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DIRECTOR: RUI ALAS PEREIRA |SÉRIE II ANO XI N.º 1082

11-10-2013 | SEMANÁRIO | PREÇO: 1,50 EUROS IVA INCLUÍDO Taxa paga | Devesas - 4400 V.N. Gaia | Autorizado a circular em invólucro de plástico fechado | Autorização n.º 26 de 2026/00

www.motor.online.pt

F1 VETTEL SOMA QUARTA VITÓRIA CONSECUTIVA NA COREIA DO SUL

Campeão imparável na corrida para o tetra

WRC

Ogier junta festa do título ao Rali França

Rápido, ágil e corajoso como um bombeiro...

COMÉRCIO MERCEDES CLASSE A 220 CDI VESTIDO PARA ENCANTAR INDÚSTRIA


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11 de outubro de 2013

FÓRMULA 1 – Grande Prémio dA COREIA DO SUL

Tricampeão arranca quarta vitória consecutiva no Mundial

Sol nascente para o tetra

Os números falam por si: quatro vitórias consecutivas no Mundial, oito triunfos na presente temporada e uma vantagem de 77 pontos que até pode dar para festejar mais um título com o sol nascente… Um domínio absoluto e inquestionável do tricampeão Sebastian Vettel, imparável com o seu Red Bull na corrida para o tetra!.

O alemão Sebastian Vettel (Red Bull-Renault) deu novo passo rumo ao quarto título mundial consecutivo, ao vencer de forma clara o Grande Prémio da Coreia do Sul em Fórmula 1. O piloto germânico esteve imperturbável ao longo da prova e a sua liderança nunca esteve em causa, nem mesmo com as duas situações de “safety car” em pista. Autor da “pole position”, o piloto germânico, de 26 anos, não deu hipóteses à concorrência e liderou a prova desde o seu arranque, somando o quarto triunfo consecutivo e antecipando já para a próxima corrida as contas do título. Vettel pode assegurar o ceptro já na próxima semana, quando disputar o Grande Prémio do Japão, precisando de vencer a corrida e que o seu perseguidor, o espanhol Fernando Alonso (Ferrari), termine abaixo dos oito primeiros. O alemão lidera o mundial com 272 pontos, sendo seguido por Alonso com

195 pontos e pelo finlandês Kimi Raikkonen (Lotus) com 105 pontos. O piloto germânico esteve imparável ao longo da prova e a sua liderança nunca esteve em causa, nem mesmo com as duas situações de “safety car” em pista, nem quando viu o australiano Mark Webber, seu companheiro de equipa, abandonar a corrida com o carro em chamas. Vettel cortou a meta com 4,224 segundos de vantagem para o segundo classificado, Raikkonen, que superou o seu companheiro de equipa na Lotus, o francês Sebastien Grosjean, terceiro na prova. O alemão Niko Hulkenberg (Sauber) e o britânico Lewis Hamilton (Mercedes), que arrancou do segundo lugar da grelha, foram quarto e quinto classificados, enquanto Alonso não foi além do sexto posto, distanciando-se cada vez mais da luta pelo título. No final, e quando questionado sobre a possibilidade

de conquistar o campeonato já na próxima corrida, Vettel disse: “Estou a tentar não pensar nisso, honestamente. Ainda há muitos pontos para conquistar, embora pareça estar muito bom para nós. Ainda há hipóteses para o Fernando (Alonso), pelo que precisamos nos manter no topo do nosso jogo”. “Sinceramente, como disse no pódio, estamos a divertir-nos bastante. A equipa está a trabalhar muito bem e o carro funciona na perfeição”, acrescentou o número 1 do campeoanto. Enquanto Vettel seguia tranquilamente na frente, a verdadeira “batalha” na corrida verificou-se entre Hamilton e Grosjean, que lutaram durante largos períodos pelo segundo posto, mas no final foi Raikkonen, que recuperou do nono lugar da grelha, a ficar com o lugar, numa espetacular corrida de recuperação. O Grande Prémio do Japão, 15.ª prova do campeonato, disputa-se já este domingo, no circuito de Suzuka.


FÓRMULA 1 – GRANDE PRÉMIO DA COREIA DO SUL

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11 de outubro de 2013

Classificações GP da Coreia do Sul Pos. N.º Piloto

Carro

Voltas

Tempo/Dif.

1

1 Sebastian Vettel Red Bull-Renault

55

2

7

Kimi Raikkonen Lotus-Renault

55

4.224

3

8 Romain Grosjean Lotus-Renault

55

4.927 0.703

4

11 Nico Hulkenberg Sauber-Ferrari

55

24.114 19.187

5

10 Lewis Hamilton

55

25.255 1.141

6

3 Fernando Alonso Ferrari

55

26.189 0.934

7

9

Nico Rosberg

Mercedes

55

26.698 0.509

8

5

Jenson Button

McLaren

55

32.262 5.564

9

4 Felipe Massa Ferrari

55

34.390 2.128

10 6 Sergio Perez

Mercedes

McLaren

-

55

35.155 0.765

11 12 Esteban Gutierrez Sauber-Ferrari

55

35.990 0.835

12 17 Valtteri Bottas Williams- Renault

55

47.049 11.059

13 16 Pastor Maldonado Williams- Renault

55

50.013 2.964

14 20 Charles Pic Caterham- Renault

55

63.578 13.565

15 21 Giedo van der Garde Caterham- Renault

55

64.501 0.923

16 22 Jules Bianchi Marussia-

Cosworth

55

67.970 3.469

17 23 Max Chilton Marussia-

Cosworth

55

72.898 4.928

18 18 Jean-Eric Vergne Toro Rosso- Ferrari

53

2 laps 2 laps

19 19 Daniel Ricciardo Toro Rosso- Ferrari

52

3 laps 1 lap

20 15 Adrian Sutil Force India-

50

5 laps 2 laps

Mercedes

Pilotos não classificados -

2

Mark Webber Red Bull-Renault

36

Acidente

-

14 Paul di Resta Force India-Mercedes

24

Acidente

Mundial de Pilotos Piloto Sebastian Vettel Fernando Alonso Kimi Raikkonen Lewis Hamilton Mark Webber Nico Rosberg Felipe Massa Romain Grosjean Jenson Button Paul di Resta Nico Hulkenberg Adrian Sutil Sergio Perez Daniel Ricciardo Jean-Eric Vergne Pastor Maldonado Esteban Gutierrez Valtteri Bottas Jules Bianchi Charles Pic Giedo van der Garde Max Chilton

Pontos 272 195 167 161 130 122 89 72 58 36 31 26 23 18 13 1 0 0 0 0 0 0

Mundial de Construtores Equipas Red Bull Ferrari Mercedes Lotus McLaren Force India Sauber Toro Rosso Williams Marussia Caterham

Pontos 402 284 283 239 81 62 31 31 1 0 0


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11 de outubro de 2013

Sébastien Ogier entra para a história do Mundial de Ralis

Superioridade confirmada com título de Campeão O piloto francês Sébastien Ogier conquistou o seu primeiro título de Campeão do Mundo, aproximando-se ainda mais de um cognome do qual sempre procurou afastar-se: “delfim” do nove vezes consecutivas campeão mundial Sébastien Loeb, que agora se despede dos ralis. As semelhanças entre os dois pilotos vão muito além do nome próprio e da nacionalidade, estendem-se ao percurso profissional e mesmo à técnica de condução, que os especialistas já batizaram de “escola francesa”. Descrito como metódico, focado nos objetivos e com uma precisão clínica na abordagem das classificativas especiais, Ogier começou - tal como Loeb - nas provas de captação de jovens pilotos franceses do Rallye Jeunes (organizado pela federação do automóvel francesa), ganhando depois um volante numa das séries monomarca em França. Tanto Loeb (natural de Hauguenau, Alsácia) como Ogier (Gap, Alpes franceses) fizeram caminho no WRC com as cores da FFSA (a Federação Francesa do Desporto Automóvel) e ambos nos Citroen de 1600 cc de tração a duas rodas. E ambos ascenderam à “primeira divisão” do WRC pela mão da marca francesa. Loeb, de 39 anos, conquistou um lugar cimeiro na história dos ralis, conseguindo nove títulos mundiais seguidos. Ogier, dez anos mais novo, começou hoje a escrever o seu legado, sendo desde já considerado o terceiro grande nome francês da categoria, depois de “Seb” (78 vitórias) e Didier Auriol (20). Os dois pilotos conviveram em 2011 na Citroen, época em que Loeb se sagrou campeão e Ogier ficou em terceiro lugar, mas ambos com cinco vitórias ao longo da temporada. A convivência em equipa não deu lugar a grandes palavras de amizade. “Posso dizer-vos que não sou o novo Loeb, sou o Ogier. Ouvi

LISTA DOS CAMPEÕES MUNDIAIS tantas vezes esta comparação, que não precisam de o fazer mais”, disse Ogier, em março deste ano, nas vésperas do Rali do México. Já Loeb, ignora Ogier quando fala dos grandes pilotos contra quem já correu, preferindo destacar Marcus Gronholm ou Jean-François Berenguer. A primeira vitória de Ogier num rali do WRC foi em 2010, no Rali de Portugal, arrecadando desde então mais 12 triunfos. As curvas do rali português parecem ser mesmo a especialidade do gaulês, que ganhou três das últimas quatro edições. O êxito de Ogier não pode ser contado sem falar no co-piloto que o acompanha desde há sete anos: Julien Ingrassia, também francês e quatro anos mais velho. Juntos, Ogier e Ingrassia ganharam os ralis de Portugal (2010, 2011 e 2013), do Japão (2010), da Jordânia (2011), da Acrópole (Grécia, 2011), da Alemanha (2011), de França (2011 e 2013), da Suécia (2013), do México (2013), da Sardenha

(2013), da Finlândia (2013), da Austrália (2013). O ano de 2012 foi um deserto de triunfos, ao volante de um Skoda 2000, principalmente a preparar a atual época ao volante de um Volkswagen Polo R WRC. Mas, em 2013, Ogier dominou completamente um campeonato em que Loeb só participou em quatro ralis (mas com duas vitórias e um segundo lugar...). Ogier acaba por sagrar-se campeão em casa, ao conseguir um ponto na “Power Stage” de abertura do Rali de França, em Estrasburgo, que nem precisava, já que o belga Thierry Neuville (Ford Fiesta RS WRC) não venceu a “especial”. Contabilizando os pontos da “Power Stage”, o francês passou a somar 213 no campeonato, contra 131 de Neuville, segundo classificado da tabela. A diferença é de 82 pontos, quando já só estão 81 em disputa. Como se não bastasse, Ogier fez questão de ganhar em casa, o Rali de França, como que a responder presente a Loeb e ao resto da concorrência…

Lista dos pilotos campeões mundiais de ralis: 2013 Sébastien Ogier, Fra (Volkswagen Polo R WRC) 2012 Sébastien Loeb, Fra (Citroën DS3 WRC) 2011 Sébastien Loeb, Fra (Citroën DS3 WRC) 2010 Sébastien Loeb, Fra (Citroën C4 WRC) 2009 Sébastien Loeb, Fra (Citroën C4 WRC) 2008 Sébastien Loeb, Fra (Citroën C4 WRC) 2007 Sébastien Loeb, Fra (Citroën C4 WRC) 2006 Sébastien Loeb, Fra (Citroën Xsara WRC) 2005 Sébastien Loeb, Fra (Citroën Xsara WRC) 2004 Sébastien Loeb, Fra (Citroën Xsara WRC) 2003 Petter Solberg, Nor (Subaru Impreza WRC 2003) 2002 Marcus Grönholm, Fin (Peugeot 206 WRC) 2001 Richard Burns, GB (Subaru Impreza WRC 2001) 2000 Marcus Grönholm, Fin (Peugeot 206 WRC) 1999 Tommi Mäkinen, Fin (Mitsubishi Lances Evolution VI) 1998 Tommi Mäkinen, Fin (Mitsubishi Lances Evolution V) 1997 Tommi Mäkinen, Fin (Mitsubishi Lances Evolution IV) 1996 Tommi Mäkinen, Fin (Mitsubishi Lances Evolution III) 1995 Colin McRae, GB (Subaru Impreza 555) 1994 Didier Auriol, Fra (Toyota Celica Turbo 4WD) 1993 Juha Kankkunen, Fin (Toyota Celica Turbo 4WD) 1992 Carlos Sainz, Esp (Toyota Celica Turbo 4WD) 1991 Juha Kankkunen, Fin (Lancia Delta Integrale 16V) 1990 Carlos Sainz, Esp (Toyota Celica GT-Four) 1989 Miki Biasion, Ita (Lancia Delta Integrale) 1988 Miki Biasion, Ita (Lancia Delta Integrale) 1987 Juha Kakkkunen, Fin (Lancia Delta HF 4WD) 1986 Juha Kankkunen, Fin (Peugeot 205 Turbo 16) 1985 Timo Salonen, Fin (Peugeot 205 Turbo 16) 1984 Stig Blomqvist, Sue (Audi Quattro) 1983 Hannu Mikkola, Fin (Audi Quattro) 1982 Walter Röhrl, RFA (Opel Ascona 400) 1981 Ari Vatanten, Fin (Ford Escort RS1800) 1980 Walter Röhrl, RFA (Fiat 131 Abarth) 1979 Björn Waldegard, Sue (Ford Escort RS1800) a)1978 Markku Alen, Fin (Fiat 131 Abarth) b)1977 Sandro Munari, Ita (Lancia Stratos HF) a) Participou em dois ralis com um Mercedes 450 SLC. b) Participou em dois ralis com um Lancia Stratos HF. Nota: Em 1977 e 1978, o Mundial de ralis chamava-se “FIA Cup for Rally Drivers”.


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Francês da Volkswagen ganha duelo com Loeb em casa

Ogier junta festa do título ao Rali de França O francês Sébastien Ogier (Volkswagen) venceu o Rali de França e juntando a festa do triunfo ao título Mundial conquistado precisamente no arranque da prova gaulesa.

Ogier chegou a França a apenas um ponto do título, que ficou logo decidido na primeira especial do rali, quando o único rival que ainda tinha possibilidades matemáticas, o belga Thierry Neuville (Ford), não conseguiu sequer somar os três pontos conferidos pela “powerstage”. Com as contas arrumadas pelo título, o rali gaulês podia se tornar

numa etapa de consagração para Ogier, mas, ao longo da prova, foram outros os protagonistas, com Ogier a chegar ao final da terceira etapa, no sábado, no terceiro lugar, numa altura em que apenas cinco segundos separavam o líder, o finlandês JAri-Matti Latvala (Volkswagen) do quarto, o francês Sébastien Loeb (Citroen), ex-campeão mundial.

Com o primeiro lugar bastante próximo, Ogier atacou neste último dia e assegurou mesmo o triunfo, o segundo nesta prova depois de 2011, superando o espanhol Dani sordo (Citroen), segundo, e Latvala, terceiro, enquanto Loeb, o piloto com mais títulos na história (nove), se despediu de forma inglória dos ralis com um dos seus raros abandonos, ao sair de estrada logo na

primeira especial do dia. Com 29 anos, o piloto gaulês sai da Alsácia com o seu sétimo triunfo em 2013 - Suécia, México, Portugal, Itália, Finlândia, Austrália e, agora, França -, confirmando o amplo domínio registado ao longo da temporada. Depois de na quinta-feira ter assegurado logo o título, Ogier terminou a etapa de sexta-feira a

cerca de 30 segundos da liderança, na altura ocupada precisamente por Neuville. “Conseguimos motivar-nos para sábado, depois de uma sexta-feira muito complicada. Essa foi a chave para a nossa vitória”, declarou Ogier, que no último dia entrou ao ataque – vencendo as três primeiras especiais – e juntou a festa da vitória no rali à do título Mundial.


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COMÉRCIO & INDÚSTRIA

Mercedes A 220 CDI "vestido" para encantar "The woman in red"

Três passos em frente... A Mercedes já percebeu que para ganhar a batalha dos "mais novos" tem de apostar numa imagem inovadora, mais agressiva, mais apaixonante, mais emocionante, três passos em frente para quem quer alcançar a fama dos pequenos "reis"... Este A 220 CDI, com um atrativo pack AMG, tem tudo no sítio para conquistar as “Women in red" por esse mundo fora...

Rui Alas Pereira O novo Classe A da Mercedes, equipado com o motor 220 CDI de 170 cv, promete ser um caso sério no segmento médio/inferior, porque se trata, na verdade, de um "compacto" bem conseguido de grandes emoções, onde tudo parece feito à medida, incluindo o interessante pack AMG. A conjugação das cores vermelha (carroçaria) e preto (jantes, vidros escurecidos e teto de abrir panorâmico) não deixa ninguém indiferente. A sua imagem irreverente até desperta a curiosidade dos mais distraídos, que não conseguem evitar aquele ar de admiração de quem vê passar algo impressionante… Se o aspeto exterior lhe confere uma silhueta mais desportiva e arrebatadora, o jovial interior não lhe fica nada atrás. Design, espaço, conforto e comodidade, incluindo uma boa insonorização, são pormenores em destaque na versão ensaiada, que traz de série um excelente nível de equipamento.


comércio & indústria É caso para se dizer que o "pequeno" A sai aos seus parceiros mais sobredotados no que toca às impressões positivas, podendo destacar-se o teto panorâmico, que quando aberto transmite mesmo a sensação de um cabriolet. Na estrada, e evitando sempre que possível o empedrado, onde o A não consegue ser perfeito, o 220 CDI dificilmente poderia encontrar um equilíbrio mais consentâneo com as necessidades de um utilitário que chega a ser um pequeno grande desportivo, tanto nas sinuosas e estreitas ruas citadinas como nas grandes retas e longas curvas das AE, mesmo que a caixa automática de sete velocidades deixe algo a desejar em baixas rotações quando em modo ECO, porque em modo SPORT o comportamento muda logo de figura para muito melhor, bem como os consumos... Mesmo comparado com o A 200 CDI, também recentemente ensaiado pelo OPJ/MOTOR, pode verificar-se uma significativa evolução, não só pelo pulsar da máquina (170 cv às 4000 rpm) – motor mais do que suficiente para todas as encomendas deste segmento – também como no conjunto exterior/interior mais impressionista. É caso para dizer: "Chamem os bombeiros", porque este A foi mesmo feito para apagar os incêndios dos corações apaixonados... principalmente quanto se junta uma condução mais divertida e desportiva com o recurso às patilhas do volante, onde as passagens de caixa dão mais gozo por serem mais notadas e marcantes. Sendo o A 220 CDI um Mercedes que quer marcar a diferença pela superioridade no segmento dos "mais novos", também o preço é dos mais elevados da concorrência, principalmente se juntarmos à versão base (cerca de 41 mil euros) a longa lista de opções que lhe confere o pack AMG (cerca de 50 mil euros). É verdade que não lhe falta nada, é certo que tem quase tudo, mas é um facto que não está ao alcance de todas as bolsas, principalmente nos tempos que correm...

11 de outubro de 2013

FICHA TÉCNICA Caraterísticas gerais Preço: cerca de 50 mil euros (com pack AMG) Tipo de veículo: passageiros Cilindrada: 2143 cc Binário: 350/1400 nm/rpm Potência: 170/4000 cv/rpm Velocidade máxima: 220 km/h Aceleração: 8,2 s (0-100)

Combustível/Consumos Combustível: Diesel Capacidade do depósito: 50 l Consumo urbano: 5,4 Consumo extra urbano: 3,8 Consumo combinado: 4,4 Emissões CO2 (gramas p/km): 113 Sistema Star/Stop: Sim Autonomia: 1136 km

Transmissão Tipo de caixa de vel.: Automática/Sequência manual Nr. de velocidades (de série): 7

Direção Rodas motrizes: Dianteira Direcção assistida: Sim

Pneus/jantes Pneus dianteiros: 225/40R18W Pneus traseiros: 225/45R17W Pneus Goodyear Eagle F1 Jantes especiais AMG em preto gloss

Pesos/carroçaria Tipo de carroçaria: Berlina N.º Portas: 5 Comprimento (mm): 4292 Largura (mm): 1780 Altura (mm): 1433 Dist. entre eixos (mm): 2699 Peso em vazio (kg): 1485 Peso máx. autorizado (kg): 2010

Equipamento de segurança Travões: Discos Ventilados / Discos ABS: Sim Prog. electrónico estabilidade: Sim Airbag condutor: Sim

Airbag passageiro: Sim Airbags lat. dianteiros: Sim Airbags lat. traseiros: Sim Airbags sup. dianteiros: Sim Airbags sup. traseiros: Sim

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11 de outubro de 2013

Novo Opel Meriva vai ser mostrado em Janeiro

Revisto e modernizado O Opel Meriva foi lançado há 10 anos e tornou-se referência nos monovolumes de pequena dimensão. A segunda geração, lançada em 2010, trouxe vários sistemas e elementos inovadores. Agora, modernizado e mais eficiente e funcional, o novo Meriva tem estreia mundial no Salão de Bruxelas.

A modernizada segunda geração do Opel Meriva, com um restyling e já com motores de nova geração, vai ser mostrada pela primeira vez no Salão Automóvel de Bruxelas de Janeiro próximo. Trata-se de um refinamento da versão apresentada em 2010 (pioneira num segmento em que hoje tem mais de 20 concorrentes), com elementos inovadores como as portas traseiras de abertura antagónica, o versátil sistema de disposição dos bancos, os bancos dianteiros e traseiros especialmente confortáveis e um grande número de pontos de arrumação, soluções que fizeram do Meriva a actual referência da ergonomia, distinção atribuída por peritos independentes da área da saúde. Design apurado O novo Meriva evolui do conceito anterior, modernizando-se com elementos mais requintados. Recebe pormenores como o novo desenho na secção dianteira, com traços do novo Opel Insignia

recentemente revelado no Salão de Frankfurt, nomeadamente uma grelha dianteira cromada e faróis com design  mais elaborado. As luzes diurnas e os grupos ópticos traseiros passam a contar com tecnologia LED, enquanto a linha de cintura ondulada ao nível dos vidros é agora sublinhada por um friso cromado. Estes detalhes aproximam o visual do Meriva dos modelos ADAM, Cascada e Insignia. A filosofia de  design  da Opel – arte escultural aliada à precisão alemã – liga perfeitamente com o pequeno monovolume, que foi alvo de várias melhorias que lhe dão uma aparência ainda mais refinada. Para além da secção dianteira redesenhada, de perfil, o novo friso cromado na linha de cintura realça o desenho ondulado que sobressai nos vidros das portas traseiras. Este elemento e os puxadores das portas posicionados centralmente vincam as inovadoras FlexDoors, designação das portas traseiras de abertura antagónica que facilitam a entrada. A traseira obtém um novo toque com luzes LED de novo desenho. O novo Meriva tem também rodas de 17 e 18  polegadas com novos desenhos - continua a ser o único que oferece rodas de 18 polegadas, que lhe conferem um porte e uma presença na estrada invulgares. Todos os motores Euro 6 Quanto a motores, temos o turbodiesel 1.6 CDTI de nova geração, que já cumpre as normas de emissões Euro  6 que entram em vigor apenas em setembro de 2015 e foi desenvolvido pela Opel e pela GM a partir de uma folha em branco. Várias versões vão surgir para substituir gradualmente os actuais blocos 1.3 e 1.7  CDTI, mas, inicialmente, o Meriva terá a versão de 136 cv, construída em alumínio e com injecção directa  commonrail e turbocompressor de geometria

variável, para respostas rápidas graças a um binário máximo de 320 Nm às 2000 rpm. Estes valores equivalem a mais 6 cv e 20 Nm em relação ao anterior motor (o 1.7 CDTI), permitindo uma melhoria substancial ao nível do desempenho: o novo Meriva acelera de 0 a 100 km/h em 9,1 segundos (contra os anteriores 9,9 segundos) e tem baixos valores de consumo de combustível e emissões de CO2, possíveis graças aos níveis de atrito mais baixos da sua classe entre as 1500 e as 2500  rpm. O consumo e as emissões situam-se em 4,4  l/100  km e 116  g/km, respetivamente, números que representam uma melhoria de 10 por cento, por comparação com o anterior 1.7 CDTI de 130 cv (4,9 l/100 e 129 g/km). No primeiro semestre de 2014, serão introduzidas outras versões com ainda menores consumos e emissões de CO2.


comércio & indústria

O novo Meriva também oferece três  motores  1.4 a gasolina Euro 6. A versão atmosférica, de base-de-gama, debita 100 cv e as duas versões com turbocompressor debitam 120  cv e 140  cv, respectivamente, podendo agora ser equipadas com uma caixa automática de seis  velocidades de baixo atrito, com função ActiveSelect, que permite a selecção sequencial das relações de caixa com a alavanca das mudanças. Esta combinação de caixa automática com motor a gasolina representa um avanço face à oferta inicial do modelo, prevendo-se que venha a ser a preferida de 15 a 20 por cento dos clientes. E todas as versões proporcionam mais comodidade nas mudanças de velocidade graças ao investimento de 50  milhões de euros que a Opel realizou na optimização das actuais caixas de cinco e seis velocidades, que garantem uma melhoria acentuada da comodidade do comando da alavanca, em especial nas caixas manuais. As mudanças de veloci-

dade exigem agora menos esforço e passam a ser mais rápidas e suaves. IntelliLink com navegação O novo Meriva já disponibiliza também o sistema IntelliLink de nova geração, que permite a integração de telefones inteligentes. O grande ecrã a cores de sete  polegadas de alta definição oferece um novo interface com os grafismos do sistema IntelliLink, o que melhora a legibilidade e facilita a utilização. O novo dispositivo tem sistema mãos livres Bluetooth, função de audiostreaming  e conectividade suplementar via USB. Tem ainda leitor de CD, sendo a função DAB (radiodifusão digital) disponibilizada a título opcional para elevar o nível da recepção de rádio e da qualidade sonora. A navegação está também incorporada, nas versões Navi  650 e Navi 950. É extremamente rápida e precisa, permitindo a fácil introdução de destinos através do comando de voz com «introdução

instantânea», que também existe no Insignia. As atualizações dos mapas podem ser transferidas para o aparelho via USB. O sistema topo-de-gama Navi 950 IntelliLink inclui mapas de toda a Europa. Além da sua própria função de comando por voz, integra também a função de reconhecimento de voz via telefone inteligente do condutor, como, por exemplo, a função Siri no iPhone. Ergonomia certificada Em 2010, os especialistas em saúde da associação independente alemã AGR atribuíram ao Meriva o cobiçado selo de qualidade, uma garantia nos capítulos da ergonomia e da proteção lombar. A certificação deveu-se a importantes e exclusivas inovações (a disposição dos bancos FlexSpace, as portas FlexDoors, os bancos dianteiros ergonómicos opcionais e o suporte para bicicletas integrado Flex-Fix), que continuam a conferir ao modelo o estatuto de líder da classe. A consola central multifun-

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cional FlexRail foi redesenhada para aumentar a funcionalidade e libertar mais espaço para as pernas dos passageiros no banco central, graças a calhas mais curtas. A consola FlexRail dispõe do espaço de arrumação necessário para objetos de viagem, bem como de descansos para os braços, suportes para bebidas e compartimentos de arrumação. Líder na satisfação do cliente Galardoado com vários prémios, como o Volante de Ouro  e o  Plus X Award, o Meriva foi considerado pelo estudo J.  D. Po w e r V O S S S t u d y G e r m a n y 2013  como  “o  modelo do segmento dos monovolumes compactos com o nível mais elevado de satisfação do cliente”, o que atesta a sua qualidade. O Meriva renovado ficará disponível para encomenda antes do final do ano e as primeiras unidades chegarão a Portugal em meados do primeiro trimestre de 2014.

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comércio & indústria

11 de outubro de 2013

Reestruturação na Hyundai Portugal

Ana Fragoso assume Relações Públicas Ana Fragoso, Directora de Marketing e Comunicação do Entreposto VH, importador e distribuidor da marca de automóveis Hyundai para Portugal, passou a ter também a responsabilidade da gestão do departamento de Relações Públicas. Nascida em 1968, casada, Ana Fragoso é licenciada em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, iniciando a sua carreira profissional, em 1992, no Entreposto Máquinas, SA, onde desempenhou funções de Técnica de Marketing e posteriormente de Delegada Comercial até 1994. Em 1995, assumiu funções de Gestão de produto na Direcção de Marketing da Peugeot Portugal Automóveis, regressando ao Grupo Entreposto, em Setembro de 1996, para assumir as funções de Gestão de Produto da Direcção de Vendas

e Marketing do Entreposto VH, na marca Hyundai. Em 2001, passou a responsável pelo Marketing na Direcção de Vendas e Marketing da marca,

desempenhando o cargo de Directora Adjunta de Marketing do Entreposto VH, em 2008, até atingir a função de Directora de Marketing, em 2012.

MercedesTrophy World Final 2013

Vitória da África do Sul O MercedesTrophy é um conjunto único de torneios Premium para amadores, no qual participaram, em 2013, mais de 60.000 golfistas oriundos de mais de 60 países. Foram 33 equipas de todo o mundo, cada uma composta por três jogadores, a participar na 24ª edição do MercedesTrophy World Final. A equipa da África do Sul venceu a Nations Cup com um total de 189 pontos. O segundo lugar pertenceu à equipa do Reino Unido, também com 189 pontos, derrotada pela vencedora na «Morte Súbita». Seguiu-se o México, em terceiro lugar, com 188 pontos. O vencedor do prémio Team Spirit, eleito pelos participantes, foi a equipa Australiana. Além das atividades desportivas, os finalistas do MercedesTrophy tiveram a oportunidade de descobrir os automóveis Mercedes-Benz em primeira mão. O itinerário incluiu uma visita ao museu da marca e à Mercedes-AMG em Affalterbach, bem como uma visita à fábrica da marca em Sindelfingen (ambas na Alemanha) e também ensaios nos actuais modelos Mercedes-AMG. Os convidados assistiram ainda a uma apresentação exclusiva do novo S 63 AMG, apresentado pela primeira vez a nível mundial no Salão Automóvel de Frankfurt deste ano. Os par ticipantes do MercedesTrophy World Final lutaram também pelo primeiro lugar na competição especial implementada este ano Drive to the Major, com Fred Walters, do Canadá, a terminar em primeiro lugar. Qualquer participante do MercedesTrophy a nível mundial pode ganhar a

Chevrolet MyLink ganha SMARTBEST 2013

O sistema de informação e entretenimento Chevrolet MyLink conquistou o prémio SMARTBEST 2013, um galardão instituído desde o ano passado e que é atribuído pelo júri do AUTOBEST, organização composta por jornalistas de 15 países da Europa Central e de Leste. O júri considerou esta tecnologia como sendo “inovadora, simples de utilizar e acessível”. O Chevrolet MyLink permite utilizar conteúdos de  smartphones  no ecrã táctil a cores de alta resolução, para um acesso fácil a listas telefónicas, listas de reprodução pessoais, galerias de fotografias e vídeos e outros ficheiros gravados. Os rádios MyLink permitem ainda acesso a determinadas aplicações ou outras funcionalidades, tais como o software de navegação BringGo, reconhecimento de voz e streaming de áudio. Os dispositivos compatíveis podem ser ligados ao sistema através de USB ou Bluetooth, existindo ainda uma tomada para alguns dispositivos móveis de música ou outros que não disponham deste tipo de ligações. O MyLink está disponível em vários modelos Chevrolet, incluindo o Trax, o novo pequeno SUV da marca norte-americana que já se encontra em comercialização no mercado nacional. Além de ter conquistado o prémio SMARTBEST, a Chevrolet está entre as cinco marcas finalistas que irão competir pelo prémio AUTOBEST 2014, com o seu modelo Trax. O vencedor será anunciado em meados do próximo mês de Dezembro.

Escultura de Louis Chevrolet inaugurada na Suíça

oportunidade de participar noutro evento único de golfe: o torneio de qualificação para o Monday After Event, na competição Straightest Drive. Enquanto patrocinador oficial do mais antigo torneio de golfe, a Mercedes-Benz dá aos jogadores a possibilidade de iniciar o jogo no mesmo local onde os golfistas profissionais competiam pela vitória no dia anterior. Adicionalmente, os vencedores podem desfrutar do Open Championship como convidados VIP da Mercedes-Benz. A competição especial Nearest to the Pin foi representada em parceria com os membros da Laureus Academy e pelos embaixadores da Marca, Franz Beckenbauer e Boris Becker (foto). Além de receberem

a quantia doada durante o MercedesTrophy World Final, a Fundação Laureus Sport for Good também beneficia de todos os donativos provenientes dos torneios de qualificação para o MercedesTrophy, em todo o mundo. A Mercedes-Benz é um dos membros fundadores da Fundação, que procura lidar com desafios sociais a nível global através de fundos angariados pela prática desportiva. Esta Fundação patrocina atualmente mais de 140 projectos sociais em todo o mundo, destinados sobretudo a crianças e jovens afectados pela pobreza, pela guerra, pela violência e pelo consumo de drogas, sem-abrigo e vítimas de discriminação social e SIDA.

Entretanto, uma grande escultura em metal em honra de Louis Chevrolet, um dos pioneiros da indústria automóvel e co-fundador da marca com o seu nome, foi inaugurada, na passada semana, na cidade suíça de La Chaux-de-Fonds. A obra de arte abstrata foi encomendada por ocasião da celebração dos 100 anos da marca norte-americana, em Novembro de 2011, e foi formalmente entregue à cidade natal de Louis Chevrolet pelo presidente e director-geral da Chevrolet Europe, Thomas Sedran. A escultura, criada por Christian Gonzenbach, um conhecido artista de Genebra, e produzida em aço inoxidável espelhado, consiste num busto invertido de Louis Chevrolet e é a maior do seu género em toda a Suíça, com uma altura superior a cinco metros e com oito toneladas de peso. A inauguração e entrega da obra de arte contou com a presença de representantes das autoridades locais e da Chevrolet, bem como de residentes da zona de Parc de l’Ouest, onde a escultura foi colocada. Christian Gonzenbach sagrou-se vencedor de um concurso artístico lançado a 3 de Novembro de 2011 – a data do centésimo aniversário da Chevrolet. O seu projecto foi eleito por um júri composto por representantes da Chevrolet, por entidades locais de La Chaux-de-Fonds e por diversos elementos ligados às artes, sendo considerado o melhor entre os quatro trabalhos mais criativos propostos a concurso. Christian Gonzenbach não esconde o contentamento e orgulho: “Estou grato pela confiança depositada em mim e no meu projecto pela Chevrolet e pelo município de La Chaux-de-Fonds. Foi com grande entusiasmo que recebi a oportunidade de trabalhar num projeto desta envergadura. Além disso, o espírito pioneiro de Louis Chevrolet funcionou como uma verdadeira fonte de inspiração, já que concebeu automóveis e motores inovadores e também venceu muitas corridas. De repente, o impossível tornou-se totalmente possível. Com este projecto, foi exatamente isso que se passou”. Apresentando uma superfície metálica brilhante tão suave como o vidro, a escultura de Louis Chevrolet foi moldada e soldada durante um período de doze meses numa fundição especializada neste tipo de trabalhos, em Taipei (capital de Taiwan). Gonzenbach descreve assim a obra: “Embora a escultura seja pesada, na verdade aparenta grande leveza e delicadeza. Nunca se vê mesmo o metal; a superfície polida reflecte os ambientes circundantes. A cor altera-se constantemente, com cada nuvem que passa. É fascinante”. A camada exterior da escultura de oito toneladas é feita de 71 folhas de aço inoxidável de alta qualidade. No interior, a estabilidade é assegurada por uma estrutura formada por vigas e hastes em metal. As secções inferiores das hastes funcionam também como pontos de fixação, estando ancoradas nas fundações da escultura. A escultura está assente num pedestal com 28 cm de altura, construído em cimento pintado de preto. Os seus pontos de fixação estendem-se através da base das fundações, prendendo firmemente a obra de arte ao solo. A cidade de La Chaux-de-Fonds, de onde também é natural o prestigiado arquitecto Le Corbusier, é um importante centro relojoeiro suíço e é considerada património mundial pela Unesco.


Motor 11 10 2013