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2 | O Primeiro de Janeiro

Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013

Presidente da Associação No Meio do Nada opitimista

Em Matosinhos

‘Kastelo’ deve ficar concluído no próximo verão A presidente da Associação No Meio do Nada apontou o verão de 2014 para a conclusão do projeto que vai acolher, em Matosinhos, crianças com necessidades especiais num centro de dia e numa unidade de cuidados continuados. Denominado o ‘Kastelo’, o espaço situado em S. Mamede Infesta vai estar aberto 24 horas por dia com uma unidade de dia e outra de internamento, com capacidade para acolher “30 crianças” e precisa de um milhão de euros para obras de reabilitação da casa e adaptação do jardim doados ao Hospital Maria Pia (Porto) pela benemérita Marta Ortigão “há 35 anos” com o objetivo de apoiar crianças doentes, explicou Teresa Fraga, a enfermeira responsável. Cedidas pelo Centro Hospitalar do Porto, as instalações vão ser recuperadas pela iniciativa ‘Arredonda’, levada a cabo por um hipermercado e que já recolheu 403 mil euros para o ‘Kastelo’, bem como pela Câmara

GUILHERME PINTO. Presidente da Câmara de Matosinhos diz estar “comprometido” com o projeto ‘Kastelo’ de Matosinhos, que comparticipa os custos “até um terço” do orçamento total, mediante a “ginástica financeira” que for possível fazer no orçamento para 2014, revelou o presidente da autarquia, Guilherme Pinto. Em declarações aos jornalistas no fim do lançamento da primeira pedra da futura unidade de cuidados paliativos e pediátricos, a presidente da Associação No Meio do Nada, Teresa Fraga, explicou que a “unidade de internamento” do projeto destinado a crianças e jovens dos zero aos 18 anos pode servir apenas “para descanso do cuidador”. “Tratar de uma criança 24 horas por dia, muitas vezes com outros filhos, é muito difícil”,

justifica a responsável. “Esta casa vai contribuir para isso. Os pais podem deixar as crianças durante um período para descansarem, podem deixar e vir buscar ao fim de semana, podem vir ao fim do dia. E estará aberta durante 24 horas por dia, portanto os pais podem vir à hora que quiserem, de acordo com os seus horários de trabalho”, frisou. Tendo como objetivo “melhorar a qualidade de vida de crianças com necessidades especiais”, o projeto está a ser financiado pela campanha ‘Arredonda 2013’, que regressa em dezembro, deixando Teresa Fraga com a esperança de que “os portugueses arredondem, nem que seja dez cên-

timos” para ser possível concluir o projeto. As verbas ainda não estão garantidas, mas a enfermeira que lutou por dar corpo a este projeto, destinado a crianças e jovens dos zero aos 18 anos, diz que “a obra tem que estar pronta em 2014”. “Gostaríamos que fosse a 31 de julho porque era aniversário de Marta Ortigão”, explicou. O presidente da Câmara de Matosinhos disse aos jornalistas estar “comprometido” com a Associação em “tentar apoiar a edificação”, com a “perspetiva de participar até um terço” dos custos. “Vai ser um grande sacrifício, porque a autarquia tem vindo a ver baixar as receitas, mas vamos ter de conseguir porque estes projetos têm que ser vistos a outra luz. Temos que encontrar a forma para poder contribuir”, observou. Guilherme Pinto reconheceu que tal está relacionado com “a ginástica financeira” que vai ser necessário fazer na elaboração do orçamento municipal para o próximo ano. “Neste momento temos muita pressão em termos de prestações sociais e, por todo o lado, estão a desaparecer apoios e está a aumentar o número de necessidades a todos os níveis”, explicou, lamentando: “É um crescendo de carências e diminuição forte de receitas. Não é a quadratura do círculo, mas quase”.

José Sócrates apresenta livro no Porto

“O elogio da democracia” O ex-primeiro-ministro José Sócrates diz que as democracias corrigem os excessos quando os cometem, considerando que “os abusos são sempre cometidos nos momentos de aflição e de pânico”, em nome de “um suposto interesse geral”. Sócrates falava no sábado à noite, no Porto, durante a apresentação do seu livro “A Confiança no Mundo, Sobre a Tortura em Democracia”, sessão que contou com muitos nomes da família socialista, entre os quais o ex-presidente da Câmara do Porto Fernando Gomes, o líder da bancada parlamentar do PS, Alberto Martins, o vereador da autarquia portuense Manuel Pizarro, a ex-ministra da Cultura Gabriela Canavilhas e ainda nomes como Francisco Assis, Renato Sampaio e José Lello.

“As democracias mesmo quando cometem excessos, corrigem esses excessos. E os abusos são sempre cometidos nos momentos de aflição, nos momentos de pânico, sempre em nome de um suposto interesse geral, de um suposto interesse de segurança, sempre num momento de exceção”, defendeu. Na opinião do ex-primeiro-ministro - cujo livro foi apresentado pelo psiquiatra Júlio Machado Vaz - “a melhor resposta para um momento de exceção faz-se numa leitura antes da exceção”. “Infelizmente, os Estados Unidos não têm uma Constituição que preveja uma excecionalidade. A nossa tem um sistema excecional. Esse regime de exceção constitucional está previsto na própria Constituição. Isto é, a democracia incorporou já a exceção

dentro do direito”, disse. No entanto, na opinião de José Sócrates, “em matéria de direitos humanos, que são o sustentáculo da democracia, não deve haver exceções”. “Nós podemos configurar um regime ou um momento verdadeiramente excecional, em que precisamos de recorrer a meios extremos, mas a pergunta que devemos fazer é: será que, usando esses meios extremos, eu ainda olho para mim como um democrata?”, questionou. Para o socialista, “não há ninguém no mundo que seja capaz de dizer que não respeitando a dignidade humana se respeita a democracia”. “Eu, durante muitos anos, ocupei cargos políticos e sei bem o que significa a responsabilidade da ação, sei bem o que significa a ética da responsabili-

dade por oposição à ética da convicção”, sublinhou. Sócrates sabe “que os políticos são muitas vezes chamados a deliberar sobre o mal menor”. “E muitas vezes é disso que se trata: escolher o mal menor. Mas a tortura não é um mal menor, é um mal absoluto”, condenou. Considerando que o seu “livro é o elogio da democracia”, o socialista admite que “as democracias, quando são atacadas, defendem-se como os outros regimes” e “às vezes são capazes de fazer o pior”. “Mas as democracias têm uma vantagem sobre as outras. É que são capazes de reconhecer os seus abusos, os seus erros, e voltar atrás. E isto nunca vi um outro regime fazer. Pelo contrário, só as democracias vi fazer”, concluiu.

PSP deteve seis condutores A PSP do Porto deteve ontem em Matosinhos, entre 02h30 e as 08h00, seis pessoas por conduzirem alcoolizadas, numa operação em que foram identificados e submetidos ao teste de álcool no sangue 144 condutores. Na operação conduzida pela Divisão de Matosinhos da PSP foram registadas 16 infrações “ao Código da Estrada e demais legislação rodoviária”, revela o Comando Metropolitano do Porto em comunicado enviado às redações. Para além disso, foram identificados 144 veículos e apreendidos 11 documentos de viaturas. Esta foi “mais uma” iniciativa “no âmbito rodoviário, tendo como objetivo a conjugação de uma vertente de prevenção e a dissuasão de comportamentos de risco”, esclarece a PSP. A atuação realizou-se “nos principais eixos rodoviários da cidade de Matosinhos, tendo sido dada especial atenção à condução sob influência de álcool”, acrescenta a nota de imprensa. Os detidos foram notificados para comparecerem junto da Autoridade Judiciária, acrescenta aquela força policial. Firmino Pereira vence concelhia do PSD/Gaia

“Reerguer o castelo” O vereador do PSD na Câmara de Gaia Firmino Pereira venceu as eleições para a concelhia social-democrata com 69% dos votos, garantindo que vai “reerguer o castelo que desmoronou nas últimas autárquicas”. Firmino Pereira, que sucedeu a Luís Filipe Menezes, disse que votaram nas eleições para a concelhia do PSD/Gaia 1018 militantes, 700 dos quais na sua lista e os restantes 318 na lista de Pedro Neves de Sousa. “O desafio agora é que o PSD/ Gaia volte a ser uma grande concelhia a nível nacional. Vamos reerguer o castelo que se desmoronou nas últimas eleições autárquicas”, garantiu. O novo presidente da comissão política concelhia do PSD/ Gaia lamentou ainda que nos últimos dois anos, a liderança de Luís Filipe Menezes tenha conduzido o partido à situação atual, considerando que devia ter sido feito mais para unificar o partido.

25 11 2013n  
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