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DIRECTOR: RUI ALAS PEREIRA |SÉRIE II ANO XI N.º 851

18-01-2013 | SEMANÁRIO | PREÇO: 1,50 EUROS IVA INCLUÍDO Taxa paga | Devesas - 4400 V.N. Gaia | Autorizado a circular em invólucro de plástico fechado | Autorização n.º 26 de 2026/00

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WRC 2013 UMA NOVA ERA NO MUNDIAL DE RALIS OU A MESMA HISTÓRIA

NA SOMBRA DE

LOEB

Campeão entra com tudo no Rali de Monte Carlo

LÍDER

À VISTA

C&I Encontrados os seis finalistas para o Carro do Ano

DAKAR 2013 RÚBEN FARIA CONTINUA A DAR QUE FALAR NAS MOTOS


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wrc 2013

18 de Janeiro de 2013

Mundial de Ralis arranca a pensar numa nova era

Na sombra de Sébastien Loeb O Mundial de ralis entra em 2013 numa nova Era, com a participação a meio gás de Sébastien Loeb, que monopolizou a especialidade na última década, conquistando um recorde de nove títulos consecutivos ao volante de um Citroën. A pré-reforma de Loeb, que participará apenas em quatro provas no campeonato, que arrancou em Monte Carlos na passada quarta-feira, e de novo com passagem por Portugal, abre finalmente a Mikko Hirvonen a perspetiva de se sagrar campeão do Mundo de ralis, após vários anos na sombra do francês. O finlandês mudou-se na época passada para a equipa oficial Citroën, que deve voltar a ter no DS3 WRC o carro mais competitivo, mas nem assim conseguiu superiorizar-se a Loeb: Hirvonen terminou em segundo lugar, tal como tinha acontecido em 2008, 2009 e 2011, quando conduzia para a Ford. Em 2013, o campeão sai parcialmente de cena e Hirvonen assume-se como o principal candidato à sucessão do francês, com Dani Sordo na expetativa de capitalizar eventuais deslizes do finlandês para ganhar espaço no seio da equipa da marca francesa e intrometer-se na discussão do título. O espanhol será o segundo piloto da Citroën nas provas em que Loeb não participe, mas essa alteração não se notará na prova de abertura, pois Monte Carlo foi um dos quatro ralis escolhidos pelo francês para se manter em atividade esta temporada, em conjunto com Suécia, Argentina

e França. A ausência de apoio oficial por parte da Ford vai limitar ainda mais a possibilidade de o Fiesta RS WRC contrariar a supremacia da Citroën, apesar da qualidade do seu quinteto de pilotos, composto pelo norueguês Mads Ostberg, o russo Evgeny Novikov, o catarense Nasser Al-Attyah, o finlandês Juho Hanninen e o belga Thierry Neuville. Mais do que procurar reduzir o atraso para a marca francesa, os pilotos da Ford devem estar preocupados com o regresso da Volkswagen às estradas do Campeonato do Mundo de ralis, com o Polo R WRC, pela mão do finlandês Jari-Matti Latvala, o francês Sébastien Ogier e o norueguês Andreas Mikkelsen. O Mundial de 2013 não terá portugueses a competir na categoria principal, depois de Armindo Araújo ter pontuado em três provas do campeonato passado (Monte Carlo, México e Nova Zelândia), ao volante de um Mini Cooper Works WRC, que será pilotado pelo finlandês Jarkko Nikara, mas sem apoio oficial. A competição voltará, no entanto, a ter passagem por Portugal, que receberá em Faro a quarta das 13 provas do campeonato, que se prolonga por 11 meses e termina a 17 de novem-

bro, no País de Gales, destacando-se também a substituição do Rali da Nova Zelândia pela Austrália. A 41.ª edição do Mundial de ralis vai assistir também ao aparecimento de um novo campeonato, o WRC 2, que passará a ser disputado pelos carros do recém-criado Grupo R, que substitui o Grupo N (Produção).

Calendário 2013 Data 15-20 jan 07-10 fev 07-10 mar 11-14 abr 02-05 mai 31 mai - 02 jun 20-23 jun 01 - 03 ago 22 - 25 ago 12 - 15 set 03 - 06 out 24 - 27 out 13 - 17 nov

Prova Monte Carlo Suécia México Portugal Argentina Acrópole (Grécia) Sardenha (Itália) Finlândia Alemanha Austrália França Espanha Grã-Bretanha

Palmarés do Mundial Ano

Piloto (Nac.)

1977 1978

Sandro Munari (Ita) Markku Alen (Fin)

Taça FIA

Campeonato do Mundo 1979 Bjorn Waldegard (Sue) 1980 Walter Rohrl (Ale) 1981 Ari Vatanen (Fin) 1982 Walter Rohrl (Ale) 1983 Hannu Mikkola (Fin) 1984 Stig Blomqvist (Sue) 1985 Timo Salonen (Fin) 1986 Juha Kankkunen (Fin) 1987 Juha Kankkunen (Fin) 1988 Massimo Biasion (Ita) 1989 Massimo Biasion (Ita) 1990 Carlos Sainz (Esp) 1991 Juha Kankkunen (Fin) 1992 Carlos Sainz (Esp) 1993 Juha Kakkunen (Fin) 1994 Didier Auriol (Fra) 1995 Colin McRae (GB) 1996 Tommi Makinen (Fin) 1997 Tommi Makinen (Fin) 1998 Tommi Makinen (Fin) 1999 Tommi Makinen (Fin) 2000 Marcus Gronholm (Fin) 2001 Richard Burns (GB) 2002 Marcus Gronholm (Fin) 2003 Petter Solberg (Nor) 2004 Sébastien Loeb (Fra) 2005 Sébastien Loeb (Fra) 2006 Sébastien Loeb (Fra) 2007 Sébastien Loeb (Fra) 2008 Sébastien Loeb (Fra) 2009 Sébastien Loeb (Fra) 2010 Sébastien Loeb (Fra) 2011 Sébastien Loeb (Fra) 2012 Sébastien Loeb (Fra)

Carro

Lancia Stratos Fiat 131 Abarth Ford Escort RS Mercedes 450 SLC 5.0 Fiat 131 Abarth Ford Escort RS Opel Ascona 400 Audi Quattro Audi Quattro Audi Quattro Sport Peugeot 205 Turbo 16 E2 Peugeot 205 Turbo 16 Peugeot 205 Turbo 16 E2 Lancia Delta HF 4WD Lancia Delta HF 4WD Lancia Delta Integrale Lancia Delta Integrale Toyota Celica GT4 Lancia Delta Integrale Toyota Celica Turbo 4WD Toyota Celica Turbo 4WD Toyota Celica Turbo 4WD Subaru Impreza Mitsubishi Lancer Evo. III Mitsubishi Lancer Evo. IV Mitsubishi Lancer Evo. V Mitsubishi Lancer Evo.V Peugeot 206 WRC Subaru Impreza WRC Peugeot 206 WRC Subaru Impreza WRC Citroen Xsara WRC Citroen Xsara WRC Citroen Xsara WRC Citroen C4 Citroen C4 Citroen C4 Citroen C4 Citroen DS3 Citroen DS3


WRC 2013

18 de Janeiro de 2013

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Segundo dia do Rali de Monte Carlo

Campeão reforça comando O francês Sébastien Loeb (Citroën DS3) aumentou em 15 segundos a sua liderança do rali de Monte Carlo e parece encaminhado para vencer pela sétima vez a competição, que termina amanhã no principado. Nas seis especiais ontem disputadas, em estradas de Ardéche, na França, duas foram ganhas por Loeb, uma pelo francês Sebastien Ogier (Volkswagen), que é o segundo da geral, duas também ganhas pelo russo Evgeny Novikov, da equipa semi-oficial da M-Sport, enquanto o outro foi conquistado pelo finlandês Juho Hanninen, da mesma equipa. Loeb, no arranque de um ano que já definiu como "de pré-reforma", aumentou para 1.34,5 minutos o avanço sobre Ogier, quando ainda há oito troços cronometrados por cumprir. Novikov foi um dos melhores quando as condições pioraram - chegou a correr-se com -10 graus negativos e queda de neve - e mantém com o espanhol Daniel Sordo um "duelo" aceso pelo terceiro lugar, seguro pelo segundo piloto da Citroen por 15 segundos apenas. Loeb comanda agora a prova monegasca com um total de 3:16.29,1 horas, seguido por Ogier, a 1.34,5, Sordo, a 2.38,0 e Novikov, a 2.53,2. O Rali de Monte Carlo, prova de abertura do WRC 2013, prossegue hoje, com a disputa de mais três provas especiais de classificação.

CLASSIFICAÇÃO

Pos. N.º

Piloto

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

S. LOEB M S. OGIER M D. SORDO T E. NOVIKOV M M. HIRVONEN M J. LATVALA M J. HANNINEN T B. BOUFFIER M. OSTBERG M M. PROKOP S. WIEGAND WRC2 O. BURRI P A. KREMER WRC2 M. KOSCIUSZKO T Y. PROTOSOV WRC2

1 8 10 5 2 7 6 22 4 21 32 42 33 12 39

Gr.

Tempo WRC WRC WRC WRC WRC WRC WRC WRC WRC WRC 2 2 3 WRC 2

3:16:29.1 3:18:03.9 3:19:07.1 3:19:22.3 3:19:51.8 3:19:42.3 3:20:40.4 3:22:14.5 3:20:28.1 3:29:44.7 3:35:23.6 3:37:37.6 3:39:19.5 3:41:09.2 3:41:59.1

Na abertura do festival monegasco

Loeb é a estrela principal do filme O francês Sébastien Loeb (Citroen DS3) começou 2013 em bom plano, com vitória em três de quatro especiais do primeiro dia do rali de Monte Carlo, só falhando a primeira, para o francês Sebastien Ogier (Volkswagen).

Aos 38 anos, o nove vezes campeão do Mundo de ralis, tem, no entanto, mais concorrência que o habitual, com a chegada da Volkswagen, a pressão de Dani Sordo na Citroen e a equipa semi-oficial da Ford, M-Sport, com Mads Ostberg e Evgeny Novikov. Ogier ganhou Le Moulinon-Antraigues 1, mas depois Loeb impôs a sua experiência em Burzet-Saint Martial 1, Le Moulinon-Antraigues 2 e Burzet-Saint Martial 2 - tudo especiais na região de Ardèche, nos Alpes franceses - e lidera com mais de um minuto de avanço. Não foi fácil o primeiro dia para os pilotos, já que os troços Burzet-SaintMartial estavam cobertos de neve e

os Le Moulinon-Antraigues estavam secas, mas tinham de ser cumpridas com os mesmos pneus. Loeb foi o mais bem sucedido na escolha dos pneus, já que toda a gente optou por combinações entre pneus de neve e slicks, à frente ou atrás, na esquerda ou na direita. O grande perdedor do dia foi o finlandês Jari-Matti Latvala, que furou na quarta especial e é apenas quinto na geral, a 2.32,2 minutos de Loeb. NO final do primeiro dia, Loeb comandava, com 1:39.49,0 horas, seguido por Ogier, a 1.20,3, e mais dois Citroen DS3, do finlandês Mikko Hirvonen (a 1.46,7) e do espanhol Daniel Sordo, a 2.01,02.

OGIER VENCEU A PRIMEIRA ESPECIAL DO RALI


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DAKAR 2013

18 de Janeiro de 2013

Resumo da nona etapa

Faria no comando das motos Um embate do “motard” francês David Casteau (Yamaha) numa vaca permitiu a Ruben Faria (KTM) ascender à liderança do rali todo-oterreno Dakar2013. Um dia depois de ter subido à segunda posição - beneficiou da penalização ao seu “chefe de fila”, o francês Cyril Despres, na KTM -, Ruben Faria assumiu a liderança ao beneficiar do azar de outro piloto gaulês. Apesar de comandar a prova, são poucas as dúvidas de que o comando passará rapidamente para Despres, até porque o piloto francês venceu a etapa de segunda-feira com facilidades, sendo mesmo o grande candidato ao triunfo final. Faria terminou os 851 quilómetros da etapa, que ligou Tucuman a Cordoba, na Argentina, na quarta posição, com o tempo de 5:49.23 horas, mais 7.47 minutos do que Despres. Na geral, Faria lidera com um total de 25:57.12 horas, apenas menos 5.23 minutos do que o seu companheiro de equipa. “Foi um dia perfeito! O Cyril ganha a etapa e recupera grande parte do tempo perdido e eu passo a liderar o Dakar! Esta foi a estratégia definida pela equipa e estamos, para já, dentro dos objetivos. Vamos continuar a lutar forte para garantir alguma vantagem sobre os nossos adversários mais diretos, pois estamos todos muito juntos e no Dakar tudo pode acontecer”, disse o piloto no final da etapa, acres-

centando “Dedico este resultado a todos os meus patrocinadores, aos meus fãs e à minha família! Um grande abraço e muito obrigado pelo vosso apoio diário!”. Igualmente em bom plano esteve Hélder Rodrigues (Honda), que nesta etapa subiu sete lugares, do 14.º para o sétimo lugar, ao terminar a jornada no quinto posto, logo atrás de Faria. “Tentei fazer uma boa etapa. Era uma etapa muito perigosa, qualquer falha podiamos deitar tudo a perder, a pista era muito estreita. Ataquei bem e fiz uma boa etapa”, disse o piloto da Honda. Em relação ao futuro, manteve o discurso: “Agora é tentar sempre melhorar. Ainda falta muito para a corrida. Quero atacar atéw final, não vou baixar os braços”. Dos restantes portugueses, também Paulo Gonçalves (Husqvarna) rodou bem, terminando no sétimo enquanto, enquanto Bianchi Prata (Huqvarna) foi 16.º e Mário Patrão (Suzuki) 70.º. Também Carlos Sousa (Great

Wall) está em bom momento no presente Dakar, tendo sido sexto na etapa, o seu melhor resultado nesta edição, ocupando o mesmo posto na geral, que é comandanda pelo francês Stéphane Peterhansel (Mini), que detém 49.31 minutos de vantagem para o segundo classificado, o sul africano Giniel de Villiers (Toyota). “Entrámos muito bem na primeira parte da especial e, ao fim de poucos quilómetros, começámos logo a ultrapassar concorrentes que largaram

à nossa frente. Gostei muito desta parte do percurso, com pistas que se assemelhavam muito às nossas bajas. Continuamos num ritmo muito forte, mas acabámos por perder alguma eficácia nos travões. Mais para o final, ficamos algo apreensivos com a caixa de velocidades e preferimos dosear um pouco andamento”, disse Carlos Sousa. Sobre os objetivos para o que resta da prova, referiu: “De qualquer forma, o resultado final foi muito bom

e o balanço deste dia é claramente positivo. Tal como previa, nada está ainda fechado neste Dakar no que diz respeito ao top-10”. O rali prosseguiu na terça-feira com a realização da 10.ª etapa, com percursos distintos para carros/ camiões e motos/quads, embora com caraterísticas muito semelhantes. A etapa ligou Córdoba a La Rioja, numa extensão total de 353 quilómetros para os automóveis e de 357 para as motos.

Secretário de Estado do Desporto

Com problemas no motor do Buggy

Alexandre Mestre felicita Ruben Faria

Nasser Al-Attiyah obrigado a abandonar

O secretário de Estado do Desporto felicitou o “motard” português Ruben Faria (KTM) pelo “feito histórico” de liderar o rali todo-o-terreno Dakar2013, depois de decorridas nove etapas. “Gostaria de felicitar publicamente o Ruben Faria, pelo feito histórico agora atingido - o primeiro lugar de prova tão mítica quanto competitiva como é o Dakar”, destacou, em comunicado, Alexandre Mestre. De acordo com o mesmo governante, “este feito notável atesta a valia e vitalidade dos pilotos portugueses, nomeadamente nas motos todo-o-terreno, engrandecendo e muito honrando o nome de Portugal e o desporto português”. O piloto da KTM ascendeu segunda-feira à liderança da categoria de motos do Dakar2013, ao beneficiar de um choque com uma vaca do anterior líder, o francês David Casteau (Yamaha). Faria terminou os 851 quilómetros da etapa de hoje, que ligou Tucuman a Cordoba, na Argentina, na quarta posição, com o tempo de 5:49.23 horas, mais 7.47 minutos do que o vencedor da tirada, o francês Cyril Despres, seu “chefe de fila” na KTM. Na geral, Faria lidera com um total de 25:57.12 horas, apenas menos 5.23 minutos do que o seu companheiro de equipa.

O catari Nasser Al-Attiyah, vencedor do Dakar 2011, na categoria de carros, foi forçado a abandonar durante a 9.ª etapa da presente edição do rali todo-o-terreno, devido a um problema no motor, anunciou a sua equipa. “Um defeito na bomba de água” esteve na origem do problema que forçou o abandono de Al-Attiyah e do seu co-piloto, o espanhol Lucas Cruz, na segunda-feira, durante a ligação entre San Miguel de Tucuman e Cordoba (Argentina), confirmou a Qatar Red Bull. À partida para a 9.ª etapa, o príncipe catari ocupava o décimo lugar da classificação geral, a pouco mais de três minutos do francês Stéphane Peterhansel, piloto da Mini. Al Attiyah, que foi segundo classificado do Dakar em 2010 e vencedor em 2011, sempre conduzindo um Volkswagen Touareg, participou na edição de 2013 com um Buggy, desenvolvido nos últimos cinco meses com a Red Bull Motorsport. O outro automóvel da equipa da Qatar Red Bull, confiado ao espanhol Carlos Sainz, já havia abandonado a prova devido a falhas no motor, durante a 6.ª etapa. Sainz e Al Attiyah venceram quatro etapas do Dakar 2013, tendo o espanhol triunfado na 1.ª, enquanto o catari foi vencedor na 3.ª, 4.ª e 6.ª. O príncipe do Qatar, conhecido por praticar várias modalidades desportivas, venceu a medalha de bronze no tiro dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.


DAKAR 2013

18 de Janeiro de 2013

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Resumo da 10.ª etapa

O estatudo do chefe Despres O português Ruben Faria cedeu a liderança da categoria de motos do rali todo-o-terreno Dakar2013 ao seu chefe de fila na KTM, o francês Cyril Despres, vencedor da 10.ª etapa. Paulo Gonçalves também esteve em destaque, ao arrancar um excelente terceiro lugar na chegada a La Rioja.

HÉLDER RODRIGUES CONTINUA A RECUPERAR TERRENO

Numa etapa em que o destaque luso vai para Paulo Gonçalves (Husqvarna), ao ser terceiro, Despres voltou ao comando da prova ao ser segundo na tirada, recuperando dos cinco minutos que tinha de atraso para Faria,

CYRIL DRESPRES CONFIRMA FAVORITISMO

desta feita apenas oitavo a 8.15 minutos do vencedor da etapa, o espanhol Joan Barreda Bor t (Husqvarna), e a sete minutos exatos de Despres. “Fui num ritmo muito calmo. Sem arriscar nada para garantir

que perdia o tempo suficiente para o Cyril passar para a frente, mas sempre a controlar os adversários, pois, em princípio, a equipa KTM vai dar luz verde para que eu, além de ter de cumprir o meu papel de `aguadeiro´ a 100 por cento, possa

lutar por um lugar no pódio. Vamos ver as ordens nos próximos dias”, referiu o piloto português. Paulo Gonçalves esteve em bom plano e terminou logo atrás de Despres, gastando mais 2.44 minutos do que Barreda, resultado que o coloca na 17.ª posição. “O dia correu muito bem, entrei na `especial´ ao ataque, mas tive dificuldade em ultrapassar alguns dos pilotos que arrancaram à minha frente, porque havia imenso pó, mas estou bastante satisfeito com o resultado,” declarou Gonçalves. Em recuperação continua Hélder Rodrigues (Honda), que, ao fazer o nono lugar, subiu mais um posto, sendo agora sexto classificado. Os restantes dois portugueses em ação continuam sem sentir grandes problemas, tendo Bianchi Prata (Husqvarna) sido 26.º, subindo ao 72.º posto, enquanto Mário Patrão (Suzuki) foi 36.º, sendo 40.º na geral. Na competição automóvel, Carlos Sousa (Great Wall) sentiu problemas de motor ao longo da etapa, mas, apesar de ter terminado na 13.ª posição, com mais 23.38 minutos do que o vencedor da etapa, o argentino Orlando Terranova (BMW), manteve o sexto posto da geral, que continua a ser liderada pelo francês Stéphane

Peterhansel (Mini). “Com a temperatura a não parar de subir, o motor do Great Wall entrou em `safe mode´ e fomos obrigados a parar. Com a ajuda do Miguel Ramalho consegui substituir a correia que faz a ventilação do motor, mas, com isso, perdemos cerca de 18 minutos”, disse no final Carlos Sousa, dando conta de que já estava a sentir problemas no motor do carro. Quando retomaram a prova, Carlos Sousa e Miguel Ramalho perderam algum tempo no pó de vários pilotos, mas, mais grave, foi “a temperatura do motor nunca ter estabilizado para valores normais”. “É claro que o dia de amanhã (quarta-feira) e os dois a seguir não vão ser fáceis. Nas dunas, o Great Wall perde claramente para os buggies, mas esperamos atenuar essa desvantagem com um bom trabalho ao nível da navegação. No entanto, admito que estou bastante preocupado com o problema de que hoje fomos vítimas. É a segunda vez que ele ocorre e, se isso se repetir no meio do deserto, tenho dúvidas de que consigamos continuar em prova”, disse o piloto de Almada. Na quarta-feira, disputou-se a 11.ª etapa da prova, uma tirada de 481 quilómetros, que ligou La Rioja a Fiambalá.


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DAKAR 2013

18 de Janeiro de 2013

Resumo da 11ª etapa

Paulo Gonçalves em segundo e prova de carros neutralizada O “motard” português Ruben Faria (KTM) manteve quarta-feira a vice-liderança do rali todo-o-terreno Dakar, após a 11.ª etapa, que ligou La Rioja a Fiambalá, na Argentina, enquanto a prova dos carros foi neutralizada. Destaque ainda para Paulo Gonçalves, que foi segundo na etapa com mais 4.45 minutos que o norte-americano Kurt Caselli. As cheias que se verificaram em alguns rios obrigaram a organização a mandar parar a prova ao quilómetro 83, local por onde já tinham passado as motos e controlado 21 automóveis. A direção da prova decidiu aplicar o mesmo código do regulamento utilizado na oitava etapa, quando o

mau tempo impediu a muitos carros terminar o percurso. Os 21 pilotos que conseguiram terminar o traçado mantiveram os seus tempo até ao quilómetro 83, tendo aos restantes restantes sido atribuído o tempo do 21.º Ainda sem tempos oficiais, a vitória, ainda oficiosa, na etapa foi para o norte-americano Robby Gordon, que completou os 83 quilómetros em quase 51 minutos, enquanto o francês

Stéphane Peterhansel (Mini), que foi sétimo, mantebe o comando da geral. Carlos Sousa (Great Wall) conseguiu terminar, mas a ausência de resultados oficiais faz com que ainda não saiba se mantém o sexto posto da geral, ou se subiu mesmo a quinto. Nas motos, Paulo Gonçalves (Husqvarna) esteve novamente em bom plano, tendo sido segundo na etapa, com mais 4.45 minutos do que o vencedor, o norte-americano Kurt

Caselli (KTM), que cumpriu os 220 quilómetros em 2:55.01 horas. O francês Cyril Despres, chefe de fila de Ruben Faria na KTM, continua na frente da prova, enquanto o português manteve o segundo posto, mas o seu 10.º lugar na etapa permitiu que o chileno Francisco “Challeco” Lopez (KTM) se aproximasse e esteja agora a menos de cinco minutos do luso. Hélder Rodrigues (Honda), que chegou a liderar a etapa, teve, de acor-

do com o sítio oficial da prova, problemas mecânicos aos 198 quilómetros, perdendo 48.29 minutos para o vencedor da etapa, ocupando agora o nono lugar da geral, dois postos à frente de Gonçalves. Ontem, quinta-feira, o Dakar regressou a território chileno, com a realização da 12.ª etapa, que ligou Fiambalá, na Argentina, a Copiapó, no Chile, sendo disputados 319 quilómetros em especial.


comércio & indústria

18 de Janeiro de 2013

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Carro do Ano/Troféu Essilor Volante de Cristal

Escolhidos os seis finalistas Os 17 jurados do Carro do Ano/Troféu Essilor Volante de Cristal estiveram reunidos para apurar os seis finalistas da 29.ª edição desta iniciativa promovida pelos jornais Expresso e Autosport e pelo programa da SIC Notícias “Volante TV”.

O júri, composto por 17 jornalistas que representam alguns dos mais relevantes órgãos de comunicação social do nosso país, apurou os seguintes seis finalistas, de um lote de 17 gamas automóveis que este ano se inscreveram no Carro do Ano/

Troféu Essilor Volante de Cristal: BMW Série 3, Citroën DS5, Ford B-Max, Hyundai i30, Renault Clio e Volkswagen Golf. A votação final do Carro do Ano/ Troféu Essilor Volante de Cristal e das respetivas está agendada

para dia 29 de janeiro e a festa da entrega de prémios para dia 19 de fevereiro. Todas as votações, quer da primeira, quer da segunda fase, serão este ano públicas e estarão disponíveis para consulta para quem o desejar.

Citroën DS5 entre os finalistas do Carro do Ano

Um “executivo” bem sucedido… O Citroën DS5 é um dos seis finalistas da iniciativa nacional de ‘Carro do Ano – Troféu Essilor Volante de Cristal 2013’, de acordo com a informação que acabou de ser tornada pública pela organização. Trata-se de uma primeira comprovação da excelência das características de um dos mais emblemáticos modelos da marca francesa da actualidade.

Uma das três criações da linha DS presentemente em comercialização, o Citroën DS5 traduz-se no prazer de condução assumido num automóvel de excepção. Com um posicionamento «premium», ele destaca-se pelo estilo surpreendente, cativante e sedutor, numa escultura aerodinâmica que expressa

o que de melhor existe em termos de «savoir faire» da marca francesa. É igualmente um automóvel refinado, recorrendo a materiais de qualidade, como o couro, o alumínio e os acabamentos dos bancos tipo ‘Bracelet’, exemplificando o melhor do luxo gaulês. Apesar do seu formato com-

pacto, o modelo preserva a habitabilidade, ultrapassando os compromissos habituais em termos de estética, prestações, prazer de condução e bem-estar a bordo. Em termos tecnológicos salienta-se a tecnologia diesel ‘full-hybrid’ Hybrid4, associada a performances elevadas, numa nova experiência de condução com emissões de CO2 reduzidas, entre outras soluções avançadas. Aguarda-se agora o anúncio oficial do vencedor do título de Carro do Ano em Portugal para 2013, que será feito dia 19 de Fevereiro, altura em que serão conhecidos os vencedores das diferentes categorias, nomeadamente a de ‘Executivo do Ano’ a que o Citroën DS5 também concorre. Acrescente-se que, neste domínio, a Citroën tem outro concorrente a concurso a outro troféu, o de

‘Crossover do Ano’, o C4 Aircross. O painel de 17 especialistas do sector automóvel, em representação de outros tantos meios de comunicação social, tem a palavra final neste processo que, desde que foi instituído

já atribuiu o mais importante galardão do sector automóvel nacional a quatro outros modelos da marca do «double chevron»: Citroën AX (1988), Citroën C4 (2005), Citroën C4 Picasso (2007) e Citroën C5 (2009).

Um investimento de 5,5 milhões da Hyundai

Novo centro de testes em Nürburgring Um investimento de 5,5 milhões de euros demonstra bem o compromisso da Hyundai para com a Europa, sendo que todos os novos veículos da marca passarão a ser testados numa das pistas mais famosas do mundo. As novas instalações visam melhorar ainda mais a qualidade dos produtos e o seu desempenho. No seguimento do recente anúncio sobre a nova direcção de design da Hyundai, a marca revelou os planos para um novo centro de testes automóvel, situado na famosa pista de Nürburgring, na Alemanha, cuja construção já está em andamento. A nova unidade de testes representa um investimento de 5,5 milhões de euros e

reafirma o compromisso da marca no desenvolvimento das suas credenciais como construtora automóvel de topo na Europa. Os testes a efectuar na nova unidade vão ser realizados por engenheiros do actual Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Hyundai em Rüsselsheim, na Alemanha, para melhorar a qualidade e desempenho dinâmico dos modelos desenhados para a Europa. Em 2012, quase 95% dos 444 000 automóveis Hyundai vendidos na Europa foram concebidos, projectados e testados em Rüsselsheim, incluindo os best-sellers i30, i40 e ix35. Allan Rushforth, Vice-Presidente e

COO da Hyundai Motor Europe, comenta: “O novo centro de testes da Hyundai em Nürburgring é uma expressão da nossa intenção em nos concentrarmos em melhorar a experiência do cliente com os nossos automóveis, tais como comportamento dinâmico e o prazer de condução - uma referência importante para os condutores europeus. O novo centro representa um importante investimento e esperamos que venha a contribuir significativamente para aumentar a percepção da marca Hyundai e a nossa capacidade competitiva na Europa”. A localização do edifício de 3050 m² foi escolhida para o acesso directo à famosa pista de Nürburgring, apelidada de “The

Green Hell”, devido à sua natureza desafiante. Tal como o regresso da Hyundai à competição no WRC, a pista de testes em

Nürburgring permitirá à marca desenvolver o comportamento dinâmico, fiabilidade e durabilidade dos seus modelos.


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18 de Janeiro de 2013

comércio & indústria

Mercedes-Benz cria novo segmento com o CLA

Um toque de charme desportivo

O novo Mercedes-Benz CLA recorre a uma aerodinâmica de referência mundial (Cd=0.22) e sendo um coupé de quatro portas compacto, é um fiel seguidor da filosofia do CLS, cujo conceito criou, desde o lançamento em 2003, muitos seguidores entre as marcas concorrentes. O novo coupé CLA transporta o conceito do protótipo Concept Style Coupé para a produção em série e chega aos concessionários MercedesBenz no segundo trimestre de 2013. Fazendo jus à concepção desportiva, está disponível com motores sobrealimentados de elevado binário, com potências até 211 cv, suspensão desportiva e tração integral 4MATIC. Os destaques tecnológicos englobam um novo recorde mundial em aerodinâmica para modelos de produção

em série e diversos sistemas de assistência à condução, incluindo o sofisticado dispositivo COLLISION PREVENTION ASSIST. Este sistema orientado por radar proporciona ao condutor uma série de avisos visuais e acústicos, alertando-o para a existência de obstáculos, e prepara a activação do Brake Assist para uma travagem de alta precisão. Quando é identificado o perigo iminente de colisão, o COLLISION PREVENTION ASSIST

calcula a potência de travagem ideal para evitar o acidente. E no CLA, este sistema é ainda mais eficaz, pois está activo a partir dos 7 km/h, quando anteriormente funcionava apenas a mais de 30 km/h. A personalização de cada CLA é possível graças a uma gama de cinco níveis de equipamento e packs opcionais, reforçando o seu caráter de exclusividade. De dimensões compactas (comprimento, 4630 mm; largura, 1777 mm; altura, 1437

mm), o CLA possibilita o acesso às redes sociais, em linha com o estilo de vida do seu público-alvo, através de qualquer smartphone, todos compatíveis com o sistema operativo do veículo, com informação apresentada no ecrã de bordo. Após a aparição no Salão Automóvel de Detroit, que decorre desde 14 até 27 de Janeiro, o CLA teve igualmente a estreia mundial oficial na Semana da Moda de Berlim, um evento apoiado pela Mercedes-Benz, patente ao público 15 de Janeiro até hoje. Desportivo exterior e interiormente As proporções desportivas e a expressiva linguagem de design com superfícies côncavas e convexas conferem ao CLA um forte apelo visual. As particularidades mais marcantes englobam um capô com saliências e a grelha em forma de diamante. Os faróis, com os conjuntos de LEDs alojados junto ao vidro, foram concebidos para criar o característico efeito de chama das luzes de circulação diurnas. A secção traseira realça a largura do modelo e confere-lhe porte atlético. O contorno ligeiramente inclinado do tejadilho e a pronunciada curvatura do óculo traseiro marcam um caráter vincadamente coupé, mesmo quando visto de trás. As luzes estão enquadradas nas linhas mus-

culadas dos ombros laterais, que se alongam até ao limite da traseira. Por sua vez, a orientação na horizontal dos grupos óticos (com os elementos dispostos em forma de seta) reforça a imagem atlética. Como opção, está disponível um amplo tecto de abrir panorâmico, que consiste numa cobertura fixa em policarbonato à frente, um elemento móvel em cristal mineral e guarnições laterais que dão o aspecto de vidro. A superfície vidrada estende-se desde o para-brisas até ao óculo traseiro. E o estilo desportivo do exterior é reproduzido no habitáculo, que transmite uma sensação de qualidade generalizada. Todas as superfícies revestidas são galvanizadas em prateado com tonalidade sombreada, o que resulta num acabamento metálico com um efeito cool touch. O tablier incorpora cinco saídas de ventilação redondas, cujos anéis exteriores têm um acabamento de elevada qualidade. O fluxo de ar é direcionado por uma inserção em material galvanizado, comprovando a grande atenção aos detalhes em toda a concepção. O ecrã central suspenso tem um painel frontal lacado a preto e uma moldura prateada à face. O CLA está dotado de bancos integrais, tipo bacquet, à frente e atrás, sublinhando o seu caráter desportivo. Nos bancos traseiros, foi dada prioridade aos lugares exteriores de acordo com uma configuração 2+1.


comércio & indústria Sistemas de assistência avançados O CLA está equipado com numerosos sistemas de assistência à condução, como o ATTENTION ASSIST. O COLLISION PREVENTION ASSIST pode ser combinado com o dispositivo DISTRONIC PLUS, tornando-se no COLLISION PREVENTION ASSIST PLUS, que integra uma função adicional: quando o perigo de uma colisão persiste e não é detectada qualquer reacção do condutor, o sistema é capaz de travar autonomamente a velocidades até 200 km/h, reduzindo, deste modo, a severidade de colisão. Outros sistemas de assistência já conhecidos, como o conjunto Lane Tracking, com Blind Spot (alerta do ângulo morto dos retrovisores) e Lane Keeping Assist (assistência à manutenção na faixa de rodagem), ou o Adaptive Highbeam Assist (assistência adaptativa das luzes de máximos) estão também disponíveis. O sistema Active Parking Assist é opcional. Motores potentes e eficientes Com um ano de antecedência em relação à data de implementação da norma Euro 6 (prevista para 2014), todas as motorizações a gasolina do novo Mercedes-Benz CLA, bem como o motor Diesel mais potente, cumprem já suas as exigências de controlo de emissões. Os motores a gasolina com 1.6 e 2.0 litros de cilindrada abrangem um espectro de potências de 122 cv no CLA 180, 156 cv no CLA 200, e 211 cv no CLA 250. Os dois propulsores a diesel desenvolvem 136 cavalos e 300 Nm de binário (CLA 200 CDI, disponível a partir do terceiro trimestre de 2013), enquanto, com uma cilindrada de 2.2 litros, o CLA 220 CDI oferece uma potência de 170 cv e 350 Nm de binário, com emissões de apenas 109 g de CO2 por km. Todas as motorizações contam de série com a função ECO start/ stop e estão combinadas com uma caixa manual de seis velocidades ou com a caixa 7G-DCT, com sete velocidades e dupla embraiagem. A aplicação Digital Drive Style da Daimler, que, em conjunto com o Drive Kit Plus para o iPhone, permite a perfeita integração do iPhone no veículo, foi alargada. Em destaque estão o controlo vocal Siri e o sistema de partilha de localização Glympse, que permite ao utilizador partilhar, em tempo real, a sua localização com outros utilizadores. Outras funções disponíveis: Facebook, Twitter, rádio pela internet, AUPEO! (Rádio Pessoal) e um avançado sistema de navegação Garmin com informações de trânsito em tempo real através da Internet, e busca online de destinos com Street View e apresentação de mapas tridimensionais (3D). O novo CLA deve chegar ao mercado Português no segundo trimestre de 2013, estando desde logo disponível em três motorizações, duas a gasolina (CLA 200 e CLA 250) e uma a diesel (CLA 220 CDI). Os valores de comercialização serão divulgados brevemente.

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Novo Chevrolet Corvette apresentado em Detroit

Mais potente e mais ágil A Chevrolet apresentou, segunda-feira, no Salão Automóvel de Detroit (EUA), o novo Corvette Stingray, o modelo mais potente de sempre da marca americana entre versões standard, com uma potência de 450 cv e um binário de 610 Nm. Acelera de 0 a 100 km/h em menos de quatro segundos.

O novo Chevrolet Corvette Stingray, que entra em comercialização no terceiro quadrimestre de 2013, rompeu em absoluto com o passado. Nele existem apenas dois componentes herdados da anterior geração e a sua concepção integra uma estrutura e um chassis totalmente novos, um novo conjunto propulsor e respectivas tecnologias de assistência, bem como inovadores conceitos de design exterior e interior. O habitáculo tem revestimentos em fibra de carbono e alumínio e materiais em couro aplicados manualmente. Há duas novas opções de bancos (ambas com uma nova construção em liga leve de alumínio para melhor apoio) e dois monitores de oito polegadas com configurações para o condutor e de informação e entretenimento. Tem tecnologias avançadas de assistência à condução, incluindo o sistema Drive Mode Selector com cinco programas de personalização de 12 funcionalidades do automóvel, de acordo com as preferências do condutor, e uma nova caixa manual de sete velocidades com função Active Rev Matching, que antecipa a selecção de relações e combina o regime do motor para assegurar passagens de caixa perfeitas em todas as situações. Disponível está também uma caixa automática de seis velocidades, com comandos por patilhas no volante. Motor LT1 V8 de 6,2 litros é totalmente novo e dotado de tecnologias avançadas, incluindo injecção directa, sistema de gestão ativa do combustível, distribuição variável contínua e um sofisticado sistema de combustão que proporciona mais potência utilizando menos combustível. O novo Cofrvette Stingray utiliza materiais de baixo peso e ligas leves, incluindo capô e tejadilho removível em fibra de carbono; guarda-lamas, portas e painéis laterais traseiros em material compósito; painéis inferiores da carroçaria em compósito de nano-carbono; e uma nova estrutura em alumínio, o que contribui para a redução do peso e, consequentemente para a optimização da distribuição do peso em 50/50, em

sintonia com uma relação pesopotência referencial. nterior high-tech  feito à mão O interior integra materiais de elevada qualidade, incluindo alumínio, e revestimentos em fibra de carbono em opção. Há uma melhor interligação da condução graças ao volante de menor diâmetro e aos dois tipos de bancos disponíveis (GT, para um maior conforto geral, e Competition Sport, com apoio lateral reforçado, que proporcionam maior suporte do corpo na condução em pista), e utiliza tecnologias avançadas, incluindo dois ecrãs de informação de alta resolução, e sistema head-up display (projecção de informação no pára-brisas) a cores, em opção. Tecnologias orientadas para o condutor   No centro das tecnologias ao dispor do condutor do Corvette Stingray, está o sistema Driver Mode Selector, montado no painel de instrumentos, que permite otimizar o automóvel em função das preferências de condução e das condições da estrada, através de cinco configurações:  Weather, Eco, Tour, Sport e Track. A utilização do  Driver Mode Selector  é extremamente simples, bastando rodar um botão colocado junto do comando da caixa de velocidades. O modo Tour é a configuração pré-definida para a condução diária; o modo Weather foi concebido principalmente para um acréscimo de confiança na condução com chuva e com neve; o modo Eco permite obter consumos otimizados; o modo Sport destina-se a uma condução desportiva em estrada aberta; e o modo Track é para a condução em pista. O Corvette Stingray oferece um avançado sistema de informação e entretenimento, constituído pelo Chevrolet MyLink e por uma versão melhorada do sistema de navegação OnStar com 3D. A ligação de dispositivos de leitura e de memória é assegurada por uma segunda entrada USD, uma ficha de entrada de áudio (tipo jack), e uma entrada para uma cartão SD.  Em opção,

está disponível um sistema áudio de qualidade superior, com 10 saídas de som, uma caixa de baixos com dois altifalantes subwoofer e altifalantes cujos ímanes proporcionam baixo peso e dimensões contidas, sem comprometer uma elevada qualidade sonora. Aerodinamismo e elegância exterior Exteriormente, o Corvette Stingray é aerodinâmico e integra conceitos derivados do Corvette de competição. Os grupos óticos dianteiros têm luzes diurnas de díodos emissores de luz (LED), iluminação principal de xénon, e ópticas traseiras com iluminação indirecta por LED. Por outro lado, o capô e o tejadilho amovível em fibra de carbono permitem uma melhor distribuição peso frente/traseira Embora não tenha sido utilizado um único detalhe proveniente das gerações anteriores, o novo Corvette Stingray mantém o perfil característico, definido pela ampla distância entre o tabliê e o eixo dianteiro, pelo perfil do habitáculo semelhante ao cockpit de um avião de combate, e pelas óticas traseiras duplas, que representam a maior mudança face à tradição. Os componentes em liga leve utilizados no Stingray contribuem para a repartição de peso ideal de 50/50. Combinado com os anunciados 450 cv do motor, o novo Corvette apresenta uma relação peso-potência melhor que o Porsche 911 Carrera ou o Audi R8. Condução mais ágil e precisa O chassis e a suspensão do novo Corvette Stingray foram concebidos para tirar o máximo partido da estrutura mais rígida e mais leve. A diminuição das flexões estruturais permitiu aos engenheiros uma afinação correcta da suspensão e da direcção, o que resulta numa condução mais ágil e precisa.

Embora o Corvette mantenha uma arquitetura de suspensão já conhecida, e comprovada em competição, com triângulos sobrepostos de braços desiguais (short/long-arm, ou SLA) nos dois eixos, os componentes são, contudo, totalmente novos. Os melhoramentos introduzidos na suspensão incluem braços inferiores de secção oca (o que representa uma diminuição de cerca de 4 kg em cada automóvel), e novos braços de ligação traseiros em alumínio, o que equivale a uma poupança de peso de 1,1 kg face aos braços em aço utilizados anteriormente.

O Corvette Stingray conta com novas jantes de 18 polegadas à frente (18 x 8.5) e de 19 polegadas atrás (19 x 10), e discos de 320 mm à frente e de 338 mm atrás montados de série, com mais 35 por cento de campo de ação do que os travões da anterior geração. Consequentemente, a distância de imobilização melhorou 9 por cento. Todos os sistemas de travagem do novo Corvette contam com pinças fixas, são mais robustos e oferecem um desgaste de pastilhas mais homogéneo, além de oferecerem uma melhor resposta às solicitações do pedal.


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Peugeot revela novo crossover urbano 2008

18 de Janeiro de 2013

Para o mercado global Capitalizando sobre o know-how adquirido com 3008, a Peugeot revela o 2008, um novo crossover urbano para uma oferta inédita no segmento B. Com comercialização já na Primavera 2013, o modelo enquadra-se na ofensiva de produto iniciada com sucesso pelo 208, que já é líder no segmento em Portugal. O 2008 é o primeiro Peugeot concebido desde o início para ser comercializado em todo o mundo, em linha com a estratégia de desenvolvimento da oferta crossover e de conquista de novos clientes da marca. Combina uma experiência de condução única, um estilo forte e uma utilização optimizada, num conceito inovador. Responde a um mundo em constante evolução, cada vez mais urbanizado, que origina uma nova geração de clientes que se alimentam de dinamismo, são multifacetados, marcam presença em todos os continentes e buscam produtos à sua imagem. Com base nesta premissa, a Peugeot redigiu um caderno de encargos com objectivos ambiciosos. Desde o primeiro momento, integrou no ADN do 2008 o desafio de conceber, em três zonas geográficas, um veículo destinado a uma clientela mundial. Pode agora dizer-se que o desafio foi superado. No topo da categoria e dinâmico, o novo crossover oferece uma experiência rica e variada no segmento B. Assim, em apenas 4,16 m de comprimento, inova ao associar de maneira única a condução de uma berlina e a robustez de um SUV com um interior cuja habitabilidade, a modularidade e o conforto convidam a desfrutar de cada instante. Tão à-vontade na cidade como na estrada, estimulante e polivalente, o 2008 adapta-se a cada cliente. Será produzido na proximidade dos seus mercados, em França (Mulhouse), na China (Wuhan) e no Brasil (Porto Real). “Com o 2008, a marca dispõe de um veículo para consolidar a liderança no segmento na Europa e para conquistar novos clientes na Ásia e na América Latina”, garante Maxime Picat, DirectorGeral da Peugeot. Já Eric Dejou, Responsável Estilo 2008, diz que “criar o 2008 foi um verdadeiro desafio”, mas havia uma ideia muito definida logo à partida sobre o veículo pretendido: “O estilo desenvolvido inicialmente não necessitou de grandes modificações até à produção em série. O primeiro

esboço foi certeiro”. O 2008 tem assim um estilo único, conjugando elegância e robustez. Reinventa os standards de espaço no segmento dos veículos compactos, é inovador desde o primeiro olhar e consegue uma simbiose de universos. Com a sua arquitectura sobrelevada, assenta nos pneumáticos “Mud&Snow” e nas jantes de 17 polegadas diamantadas com acabamento mate. A forma particular das cavas das rodas em arco dá-lhe a impressão de estar bem «agarrado» ao chão e, em simultâneo, de ser transportado com leveza. É protegido pelos párachoques e as embaladeiras de cor preta, assim como pelas protecções dianteiras e traseiras e pelos frisos laterias em aço inoxidável. A zona dianteira apropria-se dos códigos estilísticos da Peugeot. Os elementos são ajustados com grande precisão, libertos de qualquer material supérfluo. Recortado de forma cuidada, o capot alia a protecção e a robustez à leveza. A grelha flutuante é talhada na massa e ergue-se numa expressão refinada mas plena de força. Os faróis inéditos são desenhados para melhor privilegiar as funções técnicas. Talhados, jogam com a carroçaria para desenhar a pupila de um felino. A sua forma permitelhes uma integração perfeita com a zona dianteira, dando-lhe um carácter ainda mais expressivo, tecnológico e singular. Este olhar é sublinhado pelas luzes diurnas tipo LED. O novo crossover urbano apresenta-se com uma escultura muito elegante e sofisticada das abas e dos flancos, evocando qualidades atléticas evidentes. As generosas superfícies vidradas, entre as quais o tecto panorâmico, são promessa de um interior espaçoso e aberto ao ambiente exterior. A traseira associa de forma elegante a robustez e o dinamismo. A volumosa bagageira, com um piso de carga baixo, tem acima uma linha com saliências dinâmicas, inspiradas no RCZ. A ampla porta traseira é enquadrada pelas ópticas

solidamente ligadas à carroçaria. As três garras, iluminadas na sua base por LED, parecem estar suspensas dentro da óptica. O perfil é assinado pelo movimento dinâmico e elegante do tejadilho. Uma onda emerge ao nível dos lugares traseiros e encena um ambiente exclusivo, talhado no metal. Cravado na carroçaria, um deflector traseiro é o prolongamento de uma peça única, à face. As barras de tejadilho, com um design preciso, rematam o toque de dinamismo e de lazer do 2008. As motorizações de última geração proporcionam uma excepcional experiência de condução, conjugada com uma verdadeira ruptura em termos de consumos. Graças à tecnologia dos motores Diesel e-HDi e três cilindros a gasolina, o crossover urbano 2008 destaca-se da concorrência, conseguindo emissões de CO2 a partir de 99 g/km.

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NSX Concept (2ª evolução) apresentado no Salão de Detroit

Super-carro com tecnologia avançada A American Honda apresentou, no Detroit Motor Show, o novo NSX Concept, modelo que ilustra o design e estilo da próxima geração deste emblemático super desportivo. O estilo mantém-se, de forma notável, fiel ao conceito original, com um design baixo e largo e proporções dinâmicas e sedutoras sublinhadas por uma superfície simples, limpa e moderna, com linhas pronunciadas que realçam a atitude de supercarro com tecnologia avançada. Na exposição, é possível vislumbrar o design esperado do interior do NSX verificando-se a inclusão de uma disposição, que possibilita visibilidade e excelente posição de condução conjugada com um Interface Simple Sports capaz de minimizar os elementos interiores. Deste modo o condutor poderá focar-se simplesmente na

experiencia de condução. Consistentes com o espírito do NSX original, os designers da Honda esforçaram-se por conseguir a melhor sinergia possível entre o homem e a máquina. Projecto global ambiental que representa o compromisso da Honda para com o meio ambiente e as gerações vindouras. O símbolo

circular representa a terra e o sol com céu azul (ar limpo), água limpa e terra verde, A linha branca a meio representa uma estrada, onde se realiza a liberdade da mobilidade. O coração representa o pensamento e a paixão da Honda, no compromisso com o nosso ambiente. Com o objectivo de conciliar a experiência de condução, e capacidades dinâmicas de um automóvel super-desportivo, com performance ambiental avançada, o NSX estará equipado com um motor V-6 de média dimensão, empregando o inovador sistema Sport Hybrid SHAWD - Super Handling All Wheel Drive. Conforme já anunciado, o novo NSX, está a ser desenvolvido pela equipa de designers e engenheiros da Honda R&D America, em Los Angeles, California e Raymond, Ohio. Será fabricado nas novas instalações da Honda em Ohio. O novo NSX Concept estará em exposição no stand da Honda no próximo Salão de Genebra, que decorrerá em Março de 2013.

No salão de Detroit

Honda revela Concept de SUV urbano A Honda faz na abertura do American International Auto Show (NAIAS), em Detroit, a estreia mundial de um novo Concept. O estilo de design revelado, aponta para o desenvolvimento de um modelo SUV urbano, a ser lançado no Japão, já no final de 2013, e nos EUA em 2014. O modelo será posteriormente lançado em solo Europeu.

Este SUV urbano representa a expansão dos veículos que irão ter como base a Nova Plataforma

Honda – Global Compact Series, nos quais se incluem também o Jazz.

Este modelo combina um estilo sofisticado, linhas desportivas e uma forte presença. Este será um modelo global e estará equipado com um dos motores da nova gama Ear th Dreams Technology. Este novo modelo utilizará o depósito de combustível em posição central (tal como existe no Jazz), assumindo assim uma postura altamente funcional e versátil pois permitirá a instalação dos famosos Bancos Mágicos. Este SUV urbano, será produzido, em conjunto com o Jazz, na nova fábrica da Honda na América do Norte, situada perto de Celaya, no México.

Gama recebe nova versão 1.6 diesel de 120 cv

Rita Guerra de Civic A cantora Rita Guerra é a convidada Honda para o mês de janeiro. Considerada uma das melhores vozes nacionais, a paixão pela música deu-se muito cedo tendo gravado o primeiro álbum de estreia “Pormenores sem a Mínima Importância” com apenas com 22 anos. Seguiram-se “Independence Day” e “Desencontros” que ajudaram a aumentar a sua notoriedade. Em 2001 Rita lançou “Da Gama” álbum étnico no qual que viria a mostrar toda a sua versatilidade. No ano seguinte, representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção com “Deixa-me Sonhar (Só mais uma vez)” tendo sido considerada a melhor voz do festival. A partir de então, cada novo albúm tem

sido um verdadeiro sucesso, atingido rapidamente o topo das tabelas de vendas. Foi assim com “Rita”, “Sentimento”, “O Melhor de Rita Guerra”, “Acústico ao Vivo” ou “Luar”. O seu talento é também reconhecido além-fronteiras. Para além da conquista de vários prémios tem recebido convites para integrar duetos com artistas de renome como por exemplo Ronan Keating ou mais recentemente, Michael Bolton. Com um percurso multifacetado, Rita Guerra tem sido uma das vozes portuguesas da Disney. Hércules, Principe do Egipto, Rei Leão, Pequena Sereia, Branca de Neve e Tarzan foram alguns dos filmes aos quais associou a sua voz inconfundível. A cantora tem vindo também

a abraçar várias causas sociais integrando inúmeros projectos com a Associação Conhecer Caminhar e Aprender, a Liga Portuguesa Contra o Cancro, a Fundação Rotária ou a Terra dos Sonhos. Com uma presença forte nas redes sociais, fundou recentemente no Facebook a Solidarideias, projecto no qual procura promover, divulgar e responder a vários apelos. No mês de janeiro, Rita irá utilizar o novo modelo Honda Civic no seu dia-a-dia. A gama Civic irá receber, durante este mês, a chegada da nova versão 1.6 diesel de 120 cv, com 300 Nm de binário e 3,6L de consumo anunciado, capaz de conciliar prazer de condução e consumos de combustível referência na classe.

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