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Ano 29 | Nº 1485| De 11 a 17 de novembro de 2020| Diretor: João Fernandes | Gratuito | www.opiniaopublica.pt

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Acordo põe fim a diferendo de vários anos

Estrada de acesso à A7 passa para a Câmara após obras da Ascendi

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Estrutura foi construída pela Câmara e implicou um investimento de 150 mil euros

URGÊNCIA COVID DO HOSPITAL DE FAMALICÃO FICA PRONTA ESTA SEMANA p. 3

FC Famalicão regressa às Hóquei: vitórias, quatro jogos depois FAC surpreende em casa e desliza fora Riba D’Ave perde frente ao OC Barcelos

Especial distritais: Bairro FC e CD Lousado

Têxtil Coindu recupera produção para a indústria automóvel

p. 10

Cultura Famalicão de luto pela morte do Mestre Cruzeiro Seixas p. 3 pub


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CIDADE

opiniãopública: 11 de novembro de 2020

Casa das Artes antecipa espetáculos para sexta-feira A Casa das Artes de Famalicão antecipou os espetáculos do próximo sábado para sexta-feira, devido às restrições impostas pelo Estado de Emergência. Assim, os espetáculos “Airbnb e Nuvens” e “Wake-up” (com um bilhete único) vão realizar-se esta sextafeira, dia 13, às 19h30 e às 21h00. Os bilhetes já adquiridos são válidos e não é necessária substituição. Aqueles que tinham comprado bilhete e não conseguem estar presentes na sexta-feira podem pedir reembolso junto da entidade onde os adquiriram.

Projeto desenvolvido pela Universidade do Minho e pelo CeNTI

Investigadores de Famalicão e Braga criam tinta inteligente anti contrafação têxtil

Escola Amiga da Criança” distingue 142 projetos em Famalicão

A iniciativa “Escola Amiga da Criança” acaba de divulgar a lista das escolas distinguidas este ano e Famalicão surge com 142 projetos. Esta iniciativa é uma organização conjunta da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), da LeYa e do psicólogo Eduardo Sá, que visa distinguir escolas que concebem e concretizam ideias extraordinárias, contribuindo para um desenvolvimento mais feliz da criança no espaço escolar, e partilhar essas boas práticas. “É um dos municípios mais expressivos a nível nacional e um dos que registou um enorme crescimento em relação às edições passadas”, afirma com orgulho a presidente da Federação Concelhia de Associações de Pais de Famalicão (Fecapaf), Maria Antónia Oliveira. Em momento oportuno, juntamente com o vereador da Educação, Leonel Rocha, a Fecapaf irá entregar a cada uma das escolas a respetiva placa do reconhecimento pelo projeto executado. Esta edição da Escola Amiga contou com o maior número de candidaturas de sempre, num total de 3800 candidaturas e de onde quase 1000 escolas saíram com o selo Escola Amiga.

“Castor” da Auchan ajuda Centro Hospitalar do Médio Ave Este Natal, o peluche “Castor Júnior” da Auchan vai ajudar aqueles que estiveram sempre presentes nestes tempos de pandemia. Uma das instituições contempladas é o Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA), que integra os hospitais de Famalicão e Santo Tirso. A campanha já começou em todas as lojas Auchan. Assim, uma parte da verba angariada com as vendas do “Castor Júnior” na Auchan de Famalicão reverterá para o CHMA.

FICHA TÉCNICA

CONSELHO EDITORIAL: Alexandrino Cosme, António Cândido Oliveira, António Jorge Pinto Couto, Artur Sá da Costa, Cristina Azevedo, Feliz Manuel Pereira, João Fernandes, Manuel Afonso e Almeida Pinto. ESTATUTO EDITORIAL: disponível em www.opiniaopublica.pt

DIRETOR: João Fernandes (CIEJ TE-95) jfernandes@opiniaopublica.pt

CHEFE DE REDACÇÃO: Cristina Azevedo (CPJ 5611) cristina@opiniaopublica.pt

REDACÇÃO: informacao@opiniaopublica.pt Carla Alexandra Soares (CICR-248), Cristina Azevedo (CPJ 5611).

DESPORTO: Jorge Humberto, José Clemente (CNID 297) e Pedro Silva (CICR-220).

Um grupo de nvestigadores da Universidade do Minho e do CeNTI de Famalicão desenvolveram tintas fluorescentes inteligentes que vão ajudar a combater a contrafação de produtos têxteis. Em comunicado, os responsáveis do projeto referem que, até ao momento, “os resultados conseguidos são bastante promissores”, pelo que já se iniciou um pedido de pré-patente visando, num futuro próximo, a comercialização daquela tecnologia. Esta investigação resulta de uma parceria entre cientistas do Centro de Engenharia Biológica (CEB) da Universidade do Minho com experiência na área da biotecnologia e do CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais

Técnicos, Funcionais e Inteligentes, com sede em Famalicão, especializado no desenvolvimento de materiais inteligentes. “As biotintas florescentes eco-sustentáveis apresentam características únicas e exclusivas que são difíceis de copiar ou clonar, pelo que poderão ser utilizadas como marcadores de anti-contrafação ou impressões de segurança”, explicam os promotores. Acrescentam ainda que as biotintas terão também “aplicações interessantes” na produção de têxteis inteligentes, desde vestuário a artigos de decoração, com padrões que se alteram com a luz ambiente. “Estes materiais, altamente inovadores, vão potenciar o crescimento da biotecnologia e serão relevantes para várias in-

dústrias, tornando-as mais inteligentes e funcionais”, concluem. O trabalho dos cientistas do CEB passa pela produção biotecnológica das moléculas e a elaboração de testes de encapsulação. Já a equipa do CeNTI está focada na aplicação em têxteis, assim como na elaboração de testes de estabilidade em longo prazo, de forma a obter-se um protótipo. “A grande inovação do projeto assenta no facto de estas tintas serem compostas por materiais naturais, produzidos a partir de microrganismos, ao contrário das tintas tradicionais que são feitas de produtos químicos, a partir de derivados de petróleo”, remata o comunicado.

BV Famalicão adiam sorteio de automóvel por causa da pandemia A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários (BV) de Famalicão anunciou, a semana passada, o adiamento do sorteio de um automóvel, iniciativa que integrava as comemorações dos 130 anos da corporação. Em comunicado, os BV de Famalicão dizem que “face à situação pandémica em Portugal e no mundo, provocada pela Covid-19, a direção decidiu cancelar todas as cerimónias e atividades públicas, dedicando-se neste momento, essencialmente, à

GRAFISMO: Carla Alexandra Soares e Pedro Silva.

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DETENTORES DE MAIS DE 5% DO CAPITAL António Jorge Pinto Couto

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sua atividade, que é a proteção civil”. Refere ainda que o adiamento do sorteio contou com a devida autorização, por despacho do Secretário-Geral do Ministério da Administração Interna, de 22 de outubro último. A corporação apela, contudo, à população que continue a colaborar neste sorteio, por forma a ajudar os BV de Famalicão “na angariação de receitas tão necessárias nesta conjuntura de pandemia”.

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Estrutura implicou investimento municipal de 150 mil euros e fica pronta esta semana

Hospital de Famalicão recebe urgência covid construída pela Câmara A Câmara Municipal de Famalicão está a investir 150 mil euros na construção de um edifício de apoio ao serviço de urgência do Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA), em Famalicão. O edifício fica concluído esta semana e entrará em funcionamento muito em breve. O edifício, de estrutura amovível, tem como objetivo apoiar o hospital no combate à pandemia da Covid 19, centralizando o tratamento e avaliação de doentes respiratórios, assegurando uma separação física completa do restante serviço de urgência médicocirúrgica, aumentando assim a segurança de doentes e profissionais. “Trata-se de um esforço financeiro, que a Câmara Municipal faz em prol da saúde dos famalicenses, e que surge no âmbito da colaboração institucional que mantemos com o Hospital”, adianta a propósito o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, salientando que “a saúde e a segurança dos famalicenses são a nossa prioridade”. O edil acredita que com esta nova estrutura o Hospital de Famalicão “passa a ter condições infraestruturais de excelência para tratar dos doentes da área covid, mas também a todos os outros, que sofrem de outras patologias”. Contudo, não deixa de

A urgência suplementar deverá começar a funcionar em breve

alertar que as infraestruturas não chegam. “É agora necessário que as instâncias ligadas à saúde, locais, regionais e nacionais, criem as outas condições, nomeadamente de recursos humanos”, argumenta O edifício, com uma área aproximada de 400 metros quadra-

dos, irá assegurar o tratamento de doentes respiratórios adultos e pediátricos em espaços distintos, com capacidade para mais ou menos 35 pessoas, sendo constituído por sala de emergência, sala de imagiologia e sala de enfermagem. A área pediátrica é composta

por dois consultórios médicos, instalação sanitária, dez lugares para doentes apeados, três doentes em maca e uma sala de tratamento. Por sua vez, a área de adultos será composta por dois consultórios médicos, instalação sanitária, doze lugares para doentes apeados e oito para doentes

Mestre do Surrealismo faleceu no passado domingo

Famalicão de luto pela morte de Cruzeiro Seixas Faleceu, no passado domingo, o Mestre Cruzeiro Seixas, vulto do Surrealismo português que viveu nos últimos anos em Famalicão e que doou o seu acervo à Fundação Cupertino de Miranda. Aliás, na sua página de Facebook, a Fundação Cupertino de Miranda manifestou o seu pesar e lamentou “profundamente a perda deste vulto da Cultura Nacional, que apoiou e acompanhou ao longo dos anos”. Também o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, na passada segunda-feira, dia de luto municipal pelamorte de Artur do Cruzeiro Seixas, aos 99 anos de idade. “Partiu um amigo de Famalicão. Um artista único cuja obra vai permanecer viva em Famalicão. O município estar-lhe-á eternamente agradecido pela projeção cultural e artística que trouxe a Vila Nova de Famalicão. Aos seus familiares e amigos ex-

presso as minhas mais sinceras condolências", afirmou Paulo Cunha. Pintor, poeta e artista de corpo inteiro, Cruzeiro Seixas esteve ligado, desde os seus iní-

cios, ao grupo “Os surrealistas”, ao lado de António Maria Lisboa, Mário Cesariny, Mário Henrique Leiria e Pedro Oom, entre outros. O seu percurso foi consagrado com a atribuição do Prémio Ar-

tista do Ano, em 1989, e com a edição de um álbum integrando numerosos testemunhos. Em 1999 doou a totalidade da sua coleção à Fundação Cupertino de Miranda, de Famalicão. Em 2013, Cruzeiro Seixas foi homenageado pela Câmara de Famalicão com a atribuição do seu nome a uma das principais ruas de acesso ao Parque da Devesa e, em 2015, recebeu a medalha de honra do município, na sessão solene comemorativa do Dia da Cidade. A sua obra encontra-se representada em diversas coleções privadas e em instituições como o Museu do Chiado (Lisboa), Centro de Arte Moderna da Fundação Caloust Gulbenkian, Biblioteca Nacional, Biblioteca de Tomar, Fundação Cupertino de Miranda (Famalicão), Museu Machado de Castro (Coimbra), Fundação António Prates (Ponte de Sor), Fundación Eugenio Granell (Galiza) ou o Museu de Castelo Branco.

em maca. A área reservada a profissionais garante um acesso independente do exterior, dois balneários com instalação sanitária, espaço dedicado para troca de equipamento de proteção individual e uma copa. Todo o espaço é servido por duas salas de sujos assegurando o apoio ao equipamento de higienização e evacuação de resíduos. “A construção do equipamento surge assim como uma resposta ao diagnóstico de necessidades gerado no seio da proteção civil municipal que reúne a rede de instituições de saúde, socorro e segurança do concelho, muito concretamente, às necessidades elencadas pelo hospital de Famalicão”, finaliza Paulo Cunha. Recorde-se que Famalicão é um dos 121 concelhos do país considerados com risco elevado de propagação da Covid 19, ou seja, concelhos com 240 novos casos, ou mais, por cada 100 mil habitantes, nos últimos 14 dias. É, por isso, também abrangido pelas mais recentes medidas adotadas pelo Governo no âmbito do Estado de Emergência, como a proibição de circular na via pública entre as 23h00 e as 5h00, de segunda a sexta-feira, e entre as 13h00 e as 5h00, ao sábado e ao domingo.


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opiniãopública: 11 de novembro de 2020

Edição deste ano foi das mais concorridas, apesar da pandemia

“Sofia” foi a curta que venceu o Ymotion 2020 jovens são reativos a fazer, que fizeram filmes durante este período, muitos deles feitos de forma admirável e com qualidade”, acrescentou. A cerimónia ficou ainda marcada pela homenagem ao ator brasileiro Rodrigo Santoro, que, numa mensagem gravada, disse que “é importante para qualquer artista receber reconhecimento, ainda mais num festival de cinema que tem como objetivo exibir trabalhos de realizadores jovens”. “Essa renovação, de geração em geração, é fundamental para que a arte continue

respirando, continue viva”, acrescentou. A assistir à gala esteve também a premiada Ana Rocha de Sousa, rautora do filme “Listen”, que recebeu seis galardões do Festival de Veneza. A atriz e realizadora, que foi convidada a entregar alguns dos prémios, falou ao OP da importância da existência de certames como o Ymotion, “ainda para mais em tempos de pandemia”. “É um grande incentivo para quem quer fazer cinema e para trazer publico às salas”, sustentou.

Os premiados

Ana Rocha de Sousa marcou presença e entregou alguns prémios

Cristina Azevedo Centro de Estudos Camilianos, com a entrega de sete outros A curta “Sofia”, de Filipe Ruffato prémios em outras tantas catee Gonçalo Viana, foi a grande gorias, além do Prémio Carreira, vencedora da edição e 2020 do que este ano foi para o ator porYmotion – Festival de Cinema tuguês Nuno Lopes, que não esJovem de Famalicão, ao arreca- teve presente na cerimónia, dar o galardão principal “Prémio porque está a rodar uma longaJoaquim de Almeida”, no valor metragem em Inglaterra, mas de 2.500 euros. que fez questão de deixar o seu Realizada em 2019, “Sofia” agradecimento, numa mensafoi também, recentemente, se- gem gravada. lecionada para o “Rome IndeNuma edição completamente pendent Prisma Awards”, em atípica, devido à pandemia de Itália, e para o Festival Interna- Covid 19, o Ymotion, organizado cional de Curtas do Rio de Ja- pelo pelouro da Juventude da neiro, no Brasil. “É um filme Câmara de Famalicão, soube enonde vemos desdobrar medos, frentar as contrariedades e reinincompreensões, preconceitos, ventar-se, o que acabou por ânsias e desejos, sendo que trazer alguns ganhos ao festival. todos esses sentimentos – e “Conseguirmos fazer esta 6ª muitos outros, ainda – surgem e edição em moldes completadesaparecem nas entrelinhas do mente diferentes, em que tínhanão-dito”, pode ler-se na si- mos sempre de ter um plano A e nopse do filme. um Plano B, é um orgulho”, refeA gala final do Ymotion de- riu ao OPINIÃO PÚBLICA a vereacorreu no passado sábado, no dora da Juventude, Sofia

Fernandes, sublinhando que o facto de terem que recorrer ao online, para realizar as palestras formativas, encontros conferências, “tornou o Ymotion ainda mais conhecido”. De resto, a vereadora considera que as transmissões online poderão ter vindo para ficar. “Foi uma aprendizagem que fizemos e é algo que, certamente, se irá repetir em algumas situações, na edição do próximo ano”. Esta foi também a edição que atingiu o número recorde de 183 candidaturas, das quais 45 foram a concurso, e que primou igualmente pelo aumento da qualidade dos filmes apresentados. “Uma das coisas que mais me sensibilizou, como cinéfilo, foi termos filmes onde já havia máscaras, onde já havia o tema da pandemia”, referiu o comissário do Ymotion, Rui Pedro Tendinha. “Isso mostra que os

Grande Prémio Joaquim d’Almeida (2.500 euros) “Sofia”, de Filipe Ruffato e Gonçalo Viana Prémio Escolas Secundárias (750 euros) “O Chá da Tia Apolónia”, de Maria Pereira Melhor Documentário (750 euros) “Rio Torto”, de Mário Veloso Melhor Curta de Animação (600 euros) “ÉKDÚÔ”, de Matilde camacho e Filipa Fernandes Prémio do Público (350 euros) “Júlia”, de Filipa Silva Melhor Representação (250 euros) “Erva Daninha”, de Guilherme Daniel Melhor Direção de Fotografia (250 euros) Erva Daninha”, de Guilherme Daniel Melhor Argumento (250 euros) “La Tierra del Passado”, de Rui Falcão

EDP Distribuição atinge marca histórica na qualidade de serviço A EDP Distribuição obteve, em 2019, o melhor resultado de sempre em termos de qualidade de serviço de distribuição de energia elétrica, anunciou a empresa, em comunicado. No ano passado, o Tempo de Interrupção Equivalente da Potência Instalada em Média Tensão foi de 49 minutos, excluindo o impacto de eventos excecionais. Isso significa uma melhoria de 15% face 2018, neste que é o indicador mais representativo de qualidade de serviço, Nos restantes indicadores, nomeada-

mente nos relativos ao número e duração das interrupções, a sua evolução foi também positiva. “Esta melhoria generalizada reflete o bom desempenho da empresa na consolidação da melhoria da Qualidade de Serviço Técnico na distribuição de energia elétrica, alcançada nos últimos anos, garantindo simultaneamente a redução de assimetrias entre as diversas regiões do país”, refere a EDP Distribuição. No comunicado, a empresa nota ainda que o recente Relatório de Qualidade de

Serviço Técnico de 2019 publicado pela ERSE “evidencia como extraordinários os eventos atmosféricos ocorridos durante o ano (Helena, Elsa e Fabien), onde fica evidente a capacidade de resposta das equipas da EDP Distribuição”. “A marca alcançada resulta duma correta política de investimento e manutenção na rede elétrica nacional, tendo como eixos principais o aumento da resiliência da rede, a renovação e reabilitação dos ativos, a automação e digitalização na gestão da rede, a par de medidas de otimização

nas operações, nomeadamente em situações de crise”, lê-se no comunicado. De resto, esta estratégia serviu de base à recente proposta da EDP Distribuição para o Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede Nacional de Distribuição de eletricidade para o período 2021-2025, no qual a empresa propõe um investimento de mais de mil milhões de euros na rede elétrica. Também nesta linha a EDP Distribuição já concretizou a instalação de mais de três milhões de contadores inteligentes.


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Deputado do PSD diz que problema se agravou em Famalicão

Jorge Paulo Oliveira denuncia falta de médicos e questiona ministra O deputado famalicense do PSD à Assembleia da república, Jorge Paulo Oliveira, questionou esta semana a ministra da Saúde, Marta Temido, sobre a falta de médicos de família em Famalicão. Interpelando Marta Temido, no debate da especialidade do Orçamento do Estado para 2021, Jorge Paulo Oliveira, disse que a falta de médicos de família é um problema no concelho e que “as estatísticas dizem que se agravou no último ano”. “Em outubro de 2019, 371 famalicenses não tinham médico de família atribuído. Em outubro do corrente ano esse número atingiu os 8.898 utentes, o que representa uma subida de 2.300%”, disse o deputado”. Na sua intervenção, o parlamentar social democrata disse ainda que a prestação e cuidados de saúde à população “apresenta graves deficiências” e que a situação “só não é pior” porque todos aqueles que trabalham no Serviço Nacional de Saúde “não desistem dos seus utentes” e porque a Câmara Municipal de Famalicão também não falta aos famalicenses”. Jorge Paulo Oliveira deu como exemplo a Clínica da Mulher e da Criança, construída no Hospital de Famalicão com a comparticipação financeira, em 50%, da autarquia, bem como a urgência suplementar de apoio à Covid 19 que ficará concluída na próxima semana e que foi igualmente

Estado. Dirigindo-se ao ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, Jorge Paulo Oliveira referiu “as sucessivas mudanças de opinião do Governo” quanto à solução a adotar para o Posto da GNR daquela vila. Jorge Paulo Oliveira, lembrou que, em junho de 2017, o Governo defendia que a solução passava pela construção de um quartel de raiz, mas que, no final desse ano, apontava para uma remodelação do atual edifício para, já que em maio do corrente ano o Governo equacionar a adaptação do antigo quartel dos bombeiros voluntários daquela vila. “Vamos chegar a 2021, ou seja, ao fim da dimensão temporal da Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos com o problema do Quartel da GNR de Riba d’Ave por resolver”, disse ainda Jorge Paulo Oliveira. Na resposta, o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna confirmou que a adaptação das antigas instalações Jorge Paulo Oliveira questionou o Governo no debate da especialidade do Orçamento do Estado dos bombeiros é a solução pensada e que o Governo está em vias de agendar a celecusteada pelo Município. dico de família”. bração de um protocolo com a Câmara Mu“Mas a Câmara Municipal de Famalicão A pergunta, segundo o deputado, ficou nicipal para avançar com este processo, “o não pode fazer tudo, não pode substituir o sem resposta. que significa, uma vez mais, que a autarGoverno em tudo. Não pode, por exemplo, quia vai ser chamada a ajudar um proQuartel da GNR de Riba d’Ave atribuir médico de família aos famalicenblema que é unicamente da Também o dossier do Quartel da GNR responsabilidade da administração censes”, alertou o deputado, que questionou a ministra sobre o que tinha a dizer “aos de Riba d’Ave foi levado ao debate na es- tral”, conclui o deputado. perto de nove mil famalicenses sem mé- pecialidade da Proposta do Orçamento do

PSP de Famalicão e GNR de Riba d’Ave

Nuno Sá obtém garantias de investimento do Governo Projeto de execução para a reabilitação da esquadra da PSP de Famalicão está concluído e a obra vai avançar. A garantia foi dada pelo secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna ao deputado famalicense do PS, Nuno Sá, que questionou o Governo sobre o assunto, no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado 2021. Na audição parlamentar do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, Nuno Sá reivindicou do Governo a construção de um novo Quartel para a GNR de Riba d’Ave, a realização de obras na Esquadra da PSP de Famalicão e investimento nos seus meios e recursos humanos. O parlamentar socialista explicou que estes investimentos são necessários, desde logo, porque “os anteriores Governos da direita nada fizeram em infraestruturas e equipamentos para as Forças e Serviços de Segurança no concelho. Nuno Sá acusou ainda de “lamentável e degradante a atitude dos deputados da direita (PSD/CDS-PP) que tiveram grandes responsabilidades no governo e não investiram nas infraestruturas e nos recursos das forças de segurança e que agora exigem tudo e imediatamente sem sequer fazerem um mea culpa”. Lembra,

Nuno Sá questionou ministro sobre investimentos nas forças de segurança

a propósito que foi com o Governo do PS “que se realizou a primeira fase das obras na Esquadra da PSP de Famalicão e se fez um reforço de meios”. A resposta à intervenção do parlamentar chegou pela voz de Antero Luís, secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, que informou já ter sido feita a primeira intervenção para reabilitação das coberturas da Esquadra da PSP de Famalicão e que neste momento “o projeto de execução para intervenção em toda a Esquadra da PSP está concluído para prosseguir”.

Quanto ao Posto Territorial da GNR de Riba d’Ave, o secretário de Estado manifestou, segundo Nuno Sá, “o compromisso do Governo em avançar com o novo Quartel porquanto já está encontrado o local e edifício para o efeito, esperando em breve o agendamento do necessário protocolo com a Câmara Municipal de Famalicão para concretizar esta infraestrutura inscrita na Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos para as Forças e Serviços de Segurança e já prevista no Plano de Atividades da GNR”.

Município de Famalicão lança “Esquadrão Covid”

O Município de Famalicão vai lançar uma nova campanha de sensibilização junto da comunidade famalicense relacionada com a prevenção da Covid-19. Particularmente dirigida ao público mais jovem, o Gabinete de Comunicação da autarquia elaborou uma comunicação assente na ideia de que qualquer cidadão pode ser um super-herói nos dias que correm, “basta usarem as armas certas para lutar contra o maior vilão dos tempos modernos”. Com ilustrações de Theresa Campos, a campanha incita à proteção armada contra a Covid com gel desinfetante, máscara de proteção e distanciamento social. As personagens percorrem várias faixas etárias de uma família em que todos se tornam super-heróis por ação da sua conduta responsável. A campanha desenvolve-se ao estilo de história aos quadradinhos com uma narrativa de superação individual e coletiva, que funciona igualmente de forma autónoma com cada personagem a transmitir uma mensagem de comportamento responsável, que faz de cada um, um verdadeiro super-herói dos tempos modernos. A campanha vai desenvolver-se nas pataformas do município, na comunicação social local e regional e em espaços outdoors de Famalicão.


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CIDADE

opiniãopública: 11 de novembro de 2020

Em causa, artigo publicado pelo Jornal de Famalicão

PS e IL exigem explicações à Camara sobre alegadas pressões junto de um jornal Cristina Azevedo O Partido Socialista (PS) e a Iniciativa Liberal (IL) de Famalicão vieram esta semana, a público, pedir explicações ao presidente da Câmara de Famalicão sobre um artigo publicado, na passada sexta-feira, no Jornal de Famalicão, sobre alegadas pressões e ameaças que este semanário terá sofrido por parte do Gabinete de Apoio à Presidência para a Comunicação da Câmara de Famalicão, a propósito de uma notícia sobre o abate das árvores no centro da cidade. “Da leitura do artigo percebese claramente que se trata de um grito de revolta e alerta perante o que, alegadamente, se está a passar em Famalicão: atitudes intimidatórias de altos responsáveis camarários”, diz o PS em comunicado, acrescentando que “as denúncias feitas, a serem confirmadas, revestem-se de enorme gravidade, na medida em que põem em causa a missão da comunicação social que deverá ser exercida com isenção, independência, rigor informativo e competência”. Perante isto, e por considerar que “estão em causa os mais elementares valore das democracia”, os socialistas exigem que “as denúncias sejam esclarecidas” pelo presidente da Câmara,

“enquanto responsável máximo do executivo camarário”. Já o núcleo de Famalicão da IL veio repudiar aquilo que classificou de “tentativas de censura por parte de órgãos camarários denunciadas pelo Jornal de Famalicão”. O partido considera que “tentativas de impedir a publicação de certas matérias sobre pena de reduzir os gastos com publicidade” é “uma clara

tentativa de condicionamento de um órgão livre da imprensa, facto que a ser provado, configura um óbvio atentado à Liberdade de Imprensa”. Nesse sentido, a IL exige à Câmara Municipal Famalicão a publicação, na íntegra, da lista de gastos com publicidade discriminada pelos diversos órgãos de comunicação social, tal como os respetivos critérios de adjudi-

Arquivo

Juiz de Famalicão acusado de violência doméstica com pena suspensa

O Tribunal da Relação do Porto aplicou esta quartafeira 20 meses de prisão, com pena suspensa, ao juiz de primeira instância de Famalicão, Porfírio Vale, acusado de violência doméstica sobre a ex-mulher. A suspensão da pena vigora por dois anos e está sujeita ao regime de prova. O arguido é ainda obri-

gado, em pena acessória, a frequentar uma formação sobre prevenção de violência doméstica e também terá de pagar 15 mil euros à ex-mulher. Ao ler uma síntese do acórdão, o coletivo de juízes da 4ª secção criminal da Relação do Porto considerou parcialmente provada a pronúncia e conclui

que o arguido "desrespeitou a dignidade pessoal" da ex-mulher. "Tentou diminuir a assistente [ex-mulher] nas qualidades de mãe", sublinhou. Porfírio Vale e ex-mulher estiveram casados durante 10 anos e têm um filho menor, tendo o divórcio ocorrido em finais de 2015. Na avaliação dos juízes desembargadores, os atos do arguido, embora mais criticáveis tendo em conta a sua profissão, são de "censurabilidade mediana". Recorde-se que o Ministério Público (MP) tinha arquivado a queixa da ofendida, mas a Relação do Porto e o Supremo Tribunal de Justiça determinaram que o caso fosse a julgamento. A defesa do juiz Porfírio Vale disse já que vai recorrer do acórdão para o Supremo Tribunal de Justiça.

cação. Responsável do gabinete nega acusações do jornal No centro desta polémica está um artigo publicado, no passado dia 5, pelo Jornal de Famalicão, que denuncia alegadas pressões e “telefonemazinhos intimidatórios” por parte do Gabinete de Apoio à Presidência para a Comunicação da Câmara

de Famalicão, acrescentando que este “é um hábito deste GAP desde o seu primeiro ano de mandato, já lá vai mais de uma década”. O OPINIÃO PÚBLICA pediu uma reação da autarquia a esta polémica e a resposta surgiu do diretor de comunicação da Câmara, José Agostinho, a pessoa visada no artigo do Jornal de Famalicão. José Agostinho refuta as acusações do semanário, considerando que o mesmo descreve “falsidades que afetam a reputação do gabinete de comunicação da autarquia e a minha conduta ética e profissional enquanto diretor de comunicação da Câmara Municipal”. O diretor de comunicação diz que “é completamente falso que tenha existido qualquer tentativa de censura” e que sempre pautou a sua atividade profissional “pelo absoluto respeito pelo trabalho dos jornalistas e dos órgãos de comunicação social”. “Sempre estive disponível para os ajudar na sua atividade de informar, tendo-me posicionado sempre como um elemento facilitador do acesso dos jornalistas à informação, acrescenta. José Agostinho adianta ainda que vai recorrer ao direito de resposta e, se necessário, aos meios legais.

Famalicão debate “Educação e Saúde em tempos de pandemia”

Leonel Rocha, vereador da Educação, é um dos participantes no ciclo de conferências

O Ciclo de Conferências em Educação, promovido pela Câmara Municipal de Famalicão, regressa no próximo dia 26 de novembro em formato online. “Educação e Saúde em tempos de pandemia” é a temática escolhida para esta nova sessão, agendada para as 21h30, e que decorrerá através da plataforma Zoom. Com este webinar pretende-se proporcionar um espaço de reflexão e partilha sobre as boas práticas e medidas adotadas pelos estabelecimentos escolares do concelho para fazer face à si-

tuação excecional provocada pela Covid-19. A conferência contará com a participação dos diretores dos Agrupamentos de Escola do concelho, de um representante da área da Saúde e do vereador da Educação do Município, Leonel Rocha. A moderação estará a cargo da docente Ariana Cosme. AS inscrições para a conferência devem ser feitas através do Portal da Educação, em www.famalicaoeducativo.pt.


opiniãopública: 11 de novembro de 2020

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FREGUESIAS

opiniãopública: 11 de novembro de 2020

Autarca local fala dos investimentos na freguesia

Arranjo do adro de Vale S. Martinho arranca em fevereiro Cristina Azevedo* O arranjo urbanístico do largo da Igreja de Vale S. Martinho deverá arrancar em fevereiro do próximo ano. A data foi avançada pelo presidente da Junta de Freguesia, Manuel Oliveira, em entrevista, na sexta-feira, à Fama Rádio e Televisão. Esta obra inclui também a construção de um parque de estacionamento, que está praticamente concluído. “Dentro de quinze dias o parque deverá ficar pronto e, depois avançaremos para o arranjo do adro, que deverá acontecer em meados de fevereiro, logo que passa a fase mais rigorosa do inverno”, explica o autarca, para quem “esta obra era uma necessidade e uma ambição do seu executivo e da população da freguesia”. Entretanto, também já arrancou a empreitada de requalificação da sede da Junta de Freguesia, outra “ambição” do executivo liderado por Manuel Oliveira. “Fomos das primeiras juntas de freguesia do concelho a ter uma sede própria, pelo que o edifício já tem muitos anos e encontra-se desadequado às necessidades

mara Municipal. “É uma boa notícia porque havia zonas com o pavimento bastante fraco e onde já estão a colocar tapete”, afirma.

O parque de estacionamento junto à igreja deverá ficar concluído em breve

dos dias de hoje”. Uma das principais alterações prende-se com a transferência dos serviços da secretaria para o résdo-chão do edifício, que ficou livre com a saída do jardim de infância. “Desta forma, vamos ter melhor condições de acessibilidade para as pessoas com mobilidade redu-

zida, que já não necessitarão de subir degraus para tratar dos seus assuntos na Junta”, explica Manuel Oliveira. A praticamente um ano de terminar o seu mandato, o autarca de Vale S. Martinho faz um balanço positivo do trabalho do seu executivo, afirmando que “as obras que

Telhado: idosa desaparecida encontrada com vida na banheira Uma mulher septuagenária, residente na Travessa da Raposeira, em Telhado, foi encontrada dentro da sua habitação ontem, terça-feira, após ter sido vista pela última vez na sexta-feira e de o pão, deixado à sua porta pelo padeiro, se ter acumulado durante esses dias. Depois de se temer o pior, a idosa, que vive sozinha, foi encontrada ontem dentro da banheira da sua habitação,

ainda com vida. Ao que o OPINIÃO PÚBLICA conseguiu apurar terá caído na casa de banho onde ficou durante estes dias sem conseguir pedir ajuda. Os Bombeiros Famalicenses estiveram no local para prestar os primeiros socorros antes de encaminhar a idosa para o Hospital. “Trata-se de uma senhora que, por vezes costuma sair, dar as suas voltas por uns dias, por isso não notámos logo

pela sua falta”, disse ao OP um vizinho da septuagenária. “É normal ela estar para fora, mas desta vez não avisou ninguém, nem fechou as persianas de casa. Quando vimos as sacas de pão de dias, tememos logo o pior e optámos por chamar a polícia imediatamente”, referiu uma outra moradora. Até ao fecho desta edição, não foi possível apurar qual a gravidade do estado de saúde da idosa.

estavam no programa eleitoral estão feitas ou em fase de andamento”. Manuel Oliveira destaca a ampliação da rede de saneamento básico, que atualmente atinge os 92% de cobertura e mostra-se, naturalmente satisfeito, com o arranque das obras de requalificação da EN 309, levadas a efeito pela Câ-

Recandidatura é quase certa A cumprir o segundo mandato, eleito pela coligação PSD/CDS-PP, Manuel Oliveira adiantou que a sua intenção é recandidatar-se novamente à presidência da Junta nas eleições autárquicas de 2021. “Há obras que gostaria de fazer no próximo mandato”. justifica. Uma matéria que preocupa o autarca, mas cuja a resolução não depende da Junta, é a falta de terrenos para construção na freguesia, que leva “a que jovens casais que querem continuar a residir em Vale S. Martinho tenham que ir vivar para outros locais”. “Na revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) que está em curso pedimos para aumentar um pouco a zona construtiva – não é muito para já poderíamos aumentar um pouco a oferta – falta agora saber se vai ser aprovado pelas entidades competentes, concretamente a CCDRN e o Ministério da Agricultura”. *com Jorge Humberto

Lixo a céu aberto em Castelões motiva alerta da Junta

Suspeitos de tráfico de droga detidos em Pousada de Saramagos Dois jovens de 19 e 20 anos foram detidos pela GNR, na quinta-feira da semana passada, por suspeitas de tráfico de droga em Pousada de Saramagos. Fruto de uma investigação que decorria há já vários meses, esta detenção culminou com buscas domiciliárias que resultaram na apreensão de seis doses de haxixe; três doses de folhas de canábis; dois telemóveis; e 259,5 euros em numerário. Ambos suspeitos foram constituídos arguidos e os factos remetidos ao Tribunal de Famalicão.

A Junta de Castelões alertou, na passada sexta-feira, para o lixo encontrado a céu aberto em vários pontos da freguesia. Desde terrenos privados a bouças e valetas, são vários os locais onde alguns aproveitam para deitar o lixo, ignorando os ecopontos existentes. Comportamentos e atitudes que a autarquia local considera “muito condenáveis” e “altamente prejudiciais ao meio ambiente, além de punidos por lei”. Numa nota publicada na sua página de Facebook, a Junta de Castelões refere que vai “intensificar a vigilância em alguns locais “e pede aos cidadãos que, caso vejam ou tenham conhecimento destas situações, informem imediatamente a Junta, a GNR ou a Câmara Municipal.


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FREGUESIAS

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Têxtil de Famalicão ultrapassou o primeiro impacto da pandemia

Coindu recupera produção para a indústria automóvel Cristina Azevedo Depois de na primeira vaga da pandemia ter sido obrigada a recorrer ao lay-off e, pouco depois, a reinventar-se com a produção de máscaras, a Coindu regista agora uma “retoma confortável” da sua atividade principal: o fabrico de componentes para a indústria automóvel. Com fábricas em Famalicão e Arcos de Valdez, esta multinacional têxtil produz, essencialmente, capas para assentos para automóveis do segmento premium, como sejam as marcas Porsche e Lamborghini, um fator que foi importante para a recuperação. “Grande parte da nossa produção é focada em produtos premium, que foram menos afetados pela crise provocada pela pandemia. e, com isso, conseguimos exportar bastante da nossa capacidade, o que nos levou a uma retoma confortável”, referiu o OPINIÃO PÚBLICA, o administrador da Coindu Portugal, António Cândido Pinto. Durante o lay-off que teve que aplicar entre abril e maio, a Coindu registou uma quebra acentuada do volume de faturação, com um impacto de aproximadamente 30 milhões de euros de quebra de vendas. No entanto, logo a seguir, “com a produção das máscaras conseguimos minimizar esta tendência de queda”, explica António Cândido Pinto, adiantando que neste momento as unidades de Famalicão e Arcos de Valdevez já estão a orientar, novamente, a sua produção para a indústria automóvel. A produção de máscaras não foi, contudo, abandonada, mas está a ser feita através de equipamentos automatizados. “Desde o momento em que foi possível retomar a atividade normal da indústria automóvel, automatizamos a produção de máscaras porque entendemos que, apesar de não ser o nosso principal foco, tem permitido, quer internamente (com a distri-

António Cândido Pinto ao lado de Macus Teschner, CFO do Grupo Coindu

buição pelas famílias dos colaboradores), quer para a comunidade, fornecer um equipamento de proteção com um poder de filtração muito elevado, na ordem dos 96%, a um preço muito baixo”, justifica o administrador da Coindu, acrescentando que a comercialização está a ser feita apenas no mercado português. De resto, a partir desta semana, quem estiver interessado em adquirir estas máscaras pode fazê-lo através do site da empresa. Empresa adota medidas de proteção inovadoras O impacto da pandemia fazse sentir também ao nível da operacionalidade da empresa, embora, “fruto de uma política de proteção muito agressiva, desde a primeira hora”, a Coindu não tenha, até hoje, registado casos de transmissão interna do vírus. “Temos, infelizmente, co-

laboradores positivos, mas foram contagiados no exterior. Neste aspeto, procuramos sempre ser proativos e antecipar a nossa análise de risco”, afirma António Cândido Pinto. Assim, surgiram as “Brigadas anti-Covid”, que consistem na contratação de funcionários que asseguram o cumprimento de todas as medidas de segurança, assim como sensibilizam para a proteção e cuidado. “Somos seres sociais, distraímo-nos muito facilmente, e estas brigadas vieram-nos ajudar a termos atenção a esses momentos, que podem ser fatais na nossa segurança coletiva”, reforça Cândido Pinto. Em simultâneo, foi desenvolvida a campanha “Pela Vida sem Covid, Por quem mais amamos”, que abrangeu todas as unidades do grupo (Portugal, México, Roménia e China) e que passou pela construção de um painel de

fotos dos filhos dos colaboradores com a mão no coração, seguindo a nova recomendação da OMS de cumprimento entre pessoas. O objetivo é, segundo o responsável da Coindu, que “ao olhar para o painel, todos reflitamos por aqueles que nos são queridos e sobre a necessidade de estarmos protegidos e de os protegermos”. Segunda vaga da pandemia gera apreensão Com Portugal e a Europa a viver a segunda vaga da pandemia, o administrador da Coindu não deixa de manifestar algumas preocupações quanto ao futuro próximo. “Temos verificando um crescente nível de absentismo, decorrente dos isolamentos profiláticos que se tem vindo a verificar com o aumento de casos na comunidade, e isso leva-nos a uma conse-

quente perda nos níveis de eficiência e produtividade”, aponta. Até ao momento, essa perda tem sido compensada com a melhoraria dos processos produtivos que a empresa fez, durante o período em que esteve parada, mas Cândido Pinto avisa: “isso tem um limite, se continuarmos a ter este crescimento de absentismo podemos entrar numa zona de risco”. O responsável considera que “não podemos voltar a parar”, por isso, defende, “que temos de continuar a trabalhar, a viver, a ter os nossos filhos na escola, mas com um registo diferente de postura, mais consciente socialmente, para minimizar o impacto”. “Se não conseguirmos estabilizar a situação a curto prazo, o que tivemos na década de 90 no Vale do Ave pode repetir-se com contornos mais dramáticos”, finaliza.

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Famalicão

Barbosa: Rua Santo António, Tel. 252 302 120 Calendário: Rua da Liberdade, Tel. 252 378 400/1 Cameira: C. Mouzinho Albuquerque, Tel. 252 323 819 Central: Praça D. Maria II, Tel. 252 323 214 Nogueira: Av. Marechal H. Delgado, Tel. 252 310 607 Valongo: Rua Adriano Pinto Basto, Tel. 252 323 294 Gavião - Av. Eng. Pinheiro Braga, 72 - Telef. 252 317 301 Marinho: Edif. S. José - Estalagem - Telf. 252 921 182 Martins Ventura: R. C. Cerejeira - Lousado - Telf. 252 493 142 Estação: Largo da Estação - Nine - Telf. 252 961 118 Ribeirão: Rua Quinta Igreja 9 - Ribeirão - Telf. 252 416 482 Joane: Rua S. Bento, nº 217 - Telf. 252 996 300 Landim: Estrada Nacional 204/5, nº 693 - 252321765

Famalicão Quarta, 11

Serviço Gavião

Quinta, 12

Barbosa

Sexta, 13

Central/Ribeirão

Sábado, 14

Calendário

Domingo, 15

Nogueira

Segunda, 16

Valongo

Terça, 17

Gavião

Vale do Ave

Almeida e Sousa: Covas - Oliv. Stª Maria - Telf. 252 931 365 Bairro: Av. Silva Pereira, Telf. 252 932 678 Delães: Portela - Delães - Telf. 252 931 216 Riba de Ave: Av. Narciso Ferreira, Telf. 252 982 124

Vale do Ave

Serviço

Quarta, 11 Quinta, 12 Sexta, 13 Sábado, 14 Domingo, 15 Segunda, 16 Terça, 17

Bairro Delães Riba de Ave Bairro Almeida e Sousa Delães

Serviço de disponibilidade

Paula Reis: R. José Elisio Gonçalves Cerejeira, nº 629 Calendário - Tel. 252 378 057 Maceiras: Louro - Telf. 252 310 425 Marques: Largo da Igreja - Fradelos - Telf. 252 458 440 Oliveira Monteiro: Largo Igreja - Cabeçudos - Telf. 252 331 885 Pedome: Av. S. Pedro, 1139 - Pedome - Telf. 252 900 930 Pratinha: Largo do Cruzeiro - Cavalões - Telf. 252 375 423 S. Cosme: Vale S. Cosme - Telf. 252 911 123 Arnoso: Av. Joaq. Azevedo - Arnoso Sta. Maria - Telf. 252 916 612


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Acordo põe fim a um diferendo de vários anos

Parque de estacionamento junto à igreja de Nine arranca nos próximos dias

Via de acesso à A7 passa para a Câmara depois de Ascendi executar obras Cristina Azevedo

Paulo Cunha visitou a freguesia na semana passada

O presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, visitou, na semana passada, a freguesia de Nine, acompanhado pelo vereador das Freguesias, Mário Passos, para se inteirar dos melhoramentos verificados na localidade. A beneficiação da rede viária foi uma das áreas em destaque, onde a autarquia investiu recentemente cerca de 165 mil euros. Uma das principais intervenções decorre na Rua dos Caçadores, uma artéria essencial para o dia a dia da população. Para os próximos dias, está também previsto o arranque da construção do parque de estacionamento junto à igreja e à Capela Mortuária. “É uma obra necessária e que será muito funcional para Nine, indo de encontro às ambições da população”, referiu Paulo Cunha. O autarca aproveitou ainda a oportunidade para visitar a Associação Desportiva Ninense que tem neste momento a decorrer um conjunto de intervenções para a concretização de um campo de futebol 7, obras que contaram já com o apoio municipal no valor de 60 mil euros. Paulo Cunha ficou ainda a par das ambições para o futuro, nomeadamente, a concretização do parque lúdico e desportivo, que vai já em breve começar a receber a plantação de diversas árvores. E ainda a criação de um espaço polivalente para servir as várias gerações de ninenses. Refira-se que, desde que iniciou em junho, um novo ciclo de visitas de trabalho pelas freguesias do concelho, o presidente da Câmara já percorreu vinte localidades do território. pub

A Câmara Municipal de Famalicão, a Infraestruturas de Portugal (IP) e a Ascendi chegaram a um acordo de entendimento relativamente ao troço de acesso à A7, em Seide S. Miguel. Esta via, com 1,6 km, que liga à estrada nacional 206, em Vermoim, à estrada municipal 573, em Seide. passa para o domínio público do município depois da concessionária realizar as obras de reparação e melhoramento da via que devem estar concluídas até 30 de setembro de 2021. A proposta de acordo foi aprovada, a semana passada, em reunião da Câmara Municipal, por unanimidade, e vem por fim a um longo processo sobre a quem caberia a tutela daquela via, que ficou conhecida como “a estrada sem dono”, e que levou a autarquia famalicense a interpor uma ação judicial em 2015 contra a Ascendi, concessionária da autoestrada, e contra a IP. Agora, com este acordo, o presidente da Câmara, Paulo Cunha, diz que ficou provado “que a tutela da via não era da Câmara Municipal e que esta fez bem em não intervir naquela estrada”. O edil considera ainda que este acordo resolve um problema que afetava muitos famalicense, dado o estado de degradação daquela via, “que é muito utilizada para quem vive, trabalha e estuda na zona nascente do concelho, concretamente em Vermoim, Pousada de Saramagos e Joane”. Por outro lado, além de ligar ao nó da A7 em Seide, a estrada é também um acesso privile-

A estrada em causa tem 1,6 quilómetros de extensão

giado à Casa Museu de Camilo e ao Centro de Estudos Camilianos, situados a escassas centenas de metros. “Agora, felizmente, criar condições para que o responsável faça a intervenção que é necessária”, afirma Paulo Cunha, visivelmente satisfeito com a solução encontrada, sublinhando que “muito mais do que uma intervenção no pavimento, é bom lembrar que aquela via vai receber um conjunto de investimentos que permitem que uma maior segurança para veículos e pessoas, nomeadamente com a criação de passeios para os peões, mas também com a colocação de semáforos”. A obra que agora vai ser executada pela Ascendi além da pavimentação do piso, inclui a beneficiação do sistema de drenagem da via, a reposição de sinalização vertical, incluindo instalação de equipamento de segurança para delimitação de

via pedonal, bem como substituição de equipamento de segurança, montagem de equipamento de guiamento e balizagem, trabalhos de iluminação e colocação de semáforo redutor de velocidade. Recorde-se que esta estrada foi criada, precisamente, aquando na construção da autoestrada A7, mas nunca foi enquadrada formalmente, quer na rede viária nacional quer na rede viária municipal. Os anos foram passando, a via entrou em desgaste e foi-se deteriorando, sem que nenhuma entidade se responsabilizasse pela sua manutenção. A Câmara Municipal disponibilizou-se para assumir a tutela, desde que a concessionária da autoestrada ou a IP realizassem as devidas obras de reparação da via, algo que, até aqui, sempre se recusaram a fazer. O impasse fica, agora, resolvido com o acordo de mutação dominal estabelecido entre a IP, o Município e a Ascendi Norte.

Agrupamento denunciou o caso à GNR

Alunos em isolamento profilático avistados na rua em Pedome O Agrupamento de Escolas de Pedome afirmou esta segunda-feira que irá denunciar à GNR os casos de alguns alunos, que deveriam estar em isolamento e que são vistos nas ruas adjacentes ao exterior da escola a “correr e a brincar”. O diretor, Fernando Lopes, refere que este agrupamento escolar tem algumas turmas em isolamento por determinação das autoridades de saúde e que essa determinação “foi comunicada a cada encarregado de educação, através do coordenador de estabelecimento onde pertencem as referidas turmas, bem como o período pelo qual vigora o tempo do isolamento profilático, que é de 14 dias, conforme os tempos calculados para cada situação”. “Contudo, temos conhecimento de que alguns alunos destas turmas em situação de isolamento profilático têm sido vistos nas ruas das suas localidades a correrem e a brincarem em violação frontal ao cumprimento do isolamento profilático que lhes foi determinado”, adianta o responsável.

Perante “esta irresponsabilidade e leviandade com que este assunto é tratado pelas famílias, que são responsáveis pelos alunos nestas condições, seremos forçados em comunicar à Guarda Nacional Republicana a violação do isolamento profilático em causa para os devidos efeitos e com as consequências inerentes, nos termos da legislação aplicável”, finaliza. Escola de Castelões com quatro turmas em casa Entretanto, os casos de infeção por Covid 19 começam por afetar cada vez mais escola do concelho. Na passada segunda-feira, alunos de três turmas da Escola Básica de Castelões foram para casa, cumprir quarentena profilática, após a confirmação da infeção em três professores, do 2º, 3º e 4º ano. Estes alunos farão ainda testes de rastreio enquanto continuam a assistir às aulas a partir de casa.


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opiniãopública: 11 de novembro de 2020

Pulquéria da Silva Azevedo Morais, no dia 3 de novembro, com 77 anos, casada com Domingos Dias Morais, de Vermoim.

Isaura dos Anjos Peixoto Pinto, no dia 7 de novembro, com 73 anos, viúva de Manuel Nunes Carneiro, de S. Mamede de Negrelos (Santo Tirso).

José Maria Pereira, no dia 3 de novembro, com 89 anos, casado com Delfina Lamego Gonçalves, de Brufe.

João César Machado Ramos, no dia 5 de novembro, com 83 anos, casado com Alzira Monteiro Oliveira, de Vilarinho (Santo Tirso).

Maria Ermelinda da Silva Pinheiro, no dia 5 de novembro, com 88 anos, casada com António da Costa Simões, do Louro. José Costa Mesquita, no dia 6 de novembro, com 85 anos, viúvo de Rosa Dias Moreira, de Mouquim. Maria da Cunha Ferreira, no dia 9 de novembro, com 78 anos, viúva de Adriano Pereira Batista, de Brufe. Agência Funerária Rodrigo Silva, Lda Vila Nova de Famalicão – Tel.: 252 323 176

António Monteiro de Freitas, no dia 5 de novembro, com 76 anos, casado com Maria Isménia Miranda da Costa, de S. Salvador do Campo (Santo Tirso). Fernanda Josefa Sousa Magalhães Araújo, no dia 3 de novembro, com 86 anos, viúva de José Machado, de Riba D’Ave. Manuel de Azevedo, no dia 1 e novembro, com 93 anos, casado com Maria Alice Ramos Abreu, de S. Martinho do Campo (Santo Tirso). Agência Funerária Riba D’Ave Riba D’Ave – 917 586 874

Zeferino de Sousa Ferreira Pedroso, no dia 6 de novembro, com 78 anos, casado com Maria Júlia da Costa Reis, de S. Martinho de Bougado (Trofa). Manuel Fernando Amado Marinheiro, no dia 2 de novembro, com 59 anos, viúvo de Lúcia Dias da Silva, de Ribeirão. Artur João Rebelo Pereira da Silva, no dia 3 de novembro, com 69 anos, casado com Maria Dulce Oliveira Sousa, de Lousado. Maria Augusta Ferreira de Sá, no dia 5 de novembro, com 85 anos, viúva de Júlio Antunes Ribeiro, de Ribeirão. Funerária Ribeirense Paiva & Irmão Lda Ribeirão – Telf. 252 491 433

Falecimentos Celina Moreira da Silva, no dia 3 de novembro, com 91 anos, viúva de António Silva Carvalho, de Calendário.

João Paulo Vilela Costa, no dia 5 de novembro, faleceu nas Caraíbas, com 51 anos, solteiro, de Tebosa (Braga).

Laurindo Salgado da Costa, no dia 3 de novembro, com 88 anos, viúvo de Rosa de Oliveira Martins, de Joane.

Augusto Gabriel Sousa Martins, no dia 5 de novembro, com 45 anos, casado com Susana Maria Rodrigues de Faria, de Cunha (Braga).

Luzia Campos dos Santos, no dia 3 de novembro, com 82 anos, casada com Agostinho Sabino Moreira da Costa, de Brufe. Maria Celeste Rodrigues Moreira, no dia 3 de novembro, com 89 anos, viúva de António Ribeiro, de Lousado. Lídia da Conceição Rodrigues Macedo, no dia 4 de novembro, com 89 anos, viúva de Hilário Carneiro da Fonseca, da Lagoa. Maria Glória Guimarães da Rocha, no dia 4 de novembro, com 82 anos, viúva de Domingos Faria Alves Marinho, de Vermoim. Maria Elsa Mota, no dia 4 de novembro, com 86 anos, viúva de Arlindo José da Silva, de Celeirós (Braga). Maria de Fátima de Amorim Miranda Areal, no dia 5 de novembro, com 69 anos, casada com Serafim Oliveira Areal, de Sequeiró (Santo Tirso). Jaime Ferreira da Silva, no dia 5 de novembro, com 86 anos, viúvo de Áurea Azevedo Araújo, de Vermoim. Maria de Lurdes Vilela Carneiro, no dia 5 de novembro, com 83 anos, casada com Armindo Carvalho Alves, de Seide S. Miguel. Maria da Luz Dias Pereira, no dia 6 de novembro, com 86 anos, solteira, de Landim, José Fernandes de Sousa, no dia 6 de novembro, com 89 anos, viúva de Silvina Pinho Pereira, de Calendário. Fernando Teles de Carvalho, no dia 7 de novembro, com 84 anos, solteiro, de Antas S. Tiago. Manuel Pedrosa de Mesquita, no dia 8 de novembro, com 86 anos, viúvo de Maria Alice Oliveira Ramos Silva, de Brufe. António Ferreira da Costa, no dia 8 de novembro, com 91 anos, viúvo de Maria Arminda de Oliveira Sampaio, de Pousada de Saramagos. Maria Ludovina Pinheiro da Costa, no dia 5 de novembro, com 95 anos, viúva de Agostinho Moreira de Carvalho, de Vale S. Martinho. Agência Funerária da Lagoa Lagoa – Telf. 252 321 594

Zeferino de Sousa Ferreira Pedroso, no dia 6 de novembro, com 78 anos, casado com Maria Júlia da Costa Reis, de S. Martinho de Bougado (Trofa). Albertina Fernanda Pedrosa Gomes Bragança, no dia 8 de novembro, com 90 anos, casada com António Peixoto Bragança, de S. Martinho de Bougado (Trofa). Agência Funerária Trofense, Lda (S. Martinho de Bougado) Trofa – Tel.: 252 412 727

Alcina das Dores Marinho de Oliveira, no dia 4 de novembro, com 83 anos, casada com Joaquim Monteiro de Araújo, de Oliveira S. Pedro (Braga). Benedito Moreira Afonseca, no dia 3 de novembro, faleceu em França, com 94 anos, casado com Maria Alzira Vieira da Costa, de S. Miguel da Carreira (Barcelos). Agência Funerária Arnoso - José Daniel Pereira Arnoso Santa Eulália - Telf. 91 724 67 03

José Joaquim Carneiro Soares, no dia 2 de novembro, com 73 anos, casado com Maria José da Silva Leite Soares, de Burgães (Santo Tirso). Paulina de Jesus dos Santos Vieira, no dia 2 de novembro, com 91 anos, viúva de António Vieira, de Rebordões (Santo Tirso). Cármen Correia Barroso, no dia 6 de novembro, com 88 anos, solteira, de Delães. Dália Nunes Fernandes e Silva, no dia 6 de novembro, com 99 anos, viúva de José Martins de Araújo Pinheiro, de Delães. Maria de Almeida, no dia 6 de novembro, com 96 anos, viúva de José Moreira, de Roriz (Santo Tirso). Fernando Pereira de Castro, no dia 8 de novembro, com 89 anos, casado com Maria Amélia Azevedo Rodrigues, de Delães. Augusto da Luz do Carmo Borges, no dia 8 de novembro, com 62 anos, casado com Maria Rosa Machado Cunha Borges, de Sequeiró (Santo Tirso). Agência Funerária de Burgães Sede.: Burgães / Filial.: Delães Telf. 252 852 325

Etelvina da Costa Machado, no dia 8 de novembro, com 82 anos, viúva de Manuel Rebelo de Sousa Gomes, de Sequeiró (Santo Tirso). Maria de Sousa Marques, no dia 6 de novembro, com 93 anos, viúva de Augusto Alves Pereira, de Delães. Maria Rosa Machado Lemos, no dia 7 de novembro, com 91 anos, viúva de Joaquim Abreu Lemos, de Serzedelo (Guimarães). Davide Fernandes Pinto, no dia 7 de novembro, com 59 anos, viúvo de Maria Ester Pereira Vieira Pinto, de Pedome. Agência Funerária Carneiro & Gomes Oliveira S. Mateus – Telm. 91 755 32 05

Maria Arminda Ferreira da Silva, no dia 2 de novembro, com 69 anos, solteira, de Fradelos. Agência Funerária Palhares Balazar– Tel.: 252 951 147


Equipa famalicense fez contas com o Maritimo

Famalicão regressou às vitorias, quatro jogos depois 1-0 Estádio Municipal de Famalicão Árbitro: Luís Godinho Aux: Luís Teixeira e Carlos Covão VAR/AVAR: Rui Oliveira e Sérgio Jesus

FC Famalicão Marítimo Vaná Edwin Herrera Babic Diogo Queirós Gustavo Assunção Iván Jaime (Bruno Jordão 65’) Joaquim Pereýra (Lukovic 82’) Rubem Lameiras (Trevisan 82’) Dyego Sousa (Trotta 69’) Valenzuela (Jhonata Robert 69’) Gil Dias

Amir Cláudio Winck Lucas Áfrico Zainadine Fábio China Jean Irmer (Jean Cléber 89’) Pedro Pelágio (Milson 71’) Frank Bambock (Renê Santos 46’) Rodrigo Pinho (Ali Alipour 79’) Joel Tagueu Jorge Correa (Fumu Tamuzo 46’)

Treinadores João Pedro Sousa

Lito Vidigal

Golos: Joel Tagueu (12’) Babic (28’) Valenzuela (32’) .

FC Famalicão

Cartões Amarelos: Herrera (15’) Franck Bmbock (31’) Jorge Correa (40’) (Gil Dias 90+2’). Cartões Vermelhos: Riccieli (66’).

José Carlos Fernandes Neste jogo frente ao marítimo, os famalicenses até estiveram em desvantagem, com um golo de Joel Tagueu na primeira vez que o marítimo rematou à baliza de Vaná, mas conseguiram depois dar a volta ao marcador, com golos de Babic e Fernando Valenzuela, que fizeram assim o triunfo Famalicense e a primeira vitória em casa. Por outro lado, o Marítimo somou o quarto jogo consecutivo, sem vencer, caindo assim na tabela classificativa. As equipas iniciaram a partida com muitas semelhanças, o Famalicão já não vencia há quatro jogos e, em casa, ainda não tinham qualquer vitória. A equipa madeirense não vencia

há três jogos, desde o triunfo frente ao Porto jamais tinha vencido. Este encontro além de ser importante para os dois conjuntos, para o Famalicão era o reencontro com a equipa que a época passada tinha “roubado” no último segundo do jogo a possibilidade de na sua história participar pela primeira vez numa competição europeia. Depois da derrota em Braga, o técnico Famalicense mexeu na equipa, fez três alterações no onze: Diogo Queirós fez (estreia absoluta na Liga) na defesa, uma vez que Ricielli estava castigado,

Fernando Valenzuela regressou ao onze. Lito Vidigal, também mexeu em relação ao último jogo, mas fez apenas só uma alteração, Jean Irmer regressou à titularidade. Entrou bem no jogo o Famalicão, nos minutos iniciais criou 3 boas oportunidades de golo, não marcou, o Marítimo, a primeira vez que rematou à baliza de Vaná fez golo, Joel Tagueu, aproveitou algumas deficiências defensivas e a passe de Zainadine, cabeceou para o golo, foi eficaz e letal a equipa da madeira, uma oportunidade, um golo.

vio em Cláudio Winck que enganou Amir, acabando por entrar na baliza insular. Foi a vez da equipa de Lito Vidigal abanar um pouco e acabou por ser o Famalicão que esteve mais perto do golo, Lameiras foi perdulário. Ao intervalo a vantagem era justa dos locais. A segunda parte foi menos atrativa, Vidigal algo insatisfeito, mexeu logo no início, lançou na partida René Santos e Fumu Tamuzu. Apesar disso, as alterações pouco ou nada trouxeram ao jogo, o Famalicão conseguia estar melhor. Com o cronómetro a avançar, os técnicos iam mexendo nas equipas, o Famalicão foi recuando as sua linhas, Henrique Trevisan acabou por entrar, para ajudar na defensiva. Este recuo não teve consequências porque apesar do maior domínio do Marítimo, a baliza de Vaná nunca foi seriamente ameaçada. Vitória justa do Famalicão que assim acabou por ultrapassar o Marítimo na tabela classificativa.

O Famalicão acusou o toque, passou por um período complicado no jogo, muitas perdas de bola e, algumas em zona cruciais, só não deu muito perigo porque o marítimo não conseguiu aproveitar. Com o desenrolar do jogo os famalicenses foram-se tranquilizando e ao minuto 27 na sequência de um canto apontado por Ivan Jaime, Babic de cabeça bateu Amir. Este golo foi importante para os Famalicenses. Quatro minutos depois e num livre frontal, Fernando Valenzuela rematou, a bola acabou por sofrer um despub


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DESPORTO

opiniãopública: 11 de novembro de 2020

Dérbi concelhio pende para os da casa

Avançado do FC Famalicão chamado à seleção do Equador

Joane vence Ribeirão por 2-1 O estádio de Barreiros foi palco, no passado domingo, do primeiro dérbi concelhio numa partida que colocou frente a frente o GD de Joane e o Ribeirão FC em jogo a contar para a terceira jornada do Pro-Nacional da AF Braga. Pela primeira vez assistiu-se a uma partida em que o público esteve ausente num sempre apetecível dérbi concelhio e onde a formação joanense levou a melhor vencendo por duas bolas a uma. No entanto, entrou melhor o conjunto forasteiro, com mais posse de bola e cujo resultado deu frutos aos 21 minutos com um golo de Ricardo Pereira, que abriu o ativo. Reagiu de pronto o GD JOANE com a entrada de Rashid que veio revolucionar o ataque. Aos 35 minutos o GD JOANE chega ao empate por Rui Pedro. Na segunda parte do encontro a equipa da casa dominou e criou bastantes oportunidades para poder desfazer a igualdade. Foi o que aconteceu

O avançado do FC Famalicão, Leonardo Campana foi chamado pela seleção do Equador para disputar dois jogos para a fase qualificação para o Mundial de 2022. Com apenas 20 anos, o jogador do clube famalicense disputará partidas frente à Bolívia a 12 de novembro e contra a Colômbia no dia 17 de novembro.

aos 82 minutos por Vitó que fazia justiça no marcador face ao futebol jogado por ambas as formações. Vitória sem contestação do GD Joane

num belo espetáculo de futebol onde só faltou mesmo a presença do público. O GD Joane é o novo líder da série B do Pro-Nacional

FC Famalicão

GD Louro suspende formação até ao final do ano A direção do Grupo Desportivo do Louro anunciou na sua página de Facebook que suspende, até ao final do mês de dezembro, a atividade dos seus escalões de formação. Segundo o comunicado: “Trata-se de uma ação consciente da realidade em que vivemos, não podemos de todo pôr em risco a saúde de todos”. Os dirigentes do clube avançam que a atividade será retomada “após esse período se a situação pandémica permitir”. Na mesma publicação a direção agradece a compreensão dos seus associados e avança que “cumprido este período, a situação será novamente reavaliada. pub


opiniãopública: 11 de novembro de 2020

Basquetebol do FAC vence em Viana

A equipa sénior de basquetebol do Famalicense Atlético Clube (FAC) deslocou-se sábado à cidade de Viana do Castelo, onde bateu o CB Viana por 64 - 70 (após prolongamento). Num jogo que se antevia difícil, como uma equipa que procurava também a primeira vitória no campeonato, o equilíbrio pautou todo o encontro. Ainda assim, entrou melhor a equipa da casa, muito por fruto do seu internacional Cabo Verdiano, forte no jogo interior, vencendo o primeiro período por 15-13. No segundo quarto o FAC fez os ajustes necessários e venceu por 14-20 atingindo o descanso com uma vantagem de 4 pontos. Na segunda parte, o CB Viana conseguiu recuperar empatando o jogo no tempo regulamentar 56-56 (parciais de 18-15 e 9-8). Desta feita, o FAC conseguiu quebrar o enguiço dos prolongamentos e venceu com um parcial de 8-14, para um resultado final de 64 – 70. Nesta partida destaque ainda para a primeira presença na convocatória do atleta da formação do FAC Gabriel Ribeiro (16 anos). No próximo fim de semana o FAC recebe o CAB Madeira, no sábado às 21:00, e no domingo, desloca-se a Barcelos para disputar o jogo em atraso da 3ª jornada.

Badminton: FAC nos Internacionais de Portugal

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Hóquei em patins: FAC surpreende em casa e desliza fora Em jogo da 7ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins, realizado no passado dia quatro, o Famalicense AC recebeu e venceu a AD Sanjoanense por 6-4, alcançando a segunda vitória consecutiva na prova que lhe permitiu ascender ao 8° lugar da classificação geral. Depois de uma primeira parte equilibrada que terminou empatada a uma bola, a equipa da casa entrou bem no segundo tempo, chegando ao 4-1, resultado que lhe permitiu controlar o resto da partida da melhor forma, aumentando o score para 6-2, ainda que no último minuto e meio os visitantes tenham reduzido para o 6-4 final. Já para a oitava jornada, em jogo realizado no passado sábado, o FAC deslocou-se a Al-

meirim para defrontar HC "Os Tigres" onde não conseguiu o objetivo de somar pontos. O jogo foi equilibrado na primeira parte, onde o FAC esteve melhor, e justificou a vantagem no marcador com o golo de Hugo Costa. Como se esperava a segunda parte trouxe a reação da equipa da casa e o Famalicense permi-

tiu a reviravolta do marcador num momento de alguma desconcentração. Apesar de ir atrás do prejuízo os jogadores orientados por Vítor Silva já não conseguiram marcar novamente. Esta quarta-feira, o FAC desloca-se a Tomar para defrontar sporting local, pelas 21 horas, encontro em atraso relativo à sexta jornada da competição.

Riba d’Ave sai derrotado frente ao OC Barcelos O pavilhão Parque das Tílias foi o palco do dérbi minhoto que opôs Riba D’Ave HC e OC Barcelos. Na partida da jornada 8 do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins, a equipa barcelense venceu por 3-4. O encontro começou muito equilibrado para os conjuntos. As equipas ganharam confiança e houve bons lances dos dois lados, mas a igualdade no marcador manteve-se durante grande parte do primeiro tempo. Andrés

Castaño e Dário Giménez protagonizaram bons lances individuais, mas faltou a finalização. Apesar do equilíbrio, contabilizaram-se algumas faltas. Luís Querido, num livre direto, abriu o marcador a 7 minutos do intervalo e deu vantagem à equipa dos galos. Contudo, a vantagem não durou muito porque pouco depois foi a vez de Miguel Fortunato também converter um livre direto. Com um empate no marcador,

O Centro de Alto Rendimento para o Badminton, nas Caldas da Rainha, recebeu de 5 a 8 de novembro, a 55ª edição dos Internacionais de Portugal. Neste torneio marcaram presença sete atletas do Famalicense Atlético Clube. Nas senhoras, participaram Adriana Gonçalves, Catarina Martins, Joana Oliveira e Sónia Gonçalves, e todas entraram no quadro principal. Destacou-se com naturalidade Sónia Gonçalves, que no seu regresso à competição após oito meses de ausência, atingiu os quartos de final dos singulares senhoras, perdendo frente a Sabrine Jaquet (Suíça), que acabou por vencer a prova. O par Sónia/Adriana também atingiu os quartos de final em pares senhoras. Na vertente masculina, participaram Simão Ferreira, Miguel Pereira e Paulo Silva, tendo o par Miguel e Paulo atingido o quadro principal da prova. Por fim na prova de pares mistos, tanto o par Miguel e Joana como Simão e Catarina atingiram o quadro principal do torneio. Estes atletas estarão com muita ambição, no campeonato nacional individual de seniores, nos dias 21 e 22 de novembro, no mesmo local.

Facebook RAHC

Bilhar: FAC qualificado para fase final Quase terminada a 3ª fase do 1º Open Nacional, organizado pela Federação portuguesa de Bilhar, Artur Figueiredo e Carlos Veloso, atletas do Famalicense Atlético Clube, asseguraram a presença na fase final nacional. Ambos jogaram no fim de semana, nos salões do Fenianos (Porto) e Leça e venceram respetivamente as suas séries de qualificação. Na fase final, ainda sem local definido, estarão presentes os 24 melhores atletas nacionais.

DESPORTO

as equipas tornaram-se mais agressivas e procuraram o golo. Nos últimos cinco minutos da primeira parte houve muitos lances de perigos dos dois conjuntos. Apesar disso, o Riba D’Ave conseguiu aumentar a vantagem antes do final, por intermédio de Gustavo Pato. Ao soar o apito para o intervalo, o marcador assinalava a superioridade numérica dos famalicenses. No recomeço da partida, as equipas queriam fazer melhor e voltaram ao campo com muita intensidade. O ritmo do encontro ficou cada vez mais pesado e, a 22 minutos do final, o OC Barcelos conseguiu empatar a partida. Dário Giménez fez o primeiro na contagem pessoal na conversão de um livre direto. Depois do golo, as equipas voltaram a estar muito fortes no ataque. O terceiro tento dos barcelenses chegou a 11 minutos do final. Novamente Dário Giménez, na cara de Diogo Fernandes, bateu o livre direto e fez o 2-3 no marcador. Contudo, minutos depois foi a vez de o Riba D’Ave HC empatar a partida. Andrés Castaño não facilitou e, num livre direto, fez o 3-3. O OC Barcelos estava um pouco mais apagado no jogo, mas Tomás Pereira carimbou o seu nome na lista dos marcadores e fechou o placard em 3-4. Num jogo muito equilibrado, os barcelenses levaram os três pontos. Com este resultado, a equipa de Riba D’Ave fica na última posição da tabela com três pontos somados e enfrenta, na próxima jornada, o FC Porto. Já o OC Barcelos está na quarta posição e vai confrontar o SC Tomar.


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DESPORTO

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EARO conquista pódios no Corta Mato de Preparação

A Escola Atletismo Rosa Oliveira conquistou onze pódios no Corta Mato de Preparação, que se realizou, no passado fim de semana, no Parque Desportivo de Lazer de Souto Santa Maria, em Guimarães, organizado pela Associação de Atletismo de Braga. Numa tarde chuvosa, a equipa de Joane conquistou 11 pódios entre várias equipas da região do Norte, destacando-se os primeiros lugares conquistados por Mariana Maciel e Tiago Silva em Benjamins, Gonçalo Rodrigues em Infantis e Ana Marinho em Juniores. Assim, em benjamins, Maria Maciel foi 1ª e Mariana Maciel, 2ª e Tiago Silva também 1º classificado. Nos infantis, Inês Almeida foi 3ª, Gonçalo Rodrigues, 1º e Afonso Silva, 3º. Leandro Gonçalves foi 2º nos iniciados e Francisco Silva, 2º no escalão juvenil. Já em juniores, Ana Marino foi 1ª, Beatriz Fernandes e Rui Oliveira segundos classificados. Na prova participaram ainda, Ana Silva, Leonor Gonçalves, Maria Machado, Matilde Torres, Maria Baltar, Ana Faria, Bruna Pereira, João Rodrigues, Nuno Fernandes, Rafael Silva, Rafael Castro, Tiago Silva, Hélder Silva, Cátia Silva e Diana Silva. Mais uma vez os atletas da EARO demonstraram toda qualidade entre as várias equipas presentes.

Ténis de Famalicão entra a vencer no Regional da Associação do Porto

João Silva com mais uma vitória no Rali Terras d'Aboboreira A equipa João Silva/José Azevedo estiveram à partida do Rali Terras d'Aboboreira onde conquistaram mais uma vitória na sua classe e grupo, passando assim a ser os líderes do Campeonato em ambas as tabelas. Desta forma, somando o quinto lugar entre os inscritos no Campeonato Norte de Ralis o piloto passa a ocupar o top 5 da classificação geral do campeonato. A dupla conseguiu ainda ser a mais rápida dentro do desafio Khumo 2, tornando-se assim vencedora do Desafio Khumo Terra. "Foi um rali bastante duro para a equipa, mas conseguimos manter um bom ritmo em todo o rali, sem precisar de correr riscos, pois tínhamos uma boa vantagem para

gerir. Mais uma vez o Nissan Micra esteve à altura do desafio e não nos deixou ficar mal, apesar dos duríssimos troços que percorremos e graças à boa preparação e fiabilidade que a nossa equipa

transmite a este carro. Um muito obrigado a todos eles pela ajuda durante e na preparação do rali e a todos os patrocinadores e amigos que nos apoiam", afirmou o piloto.

Famalicense Mariana Machado em prova internacional de Trail A atleta de Famalicão, Mariana Machado, participou, no início de novembro, na “Golden Trail Series Championship”, uma prova internacional de trial, realizada no Açores. Mariana Machado, campeã nacional de Ultra Trail na recente época, competiu com atletas da elite do trail mundial, em quatro provas que decorreram ao longo de quatro dias e que percorreram percorreu os trilhos da ilha do Faial. “Foi uma grande experiência e aventura, onde os principais obstáculos foram as condições climatéricas nos pontos mais altos, os tri-

lhos técnicos, com muita vegetação caída e muita lama e água e, por fim, a experiência de recuperação de um dia para o outro”, conta a atleta. Mariana Machado nota ainda que, “tendo em conta toda a pandemia e dificuldades na realização de eventos desportivos, a organização do Azores Trail Run foi irrepreensível e demonstrou o potencial dos portugueses”. A atleta termina assim um ano com uma prova internacional e com experiência e motivação para um futuro mais positivo.

A equipa sénior do Ténis Clube de Famalicão entrou a vencer no Campeonato Regional da Associação de Ténis do Porto. A equipa famalicense recebeu em casa a equipa do Lawn Ténis Clube da Foz e venceu-a por 3-2. No primeiro jogo do dia, João Costa do TC Famalicão perdeu frente a Bernardo Carvalho, colocando o resultado a 0-1 a favor da equipa visitante, mas na segunda partida do dia Jorge Sousa do TCF, defrontou João Lima e venceu por 2-0 com os parciais de 6/1 e 6/0, empatando a jornada. No terceiro jogo de singulares, entre José Oliveira do TCF e José Jervell do LTC Foz, a vitória coube ao famalicense em três sets equilibrados, 6/4, 4/6 e 7/5, colocando o T.C. Famalicão a vencer por 2-1. Os dois jogos de pares foram determinantes: no primeiro o TC Famalicão apresentou Vitor Fernandes e João Costa que perderam, colocando o resultado em 2-2, mas na derradeira partida a dupla da casa Jorge Sousa e José Oliveira venceram os seus opositores Carlos Leitão e Miguel Neves do LCT Foz, pelos parciais de 6/2 e 6/4, colocando o Ténis Clube de Famalicão como vencedor da jornada por 3-2. pub


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Manuel Martins, presidente do Bairro Futebol Clube

“Temos uma equipa e um treinador muito competentes” Carla Alexandra Soares* isso, confiante no seu trabalho. A mesma postura é assumida em reO Bairro Futebol Clube (FC) repete, lação ao plantel, que também dá esta temporada, a militância na garantias a Manuel Martins. “AlDivisão de Honra da Associação guns eram juniores e passaram, na época passada, a seniores e arde Futebol de Braga. “Queremos jogar à bola e di- ranjamos mais alguns jogadores vertirmo-nos” são os principais que gostam de defender as cores objetivos apontados por Manuel do nosso clube”. E o presidente Martins, o presidente do Bairro FC ironiza a propósito: “se fossemos para a temporada que agora co- um clube muito rico tínhamos meça. “Com muita pena nossa Cristianos Ronaldos, mas somos não podemos agradar à massa as- um clube pobre”. Manuel Martins quer manter sociativa, que está impedida de entrar nas bancadas”, lamenta o as contas em dia do Bairro FC, o que só é possível “sem entrar em líder. Para Manuel Martins, entrar altos voos”. “O que se vê aqui a nesta competição significa “que- volta é que quanto mais se sobe, rer ganhar sempre”, apesar de re- mais alto é o tombo”. Precisamente para evitar gasconhecer que tal feito “é difícil”, portanto a aposta é na manuten- tos, a formação é uma das apostas do Bairro “que tem uma boa ção. Para a nova época o Bairro escola”, apesar das condicionanapostou num novo treinador que tes sentidas no momento por é “muito competente” no enten- causa da pandemia de Covid. der do presidente, estando, por “Ainda nem há calendários marca-

dos, mas temos boas promessas dos jogadores juvenis que vão passar a juniores e juniores que vão passar a seniores”. Sobre o novo planeamento, forçado pela pandemia, para os campeonatos da AF Braga, Mapub

nuel Martins assume uma posição prática e diz que tem que “aceitar o que superiormente é determinado”. “Não sei até que ponto é que as delegações de saúde fiscalizaram os balneários, por exemplo,

se têm condições para os atletas tomarem um duche com o distanciamento social”, sublinha o responsável que considera ser “uma pena” a ausência de público para assistir aos jogos de futebol, “sobretudo quando há clubes com espaço suficiente para as pessoas puderem cumprir o que está na lei”. Para Manuel Martins a hipótese de ver pessoas nas bancadas é muito remota e acredita até que o campeonato possa “ser um fracasso”. “A pandemia está a espalhar-se e temo que possa começar e ser suspenso logo a seguir”. “Por aquilo que tenho lido e ouvido de pessoas entendidas na matéria nós vamos ter aqui uma curva muito difícil e isso também vai afetar o futebol. E sendo amador com mais facilidade se suspende”, alerta o presidente. *com José Clemente pub


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Emanuel Costa, treinador do Bairro Futebol Clube

“Ficarmos nos primeiros quatro lugares será excelente” Carla Alexandra Soares* lidade que possa surgir”. E a ajudar a esta falta de tranquilidade A assumir agora o cargo de treina- está, defende, o desconhecidor do Bairro Futebol Clube (FC), mento das equipas adversárias, já Emanuel Costa assume como que o contexto atual não permite grande objetivo para a temporada a observação direta dos outros “ser competitivo e lutar pelos três planteis. pontos em todos os jogos”. “O desconhecimento da forma O jovem treinador garante que de trabalhar das outras equipas o clube tem os pés bem assentes não é total, mas é sempre uma inna terra, “mas queremos atingir a cógnita”, explica o treinador que tranquilidade o mais rapidamente defende que a postura inteligente possível”. a assumir “é trabalharmos e penA forma como foram alterados sarmos que queremos ser compeos quadros competitivos na Asso- titivos, ser uma equipa forte, fazer ciação de Futebol (AF) de Braga, bons jogos e lutar pelos pontos”, defende o treinador, deu uma di- diz Emanuel Costa que assume nâmica nova à competição. “São estes desígnios como uma mismudanças com as quais não está- são. vamos rotinados e por isso se o Para o treinador o principal é Bairro conseguir ficar nos quatro estar virado para dentro do Bairro primeiros lugares será excelente”, FC “e todos falarmos a mesma linsublinha Emanuel Costa que quer, guagem, fazermos as coisas à desta forma, salvaguardar a posi- nossa imagem e sermos os protação do clube para a próxima gonistas de cada jogo”. época “e evitar alguma intranquiO Bairro vai disputar a série B

da Divisão de Honra da AF de Braga e para o técnico nunca houve preferência entre a série A ou B, até porque são contextos semelhantes, no seu entender. “Sabemos que há equipas que fizeram um investimento forte desde o final dos campeonatos da época passada e que têm objetivos declarados que é jogar no ProNacional, mas que estão na outra série”, lembra o treinador que está, por isso, à espera de muito equilíbrio e competitividade na série onde está o Bairro. O agravar da pandemia de Covid-19 pode vir alterar os planos das equipas que começam agora a disputar os campeonatos e Emanuel Costa diz estar preparado para tudo. “Infelizmente em qualquer atividade nossa, diariamente, estamos preparados para ter que parar a qualquer momento”, diz o treinador que assume que não gostava

que tal acontecesse no futebol. “Espero que todos os agentes envolvidos consigam encontrar soluções para podermos continuar, porque isto também nos faz falta, bem como ter as pessoas nas ban-

cadas”, defende Emanuel Costa para quem a segurança e a saúde das pessoas estão sempre acima de tudo. *com José Clemente pub


BAIRRO FUTEBOL CLUBE

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ESPECIAL

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Carlos Aranha, presidente do Clube Desportivo de Lousado

“Vai ser um Lousado combativo” Carla Alexandra Soares* O Clube Desportivo (CD) de Lousado está de regresso à Divisão de Honra da Associação de Futebol (AF) de Braga e para o presidente da coletividade, a equipa que lidera vai apresentar-se “à imagem dos outros anos”. “Vai ser um Lousado combativo, à procura sempre do melhor”. E o melhor para Carlos Aranha é conquistar, jogo a jogo, os três pontos. “Sabemos que de vez em quando não vai ser possível, mas vamos andar sempre nessa luta. Quem nos conhece sabe que o Lousado anda sempre à procura desse objetivo”, sublinha o presidente que está confiante numa excelente prestação de toda a equipa “que não costuma andar atrás de outros resultados que não a vitória”. Sem querer dar um passo mais largo do que a perna, Carlos Aranha assume, desde já, a manutenção “até porque a pandemia veio estragar os planos a muita gente e

der”, garante o presidente, embora reitere o objetivo principal do clube: a manutenção. A pandemia trouxe dificuldades a todos os níveis, nomeadamente na contratação de jogadores, tal como confirma o presidente, que reconhece que o Lousado “não tem alguns argumentos que outros clubes têm”. “Mas não desistimos, tentamos e conseguimos. Vamos apostar nos jovens”, esclarece Carlos Aranha que considera que a formação “que está bem representada no clube” dá, desta forma, uma valiosa prestação. “Temos 12 miúdos que foram formados no nosso clube, o que me dá imenso gosto, e vamos para a luta sem medo de triunfar”. E tendo em conta estes frutos, a formação no CD Lousado, garante o líder, é para continuar. “Neste momento com os argumentos que temos e com as três equipas de formação – juniores, o Lousado não foge à regra”. mos ao fim e estivermos lá em juvenis e seniores – na divisão de “Não vou mentir, se chegar- cima também não vou deixar per- honra é muito bom, é salutar”. pub

Carlos Aranha não esconde que gosta do novo figurino de competição dos campeonatos distritais da AF de Braga, só não aprecia o facto de terem que descer doze equipas. “Se descessem seis eu até era capaz de concordar porque torna-se mais competitivo”, sublinha o responsável que, não obstante, considera que o plano da AF de Braga está muito bem organizado e é benéfico para o futebol. Sobre a ausência de público nas bancadas, Carlos Aranha é perentório: “futebol sem público é como comida sem sal”. “Vai ser uma dor de cabeça para nós, porque como é que vamos pagar às forças policiais, aos árbitros, as avenças do jogo? Como é que vamos conseguir arranjar fundo de maneio para pagar isso tudo?”, questiona o presidente que está preparado para “um trabalho exaustivo e um grande sacrífico de toda a gente”. *com José Clemente pub


CLUBE DESPORTIVO DE LOUSADO

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Nelson Carvalho, treinador do Clube Desportivo de Lousado

“Queremos garantir a manutenção” Carla Alexandra Soares* peonato bastante competitivo tenho uma equipa motivada que Nelson Carvalho assumiu, recente- acredita nas ideias da equipa técmente, os comandos da equipa do nica, onde queremos praticar um Clube Desportivo (CD) de Lousado futebol bastante atrativo”, sublinha e neste novo projeto na sua carreira Nelson Carvalho que está, aos poude treinador não tem dúvidas que a cos, a familiarizar-se com a casa do manutenção é o foco. “Visto que o CD Lousado. “É uma casa que me clube subiu a época passada para acolheu muito bem, estão sempre a divisão de honra, queremos, disponíveis para ajudar dentro das antes de mais, manter-nos aqui”, possibilidades do clube”. “A explica o treinador que pede calma equipa técnica e jogadores estamos para executar certas rotinas para motivados para o arranque da nova “não dar um passo maior que a época”. perna”. Quanto às alterações feitas pela Para executar este trabalho sem AF de Braga para os distritais, o treisobressaltos é importante o con- nador defende que vai ser uma junto de atletas que disputam par- época “bastante controversa” e detida a partida, e Nelson Carvalho monstra vários receios provocados garante que o grupo de trabalho lhe pela instabilidade da pandemia. dá “garantias”. Assume, por outro “Eu sinceramente tenho receio lado, que não conseguiu total- que isto comece e a qualquer momente o que queria dadas as difi- mento volte a parar porque a situaculdades que a pandemia trouxe, ção atual está bastante alarmante”, “alterando muitos procedimentos”, desabafa o responsável técnico nomeadamente na contratação de que, apesar do sobressalto, diz novos atletas. estar preparado para tudo. “Vamos “Eu confio em todos os meus jo- continuar este trabalho e prepagadores para realizarmos um cam- rarmo-nos para tudo, nomeada-

mente fazer as coisas como têm sido feitas até agora”. Neste cargo na equipa lousadense, Nélson Carvalho estreia-se como treinador na divisão de honra e garante ter algum conhecimento das equipas que vão defrontar a sua. “Vou estando atento às outras equipas e, enquanto jogador, representei, quase sempre, clubes que estavam nesta divisão e no Pro-Nacional”. Assim, e do conhecimento de causa, o ex-jogador acredita que está pela frente um campeonato bastante competitivo “num ano muito atípico e com muitas inseguranças e incertezas”. A falta de adeptos nos campos de futebol “mata um bocadinho aquilo que é o futebol”, diz Nélson Carvalho que vai mais longe ao defender que afeta também os jogadores “que sentem muito esta ausência”. “Sem o público há também o silêncio e sente-se a falta daquele grito da bancada. Não será o mesmo”. *com José Clemente pub


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Pelos quatro cantos da ca(u)sa

Chão Autárquico Vieira Pinto

Domingos Peixoto

A mentira como valor

O mundo respirou de alívio Felizmente das eleições americanas resultou a vitória de Joe Biden. Foi o grande alívio para o mundo que cumpre as boas práticas dos valores da vida democrática, no exercício dos governos de estado de cada um, no seu dia a dia Ora, perante os resultados e seus números, há clara e inequivocamente um vencedor, Biden. Porém, num desespero de Velho do Restelo, o perdedor não pretende aceitar a clareza dos resultados daquelas eleições. Mas os americanos, conseguiram afastar Trump do poder. Este, um presidente, charlatão e sem sentido de estado, tanto a nível nacional, como internacional. Na verdade, o povo americano prestou um enorme serviço a todo o mundo, no âmbito das suas liberdades soberanas. O perdedor sempre foi no seu reinado um obstáculo sério e perigoso para o mundo e seus estados, dada a sua irracionalidade. Nestes quatro anos a sua Casa Branca, mais parecia um recreio de marionetes, designadamente com as suas conferências de imprensa. Não obstante, o facto de ele ter subido a sua votação em relação a 2016, e quase metade dos americanos terem votado nele, no dizer do sociólogo António Barreto, no Público deste

PRAÇA PÚBLICA

domingo, “Trump é um desordeiro narcisista, mentiroso, sem escrúpulos, arrogante, machista, violento e paranoico” que assim conduziu a América ao caos, em que afinal gosta de governar, tal como fazem os ditadores. Mas a América sobre a qual, muitos de nós lemos, ouvimos e conhecemos, não é o caos de hoje. Ela é a terra prometida, de milhões de emigrantes de todo o mundo, acolhedora, com milhões de imigrantes do mundo inteiro, trabalhadora, briosa, empenhada, rica de bens, industriosa, plurirreligiosa, racional, de grandeza tanta, na ciência, culta, com seu poderio militar, político e económico. Com um histórico combate pela liberdade e dignidade das mulheres, da criança, dos negros e tantas outras gentes indefesas. De facto, o orgulho da América passa por estes e outros vetores, que dão exponencia e esplendor, à dignidade e autenticidade de um Estado de Direito. E, assim, através do orgulho da independência das instituições, que são o freio das ambições de um poder absoluto de uma pessoa. Enfim, depois de Trump, “America Great Again”, América grande outra vez, tal como o mundo precisa.

Não é da tradição e dos bons costumes usar da mentira para justificar uma pessoa de bem. Um mentiroso, do meu tempo de menino, no mínimo era olhado com desconfiança, muitas vezes com desprezo. Mas a arte de uma “boa” mentira, em coisas que não trouxessem prejuízo a outrem, não deixava de ser admirada, mas sempre denunciada e motivo de umas risotas ou uns cachaços. O uso da primeira mentira de que tenho recordações, andava já no 3º ano da Escola Industrial, repetente, para tentar fugir à sanção paterna, causou problemas a alguns colegas e um castigo disciplinar exemplar que me marcou para a vida inteira. Sempre cometemos erros e eu não fugi à regra com alguns pessoais pouco responsáveis. Era a “fuga para a frente”… Uma atividade na qual se proferem muitas mentiras é na política, diz-se. Mentiras para todos os gostos consoante olhamos para os adversários. Os “nossos” nunca mentem. Vem de longe a prática de dizer que é mentira o que os outros dizem. Na ditadura e no Estado Novo mostravam-se aos portugueses e ao mundo dois países que não existiam! Os mais crentes podem sempre dizer que não se mentia, que apenas se mostrava o que interessava. Pois, esconder uma parte da realidade deixando as pessoas na ignorância é no mínimo um erro. Eu chamo-lhe men-

tira… Estou a tentar chegar ao ponto fulcral do assunto em título a propósito das eleições americanas. Prenderam as atenções do mundo inteiro até sábado e vão marcar, pelo menos até 14 de dezembro, a política e a comunicação mundiais. Desde há vários meses, com maior acuidade nos dias mais próximos de 3 de novembro, a comunicação social andava “agitada” com o tema, por causa das acusações de Trump: prepara-se uma fraude eleitoral gigante na América. Logo nas primeiras contagens de votos a criatura voltou à carga: ganhei por muitos, contando “apenas os votos legais”! Os nossos comentadores, da esquerda à direita, vinham de “alinhar” a sua opinião pela condenação das “rebaldarias” de Trump. Ao 2º dia, perante a insistência na teoria da vitória por muitos com os votos legais, no roubo e na fraude eleitoral com os votos por correspondência, três das principais televisões anunciaram em direto o corte da emissão da conferência de imprensa por alegas mentiras grosseiras e falsidades! Uma medida drástica, é certo. Apareceram dois comentadores, em órgãos de comunicação diferentes, a defender que “ele” podia dizer as mentiras que quisesse sem qualquer “retaliação” das televisões, até porque, acrescentou um: “em política só há

opiniões...” Normaliza assim a questão, concluo: a mentira dos políticos pode ser a mais obtusa e escabrosa que é sempre a arte de bem governar; é um valor nobre da gente nobre que se entrega ao sacrifício pessoal da representatividade popular; os incautos, humildes, iletrados, indefesos são que têm de saber não ir atrás de tais profecias. Isto demonstra bem o valor que os povos têm para os seus dirigentes em muitos países, a razão de muita miséria, fome, guerras e sofrimento em geral. Mas para eles o “céu” está ali sempre “ao pé da mão”! Trump, enquanto deixa o mundo em suspenso com a sua ignomínia, vai jogar golfe, alicerçado em 71 milhões de “votos legais”, desprezando cerca de 75 milhões que acusa de roubo e fraudulentos. Deixem-me citar um pequeno trecho de Valter Hugo Mãe na Notícias Magazine: “… Como chegamos à normalização da agressão? Em que instante decidimos existir confusão entre agressão e liberdade de expressão? Como legitimamos partidos erguidos na disciplina do ódio cuja acção se faz por instrumentalizar o eleitorado gozando com suas emoções, galvanizando opiniões a partir dos impropérios mais desumanos?”. Não. A mentira, o mal não são valores, são para combater com todas as forças de bem.

Psicologicamente falando Bússola José Leite

Marta Pamol*

Se não lhe fizer sentido, de nada serve Nos dias que correm apercebemo-nos de uma grande quantidade de alertas direcionadas para o nosso autocuidado: coma bem; pratique exercício físico; descanse; articule o trabalho com o lazer; faça yoga; leia um livro... Se já está a sentir a frustração ao pensar que é impossível inserir no seu dia tudo isto e que no meio da sua rotina pouco lhe sobra sequer para respirar, faça uma pausa. Evite aceder a todos estes estímulos ao mesmo tempo para sentir que está a fazer o correto. Afinal, se tudo isto não for para si e não lhe fizer sentido, de que vale? Comece por ter uma conversa consigo. Sabemos que ter cuidado com a alimentação é importante, mas para si porque é

que é importante comer de forma saudável? Faça o mesmo com o exercício físico e tudo o resto. Qual a importância que estes temas têm na sua vida? Quais os ganhos que vai ter a curto e a longo prazo? Tente que esta conversa seja tranquila e não uma cascata de obrigações e pressões para corresponder a estímulos externos. Só depois de ter esta conversa consigo faz sentido inserir, ao seu ritmo, estas alterações no seu dia. Lembre-se que de nada serve tentar apanhar um comboio se não souber para onde quer ir. *Psicóloga Clínica e da Saúde

Não só pelo burgo… 1- O abate das árvores em Vila Nova de Famalicão fruto das obras que decorrem no antigo Campo da Feira e junto à Praça D. Maria II é um dos temas que mais tem criado polémica nos últimos dias, fruto do projeto de reabilitação urbana que a nossa cidade está a ser alvo. Este assunto, pela escassez de mais e melhores argumentos, tem sido um balão de oxigénio para a oposição camarária e servido de palco e arma de arremesso político-partidário dos novos atores locais para tentar fragilizar a gestão camarária a um ano das próximas eleições autárquicas, com a conivência e o agrément de certos especialistas da comunicação, quais “lobos em pele de cordeiros”, que habitualmente de 4 em 4 anos desabrocham da “toca” (coincidências eleitorais…) para servirem de arautos da moral e da ética (pasmem-se). O progresso faz-se com obra e transformação, pelo que não será o abate das árvores (outras serão plantadas e crescerão com o tempo) que irá esmorecer e desviar Paulo Cunha, pois o resultado final será a prova inequívoca de que o caminho certo era este, pois há um século atrás já dizia o meu bisavô paterno, construtor civil, “…gema o homem, não gema a obra”. Aguardemos, pois, pelo resultado final da obra para os famalicenses avaliarem o que foi feito, tomarem a palavra e darem o seu veredito.

2- Carlos César e António Costa beberam do veneno que criaram, quais virgens ofendidas. Relembro com veemência que o PSD não tem nenhum acordo governamental feito com o Chega dos Açores, tem sim um acordo parlamentar como os socialistas fizeram com o PCP e os antigos membros da UDP e do PSR (Bloco de Esquerda), todos eles da extrema-esquerda (leninistas, estalinistas, trotskistas, maoistas) para poder assumir as rédeas da governação nacional, em 2015. Dói… Não posso deixar de referir que Sérgio Sousa Pinto, deputado socialista, é um autêntico lord. Relembro aqui as suas palavras, «… não foi a direita que inaugurou este caminho, em 2015…sendo a direita, teria sido chamada de tudo e muitos democratas rasgariam as vestes, em justa e impotente indignação». Um lord é sempre um lord. Os valores não se compram, são ensinados e bebidos no berço. 3- Acabou-se o circo do pateta Trump. Que os EUA voltem a comungar dos valores da tolerância, democracia e esperança. Foram 4 anos de um saltimbanco ignorante e malévolo. Uma lufada de ar fresco e uma excelente notícia para a Europa e para o equilíbrio mundial. Que a posição americana sobre o acordo climático de Paris tenha um volte-face célere e responsável. Viva a América livre e condescendente!


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opiniãopública: 11 de novembro de 2020

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Opinião Pública 1485  

Edição nº 1485 do dia 11 de novembro de 2020 do semanário regional Opinião Pública

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