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Ano 29 | Nº 1482| De 21 a 27 de outubro de 2020| Diretor: João Fernandes | Gratuito | www.opiniaopublica.pt

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Reabilitação do centro urbano

Arrancaram as obras que prometem mudar a face da cidade p. 5

Dois estudos colocam a estação como líder de audiências

FAMA RÁDIO LIDERA FM EM FAMALICÃO E GUIMARÃES E É SEGUNDA NO ONLINE DO DISTRITO Em apenas três meses, a FAMA RÁDIO passou a liderar as audiências, entre as rádios Marktest. No online, a estação de Famalicão ocupa a segunda posição de entre 15 locais que emitem em FM, nos concelhos de Famalicão e Guimarães, e a ser uma rádios que emitem a partir do distrito de Braga, sendo já a líder entre a preferência das rádios mais ouvidas no Litoral Norte do país, de acordo com o Bareme Rádio da do público adulto. p. 4

Maioria das freguesias fecha cemitérios a 1 de novembro

Riba d’Ave HC derrota candidato ao título

p. 7

Xadrez: A2D Didáxis campeã nacional da II Divisão Especial: AD Ninense, GD Joane e Ribeirão FC

Posição Paulo Cunha contesta aumento da taxa de resíduos

p. 5

Ensino Superior IPCA duplica número de novos alunos em Famalicão

p. 7

Covid 19 Três funcionárias infetadas no Centro Escolar de Antas p. 9 pub


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CIDADE

opiniãopública: 21 de outubro de 2020

4º Famalicão Extreme Gaming adiad0 para 2021

A 4º edição do Famalicão Extreme Gaming, considerado o maior evento realizado no Norte do país dedicado aos desportos eletrónicos, videojogos, gaming e tecnologia, foi adiada para 2021, informou a organização. Em comunicado, a Associação dos Desportos Eletrónicos indica ainda que em breve serão anunciados conteúdos a serem disponibilizados para os fãs e seguidores ainda em 2020, tudo isto no mundo digital. A associação, que organiza o evento, explica que o cumprimento rigoroso das normas e orientações em vigor, emanadas pela Direção Geral de Saúde, para prevenir a transmissão do vírus SARS-CoV 2, “desvirtuariam globalmente este evento que junta milhares de pessoas” e que “a ausência desse cumprimento rigoroso colocaria em causa a saúde pública, bem como o esforço e sacrifício que todos temos vindo a realizar ao longo dos últimos meses”.

Ativado Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil O Município de Famalicão ativou o seu Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, na sequência da Declaração da Situação de Calamidade em todo o território nacional, que entrou em vigor desde as 00:00h da passada quinta-feira, 15 de outubro, por um período de 15 dias, nos termos da Resolução do Conselho de Ministros n.º 88-A/2020 de 14 de outubro de 2020, decorrente da evolução da pandemia da doença covid-19. Conforme o previsto n. º4 do artigo 21.º da Lei de Bases da Proteção Civil, a declaração da situação de calamidade implica a ativação automática dos planos de emergência de proteção civil do respetivo nível territorial.

Coordenadores de catequese preparam novo ano pastoral A Equipa Arciprestal de Catequese de Famalicão promoveu um encontro destinado aos catequistas coordenadores paroquiais, com vista à preparação do novo Ano Pastoral 2020-2021, que decorreu a semana passada, no Centro Pastoral de santo Adrião. A reunião contou com a presença do novo assistente a Equipa de Catequese, o padre Victor Rodrigo, e de um grupo de cerca de 50 catequistas coordenadores. O padre Victor Rodrigo e o arcipreste de Famalicão, Francisco Carreira, que também esteve presente, felicitaram os catequistas pela missão a que se dedicam no seio da Igreja, enfatizando ainda a importância de cada um “perseverar a fidelidade à mesma e ao Senhor que chama, apesar de todas as dificuldades e contingências trazidas pela pandemia que assola o mundo”. No encontro foram apresentadas algumas datas importantes para este ano pastoral, não esquecendo um momento de diálogo e partilha sobre as exigências de fazer catequese em tempos de pandemia, sem comprometer a segurança e o bem-estar de todos os agentes implicados.

FICHA TÉCNICA

CONSELHO EDITORIAL: Alexandrino Cosme, António Cândido Oliveira, António Jorge Pinto Couto, Artur Sá da Costa, Cristina Azevedo, Feliz Manuel Pereira, João Fernandes, Manuel Afonso e Almeida Pinto. ESTATUTO EDITORIAL: disponível em www.opiniaopublica.pt

DIRETOR: João Fernandes (CIEJ TE-95) jfernandes@opiniaopublica.pt

CHEFE DE REDACÇÃO: Cristina Azevedo (CPJ 5611) cristina@opiniaopublica.pt

REDACÇÃO: informacao@opiniaopublica.pt Carla Alexandra Soares (CICR-248), Cristina Azevedo (CPJ 5611).

DESPORTO: Jorge Humberto, José Clemente (CNID 297) e Pedro Silva (CICR-220).

Neste momento, a escola prepara estágios em Malta, Itália e Alemanha

Cior assinalou a importância do programa Erasmus +

O “Erasmusdays” foi assinalado com várias atividades

A Escola Profissional Cior, de Famalicão, desenvolveu uma série de iniciativas, na passada quinta e sexta-feira, associando-se à celebração do “Erasmusdays”, evento que nos países europeus marca, divulga e exalta a importância e as vantagens do programa comunitário Erasmus +. Neste contexto, a comunidade escolar mobilizou-se para os momentos de “reflexão e partilha em torno das experiências e vivências de alunos que já participaram em mobilidades em vários países do espaço europeu e nas expetativas dos que se preparam para as iniciar face às virtudes e importância do Erasmus e de todo o seu alcance no quadro da Europa que somos e da Europa que queremos”, afirmou Paula Pereira, da direção da Escola. Durante estes dias realizaram-se ainda sessões de divulgação, exposição de cartazes, visio-

Município de Famalicão relança campanha “Todos por Todos” A Câmara de Famalicão relançou, no passado sábado – Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza – a campanha “Todos por Todos” de apoio às famílias famalicenses. Esta campanha solidária foi lançada pela Câmara Municipal, em junho, em parceria com as Comissões Sociais Inter-Freguesias, para ajudar os famalicenses que estão a passar por dificuldades devido aos efeitos da pandemia. Ao longo destes meses, foram alcançados cerca de 2500 euros em donativos e três toneladas de alimentos, que permitiram ajudar mais de cem famílias do concelho, até ao momento, segundo dados da autarquia. Na semana em que se assi-

GRAFISMO: Carla Alexandra Soares e Pedro Silva.

OPINIÃO: Adelino Mota, Barbosa da Silva, Domingos Peixoto, Gouveia Ferreira, J. Mário Teixeira, José Luís Araújo, Sílvio Sousa, Vítor Pereira. GERÊNCIA: João Fernandes

namento vídeos e uma breve cerimónia de entrega de certificados a um grupo de estudantes romenos, do Liceu Tecnológico de Eletrónica e Telecomunicações, da cidade de Constança, que estagiaram na Cior, durante quatro semanas. Entretanto, cumprindo todas as normas de prevenção e segurança e com a devida autorização da Agência Nacional, estão em curso três fluxos de mobilidades de estudantes finalistas dos cursos de Mecatrónica Automóvel e Animação Sociocultural da escola para a realização de estágios em empresas de Malta, Itália e Alemanha. Refira-se que todos os alunos que frequentam os diferentes cursos da Cior têm uma experiência de estágio num país europeu, fazendo desta escola um dos estabelecimentos de ensino da região e do país com maior número de mobilidades no âmbito do Erasmus+.

CAPITAL SOCIAL: 350.000,00 Euros.

DETENTORES DE MAIS DE 5% DO CAPITAL António Jorge Pinto Couto

nala o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, o município relança a campanha prolongando-a até ao final do ano. Todos podem contribuir com donativos em dinheiro ou bens

TÉCNICOS DE VENDAS: comercial@opiniaopublica.pt Maria Fernanda Costa e Sónia Alexandra

PROPRIEDADE E EDITOR: EDITAVE Multimédia, Lda. NIPC 502 575 387

SEDE, REDACÇÃO E PUBLICIDADE: Rua 8 de Dezembro, 214 Antas S. Tiago - 4760-016 VN de Famalicão

adquiridos nos mais de 57 estabelecimentos comerciais aderentes, espalhados por todo o concelho, os quais estão identificados com a imagem associada à iniciativa "Todos por Todos".

IMPRESSÃO: Celta de Artes Gráficas, S.L. Gárcia Barbón, 87 Bajo - Vigo

INTERNET - www.opiniaopublica.pt

DISTRIBUIÇÃO: Editave Multimédia, Lda.

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TIRAGEM DESTE NÚMERO: 20.000 exemplares, nº 1482


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Dois estudos colocam a estação como líder de audiências

Fama Rádio lidera FM em Famalicão e Guimarães e é segunda no 0nline do distrito Bastaram apenas três meses para que a FAMA RÁDIO passasse a liderar as audiências, entre as rádios locais que emitem em FM, nos concelhos de Famalicão e Guimarães, e a ser uma das rádios mais ouvidas no Litoral Norte do país, de acordo com a quarta vaga do ano do Bareme Rádio da empresa de sondagens Marktest. A estação que emite de Famalicão, inserida no grupo Editave Multimédia, iniciou as suas emissões regulares a 1 de junho passado e já lidera nos estudos de audiências, também no Online. Aqui, a FAMA ocupa a segunda posição de entre 15 estações que emitem a partir do distrito de Braga, sendo já a líder entre a preferência do público adulto, com base no ranking da RadiosNet, o maior portal de rádios de língua portuguesa do mundo. Quanto ao recente estudo da Marktest relativo às audiências das rádios do Litoral Norte, em maio e junho, a FAMA RÁDIO aparece com um share de 0.7, muito acima da sua congénere que também emite de Famalicão, a Cidade Hoje (0.3), e à frente das rádios do concelho de Guimarães (ver quadro). O resultado é ainda mais reforçado pelo facto de a FAMA RÁDIO só ter começado as suas emissões em junho, ou seja, em apenas três meses conseguiu uma posição que a própria direção não estava à espera. “Por norma a consolidação de

um programa de rádio só acontece entre 12 a 24 meses após o seu início, o que nos leva a crer que ainda vamos melhorar muito estes valores nos próximos tempos”, explica o diretor, Arcindo Guimarães. “Temos de olhar para a FAMA RÁDIO, não como ‘mais uma rádio local’, mas sim como um projeto que vem para acabar com o velho esterótipo das rádios que se mantêm presas às velhas formas de trabalhar. O que está a acontecer é que não é preciso ouvir durante muito tempo para se perceber que FAMA é um projeto de muitíssima qualidade, feita por gente que sabe aquilo que está a fazer e dirigido a pessoas que sabem aquilo que querem ouvir. É um programa viciante, no bom sentido da palavra”, acrescenta Arcindo Guimarães. Se analisarmos só a realidade do

espectro radiofónico no distrito de Braga, verifica-se que a FAMA RÁDIO, em apenas quatro meses de emissões regulares, consolidou o segundo lugar do top de audiências do distrito de Braga, com base no maior portal de rádios de língua portuguesa da RadiosNet. A estação fecha assim o mês de setembro em clara liderança entre as rádios do distrito destinadas ao público adulto e na segunda posição entre todas elas, logo atrás da Nove3Cinco, uma rádio temática destinada a um público mais jovem, que emite a partir da Póvoa de Lanhoso (universo da amostra: 7221 ligações; opções de escolha: 15 Rádios FM que emitem a partir do Distrito de Braga). Como curiosidade, a nível nacional, a FAMA RÁDIO está entre as 20 rádios mais ouvidas do país, num universo de 250 emissoras regista-

Paulo Cunha elogiou projeto localizado em Famalicão

Roteiro pela Inovação visitou mercearia de produtos a granel

Momento da visita à loja

A Mercearia da Villa é uma loja de venda exclusivamente a granel, localizada na cidade de Famalicão, que na semana passada recebeu a visita do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, no âmbito do Roteiro pela Inovação. Sensível às questões da sustentabilidade social e ambiental, Catarina Silva lançou-se neste projeto, depois de cresceu a ouvir

as gerações mais velhas a dizerem que no seu tempo apenas se comprava o que era necessário, ao quilo, e até à grama. “Foi o concretizar de um sonho”, disse a Catarina, que se formou em criminologia, mas acabou por enveredar por outro caminho, aproveitando a sua sensibilidade pelas questões da alimentação. Sacos de sarapilheira, frascos

e caixas são a mobília da Mercearia da Vila, contendo frutos secos, sementes, especiarias, chás e leguminosas, que são vendidos em modo self-service ao peso. “Cada um leva o que precisa. Evita-se o desperdício e fomenta-se o consumo de produtos bons para a saúde e para o ambiente”, acrescenta a lojista. Depois de abrir a loja ao público em janeiro deste ano, Catarina Silva confessa que as circunstâncias provocadas pela pandemia acabaram por dar um impulso inesperado ao negócio porque “o confinamento fez com que as pessoas valorizassem o comércio de proximidade e redescobrissem a sua mais valia”. Para Paulo Cunha, trata-se de “um projeto pleno de virtudes”. “Aqui compra-se o que é preciso e aposta-se em produtos de qualidade e em compras na quantidade certa. Defende-se o consumidor e protege-se o meio ambiente. Um bom exemplo para o futuro”, referiu o edil.

das no mesmo portal (universo da amostra: 156756 ligações; opções de escolha: 251 Rádios FM que emitem a partir de Portugal). Refira-se que a FAMA RÁDIO é uma estação com um posicionamento de clássicos Pop/Rock anos 80′ 90′ e 00′ alternativo às atuais ofertas deste segmento. Informação de hora a hora e uma equipa de animadores profissionais fazem parte deste projeto, inserido no grupo Editave Multimedia, presente no mercado da comunicação português, desde 1989. Refira-se que o Bareme-Rádio estuda o universo constituído pelos indivíduos com 15 e mais anos, residentes em Portugal Continental. Amostra: 6006 entrevistas por vaga em todo o país. Os dados referidos na notícia referem-se apenas à área geográfica denominada “Litoral Norte”, onde se incluem os concelhos de Famalicão e de Guimarães.

CEVE inaugura posto de carregamento rápido

Já se encontra em funcionamento o posto de carregamento rápido instalado pela CEVE (Cooperativa Elétrica do Vale d’Este) na Rua Álvaro Castelões (junto à Universidade Lusíada), fruto de um protocolo com a Câmara Municipal para promoção de uma mobilidade sustentável. O equipamento está disponível 24 horas por dia e possui um valor indexado à taxa de operação de 0.09 (€/min). O restante valor associado a cada carregamento, dependerá sempre do comercializador de energia para a mobilidade elétrica com quem o utilizador estabelece o contrato de fornecimento. Este tipo carregamento, integrado na rede nacional pública da Mobi.E, permite o carregamento de dois carros em simultâneo (um em corrente contínua e um em corrente alternada), através dos conectores disponíveis. Em nota á imprensa, a CEVE refere que “continuará a reforçar o seu compromisso com o futuro, nomeadamente com políticas e serviços sempre associados à eficiência energética e descarbonização da economia”.


opiniãopública: 21 de outubro de 2020

Investimento de 8 milhões de euros promete mudar a face da cidade

Obras de reabilitação do centro urbano já arrancaram Sob o mote “Um novo Centro. Uma Nova Cidade”, arrancam na passada segunda-feira as obras de reabilitação do centro urbano de Famalicão naquele que será um dos maiores investimentos públicos de sempre na requalificação de um espaço público citadino famalicense. Segundo a autarquia, são mais de oito milhões de euros que vão ser aplicados numa cidade mais amiga das pessoas, do ambiente e do comércio de proximidade. A intervenção vai durar cerca de um ano e vai originar inevitáveis constrangimentos e perturbações no dia-a-dia dos famalicenses, para os quais o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, pede a melhor tolerância. “O sucesso desta intervenção depende desde logo da compreensão dos cidadãos, particularmente dos que vivem e trabalham na zona de influência da obra em execução. Mas todos estes transtornos e inconvenientes vão resultar num enorme ganho pelo retorno que a obra vai trazer ao concelho, muito particularmente à cidade”. A empreitada vai abranger todo o quarteirão urbano localizado entre as praças D. Maria II e Mouzinho de Albuquerque e ruas adjacentes, dotando-as de mais e melhores zonas sociais e, simultaneamente, de mais espaços para peões e para os modos de transporte suaves, como a bicicleta. Será um “um centro urbano mais atrativo, sustentável e acessível, com mais mobilidade, mais comércio, mais estacionamento, mais ambiente, mais segurança e mais vida”, refere Paulo Cunha. No imediato, a intervenção vai originar o encerramento dos parques de estacionamento das praças D. Maria II e Mouzinho de Albuquerque e da Rua do Ferrador. Como alternativa, a Câmara aponta os parques de estacionamento gratuito do atual campo da feira (encerrado apenas às quartas-feiras) e das duas entras principais do Parque da Devesa (junto à Central de Camionagem e junto ao Citeve). Para além destes, existe ainda a opção pelo parque de estacionamento pago situado junto aos Paços do Concelho. “Vai ser intervencionada uma área vital para Vila Nova de Famalicão e para os famalicenses que merecem uma obra desta dimensão. Trata-se de um projeto de excelência que permitirá construir naquela zona

O objetivo é criar uma cidade mais “amiga das pessoas”

uma área muito qualificada para o futuro do nosso concelho”, justifica Paulo Cunha. O edil lembra que a intervenção, inserida no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, foi tema de uma ampla participação pública, tendo o projeto final contado com o contributo dos famalicenses. “É um projeto arrojado, que consideramos que vai de encontro àquilo que é a vontade dos famalicenses desde os comerciantes aos cidadãos, às pessoas que vivem na zona da cidade e a todos que a frequentam”. O que vai mudar Em linhas gerais, a intervenção vai permitir a ampliação, para norte e para sul, da Praça D. Maria II, com a supressão ao trânsito automóvel dos dois topos e a requalificação de todas as artérias envolventes que terão um perfil único de circulação partilhada, com prioridade para o peão. A Praça Mouzinho de Albuquerque, correspondente ao antigo Campo da Feira, uma área

muito degradada da cidade, será toda ela renovada com organização da área de estacionamento e valorização da margem ribeirinha do Rio Pelhe. O estacionamento, em igual número ao existente, passa a estar organizado e concentrado nos dois parques situados no centro: na Praça D. Maria II, com 107 lugares de estacionamento tarifado, como acontece atualmente, e no Mouzinho de Albuquerque, com 184 lugares de estacionamento gratuito, mais quatro do que os existentes. A esta intevrenção junta-se também a do Mercado Municipal, que criará novos espaços de convívio e comércio. “É todo um novo paradigma urbano que vai ser potenciado no núcleo central de Vila Nova de Famalicão que permitirá a fruição do espaço público com uma qualidade de vida muito superior à existente”, conclui Paulo Cunha. Refira-se que a obra tem comparticipação do Norte 2020, através do programa FEDER Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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Paulo Cunha contesta decisão do Governo em aumentar Taxa de Resíduos O presidente da Câmara Municipal Famalicão escreveu ao ministro do Ambiente e da Ação Climática para demonstrar o seu degrado e desacordo pela decisão do Governo em aumentar para o dobro a Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) aos municípios. Em ofício enviado no passado dia 8 de outrubro, e qual o OPINIÃO PÚBLICA teve acesso, Paulo Cunha considera que, face à atual pandemia, esta medida “é inoportuna, já que tanto os municípios, como os cidadãos ou até as empresas estão penalizados pelo acréscimo das despesas recorrentes da mesma”. O edil lembra que os municípios são “a primeira linha de apoios social” e que “o úmero de famílias que solicitou ajuda ao município de Famalicão aumentou”. Por isso, entende que esta medida é “mais um passo para diminuir o poder de compra dos cidadãos e um aumento da carga fiscal para o setor empresarial”. No passado dia 17 de setembro, o Conselho de Ministros aprovou o aumento da TGR de 11 para 22 euros por tonelada, a ser cobrada a partir de janeiro de 2021. Na missiva, Paulo Cunha solicita a “revisão desta decisão”, defendendo que o inventivo à redução da produção e resíduos e à separação e reciclagem deve ser realizado através “de um maior investimento em campanha de sensibilização e fiscalização”. O autarca famalicense argumenta ainda que “para este tipo de tomada de decisão”, os municípios deveriam ser consultados, individualmente ou através da Associação nacional de Municípios Portugueses o que não aconteceu”.

Covid 19: Famalicão com novo recorde de 106 casos na última semana O concelho de Famalicão registou na última semana (de 5 a 11 de outubro) 106 novos casos de infeção de Covid 19, o maior número até à data. Segundo os dados do boletim da Direção Geral da Saúde, atualizado por concelhos à segunda-feira, Famalicão regista, desde o início da pandemia, um total de 1021 infeções. É o terceiro concelho do distrito com mais casos, ultrapassado apenas por Braga (1819 casos) e por Guimarães (1772).

PS propõe estacionamento gratuito para apoiar comércio O Partido Socialista (PS) de Famalicão veio esta semana defender o estacionamento gratuito nas ruas da cidade para apoiar o comércio tradicional, nestes tempos de pandemia. Em comunicado, o PS diz-se solidário e preocupado com os comerciantes locais e apela ao Município que “promova ações concretas capazes de motivar os famalicenses a consumirem nas lojas do comércio tradicional do concelho”, considerando que “neste momento difícil, é fundamental apoiar o comércio local”. Nesse sentido, os socialistas famalicenses propõem que, por um período de tempo a determinar, a Câmara Municipal “torne gratuito o estacionamento nas ruas do concelho”.


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CIDADE

opiniãopública: 21 de outubro de 2020

Nova exposição mostra cânone da literatura portuguesa

Auchan entregou cabazes alimentares à Associação Dar as Mãos

Fundação Cupertino de Miranda inaugura “Torre Literária”

Na passada sexta-feira, comemorou-se o Dia Mundial da Alimentação. A Auchan e a Too Good To Go aproveitaram para convidar a população a salvar uma refeição com zero desperdício alimentar. De entre diversas iniciativas, teve lugar a entrega de cabazes alimentares à Associação Dar as Mãos de Famalicão para o seu serviço de Cantina Social. A nível nacional a Auchan já doou mais de dois milhões e 400 mil toneladas de alimentos a IPSS’s e a associações de proteção animal. pub

A Fundação Cupertino de Miranda abriu, na passada segunda-feira, a exposição “Torre Literária - Louvor e simplificação da literatura portuguesa”. A mostra é comissariada por, António M. Feijó, João R. Figueiredo e Miguel Tamen, autores do “Cânone”, um livro de crítica literária, que estabelece um cânone da literatura portuguesa, com uma lista de cerca de 50 autores. A mostra estende-se por quatro andares e 14 salas e percorre uma linha temporal que começa no presente (século XX) e se estende para o passado (até ao século XIII). Nesse percurso, surgem diversas referências aos autores do cânone literário português em vários formatos e suportes. A lista de escritores que formam o cânone integra nomes como Fernando Pessoa e Luís de Camões, mas também Agustina Bessa-Luís, Alexandre Herculano, Almada Negreiros, Almeida Garrett, Antero de Quental, Aquilino Ribeiro, Bocage, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Florbela Espanca, Miguel Torga, José Saramago, entre muitos outros. A exposição conta ainda com uma instalação interativa "inovadora e única no mundo" que

O presidente da Câmara visitou a exposição no passado domingo

combina tecnologias de ponta dos domínios da Inteligência Artificial e da Criatividade Computacional para criar, em tempo real e de forma automática, “retratos tipográficos” dos visitantes da exposição. O presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, visitou a mostra no domingo, acompanhado pelo Presidente da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro, e pelos comissários da exposição. “A

Fundação Cupertino de Miranda já nos habituou a grandes iniciativas culturais. A abertura da sua nova Torre Literária com a exposição permanente é um projeto inovador e único que vale a pena visitar”, sublinhou Paulo Cunha, no final da visita. A “Torre Literária” pode ser visitada de segunda a sextafeira, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h00, e aos sábados e feriados, das 14h00 às 18h00. Encerra aos domingos.

4.500 adultos aumentaram níveis de escolaridade nos últimos três anos O Centro Qualifica de Famalicão, promovido pela Câmara Municipal, já acompanhou mais de 4500 adultos desde 2017, permitindo aumentar os níveis de escolaridade e melhorar a empregabilidade dos ativos. O número é avançado hoje pela autarquia que acrescenta que “esta é uma aposta sempre renovada”, pelo que o Centro Qualifica de Famalicão continua a desenvolver a sua atividade que viabiliza a continuidade das inscrições, do encaminhamento para formação qualificante ou do desenvolvimento e certificação dos processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) escolares e profissionais. Este processo de RVCC, a funcionar duas vezes por semana, disponível em horário diurno ou noturno, tem como premissa fundamental a valoriza-

ção profissional das aprendizagens adquiridas pelos candidatos ao longo da sua vida para a melhoria dos seus níveis de qualificação, empregabilidade e reconhecimento social. Pode ser desenvolvido nas instalações das escolas secundárias do concelho ou através da modalidade à distância. De acordo com os dados do Eurostat (2016), mais de metade da população portuguesa, entre os 25 e os 64 anos, tem um nível de qualificação igual ou inferior ao ensino básico (9º ano de escolaridade). O Programa Qualifica visa, assim, reaproximar Portugal das metas de convergência em matéria de aprendizagem ao longo da vida com a média dos países da União Europeia, proporcionando aos cidadãos a oportunidade de aumentarem a sua escolaridade.

Biblioteca Municipal cria serviço de leitura de jornais em formato digital A Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco criou um posto público para consulta e leitura dos jornais em formato digital. A iniciativa surge depois de ter sido interdita a consulta pública dos jornais em formato papel devido à pandemia da Covid 19. “Um dos serviços mais recorrentes no acesso à informação é, precisamente, a consulta das publicações periódicas que são diariamente disponibilizadas, de forma gratuita, aos leitores das

bibliotecas” refere a diretora da biblioteca, Carla Araújo, acrescentando que “assim, e a pensar nos leitores que habitualmente consultavam e liam os jornais na Biblioteca Municipal, foi criado um posto público para consulta e leitura dos jornais em formato digital”. Atualmente, as publicações disponíveis para leitura gratuita em formato digital, a partir de um computador da Biblioteca Municipal, são: o jornal Público; o se-

manário Expresso, o jornal diário regional Correio do Minho e quatro jornais semanais locais: Opinião Pública, Cidade Hoje, O Povo Famalicense e Viver a nossa Terra. Para poder aceder às edições digitais, os leitores devem dirigirse ao balcão de atendimento da Biblioteca Municipal e solicitar pelo apoio do técnico que o encaminhará ao referido posto de consulta e lhe facultará o acesso às publicações.


opiniãopública: 21 de outubro de 2020

FREGUESIAS

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No segundo ano de existência em Vale S. Cosme

IPCA de Famalicão duplica número de novos alunos Cristina Azevedo O polo de Famalicão do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) regista, este ano, letivo 420 novos alunos, o dobro do registado o ano passado, primeiro ano de atividade, quando se inscreveram 200 alunos. No total, este ano letivo frequentam o polo de Famalicão, localizado em Vale S. Cosme, nas antigas instalações da Didáxis, mais de 600 alunos, segundo números avançados no decorrer de uma visita do presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, à instituição, realizada na passada sexta-feira. “Fizemos uma aposta forte em Famalicão e mais que duplicamos o número de alunos, sobretudo nos cursos em regime pós-laboral”, referiu a presidente do IPCA, Maria José Fernandes, que tem boas perspetivas para o futuro. “Famalicão é um concelho que atrai pessoas. Temos aqui boas condições para os alunos estudarem e estamos a oferecer ensino de qualidade”, enfatizou. A responsável considerou ainda que o fato do polo famalicense se situar a alguns quilómetros da sede do concelho “não é problema” porque “a rede de transportes é grande” e poderá ser ainda alargada. “Não tenho dúvidas de que, daqui a algum tempo, haverá rede de transportes noturna para este polo”, acrescenta.

Paulo Cunha visitou o polo de Famalicão na passada sexta-feira

Em Famalicão, o IPCA ministra Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), definidos em articulação com as necessidades das empresas da região. “Neste momento, temos empresas a pedir expressamente cursos porque precisam de quadros qualificados para determinadas áreas”, explicou Maria José Fernan-

des, assegurando que é essa resposta qualificada e especializada que o IPCA procura dar. A taxa de empregabilidade dos cursos é praticamente de 100%, “fruto desta relação com a região e o seu tecido empresarial”, que quer manter, adiantou a presidente do Politécnico, sublinhando

que esta também é uma mais valia para os alunos e suas famílias porque “terão vidas melhores se forem mais qualificados, e a verdade é que, ao fim de dois anos, podem estar a trabalhar”. A Câmara Municipal de Famalicão empenhou-se na vinda do IPCA para o concelho, disponibilizando, desde logo, as instalações em Vale S. Cosme. Uma aposta ganha, segundo Paulo Cunha, que saiu desta visita “muito satisfeito” e com a certeza de que esta escola é uma mais valia para Famalicão e para a região. “Somos um concelho marcadamente e orgulhosamente industrial, mas sabemos que as nossas empresas precisam de recursos humanos em quantidade e em qualidade, e os cursos que são aqui ministrados asseguram a capacidade das nossas empresas em absorver essa mão de obra qualificada”, afirmou o edil. Os cursos (CTeSP) têm a duração de dois anos, sendo o último em contexto de trabalho. Apoio à Gestão; Design de Moda; Eletrónica, Automação e Comando; Energia, Telecomunicações e Domótica; Sistemas Eletrónicos e Computadores; Exportação e Logística; Comércio Eletrónico, Desenvolvimento Web e Multimédia, Gestão financeira e Contabilística; Manutenção industrial e Redes e Segurança informática são os cursos que estão, este ano letivo, a ser ministrados em Famalicão pub

Louro, Esmeriz e Cabeçudos são, para já, a excessão

Cemitérios fechados na maioria das freguesias no dia 1 de novembro Grande parte das freguesias do concelho de Famalicão vão encerrar os cemitérios no dia 1 de novembro, Dia de Todos os Santos, e outras vão estender esse encerramento ao dia 31 de outubro. Por causa da pandemia da Covid 19, a Igreja já cancelou as celebrações religiosas que acontecem nos cemitérios nesse dia. Mesmo assim, e tendo em conta que são muitas as pessoas que aproveitam para visitar os jazigos dos seus ente-queridos no Dia de Todos os Santos, com verdadeiras romagens aos cemitérios, a maioria das juntas de freguesia (29 em 34) já decidiu pelo encerramento ao público daqueles locais. É o caso das três vilas, Ribeirão, Riba d’Ave e Joane, que vão ter os cemitérios fechados nos dias 31 de outubro e 1 de novembro. O mesmo acontecerá em Bairro, Brufe, Castelões, De-

lães, Fradelos, Gavião, Landim, Lousado. Nine, Oliveira Santa Maria, Pedome, Pousada de Saramagos, Requião, Vermoim e Vilarinho das Cambas e Vale S. Martinho. Nos dois dias estarão também encerrados os cemitérios da União de Freguesias (UF) de Antas e Abade Vermoim, UF de Arnoso e Sezures, UF de Avidos e Lagoa, UF de Carreira e Bente, UF de Lemenhe, Mouquim e Jesufrei, UF de Ruivães e Novais, UF de Seide, UF de S. Cosme Telhado e Portela. Já na freguesia de Oliveira S. Mateus e na União de Freguesias de Gondifelos, Cavalões e Outiz, os cemitérios estarão fechados apenas no dia 1 de novembro, enquanto em Mogege, a interdição estende-se por três dias: 30 e 31 de outubro e 1 de novembro. Em todos estes caos, os autarcas locais pedem a compreensão da população

e alegam que a decisão tem em conta o Estado de Calamidade que se encontra em vigor no país e o agravamento da pandemia. Entretanto, há autarquias que decidiram manter os cemitérios abertos, salvo se houver indicação em contrário da Direção Geral da Saúde. É o caso da União de Freguesias de Esmeriz e Cabeçudos e da Freguesia do Louro, que apelam ao uso obrigatório de máscara e ao distanciamento social, evitando a conversa. Já as Juntas de Cruz e da UF de Famalicão e Calendário ainda não decidiram sobre o funcionamento dos seus cemitérios a 1 de novembro, algo que deverá acontecer até ao final desta semana. Da mesma forma, a Câmara de Famalicão também ainda não tomou uma decisão quanto ao cemitério municipal. C.A.


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FREGUESIAS

opiniãopública: 21 de outubro de 2020 pub

Programa municipal desportivo estende-se a Ribeirão, Joane e Oliveira de São Mateus

Treinos do “Famalicão em Forma” chegam a três freguesias

As freguesias de Ribeirão, Joane e Oliveira de São Mateus passaram também a ser palco dos treinos do “Famalicão emForma”. Para além do Parque da Devesa, o programa desportivo promovido gratuitamente pela Câmara Municipal de Famalicão para promover a prática regular de atividade física chegou às freguesias e já são conhecidos os horários e locais dos treinos. Em Ribeirão, decorrem às terças (09h00 às 10h15 e das 18h45 às 20h00), às quintas (09h00 às 10h15) e às sextas (18h45 às 20h00). Em Joane, os treinos realizam-se às terças (08h45 às 10h00 e das 18h45 às 20h00), às quintas

(08h45 às 10h00) e às sextas (18h45 às 20h00) e em Oliveira de São Mateus decorrem às terças e sextas, entre as 09h00 e as 10h15, e às segundas e quintas, das 19h00 às 20h15. Os interessados em fazer o treino nestes novos pontos devem dirigir-se aos Complexos Municipais das Piscinas destas três freguesias. Quanto aos treinos no Parque da Devesa, recorde-se que decorrem de manhã, às segundas, quartas e sábados, das 09h00 às 10h30, e da parte da tarde, às terças e quintas das 19h00 às 20h30. Tal como sublinhou, a propósito, o edil famalicense em nota

enviada à imprensa, “se o objetivo passa por proporcionar a todos os famalicenses o acesso à prática regular de atividade física, faz todo o sentido que o programa do “Famalicão em Forma” se expanda para outros locais”, sublinhou Paulo Cunha. Refira-se que atualmente estão inscritas no “Famalicão em Forma” cerca de 500 pessoas que praticam exercício, de forma gratuita, sob a orientação dos técnicos de Educação Física da autarquia. Mais informações sobre o “Famalicão em Forma” através do número 252320954 ou do email desporto@famalicao.pt.

Mulher atropelada pelo próprio carro em Arnoso Santa Maria OLDTRADING

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Uma mulher, de 38 anos, foi colhida pelo próprio carro, no passado domingo, na freguesia de Arnoso Santa Maria. Segundo dados colhidos junto dos Bombeiros Famalicenses, que estiveram no local, o acidente aconteceu por volta das 7h30, na zona exterior da

habitação onde reside a vítima, na rua da Levandeira. Ao que tudo indica o carro ter-se-á destravado e colhido a condutora que estava junto do veículo. Os bombeiros transportaram a vítima para a unidade de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave com ferimentos ligeiros.

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Famalicão Quarta, 21

Serviço Calendário

Quinta, 22

Nogueira

Sexta, 23

Gavião

Sábado, 24

Barbosa/Ribeirão

Domingo, 25

Cameira

Segunda, 26

Central

Terça, 27

Calendário

Vale do Ave

Almeida e Sousa: Covas - Oliv. Stª Maria - Telf. 252 931 365 Bairro: Av. Silva Pereira, Telf. 252 932 678 Delães: Portela - Delães - Telf. 252 931 216 Riba de Ave: Av. Narciso Ferreira, Telf. 252 982 124

Vale do Ave

Serviço

Quarta, 21 Quinta, 22 Sexta, 23 Sábado, 24 Domingo, 25 Segunda, 26 Terça, 27

Almeida e Sousa Bairro Delães Riba de Ave Almeida e Sousa Bairro

Serviço de disponibilidade

Paula Reis: R. José Elisio Gonçalves Cerejeira, nº 629 Calendário - Tel. 252 378 057 Maceiras: Louro - Telf. 252 310 425 Marques: Largo da Igreja - Fradelos - Telf. 252 458 440 Oliveira Monteiro: Largo Igreja - Cabeçudos - Telf. 252 331 885 Pedome: Av. S. Pedro, 1139 - Pedome - Telf. 252 900 930 Pratinha: Largo do Cruzeiro - Cavalões - Telf. 252 375 423 S. Cosme: Vale S. Cosme - Telf. 252 911 123 Arnoso: Av. Joaq. Azevedo - Arnoso Sta. Maria - Telf. 252 916 612


opiniãopública: 21 de outubro de 2020

Centro Escolar de Antas com três funcionárias infetadas e alunos em casa Há três casos de infeção por Covid 19 no Centro Escolar de Antas. Ao que o OPINIÃO PÚBLICA conseguiu apurar junto do presidente da Junta de Freguesia, são três funcionárias afetas ao 1º e 2º ano, pelo que todos os alunos destes anos de escolaridade, perto de uma centena, estão em casa desde a passada segunda-feira, a fazer uma quarentena preventiva de 10 dias. Também outras duas funcionárias estão em casa em quarentena profilática. O 3º e o 4º anos desta escola do 1º ciclo continuam a frequentar a escola, já que não tinham contato com as crianças e funcionários dos outros anos.

O piso inferior da escola, onde os alunos do 1º e 2º ano têm aulas, encontra-se todo encerrado. Já o piso superior, onde estão as crianças do 3º e 4º ano, bem como o pré-escolar, está a funcionar normalmente. Os casos terão sido detetados no final da semana passada e, na sexta-feira, as autoridades de saúde decidiram encerrar os dois primeiros anos de escolaridade a partir desta segunda-feira. O autarca local disse ao OPINIÃO PÚBLICA, que a situação na escola continua a ser acompanhada pelas autoridades de saúde, nomeadamente a delegação de Saúde Pública de Famalicão.

FREGUESIAS

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JSD inicia roteiro associativo em S. Cosme, Telhado e Portela

Expetativa do presidente da Junta, José Pereira

Nova ligação entre Pousada e Joane deverá arrancar em 2021 Cristina Azvedo* A nova ligação entre Pousada de Saramagos e Joane, alternativa à Estada Nacional (EN) 206, deverá arrancar ainda em 2021. Esta é, pelo menos, a expetativa do presidente da Junta de Freguesia de Pousada, José Pereira, que, em entrevista à Fama Rádio e Televisão, garantiu que esta é uma obra “que vai ser feita”. Em causa está a Rua Comendador José Costa Oliveira, que vai ligar a freguesia à feira de Joane, “uma ligação há muito desejada pela população e que quero ver avançar ainda neste mandato”, referiu o autarca local. Nesta entrevista, José Pereira abordou ainda outras prioridades na freguesia, como a construção de um parque de lazer junto ao Rio Pele. Para isso, a Junta de Freguesia tem já firmado “um acordo” com o proprietário de um terreno com 8.000 metros quadrados. “É uma obra que será feita por fases, porque é uma área muito grande, e neste momento já estamos a trabalhar no projeto”, adiantou.

O parque incluirá uma rota junto ao rio, através de um passadiço, para a realização de caminhadas. “Penso que é um equipamento importante para a freguesia porque, cada vez mais, as pessoas procuram estes espaços”, referiu José Pereira para quem a criação do passadiço vai permitir também que o rio “esteja mais vigiado”. “Infelizmente, acabaram os guarda-rios e não há ninguém que fiscalize. O rio Pele já tem peixes. Este verão as crianças já tomaram lá banho e temos que ser nós os fiscais”, acrescentou. Também o terreno para o alargamento do cemitério já está adquirido, tendo implicado um investimento de 95 mil euros. “São 3.000 metros quadrados, localizado nas traseiras do atual cemitério, e onde vamos também criar uma zona verde e uma nova avenida”, explicou José Pereira. Até ao final do mandato, o autarca pousadense quer ainda concluir a rede de saneamento, sendo que ao nível do abastecimento de água a freguesia “está praticamente com uma taxa de cobertura de

100%” e o gás natural já chega aos 75%. Disponível para se recandidatar A cumprir o seu primeiro mandato como presidente da Junta de Pousada de Saramagos, depois de 12 anos como secretário, José Pereira diz-se disponível para encabeçar novamente uma recandidatura em 2021. “Há mais projetos que gostaríamos de concretizar, mas respeitarei sempre a decisão da Concelhia do meu partido, o PSD”, referiu. De resto, José Pereira faz um balanço positivo destes três anos de mandato, sublinhando que deram continuidade ao trabalho já iniciado pelo seu antecessor, António Sousa. “A freguesia tem vindo a crescer, não só em obras, mas também em comércio e serviços e a verdade é que há muita procura de pessoas que querem residir em Pousada”, afirmou o autarca, que dá como exemplo a escola do 1º ciclo, “onde este ano entraram 24 crianças para o 1º ano”. *com Jorge Humberto

Edifício da Junta de Mouquim vai ter obras de modernização O edifício da Junta de Freguesia de Mouquim vai beneficiar de obras de reabilitação e modernização. A novidade foi avançada pelo presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, no decorrer de uma visita que efetuou, a semana passada, à União de Freguesia de Lemenhe, Mouquim e Jesufrei. O edil famalicense aproveitou a ocasião para informar o autarca da freguesia, Carlos Alberto Fernandes, de que está a ser elaborado o projeto de modernização da Junta de Freguesia de Mouquim e zona envolvente. Paulo Cunha, acompanhado por Carlos Alberto Fernandes e pelo vereador das freguesias, Mário Pas-

sos, percorreu vários espaços das três localidades, mostrando-se satisfeito com o trabalho desenvolvido. “A Junta de Freguesia, com o apoio do município, tem desenvolvido um trabalho de grande mérito, promovendo o crescimento

harmonioso destas freguesias”, referiu. A rede viária tem sido uma das apostas da Junta de Freguesia, que nestes últimos anos, já requalificou quase uma dezena de ruas e arruamentos, a que se junta, recentemente, o

lançamento da requalificação e alargamento da Estrada Municipal 571/1, em Jesufrei. Já em Lemenhe, o foco da visita foram as obras de requalificação do adro da igreja paroquial, lançadas recentemente.

O núcleo da Juventude Social Democrata (JSD) de Vale S. Cosme, Telhado e Portela arrancou, no passado sábado, com uma nova iniciativa, um “roteiro associativo” que iniciou com uma visita à Associação Desportiva da Portela (ADESPO). Nesta primeira ação, o núcleo da JSD convidou para estarem presentes o vereador do Associativismo, Mário Passos, e o presidente de Junta, Bernardino Martins, que foram guiados pelo presidente da ADESPO, Jorge Oliveira, pelos espaços da associação. Segundo comunicado da JSD, o dirigente associativo manifestou a sua preocupação com a segurança dos atletas na retomada da competição. Jorge Oliveira não defende o recomeço dos jogos, por entende que é “demasiado arriscado” e disse não ter as condições de segurança exigidas e recomendadas na associação. Para que não haja inatividade no clube, são mantidos os

treinos, de forma segura e segundo as orientações da DGS. Luís Barroso, presidente da JSD, reconheceu o bom trabalho da ADESPO na comunidade e no território e felicitou Jorge Oliveira pela forma que tem gerido e g a associação, referindo que “é uma associação desportiva, que, no entanto, serve e vive para os outros”. A visita prossegui com uma deslocação ao Desportivo S. Cosme. Luís Ângelo, presidente do clube, também disse ter receio do inicio do campeonato e da segurança dos atletas. Disse também que o montante gasto na higienização das instalações após cada treino “é exorbitante”, mas têm-no feito “de forma a proteger todos”. Luís Barroso saudou o presidente do S. Cosme e a sua equipa de trabalho, “pela restruturação que fez no clube e pela forma como perspetiva o futuro”. “É um clube unido como diz no slogan, com ambição e com o futuro bem delineado”, acrescentou. pub


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opiniãopública: 21 de outubro de 2020

Falecimentos

José Costa Salgado

Missa de 26º Aniversário

A Família vem, por este meio, recordar que, no dia 27 de Outubro de 2020, passam 26 anos da partida de José Costa Salgado. Dadas as circunstâncias que se vivem, com a pandemia de Covid-19, este ano não se realizará eucaristia. Assim, a família apela a todos os familiares e amigos que, nesse dia, façam uma oração para recordar a passagem de mais um aniversário do falecimento de José da Costa Salgado.

A Família

Joaquim da Costa Ribeiro, no dia 14 de outubro, com 96 anos, viúvo de Maria Cândida Ferreira Sousa, de S. Tiago da Cruz.

Alberto Monteiro da Costa, no dia 14 de outubro, com 87 anos, casado com Celestina Garcia Ferreira Monteiro, de Rebordões (Santo Tirso).

Américo Simões de Araújo, no dia 13 de outubro, com 85 anos, casado com Lucinda Alves Pereira, de Tebosa (Braga).

Arminda de Andrade Mendes, no dia 15 de outubro, com 89 anos, viúva de Fernando Monteiro Dias Sampaio, de Delães.

Agência Funerária Arnoso - José Daniel Pereira Arnoso Santa Eulália - Telf. 91 724 67 03

Adélio Gomes Ferreira Cabo, no dia 16 de outubro, com 75 anos, casado com Felisbina Pacheco Mendes Cabo, de Monte Córdova (Santo Tirso).

Manuel Pereira Ferreira, no dia 14 de outubro, com 67 anos, casado com Maria da Conceição de Oliveira Correia, de Oliveira S. Mateus.

José Carneiro Rodrigues, no dia 18 de outubro, com 89 anos, casado com Teresa de Jesus da Costa Monteiro, de Roriz (Santo Tirso).

António Pereira, no dia 15 de outubro, com 91 anos, viúvo de Ana Ferreira, de Moreira de Cónegos (Guimarães).

Maria do Carmo Mendes Ferreira “D. Maria Casinhas”, no dia 19 de outubro, com 79 anos, viúva de António da Silva Pereira, de Bairro.

António Pereira, no dia 18 de outubro, com 77 anos, viúvo de Laura de Castro, de Serzedelo (Guimarães).

Agência Funerária de Burgães Sede.: Burgães / Filial.: Delães Telf. 252 852 325

Manuel Luís Gomes Fernandes, no dia 16 de outubro, com 52 anos, casado com Elsa Maria Machado Pereira, de Oliveira S. Mateus. António de Faria Pinto, no dia 19 de outubro, com 75 anos, casado com Maria Maurícia Baptista de Oliveira, de Serzedelo (Guimarães). Agência Funerária Carneiro & Gomes Oliveira S. Mateus – Telm. 91 755 32 05

Maria do Carmo da Costa Machado, no dia 14 de outubro, com 91 anos, viúva de Rodrigo Carneiro Mesquita, de S. Tiago da Cruz. Alzira Cunha Rodrigues Carvalho, no dia 14 de outubro, com 87 anos, viúva de Manuel Rodrigues Carvalho, de Vermoim. Estela Rosa da Silva Reis, no dia 17 de outubro, com 92 anos, viúva de Alberto José Areal Ribeiro, de Seide S. Paio. Agência Funerária Rodrigo Silva, Lda Vila Nova de Famalicão – Tel.: 252 323 176

João Paulo Couto Mendes, no dia 13 de outubro, com 50 anos, solteiro, de Ribeirão. Laura Augusta da Silva, no dia 13 de outubro, com 87 anos, viúva de Franklim da Costa e Silva, de Lousado. Américo da Costa Ferreira, no dia 16 de outubro, com 80 anos, casado com Maria Angelina Borges de Azevedo Ferreira, de Lousado. Avelino Pereira Veloso, no dia 17 de outubro, com 90 anos, casado com Amávia Araújo Sampaio, de Calendário. Funerária Ribeirense Paiva & Irmão Lda Ribeirão – Telf. 252 491 433

Dionísio Joaquim Pereira, no dia 17 de outubro, com 87 anos, casado com Ermelinda da Costa Campos Pereira, de Fradelos. Agência Funerária Palhares Balazar– Tel.: 252 951 147

Maria da Conceição Alves da Silva, no dia 12 de outubro, com 91 anos, viúva de Manuel Correia Figueiredo, de Calendário. Maria Armandina da Silva Oliveira de Freitas, no dia 13 de outubro, com 81 anos, viúva de Joaquim Carneiro de Freitas, de Calendário. Rogério Carvalho da Silva, no dia 14 de outubro, com 73 anos, casado com Ana Gonçalves da Costa, de Seide S. Paio. José Maria Oliveira Ferreira, no dia 14 de outubro, com 85 anos, viúvo de Maria Martins Magalhães, de Seide S. Miguel. Jorge de Jesus Borges Carneiro, no dia 16 de outubro, com 86 anos, viúvo de Cândida Rocha da Silva Carneiro, da Lagoa. José Gonçalves Almeida, no dia 18 de outubro, com 84 anos, casado com Emília Silva Duarte Almeida, de Seide S. Paio. Agência Funerária da Lagoa Lagoa – Telf. 252 321 594

Maria de Lurdes Costa Araújo, no dia 13 de outubro, com 88 anos, viúva de José Gomes Araújo, de S. Martinho de Bougado (Trofa). Manuel de Araújo Leça, no dia 18 de outubro, com 83 anos, casado com Maria Irene Vaz Santos, de S. Martinho de Bougado (Trofa). Agência Funerária Trofense, Lda (S. Martinho de Bougado) Trofa – Tel.: 252 412 727

Laurinda Mendes Ferreira, no dia 10 de outubro, com 91 anos, viúva de Júlio Simões da Silva, de Vale S. Cosme. Agência Funerária das Quintães Vale S. Cosme – Tel.: 252 911 290

José Manuel Ribeiro de Oliveira, no dia 12 de outubro, com 70 anos, casado com Maria Manuela Salgado da Silva, de Brito (Guimarães). Agência Funerária da Portela Portela (Santa Marinha)– Tel.: 252 911 495


opiniãopública: 21 de outubro de 2020

Diário famalicense António Cândido Oliveira

As escolas, lugares de proteção Ouvi dizer, apenas ouvi dizer, que a Rua Conde São Cosme do Vale, aquela pequena e estreita via que começa na Rua Manuel Pinto de Sousa e esbarra na antigamente denominada Escola Primária da Sede do Concelho, muito recentemente remodelada, vai ficar reservada ao trânsito de peões. Excelente! Não se justifica ali o trânsito de automóveis e muito menos o estacionamento de automóveis que nada têm a ver com a Escola. Os residentes devem continuar a poder colocar o seu automóvel na garagem e só na garagem e a via deve ficar liberta para alunos, encarregados de educação e professores, transitando a pé. Por outro lado, agora que se avizinha o inverno e com ele a chuva (bem necessária) e o frio, importa que não só esta escola como as demais estejam devidamente apetrechadas para prevenir problemas de saúde que podem resultar de molhas apanhadas por alunos e professores ou de um frio não previsto. Sempre tive dificuldade em compreender a pouca atenção dada a estes problemas. Não será tão difícil ter roupas e sapatos de substituição ou proteção para situações destas, pelo menos para os casos mais severos, até porque o conforto é necessário para o bom rendimento escolar. São problemas que se resolvem com uma boa articulação entre professores, alunos e encarregados de educação e o apoio das autarquias locais.

Opinião Liberal João Silva

Para o Fisco… sem amor Não há casamento mais tóxico, relação conjugal mais disfuncional ou união mais imperfeita que a do Fisco Português com o respetivo Contribuinte. A existência de advogados fiscais e contabilistas não servem de anestésicos, esta relação é umbilical, entre o Ministério das Finanças e a carteira do cidadão comum só o apetite do primeiro é que os une, e nada deste mundo os separa. Já é antiga a expressão: “Só duas coisas são certas nesta vida, a morte e os impostos”. O povo leva na boca, na memória (e na carteira), o axioma matemático de que para cada “pagador de impostos” há uma carrada dos mesmos para pagar, estando o fisco reduzido ao papel de máquina Kafkiana que não necessita de razões para castigar os Joseph K’s portugueses. Juntando uma aptidão para a subtileza de um elefante a praticar origami, com um sistema que respeita tanto a privacidade alheia como as curiosas senhoras que se empoleiram na janela do “N andar” para ver quem passa. A máquina fiscal está para o romance como um livro de contabilidade está para a “Casablanca”. Já está na altura de o contribuinte pedir o divórcio. Ou pelo menos uma renegociação dos termos. Em tempos pós-pandémicos, o Primeiro-Ministro – com fama de aumentar impostos depois de prometer não os aumentar – já fez das suas e anunciou o aumento de impostos depois de ter afirmado que não havia necessidade de os aumentar. Em termos de originalidade e subtileza fica difícil distinguir onde

começa a originalidade do Chefe do Governo e subtileza da sua Máquina Fiscal. A razão do divórcio é simples, porque, como em qualquer relação abusiva, quanto mais é permitido ao abusador mais o abusador se deixa levar pela sua natureza. Natureza essa que é empolada e instigada pelo dono que segura a trela da besta. O nível baixo de impostos não é só uma opção estética dos “fanáticos liberais”, nem uma ideia mais saudável de romance. Os fundos captados em impostos são retirados diretamente da economia produtiva, aumentam os custos de produção, a burocracia inerente atrasa e dificulta a tomada de decisões importantes a quem gere negócios, desincentiva o investimento e a criação de postos de trabalho, afugenta investidores e aliena grande parte da população mais empreendedora e capaz. Está na altura de deixarmos de temer a condição de paraíso fiscal, porque ser um inferno não é claramente uma opção mais vantajosa. Enquanto o abuso matrimonial continuar, o casamento será sempre, e cada vez mais, penoso para a parte mais fraca, o contribuinte. Pela saúde deste “romance” quer-se um arranjo bem mais vantajoso e igualitário, sobre pena de ver o contribuinte português a trair o seu fisco com outros sistemas ficais estrangeiros, condição que leva a muitos divórcios e sucessivas alterações de residência. Se for verdade que não há alternativa na vida à morte e aos impostos, pelo menos que a segunda não nos queira fazer preferir a primeira.

PRAÇA PÚBLICA

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Bússola

E a classe média…

José Leite

É real que Portugal é um dos países com um dos salários mínimos mais baixos da zona euro, a anos luz da média europeia, o que conduz a que famílias inteiras tenham um parco poder de compra que castra as aspirações de centenas de milhares de portugueses em alcançar uma vida mais desafogada e folgada para planearam um futuro melhor, que não seja o da sobrevivência mensal, sob o risco de verem penhoradas as suas vidas pessoais. É óbvio que o ideal e o que todos almejamos é que Portugal aumente e balize o salário mínimo para patamares mais elevados, de modo a fomentarmos a economia interna vs consumo vs qualidade de vida. Contudo, a débil e enferma situação económico-financeira que atravessamos levanos a sermos prudentes nesta matéria, sob pena de depauperarmos, ainda mais, as nossas empresas, que neste arco temporal sofrem com a atual crise conjuntural o que poderá indubitavelmente conduzir a números mais elevados de desemprego por não conseguirem acompanhar e pagar essa subida de salários. Mas desenganem-se aqueles que acreditam em maravilhas socialistas, pois o governo saberá cobrar este aumento salarial com a conse-

quente subida dos impostos indiretos, pois é assim que funciona o “milagre” socialista e comunista. O orçamento de estado que ora se apresenta não é amigo nem das famílias, nem protetor das empresas, já que é visível uma notória e evidente estatização da economia, de cunho profundamente socialista onde os privados são olhados com desconfiança e notório desprezo. É mau, muito mau, colocarem-se as empresas como uns “fantoches” ao serviço dos gabinetes ministeriais e estatais, pois sem elas não há iniciativa e distribuição de riqueza, muito menos manutenção e criação de novos postos de trabalho. Parece que voltamos ao PREC…com a extrema-esquerda ao leme, secundada na popa do navio pelo Partido Socialista e ora coadjuvado beneplacitamente (em muitas ocasiões) pelo Sr. PR. Até aqui nada de novo e surpreendente, tal a previsibilidade e limpidez desta turva água que nos quer “benzer”, “vacinar” e “abençoar”. No entanto, há na política e sociedade portuguesa um mito silencioso que se chama classe média, completamente ignorado e entregue à sua sorte, sem esperança nem rumo, sem um líder forte e sem uma voz ativa que o dignifique e alavanque para um futuro melhor.

Sim, ninguém fala da classe média, das suas angústias e receios, dos seus medos e imprevisibilidades, ou seja, ninguém se inquieta com o aumento dos salários da classe média, daqueles que criaram o seu próprio emprego e maioritariamente daqueles que lutaram na escola e nas universidades por uma vida melhor, fruto do seu esforço e dos seus pais. Sim, ninguém fala daqueles que “tapam” os buracos orçamentais com os seus impostos, daqueles que pagam milhões pelos erros dos banqueiros, dos gestores públicos e privados, daqueles que são fustigados diariamente com mais uma notícia de uma falência dantesca que irão ter de suportar a «bem da Nação…» (e nada contra esses protetorados oligárquicos e tiranos). Que saudades de Francisco Sá Carneiro, personalidade única que arrebatou a classe média portuguesa com o seu pensamento humanista, interclassista e social-democrata. Chegou a hora de olhar para esta classe média que se dilui paulatinamente, silenciosamente e envergonhadamente, orçamento após orçamento, e que se direciona a passos largos para o lugar dos que têm o salário mínimo. Portugal ainda terá classe média? Tome a palavra quem a quer representar e elevar!

Pelos quatro cantos da ca(u)sa Domingos Peixoto

Acerca do tema em título já correu muita tinta, gastouse muito tempo nas TV e, com toda a certeza, há de passar muita água sob as pontes. Pelo menos o mau tempo, na verdadeira aceção das palavras, está anunciado para amanha, segunda feira. Importa, no tempo que passa, deixar a minha convicção pré estabelecida: O PS e os demais partidos, os que já “ajudaram” o governo e os que sempre se opuseram, não tiveram os resultados que os portugueses lhes conferiram nas últimas eleições legislativas, para lidar, em concreto, com o covid19, a pandemia em que se transformou e as crises económica e social que provocou. E em consequência não serão por isso julgados! Mas haverá consequências. Basta atentar nos comentários, nas opiniões, nas redes sociais, nas posições partidárias, e, sobretudo, na “compreensão” que uma larga fatia da população portuguesa manifesta – assim o dizem as várias sondagens dadas a conhecer -, pelas medidas sociais, económicas e financeiras levadas a cabo pelo governo socialista. Há, porém, coisas estranhas e percebe-se que no seio do governo existem tensões, cansaço, quiçá mesmo lutas com estabelecimento de grupos setoriais de pressão! Contudo, nada que não fosse esperado num país “habituado” aos compadrios, às influências, ao quanto mais ganhar melhor independentemente de onde vem ou de quem fica sem ele, o indispensável “xelim”, que para uma larga margem da população nem dá para a sopa, quanto mais para “reinvestir” em turismo, cultura e restauração… Temos de ser compreensivos. Não é possível tudo a todos. Porque é preciso dotar a sociedade e a governação de meios mínimos indispensáveis para a dignidade humana. Eu também fico atónito com algumas mudanças de paradigma mas, talvez, pelas razões inversas de algumas manifestações dramáticas de que se está a favorecer o “amiguismo”! Não nos lembramos do início dos apoios do FSE e dos “desvios” então levados a cabo na formação profissional? E passadas algumas dezenas de anos conti-

OE 2021 nua a ser necessária adequada formação profissional para a melhoria (indispensável, dizem e eu acredito) da competitividade através da produtividade? Já não recordamos os “atalhos” produzidos nos subsídios para as recuperações do património destruído nos incêndios há três anos? Sim, são precisas regras claras, o mais desburocratizadas possível. É preciso honrar compromissos estatais, todos, a começar justamente pelos desfavorecidos “da sorte”, pensionistas, trabalhadores, serviços públicos de satisfação das necessidades de uma sociedade justa, digna, fraterna e desenvolvida. Claro que é preciso acabar com as mordomias que, diga-se, foram como que locupletadas pelos seus usufrutuários, causando enormes constrangimentos nos orçamentos públicos setoriais, nas instituições financeiras, em muitas indústrias e nas grandes empresas públicas privatizadas que são autenticas minas de dinheiro para os seus “investidores”, levando a um estado de calamidade orçamental que nos faz depender de uma dívida monstruosa que a maioria do povo não provocou como ainda tem que a pagar! Então este não é um OE da esquerda? É, e muito, comparado com todos os anteriores em tempo de democracia. Não é o do PS, muito menos do PCP e do BE, nem do PPD. E, em nome do respeito pelas pessoas e pelas instituições, devem calar-se os maus presságios: Há que responder, agora à crise pandémica da saúde e em contínuo à recuperação social e económica que, registe-se, não são portuguesas mas mundiais! Não me lembro – ando "falheiro", de ouvir os senhores bastonários médicos a defender o SNS, no passado e agora, se não para mais privado. Não há registo de inspecionarem lares como os de Bragança ou do Comércio, ou outros com problemas idênticos! Foi preciso lutar, lutei, na minha empresa. Como pude não deixei entrar lá a “partidarite”. Fui acusado pelo meu sindicato de ser “amigo do patrão”. E fui despedido! Mais humildade, precisa-se, pelo menos à medida de cada valia para o OE 2021… domingosppeixoto@gmail.com


Equipa famalicense esteve a perder, deu a volta, mas sofreu o empate nos descontos

Reviravolta anulada nos instantes finais 3-3 Estádio Faro / Loulé Árbitro: André Narciso Aux: Paulo Brás e Marco Vieira VAR/AVAR: Bruno Esteves e Rui Cidade

SC Farense FC Famalicão Zlobin Edwin Herrera Riccieli Srdar Babic Calvin Verdonk (Gil Dias 46’) Gustavo Assunção Bruno Jordão (Lukovic 81’) Joaquín Pereyra (Ivan Jaime 46’) Rúben Lameiras Valenzuela (Jhonata R. 71’) Dyego Sousa (Trotta 45’) FC Famalicão

Rafael Defendi Alex Pinto (Bandarra 55’) César Martins Eduardo Mancha Fábio Nunes Fabrício Isidoro (C) (Madi Queta 86’) Amine Lucca (Cláudio Falcão 86’) Ryan Gauld Hugo Seco (Mansilla 55’) Stojiljkovic (Patrick 61’)

Treinadores Sérgio Vieira

João Pedro Sousa

Golos: Eduardo Mancha (4’); César (24’); Lameiras (63’ e 72’); Bruno Jordão (80’) e Mansilla (90+3’). Cartões Amarelos: Alex Pinto (44'); Eduardo Mancha (49'); Edwin Herrera (61’ e 88’). Cartões Vermelhos: Edwin Herrera (88’).

Pedro Sousa A viagem até ao Algarve terminou numa igualdade a três bolas. Futebol Clube de Famalicão e Sporting Clube Farense protagonizaram um bom espetáculo, repleto de muitos golos, em jogo da quarta jornada da Liga NOS, no Estádio Faro / Loulé. O primeiro jogo do FC Famalicão após o término do mercado de transferências permitiu a João Pedro Sousa estrear o reforço mais sonante da janela de verão. Dyego Sousa ocupou a vaga de Leonardo Campana, jogador que esteve ausente dos trabalhos do Vila Nova por se encontrar na seleção da Venezuela. O internacional português foi a única mexida do técnico no onze, comparativamente à jornada anterior. Já Sérgio Vieira optou por colocar em campo uma formação mais ofensiva, tendo em comparação o onze que iniciou o jogo diante

do SL Benfica. A partida até começou bem para os homens do Norte do país, mas a eficácia nas bolas paradas dos algarvios fez-se notar logo aos 4 minutos. Canto na esquerda e Eduardo Mancha, na pequena área, finalizou par o fundo das redes de Zlobin. A turma famalicense reagiu bem ao tento sofrido e Valenzuela, a meio da primeira parte, testou os reflexos de Defendi, guardião que capitaneou o FC Famalicão na época passada. Contudo, os algarvios estavam perigosos nas bolas paradas e chegaram ao segundo golo através de um pontapé de canto também na esquerda do ataque. Desta vez, César Martins, solto de marcação ao primeiro poste, nem teve de tirar os pés do chão para cabecear para o segundo golo. A perder por dois golos de diferença, a turma do Vila Nova tentou reduzir o prejuízo, mas foi sempre o SC Farense a ser mais perigoso na primeira parte. Sempre que a formação de Sérgio Vieira teve um lance de bola parada, criava perigo.

Só já perto do intervalo é que Rúben Lameiras obrigou Rafael Defendi a nova defesa. Porém, tudo mudou no segundo tempo. Ao intervalo, João Pedro Sousa mexeu em três peças do onze e o FC Famalicão apareceu mais ofensivo e perigoso. Gil Dias entrou para defesa esquerdo, saindo Calvin Verdonk, Iván Jaime rendeu Pereyra no meio campo e Trotta substituiu Dyego Sousa. Com estas mudanças, na fase de construção, Gustavo Assunção baixava

para o meio de Babic e Riccielli e os laterais estavam bem mais adiantados. Na frente, Valenzuela passou para zonas mais interiores. Balanceados para a frente e mais perto da baliza dos algarvios, o FC Famalicão libertava espaços na defensiva e foi aí que o SC Farense aproveitou para criar mais aflições na baliza de Zlobin, que teve de se aplicar a remate forte de Lucca. Não marcaram os algarvios, faturou o FC Famalicão. Fernando Valenzuela trabalhou muito bem dentro da

grande área, foi tocado por Bandarra e Rúben Lameiras, na conversão da grande penalidade, reduziu o placard. A equipa da casa tentou reagir e teve a grande oportunidade da segunda parte. Mansilla emendou um cruzamento da direita, mas a bola foi embater no poste da baliza famalicense. Na resposta, Rúben Lameiras bisou no encontro. Boa jogada de Jhonata Robert e o número 10 rematou forte, não dando hipóteses de defesa a Defendi. Motivados pelo empate, os comandados de João Pedro Sousa colocaram-se na frente do resultado. Bruno Jordão ultrapassou tudo e todos e, no cara a cara com Defendi, rematou colocado para o fundo das redes. Depois de consumar a reviravolta, o FC Famalicão passou a jogar com menos um jogador. Edwin Herrera foi ultrapassado por Madi Queta, fez falta e recebeu o segundo cartão amarelo. Sem puder fazer mais alterações, o técnico famalicense adaptou Rúben Lameiras ao lado direito, mas não foi feliz. No último lance da partida, o camisola 10 e autor de dois golos, sem rotinas na posição, foi ultrapassado Mansilla, que depois fuzilou Zlobin para o golo do empate.

MELHOR FC FAMALICÃO:

Rúben Lameiras Quis ser individualista em muitos momentos, mas quem tem a qualidade de Rúben Lameiras pode abusar. O camisola 10 tentou ser o impulsionador da equipa, mas, em alguns casos, perdeu-se em dribles. Não desistiu e apontou dois golos, ajudando ao empate. No último golo do SC Farense foi apanhado pela velocidade de Mansilla. pub


opiniãopública: 21 de outubro de 2020

A equipa A do CX A2D sagrou-se campeã nacional da II Divisão de xadrez e garante, assim, um lugar na elite nacional da modalidade. As duas últimas sessões do 62.º Campeonato Nacional por Equipas da II Divisão e III Divisão decorreram no passado fim de semana. O jovem clube famalicense Clube de Xadrez A2D fez-se representar por duas equipas em cada uma das competições xadrezísticas coletivas e ambicionava conquistar o 1º lugar na II Divisão Nacional – Série A e assegurar o direito desportivo de participação, na próxima época 2020/2021, na I Divisão Nacional de Xadrez. Depois de sete jornadas e mais de 750 jogadores em ação, ficaram-se a conhecer as subidas e descidas de cada uma das séries da II e III Divisão, competições a quatro tabuleiros em que se viveram emoções fortes do primeiro ao último lance de cada tabuleiro de Xadrez. O CX A2D viu as três equipas, A, B e C, alcançarem os objetivos que se propuseram no início da época 2019/2020. A Equipa C já tinha renovado o título Distrital por equipas (bicampeões), no mês de fevereiro, a Equipa B assegurou a manutenção III Divisão-Série A e a formação A sa-

grou-se campeã nacional da II Divisão – Série A, depois ter conquistado no passado mês de março o eneacampeonato da Taça AXDB. A equipa A representou-se pelos atletas MN Ivo Dias (0,5 pontos em 1 jogo), Luís Romano (3 pontos em 5 jogos), Carlos Novais (3 pontos em 3 jogos), João Romano (5 pontos em 6 jogos), José Santos (1 ponto em 1 jogo), Bruno Ribeiro (2 pontos em 4 jogos), WCM Mariana Silva (4 pontos em 5 jogos), Rui Pedro Gomes (0 pontos em 2 jogos) e Pedro Ferreira (1 ponto em 1 jogo). Já a equipa B fez-se representar pelos atletas Emanuel Fernandes (0,5 pontos em 4 jogos), Marco Pereira (0,5 ponto em 3 jogos), Eduardo Viana (0,5 ponto em 2 jogos), Vítor Carvalho (1 ponto em 2 jogos), Simão Barroso (1 ponto em 2 jogos), Henrique Guimarães (2 pontos em 5 jogos), José João Pinto (3 pontos em 5 jogos) e João Pedro Afonso (0,5 pontos em 1 jogo). Contando com dezassete anos de existência, este é mais um feito alcançada pelo jovem clube famalicense, constituindo mais uma conquista inédita para o CX A2D que marcará presença na elite do Xadrez Nacional (2014, 2015, 2016, 2018 e 2021), com três subidas da II Divisão para a I Divisão Nacional: 2013, 2017 e 2020.

Futebol feminino: goleada mantém invencibilidade A deslocação ao terreno do Boavista Futebol Clube (FC) acabou em mais uma goleada para a formação feminina do FC Famalicão. A equipa de João Marques venceu por 0-4 e mantém a

invencibilidade na I Divisão Nacional – Série Norte. Após a derrota perante o SL Benfica a contar para a meia final da Taça de Portugal 2019/2020, o FC

Famalicão reagiu bem ao desaire e aplicou uma goleada à formação boavisteira. Vitória Almeida foi a primeira a marcar, logo aos 13 minutos de jogo. Ainda na primeira parte, a capitã de equipa, Gabi Morais, aumentou a contenda, aos 29 minutos. Na etapa complementar, Vitória Almeida bisou no encontro, quando o relógio assinalava o minuto 53. A avançada brasileira é a melhor marcadora do campeonato. Três minutos após o terceiro tento, Carolina Rocha fechou o resultado em 0-4. Após mais este triunfo, o emblema famalicense está na primeira posição, com 12 pontos, em quatro partidas. O próximo jogo será um embate entre primeiros classificados. O FC Famalicão vai à casa do SC Braga, no próximo dia 1 de novembro.

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Hóquei em Patins: Riba d’Ave brilha e vence Benfica

Afonso Ferraz

Clube de Xadrez A2D campeão nacional da II divisão

DESPORTO

O Pavilhão das Tílias foi o palco do desafio da 4.ª jornada do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins. Riba d’Ave e Benfica enfrentaram-se, mas foram os da casa que levaram a melhor (5-4). Nos primeiros minutos o ascendente da partida estava do lado encarnado. Mais tempo de posse de bola no meio campo adversário e as situações de maior perigo a serem todas do Clube da Luz. Aos 7', Lucas Ordoñez inaugurou o marcador. No frente a frente com Diogo Fernandes, o camisola 9 do Benfica não perdoou e abriu a contagem (0-1). A resposta da equipa da vila ribadavense não tardou. Minuto seguinte, contra-ataque rápido e Zapata atirou a contar. O jogador do Riba d'Ave colocou a bola no fundo das redes (1-1 aos 8'). Foi neste momento que os da casa ganharam ímpeto com o golo e aos 14' passaram para a frente do resultado... Um disparo do meio da rua de Zapata não deu hipótese de defesa ao guardião encarnado (2-1). O empate chegou através de Lucas Ordoñez (2-2 aos 22') e até ao sinal sonoro o avançado argentino ainda teve a oportunidade de fazer o terceiro, mas não conseguiu bater o guardião do Riba d’Ave Hóquei Clube Diogo Fernandes. A segunda parte iniciou mais lenta,

mas um dos momentos do jogo estava guardado para o minuto 32. Nova triangulação... Ordoñez para Valter Neves, o capitão passou para Sergi Aragonès e o espanhol avançou alguns metros e colocou as águias na dianteira (2-3). O Riba d'Ave voltou a empatar aos 37'. João Pedro, de grande penalidade, rematou para o canto inferior esquerdo e não vacilou (3-3). A equipa da casa estava apostada em brilhar e, por isso, continuava a pressionar. Essa mesma pressão acabou por dar frutos aos 40'. João Pedro estava com a pontaria afinada e num remate cruzado, desferido pelo corredor esquerdo, fez o 4-3. E o hat-trick chegou mesmo! Ordoñez voltou a superiorizar-se no duelo com Diogo Fernandes e marcou mais um golo para o Benfica (4-4 aos 44'). Os dois homens-golo do Riba d'Ave (Zapata e João Pedro) combinaram e impuseram-se e quem beneficiou foi a equipa. 5-4 aos 47'. A equipa treinada por Raul Meca ainda não tinha vencido no campeonato e conseguiu, com esta partida, os primeiros pontos frente a um dos candidatos ao título. No próximo jogo, a 24 de outubro, o Riba D’Ave HC defronta o FAC.

Deslocação a Lisboa do FAC termina em mais um desaire O Famalicense Atlético Clube (FAC) foi ao terreno do Sporting CP perder por 10-2. A equipa de Vítor Silva ainda não pontuou neste regresso à I Divisão Nacional de Hóquei em Patins. A partida não começou favorável à equipa famalicense. Ainda decorria o primeiro minuto e Telmo Pinto colocou o Sporting CP em vantagem. Após o primeiro tento, o FAC conseguiu aguentar a pressão lisboeta e perto do intervalo empatou a partida. Gabi Silva foi o autor do primeiro tento famalicense. Com o relógio a aproximar-se do final dos primeiros 25 minutos, a equipa

leonina voltou a colocar-se em vantagem. Toni Pérez apontou o segundo golo e João Souto ampliou a contagem, fechando o marcador na primeira parte em 3-1. O segundo tempo começou da pior forma para o FAC. O Sporting CP entrou forte e chegou ao quarto tento. João Souto bisou na partida. Perto dos 10 minutos da etapa complementar, Pedro Mendes recebeu ordem de exclusão e a equipa da casa tive uma grande penalidade a favor. Chamado a converter, Toni Pérez colocou o resultado em 5-1. O FAC ainda conseguiu

reduzir o marcador. Renato Castanheiro apontou o segundo tento famalicense no encontro. Contudo, na resposta, o Sporting CP aumentou a vantagem. João Souto completou o hattrick. Até ao final da partida só deu Sporting CP. Gonzalo Romero fez o sétimo e, no mesmo minuto, Alvarinho e Toni Pérez apontaram um golo cada. Já no último minuto, Gonçalo Nunes fixou o resultado em 10-2. No próximo jogo, o FAC vai defrontar o Riba d’Ave HC. O primeiro dérbi concelhio da época vai ser jogado no próximo sábado, às 18h, no Pavilhão Municipal de Famalicão.


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DESPORTO

opiniãopública: 21 de outubro de 2020

ARCD Graxa inicia atividades A Associação Recreativa Cultural e Desportiva da Graxa iniciou neste mês de outubro um novo ano letivo. Para além das modalidades de Zumba e Aeróbica, para adultos, a associação conta com um grupo de Danças Urbanas, denominado “Active Dance”, no qual foi lançada uma novidade para esta nova época, a abertura de turmas para crianças a partir dos 4 anos de idade. Este grupo participou, pela primeira vez, na competição de danças urbanas “Valongo a Mexer”, no passado mês de fevereiro. “O resultado e a experiência vivenciada por alunos, familiares e professoras, que se fizeram acompanhar no evento, leva a As-

AVC Famalicão recebe o Vitória SC e soma terceiro triunfo

sociação a assumir este como um dos objetivos dos próximos anos”, indica a associação, em comunicado enviado à imprensa. As atividades estão já em funcionamento e encontram-se disponíveis para todos os interessados, que podem usufruir de uma aula experimental em qualquer uma das modalidades. “É de realçar que todas as normas de funcionamento propostas pela Direção Geral de Saúde face à Covid-19 estão a ser implementadas, nomeadamente o número reduzido de alunos por turma, a higienização do espaço antes e após ser utilizado e regras de etiqueta respiratória”, revela. pub

O Atlético Voleibol Clube (AVC) de Famalicão somou mais um triunfo no Campeonato I Divisão de voleibol. A turma famalicense recebeu o Vitória SC e venceu por 3-2, com os parciais de 25-19, 21-25, 25-16, 19-25 e 1510. Após o triunfo caseiro diante do Boavista FC, o AVC de Famalicão foi o anfitrião do duelo frente ao Vitória SC. A equipa famalicense superiorizou-se no primeiro set, vencendo-o por 25-19. Na resposta, a formação vimaranense empatou o jogo ao vencer o segundo parcial por 21-25. Com dois sets equilibrados disputados, o AVC de Famalicão venceu o terceiro. O conjunto de Vítor Oliveira foi superior e venceu pela maior margem (25-15). Mais uma vez, a reação vitoriana foi forte. No quarto parcial, o Vitória SC venceu por 19-25 e levou a partida para a “negra”. No set decisivo, o AVC Famalicão foi melhor e ganhou-o por 15-10. O próximo encontro do conjunto de Famalicão é diante do Leixões SC, fora de portas, no próximo sábado, às 19h.

AFSA aconselha coletividades a suspender atividades desportivas A Associação de Futebol de Salão Amador (AFSA) de Famalicão aconselha as coletividades a suspender as suas atividades desportivas, como treinos e jogos amigáveis, devido ao agravar da situação e pandemia de Covid 19 no país. Em comunicado, o presidente da AFSA, Márcio Sousa, lança um alerta aos clubes e diz que enquanto não estão reunidas as condições para o arranque da época 2020-2021 do futsal concelhio, as equipas ter “cautela e responsabilidade para que alguns comportamentos de risco que devem ser, de todo, evitados de modo a não colocar em causa o bem-estar e a saúde de dirigentes, atletas e respetivas famílias”. Esta posição surge depois de a FSA ter conhecimento que que haverá coletividades a realizar “treinos e até mesmo jogos de preparação entre equipas, alguns dos quais com convites expressos à participação de público”. “Recordamos que muitas dessas situações não estão de acordo com as orientações emanadas pelas entidades responsáveis pelo que achamos por bem apelar à cautela e ao bom senso de todos”, lê-se no comunicado. O presidente da AFSA reconhece que “todos estão ansiosos por voltar a competir e a retomar a normalidade que tanto falta nos faz”, mas avisa que “fazê-lo de forma precipitada pode estar a prejudicar o regresso consolidado das nossas provas”. Por fim, Márcio Sousa saúda a decisão de “inúmeras coletividades que, perante o agravamento do quadro epidémico do país decidiram suspender, por tempo indeterminado, toda e qualquer atividade desportiva”.


Amadeu Costa, presidente da Associação Desportiva (AD) Ninense

“O Mário Jorge sabe bem o que faz. Confio plenamente nele” Pedro Sousa* Toda a gente quer isso. O futebol distrital sem público, não vai a lado neA Associação Desportiva (AD) Ni- nhum”, revelou. Esse facto, pode nense está de regresso à Pro-Nacio- agravar as contas e o líder do clube nal da Associação Futebol de Braga. antevê dificuldades. “Vamos ter muiPor isso, Amadeu Costa, presidente tas dificuldades. Alguns sócios comdo clube, em entrevista ao OPINIÃO preendem a situação e pagam na SPORT, apontou como principal obje- mesma as quotas. Vamos esperar e tivo a manutenção. “Queremos cum- ver a reação, mas futebol sem publico prir com esse objetivo depois deste não tem sentido”, reforçou. regresso e chegar ao final da época Porém, o presidente prevê que a com o clube estável, como promete- AD Ninense não seja o único clube a mos”, indicou. passar por complicações. “Isso (não Numa altura em que o mundo vive haver público) acresce as dificuldauma pandemia, o futebol distrital des do nosso clube e dos outros. Não sofre severas consequências. Porém, há público e os nossos patrocinadopara já, a AD Ninense tem “as finan- res começam a ver que as coisas não ças controladas”. O dirigente não correm nem para um lado nem para o está preocupado com a atual situa- outro”, argumentou, apesar de conção financeiras da AD Ninense, mas fiar nos patrocinadores do clube. sem ter publico na bancada, a situa- “Contudo, nesse aspeto, para já, não ção pode piorar. Assim, Amadeu temos nada a apontar aos nossos paCosta não esconde o desejo de ter trocinadores”, garantiu. público nas bancadas. “Claro que Essa confiança está presente gostava de ter adeptos nas bancadas. quando se fala no treinador da pub

equipa. “O Mário Jorge sabe bem o que faz. Confio completamente nele. Não teve todos os jogadores que pediu, mas grande parte”, confessou, indicando que o orçamento teve de ser reduzido. Com a Pro-Nacional a ter um desenho competitivo diferente, Amadeu Costa não é adepto da forma como a divisão mais alta do futebol distrital vai ser jogada. “Esta fase vai ser complicada. Quem ficar nos quatro primeiros, está safo. Os outros vão ter uma tarefa mais complicada. Dizem que podem descer oito, mas podem descer mais. Depende do que as equipas de Braga vão fazer esta temporada no Campeonato de Portugal. É uma forma que não tem grande sentido”, concluiu. O primeiro jogo da época está à porta e o presidente é taxativo. “Estamos prontos para começar”, garantiu. *José Clemente pub


Mário Jorge, treinador da Associação Desportiva (AD) Ninense

“Vamos tentar a manutenção o mais cedo possível” Pedro Sousa* crucial”. “Temos um plantel extremamente jovem. Os jogadores joApós uma época passada na Divisão vens têm qualidade e um futuro de Honra da Associação de Futebol interessante”, referiu, antes de mosde Braga, a Associação Desportiva trar a confiança no grupo de traba(AD) Ninense voltou à Pro-Nacional. lho. “Estou muito confiante no Mário Jorge vai para o segundo ano plantel, mas falta sempre o fator irconsecutivo ao leme da equipa e, reverência e experiência em alguns em entrevista ao OPINIÃO SPORT, casos”, confessou. Apesar de ter um plantel do seu apontou para a manutenção. “Tentar a manutenção mais cedo possível. agrado, o treinador não escondeu o Não podemos ter outra intenção. É desejo de ainda contar com mais jogadores. “Gostava de puder contar um regresso”, começou por dizer. Com um desenho competitivo com mais alguém, mas a nossa reabem diferente, o técnico não escon- lidade está muito difícil. Temos podeu as dificuldades que a sua sições difíceis de colmatar, equipa vai passar. “A realidade é comparando com a época passada”, muito difícil, para nós. Não vai ser justificou. Contudo, mais uma vez, fácil. Temos de ser muito fortes para Mário Jorge apontou para a juvenconseguir logo na primeira fase”, tude. “Tínhamos jogadores de muita experiência e vamos esperar que a apontou. Este ano, a AD Ninense está a juventude nos ajude. Há muito a apostar juventude, mas sem desco- aproveitar, naquilo que diz respeito rar a experiência. Para Mário Jorge a à juventude e é isso que vamos tenconjunção desses dois fatores “é tar”, completou.

A AD Ninense ficou colocada na Série A. Para o treinador do emblema ninense, o agrupamento onde a equipa ficou colocada tem “características diferentes da outra série”. “Sempre estive ligado às equipas que jogam mais a Série B do que a A. Tenho algum desconhecimento de algumas equipas e tenho rapidamente de apurar a realidade”, revelou, negando classificar a Série A como mais fraca. “Nunca direi que uma série é mais forte que a outra. Um jogo de futebol é sempre um jogo de futebol”, completou. O treinador está sempre atento à formação e a prova disso é a integração de três juniores no plantel sénior. “Fazem parte do nosso plantel e se tiverem de ser opção, vão ser porque têm qualidade”, referindo-se aos jogadores que subiram de escalão. *José Clemente pub

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ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA NINENSE

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opiniãopública: 21 de outubro de 2020

ESPECIAL

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Custódio Batista, presidente da Grupo Desportivo (GD) Joane

“O plantel está melhor do que na temporada passada” Pedro Sousa* rada, o emblema joanense tem as expetativas de tentar vencer todos O Grupo Desportivo (GD) de Joane os jogos. “Se chegarmos ao fim e entra para mais uma temporada, ganharmos todos os jogos, somos depois de ter terminado a última campeões”, gracejou Custódio Bana sexta posição da Pro-Nacional. tista, quando questionado sobre Uma época que foi cancelada de- os objetivos para o novo ano. vido à pandemia da Covid-19 e Para o plantel 2020/2021 cheque, segundo o presidente Custó- garam algumas caras novas, que dio Batista, em entrevista ao OPI- foram escolhas expressas do treiNIÃO SPORT, complicou a nador. Custódio Batista revelou preparação de mais um ano des- que a direção “fez de tudo para ofeportivo do clube joanense. “A recer os atletas pretendidos pela época foi preparada mesmo com equipa técnica”. “Conseguimos todas as incertezas que estávamos todos os jogadores que o Nélson e estamos a viver”, afirmou. Ape- Silva, treinador, pediu. Foram todos sar das dificuldades referidas, o escolhas dele”, prosseguiu, garanlíder dos destinos do emblema da tindo que tem confiança no trabavila de Joane confessou que a lho do técnico. “Tenho a certeza época “foi preparada da melhor que vai fazer um grande trabalho”, maneira”, revelando que “a equipa completou. está pronta para competir”. O plantel foi reforçado e está A classificação da última época pronto para iniciar a época. Foram permitiu ao GD Joane terminar em apresentados alguns reforços que, sexto lugar. Para esta nova tempo- segundo Custódio Batista, “che-

gam para acrescentar qualidade à equipa”. “O plantel está bem constituído. Foi reforçado e está melhor do que na temporada passada. Temos tudo para fazer uma boa temporada”, prosseguiu. A grande dúvida para o novo ano desportivo prende-se com o público nos jogos da Pro-Nacional. O presidente do clube tem uma posição firme. Para o líder do GD Joane “não podem haver jogos sem público”. O dirigente máximo disse que “muito apoio para o clube vem dos adeptos e que são uma parte importante para a sobrevivência do futebol distrital”. “Esperamos muito o apoio dos adeptos. Espero que haja publico nas bancadas porque se não houver, vai ser difícil gerir. Todas as equipas têm de fazer pressão para que haja público nas bancadas”, concluiu. *José Clemente pub


Nélson Silva, treinador do Grupo Desportivo (GD) de Joane

“O primeiro objetivo é ficar nos quatro primeiros” Pedro Sousa* lar os nossos princípios, mas já estamos a trabalhar “Vamos ter um Joane com- há um mês e meio e penso petitivo, no seguimento do que cada vez mais se vão que tivemos na época ante- aproximar daquilo que querior”. Foi com esta garantia remos”, confessou. Este ano, a Pro-Nacional que Nélson Silva, treinador do Grupo Desportivo (GD) será uma competição difede Joane iniciou a entre- rente. Dividida em duas sévista ao OPINIÃO SPORT. ries, numa primeira fase, “Renovamos a equipa com Nélson Silva é da opinião alguns jogadores jovens, que o “GD Joane ficou na outros com mais experiên- série mais complicada”, cia, mas queremos ser com- mas o técnico garantiu que petitivos”, prosseguiu, a motivação “está no máindicando que “espera um ximo”. “São muitos dérbis. campeonato difícil”. “Esta- É bom para todos”, prossemos preparados para en- guiu, revelando os objetifrentar as melhores vos auspiciosos para a nova temporada. equipas”, completou. “O primeiro objetivo é O trabalho desenvolvido desde o início dos trei- ficar nos quatro primeiros. nos tem deixado o treinador Se ficarmos nessas posi“satisfeito”. “Alguns joga- ções, vamos disputar a fase dores ainda estão a assimi- de subida. Esse é o objetivo

interno e é o meu. Ando no futebol para ganhar. Ficamos com os jogadores com qualidade e que se inserem no nosso projeto. Assumo isso, e tudo que não for isso, será um fracasso meu e do clube”, revelou. O plantel, neste momento, é composto por 23 atletas. “Para já, o plantel está fechado. Nós, treinadores, nunca fechamos a porta a nada. Estamos a treinar com estes desde o início e vamos continuar com estes. Agora, se aparecer algo bom para todos nós, claro que não vamos descorar. Temos 23 jogadores e é com estes que vamos arrancar”, sublinhou. Nesse lote de atletas, Nélson Silva não comtem-

pla nenhum jogador da formação. “Sou atento à formação, mas não fiquei com nenhum jogador do clube. Se calhar por culpa da estrutura do clube porque, devido à pandemia, o campeonato terminou em março e nós não conhecemos nenhum jogador. Já tivemos reuniões nesse sentido. Temos de olhar para o clube num todo e nunca olhar para o clube sénior e outro juvenil. Temos de olhar para o clube num todo e algumas situações passadas não olhamos assim. O clube deve ser gerido de cima para baixo e isto é uma critica que já fiz junto da direção”, concluiu. *José Clemente pub


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ESPECIAL

GRUPO DESPORTIVO DE JOANE

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Rui Oliveira, presidente do Ribeirão Futebol Clube (FC)

“A formação é o meu grande projeto para este ano” Pedro Sousa* As novidades são muitas e o Ribeirão Futebol Clube (FC) vai aparecer diferente para a nova temporada. “Vamos ter uma equipa forte. Diferente do Ribeirão do ano passado, com qualidade no campo e qualidade na equipa técnica”, começou por apontar Rui Oliveira, presidente do clube, em entrevista ao OPINIÃO SPORT. Apesar de muitas alterações na equipa técnica e no plantel, o líder dos destinos do emblema ribeirense garantiu que o “objetivo para esta época é ficar nos primeiros lugares, para irmos à segunda subida”. O Ribeirão FC ficou posicionado na série B da Pro-Nacional. Na opinião de Rui Oliveira, o clube ficou na “série mais forte”. No entanto, a maior inquietação do presidente é outra. “A minha preocupação é

saber se podem vir adeptos aos jogos ou não. Temos de jogar contra todos. Seja numa primeira fase ou numa segunda. Cá estaremos para os defrontar”, afiançou, para depois criticar a posição da Associação Futebol (AF) de Braga. “Para já, a AF Braga peca um bocado por falta de informação, nesse sentido. Estamos a aguardar, mas estou convencido que vamos ter publico no estádio, mas com lugares limitados”, admitiu. Para Rui Oliveira, o “plantel está praticamente fechado”, mas não descarta a mais entradas. “Neste momento, temos dez renovações, 13 contratações e quatro juniores que vão integrar a equipa por mérito próprio. Penso que o plantel está quase fechado. É normal, se houver algum elemento que apareça e que seja uma mais valia, as portas estão sempre abertas”, revelou, antes de apontar principal ob-

jetivo para esta temporada. “A formação é o meu grande projeto para este ano. Temos um novo coordenador, Leandro Loureiro, e está a fazer um trabalho ímpar, de acordo com as diretrizes da direção”, divulgou. No entanto, Rui Oliveira admitiu que há trabalho para ser desenvolvido. “Temos de criar condições para integrar facilmente os jogadores na equipa sénior e, para isso, temos de fazer um trabalho de excelência. Temos de tornar as equipas de formação mais competitivos”, assegurou. Por isso, o líder ribeirense quer “incorporar o máximo de jogadores formados no clube na formação sénior”. “Estamos a ter um trabalho árduo e a nível de infraestruturas estamos mais fortes. Estamos a criar condições para que os atletas de sintam bem”, concluiu. *José Clemente pub


Luís Merêncio, treinador Ribeirão Futebol Clube (FC)

“Temos tudo para fazer um bom trabalho e uma boa época” Pedro Sousa* está no clube pela primeira vez. Vai ser quase como começar do zero”, O Ribeirão Futebol Clube (FC) tem trei- admitiu. No leque das contratações estão nador novo para a época 2020/2021. A direção da formação ribeirense en- dois jogadores que já disputaram a I tregou o cargo a Luís Merêncio. Um Divisão Nacional portuguesa. Nélson técnico que admitiu ser “novidade a Pedroso e Magique são aquisições Pro-Nacional para a equipa técnica e que, segundo o treinador, chegam alguns jogadores que fazem parte do para acrescentar experiência à novo plantel”. Contudo, o homem que equipa. “Ninguém pense que consejá passou pelas camadas jovens do gue fazer um grande trabalho só com Boavista FC garantiu que “está con- a formação. Procuramos um misto. tente com o trabalho desenvolvido Jogadores com bastante experiência pelos jogadores”. “O grande objetivo e que a possam transmitir aos jovens é evoluir os jogadores, para estarem que temos na equipa. Os mais novos cada vez melhores”, referiu em entre- veem o Nélson e o Magique como ídolos porque já estiveram na privista ao OPINIÃO SPORT. Com o início da Pro-Nacional meira liga”, continuou, acrescenagendado para o próximo fim de se- tando que as suas contratações mana, Luís Merêncio revelou que, foram um pedido expresso seu e que numa fase inicial, o Ribeirão FC vai “direção trabalhou muito bem para “pensar jogo a jogo” porque o “plan- os trazer”. Para obter a junção de juventude tel é novo”. “Ficaram dez jogadores da época passada, quatro da forma- e experiência, o treinador de 43 anos ção, que ainda são juniores. De resto, assegurou que, neste momento, “é

difícil” para o Ribeirão FC apostar mais na formação porque “tem as equipas de formação em divisões muito baixas”. “O clube não tem nenhuma equipa nos nacionais. Tenho quatro juniores a trabalhar connosco e vão acabar por ficar. Agora, se a formação pode ser um viveiro para a equipa sénior? Neste momento, não é fácil”, retorquiu. No entanto, na altura da contratação, o presidente do clube pediu atenção por parte do treinador à formação. “O presidente falou-me disso e pediu-me isso. Que estivesse sempre em contato com os treinadores da formação e com o coordenador da formação para trabalharmos em sintonia. As instalações são excelentes, tanto para os seniores como para a formação. Temos tudo para fazer um bom trabalho e uma boa época”, concluiu. *José Clemente pub

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opiniãopública: 21 de outubro de 2020

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