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Ano 29 | Nº 1488| De 4 a 10 de dezembro de 2020| Diretor: João Fernandes | Gratuito | www.opiniaopublica.pt

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Covid 19

Famalicão é o quinto concelho do país com mais casos de infeção

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CÂMARA APROVA ORÇAMENTO DE 136 MILHÕES PARA GERIR EM 2021 p. 3

Natal Lançada campanha de descontos para apoiar comércio e restauração

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Esmeriz Construção da Casa Mortuária arranca em janeiro

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Televisão BV Famalicão participam na primeira série portuguesa da Netflix p. 2 Devido ao feriado de terçafeira, 8 de dezembro, a próxima edição do OPINIÃO PÚBLICA sai na sexta-feira, 11 de dezembro

FC Famalicão perde em Paços de Ferreira e recebe este sábado o Sporting AD Ninense pede suspensão do futebol não profissional

Estacionamento: a partir de hoje há mais 150 lugares gratuitos na cidade p. 3

Especial distritais: Operário Futebol Clube pub


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CIDADE

opiniãopública: 4 de dezembro de 2020

Câmara mantém atendimento aberto na próxima segunda-feira Tal como aconteceu no dia 30 de novembro, a Câmara Municipal Famalicão vai manter em funcionamento os serviços essenciais, como o atendimento ao público, na próxima segunda-feira, 7 de dezembro, véspera de feriado. Apesar de ter decidido dar tolerância de ponto aos funcionários municipais, na sequência da resolução anunciada pelo Governo, o presidente da autarquia, Paulo Cunha, optou por manter abertos os serviços de atendimento do Balcão Único, Água e Saneamento e Ação Social, no horário entre as 9h00 e as 15h00. Para além deste atendimento, estarão ativos ainda neste dia o piquete de águas e os serviços de recolha de lixo. “Ao assegurarmos o acesso a estes serviços públicos essenciais, estamos a contribuir para que não haja uma elevada concentração de utentes nos dias a seguir aos feriados, nos respetivos espaços”, explica Paulo Cunha, salientando que existem serviços que têm tido uma grande procura diária como é o caso da Ação Social. “Depois do encerramento da delegação da Segurança Social em Famalicão, os famalicenses estão a recorrer aos serviços da Ação Social, em busca de ajuda e esclarecimentos”, acrescentou o autarca referindo que o município “não pode deixar as pessoas desamparadas e sem respostas”.

JS Famalicão inicia Roteiro pelo Ensino Superior

Arrancou no dia 1 e decorre até ao fim de dezembro

Famalicão lança campanha de descontos para apoiar comércio e restauração A Câmara Municipal, a Associação Comercial e Industrial de Famalicão (ACIF) e a recém criada Associação de Restaurantes de Famalicão colocaram no terreno uma nova campanha para apoiar o comércio e a restauração do concelho durante a época natalícia. A campanha de Natal entrou em vigor na passada terça-feira, dia 1 de dezembro, e consiste na oferta de vouchers de 10% de desconto por cada 10 euros em compras nas lojas e restaurantes aderentes. Na prática, cada voucher recebido na restauração vale 10% de desconto numa compra no comércio tradicional aderente e vice-versa. Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “esta é mais uma medida lançada para apoiar dois dos setores mais castigados pela pandemia”. “Economicamente falando, sabemos que o Natal representa uma época muito importante quer para o comércio, quer para a restauração local e, por isso, esperamos que com este estímulo possamos atenuar o impacto económico causado pela crise pandémica”,

acrescenta. O autarca considera ainda “muito positivas” as sinergias criadas pelos agentes locais e pelos famalicenses para fazer face às dificuldades sentidas nos últimos meses. “Esta é a altura de ‘arregaçar mangas’ e de ver o que podemos fazer uns pelos outros”, disse. A campanha vai estar em vigor

até 31 de dezembro, data até à qual podem ser utilizados os vouchers adquiridos. O desconto não é acumulável com outras ofertas, promoções, ou menus em vigor. Apenas poderá ser descontado um voucher por cada compra ou refeição. A lista das lojas e dos restaurantes aderentes pode ser consultada em www.famalicao.pt.

BV Famalicão participam na primeira série portuguesa da Netflix A concelhia de Famalicão da Juventude Socialista (JS) iniciou, a semana passada, um Roteiro Pelo Ensino Superior com um encontro com a Associação Académica da Universidade Lusíada. Em nota à imprensa, a JS explica que este roteiro “surge na senda da tentativa de conhecer melhor a realidade concelhia do ensino superior em Famalicão”. Nesse sentido, a reunião com a Associação Académica da Universidade Lusíada do Norte, em particular com representantes dos alunos do Campus de Famalicão permitiu à juventude partidária “conhecer aqueles que são os problemas e os anseios dos jovens estudantes desta instituição, identificar os principais assuntos fraturantes desta comunidade estudantil e refletir sobre o posicionamento que a cidade de Famalicão e o Município devem tomar perante estes estudantes e as suas necessidades”, lê-se no comunicado. Segundo Luís Miranda, presidente da concelhia da JS de Famalicão, estes encontros “possibilitam a oportunidade da estrutura concelhia fortalecer laços de aproximação, colaboração e cooperação com os estudantes e o associativismo académico local, mas, principalmente, servem para a JS Famalicão absorver e apurar informações e conteúdos que permitam nos locais políticos próprios pugnar pela melhoria do ensino universitário famalicense".

FICHA TÉCNICA

CONSELHO EDITORIAL: Alexandrino Cosme, António Cândido Oliveira, António Jorge Pinto Couto, Artur Sá da Costa, Cristina Azevedo, Feliz Manuel Pereira, João Fernandes, Manuel Afonso e Almeida Pinto. ESTATUTO EDITORIAL: disponível em www.opiniaopublica.pt

DIRETOR: João Fernandes (CIEJ TE-95) jfernandes@opiniaopublica.pt

CHEFE DE REDACÇÃO: Cristina Azevedo (CPJ 5611) cristina@opiniaopublica.pt

REDACÇÃO: informacao@opiniaopublica.pt Carla Alexandra Soares (CICR-248), Cristina Azevedo (CPJ 5611).

DESPORTO: Jorge Humberto, José Clemente (CNID 297) e Pedro Silva (CICR-220).

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários (BV) de Famalicão participaram, a semana passada, nas gravações da primeira série portuguesa produzida para a Netflix, intitulada “Glória”. A corporação foi ao Ribatejo, onde decorrem as gravações, e três operacionais participaram na simulação de uma explosão para uma cena. Foram também usadas três viaturas históricas dos BV Famalicão, nomeadamente o Land Rover PS1 de 1961, a ambulância Volkswagen AMT1 e o Internacional PSU 1, todos em perfeito estado. Para Sérgio Gomes, comandante da corporação, participar nesta série original de Pedro

GRAFISMO: Carla Alexandra Soares e Pedro Silva.

OPINIÃO: Adelino Mota, Barbosa da Silva, Domingos Peixoto, Gouveia Ferreira, J. Mário Teixeira, José Luís Araújo, Sílvio Sousa, Vítor Pereira. GERÊNCIA: João Fernandes

CAPITAL SOCIAL: 350.000,00 Euros.

Dois dos veículos históricos da corporação usados nas gravações

Lopes e realizada por Tiago Guedes, “é uma honra para a cidade e para a corporação estar, de alguma forma, ligadas a este projeto cinematográfico pioneiro em Portugal, que será distribuído a nível mun-

DETENTORES DE MAIS DE 5% DO CAPITAL António Jorge Pinto Couto

TÉCNICOS DE VENDAS: comercial@opiniaopublica.pt Maria Fernanda Costa e Sónia Alexandra

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dial pela Netflix”. Na opinião do presidente da Direção, João Coelho, “esta pequena participação remunerada dos BV Famalicão, coloca em evidência uma das preocupações da direção desta associação ao

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longo dos últimos anos em manter vivo o património histórico da corporação”. A série “Glória” apresenta- como um thriller histórico sobre espiões na década de 60, durante a Guerra Fria.

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Área social com o valor mais alto de sempre para fazer face às consequências da pandemia

Famalicão tem orçamento de 136 milhões de euros para gerir em 2021 que resultam de financiamento comunitário”, como são os casos do Mercado Municipal, do teatro Narciso Ferreira, da reabilitação da zona central dade cidade ou das vias cicláveis. São obras que estão no terreno e que terão a sua conclusão em 2021. De resto, apesar da previsão de diminuição da receita, o valor total do orçamento para 2021 (136 milhões de euros) é significativamente superior ao total que foi orçamentado para este ano (111 milhões de euros), o que, segundo Paulo Cunha, resulta precisamente das verbas provenientes dos fundos comunitários. “Queremos ser um concelho de máximo aproveitamento destes fundos”, sustenta.

Cristina Azevedo A Câmara Municipal Famalicão tem um orçamento de 136 milhões de euros para gerir em 2021. O Plano de Atividades e Orçamento para o próximo foram aprovados, na passada quarta-feira, em reunião de Câmara, pela maioria PSD/CDS-PP, enquanto os vereadores do PS votaram contra, tecendo várias críticas aos documentos (ver notícia nesta página). O reforço de verbas para a área social, por forma a fazer face à previsível crise económica e social provocada pela pandemia; o aumento das verbas para as juntas de freguesia e a manutenção do investimento em obras, nomeadamente daquelas que contam com a comparticipação de fundos comunitários, são alguns dos aspetos salientados pelo presidente da Câmara, num ano que será “particularmente exigente”. “A grande ambição para 2021 é a conciliação entre a perspetiva de abrandamento económico e de aumento da despesa social com a manutenção daquilo que são as linhas orientadoras do mandato em curso”, referiu Paulo Cunha, aos jornalistas, realçando que o que se pretende é que, “quando chegados ao final do próximo ano possamos dizer aos famalicenses que, ao mesmo tempo que soubemos enfrentar uma pandemia, conseguimos também concretizar as promessas autárquicas”. 26 milhões para a área social Para o edil, isso é possível “com esforço e rigor na gestão municipal” e destaca, desde logo, o envelope de 26 milhões para a área social, “o mais alto de sempre, que

As Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2021 foram aprovadas esta semana

criará uma frente de apoio e de ação a diversos níveis”. Aqui, inclui-se o apoio a instituições socias, às juntas de freguesia, mas também às famílias com o reforço na área escolar e no apoio à renda. Também os três impostos municipais vão diminuir no próximo ano, como redução da taxa do IRS de 5 para 4,5%, redução do IMI para todas as famílias com filhos e isenção da Derrama para empresas com um volume de negócios igual ou inferior a 250 mil euros, quando até aqui era de 150 mil

euros. Paulo Cunha não esconde que esta baixa de impostos trará menos receita para o Município, assim como a previsível diminuição da atividade económica, já que se houver mais desemprego haverá menos IRS e se houver menos dinâmica empresarial também haverá menos Derrama. “É um caminho estreito e exigente”, confessa o autarca, acrescentado que a opção foi “realizar os investimentos que são essenciais, dando prioridade àqueles

Parque provisório cria 150 lugares de estacionamento gratuito na cidade A partir desta sexta-feira, 4 de dezembro, a cidade de Famalicão vai ganhar um novo parque de estacionamento gratuito que vai servir os famalicenses e os visitantes que se deslocam ao centro. São mais 150 lugares de estacionamento gratuito que, segundo a autarquia, vão ajudar a minimizar o impacto causado pelas obras em curso de reabilitação do centro urbano. O novo espaço de estacionamento será disponibilizado nos terrenos da antiga Central de Camionagem, que confronta com a principal via da cidade, a Avenida Marechal Humberto Delgado, com a entrada principal do Parque da Devesa e a atual Estação Rodoviária. A infraestrutura tem caráter provisório e a sua disponibilização pública tornou-se possível mediante um acordo de arrendamento por um ano, celebrado entre a autarquia e os atuais proprietários do terreno.

“Trata-se de mais uma resposta às necessidades dos famalicenses que vão ganhar ainda mais lugares de estacionamento de qualidade e de grande proximidade ao centro da cidade”, afirma a propósito o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, garantindo que “Famalicão é certamente uma das cidades do país que oferece mais lugares de estacio-

namento gratuito no núcleo urbano”. A autarquia lembra que, apesar do encerramento do parque pago da Praça D. Maria II e o do parque livre do Campo Mouzinho de Albuquerque (antigo campo da feira), na sequência do arranque das obras, “os famalicenses dispõe de mais de dois mil lugares de estacionamento gratuito na cidade”.

Reforço de 10% das verbas para as freguesias Mas também haverá investimento suportado a 100% pelos cofres municipais, como é o caso da dotação de 5 milhões de euros para obras na rede de água e saneamento ou o investimento na Educação em termos de reabilitação de equipamentos (4 milhões de euros), destacando-se aqui a segunda fase da intervenção na EB 2,3 de Ribeirão. Uma das novidades do Orçamento é o reforço das transferências livres para as juntas de freguesias em 10% para as ajudar a fazer face às exigências sociais das suas comunidades. “Sabemos que as autarquias locais têm lidado e vão continuar a lidar com problemas sociais que obrigam a mais despesa, e por isso é preciso criar condições para que tenham os meios financeiros necessários”, justifica o edil famalicense.

Vereadores da oposição votaram contra

PS fala em Orçamento de fantasia e ilusões Os vereadores do Partido Socialista evocam seis razões para o chumbo às grandes Opções do Plano e Orçamento do Município para 2021. Em declarações ao OPINIÃO PÚBLICA, o socialista Nuno Sá fala de um “orçamento que é pesado para o bolso dos famalicenses” porque, apesar de uma descida dos impostos municipais, “no total, prevê-se que a receita fiscal a arrecadar aumente 19%”. “Todos os impostos aumentam, no seu valor global”, afirma o vereador da oposição, o que, em seu entender, também não deixa de ser um contrassenso, tendo em conta a descida nas taxas de IRS e de IMI e o alargamento das isenções na Derrama, além da previsível contração económica que se fará sentir em 2021. “Por isso, é que também dizemos que este é um orçamento de fantasia e de ilusões”, conclui. Para o PS, é igualmente “um orçamento que falha à economia famalicense” que assenta em “mais endividamento e num modelo de gestão que opta pelas despesas correntes, sobretudo as relacionadas com o pessoal,

Nuno Sá

incapacitando o investimento próprio por parte da Câmara Municipal”. Por outro lado, considera que o valor que está afeto a medidas de apoios social “é manifestamente insuficiente, face à gravidade da crise que se prevê”, e lembra que o PS tem apresentado propostas nesta área “que têm sido sucessivamente chumbadas”. Já no investimento em obras, Nuno Sá ironiza ao dizer que “verifica com satisfação que, após 20 anos de promessas da coligação de direita, essas obras nunca concretizadas poderão, agora, ver a luz do dia”. Realça, porém, que isso se deve ao “investimento do governo em Famalicão e aos fundos comunitários”.


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CIDADE

opiniãopública: 4 de dezembro de 2020

Prémios, concurso de montras e Porto de Encontro são os destaques

ACIF lança campanha de Natal para dinamizar o comércio local Sob o mote “É Seguro Comprar Aqui”, a Campanha de Natal 2020, da Associação Comercial e Industrial de Famalicão (ACIF) tem como objetivo promover e dinamizar o comércio local e as empresas do concelho de Famalicão. Neste ano atípico, serão privilegiadas as dinâmicas digitais com três grandes iniciativas: o Grande Sorteio de Natal, o Concurso de Montras de Natal e o Famalicão Porto de Encontro. O Grande Sorteio de Natal irá habilitar os consumidores a prémios, após compras no comércio associado da ACIF, e decorrerá até 6 de janeiro de 2021. Desta forma, por cada compra num valor a definir por cada lojista, é atribuído um bilhete de sorteio com um código para concorrer. Depois, basta inserir o código no website do evento, juntamente com alguns dados pessoais, e automaticamente fica habilitado a um dos três prémios finais, que consistem em três bicicletas oferecidas pela empresa famalicense AFA Cycles. Já o Concurso de Montras de Natal terá a sua segunda durante este mês de dezembro, ao qual podem concorrer todos os associados da ACIF, através de uma fotografia do seu espaço comercial com decoração natalícia, habilitando-se a uma noite para duas pessoas em hotel de 4 estrelas, com regime de pequeno almoço incluído. O prémio é oferecido pela Valpitravel. Finalmente, o Famalicão Porto de Encontro é já uma tradição na cidade, que se voltará a repetir

este ano. Esta quinta edição decorrerá apenas em restaurantes aderentes. “Coma uma rabanada, oferecemos o Porto” é o lema da iniciativa que decorrerá de 14 a 31 de dezembro. Curso de Operador de Distribuição A ACIF tem abertas as inscrições para o curso de Operador/a de Distribuição – componente tecnológica, com uma duração de 1060 horas (aproximadamente 8 meses) em horário laboral e com os apoios sociais previstos na legislação em vigor. Este curso é financiado pelo Programa Operacional Capital Humano, no âmbito do Portugal 2020 e Fundo Social Europeu. Em nota à imprensa, a ACIF esclarece que o curso é indicado para os desempregados, com mais de 18 anos, com o 9º ano de escolaridade e que pretendem obter uma saída profissional. O operador de distribuição é o profissional que efetua operações de receção, arrumação, exposição e reposição, inventariação de mercadorias e atendimento e venda ao cliente, de acordo com as regras de segurança no trabalho e a segurança alimentar. Neste sentido, e para a implementação deste curso, a ACIF estabeleceu parcerias com várias empresas da região, nos mais diversos setores de atividade, para o acolhimento dos formandos, no âmbito da prática em contexto de trabalho (estágio).

Câmara e produtores criam cabazes de Natal “made in Famalicão” A Câmara Municipal de Famalicão e os produtores locais do concelho criaram, como sugestão para este Natal, quatro cabazes “Produto que é Nosso”, compostos por produtos locais de qualidade reconhecida e especialmente desenvolvidos para proporcionar aos consumidores uma quadra natalícia com sabores “Made In Famalicão”. Os quatro cabazes – Sabores Doces, Sabores Clássicos, Sabores Ancestrais e Sabores Tradicionais podem ser adquiridos em 15 pontos de venda: três supermercados, oito espaços de comércio local e quatro espaços de venda de produtores locais. Podem também ser encomendados através dos números 926984666 e 252111845 ou do email produtosmadein@gmail.com O vinho verde da região, os enchidos, as compotas em bisnaga da Meia Dúzia e os queijos do Senras Dairy são alguns dos

Número de desempregados em Famalicão desce ligeiramente O número de desempregados inscritos no Centro de Emprego desceu ligeiramente em Famalicão de setembro para outubro. Segundo as estatísticas mensais por concelho, publicadas pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), Famalicão registava no passado mês de outubro 4.731 pessoas inscritas no Centro de Emprego, contra as 4.847 inscritas em setembro. Quer isto dizer, que são menos 116 desempregados registados. De qualquer forma, apesar desta ligeira descida entre os dois últimos meses, o concelho famalicense continua a registar um número de desempregados superior ao registado em fevereiro, mês anterior à pandemia, quando estavam contabilizadas 3.510 pessoas sem emprego, ou seja, menos 1.221 do que atualmente. Analisando os dados do último mês de outubro, verifica-se que, em Famalicão, o desemprego afeta mais mulheres (2.800) do que homens (1.931). Dos 4.731 desempregados, 413 estão à procura do primeiro emprego e, a grande maioria, 3.118, estão inscritos há menos de um ano.

David Fonseca apresenta último trabalho em Famalicão

David Fonseca é conhecido pelos seus espetáculos e pela sua performance peculiar e única, nunca se sabendo exatamente o que poderá acontecer a seguir. Para este ano, preparou algo que há muito queria fazer e que intitulou “Radio Gemini_Closer”: o cruzamento do cinema e das imagens com a sua música num espetáculo único que se propõe a levar o público numa viagem intimista através do seu imaginário peculiar. É esse espetáculo que o músico português traz, no próximo dia 9 de dezembro, à casa das Artes de Famalicão, num horário que foi antecipado para as 20h30, devido às contingências do estado de emergência. Segundo David Fonseca, “há um lado imensamente pessoal nesta abordagem, mas talvez seja essa a magia de tocar ao vivo, de me revelar como raramente tenho oportunidade de fazer”. E acrescenta: “vai ser um espetáculo em cima de uma corda bamba entre imagens e sons, tão real e frágil como a vida, mas maior, mais alto e, se tudo correr bem, com confettis”. A entrada custa 15 euros, reduzindo para metade para portadores do Cartão Quadrilátero Cultural, estudantes e seniores.

Filme português “Ordem Moral” na Casa das Artes produtos comercializados nestes cabazes e que contam com a chancela “Selo Made IN Famalicão – Produto que é Nosso”, o projeto de valorização e promoção da produção famalicense promovido pela Câmara Municipal. “É uma excelente sugestão para este Natal. Oferecemos um

presente saboroso com produtos de qualidade, ao mesmo tempo que apoiamos os produtores e a economia local”, refere a propósito o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha. Os pontos de venda onde os produtos estão disponíveis podem ser consultados no site do Famalicão Made In.

O Cineclube de Joane exibe no próximo dia 10 de dezembro, na casa das Artes de Famalicão, o filme português “Ordem Moral”. Em 1918, Maria Adelaide Coelho da Cunha, proprietária do Diário de Notícias e filha do fundador do jornal, foge com o antigo motorista, mais de duas décadas mais novo do que ela, e deixa toda a gente à sua procura, numa busca altamente mediática. Três semanas depois, é encontrada, internada no hospício Conde de Ferreira e declarada louca e incapaz por Júlio de Matos, Egas Moniz e Sobral Cid, o que permite ao marido vender o jornal e entregá-lo ao serviço dos poderes que irão instituir a ditadura poucos anos depois. Esta história verídica é agora alvo de um filme de Mário Barroso, com Maria de Medeiros no papel de Maria Adelaide e com argumento de Carlos Saboga. A sessão está marcada para as 19 horas e a entrada custa 4 euros


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Presidente da Câmara está preocupado apesar dos dados mais recentes apontarem para uma diminuição

Famalicão no top cinco dos concelhos com mais casos de Covid 19 Famalicão está entre os cinco municípios do país com mais casos de infeção por Covid 19 por 100 mil habitantes, segundo o boletim da Direção Geral da Saúde (DGS), que na passada segunda-feira divulgou a taxa de incidência cumulativa nos últimos 14 dias por concelho. Segundo os dados da DGS, foram contabilizados em Famalicão mais 2.107 casos, entre 12 e 25 de novembro, o que faz com que o município continue a vermelho no mapa do país, como concelho de risco extremamente elevado. Aliás, Famalicão é o quinto concelho, a nível nacional, com maior incidência de casos por 100 mil habitantes. Em primeiro lugar está Freixo de Espada à Cinta (3.153), seguido de Lousada (2.415), Guimarães (2.293), Fafe (2.151) e, depois, Famalicão (2.107).

Questionado pelo OPINIÃO PÚBLICA sobre esta realidade, o presidente da Câmara Municipal não escondeu que “é fator de “enorme preocupação” e voltou a desafiar as entidades de saúde a procurar as causas para o tão número elevado de infetados no concelho. De qualquer forma, Paulo Cunha adianta que nos últimos dias “verifica-se uma tendência de redução”. “Se fizermos as contas a 14 dias há um aumento, mas se fizermos a sete dias há uma diminuição. Já tivemos dias com mais de 300 casos e agora estamos ligeiramente acima dos 100 casos”, afirma. O edil assegura, contudo, que “a preocupação continua a ser de grau máximo” e, questionado sobre as causas para o concelho estar no top 5 daque-

les que têm mais casos, confessa não saber quais são. “Não encontro causas que justifiquem esta diferença para territórios de proximidade. Poderia ser devido à componente industrial, mas Barcelos ou Braga também têm muita indústria e não têm tantos casos. Por outro lado, não vejo que os famalicenses sejam menos cumpridores que os outros cidadãos de outros concelhos, aliás, têm sido exemplares em termos globais”, afirma o autarca. Paulo Cunha acredita, porém, que existirão causas e que “ajudava muito que soubéssemos quais são”. “Gostaria que as entidades de saúde nos ajudassem a perceber estes números, superiores a concelhos vizinhos com padrões semelhantes ao nosso”. C.A.

PS reuniu com administração do Centro Hospitalar

CHMA já efetuou 20 mil testes à Covid 19

O Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) já efetuou 20 mil testes à Covid 19 e disponibilizou, recentemente, mais 40 camas, devido à progressão da doença. Os números foram avançados no decorrer de uma visita que o Partido Socialista (PS) de Famalicão efetuou, a semana passada, ao CHMA (que abrange os Hospitais de Famalicão e Santo Tirso), no âmbito do Roteiro da Saúde que o partido está a promover. Os socialistas reuniram com dirigentes do CHMA, concretamente, António Barbosa, presidente do Conselho de Administração; Luís Moniz, vogal, e Maria de Fátima Figueiredo, diretora clínica. Entre os assuntos abordados, mereceram destaque a operacionalidade dos serviços neste período de pandemia e a construção do edifício de apoio ao serviço de urgência. Segundo nota à imprensa do PS, a Administração do CHMA informou que promoveu,

recentemente, um aumento de 40 camas disponíveis; que já se efetuaram 20.000 testes Covid no CHMA; que o número de internados Covid quase atinge a capacidade instalada; e que a capacidade de resposta não Covid “está comprometida, tendo sido suspensa a atividade cirúrgica programada, ainda que toda a atividade assistencial em regime ambulatório, incluindo a realização de consultas, se mantenham até à data”. Para “precaver uma sobrelotação de internamentos associados à Covid-19 e para minimizar transtornos operacionais nãoCovid”, a Administração do CHMA em parceira com a Câmara Municipal avançou para a construção do novo edifício de apoio. Relativamente a este novo espaço, o PS salienta que “de acordo com a Administração do CHMA, o investimento é repartido entre o Centro Hospitalar e a Câmara Municipal, ao contrário do que tem sido noticiado pelo Município”.

Paulo Cunha desafia as entidades de saúde a procurarem as causas

Atividades estarão condicionadas à situação pandémica

Gerações aprova Plano e Orçamento para 2021 A direção da Associação Gerações aprovou, no passado dia 27 de novembro, o Plano de Atividades e o Orçamento para o ano de 2021.Os documentos serão, agora, enviados aos associados para que eles se pronunciem sobre os mesmos. A Gerações faz um balanço muito positivo destes primeiros três meses de atividade, sendo de destacar “a enorme cooperação dos pais e das famílias, dos seniores, das próprias crianças e das colaboradoras que têm sabido ultrapassar os constrangimentos destes momentos difíceis, em tempo de pandemia de Covid 19”, salienta o presidente da instituição, Mário Martins. De resto, o Plano e Orçamento para o próximo ano reflete, naturalmente, as circunstâncias provocadas pela pandemia. Assim, o almoço de Natal e a edição de 2021 do projeto “Hoje há histórias na Cidade” só se realizarão nos formatos habituais se as condições sanitárias existentes na altura o permitirem. “São estes condicionalismos que percorrem muitas das atividades previstas pela Associação Gerações que vão obrigar a uma ‘reinvenção’ permanente da instituição, de forma a que as crianças e os seniores se sintam sempre felizes e motivados”, afirma Mário Martins. O Clube Sénior continuará a desenvolver atividades semanais, com horário definido, que integram sessões para aprender a andar de bici-

cleta, artes com agulhas, correção postural/raquialgias, danças tradicionais, educação emocional, fotografia, ginástica, treino de equilíbrio e marcha, informática, inglês, meditação, pilates, pintura, utilização do smartphone e treino da memória. Neste ano de 2020/2021, há 150 seniores inscritos, “o que muitos nos orgulha e que é muito significativo quanto à procura de alternativas válidas que lhes permitam um envelhecimento ativo e saudável, mesmo neste tempo difícil”, conclui o presidente da instituição.


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opiniãopública: 4 de dezembro de 2020

A propósito da construção da urgência Covid

PS de Famalicão acusa Câmara “de meias verdades” O Partido Socialista (PS) de Famalicão, acusa a Câmara Municipal e Paulo Cunha de “falar meias verdades”. Em nota enviada à imprensa, os socialistas referem-se à construção da urgência Covid, que está a ser finalizada e que tem como objetivo apoiar o hospital no combate à pandemia da Covid 19, centralizando o tratamento e avaliação de doentes respiratórios, assegurando uma separação física completa do restante serviço de urgência médico-cirúrgica, aumentando assim a segurança de doentes e profissionais. Assim, depois de uma reunião de trabalho com o Conselho de Administração do CHMA, no âm-

bito do Roteiro da Saúde que o partido está a fazer, o líder socialista Eduardo Oliveira diz que de acordo com a informação transmitida nesse encontro, o edifício que está a ser construído resulta de um investimento do Centro Hospitalar e do município, e não apenas da Câmara. “Ficou claro que o investimento em causa é o resultado de um esforço conjunto do CHMA e da Câmara Municipal pelo que as afirmações do Senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. Paulo Cunha, ao indicar que a Câmara construiu a referida unidade, não correspondem à verdade", diz a nota. Eduardo Oliveira acrescenta ainda que, de acordo com a admi-

Cartório Notarial de Lic. Aníbal Castro da Costa

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Rua Conselheiro Santos Viegas, Edifício Domus III, Lojas 3 e 4, Vila Nova de Famalicão

Certifico, para efeitos de publicação, que por escritura de hoje, lavrada de fls. 74 a fls. 76, do livro de notas para “escrituras diversas” número 333-A, deste Cartório, Raul José Jordans Ferreira de Riba D’Ave, casado, natural da freguesia de Oliveira (S. Mateus), concelho de Vila Nova de Famalicão, residente na Rua Dr. Ramalho Fontes, nº87, 4.º na cidade do Porto, na qualidade de Presidente do Conselho de Administração da “FUNDAÇÃO NARCISO FERREIRA”, N.I.P.C. 501.158.600, Instituição Particular de Solidariedade Social, reconhecida como pessoa colectiva de utilidade pública, com sede na Avenida Narciso Ferreira, n.º 92 freguesia de Riba de Ave, concelho de Vila Nova de Famalicão, inscrita na Direcção Geral da Segurança Social, no Livro de Fundações de Solidariedade Social sob o número setenta e uma barra e dois, a folhas cento e trinta e sete verso e cento e trinta e oito, em dezassete de Dezembro de mil novecentos e oitenta e dois, RECTIFICOU a escritura de justificação do dia três de Março de mil novecentos e quatro, iniciada a folhas cinquenta e três verso, do livro de notas para “escrituras diversas” número quarenta-C, do extinto Segundo Cartório Notarial de Santo Tirso, na qual foi declarado que a referida “ Fundação Narciso Ferreira” era dona e legítima possuidora , de entre outros bens, do prédio urbano, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 244, da freguesia de Riba de Ave, concelho de Vila Nova de Famalicão, nessa escritura identificado na verba Número UM; _rectificação essa no sentido de ficar a constar que o referido prédio urbano, actualmente descrito na Conservatória do Registo Predial de Vila Nova de Famalicão sob o número trezentos e setenta e cinco – Riba de Ave, e registado a favor da sua representada conforme inscrição apresentação sete, de doze de Outubro de mil novecentos e noventa e quatro, situa-se na Avenida Narciso Ferreira, nº 30, lugar de Avenida, da freguesia de Riba de Ave, concelho de Vila Nova de Famalicão, e é composto por casa de rés-do-chão, destinado a teatro, com área coberta de seiscentos e quarenta e cinco metros quadrados, e com a área descoberta de seiscentos e setenta e quatro metros quadrados;_ e não, como por lapso ficou exarada na escritura ora rectificada.

Que mantém tudo o mais que a da citada escritura consta ESTÁ CONFORME E CONFERE COM ORIGINAL NA PARTE TRANSCRITA Vila Nova de Famalicão, vinte e quatro de Novembro de dois mil e vinte. O Notário, (Lic. Aníbal Castro da Costa)

OPINIÃO PÚBLICA, 4 DE DEZEMBRO 2020, PUBLICAÇÃO ÚNICA

nistração do CHMA, o investimento ronda os 300 mil euros repartidos pelas duas entidades. “Ou seja, para que a informação do senhor Presidente da Câmara fosse correta, deveria ter sido dito que a Câmara Municipal comparticipou com 150 mil euros, e não que está a construir um edifício de apoio no Centro Hospitalar que representa um investimento de 150 mil euros". O líder da Comissão Política do PS acrescenta, desta forma, “que os famalicenses não aceitam que os seus representantes autárquicos, particularmente o seu presidente, enveredem por campanhas de marketing político, intencionalmente enganadoras, e que desvirtuem a verdade da ação política”. Na mesma nota, os socialistas aproveitam ainda para criticar o que apelidam de falta de memória política de Paulo Cunha, a propósito das suas afirmações “da redução da capacidade do Estado Português de investir em infraestruturas hospitalares”. “É, talvez, uma forma aligeirada de fazer de conta que não

A nova urgência Covid começou a funcionar esta semana

foram ou não estão a ser implementadas políticas de descentralização, que evidenciarão a importância crescente dos Municípios e Freguesias na gestão pública e que, admiravelmente, o Senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. Paulo Cunha decidiu não aceitar”, acrescenta a mesma

nota. “Os famalicenses estão muito atentos à forma como os seus representantes autárquicos agem, nomeadamente no contexto desta pandemia, e os contributos que as suas ações representam para o seu bem-estar”, conclui Eduardo Oliveira.

Deputado famalicense do PS questionou a ministra da Cultura

Nuno Sá assinala ao Governo necessidade de apoiar a imprensa local

Nuno Sá alertou para a redução das receitas com a publicidade

Durante o processo parlamentar do Orçamento do Estado para 2021, o deputado famalicense Nuno Sá abordou as políticas e apoios aos órgãos de comunicação social regionais e locais. O deputado do PS aproveitou a oportunidade da audição parlamentar da ministra da Cultura, Graça Fonseca, para fazer uma intervenção a assinalar a necessidade de medidas de apoio à imprensa local “que sofre com as consequências sociais e económicas da pandemia Covid 19 e que também pode ser vítima de pressões, censura e discriminação no acesso à publicidade institucional municipal”, exemplificando com o noticiado nos media de Famalicão. Nuno Sá começou por enfatizar que a imprensa local viu as suas receitas publicitárias reduzirem-se drasticamente porque, nas circunstâncias atuais, evi-

dentemente que as empresas, os serviços e o comércio cortaram nas despesas com publicidade. Por isso, o socialista considera que “os media locais estão à mercê das receitas de publicidade institucional das autarquias locais, mas que infelizmente, na prática, dependem, muitas das vezes, da consciência democrática e sensibilidade de cada um dos autarcas para a necessidade de uma imprensa local plural e ativa.”. O parlamentar famalicense questionou o Governo sobre quais os apoios para este setor e se está previsto algum valor para publicidade institucional na imprensa local e sugeriu se não seria “tempo de colocar uma verba no Orçamento do Estado diretamente para os órgãos da imprensa local, assegurando assim a sua viabilidade, o seu funcionamento e a sua independência”. Na resposta, o secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, disse que, como medida para apoiar a comunicação social, o Governo decidiu proceder à compra antecipada e urgente de publicidade institucional, no montante global de 15 milhões de euros e que este processo está em “fase final de contratação”. O secretário de Estado referiu que existem 874 procedimentos administrativos de aquisição pública, estando já a decorrer a fase final da contratação com os jornais e rádios locais. O governante explicou ainda que este “é um processo complexo pela sua dimensão e seus aspetos burocráticos”, sendo que “algum atraso relativamente à imprensa local dever-se-á a dificuldades na entrega de documentos e elementos solicitados para a instrução e decisão do procedimento”. “Estamos a falar de 493 entidades de imprensa regional e 264 entidades rádios locais ou regionais”, acrescentou.


opiniãopública: 4 de dezembro de 2020

FREGUESIAS

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Antiga Escola de Meães recebe novo espaço de criação artística

Há um novo espaço de criação e programação artística em Famalicão. Chama-se “The Village” e está instalado na antiga escola primária de Meães, em Calendário. Além de funcionar como incubadora artística focada, maioritariamente, na vertente musical, o espaço permite também acolher artistas e projetos locais, nacionais e internacionais através do formato de residência artística. É deste novo projeto, que conta com o apoio da Câmara Municipal, que nascem as “The Village Sessions”, imaginadas para apoiar a comunidade artística musical e promover concertos que serão gravados e transmitidos para os quatro cantos do mundo através das redes sociais do Município. O primeiro concerto das “The Village Sessions” aconteceu no passado fim de semana com a participação dos Hot Air Balloon, banda que nasceu em 2013 na cidade de Vigo, em Espanha. pub

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PUBLICIDADE opiniãopública: 4 de dezembro de 2020

Ana Barbosa dos Santos, no dia 21 de novembro, com 63 anos, de Burgães. Francisco Maria de Carvalho Ferreira, no dia 27 de novembro, com 78 anos, casado com Albina Silva Azevedo Ferreira, do Louro. Aurora dos Anjos Pires Costa, no dia 28 de novembro, com 89 anos, viúva de Manuel Rodrigues Rego, de Bairro. Alfredo da Silva Martins, no dia 1 de dezembro, com 90 anos, casado com Maria Amélia Sá Magalhães, de Delães. Maria de Lurdes Gonçalves Machado, no dia 1 de dezembro, com 92 anos, viúva de Avelino Costa, de Rebordões (Santo Tirso). Agência Funerária de Burgães Sede.: Burgães / Filial.: Delães Telf. 252 852 325

Abílio Oliveira da Cunha, no dia 27 de novembro, com 69 anos, casado com Maria Emília de Oliveira Fernandes Cunha, de Jesufrei. Leopoldina da Costa Pereira Castro, no dia 26 de novembro, com 78 anos, casada com Manuel Gomes Castro, de Nine. Rosa da Silva Guimarães, no dia 26 de novembro, com 92 anos, viúva de Henrique Araújo Silva, do Louro. Manuel Carvalho da Costa, no dia 25 de novembro, com 71 anos, de Nine. Maria de Lurdes Cardoso Viana, no dia 25 de novembro, com 82 anos, viúva de Duarte Pereira Barbosa, de Viatodos (Barcelos).

Falecimentos

José Gonçalves Martins, no dia 23 de novembro, com 69 anos, casado com Maria Goretti da Silva Lima, de Calendário. Margarida Maria Teixeira Mendonça Balsemão, no dia 24 de novembro, com 87 anos, solteira, de Vila Nova de Famalicão.

Pedro Manuel Teles da Silva, no dia 23 de novembro, com 65 anos, de Brufe.

Rosa Cardoso Pinto, no dia 23 de novembro, com 97 anos, casada com Francisco Ferreira Vaz, de Braga.

António Marques de Sousa, no dia 24 de novembro, com 82 anos, casado com Maria Alice Correia Ribeiro de Sousa, de Avidos.

Guilhermino Ribeiro da Cunha, no dia 24 de novembro, com 83 anos, viúvo de Ana dos Anjos Teixeira, de Infias (Vizela).

Maria de Lourdes Venceslau de Almeida Silva Neves, no dia 26 de novembro, com 84 anos, viúva de António José da Silva Neves, do Porto.

Agostinho de Sousa Vilela, no dia 24 de novembro, com 61 anos, casado com Rosa Ribeiro Costa, da Carreira.

António Antunes Ferreira, no dia 23 de novembro, com 65 anos, de Creixomil (Guimarães).

Francisco Ferreira de Oliveira, no dia 23 de novembro, com 95 anos, viúvo de Adelaide Ferreira Lagoa, de Seide S. Miguel.

Isaura de Sá Lima, no dia 26 de novembro, com 80 anos, solteira, de Antas S. Tiago.

Álvaro Sampaio da Silva, no dia 24 de novembro, com 77 anos, casado com Rosa da Costa Faria Sampaio, de Calendário.

Maria Arminda de Sousa Fernandes, no dia 25 de novembro, com 85 anos, viúva de José Silva Machado, de Moreira de Cónegos (Guimarães).

Maria Madalena Nunes Castro Madaleno, no dia 27 de novembro, com 74 anos, casada com João Batista Madaleno, de Calendário.

Eva da Silva Lopes, no dia 25 de novembro, com 72 anos, casada com António Correia da Rocha, da Carreira.

José Miguel Peixoto Silva, no dia 25 de novembro, com 50 anos, casado com Orlanda Maria Soares de Carvalho, de Vermoim.

Sérgio Manuel da Costa Ferreira, no dia 29 de novembro, com 54 anos, de Vila Nova de Famalicão. José Fernando Sousa Pinto, no dia 29 de novembro, com 72 anos, casado com Maria da Conceição Gomes Peixoto, de Pousada de Saramagos. Maria Amélia da Costa Ribeiro, no dia 30 de novembro, com 79 anos, viúva de José Rodrigues Carvalho, de Mouquim. Maria Laura Malheiro Leitão Azevedo, no dia 30 de novembro, com 104 anos, viúva de José da Silva Araújo Brandão, de Antas S. Tiago.

Adelino Pinto de Oliveira, no dia 22 de novembro, com 76 anos, casado com Adelaide Portela Barbosa, de Sezures.

João Batista Madaleno, no dia 1 de dezembro, com 77 anos, viúvo de Maria Madalena Nunes Castro Madaleno, de Calendário.

Agência Funerária Arnoso - José Daniel Pereira Arnoso Santa Eulália - Telf. 91 724 67 03

Agência Funerária Rodrigo Silva, Lda Vila Nova de Famalicão – Tel.: 252 323 176

Carlos Augusto Azevedo de Sousa, no dia 24 de novembro, com 84 anos, viúvo de Hermínia Júlia Gomes Marques, de Calendário. Rodrigo Manuel de Oliveira Terroso, no dia 24 de novembro, com 78 anos, de Vila Nova de Famalicão. Júlio Craveiro Correia de Castro, no dia 25 de novembro, com 89 anos, casado com Maria Emília da Silva Costa de Castro, de Pousada de Saramagos. Ana Bernardete Abreu de Sousa, no dia 26 de novembro, com 81 anos, solteira, de Seide S. Miguel. Albina de Oliveira Fontes, no dia 26 de novembro, com 89 anos, viúva de João Gonçalves Portela, de Vale S. Cosme. Virgílio Carvalho da Silva, no dia 27 de novembro, com 81 anos, viúvo de Cecília Sampaio da Silva, da Lagoa. Maria da Conceição Abreu de Sousa Pinheiro, no dia 27 de novembro, com 71 anos, casada com João da Silva Pinheiro, de Seide S. Miguel. Fernando Gomes Ribeiro, no dia 27 de novembro, com 88 anos, viúvo de Maria de Lurdes da Silva Dinis, da Lagoa. Artur Leitão de Araújo, no dia 28 de novembro, com 76 anos, casado com Maria das Dores Ferreira da Costa Araújo, de Gavião. Rolinda da Costa Machado, no dia 27 de novembro, com 77 anos, casada com Agostinho Araújo, de Seide S. Miguel. Maria Elisa Faria Monteiro, no dia 28 de novembro, com 90 anos, solteira, de Seide S. Miguel. Fernando Ribeiro Ferreira, no dia 29 de novembro, com 80 anos, casado com Rosa Fernanda Pereira, de Caldas de Vizela. Palmira Machado de Sá, no dia 29 de novembro, com 91 anos, solteira, de Palmeira (Santo Tirso). Joaquim Oliveira Antunes, no dia 29 de novembro, com 71 anos, casado com Maria da Conceição Gomes Pereira Antunes, de Cabeçudos. Augusto Simões Machado, no dia 29 de novembro, com 89 anos, casado com Deolinda Ferreira Xavier Forte, de Vermoim. António Manuel Simões de Oliveira, no dia 29 de novembro, com 61 anos, de Calendário. Agência Funerária da Lagoa Lagoa – Telf. 252 321 594

José Manuel da Silva Faria, no dia 26 de novembro, com 81 anos, casado com Adelina Fernandes Marinho, de Guardizela (Guimarães). Domingos Fernandes, no dia 25 de novembro (faleceu em França), com 77 anos, casado com Olívia de Oliveira e Silva, de Caldelas (Guimarães). Maria de Lurdes Alves Pereira, no dia 28 de novembro, com 83 anos, viúva de António Dinis Neto Morais, de Vilarinho (Santo Tirso). Maria da Conceição e Silva, no dia 28 de novembro, com 88 anos, viúva de Luís Ribeiro de Oliveira, de Gondar (Guimarães). Serafim Amorim Lopes, no dia 28 de novembro, com 78 anos, casado com Deolinda Ferreira Sampaio, de Delães. Ermelinda da Silva Pereira, no dia 29 de novembro, com 87 anos, viúva de Alfredo Ferreira Rodrigues, de Delães. José Lima, no dia 29 de novembro, com 92 anos, viúvo de Francisca Alves, de Silvares (Guimarães). Maria Pinto da Rocha, no dia 30 de novembro, com 89 anos, viúva de Manuel Salgado da Silva, de Moreira de Cónegos (Guimarães). Joaquim Machado Neto, no dia 30 de novembro, com 86 anos, casado com Margarida Pimenta da Silva, de Moreira de Cónegos (Guimarães). Francisco Alves Pereira, no dia 30 de novembro, com 78 anos, casado com Deolinda de Jesus Ferreira da Cunha, de Delães. Maria Adelaide Pereira Sousa, no dia 2 de dezembro, com 74 anos, casado com Manuel Soares Lopes, de Gondar (Guimarães). Agência Funerária Carneiro & Gomes Oliveira S. Mateus – Telm. 91 755 32 05

Maria Amélia Pereira da Costa, no dia 24 de novembro, com 93 anos, viúva de Celestino Ferreira Barbosa, de Calendário. Mariana de Oliveira e Sousa, no dia 28 de novembro, com 90 anos, viúva de Isac da Costa Rodrigues, de Brufe. Agência Funerária do Calendário Calendário – Tel.: 252 377 207

Maria Amélia da Silva Costa, no dia 25 de novembro, com 79 anos, viúva de Alexandre José Ferreira, de S. Martinho de Bougado (Trofa). Manuel Ramos dos Santos, no dia 26 de novembro, com 80 anos, viúvo Cacilda Pereira da Silva, de S. Martinho de Bougado (Trofa). Agência Funerária Trofense, Lda (S. Martinho de Bougado) Trofa – Tel.: 252 412 727


opiniãopública: 4 de dezembro de 2020

Anúncio feito no decorrer da visita de Paulo Cunha

Construção da Casa Mortuária de Esmeriz arranca em janeiro

FREGUESIAS

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Homem detido em Calendário por tráfico de droga A PSP deteve, a semana passada, na Rua Castela, em Calendário, um homem, de 47 anos, por tráfico de estupefacientes. Segundo a PSP; a detenção aconteceu durante uma missão de serviço na prevenção e combate à criminalidade. O detido tinha na sua posse heroína suficiente para 51 doses, que lhe foram apreendidas, bem como uma pequena quantia em dinheiro.

GNR recupera material furtado e detém suspeito em Castelões

As obras de construção da Casa Mortuária de Esmeriz vão arrancar em janeiro do próximo ano. Esta foi a principal novidade saída da visita trabalho que o presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, realizou à União de Freguesias de Esmeriz e Cabeçudos, na passada semana. Depois de um conjunto de intervenções realizadas com o apoio da autarquia na zona envolvente à Igreja, ao cemitério e ao Centro Social de Esmeriz, nomeadamente com a construção de uma nova rua e de um parque de estacionamento serve estas três valências, o arranque da construção da Casa Mortuária vem pôr fim a uma lacuna há muito sinalizada. “É uma ambição de longa data. Trata-se de uma valência que não existe nem em Esmeriz, nem em Cabeçudos e que, por isso, era apontada como prioridade na União de Freguesias”, refere a propósito o presidente da Junta, Armindo Mourão, que juntamente com o vereador das Freguesias, Mário Passos, acompanhou Paulo Cunha na visita. Em Cabeçudos, o edil famalicense teve

ainda oportunidade de acompanhar as obras de requalificação da Rua 25 de Abril, via de acesso ao concelho vizinho de Santo Tirso que “se encontrava em muito mau estado”, e de visitar o campo do Sporting Clube Cabeçudense, que à semelhança de outros clubes do concelho passou também a contar com um novo sistema de iluminação LED. Em Esmeriz houve ainda tempo para uma visita ao histórico Moinho de São Marçal cuja reabilitação está concluída. “Depois de um conjunto de trabalhos de recuperação da infraestrutura e dos engenhos de moagem, podemos dizer que o Moinho de São Marçal está novamente a funcionar e esperamos inaugurá-lo em breve”, referiu Armindo Mourão. Paulo Cunha mostrou-se também muito satisfeito com a conclusão do projeto de preservação e valorização deste legado cultural, patrimonial e paisagístico da freguesia. “O Moinho de S. Marçal é património histórico e cultural de Esmeriz e de todo o concelho e vêlo agora a ser devolvido à comunidade é algo que me deixa muito feliz”, referiu.

Escola de Bairro celebrou Dia do Pijama

No Dia Internacional dos Direitos da Criança, que se celebrou no passado dia 20 de novembro, as crianças da Escola Básica de Bairro festejaram o Dia do Pijama lembrando que muitas crianças não têm uma casa, nem uma família. Os alunos realizaram diferentes trabalhos nas áreas de expressões, leitura e escrita. “Foi um dia diferente que, cumprindo as regras de segurança, permitiu que os alunos sentissem que podem ser felizes em tempos de Covid-19 e que percebessem que têm o mais importante na vida: uma família”, escreve a escola, em comunicado. Nsse dia, os alunos vão para a escola de pijama lembrando que todas as crianças têm direito a uma casa, uma família, um lar.

A GNR de Joane recuperou, a semana passada, diverso material furtado na freguesia de Castelões, e deteve um suspeito, um homem de 31 anos, que foi constituído arguido. Em comunicado, o Comando Territorial da GNR adianta que a recuperação aconteceu depois de uma investigação desencadeada na sequência de uma denúncia por furto. "Os militares realizaram diligências de investigação que culminaram na identificação do suspeito e na localização do material furtado, nomeadamente ferramentas e garrafas de bebidas alcoólicas", com a Garda no comunicado. Adiantou ainda que "o material que foi apreendido será restituído ao seu legítimo proprietário" e que os factos foram remetidos ao Tribunal de Famalicão. pub


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PRAÇA PÚBLICA

opiniãopública: 4 de dezembro de 2020

Opinião Liberal

Chão Autárquico Vieira Pinto

Advento - um pouco de histórica e de mística A Igreja Católica deu início às celebrações de Natal, com a preparação do mesmo, através do Advento. Ora, hoje vamos determo-nos um pouco sobre a história do Advento, sabendo, desde logo que estas celebrações do pré-Natal se destinam precisamente, à sua preparação. E assim, do ponto de vista histórico, a instituição do Advento aconteceu no ano 380, depois de Cristo, na península ibérica, onde o Sínodo de Saragoça daquele ano instituiu uma preparação dos cristãos de um período de três semanas para a preparação da Epifania, Natal. Há historiadores que referem que, no final do século IV em França, Espanha e Portugal, o Advento tinha um caráter ascético, com jejum e abstinência durante 6 semanas, até à Epifania. Tendo sido instituído na Igreja Católica, o Advento foi introduzido nas igrejas das reformas, entre as quais, a Luterana, a Metodista, a Anglicana, a Batista. Na Igreja Ortodoxa, foi instituído um tempo de quarenta dias, para preparação dos seus fiéis, para o Natal. Hoje, o Advento celebra-se com uma antecedência do Natal, junto dos cristãos, nas precedentes quatro semanas. Esta, um pouco de história, do Advento que prepara o Natal. Assim, o Natal está próximo e, por isso, “preparai os caminhos do Senhor, endireitai a suas veredas” disse o profeta Isaías. Nesta esteira é Deus que vem ao encontro da humanidade, fazendo-se homem, para salvação desta mesma humanidade. É, assim, que Deus vem ao encontro dos cristãos. Como? – Através de Maria que deu o Sim, e assim preparou o seu encontro com o homem, na encarnação de Cristo, sob a égide do Espírito Santo. E assim, passou a habitar, entre nós “…et habitabit in nobis…”. Numa dimensão teológica, com toda a humildade, diremos que entre o céu e aterra, existe um ponto de encontro de Deus. Esse ponto de encontro será em Maria, através do presépio de Belém da Judeia. Aqui se fez Homem, no seio dos homens. Será aqui, prega a Igreja, que Deus se fazendo Homem, se faz peregrino, com os cristãos, caminhando e pregando a verdade e a justiça, num arriscado caminhar que O leva ao Calvário. Neste caminhar carrega a incompreensão dos poderosos do mundo, e aí é crucificado. Morre, ressuscita e sobe aos céus “…et ressurrexit tercia dies…”, sob o espanto dos fariseus e demais hipócritas da governança egoísta, no meio dos povos. Como promete o jornalista, militante do Partido Comunista, Mário Castrim, autor “Do Livro dos Salmos”, citado por Tolentino de Mendonça, “hei de fazer ao longo do meu dia a casa que será a Tua morada”. pub

Parem de diabolizar o Lucro!

Paulo Silva

Existem 4 grandes formas de rendimento: Salário; Rendas; Juros; Lucro. A mais respeitada pelo povo é o salário, visto ser a atividade a que a maior parte dos portugueses se dedica, sendo também a que exige menos recursos pois qualquer indivíduo ao qual adicionamos formação consegue realizá-la. Aqueles que auferem salário e conseguem realizar poupança, optam geralmente por investir em imóveis ou depósitos, que ao conferirem renda ou juro complementam os rendimentos salarias. Assim, para a grande maioria da sociedade auferir rendas ou juros é também legítimo (excluindo os esquerdistas radicais para quem a propriedade é um roubo).

Como forma de rendimento mais odiada surge o lucro, o que é contraditório pois trata-se da forma mais complexa de obter rendimento, já que obriga a que alguém crie uma empresa em que junta trabalho, conhecimento e capital, tendo ainda que incorrer no pagamento de rendas e juros para implementar o seu negócio. A procura pelo lucro causou muitas vítimas e perseguições, desde logo os empresários que faliram ao procurá-lo. Contudo e de forma mais trágica, uma das razões das diversas perseguições e ódio aos Judeus passou pela sua ligação ao comércio. Como viviam do Lucro não eram bem vistos e foram considerados explora-

dores, servindo de cobaias para as experiencias dos nazis e tendo sido rotulados como criadores do capitalismo pelos comunistas. Nos países de inspiração comunista tentou-se contornar a suposta exploração do trabalho pelo capital tomando controlo estatal dos meios de produção. Como resultado estes países fecharam-se ao exterior e estagnaram (na melhor das hipóteses), enquanto os países que promoveram o lucro cresceram e foram capazes de melhorar as condições de vida dos seus habitantes. Assim e para espanto de muitos, os trabalhadores, que supostamente são explorados pelo capital, vivem melhor nos países que pro-

Pelos quatro cantos da ca(u)sa

Crianças sofrem

Domingos Peixoto

Faz parte do nosso léxico comum o “dia mundial da criança”, na senda, aliás, de muitas outras celebrações relacionadas com humanos. “As crianças”, em concreto no que às suas condições de vida diz respeito, estão com frequência na boca de todos nós por boas e más razões. Elas são muitas vezes vítimas das tradições culturais dos povos a que pertencem, das políticas e nível de desenvolvimento dos seus países, do meio em que se inserem, das guerras e fome que sofrem, entre outras. E isto acontece apesar do “reconhecimento universal” dos seus direitos. Em Portugal, nos meus tempos de menino, que já iam em declínio precisamente pelo ano daquele reconhecimento pela ONU, morriam muitíssimas crianças até aos 5 anos - os anjinhos dizia-se na minha paróquia; no funeral pegávamos quatro ao caixão e outros tantos às “peras”, todos de branco. Isto vai há sessenta anos e as “mudanças” radicais não aconteceram apenas pelas descobertas da ciência mas, outro sim, pelas mudanças operadas nas suas condições de vida, desde logo os rendimentos das famílias e medidas de saúde – vacinas, melhoria das habitações, higiene, alimentação, vestuário e educação entre outras. O cemitério do Louro na altura, lateral à “avenida” em macadame frontal à

SENHORA

movem o lucro, assumindo-o como uma fonte de rendimento tão legitima como qualquer outra, que tem o seu papel e é indispensável ao desenvolvimento sustentável. O 25 de Novembro, estranhamente tão pouco falado nas nossas escolas, representou o afastamento de Portugal de uma sociedade comunista, em que o lucro é equiparado aos piores crimes. Hoje, a deriva para a estatização da sociedade está de novo em clara expansão. Só espero que saibamos bater o pé e evitar essa deriva, pois o Partido Socialista, um dos pilares da consumação de abril, está cada vez mais do outro lado do muro!

igreja, tinha uma grande secção destinada a crianças, como certamente todos os outros, coisa que hoje não acontece… A evolução, que em Portugal era mais lenta na ditadura e teve implementação mais segura com a revolução democrática, deu-se a todos os níveis etários, é certo, e a esperança média de vida não deixa de crescer. Contudo persistem muitas injustiças, muitos povos - as crianças e as mulheres sempre em primeiro lugar, levando uma “vida de cão”, como antigamente se dizia - não conseguem libertarse dos seus opressores, algumas vezes com pendentes externos mas sempre com atores nacionais. Aprendi na Pré-Jac (Juventude Agrária Católica), com o Clemente Aguiar, a ser solidário, mas não me lembro de alguma vez ter ouvido falar em “direitos humanos”, até ir para Timor. Porém, tenho vivas as horrorosas imagens televisivas e os relatos e fotos do JN sobre guerras de então, nomeadamente do Biafra e do Vietname. Com a revolução dos cravos, as experiências da JAC e do “Ultramar”, não podia deixar de dedicar-me ao associativismo, que se materializou no “MOSCURELO” e no Grupo Desportivo do Louro. A atividade sociocultural, recreativa e desportiva com crianças e jovens – entre os quais ainda me incluía - foi então bastante intensa, a par da cívica. Decorria o ano de 1976 ou

77, já não me lembro, e o MOSCURELO mandou imprimir em cartolina – ainda guardo uma meia dúzia de exemplares - a Declaração dos Direitos da Criança fazendo uma profusa distribuição pelas habitações da freguesia e entregou uma a cada criança das nossas escolas primárias, pela ocasião do aniversário desse ano. Para a esmagadora maioria foi o primeiro contacto com “uma coisa dessa natureza”! Hoje vivem em Portugal um milhão e setecentas mil crianças e é “aceite”, pelas instituições ligadas à problemática, que muitos milhares delas se encontram no limiar da pobreza, muitas institucionalizadas face a carências afetivas, a maus tratos e abandono. Também são conhecidas situações de crianças que, mesmo vivendo no seio familiar, a única refeição quente que recebem diariamente é no âmbito escolar. Uma calamidade! Se olharmos friamente para a “letra” daquela prescrição universal não podemos deixar de concluir tratar-se de uma miragem para alguns milhares em Portugal, mas com toda a certeza para muitos milhões em todo o mundo. Dir-me-ão: mas houve uma grande evolução… Parece que é verdade mas há um enorme paradoxo para resolver: nunca tão poucos tiveram tanto e nunca tantos tiveram tão pouco. Crianças sofrem.

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Barbosa: Rua Santo António, Tel. 252 302 120 Calendário: Rua da Liberdade, Tel. 252 378 400/1 Cameira: C. Mouzinho Albuquerque, Tel. 252 323 819 Central: Praça D. Maria II, Tel. 252 323 214 Nogueira: Av. Marechal H. Delgado, Tel. 252 310 607 Valongo: Rua Adriano Pinto Basto, Tel. 252 323 294 Gavião - Av. Eng. Pinheiro Braga, 72 - Telef. 252 317 301 Marinho: Edif. S. José - Estalagem - Telf. 252 921 182 Martins Ventura: R. C. Cerejeira - Lousado - Telf. 252 493 142 Estação: Largo da Estação - Nine - Telf. 252 961 118 Ribeirão: Rua Quinta Igreja 9 - Ribeirão - Telf. 252 416 482 Joane: Rua S. Bento, nº 217 - Telf. 252 996 300 Landim: Estrada Nacional 204/5, nº 693 - 252321765

Famalicão Sexta, 4

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Sábado, 5

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Domingo, 6

Barbosa

Segunda, 7

Cameira

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Calendário

Quinta, 10

Nogueira

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Almeida e Sousa: Covas - Oliv. Stª Maria - Telf. 252 931 365 Bairro: Av. Silva Pereira, Telf. 252 932 678 Delães: Portela - Delães - Telf. 252 931 216 Riba de Ave: Av. Narciso Ferreira, Telf. 252 982 124

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Sexta, 4 Sábado, 5 Domingo, 6 Segunda, 7 Terça, 8 Quarta, 9 Quinta, 10

Riba de Ave Almeida e Sousa Bairro Delães Almeida e Sousa Riba de Ave

Serviço de disponibilidade

Paula Reis: R. José Elisio Gonçalves Cerejeira, nº 629 Calendário - Tel. 252 378 057 Maceiras: Louro - Telf. 252 310 425 Marques: Largo da Igreja - Fradelos - Telf. 252 458 440 Oliveira Monteiro: Largo Igreja - Cabeçudos - Telf. 252 331 885 Pedome: Av. S. Pedro, 1139 - Pedome - Telf. 252 900 930 Pratinha: Largo do Cruzeiro - Cavalões - Telf. 252 375 423 S. Cosme: Vale S. Cosme - Telf. 252 911 123 Arnoso: Av. Joaq. Azevedo - Arnoso Sta. Maria - Telf. 252 916 612


FC Famalicão perde na capital do móvel

Eficácia dita resultado

2-0 Estádio Capital do Móvel Árbitro: João Bento Aux: Pedro Felisberto e Hugo Coimbra VAR/AVAR: Hugo Miguel

Paços Ferreira FC Famalicão Jordi Fernando Fonseca Marcelo Marco Baixinho Oleg Eustáquio Luís Carlos Bruno Costa (Diaby 73’) Helder Fereira (Uilton 73’) Douglas Tanque (Dor Jon 87’) Luther Singh (Joõ Amaral 65’)

Luíz Junior Herera Riccieli Babic Gil Dias Gustavo Assunção Joaquin Pereyra (Dyego Sousa 45’) Iván Jaime (Bruno Jordão 45’) Valenzuela Marcello Trotta Jhonata Robert (Calvin Verdonk 67’)

Treinadores

Amir Pepa

João Pedro Sousa

Golos: Luther Singh 20’ e Uilton 88’ . Cartões Amarelos: Babic (16’), Bruno Costa (22’), Douglas Tanque (34’), Hélder Ferreira (70’), Calvin Verdonk (70’), Bruno Jordão (83’), Gustavo Assunção (90’).

Numa partida a abrir a oitava jornada da Liga NÓS a formação famalicense não foi feliz nesta deslocação a Paços de Ferreira. Dois golos de meia distância di-

taram uma derrota da formação famalicense em Paços de Ferreira, o primeiro aconteceu aos 20 minutos de jogo por intermédio de Luther Singh, com um remate de meia distância que não deu qualquer possibilidade de defesa ao guarda-redes do FC Famalicão. Da mesma forma, e a dois minutos dos 90, o brasileiro Uilton rematou forte, fora da grande área, e fez assim o dois a zero para a equipa da Capital do Móvel. Num jogo em que a equipa famalicense “quer taticamente, quer tecnicamente não esteve muito bem”, foram estas as palavras utilizadas pelo treinador da equipa famalicense no final do jogo, o FC Famalicão nunca se encontrou durante praticamente toda a partida. As alterações efetuadas ao intervalo trouxeram um pendor mais atacante à equipa famalicense, mas na hora da finalização a equipa nunca encontrou o caminho da baliza. Pelo lado da tática a equipa famalicense teria de ser muito forte e neste aspeto “falhou em toda a linha”, tecnicamente o Famalicão também teria que mostrar mais argumentos, o que não aconteceu e daí o resultado negativo. Com esta derrota o FC Famalicão para além da perda de três pontos

viu também fugir uma possível entrada nos quartos-de-final da Taça da Liga, este ano realizada em moldes diferentes, com as seis equipas melhor classificadas da Liga NÓS e as duas primeiras da Segunda Liga. Na próxima jornada, a nona, o FC Famalicão recebe o líder Sporting Clube de Portugal em jogo marcado para esse sábado, a partir das 18 horas, no Estádio Municipal de Famalicão.

AD Ninense pede suspensão do futebol não profissional A Associação Desportiva (AD) Ninense pede a suspensão dos campeonatos de futebol não profissional. Num extenso comunicado enviado à imprensa, aquela associação demonstra a sua preocupação e “total discordância pela forma como diversas entidades do nosso país estão a gerir a continuidade de entidades como a nossa”. Assumindo que a sua preocupação é comum a outros clubes, a AD Ninense espera que “as entidades tomem diligências”, que passam “obrigatoriamente pela suspensão imediata da época desportiva 2020-2021”. Para justificar a sua posição, a AD Ninense explana as suas preocupações e levanta questões como se “existirá alguma lei/norma, que permita alguns espetáculos culturais, encontros de partidos políticos e que exija aos clubes que continuem a competir, colocando em risco a saúde de todos?”, ou que quando se colocam “mais de vinte cidadãos dentro de um balneário, sem estarem testados, sem distanciamento, não é desrespeitar as normas de segurança impostas pela DGS?”. Na mesma linha, o comunicado avança que “se numa situação normal os clubes já demonstram dificuldades financeiras, como conseguirão agora ultrapassar esta adversidade pois as receitas serão bem inferiores?”, dadas a ausência de bilheteira, a impossibilidade de organizar atividades de angariação de fundos e as desistências de patrocinadores, entre outros. A AD Ninense vai mais longe e questiona “como é que é possível que depois de um caso positivo de Covid 19, existam grupos de trabalho que continuam a treinar, outros a jogar sem qualquer recomendação da DGS e orientação escrita da organizadora do evento?”. Questionando se as regras “são diferentes” a nível nacional, já que algumas federações suspenderam a competição até janeiro do próximo ano, a AD Ninense interroga à AF Braga, que tem por alçada a “região onde o pico de COVID 19 é o maior a nível nacional”, porque não suspende as competições “como até emite um comunicado a informar que nas últimas semanas do ano iriam recuperar as jornadas em atraso, ou seja, realizar mais de um jogo por semana”. “Será isto uma decisão sensata?” pergunta considerando os números de casos Covid registados em Famalicão. Por fim, a AD Ninense assume que é “obrigada a competir para manter o clube na divisão em que se encontra”, mas defende que “a saúde de todos está em 1º lugar”.

FC Famalicão defronta Rio Ave para a Taça O Futebol Clube (FC) de Famalicão vai a Vila do Conde defrontar o Rio Ave FC na quarta eliminatória da Taça de Portugal, segundo ditou o sorteio realizado a semana passada. O encontro está marcado para o fim de semana de 12 e 13 de dezembro. Esta será a segunda vez que os dois clubes se vão defrontar na prova rainha do futebol português, depois de já o terem feito na temporada 1977/1978. pub


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DESPORTO

opiniãopública: 4 de dezembro de 2020

RAHC perde na visita a Valongo O Riba d’Ave Hóquei Clube (RAHC) deslocou-se esta terça-feira, dia 1 de dezembro, a Valongo, em jogo a contar para a 12ª jornada da I Divisão do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins, mas apesar de entrar bem na partida e ser a primeira a marcar, aos nove minutos, por Nuno Pereira, acabou por sair derrotada por 4-1. Os ribadavenses pareciam ter entrado bem no jogo, com a inauguração do marcador, mas a AD Valongo acabou por impor o seu domínio e aos 18 minutos, igualava a partida com um golo de Rúben Pereira. Dois minutos decorridos, passava para a vantagem, por Carlos Ramos e ainda antes do intervalo dilatava a di-

ferença para 3-1, por Nuno Araújo, na conversão de uma grande penalidade. Na segunda parte o RAHC mostrou-se mais forte, mas sem conseguir concretizar. A reação acabou por ser a equipa da casa que aumentou a vantagem e fechou o resultado, aos 14 minutos, por Diogo Fernandes. A AD Valongo ainda criou mais oportunidades nos minutos finais, mas acabou por não finalizar a seu favor. A equipa orientada por Raul Meca, continua no último lugar da tabela classificativa com apenas duas vitórias conseguidas. O RAHC recebe amanhã, sábado, nas Tílias o SC Tomar, em jogo da 13ª jornada.

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Hóquei – FAC com partidas adiadas O jogo FAC – Turquel agendado para a passada terçafeira, dia 1, foi adiado para o próximo dia 12 de dezembro, às 11 horas no Pavilhão Municipal de Famalicão. Este adiamento segue-se aos dos encontros BenficaFAC e Valongo- FAC. Estas partidas já têm novas datas. Assim, depois do jogo frente ao Turquel, a equipa famalicense deslocase ao pavilhão do Valongo no dia 16 de dezembro, às 20h30 e à Luz, no dia 3 de fevereiro de 2021. Entretanto o FAC desloca-se este sábado, às 11 horas, ao Pavilhão do HC Braga para defrontar a equipa bracarense, em partida relativa à 13ª jornada.

Pedro Almeida forçado a abandonar Rally Islas Canárias

Pedro Almeida e Hugo Magalhães foram forçados a abandonar o Rally Islas Canárias antes de começar o segundo dia de prova, depois dos comissários de segurança da FIA determinarem que o Peugeot 208 Rally4 da The Racing Factory não garantia as condições de segurança para sair à estrada. “Estávamos prontos para sair no segundo dia, mas um dos comissários de prova impediu-nos de sair, depois de verificar que uma das portas do carro não abria e por isso, sem cumprir as condições técnicas de segurança exigidas obrigou-nos a abandonar”, conta o piloto, que acatou a decisão com muita frustração. Pedro Almeida e Hugo Magalhães estavam na quarta posição no ERC3 e a fazer um rally dentro das expectativas que levaram para a prova do europeu. “Foi um primeiro dia muito difícil pelas alterações das condições atmosféricas e nunca encontramos a melhor escolha de pneus, mas mesmo assim conseguimos um ritmo que nos deixou de alguma maneira satisfeitos”. A expectativa era a de no segundo dia evoluir e procurar um melhor registo, objetivos frustrados pelo abandono. A dupla está agora focada no Rallye Casinos do Algarve.


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José Augusto, presidente do Operário Futebol Clube

“Queremos, seguramente, subir de divisão” Carla Alexandra Soares* vendo. Temos também que ter em conta o que valem as outras equiO Operário Futebol Clube (FC) pas”, explica José Augusto que está a disputar a primeira divisão considera que, neste momento, da Associação de Futebol (AF) de os outros clubes são uma incógBraga e os objetivos para esta nita, “porque nunca competimos temporada tão atípica são claros: com alguns”. “Não sabemos o subir de divisão. seu valor e são equipas B, que Para conseguir tal intento, tal desconhecemos completacomo sublinha José Augusto, pre- mente”. Assim, o conhecimento sidente da coletividade, houve que o Operário tem sobre a série uma aposta forte no plantel e na que vai disputar “é muito pouco”. equipa técnica, que é a mesma da “A maioria das equipas chegaram época passada, “portanto com agora à nossa série e a maioria muita experiência”. “Estamos a são da zona de Braga, portanto o pensar, seguramente, na subida nosso conhecimento é mesmo de divisão”, reitera José Augusto muito pouco”. que só não sabe, para já, o que Mesmo assim José Augusto vai acontecer com a formação do considera esse desconhecimento clube, “tendo em conta os tem- “um mal menor” já que o figurino pos que se vivem”. No que diz para o seu clube se mantém. “Porespeito aos seniores, o presi- demos dar a nossa opinião, mas dente considera estarem reunidas as coisas têm que se feitas por as condições para o plantel “fazer quem sabe e tendo em atenção uma boa temporada”, já que a ju- que este é um ano transitório”. ventude aliada à experiência dos Sobre as infraestruturas do jogadores é uma mais valia. clube, o presidente assegura que Para chegar à Divisão de estão sempre a melhorar, sendo Honra, o presidente do Operário que para breve está prevista a coestá convencido que reuniu o locação de projetores LED “no grupo certo. “Os planteis são campo de cima”. “Claro que como os melões, conforme for- vamos melhorando sempre, apemos andando é que vamos sar das coisas estarem muito mal

porque não há receitas do público, de publicidade, das equipas de formação”, desabafa José Augusto que diz o clube está, desta forma, “aflito” e “com a corda na garganta à espera que alguém nos deite a mão”. “É inconcebível neste país pensarem só na saúde física. Acho que a saúde mental dos meninos e dos pais também conta”, sublinha o presidente que lembra ainda “a situação de rutura” dos dirigentes, dos treinadores, que “vivem com esta situação todos os dias”. “Acho que a socialização das crianças é tão importante como a saúde física. E se elas vão para a escola porque é que não podem jogar futebol?”, questiona o responsável. A falta de pessoas nas bancadas é outra questão que preocupa José Augusto. “Não faz sentido absolutamente nenhum porque a nossa bancada, por exemplo, leva 600 pessoas e nem sequer 90 pessoas nos deixam instalar lá”, sublinha o presidente. *com José Clemente pub


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Xavier Silva, treinador do Operário Futebol Clube

“Queremos jogar cada partida para ganhar” Carla Alexandra Soares* pela culpa deste confinamento, o que limita as opções para Xavier Silva é treinador do Ope- jogo”. Não obstante todas as dirário Futebol Clube (FC) e espera ficuldades que possam surgir, uma temporada “atípica” para a para o treinador do Operário FC primeira a divisão da Associação é obrigatório entrar nos jogos de Futebol (AF) de Braga, a par para vencer. de todas as outras. Para conseguir este objetivo O treinador assume, desta há algo que na opinião de Xavier forma, as dificuldades em prepa- Silva não vai ser um entrave: o rar esta época, “algo que asso- seu plantel, que lhe dá todas as lou e continua a assolar todas as garantias. equipas”. “Fizemos um trabalho muito “No Operário começamos o exaustivo desde março, desde nosso trabalho o ano passado e que o campeonato parou. Cometemos um objetivo claro que é çamos a preparar o plantel muito fazer o clube crescer”, explica cedo”, explica o técnico, que feXavier Silva, que se refere, parti- chou o naipe de jogadores para cularmente, à equipa sénior. o Operário no início do verão. Portanto, o objetivo do treinador “Claro que estivemos sempre passa por jogar todas as parti- atentos a novas oportunidades das com o enfoque na vitória. que surgiram e para ir buscar “Queremos ver jogo a jogo o que mais jogadores”. nos é permitido ir fazendo, à meSobre a divisão que vai disdida que o campeonato se vai putar, Xavier Silva considera-a desenrolando”, explica Xavier “complicada”, especialmente Silva que espera não ter que com o surgimento das equipas lidar com muitos adiamentos, “B”, que no seu entender vão por causa da pandemia de Covid ser uma surpresa. “Acho que há 19. muita qualidade, com equipas “Nesta fase é complicado muito competitivas que vão quepara nós percebermos com que rer jogar para ganhar todos os jogadores iremos contar, muito jogos e subir de divisão”. Aliás,

o treinador considera que este ano ninguém consegue fazer uma avaliação muito correta do que vai acontecer, “até porque nem é possível observar jogos”. “Ainda estamos todos a tentar perceber o que vai acontecer”, desabafa, lembrando que existem 24 jogos para disputar o Operário vai trabalhar para ganhá-los todos. Mas sem querer precipitarse, Xavier Silva quer pensar jogo a jogo “com muita calma”, para ter a noção de qual será o desenrolar do campeonato. “Se depois for possível ambicionar essa subida de divisão claro que estaremos cá para lutar por ela”, garante. Consciente da facilidade com que os campeonatos podem parar por causa do Covid 19, o treinador apela à consciência de todos para o cumprimento “com o máximo de rigor” das normas da DGS e da Federação Portuguesa de Futebol para que seja possível, “de forma segura” se realizarem o máximo de jogos possível. *com José Clemente pub


OPERÁRIO FUTEBOL CLUBE

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ESPECIAL

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