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Director: Angela Amorim | Distribuição Gratuita | www.edvsemanario.pt |

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Diretor: Rui Alas Pereira | ISSN 0873-170 X |

DIÁRIO NACIONAL

Ano CXLVI | N.º 81

Quinta-feira, 20 de março de 2014

SEGURO GARANTE QUE PASSOS ACORDOU FAZER MAIS CORTES

SEM

CONSENSO

AMIANTO

Presidente da SCP diz que remoção pode criar 40 mil postos de trabalho

PÓS-TROIKA

Passos confirma no Parlamento que vai solicitar reuniões a todos os grupos parlamentares

n Em mais um debate quinzenal animado, o líder do PS acusou o chefe do Executivo de apenas falar em consenso quando precisa de aplicar novos cortes, confirmando a oposição dos socialistas à política do Governo. ”Quem está fora desse consenso é o primeiro-ministro. O consenso existe na sociedade colocando a prioridade no emprego, colocando a prioridade no crescimento económico, que também ajuda equilibrar as contas públicas, o que o país precisa é de reformas, não é de cortes”, destacou Seguro, enquanto Passos fazia questão de sublinhar: “Verdadeiramente, o que este Governo está a fazer é a corrigir desequilíbrios que foram herdados por todos os portugueses em 2011”...

GOVERNO

anuncia investimento de três milhões para projetos-pilotos de cuidados de apoio aos bebés prematuros


local porto

2 | O Primeiro de Janeiro

Quinta-feira, 20 de Março de 2014

Antonino Sousa “preocupado” com a não realização da obra

Requalificação da ligação a Paredes em causa O presidente da Câmara de Penafiel está “agastado” por o concurso para requalificação da ligação a Paredes, suspenso em 2010, não ter sido desbloqueado pelo Governo, acelerando a degradação da estrada. Para reforçar a “gravidade da situação”, Antonino Sousa frisou que aquele lanço da EN15, com características urbanas, com apenas cerca de três quilómetros, permite aceder à A4, serve uma zona industrial, o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, uma escola secundária e uma grande superfície comercial. “A pressão de tráfego é imensa e não se percebe a razão pela qual não se faz a manutenção da estrada”, insistiu o autarca de Penafiel. Para o presidente da autarquia penafidelense, a degradação do troço é tal que estão em causa questões ligadas ao congestionamento de tráfego,

PENAFIEL. Presidente da Câmara diz que degradação do troço da EN15 é grave mas também de segurança de condutores e peões. Em fevereiro de 2010, a empresa Estradas de Portugal (EP) lançou um concurso para a requalificação da via, dotando-a de um conjunto de infraestruturas, no valor de cerca de 4,25 milhões de euros. Alguns meses depois, face às dificuldades orçamentais, a tutela ordenou a suspensão do concurso. De acordo com o anúncio do concurso, nos primeiros 400 metros daquele lanço da EN15, que faria a

ligação entre o limite do concelho de Paredes e o nó de acesso à A4, manter-se-ia o perfil atual de uma via por sentido. O restante lanço desenvolverse-ia a sul da A4 até às proximidades do centro urbano de Penafiel. O perfil a adotar seria composto por duas vias por sentido, separador central e passeios laterais. “A empreitada visa fundamentalmente a melhoria do nível de serviço e de segurança, dotando o traçado de características homogéneas”, lia-se no texto do concurso.

Desde a suspensão, a degradação da estrada tem-se agravado. O pavimento está muito desgastado, ao ponto de quase não ser percetível a sinalização horizontal, mantendo-se a inexistência de passeios. O congestionamento ocorre em vários períodos do dia, sobretudo nos acessos à autoestrada. “Não se compreende o que se está a passar, porque em dois anos não houve qualquer decisão”, vincou. Antonino de Sousa diz que esta situação “não pode continuar”, ao mesmo tempo que exige da EP que se faça alguma coisa para minorar a situação de degradação em que se encontra a via. “Aguardo para ser recebido na EP para tratar esse assunto”, lamentou. Há anos que a autarquia de Penafiel reclama da tutela uma solução para aquela estrada que liga os dois populosos concelhos do Tâmega e Sousa, com uma população de cerca de 180 mil habitantes. Em fevereiro, numa reunião com deputados do PSD, o ex-presidente da Câmara, Alberto Santos, e atual presidente da Assembleia Municipal de Penafiel, referiu-se àquele troço de estrada como uma “situação caótica”.

SCP pede reunião urgente sobre a remoção do amianto em Portugal

“Podem ser criados 40 mil postos de trabalho” O presidente do Sindicato da Construção de Portugal (SCP) vai pedir uma reunião “urgente” ao ministro do Ambiente para reivindicar a remoção de amianto em Portugal, o que poderá criar “40 mil postos de trabalho”. “Vamos pedir uma reunião de caráter urgente ao ministro do Ambiente. Por um lado, para dar melhor qualidade de vida às populações, por outro lado para criar postos de trabalho. Em

todo o país podem ser criados 40 mil postos de trabalho com a remoção de amianto, porque são precisos trabalhadores especializados”, revelou Albano Ribeiro. O presidente do SCP falava depois de visitar a fábrica Novinco, em S. Mamede Infesta (Matosinhos), que considerou ser a “capital da ameaça à saúde pública”, uma vez que apresenta “milhares de metros quadrados com toneladas de

amianto a céu aberto” Para o sindicalista, o amianto deve ser retirado do local “rapidamente”. A unidade fabril, que “durante décadas produziu amianto para todo o país”, está atualmente “abandonada” depois de ter encerrado “em 2009” e aquele material encontra-se “já a contaminar as águas”, alertou Albano Ribeiro. “A população deixou de ter qualidade de vida. A saúde pública está em causa”, avi-

sou. Albano Ribeiro destacou ainda que “a cidade do Porto é a que mais amianto tem”, nomeadamente junto ao hospital Joaquim Urbano. O sindicalista recordou uma reunião recente com o vereador da Habitação da Câmara do Porto, durante a qual Manuel Pizarro deixou a garantia de que a autarquia iria proceder à retirada gradual de amianto naquele local. “É uma iniciativa de louvar”, afirmou.

Manifestantes protestam contra Paulo Macedo

bate “O Futuro do Sistema de Saúde Português”, organizado pelo International Club of Portugal”, que decorreu num hotel do Porto, tendo sido recebido por quase trinta pessoas. À chegada de Paulo Macedo, os ma-

Elevador montacargas tem de ser substituído

A Comissão de Utentes do Centro Saúde Barão do Corvo, em Gaia, solicitou ontem ao ministro da Saúde que autorize a substituição do elevador monta-cargas daquela unidade de saúde, que desde há cerca de um ano está inoperacional. “Cremos que desconhece a realidade do sofrimento de quem há quase um ano sobe escadas com grande dificuldade, não só os utentes como os profissionais de saúde. Estamos cientes que o investimento não é assim tão avultado”, afirma a comissão de utentes numa carta dirigida a Paulo Macedo. Segundo explicam, a avaria foi denunciada em agosto de 2013, nomeadamente, ao Agrupamento de Centros de Saúde de Gaia I (ACES I), mas “a resposta é sempre a mesma: a Administração Regional de Saúde do Norte não tem dinheiro”. “A inoperacionalidade do montacargas causa transtornos muito significativos nos utentes com mobilidade reduzida, a quem tem de usar carrinhos de bebé, a quem vai de cadeira de rodas, que se não for pequena tem de ser transportado para a que os serviços têm, e a todos os que se deslocam àquela unidade de saúde, pois quatro pessoas médias deixam o elevador repleto”, sustenta a comissão de utentes. A mesma carta acrescenta que “primeiramente o dito montacargas, que é um elevador maior e de grande necessidade, tinha um papel a dizer ‘avariado’, ultimamente tem um a dizer ‘fora serviço’”. “A verdade é que ainda nada foi feito e isso é inconcebível e inadmissível”, considera. Assim, a Comissão de Utentes do Centro de Saúde de Barão do Corvo “exige que antes de fazer um ano, o monta-cargas não seja reparado, mas sim substituído. A reparação passado uns dias volta ao mesmo, assim foi nos meses de janeiro a maio de 2013”. “O sacrifício dos utentes e dos profissionais não pode continuar, afinal os discursos da equipa ministerial da saúde que tenta passar a ideia que está a trabalhar para salvaguardar e preservar o Serviço Nacional de Saúde, nada mais é do que mascarar o desinvestimento do Governo no SNS. Este é um exemplo”, conclui o documento da Comissão de Utentes do Centro de Saúde Barão do Corvo, em Gaia.

Acidente no Porto

Atropelamento mortal na Praça da República

Uma mulher de 86 anos morreu

“Governo rua” Cerca de 30 manifestantes receberam ontem em protesto o ministro da Saúde, no Porto, envergando cartazes a dizer “Governo rua” e gritando “assassino”. Paulo Macedo participava ontem no almoço de-

Comissão de Utentes do Centro Saúde Barão do Corvo

nifestantes gritaram “assassino”, pedindo ainda a realização de eleições. Álvaro Agostinho, do sindicato da Função Pública do Norte, explicou que estava a manifestar-se “por causa dos direitos e da falta de saúde

que os portugueses têm atualmente”. “Peço ao senhor ministro que deixe as pessoas trabalhar com qualidade, que ponha mais qualidade nos serviços de saúde”, disse o trabalhador do centro hospitalar Gaia/Espinho.

ontem após ter sido atropelada por um veículo pesado na Praça da República, no Porto, informou fonte da PSP. O acidente aconteceu pelas 11h00, junto a um supermercado situado naquela zona, e “o óbito foi declarado no local”, acrescentou a fonte do Comando Metropolitano da PSP do Porto. A mesma fonte indicou que a mulher foi atropelada por “um veículo pesado”.


regiões

Quinta-feira, 20 de Março de 2014

O Primeiro de Janeiro | 3

Polícia britânica lança novo apelo no caso do desaparecimento de Maddie Mcann

Ingleses procuram abusador Do porto de Lisboa

“Alargamento sem investimento público”

O ministro da Economia, António Pires de Lima, assegurou, ontem, no Parlamento, que o alargamento do Porto de Lisboa, seja na Trafaria ou no Barreiro, avançará sem investimento público, adiantando que existem empresas privadas interessadas no desenvolvimento destas infraestruturas. “Existe assumidamente interesse de empresas de operação privada no desenvolvimento do porto na margem sul do Tejo, seja na Trafaria ou no Barreiro, tal como existe no terminal de Alcântara”, afirmou na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas.

Scotland Yard pede “informações adicionais” de um homem que terá atacado outras cinco crianças britânicas no Algarve. A polícia que está a investigar o desaparecimento de Madelaine Mcann está a procura de um homem que terá atacado outras cinco crianças britânicas enquanto estas se encontravam de férias com a família no Algarve. A polícia britânica, que ontem lançou um apelo “por informações adicionais” que ajudem à localização da criança inglesa desaparecida na Aldeia da Luz, em maio de 2007, adianta, numa informação disponibilizada online, que durante as investigações foi identificados “doze crimes potencialmente ligados que ocorreram entre 2004 e 2010”. Segundo a polícia, a maioria dos crimes ocorreu durante a época baixa de turismo, quando um intruso terá entrado em casas de verão ocupadas por famílias inglesas. “Em quatro casos, ocorridos entre 2004 e 2006, o homem cometeu agressões de natureza sexual a cinco raparigas, com idades entre 07 e 10 anos, enquanto estavam na cama. Numa dessas ocasiões, agrediu duas miúdas na

Algarve. Polícia britânica lançou apelo “por informações adicionais” que ajudem à localização de Maddie, desaparecida na Aldeia da Luz em 2007 mesma casa”, adianta a polícia. Os polícias britânicos que lideram a Operação Grange, que investigam o desaparecimento de Madelaine Mcann, adiantam que em cada um destes casos há muitos aspectos semelhantes ao desaparecimento da criança inglesa. “Na maior parte dos casos não houve indícios de entrada forçada na propriedade, nada foi levado, e o intruso surgiu ao início da madrugada, entre as 02h00 e as 05h00”, escreve a polícia. Desses doze delitos, quatro

ocorreram no Carvoeiro, seis no Vale da Parra, zona da Praia da Galé, e dois na Praia da Luz. Testemunhas descreveram o homem [intruso] como tendo pele bronzeada, cabelos escuros curtos e desalinhados. Falava inglês com sotaque estrangeiro, aparecia por vezes em tronco nu e outras com uma camisa de cor vemelho escuro e evidenciava uma barriga protuberante. “Precisamos determinar a identidade desse homem”, disse Andy Redwood, o inspetor principal

da investigação. “Estes delitos são bastante graves e ninguém foi formalmente acusado. Também precisamos eliminar esse homem das nossas investigações e verificar se esses delitos têm ligação com o desaparecimento de Madeleine”, acrescentou. Por isso, apelou para que quem tenha sido vítima de crime semelhante fale com a polícia britânica “mesmo que já tenha reportado o incidente à polícia em Portugal ou em qualquer outro país”. A polícia britânica lembra que

MAI fala sobre reforma da PSP em Lisboa Na Póvoa da Isenta

Multibanco assaltado com recurso a explosão

Uma caixa multibanco foi assaltada, na madrugada de ontem, na Póvoa da Isenta, Santarém, com recurso ao rebentamento daquele equipamento. Fonte da GNR de Santarém disse haver suspeitas de que a explosão foi provocada com recurso a gás injetado na estrutura, tendo-se registado danos avultados no edifício da Junta de Freguesia da Póvoa da Isenta, onde aquele equipamento estava instalado. Os autores do assalto puseramse em fuga e o montante roubado não foi revelado. O caso foi entregue à Polícia Judiciária.

“Se fecharem 9 esquadras não há drama” O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, revelou, ontem, que não vão encerrar as 11 esquadras propostas pela PSP para a área de Lisboa, explicando que foi um projeto inicial da Polícia para a reforma do dispositivo. “Esse foi o ponto de partida e um projeto técnico elaborada pela PSP, nunca fizemos finca pé na questão do número de esquadras, fazemos fica pé nos princípios que estruturam esta alteração e esta reforma”, disse Miguel Macedo aos jornalistas, no final do ciclo de conferências «Segurança e Desenvolvimento» promovido pela GNR.

Lisboa. Presidente da Câmara diz que a questão é saber se a cidade “vai ter melhor segurança”

O ministro da Administração Interna adiantou que o Governo tem trabalhado com os órgãos autárquicos, designadamente juntas de freguesia e Câmara, destacando que se têm encontrado “boas soluções”. Para o Comando Metropolitano de Lisboa, a PSP propõe, no seu projeto inicial, o encerramento de 11 esquadras e a abertura de dois Serviços de Atendimento Partilhado e de Policiamento de Proximidade (SAPPP). “Não serão 11, mas se forem oito ou nove, não há drama de maior”, afirmou Miguel Macedo, sublinhando que o objetivo da reforma é melhorar o

dispositivo policial e “redimensionar as divisões da PSP na área metropolitana de Lisboa”. Para o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, a questão não é saber se a cidade “vai ter mais ou menos esquadras a encerrar”, mas sim se vai ter “melhor segurança” na cidade de Lisboa, que passa por “uma boa combinação entre os efetivos disponibilizados para o policiamento de rua e número de esquadras”. “A segurança não se mede em número de esquadras, mede-se em policiamento efetivo na rua”, disse o autarca.


4 | O Primeiro de Janeiro

nacional

Quinta-feira, 20 de Março de 2014

Seguro acusa primeiro-ministro de querer aplicar mais cortes

Líder da UGT destaca em Bruxelas

“Passos está fora do consenso” O secretário-geral do PS acusa o primeiroministro de apenas falar em consenso quando precisa de aplicar novos cortes, reiterando a oposição dos socialistas à política do Governo. “Quando o Governo está em dificuldades volta-se para o PS, mas não é para dar passos no sentido daquilo que o PS defende ou das soluções do PS. É dizer ao PS ‘venham cá certificar a nossa política’”, afirmou António José Seguro, na abertura do debate quinzenal com o primeiroministro. Reiterando que o PS nunca certificará a política do executivo de maioria PSD/CDS-PP, o líder do PS foi mais longe, acusando Passos Coelho de apenas se lembrar de falar num consenso quando acorda com a ‘troika’ novos cortes ou aumentos de impostos. “O primeiro-ministro só se lembra de falar num consenso, mas depois não é capaz de explicar em concreto, sabe quando? Quando acorda com a ‘troika’ fa-

SEGURO. Líder do PS voltou a frisar que o seu partido não está disponível para apoiar mais cortes que o Governo quer impor aos portugueses zer cortes nas funções sociais do Estado, na saúde, na educação, na proteção social ou aumentar os impostos”, destacou Seguro – numa altura em que o primeiroministro já não tinha tempo para responder – recordando que foi

assim em 2012 e 2013 e volta a ser assim este ano. O secretário-geral do PS, que na segunda-feira esteve reunido durante cerca de três horas com o primeiro-ministro dizendo no final que se mantêm “divergên-

cias insanáveis” com o Governo, assinalou, por outro lado, que o consenso de que Portugal precisa já existe no país, socialmente e politicamente entre os partidos da oposição. “Quem está fora desse consenso é o primeiroministro”, insistiu, frisando que o PS nunca negou a necessidade do equilíbrio das contas públicas, nem nunca precisou de reuniões ou de apelos ao consenso para o afirmar. “O consenso existe na sociedade colocando a prioridade no emprego, colocando a prioridade no crescimento económico, que também ajuda equilibrar as contas públicas, o que o país precisa é de reformas, não é de cortes”, recordou Seguro. Antes, o primeiro-ministro tinha feito uma breve alusão à necessidade de compromissos, quando respondia à acusação do líder socialista de que o país está pior por causa da receita do Governo. “Seria bem-vinda mais alguma compreensão e espírito de compromisso quando verdadeiramente o que este Governo está a fazer é a corrigir desequilíbrios que foram herdados por todos os portugueses em 2011”, disse Passos Coelho, remetendo para as anteriores governações de José Sócrates.

Primeiro-ministro vai reunir com todos os grupos parlamentares

Estratégia pós-troika em cima da mesa Passos Coelho anunciou no Parlamento que vai solicitar reuniões a todos os grupos parlamentares para os ouvir sobre os termos da conclusão do programa de ajustamento e sobre a estratégia pós-troika. “Não deixaremos, sobre os termos em que concluiremos o programa de assistência económica e financeira e sobre uma estratégia pós-programa de solicitar reuniões para com eles poder debater essa estratégia de médio prazo”, disse o chefe do Governo, no debate quinzenal no Parlamento. O primeiro-ministro anunciou o pedido de reuniões após reiterar a “disponibilidade da maioria e do Governo” para o diálogo, frisando que essa disponibilidade “não é só com o PS”, apesar das “responsabilidades do maior partido da oposição”.

Passos reuniu-se na segundafeira com Seguro, sobre o mesmo tema. No final do encontro, o líder do PS disse que existe uma “divergência insanável” com o Governo PSD/CDS-PP sobre a estratégia orçamental para o país. Ontem, Passos Coelho defendeu que ter a “capacidade para encontrar pontos de convergência é sinónimo não apenas de inteligência política mas também de capacidade para gerar confiança no futuro”. “Mas de cada vez que chamamos os partidos à oportunidade de concretizarem com ideias próprias a estratégia material para obter essas metas, os partidos dizem que o que querem é mais défice ou mais tempo, ou mais financiamento ou dizem simplesmente que não querem aceitar as medidas”, disse. Para o primeiro-ministro, “só

alguns é que fazem alguma coisa para corrigir as contas públicas”, enquanto “os outros, como foi o caso do Partido Socialista, prometem fazer essa demonstração só se estiver no Governo”. “Não vá isso fazer perder alguns votos no eleitorado em cada eleição que se avizinha”, criticou. Passos aproveitou ainda para responder ao secretário-geral do PS, que tinha acusado o Governo de insensibilidade social, afirmando que há indicadores no estudo da OCDE agora divulgado que “mostram em muitos aspetos melhorias”. O primeiro-ministro destacou que “relativamente aos dez por cento dos portugueses com menores rendimentos, a sua média em termos nacionais melhorou face ao período pré-crise”. “Também é verdade que, relativamente às condições que medem a

desigualdade, também se encurtou neste período, de 0,36 para 0,34, o que significa que houve uma correção, embora muito ligeira, das desigualdades”, defendeu. Para Passos Coelho, estes indicadores, a par com dados do relatório do FMI divulgado em janeiro, “é verdade que houve uma preocupação muito grande deste governo em garantir a progressividade do esforço a pedir aos portugueses no processo de consolidação das contas públicas”. No debate, o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro já se tinha referido ao relatório do FMI para defender que Portugal está “no bom caminho” e a “criar bases sólidas e consistentes” de recuperação. “É preciso paciência para ver isso refletido nas nossas condições de vida”, considerou.

“Portugal não está melhor”

Carlos Silva disse, em Bruxelas, não ver melhoras na situação em Portugal, acrescentando que o Governo continua “apostado” na continuação das políticas de austeridade. “As pessoas é que determinam se o país está melhor ou pior e o que temos ouvido – até dos empresários – é que não está melhor”, explicou, destacando: “Vemos que os números de janeiro do Instituto de Emprego e da Formação Profissional mostram um aumento de desempregados de 14 mil pessoas, continuamos a ser um país de emigração e a ter uma taxa de desemprego elevada”, disse Carlos Silva, após ter participado numa reunião da Confederação Europeia de Sindicatos. O líder sindical reconheceu haver “indícios que permitem vislumbrar alguma situação positiva”, mas negou que seja o suficiente “para que o país possa fazer face a um programa tremendamente nefasto para a expectativa das pessoas”. Concursos de professores

MEC ignora sugestões da FNE

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) acaba de apresentar uma terceira versão para a revisão dos concursos de professores “sem atender” a uma única das críticas e sugestões apresentadas pela Federação Nacional da Educação (FNE), anunciou a estrutura sindical. “O ministério continua a insistir em introduzir no mecanismo de concursos fatores que conduzem à distorção da lista graduada nacional, promovendo a insegurança, a incerteza e a injustiça relativa entre os candidatos”, afirma a FNE em comunicado, na véspera de voltar à mesa de negociações. De acordo com a federação, a proposta de diploma continua a não garantir a vinculação de docentes que acumulam mais do que três contratos sucessivos de ano inteiro e horário completo, conforme reivindicam os sindicatos, com base nos preceitos da lei geral. Diz ainda a FNE que a proposta agora apresentada recusa também a anualização dos concursos interno e externo e permite mecanismos de acesso automático a lugares de quadro “sem consideração” pelas posições relativas entre candidatos, “desrespeitando desta forma a graduação dos candidatos e defraudando legítimas expectativas de muitos docentes que reúnem condições para serem colocados nas escolas da sua preferência”.


Quinta-feira, 20 de Março de 2014

economia

O Primeiro de Janeiro | 5

Ferreira Leite critica situação de Portugal apesar de ter cumprido memorando

“País pobre, sem jovens e sem futuro” Ex-ministra, Vítor Gaspar, Teixeira dos Santos e Bagão Félix consideram que Portugal deveria recorrer a um programa acautelar. Portugal coloca dívida a seis e doze meses

Juros mais baixos Portugal colocou, ontem, um total de 1.250 milhões de euros em Bilhetes de Tesouro (BT) a seis e doze meses às taxas de 0,438% e 0,602%, ambas inferiores às dos anteriores leilões para estes prazos. Segundo a página do IGCP, agência que gere a dívida portuguesa, foram colocados 320 milhões de euros em BT a seis meses a uma taxa de juro média de 0,438%. A procura para este leilão, de BT a seis meses, atingiu 1.480 milhões de euros, o que traduz um rácio de cobertura de 4,63 vezes. No prazo de 12 meses, foram colocados 930 milhões de euros de BT a uma taxa de juro de 0,602%, inferior à de 0,751% praticada no anterior leilão a 19 de fevereiro. A procura dos BT a 12 meses atingiu 1.560 milhões de euros, ou seja 1,68 vezes superior ao montante colocado. A última vez que o IGCP realizou leilões de Bilhetes do Tesouro a doze meses foi em fevereiro, altura em que as taxas ficaram nos 0,75%, tendo sido colocados mil milhões de euros. Na opinião de Filipe Silva, responsável pelo mercado de dívida no Banco Carregosa, “o leilão de recompra de dívida ontem [terça-feira] e os leilões de BT desta manhã [ontem] apontam para a mesma conclusão: os investidores estão interessados em deter dívida portuguesa”.

A ex-ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite considera que Portugal é hoje um País pobre, sem jovens e sem futuro, apesar de ter cumprido o acordado no memorando de entendimento com a «troika». “Cumprimos tudo, mas há uma resposta que não foi dada: o que acontece às pessoas, onde estão os jovens, onde está o Estado social, é que não há resposta para isto”, disse, ontem, a exgovernante, no Fórum das Políticas Públicas 2014, a decorrer em Lisboa. “Temos uns País pobre, sem jovens e sem futuro. Se não é isso que queremos, algo está mal. Quer dizer que as regras europeias não estão a condizer com o espírito do Estado social”, afirmou. O Estado social “revela-se muito caro e temos de o discutir”, defendeu, acrescentando que a discussão “não pode resumir-se às regras” e criticando o atual entendimento que está muito baseado no cumprimento de normas. “É a mesma coisa que dizerem que vai fazer uma cirurgia, mas o paciente também quer saber qual a sua qualidade de vida” depois da operação, explicou. Países em maiores dificuldades

Manuela Ferreira Leite afirmou, ainda, que Portugal vai sair do processo de ajustamento, não porque tenha atingido os objetivos impostos pela «troika», porque há outros países da União Europeia com mais dificuldades que Portugal. A exministra criticou ainda o processo de ajustamento, dizendo que “não foi avaliada de forma correta a situação do País”, nomeadamente quanto ao facto de a estrutura produtiva ser baseada em pequenas e médias empresas e de o endividamento não ser só do Estado “mas também, e especialmente”, das empresas. Admitindo que o processo de ajustamento “provavelmente não podia ter sido outro”, Manuela Ferreira

Leite defendeu que o País chegou ao fim do período de ajustamento e “não tem correção orçamental”. Por seu turno, o anterior ministro das Finanças, Vítor Gaspar, defendeu que Portugal precisa de um mecanismo de seguro para o período pós-’troika’. “Relativamente à saída do programa tenho uma ideia inteiramente idêntica à de Teixeira dos Santos e de Ferreira Leite. Para Portugal sair do programa precisa de um mecanismo de seguro, de um mecanismo de solidariedade, um apoio condicional da parte da Europa”, salientou Vítor Gaspar quando questionado pelos jornalistas sobre se Portugal deveria ter, ou não, um programa cautelar depois de terminado o atual programa de assistência. “Medidas têm de se manter”

Crise. Ex-ministra, Vítor Gaspar, Teixeira dos Santos e Bagão Félix consideram que Portugal deveria recorrer a um programa acautelar no «pós-troika»

Sonae lidera quedas

Bolsa de Lisboa fecha praticamente estabilizada

O PSI20 fechou, ontem, praticamente estabilizado, ao cair uns ligeiros 0,05% para 7.512,99 pontos, com a Sonae a liderar as quedas ao perder mais de 2%. Entre as 19 cotadas que constituem o principal índice da bolsa portuguesa, oito caíram e as restantes 11 desvalorizaram. A Sonae e a Altri foram as ações que mais caíram ao cederem mais de

2% para 1,29 e 2,72 euros, numa sessão em que também a EDP, a REN, o BES e o BCP contribuíram para o fecho do índice ligeiramente em queda. A Sonae divulgou, ontem, que o resultado líquido atribuível aos acionistas cresceu de 33 milhões de euros para 319 milhões de euros, assente nos ganhos resultantes da fusão entre Zon e Optimus. Por outro lado, os juros da dívida soberana de Portugal estavam a subir a dois anos e a descer a cinco e dez anos em relação a terça-feira.

O ex-ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, considerou, por seu turno, que Portugal deve recorrer a um programa cautelar após a «troika», advertindo que os sinais de “alguma euforia” podem mascarar dificuldades que o País tem pela frente. No entender do ex-titular da pasta das Finanças “não parece que haja condições para uma mudança muito significativa nas políticas orçamentais, nem espaço para que muitas das medidas adotadas possam ser afastadas”. “Elas estão aí e têm de se manter. Não é com medidas de caráter transitório que as coisas se resolvem. Vamos, de facto, ter de fazer um grande esforço de consolidação orçamental para assegurar este peso da dívida no PIB”, afirmou. Já Bagão Félix defendeu que deveriam ser inscritos na Constituição da República “limites à pressão fiscal” em função do PIB. “Com a adoção do tratado orçamental, inscreveram-se na Constituição vários limites ao défice e à dívida. Acho que o tratado orçamental deveria juntar um limite à pressão fiscal”, disse o ex-ministro aos jornalistas. Bagão Félix advogou ainda que Portugal deveria recorrer a um programa acautelar no «pós-troika». “Acho que esta matéria está a ser discutida de forma absurda, tipo totobola. Se tivesse de escolher, escolhia [um programa] acautelar porque a médio e a longo prazo seria menos penosos para os portugueses”, disse.


6 | O Norte Desportivo

futebol

Quinta-feira, 20 de Março de 2014

Jorge Jesus está confiante mas quer equipa a respeitar os ingleses do Tottenham

“Benfica ainda não ganhou eliminatória” DR

Benfica está mais perto dos quartos de final da Liga Europa. Pinto da Costa espera que FC Porto carimbe passaporte em Nápoles.

o incidente com o seu homólogo do Tottenham, Tim Sherwood, insistindo que se tratou de um episódio normal e que fez um gesto com três dedos para simbolizar os três golos marcados então pelo Benfica na partida. “Não fiz qualquer gesto obsceno. Respeitei-o. Mas o mais importante foi o jogo do Benfica. Não precisamos de arranjar aqui nada de anormal”, concluiu. O médio Salvio assegurou, por seu turno, que os jogadores do Benfica não estão a sentir qualquer pressão para a partida, apesar de poder ser “um jogo difícil”.

Benfica e FC Porto tentam atingir os quartos de final da Liga Europa, com as «águias» a terem praticamente caminho aberto frente ao Tottenham e os «dragões» a defenderem em Nápoles uma vantagem mínima. O Benfica gere, hoje, no Estádio da Luz, a partir das 18h00, uma vitória de 3-1 em Londres, depois de uma exibição francamente positiva, em que um golo de Rodrigo e um «bis» do capitão e central Luisão fizerem tremer os «spurs». O FC Porto, que vem de nova derrota no campeonato (agora em Alvalade, com o Sporting, 1-0), vai defender, a partir das 20h05, no Estádio San Paolo, uma vantagem de um 1-0 trazida do Dragão, onde terá feito uma das melhores exibições numa época quem tem sido tremida.

Pinto da Costa confiante

«Águias» em estado de alerta

Na antevisão do encontro da Luz, o treinador do Benfica alertou que a passagem aos quartos de final não está ainda garantida, apesar da “qualidade do jogo” e do resultado conseguido em Londres,. “Ganhámos a primeira parte da eliminatória, mas não ganhámos a eliminatória. Aquilo que o Benfica fez em Londres, também eles podem vir fazer aqui”, advertiu Jorge Jesus, prometendo escolher “os melhores para cada jogo”, sempre com o objetivo de vencer as partidas e “não pondo em risco a equipa”. Jorge Jesus mostrou-se confiante na vitória no encontro de hoje, sublinhando que “a equipa está confiante e está a passar um bom período, numa fase crucial das competições”. “O Benfica tem mais opções niveladas do que no ano passado”, reconheceu o treinador do clube da Luz, que prometeu “conjugar as alterações sempre com um sentido objetivo de vencer os jogos”. O treinador voltou a desvalorizar

Liga Europa. «Águias» têm praticamente caminho aberto frente ao Tottenham e «dragões» defendem em Nápoles uma vantagem mínima

Em Oliveira de Azeméis

Clubes da II Liga discutem “interesse comum” Os clubes da II Liga portuguesa vão reunir-se, amanhã, em Oliveira de Azeméis, com o principal propósito de debater questões de “interesse comum e do escalão”. O presidente da Oliveirense e organizador deste encontro, José Godinho, esclareceu que já recebeu a confirmação da “maioria dos clubes” e alertou para a “necessidade de voltar a unir os clubes da

II Liga”. “Os clubes da II Liga vão reunir-se com o principal intuito de percebe se existe possibilidade de se unirem para aprovarem um regimento, que é um documento pelo qual os clubes vão reger-se no futuro”, explicou, adiantando: “Num segundo momento, e caso o primeiro ponto seja aprovado, começaremos logo a discutir assuntos que constem nesse mesmo regimento, como é exemplo o modelo competitivo do campeonato, os direitos relativos às transmissões televisivas, bem como o financiamento”.

No reino do «dragão», à chegada a Nápoles, Pinto da Costa sublinhou o golo anulado a Carlos Eduardo na primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, considerando, desta maneira, que o resultado não foi justo. “Conseguimos um resultado positivo mas não justo, porque marcámos dois golos e só ganhámos 1-0”, afirmou.  Sobre o jogo de hoje, Pinto da Costa mostrou-se confiante e prometeu atitude na equipa «azul e branca»: “havia um grande pessimismo de muita gente quando fomos jogar à Alemanha e a verdade é que passámos. Os jogadores vão dar tudo para passar a eliminatória, que é o objetivo”. Do lado adversário, o treinador espanhol Rafael Benitez considerou que o Nápoles vai ter de arriscar mais frente ao FC Porto, mas sem grandes loucuras. “O FC Porto tem jogadores de qualidade, que fazem a diferença e nós não sabemos ainda se vamos atacar ou apostar no contra-ataque, mas, de uma forma ou de outra, estamos prontos para tudo”, defendeu. “Temos de jogar sem pressa, mas, ao mesmo tempo, sem pausas, e pensando que temos de entrar em campo focados no objetivo de marcar. Temos de jogar com confiança em nós, como fizemos na Liga dos Campeões”, frisou. O treinador espanhol conta com o apoio do público para ultrapassar o FC Porto, uma vez que são aguardados 60 mil adeptos no recinto napolitano, e recordou “o ambiente fantástico” que habitualmente se vive neste palco europeu.

«Guerra» entre Sporting e FCP sobe de tom

“Desespero e senilidade” Está aberta uma «guerra» de comunicados e declarações entre Sporting e FC Porto. Ontem, o presidente do Sporting «leonino» garantiu que não está preocupado com a queixa apresentada na Liga de Clubes pelo FC Porto, considerando que a postura demonstra «desespero e senilidade». Os tricampeões nacionais acusam o clube de Alvalade de ter condicionado a arbitragem do clássico do passado domingo, violando os regulamentos da Liga e incorrendo em duros castigos, que vão da perda de pontos à possibilidade de descida de divisão. Em entrevista exclusiva a Bola Branca, Bruno de Carvalho mostrou-se tranquilo com o tema.  “[Queixa do FC Porto] tem a ver com desespero e senilidade pura. Nem eu nem qualquer pessoa que fosse normal estaria preocupada com a eventualidade de um castigo”, disse, considerando que os «dragões» pretendem apenas “esconder que perderam e bem com o Sporting”. Recorde-se que, ontem, também o FC Porto lançou um duro comunicado contra os «leões». Num longo texto intitulado «Manual de boas maneiras para viscondes», a direção do FC Porto desmentiu algumas notícias vindas a público de que o Sporting teria cedido um camarote à Administração da SAD portista, e voltou a contestar a postura de Bruno de Carvalho.


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Quinta-feira, 20 de Março de 2014

«O PRIMEIRO DE JANEIRO», 20/03/2014

«O PRIMEIRO DE JANEIRO», 20/03/2014

TRIBUNAL JUDICIAL DA COMARCA DE GUIMARÃES 4.º JUÍZO CÍVEL

ANÚNCIO

ASSOCIAÇÃO DOS ALBERGUES NOCTURNOS DO PORTO

VENDA POR NEGOCIAÇÃO PARTICULAR Administrador de Insolvência: José da Costa Araújo, com escritório na Rua José António P. P. Machado, 369 – 1º Esq., 4750-309 Barcelos, com o telefone nº 253 824 116 e fax nº 253 821 065. Insolvente: Espadinha - Transportes e Logística, Unipessoal, Lda. Nos autos acima referenciados procede-se à venda por negociação particular dos bens móveis infra identificados, os quais serão entregues a quem oferecer maior preço acima do abaixo indicado, devendo os interessados, até ao próximo dia 11 de Abril de 2014, enviar a sua proposta de compra, para o escritório do Administrador de Insolvência, supra referido. - BENS MÓVEIS – VERBA N.º 1 Uma viatura pesada de mercadorias de merca “Renault”, modelo M 150.12 C 40, com a matrícula 18-38-LD. VERBA Nº 1 – Valor anunciar para venda (€ 3.500,00 x 85%) € 2.975,00* VERBA N.º 2 Uma secretária e cadeira, um computador e impressora, 1 calculadora, 1 GPS Tom Tom, um telemóvel VERBA Nº 2 – Valor anunciar para venda (€ 300,00 x 85%) € 255,00* *Ao valor da aquisição acresce IVA de 23%. Os quais se encontram na Travessa Cerca de Selho, n.º 67, Creixomil, Guimarães e serão mostrados a quem neles estiver interessado no dia 31 de Março, entre as 11,30h e as 12h30, mediante marcação prévia. O Administrador de Insolvência José da Costa Araújo

Já leu

hoje?

Assembleia Geral Ordinária Nos termos iegais convoco a Assembleia Geral desta Instituição a reunir em sessão ordinária, na Sede, à Rua dos Mártires da Liberdade, 237, no próximo dia 4 de Abril de 2014, pelas 17 horas, com a seguinte ordem do Dia: 1. Apreciar, discutir e votar o Relatório e as Contas do ano 2013, bem como o parecer do Conselho Fiscal; 2. Tratar de qualquer assunto de interesse desta Associação. Se à hora marcada não houver quorum, a Assembleia realizarse-á uma hora mais tarde com qualquer número de presenças. Porto, 20 de Março de 2014 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr Manuel Veiga de Faria

«O PRIMEIRO DE JANEIRO», 20/03/2014

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VALBOM, GONDOMAR

AVISO Nos termos da alínea d) do n.º1 do artigo 19.º da Portaria n,º 83-A/2009, de 22 de janeiro, torna-se público que, por despacho do Diretor do Agrupamento de Escolas de Valbom, de 12 de fevereiro de 2014, se encontra aberto, pelo prazo de 10 (dez) dias úteis, a contar da data da publicação do aviso no Diário da Republica, procedimento concursal comum para preenchimento de 2 (dois) postos de trabalho na carreira e categoria de assistente operacional, de grau 1, em regime de contrato de trabalho por tempo determinado, a termo resolutivo certo e a tempo parcial de 4 horas diárias, conforme Aviso n.º 3828/2014 publicado no Diário da República, 2.ªsérie, n.º55, de 19 de março de 2014. Valbom, 19 de março de 2014. O Diretor, Jorge Portugal dos Santos Coelho

O Primeiro de Janeiro | 7


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A MORTE DO FUTEBOL Perante o voo sereno da águia, o dragão e o leão consomem-se numa luta fratricida que só os pode prejudicar. O futebol, na sua essência, é um jogo de confronto direto que se desenrola ao longo de uma época. Assim sendo, os clubes competem entre si pela conquista dos resultados que Gustavo Pires* lhes abrem as portas dos campeonatos externos e, em consequência, da própria sobrevivência. Assim sendo, o campeonato é um jogo estratégico de soma nula, em que só uma equipa pode ganhar. Neste modelo competitivo anacrónico que ninguém tem coragem para mudar, como diria Empédocles (495-430 aC), só sobrevivem aqueles que melhor se adaptarem. Assim sendo, no futebol atual, não há lugar nem para ingénuos nem para ingenuidades porque as razões que determinam a vida dos clubes assumem uma importância dramática. E as consequências económicas dos resultados dos jogos são de tal maneira dramáticas que estão a transfigurar os campeonatos. Porque, numa perspetiva objetivamente económica, a vida do clube depende dos subjetivos resultados dos jogos. Contudo, o futebol devia funcionar de acordo com um modelo em que o sucesso do campeonato seria o sucesso de todos os clubes participantes independentemente da equipa que ganhasse. O que se está a passar entre o FCporto e o SCPortugal é inadmissível. Não se trata de saber quem tem razão. Pouco importa. Tratase de saber qual a solução para que este tipo de acontecimentos não possa acontecer. Como temos estado a ver o campeonato está-se a desenrolar num ambiente agónico que não é bom para ninguém e muito menos para o futebol e o País. Os adversários passaram a ser inimigos de morte porque o modelo de organização do campeonato determina esse comportamento. Hoje, os clubes, jornada após jornada, são consumidos por um jogo de “soma igual a zero”, em que para que uns possam sobreviver, outros têm de morrer. Este é o Modelo Europeu de Desporto que determina o padrão de competição e a maneira como os dirigentes e os treinadores organizam o seu comportamento. Eles vivem num permanente ambiente de confronto que está a substituir o confronto do próprio jogo. Porque os clubes para sobreviverem têm de aniquilar o adversário. Por isso, o futebol já não se trata só de um mero jogo, trata-se de um confronto onde os interesses da mais diversa ordem económica estão ao rubro. O Modelo Europeu de Desporto não permite que as forças que disputam o campeonato tenham objetivos comuns e como não têm objetivos comuns só lhes resta lutarem até se aniquilarem. Ora, quando os objetivos para além de não serem comuns ainda são antagónicos significa que estamos perante um desastre à vista. Tudo indica que o atual conflito entre o SCPortugal e o FCPorto, preanuncia uma qualquer tragédia que não vai ser bonita de se ver. Só a vitória lhes interessa na medida em que a derrota significa a morte. A morte do treinador, dos jogadores, dos dirigentes, do clube e, finalmente, dos apaniguados. Quer dizer, a morte do futebol.

Ministro Mota Soares anuncia investimento de três milhões de euros

Cuidados de apoio a bebés prematuros O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social anunciou um investimento de três milhões de euros em projetos-pilotos de cuidados de apoio aos bebés prematuros e aos seus pais, em Lisboa, Porto e Coimbra. Os projetos da Associação Portuguesa de Apoio ao Bebé Prematuro XXS serão chamados “Sobreviver”, terão a duração de três anos, e foram anunciados hoje por Mota Soares, no lançamento do programa Cuidados de Apoio a Recém-nascidos Em risco (C.A.R.E), ao qual se juntam, e que visa exatamente a prestação de cuidados especializados a recém-nascidos em risco e o apoio dos seus pais. Para Mota Soares, o projeto da associação XXS é “inovador e singular” e servirá para “disseminar boas práticas”. Do projeto fazem parte ações de sensibilização para a prevenção e divulgação da prematuridade e ações de formação em meio institucional e familiar para os pais das crianças prematuras que “precisam de cuidados especiais, de equipamentos específicos e de atenções redobradas”. “Queremos, para estes casos, desenvolver três projetos-piloto que pressupõem a aquisição e rendibilização dalgum desse equipamento e pessoal qualificado”, adiantou o ministro. Estes projetos assentam num “mode-

lo estruturado, aproveitando o conhecimento de neonatologia e têm permitido influenciar significativamente as taxas de sobrevivência no grupo das crianças prematuras ou criticamente doentes”, prosseguiu Mota Soares, destacando: “Além desta capacitação das equipas que no futuro darão acompanhamento e formação às famílias ainda humanizaremos os espaços tornando-os mais acolhedores para os futuros ou atuais pais”. O mesmo governante adiantou ainda que também será criada uma “rede informal de informação parental”. O custo de formação da “primeira fornada” será de cerca de 100 mil euros, por entidade formadora, e o projeto, na sua totalidade, representa um investimento de três milhões de euros. “Queremos que este projeto possa, no futuro, ser estendido a todos os recém-nascidos”, alargando-o a outras instituições particulares de solidariedade social, nomeadamente o Banco do Bebé e a Crescer. A presidente da XXS, Sidónia Santos, ficou satisfeita e surpresa com o anúncio do ministro da implementação do projeto em três locais – Coimbra, além dos esperados Lisboa e Porto. “O Sr. Ministro falou em três locais, nós tínhamos na iminência de fazer um [projeto-piloto] na zona da grande Lisboa e outro no Porto. Se calhar,

sabe mais alguma coisa que nós não sabemos e o projeto conseguirá alargar-se para Coimbra”, disse Sidónia Santos. A presidente da XXS contou que a associação tinha concorrido inicialmente ao Programa Operacional Potencial Humano (POPH), que financia o projeto, com a aplicação aos três locais, “mas houve limitações de normas europeias”. “Por isso, as coisas estão ligeiramente mais condicionadas, mas se calhar não estão”, comentou, considerando que será “excelente” o desenvolvimento do projeto também em Coimbra. Presente na cerimónia, o secretário de Estado Adjunto da Saúde, Leal da Costa, salientou a importância do C.A.R.E, porque, através deste programa, será possível fazer alguns investimentos em equipamento em 18 unidades de neonatologia. Leal da Costa observou que está a haver um aumento do número de prematuros, afirmando que é “uma situação que era expectável, em função de condições de caráter social”. “Mantemos níveis em torno dos 8 a 10% de prematuros/ ano, o que é um número muito significativo”, frisou. O ministro Mota Soares fez ainda questão de sublinhar que “a prematuridade é responsável por cerca de 73% da mortalidade neonatal”.

Maria Luís Albuquerque e o Tratado Orçamental

“Objetivos são para cumprir” A ministra das Finanças garante que os objetivos do Tratado Orçamental “são para cumprir” e considera que é necessário tornar a agenda de reformas estruturais ainda mais ambiciosa. “Os objetivos do Tratado Orçamental são para cumprir”, garantiu Maria Luís Albuquerque durante uma audição na comissão de orçamento, finanças e administração pública, depois do deputado socialista João Galamba que o cenário macroeconómico apresentado pelo primeiro-ministro Passos Coelho, na semana passada “viola o

tratado orçamental”. “Com os números do primeiro-ministro, em 2033, e num cenário otimista, teremos uma dívida superior a 110% do PIB [Produto Interno Bruto]. Ou os números do primeiro-ministro são inventados ou então são verdadeiros e, depois de criticar todos, o primeiro cenário macroeconómico que o primeiro-ministro apresenta ao país é um cenário que viola o tratado orçamental”, afirmou João Galamba. A ministra das Finanças disse inicialmente que não estaria em condições

para comentar as contas do deputado socialista, por não as conhecer, mas garantiu que o objetivo é para cumprir e que o apoio dos partidos do arco da governação (entre eles o PS) seria muito positivo para conseguir cumprir estes objetivos de médio/longo prazo. Maria Luís Albuquerque defendeu também que é preciso fazer mais nas reformas estruturais para além do que já foi feito. Para a governante, não só é preciso garantir que estas reformas produzem resultados mas também tornar esta agenda “ainda mais ambiciosa”.

Comissão Europeia aprova ajuda financeira

Mil milhões de euros para a Ucrânia A Comissão Europeia propôs uma nova assistência macrofinanceira à Ucrânia de mil milhões de euros, no quadro do pacote de ajuda a Kiev aprovado pelos líderes da União Europeia na cimeira extraordinária de 06 de março passado. O executivo comunitário, liderado por José Manuel Durão Barroso, espera que esta assistência financeira, em empréstimos de médio prazo, seja formalmente aprovada pelo Conselho (Estados-membros) “nas próximas semanas”, e indica que visa apoiar economicamente a Ucrânia, num contexto em que a situação orçamental e a balança de pagamentos do

país, já frágil, está a deteriorar-se rapidamente devido à atual crise. Esta assistência – um instrumento extraordinário da UE de resposta à crise destinado a parceiros de vizinhança da União que experimenta problemas graves de balança de pagamentos – é concebida, designadamente, “para ajudar a Ucrânia a cobrir parte das suas necessidades urgentes de financiamento externo, no contexto do programa de estabilização e reformas que está a ser preparado com a ajuda do Fundo Monetário Internacional”. “É do interesse essencial da Ucrânia e da União Europeia manter a paz e a estabilidade

financeira e política no nosso continente. Esta ajuda financeira irá ajudar a estabilizar a situação financeira debilitada na Ucrânia, e, como tal, será uma parte vital para alcançar uma solução para a crise”, comentou o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn. A Comissão especifica que o desembolso da assistência será condicionada à implementação bem sucedida de um acordo financeiro que as autoridades ucranianas deverão concluir com o FMI, e a condições específicas de política económica que serão acordadas entre Bruxelas e Kiev.


20 03 2014