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Júlio Lúcio Martin F

ormado em Física Aplicada, com especialização em Eletrônica e Se- micondutores, atuou durante muito tempo como engenheiro de software, desenvolvendo ferramentas para jogos eletrônicos. Apaixonado pelos meandros da inteligência artificial divide hoje seu tempo entre Brasil e Espanha, criando projetos com o intuito de levar até as pessoas uma interação entre a arte e tecnologia através da diversão. A partir de acontecimentos e avanços tecnológicos cria trabalhos de arte que buscam mostrar ao público como a tecnologia funciona e como pode representar o comportamento da matéria e do universo.

Maria Mattos (por Edmilson Nunes)

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ensei na emocionante história de Maria. Porque Maria conta histórias, e são histórias belas, como só Maria sabe contar. Não sei se são mais belas as histórias ou Maria? Um acontecimento muito saudável na arte atual, a comunicação afetuosa. E a artista é mestra nisso, saber contar belezas, mesmo que sejam doloridas, estranhas ou saborosamente panfletárias. Objetos-esculturas, vídeos e performances a serviço de uma delicadeza cortante que nos fere e dá prazer.

Rodrigo Villas Boas A

rtista urbano, Rodrigo Villas, de 37 anos, é designer de formação,, mas grafiteiro por hobby. Em 2006, Rodrigo foi-se embora para à Espanha estudar na renomada Eina, a escola de desenho e arte da Universidade Autônoma de Barcelona. Lá, pintou nas ruas, expôs em galerias e participou de coletivos de arte. Em 2008, ganhou bolsa como artista residente (era o único brasileiro) do Han- gar, centro de produção artística da cidade. Completou sua estada de seis anos na Espanha com mestrado em arte e o casamento com uma fotógra- fa espanhola. “Foi nessa época que tive a ideia de projetar pássaros pela cidade, os Lovebirds”. Quando voltou ao Rio, no final de 2010, trouxe seus Lovebirds na mochila e, desde então, aonde quer que vá, leva alguns desses pássaros para pendurar. Rodrigo tem seu ateliê na antiga fábrica de chocolates Bhering, no Santo Cristo. Decidido a trabalhar como artista plástico na cidade do Rio, ele fica isolado em seu ateliê criando sem internet nem telefone. É um pouco desse trabalho que ele trará para Búzios.

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Martin Ogolter N

asceu na Áustria e em 1990 mudou-se para Nova Iorque onde se graduou na School of Visual Arts. Em Nova York trabalhou como diretor de arte em editoras e gravadoras, como Penguin Books e Atlantic Records. A partir de 1994, teve suas fotos publicadas em capas de discos, além de livros e revistas internacionais de design e fotografia, o que lhe rendeu prêmios. Há mais de dez anos, transferiu-se para o Rio de Janeiro, cidade onde vive e trabalha, e na qual realizou sua primeira exposição individual em 2011. Martin também tem participado em feiras de arte, como a SP Arte, Art Rio e SP Arte-Foto. (Contemporáneo, 2012) e “Laboratório” (Fundação Cultural de Ciciurma, 2011), as coletivas “Convite a viagem” (Rumos Itaú Cultural, 2012 á 2013), 7ª Bienal Internacional da Bolívia (Siart, 2011) e 5ª Bienal Internacional do Vento Sul (Cinemateca de Curitiba 2009). Possui trabalhos em coleções públicas e privadas.

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Peu Mello S

urfista, músico, artista plástico, diretor de arte e design. O carioca, Peu Mello vem se tornando cada vez mais influente. Diretor artístico da nova marca feminina do grupo Animale chamada, For Your Information [FYI], é um dos fundadores do coletivo de som Shibatonics. Tem participado de vários projetos e exposições, inclusive como idealizador de um espaço cultural no Joá, atualmente referência na cena da arte independente do Rio de Janeiro. Destacam-se entre suas participações: “Tocayo”, Feira Artigo, Rio Gastronomia 2012/13, Nike Fest NY, Institute IED Barcelona, Lz Studio. Com o projeto Shibatonics, apresentou-se no Inhotim 2012, Mac Niterói 2013, Cidade das Artes 2013, Praia de Ipanema, Arpoador.

Guga Ferraz C

arioca da Zona Norte que propõe-se a dialogar com a cidade através de intervenções. Sua aproximação e interação com o espaço público se inicia com o skate, passa pela arquitetura e chega à Escola de Belas-Artes. Is- so porque, praticante assíduo de skate, em pouco tempo o espaço urbano tornou-se algo íntimo, e ele se transformou em um dos protagonistas da nova geração de artistas que, instigados pelos códigos e pelo visual do Rio, atuam através de denúncias visuais anônimas nos espaços urbanos, em qualquer cidade. Seu trabalho é cheio de sarcasmo e duras sinceridades. Talvez essa seja a explicação do porquê suas ações sejam frequentemente divulgadas pela imprensa e ganham grande repercussão.

Leo Ayres N

asceu no Rio de Janeiro, em 28 de agosto de 1975. Por influência do seu pai que tinha interesse por arte em geral e fotografia, Leo teve um contato precoce com a arte. Ainda estudante, frequentava museus e centros culturais e, por iniciativa própria, procurou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage matriculando-se no curso de fotografia e em cursos livres com Viviane Matesco, Márcio Botner, Bob N, Fernando Cocchiarale e Anna Bella Geiger. Também foi aluno do curso Procedência e Propriedade, do artista Charles Watson. Seus primeiros trabalhos com a fotografia foi em 2005. Participou de várias exposições em diferentes estados do Brasil e no exterior, entre elas: Oi Futuro RJ; Festival de Cinema da Língua Portuguesa, João Pessoa; Festival MixBrasil de Cinema/Mostra Competitiva/São Paulo; “Abre alas”, na Gentil Carioca/RJ; Ateliê 397/SP, “Postcards from the Edge/Ziher Smith”, “Li- berdade é pouco”. “O que desejo ainda não tem nome”, Rio de Janeiro, “Com afeto”, Rio de Ja- neiro e Galeria Oscar Cruz, São Paulo, “Quase casais”, “Maus hábitos”, Porto/Portugal; “Jogos de guerra”, Memorial da América Latina, São Paulo, “Além do horizonte paisagens”, Amarelonegro Arte Contemporânea, Rio de Janeiro.

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Rodrigo Rosm

Coletivo Gráfico F É

um grupo de intervenção urbana que trabalha com impressões gráficas e colagem de lambe-lambe. O Coletivo Gráfico atua no intermédio entre o campo da arte e o da pesquisa acadêmica, da arte de rua e do design. Ao orientar seus trabalhos para os espaços públicos, o grupo os encara como aparato visual e meio de publicidade alternativa, mas também como laboratório de experiências conceituais e plásticas, usando-os como local de questionamento da estrutura do campo artístico institucional.

Clóvis Batebola É

um ativista ligado a movimentos sociais, políticos e artísticos do interior do Estado do Rio de Janeiro. Morador do município de São Pedro da Aldeia, cresceu em um bairro conhecido politicamente como Faixa de “Gazah” e tem vivenciado a luta de classes interiorana do Rio de Janeiro. Atua como ativista na Região dos Lagos, área que ele afirma ser dominada por barões modernos, revolucionários de portarias, políticos iluminados e empresários loucos. É um autodidata que tem na sua musicalidade uma ferramenta de protesto e afirmação cultural. Estuda a produção musical há seis anos e tem por afinidade a musicalidade da diáspora africana. Além de cantar e produzir as próprias músicas, é o responsável pelo audiovisual do selo Faixa de Gazah.

ilho de uma dona de casa, excelente cozinheira e um pintor de paredes, Rosm sempre esteve em contato com as cores e seus ruídos. Desenhista nato, quando criança adorava colorir almanaques da Turma da Mônica, folhear obras do mestre Ziraldo e Monteiro Lobato. Essas primeiras leituras são o nascimento de um imenso apreço pelo objeto livro, reservatório das memórias e lugar das melhores histórias já contadas. Durante a adolescência na pequena Armação dos Búzios, dedicou-se ao futebol nutrindo o lúdico sonho de um dia vestir a camisa 10 rubro-negra, apenas mais um sonho. Nesse momento aproxima-se da cultura hiphop, principalmente do graffiti e de seus desdobramentos. Os rabiscos antes influenciados por Maurício de Souza, Mangá e outros desenhos animados transformam-se em elementos da rua: Ttag, crew, personas, bombing, pichação, throw ups, stencil. Um novo mundo é inaugurado tendo a rua como palco e matéria-prima de sua produção. O hábito da leitura fundamenta suas pesquisas mergulhando pela história da arte e literatura brasileira, com cadernos, anotações, rabiscos livres, cor e forma, poesia barata e um fino gosto pela geometria. A obra é um exemplo da sua personalidade. É formado em Fundamentação em Pintura pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage e graduando em Comunicação Visual pela PUC-Rio.

Fábio Emecê I

ntegrante e fundador do selo Faixa de Gazah, foi participante do grupo de rap Bandeira Negra. Está no hip hop desde 2000, quando começou como locutor em uma rádio de Campos dos Goytacazes em um programa de rap. Junto com Ébano Machel foi um dos fomentadores da cultura hip hop na cidade. Ainda em Campos, começou cantando na extinta banda Anti Dopping com seu amigo Ronaldo Magrão e em 2003 já em Cabo frio criou o grupo Bandeira Negra com Alex Nélio e Marcelo Fernandes. Também atuante do movimento negro, articulou no estado do Rio o Encontro Estadual da Juventude Negra e na sequência, o Encontro Nacional da Juventude Negra. Atualmente é articulador e artista do selo Faixa de Gazah em que fomenta e difunde a música, a literatura, o audiovisual, o graffiti e o audiovisual de artistas das chamadas “zonas de exclusão”. Está para lançar o EP solo intitulado Dias de luta, sendo dois já lançados: Cidade cenográfica e Desobediência civil – volume I: Bouazizi!, todos disponíveis no blog do Faixa de Gazah.

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Grupo Griot G

rupo formado pelas professoras Márcia Fonseca e Andreia Fernandes, que atua sob a perspectiva da pluralidade cultural a qual enfatiza as diversas heranças culturais no Brasil, principalmente a africana, e entende a importância de avanços nessa área de conhecimento, das dinâmicas sociais e suas implicações na sociedade. Pesquisa, difusão e memória em tradições afro-brasileiras.

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Rodrigo Montello (Godri) C

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Rodrigo Pedrosa N

arioca da gema, 29 anos, está acostumado a surfar nas ondas de Ipanema desde criança. Começou a surfar e ao mesmo tempo pintava e a dos ami- gos, depois veio o graffiti, o design e a tatuagem. Sua arte nasceu nesse “lifestyle”. Começou a pintar na escola, sendo incentivado desde pequeno por seus pais. Para Godri, surfar é um estilo de vida seguido por ele e pelos amigos, é uma maneira de se viver “free”, solto, livre, com liber- dade de expressão dentro e fora d’água. Vive sua vida entre as águas do Rio de Janeiro e surfando em Búzios. Conta até ter sonhado com ondas na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde mora. Já trabalhou para duas marcas californianas. Para a marca Lost, fez estamparia e para a Richard’s, participou de diversas coletivas, pintou vários muros significativos, como o que está em frente aos Arcos da Lapa. Faz customizações de bonés, mochilas, tênis, latinha de spray, toy art e até Kombi e avião! Cadeira e móveis estão sob sua mira! Mas, cuidado! O que vier pela frente também pode receber um jato de tinta.

asceu em 1969 e é escultor há mais de 20 anos. Seu trabalho trás a influência de sua formação em desenho industrial, que aliada a um estilo visceral muito marcante define seu estilo e expressão artística. Suas peças em terracota fazem o espectador mergulhar num universo de introspecção e inquietação. Sua pesquisa atual incorpora o espaço urbano como meio de agir junto a audiência propondo ações relacionadas a “street art” com uso de “stencil” com forte carga político social.

Mano Gláucio M

ais conhecido como Mano Gláucio, começou a se inserir no hip hop, escutando rap em um programa de rádio. As letras chamaram tanto a sua atenção que começou a escrever com certa frequência. Subiu no palco pela primeira vez por volta de 2004, no antigo Bar dos 30, no Bairro Serra Pelada em Cabo Frio, onde mandou a rima na roda de improviso. Os palcos se tornaram constantes, e a periferia de Cabo Frio começou a absorver a sonoridade do rap contestador de Mano Gláucio, que traz nas mensagens profundos questionamentos da sociedade, além de mostrar à sua comunidade a necessidade de se ter saneamento, boa educação, segurança alimentar e cidadania plena. Lançou um trabalho com quatro mú- sicas em 2008, chamado; Aterrorizando o Sistema, tendo grande aceitação do público. Segundo suas palavras: “Isso para mim faz parte dessa cultura de rua, reivindicar”. Hoje faz parte do selo Faixa de Gazah e está preparando a “Mixtape” do Mano. Como ele diz em suas apresentações: “Fazer barulho é fácil, quero ver é estrondar”.

Leandro Boca E

m suas palavras é um buziano nato. Desde sua infância encantava-se com as cores de sua bela cidade e com as histórias de pescadores que o rodeavam. Firmando ali uma admiração por tudo que ligava cores e poesia. Foi apresentado à cultura urbana ainda bem novo, por volta dos 12 anos através do rap. Pouco mais tarde, conheceu a pichação por um amigo de escola formando com ele, em 2006, a crew O.C.M. (Oposição a Claude Monet) não por ser contra o artista citado, mas pelo comparativo das duas artes (pichação e impressionismo) na visão da sociedade. Hoje dedicado ao rap e ao graffiti, monitora oficinas nas escolas de Búzios e espalha pelos muros da cidade suas letras e personagens transformando todo o cotidiano em uma caricatura inteligente e descontraída.

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Panmela Castro (Anarkia Boladona) T

em 32 anos, é uma artista visual nascida e criada no subúrbio carioca e que ganhou fama internacional. Tem um trabalho autobiográfico que tenta provocar e polemizar, através do processo artístico de convivência com a pai- sagem urbana, as verdades instituídas por nossa civilização, em especial em relação ao corpo feminino, a sexualidade, a subjetividaao analisar as relações de poder e colocando em foco a arte como estilo de vida. De cores quentes em criações de mundo fantásticos, Panmela explora a mitologia do feminino em construções de mulhe- res que contam suas experiências de vida em diálogos dramáticos com o público nos muros de cidades como Paris, Nova York, Toronto, Praga, Viena, Berlin, Johanesburgo, Jerusalém, Istambul e Wa- shington DC. Com o objetivo de não só ganhar as ruas, mas também outros universos, Panmela Castro graduou-se em pintura pela Escola de Belas-Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); é mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) na linha de processos artísticos contemporâneos. O traço diferencial da artista está na sua visão empresarial e profissional, deixando o amadorismo da rua de lado. Através de sua empresa realiza trabalhos para clientes de renome e agencia artistas, em especial mulheres, contribuindo para elevação do graffiti no imaginário popular. É professora há mais de 14 anos, ministrando workshops e palestras sobre graffiti e igualdade de gênero para a Secretaria de Segurança Pública, Petrobras e Academia Brasileira de Letras. Por sua metodologia inovadora, recebeu dois prêmios na categoria de direitos humanos: O Vital Voices Global Leadership Awards da Organização Vital Voices fundada pela secretária de Estado americano Hillary Clinton e o DVF Awards da Fundação Diller Von Furstenberg Family Foundation da ilustre estilista Diane Von Furstenberg. Panmela é idealizadora, fundadora e presidente da Rede Nami, uma organização de gênero que usa as artes urbanas para promover os direitos das mulheres. Por todo seu ativismo político através das artes, Panmela foi eleita em 2012, ao lado da presidenta brasileira Dilma Roussef e de outras mulheres ilustres como Angelina Jolie, Michelle Brachelet e Cindy Sherman, uma das 150 mulheres que estão “bombando” no mundo.

Santiago Freitas Joana Cesar N

Santiago Freitas tem 20 anos, buziano nato. Autodidata na cozinha desde os 13 anos, sempre participou do Festival Gastronômico de Búzios como Chef Mirim, elaborando pratos criativos. Para aprimorar seus conhecimentos foi estudar gastronomia na Universidade Estácio de Sá, graduando-se em 2013, com louvor. “Santi”, como é conhecido, foi convidado para participar da VI edição da BAB Bienal depois que propôs apresentar um trabalho com flores comestíveis tomando como base a cor e a paisagem em Claude Monet. “Desta forma, o público poderá interagir: é a comida com a Arte.”

asceu no Rio de Janeiro, em 1974. Na década de 1990, teve aulas de modelo vivo com Gianguido Bonfanti e de videoarte com Adriana Varella, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage/ EAV. Também fez curso de fotografia, na Foto Rio Grafia, e participou do programa Dynamic Encounters de Charles Watson, em Nova York. Em 2003, começou a realizar uma série de pintu- ras de mensagens cifradas sobre muros da cidade do Rio de Janeiro. No ano seguinte, teve aulas no curso de aprofundamento com Márcio Botner e Bob N, na EAV. Participou em 2011 das exposi- ções “Novos”, na Home&Grown; “Atemporal”, no Espaço Apis e “Conexão atemporal”, na Galeria Jaime Portas Vilaseca. Em 2012, é selecionada para o Programa de Aprofundamento da EAV, coordenado por Anna Bella Geiger, Fernando Cocchiarale e Marcelo Campos. Participa da mostra “Gramaticaurbana”, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, e realiza a exposição “Fuga lenta”, sua primeira individual, na galeria Athena Contemporânea. Ainda em 2012, participa do documentário curta-metragem Intervenha aqui, de Sidney Dore; e das exposições “Fotoff”, no Espaço Eu e Vira com a curadoria de Bob N; “Multigrab”, no Galpão das Artes Urbanas Hélio Pellegrino; participa da exposição coletiva “Manobras poéticas”, na Galeria Athena Contemporânea. É convidada para participar da II Bienal Mundial da Criatividade, no Rio de Janeiro, e faz grande intervenção nos braços de sustentação da Avenida Perimetral. Nesse mesmo ano, é convidada para ocupar um corredor de sessenta metros no evento Casa Cor Rio de Janeiro. Em 2013, participa da III Mostra do Curso de Aprofundamento, na EAV apresentando a instalação, Perseguidor e o projeto Ocupa-se. Na Galeria Athena Contemporânea realiza a instalação Voragem.

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Alessandra Vaghi A

lessandra Vaghi nasceu no Rio de Janeiro. Graduada como designer na Platt University nos Estados Unidos. Estudou arte na EAV do Parque Lage e filosofia com Thomaz Brum. Em 2002, inaugura sua primeira individual no Rio de Janeiro e logo após em San Francisco/EUA. Em 2005, participa da Bienal do Mercosul e da coletiva, Jogo da Memória no MAM-RJ. Em 2009 tem uma mostra individual no MAC de Niterói com fotos e pinturas bordadas, objetos de vidro com a série Reflexo. Em 2010 realiza duas exposições individuais no Rio de Janeiro e participa pela Galeria Lurixs, do Arquivo Geral no Centro Cultural Hélio Oiticica com a instalação Holothuria. Na exposição individual “Les Merveilles de La Mer’’, realizada com um grupo de poetas, desenvolve um vídeo de performance dentro da galeria junto com outros artistas convidados: Tunga, Cabelo, Enrica Bernadelli, os poetas Omar Salomão, Botika e Ericson Pires. Em 2011 é convidada para fazer uma exposição no MAM da Bahia, ‘Conta um conto aumenta um ponto’ ocupando o espaço com areia da praia. Em 2012 abre a in- dividual ‘Paisagens Engessadas’ na Galeria Artur Fidalgo e participa da Feira Artigo recebendo o prêmio de melhor stand, coberto de grama natural. Em outubro de 2013, inaugura a Galeria Luiz Fernando Landeiro em Salvador com a exposição, “A sombra do delírio verde”, ocupando o recinto expositivo com grama, pedras, plantas e objetos e multimídias. Participa da Bienal de Búzios em parceria com Luis Andrade, com o projeto “A ponte”.

Luis Andrade A

rtista Plástico, arquiteto, Mestre em Desenho Urbano, poeta e Professor de Teoria da Arte das Oficinas de Arte do Museu de Arte Moderna da Bahia. Participou de várias mostras coletivas, entre elas: XII, XIII e XVI Bienal de São Paulo; “Em Busca da Essência” – mostra especial da XIX Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio); Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista, I Exposição Internacional de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional; Menção Honrosa no I Salão Estudantil em 1972. Integrou coletivas de poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e exterior. Um dos criadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia que editou a revista “Semiótica” em 1974. Realizou cerca de trinta exposições individuais em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo entre 1975 e 2005; escreveu em vários jornais e revistas especializadas sobre arte, arquitetura e urbanismo. Prêmiado nos con- cursos de projetos para obras de artes plásticas do Museu de Arte Moderna da Bahia, 1981/82.

Raoni Moreno A

rtista e mestrando em processos artísticos contemporâneos pela UERJ, em seu trabalho com artes visuais intenta estabelecer de forma dinâmica uma interlocução com questões que remetam à vida urbana realçando problemas práticos do cotidiano, tais como a violência, o hiato entre Estado e a população e a desigualdade social. Trata-se de uma perspectiva assumidamente política, mas que não está necessariamente presente nos projetos que desenvolve. Atualmente vem trabalhando no projeto “status quo revolução” que aborda o tema do amor como cura para os espaços de convivência social.

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Célia Pattacini A

rtista Visual. Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Faculdade de Psicologia na Universidade Gama Filho – Rio de Janeiro, Brasil. Em 1996 ingressou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) – Rio de Janeiro, onde cursou diversos cursos teóricos e práticos durante cinco anos. Há dezesseis anos, vem produzindo sistematicamente e participando de diversas exposições e salões nacionais e internacionais, no Rio de Janeiro, São Paulo, Belém, Brasília, Paris, Rennes, Nova York, Rosário, Athens. Criou e desenvolveu o Projeto Mão Dupla Intercâmbio Cultural. O projeto se deu com duas exposições realizadas em 2005, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) e em 2006, no Museu de Arte Contemporânea de Rosário, Rosário, Argentina. Publicou o texto Mão Dupla Intercâmbio Cultural Rio Rosário em 2006. Publicou os textos Mostra rosa_rio_freak: A arte como ponte entre cidades – Centro Cultural Laurinda Santos Lobo em 2009, Luz que Revela Vivência - exposição de Ni da Costa no Museu da República em 2004. Assistente de Direção do curta metragem “Sobre os Males que o Fumo Produz”, baseado no texto de Anton Tchekhov adapatado por Chris Apovian – apresentação na Casa da Gávea,RJ, em 2008. Realizou curadoria da exposição rosa_rio_freak no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo RJ, em 2009. Em 2010 ganhou prêmio especial da comissão de seleção e prêmiação do Salão Semear – Aracajú. Em 2012 concluiu o curso de extensão Deleuze e Guatari, filosofia prática – PUC RIO e participou da exposição coletiva Transperformance II, com curadoria de Marisa Flórido, no Centro Cultural Oi Futuro Flamengo RJ-Brasil. Em 2013 cursando o curso de extençào Deleuze e Guatari, filosofia prática – móduloII – PUC Rio. Obras nas coleções de Randolfo Rocha e Napoleão Velloso.

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Programação

7/11 - a partir das 16h oficina de stencil com coletivo gráfico shopping nº.1 - rua das pedras, nº. 1 07/11 - 17h palestra colégio estadual oliveira botas

A

bab 2013 vai explorar a recepção da arte situada em espaço público . Um modo de produção, recepção e interação proposta por meio de situ-ações. Através de instalações e ações performáticas a curadoria geral propõe que os artistas convidados vejam a cidade além de seu significado social e espacial mas, por meio de uma perspectiva simbólica situando Búzios como marca, imagem, modelo, ideal de turismo com um espaço receptivo para a arte contemporânea atravessado pelo life sryle da street art. O objetivo é destravar as operações ocultas que se constroem em meio aos espaços de convívio coletivo, na cidade, no espaço social em meio aos ruídos na informação. Narrativas criativas, fricções estéticas transformando os territórios de trânsito em ‘passagens’. A cidade é um cenário para performances que, é complementado por mostras em espaços fixos do comercio. Um festival de arte contemporânea aonde cada artista ou grupo de artistas deve formular as condições para o seu processo de trabalho durante sua residência na cidade. O programa de residência artista PRA:bab combina o comissionamento fora dos contextos de arte convencionais e visa o apoio a criação de projetos de arte em relação a arquitetura e a paisagem envolvendo a urbis nesse processo aonde o artista visitante é encorajado a usar a cidade.

O

Programa Educativo PRA:bab 2013 concentra-se no experimentalismo e na ampla variedade de backgrounds artísticos para propor o desenvolvimento de estratégias educativas que envolvam a expressão de questões políticas, econômicas, ecológicas e científicas. O objetivo é observar, explicar e explorar modelos sustentáveis de interatividade social por meio da arte. Uma plataforma educativa vinculada a escola pública que tem como proposta, a reflexão e intercâmbio de ideias. O PRA:bab 2013 apoiará a apresentação de projetos e processos de criação artística que contribuam para melhor caracterizar o entendimento sobre as relações sócio culturais que exponham o viver coletivamente. Desse modo pretende-se recrutar artistas bem como profissionais comprometidos com o desenvolvimento de ensino ambiental que estejam disponíveis para cooperar na implantação temporária de um laboratório de bio-arte onde o estético, o educativo e o científico se entrelaçam. O Programa Educativo PRA:bab 2013 concentra-se no experimentalismo e na ampla variedade de backgrounds artísticos para propor o desenvolvimento de estratégias educativas que envolvam a expressão de questões econômicas, ecológicas e científicas. O objetivo é observar, explicar e explorar modelos sustentáveis de interatividade social por meio da arte. Uma plataforma educativa proposta como “momento de reflexão e intercâmbio de idéias”. Desse modo pretende-se recrutar artistas bem como profissionais comprometidos com o desenvolvimento de ensino ambiental que estejam disponíveis para cooperar na implantação temporária de um laboratório de bio-arte onde o estético, o educativo e o científico se entrelaçam. Os projetos irão se apoiar em ações temporárias que tenham como potencial de ativação artística: 1.A mídia social ou jogos urbanos que encorajem os participantes a interagir com o ambiente da cidade; 2. projetos expositivos com foco em lojas, como vitrines interativas, som, iluminação ou obras de arte de projeção que criem oportunidades de envolvimento da audiência; 3.Modelos pedagógicos que incluam laboratórios, plataformas discursivas, oficinas participativas, videoteca e biblioteca; 4.Projetos que revalorizem o conhecimento coletivo e agenciamento solidário aberto à participação da comunidade local. apoio:

8/11 - a partir das 10h grafite de panmela castro colégio estadual oliveira botas 8/11 a partir 19h exposição peu mello, maria mattos, leo ayres, luis andrade, célia pattacini, alessandra vaghi, martin ogolter, julio lucio martin, rodrigo pedrosa, rodrigo montello, santiago freitas, leandro boca, guga ferraz, rodrigo villas shopping nº.1 - rua das pedras, nº. 1 9/11 - a partir das 19h até 24h street art fabio emecê, clovis batebola, mano glaucio, griot (jongo marcia fonseca e andréa fernandes), partyzan sound, joana cesar, raoni moreno, rodrigo boca, rodrigo montello, rodrigo villas e panmela castro. pista de skate geribá 14/11 - oficina a partir das 16:45h universidade popular de arte e ciência colégio estadual oliveira botas 15/11 - a partir das 10h opavivará! praia de geribá (servidão do meio) 15/11 a partir das 17:30h universidade popular de arte e ciência direção turíbio de farias, shopping nº.1 16/11 - a partir das 17:30h universidade popular de arte e ciência direção rua das pedras, shopping nº. 1 15 - 17/11 a partir das 14h exposição filippe moraes, larissa jordan, derlon almeida, tatiana grinberg + coletivo, rodrigo rosm + fernando gasparian, jimson villela, bernado martins e rodrigo vianna shopping nº. 1 - rua das pedras, nº. 1

é possível conservar a street art?

convidada internacional: arianne vanrell, restauradora do departamento de conservação e restauração do museo nacional centro de arte reina sofia desde 2002, especializada em instalações de arte. la exposición y el cuidado de esculturas contemporáneas al aire libre: consideraciones para su mantenimiento y preservación. evaluación de las condiciones medioambientales de exposición y de las necesidades de conservación de esculturas contemporáneas expuestas al aire libre. el comportamiento de los materiales de producción y de los materiales de restauración y conservación. la participación activa del público para promover la apropiación, valorización y conservación de su patrimonio. 29/11 - 18:00 às 20:00h mesa redonda 1 conversa com artistas locais e convidados 30/11 - 10:00 às 12h palestra arianne vanrell mesa redonda 2 - 14:00 às 17:00h artistas locais e convidados shopping nº.1 - rua das pedras, nº. 1 *horários e programação poderão sofrer alterações. Consulte o site www.babbienal.org

Bab 2013  

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