política, visando a análise da situação política a nível nacional e a nível local.

No âmbito nacional foi referenciado por vários membros do órgão “o trabalho titânico desenvolvido por José Sócrates para credibilizar o País, garantindo o equilíbrio das contas públicas, mas nunca deixando de apoiar os mais necessitados naquilo que é essencial, sobretudo na saúde e na acção social”, frisa o PS. Ao nível local, remata, “as atenções começaram já a

virar-se para as Autárquicas de 2013, procedendo-se à análise dos vários cenários que podem verificar-se na altura”. Uma coisa é certa, refere o PS, o partido “quer desenvolver o processo com tempo e de forma ponderada, com a união de todos os socialistas, apostando seriamente na vitória eleitoral”.

Riba de Ave

Jardim-de-Infância de Seide cantou os Reis PSD acusa PS As crianças do Jardim-de-Infância de Seide S. Miguel percorreram as ruas da freguesia a cantar os Reis na passada semana. Munidas de instrumentos musicais e com as vozes bem afinadas, foi com bastante alegria que crianças, educadoras e técnicas operacionais desejaram um ano novo muito feliz à população. “Todas as pessoas receberam generosamente este grupo e deram-lhe os parabéns pela forma como cantou e encantou quem ouviu”, refere o jardim-de-infância em comunicado. Conhecer e promover as tradições e proporcionar momentos de diversão e convívio com a comunidade, foram objectivos

de obediência ao Governo contra os interesses da vila que a equipa educativa tinha delineado e conseguiu alcançar.

“Juventude de Joane” cede frente ao Vermoim Associação Juventude de Joane cedeu frente à formação do Futebol Clube de Vermoim no Escalão de Infantis na 4.ª Jornada Liga Futsal Famalicão, num jogo que decidia quem ficaria isolado no primeiro lugar da competição. A AJJ entrou melhor na partida marcando logo nos primeiros minutos, mas depois com o aumentar da pressão por parte do FCV. A AJJ foi recuando no terreno e acabou por sofrer quatro golos ainda na primeira parte. Mesmo podendo queixar-se da falta de sorte, pois viu a bola esbarrar três vezes nas trave e uma no poste, o certo é que o FCV ainda conseguiu marcar mais dois na segunda metade fixando o resultado em 6 - 1. O resultado, frisa a AJJ, acaba sendo “pesado”, perante uma formação de Vermoim “que soube aproveitar bem os erros

da AJJ e manteve sempre um bom nível de jogo”. No próximo fim de semana realizam-se mais duas Jornadas da LFF no escalão de Minis. Este escalão tem vindo a aumentar significativamente o número de atletas na AJJ, que no início eram só cinco e nestas próximas duas Jornadas apresentaram já quase o dobro dos atletas.

O PSD de Riba de Ave acusa o Partido Socialista local de resumir o seu discurso a uma palavra: “criticar”. No rescaldo da última sessão da Assembleia de Freguesia, na qual os socialistas votaram contra o plano de actividades e orçamento proposto pelo executivo, formado por PSD/PP e CDU, os social-democratas daquela vila afirmam mesmo que “os Ribadavenses e Riba d’Ave merecem melhor, merecem quem, em todos os órgãos autárquicos, sejam eles Assembleia de Freguesia ou Municipal, tenha maturidade e experiência para junto do executivo municipal reclamar obra e melhorias reais para Riba d’Ave; merecem alguém que não se interesse apenas em aparecer nos jornais para apresentar utopias, como o Polis, ou para destabilizar negociações importantes, como é exemplo do alargamento da Escola Primária da Avenida”. Conscientes de que há muito para fazer em Riba de Ave, o núcleo do PSD frisa que é necessário também ser sensível ao momento de crise que o país vive, com constrangimentos financeiros associados e “definir prioridades”. Segundo o PSD local o partido da oposição “não conseguiu elencar um projecto que fosse uma necessidade para Riba de Ave, uma ideia própria”. E ironizam acerca da postura dos socialistas: “talvez a pavimentação de ruas não seja em si uma urgência, quando comparado com a possível perda de emprego que os cortes orçamentais previstos pelo Governo, para a área da Educação e da Saúde, e que afectam directamente a Didáxis, o Externato Delfim Ferreira e o Hospital Narciso Ferreira poderão causar, com um impacto muito mais negativo na vida dos Ribadavenses”. Acrescentam que esta sim “é uma preocupação do executivo da Junta de Freguesia e são estas as inquietações que têm sido transmitidas à Câmara Municipal”. Aliás, frisa o comunicado social-democrata, estas mesmas preocupações foram transmitidas ao vice-presidente do município nas cerimónias recentes do aniversário de elevação a vila. E relativamente a esta matéria, lamentam que o PS tenha votado contra um voto de protesto do CDS relativamente a esta decisão governamental que pode colocar em causa a viabilidade daquelas instituições privadas que prestam serviço público. “Estes senhores colocam o partido à frente até das maiores necessidades da nossa Vila”, denuncia o núcleo do PSD. Quanto ao plano de actividades, o próprio PSD reconhece que não era este o quedesejariam os órgãos autárquicos locais. Mas, atentos à realidade do país, alegam que ao executivo “não interessa reivindicar obra: interessa sim que ela se realize, seja executada pela Junta de Freguesia ou outra entidade qualquer”. Por isso, remata, “acreditamos que a Câmara e o Governo Central ouvirão as nossas propostas e as nossas necessidades e a obra nascerá”.


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Deputados do PS visitam Didáxis e prometem intervir na questão dos cortes gonernamentais Os diplomas legislativos recentemente publicados quanto ao apoio do Estado às escolas particulares e cooperativas com contrato de associação constitui motivo de grande e justificada preocupação para inúmeras famílias em todo o país. A comunidade educativa da Didáxis não escapa a esta regra. Atendendo a esta situa-

ção, teve lugar na Didáxis de Riba de Ave uma sessão de trabalho em que participaram os responsáveis da instituição, o presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação, um grupo de deputados do PS – Nuno Sá, Isabel Coutinho, Manuel Mota e Ricardo Gonçalves – e o Governador Civil de Braga, Fernando Moniz.

No próximo dia 30

Milho D’ Oiro assinada “Dia da Associação”

De acordo com o presidente da Didáxis, José Fernandes, está em causa a liberdade de aprender, direito fundamental consagrado constitucionalmente. “Sintome honrado por receber esta comitiva do Partido Socialista. Queremos ser ouvidos, manifestar as nossas preocupações e relembrar o trabalho que foi erigido ao longo se 35 anos”, referiu José Fernandes. Nuno Sá, deputado do PS, referiu que, sendo famalicense, conhece bem a Didáxis e o seu projecto educativo e que esta “merece nota 20 pelo trabalho que tem desenvolvido”. Confrontado com as preocupações dos cerca de 4500 alunos da Didáxis e respectivas famílias, e dos cerca de 540 profissionais que nela trabalham quanto aos cortes operados no financiamento do ensino particular e cooperativo com contrato de associação, este deputado referiu que a comunidade que integra a Didáxis tem o direito de “acompanhar a situação de perto, manifestar as suas

preocupações e exigir respostas dos responsáveis políticos, tendo em consideração que a instituição presta um serviço público de qualidade há 35 anos”. E acrescentou que o Governo atenderá os problemas específicos e as características específicas de cada caso”. Até porque o que está em causa não é uma posição ideológica, mas sim orçamental. “Esta medida revela uma necessidade de reforma e um esforço orçamental marcado por medidas de austeridade e contenção. O PS, ao longo da História, nunca teve preconceitos contra o EPC. Sempre

o considerou um parceiro que presta um serviço público”. De acordo com Nuno Sá, a presença desta comitiva na Didáxis “reconfirma o caminho de mérito e sucesso que a mesma tem trilhado”. E “essa bandeira de mérito e de su-cesso” deve ser erguida e mostrada ao Governo. “O cerne da questão é o mérito que é alcançado com o investimento por parte do Estado”, referiu. E recordou que o Primeiro-Ministro tem dado primazia à Educação e “isso traduziu-se em grandes investimentos nas infra-estruturas, nas formações de quadros e na inovação de tecnologias”.

Findas as inervenções , o deputado Nuno Sá, falando em nome de todos os parlamentares presentes, mostrou a maior sensibilidade para as questões que lhes foram colocadas e anunciou que os deputados eleitos por Braga vão solicitar uma audiência, com carácter de urgência, à Ministra da Educação, tendo por finalidade sensibilizá-la para a situação de constrangimento financeiro em que Didáxis e outras escolas particulares e cooperativas do distrito se encontram.

Ciclo de Música e Poesia na Fundação Cupertino de Miranda A Associação “Milho D’Oiro” comemora, no próximo dia 30, o “Dia da Associação” e o primeiro aniversário do boletim trimestral “Milheiro”. A festa terá lugar no Parque da Ribeira pelas 16h00, contando com animação musical a cargo de “Canário e Amigos”.

A Fundação Cupertino de Miranda promove, no próximo dia 25, mais um Ciclo de ,Música e Poesia. A sessão tem lugar no auditório da instituição promotora, pelas 21h30. A entrada é gratuita. Nesta sessão a música estará a cargo de Iva Barbosa (clarinete), e Cristóvão Luís (piano). O programa prevê musical prevê Canzonetta - G. Pierné, Pastorale Cevenole - L.

Cahuzac, Sonatina - J. Horovitz. Na vertente poética será ouvida a declamação de “Mulheres com Verso”. A coordenação é de Isaque Ferreira e Ana Deus é a convidada para a sessão. Está prevista a participação de Regina Guimarães, Benedictine Houard, Alberto Pimenta, E. M.de Melo e Castro, e Fernando Lemos.

Jornadas da Família arrancam com debate sobre o tema “Educar e Testemunhar” Estão abertas as inscrições para as VI Jornadas da Família, que arrancam a 29 de Janeiro próximo, a partir das 14h30, no Centro Pastoral de Santo Adrião. Esta sessão inaugural versa sobre o tema “Educar e Testemunhar”. Ao escolher este tema

a jornada visa promover uma reflexão sobre o papel que a família tem no acto educativo das novas gerações. A organização das jornadas apela a todos os pais e a todos os encarregados de educação para que reservem desde já a tarde desse dia

para, em conjunto, “discernir caminhos que abram perspectivas de maior vitalidade nas nossas famílias”. As in-

scrições, com valor simbólico por família de três euros e individual de 1,5 euro, decorrem até ao dia 23.


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De 18 a 24 de Janeiro de 2011

PASEC apresentou novos projectos A PASEC (Plataforma de Animadores Sócio Culturais e Educativos) apresentou na passada quarta-feira os projectos “Nova Fórmula 2.0” e “Break the Wall”. O projecto Nova Formula está na sua terceira edição e foi considerado pela Agência Nacional de Gestão do Programa Juventude em Acção (ANGPJA) como o melhor exemplo de boas práticas na área dos projectos “Jovens e Democracia”. O projecto atinge três países e envolve mais de 500 jovens e embora conheça aqui o seu começo oficial, arrancou com a Assembleia Europeia Juvenil, que teve lugar no último mês. Entretanto no âmbito do projecto foi também realizado um Fórum em Lisboa. No centro do Nova Formula 2.0 está o campeonato europeu “Democracy Challenge”, onde vários grupos irão competir com projectos locais

para a melhor ideia de projecto de acção democrática juvenil na Europa em três categorias: Democracia e Exclusão Social; Democracia e Desenvolvimento Sustentável; Democracia na Escola. Relativamente a este projecto, o presidente da PA SEC, Abraão Costa, acentuou o seu carácter inovador e as centenas de jovens que nos últimos quatro anos o projecto abarcou. Por sua vez o director da ANGPJA, Pompeu Martins reforçou a importância das dinâmicas geradas pelo projecto Nova Formula e a amplitude de um projecto com uma escala nacional e europeu, deixando uma palavra de elogio e estímulo ao trabalho desenvolvido pela PASEC. Ao mesmo tempo foi apresentado mais um projecto da PASEC, o projecto “Break the Wall”, em parceria com Itália, que lidará directamente com

os fenómenos de exclusão social juvenis, nomeadamente junto de três grupos considerados prioritários, com mais de 40 adolescentes e jovens em situação de risco entre os 12 e os 19 anos. Este projecto acentua o seu carácter inovador tendo por base uma metodologia que coloca o jovem no centro do processo de formação em que este é lavado a construir o seu projecto de vida individual com base na construção da sua história de vida e monografia individual mas integrados em estruturas grupais apoiadas por uma Equipa Técnica Multidisciplinar. A apresentação concluiuse com o lançamento das próximas actividades de ambos os projectos, sendo que a mais significativa será o Encontro Nacional e Europeu de Jovens Animadores.

Bombeiros de Riba de Ave com “Quartel Aberto” A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Riba de Ave, com o intuito de dar a conhecer as suas valências e necessidades às populações da sua área de intervenção começa, no próximo dia 29 de Janeiro uma campanha denominada de Quartel Aberto. A primeira “intervenção” é já nos dias 29 e 30 de Janeiro 2011, na freguesia de Serzedelo. Esta freguesia, junta-

mente com Guardizela, pertence ao concelho de Guimarães, que em termos de apoio, só mesmo as populações, dentro das suas possibilidades, respondem ao apelo da Associação. Assim, no dia 29 pelas 10h00 terá início a acção dos bombeiros com resposta a dúvidas e auscultação de sugestões, eventualmente presentadas no sentido de melhorar a nossa acção.

Já no dia 30, pelas 10h30, terá lugar o desfile da fanfarra da corporação, em agradecimento à população pelo apoio dado ao longo dos anos. Pelas 11h00 terá lugar uma missa, aberta à população, em sufrágio dos bombeiros e sócios já falecidos. A tarde prossegue com ligação directa à população, encerrando-se a iniciativa pelas 17 horas.

Noite de Reis no Externato Delfim Ferreira “As tradições de um país são a identidade de um povo”. Com o intuito de as manter bem vivas e de não perdermos a nossa identidade num mundo, cada vez mais, globalizado; o Externato Delfim Ferreira convidou todos os pais dos alunos do Pré-escolar e 1.º Ciclo para a 4.ª edição da “Noite de Reis”. À porta, os três reis acolhiam os familiares presenteando-os com uma lembrança executada na escola com a colaboração do professor de cerâmica. No interior, tudo estava pronto para começar – o espaço decorado, as vozes afinadas… e os pais preparados para ouvir as vozes melodiosas das suas “estrelas”. Pelo palco passaram os

reis magos, os pastores, os anjos e todos os nossos pequenos artistas que encantaram o público presente. Para terminar, pais, alunos, e professoras tiveram o

seu momento de convívio e confraternização enquanto saboreavam algumas das iguarias desta época - bolorei, rabanadas, sonhos, entre outros.


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De 18 a 24 de Janeiro de 2011

Coordenação da Catequese de Cabeçudos, Esmeriz e Palmeira descrita em “Estudo de Caso” A coordenação da Catequese das paróquias que constituem a Unidade Pastoral de Cabeçudos, Esmeriz e Palmeira está organizada segundo uma dinâmica inter-paroquial, de trabalho conjunto e partilhado entre as três comunidades, assente numa lógica de complementaridade que deriva da diversidade de dons e carismas. Por esse motivo, e por ser uma experiência que tem surtido inúmeros efeitos positivos e constituído um verdadeiro e concreto testemunho da comunhão própria do ser e do viver em Igreja, que dissolve e supera todas as fronteiras físicas, esta experiência está agora descrita num Estudo de Caso e editada num caderno temático. O referido documento foi solicitado pelo Departamento Arquidiocesano de Cateque-se

à Coordenação Inter-paroquial, sendo que a primeira versão do mesmo data de Janeiro de 2009. Desde essa altura o documento tem sido apresentado e fornecido aos catequistas que frequentam o Curso de Coordenadores nos diferentes Centros Arquidiocesanos de Formação, espalhados por toda a Arquidiocese. Entretanto, os Serviços de Formação da Arquidiocese solicitaram uma reformulação e enriquecimento do documento, para que o mesmo fosse editado num caderno temático e oficialmente apresentado no passado dia 8 de Janeiro, no Encontro Arquidiocesano de Coordenadores de Catequese, em Braga. Assim, nesse mesmo dia, este Estudo de Caso mereceu especial destaque num ateliê sobre Coordenação Inter-paroquial, apresentado durante a

tarde por catequistas coordenadores da Unidade Pastoral em causa. No documento, escrito na íntegra pelos catequistas coordenadores das três paróquias envolvidas, é possível contextualizar e conhecer a realidade que presidiu e marcou cada uma das comunidades antes da implementação da Coordenação Inter-paroquial da Catequese, há sensivelmente 6 anos, assim como toda a metodologia de funcionamento da Coordenação e de toda a Catequese, em geral. O documento, além de pontuado por questões que convidam à reflexão individual ou em grupo e de contemplar também o convite à oração, questiona sobre “Que Igreja para o futuro?”, ques-tão esta levantada por um modelo de inter-paroquialidade como este, que nos aponta no sentido da verdadei-

ra comunhão eclesial, que está para lá de qualquer barreira física e que ganha uma outra profundidade e uma vivência mais intensa quando se está ao serviço a um nível mais alargado e amplo, como é o âmbito interparoquial. Deste modo, as paróquias de Cabeçudos, Esmeriz e Palmeira aproveitam esta oportunidade para reiterar o agradecimento aos seus coordenadores e catequistas em geral, pelo exemplo de dedicação e qualidade que demonstram no serviço que prestam à Catequese, à Igreja e, neste caso, também às referidas comunidades paroquiais. O referido documento continua a ser divulgado e pode ser adquirido nos Serviços Centrais da Arquidiocese.

“Liberdade” em grande no Campeonato Nacional de Pista Coberta

Tânia Silva sagra-se campeã nos 1500 metros Tânia Silva sagrou-se campeã distrital dos 1500 metros e vice-campeã do Norte em 1500 e 800 metros, no Campeonato Norte de Pista Coberta. A atleta do Liberdade Futebol Clube não foi a única a conquistar, todavia, gran-des resultados em nome da colectividade. Zequita da Silva foi 3.ª nos 1500 metros, Marta Oliveira foio 3.ª em 400 metros,

Óscar Mendes doi 3.º nos três mil metros, e Jéssica Lopes conseguiu o 3.º lugar em juvenis na prova de três mil metros. Com a marca atingida a telta atinge os mínimos para os Campeonatos Nacio-nais de Juniores. Colectivamente o Liber-dade foi a 11.ª melhor equipa em absolutos masculinos, num total de 26 concorrentes. Em femininos subiu um lugar, contra 25 participantes.

Externato Delfim Ferreira protesta contra cortes impostos pelo Governo Cerca de 600 pessoas, entre alunos, pais e encarregados de educação, docentes e colaboradores do Externato Deelfim Ferreira, rumaram a Braga no passado domingo para um protesto contra os cortes governamentais operados às escolas privadas que prestam serviço público, aproveitando a passagem do candidato à Presidência da República, Cavaco Silva.. Jorge Araújo, pai professor e ribadavense, sublinha que estes cortes orçamentais vão ter um “impacto gravíssimo” nas escolas visadas, numa situação que define como “bastante preocupante”, que coloca em causa o emprego mas também as economias locais. No entender deste representantes dos manifestantes esta medida constitui uma “injustiça total” para as es-

colas que ao longo dos anos vêm prestando serviço público, como é o caso de Externato, mas também da Didáxis. A vila de Riba de Ave, sublinha, por conter duas imstituições privadas a ser visadas, pode ser substancialmente prejudicada no seu próprio desenvolvimento entende. Os manifestantes, disse Jorge Araújo, portestaram contra uma “medida de alfaiate” que no seu entender deveria ter sido ponderada considerando até as características específicas de cada escola privada e do meio em que se insere. Lamenta que a vila de Riba de Ave, tendo sido particularmente afectada pela crise do têxtil, volte a estar na linha da frente dos prejuízos sociais desta medida aplicada às escolas privadas.


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Edição 565