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15 de novembro de 2012 N.º 397 ano 10 | 0,50 euros | Semanário

Diretor Hermano Martins

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Reforma administrativa pág. 10

Unidade Técnica propõe Trofa com 5 freguesias Entrevista págs. 6 e 7

Atualidade pág. 8

JúlioMagalhães Joana Lima garante ter solução na Trofa para comemorar para Paços do Concelho 14 anos de concelho


2 Atualidade

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15 de novembro de 2012

Vamos florestar a Trofa?

66 doaram sangue para o Hospital de S. João Dezenas de pessoas responderam ao apelo do Lions Clube da Trofa e marcaram presença na colheita de sangue, que se realizou na manhã de sábado, dia 10 de novembro. Das 70 pessoas que compareceram, 66 contribuíram para aumentar as reservas de sangue do Hospital de S. João, do Porto.

A coletividade vai continuar a promover mais brigadas e apela “à participação de todos”, pois “há doentes que precisam de si”. A próxima colheita decorre na Junta de Freguesia de Alvarelhos, entre as 9 e as 12.30 horas do dia 17 de novembro, sábado, a favor do Instituto Português do Sangue do Porto. P.P.

Greve Geral quase invisível na Trofa Em território nacional foram várias as pessoas que participaram na greve geral convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses. Na Trofa, os serviços estiveram a decorrer normalmente. A CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses) convocou para o dia 14 de novembro, quarta-feira, uma greve geral contra o agravamento das políticas de austeridade e em defesa de políticas alternativas que favoreçam o crescimento económico. No concelho da Trofa, a greve geral não se fez sentir, tendo os serviços estado a funcionar normalmente. Exemplo disso, foram os centros de saúde, que estiveram a funcionar de forma normal. Já no que toca à Educação, poucas foram as escolas que es-

tiveram fechadas. No Agrupamento de Escolas da Trofa apenas a Escola Básica 2/3 Napoleão Sousa Marques, em S. Martinho de Bougado, não teve aulas, pois, segundo Paulino Macedo, presidente da Comissão Administrativa Provisória, não estavam reunidas as condições de segurança. Já no Agrupamento de Escolas de Coronado e Covelas, que também contempla as escolas de Castro, a EB 2/3 S. Romão do Coronado e a EB1/JI de Fonteleite também estiveram encerradas. Recorde-se que esta já é a segunda greve geral em menos de oito meses. Segundo Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, o motivo que leva à greve é a atitude do Governo que está “de costas voltadas para o povo” e de “braços abertos para fazer o que quem manda nos cifrões diz”. P.P.

“Vamos florestar Portugal! E tu? Vais ficar em casa?” Este é o slogan da AMO Portugal – Associação Mãos à Obra Portugal, responsável pelo Limpar Portugal, que está a preparar para o dia 24 de novembro, sábado, com a ajuda e a coordenação das estruturas locais, uma atividade que consiste na plantação de árvores autóctones, tais como Freixo, Azereiro, Azinheira, Medronheiro, Carvalho-negral, Carvalho-português, Castanheiro, Cerejeira, Carvalho-alvarinho, Amieiro, Sobreiro, Borrazeira-preta, Sabugueiro,Vidoeiro e Ulmeiro, num terreno na freguesia de Covelas, junta à rotunda, que em julho de 2011 foi consumido pelas chamas. A estrutura local da Trofa precisa da colaboração de toda a

Indaqua alerta para telefonemas fraudulentos A INDAQUA - Indústria e Gestão de Águas alertou hoje os clientes do concelho de Santo Tirso/Trofa, bem como de Santa Maria da Feira, Fafe, Matosinhos e Vila do Conde, para a ocorrência de telefonemas fraudulentos realizado em nome da empresa. A empresa explica que “os supostos telefonemas” informam “o consumidor que foi selecio-

Tiago Vasconcelos, Valdemar Silva Fotografia: A.Costa, Miguel Trofa Pereira (C.O. 865) Composição: Magda Araújo, Cátia Veloso, Ana Assunção (T.P.E 155) Impressão: Gráfica do Diário do Minho, Lda, Assinatura anual: Continente: 22,50 euros; Extra europa: 88,50 euros; Europa: 69,50 euros; Assinatura em formato digital PDF: 15 euros NIB: 0007 0605 0039952000684 Avulso: 0,50 Euros

nado para receber um prémio”, agendando uma “visita aos domicílios entre as 18 e as 20 horas”. Segundo declarações avançadas à Lusa, as chamadas, realizadas a partir de “números não identificados”, são “falsas e não fazem parte de nenhuma ação em curso por parte da empresa”. P.P.

Muro de Abrigo comemora S. Martinho “Vem conviver connosco. Sê solidário com os outros, para que sejam solidários contigo amanhã.” Este é o convite da associação Muro de Abrigo, que está a preparar para o dia 17 de novembro, sábado, a partir das 20.30 horas, uma noite dedicada a S. Martinho, onde promete não faltar “animação”, “convívio” e os tradicionais comes e bebes,

Ficha Técnica Fundadora: Magda Araújo Diretor: Hermano Martins (T.E.774) Sub-diretora: Cátia Veloso (T.P. 1639) Editor: O Notícias da Trofa, Publicações Periódicas Lda. Publicidade: Maria dos Anjos Azevedo Redação: Patrícia Pereira (T.P. 1637), Cátia Veloso Setor desportivo: Diana Azevedo, Marco Monteiro (C.O. 744), Miguel Mascarenhas (C.O. 741) Colaboradores: Atanagildo Lobo, Jaime Toga, José Moreira da Silva (C.O. 864),

comunidade trofense, para que seja possível plantar muitas árvores. “Já temos garantidas bastantes árvores e lugares para as plantar. Faltam braços”, afirmou fonte da organização, coordenada por Nuno Cruz da entidade Hansa Natura. Caso esteja interessado em inscrever-se pode fazê-lo no sítio oficial da AMO Portugal (http:/ /www.AMOPortugal.org), através da opção Coordenações Locais, onde deve selecionar o distrito e o concelho, para encontrar a ficha de inscrição. Recorde-se que são muitos os benefícios que as florestas proporcionam para toda a Humanidade, afetando, “de forma positiva”, os “sistemas naturais globais”. P.P.

E-mail: jornal@onoticiasdatrofa.pt Sede e Redação: Rua das Aldeias de Cima, 280 r/c - 4785 - 699 Trofa Telf. e Fax: 252 414 714 Propriedade: O Notícias da Trofa Publicações Periódicas, Lda. NIF.: 506 529 002 Registo ICS: 124105 Nº Exemplares: 5000 Depósito legal: 324719/11 Detentores de 50 % do capital ou mais: Magda Araújo

como castanhas, caldo verde, bifanas e o bom do vinho. O salão paroquial do Muro foi o palco escolhido para esta iniciativa, que tem como principal objetivo “angariar fundos para a instituição”. A entrada tem o custo de cinco euros e pode ser adquirido na associação ou com os voluntários. P.P.

Nota de redação Os artigos publicados nesta edição do jornal “O Notícias da Trofa” são da inteira responsabilidade dos seus subscritores e não veiculam obrigatoriamente a opinião da direção. O Notícias da Trofa respeita a opinião dos seus leitores e não pretende de modo algum ferir suscetibilidades. Todos os textos e anúncios publicados neste jornal estão escritos ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Agenda Dia 15 17.30 horas: Exposição de t-shirts alusivas ao Dia Mundial Sem Fumo, na Academia Municipal da Trofa 18 horas: Debate “Planeamento e Educação”, no auditório da Escola Secundária da Trofa Dia 16 21.30 horas: Concerto dos Meninos Cantores do Município da Trofa, na Igreja de Santiago de Bougado - Festival Leo Solidário Auditório da Junta de freguesia de Santiago de Bougado Dia 17 Estágio Regional do Dojo Muro, no ginásio da Associação Recreativa Juventude do Muro 9-12.30 horas: Colheita de sangue, na Junta de Freguesia de Alvarelhos 14.30 horas: Inauguração da exposição A produção de Arte Sacra no Vale do Coronado, na Casa da Cultura da Trofa 20.30 horas: Noite de S. Martinho, no salão paroquial do Muro 21.30 horas: Concerto do Coro Paroquial de S. Martinho de Bougado e o Orfeão de Santhyago, na Igreja Nova de S. Martinho de Bougado Dia 18 15 horas: “Diálogos de Dança Contemporânea”, no Pavilhão Desportivo de S. Romão do Coronado 15 horas: Bougadense-Valadares Gaia, no Parque de Jogos da Ribeira GD Aldeia Nova-S.Romão, no Complexo Municipal de Leça de Palmeira Dia 19 10 horas: Hastear das Bandeiras, no edifício sede da Câmara Municipal da Trofa 14.30 horas: Cerimónia de Entrega dos Prémios do Concurso Lusófono da Trofa 2012 - Prémio Matilde Rosa Araújo, na Casa da Cultura 17.30 horas: Sessão Solene com o convidado Júlio Magalhães no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários da Trofa. 19 horas: Tradicional Vitela Assada, acompanhada pelos ritmos musicais do Grupo “Sons e Cantares do Ave”, no Parque Nossa Senhora das Dores Dia 20 9-12.30 horas: Sessão de empregabilidade, no Espaço Internet, Edifício Terraços do Infante – FIJE

Farmácias de Serviço Dia 15 Farmácia Trofense Dia 16 Farmácia Barreto Dia 17 Farmácia Nova Dia 18 Farmácia Moreira Padrão Dia 19 Farmácia Nova Dia 20 Farmácia Trofense Dia 21 Farmácia Barreto Dia 22 Farmácia Nova

Telefones úteis Bombeiros Voluntários da Trofa 252 400 700 GNR da Trofa 252 499 180 Polícia Municipal da Trofa 252 428 109/10


Atualidade 3

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15 de novembro de 2012

Autarquia suspendeu transporte

Crianças andam mais de 2 quilómetros a pé para ir ao jardim de infância Cátia Veloso Hermano Martins

Semana sim, semana não Natércia Rainha tem que percorrer mais de dois quilómetros com os dois filhos, de cinco e três anos, para os levar ao jardim de infância. Câmara Municipal suspendeu o transporte para crianças do pré-escolar por “questões legais e de falta de segurança”. Na inocência dos seus cinco anos, Rui diz que é uma criança e não uma “pessoa grande”. Por isso, quando o cansaço de uma rotina começa a pesar nas pernas ao fim de uma semana, o menino suplica à mãe para não ir mais para a escola a pé. A irmã, Inês, que ainda não alcançou as quatro primaveras, também sucumbe à fadiga, mas a falta de alternativas faz com que as crianças tenham que se levantar ao cantar do galo para ir para o jardim de infância. Os perigos de percorrer o caminho a pé espreitam a cada esquina e nem sempre a consciência rodoviária impera nas ruas. “Ainda ontem (7 de novembro) fui levar a minha filha à escola, quando, perto da ASCOR (Associação de Solidariedade Social do Coronado), um carro em excesso de velocidade travou de repente e derrapou, batendo com os pneus no passeio. Eu estou sujeita a estes riscos. E se não houves-

se passeio?”, questiona-se Natércia Rainha, mãe das crianças. A viver no Seixinho, em S. Romão do Coronado, Natércia, que está desempregada, sente na pele o facto de este ano letivo a Câmara Municipal não assegurar o transporte das crianças dos jardins de infância, para “cumprir” o imperativo “legal” que exige regras extra de segurança. Inicialmente, conseguiu vaga na Escola da Portela apenas para Rui, por isso optou por colocar os filhos em Fonteleite. “Não era viável estarem separados, porque eu não tinha tempo para ir buscar um e outro. Fiz o pedido para que os dois fossem colocados nessa escola e disseram que iam fazer os possíveis, mas não conseguiram fazer nada. Disseram-me que havia crianças de cinco anos à frente para entrar”, afirmou. Semana sim, semana não, quando não consegue boleia, Natércia leva os filhos a pé para o jardim de infância, num percurso sinuoso de quase uma hora. São dois quilómetros e cem metros, distância que os separam da escola e que se repetem na hora de regressar a casa. Outros casos semelhantes poderão estar a acontecer no concelho desde que o transporte para crianças que frequentam o jardim de infancia foi suspenso. Para além de um percurso onde nem sempre existem pas-

Crianças percorrem a pé mais de 2 quilometros para irem para a escola

seios, há ainda outras dificuldades como as inconstâncias do tempo. “Já apanhei chuva com eles. Saí de casa ainda o tempo estava descoberto, mas ao chegar à ASCOR começou a chover. Tive de pegar na menina ao colo e correr com eles para nos abrigarmos. Chegaram à escola com o casaco todo molhado”, contou Natércia Rainha. Para não ter o coração nas mãos a cada dia que sujeita os filhos aos perigos da estrada, Natércia Rainha já se dispôs a colocar as cadeiras de segurança no autocarro, no entanto, a autarquia justifica que é necessário uma nova viatura com as condições necessárias, investimento que não pode fazer neste momento. Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, afir-

mou que “se a Câmara tivesse uma situação financeira estável, é claro que adquiria um autocarro com as condições necessárias para transportar as crianças do jardim de infância” e sublinhou que se trata de uma “questão legal” que exige “a segurança das crianças”. “Em maio, fiz uma reunião com todas as associações de pais dando-lhes conta desta situação. Não devemos querer que os nossos filhos sejam transportados sem a segurança exigida por lei. Se existir um acidente e alguém se magoar, a responsabilidade criminal será deste executivo, nomeadamente da presidente da Câmara”, atestou. Segundo a edil trofense, não é possível reorganizar os jardins de infância para que casos como o de Rui e Inês, que não podiam

entrar juntos na escola mais próxima, sejam evitados. “Segundo a lei, a entrada das crianças é feita pela ordem da data de nascimento, ou seja, primeiro entram todas as que têm cinco anos, depois as que têm quatro e assim sucessivamente. Se, a seguir, houver vaga, vamos ter em conta que há um irmão e deixar que a criança frequente o mesmo estabelecimento de ensino, mas isso acontece à posteriori. As regras estão definidas pelo Governo e não as podemos alterar”, frisou. Enquanto não há solução para Rui e Inês, as duas crianças vão continuar a ser reféns da boa vontade de quem lhes dá boleia ou da rotina das caminhadas que, mesmo assim, não lhes retira o sorriso.

Agrupamento de escolas da Trofa promove concurso Patrícia Pereira

No âmbito da Semana Europeia da Prevenção de Resíduos, o Agrupamento de Escolas da Trofa, junta-

mente com os clubes Europeu e de Artes, promove o concurso “No (re) utilizar é que está o ganho…”. “No (re) utilizar é que está o

ganho…”. Este é o nome do concurso que o Agrupamento de Escolas da Trofa, bem como os clubes Europeu e de Artes, estão a promover, no âmbito da Semana Europeia da Prevenção de Resíduos. Um concurso destinado a alunos do ensino básico e secundário, que terão que “construir um objeto decorativo ou utilitário a partir de materiais reutilizados”. Em cada escalão etário haverá prémios para os três melhores trabalhos. A atividade culmina com uma exposição de todos os trabalhos, que vai estar patente no Clube de Artes do Agrupamento de Escolas da Trofa, localizado na Escola Secundária da Trofa. Assim, entre os dias 20 e 23 de

novembro, das 10 às 22 horas, a escola abre as suas portas para divulgar a toda a comunidade “a criatividade dos seus alunos” na reutilização de materiais. Desta forma, a comunidade vai conhecer formas de “poupar dinheiro e recursos”, bem como “reduzir os resíduos e proteger o ambiente”. “E porque a época é de poupança, esta exposição constituirá também um incentivo à construção dos seus próprios presentes de Natal, sem despender dinheiro”, avançou fonte da organização da Secundária da Trofa. A Semana Europeia de Prevenção de Resíduos (EWWR) é um projeto europeu, promovido pelo Programa Life+ da Comis-

são Europeia. Em Portugal, é organizada pela Agência Portuguesa do Ambiente em parceria com a Lipor. Uma iniciativa que pretende “alertar a comunidade para o grave problema da produção de resíduos que o planeta enfrenta”. “Nas duas últimas décadas, fruto de um estilo de vida cada vez mais industrializado, a quantidade de resíduos aumentou descontroladamente, uma vez que a maioria dos produtos que nos passam todos os dias pelas mãos são descartáveis”, contou, salientando que a solução passa por “envolver todos e cada um de nós na reutilização e no prolongamento da vida útil dos produtos”.


4 Atualidade

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Reforma administrativa tema da reunião de Câmara Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

O executivo da Câmara Municipal da Trofa deslocouse até à Junta de Freguesia de S. Romão do Coronado, no dia 9 de novembro, sexta-feira, para mais uma reunião ordinária pública descentralizada. Com o objetivo de descentralizar as reuniões, o executivo municipal da Trofa deslocou-se até à Junta de Freguesia de S. Romão do Coronado para levar aos munícipes a participação em mais uma reunião ordinária pública. Antes do período da ordem do dia, António Pontes, vereador do PSD, fez “uma declaração política” sobre a proposta da reorganização administrativa do concelho da Trofa, apresentada pela Unidade Técnica, enviada à Assembleia da República. Para António Pontes este é “o pior cenário para o concelho”, uma vez que passa a ser constituído por cinco freguesias. “Os vereadores assim como os membros da Assembleia Municipal eleitos pelo PSD avisaram sem qualquer tibieza sobre este cenário, isto é, com a deliberação tomada pela maioria do PS na Câmara assim como na Assembleia Municipal, que equivaleria à não pronúncia, seriam os burocratas de Lisboa a decidir sobre o futuro da reorganização administrativa do nosso concelho”, afirmou, explicando que a Assembleia Municipal perdeu “a possibilidade de termos seis” freguesias, se tivessem “aproveitado a lei no que respeita à emissão de pronúncia atempada”, assim como as juntas “vão perder 15 por cento da majoração dos seus orçamentos com prejuízo claro para as populações”. Além disso, para o vereador do PSD o concelho vai ficar dividido em novas estruturas administrativas “claramente de dimensão disforme, quer em população, quer em território, não atendendo de nenhuma forma àquilo que algumas populações e seus representantes manifestaram de maneira inequívoca”. Uma situação que podia ter “sido evitada” se tivesse existido “humildade democrática” e o PS não tivesse colocado “os interesses eleitoralistas e populistas” acima dos “interesses do concelho”. Em resposta, Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, disse que não devia pôr

Câmara reuniu na Junta de Freguesia de S. Romão

“o ónus em quem não o tem”, justificando que esta é “uma lei do Governo”, que “não vem ao encontro do interesse dos trofenses” e, por essa razão, não se pode responsabilizar “aqueles que lutaram pela união das freguesias e não pela desagregação”. Joana Lima não conhece “nenhum autarca” que se tenha “manifestado a favor e que não tenha tido o retorno”, como é o caso de S. Romão do Coronado, que mostrou-se a favor de agregar, tendo a lei contemplado “a sua vontade”. O facto de o PSD ter apresentado duas propostas, em que “um membro municipal de uma freguesia apresenta a do vizinho e o membro municipal do vizinho apresenta a do outro vizinho”, para a presidente da autarquia “não é sério, nem mostra princípios nenhuns”, denotando que “não podemos querer atirar para cima dos outros aquilo que nós não queremos”. “O PS defendeu as suas populações, tem consciência tranquila e vai lutar como sempre. Não teve nenhuma aritmética ou engenharia política para poder defender os seus eleitos, não defendendo os seus eleitores”, avançou, relembrando que havia “uma proposta que servia”, porque ia “ao encontro de uma junta que é liderada pelo PS”, Guidões, que “não queria agregar”. António Pontes recordou que a freguesia do Muro “não se pronunciou e vai ficar sozinha”, já a freguesia de Guidões que sempre se pronunciou contra, vai ser agregada à de Alvarelhos. “Devíamos encontrar a melhor solução. Não quiseram, agora não há nada a fazer”, concluiu. Ainda durante a reunião, foi aprovada, com três votos a favor e três brancos, a nomeação de

Teresa Fernandes, vereadora do pelouro da Educação, Manuel Silva, coordenador da divisão da Educação, e Idalina Rosário, professora do ensino secundário, como representantes do município da Trofa no Conselho Geral transitório do Agrupamento de Escolas Coronado e Covelas. Da ordem de trabalhos constou a aprovação da minuta do contrato referente à empreitada “Requalificação das Margens Ribeirinhas do Rio Ave – Parque das Azenhas”, 3.ª Revisão ao Regulamento do Orçamento Participativo Jovem. PDM em discussão Um dos pontos de destaque foi a aprovação da proposta de Plano Diretor Municipal (PDM) da Trofa. Joana Lima afirmou que o executivo respondeu na medida que era possível às apreciações públicas, uma vez que existem “regras” da RAN (Reserva Agrícola Nacional) e da REN (Reserva Ecológica Nacional) que devem ser cumpridas. António Pontes interveio, dizendo que os vereadores do PSD são “mais críticos na gestão política”, porque, “não se justificava que fossem necessários três anos após a apresentação do documento à primeira discussão pública”, pois “gastou-se imenso tempo com poucas vantagens”. “Não deixa de ser curioso que depois das críticas cerradas que foram feitas a este documento quando foi apresentado publicamente em 2009, constatamos que globalmente o plano mantém as grandes linhas daquilo que eram as linhas iniciais que foram apresentadas. Dá a entender que as críticas políticas cerradas que foram feitas em 2009 serviram para fins eleitorais”, apontou.

O vereador denotou ainda que “um comentário” da CCDR-Norte (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) o chamou a atenção, no que diz respeito “às pretensas dúvidas sobre a boa e efetiva aplicação no que diz respeito às alterações produzidas e auscultação das entidades respetivas”. Para António Pontes isto vem sublinhar o que tinha dito, quando afirmou que tinha sido “muito tempo” num processo que exigia “uma sensibilidade muito maior” e “ainda por cima com algumas dúvidas que são colocadas sobre se realmente todos os procedimentos e todas as auscultações” tiveram “a boa e efetiva aplicação”. No final, o vereador do PSD levantou algumas questões de carácter “mais técnico”, relacionadas com “o aumento da área construtiva em áreas que, do ponto de vista infraestrutural, não tem grandes condições para isso” e, pelo contrário, “os espaços que estavam contemplados como área urbana no seio de localidades já com uma certa ancestralidade, em termos de ocupação humana no concelho, que viram limitadas estas áreas de construção”. Como exemplos deu o caso do lugar de Cedões, em Santiago de Bougado, onde “há uma expansão que foi feita em termos de terrenos para construção, num espaço acima da escola de Cedões”, que é uma área que “não está infraestruturada”, existindo apenas “um caminho de acesso a bouças e campos”. Outro exemplo foi o lugar de Lemende, em Covelas, onde houve “uma desafetação de terrenos que estavam anteriormente classificados como área urbana”. Joana Lima respondeu que

estes locais já assim estavam contemplados no PDM pelo anterior executivo e que apenas fizeram “as alterações” segundo as reclamações que existiam, sendo que das “24 unidades operativas”, foram tiradas “dez”, no sentido que estas “não eram necessárias”. “Vocês tiveram dez anos e não aprovaram, nós em três vamos aprovar”, retorquiu. Relativamente ao comentário da CCDR-N, a presidente da Câmara afirmou que já foi enviada uma carta a pedir esclarecimentos, pois “não é feita nenhuma acusação”. Já quanto às questões técnicas, um dos arquitetos encarregues pelo PDM, António Charro, afirmou que sendo este “um plano completamente distinto” de Santo Tirso, podia existir áreas que “eram urbanas que podiam deixar de ser”. No caso de Lemende foi “só a retirada da Unidade Operativa de Planeamento e Gestão, em vez de “indústria passou para área de moradias”. Um pedido que chegou através do presidente da Junta de Freguesia de Covelas, Fernando Moreira. Já em Cedões houve “um ligeiro aumento numa zona industrial”. Colocada à votação, a proposta do PDM foi aprovada por maioria com quatro votos a favor e três abstenções dos vereadores do PSD. Assuntos de interesse para S. Romão No início da reunião, Joana Lima adiantou que no dia anterior, 8 de novembro, o executivo foi conhecer as novas instalações da sede de Junta, afirmando que “a freguesia fica a ganhar com a obra”, podendo contar sempre com o apoio da autarquia. Guilherme Ramos, presidente da Junta de Freguesia, contou que o edifício é “elogiado por quem passa”, e informou que no seu interior terá uma biblioteca, sala para exposições e formações. Além disso, o presidente da Junta denotou que o edifício será dos poucos com um parque de estacionamento, de “mil metros”, que precisa de ser “melhorado”. Outra das suas preocupações são os passeios da Estrada Nacional 318, uma vez que é “uma necessidade”, principalmente para “quem vai para a Escola Básica Fonteleite”. Quanto a este assunto, Joana Lima declarou que tudo irá fazer para encontrar uma solução para o problema.


Atualidade 5

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Festa de S. Martinho animou escola de Cedões Patrícia Pereira Pedro Araújo

Castanhas e... bicicletas no Magusto do S. Pedro Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

A Associação Recreativa de S. Pedro da Maganha preparou várias atividades para o fim de semana, 10 e 11 de novembro, com o intuito de comemorar o magusto de S. Martinho. Muitas foram as pessoas que não quiseram faltar ao programa de S. Martinho preparado pela Associação Recreativa S. Pedro da Maganha, no qual não faltou a animação e, claro, as castanhas, nozes e figos. A iniciativa começou no sábado com a 2ª edição do Passeio de BTT, que contou com cerca de 20 participantes, que, apesar do mau tempo, não perderam esta oportunidade de percorrer “cerca de 20 quilómetros” pela “zona de montanha de Santiago de Bougado”. “O ano passado o grupo era maior. Este ano o tempo não ajudou, pois choveu muito, mas, mesmo assim tivemos participantes”, afirmou António Castro, presidente da associação. Já à tarde, a sede foi animada pela atuação do conjunto de música tradicional portuguesa “Os Camilianos”. No domingo, dia dedicado a S. Martinho, também não faltaram os tradicionais comes e bebes, acompanhados pela música do grupo da Associação Recreativa, Duo Armindo

Silva e Clemente. António Castro contou que, inicialmente, apenas existia a festa de S. Martinho para os sócios, mas depois o evento alargou-se à comunidade, e foi apetrechado de música ao vivo e os tradicionais comes e bebes, com a oferta das castanhas, nozes e figos. Esta atividade é uma forma de também angariar fundos para a construção da sede da coletividade, iniciada este ano. As estruturas já estavam prontas para, na segunda-feira, dia 12, receberem a primeira placa. O presidente espera que “daqui por um ano” a obra já esteja na fase do “pedreiro”, mas, caso esteja “mais avançado, melhor”. Quanto ao plano de atividades, que vai a votação na próxima assembleia-geral, António Castro salientou a formação de “uma equipa de futsal”, que já está inscrita, e a festa de S. Pedro, que contará com a animação da Banda de Música da Trofa e com as marchas de S. Pedro. “Quero ter um bom dia de festa, para que não morra. Para o ano, as marchas vão ter um grupo maior, com trajes vivos e música animada”, apontou. A associação, que conta com o apoio da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado, Câmara Municipal da Trofa e comunidade, espera que as pessoas “não deixem de apoiar”, como têm feito até aos dias de hoje.

A Associação de Pais, o corpo docente e não docente da Escola Básica de Cedões, em Santiago de Bougado, organizaram uma noite dedicada ao S. Martinho, no dia 9 de novembro. “Trazer a comunidade educativa à escola” foi um dos principais objetivos da Associação de Pais da Escola Básica de Cedões que, juntamente com o corpo docente e não docente, organizou uma noite dedicada ao S. Martinho. “Mais de 600 pessoas” aceitaram o convite e celebraram o magusto na EB1 de Cedões, em Santiago de Bougado, onde não faltaram os comes e bebes, sempre acompanhado com música de ambiente. Com uma fogueira a representar o S. Martinho, a associação tinha à disposição o tradicional caldo verde, papas, porco assa-

Magusto na escola com castanhas, bifanas, papas e caldo verde

do, bifanas e castanhas. Já as sobremesas, compotas, doces tradicionais da época e cafés estiveram a cargo do pessoal docente e não docente. Para animar a noite, a comunidade escolar contou com a atuação do Rancho Etnográfico de Santiago de Bougado. Com o dinheiro angariado,

também a ajuda de rifas, será para um passeio no final do ano. Pedro Paiva, presidente da associação de pais, a adesão foi “muita boa”, sendo que o balanço só poderia ser “bastante positivo”. “Para a próxima esperamos que ainda seja melhor”, concluiu.

Centenas no Magusto de S. Martinho Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

A Junta de Freguesia e a Associação Cultural e Paroquial de S. Martinho de Bougado juntaram-se para organizar o magusto e comemorar o dia de S. Martinho, no dia 11 de novembro. Como manda a tradição, magusto que se preze não podem faltar as castanhas, os figos, o caldo verde e o bom vinho. A Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado foi fiel à tradição e convidou a comunidade a comemorar o dia de S. Martinho, padroeiro da freguesia, no Parque Nossa Senhora das Dores. Uma iniciativa que contou com a colaboração da Associação Cultural e Paroquial da freguesia, que preparou um almoço, servido no Bar da Comissão de Festas, com a apresentação dos usos e costumes do Rancho Folclórico da Trofa. Antes, foi celebrada na Igreja Nova uma missa e procissão em honra de S. Martinho. Já a partir das 17 horas, os membros da Junta de Freguesia começaram a distribuir pelas pessoas os cerca de 1500 pães com carne de porco, caldo ver-

Muitas pessoas foram ao parque celebrar o S. Martinho

de, castanhas, figos e, claro, o vinho. Para José Sá, presidente da Junta de Freguesia, é “um orgulho” proporcionar este convívio, porque, na sua opinião, é disto que “as pessoas precisam para viverem com um pouquinho de alegria”. O balanço não podia ser outro senão “altamente positivo”, uma vez que contou com “muita gente, que demonstrava gostar

de ali estar”. “Notava-se no rosto das pessoas que estavam satisfeitas e que este é um dos convívios que mais interessa, porque só com música e dança, como se costuma dizer, não se alegra o estômago”, afirmou. José Sá denotou que esta é “uma tradição” que pretende manter enquanto for presidente da Junta de Freguesia.


6 Entrevista

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15 de novembro de 2012

Joana Lima garante ter solução para Paços do concelho Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

A renovada EB 1 do Paranho foi o palco da entrevista que o NT e a TrofaTv fizeram a Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa. A edil trofense fala do trabalho de três anos de executivo socialista, dos 14 anos do concelho e do futuro que pode passar por uma recandidatura à autarquia. A entrevista pode ser vista, na íntegra, em www.trofa.tv. O Notícias da Trofa (NT): Que balanço faz destes três anos de mandato? Joana Lima (JL): Faço um balanço muito positivo, pois é com alegria, responsabilidade e sentido de dever, que trabalho todos os dias, pelo futuro da Trofa e pelo bem-estar e qualidade de vida de todos os trofenses. É verdade que este não é um cargo fácil. Ser Presidente de uma Câmara Municipal como a nossa, é avassalador, pois são inúmeras as carências, são inúmeros os sonhos e os projetos que tínhamos para o nosso concelho, alguns dos quais tivemos que sacrificar, depois de confrontados com a dura realidade do endividamento, de nível inadmissível, herdado do passado. Vimo-nos confrontados com uma situação financeira já de si precária, que foi posteriormente exacerbada com as restrições provocadas pela grave crise financeira e económica nacional e internacional e pelos inúmeros constrangimentos legais que o governo nos tem imposto, como é o caso da Lei da Assunção de Compromissos e dos Pagamentos em Atraso, claramente limi-

tativa da autonomia administrativa e financeira das Câmaras. Quando me candidatei à Câmara Municipal da Trofa, deixei claro que seria definitivamente uma candidatura de mudança. E com muito esforço e muita perseverança, que estamos a concretizar essa mudança, encarando o interesse público como o esteio fundamental da nossa ação política diária, trabalhando na defesa da transparência democrática, e dando prioridade ao equilíbrio financeiro e a uma gestão mais eficiente dos recursos disponíveis. Hoje, mais do que nunca, estamos a trabalhar no sentido de assegurarmos a melhor gestão dos recursos, procurando um elevado nível de eficiência e maximi-

zando a produtividade, tendo sempre em vista a prestação do melhor serviço público possível a todos os munícipes. NT: Quais as principais dificuldades que tem encontrado na liderança dos destinos do concelho? JL: Os obstáculos que encontrámos, são sobejamente públicos, mas posso destacar, e constatei esta situação, logo que iniciei funções como presidente da Câmara Municipal da Trofa, os prazos extremamente morosos que temos que respeitar e que decorrem da legislação e dos procedimentos obrigatórios, como a Lei dos Compromissos, ou todos os procedimentos decorrentes da nossa adesão ao Plano de Apoio à Economia Local. Depois, a muito grave situação financeira com que nos deparamos no nosso município, herdada do anterior executivo, e que impede que possamos efetuar as obras e os projetos que desejaríamos para o concelho. No entanto, com grande esforço e enorme sacrifício estamos a trabalhar para conseguir reduzir o endividamento do município, para conseguirmos alcançar o reequilíbrio financeiro da nossa autarquia.

NT: Cem dias depois de ter tomado posse, anunciou a localização para os Paços do Concelho. Posteriormente, admitiu que a mesma localização teria de ser reequacionada. Há desenvolvimentos quanto a esse processo? JL: Em fevereiro de 2010, foi conhecida a nossa decisão, enquanto executivo municipal, que definia que os Paços do Concelho da Trofa deveriam nascer na zona da Estação Velha da CP e da EB 2/3 Napoleão Sousa Marques, pelas razões já largamente evocadas na ocasião. Nessa linha, temos protagonizado inúmeras diligências e reuniões, que no local certo e no momento adequado, nos têm permitido avançar com firmeza neste processo. A grave crise económica nacional e a situação financeira precária da Câmara Municipal da Trofa, herdada do passado, não permitiram ainda a concretização deste projeto. Mas porque consideramos que é imperioso encontrar um novo espaço que centralize e permita racionalizar a gestão do município, e simultaneamente, possibilite a incrementação da qualidade dos serviços prestados aos trofenses, estamos a estudar uma solução que vem ao encontro das necessidades dos trofenses e irá ser conhecida de todos, muito brevemente. Esta solução irá prestar um serviço mais eficaz e eficiente. NT: Recentemente foi conhecido o pedido conjunto dos presidentes das câmaras da Trofa, Maia e Vila Nova de Famalicão para que a variante à EN 14 seja feita entre Famalicão e Lemende e entre S. Mamede e o Jumbo da Maia. Não acha que o único município a perder com esta solução é o da Trofa? JL: Eu acho que com esta solução, a Trofa vai ficar a ganhar. Encontramos uma solução alternativa que tivesse o mesmo objetivo de uma variante e que implicasse menos custos para o erário público. Encontramos a solução e propusemos ao senhor secretário de Estado das Obras Públicas, uma solução alternativa que passaria por reduzir as vias e fazê-la em troços.

A variante à EN 14 serve toda a região Norte e esta zona, com um tecido empresarial fortíssimo, precisa de ter esta solução para podermos alavancar o crescimento económico e trazer mais empresas para o concelho. NT: Um dos projetos que vai contribuir para a qualidade de vida da população é o Parque das Azenhas. Em que ponto está? JL: A semana passada fizemos um conjunto de escrituras dos terrenos e amanhã vamos fazer mais algumas. Hoje mesmo (terça-feira) vamos assinar o contrato com o empreiteiro. O processo está praticamente quase concluído. Falta o Tribunal de Contas dar o visto para então executarmos a obra e no prazo de 120 dias estar pronta para que os trofenses possam usufruir dela. Apesar de ser compartici-pada em fundos comunitários em 85 por cento, este projeto é uma grande conquista deste executivo, por todos os procedimentos legais, como a Lei dos Compromissos. NT: Estamos em altura de dificuldades financeiras, que tem provocado problemas sociais graves nas famílias. A Câmara vai tomar alguma providência para o apoio social? JL: Nós estamos atentos aos problemas sociais, estamos a alterar o nosso regulamento para conseguirmos aumentar a verba que disponibilizamos mensalmente os subsídios ao arrendamento, junto da Administração Regional e junto do Governo, e a verdade é que este nosso esforço de negociação não tem sido fácil, mas estamos confiantes, pois o que nos move é a vontade de tudo fazer para melhorar a vida das nossas famílias. Estamos a preparar uma plataforma digital intitulada Trofa Solidária, que será lançada em dezembro, e que vai reunir todos os recursos disponíveis no Concelho, de forma a agilizar procedimentos e a otimizar meios. Esta plataforma será gerida a partir da Loja Social, e reúne todas as instituições de cariz social do Concelho, contemplando também a criação de um Fundo Social de Emergência. NT: Está há três anos à fren-


te do concelho da Trofa e é acusada pela oposição de não ter feito nenhuma obra física. Não teme que o seu mandato possa ficar marcado por isso? JL: Não. E estamos no local ideal para responder a essa pergunta. Esta escola foi construída desde a primeira pedra e como esta temos mais quatro. Temos um investimento de mais de sete milhões de euros. Este executivo honra-se muito pela obra física e imaterial, sobretudo pelos processos que conseguiu concluir e na área financeira. Estes projetos só tiveram desfecho positivo devido ao facto de termos conseguirmos equilibrar durante este mandato. É um orgulho muito grande termos estas cinco escolas concluídas e pagas, porque este foi um processo complicado. Quando chegamos à Câmara tivemos de parar os projetos (candidaturas), durante um ano para podermos fazer o procedimento de novo e com isso ganhamos quatro milhões. É isso que me conforta, que me dá força para continuar a lutar, porque adotamos uma política transparente, de sinceridade e eficiência financeira. Quando a oposição vem dizer que não temos obra física ou anda distraída ou não conhece o nosso concelho. NT: Mesmo com todas estas dificuldades, está preparada para se candidatar à Câmara Municipal? JL: Acho que tenho a obrigação de o fazer. Eu estou mais que preparada, sinto que tenho essa obrigação para com os trofenses. Acho que o trabalho que foi feito durante este mandato foi de organização e de projeção de futuro que não deve ser deitado por terra. E por isso os trofenses podem contar comigo. 14 anos de concelho da Trofa NT: O concelho da Trofa as-

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Vox Pop

Populares questionam presidente O NT e a TrofaTv sairam à rua e desde S. Martinho a S. Romão deram oportunidade aos trofenses de questionarem a presidente da Câmara sobre os problemas do concelho. Confira as questões e as resposta de Joana Lima. Por que é que existem tantos buracos nas ruas? JL: Porque eles vão surgindo uns atrás dos outros, mas não são assim tantos. Estamos a tratar de resolver alguns problemas. No entanto, há protocolo de delegação de competências celebrado com as juntas de freguesia, que contempla os arranjos dos buracos nas acessibilidades, daí ser também uma responsabilidade das juntas o restabelecimento do piso nas nossas freguesias. Quando é que o Metro vem para a Trofa? JL: É uma pergunta que gostava ver respondida pelo Governo, que anulou ou suspendeu o concurso do metro à Trofa e neste momento sentimos dificuldades, mas é um tema pelo qual não deixaremos de lutar, por todos os trofenses e pelas pessoas que têm lutado tanto por este meio de transporte. Quando vai ser feito o melhoramento do Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro? JL: É uma operação que envolve dez milhões de euros, cofinanciados em 85 por cento pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional. Penso que, neste momento, a situação mais grave está a ficar desbloqueada, que é o cumprimento da Lei dos Compromissos. Muito brevemente iremos adjudicar a obra.

sinala 14 anos de existência. Onde estava no dia 19 de novembro de 1998? JL: Estava na Assembleia da República. Fui a liderar um autocarro, na altura, a Comissão Promotora de Trofa a concelho pediu-me para coordenar um e eu tive oportunidade de ver em Lisboa o resultado da votação. NT: Como define a emoção que viveu? JL: É indescritível. É muita emoção pessoal, mas ver todas aquelas pessoas tão emocionadas com o resultado da votação. Foi um dos momentos mais emocionantes do ponto de vista político e até de bairrismo que

tive ao longo da minha vida. NT: Imaginava que 11 anos depois estaria a liderar este concelho? JL: Não, nem pensar. Nessa altura nunca me tinha passado pela cabeça ser presidente da Câmara da Trofa. Sempre tive uma veia política, sempre gostei muito da Trofa e fiz muito por ela, mas efetivamente nunca tinha pensado em assumir este cargo. NT: Ainda hoje, os partidos de oposição acusam o PS de ter estado contra a criação do concelho. JL: É verdade que o PS a nível nacional não teve uma postura correta para os trofenses. A emoção que vivi foi misturada entre a alegria de ser trofense e ver o meu partido votar contra. Mas a história repete-se e agora está o PSD numa situação difícil, porque vai ter que votar a favor da agregação das freguesias, contra a vontade das populações e neste momento o PS vai votar contra. Localmente, o PS esteve a favor da criação do concelho e, hoje, o PSD devia estar contra a agregação das freguesias, mas não consegue.

Há transparência nas economias locais e chegam para as despesas? JL: Se for bem gerido, chega. Nós temos superavit nos anos que estamos a gerir a Câmara Municipal. Este ano, em junho, em matéria de contas, tivemos um superavit de 600 mil euros, que no final do ano pode chegar ao milhão e meio. O dinheiro chega para as despesas e para fazer alguma obra. O problema é a dívida que temos para trás, mas vai chegar com certeza porque vamos ter que a pagar por alguns anos. Como vai pagar as dívidas? JL: Vamos pagar através de dois programas que já estão no Governo a ser avaliados, que é o Programa de Apoio à Economia Local, ao qual a Câmara se candidatou com 17 milhões de euros para pagar dívidas a fornecedores e através do Plano de Reequilíbrio Financeiro, com uma candidatura de cerca de 13 milhões de euros. Esta é a forma de pagarmos a dívida ao longo de 20 anos ou 15 anos, conforme o plano for aprovado. Quando vai ativar o saneamento no lugar de Bairros (Santiago de Bougado)? JL: Este é um problema que está nas mãos das Águas do Noroeste e a Trofáguas está a fazer tudo para que rapidamente reponham essa situação, que nos ultrapassa mas à qual não deixamos de estar atentos e vigilantes. Quando vão terminar as obras de saneamento e de abastecimento de água na rua perto do Centro de Saúde de S. Romão? JL: A obra já começou em S. Mamede, está a atravessar o chamado estradão militar, que vai ligar ao Seixinho e daí fazer a ligação da água a essa zona. Eu penso que no prazo de dois, três meses, a obra está concluída e aí sim os habitantes de S. Romão vão ter abastecimento público de água , mais um problema resolvido por este executivo.


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Júlio Magalhães na Trofa para comemorar aniversário do concelho Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

O jornalista Júlio Magalhães é o convidado de honra da sessão solene comemorativa dos 14 anos do concelho da Trofa, marcada para as 17.30 horas de segunda-feira. No dia 19 de novembro de 1998, os trofenses concentraramse em Lisboa para reivindicar a criação do concelho da Trofa, para que as oito freguesias da parte poente de Santo Tirso se tornassem independentes. Catorze anos depois, o concelho está em festa e, para isso, a Câmara Municipal da Trofa está a promover uma semana recheada de iniciativas, celebrando, desta forma, uma data “de grande importância para os trofenses”. Esta quinta-feira o dia é dedicado à iniciativa “Os autarcas vão à escola”, que já é “um marco nas comemorações”, e que tem o objetivo de “aproximar o executivo municipal da população mais jovem”, através de “uma conversa informal”. As comemorações continuam a 16 de novembro com um concerto interpretado pelos Meninos Cantores do Município da Trofa, pelas 21.30 horas, na igreja matriz de Santiago de Bougado, com um repertório de Música Sacra – Missa dos Pastorinhos, do Padre Joaquim Santos. No dia 17 de novembro, é inaugurada a exposição “A Produção de Arte Sacra no Vale do Coronado”, pelas 14.30 horas, na sala de exposições da Casa da Cultura. Mais tarde, as festividades continuam no auditório da Junta de Freguesia de S. Mar-

tinho de Bougado, com a atuação da Banda de Música da Trofa, pelas 18 horas. No mesmo dia, pelas 21.30 horas, sobem ao palco o Coro Paroquial de S. Martinho de Bougado e o Orfeão de Santhyago. Este concerto decorre na Igreja Nova de S. Martinho de Bougado. Na tarde de domingo, 18 de novembro, a autarquia trofense propõe um programa dedicado os apreciadores de dança, com o espetáculo “Diálogos de Dança Contemporânea”, que decorre no pavilhão desportivo de S. Romão do Coronado, pelas 15 horas, e que contará com a participação da Escola AlvaEstúdio e da Passos de Dança. Já o final da tarde fica marcado pelo concerto de Pedro Sousa, vencedor do 3º Festival da Canção da Trofa, que se realiza no auditório da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado, pelas 18 horas. Mas “o ponto alto” destas comemorações está reservado para o dia 19 de novembro, dia do 14º aniversário do concelho. As atividades do feriado municipal começam pelas 10 horas, com o tradicional hastear das bandeiras, que contará com a participação dos Agrupamentos do Corpo Nacional de Escutas e dos Núcleos da FNA do concelho da Trofa e com a Fanfarra de Santa Maria de Alvarelhos, no edifício sede da Câmara Municipal da Trofa. Segue-se a missa solene, na Igreja Paroquial de S. Romão do Coronado, com a participação do Grupo Coral de S. Romão do Coronado, pelas 11 horas. As atividades continuam durante a tarde com a cerimónia de entrega dos prémios do Concurso Lusófono da Trofa 2012 –

acompanhada pelos ritmos musicais do Grupo “Sons e Cantares do Ave”. O Executivo Municipal “ lança o convite a todos os trofenses para participarem nas comemorações do 14º aniversário de criação do concelho, assim como nas várias iniciativas programadas para estas comemorações evocativas da data em que “a Trofa conquistou a autonomia administrativa”. Temática “Planeamento e Educação” em debate

Milhares de pessoas foram a Lisboa buscar o concelho em 1998

Prémio Matilde Rosa Araújo, pelas 14.30 horas na Casa da Cultura. Paralelamente, a autarquia trofense preparou “uma surpresa musical”, com a apresentação de uma Récita de Canto pela voz do trofense Pedro Salgueirinho. A Câmara Municipal aproveita esta data para homenagear “algumas personalidades trofenses que se destacaram não só no concelho, mas também a nível nacional e internacional”, recebendo medalhas de honra e de mérito cultural, desportivo, benemerência e pelo percurso

profissional. Ao longo da sessão solene, que tem início pelas 17.30 horas, no salão nobre dos Bombeiros Voluntários da Trofa decorrerá um momento musical interpretado pela violoncelista Telma Silva. O jornalista Júlio Magalhães é o convidado de honra da sessão solene. No final do dia, e sendo já “um marco histórico” nas comemorações do aniversário do concelho, será oferecida, a partir das 19 horas no Parque Nossa Senhora das Dores, a todos os trofenses a tradicional Vitela Assada,

“Planeamento e Educação” é a temática que vai ser abordada no novo debate no âmbito do Projeto Educativo Municipal. Trata-se de um evento inserido no programa das comemorações do 14º aniversário do concelho da Trofa. Desta forma, o auditório da Escola Secundária da Trofa abre as portas, no dia 15 de novembro, pelas 18 horas, para esta sessão, que tem como convidados os oradores Joaquim Machado, da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, José Rio Fernandes, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Manuel Orvalho, diretor de Departamento de Intervenção Económica e Social da Câmara Municipal de Matosinhos. A presidir à sessão e para abrir o debate, moderado por António Charro, chefe de Divisão do Planeamento e Urbanismo da Câmara Municipal da Trofa, marcará presença Joana Lima, presidente da autarquia, e Teresa Fernandes, vereadora do pelouro da Educação. A autarquia trofense convida pais, alunos e restante comunidade a marcar presença neste debate.

Inauguração da Escola EB1/JI de Paranho adiada Devido a impedimentos de agenda, provocados por “compromissos pessoais e inadiáveis” do comentador e professor Marcelo Rebelo de Sousa, convidado de honra da sessão de inauguração da Escola EB1/JI de Paranho, em S. Martinho de Bougado, a cerimónia, que esteve marcada para 19 de novembro, foi adiada para data a confirmar posteriormente. O convite surgiu uma vez que

foi o seu pai, Baltasar Rebelo de Sousa, que, em 1959, inaugurou a Escola Básica de Paranho, quando era secretário de Estado da Educação Nacional. A inauguração das obras de ampliação e remodelação deste edifício representará “um marco histórico” para as crianças e famílias da freguesia de S. Martinho de Bougado, que veem terminada uma obra que decorreu nos últimos três anos, com

um investimento de 1.171,050 euros, comparticipados em sede de FEDER a 85 por cento. Com estas obras, a escola passa a dispor de “condições físicas e pedagógicas excelentes, com refeitório, balneários, instalações técnicas e áreas multiusos”. A escola do 1º ciclo do Ensino Básico e Jardim de Infância do Paranho acolhe 263 alunos, sendo 203 do 1º ciclo e 60 do jardim de infância.

Recorde-se que, depois de ter tomado posse em outubro de 2009, o atual executivo municipal da Trofa conseguiu “reprogramar as candidaturas ao QREN, de ampliação e requalificação de várias escolas do concelho, tendo obtido mais financiamento e melhores condições para a Câmara Municipal da Trofa”. Esta é uma das escolas do concelho que foi “profundamen-

te requalificada”, a par da EB1 de Paradela (S. Martinho de Bougado), EB1 de Estação (Muro), EB 1 de Finzes (S. Martinho de Bougado), três centros escolares a inaugurar muito em breve, e a EB1/JI de Querelêdo em Covelas, já inaugurada em 2011, com um investimento total de mais de sete milhões de euros. P.P.


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Líder da comissão política concelhia do CDS responde aos rumores de possível coligação com PSD

“CDS Trofa está a trabalhar para se apresentar nas eleições com bandeira própria” Cátia Veloso Hermano Martins

Renato Pinto Ribeiro quis levantar a poeira que existia no ar sobre a possível coligação do CDS com o PSD para as autárquicas da Trofa. O centrista afirmou que a estrutura concelhia do partido está a trabalhar para “se apresentar nas eleições com bandeira própria”. “O CDS-PP não andará a reboque de ninguém”. Esta foi a garantia deixada por Renato Pinto Ribeiro, presidente da Comissão Política Concelhia do CDS Trofa, em jeito de resposta à possibilidade de coligação com o PSD para as autárquicas de 2013. O líder centrista sublinhou que “a concelhia do CDS é livre e autónoma para decidir nesta matéria em função do que quer para a Trofa e do que entende ser o melhor para o concelho”. No entanto, salvaguardou que a comissão política do CDS Trofa “respeita as estruturas superiores”, pelo que “até à eventual assinatura de um acordo entre as estruturas distritais de ambos os partidos”, não voltará a pronunciar-se sobre o assunto. Nenhuma decisão, garantiu, será tomada sem antes haver “uma análise em sede comissão política”, que “auscultará a opinião” dos militantes. A hipótese de coligação nasceu da aproximação de posturas entre os dois partidos, como por exemplo na reprovação do primeiro plano de reequilíbrio financeiro apresentado pela autarquia, em abril deste ano. Renato Pinto Ribeiro (que substituiu Jor-

Renato Pinto Ribeiro (ao centro) afirmou que “o CDS não anda a reboque de ninguém”

ge Curval) votou desfavoravelmente, pois considerava que “aquele plano, tal qual estava, era mau para o concelho”. “E na verdade, o tempo veio dar-nos razão. Em setembro passado, a Câmara levou à Assembleia Municipal um segundo Plano de Reequilíbrio Financeiro que, em substituição do primeiro, vai permitir uma poupança em juros de cerca de nove milhões de euros”, sublinhou. Esse foi um dos critérios, afirmou o centrista, que levaram a que o CDS, através de Jorge Curval, mudasse a postura na Assembleia Municipal e votasse favoravelmente o documento, afastando a hipótese de mal-estar dentro do partido: “As relações que eu tenho quer com o Dr. Jorge Curval quer com Carlos Martins são as melhores, como sempre foram. Na altura, tive oportu-

nidade de comentar que previa que o plano fosse novamente a discussão, porque, por vezes, na política, conseguimos ter uma perceção de certas situações que num futuro próximo podem acontecer. De facto, aconteceu e era o Dr. Jorge Curval que estava lá, legitimamente eleito, mas caso não estivesse disponível seria eu e também teria votado favoravelmente, porque este plano é completamente diferente do primeiro”. Outro dos temas que afastam as posturas das estruturas concelhias do PSD e CDS é a reforma administrativa. Ao contrário dos sociais-democratas, os centristas não apresentaram nenhuma proposta de agregação de freguesias por considerar que a aplicação da lei não vai “surtir qualquer efeito significativo” na “redução da despesa”, para além de acreditarem que “não faz sentido” reorganizar um concelho com 14 anos. “No que se refere à aplicação do concelho da Trofa, tivemos oportunidade de demonstrar todo o nosso descontentamento quer às instâncias superiores do nosso partido, quer à Unidade Técnica. Tratando-se de um concelho recente não vemos necessidade de ver uma reestruturação e principalmente porque a aplicação desses critérios vão tornar este concelho completamente desproporcional”, frisou.

O facto de a proposta da Unidade Técnica (ver notícia na página 8) ter optado pela não agregação da freguesia do Muro, única liderada por um executivo do CDS, não faz diminuir o desagrado dos centristas por verem o concelho reduzido a cinco freguesias: “Olhamos para o concelho como um todo e a Trofa é composta por oito freguesias. Desagrada-nos a redução que foi feita, independentemente das agregações que a Unidade Técnica propõe fazer”. O CDS manifestou-se contra a lei, mas na Assembleia Municipal, através de Jorge Curval, também se absteve da proposta do PS, que defendia a não agregação. Renato Pinto Ribeiro não quis revelar qual seria o sentido de voto, caso estivesse nesse lugar, explicando que Jorge Curval, por ser jurista, abstevese por ter dificuldade “em aprovar uma proposta que vai contra a lei”. “Foram três anos de completa apatia governativa” Por motivos profissionais, Renato Pinto Ribeiro não conseguiu estar na Assembleia da República a assistir à votação que possibilitou a criação do concelho da Trofa, no dia 19 de novembro de 1998. Ainda hoje sen-

te “alguma tristeza e frustração por não ter vivido a emoção e a alegria, no local próprio, no momento exato, acompanhado e no meio de toda a população trofense”. No entanto, não esteve alheado deste momento histórico e enquanto trabalhava “estava atento à Rádio Trofa, à espera da notícia que acabou por se confirmar”. Renato Pinto Ribeiro salienta “a força, vontade, dedicação, trabalho e luta de todos os trofenses, não esquecendo aqueles que durante anos nunca desistiram e acreditaram que um dia seria possível a concretização de uma pretensão para uns e de um sonho para outros”. Já o balanço de 14 anos de concelho não foi tão animador. O líder do CDS Trofa defende que de 2001 e 2009 o trabalho do executivo camarário do PSD ficou “aquém das expectativas”, com “recursos existentes nem sempre bem aplicados”, levando a que “questões de extrema importância não tenham sido resolvidas”. “Reconhecemos o muito que foi feito de bom, mas não nos abstraímos do muito que foi feito de mau e do que podia ter sido feito de melhor”, sublinhou. Já os três anos de mandato socialista são definidos por Renato Pinto Ribeiro como de “completa apatia governativa”. “Nada de bom, nada de mau, simplesmente nada”, afirmou, justificando com a falta de obras, como os “Paços do Concelho, PDM, variantes rodoviárias e o metro”, e ausência de “políticas sociais e de apoio às IPSS, associativismo, desporto e juventude”. Quanto à revelação das obras e políticas que considera que deveriam ser implementadas, o centrista preferiu deixá-la para quando o partido “apresentar o programa eleitoral”, que está a ser preparado no sentido de o CDS “ir a eleições com bandeira própria”.


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Proposta de agregação de S. Martinho e Santiago, Alvarelhos e Guidões, S. Romão e S. Mamede

Unidade Técnica propõe Trofa com cinco freguesias Cátia Veloso Hermano Martins

Foi conhecida a proposta de agregação da Unidade Técnica, depois de Assembleia Municipal ter aprovado documento contra a reforma administrativa no concelho da Trofa. União de Freguesias de Bougado, União de Freguesia do Coronado e União de Freguesias de Alvarelhos e Guidões. Estas são as agregações propostas pela Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT) para o concelho da Trofa conhecidas na quinta-feira, 8 de novembro, aquando da publicação em Diário da República. A proposta aprovada na Assembleia Municipal da Trofa, apresentada pelo PS (que mereceu 13 votos a favor do PS e um do CDS, dois votos contra do PSD e 12 abstenções do PSD e um do CDS) que visava a não agregação das freguesias, perante a lei, é equiparada a ausência de pronúncia, pelo que coube à UTRAT, a partir de Lisboa, pegar no mapa do concelho e propor as agregações, tendo em conta os critérios contemplados na lei de 22 de 2012. A agregação de Santiago e S. Martinho de Bougado foi a primeira a ser referida. Como estas freguesias “são consideradas como situadas no lugar urbano da Trofa”, de acordo com a lei, “deve reduzir-se 50 por cento do número de freguesias cujo território se situe, total ou parcialmente, no mesmo lugar urbano”. Tendo em conta o mesmo critério, a UTRAT propõe a agregação de S. Romão e S. Mamede do Coronado. Por fim, a proposta de agregação de Alvarelhos e Guidões

Proposta de mapa para o território do concelho da Trofa

é explicada pela pretensão “que as freguesias tenham escala e dimensão demográfica adequadas, com um mínimo de 3000 habitantes, cujo território não esteja situado em lugar urbano”. Guidões tem 1659 habitantes, por isso, não cumpre os requisitos para se manter isolada. Uma vez que “Alvarelhos é uma freguesia contígua”, “existem aglomerados populacionais da freguesia de Guidões na proximidade de aglomerados populacionais de Alvarelhos”, “as sedes das freguesias distam cerca de 2,5 quilómetros, existindo ligações rodoviárias entre elas” e “a freguesia de Alvarelhos tem, no seu território, uma Escola Básica 2/3 e um Centro de Saúde, que serve a população de Guidões”, a UTRAT propõe a sua agregação. Perante o novo mapa administrativo, as freguesias que se mantêm intocáveis são Muro (1912 habitantes) e Covelas (1534). Atualmente, as juntas de freguesia lideradas por executi-

vos do PSD são Covelas, Santiago de Bougado, S. Romão do Coronado e Alvarelhos. O PS tem em seu poder S. Mamede do Coronado, S. Martinho de Bougado e Guidões. O Muro é chefiado por um executivo eleito pelo CDS. A acontecer, estas agregações chocam com os pareceres das Assembleias de Freguesia de S. Mamede do Coronado, Guidões, Santiago e S. Martinho de Bougado. Por outro lado, as assembleias de S. Romão e Alvarelhos aprovaram propostas de parecer nas quais refere que as freguesias podem ser consideradas “polos preferenciais de atração de outras freguesias”. Já Covelas tinha-se mostrado contra a fusão e a assembleia do Muro não se pronunciou. Autarcas de S. Mamede e S. Martinho lamentam proposta da UTRAT Enquanto António Azevedo e Bernardino Maia, presidentes das juntas de Santiago e Guidões, respetivamente, escusaram-se a comentar a proposta da UTRAT, preferindo aguardar pelo desfecho do processo, com a votação em Assembleia da República prevista para o final de novembro, José Ferreira, autarca de S. Mamede, mostrou-se “triste” com o “futuro incerto”. “Acenam-nos com algumas alterações, mais autonomia, mas não acredito que isso aconteça. Isto caminha para que as freguesias percam autonomia e capacidade de intervenção para que possamos dar resposta às

necessidades de proximidade”, frisou. Para o autarca, esta agregação “forçada” implica “o desaparecimento da freguesia de S. Mamede”, cuja população “vai perder a pouca qualidade de vida que tem”. “Continuamos à espera da qualidade de vida que tanto ansiava a população de S. Mamede com a criação do concelho. Agora estamos perante uma nova realidade, que fere aquilo que nós somos enquanto freguesia. Vamos perder a nossa história, as nossas tradições e tudo aquilo que nós construímos enquanto mamedenses”, sublinhou. José Ferreira considera que a possível transição dos serviços administrativos para S. Romão do Coronado vai ser um processo “difícil para a população” e acerca disso lamentou as declarações recentes de Guilherme Ramos, autarca de S. Romão, que afirmou que a nova sede da Junta está preparada para receber os mamedenses. “Lamento esse desabafo, é um desrespeito muito grande pela população de S. Mamede, porque pelo facto de ter umas instalações melhores não quer dizer que a população seja obrigada a ir para S. Romão. Tenho muito respeito pelas duas populações e não teria um desabafo dessa natureza. Isso demonstra que temos que ter muita sensibilidade no tratamento desta nova realidade. É um assunto muito delicado, que terá que ser tratado no póseleições, por quem for eleito”, fri-

sou José Ferreira. Questionado sobre se está preparado para se candidatar à União de Freguesias do Coronado, José Ferreira afirmou ser “prematuro” falar sobre um assunto que “ainda vai ser discutido no seio do partido”. Por seu lado, José Sá, presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho, considera que o peso de um presidente de Junta da União de Freguesias de Bougado, que acolherá 56 por cento da população trofense, será “equivalente a de um presidente da Câmara da Trofa”. “Não vejo qual a importância de se associar duas freguesias como S. Martinho e Santiago, que contêm metade da população do concelho. Com esta reforma, as juntas vão prestar um pior trabalho às populações e não é com essas funções que estamos cá”, argumentou. José Sá diz-se “preparado” para encarar a nova realidade, mas não confirmou se se irá candidatar nas próximas eleições. Guidões invocada na Assembleia da República Esta terça-feira, o deputado da CDU, Agostinho Lopes, invocou a terra Natal, a freguesia de Guidões numa intervenção durante o debate na especialidade do Orçamento de Estado. Quando falava da reforma administrativa, Agostinho Lopes dirigiu-se a Miguel Relvas, ministro que lidera a reforma administrativas, afirmando que Guidões “pertenceu ao senhorio das Terras da Maia, a Revolução Liberal levou-a para o concelho de Santo Tirso, com o 25 de Abril, passou a integrar o novo concelho da Trofa, ele próprio criação da liberdade e democracia da Revolução de Abril”. “Passou a monarquia, passou a 1ª República, passou a ditadura e a freguesia de Guidões permaneceu. Passará o governo/pesadelo, de que o senhor ministro faz parte, e a freguesia onde cresceu a minha identidade de homem e cidadão, e de muitas gerações de homens e mulheres, vai continuar. Não serão os salteadores da identidade nacional, da soberania nacional, os que subservientes ajoelham aos pés do estrangeiro, sem pejo nem decoro, como ainda ontem se viu, que a poderão, algum dia, extinguir. O povo de Guidões, o meu povo, não o deixará”, referiu.


15 de novembro de 2012

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Atualidade 11

Sofia Matos reeleita na JSD Trofa Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

A Comissão Política Concelhia da Juventude Social-Democrata da Trofa foi a votos no dia 9 de novembro, sexta-feira. Sofia Matos foi reeleita presidente. A 22ª edição do Congresso Nacional da JSD, realiza-se entre os dias 14 e 16 de dezembro. A JSD da Trofa apresentou a sua lista de delegados, bem como três listas candidatas aos diferentes órgãos da estrutura: Comissão Política Concelhia (CPC) da JSD Trofa, Comissão Política Residencial do Núcleo de S. Martinho de Bougado e Comissão Política Residencial do Núcleo de Santiago de Bougado, “inexistente até ao presente”. Assim, todos estes órgãos foram sujeitos a sufrágio pelos militantes da JSD Trofa, no dia 9 de novembro, que teve uma “surpreendente e interessante” adesão geral. Por exemplo, para o recém-forma-

do Núcleo de Santiago de Bougado votaram “mais de metade dos militantes inscritos”. “Todas as listas foram únicas na sua constituição, o que para nós evidência bem a coesão, a consensualidade e a unidade em torno de um projeto que é de todos e para todos os militantes da estrutura. E a ausência de votos brancos ou nulos reforçam bem a concordância que referi”, afirmou Sofia Matos, reeleita presidente da concelhia. Para a líder da JSD esta reeleição significa “mais um voto de confiança” no seu projeto, que tem o intuito de “reformar e crescer cada vez mais no nosso concelho e em prol dos nossos jovens”. A CPC eleita, que tem “a honra de liderar”, é constituída por membros da anterior, cuja “experiência e conhecimento na matéria são inquestionáveis e dos quais não poderá a estrutura prescindir”, mas também por novos militantes, que têm “uma capacidade excecional e um gosto ímpar pela sua terra e pela defesa das bandeiras da nossa JSD”.

Sofia Matos sente-se honrada por liderar Comissão Política Concelhia

A CPC quer “firmar a história da JSD no concelho” e, para isso, tem organizando e promovido as “mais variadas atividades direcionadas para os jovens”, desde “a formação política e pedagógica, à sensibilização para a participação cívica, à promoção do desporto e das atividade lúdicas que fomentam o espírito de grupo”. O projeto passa por “crescer cada vez mais a estrutura”, fortificando ainda “mais a militância numa lógica de reforço do peso da estrutura dentro e fora do nosso concelho”. “Trabalharemos durante este

mandato para uma JSD forte e mobilizadora pronta a enfrentar os desafios do ano que se avizinha”, concluiu. A próxima iniciativa é já no dia 8 de dezembro, com mais uma edição do Festival de Tunas da Trofa, que se realiza no Centro Paroquial de Alvarelhos, pelas 21.30 horas. “Um espetáculo de música e de solidariedade”, onde se pretende angariar géneros alimentares, para entregar a instituições de solidariedade social do concelho. Por essa razão, “a entrada para assistir ao espetáculo está pendente desse mesmo donativo”.


12 Atualidade

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Apanhado em flagrante a furtar brinquedo O furto decorreu no dia 11 de novembro, domingo, quando, cerca das 10 horas, um inUm homem foi apanhado divíduo, de 46 anos, estava a em flagrante, na manhã do pagar as compras, ocultando o dia 11 de novembro a furtar brinquedo, que estava escondium brinquedo num hipermer- do no bolso das calças. O Gorcado. miti tem o custo de 2,99 euros. Chamada a Guarda Nacional Um homem foi apanhado em Republicana da Trofa, o homem, flagrante a furtar um brinquedo, residente na Trofa, foi notificado de marca Gormiti, num hipera comparecer no tribunal pelas mercado. 10 horas de segunda-feira, dia Patrícia Pereira

patricia@onoticiasdatrofa.pt

12. Até ao fecho de edição, não foi possível apurar as medidas de coação aplicadas. Assaltado rende mais de 2000 euros Um assalto numa loja de compra de ouro rendeu mais de dois mil euros. A loja Golden Time’s, situada na Rua Conde S. Bento, em S. Martinho de Bougado, foi alvo de uma visita dos amigos do alheio, na madrugada do dia 9 de novembro, sexta-feira, que furtaram mais de dois mil euros em dinheiro. Para entrarem na loja, os indivíduos terão partido um dos vidros da loja, na entrada no Centro Comercial da Vinha. Contactados, os responsáveis da loja não quiseram presO brinquedo que o homem tentou furtar tinha o custo de 2, 99 euros tar quaisquer declarações. primeiro veículo estava estacio- as, de marca Seat, que estava nado na Rua D. Pedro V, em S. estacionada na Rua 1º de Maio, Dois veículos Martinho de Bougado, quando foi em S. Romão do Coronado. furtados A Guarda Republicana da furtado. O delito ocorreu entre a Trofa tomou conta das ocorrênNo dia 13 de novembro, ter- meia noite e as sete horas. ça-feira, foram furtados dois veíJá pelas 15 horas, foi furtada cias. uma viatura ligeira de mercadoriculos no concelho da Trofa. O

Detidos por infringir código Três indivíduos foram detidos por terem sido intercetados pela Guarda Nacional Republicana (GNR) da Trofa a infringir o código de condução. No âmbito da Operação Combate à Criminalidade Violenta, a GNR deteve, no dia 11 de novembro, domingo, dois indivíduos por excesso de álcool. Um homem, com 30 anos e morador no Porto, foi intercetado pelos militares, pelas 4 horas, na Rua das Indústrias, em Santiago de Bougado, com uma taxa de 1.40 gramas de álcool por litro de sangue. Minutos depois e na Rua D. Pedro V, em S. Martinho de Bougado, um indivíduo de 24 anos, morador em

Lousado, foi detido com 1.38 gramas de álcool por litro de sangue. Ambos foram presentes em tribunal na manhã de segunda-feira, dia 12 de novembro, mas até à hora do fecho da edição não eram conhecidas as medidas de coação. Já no dia 12, cerca das 18.30 horas, um homem foi detido na Rua Alexandre Herculano, em S. Martinho de Bougado, por conduzir um ligeiro de mercadorias, sem habilitação. O indivíduo de 39 anos, foi notificado para comparecer em tribunal na terça-feira, dia 13, contudo são desconhecidas as medidas de coação aplicadas. P.P.


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Jorge Oculista Há 26 anos a cuidar dos olhos trofenses O Jorge Oculista nasceu há 26 anos na Trofa, junto ao antigo Snack Bar Copa Negra, numa loja modesta de espaço reduzido. O passo mais difícil estava dado. Fomos a primeira Óptica na Trofa e foi uma mais valia para a Vila (ainda era Vila) pois os mais exigentes tinham que ir ao Porto, ou a Santo Tirso, onde o Jorge Oculista tem sede há 48 anos. Estavam criadas condições para o aviamento de receituário de oftalmologia. Somos uma Ótica acreditada pela ANO (Associação Nacional dos Ópticos) Graças ao empenho e simpatia dos nossos colaboradores, foi crescendo o número de clientes e as condições físicas do espaço, não chegavam para exposição de artigo com a necessidade de ter consultório para ensaios de lentes de contacto e ras-

treios visuais. Mudamos as instalações para o Centro Comercial D. Pedro V, onde permanecemos atualmente. Mais centralizado e com condições melhores, proporcionamos um melhor serviço aos clientes, que era o principal objetivo da mudança. Os rastreios visuais e os ensaios de lentes de contacto, trouxeram mais clientes e o crescimento da loja da Trofa foi notório. A carteira de clientes atualmente é bastante considerável e para nosso orgulho temos famílias inteiras fieis aos nossos serviços até à 4ª geração. Para dar resposta mais rápida na execução de serviços temos oficina equipada com as melhores máquinas do mercado (onde se cortam as lentes e montam os óculos) .

e empresas e temos ainda uma linha de crédito financeira. O nosso objetivo é que a satisfação da necessidade do cliente não se limite a mera aquisição de um produto, mas também inclua a garantia de qualidade dos materiais, um serviço de atendimento e informação completo de elevada competência técnica e atenciosa. Conscientes do tempo em que vivemos, o que mais nos orgulha é poder manter uma relação de confiança, amizade e familiaridade com os nossos clientes. As multinacionais podem ter Jorge Oculista possui uma oficina com as melhores máquinas mais publicidade nas rádios, televisão mas nunca terão este relaNo consultório os nossos Companhias de Seguros, serviços são gratuitos , fazemos ADSE,GNR, PSP, CTT, EDP, cionamento de proximidade com os clientes. consultas de Optometria, Con- SAMS, SAMS QUADROS, Na comemoração do 26º anitactologia, Tonometria (Medição SIBS, ADMG, CGD , Cruz Verde tensão ocular), Topografia . melha, Disconto, e dispomos de versário, visite-nos … temos um Trabalhamos com todas as protocolos com várias entidades presente para si.


14 Atualidade

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Governadora do Distrito de 1970 visitou Rotary da Trofa

Projetos de apoio aos seniores e aos carenciados elogiados Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Rotary Club da Trofa recebeu visita da governadora e apresentou-lhe os projetos que passam pelo apoio aos seniores e às famílias carenciadas. O Rotary Club da Trofa “é um bom exemplo” do que deve ser um clube rotário em Portugal. Esta é a opinião de Teresinha Fraga, governadora do Distrito de 1970, que esteve de visita à Trofa, na segunda-feira, 12 de novembro. Com um programa que começou às cinco da tarde, com uma reunião na Câmara Municipal, e prolongou-se pela noite dentro, com um jantar no Restaurante Julinha, em Santiago de Bougado. Teresinha Fraga teve oportunidade de contactar com a realidade rotária da Trofa e de conhecer os projetos que estão a ser desenvolvidos, nomeadamente no apoio aos seniores e às famí-

Tato Diogo (em pé) apresentou os projetos da Universidade Sénior

lias carenciadas. A Governadora esteve nas instalações da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa para conhecer a Universidade Sénior e os planos que o Rotary tem para amplificar a ação junto dos mais velhos para evitar o isolamento. O reitor Tato Diogo apresentou o projeto e deu a conhecer os próximos horizontes, como a abertura ao público da biblioteca e do

museu, existentes naquele espaço. “São projetos ótimos, aliás, é uma forma de mostrarem o ‘Dar de si antes de pensar em si’, que é o lema principal do Rotary internacional, e fazerem jus a este ano rotário que é ‘Paz através do Servir’”, afirmou Teresinha Fraga em declarações ao NT. A governadora elogiou ainda as parcerias que o Rotary tem

celebrado com várias entidades concelhias, principalmente com as Conferências de S. Vicente Paulo. O presidente do Rotary da Trofa, António Pontes, explicou que a sinergia nasceu de uma experiência bem-sucedida. Em 2011, o Rotary, em conjunto com a Conferência de Santiago de Bougado, apresentou uma candidatura à Fundação Rotária Portuguesa (FTP) para conseguir

apoios financeiros para ajudar as famílias carenciadas. “Através do levantamento e do diagnóstico que a Conferência fez no terreno, através da identificação das famílias carenciadas, foi possível dar toda essa informação ao Rotary, que preparou uma candidatura com base nesse diagnóstico, que acabou por ser aprovada”, explicou. O sucesso da primeira experiência impulsionou a realização de uma nova candidatura este ano, alargando-a a todas as conferências S. Vicente de Paulo, que também foi aprovada e da qual resultaram “2500 euros” de apoio financeiro. “No Rotary da Trofa vamos ter uma comparticipação de dois mil euros e esse dinheiro será canalizado para a comissão coordenadora das conferências para que eles possam acudir a muitas necessidades que têm”, acrescentou António Pontes. Quanto à presença de Teresinha Fraga, o presidente do Rotary afirmou ser “positiva” para que “conheça os projetos em que se está a trabalhar”.

Autarquia trofense promove Família do Lado 2012 Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

A Câmara Municipal da Trofa associa-se à iniciativa “Família do Lado 2012”, unindo famílias trofenses e imigrantes, para “troca de tradições e costumes”. “Conhecer uma nova cultura

e fazer novos amigos” são os principais objetivos da iniciativa “Família do Lado 2012”, à qual a Câmara Municipal da Trofa, através do Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes (CLAII), se associou, de forma a criar “um intercâmbio entre as famílias trofenses e estrangeiras”. Uma iniciativa que se reveste de “um cariz de proximidade”

entre famílias autóctones e de imigrantes, através da realização de “um processo de construção de uma relação”, que vai culminar com um almoço-convívio entre as duas famílias, que decorrerá no dia 18 de novembro, domingo, pelas 13 horas, na casa das famílias aderentes. Desta forma, pretende-se que as famílias aderentes possam ter “uma

tarde de convívio”, onde haja “a troca de culturas, de costumes e tradições”. Esta atividade, que se desenrola desde 2004, é “transnacional”, contando com a participação de famílias de vários países, nomeadamente Portugal, República Checa, Malta, Itália, Espanha, Hungria, Bélgica e Eslovénia, através da rede CLAII.

Os interessados em aderir a esta iniciativa podem fazer a sua inscrição no CLAII, na Rua Conde S. Bento, Centro Comercial da Vinha, Centro Comunitário, r/ c, ou através do telefone 252 403 690 ou telemóvel 96 88 15 116, onde poderá obter mais informações e inscrever-se na qualidade de família anfitriã/família visitante ou ambas.


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Atualidade 15

Cerca 200 seniores foram ao Circo Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

A Junta de Freguesia de S. Martinho proporcionou uma noite diferente aos seniores da freguesia, ao patrocionar as entradas para o espetáculo do Circo Império Cardinali, na noite de sexta-feira, dia 9 de novembro. Malabaristas, contorcionistas, palhaços, tigres, tubarões e piranhas gigantes. Estes foram os ingredientes para um bom espetáculo do Circo Império Cardinali, que contou com a presença de cerca de 200 seniores da freguesia de S. Martinho de

Bougado, bem como o executivo da Junta de Freguesia, que patrocinou esta noite de espetáculo. Alice Azevedo, Maria Felícia, Adolfo Ramos e Celeste Torres foram alguns dos contemplados que não quiseram deixar escapar esta oportunidade, agradecendo à Junta de Freguesia o gesto que teve para com eles, pois, segundo Maria Felícia, demonstra que são “amigos dos seniores”. Uma ideia que surgiu numa reunião e que resultou de uma parceria com o Circo Império Cardinali. Apesar de “a divulgação” da oferta ter sido anunciada “48 horas antes”, os seniores rece-

beram com “agrado” esta notícia e moveram-se em massa para o circo, onde “agradeceram o convite”. “A população sénior que aqui acorreu está contente”, afirmou José Sá, presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado. Durante o intervalo do espetáculo, o presidente da Junta fez “um balanço positivo” desta iniciativa: “Os seniores sentem-se contentes”. “Acho que temos que fazer alguma coisa pelas pessoas de mais idade, porque senão fazemos agora, amanhã pode ser tarde”, finalizou. Mário Freitas, um dos responsáveis do Circo Império Cardi- Junta de Freguesia ofereceu entrada para o circo aos seniores nali, asseverou que o circo é “um espetáculo ao vivo”, onde “não há truques”, e que deixa as pessoas alegres ou “muito emocionadas”. Quanto ao tipo de espetáculo que oferecem, as pessoas podiam ver malabaristas, contorcionistas, palhaços, um duelo entre um tigre e um cão de raça dálmata e “o mais jovem mergulhador da Europa” a enfrentar piranhas e tubarões.


16 Atualidade

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Cruz Vermelha da Trofa com loja outlet Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

Já abriu, no dia 10 de novembro, a loja outlet da delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa. Com o intuito de “angariar fundos” para fazer face “às necessidades diárias” e “ao acréscimo de pedidos” que a instituição tem recebido, a delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) inaugurou uma loja outlet. Devido ao “momento conturbado” e ao “aumento de pedidos” de ajuda que surgem diariamente, a delegação da Trofa da CVP decidiu abrir uma loja outlet com diferentes produtos “a preços acessíveis” na gama de têxteis lar e utensílios de cozinha, entre outros bens. “Os preços são acessíveis e a ajuda de todos é fundamental para que possamos continuar a ajudar quem necessita”, avançou fonte da delegação da Trofa. A loja, que abriu no dia 10 de

novembro, está situada na Rua de São Martinho, em S. Martinho de Bougado, em frente à Igreja Matriz da Trofa. Ao fim de semana, a loja vai estar aberta entre as 15 e as 18 horas. Já durante a semana, os interessados podem dirigir-se à sede da delegação, no Largo do Cruzeiro, Loja 7, das 9.30 às 12.30 e das 14 às 19 horas. Projeto TER Prevenção prepara exposição No âmbito do projeto TER Prevenção, a delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa vai inaugurar, no dia 15 de novembro, quinta-feira, pelas 17.30 horas, na Academia Municipal da Trofa – Aquaplace, uma exposição de t-shirts alusivas do Dia Mundial Sem Fumo. Esta exposição é o resultado de quatro edições do concurso de criação de t-shirts, que se realizou nas escolas básicas 2/ 3 Napoleão Sousa Marques, S. Romão do Coronado e Alvare-

Loja outlet com diferentes produtos a “preços acessíveis”

lhos. Segundo fonte do projeto, esta é “uma forma interativa de sensibilizar toda a população para os malefícios do consumo de drogas, com mais enfoque para o tabaco”. “Devido às notícias e dados recentes que demonstram que os consumos de

drogas estão a aumentar no nosso País, é urgente promover a prevenção e a informação sobre estas problemáticas”, denotou. A exposição, que estará aberta ao público até ao dia 2 de dezembro, pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas, aos sábados, das 8 às

20 horas, e domingos e feriados, das 8 às 13 horas. O Projecto TER Prevenção, financiado pelo Instituto da Droga e Toxicodependência, I.P, desenvolve-se no concelho da Trofa desde 2009, com o intuito de prevenção das toxicodependências.

Municipal da Trofa. Vamos confecionar as refeições na sede, ensinando as pessoas a economizarem o que têm, para, mais tarde, entregar as refeições quentes, para que tenham o que comer durante o fim de semana”, explicou Bruno Soares, presidente Leo Clube da Trofa e vice-presidente da estrutura nacional. A campanha do Saco vai decorrer nos “dois fins de semana a seguir ao festival”, 24 e 25 de

novembro e 1 e 2 de dezembro, onde os elementos vão andar de porta a porta a entregar flyers e sacos, de forma a recolher os donativos. Depois, nos últimos três fins de semana do mês de dezembro, vão começar a entregar as refeições quentes às famílias carenciadas sinalizadas pelo Conselho Local de Apoio Social (CLAS) e Comissão Social de Freguesia (CSF).

Festival Leo Solidário Patrícia Pereira Hermano Martins

O Leo Clube da Trofa vai organizar um Festival Solidário, já nesta sexta-feira, dia 16 de novembro, pelas 21.30 horas, no auditório da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado. Iniciativa tem como objetivo “angariar fundos” para ajudar os mais carenciados com “refeições quentes”. Incognituna, Escola Superior de Saúde Vale do Ave -CESPU, Tuna Académica de Enferma-

gem, do Porto, Pedro Sousa, vencedor da 3ª Edição do Festival da Canção da Trofa, Escola Passos de Dança e Alvadance vão dar música no auditório da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado. É através da realização do Festival Leo Solidário, que o Leo Clube da Trofa, pretende “angariar fundos” para a Campanha do Saco 2012, contribuindo com três euros, custo da entrada para o evento. O valor angariado será utilizado para “a logística da campanha, como transportes”, o que

seria uma boa ajuda para o início do trabalho desta iniciativa, que já conta com o apoio de “uma associação nacional”, que vai dar os alimentos para o Leo Clube começar com “as refeições quentes”. Mas afinal o que é a Campanha do Saco 2012? Esta consiste na “recolha de bens e géneros alimentícios”, bem como de “bens materiais”, como roupa e artigos de higiene pessoal. De forma a contribuir pelo apoio dado pela Câmara Municipal da Trofa e Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado na realização do festival, o Leo Clube da Trofa está disponível em reforçar, “caso seja necessário”, os cabazes de Natal, entregues às pessoas carenciadas sinalizadas, com os bens materiais que conseguir das campanhas. “Já os géneros alimentares vão ser para uma atividade desenvolvida ao longo do ano, em parceria com o Lions Clube da Trofa, Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado e Câmara


Região 17

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Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado EDITAL

José da Costa e Sá, Presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, Cidade e Concelho da Trofa, faz público que de harmonia com a deliberação tomada por esta Junta de Freguesia em reunião ordinária de treze de Novembro do ano dois mil e doze, com as competências que lhe são conferidas pela alínea h) do nº 1 do artº 34 da Lei 169/99, de 18 de Setembro, com as devidas alterações da Lei 5-A/2002 de 11 de Janeiro, que perante o mesmo Executivo se procederá à venda em hasta pública do seguinte: 1º Um terreno situado na Rua Cabide da Sé, lugar da Gandra, com a área de 1548 m2, a confrontar de Norte com caminho, Sul com Rui Manuel Azevedo Sá, Nascente com Fernando Silva Coroa e Poente com ribeiro, inscrito na matriz urbana sob o artigo nº 5166 e omisso na Conservatória. 2º O valor base para venda é de vinte cinco mil euros (25.000,00 €). 3º A venda será feita por meio de proposta em carta fechada pelo valor base referido no número anterior. 4º As propostas deverão ser entregues na Secretaria da Junta de Freguesia, contra recibo, ou remetidas pelo correio, sob registo e com aviso de recepção até às dezassete horas do dia dezassete de Dezembro e as propostas deverão ser apresentadas em subscrito opaco, no qual deverá escrever “ Proposta para aquisição de um terreno na Rua Cabide da Sé– Gandra”. 5º Da proposta deverá constar a identificação do interessado, nomeadamente, o nome, o número fiscal de contribuinte, estado civil e residência ou, no caso de se tratar de pessoa coletiva, a sede e o nome dos sócios ou de outras pessoas com poderes a obrigarem e o valor das propostas de aquisição. 6º O ato de abertura é público e terá lugar na Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, pelas onze horas do dia dezanove de Dezembro do ano dois mil e doze, perante a maioria do executivo. 7º Existindo mais do que uma proposta será o terreno vendido ao que oferecer maior preço. 8º Caso se verifique a existência de propostas iguais abre-se logo a licitação entre os proponentes não podendo cada lanço ser inferior a quinhentos euros (500,00 €) . 9º Estando presente só um dos proponentes pode esse cobrir a proposta dos outros. Se nenhum deles estiver presente ou nenhum quiser cobrir a proposta dos outros, proceder-se-á a sorteio para determinar a proposta que deve prevalecer. 10º O pagamento do preço será feito da seguinte forma: 20% no prazo de oito (8) dias úteis a contar da notificação da atribuição do terreno; o restante na data da realização da escritura. 11º No caso da falta de pagamento da 1ª prestação dentro do referido prazo, será dada sem efeito a atribuição do terreno, não havendo lugar a devolução da importância já paga. 12º A escritura será celebrada no cartório Notarial da Trofa, dentro do prazo de quinze (15) dias, sendo o comprador notificado por carta registada com aviso de recepção. 13º A falta de cumprimento por parte do comprador no que respeita ao anteriormente clausulado será dada sem efeito a atribuição do terreno perdendo o comprador as importâncias já pagas. 14º As despesas resultantes da escritura, pagamento de IMT e outros serão suportadas pelo comprador E para se constar se lavrou este e outros de igual teor que vão ser afixados na sede da Junta de Freguesia, no terreno e também publicado em jornal. Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, aos 13 de Novembro de 2012 O Presidente da Junta (José da Costa e Sá)

Mundos de Vida lançou Dia Nacional do Pijama No dia 20 de novembro, data em que se assinala a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, cerca de 48 mil crianças, que compõem um total de mais de duas mil salas de aula de todos o País, vão para a escola de pijama, assinalando o Dia Nacional do Pijama. Durante este dia, as crianças vão desenvolver “um conjunto de atividades divertidas”, mas também “educativas e solidárias”. As crianças inscritas, através das escolas, vão receber “um pack de material”, composto por

“autocolantes, posters, convites e também um livro original”, ilustrado por Yara Kono, que ganhou o prémio nacional de ilustração de um livro infantil, para além de “outros materiais que também são relacionados com a divulgação e organização do Dia Nacional do Pijama”. Uma iniciativa idealizada pela associação Mundos de Vida e que está associada a “uma grande causa solidária”, uma vez que pretende alertar “a gente grande”, que cada criança tem “o direito de crescer numa família”. P.P.

Alunos do INA visitaram ETAR da Rabada De forma a consciencializar os alunos para “a poluição causada pelo Ser Humano”, os alunos 3º ano da Oficina - Escola Profissional do INA visitaram, nos dias 6 e 8 de novembro, a ETAR da Rabada, em Santo Tirso. A visita, realizada no âmbito da disciplina de Área de Integração, mais propriamente,

do módulo 5, foi da “maior importância” para os alunos, pois ficaram “mais cientes da poluição existente nas águas dos rios”. Recorde-se que a ETAR da Rabada abrange os concelhos de Santo Tirso, Vila Nova de Famalicão e parte do concelho de Guimarães. P.P.


18 Desporto

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Equipa da Trofa não vencia desde a 3ª jornada

Camadas Jovens

Trofense vence Freamunde e sobe ao 16º lugar Trofense bateu o Freamunde por 2-0 e quebrou uma série de nove jogos sem vencer. Depois de uma exibição satisfatória frente à Oliveirense, o Trofense voltou a jogar em casa para receber o “lanterna vermelha” da 2ª Liga, o Freamunde. Esta era uma excelente oportunidade para a equipa liderada por Neca voltar às vitórias que fugiam desde a 3ª jornada, disputada a 22 de agosto. Aos cinco minutos, João Amorim teve nos pés o primeiro lance de perigo, mas o remate saiu ao lado da baliza defendida por Tó Figueira. O Freamunde demorou a aquecer, e mesmo assim com a pontaria desafinada, enquanto o Trofense quis resolver o jogo o mais rápido possível. Aos 20 minutos, na sequência de um pontapé de canto, Hebert Santos saltou mais alto que a defesa adversária e de cabeça assinou o 1-0. Mesmo a perder, “os capões” continuavam pouco incisivos no ataque e complacentes no aspeto defensivo. Numa jogada de contra-ataque Gomis teve tudo para fazer o golo, mas deslumbrou-se quando estava diante de Tó Figueira. Ao intervalo, João Eusébio, que estava numa casa bem conhecida por ter treinado o Trofense na época passada, tinha algumas arestas para limar se queria ver o rumo dos acontecimentos invertido na segunda parte. A reação à palestra teve efei-

tos nos primeiros minutos, quando Lio aproveitou um desentendimento entre João Amorim e Gomis para rematar ao poste da baliza de Marco Gonçalves. Mas foi sol de pouca dura. O Trofense voltou ao comando e teve Leandro como cabecilha. Depois de dar o primeiro aviso, com um remate à figura do guardião adversário, o avançado de 20 anos, que chegou à Trofa por empréstimo do Estoril, teve o prémio merecido do esforço que colocou em campo, ao aproveitar um erro de Tó Figueira. Bock ainda tentou remar contra a maré, num remate às malhas laterais, mas a verdade é que o Freamunde foi em grande parte do jogo espectador das investidas do Trofense. O último lance de perigo pertenceu a Gomis, que viu a bola bater no poste, depois do desvio de Tó Figueira. Na análise à partida, João Eusébio, admitiu não ter gostado do jogo “pela produção da equipa”. “Na primeira parte, não estivemos bem. Fomos uma equipa pouco criativa, pese embora a partida não tivesse sido bonita nos primeiros 45 minutos, porque houve muita disputa. O Trofense chegou sempre primeiro às bolas, mas não houve muitas oportunidades de golo. Na segunda parte crescemos e até criamos a primeira oportunidade, com uma bola no poste, mas num lance fortuito do nosso jogador (Tó Figueira), o Trofense acabou por fazer o 2-0”, frisou. Já o técnico do Trofense afirmou que “há muito tempo que a

CD Trofense Juniores (Camp. Nacional) Trofense 1-0 Candal ( 5º lugar, 17 pontos) Juvenis A (Camp. Nac.) Vizela 3-1 Trofense (8º lugar, 9 pontos) Juvenis B Nogueirense B 2-1Trofense (5º lugar, 10 pontos) Iniciados A (Camp. Nac.) Leixões 2-0 Trofense (8º lugar, 10 pontos) Iniciados B Trofense 5-2 Alfenense (10º lugar, 9 pontos)

Leandro marcou o segundo golo do Trofense

equipa tinha feito por merecer uma vitória”. “Foi um jogo competitivo, era muito importante ganharmos para sairmos deste ciclo difícil e havia algum nervosismo, porque o Freamunde é um adversário direto e até hoje (domingo) não tinha perdido por mais de um golo de diferença”, frisou, sem também sublinhar que o triunfo “dá tranquilidade para continuar o trabalho que tem sido muito difícil”, mas com “o total apoio da direção e da massa adepta”. Criamos boas oportunidades, fizemos um golo de situação de bola parada, consequência ascendente desta equipa que está a ganhar maturidade. Na segunda parte, disse aos jogadores que era preciso manter a intensidade de jogo e foi isso que aconteceu, com Leandro a fazer um golo de grande qualidade. Com o triunfo, o Trofense subiu ao 16º lugar, com 14 pontos. A próxima jornada joga-se a 24

de novembro, às 16 horas, com a deslocação ao reduto do Futebol Clube do Porto B. Paulinho e Amorim novamente chamados aos sub-21 Rui Jorge parece ter gostado das contribuições de João Amorim e Paulinho na primeira chamada que lhes fez para a seleção nacional de sub-21. Os jogadores da equipa da Trofa voltaram a ser convocados para representar o País frente à Escócia. Um jogo que terminou com a vitória lusa por 3-2 e no qual Amorim foi titular e Paulinho entrou aos 75 minutos. Um “prémio justo” na ótica de Neca. Mais, para o técnico do Trofense esta chamada de Paulinho e Amorim à seleção “dá uma visibilidade maior e merecida ao Trofense” e poderá acontecer para outros jogadores “se continuarem a trabalhar com o mesmo empenho que têm demonstrado até agora”.

Ginásio da Trofa Comunicado A pedido da Direção, o Presidente da Assembleia Geral convoca uma Assembleia Geral Extraordinária do Ginásio da Trofa, a realizar no próximo dia 20 de novembro, pelas 21 horas, na sede da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, com a seguinte ordem de trabalhos: - Ponto Único: Discutir, analisar e decidir sobra a situação do arrendamento da sede. Se à hora marcada para o início não houver sócios suficientes, iniciar-se-á pelas 21.30 horas, com qualquer número de sócios. Trofa, 08 de novembro de 2012 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral José Magalhães Moreira

Infantis 11 Trofense 2-1 Vilanovense FC (6º lugar, 19 pontos) Escolas Varzim 13-3 Trofense (6º lugar, 3 pontos) FC Porto D 2-2 Trofense A (2º lugar, 10 pontos) Trofense B 3-3 Boavista (8º lugar, 5 pontos) AC Bougadense Juniores D. Portugal 3-2 Bougadense (9º lugar, 6 pontos) Juvenis Bougadense 1-1 AMCH Ringe (3º lugar, 11 pontos) Iniciados Bougadense 4-0 Est. Fânzeres (4º lugar, 12 pontos) Infantis Bougadense 1-2 Folgosa (8º lugar, 3 pontos) FC S. Romão Juvenis S. Romão 2-4 Sousense B (11º lugar, 0 pontos) Basquetebol ACR Vigorosa Sub-16 femininos Vigorosa 25-54 UAAAroso Sub-14 femininos Freguesia Campo-Vigorosa Sub-16 masculinos Vigorosa 51-71 FC Gaia A Sub-14 masculinos Juvemaia 46-70 ACR Vigorosa


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15 de novembro de 2012

Bougadense cai em Leça do Balio Cátia Veloso catia@onoticiasdatrofa.pt

Depois de um triunfo moralizador frente ao Vila Chã, na jornada anterior, o Bougadense não conseguiu repetir o feito e acabou por perder com o Leça do Balio por 2-0, na partida a contar para a 9ª ronda da série 1 da 1ª Divisão da Associação de Futebol do Porto. Ainda antes da partida, o treinador Pedro Pontes ficou a saber que tinha ficado sem um jogador para o jogo, em Leça do Balio. O médio Mário Seara que, pa-

ra além de atleta, é treinador da equipa de iniciados do Bougadense, tinha sido expulso do banco de suplentes na mesma manhã, e ficou impossibilitado de alinhar na equipa sénior. Dentro de campo, os problemas não desapareceram. A equipa encontrou um adversário viril que vinha de cinco derrotas consecutivas e que adotou um futebol físico que acabou por enfraquecer o Bougadense. A primeira parte não teve golos, fruto da ineficácia ofensiva dos atletas de ambas as equipas que não aproveitaram as oportunidades que dispuseram. O intervalo fez bem à forma-

ção do Leça do Balio que marcou logo no reatamento, na sequência de uma reposição de bola lateral, perante a permissividade da defesa adversária. Na resposta, o Bougadense tem duas perdidas flagrantes, uma por Fábio Moura, que após passe de Tó Maia e só com o guarda-redes pela frente permitiu a defesa, e outra por Tó Maia que de livre direto, também viu o guardião do Leça do Balio negar o golo. Enquanto a formação de Santiago de Bougado desperdiçava, o Leça do Balio aproveitava para marcar. Vítor Carneiro fez o 2-0, numa jogada de contra-ataque.

S. Romão tirou Inter Milheirós da liderança Diana Azevedo

O Inter Milheirós ocupava o primeiro lugar na tabela classificativa até visitar o F. C. S. Romão, no domingo, dia 11 de novembro. Do encontro resultou uma derrota por três bolas para os forasteiros, retirando-os assim da liderança. O jogo entre os velhos conhecidos S. Romão e Inter Milheirós começou com uma entrada mais convicta da equipa da casa, que queria manter o historial de pontuar no Campo Carlos Alves. A equipa de Pedro Ribeiro, desde início, conseguiu o ascendente do jogo e atacou mais a baliza do adversário, conseguindo o primeiro golo da partida aos sete minutos. Na recarga de uma tentativa de finalização, Araújo, colocado do lado direito da bali-

za, enviou a bola para dentro das redes de Pedro Gomes. Volvidos dez minutos, o S. Romão conseguiu aumentar os seus golos, através de um remate certeiro de Garrido, fora da grande área. O segundo tempo foi mais do mesmo, com a equipa da casa a continuar a dominar o esférico e com as duas equipas apenas focadas na bola, numa demonstração de grande fairplay de ambos. O Inter Milheirós conseguiu aumentar as investidas à baliza do S. Romão no segundo tempo, mas nunca conseguiu concretizar com êxito, graças ao excelente desempenho do guardião David e da defesa atenta da casa. O resultado final 3-0 estabeleceu-se aos 77 minutos, num bis do camisola 24, Araújo. Pedro Ribeiro estava nitidamente orgulhoso do seu grupo,

referindo que: “Tivemos uma semana de treino difícil, com muitos jogadores doentes. A equipa melhorou a concentração nas bolas paradas, que foi um dos nossos pontos menos bons nos últimos jogos, mas com treinos específicos conseguimos melhorar nesse aspeto e hoje estivemos muito bem”. Frente a “um adversário muito difícil, que sabe jogar à bola e que quer subir”, a equipa romanense mostrou que queria vencer, tendo mostrado “atitude”, desde o início até ao fim do jogo. “Espero que esta atitude se comece a repetir nos jogos fora, para que cada vez mais a população tenha orgulho no S. Romão”, finalizou. O treinador do Milheirós não quis prestar declarações ao NT, pelo que remetemos a análise do jogo para o presidente da coletividade, Rui Borges. “Não era um resultado esperado, de todo. É um campo muito difícil, as dimensões são muito reduzidas, o que nos obriga a um futebol diferente do habitual. Infelizmente a Associação de Futebol do Porto permite estas condições, que não são de todo uma crítica ao S. Romão, eles não tem culpa, são as condições que tem, mas a associação deveria ter isto em atenção”. Os três pontos amealhados fizeram a equipa romanense subir para a oitava posição da tabela classificativa, com um total de dez pontos. O próximo jogo será no terreno do G.D. Aldeia Nova, em Matosinhos.

A perder, o Bougadense tentou inverter o rumo dos acontecimentos, sem sucesso. Segundo Pedro Pontes, “a equipa local foi sempre matreira, realizou o seu jogo assente numa grande agressividade física e num jogo muito direto, com faltas consecutivas para parar ritmo de jogo e demora na reposição da bola em jogo, e foi premiada com a vitória”. “A equipa (do Bougadense) não apresentou a qualidade de jogo das últimas partidas, e foi penalizada, mas ressalvo que apesar de as coisas não estarem a sair bem, os atletas lutaram sempre e não deram o jogo

como perdido até ao apito final. Infelizmente, neste campeonato da 1ª Divisão Distrital, vamos defrontar equipas destas e temos de nos adaptar a um futebol incaracterístico, que impede um jogo mais organizado e de combinações táticas, contudo continuo a achar que estamos no bom caminho. Formar jovens atletas em competição é difícil, mas gratificante. Perdemos uma batalha, mas não perdemos a guerra”, metaforizou. O Bougadense desceu ao 10º posto e soma 12 pontos. Domingo, 18 de novembro, recebe o Valadares, de Gaia.

Atleta trofense no Campeonato da Europa Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

Diogo Freitas foi um dos atletas escolhidos para representar Portugal na modalidade de kickboxing no Campeonato da Europa, que decorreu na Turquia. Depois de ter sido campeão nacional na categoria de Lowkick, + 91 kg, Diogo Freitas, mais conhecido por Hulk, foi chamado para Seleção Nacional de Kickboxing, para representar Portugal no Campeonato da Europa. Diogo Freitas mencionou que estes combates são de “outra dimensão, desde a organização à qualidade dos combates”, sen-

do também um bom local para adquirir “grandes amizades” ao longo da competição. Apesar de ter perdido o combate, o atleta trofense espera estar, no próximo ano, no Campeonato Mundial, que se vai realizar no Brasil. Para Luís Ferreira, treinador da Escola Life Combat, a prestação do atleta foi “muito boa”, visto existir em competição “atletas de topo ao nível mundial e com experiência de combates profissionais”. “As nossas condições não são iguais à dos outros atletas, mas, mesmo assim, conseguimos três medalhas para Portugal, duas de prata e uma de bronze, deixando uma vez mais uma grande imagem do nosso País”, concluiu.

Diogo Freitas representou o País no campeonato europeu


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15 de novembro de 2012

Dojo Murakami celebra aniversário com aula gratuita

Slotcar da Trofa no Campeonato Europeu Patrícia Pereira Hermano Martins

O Clube Slotcar da Trofa vai participar na última prova do Campeonato Europeu, que decorre no dia 17 de novembro em Bruxelas, na Bélgica. Equipa sente-se “moralizada para ganhar”. Depois de terem alcançado o 6º e 5º lugar nas provas de Barcelona (Espanha) e Milão (Itália), respetivamente, colocando a equipa no 3º lugar da classificação geral, o Clube Slotcar da Trofa tem-se preparado para a

última prova da edição 2012 do Campeonato Europeu. A prova de 24 horas, em pista ninco, é já neste sábado, pelas 11 horas, em Bruxelas, na Bélgica. A equipa, formada por cinco elementos, está “moralizada para ganhar”, tendo-se preparado para fazer “um brilharete”. “Vamos para ganhar como sempre. Ganhar a prova e atingir o 2º lugar, visto que o 1º está quase entregue”, contou Rúben Almeida, responsável pela equipa. Rúben Almeida afirmou que ficavam “satisfeitos” ficar no pódio, mesmo que fosse em 3º lugar, pois seria “o primeiro pódio

no Europeu”. Recorde-se que o ano passado ficaram em 6º lugar. Quando questionado se ficaria aquem das expectativas um 2º ou 3º, quando foram campeões do Mundo, Rúben Almeida negou, justificando que as características da prova do Campeonato do Mundo são “diferentes” do Campeonato da Europa. “O Campeonato do Mundo é uma prova só, uma resistência de seis horas. Enquanto que o Campeonato da Europa são três provas de resistência, cada uma constituída por 24 horas”, acrescentou.

Futsal

Equipas murenses vencem jornada A equipa sénior da Associação Recreativa Juventude do Muro venceu, por 4-2, Os Amigos da Cave 94, num jogo a contar para a 6ª jornada, da série 1 da 1ª Divisão da Associação de Futebol do Porto (AFP). Na próxima jornada, a equipa murense, que está em 7º lugar com nove pontos, recebe, no dia 16 de novembro, pelas 21.30 horas, a equipa ADR Pasteleira. Já os juniores, que militam na série 2 da 2ª Divisão da AFP,

ganhou por 3-2, o jogo frente à Escola DC Gondomar 2. A equipa, que se encontra em 7º lugar com sete pontos, desloca-se no dia 15 de novembro, ao reduto da USC Paredes. Também a equipa sénior feminina do GD Covelas venceu, por 1-0, o C Amigos Corim, num jogo a contar para a 6ª jornada da 1ª Divisão da AFP. A equipa covelense encontra-se no 8º lugar, com quatro pontos, e, na próxima jornada, que decorre no

dia 17 de novembro, desloca-se ao reduto do AC Alfenense. Na mesma competição e após a jornada de descanso, a equipa sénior de S. Romão volta a jogar no dia 17 de novembro, pelas 21 horas, frente ao GDCR Escolas Arreigada. A equipa feminina romanense está em 9º lugar da tabela classificativa, com três pontos. Na 7ª jornada da série 2 da 2ª Divisão da AFP, os infantis do CR Bougado disputou, no dia 10 de novembro, o C. D. S. Salvador do Campo, tendo perdido por 32. A equipa bougadense, que se encontra em 16º lugar com dois pontos, recebe no dia 18 de novembro, domingo, pelas 11 horas, o CCD Ordem. P.P.

Atletas e amigos do Dojo comemoram 10º aniversário Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

O Dojo Murakami da Associação Recreativa Juventude do Muro está a preparar uma série de atividades para o dia 17 de novembro. O Ginásio da Associação Recreativa Juventude do Muro vai acolher atividades inseridas no 10º aniversário do Dojo Murakami e no 11º Estágio Regional de Karate-do Sotokai. Segundo o mestre Arlindo Ferreira vai ser “um dia bem preenchido”, no qual a associação vai oferecer uma aula comemorativa do 10º aniversário, pelas 10.30 horas, que será ministrada pelo instrutor assistente 1º Dan Filipe Ferreira. “A aula será para todos os que queiram participar, em especial para os residentes do concelho da Trofa, que devem levar calças de fato treino e uma t-shirt, de preferência de cor branca”, afirmou Arlindo Ferreira. Já durante o dia, estão marcadas diversas atividades inseridas na 11ª edição do estágio, que tem o custo de 14 euros. A primeira aula tem início pe-

las 9 horas, com um treino/aula prática de todas as graduações de Cafika, que será ministrada pelo 3º Dan Nuno Figueira. A próxima, pelas 11.45 horas, será uma aula teórica de Cafika, dada pelo 1º Dan Carlos Santos, com uma introdução à Anatomia e Fisiologia. Depois da pausa para o almoço-convívio num restaurante perto do ginásio, as atividades retomam pelas 16.30 horas, com mais um treino/aula prática de Cafika. Já pelas 18.30 horas, há um treino para cintos negros, dado pelo 5º Dan José Patrão, e um treino para graduações até 1ºKyu, pela 4º Dan Rosa Brites. O estágio termina pelas 19.30 horas, com a entrega de diplomas. Caso esteja interessado em participar em alguma destas atividades, deve inscrever-se através do email senseiferreir a@sapo.pt ou do número de telemóvel 911 102 689. Recorde-se que as aulas de Karate-do Shotokai do Dojo Murakami, ministradas pelo mestre Arlindo Ferreira e pelo instrutor assistente Filipe Ferreira, decorrem às segundas, quartas e sextas-feira, entre as 19.15 e as 21 horas.

Ginásio da Trofa no Grande Prémio de S. Martinho A 4ª edição do Grande Prémio de S. Martinho em Atletismo, em Oliveira de Azeméis, que decorreu no dia 11 de novembro, domingo, contou com a participação de atletas do Ginásio da Trofa. Em benjamins femininos, Sandra Sá conseguiu o 5º lugar, enquanto que José Silva, em masculinos, subiu ao 3º lugar. Sara Teixeira também subiu ao 3º posto, em infantis femininos, e Paulo Neto, nos masculinos,

ficou-se pelo 5º. Ana Ribeiro (iniciados femininos) e Elsa Maia (juvenis femininos) também participaram nesta prova, tendo alcançado o 4º e 2º posto, respetivamente. Nos iniciados masculinos, participaram Fábio Rodrigues (8º), Tiago Silva (3º) e Vítor Martins (10º). Já João Ferreira representou a coletividade nos juniores masculinos, tendo alcançado a 5ª posição. P.P.


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COMUNICADO DO SECRETARIADO DA SECÇÃO DO PARTIDO SOCIALISTA DE SANTIAGO DE BOUGADO Caro Guidoense, Nós, JS/PS Guidões, dirigimo-nos a si num momento muito duro para a nossa amada freguesia. Como é sabido, o Governo PSD/CDS está a preparar a extinção da freguesia de Guidões por agregação à freguesia de Alvarelhos, coincidente com a proposta apresentada na Assembleia Municipal pelo PSD – Trofa O PS é absolutamente contra esta situação. Lutou, luta e continuará a lutar para que tal não se suceda. A lei da reforma administrativa, que determina a extinção de freguesias, diz que as Assembleias Municipais podem emitir a sua opinião sobre se querem, ou não, alguma agregação de freguesias no seu concelho e quais devem ser agregadas. Nessa assembleia, o PS Trofa defendeu que nenhuma freguesia devia ser agregada, porque o povo não merece que lhe sejam retirados pedaços da sua história. A extinção de freguesias na Trofa não leva nem a poupanças nem a melhorias no serviço ao cidadão. Assim, a proposta do PS que defendia Guidões foi aprovada, tendo ainda o forte apoio da Câmara Municipal. Infelizmente temos de relembrar que na Assembleia Municipal, foi o PSD que apresentou e votou uma proposta para a agregação da nossa freguesia. Várias dezenas de guidoenses estiveram presentes nessa assembleia onde o PS, obviamente, defendeu Guidões e votou contra esta proposta escandalosa do PSD que levaria ao desaparecimento de Guidões tal como existe. Perante isto, são lamentáveis as afirmações enganadoras do PSD de Guidões. Joaquim Ferreira, de Guidões, é membro do PSD na assembleia municipal e viu o seu PSD a defender o desaparecimento de Guidões. Joaquim Ferreira, após ter sido interpelado por muitos guidoenses descontentes no final da assembleia municipal sentiu desespero. E só o desespero justifica que minta ao povo de Guidões e se acobarde perante os interesses do seu partido. Caro Guidoense, você sabe que o PS, juntamente com outras forças vivas, tem defendido fortemente a nossa freguesia. Recorde-se que já em novembro de 2011 essa posição foi defendida em assembleia de freguesia. Mas a atitude do PSD leva-nos a escrever-lhe, com mágoa, pois num tempo em que temos de estar todos unidos, o PSD engana o povo. Eles não defenderam a nossa terra, porque só o PSD na Trofa e no governo, propõe o fim da freguesia de Guidões. Votar contra qualquer agregação de freguesias na Trofa é a única forma de defendermos a continuidade da nossa freguesia. Em todo o país, apenas 70 dos 308 municípios defenderam extinções de freguesias. Dezenas de municípios, de maioria PSD, votaram contra esta reforma. Mas, na Trofa, o PSD concelhio e o PSD Guidões, não estão preocupados com a sua terra, curvaram-se perante a sua imagem e o seu governo. Mas nós não desistiremos, o PS lutará por esta bela freguesia de Portugal. Guidões merece continuar a existir, porque tem um povo fantástico, tem desenvolvimento, tem dimensão. Não é justo que se retire ao povo algo que amam. Por isso, para onde quer que vamos, levaremos Guidões na voz e Guidões no coração!

Viva Guidões Sempre!

Em face de certa agitação que se sente na Freguesia de Santiago de Bougado onde o “diz-se, diz-se” de alguns tenta deturpar a realidade, vimos por esta via afirmar a verdade dos factos: 1. Em 30 de Maio de 2012 foi aprovada pela maioria PSD/CDS na Assembleia da República a Lei nr. 22/2012 que aprovava o Regime Jurídico da Reorganização Administrativa Territorial Autárquica. 2. Nome pomposo e falacioso já que, ao contrário do que era previsto no Acordo com a “Troika”, não existe qualquer planeamento ou estudo no terreno para esta Reforma, apenas pretendendo destruir as raízes que ligam os cidadãos ao elo mais próximo da nossa democracia. 3. Em 03/10/2012, o Partido Socialista, não aceitando esta Lei reconhecida por todos como iníqua e atentatória dos legítimos interesses dos fregueses - ao contrário do PSD que propôs agregar ou fundir freguesias - apresentou à Assembleia Municipal da Trofa uma Proposta de Pronúncia, devidamente sustentada, que recusava liminarmente agregar ou extinguir toda e qualquer freguesia no Concelho da Trofa, alertando para os perigos de “amputar parte da nossa identidade e da nossa história sem que os cidadãos retirassem daí qualquer benefício”. 4. Os Deputados do P. S. na Assembleia Municipal da Trofa, incluindo os Membros do P. S. de Santiago de Bougado, votaram favoravelmente esta Proposta rejeitando em absoluto a agregação, não só da Freguesia de Santiago de Bougado, mas também, e com legitimidade, de todas as freguesias do nosso Concelho, aliás, como o fizeram 75 % das Assembleias Municipais em todo o país. 5. Como o podem testemunhar muitos Bougadenses, desde a primeira hora (Livro Verde em Setembro de 2011) que temos participado em múltiplas iniciativas e desenvolvido todos os esforços junto das entidades competentes e através dos canais políticos que nos são próximos para impedir que Santiago de Bougado seja extinto ou agregado com outra Freguesia. 6. Como é óbvio, não temos as melhores condições para fazer ouvir a nossa voz junto do poder central, mas temos a certeza que não se salva Santiago de Bougado aplicando uma Lei que assassina a nossa identidade! O PSD deve refletir melhor sobre os seus actos e responsabilidades neste processo, pois ainda está a tempo de evitar males maiores. Caros Bougadenses, O Partido Socialista de Santiago de Bougado: - Continuará a trabalhar pela defesa intransigente da manutenção da Autonomia Territorial e Administrativa de Santiago de Bougado enquanto Freguesia. - Propõe aos Bougadenses que tomem a iniciativa de consultar as Atas das Assembleias de Freguesia e Municipais para saberem com verdade as posições tomadas pelos seus representantes autárquicos. - Concluindo: Em 31/10/2011, a população de Santiago de Bougado pronunciou-se de uma forma clara e unânime pela manutenção da autonomia da sua Freguesia. Em 18/06/2012, a Assembleia de Freguesia aprovou por unanimidade um Parecer, devidamente sustentado, pela não agregação de Santiago de Bougado a outra qualquer freguesia. Em 03/10/2012, a Assembleia Municipal pronunciou-se contra toda e qualquer agregação de freguesias no concelho da Trofa. Em todos estes atos, o P. S. de Santiago de Bougado disse presente na defesa intransigente dos interesses da Freguesia e aprovação destas resoluções. - O Partido Socialista vai exigir por todos os meios ao seu alcance que a vontade expressa pelos Órgãos Autárquicos Locais seja respeitada pela Assembleia da República. - Vamos exigir que as Assembleias Municipais tenham poder de deliberar de uma forma vinculativa sobre o futuro dos seus territórios em termos de organização político-administrativa. - O Partido Socialista manifesta-se disponível para considerar outro tipo de iniciativas que possam combater a aplicação desta Lei.

O Secretário-Coordenador do Partido Socialista de Santiago de Bougado, Carlos Portela


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15 de novembro de 2012

Bombeiros promovidos na carreira Patrícia Pereira patricia@onoticiasdatrofa.pt

O corpo de Bombeiros da Trofa viu ingressar na carreira 24 novos elementos e promoveu dez. Sessão decorreu na manhã de domingo, dia 11 de novembro. Vinte e quatro elementos ingressaram na carreira de bombeiros voluntários, oito foram promovidos à 2ª categoria e dois a sub-chefe. Foi assim que, numa sessão reservada, a corporação de bombeiros da Trofa, fez ingressar e promoveu elementos na corporação. A cerimónia, constituída em “dois momentos”, teve início com o descerramento do quadro de um benemérito, que patrocinou uma ambulância de transporte de doentes, pela altura do 36º aniversário da associação. Já na “segunda parte”, houve “o ingresso” na carreira de Bombeiro Voluntário, representado com o “ato simbólico” da entrega do capacete, que simboliza a proteção do “corpo e da mente, o saber fazer e todo o seu conhecimento”. De seguida, houve a promoção de bombeiros com a “entrega de divisas e dos galões”. João Goulart, comandante do corpo de bombeiros, explicou que

Associação Humanitária ingressou e promoveu soldados da paz

a promoção na carreira é “uma migração de uma competência”, onde o bombeiro voluntário passa “do fazer para o mandar fazer, supervisionar”. “Toda esta progressão é uma exigência de responsabilidade ao nível do comandamento, da chefia e da supervisão e, como tal, ser o responsável pelos elementos dos quais vão executar, ou seja aqueles que recebem as ordens”, asseverou, salientando que, para isso, há “uma preparação adequada a esta função”. A sessão finalizou com a entrega de “cerca de 110 unidades” de fardamento individual a todos os elementos da corporação, que equivale a um investimento que “ascende em cerca de 20 mil

euros”. Segundo Pedro Ortiga, presidente da direção da AHBVT, este investimento era “uma necessidade já verdadeiramente identificada” e que vai permitir “uniformizar todo o corpo de bombeiros com a mesma imagem e com a mesma identificação”. Para a aquisição do fardamento, a direção não teve qualquer “subsídio estatal” e, por essa razão, apela à sociedade civil para que continue a colaborar para ajudar os soldados da paz. Relativamente ao anúncio do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, sobre o reforço do subsídio do fardamento dos militares para 300 euros, Pedro Ortiga afirmou que seria “agradável” que essas medidas

fossem alargadas também para os corpos de bombeiros. “Esta subsidiação do fardamento a ser implementado, o que eu louvaria, não seria mais do que o reconhecimento pelo trabalho gratuito, sem horário, que estes bombeiros voluntários fazem”, frisou. No final da cerimónia de ingressão e progressão na carreira dos bombeiros voluntários, decorreu na central de telecomunicações uma ação de formação de manuseamento do sistema automático de deteção de incêndios (SADI). Sempre que seja detetado um incêndio no quartel da associação, é emitido um alarme que alerta para a localização do incidente.

Casal sai ileso de despiste Na manhã de segunda-feira, dia 12 de novembro, uma viatura de passageiros despistou-se na EN 104, na Rua 16 de Maio, na freguesia de Santiago de Bougado. Casal saiu ileso.

controlo do carro, que passou para o sentido oposto, tendo subido os railes colocados na berma da estrada e capotado. Segundo testemunhas, o condutor não ia em excesso de velocidade. Quando foram prestar auxílio, viram o casal, que Uma viatura de passageiros, aparentava ter cerca de 60 anos, de marca Fiat, despistou-se na sair do veículo sem qualquer tipo Estrada Nacional 104, na Rua 16 de ferimento. Apenas o homem, de Maio, na freguesia de Santia- que conduzia o veículo, tinha uns go de Bougado, pelas 9.15 ho- arranhões numa das pernas. Para o local, deslocaram-se ras de segunda-feira. duas ambulâncias de socorro O condutor do veículo, que seguia no sentido Vila de Con- dos Bombeiros Voluntários da Trofa, com quatro elementos. de-Trofa, deverá ter perdido o

Casal saiu do veículo sem ferimentos

Contudo, o casal recusou ser transportado para uma unidade hospitalar. Despistou-se e caiu no rio

Em Covelas, despiste causou um ferido

Quem viu o desfecho do acidente, que ocorreu na manhã de quinta-feira, dia 8 de novembro, não imaginaria que os dois passageiros do veículo sairiam ilesos. Tudo aconteceu às 8.20 horas na Estrada Nacional 318, na Rua Outeiral, em Covelas, quando um veículo, de marca Renault,

que seguia no sentido S. Romão do Coronado-Trofa, despistou-se e caiu num ribeiro. Uma ambulância do socorro dos Bombeiros Voluntários da Trofa, com dois elementos, esteve no local, tendo transportado um dos passageiros para o Centro Hospitalar de Medio Ave unidade de Vila Nova de Famalicão. A outra vítima recusou ser transportada. Os militares da Guarda Republicana da Trofa estiveram no local, para regular o trânsito. P.P.


15 de novembro de 2012

As eleições autárquicas começam a mexer

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Opinião 23

O bife e a verborreia estéril

Falta menos de um ano para as próximas eleições autárquicas, que vão implicar As mulheres e os homens deste País - que têm uma preocupação constante com a mudança de muitos presidentes de câmara devido à limitação de mandatos. os mais desfavorecidos, que praticam a solidariedade real, que não brincam à A lei que limita o número de mandatos como presidente de Câmara tem suscitado caridadezinha, que trabalham em prol do seu semelhante -, conhecem muito bem o diversas e acesas discussões. Para uns, a lei limita o mandato na mesma autarquia, trabalho altamente meritório, que o Banco Alimentar Contra a Fome tem desenvolvido para outros limita em todas as autarquias. Para mim, a lei é clara e pretende evitar nas duas últimas décadas. Um trabalho de voluntariado exemplar, que devia merecer que a existência de redes de influência não perpetue a mesma pessoa à frente dos aplausos de todos. destinos de um concelho. Nesse sentido, não vejo como o presidente de uma autarquia Em tempos de grave crise social, em que 42% dos portugueses seriam pobres se consiga estender a sua influência ao concelho vizinho, pois não tem instrumentos de não existisse as transferências sociais e um milhão de portugueses vive com menos poder que lhe permitam influenciar os formadores de opinião. de 280 euros por mês, é de lamentar a campanha bem orquestrada, colocando em Assim sendo, a questão que tem alimentado este arranque de pré-campanha risco a próxima campanha do Banco Alimentar para angariar alimentos junto de estaeleitoral, não tem sentido e esgotar-se-á em breve, apenas serviu para tentar “des- belecimentos comerciais, como tem sido habitual em anos anteriores, e depois semontar” e desgastar a candidatura de Luís Filipe Menezes ao Porto. Alguém ouviu rem distribuídos pelos mais necessitados. alguma contestação pela possibilidade de Fernando Seara, presidente da câmara de Este trabalho, do Banco Alimentar, mais que meritório, não é uma caridadezinha, Sintra, ser candidato a Lisboa? mas um acudir aos mais necessitados; é uma emergência social, que precisa de ter Outro dos temas centrais, será a contabilidade e a obra realizada de cada autarquia. alguém a comandar esta grande Nau. E que bem tem sido comandada! Talvez por Hoje, o discurso do despesismo como arma de arremesso aos partidos no poder em isso, este vil ataque para denegrir a imagem da economista Isabel Jonet, que exerce cada autarquia tem alta probabilidade de sucesso. No meu ponto de vista, nem sem- a presidência do Banco Alimentar em regime de voluntariado há muitos anos. Muito pre o discurso irá colher. Exemplificando, Rui Rio é referenciado como um bom presi- tempo “roubado” à família para “dar” aos mais necessitados. Bem-haja Isabel Jonet. dente de câmara por ter colocado as finanças da Câmara do Porto em ordem. EntreCom um percurso na área da solidariedade em Portugal e na Europa, que faz tanto, Luís Filipe Meneses é considerado um excelente presidente de câmara pela muita inveja aos seus detratores, Isabel Jonet conseguiu, com a sua pequena declaobra desenvolvida em Gaia. Dois estilos diferentes, duas formas de gestão opostas. ração sobre o estado do País, provocar a ira de quem agora questiona a sua liderança Mas, não será que o estágio de desenvolvimento de Gaia e Porto não exigiram o naquela instituição - que, recorde-se, fornece alimentos a muitas organizações de estilo de Rio e Meneses nos seus concelhos? Parece-me que sim. solidariedade social. Ou seja, a lógica do endividamento por investimento na qualidade de vida de um Dizer a verdade, pode causar engulhos e foi o que aconteceu: Isabel Jonet alertou concelho que necessita de desenvolvimento e ser competitivo na sua região pode ser contra o desperdício e criticou a maneira de estar dos portugueses face ao consumo considerado positivo. Ao mesmo tempo, o restringir o investimento em determinada afirmando que grande parte da população viveu muitos anos acima das reais possibiautarquia que já tenha atingido um avançado estado de desenvolvimento e esteja lidades e que os portugueses vão ter que aprender a viver com menos. Manifestou a altamente endividada pode ser considerado como imprescindível. sua convicção de que algo tinha de mudar na forma como os portugueses vivem. Assim, o argumento da contabilidade da câmara ou a obra realizada não poderão Ao aprofundar mais o seu pensamento sobre a situação atual, disse que os portuser utilizados em simultâneo na generalidade dos municípios pelos candidatos às gueses vão ter que aprender a viver mais pobres, pois vivíamos muito acima das próximas eleições autárquicas. possibilidades e estamos a empobrecer realmente. Afirmou também: “Nós vivemos Relativamente a este tema, o PSD da Trofa tem sorte, infelizmente. de uma maneira completamente idiota”, dando dois exemplos: não há capacidade Joana Lima e Magalhães Moreira, não fazem obra nem pagam dívida. Pior, não económica para comer bife todos os dias e antigamente as pessoas lavavam os executaram os projetos prontos a iniciar. É o chamado “deixa andar que alguém há- dentes com a água no copo e agora, o mesmo é feito com a água a correr. “Há toda de fechar a porta”. uma reaprendizagem de vida que, ou vamos a um concerto de rock ou podemos ir Mas, o principal tema será o projeto que cada candidato tem para o quadriénio tirar uma radiografia quando caímos numa aula de ginástica”, concluiu Isabel Jonet. 2013/2017 e a credibilidade que inspira para o cumprir. A verdade é que Isabel Jonet já sublinhava, numa entrevista em 2006, que os Na atual conjuntura, qualquer candidato vencedor deve ter um projeto adequado à bancos alimentares contra a fome, existem para lutar contra o desperdício. E foi realidade do país e do município a que se candidata, centrado nas questões sociais contra esse desperdício que ela se referiu, quando afirmou que devemos lavar os e na criatividade e imaginação para executar uma a duas obras que sejam importan- dentes com um copo de água e não com a torneira da água a correr e que nem todos tes na melhoria da qualidade de vida dos seus eleitores. os dias podemos ter bifes na mesa. Como é que um bife pode originar tanta verborreia Esse projeto deve ser catalisador do orgulho, solidariedade e empenho da maioria estéril? dos habitantes do concelho a que se destina. Não todos, mas muitos dos que verbalizaram o seu horror perante estas afirmações, regem-se pela máxima: cada um na sua e ninguém na de ninguém, pois nunca travaram um combate à pobreza, nunca deram um passo em direção do seu semelhante que tem o estômago vazio e muito menos trabalharam voluntariamente em prol dos mais necessitados. Na próxima campanha do Banco Alimentar Contra a Fome os portugueses vão dar uma resposta positiva, como sempre o fizeram. Vão contribuir dentro das suas possibilidades e com esse gesto, vão fazer calar aqueles que são do contra, mas não sabem do que são a favor. moreira.da.silva@sapo.pt www.moreiradasilva.pt

www.trofa.tv


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www.onoticiasdatrofa.pt

Já abriu a Je Suis... Jóias Je Suis... Jóias é o nome da nova loja de comércio da ourivesaria e joalharia da Trofa, que foi inaugurada no dia 4 de novembro. Maria Luisa Miranda é proprietária desta loja, que está situada na Rua Júlio Dinis nº21, R/C, em S. Martinho de

Bougado, junto ao Quiosque da Tina. Na Je Suis... Jóias pode encontrar peças de ourivesaria e joalharia, com requinte e sobriedade. Este é o lugar ideal para encontrar o melhor presente para uma pessoa especial.

15 de novembro de 2012

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Edição 397  

edição de 15 de setembro de 2012

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