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F1 PILOTO ALEMÃO DA MERCEDES VENCE CORRIDA LOUCA EM SILVERSTONE

NICO FURA

DIRECTOR: RUI ALAS PEREIRA |SÉRIE II ANO XI N.º 1019

05-07-2013 | SEMANÁRIO | PREÇO: 1,50 EUROS IVA INCLUÍDO Taxa paga | Devesas - 4400 V.N. Gaia | Autorizado a circular em invólucro de plástico fechado | Autorização n.º 26 de 2026/00

www.motor.online.pt

CONCORRÊNCIA Tudo à espera dos pneus Pirelli em Nurburgring

Yvan Muller domina primeira corrida e está mais só na liderança do campeonato

Moto3 Miguel Oliveira faz história em Assen

WTCC PORTO JÁ TEM SAUDADES DO COLORIDO E DO FRENESIM NA BOAVISTA


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FÓRMULA 1 – GRANDE PRÉMIO DA GRÃ-BRETANHA

Nico Rosberg vence corrida “louca” em casa…

“Uma vitória muito especial” As palavras do piloto alemão da Mercedes não podiam ter sido melhor escolhidas para retratar uma corrida que teve de tudo um pouco. Nico Rosberg, aproveitando bem as contingências de um grande prémio (a)normal, furou a concorrência e conquistou o segundo triunfo da temporada, dando à sua equipa a oportunidade de saltar para o segundo lugar no Mundial de Construtores, atrás da Red Bull e à frente da Ferrari. Quanto ao Mundial de Pilotos, e apesar do azar de Vettel que viu o seu carro ficar sem caixa na 42.ª volta, continua a ser comandado pelo tricampeão, agora com mais 21 pontos do que Alonso.

O jovem piloto alemão da Mercedes venceu o Grande Premio da Grã-Bretanha, oitava prova do mundial de Fórmula 1, disputado no circuito de Silverstone, à frente do australiano Mark Webber (Red Bull) e do espanhol Fernando Alonso (Ferrari). “Esta vitória é muito especial, pois foi conseguida muito perto da nossa fábrica de Brackley, apenas a alguns quilómetros de Silverstone. Esta é uma recompensa para toda

a nossa equipa, que tem trabalhado muito nos últimos meses”, disse Nico Rosberg, pouco depois de ter subido ao lugar mais alto do pódio. Rosberg sagrou-se vencedor de uma corrida “louca”, neutralizada três vezes pelo “safety car”. Na 16.ª e na 22.ª voltas, depois de uma série de furos espetaculares e violentos, nos pneus traseiros esquerdos do britânico Lewis Hamilton (Mercedes), quando liderava a corrida, do brasileiro Felipe Massa

Duras queixas dos pneus Pirelli

(Ferrari) e do francês Jean-Eric Vergne (Toro Rosso). O líder do campeonato mundial, o alemão Sebastian Vettel foi forçado a desistir na 42.ª volta, devido a uma falha na caixa de velocidades, quando estava à frente de Rosberg, forçando nova entrada do “safety car”. Webber, que obteve duas vitórias em três anos (2010, 2012) em Silverstone e que vai abandonar a Formula 1 no final da temporada, terminou a apenas sete décimos de

Rosberg. O australiano efetuou uma recuperação fantástica, depois de uma subida desde o 15.º lugar até ao segundo posto, depois de colidir com o Lotus do francês Romain Grosjean logo na primeira volta. Rosberg e Webber pararam três vezes para trocar os pneus, assim como Alonso, que do 10 º lugar na grelha de partida foi também autor de uma grande recuperação, que lhe permitiu ficar a 21 pontos de Vettel

na classificação do Mundial. O outro herói do dia foi o britânico Lewis Hamilton (Mercedes), que partiu da “pole” frente ao seu público, mas acabou por cair para a 21.ª posição devido ao furo, conseguindo, mesmo assim, terminar no quarto posto. A nona prova das 19 que compõem o Mundial de Fórmula 1 disputa-se já este fim de semana, no traçado alemão Nurburgring, sede do Grande Prémio da Alemanha.

Lewis Hamilton revoltado O britânico Lewis Hamilton (Mercedes) qualificou de “inaceitável” a fragilidade mostrada pelos pneus no Grande Prémio da GrãBretanha de Fórmula 1 e assegurou que “somente quando alguém se aleijar será feito algo” para resolver o problema. Hamilton, que terminou em quarto na prova disputada no circuito de Silverstone, foi um dos quatro pilotos aos quais estourou o pneu traseiro, no seu caso quando liderava a corrida, o que arruinou a possibilidade de vitória. “A segurança é o maior problema. Atrás do ‘safety car’ estava a pensar que só quando alguém se aleijar é que se fará algo a esse respeito e isso é algo totalmente inaceitável”, comentou o piloto inglês. Hamilton considera não valer a pena queixar-se à Pirelli ou à Federação Internacional do Automóvel (FIA) sobre o que aconteceu com

os pneus em Silverstone, adiantando que “essas conversações serão inúteis”, já que acredita que é “uma perda de tempo falar com qualquer um destes neste momento”. Segundo Hamilton, tanto a FIA como o fornecedor de pneus “devem ter atenção ao que aconteceu agora” para compreenderem que há um problema para o qual “tem de reagir já”. Durante uma inspeção após a corrida, o ex-diretor técnico de Formula 1 Gary Anderson identificou uma irregularidade na pista que pode ter causado os problemas nos pneus, que posteriormente levaram ao seu rebentamento. Entretanto, a Federação Internacional do Automóvel convocou uma reunião com o fornecedor italiano de pneus Pirelli para quarta-feira em Paris.


FÓRMULA 1 – GRANDE PRÉMIO DA GRÃ-BRETANHA

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Classificações GP Grã-Bretanha

Pos. Nº Piloto Carro 1 9 Nico Rosberg Mercedes 2 2 Mark Webber Red Bull-Renault 3 3 Fernando Alonso Ferrari 4 10 Lewis Hamilton Mercedes 5 7 Kimi Raikkonen Lotus-Renault 6 4 Felipe Massa Ferrari 7 15 Adrian Sutil Force India-Mercedes 8 19 Daniel Ricciardo Toro Rosso-Ferrari 9 14 Paul di Resta Force India-Mercedes 10 11 Nico Hulkenberg Sauber-Ferrari 11 16 Pastor Maldonado Williams-Renault 12 17 Valtteri Bottas Williams-Renault 13 5 Jenson Button McLaren 14 12 Esteban Gutierrez Sauber-Ferrari 15 20 Charles Pic Caterham-Renault 16 22 Jules Bianchi Marussia-Cosworth 17 23 Max Chilton Marussia-Cosworth 18 21 Giedo van der Garde Caterham-Renault 19 8 Romain Grosjean Lotus-Renault 20 6 Sergio Perez McLaren

Voltas Tempo 52 - 52 0.765 52 7.124 52 7.756 52 11.257 52 14.573 52 16.335 52 16.543 52 17.943 52 19.709 52 21.135 52 25.094 52 25.969 52 26.285 52 31.613 52 36.097 52 67.660 52 67.759 51 1 v 46 6 v

Pilotos não classificados - 1 Sebastian Vettel Red Bull-Renault - 18 Jean-Eric Vergne Toro Rosso-Ferrari

41 35

Mundial de Pilotos Piloto Sebastian Vettel Fernando Alonso Kimi Raikkonen Lewis Hamilton Mark Webber Nico Rosberg Felipe Massa Paul di Resta Romain Grosjean Jenson Button Adrian Sutil Jean-Eric Vergne Sergio Perez Daniel Ricciardo Nico Hulkenberg Pastor Maldonado Valtteri Bottas Esteban Gutierrez Jules Bianchi Charles Pic Max Chilton Giedo van der Garde

Pontos AUS 132 15 111 18 98 25 89 10 87 8 82 0 57 12 36 4 26 1 25 2 23 6 13 0 12 0 11 0 6 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

Mundial de Construtores Equipas Red Bull Mercedes Ferrari Lotus Force India McLaren Toro Rosso Sauber Williams Marussia Caterham

Pontos AUS 219 23 171 10 168 30 124 26 59 10 37 2 24 0 6 0 0 0 0 0 0 0

Dif. 0.765 6.359 0.632 3.501 3.316 1.762 0.208 1.400 1.766 1.426 3.959 0.875 0.316 5.328 4.484 31.563 0.099 1v 5v

11 v Caixa 17 v Acidente

MAL 25 0 6 15 18 12 10 0 8 0 0 1 2 0 4 0 0 0 0 0 0 0

CHI 12 25 18 15 0 0 8 4 2 10 0 0 0 6 1 0 0 0 0 0 0 0

BAH ESP 25 12 4 25 18 18 10 0 6 10 2 8 0 15 12 6 15 0 1 4 0 0 0 0 8 2 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

MON 18 6 1 12 15 25 0 2 0 8 10 4 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

CAN 25 18 2 15 12 10 4 6 0 0 1 8 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

GBR 0 15 10 12 18 25 8 2 0 0 6 0 0 4 1

MAL 43 27 10 14 0 2 1 4 0 0 0

CHI 12 15 33 20 4 10 6 1 0 0 0

BAH ESP 31 22 12 8 4 40 33 18 12 6 9 6 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0

MON 33 37 6 1 12 8 4 0 0 0 0

CAN 37 25 22 2 7 0 8 0 0 0 0

GBR 18 37 23 10 8 0 4 1 0 0 0

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FÓRMULA 1 – GRANDE PRÉMIO DA GRÃ-BRETANHA

Pirelli explica falhas ocorridas em Silverstone

“Pneus foram montados de forma errada” O que aconteceu em Silverstone, no Grande Prémio da Grã-Bretanha, deixou toda a gente apreensiva na Fórmula 1 quanto à fiabilidade dos novos pneus Pirelli. A marca italiana defende que o problema está no uso incorreto dos pneus e garante “total segurança” para os pilotos, desde que as regras sejam cumpridas por todos… Depois de uma análise exaustiva dos pneus usados ​​em Silverstone, a Pirelli concluiu que as causas das falhas foram principalmente uma combinação dos seguintes fatores: 1) Pneus traseiros que foram montados de forma errada. Por outras palavras, o pneu direito está ser colocado no lado esquerdo e vice-versa, isto nos carros que sofreram falhas. Os pneus fornecidos este ano têm uma estrutura assimétrica, o que significa que eles não são concebidos para poderem ser intermutáveis. As paredes laterais são concebidos de tal maneira para lidar com cargas específicas nos lados interno e externo do pneu. Assim, se houver troca de pneus isso tem um efeito sobre o seu funcionamento em determinadas condições. Em particular, a parte externa é projetada para lidar com as elevadas cargas que são gerados nas curvas, principalmente num circuito tão exigente como Silverstone, com rápidas curvas à esquerda e algumas travagens que são particularmente agressivas. 2) O uso incorreto da pressão dos pneus, que era excessivamente baixa ou, em qualquer caso, inferior às indicadas pela Pirelli. Isto significa que os pneus estão sujeitos a condições de trabalho mais stressantes. 3) O uso de ângulos de curvatura extremas. 4) kerbing que foi particularmente agressivo em curvas rápidas, como que em vez de quatro em Silverstone,

que foi o cenário da maior parte dos fracassos. A consequência foi que os pneus traseiros esquerdos foram afectados. Os únicos problemas que vieram à tona antes de Silverstone tiveram a ver com a delaminação, que foi um fenómeno completamente diferente. Para interromper estes delaminações, a Pirelli encontrou uma solução, sugerindo que as equipas passem a usar os pneus experimentadas no Canadá a partir de Silverstone. Quando essa proposta não foi aceite, a Pirelli encontrou outra solução através de testes de laboratório, com um processo de ligação diferente para fixar o piso da carcaça. Por isso, o problema da delaminação não tem nada a ver com o que foi visto na Grã-Bretanha. Na sequência das conclusões desta análise, a Pirelli faz questão de sublinhar alguns pontos: 1) Montar os pneus do lado errado é uma prática que, todavia, foi subestimada por todos. A Pirelli não pode proibir isso. 2) Da mesma forma, menores de inflação dos pneus e configurações de camber extremas, sobre os quais a Pirelli não tem controle, são opções que podem ser perigosos em determinadas circunstâncias. Devido a isso, a Pirelli pediu à FIA para estes parâmetros sejam um tema de exames precisos no futuro. Pirelli também pediu para o cumprimento destas regras a serem verificadas por um delegado dedicado.

3) A Pirelli também gostaria de sublinhar que a gama de pneus 2013 não compromete a segurança dos pilotos em qualquer forma, se utilizada da maneira correta, e que atende a todas as normas de segurança requeridas pela FIA. A conclusão lógica é a de que é essencial para os pneus com o desempenho e sofisticação técnica da gama de 2013 a ser regulado e cuidadosamente controlada apenas pela Pirelli. A fim de assegurar o funcionamento ideal dos pneus, a empresa italiana precisa de dados em tempo real das equipas sobre os parâmetros fundamentais, tais como ângulos de pressão, temperatura e camber. Enquanto espera por novas regras que permitam o acesso da Pirelli esses dados, vital para o desenvolvimento e gestão destes pneus state-of-the-art, são propostas as seguintes medidas para o próximo grande prémio, de acordo com a FIA, FOM, as equipas e os pilotos: 1) O uso da evolução do pneu atual que foi testado no Canadá (e provou ser completamente confiável) para o Grande Prémio da Alemanha deste fim de semana. Isso representa a melhor combinação para as características técnicas do circuito de Nurburgring. Em particular, os pneus traseiros, que serão usados ​​no GP da Alemanha, têm uma construção de Kevlar, que substitui a estrutura de aço atual e a re-introdução do cinto de 2012, para garantir o máximo de

estabilidade e aderência. Dado que estes pneus são assimétricos, bem como, será terminantemente proibido trocá-los de posição. Os pneus dianteiros, pelo contrário, permanecerão inalterados. 2) A partir do GP da Hungria será feita a introdução de uma nova gama de pneus. Os novos pneus têm uma estrutura simétrica, destinada a garantir a máxima segurança, mesmo sem acesso aos dados do pneu, que, no entanto, são essenciais para a função óptima dos pneus mais sofisticados. Os pneus que serão utilizados irão combinar as características dos pneus de 2012 com o desempenho dos compostos 2013. Essencialmente, os novos pneus irão ter uma estrutura e a construção da correia idêntica aos de 2012, que asseguram o máximo desempenho e segurança. Os compostos serão os mesmos que os utilizados ao longo de 2013, o que garante tempos mais rápidos e uma gama de trabalho mais alargada. Esta nova especificação, conforme acordado com a FIA, será testada na pista junto com as equipas e seus carros em Silverstone, de 17 a 19 julho, numa sessão de testes com jovens pilotos. Estes testes irão contribuir para o desenvolvimento definitivo da nova gama de pneus, dando às equipas a oportunidade de realizar o trabalho de set-up mais adequado para os seus carros. “Completamente inesperado” Paul Hembery, diretor de auto-

mobilismo da Pirelli, comenta assim o sucedido no GP da Grã-Bretanha: “O que aconteceu em Silverstone foi completamente inesperado e foi a primeira vez que algo assim já ocorreu em mais de um século de Pirelli no automobilismo. Estes incidentes, que nos perturbam muito, têm enfatizado a urgência das mudanças que já foram sugeridas e que serão introduzidas durante os treinos livres para a Alemanha nesta sexta-feira [hoje]. Gostaríamos de reconhecer a vontade da FIA, FOM, equipas e pilotos para agir rapidamente para encontrar uma solução imediata para o problema. Em particular, a adoção de testes de Inverno, organizados com a FIA, que são mais adequados para o desenvolvimento dos pneus e a possibilidade de realização de testes in-temporada vai contribuir para a realização de pneus com cada vez melhores padrões de segurança e desempenho. Eu gostaria de voltar a sublinhar o fato de que a gama de pneus 2013, usada ​​de maneira correta, é completamente segura. O que aconteceu em Silverstone levou-nos a pedir acesso completo aos dados dos pneus em tempo real para garantir o uso correto e desenvolvimento de pneus. Estes pneus têm uma grande sofisticação e fornecem alto desempenho, que reduziu os tempos de volta por mais de dois segundos em média. Enquanto esperamos por uma mudança nas regras, vamos introduzir os pneus que são mais fáceis de gerir”.


wtcc porto

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Tiago Monteiro teve de se contentar com o 11.º lugar

James Nash vence segunda corrida O piloto britânico James Nash (Chevrolet) venceu a segunda corrida do Circuito da Boavista (Porto), palco da sétima prova do Mundial de Carros de Turismo (WTCC), com o português Tiago Monteiro (Honda) a terminar no 11.º lugar.

Esta foi a segunda vitória de James Nash no Mundial, liderado pelo francês Yvan Muller (Chevrolet Cruze 1.6T), piloto que nesta segunda corrida não foi além do sétimo lugar, por contraste com a vitória matinal no trajeto portuense. Quanto a Tiago Monteiro (Honda Civic), partiu do 14.º lugar (menos três que na primeira corrida do dia),

mas não conseguiu mais do que subir três lugares, aquém do nono conseguido de manhã, e que então lhe valeu dois pontos para a classificação geral. Mesmo assim, o piloto portuense fez um “balanço positivo” das duas corridas: “Depois do que aconteceu na qualificação [17.º na grelha de partida], sabíamos que era difícil

chegar ao pódio, mas acabei por me divertir, dar espetáculo e ainda consegui alguns pontos”. “Aprendi muito nestes dois dias, apesar dos resultados não serem muito competitivos. As alterações no carro podem não ter sido as melhores, mas o importante for ter acabado as duas corridas”, concluiu Tiago Monteiro.

No segundo posto da segunda corrida do WTCC ficou o britânico Rob Huff (SEAT Léon), seguido pelo dinamarquês Michel Nyskjaer (Chevrolet Cruze 1.6T), que logrou conquistar dois terceiros lugares no mesmo dia, o que lhe valeu 30 pontos para a tabela mundial, onde está classificado em segundo lugar. O estreante espanhol Pepe Oriola,

com viatura idêntica, também repetiu o quarto lugar e em quinto ficou o alemão Marc Basseng (SEAT León). Notas do último dia do Circuito da Boavista ainda para as vitórias de Jorge Petiz (BMW M3) na segunda corrida da Taça Nacional de Clássicos Pós Históricos, e de Alexandre Beirão (Alfa Romeu Sprint), em Clássicos 1300.

Tiago Monteiro recupera até à nona posição

Yvan Muller vence primeira corrida O piloto francês Yvan Muller (Chevrolet) venceu, domingo de manhã, a primeira corrida do Circuito da Boavista (Porto), palco da sétima prova do Mundial de Carros de Turismo (WTCC), com o português Tiago Monteiro (Honda) a terminar no nono lugar. O líder do campeonato conquistou, no traçado portuense, a quinta vitória da temporada e a Chevrolet voltou a dominar, com quatro dos seus “Cruze 1.6T” nos cinco primeiros lugares. O britânico Tom Chilton foi segundo, seguido por Michel Nyskjaer (Dinamarca), Pepe Oriola (Espanha) e Rob Huff (Grã-Bretanha), este ao volante de um Seat León. Quanto a Tiago Monteiro, depois de “lançado” para a corrida no 17.º posto da grelha, conseguiu recuperar alguns lugares e traçou a meta no nono posto. Ainda domingo de manhã, Pedro Barros Leite fez uma “dobradinha”, ao vencer a segunda corrida do troféu Super Seven, após a conquista do dia anterior.


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WTCC PORTO

5 de julho de 2013

Ainda não se conhece o companheiro de Loeb

CItroën confirma WTCC em 2014 A Citroën confirmou, no Porto, a entrada na próxima temporada do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC), assim como a presença do campeão de ralis Sebastian Loeb ao volante de um dos seus “bólides”.

Yves Matton, diretor da Citroën Sport, aproveitou o momento da disputa do Circuito da Boavista, sétima etapa do Mundial, para ver de per to toda a dinâmica da competição, onde divulgou, em conferência de imprensa, os

planos da marca. “O WTCC é uma competição global e é muito impor tante, para uma marca como a Citroen, estarmos envolvidos”, disse o responsável, apontando a presença das várias provas em mercados

chave durante todo o ano. Segundo Matton, “os novos regulamentos permitem um orçamento muito razoável” e o carro que a Citroën vai usar “é uma viatura à qual os consumidores estão habituados”. Porém, o dire-

tor da Citroën Sport manteve o tabu sobre o modelo a integrar nas provas do WTCC, tal como o fez com as identidades dos futuros colegas de equipa de Sebastian Loeb. Marcelo Lotti, diretor-geral do

Corrida de Pikes Peak

Loeb pulveriza recorde O piloto francês Sébastien Loeb, nove vezes campeão mundial de ralis, pulverizou o recorde da corrida norteamericana de Pikes Peak, baixando em mais de 01.30 minutos a anterior marca. Num Peugeot 208 T16 especialmente concebido para a 91.ª edição da prova, que se disputa no Colorado, Loeb tornou-se no primeiro piloto a baixar a barreira dos nove minutos no trajeto de 20 quilómetros, composto por 156 curvas e concluído a 4300 metros de altitude. O francês fez 08.13,878 minutos, um resultado bem abaixo do anterior recorde, que pertencia ao neozelandês Rhys Millen, que tinha fixado o cronómetro da famosa “corrida até às nuvens” em 09.46,164 minutos. O nove vezes campeão do mundo, que esta temporada irá participar apenas em alguns ralis, correu a uma velocidade média de 140,771 km/h.

Mundial de Carros de Turismo, afirmou que “a Citroën é uma marca campeã no automobilismo”, e referiu-se à entrada de Loeb como “a possibilidade de um só piloto conseguir ser campeão em duas disciplinas da FIA”.

Mundial de Pilotos Pos. Piloto 1. MULLER Yvan 2. NYKJÆR Michel 3. NASH James 4. HUFF Rob 5. TARQUINI Gabriele 6. CHILTON Tom 7. CORONEL Tom 8. MICHELISZ Norbert 9. ORIOLA Pepe 10. MACDOWALL Alex 11. MONTEIRO Tiago

Pontos 282 160 138. 135 134 111. 98 92 91 73 62

Mundial por equipas Pos. Equipa 1. Honda 2. LADA

Pontos 566 366

Troféu Yokohama – Pilotos 1. NYKJÆR Michel 2. NASH James 3. MACDOWALL Alex

112 108 78

Trofeú Yokohama – Equipas 1. RML 2. bamboo-engineering 3. ALL-INKL.COM Münnich Motorsport

153 94 77


WTCC PORTO

Imagens que falam...

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noticiário

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ACP cansou-se de esperar pela Câmara Municipal do Porto

Rali de Portugal continua no sul O Rali de Portugal de 2014 vai continuar a realizar-se no sul do país, informou o Automóvel Clube de Portugal (ACP), atribuindo a decisão ao “comportamento da Câmara do Porto e dos seus candidatos” às eleições autárquicas.

“O Automóvel Club de Portugal informa que a edição de 2014 do Rali de Portugal vai ter lugar no sul do País”, indica o comunicado do ACP, assinalando que o organismo “tudo fez, faz e continuará a fazer para manter o Rali de Portugal no Campeonato do Mundo, indepen-

dentemente do local onde se vier a realizar”. O ACP observou que estuda há cerca de dois anos um percurso para o regresso do Rali de Portugal ao norte, “em conformidade com a vontade da FIA e das populações locais”, mas a ausência de um compromisso por par te da Câmara Municipal do Porto (CMP) inviabilizou essa pretensão. “A organização de uma prova desta envergadura e dos compromissos internacionais inerentes à mesma exigem responsabilidade, seriedade e vontade. Nenhum destes requisitos corresponde ao comportamento da Câmara do Porto e dos seus candidatos”, destaca o ACP. Em julho de 2012, o ACP enviou cartas a várias câmaras municipais do norte do país, que “responderam positivamente e comprometeram-se formalmente com a realização da prova durante três anos”, a qual teria como centro nevrálgico a cidade do Porto. “Estranha e incompreensivelmente, apenas a Câmara do Porto não respondeu à missiva do ACP. O que tratando-se do maior evento desportivo nacional realizado na atualidade adensa a perplexidade perante tal silêncio”, prossegue o documento. O presidente da CMP, Rui Rio, explicou, no decorrer do Circuito da Boavista, que não desejava condicionar o seu sucessor com um compromisso para três anos, apesar de o ACP notar que se trata de um evento que custará no máximo 300 000 euros por ano à edilidade e traz um retorno direto em hotelaria e restauração na ordem dos 50 milhões de euros. “Dos três candidatos

com hipóteses de vitória, apenas Luis Filipe Menezes acatou todas as condições e formalizou por escrito a vontade de honrar o compromisso de ter o rali no norte”, indica o ACP, advertindo que a prova “é do País e não do Porto ou de Lisboa, como (os candidatos) Rui Moreira e Manuel Pizarro sugeriram”. Ainda assim, o vice-presidente da Câmara do Porto, Vladimiro Feliz, já tinha assegurado “pessoalmente

António Félix da Costa ainda pode lucrar com a vaga na Red Bull

Três pilotos na calha para substituir Webber O diretor da equipa austríaca de Fórmula 1 Red Bull anunciou que três pilotos irão competir pela vaga deixada na equipa, após o abandono do australiano Mark Webber, que rumou ao Mundial de Endurance (WEC). Os nomes mais prováveis para substituir Webber são os de Kimi Raikkonen, que está em final de contrato com a equipa da Lótus, Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, da equipa filial Toro Rosso. “Seria uma loucura ignorar a situação do Kimi Raikkonen”, afirmou o diretor geral da equipa austríaca, Christian Horner, numa conferência de imprensa organizada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) em Silverstone.

Sobre a dupla de pilotos da equipa Toro Rosso, o francês JeanEric Vergne e o australiano Daniel Ricciardi, Horner afirmou que os dois pilotos são uma “aposta interessante para o futuro”, com a subida de um destes pilotos à equipa principal a poder abrir uma vaga para o português António Félix da Costa, que pertence à Red Bull Junior Team. O campeão mundial em título, o francês Sebastian Vettel, também subiu à equipa da Red Bull em 2009, depois de “rodar” durante dois anos na Toro Rosso. O piloto de teste da escuderia austríaca, o suíço Sebastien Buemi, parece afastado da luta por um lugar na Red Bull na próxima época.

ao presidente do ACP que todos os candidatos autárquicos com hipóteses de vitória estavam de acordo e enviariam à autarquia as respetivas cartas de compromisso para a realização do rali”. A Câmara do Por to enviou mesmo na segunda-feira uma carta à candidatura de Luís Filipe Menezes a explicar que precisava de conhecer os patrocinadores anunciados para o evento por pretender

alcançar o “consenso entre os principais candidatos” à autarquia. A candidatura do PSD disse na quinta-feira à autarquia ter garantido financiamento privado para o Rali de Portugal voltar ao Norte entre 2014 e 2016 e na sexta-feira os candidatos independente e do PS à Câmara do Porto afirmaram que Menezes devia revelar quem eram os patrocinadores para a autarquia assinar o acordo com o ACP.


MotoGP – GP da Holanda

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Lorenzo fratura clavícula mas ainda termina em quinto

Regresso vitorioso do «doutor» Rossi Valentino Rossi regressou às vitórias no MotoGP, arrancando em Assen o 80º triunfo na categoria rainha do motociclismo mundial e o primeiro desde o Grande Prémio da Malásia de 2010. O nove vezes Campeão do Mundo partilhou o pódio com Marc Márquez e o homem da ‘pole’ Cal Crutchlow, enquanto Jorge Lorenzo terminou em quinto apesar de fratura na clavícula. O fim de semana não podia ter corrido melhor ao «doctor» italiano, após uma prova repleta de acção, dentro e fora da pista. Lorenzo deu muito que falar, sendo autorizado a correr menos de quatro horas antes da partida e depois de regressar de Barcelona na sequência de operação na madrugada de sexta-feira. Correndo de trás para a frente, Rossi, que saiu do quarto posto da grelha, rapidamente saltou para terceiro depois de uma ultrapassagem arriscada na chicane a Stefan Bradl, ainda no final da primeira volta. O piloto italiano da Yamaha foi depois à procura das Honda, passando Márquez na quarta volta e Pedrosa

na sexta, de forma semelhante ao que fez em 2007. A partir daí, Rossi controlou a corrida e garantiu uma emocionante vitória com 2,1 segundos de vantagem para o espanhol Marc Marquez. Após ter garantido a primeira presença no top 3 da grelha desde Le Mans, o estreante de 20 anos rodou em terceiro, mas apanhou Pedrosa à 18ª volta; com a primeira tentativa de ultrapassagem falhada, o Campeão do Mundo de Moto2 tirou o melhor partido da oportunidade seguinte para reclamar o segundo posto à chegada à Curva 1. Pedrosa acabou por perder mais um posição até ao final, sendo batido

Classificação por Crutchlow (Monster Yamaha Tech 3), que teve sorte ao evitar queda quando tocou na roda traseira de Márquez na última volta. Apesar do quarto lugar ter sido o pior resultado de Pedrosa desde a primeira jornada da época no Qatar, o catalão continua na liderança do Campeonato, agora com mais dois pontos de vantagem para Lorenzo. O Campeão Mundial da Yamaha ficou muito aliviado por ter somado 11 pontos depois da forte queda sofrida na quinta-feira e que obrigou a operação

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º

Valentino Rossi – Yamaha Marc Márquez – Honda a 2,170s Cal Crutchlow – Yamaha a 4,073s Dani Pedrosa – Honda a 7,832s Jorge Lorenzo – Yamaha a 15,510s Stefan Bradl – Honda a 27,519s Álvaro Bautista – Honda a 31,598s Aleix Espargaró – ART a 32,405

em Barcelona na madrugada de sexta. Subindo da 12ª posição da grelha até ao quinto posto até à segunda volta, ele chegou mesmo a rodar em quarto, mas acabou por perder ritmo e cair um lugar devido às dores. O sucesso de Rossi foi o primeiro desde que regressou à Yamaha e, além de ter sido a sua 80ª vitória na categoria rainha, foi a 106ª da carreira e a 18ª em Assen.

No Mundial de Pilotos, Pedrosa mantém a liderança (136 pontos), com Lorenzo em segundo (127) e Márquez em terceiro (113). A oitava ronda, Grande Prémio da Alemanha, tem lugar no próximo dia 14.

Piloto português faz história com ‘pole position’ em Assen

Miguel Oliveira em quarto lugar Miguel Oliveira (Mahindra) fez história para o motociclismo português ao conseguir a primeira “pole position” na categoria Moto3, no Grande Prémio da Holanda de motociclismo disputado em Assen. Na corrida o piloto luso conquistou o quarto lugar.

“Na corrida, gostaria de poder, aqui neste circuito, voltar a dar uma alegria a todos, como há cinco anos, quando fiz tocar a Portuguesa no pódio, mas como não corro sozinho, vou fazer todos os esforços”, recordou Miguel Oliveira, pouco depois de ter conquistado a sua primeira ‘pole’. A 28 de junho de 2008, o piloto português, então com 13 anos, venceu em Assen a sétima prova da Red Bull Rookies Cup, arrebatando o seu segundo triunfo consecutivo na competição, que se disputava em paralelo com os

Grandes Prémios do Campeonato do Mundo de motociclismo de velocidade. Agora, Miguel Oliveira faz história, ao tornar-se o primeiro piloto português a conquistar a “pole position” para uma corrida do Mundial de motociclismo, em qualquer categoria, depois de ter sido o mais rápido na sessão de qualificação. O piloto português estabeleceu a melhor volta ao circuito de Assen, palco da sétima prova do Mundial, com o tempo de 1.43,588 minutos (média de 213,4 km/h), pre-

cisamente a mesma marca obtida por Alex Márquez (KTM), mas com vantagem para Miguel Oliveira por ter obtido o registo alguns segundos antes do espanhol. “Como não poderia deixar de ser, esto u m u i to con ten te. É a primeira ‘pole’ da minha carreira e dá-me boas expectativas, para mim e para o projeto e equipa”, destacava. Na categoria MotoGP também houve novidades na qualificação, uma vez que o britânico Cal Crutchlow (Yamaha) conquistou a primeira “pole position” da carreira, estabelecendo a melhor volta ao traçado holandês em 1.34,398 minutos, enquanto na classe intermédia o espanhol Pol Espargaro (Kalex) foi o mais rápido, com o tempo de 1.38,734. Na corrida, o piloto português foi quarto, depois de ter lutado toda a prova pelo segundo lugar, mantendo-se sempre no grupo da frente. A potência no motor da

Mahindra não deu para mais e foi claramente isso que o impediu Miguel Oliveira de obter mais um pódio, batido em aceleração na derradeira volta, quando era terceiro, por Alex Rins. Como já vem sendo habitual, a corrida de Moto3 foi fantástica, embora desta feita Alex Rins tenha comandado com m ai s de um segundo de avanço três quartos da corrida. Contudo, nas últimas voltas, e numa prova com três

líderes distintos, a bandeirada de xadrez foi para Luis Salom, que bateu Maverick Vinales, líder à entrada da última volta. Para que se perceba o equilíbrio, Alex Rins, que chegou a ter segundo e meio de avanço sobre os quatro perseguidores, foi quinto nas últimas voltas, tantas foram as trocas de posições, acabando em terceiro, salvando o pódio por uma unha negra… que tinha de ser logo a de Miguel Oliveira!


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motociclismo

5 de julho de 2013

Campeonato Nacional de Motocross

Coroas para Hugo Santos e Sandro Peixe Hugo Santos é um dos mais bem sucedidos pilotos nacionais, mas desde 2007 que não obtinha qualquer título no Motocross. Ao todo, o transmontano tem agora 23 coroas no palmarés (15 no Motocross e 8 em Supercross), pelo que só precisa de mais uma para igualar o recordista nos anais da FMP, Paulo Gonçalves, no conjunto de todas as modalidades. Quanto a Sandro Peixe, revalidou o título na classe de MX2, e desta vez também conquistou o da classe Júnior. No Crossódromo do Gica, em Águeda, na final Elite Hugo Basaúla ainda esteve na liderança da segunda até à quarta volta, mas depois foi superado por Hugo Santos, e na sétima passagem igualmente por Sandro

Peixe, vencedor da geral MX2. Ao longo da corrida Santos foi progressivamente dilatando a vantagem, para terminar com 26,2s sobre Peixe e 39,8s relativamente a Basaúla. Na penúltima volta, Pedro Carvalho desa-

lojou Nélson Silva do 4.º lugar. A manga de MX1 começou com Hugo Basaúla instalado no comando durante duas voltas, mas a seguir sofreu uma queda e atrasou-se, acabando a prova apenas no 4.º lugar. Assim,

Hugo Santos herdou a liderança e fugiu ao pelotão, numa cavalgada solitária até ao triunfo. Também à terceira volta Daniel Pinto e João Vivas fixaram-se em definitivo nos 2.º e 3.º lugares, respectivamente.

Na manga de MX2, o ordenamento dos quatro primeiros ficou definido logo à segunda volta. Sandro Peixe ganhou vantagem sobre a concorrência e ganhou destacado. No entanto, depois de mau arranque Pedro Carvalho chegou a pressioná-lo, mas após duas quedas teve de contentar-se com o 2.º lugar, diante de Diogo Graça. Jorge Maricato alcançou o 4.º posto diante do seu irmão Fábio, mas estes já com uma volta de atraso. Entre os Iniciados, o espanhol Pablo Sôto ganhou as duas mangas, tendo liderado sempre na primeira delas. Na restante André Sérgio ainda rodou na frente um par de voltas. Além disso, na primeira manga João Oliveira secundou o comandante durante meia corrida, mas depois teve problemas eléctricos na sua moto e atrasou-se. Assim, André Sérgio foi 2.º diante de Carlos Moreira. Na outra ida à pista, Oliveira conquistou o 2.º posto, diante de Sérgio e Moreira.

Campeonato Nacional de Enduro

Luís Oliveira continua a vencer Luís Oliveira foi o vencedor do Enduro da Régua, batendo por 9,5s o seu adversário na classe Elite 1, Gonçalo Reis. Quanto à Elite 2, Diogo Ventura também somou mais um êxito numa prova disputada sob calor intenso. O Enduro Rotas do Douro foi a quinta e antepenúltima jornada do Campeonato Nacional dessa modalidade. Na Régua competiram 93 pilotos, para enfrentar três voltas ao percurso com cerca de 48 Km, e um total de nove passagens por troços cronometrados, equitativamente repartidos pelas “especiais” de Cross, Enduro e Extreme. Apenas dois pilotos alinharam na classe Elite 1. Oliveira foi o mais rápido em sete das nove especiais e averbou

mais um triunfo, embora a diferença para Gonçalo Reis nunca tenha sido muito dilatada, conforme reflecte a diferença final de 9,5s. Na classe Elite 2, Diogo Ventura rubricou o melhor tempo em todos os troços, tendo mesmo ganho dois deles em termos absolutos. Concluiu a função com 1m57s de vantagem sobre Mário Patrão, mas para isso contribuiu cerca de 45s que este perdeu de uma assentada na última passagem pela

“especial” de Enduro, devido a aparatosa queda. Nas posições seguintes ficaram Nuno Oliveira e Jacobo Darriba.

Na Open 1, José Manuel Borges esteve imparável, e só em dois troços não foi o mais veloz. Assim, terminou

com mais de um minuto de vantagem sobre o comandante do Campeonato nesta classe, Adelino Sousa, ficando em 3.º David Megre. Fernando Ferreira foi à Régua manter a invencibilidade na Open 2, sendo o mais rápido em todas as “especiais”. Na luta pelo 2.º posto, desta vez José Santos impôs-se a Saul Pereira, desempatando a seu favor na luta pela mesma posição no Campeonato. No que respeita à categoria Verdes, na classe 1 Stefan Pinheiro levou a melhor no duelo com Fausto Frade, sendo a diferença final entre eles de apenas 3,2s. Já na classe 2, Ivo Pinto deixou o 2.º classificado, Tomás Soeiro, a 45,9s. Finalmente, entre os Veteranos ganhou Arsénio Miranda, seguido de Mané Teixeira a 47,6s. O “Nacional” de Enduro tem agora uma pausa, pois a próxima prova será na Figueira da Foz a 15 de Setembro.

Campeonato Nacional de Supermoto

Luís Ferreira ganha em Fátima Luís Ferreira ganhou as duas mangas do Supermoto de Fátima, segunda jornada do Campeonato Nacional dessa modalidade, que teve lugar no Kartódromo Fun Park.

Apenas sete pilotos compareceram em Fátima, mas um deles ficou arredado nos treinos, devido a avaria na sua máquina, pelos que os seis restantes estavam equitativamente distribuídos pela classe de Campeonato

e o Troféu. Na primeira manga, Luís Ferreira foi ganhando vantagem ao longo da corrida para terminar destacado, com 40s sobre Hélder Batista e 49 para Carlos Marques, este os três pilotos de

Campeonato. Entre os homens do Troféu, levou a melhor Eduardo Gregório, batendo Vasco Monteiro por 2,6s. A segunda manga teve maior animação até sensivelmente a meio. Ferreira e Batista arrancaram mal, e Carlos Marques andou na frente durante algum tempo, até se atrasar bastante por queda na parte de terra. Entretanto, Ferreira assumiu as rédeas da corrida para outra vitória folgada, com 53,7s sobre Hélder Batista. Maior foi também a diferença (59,2) entre os primeiros do Troféu, Eduardo Gregório e Vasco Monteiro, com Alexandre Rodrigues no 3.º posto dessa classe.


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5 de julho de 2013

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Opel Insignia Country Tourer estreia no Salão de Frankfurt

Nascida para a aventura A Opel prepara-se para lançar uma carrinha Insignia com carácter de SUV, fruto da maior altura ao solo, das protecções na carroçaria e da tracção integral com distribuição variável de binário entre os eixos e entre as rodas. Tem estreia agendada para 10 de Setembro.

A nova geração Opel Insignia vai ser mostrada em estreia mundial no Salão Automóvel de Frankfurt, na Alemanha, e vai incluir a versão Country Tourer, que acrescenta à elegante carrinha Sports  Tourer características orientadas para atividades mais aventureiras: com uma altura de carroçaria ao solo mais elevada, permite a passagem para lá dos limites do espaço urbano e das estradas de asfalto. Tem também protecções nas secções inferiores da carroçaria e arcos de rodas mais proeminentes, enquanto o sistema de tracção integral Adaptive 4x4 garante capacidade de tracção acrescida e excelente comportamento dinâmico em qualquer tipo de estrada. As motorizações selecionadas para as versões Countr y Tourer são sobrealimentadas, indo do 2.0 Turbo de injeção directa de gasolina, com 250 cv de potência, até ao 2.0  BiTurbo  CDTI de 195 cv, ambos com um binário máximo de 400 Nm. Adaptive 4x4 O sistema de tração integral Adaptive 4x4, com comando electrónico, integra um diferencial viscoso cuja configuração segue

o princípio Haldex, e um diferencial traseiro autoblocante com controlo electrónico para maximizar a tracção tanto em estradas pavimentadas como em pisos mais difíceis. O sistema adapta-se constantemente às condições de aderência e faz variar – de 0 a 100 por cento, e de forma contínua – a distribuição do binário entre os eixos dianteiro e traseiro e entre as rodas traseiras. Por comparação com os sistemas mecânicos convencionais, a grande vantagem deste sistema hidráulico é que as rodas não têm que derrapar ou patinar para que o sistema proceda ao ajustamento necessário. Quando os sensores detectam uma situação mais crítica, o sistema actua em cerca de 80 milésimos de segundo - o equivalente a um pestanejar - para enviar a necessária informação e fazer a entrega e distribuição de binário às rodas. Articulado com o sistema de suspensão FlexRide, o sistema Adaptive 4x4 estabelece novas referências em tempo de reacção e controlo do veículo. Os vários módulos de comando da tracção integral recebem permanentemente informações de sensores que analisam a taxa de

guinada, a aceleração longitudinal e lateral, o ângulo da direcção, a velocidade de rotação das rodas, a posição do pedal do acelerador e o regime e o binário do motor, adaptando a distribuição da potência com base nesses dados. O diferencial traseiro eLSD (electronic limited slip differential) comanda a distribuição de binário entre as rodas traseiras, transmitindo mais binário à roda com mais aderência. Ao mesmo tempo que melhora a tração em pisos escorregadios, o funcionamento sofisticado deste sistema 4x4 adaptativo garante os mais elevados níveis de controlo e segurança ativa em todas as situações. O Insignia  Country  Tourer consegue avançar mesmo quando três  rodas estão sem aderência e apenas uma  roda traseira possui tracção. Por uma questão de economia de combustível, o sistema funciona apenas em tracção dianteira quando em condições normais de estrada. Dois Diesel e um a gasolina Para complementar o Adaptive 4x4, o Opel Insignia Country Tourer está dotado de motores sobrealimentados com elevado binário. A

opção a gasolina é constituída pelo 2.0 Turbo de 250  cv e 400  Nm, com injeção directa. Do lado Diesel, as opções são encabeçadas pelo 2.0 BiTurbo CDTI de 195 cv e também 400  Nm, em que os dois turbocompressores funcionam de forma sequencial e têm, cada um, o seu próprio permutador de calor (intercooler). A gama fica completa com o 2.0 CDTI de 163  cv, que debita 350  Nm de binário, podendo este valor subir momentaneamente em fases de aceleração para 380  Nm, graças à função de overboost. O s m o t o r e s 2 . 0   Tu r b o e 2.0 CDTI podem ser associados a caixa manual ou caixa automática, ambas de seis  velocidades, enquanto o motor 2.0 BiTurbo CDTI está disponível apenas com caixa automática. O novo Insignia Country Tourer conta também com pneus largos e uma altura da carroçaria ao solo que é 20 cm mais elevada face à versão Sports Tourer. Esta é uma vantagem impor tante em pisos mais exigentes. Assim, seja num passeio de inverno em caminhos escorregadios ou simplesmente em situações de condução mais adversas, o Insignia Country Tourer

consegue lidar com situações mais desafiantes. Elegância e «músculo» Resta dizer que o Insignia  Countr y  Tourer tem linhas simultaneamente elegantes e musculadas. Tem uma grelha ampla e profunda, destacando-se claramente na secção dianteira. A barra horizontal cromada da grelha ostenta o emblema da marca e surge esculpida numa forma alada, com as extremidades viradas para cima. Em baixo surge um painel de protecção, com um acabamento prateado, prolongando-se para debaixo do compar timento do motor. Elemento idêntico é visível na traseira, enquadrado por duas saídas de escape. Outro elemento exclusivo do Country Tourer é o revestimento das embaladeiras e das secções inferiores da carroçaria, bem como os arcos das rodas mais salientes. O remate visual é dado pelos grupos óticos dianteiros e traseiros. Os faróis escurecidos, com contornos cromados, integram luzes diurnas LED em forma de asa. Este mesmo tema é repetido na traseira, onde as luzes LED emitem também uma iluminação brilhante.


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Corvette faz 60 anos A Chevrolet celebrou, na segunda-feira, o 60º aniversário do Corvette, o mítico modelo superdesportivo americano. O primeiro Corvette foi produzido em Flint, Michigan (EUA), a 30 de Junho de 1953. Desde aí, o modelo conquistou o estatuto de ícone americano e de referência em termos de performance e tecnologia. Aqui ficam alguns marcos históricos ao  longo das seis décadas de produção do mítico modelo: o Corvette é o automóvel de passageiros há mais tempo em produção contínua no mundo; Fez a estreia como  conceptcar na General Motors Autorama, a 17 de Janeiro de 1953, em Nova Iorque. O sucesso foi tal que, a 30 de Junho desse mesmo ano, saiam da fábrica as primeiras 300 unidades; Todos os Corvette de 1953 tinham a cor Polo White com interior vermelho. O seu preço era de 3498 dólares (2683 euros). Em 2006, a terceira unidade Corvette produzida foi adquirida num leilão pela extraordinária quantia de 1,06 milhões

de dólares (767.579 euros); Inicialmente, o Corvette estava disponível exclusivamente com um motor de seis cilindros em linha, o que aconteceu até 1955. A partir desse ano, o motor V8 opcional foi a escolha de 90 por cento dos clientes. O seis cilindros foi retirado em 1956. Desde aí, o Corvette passou a estar equipado exclusivamente como motorização V8; Nos primeiros dez anos, o Corvette estava disponível apenas na variante convertible (descapotável). O Corvette Stingray coupé de 1963, com tejadilho fixo split window, assinalou a entrada da segunda geração do modelo. As vendas duplicaram e o modelo tornou-se o preferido para condução diária até por parte clientes que residiam em zonas mais frias; Até hoje, foram produzidas cerca de 1,56 milhões de unidades do Corvette. O número 500 mil foi fabricado em 1977; o número 1 milhão em 1992; e o número 1,5 milhões saiu da linha de produção em 2009;.

Os Corvette foram ao longo da história produzidos em três fábricas: Flint, Michigan (1953), Saint Louis, Missouri (1954-1981) e Bowling Green, Kentucky (1981-2014).

Nenhum Corvette produzido em 1983 foi vendido ao público, uma vez que o modelo ano foi suprimido devido à preparação do então novo Corvette de 1984, que assinalou o

início da quarta geração (C4). No entanto, 44 protótipos foram fabricados, um deles exposto actualmente no National Corvette Museum, em Bowling Green, Kentucky, EUA.

Opel ADAM com controlo de voz interativo O Opel ADAM com sistema de informação e entretenimento IntelliLink já está disponível também com a integração plena do Siri Eyes Free, o assistente inteligente da Apple que permite efectuar, durante a condução, uma série de operações no smartphone com sistema operativo iOS 6 através de comandos de voz, utilizando uma simples tecla no volante. Este sistema vai além da tradicional activação por voz, já que é possível falar para o Siri como para uma pessoa - em tom de conversação. O Siri Eyes Free passa a fazer parte, a partir de agora, do equipamento de todos os ADAM com sistema IntelliLink. A Opel, através da sua rede de Reparadores Autorizados, procederá à atualização dos sistemas dos automóveis que já circulam, sem qualquer custo para os proprietários. O centro de informação

e entretenimento da Opel pode ser continuamente atualizado ao longo da vida do automóvel, o que permite que o utilizador usufrua sempre das mais recentes potencialidades do sistema. Para iniciar sessões em modo Siri Eyes Free, o utilizador do ADAM só necessita de ligar o aparelho iOS da Apple ao sistema de infoentretenimento IntelliLink via Bluetooth, emparelhar ambos os dispositivos e utilizar a tecla de activação de voz no volante. O Siri Eyes Free pode ser ativado ao mesmo tempo que outras aplicações, como o BringGo. A reprodução de música ou instruções de navegação são interrompidas nestes casos. O ADAM pode ainda ser equipado com uma base FlexDock onde qualquer smartphone Apple, incluindo o iPhone 5, pode ser aplicado. Nesta base, o Siri Eyes Free consegue alargar a

Peugeot lança campanha Flash Sales A Peugeot Portugal lançou, anteontem, uma campanha inédita no sector automóvel, disponibilizando oportunidades exclusivas e limitadas a todos consumidores que se registem em www.flashsales.peugeot.pt. O objectivo é proporcionar ofertas únicas em condições excepcionais para para um conjunto de modelos novos, sob o formato de voucher de desconto, que serão em número limitado em cada vaga desta acção. “Num contexto de mercado em que os clientes tendem a adiar a aquisição de um bem como o automóvel e tomam a sua decisão de uma forma muito racional, as Flash Sales Peugeot são a nossa resposta”, diz Nuno Marques, Director de Marketing da Peugeot Portugal. Em cada vaga das Flash Sales

Peugeot serão colocados à disposição vouchers de desconto para modelos seleccionados, num período limitado de três dias, sendo comunicado em primeira mão aos utilizadores registados. Fazendo a sua melhor escolha, cada cliente, após seleccionar o Concessionário da Rede Peugeot onde se deseja dirigir, receberá então por e-mail o voucher personalizado com o montante do desconto para o modelo Peugeot seleccionado e a validade para usufruir desta oportunidade. Esta acção apresenta um conjunto de vantagens para os potenciais clientes. Por se tratar de uma acção nacional gerida directamente pela Peugeot Portugal em coordenação com a sua Rede de Concessionários,

o voucher obtido poderá ser utilizado em qualquer ponto. Adicionalmente, poderá ser aplicado para os modelos / versões abrangidos em cada vaga, quer para viaturas em stock quer para viaturas a encomendar, com o objectivo de proporcionar uma oferta real a todos. A Marca tem impulsionado as vendas utilizando as ferramentas online. A WebStore Peugeot (www. webstore.peugeot.pt), as acções de Vendas Privadas - em Novembro de 2012 - e agora as Flash Sales Peugeot são a concretização da estratégia definida com o objectivo de continuar a promover este canal, que tem vindo a ganhar importância nas opções de compra de um número cada vez maior de clientes.

activação por voz a outras aplicações como a Apple Maps. Outra vantagem do FlexDock é o facto de a bateria do telemóvel ser recarregada sem recurso a qualquer cabo. Na variante ADAM GLAM, o IntelliLink faz parte do equipamento de série. É proposto em opção, a um preço extremamente acessível de 250 euros, nos ADAM JAM e ADAM SLAM. Nestes, o sistema de infoentretenimento de série assenta num rádio-leitor de CD, CD 3.0 BT, que também integra ligações Bluetooth e USB, e função de mãos-livres. Tal como no IntelliLink, o duplo sintonizador de rádio AM/FM pode ser combinado com a função de rádio digital DAB para aceder a um amplo leque de opções de escuta. O ADAM oferece ainda na lista de opcionais um sistema de alta-fidelidade Infinity com oito altifalantes.


Motor 05 07 2013