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LOUCURA TOTAL EM LISBOA PSP ESPERA 60 MIL ESPANHÓIS SEM BILHETE PARA FINAL DA CHAMPIONS

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Director: Angela Amorim | Distribuição Gratuita | www.edvsemanario.pt |

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Diretor: Rui Alas Pereira | ISSN 0873-170 X |

DIÁRIO NACIONAL

Ano CXLVI | N.º 127

Sexta-feira, 23 de maio de 2014

CANDIDATOS ÀS EUROPEIAS TENTAM LUTAR ATÉ À ÚLTIMA CONTRA O ADVERSÁRO MAIS FORTE

EU SE! POR QUE FICO EM CASA n A um dia de terminar a campanha eleitoral para as Europeias, todos os candidatos tentam lutar contra a abstenção. Ou seja: “É o projeto Europeu que está em causa”, uma frase utilizada por Passos para pedir o voto na Aliança Portugal. Do outro lado do Governo, está um Assis seguro que os socialistas caminham para uma “vitória expressiva” no domingo. “Está em causa uma outra Europa e está em causa um outro Portugal”, destaca o cabeça de Lista do PS...

PORTO

DRC-N acorda com a Câmara “reequacionar” projeto do Bolhão

PESQUEIRA

Suspeito do duplo homicídio em Valongo dos Azeites já esteve presente em tribunal

DÍVIDA

Seguro diz que “ninguém pode ficar indiferente ao aumento” (132,4%)


2 | O Primeiro de Janeiro

local porto

Sexta-feira, 23 de Maio de 2014

DRC-N “reequaciona” projeto do Mercado do Bolhão

Assis em Gaia

“Vitória expressiva”

“Redução da área de construção” A Direção Regional de Cultura do Norte (DRC-N) acordou com a Câmara do Porto “reequacionar” o projeto do Mercado do Bolhão para uma “redução substancial” da área de construção e respetivos custos. António Ponte, diretor regional de Cultura do Norte, indicou que “a reapreciação do projeto poderá envolver a redução dos pisos de cave” e deu como certa a eliminação do estacionamento, mas, sobre a exclusão da cobertura, insistiu apenas que a questão “está a ser reequacionada”. O mesmo responsável admite que a revisão do projeto de 20 milhões de euros provocará “certamente uma redução significativa dos custos”, mas o montante só será determinado depois de o processo “estar completamente fechado”. “O arquiteto está a rever o projeto para que a Câmara, em parceria com DRC-N, possa redefinir a própria funcionalidade do mercado e aquilo que espera para o espaço”, descreveu, sustentando que a decisão teve por base “a filosofia que o novo executivo [liderado pelo independente Rui Moreira numa coligação póseleitoral com o PS] tem para o mercado e a disponibilidade financeira para o reabilitar”. Em 2012, o atual vereador do Urbanismo, Manuel Correia Fernandes

BOLHÃO. Solução para o Mercado do Porto poderá passar por uma “reapreciação do projeto”, que terá uma “redução substancial” da área de construção (PS), então na oposição, colocou “a cabeça profissional no cepo” sobre a possibilidade de reduzir os custos do projeto. A DRC-N alertou na altura que retirar ao Bolhão elementos para o tornar mais barato podia “hipotecar irreversivelmente” a sua transformação “num mercado do século XXI ou adiar a sua morte”, citando a subtração “da cobertura metálica, elemento essencial para o funcionamento do mercado ou o estacionamento na segunda cave”. António Ponte esclarece agora que “depois da tomada de posse do novo executivo” existiram “várias reuniões” e “houve um entendimento de reavaliar o projeto”. Reconhecendo que “o interesse de ambas as partes” é que o processo seja concluído “tão breve

quanto possível”, o diretor explicou não poder precisar se demorará “um mês, dois ou meio ano”. “Não é só a arquitetura, é também a engenharia do projeto que tem de ser reapreciada. Há todo um conjunto de projetos que tem de ser reapreciados ou redimensionados”, justificou. A reapreciação “poderá envolver a redução substancial da área de construção, nomeadamente dos pisos de cave”, mas não todos, “porque será preciso um para infraestrutura de higiene alimentar”. “Haverá uma redução ao nível do parqueamento, tal e qual a Câmara apresentou”, acrescentou. “A Câmara é o dono de obra, nós estamos disponíveis a negociar. Temos alguns limites e o arquiteto está a

preparar nova proposta para ser apreciada”, frisou António Ponte, quando questionado sobre a cobertura. O presidente Rui Moreira revelou em fevereiro ter “o conceito” de reabilitação do Bolhão “perfeitamente definido”, afirmando ser “prudente” esperar por abril para saber se seria financiado por fundos comunitários. Enquanto candidato, o mesmo autarca defendeu dotar o mercado de áreas de restauração, cultura e imobiliário, sem construção de estacionamento, e concessioná-lo a privados. O candidato do PS, Manuel Pizarro (atual vereador da Habitação) apontava os oito milhões de euros como teto máximo para o investimento num mercado que não pretendia cobrir.

Concurso de Ideias de Negócio da Universidade do Porto

Vencedor recebe 15 mil euros O projeto vencedor do iUP25k – Concurso de Ideias de Negócio da Universidade do Porto, que será conhecido hoje, vai receber 15 mil euros e uma viagem ao México para participar no concurso internacional de empreendedorismo RedEmprendia SPIN 2014. A Universidade do Porto refere, em comunicado enviado às redações, que das 35 ideias de negócios apresentadas a concurso este ano, 10 foram selecionadas como as “mais promissoras” para marcar presença nesta final, que se realiza a partir das 14h00, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da U. Porto. Com um valor total de 25 mil eu-

ros, concurso vai premiar também os segundo e terceiro classificado com cinco mil euros cada. O público presente no evento terá, também, a oportunidade de eleger a sua ideia favorita, à qual será atribuída o “Prémio do Público”. Entre os finalistas estão os projetos “(H)eat”, uma marmita autoaquecida e reutilizável, o “Beachwise”, um novo formato de vestiários de praia, a “TipiFire”, uma espécie de tenda destinada à segurança dos bombeiros no combate aos incêndios florestais, a “5sense”, aplicação destinada a substituir os tradicionais comandos de portões automáticos, o projeto “Jogos sociais, Verdadei-

ramente sociais”, que permite, sem ligação à Internet, colocar um grupo de pessoas a jogar ao mesmo tempo, e a “Zizabi”, um portal online para facilitar a compra e venda de casa. Na corrida ao primeiro prémio estão também três ideias de empresa para a área de aproveitamento de energia: a “inanoE”, microgeradores para aproveitar energia nas áreas têxtil, calçado e automóveis, a “CECO”, um conversor da energia das ondas do mar e a “WeTruck”, um sistema de recuperação de energia para camiões de refrigeração. A “RetinaCAD”, para diagnóstico de doenças através de imagens da retina é a única proposta na área da saúde.

Os vencedores serão anunciados hoje às 17h30, após cada uma das equipas apresentarem ao júri e público os argumentos da sua ideia de negócio. Criado em 2009, o iUP25k tem como objetivo a sensibilização para o empreendedorismo e criação de novas empresas que tenham por base processos de exploração de conhecimento e inovação. Em 2014, a RedEmprendia, Rede de Universidades Ibero-americanas, associouse ao concurso, dando a um dos membros da equipa vencedora a oportunidade de apresentar e promover o projeto no SPIN2014, no México.

O cabeça de lista do PS às europeias disse ontem não estar “nada cansado” com a campanha eleitoral, que hoje termina, acreditando que os socialistas caminham para uma “vitória expressiva” no sufrágio de domingo. “Tenho a convicção firme, depois de ter percorrido o país, falado com milhares de pessoas, ouvido milhares e milhares de portugueses, de todos os quadrantes políticos e ideológicos, que o PS está a caminho de uma vitória expressiva no próximo domingo e que isso vai aumentar as nossas responsabilidades na vida política portuguesa”, disse Assis. O candidato do PS ao Parlamento Europeu falava num almoço comício em Vila Nova de Gaia, já na reta final da campanha para as europeias. O “número um” da lista socialista declarou perante dezenas de apoiantes que não está cansado e “se fosse necessário” partiria novamente para uma campanha eleitoral. “Não estou nada cansado e se fosse necessário, ou se for necessário, partirei de novo para uma campanha eleitoral. Estou completamente disponível, com força, para fazer seja o que for por Portugal e pelo PS”, sublinhou Assis. O socialista lembrou que “faltam poucas horas para as eleições”, reiterando confiança no resultado do seu partido. “Estou certo que vamos ganhar, mas a dimensão da nossa vitória, o que é determinante para o futuro do nosso país, depende muito da vossa disponibilidade para o envolvimento ativo”, incentivou Assis, apelando a que não se perca “um único minuto” no trabalho “fundamental” de transmitir a mensagem do PS. “Está em causa uma outra Europa e está em causa um outro Portugal”, reforçou. Antes da intervenção de Francisco Assis, o líder da Federação do Porto do PS advogou que há “razões para acreditar que a esperança no futuro da Europa e do país está com o PS”. “O PS vai derrotar sozinho a direita coligada”, destacou José Luís Carneiro.


regiões

Sexta-feira, 23 de Maio de 2014

O Primeiro de Janeiro | 3

PJ e GNR explicam operação que permitiu deter suspeito de duplo homicídio

«Palito» recebido entre assobios e aplausos Manuel Baltazar foi detido na quarta-feira pela suspeita de quatro homicídios, dois consumados e dois na forma tentada.

Polícia inglesa vai regressar ao Algarve

“Atividade substancial” A investigação britânica ao desaparecimento de Madeleine McCann vai entrar numa “fase de atividade substancial nas próximas semanas” em Portugal, a qual a polícia receia que seja perturbada devido ao interesse mediático. “Nas próximas semanas vamos entrar numa fase de atividade substancial no terreno”, adiantou, ontem, em Londres o comissário adjunto da Polícia Metropolitana Marc Rowley, ao mesmo tempo que tentou moderar as expetativas quanto a um possível grande desenvolvimento. “Esta é uma fase significa de atividade normal em qualquer grande investigação. Queremos investigar todas as hipóteses credíveis, mas não quer dizer que tenhamos todas as respostas pretendidas”, vincou. A imprensa britânica noticiou no início do mês a intenção de a Scotland Yard enviar especialistas forenses ao Algarve e usar radares de penetração no solo e fazer escavações, bem como o desejo de interrogar várias pessoas, mas a polícia britânica não comentou. O comissário adjunto enfatizou que a operação em Portugal é “conduzida pela polícia portuguesa” e que a Polícia Judiciária pediu aos homólogos britânicos que deixem de informar os jornalistas. Maddie desapareceu poucos dias antes de fazer quatro anos, a 3 de maio de 2007, no Algarve.

O suspeito do duplo homicídio em Valongo dos Azeites chegou, ontem, sob forte aparato policial ao tribunal de S. João da Pesqueira, onde era aguardado por mais de uma centena de populares, para ser ouvido por um juiz. À hora de fecho desta edição, ainda se desconheciam as medidas de coação aplicadas. O passeio de acesso à entrada principal do tribunal tinha sido vedado às 12h30, impossibilitando populares e jornalistas de se aproximarem. No local, mantiveram-se dezenas de elementos da GNR, inclusive a cavalo. Cerca de três horas depois, três carros subiram o passeio, saindo de um deles o suspeito, com a cara tapada por um casaco, o que motivou muitos aplausos e alguns assobios. Manuel Baltazar, aposentado de 61 anos, foi detido na quarta-feira pela suspeita de quatro homicídios, dois consumados e dois na forma tentada, a 17 de abril. depois de ter andado fugido mais de um mês. A Polícia Judiciária e a GNR juntaram-se, ontem, em Vila Real, para explicarem a operação que levou à detenção do suspeito de um duplo homicídio e que teve como objetivo a sua captura “com vida”. Os responsáveis pela Unidade Local de Investigação Criminal da PJ de Vila Real e do Comando Territorial da GNR de Viseu chamaram os jornalistas para uma declaração, sem direito a perguntas, alegando que a investigação ainda está a decorrer e está sujeita ao segredo de justiça. Capturado com vida

O inspetor-chefe da Judiciária de Vila Real, António Torgano, recusou-se a dar pormenores sobre a detenção do suspeito e limitouse a explicar, pela primeira vez em mais de um mês, a operação con-

S. João da Pesqueira. PJ e a GNR juntaram-se para explicarem a operação que levou à detenção do suspeito “com vida”

Crime passional

Dois irmãos detidos por tentativa de homicídio

A Polícia Judiciária de Aveiro anunciou, ontem, a detenção de dois irmãos, de 20 e 23 anos, suspeitos de terem baleado um jovem na passada terça-feira, na Murtosa, num quadro de contornos passionais. Segundo a PJ, os factos ocorreram num cais fluvial da ria de Aveiro, tendo os suspeitos agido por vingança e um deles por não aceitar o atual relacionamen-

to amoroso da vítima, de 18 anos, com a ex-namorada. “A vítima, para além de agredida com violência na cabeça com objeto contundente, foi alvejada com disparos de arma de fogo, um dos quais lhe provocou graves ferimentos”, refere a PJ. O jovem baleado foi transportado para os Hospitais da Universidade de Coimbra onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica de emergência, encontrando-se em situação clínica estável. Os dois estão acusados de homicídio na forma tentada.

junta que foi desencadeada com vista à captura do foragido. “Foi desenvolvida então uma operação policial após a ocorrência dos crimes que teve dois objetivos: garantir a segurança da comunidade e proceder à localização e detenção do suspeito com vida. Refiro, com vida, no sentido de o apresentar à justiça”, salientou o responsável. O inspetor afirmou ainda que “esses objetivos foram materializados num vasto conjunto de diligências executadas pela PJ e GNR, cada uma das polícias no quadro específico das suas competências legais, resultando uma excelente cooperação e coordenação entre as duas entidades”. Pelo lado da GNR, o tenentecoronel Eduardo Seixas salientou que a participação da Guarda nesta operação visou atingir três objetivos. “Primeiro, da colaboração institucional que sempre existe e se verificou mais uma vez com a PJ, a quem competia a direção das ações de investigação. Colaboração e coordenação que foi permanente no terreno sobre as ações que havia para desenvolver”, referiu. Depois, segundo o comandante, a GNR deslocou “para o terreno um dispositivo policial considerado necessário para garantir a segurança das populações e aumentar o seu sentimento de segurança”. “Estes dois objetivos, creio, foram plenamente atingidos”, sublinhou. Por fim, Eduardo Seixas referiu que a colocação dos militares na zona pretendeu “limitar aquilo que era a manobra do suspeito e as movimentações que foram sendo assinaladas no terreno”. Manuel Baltasar terá sido detido ao entrar na sua residência, em Valongo dos Azeites, pondo fim a uma fuga mediática, que durou mais de um mês. Na altura estaria armado, mas não terá oferecido resistência. O homem, conhecido como «Palito», é suspeito da morte de uma tia e da mãe da sua ex mulher, e de, no mesmo ataque, ter disparado também contra a sua excompanheira e a sua filha. Manuel Baltasar estava com pulseira eletrónica e proibido de contactar a ex-mulher, no âmbito de um processo de violência doméstica.


nacional

4 | O Primeiro de Janeiro

Sexta-feira, 23 de Maio de 2014

Candidatos “debatem” últimos trunfos para as Europeias

Sondagens desvalorizadas por todos A permanência no euro, a saída da União Europeia e o abandono do tratado orçamental dividiram os candidatos às eleições europeias, com os representantes do PSD/CDS-PP e do PS a coincidirem em muitos pontos. Num debate a oito, promovido pela Antena 1 e que juntou os cabeças de lista da coligação Aliança Portugal, do PS, BE, CDU, Livre, MAS, MPT e PCTP/ MRPP, os temas europeus ocuparam mais de uma hora de debate, que abriu com a análise das sondagens divulgadas e que acabaram por ser desvalorizadas por todos. Os cabeças de lista da coligação PSD/ CDS-PP, Paulo Rangel, e do PS, Francisco Assis, assumiram as posições mais convergentes, recusando por exemplo a saída do euro, mas foram também os candidatos que entraram mais em ‘conflito’, com o representante da Aliança Portugal a retomar as críticas ao “despesismo dos socialistas” e a acusar o PS de não ter nenhuma “agenda para o crescimento”. Sobre a campanha, Paulo Rangel assegurou não se arrepender de nada que tenha dito e notou que a coligação nunca tentou “encostar ninguém à ideologia nazi”, numa referência a declarações do socialista Manuel Alegre, que comparou a expressão do cabeça de lista da Aliança Portugal “vírus socialista” ao discurso nazi. Na resposta, Francisco Assis contrapôs que foi Paulo Rangel que “insultou o PS”, acusando o candidato da Aliança Portugal de agora querer “fazer-se passar por vítima”. Ao longo do debate, o cabeça de lista socialista não deixou de retomar as críticas à política do Governo que “impôs sacrifícios além do que era aceitável”, recusando a visão de que “a Europa é culpada de tudo”. “Grande parte dos erros cometidos foram do Governo”, sublinhou, apontando como objetivos para o futuro conseguir que se imponha uma interpretação do tratado orçamental “que aponte para “o mínimo de constrangimentos orçamentais” e uma política monetária menos restritiva. Pela CDU, João Ferreira recuperou algumas das ‘bandeiras’ comunistas, insistindo na necessidade de “preparar a saída do euro” e reiterando que a realização de um referendo é a melhor forma para avaliar “a vontade do povo”. O cabeça de lista da CDU reconheceu,

contra abstenção

EUROPEIAS. Todos os candidatos apelaram ao voto, mas na verdade a grande questão destas eleições está nos números da abstenção, faltando saber se os portugueses ainda acreditam na Europa… contudo, que os constrangimentos que o país sente estão “muito longe de se resumir ao euro”. Igualmente crítica, a cabeça de lista do BE, Marisa Matias, notou que “não há nenhuma saída fácil” para a situação portuguesa, considerando que “a política austeridade é o caminho mais rápido para colocar Portugal fora do euro”. Insistindo na necessidade de referendar o tratado orçamental, Marisa Matias reiterou que esse acordo é “uma tentativa de anular a democracia para os próximos anos”. Contra a saída do euro, hipótese que seria uma “tragédia imensa”, o cabeça de lista do MPT, Marinho e Pinto, apontou as políticas que antecederam o tratado orçamental como a razão dos problemas atuais e defendeu mais “coesão interna” na União Europeia. Igualmente contra a saída do euro, o cabeça de lista do partido Livre, Rui Tavares, que nas eleições de 2009 foi eleito pelas listas do BE, surpreendeu no final do debate ao confessar que gostava de estar na mesma lista que Marisa Matias, que considerou ser uma “excelente” deputada e uma grande amiga. A favor da saída do euro manifestaram-se os cabeças de lista do PCTP/ MRPP, Leopoldo Mesquita, e do MAS, Gil Garcia, que coincidiram também nas críticas ao tratado orçamental. “O tratado orçamental é ‘troika’ para sempre”, disse Leopoldo Mesquita, enquanto Gil Garcia afirmou que se trata de “uma aberração”. PCP admite moção de censura

O secretário-geral do PCP admite a apresentação de uma moção de cen-

sura ao Governo no parlamento se os resultados das eleições europeias de domingo demonstrarem claramente uma derrota do Executivo. “A censura a este Governo deve ser todos os dias, tendo em conta aquilo que fez e está a fazer, mas não podemos recusar a possibilidade de exercer um instrumento, um direito constitucional, que é a censura na própria Assembleia da República, mas vamos ver os resultados” de domingo, afirmou Jerónimo de Sousa em Valongo, onde participou numa arruada. O líder dos comunistas salientou que “a confirmar-se o resultado negativo para a direita, [um resultado] demonstrativo de que este Governo e os partidos que o apoiam já não corresponde nem em termos de base social como também em termos de base politica”, o PCP tem “esse direito” de apresentar a moção. Já num discurso que proferiu num centro comercial da cidade, onde se abrigou da chuva, Jerónimo de Sousa frisou aos apoiantes ser preciso “fazer uma leitura nacional dos resultados nesta eleição”. “Olhando para os últimos três anos de inferno (…) o balanço que fazemos é trágico”, disse, acrescentando que se se verificar uma derrota dos partidos de direita, a CDU tem “o direito de dizer [que] foi o Governo que foi derrotado, devem ser convocadas novas eleições” legislativas. Sobre a possibilidade da CDU eleger um terceiro mandato nestas eleições europeias, Jerónimo apenas referiu que “as sondagens indicam tendências mas não significam resultados”. “Mesmo as mais simpáticas não nos descansam, porque ainda há muitos votos para conquistar”, sublinhou, destacando que a possibili-

dade de eleger mais um mandato é “um alento”. Mário Soares está com o PS

O cabeça de lista do PS às Europeias diz que o ex-Presidente da República está politicamente com os socialistas, embora não fisicamente, exatamente o contrário do que sucede com Marcelo de Sousa face à coligação PSD/CDS. Francisco Assis falava aos jornalistas em Felgueiras, depois de questionado sobre a ausência de Mário Soares em qualquer ação de campanha do PS nas eleições para o Parlamento Europeu, apesar de na terça-feira ter sido convidado pelo líder socialista, António José Seguro, para participar na sexta-feira no tradicional almoço da Trindade, em Lisboa. “Mário Soares tomou a atitude que tomou. Mas é melhor estar presente politicamente embora não fisicamente, como é o caso de Mário Soares, do que a situação da coligação PSD/CDS, em que Marcelo Rebelo de Sousa esteve com eles fisicamente mas não politicamente”, reagiu Francisco Assis. O “número um” da lista europeia do PS alegou desconhecer os motivos que levaram Mário Soares a não participar na campanha europeia do PS. “Não comento, porque não sou eu que vou avaliar as razões desta ou daquela atitude. Mas saliento que o PS é um partido unido, os seus principais dirigentes têm participado na campanha eleitoral e Mário Soares é uma referência, estando sempre presente em todos os meus discursos, porque é um dos grandes construtores da democracia portuguesa e da integração de Portugal no espaço europeu”, concluiu Assis.Bloco luta

Os alvos do Bloco de Esquerda para estas europeias estão definidos e o partido nunca esqueceu nos discursos Governo e PS, travando uma batalha diária contra a abstenção, nem o objetivo de reestruturar a dívida e rejeitar o tratado orçamental. Marisa Matias encabeça a lista do BE às europeias de domingo, sendo a sua reeleição o grande objetivo traçado, tendo, no entanto já sido pedido o segundo eurodeputado para roubar o oitavo da Aliança Portugal. O partido agora com liderança bicéfala aposta, diariamente, na presença de um dos coordenadores em parte da campanha, em especial nos comícios, tendo João Semedo aparecido mais vezes do que Catarina Martins para fazer a despesa do discurso político e das respostas às “tricas” nacionais e partidárias. O debate e propostas sobre os temas europeus – dos quais o BE não se quer afastar, criticando os partidos do Bloco Central por deles fugirem – está a cargo de Marisa Matias, que todos os dias elege um assunto europeu, partindo habitualmente de um exemplo concreto nacional. Para lá da insistência na urgente reestruturação da dívida e rejeição do tratado orçamental, Marisa Matias quer pôr pessoas, emprego e defesa do Estado social no centro da política, batendo-se por temas caros ao seu mandato no Parlamento Europeu como a saúde, os direitos humanos, a igualdade e ambiente.

Rangel pede vitória da Aliança

O cabeça de lista da Aliança Portugal defende que uma vitória da coligação ajudará a uma saída do programa de ajustamento “com mais força”, pela perceção do país que transmitirá aos “parceiros europeus”, “mercados internacionais” e “credores”. “Imaginem como Portugal será visto pelos seus parceiros europeus, pelos mercados internacionais e pelos seus credores se a Aliança Portugal vencer as eleições no dia 25 de maio?”, lançou Paulo Rangel, destacando: “Se isso acontecer, o nosso voto não será apenas a recompensa pelo esforço dos portugueses, o nosso voto não será apenas a projeção do futuro, a projeção de um futuro de emprego, crescimento e emprego, mas sempre com responsabilidade”. Falando num almoço com mulheres, na cervejaria Trindade, em Lisboa, o primeiro candidato da coligação PSD/ CDS-PP afirmou que o voto nesta candidatura ajudará à “saída” de Portugal do programa de assistência económica e financeira. “O nosso voto pode ser no dia 25 de maio uma grande ajuda para que saímos do programa de ajustamento com mais facilidade, com mais força, e com mais leveza e que possamos recuperar mais rapidamente”, concluiu.


Sexta-feira, 23 de Maio de 2014

economia

O Primeiro de Janeiro | 5

Banco de Portugal diz que alcançou os 220.684 milhões em março deste ano

Dívida pública chega aos 132,4% do PIB No final de 2013, a dívida pública portuguesa estava nos 129% do PIB, o que significa que a trajetória da dívida continua em alta.

Privatização da EGF fica suspensa

Providência aceita Os presidentes das câmaras de Viana do Castelo e Barcelos anunciaram, ontem, que o Supremo Tribunal Administrativo “admitiu liminarmente” a providência cautelar interposta pelos municípios da Resulima para suspender o processo de privatização da Empresa Geral de Fomento (EGF). De acordo com os autarcas, a providência cautelar foi interposta na segunda-feira pelos seis municípios que integram a Resulima, empresa de valorização e tratamento de resíduos sólidos do vale do Lima e Baixo Cávado. Os seis municípios, que são, em conjunto com a EGF, acionistas da Resulima, foram hoje notificados pelo Supremo, “que notificou igualmente a Presidência do Conselho de Ministros para apresentar contestação no prazo de 10 dias”. O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, afirmou que, “dado o caráter suspensivo da decisão, não há privatização da EGF este ano”. Os autarcas estimam agora que “o Supremo se pronuncie definitivamente sobre este assunto no prazo entre quatro a cinco meses”. Recorde-se que, na quarta feira, o ministro do Ambiente afirmou que o Governo rejeitava a possibilidade de desistir da privatização face à contestação dos municípios.

A dívida pública portuguesa subiu para os 132,4% do Produto Interno Bruto no final do primeiro trimestre, acima dos 129% registados no final de 2013. De acordo com os dados preliminares do Boletim Estatístico, ontem divulgado pelo Banco de Portugal, a dívida pública na ótica de Maastricht alcançou os 220.684 milhões de euros em março deste ano. No final de 2013, a dívida pública portuguesa estava nos 129% do PIB, o equivalente a 213.631 milhões de euros, o que significa que a trajetória da dívida continua em alta, segundo números do banco central. O valor da dívida líquida de depósitos subiu ligeiramente no primeiro trimestre, alcançando os 197.312 milhões de euros em março, o equivalente a 118,3% do PIB. No Documento de Estratégia Orçamental 2014-2018, o Governo prevê que a dívida continue a subir este ano face a 2013, para os 130,2% do PIB. O Executivo antecipa que a trajetória da dinâmica da dívida se inverta em 2015, caindo para os 128,7% do PIB nesse ano e chegando aos 116,7% em 2018, o último ano da projeção. Estas previsões indicam que a dívida pública vai continuar muito acima do limite de referência no Tratado Orçamental, de 60%, pelo menos até 2018. As contas externas de Portugal registaram um défice de 82 milhões de euros até março deste ano, depois de terem tido um excedente no mesmo trimestre de 2013. Segundo o Bd*, a balança corrente teve um défice de 652 milhões de euros, ao passo que a balança de capital registou um saldo positivo de 569 milhões de euros, o que se traduz num défice externo de 82 milhões de euros. No primeiro trimestre de 2013, as contas externas portuguesas apresentaram um saldo positivo de 562 milhões de euros. Já no conjunto do ano passado, o

saldo das contas de Portugal com o estrangeiro chegou aos 4.293 milhões de euros, um aumento face ao saldo de 539 milhões de euros registado em 2012. Remessas de emigrantes sobem

Dívida pública. No final de 2013, o valor estava nos 129% do PIB, o que significa que a trajetória da dívida continua em alta

Após dois dias negativos

Bolsa de Lisboa fecha sessão a valorizar

O PSI20 fechou, ontem, a crescer 0,30% para 6.877,68 pontos, impulsionado pelos ganhos da Portugal Telecom e da EDP e com a banca em terreno negativo a mitigar a valorização da praça lisboeta. Depois de duas sessões em queda, o principal índice da bolsa portuguesa voltou hoje a terreno positivo, com nove títulos a valorizaremse, um inalterado (o Banif nos

0,01 euros) e os restantes 10 a perderem valor. A Portugal Telecom (PT) destacou-se a subir 5,19% para 2,82 euros, seguida da EDP, a avançar 2,10% para 3,49 euros. Já o setor bancário, que tem estado no centro das atenções dos investidores, fechou a cair. A ‘holding’ Espírito Santo Financial Group (ESFG) cedeu 5,01% para 2,59 euros, enquanto o BES recuou 1,77% para 0,87 euros, no dia em que as ações do banco começaram a negociar sem os direitos de subscrição do aumento de capital.

As remessas dos emigrantes, por seu turno, aumentaram 1,4% no primeiro trimestre deste ano para 228,5 milhões de euros, enquanto o dinheiro enviado pelos imigrantes em Portugal diminuiu 2,9%, para 115,4 milhões de euros. A França continua a ser o país de onde é enviado mais dinheiro, com 202 milhões de euros, seguida dos emigrantes na Suíça, com 151 milhões, em Angola, com 75 milhões, a que se somam os 41 milhões de euros enviados pelos portugueses no Reino Unido e em Espanha e Alemanha, com valores ligeiramente acima dos 39 milhões de euros, e nos Estados Unidos, com 29,9 milhões. De acordo com os valores recolhidos com base nos dados disponíveis do Banco de Portugal, a diferença mais significativa face aos valores do primeiro trimestre do ano passado aconteceu com os emigrantes de São Tomé e Príncipe, que tinham enviado 356 mil euros no primeiro trimestre de 2013, e mandaram apenas 107 mil euros de janeiro a março deste ano, o que mostra uma redução de 70%. Em relação aos imigrantes, os brasileiros a trabalhar em Portugal foram os que mais enviaram dinheiro para o seu país de origem, num total de 53,2 milhões de euros, seguidos dos chineses, com 16,6 milhões, e dos ucranianos e angolanos, com 5,5 e 5 milhões, respetivamente. Os cabo-verdianos e guineenses em Portugal mandaram menos 36,5% e 24,5%, respetivamente, ao contrário dos brasileiros, que enviaram mais 31,8% do que no mesmo período do ano passado, chegando aos 53,2 milhões de euros. Já o número de cheques devolvidos por falta de cobertura atingiu os 56 mil nos primeiros quatro meses do ano, num montante total de 154,5 milhões de euros. Em termos homólogos, registou-me uma redução tanto do número de cheques devolvidos como do montante global.


futebol

6 | O Norte Desportivo

Sexta-feira, 23 de Maio de 2014

Final da «Champions» dá título inédito a Atlético ou a 10.ª ao Real Madrid

Lisboa vai ser palco de página histórica Atlético de Madrid e Real Madrid entram, amanhã, no Estádio da Luz, para a final da Liga dos Campeões. Ronaldo deve ser titular. As individualidades do Real, compradas por milhões, e o coletivo do Atlético, que custou «meia dúzia de tostões», medem forças, amanhã, no Estádio da Luz, numa inédita final da Liga dos Campeões entre madrilenos. Cristiano Ronaldo e Gareth Bale são os símbolos de um clube milionário, as duas «estrelas» de um «onze» que, sendo o previsível, custou qualquer coisa como 400 milhões de euros, «peanuts» para Florentino Perez, na demanda de que os “merengues” sejam, ou voltem a ser, o clube número 1. A obsessão é a 10.ª, que o clube procura desde que somou a nona, há 12 anos, em 2001/2002. Só agora volta a estar perto, numa 13.ª final para a qual parte como favorito, mas mais pelo nome e o estatuto do que por qualquer outra coisa. Se o destino da 59.ª final da principal competição de clubes do «velho continente» se fizesse pelas individualidades, o título estava entregue ao «onze» do italiano Carlo Ancelotti, mas o Atlético tem provado em 2013/14 que é o coletivo que mais ordena. Foi nessa base que, sob o comando do argentino Diego Simeone, a personificação da garra, do querer, do nunca desistir, os «colchoneros» já arrebataram o título espanhol, numa «final» com o FC Barcelona, em Nou Camp. Precisavam de empatar e empataram. Agora, é uma nova final, sem aspas, que uma equipa com um «onze» de pouco mais de 50 milhões de euros – menos do que os 60 pelos quais venceram no defeso o colombiano Falcao ao AS Mónaco – vai tentar vencer, agarrada aos predicados de sempre, o coletivo. Na presente edição da «Champions», o Atlético nem um desaire conheceu, afastando AC Milan, FC Barcelona e Chelsea, enquanto o Real Madrid passou sem problemas

Schalke 04 e Bayern, mas, pelo meio, teve problemas em Dortmund. Em confronto direto, na presente temporada, o Atlético foi mais forte no campeonato (1-0 fora e 2-2 em casa) e o Real na Taça do Rei, nas meias-finais, na única vez durante a época em que os «colchoneros» não foram iguais a si próprios: pagaram-no com um pesado 0-5 (0-3 fora e 0-2 em casa). Na última final, da Taça do Rei, há pouco mais de um ano (17 de maio de 2013), o Atlético impôs-se por 2-1, após prolongamento, em pleno Bernabéu. Muitas ausências importantes

«Champions». As individualidades do Real e o coletivo do Atlético medem forças, amanhã, no Estádio da Luz, numa inédita final

Roland Garros

Gastão Elias a uma vitória do quadro principal

O português Gastão Elias passou, ontem, à terceira ronda do «qualifying» do torneio de ténis de Roland Garros, o segundo “Grand Slam” da temporada, ao vencer o bielorrusso Uladzimir Igniatik, por 6-0, 4-6 e 6-4. Na terra batida parisiense, Elias, 181.º da classificação ATP, precisou de uma hora e 49 minutos para derrotar Igniatik, 254.º da hie-

rarquia mundial. Na terceira e decisiva ronda, o número dois português discute a presença no quadro principal frente ao russo Andrey Kuznetsov, 105.º do «ranking» mundial e 12.º cabeça de série da fase de qualificação, que bateu o eslovaco Andrej Martin. Se ultrapassar a última ronda, Elias junta-se ao compatriota João Sousa, 41.º jogador do Mundo e único português com entrada direta no quadro principal do torneio de Roland Garros, que decorre entre 25 de maio e 8 de junho.

As duas equipas não estão na máxima força para a final de Lisboa, com os “merengues” a apresentarem-se sem o castigado Xabi Alonso, o lesionado Jesé e com vários jogadores em dúvida, nomeadamente o central internacional português Pepe. Por seu lado, Cristiano Ronaldo vai, certamente, jogar, resta saber em que condições, depois de sucessivos problemas musculares nas últimas semanas. Já marcou 16 golos, um novo recorde da competição, e só disputou 10 jogos. Do lado «colchonero», Diego Costa está em situação similar à do «capitão» da seleção lusa, mas, por ter forçado em Nou Camp, a sua presença na Luz é mais do que duvidosa, sendo mesmo mais provável que acabe por ficar de fora. Arda Turan, que também saiu lesionado da “final” da Liga espanhola, deve, pelo contrário, comparecer no “onze. O Atlético poderá jogar com Courtois, Juanfran, Miranda, Godin e Filipe Luis, Gabi, Tiago, Koke, Arda Turan, Raul Garcia e Diego Costa. Quanto ao Real, Carvajal, Pepe (ou Varane), Sérgio Ramos e Fábio Coentrão, estarão à frente de Casillas, no meio campo Illarramendi atrás de Modric e Di Maria, com Ronaldo, Bale e Benzema na frente. A segunda final em Lisboa, depois de a de 1966/67 ter consagrado o Celtic (2-1 ao Inter), vai, de qualquer forma, escrever história, a da 10.ª vitória do Real ou a da primeira do Atlético. As «hostilidades» abrem às 19h45, com arbitragem do holandês Björn Kuipers.

André Almeida chega motivado à selecção

“Espírito de conquista” André Almeida espera transportar o espírito de conquista que o Benfica demonstrou esta época para a seleção portuguesa, que já está no estágio de preparação para a fase final do Mundial2014. O jovem defesa lateral, de 23 anos, está empenhado em ajudar a equipa lusa a concretizar também os objetivos - que passam, em primeira instância, pelo apuramento para os oitavos de final -, e só tem uma preocupação: a condição física do «capitão» Cristiano Ronaldo. “Nesta fase não existe cansaço. A motivação e o orgulho de estar a representar seleção são tão grandes que o cansaço passa ao lado”, disse o defesa benfiquista em declarações aos órgãos de comunicação social, antes do segundo treino do estágio de preparação para o Campeonato do Mundo. “Normalmente, a seleção disputa todos jogos com o intuito de ganhar. Vamos passo a passo, a pensar primeiro na fase grupos e a partir daí veremos”, sustentou o jogador. André Almeida revelou que “correram lágrimas” de felicidade com o anúncio da sua inclusão entre o lote de selecionados para o Mundial2014, reconhecendo que se lhe perguntassem no início da época se seria uma das escolhas de Paulo Bento a sua resposta seria, “provavelmente, não”.


Sexta-feira, 23 de Maio de 2014

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O Primeiro de Janeiro | 7

OV aladares é um tirano, que a todo o custo, contra tudo e todos, Valadares tenta manter o seu lugar de chefe de redação, o topo da carreira, que alcançou não pela sua competência e talento, mas pelos muitos anos de serviço, no jornal onde trabalha. Tentei dar ao V aladares o tom apoplético e despropositado de quem Valadares tem o poder mas que o sente sempre em risco, exatamente por essas razões. Ou seja, uma dose vocal estentórica, uma grande dose de movimentações rápidas, umas gotas de rotações chaplinescas e uma cobardia emocional e fisica que o tornam sobretudo ridículo. A Bem da Nação. Vítor Norte.

Tem sido um prazer participar nesta peça quer pelo autor autor,, pelo tema, quer pelos colegas com quem é uma alegria contracenar contracenar,, quer por todo o ambiente de equipa envolvente. É uma peça que põe em questão os limites de cada um, a coragem e a cobardia que se vai revelando num quotidiano que acaba por ser ser,, de certa forma, intemporal. Em última análise, é uma peça que nos faz interrogar sobre quem somos e de que forma vamos vivendo. A personagem que interpreto, a Esmeralda, faz-me sair de qualquer zona de conforto, na medida em que não me identifico em nada com ela. É uma mulher frustrada que mantém uma relação secreta com o chefe da redacção tentando manter uma aparência de impecabilidade. É uma mulher limitada, castrada e castradora que mata tudo o que represente a vida no seu sentido mais pleno. Acredito que representa simbolicamente um status quo decrépito que, como diria Saramago, teima em permanecer através dos séculos. Lisboa foi um sucesso. Estou curiosa em relação ao P orto, cidade Porto, de que tanto gosto, pelas pessoas, pelas boas memórias, pela energia e por tudo o que não se explica... Sofia Sá Da Bandeira


1868

Há 144 anos, todos os dias consigo.

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O PRIMEIRO DE JANEIRO, está on line e sempre atualizado em: www.oprimeirodejaneiro.pt

PORTUGUESES NO REINO UNIDO

Número continua a aumentar O número de portugueses a chegar ao Reino Unido para trabalhar continua a aumentar, de acordo com as estatísticas oficiais de inscrições na Segurança Social relativos ao primeiro trimestre de 2014, agora publicadas. Ao todo, nos 12 meses entre abril de 2013 e março de 2014, inscreveram-se 27 260 portugueses, um aumento de 11% face ao mesmo período entre 2012 e 2013 (24 550). Portugal subiu para o sexto lugar na tabela dos países com maior número de inscrições, obrigatória para pessoas que queiram trabalhar no país, atrás da Polónia, Roménia, Espanha, Itália e Índia. Este dado confirma o acentuar da chegada de emigrantes portugueses ao Reino Unido nos últimos anos, que disparou de uma média anual de 12 mil entre 2004 e 2010 para 30 120 em 2013, um aumento de 47 por cento face aos 20 440 mil de 2012. A subida mais significativa de inscrições de estrangeiros na segurança social britânica no primeiro trimestre deste ano pertenceu à Roménia e Bulgária, cujos cidadãos ganharam em janeiro direito a circular livremente e a trabalhar no Reino Unido enquanto cidadãos da União Europeia. No período referido, inscreveram-se 46 890 búlgaros, uma subida de 163%, e 17 750 romenos, mais 71% do que no período homólogo de 2012/13, o que as autoridades atribuem ao facto de muitas das inscrições serem de emigrantes que já se encontravam no país. Segundo as estimativas, residem no Reino Unido cerca de 350 000 portugueses.

LPCC LANÇA CONCURSO

“Hora do Sol Saudável” A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) vai lançar um concurso dirigido a mais de meio milhão de crianças das escolas portuguesas, destinado a alertar para o risco de melanoma e para a importância da proteção solar. Durante esta semana, as escolas podem candidatar-se através do site www.horadosolsaudavel.pt, para participar no concurso, em que os alunos do 1.º ciclo são convidados a criar um relógio solar com materiais recicláveis. A iniciativa pretende passar mensagens simples como “em Portugal, deve-se evitar estar exposto diretamente ao sol entre as 11h30 e as 16h30” ou “a aplicação de protetor solar não dispensa a utilização de vestuário apropriado, chapéu e óculos de sol quando exposto à radiação solar”. O projeto “Hora do Sol Saudável” alerta ainda para o facto de “a pele ter memória da radiação solar ao longo da vida e o excesso de radiação solar provocar envelhecimento precoce e cancros de pele”. “A radiação ultra-violeta é refletida pela areia e pela água, pelo que, mesmo à sombra do chapéu, se deve utilizar protetor solar na pele não coberta pelo vestuário”. Esta é outra das 15 regras da iniciativa que conta com o apoio do Ministério Educação, informou o gabinete de imprensa da LPCC.

Nos distritos de Aveiro, Braga e Bragança

Eleições intercalares no domingo Mais de 9600 eleitores dos distritos de Aveiro, Braga e Bragança vão eleger no domingo os autarcas para as suas juntas de freguesia, além dos deputados para o Parlamento Europeu, no âmbito da convocação de eleições intercalares. O Governo decidiu convocar para o dia das europeias as eleições intercalares para as assembleias de freguesia de Torre Dona Chama (em Mirandela, Bragança), de Arrifana (em Santa Maria da Feira, Aveiro), de Garfe (em Póvoa de Lanhoso, Braga) e da União de Freguesias de Monte e Queimadela (em Fafe, Braga). “Fazer coincidir ambos os atos eleitorais resulta em ganhos objetivos, quer ao nível do combate à abstenção, quer ao nível de poupanças financeiras”, argumentou o secretário de Estado da Administração Local, António Leitão Amaro, que assinou o despacho governativo com a convocação destas eleições. De acordo com dados recolhidos na página da internet da Direção Geral da Administração Interna com os resultados das eleições autárquicas de setembro de 2013, nestas quatro freguesias há um total de 9632 eleitores inscritos. As eleições intercalares

resultam de uma obrigatoriedade legal, por inexistência de quórum da Assembleia de Freguesia ou por impossibilidade de substituição do presidente da Junta de Freguesia. Na freguesia de Arrifana, em Santa Maria da Feira, que conta com 5765 eleitores inscritos, os eleitos do PSD, que venceram as autárquicas de setembro mas sem maioria absoluta, renunciaram em fevereiro aos seus lugares, depois do órgão estar cerca de quatro meses sem executivo constituído. Nas autárquicas, o PSD elegeu cinco mandatos, bem como o PND. Foram ainda eleitos três mandatos pelo CDS, PS e por uma lista independente. Já os 1289 eleitores inscritos em Garfe, em Póvoa de Lanhoso, vão novamente a votos no domingo depois da renúncia ao mandato de todos os elementos da lista vencedora do PSD nas últimas autárquicas, também por impossibilidade de constituir a Junta de Freguesia. Nas autárquicas de 2013, o PSD ganhou a Assembleia de Freguesia de Garfe, com 340 votos e quatro mandatos, tendo ficado em segundo lugar o PS, com 331 votos e também quatro mandatos. Uma lista

independente, liderada por Maria do Céu Santos, conquistou na ocasião um mandato. Na freguesia de Torre Dona Chama, em Mirandela, o presidente da freguesia eleito pelo PSD nas autárquicas, Fernando Mesquita, renunciou em fevereiro ao mandato depois de um braço de ferro com a oposição que ficou em maioria na junta. O PSD conseguiu quatro mandatos, o CDS-PP três e o PS dois. Desde a instalação dos órgãos da freguesia, logo após as eleições, que o autarca alegou não ter condições para gerir a freguesia devido ao braço de ferro na distribuição de lugares. Na União de Freguesias de Monte e Queimadela, em Fafe, depois de várias tentativas de constituir o executivo, os elementos de duas das três listas que se apresentaram a votos renunciaram ao mandato, o que implicou a falta de quórum na Assembleia de Freguesia. Em setembro, foram eleitos quatro mandatos por uma lista independente, três pelo PS e dois pelo PSD. Nestas intercalares, os 1326 eleitores poderão optar por entre o CDS-PP e duas listas de independentes.

Fenprof entrega “recurso” em tribunal

Escolas com amianto em causa A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) entregou ontem, no tribunal, o recurso da decisão judicial, segundo a qual o Ministério da Educação não tem de divulgar a lista das escolas que contêm amianto na construção, até esta estar completa. “A lista está incompleta, mas já passaram dois anos. Dizer que não se divulga uma lista incompleta porque ainda não acabou o prazo tem todo o sentido. Dizer que não se divulga porque ainda está incompleta, passados dois anos de terminar o prazo, isso era o ministério ficar mais 20 anos sem completar a lista”, disse o secretáriogeral da Fenprof, Mário Nogueira. Na sequência de uma ação movida pela Fenprof, o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa decidiu, na semana passada, que o Ministério da Educação não será obrigado a divulgar a lista de edifícios com amianto sob a sua tutela, enquanto a listagem não estiver completa. “O prevaricador”, neste caso, “estava a ser beneficiado porque nunca incorria em ilegalidade”, sustentou Mário Nogueira. O dirigente da Fenprof falava no final de uma reunião com a organização ambientalista Quercus, na Autoridade para as Condições de Trabalho

(ACT), durante a qual foi discutida a questão do amianto nas escolas, uma substancia considerada nociva para a saúde e anteriormente usada na construção de escolas e outros edifícios. O Ministério da Educação iniciou há pouco mais de um ano um programa de remoção das placas de fibrocimento usadas nas coberturas dos edifícios escolares, mas a Fenprof tem reclamado o acesso a uma lista em que sejam referenciados todos os casos. “É talvez dos ministérios que tutelam o maior número de edifícios públicos, aquele que não fez chegar qualquer lista à ACT”, afirmou Mário Nogueira, acrescentando que já entregaram o documento os ministérios da Saúde, do Ambiente e Ordenamento do Território, da Administração Interna, da Defesa e do Emprego e Segurança Social. “Além do mais, a ACT está a acompanhar as situações sempre que há queixa ou denúncia de não estarem a ser realizadas as intervenções indispensáveis, quando há situações que põem em risco a saúde dos trabalhadores”, frisou. No âmbito da reunião, ficou estabelecido que a Fenprof informará a ACT, sempre que tiver conhecimento de situações em escolas que impli-

quem risco para a saúde dos trabalhadores, seja pela presença de amianto nos materiais de construção, seja por outros motivos relacionados com o exercício do trabalho nos respetivos locais. Segundo Mário Nogueira, a ACT tem recebido pedidos de informação por parte de escolas, mas para atuar tem de haver denúncia de situações concretas. Neste sentido, a Fenprof vai apelar às escolas para informarem a ACT, sempre que verificarem situações de incumprimento de boas práticas. “Os professores e os trabalhadores das escolas, de uma forma geral, continuam a não ter um rastreio médico relativamente à sua situação de saúde, e isto não se esgota só no amianto”, referiu. Depois de uma reunião de caráter mais informativo, a Fenprof comprometeu-se a enviar formalmente para a ACT as situações que conseguir identificar. No início do mês, o Ministério da Educação anunciou que realizou intervenções em 147 escolas no último ano, algumas de forma parcial, e que tenciona avançar com obras em mais 150 estabelecimentos no verão, no sentido de substituir materiais degradados que contêm amianto.


23 05 2014