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SEM MARGEM PARA ERRAR SPORTING JOGA AMANHÃ ONDE FC PORTO E BENFICA JÁ PERDERAM

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Director: Angela Amorim | Distribuição Gratuita | www.edvsemanario.pt |

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Diretor: Rui Alas Pereira | ISSN 0873-170 X |

DIÁRIO NACIONAL

Ano CXLVI | N.º 82

Sexta-feira, 21 de março de 2014

OPOSIÇÃO CRITICA GOVERNO POR MANTER

AUMENTOS NAS CONTRIBUIÇÕES DA ADSE

ORELHA S

MOUCAS

n Maria Luís Albuquerque insistiu que o aumento das contribuições para a ADSE é uma medida “adequada”, mas a oposição não se deixou convencer pelos argumentos e lamentou que o Governo faça “orelhas moucas” ao veto presidencial. “Respeitamos o veto do senhor Presidente da República, mas entendemos que a aprovação desta medida continua a ser necessária e adequada”, afirmou a ministra das Finanças no Parlamento. A resposta veio pronta do BE: “O Governo veio aqui apresentar-nos mais um saque fiscal”, acusou a deputada Mariana Aiveca...

EDUCAÇÃO

Estudantes do básico e secundário manifestam-se no Porto contra os “ataques ao ensino público”

PROFESSORES

FNE não chegou a acordo com o MEC sobre a proposta de revisão do diploma sobre concursos

ORGANIC

34.º Portugal Fashion mantém aposta nos jovens criadores


2 | O Primeiro de Janeiro

local porto

Sexta-feira, 21 de Março de 2014

Estudantes do básico e secundário manifestam-se no Porto

Empresários e autarcas da região do Tâmega e Sousa

“Mais financiamento para a educação”

Escritório inaugurado na China

Empresários e autarcas da região do Tâmega e Sousa inauguraram ontem, em Zhengzhou, capital da província chinesa de Henan, um escritório de representação para potenciar os negócios entre os dois países. Inácio Ribeiro, autarca de Felgueiras e vicepresidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, explicou que a inauguração contou com a participação de empresários e representantes da administração daquela região chinesa. “Foi um dia muito importante para o Tâmega e Sousa e fomos muito bem recebidos”, disse o edil. A comitiva portuguesa, que se encontra naquele país asiático desde segunda-feira, integra também representantes do Instituto Politécnico do Porto (IPP) e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (ver peça à parte na última pagina).

Cerca de duas centenas de alunos de escolas básicas e secundárias manifestaram-se no Porto contra “os ataques que estão a ser feitos ao ensino público” e para reivindicar “mais financiamento para a educação”. “Temos escolas com péssimas condições, temos falta de professores e de funcionários, temos o encarecimento da vida das famílias e um conjunto de falta de condições que prejudica o dia-a-dia dos estudantes na sua escola”, afirmou Beatriz Pinto, porta-voz dos estudantes. Esta aluna, do 12.º ano, da Escola Secundária António Sérgio, em Gaia, revelou que a concentração reuniu alunos de mais de uma dezena de escolas do Porto, Gaia, Matosinhos, Vila Nova de Gaia e de Santo Tirso. Gritando palavras de ordem como “Privatização atentado à educação”, “a luta continua nas escolas e na rua” e “mais, mais, mais condições materiais”, entre outras,

PROTESTO. Os estudantes do Porto fizeram questão de gritar bem alto que “a luta continua nas escolas e na rua” por “mais e melhores condições” os alunos concentraram-se junto à estação de Metro da Trindade e desfilaram até à Direção Regional de Educação do Norte (DREN), onde entregaram uma carta aberta com as suas principais reivindicações. Num documento distribuído aos jornalistas, os estudantes referem que “o ensino enfrenta, com a aprovação do OE2014, um corte de 500 milhões de euros, acrescentando aos 2.000 milhões cortados nos últimos quatro anos. Estes

cortes põem em causa a qualidade da nossa educação”. “São cada vez mais as escolas degradadas, ou com obras paradas, turmas que chegam a ter 30 alunos, devido à falta de professores e falta de funcionários, que impossibilita o bom funcionamento dos serviços escolares. A estes problemas, acrescenta-se o elevado número de alunos do ensino profissional que deixaram de receber o subsídio de alimentação e transportes, que lhes garantiam a sua desloca-

ção para a escola e as refeições”, acrescenta. Esta Jornada Regional de Luta partiu de um apelo feito aos estudantes para que “nas suas escolas e nas ruas lutassem pelo direito a estudar numa escola pública, gratuita e de qualidade”. O apelo foi lançado pela Associação de Estudantes da Escola Secundária Santa Maria (Sintra) e António Sérgio (Gaia), e contou com a subscrição de 76 associações de estudantes de vários pontos do país.

Alunos fecham portões da Secundária do Marco a cadeado

Protesto contra a “falta de condições” Alunos da escola Secundária do Marco de Canaveses encerraram ontem de manhã os portões do estabelecimento a cadeado, em protesto contra a “falta de condições” da escola, cujas obras de reabilitação foram suspensas em dezembro de 2012. Paulo Monteiro, da Associação de Estudantes, explicou que este protesto envolveu “cerca de mil alunos” e inseriu-se na jornada regional de luta dos estudantes do ensino básico e secundário, marcada para ontem. “Estamos aqui em defesa da nossa escola, contra o excesso de alunos por turma, a falta de funcionários e pelo facto de a escola ter as obras suspensas

há cerca de dois anos”, disse Paulo Monteiro. José Teixeira, diretor da escola em causa, confirmou que foram colocados cadeados nos portões da escola cerca das 08h30, mas adiantou que o estabelecimento de ensino foi depois aberto. Às 10h00, disse, o número de alunos que se encontrava dentro da escola era “residual”, uma vez que os estudantes decidiram deslocar-se até à Câmara Municipal para protestar. “Suponho que pelas 11h00 tudo possa regressar à normalidade”, afirmava o responsável, acrescentando que, “de facto, no inverno, a escola “não tem condições” e que apenas “cerca de um

quarto” da obra de reabilitação do estabelecimento de ensino, realizada pela Parque Escolar, está completa”. Uma outra aluna da escola confirmava a falta de condições, afirmando: “Chove nas salas de aula e não há condições para se ter aulas como deve ser”. José Teixeira referiu acreditar que em finais de abril serão colocados contentores naquele local para que depois seja possível “retomar as obras”. As obras de requalificação da Secundária do Marco, que conta com cerca de 1500 alunos, do 7.º ao 12.º ano de escolaridade, estão suspensas desde dezembro de 2012.

No início do mês, deputados eleitos pelo círculo do Porto do PS realizaram uma visita ao estabelecimento de ensino para constatar as suas “condições degradantes”. Na ocasião, o deputado Fernando Jesus revelou que o Grupo Parlamentar do PS vai exigir ao ministro da Educação que “explique com toda a clareza as razões desta atitude” no Marco de Canaveses, “em contraponto com outras que tiveram uma resolução diferente”. O parlamentar deu como exemplo o problema que também ocorreu no concelho vizinho de Baião, onde o empreiteiro foi substituído e as obras foram concluídas.

União dos Sindicatos do Porto denuncia

“Desmantelamento da STCP”

A União dos Sindicatos do Porto (USP) promoveu uma ação de sensibilização junto dos utentes dos transportes públicos da cidade para denunciar “o crime que está a ser cometido contra a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP)”. A USP considera que “o desmantelamento da STCP está a ser desenvolvido nas costas dos utentes com prejuízos graves para estes e para a cidade. São milhares de quilómetros que não estão a ser percorridos pelas viaturas da STCP e milhares de viagens que ficam por fazer devido à falta de motoristas. O esvaziamento da STCP com o objetivo da sua privatização é um crime”. “O que se pretende com esta iniciativa de sensibilização é dizer que se há alguém que tem a perder com esta situação, são as pessoas”, afirmou o dirigente da USP, João Torres. O mesmo dirigente sindical referiu que “os trabalhadores continuam determinados a não deixar passar isto em claro”, frisando que “as pessoas são as principais prejudicadas pela redução de linhas”.


regiões

Sexta-feira, 21 de Março de 2014

O Primeiro de Janeiro | 3

PSD de Lisboa critica postura de António Costa na gestão da greve da Valorsul

“Preocupar-se em ser presidente” Criminalidade em Braga

Detidos por furtos a ourivesarias e carros

A Polícia Judiciária anunciou, ontem, a detenção, em Braga, de quatro homens suspeitos de se dedicarem a furtos em ourivesarias, usando automóveis igualmente furtados. Segundo a PJ, os detidos são estrangeiros e tinham-se instalado há cerca de um mês no norte de Portugal. “Demonstravam já uma grande mobilidade nacional, procedendo a prévio estudo dos alvos a furtar”, refere o comunicado. Os detidos, com idades entre os 23 e 35 anos, tinham identidades falsas e a polícia suspeita que já tivessem atuado em outros países europeus, particularmente em Espanha.

“Queremos saber quanto vai custar esta quebra de contrato e quanto vai custar aos lisboetas a Tratolixo”, disse Mauro Xavier. O presidente da concelhia do PSD-Lisboa, Mauro Xavier, criticou, ontem, a decisão da Câmara de Lisboa de ir depositar o lixo da cidade na Tratolixo e quer saber quanto é que isso vai custar aos lisboetas. “A Valorsul está a cumprir os serviços mínimos, mas a Câmara decidiu não enviar o lixo” para a empresa, lamentou Mauro Xavier, reforçando: “queremos saber quanto vai custar esta quebra de contrato [de exclusividade com a Valorsul] e quanto vai custar aos lisboetas a Tratolixo durante estes dois dias.” O presidente da concelhia do PSDLisboa defendeu que a Câmara de Lisboa devia “respeitar o direito à greve” porque a Valorsul “está a cumprir os serviços mínimos”. “Se os serviços mínimos estão a ser cumpridos, qualquer situação de saúde pública está assegurada. Esta situação não tem comparação com a greve de 15 dias em Lisboa no período do Natal”, afirmou. Mauro Xavier considerou também que António Costa “está mais interessado em fazer oposição ao Governo do que em governar a cidade de Lisboa” e lembrou que

Lisboa. Presidente da concelhia do PSD criticoua decisão da Câmara de ir depositar o lixo da cidade na Tratolixo o presidente da Câmara “não é o líder da oposição do PS contra o Governo”. “António Costa tem de se preocupar é em ser presidente da câmara”, disse. Já o vereador da Higiene Urbana na Câmara de Lisboa reafirmou que a Valorsul não está a cumprir os serviços mínimos, pelo que foi necessário encontrar uma solução para o lixo da cidade “numa lógica de evitar uma situação de saúde pública no concelho”. Duarte Cordeiro disse ainda que esta greve não é comparável à

dos trabalhadores da recolha do lixo em dezembro. “Nessa altura, a entidade patronal era a CML. Tivemos de nos circunscrever aos serviços mínimos, senão estaríamos a violar a lei da greve. Não havia obstáculo na entrega, era na recolha. Hoje o problema é a entrega. Só por desconhecimento da totalidade da informação é que compreendemos essa posição do PSD”, disse o vereador. Frisando que a CML não quebrou o contrato de exclusividade com a Valorsul, Duarte Cordeiro disse

não ter “ainda noção” de quanto vai custar a deposição do lixo na Tratolixo. “Vai depender da quantidade de lixo depositado. Mas este prejuízo foi causado pelo Governo e temos muito gosto em enviar-lhe a conta”, acrescentou. Na origem da paralisação dos trabalhadores da Valorsul está a privatização de 100% da participação do Estado na Empresa Geral de Fomento (EGF), uma ‘sub-holding’ do grupo Águas de Portugal para o setor dos resíduos.

Cáritas de Boimbra

Apesar de requalificação de 6,5 milhões de euro

Aumento de 170% nos pedidos de apoio social

Escola de Alverca mantém cobertura de amianto

A Cáritas de Coimbra registou um aumento de 170% nos pedidos de apoio, em 2013, havendo cada vez mais famílias da classe média a procurar ajuda social, segundo a direção. “Foi um ano extremamente pesado e difícil”, disse o padre Luís Costa. No ano passado, foram apoiadas mais de 2000 pessoas e atribuídos quase 60 mil euros de ajudas em dinheiro, segundo uma nota a propósito do peditório nacional que a Cáritas Portuguesa promove até amanhã. Luís Costa salientou que “o desemprego e a insolvência familiar” têm vindo a agravar a situação social na região.

A Escola Básica Pedro Jacques de Magalhães, em Alverca, Vila Franca de Xira, foi requalificada entre 2009 e 2013, mas a empreitada de 6,5 milhões de euros não contemplou a retirada da cobertura dos balneários, que contêm amianto. “O projeto para a requalificação da escola foi do Ministério da Educação e não abrangeu a totalidade do equipamento escolar. Mediante acordo de colaboração assinado com a antiga DREL (Direção Regional de Educação de Lisboa), a Câmara lançou o concurso e assegurou a execução da obra [avançou com o

Alverca. Autarquia de Vila Franca refere que os balneários “não foram incluídos” no projeto

dinheiro], para posterior ressarcimento [da verba] do Ministério”, explicou, ontem, a Câmara de Vila Franca de Xira. O Ministério da Educação, responsável pela Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclos Pedro Jacques de Magalhães (EB 2,3), esclarece que o projeto é anterior a 2009, ano em que arrancou a obra, e que quando o Governo entrou em funções, em 2011, havia já um acordo entre o Ministério e a Câmara, cabendo ao primeiro o financiamento e à segunda a execução da empreitada. A autarquia de Vila Franca de Xira refere que os balneários

“não foram incluídos” no referido projeto da antiga DREL, sendo este o local onde ainda permanece cobertura em fibrocimento (que contém amianto). As obras de requalificação da escola Pedro Jacques de Magalhães foram inauguradas a 10 de setembro último pelo ministro da Educação e Ciência. Nuno Crato disse na ocasião que a renovada EB 2,3 “é um estabelecimento de ensino sem luxos, mas com tudo o que é necessário” num estabelecimento de ensino. A escola tem no corrente ano letivo 1100 alunos, distribuídos por 38 turmas.


nacional

4 | O Primeiro de Janeiro

Sexta-feira, 21 de Março de 2014

Ministra das Finanças e o aumento das contribuições para ADSE

Assis reclama derrota da “direita conservadora”

“Medida continua a ser necessária e adequada” Maria Luís Albuquerque insistiu que o aumento das contribuições para a ADSE é uma medida “adequada”, mas a oposição não se deixou convencer pelos argumentos e lamentou que o Governo faça “orelhas moucas” ao veto presidencial. “Respeitamos o veto do senhor Presidente da República, mas entendemos que a aprovação desta medida continua a ser necessária e adequada”, afirmou a ministra das Finanças, durante a discussão em plenário da proposta de lei do Governo que mantém inalterado o aumento dos descontos dos funcionários públicos, militares e forças de segurança para os respetivos subsistemas de saúde (ADSE, ADM e SAD) de 2,5 para 3,5 por cento e que foi vetada pelo Presidente da República. Repetindo os argumentos já utilizados, Maria Luís Albuquerque garantiu que a medida visa assegurar a auto-sustentabilidade dos subsistemas de saúde e que isso deve ser encarado como “objetivo duradouro de médio e longo prazo”. A ministra das Finanças recordou

ADSE. Ministra das Finanças disse no Parlamento que o aumento das contribuições é uma “medida necessária e adequada” também que a medida já estava prevista no memorando de entendimento assinado com a troika em 2011 e apenas foi antecipada e que as alterações introduzidas permitem alcançar de “forma plena” os objetivos de manutenção dos serviços prestados aos beneficiários e a concretização do compromisso de auto-sustentabilidade. “Nem um cêntimo vai ser utilizado para financiamento de outra entidade ou atividade”, referiu, antecipando as críticas da oposição e recusando que se trate de mais um “imposto”, pois os montantes arrecadados “não terão qualquer outra utilização que não seja para os sistemas”

de saúde. Durante o debate, Maria Luís Albuquerque manifestou ainda “toda a abertura para se sentar com os representantes dos beneficiários para discutir o futuro destes subsistemas”, inclusivamente a sua participação na gestão. Da parte da oposição, as críticas e acusações sucederam-se ao longo de todo o debate, com o deputado do PS António Gameiro a lamentar que o Governo esteja a fazer “orelhas moucas” ao veto presidencial, notando que esta foi a primeira vez que o chefe de Estado devolveu um decreto ao executivo sem promulga-

“O país está mais pobre”

ção. “Como podem exigir consenso quando o Presidente da República veta e o Governo traz a esta Assembleia uma proposta que faz orelhas moucas ao que se diz lá fora”, questionou, avançando que a proposta do executivo terá o voto contra do PS. “É uma proposta chumbada e morta politicamente”, sublinhou ainda o deputado socialista. Pelo PCP, o deputado Jorge Machado classificou como uma “desculpa esfarrapada” o argumento da auto-sustentabilidade, lembrando que com este aumento a ADSE passará a ter um excedente de 284 milhões de euros. “A mentira tem perna curta”, avisou o deputado comunista. Mariana Aiveca, do Bloco de Esquerda, insistiu que se trata de mais um imposto “que afronta o que disse o Presidente da República e afronta todos os trabalhadores”. “O Governo veio aqui apresentar-nos mais um saque fiscal”, acusou. O deputado do partido ecologista “Os Verdes” José Luís Ferreira referiu-se também ao veto presidencial, notando que apesar de Cavaco Silva ter sido “cúmplice das políticas do Governo”, no caso deste diploma optou pelo veto. PSD e CDS-PP corroboraram, por seu lado, os argumentos do Governo, com a deputada social-democrata a lembrar que a ADSE é neste momento um sistema voluntário. “Ninguém precisa de estar no sistema”, reforçou o deputado do CDS-PP Artur Rego.

Conselho de Ministros aprova segundo concurso

Vinculação extraordinária de professores O Conselho de Ministros aprovou a realização de um segundo concurso para vinculação extraordinária de professores e educadores que deverá abranger este ano cerca de 2000 docentes com boa avaliação de desempenho. A medida foi anunciada em janeiro pelo ministro da Educação, Nuno Crato, no sentido de vincular aos quadros professores sucessivamente contratados ao longo dos anos para suprir necessidades permanentes das escolas. “Prevemos que se possam vincular extraordinariamente aos quadros de docência, este ano ainda, cerca de dois mil professores”, referiu o ministro da

Educação, Nuno Crato, no final da reunião do Executivo. O ministro garantiu que o concurso irá decorrer a tempo do próximo ano letivo, mas escusou-se a antecipar as áreas de recrutamento ou regiões que absorverão o maior número de vagas. Ficou definido como requisito de admissão ao concurso de vinculação extraordinária o exercício efetivo de funções docentes em estabelecimentos públicos em pelo menos 365 dias dos três anos letivos imediatamente anteriores à data de abertura deste concurso. De acordo com o Ministério da Educação e Ciência (MEC), é necessá-

rio ao docente a obtenção de um mínimo de “Bom” na avaliação de desempenho docente naquele período. Ficou assim aprovado o diploma que estabelece um regime excecional para a seleção e o recrutamento do pessoal docente dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário na dependência do MEC. As vagas a preencher serão fixadas por portaria conjunta dos Ministérios das Finanças e da Educação e Ciência. São apuradas por quadros de zona pedagógica e por grupo de recrutamento. “O ingresso na carreira produz efeitos a 01 de setembro de 2014. Ficam

dispensados do período probatório os docentes vinculados que tenham pelo menos 730 dias de serviço efetivo nos últimos cinco anos imediatamente anteriores ao ano letivo 2013/2014 e com pelo menos cinco anos de serviço com avaliação mínima de “Bom”, esclarece o MEC. O ministério reafirmou que será realizada nova vinculação extraordinária no próximo ano, se for necessária. “Estão a ser listadas de forma muito precisa as necessidades permanentes do sistema por área de grupo de recrutamento e quadro de zona pedagógica”, sublinhou Nuno Crato, estimando a abertura de cerca de 2000 vagas.

O cabeça de lista do PS às eleições europeias, Francisco Assis, reclama uma vitória do PS e dos socialistas nos diversos países para enfrentar a direita “liberal e conservadora” e a austeridade “patológica” do Governo português. “Uma vitória da direita em Portugal e na Europa significaria a manutenção destas mesmas políticas”, disse Francisco Assis, que falava em Lisboa numa sessão da convenção “Novo Rumo para Portugal”, organizada pelo PS. O cabeça de lista diz que é necessária uma “maioria da esquerda democrática no Parlamento Europeu” que introduza “uma mudança na vida europeia”. Para além das observações sobre a Europa, o socialista foi também crítico na sua intervenção para com a atuação do Governo que, diz, “por opção própria”, seguiu nos últimos três anos “por uma via de austeridade radical e até mesmo patológica”. “O país está mais pobre, a nossa economia está mais débil, a nossa sociedade está mais desigual, as perspetivas para os jovens são cada vez piores, os idosos veem-se confrontados, numa fase final das suas vidas, com uma sensação de risco como não havia memória no nosso percurso coletivo recente”, analisou Francisco Assis. Para o deputado do PS e candidato agora ao hemiciclo de Bruxelas e Estrasburgo, “Portugal está hoje muito pior” do que estava em 2011. “O país perdeu esperança, confiança e olha hoje com distância para as instituições e o próprio projeto europeu. Este é o balanço desta política”, advertiu. A nível interno, o PS, diz Assis, “faz bem em não ceder aos apelos para entendimentos” que seriam concretizados sobre “os escombros dos princípios políticos e ideológicos mais profundos” dos socialistas. “Não nos peçam para que sejamos cúmplices do processo de destruição de um modelo de sociedade que nós próprios contribuímos para idealizar”, sublinhou. O debate eleitoral para as europeias, reconheceu ainda Francisco Assis, vai ser “duro” no “bom sentido da palavra”, havendo a obrigação dos partidos falarem “claro” aos portugueses. Os partidos da direita, acredita contudo o candidato, vão “fazer tudo” para derrotar a esquerda e vão “recorrer mais uma vez à propaganda mais primária visando enganar de novo os portugueses”. As eleições para o Parlamento Europeu decorrem em Portugal a 25 de maio.


Sexta-feira, 21 de Março de 2014

economia

O Primeiro de Janeiro | 5

Durão Barroso exulta com acordo sobre a mecanismo de resolução bancária

“Vitória da persistência sobre pessimismo” Autoridades europeias elogiaram o papel da portuguesa Elisa Ferreira, nas negociações sobre o novo mecanismo.

Governo admite todas as hipóteses para TAP

Privatização em bolsa O secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações admitiu, ontem, a hipótese de a privatização da TAP ser feita em bolsa, como aconteceu com os CTT, explicando não excluir “nenhum modelo” para a privatização da companhia aérea. “A história [das duas empresas, CTT e TAP] é muito diferente, mas não excluímos nenhum modelo à partida. Estamos a trabalhar para verificar se existem possibilidades de a privatização [da TAP] avançar e, existindo, qual o melhor modelo”, afirmou Sérgio Monteiro, em declarações aos jornalistas em Matosinhos, à margem da 2.ª edição da Via Bolsa – Financiamento Através do Mercado de Capitais. Questionado sobre a possibilidade de a TAP fazer um percurso semelhante ao dos CTT no que respeita à privatização, o governante disse olhar “para todas as alternativas como possíveis”, não excluindo, por isso, que a privatização da companhia aérea se faça por dispersão em bolsa. “Não pomos à partida nenhum modelo de parte, nem temos, por ora, nenhum modelo preferido”, afirmou. Isto, apesar da “diferença que existe na estrutura de capitais e no objetivo próximo relativamente à TAP e aos CTT”, destacou.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmou, ontem, que o acordo entre o Parlamento Europeu e o Conselho de Ministros da União Europeia (UE) sobre a resolução bancária é vitória da persistência contra o pessimismo. “O acordo mostra que com persistência podemos ultrapassar o habitual pessimismo”, disse José Manuel Durão Barroso, numa conferência de imprensa, em Bruxelas. O líder do executivo comunitário salientou ainda que com o acordo sobre o mecanismo único de resolução bancária é agora possível concluir a união bancária. “Cumprimos a promessa de chegar a acordo antes das eleições europeias”, salientou. Por seu lado, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, salientou que o mecanismo é “um elemento chave para combater a crise económica e a fragmentação financeira”. O Parlamento Europeu e o Conselho (que congrega os 28 Estadosmembros) chegaram a um acordo sobre a proposta para um mecanismo único de resolução bancária, que vai complementar o mecanismo único de supervisão, já aprovado, e que, a partir do fim deste ano, dará ao Banco Central Europeu poderes de vigilância direta sobre os bancos a zona euro e de outros países que adiram à união bancária. O mecanismo de resolução (resgate) visa garantir à União Europeia uma capacidade própria de apoio ou resgate de uma instituição, minimizando custos para os Estadosmembros e a economia real. Elogios a Elisa Ferreira

O presidente do Parlamento Europeu sublinhou o “papel chave” da eurodeputada portuguesa Elisa Ferreira no acordo alcançado entre as instituições da União Europeia sobre o mecanismo de resolução de bancos, elogiando o trabalho da relatora da assembleia. Martin Schulz

Banca. Mecanismo de resolução (resgate) visa garantir à União Europeia uma capacidade própria de apoio ou resgate de uma instituição

Europa em dia misto

Bolsa de Lisboa fecha sessão a perder terreno

O índice de referência da bolsa de Lisboa, o PSI20, fechou, ontem, a perder 0,43% para 7.480,58 pontos, com os títulos do BCP a liderar as perdas da sessão, acima dos 2,6%. Entre as 19 cotadas que compõem o índice PSI20, doze fecharam no vermelho, cinco valorizaram e duas fecharam inalteradas (BES e Banif). O BCP liderou as perdas ao recuar 2,69%

para 0,21 euros, seguido pelos títulos da Sonae Indústria, que derraparam 2,25% para 0,73 euros. No resto da Europa, os mercados fecharam em terreno misto. Por outro lado, os juros da dívida soberana de Portugal estavam a subir a dois e cinco anos e a dez anos a descer para mínimos desde abril de 2010. Às 08h55 de ontem, os juros a dez anos estavam a 4,380%. No prazo de cinco anos, os juros estavam a subir para 3,313%, e a dois anos, os juros estavam a subir, negociados a 1,401%.

comentou que Elisa Ferreira, responsável pela posição do Parlamento nas negociações com o Conselho (Estados-membros) sobre o mecanismo de resolução bancária, o segundo pilar da união bancária, “demonstrou uma enorme competência, liderança e capacidade de fazer avançar as negociações”. Questionada sobre os elogios de Schulz, numa altura em que não é ainda conhecida a lista do PS às eleições europeias e se desconhece se vai ou não integrá-la, Elisa Ferreira não escondeu que gostaria de continuar a trabalhar nos “dossiers económicos” ao nível da União Europeia, mas sublinhou que as decisões cabem ao secretário-geral do PS, António José Seguro. “Fico muito reconhecida por o presidente do Parlamento ter feito essa expressão pública. Mas as questões de partido cabem aos líderes de partidos, e sobre listas e candidaturas não me pergunte, é competência de quem, e muito bem, tem essas responsabilidades”, disse. Também o comissário europeu do Mercado Interno, Michel Barnier, enalteceu “o trabalho incansável e o espírito de compromisso revelado pelos colegisladores”, agradecendo particularmente a Elisa Ferreira. “Juntamente com as reformas do setor financeiro nos nossos 28 Estados-membros, a conclusão da união bancária vai por fim a uma era de resgates em massa, isto vai contribuir para a estabilidade financeira e criar condições de maior apoio à economia real”, afirmou o francês. Proteção aos contribuintes

A eurodeputada portuguesa manifestou-se satisfeita com o compromisso alcançado em torno de um mecanismo “poderoso”, que protegerá os contribuintes. “No fundo, (o acordo) garante que, quando há um banco que tem problemas, não são os contribuintes que são chamados a gastar o dinheiro para salvar o banco, que de facto há um mecanismo europeu que, organizadamente, os resolve, digamos assim, e que nesse processo há uma hierarquia de perdas, que começa pelos donos dos bancos e vai por uma sequência de credores dos bancos”, apontou.


futebol

6 | O Norte Desportivo

Sexta-feira, 21 de Março de 2014

Leonardo Jardim não espera facilidades na visita do Sporting aos Barreiros

“Concentração máxima” para os três pontos «Leões» defrontam adversário difícil, amanhã, numa altura em que, mesmo matematicamente, ainda sonham com o título. O Sporting visita, amanhã, o Marítimo, num jogo sem margem para erro na ainda «matemática» corrida ao título, fase em que o Benfica, que receberá a Académica, domingo, respira confiança na liderança da I Liga. O triunfo frente ao FC Porto (1-0) reforçou o segundo lugar dos «leões», agora com mais cinco pontos do que o rival, mas a última jornada também mostrou um Benfica implacável na frente e com a ideia de que o título tem tudo para desta vez ser uma realidade. Também no domingo, o FC Porto, a 12 pontos do Benfica, entra em campo no Estádio do Dragão frente ao Belenenses, num jogo em que enfrenta um dos melhores adversários possíveis (15.º), quando não pode contar com os castigados Danilo, Fernando e Quaresma, nem com o lesionado Helton. A jornada tem início, hoje, com o Rio Ave a receber o Sporting de Braga (20h00). Os bracarenses mostram-se instáveis e sem a força de outras temporadas, encontrando-se no sexto lugar, a três pontos da zona europeia. “Slimani é um grande profissional”

Na antevisão da partida, Leonardo Jardim alertou para as dificuldades que esperam o Sporting, garantindo que o que se passa fora do relvado não vai influenciar o grupo. “É um jogo difícil, porque o Marítimo, em casa, nos últimos três jogos, não deixou o Sporting vencer nenhuma vez e esta época já ganhou a Benfica e FC Porto. Estes dados servem de alerta e só um jogo de intensidade e concentração máxima vai permitir conquistar os pontos em disputa”, disse o treinador dos «leões». Para a deslocação à Madeira, o técnico deixou em aberto a possibilidade de Shikabala se estrear nos convocados, referindo que André Martins, lesionado, vai falhar o próximo jogo. Leo-

nardo Jardim afirmou que tem várias opções para substituir André Martins, como Vítor, Magrão ou Mané, deixando também elogios às opções para o eixo da defesa, agora que Maurício pode regressar às escolhas, após castigo. “Fico satisfeito por ter jogadores competentes para uma posição. O Maurício tem sido dos mais utilizados e o Eric [Dier] tem evoluído na sua posição, que é a de central. É uma boa dor de cabeça”, salientou. O técnico deixou também elogios ao adversário, referindo que tem uma transição ofensiva rápida e um dos melhores avançados da I Liga, o brasileiro Derley. “O Marítimo tem qualidade e utiliza muito as transições rápidas. Tem dos melhores avançados na I Liga, que dá muito trabalho às defesas. Temos que ter algum cuidado. Mas, queremos impor o nosso futebol e procurar vencer”, defendeu. Leonardo Jardim falou também sobre Slimani, referindo que o avançado internacional argelino é um grande profissional. “Slimani é um jogador que tem como principal característica a sua capacidade de jogo aéreo e é muito pressionante. Desgasta muito as defesas contrárias e é um bom jogador de equipa. Mesmo quando não jogou, foi sempre um grande profissional”, salientou. “Tudo o resto é acessório”

 Liga. Sporting visita, amanhã, o Marítimo, num jogo sem margem para erro na ainda «matemática» corrida ao título

Partilha de capital da Sporttv

Concorrência passa para investigação aprofundada

A Autoridade da Concorrência (AdC) passou a investigação aprofundada a operação de partilha do capital da Sporttv pela Controlinveste, Zon Optimus e Portugal Telecom (PT), segundo decisão divulgada na página de Internet do regulador. A Autoridade da Concorrência “identificou um conjunto de preocupações jusconcorrenciais,

quer de natureza vertical, quer de natureza horizontal, resultantes da operação de concentração em causa nos mercados relevantes identificados”, explicou. Em causa estão os mercados dos direitos de transmissão televisiva de conteúdos desportivos premium, dos canais de acesso condicionado com conteúdos desportivos premium e os retalhistas de comunicações eletrónicas “definidos para efeitos da apreciação da operação, atendendo, entre outros, ao risco de encerramento do mercado que resulta da operação”.

Sobre as declarações dos responsáveis dos clubes que estão no topo do campeonato ao longo da semana, Leonardo Jardim defendeu que a equipa não se vai deixar influenciar pelo que se passa fora do campo. “Em relação ao que se passa fora das quatro linhas, onde a equipa técnica e jogadores não conseguem controlar, passa-nos um pouco ao lado. Temos que separar o que é importante, que é trabalhar durante a semana e projetar o próximo jogo. Tudo o resto é acessório”, afirmou, acrescentado que os jogadores estão alertados para esse facto. Quanto à luta pelo título, Leonardo Jardim disse que o Benfica é o principal favorito. “O futebol tem algumas surpresas, mas a equipa que vai na frente com sete pontos de vantagem tem mais probabilidades de êxito. Era necessário o Benfica perder mais de 33 por cento dos seus pontos. Neste momento, é o principal favorito”, defendeu.

Villas-Boas assume objetivo para já no Zenit

“Vencer o campeonato” O treinador português André Villas-Boas prometeu, ontem, grandes feitos durante a apresentação como técnico principal do Zenit de São Petersburgo, um dia após a eliminação do clube nos oitavos de final da Liga dos Campeões. “Quero fazer o mesmo por esta equipa que Pedro, o Grande fez por São Petersburgo”, disse Villas-Boas durante a conferência de imprensa de apresentação, em referência ao Czar que fundou em 1703 a antiga capital imperial da Rússia, a segunda maior cidade do país, depois de Moscovo. O treinador português, de 36 anos, revelou que a aceitação da proposta dos dirigentes do Zenit foi uma “decisão muito fácil” e representa “um passo importante na carreira”, pois trata-se de um clube “conhecido na Europa” do futebol. O treinador português rejeitou alterar radicalmente, “em especial nesta altura da época”, a forma e jogar da equipa, que ocupa o segundo lugar do campeonato, a três do líder Lokomotiv de Moscovo, e na qual alinham os internacionais portugueses Luís Neto e Danny. “O primeiro passo é vencer a Liga russa. Essa é a principal meta neste momento. Se ganharmos os nove jogos que faltam o Zenit será campeão. O meu objetivo é colocar o Zenit no topo. É isso que pretendo fazer”, assinalou.


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Sexta-feira, 21 de Março de 2014

ANTÓNIO BONIFÁCIO (Lic.º Dtº. U. Coimbra) ADMINISTRADOR DE INSOLVÊNCIA * (c. idf. 369-DGAJ-MJ) Telm. 96 435 14 42 ** antonio.bonifacio@sapo.pt (m/refª 525)

«O PRIMEIRO DE JANEIRO», 21/03/2014

«O PRIMEIRO DE JANEIRO», 21/03/2014

JOSÉ ESTÊVÃO PINHEIRO VIDAL ADMINISTRADOR DA INSOLVÊNCIA

Processo de Insolvência nº 9710/13.1TBVNG – 1º Juízo Cível Insolvente: José António Moreira da Silva Gomes, Nif: 169 808 955 Rua Colégio do Sardão, 615, E 02, Oliveira do Douro, 4430-361 Vila Nova de Gaia Mandatária: Dr.ª Isilda Monteiro Fonseca. Lugar do Campolino, 791-1º, Sl. D, 4405-539 V. N. Gaia; E-mail. isildafonseca-3532p@adv.oa.pt; Fax: 227 120 058 APENSO DA LIQUIDAÇÃO Tendo sido notificado o credor hipotecário para se pronunciar quanto ao valor a anunciar, e nada tendo dito até à presente data, Leva-se ao conhecimento do Tribunal e do credor hipotecário, nos termos e para os efeitos do art.º164.2 do Cire, o seguinte anúncio de venda: REGULAMENTO DA VENDA (1ª tentativa de venda) (na modalidade de proposta, por qualquer meio, e posteriormente confirmada por carta , via CTT( para dar certeza da apresentação), por ser a mais conveniente para o caso, e para o bom desempenho da função, economia de recursos, celeridade e transparência e certezas ) art. 164º.1, in fine Cire. (modelo de proposta para confirmação – www.antoniobonifacio.pt) 1 – Identificação dos bens, valor e outras informações: cfr. Quadro infra. 2 – Valor:

ANÚNCIO VENDA MEDIANTE PROPOSTA EM CARTA FECHADA Processo 1856/12.0TJPRT, 3º Juízo Cível dos Juízos Cíveis do Porto – Insolvência de Jorge Manuel Ribeiro Parente. Usando a faculdade do nº1 do art. 164º do CIRE, o Administrador da Insolvência informa que aceita propostas para a venda mediante proposta em carta fechada dos imóveis a seguir descritos, apreendidos nos autos de insolvência supra melhor identificados: - PRÉDIO URBANO, designado por fração “G”, correspondente a habitação, sito na Rua D. Afonso Henriques, nº 642, 2º Frt., com a área de 115 m2, descrito na Conservatória do Registo Predial de Gondomar sob o nº 4201 - G, inscrito na matriz predial urbana com o número 13972 - G; freguesia de Rio Tinto, Gondomar. O preço do imóvel é de €89.858,82, sendo o valor mínimo de venda a anunciar de €76.380,00; - PRÉDIO URBANO, designado por fração “Q”, correspondente a lugar de garagem, sito na Rua D. Afonso Henriques, na cave com 12 m2 e entrada pelo nº 642, descrito na Conservatória do Registo Predial de Gondomar sob o nº 4201 - Q, inscrito na matriz predial urbana com o número 13972 – Q, freguesia de Rio Tinto. O preço do imóvel é de €6.670,58, sendo o valor mínimo de venda a anunciar de €5.670,00.

Preço (mínimo): propostas só acima deste valor. ** Comissão de Credores, como órgão colegial de liquidação, deve decidir em acta. (artº 69), o valor a fixar, presumindo-se a sua adesão no silêncio, decorridos 10 dias – não há Comissão de Credores*** Credor hipotecário – · Banco Comercial Português, S.A – Dr. António Araújo, R. Fernão Vaz Dourado, 77/83, 4150 – 322 Porto, FAX: 226 106 284, e-mail: aaadv1990p@adv.oa.pt Mandatária do insolvente: Dr.ª Isilda Monteiro Fonseca. Lugar do Campolino, 791-1º, Sl. D, 4405-539 V. N. Gaia; E-mail. isildafonseca-3532p@adv.oa.pt 3- As propostas são sempre confirmadas, via CTT (questão de certeza) até ao próximo 24 de Abril de 2014, para o Apartado 47, 4634 – 909 Marco de Canavezes Devem mencionar a identificação completa do proponente, fotocópia do BI/NIPC, endereço e contacto, e ainda caução efectiva de 20% da respectiva proposta, (podendo ser usado o impresso modelo que se disponibiliza)

Os imóveis podem ser vistos no dia 31 de Março entre as 15h e as 16h mediante prévia marcação até às 12h do dia anterior, para o contacto telefónico abaixo indicado. Os imóveis são vendidos no estado físico em que se encontram, livre de ónus e encargos, devendo as propostas ser remetidas para o escritório do Administrador da Insolvência, abaixo indicado, devendo ainda indicar o nº do processo, identificação completa do proponente, fotocópia do BI e do NIF, endereço e contacto, bem como cheque (Visado) no montante correspondente a 5% do valor proposto ou garantia bancária no mesmo valor (824º CPC). Só serão aceites as propostas que sejam recepcionadas até às 18 horas do dia 07 de Abril, que serão abertas no dia 08 de Abril, às 12h, no escritório do Administrador da Insolvência.

O Primeiro de Janeiro | 7

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Juízos Cíveis do Porto

Juízos Cíveis do Porto

Juízos Cíveis do Porto

3o Juízo Cível

3o Juízo Cível

2o Juízo Cível

ANÚNCIO

ANÚNCIO

ANÚNCIO

Processo: 389/14.4TJPRT Interdição / Inabilitação N/Referência: 11899249 Data: 10-03-2014 Requerente: Ministério Público Requerido: Manuel Matos Vieira

Processo: 349/14.5TJPRT Interdição / Inabilitação N/Referência: 11898001 Data: 07-03-2014 Requerente: - Ministério Público Requerido: Amélia Ferreira Lopes

Faz-se saber que foi distribuída neste tribunal, a ação de Interdição/Inabilitação em que é requerido Manuel Matos Vieira, B.L00861857, solteiro, nascido em 17 de setembro de 1929, com residência na: Rua Abade Baçal 232 Massarelos, Porto, 4050-077, para efeito de ser decretada a sua interdição por Anomalia Psíquica .

Faz-se saber que foi distribuída neste tribunal, a ação de Interdição/lnabilitação em que é requerida Amélia Ferreira Lopes, com domicílio: Lar Residencial das Fontainhas, Alameda das Fontainhas, 1, 4000-235 Porto, para efeito de ser decretada a sua interdição por Anomalia Psíquica.

Processo: 303/ 14.7TJPRT Interdição / Inabilitação N/Referência: 11893936 Data: 04-03-2014 Requerente: Ministério Público Requerido: Umbelina Gertrudes Costa Faz-se saber que foi distribuída neste tribunal, a ação de Interdição/lnabilitação em que é requerido Umbeiina Gertrudes Costa, com residência em domicílio: Hospital Conde Ferreira, Rua Costa Cabra,L 1211, 4200-227, para efeito de ser decretada a sua interdição por anomalia psíquica.

A Juiz de Direito, Dr(a). Susana Raquel Sousa Pereira

O Juiz de Direito, Dr(a). Cláudia Cristina Moreira Salazar

A Juiz de Direito, Dr(a). Virgínia Maria Correia Martins

A Oficial de Justiça, Maria Helena C.C. Correia

A Oficial de Justiça, Maria Eugenia

O Oficial de Justiça, Graça Telma Alves

José Estêvão Pinheiro Vidal Av Descobrimentos, 1193I E1 4400-103 V N Gaia T. 223 716 495

O preço e os eventuais impostos não isentos serão pagos nos 15 dias seguintes (seguidos). 4- Cada verba é vendida no estado físico e jurídico em que se encontra, sem quaisquer garantias, sendo fiel depositário o A.I., Dr. António Bonifácio, Telf. 96 435 14 42 Todos os encargos com a aquisição são da conta do comprador, nomeadamente todo o IMI em dívida, registos, alvarás, licenças, etc.

«O PRIMEIRO DE JANEIRO», 21/03/2014

5 – Nos 10 dias seguintes ao termo do prazo para a recepção das propostas que fazem presumir a adesão a estas condições de venda, o resultado das mesmas, será comunicado pelo AI a todos os interessados e ao Tribunal, por relatório. 6 – É dado cumprimento ao artº 161º, 164º e outros do Cire, presumindo-se o acordo tácito se nada for dito, e serão atendidos os direitos de preferência / remissão / cedência de posição, etc, após a notificação dos resultados da venda aos insolventes (singulares) e interessados conhecidos, que tenham manifestado tal interesse por escrito, junto do AI, para exercerem tal direito, nos 10 dias seguintes. Verificando-se situações de empate, repetir-se-á a notificação aos interessados para que licitem entre eles, num prazo de 3 dias. 7 – Vai publicado, pelo menos, no “Primeiro de Janeiro,”, com edição on-line, alargando a área de difusão a todo o País (e estrangeiro) ou, em qualquer outro jornal, mediante sugestão de interessado. Vai, ainda, difundido por todos os investidores conhecidos do AI, habituados a compras de bens apreendidos, podendo ser utilizado o impresso, modelo proposta, usado, habitualmente, para o efeito por este AI.

Convocatória Nos termos do Artigo 21.º n.º 1 alíneas a) e b), dos números 2 e 3 dos estatutos do Centro de Cultura e Desporto dos Trabalhadores do Centro Regional de Segurança Social do Porto, convocam-se todos os associados para a Assembleia Geral Ordinária a realizar no próximo dia 31 de Março de 2014, pelas 17h00, no refeitório das instalações da Rua António Patrício, 262, com a seguinte ordem de trabalhos:

9- Vai cópia à CC (existindo), presumindo-se a sua concordância, tirada do silêncio deste órgão colegial (artº 69 Cire) não se opondo, no prazo de 10 dias.

1. Apresentação, análise e aprovação do relatório de contas do ano 2013; 2. Apresentação, análise e aprovação do Regulamento Interno do CCD; 3. Apresentação, análise e aprovação do Sistema de Avaliação; 4. Assuntos de interesse geral.

10- O (s) credor (es) hipotecário (s) é (são) convidado (s) a requerer (em) a adjudicação nos termos do artº 164.3 e 4 do Cire, no prazo e condições ali estipuladas (devendo enviar caução de 20% sob pena de ineficácia da proposta).

No caso de falta de comparência à hora marcada do número legal de associados, a Assembleia reunirá trinta minutos mais tarde com qualquer número.

11 – Apenas se aplicam os princípios do Processo Executivo previsto no CPC, em tudo quanto não estiver especificamente previsto neste anúncio (art.º164 in fine CIRE)

Porto, 21 de Março de 2014

8- Aceita-se qualquer outra proposta noutros termos, para ponderação do AI, mas fica a adjudicação condicionada ao parecer favorável da C. C.

VCT, 20.03.2014

Desde 1868 a informá-lo

O Predidente da Assembleia Geral João Manuel Ribero Santos Marnoto

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1868

Há 144 anos, todos os dias consigo.

Director: Angela Amorim | Distribuição Gratuita | www.edvsemanario.pt |

|

Diretor: Rui Alas Pereira (CP-2017). E-mail: ruialas@oprimeirodejaneiro.pt Publicidade: Conceição Carvalho E-mail: conceicao.carvalho@oprimeirodejaneiro.pt Morada: Rua do Vilar, n.º 235, 3.º, Sala 12, PORTO E-mail: geral.cloverpress@oprimeirodejaneiro.pt - Publicidade - Telefone: 22 096 78 46/ tlm: 912820679 Propriedade: Globinóplia, Unipessoal Lda. Edição: Cloverpress, Lda. NIF: 509 229 921 Depósito legal nº 1388/82

O PRIMEIRO DE JANEIRO, está on line e sempre atualizado em: www.oprimeirodejaneiro.pt

FNE NÃO CHEGA A ACORDO COM O MEC

“Acertos de pormenor claramente insuficientes” A Federação Nacional de Educação (FNE) não chegou a acordo com o Ministério da Educação sobre a proposta de revisão do diploma sobre concursos de professores, acusando o executivo de fazer apenas “acertos de pormenor”. “Aquilo que nos separava não foi resolvido por nenhuma alteração nas sucessivas propostas que o ministério apresentou”, revelou o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, no final da reunião que decorreu ontem de manhã no Palácio das Laranjeiras com responsáveis do Ministério da Educação e Ciência (MEC). O MEC marcou para ontem uma última ronda negocial com os sindicatos de professores sobre a revisão do diploma sobre os concursos de professores. Em cima da mesa das negociações esteve uma terceira versão do diploma que não agradou à FNE, por considerar que o ministério “corrigiu alguns pormenores daquilo que era a sua proposta inicial”, disse ainda Dias da Silva. Para o sindicalista, as alterações feitas pelo MEC “são acertos de pormenor claramente insuficientes que não tocam nas questões essenciais” defendidas pela FNE. Entre os pontos “essenciais” que não foram garantidos pelo diploma está a garantia de vinculação de todos os professores contratados sucessivamente por três anos, em horário completo e ano inteiro. A “segunda questão fundamental”, que também não foi assegurada, era passar a anual os concursos internos e externos, permitindo aos docentes aproximaremse da sua escola de preferência. “Com um correto dimensionamento das necessidades do sistema educativo e da adaptação às escolas dos recursos humanos docentes necessários para todas as respostas educativas, os concursos internos e externos só se justificam para substituições que têm uma expressão muito reduzida em cada ano, porque dizem respeito a professores que vão para aposentação ou que deixam a profissão”, explicou o secretário-geral da FNE. Sendo anual, o número de lugares a concurso seria “reduzido” e iria permitir aos professores “ver reconhecido o seu direito de se aproximar de escolas da sua referência”, concluiu Dias da Silva. Outra medida defendida pela federação, e não acolhida pelo MEC, era a de que “todas as escolas fossem iguais” no que toca às regras de realização de concurso. Para a FNE, as escolas TEIP (Território Educativo de Intervenção Prioritária) e as que têm contrato de autonomia devem ter as mesmas regras de concurso que as restantes escolas: ”Entendemos que não pode haver esta diferenciação e defendemos que todas as escolas devem estar simultaneamente em concurso com todas as vagas”. A FNE criticou ainda a proposta do MEC de criar uma “Bolsa de Recrutamento”, por considerar que este novo sistema “não vai agilizar a resposta que as escolas têm de dar para as substituições de professores”. Dias da Silva voltou a sublinhar que “seria preferível que se mantivesse a Reserva de Recrutamento a funcionar, não apenas até 31 de dezembro de cada ano, mas durante todo o ano letivo”.

34.º Portugal Fashion arranca em Lisboa e acaba no Porto

“Organic” mantém aposta nos jovens criadores O reforço de investimento na componente comercial e a continuação da aposta nos jovens criadores são as linhas mestras do 34.º Portugal Fashion, que arranca em Lisboa, no dia 26, e decorre depois no Porto até 29. Sob o tema “Organic”, no próximo Portugal Fashion haverá 28 desfiles, participando 22 criadores e 17 marcas, num evento que, pela quinta vez consecutiva, arranca em Lisboa, seguindo depois para o seu quartelgeneral, a Alfândega do Porto. Em antecipação do certame, o diretor do Portugal Fashion, Manuel Lopes Teixeira, destacou o reforço de investimento na componente comercial com a segunda edição do ‘showroom’ Brand Up, havendo um “reforço de mobilização” de compradores e jornalistas estrangeiros. “Tivemos um bom ‘feedback’ por parte dos compradores internacionais e tivemos até pedidos para que se pudesse fazer mais vezes. Alguns vêm mais cedo porque vão aproveitar para visitar algumas empresas portuguesas”, explicou. O Brand Up, que decorre em paralelo com os desfiles, é uma mostra de coleções de criadores e marcas de vestuário, aberta ao

público em geral mas dirigida sobretudo a agentes de compras, nomeadamente estrangeiros, estando presentes nomes como Anabela Baldaque, Katty Xiomara, Luís Buchinho, Concreto, Vicri ou Susana Bettencourt. Manuel Lopes Teixeira destacou ainda a aposta continuada no Bloom, espaço dedicado aos jovens criadores. “Estamos a conseguir consolidar esta nova vaga de criadores. Vamos ter dentro do Bloom a apresentação de um desfile coletivo para os finalistas do concurso que nós lançámos. No Portugal Fashion vamos conhecer o vencedor deste ano”, acrescentou. No dia 26, o arranque do evento decorre com os desfiles dos consagrados Storytailors e a dupla Alves/ Gonçalves, para além dos jovens criadores do Bloom HIBU e João Melo Costa, em que serão apresentadas as coleções para o outono/ inverno 2014-2015. A partir do dia 27 e até ao dia 29, o 34.º Portugal Fashion – organizado pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) - chega à Alfândega do Porto, onde nomes firmados como Luís Buchinho, Fátima Lopes, Luís Onofre, Miguel Vieira, Katty Xiomara, Anabela

Baldaque, Diogo Miranda ou Júlio Torcato apresentam as suas propostas para a próxima estação. Por seu turno, regressam à passerelle os designers emergentes Daniela Barros, Estelita Mendonça, Hugo Costa e Susana Bettencourt, criadores que “têm sido alvo de grande atenção por parte do público especializado, tanto em Portugal como em eventos internacionais”. “Na atual conjuntura manter sempre os consagrados com uma presença forte é uma situação de sublinhar”, disse o mesmo responsável da ANJE. Manuel Lopes Teixeira destacou ainda o facto de todos os criadores e marcas que colaboram com o Portugal Fashion estarem “a fazer um esforço enorme do ponto de vista internacional”. “O sinal mais estratégico que se percebe deste programa tem a ver com este esforço que o Portugal Fashion procura consolidar e até levar mais por diante no plano internacional”, destacou. O responsável enfatizou ainda um “investimento num cenário fortíssimo” que segue “as opções de linha estética de referência internacional: sempre ‘clean’, mas forte”.

Politécnico do Porto assina acordo com Universidade chinesa

“Vamos colaborar na partilha de redes e parceiros de investigação” O Instituto Politécnico do Porto assinou um acordo de colaboração com a Universidade de Zhengzhou, na China, assente na mobilidade de alunos e professores e cooperação na investigação, informou a presidente da instituição, Rosário Gambôa. A responsável frisou que, numa fase inicial, vão concentrar a “partilha de conhecimentos” nas áreas da saúde, engenharia, gestão e artes. O protocolo vai permitir o intercâmbio entre estudantes e professores das duas academias e a cooperação, partilha e trabalho conjunto em projetos de investigação, explicou, destacando: “Vamos colaborar na partilha de redes e parceiros de investigação e apostar na tecnologia, a nível académico e cultural. E este protocolo vai permitir-nos o desenvolvimento curricular de diferentes cursos”.

Rosário Gambôa realçou ainda que a Universidade de Zhengzhou vai colaborar na difusão da língua e cultura portuguesa, assim como o Instituto Politécnico do Porto vai divulgar a cultura chinesa. “A presença de Portugal e de uma instituição de ensino superior no Oriente é hoje fundamental, porque vivemos num mundo global e a partilha de conhecimentos não conhece fronteiras”, sublinhou. Na opinião da dirigente, as instituições de ensino têm hoje uma missão “importantíssima” na construção do desenvolvimento dos seus países, devendo ser embaixadoras culturais, científicas e económicas. Rosário Gambôa salientou que a Universidade de Zhengzhou é uma das “mais prestigiadas” a nível internacional e uma das maiores da China em termos de dimensão e número de alunos.

Os responsáveis do Instituto Politécnico do Porto encontram-se na China, acompanhados por empresários e autarcas da região do Tâmega e Sousa, representantes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, do Turismo do Porto e Norte de Portugal e da Associação Empresarial de Portugal. Rosário Gambôa afirmou que a visita tem por objetivo potenciar negócios entres os dois países. A comitiva portuguesa inaugurou ontem em Zhengzhou, capital da província chinesa de Henan, no centro do país, a “Casa de Portugal” que inclui um espaço para exposição de produtos portugueses, nomeadamente vinho, calçado e têxteis. Tratou-se de uma iniciativa da Liga dos Chineses em Portugal, em colaboração com o Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa.


21 03 2014