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13 de setembro de 2013

FÓRMULA 1 – Grande Prémio de Itália

Tricampeão da Red Bull resiste à pressão de Alonso e dos tifosi em Monza

Vettel manda em casa da Ferrari O alemão Sebastian Vettel (Red Bull) ficou mais perto de conquistar um histórico quarto título consecutivo no Mundial de Fórmula 1, resistindo à pressão do espanhol Fernando Alonso para se impor em Monza, no Grande Prémio de Itália, a casa da Ferrari. O espanhol confirma o segundo lugar do Campeonato, mas está cada vez mais longe do tricampeão da Red Bull, que parece imparável nesta segunda metade do Mundial. O tricampeão do Mundo já venceu seis corridas este ano, metade das que foram disputadas no campeonato de 2013, aumentando para 53 pontos a vantagem sobre Alonso no comando da classificação do Mundial de pilotos, quando faltam realizar sete provas para o fim do Campeonato de F1, a maioria das quais feitas “à medida” do bólide da Red Bull. “Foi uma corrida fantástica, mas consegue-se sempre perceber a diferença quando não se ganha aqui ao volante do carro vermelho”, observou Vettel, de 26 anos, em referência à reação pouco amistosa dos adeptos da Ferrari no fim de uma corrida que marca a despedida da F1 da Europa. Vettel, que partiu da sua 40.ª “pole position” da carreira, conseguiu segurar o primeiro lugar face ao ataque do australiano Mark Webber, seu colega de equipa na Red Bull, por força de uma fortíssima travagem para a primeira curva, dominou a corrida praticamente da primeira à

última volta, subindo pela terceira vez ao pódio no circuito de Monza, onde festejou o primeiro dos seus 32 sucessos na F1, em 2008. O espanhol Fernando Alonso foi o outro protagonista na pista dos arredores de Milão: o piloto da Ferrari deu esperança aos “tifosi” quando passou do quinto lugar que ocupava na grelha para a segunda posição, mas nessa altura já Vettel tinha assegurado uma vantagem que o espanhol nunca se mostrou capaz de anular. “Isto significa que fiz bem o meu trabalho e bati o ‘homem de vermelho’. Foi resultado de um grande trabalho de equipa. A corrida foi fenomenal, pois tivemos ambos problemas com a caixa de velocidades perto do fim”, explicou Vettel, que apenas perdeu o comando para Alonso por breves instantes, quando realizou o seu único reabastecimento. O germânico completou as 53 voltas ao circuito dos arredores de Milão, na distância total de 306,720 quilómetros, em 1:18.33,352 horas (média de 234,269 km/h), com tranquilizantes 5,467 segundos sobre Alonso e 6,350 sobre Webber, que também foi incapaz de fazer melhor do que se aproximar da traseira do Ferrari do espanhol, inviabilizando a “dobradinha” da Red Bull. Com 104 pontos de vantagem sobre a Ferrari, a escuderia inglesa não deverá necessitar de mais “do-

bradinhas” até ao fim do campeonato para revalidar o título de construtores, mas a corrida caseira, apesar de Alonso não ter chegado à vitória, até foi favorável à equipa italiana, que ultrapassou a Mercedes. Para isso, muito contribuiu o quarto lugar do brasileiro Felipe Massa, mas, principalmente, o desempenho modesto dos dois pilotos da Mercedes: o alemão Nico Rosberg não foi além da sexta posição e Lewis Hamilton

fez ainda pior, terminando no nono posto, a mais de meio minuto de Vettel, mas com poucas responsabilidades para o britânico. Apesar da distância que separou Vettel de Hamilton e de o piloto da McLaren, praticamente, se ter despedido da luta pelo título mundial, o britânico até foi um dos “heróis” do dia, depois de ter arrancado do 12.º lugar da grelha de partida, ter perdido o contacto com a equipa por rádio e

sofrido um furo lento. Hamilton manteve o terceiro lugar no Mundial de Pilotos, mas a distantes 81 pontos de Vettel, encontrando-se ainda assim em melhor situação do que o finlandês Kimi Raikkonen (Lotus), que apesar de ser apenas 11.º classificado, agora com 88 pontos de atraso para o líder do Mundial, assinou um contrato válido por dois anos com a Ferrari (ver peça à parte).


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