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De 21 a 28 de junho de 2013 • Edição 1146 • ANO XXXIII • www.operumo­lha­do.com.br

Foto: Paulinho Ribeiro

O MAIOR ­ AL JORN BÚZIOS

O cader no P erú Design não pode ser ven separadam dido ente

a l e p o r i e l i s a r B

z e v a r i e prim Um jornal cego, surdo e mudo


#vemprarua #vemprarua #vemprarua Por Gustavo Garcia

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a última semana, um espectro começou a rondar o Brasil – o povo finalmente se juntou. Todos os grandes estados do país uniram-se numa santa aliança: negros, brancos, pobres, ricos, católicos, umbandistas... do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Bahia, Minas Gerais... Foram às ruas lutar por melhorias sociais. E assim, enquadrando-se ao restante da nação, os municípios da Região dos Lagos aderiram à onda de manifestações e mais de cinco mil pessoas se concentraram na Praça Porto Rocha, em Cabo Frio, na última quarta-feira, para protestar contra a Salineira, empresa de ônibus que monopoliza o transporte local, e contra a corrupção, em busca de melhorias sociais. Com isso, duas conclusões decorrem desse fato: A união do povo já é reconhecida como força por todas as mídias - que começam a mudar o discurso - e autoridades governamentais. Já é tempo da população brasileira expor abertamente, ao mundo inteiro, seu modo de ver, seus objetivos e suas tendências, opondo-se à lenda de geração apolítica. E o momento é propício, visto que os movimentos estão sendo realizados durante a Copa das Confederações, enquanto os olhos do planeta estão aqui. No entanto, preciso fazer algumas ressalvas em âmbito regional e nacional desse processo. Começando pelos episódios que participei. A primeira reunião para decidir os rumos dos protestos da Região dos Lagos foi feita na sexta-feira, 14 de junho. Estive presente com pouco mais de 50 pessoas e pude vivenciar um dos momentos mais significativos da minha vida. Fizemos uma verdadeira Ágora em praça pública, como na Grécia antiga. E ali, entendi o que é democracia de verdade. Por isso, fiquei esperançoso com os rumos do que estava por vir. O grande dia chegou e o número de pessoas superou minhas expectativas, porém, a forma como toda a manifestação se seguiu foi decepcionante para os que a viram nascer. Levando-me a crer que jamais teremos uma sociedade justa e igualitária, pois a culpa de

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todos os problemas da humanidade é o egocentrismo do homem, que tenta a qualquer custo sobrepujar o coletivo. Digo isso porque a manifestação tinha tudo para ser limpa, mas em diversos momentos tivemos ativistas tentando uma autopromoção, esquecendo-se que esse espectro que ronda o país é apartidário e sem liderança, que é um movimento do povo, já que pela primeira vez na história não somos esquerda ou direita, mas sim, brasileiros. Agora, falando das manifestações em esfera nacional, necessito discorrer que sempre sonhei com esse sentimento nacionalista que está se despertando na população. É maravilhoso ver as pessoas vestindo-se com símbolos do país sem ser na Copa do Mun-

do de futebol. E eu espero com todas as forças que essa união, que prefiro acreditar que seja sólida, não se volatize, ou seja, que a “moda guerrilheira” não se esvaia daqui algumas semanas. Almejo ainda que haja uma interação e uma busca pelo conhecimento, para que todos saibam o porquê das reivindicações.

Tanto o M26 em Cuba, quanto os Bolcheviques na Rússia e o Partido Comunista na China só chegaram as vias, de fato, porque usaram a força máxima do povo. Até mesmo a Queda da Bastilha, que desencadeou a Revolução Francesa, episódio no qual se acredita que surgiu teoricamente a democracia, aconteceu de forma bruta.

Outra questão que me chama a atenção é o fato de muitos militantes estarem usando uma máscara do V de Vingança – personagem anarquista de um filme que pretende explodir o parlamento e libertar o povo – e serem contra os ativistas mais radicais. Não que eu seja favorável a violência ou ao vandalismo, mas nunca houve uma revolução magnânima.

Então, desejo que nós, brasileiros, façamos uma revolução, que, consequentemente, vai gerar uma evolução, começando obviamente pelas mudanças intrínsecas para depois atingirmos todos os diversos pontos falhos da constituição do país. Portanto, devemos continuar nas ruas, que é o nosso lugar, unidos e fortes, visando sempre um Brasil melhor.

De 21 a 28 de junho de 2013 – O Perú Molhado


De 21 a 28 de junho de 2013 – O Perú Molhado

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20 CENTAVOS TÃO CAROS

AOS BRASILEIROS Por Thomas Speroni

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passagem subiu. De novo. Mais uma vez. Um “reajuste”, dizem os eufêmicos comunicados das empresas de ônibus, trem e metrô. Em São Paulo, onde o aumento foi de uma vez só nos três serviços, o povo foi às ruas expor sua insatisfação e exigir a revogação do incremento da tarifa. Então brota a pergunta: mas será que é realmente necessário esse grupo fazer manifestação, passeata, atrapalhando o fluxo das vias públicas, causando transtorno e despendendo um tempo que seria melhor aproveitado descansando no conforto de seus lares; tudo isso por causa de 20 centavos? Pois bem, chegamos num ponto nevrálgico. E aqui eu devo dizer: caro leitor, se você compartilha do discurso “são todos uns vagabundos, estudantes revoltadinhos, baderneiros, 20 centavos é merreca...” então recomendo-lhe que nem prossiga nessa leitura, afinal, eu não escrevo para gente que se agarra miseravelmente à sua boçalidade travestida de racionalismo. Sugiro-lhe que se dirija à banca mais próxima e compre uma revista Veja; lá seguramente você encontrará alguma matéria de capa ou então um artigo do Reinaldo Azevedo que te apeteça. Mas se esse não é o seu caso, caro leitor, então vamos lá. É só por 20 centavos que esse povo vai às ruas? Não. É por mais do que isso. Diante desse aumento da tarifa do transporte o cidadão se questionou sobre o motivo de tal medida e situou-a no contexto atual. O paulistano se deu conta que pela terceira vez em três anos aumentaram a tarifa de um serviço que é público (ou seja, a princípio deveria ser gratuito), caro, ineficiente, desconfortável, mal prestado e, não obstante, é antro de corrupção para os governantes. Como se já não bastasse o cidadão ter que pagar, ele paga caro, por um serviço ruim, e ainda vê parte do dinheiro que ele deixa na catraca se esvair nos ralos da corrupção – dinheiro, esse, que sai de um salário mínimo que possui um valor anêmico. Esse contexto já é, por si só, indignante. Mas penetremos mais a fundo. As autoridades dizem que o preço do transporte público tem que ser cobrado diretamente do cidadão porque colocar o custo integral na conta do Estado é inviável; o governo não tem dinheiro para isso. E durante anos acreditamos nessa falácia. Até que as circunstâncias desse junho outonal (ou primaveril?) emparelharam dois panoramas antitéticos que, juntos, beiram o deboche: não há dinheiro para custear o transporte público e nem ao menos evitar o aumento da sua tarifa,

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mas há dinheiro para construir os estádios da copa do mundo. Como dizemos em espanhol, a piada se conta sozinha. Os problemas do transporte público de São Paulo são comuns aos sistemas de transporte de quase todas as principais capitais do País. Capitais, essas, que assim como a Terra da Garoa, também tiveram a tarifa do transporte aumentada recentemente e também receberam e estão recebendo milagrosamente milhares de milhões de reais do governo para a construção dos estádios da copa. É fácil entender porque as manifestações se espalharam pelas outras grandes concentrações urbanas: a indignação dos moradores de São Paulo é a mesma indignação dos moradores dessas outras cidades. Leviano seria, porém, presumir que o povo está indo às ruas apenas exigir que o dinheiro que está sendo gasto na fabricação da copa seja redirecionado para investimentos em transporte a fim de que paguemos menos caro pela passagem. Não. A cadeia associativa vai mais além. Não é só o transporte público que carece, mas também a educação pública, a saúde pública, toda a estrutura de serviços públicos desse País. Ao fazer a conta dos 20 centavos o cidadão se perguntou: quando é que espetáculo para gringo se tornou mais importante que os serviços básicos para a população brasileira? Quando é que normatizaram essa inversão de prioridades, essa política absurda? Política! Político! Ora, o problema é político. Os cidadãos se conscientizam acerca do cerne da questão e visualizam a realiade sociopolítica de um País que dinheiro possui para prover educação e saúde de qualidade à sua população, mas que – em razão da lama de incompetência, corrupção, impunidade e distorções nauseantemente egoístas na qual chafurdam as estruturas da administração estatal – tem seus recursos públicos prostituídos e patina na melhoria de seus serviços prioritários, debochando da cara de toda uma nação de brasileiros que carece de dignidade cívica. Política asquerosa, nascida das mentes deliquentes e ignorantes de deputados, senadores, governadores, prefeitos, presidentes, vereadores, grandes empresários e executada nos gabinetes dos prédios do governo. O resultado é o avacalhamento descarado da nossa democracia conquistada a preço de sangue. Avacalhamento simbolizado na PEC 37, no mensalão, na privataria tucana, no Renan Calheiros de novo na presidência do Senado e muitos outros fatos revoltantes que o brasileiro vem testemunhando ao longo das últimas décadas. É por isso que

o povo está nas ruas: para não ter que pagar todo ano mais 20 centavos no transporte público, para ter uma saúde de qualidade, uma educação de qualidade, uma política decente, para sanar as distorções atuais do cenário nacional tão visceralmente personalizados na pompa e circunstância dos estádios da copa. Ocupando um espaço que lhes pertence, os cidadãos, entretanto, foram recebidos nas avenidas com uma truculência policial inadmissivelmente desumana, que agredia mulher, jornalista, ciclista, fotógrafo; uma truculência covarde, incabível em um regime democrático como o nosso. As cenas do abuso de poder e da repressão policial são assustadoras e remetem aos tempos mais sombrios vividos por essa Nação durante o golpe militar. O “problema” é que tais ações das polícias militares, em um claro intuito de reprimir e suprimir a legítima expressão democrática do povo, só agravam a noção que o próprio povo já tinha:

de que o problema é político. As PM’s só nos deram um motivo a mais para ir às ruas: por um País livre. Afinal, não é o povo que deve temer seu governo, e sim o governo que deve temer seu povo. A indignação acumulada de todos esses anos de sacanagem porca não coube mais dentro do cidadão e transbordou para as avenidas: cem mil pessoas no Rio de Janeiro, jovens povoando o teto do Congresso Nacional em Brasília, paulistas marchando dia após dia pela avenida mais charmosa da cidade. Se depois de tudo isso ainda há alguém que prefira continuar no sofá de casa, ou queira deslegitimar esse movimento, ou que avalie os transtornos causados pela mobilização como demasiado desconfortáveis frente a uma rotina estupidamente inerte, tudo o que temos a fazer é lamentar. Desculpe o incômodo; estamos mudando o País.

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Muito barulho por tudo e por nada Por Sandro Peixoto

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stranho movimento este que tomou o Brasil. Não existem lideranças, nem reivindicações claras (o preço da passagem foi deixado de lado) e os pedidos são vagos. Queremos um Brasil melhor... Queremos saúde... Queremos educação... Vamos mudar o Brasil... Gritam os protestantes. Por enquanto é uma manifestação difusa, se nexo e sem comando.Com tudo para dar errado. Afinal, não há o que negociar. Com quem negociar. Os protestantes tampouco se entendem. A maioria quer paz. A minoria guerra. Confundem ensino com educação, esquecendo que educação se recebe em casa e saem quebrando tudo que encontram pela frente. Gritam palavras de ordem contra os impostos, o aumento das tarifas do transporte público, saúde, educação e gastos com a Copa. Misturam as coisas como se estivessem fartos de tudo. Querem mudanças mas não sabem quais. Lucas Monteiro, o líder do Movimento Passe Livre não quer apenas a redução do preço da passagem. Ele quer ônibus de graça para toda a população como se dinheiro caísse do céu. Em entrevista na última segunda-feira no Programa Roda Viva, na Cultura, Lucas foi inquirido sobre de onde viria o dinheiro para o transporte gratuito. O estudante, que ainda acha que existe almoço grátis, disse que não era responsabilidade sua saber de onde vem a grana. Ele quer ver o povo andando para cima e para baixo de graça e pronto. Mal sabe que a prefeitura teria que destinar cerca de 14% do seu orçamento anual ( de pouco mais de 45 bilhões) para financiar o vai-e-vem dos paulistanos. Somente para manter a passagem nos atuais R$3,20, a prefeitura vai gastar mais de 600 milhões com subsídios. Se resolver baixar a tarifa, o prefeito terá que tirar dinheiro de outras aéreas como saúde e educação. Mas vai esbarrar na Lei de Responsabilidade Fiscal. O Brasil é uma democracia. Quem não está gostando do governo tem o direito de mudar. Mas existe data para isso. O povo de Búzios agiu assim na ultima eleição quando apeou do poder o ex-prefeito Mirinho Braga. O povo de São Paulo não pode gritar depois de seis meses “ fora Haddad”. O homem acabou de ser legitimamente eleito. Ainda está arrumando as gavetas. Os protestantes dizem que os baderneiros são minorias e que não fazem parte do protesto. Fazem sim, pois a horda nunca é homogênea, Nem pensa de maneira igual. Tem muita gente que acha que brigar pelo País é sair na porrada. Na verdade estão esticando a corda. Querem um cadáver. Um martín, para chamar de seu. Protestar é salutar. É importante ser ouvido. Se sentir parte do sistema. Mas existem limites. Os organizadores do Passe Livre deveriam ser responsabilizados pelos saques e depredações. Bônus e ônus para todos. A massa não pensa. A massa não age. Ela reage. Muitas das vezes de maneira desordenada.Por regra constitucional, a polícia tem o dever de agir em caso de desordem. Quem vai pra cima da polícia sabe o que vai receber. Já tivemos diversos motivos para sair às ruas e nada. foi o Brasil quem pediu para sediar a Copa. E as Olimpíadas. Não dá agora para gritar contra a FIFA. Onde foi parar aquela sensação de auto-estima a cada estádio inaugurado semanas atrás? Onde foi parar aquele sentimento de “sim, nós podemos” que a televisão mostrava no rosto dos torcedores, políticos, trabalhadores, imprensa e dos brasileiros em

geral? Quem lembra do momento de explosão em Copacabana quando o presidente do COI( Comitê Olímpico Internacional), o francês Jacques Rogge abriu o envelope e leu “ Rio de Janeiro”, declarando a Cidade Maravilhosa sede das Olimpíadas de 2016? Pois é: vibramos como nunca e agora vão reclamar do preço dos ginásios...

Mais do mesmo O Sociólogo Francisco Oliveira acredita que o movimento apesar de inédito e enigmático (não sabemos de onde vem, o que é, nem o que quer) não terá duração pela amplitude das reivindicações e pela falta de lideranças. Concordo plenamente. Dificilmente esse movimento que tomou conta do Brasil vai gerar algum novo ou novos líderes. Alguém que possa mudar o Brasil. Que possa mudar a educação e a saúde. Acabar com a descrença nos três poderes. Pesquisa recente do Instituto Data-Folha

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mostrou que apenas 20% dos paulistanos acreditam no Judiciário; 19% no Executivo e 42% acham que o poder legislativo não tem nenhum prestígio. Em 2003, apenas 17% dos paulistanos desprestigiavam o Congresso. Assim sendo, continuaremos nas mãos dos mesmos políticos por anos. E se acaso uma nova liderança surgir, logo será coptada por algum partido, buscará um cargo eletivo e eleito, será mais um político brasileiro, igual a tantos. Quem não lembra do então presidente da UNE( União Nacional dos Estudantes) Lindbergh Farias que em 1992 à frente dos caras-pintadas ajudaram o Congresso a derrubar o presidente Collor de Mello? Pois é: Lindbergh era mais um jovem que iria mudar o Brasil e 20 anos depois apenas ele mudou. Hoje é Senador da República. Colega de bancada de Collor de Mello, também Senador. Dessa massa gerada nas redes sociais nada sairá. E se algo de novo acontecer, se um novo líder surgir, nada mudará. Afinal, será lixo da mesma coleta.

O nosso juiz acompanhou a manifestação

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Brasil Offshore 2013

Macaé na vanguarda econômica Por Victor Viana

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feira que é referência no setor de petróleo e gás aconteceu entre os dias 11 e 14 de junho em Macaé, cidade responsável por mais de 80% da exploração Offshore do país. Foi á sétima edição do evento, abrigando cerca de 270 expositores em um grande pavi-

lhão de 37.000m² (2 mil a mais que em 2011). Expositores internacionais e poder de compra do público alvo - Entre os expositores havia empresas internacionais, interessadas em mostrar seus produtos e serviços ao mercado brasileiro. A China marcou presença com a impressionante marca de 30 empresas inscritas

para participar do evento, 21 dos Estados Unidos, 20 do Reino Unido e ainda empresas da França, Alemanha, Polônia e Áustria. Um levantamento junto aos visitantes da feira apontou que o poder de compra do público que esteve na feira ultrapassou os R$ 210 milhões. De acordo com o Igor Tavares, diretor da feira, a previ-

são é de haja um aumento de 20% no volume de negócios gerado na feira. Com eventos como este se espera também a contribuição no desenvolvimento socioeconômico da cidade. A Brasil Offshore-2013 ao todo é geradora de cerca de 17,5 mil empregos diretos e indiretos, usando apenas mão de obra local.

Macaé, de Princesinha do Atlântico à Capital nacional do Petróleo

Nelsinho, Esther e Nelson Belotti da Rio 2 Park

O Perú foi amplamente distribuído na feira

Por Victor Viana

férrea e em 1910 criou-se a prefeitura municipal de Macaé.

Um pouco de história O Petróleo Macaé está para completar 200 anos de fundação, a atual Capital Nacional do Petróleo, tem um passado marcado por lutas e conquistas que vem desde o período colonial até as mais recentes descobertas de riquezas vindas do chamado “ouro negro”. Lutas desumanas contra indígenas, invasões de piratas (que até 1725 saqueava todo o litoral) e epidemias não foram suficientes para parar a historia de Macaé, que em 1795, por ordem do Marquês de Pombal, recebeu migrantes vindos de Cabo Frio e de Campos. Em 1813 foi elevada á categoria de vila, com o nome de São João de Macaé, era o único cainho terrestre de ligação entre o Rio de Janeiro e Campos. Em 1846 foi elevada a categoria de cidade, em 1872 foi construído o canal Campos x Macaé. Em 1874 foi inaugurada o primeiro trecho da via

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Em 1974 descobriu-se o acúmulo de óleo em um reservatório marinho, que foi nomeado como Campo de Garoupa, e em 1977 se iniciou a exploração de petróleo na chamada Bacia de Campos, no mesmo ano o Governo Federal instalou a primeira sede administrativa da Petrobrás em Macaé. Então a Princesinha do Atlântico ( apelido carinhoso devido a base econômica do município ser a pesca) passa inevitavelmente a ser chamada de Capital Nacional do Petróleo. Hoje Macaé é uma das cidades que mais crescem no país com uma arrecadação total em torno de R$1,8 bilhões, somente de royaties o municio recebe cerca de 45% deste valor, o que significa mais

Nelsinho e Gugu de Nair, o único vereador presente na feira de Petróleo

de R$ 500, milhões anuais. Em menos de uma década o numero de empresas do ramo de petróleo e gás pulou de menos de 5 mil para 11 mil, colando Macaé entre as cidades com maior índice de geração de emprego e renda em todo o Brasil, o que atrai pessoas

vindas de diversas partes do país em busca de oportunidades. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), existem e Macaé 126.393 trabalhadores com carteira assinada, 61% da população. A média salarial no município, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, é de R$ 1.692,56. Existe um déficit de mão de obra qualificada em Macaé o que tem ocasionado salários maiores em quase todas as áreas com o objetivo de atrair profissionais capacitados para a cidade. No entanto, á medida em que se desenvolve a economia se pode notar também contrastes sociais. É perceptível o crescimento desordenado, falta de mão de obra local qualificada, ocupações irregulares, índices consideráveis de violência e denúncias de corrupção, além de uma infraestrutura ainda considerada inadequada para um município de mais de 210 mil habitantes, segundo o IBGE.

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Alguns exemplos profissionais e o crescimento imobiliário Por Victor Viana, Alex Pedreira e Marcelo Lartigue Com o boom do petróleo Macaé tornou-se uma espécie de “Eldourado”, pessoas de diversos lugares do país migram em busca de melhores oportunidades profissionais:

“Tem muito mineiro trabalhando com petróleo, pela parte de geologia. Minas tem grandes faculdades de mineração e geologia em geral. E isso já facilita o trabalho no setor petrolífero. Mas também na parte operacional, como é um segmento que cresceu muito nos últimos anos, tem muito mineiro nessa área também. Hoje trabalho com a Petroservice, que tem seis unidades. Eu sou um dos gerentes. Temos cinco plataformas na região do mar de Búzios. O mercado está carente de gente especializada em petróleo. Acho muito bom para Búzios . No petróleo você tem de trabalhar duro. Robson - Natural de Minas Gerais, é Técnico em Perfuração “ Tr a b a l h o n a área de Offshore há mais de 17 anos. Comecei na Trisoucham como rádio operador e hoje eu atuo na área da gerência em logística. Temos atualmente oito plataformas operando na Bacia de Campos, Aracaju e Fortaleza. Existe sim o risco de um desastre ambiental, mas pelos avanços tecnológicos é um risco pequeno. E existem os royalties, mas infelizmente ele é usado para os fins errados. A questão do vazamento pode acontecer, é um risco real. Mas temos hoje condições tecnológicas para evitar e se caso vier acontecer temos como evitar que chegue a costa.” Genecir Calmom - Natural de Vitoria, no Espírito Santo. Trabalho na área de logística. “A feira está muito boa. A exposição não deve nada as grande feiras internacionais. As pessoas que estão participando hoje esperavam uma baixa na visitação, mas mesmo assim muitas empresas internacionais estão aqui. É um bom negocio o petróleo. transporte de cargas, supply, enfim tudo que está voltado para o futuro do combustível, que é o petróleo cru. Desde 1980 eu trabalho com petróleo. Antes de me tornar empresário era funcionário de uma grande

empresa da área siderúrgica em Belo Horizonte. Vou sempre á Búzios para jogar golfe. Eu sempre vou á Búzios somente para gastar.” Cairo - Natural de Vitoria, no Espírito Santo, empresário. “Nasci em Macaé. A gente constrói apartamentos para vender e alugar. Quando alugam nossos apartamentos geralmente são empresas de petróleo para seus funcionários. E aqui há os expatriados, que são gringos que ficam aqui de seis meses á um ano. A gente constrói e aluga, mas geralmente há um corretor que lida diretamente com eles e repassa nossos produtos para eles. Búzios eu frequento pouco. Mas de uns quatro anos para cá melhorou bastante.” Beto Prata - Empresário da construção civil de Macaé. “Nós operamos em toda a África: na Angola, em Moçambique, na Tanzânia, no Gabão, na República do Congo e Ghana. Nosso escritório principal está na cidade de Cape nós estamos dispostos a trazer o nosso negócio para o Brasil para oferecer os mesmos serviços que nós oferecemos na África do Sul, aos clientes aqui no Brasil também.” John Binns - Gerente de marketing da SOUTHEY OFFSHORE’ na África do Sul. “Nós estamos planejando oferecer um escritório no Rio em agosto ou setembro. No momento nós estamos trabalhando nos requerimentos legais. Basicamente, o que nós estamos fazendo no Rio é promovendo a indústria de standards. Nós temos uma lista de mais ou menos 40 empresas operantes no Brasil que tem alcançado um dos nossos standards cujas eu certifico e permito que carimbem nossa marca naquele produto que eles vendem.” Smith - Beijin, Singapura e Dubai.

Marco Aurélio, Rudson, a bonita Ester, Nelsinho, o secretário de turismo Zé Márcio, Robson e Toninho

Hotel Costa do Sol na Brasil Offshore Estivemos com Ester do Hotel Costa do Sol, que esteve presente na Brasil Offshore 2013, em Macaé. Que nos falou sobre a importância da feira e a participação do Costa do Sol no evento. O que achou da Feira? A feira está bem movimentada e tem um numero de visitantes bem significativo. As intenções das pessoas de buscar saber mais sobre o mercado Offshore é bem grande. E qual o objetivo do Costa do Sol aqui em uma feira de Petróleo? Inovar no conceito de hotelaria dentro da rede de dentro do mercado Offshore buscando clientes que façam capacitação, imersão de funcionários e que tenham grupos de incentivos também. Viemos mostrar o Hotel Costa do Sol que tem um novo centro de convenções para o mercado Offfshore que todos sabemos que é muito promissor.

E o que tem haver Hotel Costa do Sol e petróleo? Tem haver com evento, mercado corporativo, atendimento. O mercado de Petróleo hoje com as empresas vem trazer as tecnologias e todo o seu know how para os nosso funcionários aqui, usam muito os serviços do hotel. Eles usam muito o serviço de imersão dentro de um hotel para dar cursos nas áreas de relacionamentos. Isso aconteceu muito e deixou de acontecer um pouco, houve um abandono do mercado de Búzios. Agora começa um novo aquecimento e o Costa do Sol está entrando nessa fatia. O Costa do Sol está entrando com um conceito diferenciado de hotelaria e por conta disso temos um excelente serviço, acomodações, funcionários. Todos querem saber o que um Hotel está fazendo em uma feira Offshore, e estamos querendo marcar espaço em tudo que achamos que pode ser um nicho pra gente. Quanto mais Búzios melhor.

Mini entrevista com um Gringo que estava em Macaé - Muito bem. Eu entrevistei aqui o Sr. Kebethen. O senhor sabe algo sobre Búzios? Eu, sei umas coisas a respeito de Búzios mas ainda não fui lá.

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Já ouviu falar do jornal ‘O Perú Molhado’? Não, nunca...

com agente? Bom, mas você não vai poder publicá-la.

Esse é o jornal. Gostou da capa? Bom. Agora sim (risos).

Não publicaremos. Muito obrigado e tenha um bom dia. Eu que agradeço.

Poderia tirar uma foto

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Falta Cultura Marítima

Lars Grael fala em Audiência Pública sobre as olimpíadas e cita Búzios como saída Por Victor Viana

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o dia 14/05/2013 o campeão olímpico Lars Grael esteve em uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) falando sobre os jogos olímpicos de 2016, onde demonstrou toda sua preocupação com as condições desfavoráveis para as competições de esportes náuticos nas principais raias da cidade do Rio de Janeiro. “A proposta náutica do projeto é praticamente nula. Minha preocupação é que o Brasil deveria sediar o pré-olímpico de vela, que seria três anos antes, em Agosto deste ano. Nem sequer começamos as obras. Neste ano não vai adiantar”, desabafou o atleta, que já participou como competidor e coordenador técnico de quatro olimpíadas, completando sobre o que seria uma centelha de esperança a questão : “ Minha preocupação já é com 2014. Está sendo discutida até a legalidade da obra (Marina da Glória). Então tem que se discutir se há como fazer em outro lugar, como BÚZIOS ou Niterói. Saio preocupado daqui”, disse o campeão.

Baía de Guanabara, cenário macabro. Ainda na audiência Lars Grael tocou na questão da cultura marítima como maneira de resolução de problemas sociais e econômicos no país, em especial no Rio de Janeiro, citando a construção de marinas em diferentes países quando sediaram os jogos olímpicos e que são fontes de retorno em todos os sentidos até hoje,”. Quero falar da Marina de Quio, que 41 anos depois dos jogos olímpicos, representa grande trunfo econômico para a Alemanha. As Marinas foram em todo o mundo o grande legado que os jogos olímpicos deixaram por todos os países onde ocorreram os jogos. E o impacto social e econômico que causa até hoje nesses países é enorme”, e cita o bem sucedido projeto náutico americano: “ Um exemplo de uma metrópole que ousou conviver em harmonia com o mar é Miami. Estive competindo em Miami, cidade adorada por muitos brasileiros, e o complexo marítimo montado lá antes era um parque que foi alterado pelo ser humano com ilhas, marinas, condomínios e uma trama de canais artificiais que permite que um cidadão possa navegar até Nova York. Tudo isso com manguezais preservados, águas transparentes e até mesmo Manatis (espécie de peixe boi) em plena área urbana. Admiramos mas não podemos fazer isso aqui no Brasil. Por aqui pode gerar um processo judicial e ser taxado de contra o meio ambiente. Sabe quantas pontes levadiças existem para passar barcos de vela em Miami? 56 pontes, isso somente em Miami. Conhece alguma no Brasil? Sei de uma em particular que foi abandonada em Búzios e outra no Rio Guaíba, no Rio Grande do Sul. Em Miami o barco tem prioridade sobre os carros. Por que? Uma questão cultural. Mentalidade marítima. Imagina as Lagoas de Marapendi e Jacarepaguá com águas cristalinas e navegáveis? O cenário atual é o contrario e é macabro. Imagina a Ilha de Paquetá com o charme e o turismo de outrora? Muitos dizem; esportes náuticos? Temos outras prioridades, isso é coisa de elite. Triste constatação de um complexo de Vira Lata”. Lars Grael reforça a afirmação de que uma mudança de visão em relação aos investimentos nos esportes náuticos pode gerar um impacto social e econômico nunca visto no estado e no país: “ O desenvolvimento náutico geraria emprego, trabalho, renda, impostos. A Prefeitura de Niterói promete ousar em Plano de redemocratização do mar em um projeto de ram-

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Lars e todos os velejadores do Brasil concordam que a Baia de Guanabara é cocô em alto grau, impossível recuperá-la para as Olimpíadas

Na mesma semana que esta edição da Veja Rio saiu, alguém avisou Carlos Minc, que escreveu um artigo no Globo falando mentiras, afirmando mentiras, ou seja, que a Baía de Guanabara está sendo despoluída

pas, trapiches, marinas. Quem sabe será um bom exemplo? Já imaginaram as competições de vela nas águas imundas e fétidas da Baia de Guanabara? Cenário nada melhor será encontrado nas competições de remo e canoagem na Lagoa Rodrigo de Freitas ou nas competições de natação nas Praias de Copacabana. Não adianta falar de retenção de lixo e óleo, é preciso tratar a água, a questão é a qualidade da água. As olimpíadas são daqui há três anos,

ainda dá tempo se tivermos uma visão prioritária”, e finaliza descrevendo um cenário atual preocupante, tendo apenas uma saída de emergência. Búzios: “Se estamos tratando da Marina da Gloria ela deveria estar pronta muito antes, isso é regra do Comitê Olímpico Internacional. Mas nós não temos nesse momento onde realizar as provas olímpicas. Então tem que se discutir se há como fazer em outro lugar, como BÚZIOS “.

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Agora é com a gente! PREFEITURA DA CIDADE DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS GABINETE DO PREFEITO DECRETO Nº 75, DE 17 DE JUNHO DE 2013 Declara de Utilidade Pública, para fins de desapropriação, a área de terreno abaixo discriminada. O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS, no uso de suas atribuições legais que lhe confere a legislação em vigor, DECRETA:

Zé Leão, a sua princesa Stella e o velejador Lars Grael

Por Lars Grael

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urante a mesma Audiência Pública o velejador leu um artigo de sua autoria que o Perú reproduz na integra: “O desenvolvimento de uma nação é proporcional a sua “maritimidade”. Certa vez ouvi essa máxima de um Almirante da Marinha do Brasil, quando fui proferir uma palestra na Escola de Guerra Naval. As primeiras nações que conquistaram o mar foram aquelas que através do imperialismo conquistaram o novo mundo e o dominaram por séculos. No mundo contemporâneo globalizado essas mesmas nações tratam o mar como fonte de riqueza. Possuem portos desenvolvidos, valorizam a cultura marítima e desenvolvem o turismo náutico. Navegar para elas é uma paixão secular. Nosso Brasil foi descoberto pelo mar, por ele extraíram nossas riquezas, através do atlântico chegou a Família Real portu-

guês, fazendo o caminho inverso depois veio a Família Imperial . O Rio de outrora era voltado para o mar e nele depositávamos toda nosso comercio exterior. Nossa receita Federal era a maravilhosa Ilha Fiscal. A Baía de Guanabara era limpa e com superfície generosa, nossa orla era repleta de trapiches, piers e rampas públicas para livre transporte de cargas e passageiros. O Mar não representava mera beleza e contemplação. Era o eixo do transporte, do lazer e recreação. Hoje pagamos caro para vivermos em frente do mar, mas infelizmente nossa cultura não ultrapassa a arrebentação das ondas da praia. Nossa Cultura náutica é mínima, e o mar foi desvalorizado pelo tempo. Local para admirar sim, mas também para jogar dejetos descartados pelo homem da metrópole fluminense e carioca. Nossa Baia de Guanabara está entre as mais poluídas do planeta. Mais de 17 anos se passaram desse plano de despoluição da Baia de Guanabara ainda com resultado pífios

e distantes do patamar aceitável. Com o desenvolvimento urbano da Grande Rio construíram estradas de rodagem separando o cidadão do mar, inclusive com o Aterro do Flamengo, as rampas e trapiches desapareceram e o acesso ao mar deixou de ser livre e democrático para os navegadores . Apenas para banhistas, e mesmo assim são transportados para as praias oceânicas que muitas vezes não tem índices aprováveis de balneabilidade. Há poucos dias um cidadão comum me indagou indignado: “ Não tenho acesso ao mar para a navegação”. Disse a ele: Como não? Respondeu: “A Marina da Gloria não é mais pública e está fechada para obras sem perspectivas para terminar. Não temos rampas públicas. O clube de regatas Guanabara possui uma fila com mais de dois anos para se ter uma vaga. E o Iate Clube Rio de Janeiro é impagável. Onde mais? Parei para refletir e tive de concordar com ele. É a vedação do mar”.

Art. 1º Fica declarado de utilidade pública, para fins de desapropriação, a ser efetivada pelo Município de Armação dos Búzios, por ser necessário para a construção de praça, parque e marina públicos, o imóvel registrado perante esta municipalidade sob a matrícula nº 01/10/910/0451001 e número de cadastro 8357-6, e perante o Registro Geral de Imóveis de Armação dos Búzios sob a matrícula nº. 6.066. Parágrafo único – O imóvel de que trata este artigo mede 43,60m de frente, confrontando com a Estrada de Servidão Particular; 119,40m do lado direito, confrontando com a área de Pio Castiglione ou sucessores; 1,50m de fundos, confrontando coma Praia de Manguinhos e finalmente do lado esquerdo mede, em três seguimentos, sendo o primeiro de 61,00m, o segundo de 37,50m e o terceiro com 56,70m, confrontando com uma área de Zelinda de Queiroz Lee ou sucessores, perfazendo uma área total de 2.660,00m². Art. 2º Fica a Procuradoria-Geral do Município de Armação dos Búzios autorizada a proceder todos os atos necessários ao cumprimento deste Decreto. Art. 3º Esse Decreto entra em vigor na data da sua publicação, revogando-se as disposições em contrário. Armação dos Búzios, 17 de junho de 2013. ANDRÉ GRANADO NOGUEIRA DA GAMA Prefeito

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Chieko Aoki, primeira dama da hotelaria nacional visita Búzios Por Isac Tillinger

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companhando um grupo de jornalistas empresaria passa fim de semana em Búzios Sempre na vanguarda cobertura do turismo na nossa cidade, O Perú Molhado esteve mais uma vez cobrindo as ações realizadas pelo BLUE TREE na promoção do seu produto e por extensão a cidade. Nossa diretora de vendas/ marketing/promoções/etc, Alessandra Cruz, se hospedou durante o último fim de semana no BLUE TREE, participando de um press trip com 15 jornalistas de varias partes do Brasil. Com exclusividade entrevistamos a executiva Chieko Aoki, diretora presidente do Grupo Hoteleiro BLUE TREE, um dos mais conceituados do Brasil. Das mãos da empresária Chieko Aoki, nasceu em 1997 a bandeira, que se tornou referência para o mercado hoteleiro pela sua elegância, estilo próprio, inovação e excelência dos serviços, produtos e pessoas. Do seu sobrenome Aoki,que significa arvore azul em japonês, surgiu o nome da empresa Desde o início de suas operações, a Blue Tree Hotels teve como objetivo administrar hotéis localizados em regiões estratégicas do Brasil. Motivada pelo seu crescimento natural e pela carência de hotéis com alto padrão de serviços, a empresa entrou, já no começo de sua atuação, nos segmentos de business, luxo e resorts. A estratégia da rede é adaptar seu estilo de atendimento, que privilegia o encantamento do cliente, em todos os hotéis que administra, independente da categoria que estão inseridos.

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Quando perguntada sobre a herança maldita deixada pelo BREEZES, a hoteleira foi extremamente ética afirmando que na verdade eles foram os pioneiros, e pagaram um preço por isso, e que se não tivesse havido BREZEES antes, seguramente não haveria BLUE TREE agora. Algumas mudanças foram implementadas tanto na operação quanto no marketing do empreendimento, ficando bem claro as duas vertentes que serão focadas. Primeiro, e prioritário, a captação de eventos e convenções, onde os clientes pagarão um valor de maior monta em vista do serviço que será oferecido e das necessidades inerentes a este segmento. Em segundo plano, o turismo de lazer, onde será empregada uma tarifa econômica buscando atrair a nova classe media que agora ascende a hotelaria de resort. Reconheceu o esforço que a Secretaria de Turismo tem feito na promoção turística da cidade, que seguramente irá render bons frutos à médio prazo. Temos que atingir o mercado brasileiro, pois este é o pedaço que nos falta para melhorar nossa ocupação na baixa temporada – confirmou o que muitos já haviam dito. Um ponto desfavorável na visita, que foi mencionado não só pela executiva, mas também por quase totalidade dos jornalistas, foi o estado de abandono que se encontra a cidade. Dois pontos foram ressaltados: a limpeza e falta de sinalização turística. Ou seja, nada de novidade. De um modo geral os jornalistas se encantaram pela cidade e irão publicar matérias elogiosas nos seus veículos. Ainda bem.

Chieko Aoki feliz com o resultado do fim de semana

Isac e Alejandrita e a sra. Aoki

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Apresentando a cidade As belezas naturais surpreendem e encantam, mas a nossa infraestrutura ainda deixa a desejar, dizer que durante anos vivemos a mercê de ideias e projetos que não fomos contemplados, não é o suficiente, mas que agora estamos aguardando por um novo momento, que de fato possamos convidá-

A minha primeira impressão sobre Búzios é que é um lugar sofisticado, com pessoas bonitas e com bom poder aquisitivo. O passeio que tive pela cidade foi muito legal, infelizmente choveu. O que me chamou atenção no município foi a falta de placas para estrangeiros. Eu encontrei várias, mas todas escritas em português e nenhuma em outra língua. Então, creio que os turistas de outras nacionalidades ficam perdidos sem um guia. Rosildo Mendes, Jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte. Búzios pra mim é diferente, pra pessoas diferentes, então, se você é uma pessoa que gosta das coisas com exclusividade, venha para Búzios. Eu gostei da organização do município. Todos sabem que é uma cidade turística, e as pessoas sempre te tratam bem, estão sempre sorrindo, e você acaba se sentindo acolhido. Paula Coura, Jornal O Tempo Pelo que eu vi, Búzios é uma cidade aconchegante. Mas pra falar a verdade eu não consegui ver o glamour todo que as pessoas falam, lógico que pelo que acompanhei. A sinalização do município, já que é um destino com muitos visitantes internacionais, não está adequada com outras línguas. Mas o visual é maravilhoso, a natureza proporcionou maravilhas aqui. No entanto, vi uma publicação visual tremenda e essa publicidade atrapalha um pouco. Mas pra resumir, é um local maravilhoso. Biaphra Galeno, Jornal Panrotas, de São Paulo Eu trouxe bastantes biquínis, achando que ia aproveitar a praia, pois vejo Búzios como cidade do sol, visto que é um lugar muito bonito. Mas está chovendo, e por ser um balneário, eu não pude aproveitar. Valéria Ibano, Jornal Tribuna da Bahia

los em outra oportunidade para mostrarmos que além das belezas naturais, teremos placas padronizadas, em pelo menos dois idiomas, uma solução para as calçadas, uma solução aos preços abusivos que são praticados nas praias, falta de banheiros públicos, falta de lixeiras,ciclovias, mobilidade urbana...

Que não tenhamos mais essa poluição visual, que, de fato, os profissionais do turismo estarão capacitados para receber os turistas, enfim, uma mudança na infraestrutura da cidade.

Eu achei todas as praias de Búzios muito lindas, gostei da interação dos turistas com as pessoas que moram na cidade, com uma convivência bem harmoniosa. Mas achei alguns pontos do município sujos, locais mais afastados do Centro, por exemplo. O que me chamou a atenção foi a falta de placas em línguas estrangeiras. Mas a natureza e a comunidade local são maravilhosas. Luciana Radicione, Jornal do Comércio de Porto Alegre

cidade cosmopolita. Peter, Site Hôtelier News Acho as placas de Búzios muito desorganizadas, com erros de grafia, e placas em outras línguas, porque a cidade recebe pessoas de todas as nacionalidades. E os preços são muito elevados. Eu deixei de fazer várias fotos por causa da poluição visual da cidade. Mas tirando isso, a cidade está de parabéns e tem tudo pra crescer ainda mais. Otacílio Lage, Jornal Estado de Minas

Eu adorei Búzios. É uma cidade muito bonita, mas que precisa ser explorada. Mesmo com o tempo ruim, consegui sentir a energia, então, posso dizer que curti bastante. Não tenho nada para criticar, pelo contrário, gostei muito dos restaurantes, das galerias de arte e das praias. Eliane de Souza, Jornal do Grande ABC, de Santo André

Eu já conhecia Búzios e essa visita só veio confirmar o que eu já sabia. É uma cidade glamorosa, incontentável. É um local muito privilegiado, é uma região única. Eu vi alguns colegas questionando algumas, mas acho que

Mesmo pontuando todos esses fatores negativos a nossa cidade respira um

novo momento, e eles puderam ouvir de várias pessoas que a cidade está se preparando para sanar esses problemas, que em breve tudo estará diferente e isso a população e O Perú estará cobrando do nosso prefeito e nosso secretário de Turismo que nos afirmaram que podemos contar com essa mudança.

Búzios tira um notão, sou muito fã da cidade mesmo. Márcia Vaz O que eu vi superficialmente é que Búzios é maravilhosa. E não somente o hotel que nós estamos hospedados, o Blue Tree, a cidade também é muito aconchegante. Cristiel Gasparetto, Jornal Zero Hora, de Porto Alegre Minha impressão de Búzios é muito boa, achei que a cidade é muito maravilhosa e romântica. Boa para namorar. Os preços são muito elevados, mas os restaurantes e praias têm uma sensação de aconchego. Robson Martins, Gazeta do povo, do Paraná

Eu achei a cidade muito linda, tudo é muito lindo em Búzios. Eu gostei muito. Você vê a beleza, as fachadas das casas, e é tudo muito lindo. O passeio que fizemos na península foi incrível, as praias são muito paradisíacas. Roberta, Jornal do Comércio, de Recife Eu já conhecia Búzios, e eu gosto muito da cidade. Sempre cito nas palestras que dou e nos textos que escrevo que Búzios é o exemplo de turismo no Brasil. É claro que não está em condições ideais, existem pontos de infraestrutura que precisam ser melhorados, principalmente nas praias mais distantes. Mas o Centro de Búzios, com a Rua das Pedras, com gastronomia e lojas de grife, tem um público interessante. Durante o dia você pode freqüentar várias praias e depois ir passear na Rua das Pedras. É um modelo que poderia servir de exemplo para todo o Brasil, pois Búzios é uma

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Notas • Notas • Notas • Notas • Notas • Notas • Notas • Notas

Tif e Leícia Nys no Pátio Havana A turma de jornalistas convidada pela Blue Tree jantando no Don Juan

Chegou a hora doutor. Em Búzios, se a sociedade sair às ruas para fazer protesto contra o transporte público, certamente será contra as vans do transporte alternativo. O prefeito André tem a chance da fazer agora, o que os outros prefeitos não tiveram coragem de fazer. A Licitação do transporte público municipal. Já passou da hora de a cidade ter um sistema circular de ônibus passando por todos os bairros e a preço justo. Hoje, quem pega um ônibus da Salineira nos Ossos e salta em Manguinhos, por exemplo, paga a tarifa cheia para Cabo Frio- uma das mais caras do mundo. Medalha de Ouro. A solução para acalmar os ânimos e findar os protestos é o Brasil participar de uma Copa do Mundo de Saúde e construir hospitais padrões FIFA e de uma Olimpíada de Educação que obrigue o País e ter escolas padrões COI. Marcelo Serrado e o secretário de Educação Cláudio Mendonça

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Na opinião dos 2 aviões (a seu lado), Leandro (Bar do Zé) já decolou como cozinheiro de 1ª classe. Agora precisa firmar-se. A classificação é segura porque os jurados são de peso e marca. O avião à esquerda, Tamires Nogueira, tem bandeira do Ceará. O avião à direita é de bandeira Portuguesa, a arquiteta Joana Carreira Batista. Já que decolou, se Leandro quiser meu apoio, usarei minhas habilidades de piloto garantindo vôo seguro até a Península Ibérica. Movido, é claro, pelo combustível biodegradável dos nordestinos “canaviais” brasileiros.

Yves e Lili o novo casal apaixonado (olha a carinha deles) totalmente Búzios in Love, no primeiro Dia dos Namorados juntos. Os dois garantem que vão comemorar a data juntos, pelo menos, nos próximo 80 anos!! Êta saúde!

A arquiteta Joana Batista veio de Portugal chamada pelo Embaixador Sergio Nogueira Lopes para reformar seus apartamentos em Santa Teresa

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Notas • Notas • Notas • Notas • Notas • Notas • Notas • Notas

O casal Belotti com a vereadora Joice e Flávio Bombeiro Paula Belotti e Nelsinho, Dr. Marcelo, Dra. Alessandra e sua filha

Beto Prata com sua esposa

O clube do chorinho continua firme e forte. Toda terça às 23h na Chez Cacau

O casal Belotti e o casal Valdívia

Pratinha com seus amigos

Rubens, Majara, Nelsinho, Patrícia e Fernando

O pai do Luciano Huck, Dr. André e Dr. Marcelo prestigiando o aniversário da filha do Valdívia

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Grupo de italianos à procura de jogadores de futebol em Búzios, Cabo Frio e Brasil todo

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Ruy Castro diz que feiras literárias viraram moda no Brasil

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omo todo bom mineiro, o escritor Ruy Castro é comedido nas palavras. Mas quando o assunto é o seu ‘métier’, principalmente sobre o sucesso da Feira Literária de Parati (FLIP), ele não mede as palavras. Diz que no Brasil, tudo que se faz dá certo, até o desfile do Bola Preta, e a FLIP não seria diferente. Lembra que a primeira edição tinha mais escritores que público, mas que foi tão simpático e houve uma grande divulgação na grande imprensa, que na 4ª edição já tinha virado um sucesso. “Tinha tanta gente, que tinha até escritor. No início, as pessoas iam por causa dos escritores, depois passaram ir por causa dos escritores e do evento, e agora vão por causa do evento.” E como, em um País sem nenhuma tradiç��o em cultura literária, uma feira de uma pequena cidade poderia dar tão certo, que já está na sua 11ª edição, e cada dia com mais público? Para Ruy, talvez seja exatamente essa ‘novidade’ que atrai as pessoas, e o que mais o surpreende é que a FLIP faz uma coisa que não é tradicional no Brasil , que é os escritores lendo seus próprios textos. Mas, apesar disto, ele conta que os auditórios estão sempre lotados, e o público atentíssimo, “até mesmo quando falam uma língua que eles não entendem”. Mas o evento é tão simpático, tão singular que atrai todo mundo. Ruy disse ao Perú que credita muito o sucesso do evento ao fato de as pessoas podem ver de perto e interagir com autores famosos, o que foi logo contestado pela mulher, a escritora Heloisa Seixas. Ela, pensa que o sucesso ter vindo mais pelo fato de que o brasileiro ser encantado por tudo o que é ‘estrangeiro’. E o fato de que a feira foi organizada por uma inglesa, logo no início teve a presença de escritores de renome mundial, o que deslumbrou público brasileiro. A organização ‘britânica’ talvez seja uma das fórmulas de sucesso da feira, que no ano passado teve um público aproximado de 25 mil pessoas e um orçamento de R$ 7 milhões. Concebida pela editora inglesa Liz Calder, a FLIP é um evento em que não se aplica a tradição brasileira de tudo começar pontualmente 15 minutos com atraso. “Eu tentei cumprir com essa tradição, atrasando a minha apresentação e não deixaram”. Mas, independente do motivo que levou ao sucesso da feira, ambos concordam que a feira lançou a moda da feira literária em território tupiniquim. Antes da FLIP era somente as bienais, depois surgiram muitos outros eventos em várias cidades do interior do Brasil. “Virou moda, hoje já temos a FLUP, FLAP, FLIPORTO... tudo em cima da mesma idéia. As feiras literárias ganharam visibilidade e hoje os escritores podem passar 365 dias no ano viajando”. Mas, se esta nova moda literária não chegou a aquecer o mercado lite-

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rário brasileiro, pelo menos deu mais visibilidade aos escritores e está permitindo a eles viverem exclusivamente da literatura. SACI - Apesar de conhecer quase todas os eventos literários do Brasil, o casal ainda não tinha ouvido falar do nosso SACI (Semana de Artes e Culturas Internacionais) na sua 3ª edição. É bem verdade que o nosso SACI não é mais dedicado exclusivamente à literatura, mas ela foi o foco de criação do evento, organizado pela Academia Buziana de Letras. Mas agora eles sabem e, quem sabe, virão nos prestigiar no próximo ano. Aproveitando para ‘tirar um sarro’ Ruy diz não acreditar que um evento destes desse certo por aqui. Para ele, em Búzios, tudo é diferente e que seremos a única cidade no Brasil que não vai participar desta manifestação que eclodiu no Pais. “Aqui poderia ter um panelaço contra a Cristina Kirchner, pois metade da população argentina vive aqui, e a outra metade vêm à passeio”. MANIFESTAÇÕES E SUAS RAZÕES - Falando nas manifestações que tomaram o Brasil nas últimas semana, Ruy, como muitas outras pessoas, não tem uma idéia muito clara do que ela representa. Para ele, talvez seja uma vontade de se manifestar, e aqui, motivos não faltam. Mas a pergunta é exatamente porque agora? Motivos existem há muitos anos e as manifestações eram sempre muito pequenas. Exemplo disso foi o 7 de setembro do ano passado, quando no auge do julgamento do Mensalão, as pessoas foram chamadas às ruas para se manifestar contra a corrupção brasileira e o saldo foi de aproximadamente 24 mil pessoas nas ruas, em todo o Brasil. Agora, já se fala em 1 milhão de pessoas na ruas, demonstrando a sua insatisfação. Afinal, o que mudou? Segundo o antropólogo Roberto da Matta, publicado no O Globo do dia 18, os motivos seriam o mesmo da famosa marcha dos 100 mil, em 1968. Ou seja, foi um acúmulo de insatisfações durante um grande período e que, um evento qualquer acendeu o pavio e a massa explodiu. Já Ruy Castro discorda do amigo, pois para ele 68 é outra história, pois naquele momento as insatisfações eram contra um alvo: a Ditadura Militar. A morte do estudante Edson Luis foi realmente o gatilho da revolta, mas, os estudante já vinham se manifestando há tempos. Para ele, a marcha do 100 mil teve um único foco: a abertura política. Porém, essa manifestação de agora não tem esse foco. Heloisa concorda com o marido e diz que basta ver o que os manifestantes querem. “Você vê os cartazes e percebe que tem gente pedindo de tudo, é o maior saco de gato da história do Brasil”. AMOR A BÚZIOS - Apesar do sarro tirado sobre a ‘argentinização’ bu-

Mônica Casarin e Ruy Castro

Ruy Castro e sua esposa Heloísa Seixas

ziana, Ruy e Heloisa declaram amor eterno à nossa cidade. Eles conhecem Búzios há cerca de 40 anos, e vêm curtir o nosso paraíso todos os anos. E, ao contrario do que muitos pensam, eles acham que a cidade conseguiu manter a beleza primordial. Para Ruy o comércio na cidade está hoje muito mais pujante do que o de Saint-Tropez. “Você vê uma quantidade enorme de lojas, restaurantes e pousadas que tenho a impressão que tem mais gente aqui do que lá”. Heloisa lembra que apesar de Búzios ter passado pelo processo de crescimento desenfreado, comum nos anos 80 e 90, ela ainda conseguiu manter seu estilo, o que não aconteceu com outras cidades turísticas brasileiras e até estrangeiras. “Tirando João Fernandes e Ferradura, que foram realmente massacradas pela especulação, o resto conseguiu sobreviver bem”. Para eles a evolução é uma coisa natural e devemos ter um olhar mais realista do crescimento das cidades, pois afinal elas estão sempre em movimento, evoluindo com o tempo e as pessoas. Não se pode pensar no Brasil, ou no mundo, em um lugar estático e que seria impossível manter a natura completamente intacta. “Senão ainda viveríamos em aldeias”. Mas ambos lembram que o progresso tem que vir com responsabilidade e equilíbrio. Como exemplo citam o condomínio que foi criado em frente a praia da Ferradurinha. “Há poucos anos, tinha um brejo maravilhoso, com um ecossistema maravilhoso. Hoje você passa ali e tem concreto, o ecossistema foi literalmente para o brejo. Hoje,

para nós lamentamos a falta do brejo, mas quem sabe daqui há 50 anos, outras pessoas vão estar lutando para manter o condomínio, pois querem construir um prédio no lugar. Temos que ser conscientes, e saber relativizar o tempo”. RUY E SUA OBRA - Ruy Castro nasceu em Caratinga (MG) e dedicou a sua vida ao jornalismo e à literatura. Com passagem por importantes veículos da imprensa do Rio e de São Paulo e virou escritor a partir do ano de 1967. É reconhecido pela produção de biografias como “O Anjo Pornográfico” (a vida de Nelson Rodrigues), “Estrela Solitária” (sobre Garrincha) e “Carmen” (sobre Carmen Miranda; e de livros de reconstituição histórica, como “Chega de Saudade” (sobre a Bossa nova) e “Ela é Carioca” (sobre o bairro de Ipanema, no Rio). Tem sua obra publicada em vários países e ganhou vários prêmios nacionais. Diz que prefere escrever biografias, pois para se chegar a um bom resultado é preciso conhecer o assunto profundamente, tem que buscar informações e fatos verdadeiros, não se pode falar besteiras. Para ele, o mestre da literatura sempre foi e será Nelson Rodrigues, cujo texto era rico e inteligente. Sobre a nova geração brasileira de escritores, diz que não tem paciência para ler, porque os textos se tornaram chatos e mal escritos. Ruy só tece elogios a dois escritores atuais: à mulher Heloisa Seixas e ao biógrafo brasileiro Mário Magalhães, que escreveu a biografia do guerrilheiro Carlos Marighella. “Muito bem escrita. Dá vontade de ler mais”.

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“Eu sou uma planta no sertão nordestino” também. O que o senhor acha? Cabo Frio já deveria estar se manifestando há muito tempo. É tão bonita, mas é uma cidade muito acomodado. Falta rebeldia.

Por Marcelo Lartigue

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a última terça-feira (18) o Perú esteve no Rio de Janeiro, no escritório do Dr. Augusto Ariston, dono do Grupo de Comunicação Auto Litoral, que nos recebeu muito bem e nos concedeu uma entrevista. Viemos entrevistar o senhor que é um grande amigo e ainda um político com P maiúsculo. O Perú Molhado ganhou tanta credibilidade no Rio de Janeiro porque tem um editor, diretor como o Marcelo, que já chega elogiando a gente (risos).

Há muita manifestação no Facebook, e ainda assim para falar bobagens, não acha? O que me chega aqui é que o Facebook é usado para fazer fofoca; Há blogueiros lá famosos por falar bobeiras.

E como o senhor está? Estou bem, acabei de escrever mais um livro ( de contos) estou com muitos projetos editoriais, profissionais e pessoais. Agora que fiz 40 anos (risos) tenho que estar atento á novos projetos. Estamos vendo uma serie de manifestações em todo o Brasil, onde muitos jovens estão a frente dessa luta. Me alegra ver minha filha, Eva, me convidando para as manifestações. O que o senhor acha? Falo muito a vontade desse assunto. Porque no período da ditadura eu fui preso em três estados brasileiros lutando pelas liberdades. Ariston ainda é um rebelde E fiquei muito feliz quando soube que ontem o meu neto estava nas ruas protestando por um país melhor. O que vejo é que o povo esPM de Belo Horizonte limitou o espaço de atuação tá cansado. Se formos falar da revolução Bolchevidos manifestantes dizendo que dali em diante era o que, por exemplo, o que vamos encontrar? A revol“ Espaço Fifa”. Então estamos vivendo um Estado ta e pessoas com uma proposta nova. Era uma luta Sugereni. Então o povo brasileiro irá respeitar uma ideológica. Todo mundo sabe que está tudo errado, organização internacional reconhecidamente de lanão é possível a educação ser tão fraca, continuar a drões. Aquele outro da FIFA esteve aqui dizendo corrupção. Mas ninguém tem uma proposta nova. que iria dar um pé na bunda da população. Lá o Isso se parece com a Revolução Francesa em que roubo é de todas as idades. Isso me indignou e esa população explodiu e não tinha propostas. Tanto pero que o Governo Brasileiro não se renda a FIFA. que foram a Paris, na bastilha, para soltar os presos, provando que não havia propostas. Assim estão os O senhor nasceu aonde? nossos jovens, chacoalhando dentro dos ônibus, o Eu nasci no Rio Grande do Norte, na região do Cipaís está muito caro e as pessoas sabem que não está ridó, sou uma planta do deserto. Se cair um pingo dando para aguentar. de água em mim eu já volto a vida, e brigando. É por isso que você me encontra com tanto entusiasA presidente Dilma deu um pronunciamento somo assim. bre as manifestações. O que o senhor achou do pronunciamento dela? Houve uma grande manifestação em Cabo Frio Acho que a Dilma se posicionou inteligentemente. Eu não acho que ela seja uma corrupta, acho que ela é uma pessoa do bem. O problema é o  partido em que ela está. O PT está no poder há 12 anos e no entanto as iniciativas que o governo não tomou, foi ela que não tomou. Ela tem uma parcela de culpa nisso. Mas no entanto ela se posicionou a favor da manifestação e contra a corrupção. E acho que foi um posicionamento sincero.

O que o senhor pensa do fim dos royalties na Região dos Lagos? Nós do Perú fomos o único jornal que não aderimos a campanha em prol da permanência dos royalties . Porque acreditamos que esse subsidio deixa o povo mal acostumado e o dinheiro nunca foi bem usado. Se não tiver royalties a gente vai ter de se virar, não acha? O dinheiro em Cabo Frio é muito mal gasto. Já poderíamos ter um turismo alto sustentável. Mas esse royalties vier a faltar iremos a falência. É melhor que se aplique bem que não ter os royalties. Mas não tem também é uma possibilidade. É muito dinheiro e se começa a sonhar que aplique-se esse dinheiro melhor no Rio de Janeiro. Seu filho, Bernardo Ariston, é melhor político ou melhor radialista? Acho que ele é um excelente político e acho que ele é um bom radialista. Acho que ele exerçe a atividade radialista como um instrumento para que se coloque na política ativamente. Ele foi um dos melhores deputados do Rio de Janeiro. Ele se caracterizou como um deputado da Região dos Lagos e isso pesou um pouco na sua renovação eleitoral. Mas ele está muito empenhado para o retorno á câmara, e será sempre uma voz com a qual a Região dos Lagos poderá contar. Tem todo meu apoio. Hoje há na Radio Litoral o Programa das Mulheres, com a chancela do Perú Molhado. O senhor conhece? Sim. È sempre muito bem vindo um programa de mulheres e para as mulheres, porque tudo que venha para revindicar melhorias para as mulheres tem o nosso apoio. Fiquei sabendo que é mesmo sendo o mais novo já tem uma grande audiência.

Não é coincidência que as manifestações estejam acontecendo durante a Copa das Confederações, não é? O que mais me chocou foi ver esse presidente da FIFA dar um carão na população dizendo que tem de respeitar a presidente. O comandante da 

 

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André está de volta! C Por Marcelo Lartigue

om o retorno do prefeito, André Granado, após ter ido em comitiva á Sardenha para fechar parcerias para investimentos turísticos e que aquecerão a economia do município.

O que o senhor foi fazer exatamente na Sardenha? Essa viagem, na realidade já estava agendada desde o ano passado, porque esse é um importante evento que acontece na Sardenha. Uma regata de super iates, que vamos trazer em parceria com o Governo do Estado. Inclusive estava presente o secretário de turismo do Estado do Rio de Janeiro e o secretário de turismo de Búzios. O objetivo é tentar trazer esse evento para Búzios. Que nunca aconteceu na America do Sul. Minha presença como prefeito foi cobrada lá. Houve apresentação do Toquinho, que é um grande artista brasileiro e dispensa comentários,para divulgar Búzios. Com isso se abrirá contatos para novos eventos de vela, todos de auto nível, como as regatas da Rolex, e Louis Vuitton, que são competições que nunca aconteceram na nossa região. Está sendo decidido a questão do patrocinador. Receberemos em breve um contrato de intenções para que o evento ocorra em Novembro de 2014.

E sobre a polemica da PL , que o senhor teria assinado, que enviaria os efluentes sobre o Rio Una. Essa questão que está sendo discutida hoje foi uma lei aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que determinava para os membros do Consórcio São João um valor de mais de R$ 11 milhões e Búzios que faz parte deste consórcio seria contemplado com R$3,656,00 milhões para ser usado no em torno da Lagoa de Geribá, com a construção de rede separativa, retirando o esgoto que era drenado para a lagoa assim como para a praia de Manguinhos. Nós já tínhamos mais de R$10.000,00 para investir no saneamento básico, de João Fernandes e Ossos, protegendo a lagoa e a praia dos Ossos. o Meio Ambiente nós entendemos que é uma prioridade para o município. Foi feito também pela prefeitura um projeto e dado entrada na Caixa Econômica Federal, no PAC 2. Com dois anos de carência e mais 20 anos para pagar. O projeto foi assinado lá na Alerj e não por qualquer prefeito da região. Assinamos o convênio de repasse financeiro para os nossos municípios, portanto jamais autorizaria que o esgoto fosse jogado no Rio Una. Esta semana houve uma nova reunião em São Pedro da Aldeia, eu tinha um outro compromisso no Rio de Janeiro com o Governador, mas o Muniz, que é um técnico (engenheiro sanitarista) foi me representando. Todos tiveram acesso ao documento, inclusive o Hamber, que esteve no evento. Lá a Prolagos assumiu o compromisso de melhorar a estação de esgoto de São José, em Búzios, e de melhorar a estação de tratamento de esgoto no Jardim Esperança, porque hoje esse esgoto é jogado no Rio Una com tratamento incompleto. O documento ainda preve que o tratamento de São Pedro e Iguaba sejam de forma terciária e com monitoramente continuo. Esse documento será ainda estudado e levado as instâncias de direito e depois será exposto as entidades representativas de Búzios para que depois ele possa ser assinado. E como está a questão, que nós do Perú estamos apoiando, da construção do Centro Permanente de Vela na Praia de Manguinhos? Estamos trabalhando com muito empenho por isso. Inclusive um consultor, que é um engenheiro na Sardenha, veio á Búzios e está fazendo um estudo minucioso. Na última terça (18) eu assinei um documento determinando que aquela área em

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O Prefeito André Granado e o secretário de turismo Zé Márcio na Sardenha Regata super iates patrocinada pela Loro Piano. Ano que vem teremos em Búzios

Elizandra, Ronald Àzaro, Pide (dono da Loro Piana), Toquinho, o prefeito André e o secretário de turismo Zé Márcio

Manguinhos,é de utilidade pública para a cidade de Búzios. É um decreto que será publicado no BO nessa sexta-feira (21). Esse é o primeiro passo. Está sendo feito o levantamento para se saber quem é o verdadeiro proprietário. E utilizaremos a melhor estratégia para adquirirmos o terreno. O Muniz se comportou bem como prefeito na sua ausência? Muniz é um grande companheiro.Foi importante para vencêssemos a campanha. Entreguei a Secretaria de Meio Ambiente a ele porque confio nele. Ele é importante no governo e tendo ele a frente do Meio Ambiente eu fico muito tranquilo. E o Búzios Love? Gostou? Foi um evento que teve um resultado positivo. A cidade estava em baixa temporada e teve uma boa frequência e além dos turistas tinham moradores de todos os bairros . E todos estavam muito satisfeitos. E tudo isso se deve a parceria com vários segmentos da nossa sociedade, pois todos participaram da formatação do evento. A antiga Fundação Bem Te vi, continuará sendo do povo? Já ganhamos em segnda instância. Haverá também no local uma Praça com pista de Skate e um cinema de qualidade. O que o senhor está achando das manifestações que estão ocorrendo pelo Brasil e inclusive em Cabo Frio e Búzios? Acho que são extremamente legítimas, como qualquer cobrança e reivindicação da população. Quem quiser ser político tem de estar preparado para as reivindicações. Os jovens devem reivindicar mesmo e os políticos devem se adequar e corresponder as expectivas da população. E as manifestações são totalmente pertinentes. Mas isso é pouco e a população deve cobrar mais mesmo. O que não deve acontecer é depedrar o patrimônio público Vou fazer um bate bola. Tudo bem? Sim, claro. Educação?

Zé Márcio e Maria, organizadora da Euroal

Na educação Búzios era um dos piores índices do estado e ainda precisamos das próximas avaliação para sabermos a novo índice. Mas a Secretaria de Educação está com projetos extremamente interessantes e pioneiros e irá com certeza melhorar a qualidade de ensino e irá melhorar os resultados dos alunos de Búzios. Mas não estamos trabalhando somente para que os alunos possam ir bem nas provas, mas preparando-os pra o futuro. Traremos a robótica, um projeto de montagem de robôs, um programa de leitura diferenciada, estamos buscando parceiros, esses são privados. Mas estamos junto ao Ministério da Educação para alavancar ainda mais a educação de nossa cidade. Já temos uma creche para esse ano para 120 crianças e havia outra para o próximo ano. Saúde? Eu sei que a expectativa é muito grande na saúde, porque é o que a população mais espera de mim. A população tem todo o direito de cobrar, já avançamos, mas sei que ainda há o que melhorar, e vamos melhorar. Haverá um novo cadastramento para que montemos uma nova estratégia para atender melhor a população de Búzios. Porque não temos condições de atender a população de outros municípios, e isso vem acontecendo. Já temos uma creche para esse ano para 120 crianças e havia outra para o próximo ano. Fiação elétrica? Estamos cobrando da Ampla e da Oi sobre essa quantidade horrível de fios na cidade. E a maior parte é por culpa da OI. Eles se comprometeram a substituir esses fios por outros mais modernos. Até conseguirmos construir as galerias subterrâneas. Esgoto? Na pergunta anterior creio que já falei bastante sobre o tema mas posso citar também a questão da Lagoa dos Ossos que recebe o esgoto quando falta energia elétrica, inclusive teve mortandade de peixes . A Prolagos culpou a Ampla e eu dei a solução. Eu disse a eles, ‘por que vocês não compram um gerador-estabilizador e quando tiver queda de voltagem estabiliza e quando faltar luz ele liga. Assim esse esgoto não extravasara mais para a lagoa ou para a praia dos ossos.

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Búzios, com amor S Por Sylvana Graça

emana passada a cidade viveu em atmosfera de amor no evento Búzios Love. Durante os quatro dias as Ruas das Pedras, Turíbio e Orla Bardot foram contempladas com músicos espalhados que tocaram belas canções embalando os casais apaixonados. Na Praça Santos Dumont, uma capela cinematográfica foi montada realizando casamentos fictícios. Espetáculos musicais e stand up-comedy divididos entre a Praça e o Porto da Barra fizeram a diferença no evento. Segundo o Secretário de Turismo, José Marcio dos Santos o importante foi aquecer o comércio local na época de baixa. Comerciantes engajados no projeto decoraram seus espaços e abraçaram a ideia. Ficaram felizes como Pachu do Bar do Mangue e Frank Gerard do Taverne 67, que aprovaram o projeto, acharam o mês ideal e acreditam que para o ano que vem a tendência é melhorar para atrair além de moradores, mais turistas para a cidade nessa época. Comerciantes que ficaram de fora já querem participar no próximo. Neusa Nardelli da ECOSUP realizou o primeiro casamento em stand- up paddle abrindo assim mais um nicho de casamento na cidade. Anna Flávia, moradora de Juiz de Fora, soube do evento e correu para fazer uma surpresa para seu namorado, “casaram” no Búzios Love e estão levando de Búzios as melhores lembranças. Para ela foi inenarrável. Projeto que nasceu em menos de um mês pela Prefeitura de Búzios através da Secretaria de Turismo junto com comerciantes e hoteleiros realizado com muito amor e vontade. Pessoas que nunca viram uma peça de teatro assistiram gratuitamente aos espetáculos, pessoas que casaram – mesmo sabendo que era uma brincadeira, levaram a fundo esse momento. Pessoas que abraçaram a ideia e a acreditaram que a união faz a força. Búzios só tem a ganhar com projetos assim e principalmente em uma época tão ruim para a cidade como o mês de junho. Afinal, Búzios merece!

A Praça Santos Dumont lotada

Tributo a Amy fechou o Búzios Love com chave de ouro

Sophie e Vini

Anna Cilico Flávia e Jupira e seu marido Fred

Thuany e Soneca

O primeiro casamento de stand up

Cilico e Jupira

Adriana e Clemente

Taíssa e Zé do Bar do Zé

Claudinho e o cupido do amor

Neusa Nardelli da Ecosup com os noivos e Juan

Graça Coelho e Amanda Chang Armandinho era só love

Zé Márcio abrindo o Búzios Love

Fernando, Help e Amanda

A turma do turismo feliz com o secretário Zé Marcio: Sylvana, Help, Jupira, Lara e Patrícia

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O povo animado do Porto da Barra

Toda forma de amar vale a pena #felicianonaomerepresenta

Marcelo Serrado

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Cinema Cine Bardot - FOROESTE CABOCLO. Pais: BRASIL. De: René Sampaio. Com: Fabrício Boliveira, Ísis Valverde, Felipe Abib. Dias: SEXTA 21:00 / SÁBADO 21:00 / DOMINGO 19:00. SEM PROTEÇÃO. Pais: EUA. De: Robert Redford. Com: Robert Redford, Shia LaBeouf, Susan Sarandon. Dias: QUINTA 21:00 / SÁBADO 19:00 / DOMINGO 21:00. Ingressos: INTEIRA R$ 22,00 MEIA R$ 11,00. www. viladomar.com/cinebardot. Tel: 22 2623-1298.

Artes Plásticas Abigail V. Schlemm – Pinturas. Rua das Pedras 151. Vilmar Madruga – Atelier com exposição permanente da obra do artista. Porto da Barra. Tel.: 2623-7452 Anauê Mosaicos e Esculturas – Rua das Pedras, 266 – loja 04. Telefone: 2623-2225 Atelier Decor-Resina – Peças exclusivas em materiais nobres misturados com resina cristal. Rua Vila das Aroeiras, no 180. Tel.: (21) 9729-3795 Lula Moraes – Rua A - Lote 3 - Alto de Búzios. Tel: 26235744. Atelier Flory Menezes - Rua das Pedras 168 lj 8 Búzios (26230264 - 9994-7831). www.florymenezesescultura.com. O Perú recomenda a Mostra da pintora e escultora Ana Clara Martins até fim de julho. Eduardo Sardi - Retratos artísticos, pinturas a óleo e pátinas - Vila Caranga, 32 - Telefone: 2623-4072 - 9223-0457 Julián Juaréz - artista plástico - Tel: 2633-7037 / 9209-6364. julian23artistaplastico@hotmail.com. Rua Nicolau Antônio Estevão, 68 • Alto da Boa Vista • Rasa. Sérgio Joppert - Pinturas e Desenhos. Rua Zaíras Street. Nº. 09 Baia Formosa - Lote 09. Quadra 05. sergiojoppert@hotmail.com. (21) 9559-0014 Eduardo Pieretti Atelier - Rua da creche Barbara Writh, Parque das Acácias. Tel: (22) 2623-6179 Atelier Maremato do André Cira - Tel 22 26291351 - acira@ wanadoo.fr Artista plástica Argina Seixas. Endereço: Centro Hípico de Búzios - Marina Porto. Horário de funcionamento: 10:00 às 18:00. Telefone contato: (22) 8843-6604 Ana Colombo - Na Galerida da Vimolagos

Comidas & Shows

O 1º Festival de Fotografia de Búzios está se aproximando. Programe-se. EXPOSIÇÃO COM GRANDES NOMES DA FOTOGRAFIA - Élcio Paraíso, Deia Quintino, Fernando Rabelo, Henrique Gualtieri, Kazuo Okubo, Márcia Charnizon, Marcelo Vianna, Mika Castello, Oswaldo Marra & Jane Magalhães, Rafaela Azevedo e Wéber Pádua. EXPOSIÇÃO “FOTÓGRAFOS DE BÚZIOS” Anibal Sciarretta, Bernard Bourgeois, Marcelo Lartigue, Sérgio Quissak e Sylvana Graça. PROJETO CULTURA ÍMPAR - @chbcdf, @ cacildanc, @jeff_nct, @ mmjordao_gf, @robertoreis e @tatigrant_gf EXPOSIÇÃO “BÚZIOS PELOS BUZIANOS” Painel onde os moradores de Búzios poderão colar fotos de sua autoria, mostrando seu olhar sobre a cidade em que vivem. EXPOSIÇÃO “COMPARTILHE BÚZIOS” 20 melhores fotos do Encontro Fotográfico realizado nos dias 18 e 19 de maio, em Búzios. EXPOSIÇÃO COLETIVA - Fotógrafos profissionais e amadores expõem série de 5 fotos cada. PROJEÇÃO DE IMAGENS - Projeção de imagens na vela de um barco. WORKSHOPS (INSCRIÇÕES ABERTAS) Photoshop e Lightroom. Ministrante: Oswaldo Marra. 28/06 - R$ 300,00

Barceloneta - Todas as terças festival de tortillas espanholas. No sábado tem feijoada. Reservas tel.: 2623-0035

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Pátio Havana - De frente para o mar, gastronomia contemporânea. Excelentes alternativas de frutos do mar, carnes de importação, massas, petiscos e deliciosas pizzas. Programação de shows ao vivo, quintas feiras Salsa para bailar e domingos roda de samba. Aberto todos os dias a partir das 18h e ate o ultimo cliente (exceto terças feiras). Reservas: (22) 2623-2169 – Ramal 6 – www.patiohavana.com.br - Rua das Pedras, 101. Centro. Estância Don Juan - As melhores carnes de importação com a melhor seleção de vinhos, no restaurante mais aconchegante de Búzios. Shows de tango são apresentados todas as terças feiras. Aberto todos os dias do meio dia até o ultimo cliente. Reservas: (22) 2623-2169 – Ramal 5 – www. estanciadonjuan.com.br – Rua das Pedras, 178. Centro.

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PALESTRA GRATUITA - “Desvendando os Mistérios do Instagram” - Bruno Waddington (@brunoswell), do BlogPop e convidados especiais Carlos Henrique Brasil (@chbcdf) e Claudia Martini (@caumartini)

DESAFIOS FOTOGRÁFICOS COM PRÊMIOS - Desafios temáticos com premiação realizados através do Instagram @grupoimpar. Lojas e restaurantes de Búzios premiarão as melhores fotos dos desafios. AÇÃO COM OS POSTAIS POPCARDS - Durante o festival, postais da PopCards, impressos com fotografias dos principais fotógrafos convidados, estarão num stand onde os visitantes poderão enviar para um amigo via correio. Participe dessa bela ação compartilhando fotografia com quem você mais gosta! ENTREGA DOS PRÊMIOS DO CONCURSO “COMPARTILHE BÚZIOS” IMPRESSÃO FINE ART A PREÇOS ESPECIAIS BANCA DE LIVROS DA EDITORA PHOTOS CONVOCATÓRIA - Estamos selecionando fotógrafos que queiram participar do Búzios Foto Show com exposições individuais ou coletivas. Envie e-mail para o contato@buziosfotoshow. com.br e saiba como participar. ACOMPANHE TUDO SOBRE O FESTIVAL NO FACEBOOK, INSTAGRAM E TWITTER. CONFIRA TODA A NOSSA PROGRAMAÇÃO NO SITE www.buziosfotoshow.com.br.

Galeria Abigail Vasthi

Rua das Pedras, 151 Tel.: 2623-2261 De 21 a 28 de junho de 2013 – O Perú Molhado


16º IADC Golf Tournament em Búzios Como todos os anos, o campo de golfe de Búzios serve como encerramento da feira de Petróleo e Gás de Macaé. Tem até gringos que participam da feira para jogar golfe em Búzios e percorrer a noite da cidade. O campo é o playground dos petroleiros e suas famílias. Pela noite, os “macaenses” curtiram um jantar de gala na Privilège.

Foto aérea de Gozalo Arselli. O resto das fotos também são dele. Ou seja, a totalidade das fotos são do nosso amigo Gonzalo Pat e Mike Jackson da Brasdril

Centenas de macaenses invadiram Búzios

Búzios foi bem representado. Kakado foi o campeão do torneio com os parceiros Fragoso, Beto Prata e o norueguês Morten, que receberam o prêmio do capitão Acir Cumin

Os organizadores do evento Robson e Paul Broucks

Fragoso, Luciano da Marfood e Kakado

A equipe campeã Marcelo perdeu o banquete...

Filho de peixe, peixinho é. Kalani e Gabriel reprsentando Búzios

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A diretora da Eletrobras também esteve presente

Per da Aker Solutions

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O Rio Una em breve mudará de cor Por Ernesto Galiotto

O

As fotos do Galiotto falam por si só

INFORME PUBLICITÁRIO

rio que interliga 4 municípios em breve será a próxima vítima da herança maldita do esgoto dos principais municípios da Região dos Lagos. Parece inacreditável, mas é a pura verdade que quando a política se envolve nas questões ambientais é difícil uma solução: tudo vai a passos largos para a poluição, com a transformação de uma água pura em um esgoto fedorento. Este projeto que beneficia alguns municípios não poderia ter um final tão infeliz. O de transformar o histórico Rio Una, a Praia Rasa e adjacências (Verão Vermelho, Orla 500 e Unamar à esquerda e Manguinhos e Tartaruga à direita) em corpo receptor de efluentes, áreas contaminadas e não frequentadas. Sim, pois a alegação de que vai haver um tratamento terciário e não haverá impacto parece balela, uma vez que ainda assim serão geradas partículas que conferem cor e turbidez, formadas por colóides e pigmentos, algas e organismos vegetais, substâncias geradoras de odor de origem química e biológica. Por que os prefeitos que assinaram esse acordo e o Estado que encaminhou para a ALERJ e esta mesma que aprovou - não pensaram duas vezes na agressão ambiental. Cada um quer se desfazer da sua titica, não importa para onde vai ser canalizada e o dano que vai causar. O que interessa a esses homens de borboleta branca é a próxima eleição, e não estão nem aí para o Rio Una. Temos exemplos concretos e fracassados. Vejamos a estação de tratamento construída com pompa e circunstância no Jardim Esperança, em Cabo Frio, com o objetivo de sanear o bairro e ajudar a despoluir a Lagoa de Araruama. O que existe lá é suficiente para o tratamento do esgoto de no máximo 10.000 pessoas. Ora, como pode ser isso se atualmente já existem naquela localidade mais de 60.000 habitantes fixos, fora os visitantes e turistas de temporada e cujo esgoto é canalizado para essa estação de tratamento. Será que há um tratamento eficaz? Ou o esgoto que chega lá fica além da capacidade de tratamento e é despejado no corpo receptor? Mais uma vez chegamos à conclusão de que o esgoto excedente ficará amparado no discurso vazio e na justificativa não confiável, como o esgoto in natura que vaza das estações instaladas em Cabo Frio, sede do município. Mas nós ambientalista continuaremos desafiando e cobrando competência séria e que traga solução. No resumo da ópera comparamos o Rio Una com uma foca ou leão-marinho encurralado por baleias assassinas em que o resultado final é a perda da vi-

da e a devoração de tudo. O que restará para trás são manchas de sangue, no caso manchas negras e fedor, porém num ato cruel praticado por seres humanos contra este indefeso rio. Uma Pena!

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL ESTADO DO RIO DE JANEIRO Dr. ALBERT DANAN – Tabelião e Oficial Titular

OFÍCIO ÚNICO DA COMARCA DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS/RJ SERVIÇO DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS Av. Jose Bento Ribeiro Dantas, nº 2.000, Manguinhos Armação dos Búzios/RJ - CEP: 28950-000 Telefax: (22) 2623-6093 – adm@cartoriobuzios.com.br

PROCLAMAS DE CASAMENTOS

Neste Ofício estão afixados no local de costume, após a apresentação dos documentos exigidos pela Lei, os seguintes Editais de Proclamas de Casamento: LINCOLN RODRIGUES MARTINS e LIVIA TARDELLI VIEIRA; Brasileiros, solteiros. Ele, Nutricionista, filho de: Clausner Nogueira Martins e Sonia Maria Rodrigues Martins. Ela: Fisioterapeuta, filha de: Altir Tardelli e Elza Moraes Vieira Tardelli, ambos residentes neste Município/RJ. Processo nº 2131/13.

ADEJAIR QUINTANILHA DE ASSIS e THAIS DALPERIO DE OLIVEIRA; Brasileiros, solteiros. Ele, Professor, filho de: Abel Alves de Assis e Lucilda Quintanilha de Assis. Ela: Vendedora, filha de: Sebastião Sanes de Oliveira e Luciene Dalperio de Oliveira, ambos residentes neste Município/RJ. Processo nº 2138/13.

NILTON MARINS e LECI FERNANDES DA SILVA; Brasileiros. Ele, Viúvo, Pedreiro, filho de: Francisco Carlos Marins e Celeste de Souza Marins. Ela: Divorciada, Cozinheira, filha de: Arlindo Francisco da Silva e Robelina Fernandes da Silva, ambos residentes neste Município/ RJ. Processo nº 2132/13.

LUCAS SANTOS ANDRADE e CARLA PRISCILA NASCIMENTO DOS SANTOS; Brasileiros, solteiros. Ele, Pintor, filho de: Osmario Bernardino de Andrade e Iolanda Santos Andrade. Ela: Domestica, filha de: Carlos Roberto Silva Santos e Vilma Aquino do Nascimento, ambos residentes neste Município/RJ. Processo nº 2141/13

THYAGO REZENDE ANDRADE e MARIA PALMIRA SOUZA DE CARVALHO; Brasileiros, solteiros. Ele, Vendedor, filho de: Antonio Augusto Pires Andrade e Sandra Marques Rezende. Ela: Do lar, filha de: Luiz Graças de Carvalho e Leinar Linhares de Souza, ambos residentes neste Município/RJ. Processo nº 2137/13.

LUCIANO DE FREITAS RODRIGUES e VIVIAM ROMUALDO TAVARES; Brasileiros, solteiros. Ele, Vigia, filho de: Antonio Rodrigues e Arzelina de Freitas Rodrigues. Ela: Cozinheira, filha de: Ezequiel de Souza Tavares e Izabel Romualdo Firmino, ambos residentes neste Município/RJ. Processo nº 2142/13

Armação dos Búzios, 20 de junho de 2013.

Quem souber de algum impedimento, acuse-me. Eu, Katharine Moreira Guimarães, Escrevente, a extraí.

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De 21 a 28 de junho de 2013 – O Perú Molhado


A BAGUNÇA DOS HERMANOS Estamos certos que as coisas fugiram de controle, e quem paga no final somos nós comerciantes que pagamos nossos impostos. Diariamente um grupo de jovens (argentinos e uruguaios) levam turistas de Búzios para Arraial do Cabo, utilizando o transporte público, precisamente a Salineira. È esse o turismo que estamos buscando para Búzios? De que serve todo o esforço feito pela Secretaria de Turismo, da Associação dos Hotéis e de outras entidades ligadas ao turismo para que um grupo de pessoas sem escrúpulos venha a prejudicar a nossa imagem. O que teremos que fazer para coibir este abuso? Até quando teremos que agüentar estes vendedores que se postam na frente de nossas lojas e não permitem que os clientes venham conhecer nossos serviços? Será que todos nós teremos que virar camelôs do turismo? O que oferecem aos turistas neste momento é um verdadeiro acinte a nossa imagem, será que teremos que conviver com isso por muito tempo? È impressionante o numero de minúsculas lojas que se abrem com o pseudo nome de agencia de turismo, sem alvará, sem profissionais e sem nenhum tipo de credibilidade. As reclamações por clonagem de cartão já são uma realidade na nossa cidade, será que iremos ser conhecidas internacionalmente como o balneário da clonagem. |Já falamos com o Secretario de Turismo, Sr. Jose Marcio, mas parece que pouco ou quase nada ele pode fazer. Enfim, a quem apelamos? A única coisa que queremos é trabalhar em paz e oferecer um bom serviço aos turistas que nos visitam e que são nosso maior patrimônio. SOCORRO! Claudete Turismo e outras agências de turismo

Eu também vou reclamar Por Sandro Peixoto

C

ontra o preço da chapinha de cabelo, pela excesso de gás nos refrigerantes, por mais mussarelas nas pizzas, contra o preço das Ferrari, pela redução do calor no verão, por mais pontos de jogos de bicho e contra a perseguição ao mosquito da dengue. Virei cidadão. Vou protestar contra as constantes mudanças nas siglas dos novos sexos, pela falta de água em Marte, contra o nível das mares e também contra a forca da gravidade. Quero deixar bem claro e para todo mundo ouvir que não suporta mais o Galvão Bueno, as viúvas de Mirinho dizendo que ele vai voltar. Quero deixar minha indignação contra o preço dos canais de sexo da Sky, contra o preço do caviar (aumentou mais de 45% nos últimos seis meses) e contra esses celulares que tocam músicas em alto volume. Quero protestar contra as mudanças climáticas. Essa coisa de frio e calor durante o dia está me matando. Quero aqui fazer um protesto contra as garotas de programa de Búzios. Queridas, duzentos reais por um blowjob ninguém aguenta. Quero protestar contra as arvores que teimam em jogar suas folhas no chão, pelas águas dos rios que existem em ir para o mar e não para o interior, contra o sol que continua a aparecer apenas de dia e jamais. E mesmo quando o sol faz hora extra no verão a gente se ferra e tem que acordar mais cedo. Quero me manifestar contra Júpiter, Vênus e Mercúrio que só se aliam de vez em quando. Esses planetas deveriam dar o exemplo e andar mais junto, né não! Quero protestar contra a poluição na Patagônia, afinal as sujeiras dos chilenos e argentinos acabam em nossas costas através das águas da ressurgência. Quero protestar contra a falta de puteiros em Búzios. Quero remar contra essa maré do politicamente correto, onde não se pode mais fazer piadas com negros, gordos, anões e mongolóides. Contra argentino e português continuam liberados... Quero protestar contra falta de banho do meu ex-patrão

Marcelo, pela falta de títulos nacionais do meu Botafogo e contra os protestos que obrigaram os bancos fecharem mais cedo. Em tempo: havia segundo a mídia, mais de cem mil pessoas na passeata contra tudo que tomou conta do Rio esta semana. Já na parada gay havia mais de 1 milhão. Ou seja: tem mais gente lutando para dar a bunda que para parar de tomar na bunda.

Editorial

OAB EM BÚZIOS

tor Jurídico.

Quero parabenizar a aprovação pelo conselho da seccional do Rio de Janeiro, a indicação do Presidente da OAB/ Cabo Frio, para criação da subseção da Cidade de Armação dos Búzios.

IGREJA DE SANTANA

Allan Vinicius - Advogado e Consul-

O padre Ricardo e seus seguidores estão destruindo a igreja de Santana que tem mais de 200 anos eles estão demolindo a igreja nesse momento. Ajudem combater esse destruidor e divul-

guem nas redes sociais, nos orgãos responsáveis O padre está com sua turma da destruição acabando com a igreja de santa ana para alimentar o ego de meia duzia que fica ao entorno dele. Confiram hoje amanhã poderá ser tarde. Thiago Carvalho

Con­se­lho edi­to­rial Bri­git­te Bar­dot, Clau­dio Kuck, Ivald Gra­na­to, Jo­ mar Pe­rei­ra da Sil­va, Fi­no Quin­ta­ni­lha, Re­na­ta Des­ champs, Ota­vi­nho, Umberto e Clau­dio Mo­dia­no, Er­nes­to Za­bo­tinsky, Tra­ja­no Ri­bei­ro, Re­na­to Pa­co­te, Jor­ge Te­des­co, Clau­dio Co­hen, Lau­ritz Lach­man, Gui­lher­me Araú­jo, Pe­dro Pau­lo Bul­cão, Pau­lo Ma­ ria­ni, Al­ber­to Fan­ti­ni, Ma­rie Anick e Jac­ques Mer­ cier, Ara­guacy da Sil­va Mel­lo, Luis Ed­mun­do Cos­ta Lei­te, Mar­cos Pau­lo, Elie Sha­ye­vitz, Jo­nas Suas­su­na, Gló­ria Ma­ria, Ruy Castro, Heloisa Seixas, Márcio Fortes, Luiz Fernando Pedroso, Lula Vieira, Antônio Pedro Figueira de Melo, Eduardo Modiano, Ancelmo Góis, Etevaldo Dias, Joaquim Ferreira, Thomas Sastre, Adriana Salituro, Armando Ehrenfreund, Mário Pombo e Dr. Pormim.

Di­re­tor Mar­ce­lo Lar­ti­gue Editor Adjunto Janir Hollanda Jor­na­lis­ta res­pon­sá­vel Alessandra Cruz (reg. prof. 27662/RJ) Editor de fotografia Taxista João de Nair Re­pór­ter Sandro Peixoto Mônica Casarin Alessandra Cruz Denis Kuck Gustavo Garcia Diagramação Caroline Moreira Diretora Comercial Alessandra Cruz

Fun­da­do­res Ma­rio Hen­ri­ques e Pe­dro Luis Lar­ti­gue Ge­rên­cia de Ven­das Tráfego Publicidade & Marketing Ltda. (21) 2532-1329 (21) 9100-7612 Me­ce­nas Umberto Mo­dia­no Im­pres­são Gráfica DMC Diretor de Distribuição Muchacho Bicho Doido Depto. Jurídico Dr. Ulisses Tito da Costa

Designer Gráfico Ivan Aros O Pe­rú Mo­lha­do / Edi­to­ra Mi­ramar CNPJ: 02.886.214/0001-32 Rua Alfredo Silva, 226, casa 4 Cep 28 950-000 – Brava - Ar­ma­ção de Bú­zios –  RJ Celular/redação: (22) 8128-3781 / 2623-1422 Comercial: (22) 7814-2441 E-mail: operu­mo­lha­do@globo.com operumolhado@gmail.com Si­te: www.operu­mo­lha­do.com.br

De 21 a 28 de junho de 2013 – O Perú Molhado

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E D I TAL

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De 21 a 28 de junho de 2013 – O Perú Molhado


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Não basta só reclamar Da redação

U

ma reunião aconteceu na última terça-feira (18) entre o presidente da Prolagos Emerson e o diretor Carlos Roma Junior, o editor de O Perú Molhado, Marcelo Lartigue, deputada Aspásia Camargo, os empresários Clemente Magalhães e José Leão. O objetivo foi iniciar uma primeira discussão sobre o que Búzios pensa do serviço prestado pela concessionária e ao mesmo tempo poder ouvir o lado da empresa. O assunto girou em grande parte em torno da problemática do esgoto no município. Os questionamentos levantados pelos representantes da cidade foi sobre o tratamento do esgoto na cidade, que ainda é primário, e ainda o problema do esgoto despejado no Canal da Malhada, no Jardim Esperança, que termina por desaguar no Rio Una, prejudicando diretamente as praias do nosso balneário. Os representantes da Prolagos escutaram com atenção as revindicações e questionamentos dos presentes e afirmaram entender e acreditar que a comunidade, o poder publico, órgãos de imprensa e a sociedade civil organizada tem o direito de reclamar e questionar a empresa em sua prestação de serviço. Mas expuseram que há a necessidade uma comunicação mais organizada junto a Prolagos, que muitas vezes não tem como saber em profundidade os anseio da comunidade. a deputada Aspásia Camargo (PV) fez um balanço positivo da reunião e pontuou o que mais se destacou na discussão: “ A reuniões esta sendo muita boa. Foi uma oportunidade de colocarmos os pingos nos “is”. e alguns desses “is” são que Búzios precisa se integrar e se interar mais das questões do Consorcio São João para saber mais o que está acontecendo e revindicar com embasamento. E também que já está evidente que há um problema em Cabo Frio que prejudica Búzios ( no jardim esperança) e também que a Estação de Búzios não é terciaria. Isso já diz bastante do que a comunidade gostaria de dizer a Prolagos”, disse. Clemente, proprietário do Complexo Gastronômico Porto da Barra, também expos sua visão da reunião, “Eu acho que se eu for falar da Prolagos e da água que eu recebo eu não posso reclamar. Mas em relação ao esgoto que cai no Canal da Malhada, que cairá no Rio Una é uma coisa desastrosa” e completou sobre alertar ou não os turistas sobre a contaminação das águas de nossas praias: “ Eu acho que é importante esse monitoramento das praias para se saber onde está bom para banho. Em relação ao turismo, não creio que chegue a prejudicar. Ipanema, por exemplo, as vezes está sem condições de banho e no entanto está sempre cheia. Mas é certo de as pessoas devem ser informadas”. O diretor da Prolagos, Carlos Roma Junior, também expos o posicionamento da empresa e não se esquivou dos questionamentos, demonstrando sensibilidade a fala dos participantes, “ Eu posso mostrar o contrato, que de

A pedido da Prolagos, o Perú foi convidado para escutar o esclarecimento da empresa e a gente levou alguns convidados, como Clemente Magalhães, a deputada Aspásia e José Leão

Consórcio Lagos São João vai rever transposição dos efluentes das ETE para o Rio Una Decisão foi tomada em reunião realizada nesta terçafeira, dia 18, com participação da Prefeitura de Búzios. Nossa deputada Aspásia

Clemente e Zé Leão

Emerson Bittar e Carlos Roma

certa forma funcionou até hoje, mas tudo bem, chega um momento, como agora, que precisa ser revisto. A ligação São Paulo - Santos demorava 5 horas e nós trabalhamos em uma obra que era a mais moderna da época, mas sabíamos que depois de cinco anos estaríamos no limite. Agora quem demora uma hora já reclama. E assim está acontecendo com Búzios, e é natural”, disse e completou: “ O que mais queremos é essa parceria entre a comunidade e seus representantes com a Prolagos. Até porque o município tem poder de fiscalização e

O Consórcio Intermunicipal Lagos São João realizou na terça-feira, dia 18, uma reunião com o propósito de discutir a transposição dos efluentes das ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) de Iguaba Grande e de São Pedro da Aldeia, além da Lagoa de Araruama, para os efluentes da bacia do Rio Una. A reunião foi presidida pelo presidente do Consórcio e prefeito de São Pedro da Aldeia, Cláudio Chumbinho, que recebeu uma comissão da cidade de Búzios formada pelo Vice-prefeito, Carlos Alberto Muniz, presidente da Câmara, Leandro Pereira, vereadores e representantes da sociedade civil, e resultou na elaboração de um documento, com propostas de mudanças para o projeto, que serão analisadas pelo comitê. O encontro aconteceu na sede do Governo Municipal. Dentre os itens inseridos no documento estão a transformação das ETEs de São José (Búzios) e Jardim Esperança (Cabo Frio) para tratamento de esgoto terciário; o monitoramento em tempo real do funcionamento das estações da Região dos Lagos; aditivo ao contrato de concessão da Prolagos permitindo a captação de recursos federais e estaduais; a realização de estudos ambientais e audiências públicas antes da desativação da ETE de Praia do Siqueira (Cabo Frio); educação ambiental dos estudantes da rede pública explicando o processo de transposição; reunião com os Ministérios Públicos Estaduais e Federal sobre as questões legais da transposição e a visita às áreas onde desaguarão os efluentes da transposição, no próximo dia 24 de junho. De acordo com o Vice-prefeito e Secretário de Meio Ambiente, Pesca e Saneamento de Búzios, Carlos Alberto Muniz, os efluentes que são despejados no Rio Una vêm atualmente de uma Estação de Tratamento de Jardim Esperança. Uma estação desta categoria trata de forma insatisfatória os efluentes que ela recebe, gerando impacto para o destinatário. Ainda segundo o Vice-Prefeito, o Prefeito André Granado, ainda em campanha, deixou claro que ia fazer uma revisão do contrato da concessionária de água e esgoto. De forma transparente, o Prefeito explicou, em sua página na rede social, que, em pouco tempo, a cidade vem captando recursos para saneamento que nenhuma outra gestão havia feito antes. pode chegar até uma pessoa que não liga seu esgoto na rede e fazer cumprir esse dever”. O Perú Molhado foi citado como um importante veiculo de comunicação para que se possa levar á público, além das revindicações e denúncias da comunidade, a resposta e as ações que são realizadas para resolver os problemas por parte da Prolagos, “ Quando questionassem do tratamento da água, gostaríamos que vocês do Perú nos procurassem. Porque o jornal é muito bem lido e tem muita credibilidade. Vamos pegar os principais questionamentos da comu-

nidade que vierem a tona através do jornal e de alguma forma poderemos explicar e dialogar com a comunidade. Queremos estar na posição de estarmos juntos”, disse o presidente da empresa e ainda frisou: “ Queremos ser parceiros com vocês interessados em Búzios. Nós não vamos olhar para a revindicação de vocês e dizer; ‘ Isso não está no contrato. Não é problema nosso. Não temos interesse de fazer’. Isso não vai acontecer. Vamos ouvir e buscar juntos uma solução para resolver o problema, mesmo que não conste no contrato”, afirma.


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