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Brincadeiras que educam Desde que assumi o núcleo de educação da On Line Editora, no fim do ano passado, tive acesso a uma infinidade de novos conhecimentos. Também pude resgatar aqueles aprendizados obtidos na fase escolar e que, havia algum tempo, estavam guardados no fundinho da minha memória. Participar da produção da Projetos Escolares Ensino Fundamental e de outras revistas desse conceituado título é uma grande satisfação pessoal. Mais gratificante ainda é saber que os conteúdos aqui apresentados serão utilizados pelos professores na educação de alunos de todas as partes do país. Assumir tamanha responsabilidade só é possível graças à orientação pedagógica de nossas educadoras parceiras, da valiosa contribuição de professores, escolas e Secretarias de Educação e, é claro, do envolvimento apaixonado de toda a equipe de redação, produção, fotografia e diagramação. Estamos constantemente trocando informações para poder produzir as melhores e mais completas revistas com projetos pedagógicos. Nosso grande diferencial, sem dúvida, é a capacidade de transformar os ensinamentos em momentos lúdicos. Assim, aprender fica muito mais gostoso! Nesta edição, por exemplo, você confere sugestões incríveis para abordar de maneira prazerosa e efetiva os mais diferentes assuntos: meio ambiente, cartografia, Dia das Mães, leitura, Festa Junina, fungos, entre outros. Aproveite as dicas e renove as suas aulas. A On Line Editora está engajada na luta pela preservação do meio ambiente, promovendo iniciativas de orientação em todos os seus veículos. E, é claro, que a revista Projetos Escolares não poderia ficar de fora! Assim, toda vez que você encontrar o selo da campanha "Vamos arrumar a casa", estaremos divulgando atividades e boas ideias para garantir um planeta mais sustentável. Participe!

Um abraço,

Fale com a gente! Cx. Postal 61085 - CEP: 05001-970 - São Paulo – SP e-mail: educacao@editoraonline.com.br telefone: (11) 3393-7777 Facebook: www.facebook.com. br/projescolares Twitter: @projescolares

Sumário

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05 – ATITUDES SUSTENTÁVEIS

23 – PEQUISAR PARA APRENDER

Incentive o respeito ao meio ambiente com atividades dinâmicas.

A interpretação de fenômenos cotidianos desenvolve as habilidades criativas e a capacidade de argumentação.

08 – IMAGENS QUE INFORMAM

26 – É PLANTA OU ANIMAL?

Utilize o desenho e as brincadeiras para introduzir os conceitos de cartografia.

Os experimentos científicos servirão para apresentar o reino dos fungos à turma.

13 – O QUE VOCÊ VÊ

29 – ENTREVISTA

Apresente enigmas e proponha aos alunos que desafiem seus cérebros.

O mestre em Educação Ruy Cezar do Espírito Santo fala sobre as questões que envolvem a formação do professor.

15 – LIVROS QUE DIVERTEM

32 – EXTRA, EXTRA!

Conheça algumas ideias criativas que incentivam o gosto pela leitura.

Veja dicas de leitura e passeios que complementam o conteúdo pedagógico.

18 – GINCANA NA ESCOLA

33 – DIA MUNDIAL DO TRABALHO

Promova uma gincana animada para comemorar a data junto à comunidade escolar.

Apresente a data para as crianças e aproveite para relembrar acontecimentos históricos.

20 – VAMOS COMEMORAR!

33 – ONDE ENCONTRAR

Envolva os alunos na preparação e desenvolva a autonomia e o espírito de equipe.

Saiba mais sobre os profissionais que colaboraram nesta edição.

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semana mundial do meio ambiente

Atitudes sustentáveis

Anos: 3° ao 5° Objetivos: conhecer os conceitos de biografia, conservação ambiental, parque nacional e unidade de conservação; trabalhar com descrições e relatórios; respeitar a natureza; e interessar-se pela preservação do meio ambiente. Responsável: Cristiane Boneto Redação: Renata Santana e Tatiane Cotrim

Ilustração: Artele Scantamburlo

Replique as atividades a seguir e torne-se responsável pela formação de cidadãos conscientes de suas responsabilidades com o meio ambiente

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ganizar uma Semana do Meio Ambiente em sua escola? Utilize as ideias a seguir e mobilize os pequenos para se transformarem em agentes conscientes e protetores do meio ambiente.

QUESTIONAR

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Materiais: bússola; imagens de áreas verdes (disponíveis na folha de moldes); e tesoura com pontas arredondadas.

COLOCANDO EM PRÁTICA Para comemorar a Semana Mundial do Meio Ambiente, no início de junho, desenvolva ações que visam despertar nos alunos o olhar crítico e ativo. Programe as atividades propostas de maneira que as crianças tenham tarefas sobre o tema em todos os dias da semana. Inicie o projeto com reflexões gerais sobre meio ambiente. Em seguida, solicite aos alunos que respondam individualmente os questionamentos a seguir. Ao final da atividade, oriente-os a socializar as respostas com os colegas.

Foto: Rodrigo Estrela/ Produção: Cristiane Boneto

Sugestões de questionamentos:

Diante de um cenário alarmante como o nosso, com o crescente número de desastres ecológicos e com a revolução da natureza em busca de seu equilíbrio, a preocupação com o meio ambiente é algo que deve ser priorizado na vida de toda a população mundial. Entretanto, para que esse assunto tenha a importância que merece, deve ser trabalhado desde a infância. Neste ano, graças ao destaque que nosso país ganhou no movimento em prol da sustentabilidade, a questão não pode passar em branco. O Brasil foi escolhido como sede do Dia Mundial do Meio Ambiente, que acontecerá no dia 5 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Duas semanas depois, entre os dias 20 e 22, será realizada a Rio +20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. O objetivo do evento é assegurar o comprometimento dos países com a sustentabilidade, analisar os progressos das ações implementadas e verificar as falhas que ainda precisam ser corrigidas. A Conferência contará com a presença de chefes de Estado, chefes de governo e outros representantes. Aproveitando que a temática estará em evidência, que tal or-

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4 Mostre aos alunos as imagens de áreas verdes (disponíveis na folha de moldes) e pergunte: de que maneira podemos estudá-las? 4 Quais são as diferenças existentes entre as áreas apresentadas? 4 Como podemos ajudar na conservação destas áreas? 4 Como as pesquisas sobre os ambientes podem ampliar o nosso universo de conhecimentos? 4 Que instrumentos poderão nos ajudar na exploração destes ambientes? 4 Agora, apresente a bússola aos alunos e pergunte: Alguém já viu esse instrumento antes? Sabe como é utilizado?

VAMOS EXPLORAR Materiais: câmera fotográfica; fichas com espécies vegetais (disponíveis na folha de moldes); lápis preto; livros de botânica ou sobre a vegetação brasileira; mapa do Brasil com parques nacionais (disponível na folha de moldes); filmadoras (ou aparelhos de celular que filmem e/ou fotografem); papelcartão; papel sulfite; prancheta; e tesoura com pontas arredondadas.

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COLOCANDO EM PRÁTICA Com antecedência, resgate as imagens de um parque em diferentes momentos históricos, de preferência algum que seja próximo da escola. Entre em contato com a administração do parque para ter acesso a esses arquivos. Leve para a sala de


Foto: Rodrigo Estrela/ Produção: Cristiane Boneto

aula o mapa do Brasil em que aparecem os parques nacionais (disponível na folha de moldes) e peça aos alunos para tentar descobrir se existem parques ou unidades de conservação na região da escola. Então, solicite aos alunos que comparem as imagens e identifiquem as transformações e ações do homem e da natureza. Se houver a possibilidade de entrar em contato com especialistas em conservação ambiental, providencie a ida dele para a sala e organize uma sessão de entrevistas com a turma, depois recolha depoimentos sobre os parques nacionais. Escolha e delimite uma área verde para realizar um estudo do meio. Pode ser um parque próximo à escola, uma área de conservação ou outra do entorno. Assim, as crianças poderão se deter a apenas um ambiente e observar todos os detalhes, inclusive se há a presença de algum inseto ou outro animal. Incentive a turma com indagações do tipo: como é esta área verde? Há o predomínio de alguma vegetação? Qual? Como podemos preservar esta área? Para aprofundarem a pesquisa, é importante que os alunos

levem instrumentos que permitam diferentes tipos de registros: papel e lápis, gravador, câmeras fotográficas e filmadoras. Divida a turma em grupos e estabeleça as formas de registro para cada um. Por exemplo, um grupo será encarregado de filmar, outro de fotografar, outro de desenhar e assim por diante. Ressalte que é importante que eles especifiquem, sempre que possível, todas as espécies encontradas, seja de plantas, insetos, animais etc. Solicite aos alunos que tentem reconhecer e registrar as espécies vegetais, observando-as e comparando-as com as imagens dos livros de botânica. É importante que as crianças aprendam a fazer descrições por meio da observação de figuras e da leitura de legendas. Para auxiliá-los nessa tarefa, preparamos um pequeno dicionário (disponível na folha de moldes) no qual os alunos encontrarão as espécies mais comuns nas áreas verdes do Brasil. Reproduza as fichas e cole-as em papel-cartão para que fiquem mais resistentes e, assim, sejam utilizadas como fonte de consulta durante todo o estudo. Se preferir, oriente a turma para organizar as fichas em formato de livro. E uma ressalva: as espécies que não forem encontradas nesse pequeno dicionário deverão ser pesquisadas na internet ou em livros.

AMPLIAÇÃO Solicite que a turma estude diferentes textos sobre os parques e as unidades de conservação do Brasil. Esse pode ser um recurso complementar para que as crianças comparem suas descrições (por meio das imagens) com as informações técnicas escritas por diferentes pesquisadores.

PENSAR E COMPREENDER Materiais: informações coletadas na atividade “Vamos explorar”; lápis preto; e papel sulfite.

COLOCANDO EM PRÁTICA Ao retornar do estudo prático, solicite que cada grupo faça um relatório sobre a visita. Eles deverão colocar suas impressões, descobertas e sugestões de como auxiliar na preservação desses locais para, em seguida, socializar com os demais grupos. Proponha a confecção de um pequeno livro de registros, no qual os estudantes colocarão as informações coletadas no estudo. Para despertar o senso crítico sobre o tema e ampliar os conhecimentos dos alunos, convide-os a utilizar diferentes formas de registro, como histórias em quadrinhos, poemas, poesias e notícias. Esse material poderá ser exposto aos demais grupos da escola e aos pais. E, se a escola possuir áreas verdes, os alunos poderão planejar ações pontuais para promover a preservação desses ambientes.

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Alfabetização cartográfica

Imagens que informam

Foto: Shutterstock

Foto: Shutterstock

Trabalhe os conceitos de gráfico e cartográfico para desenvolver a capacidade das crianças de representar e analisar dados e informações

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Anos: 1° ao 3° Objetivos: capacitar os alunos a observar, conhecer, analisar, explicar e representar o lugar em que vivem; desenvolver a capacidade de analisar como os seres humanos produzem e organizam seu espaço; e compreender a sociedade a que pertencem e as transformações ocorridas ao longo do tempo. Responsável: Cristiane Boneto Redação: Renata Santana e Tatiane Cotrim


RODA DE CONVERSA

poemas, gravuras, fotografias e músicas cartográficas. Deixe que os alunos observem o material e expressem suas observações sobre cada um e façam a leitura para o restante da turma. Tenha alguns cuidados para que a prática seja mais rica em possibilidades: organize a ordem em que cada um falará; evite que as perguntas sejam respondidas em coro, já que isso prejudica a autonomia, a habilidade de ouvir e de interagir; não antecipe a resposta das crianças, nem impeça a espontaneidade; e acompanhe o desenvolvimento do pensamento da turma.

LEITURA DECIFRADA Materiais: textos relacionados à cartografia.

COLOCANDO EM PRÁTICA Contextualize a discussão sobre a apreensão dos conteúdos existentes em um texto de cartografia com a seguinte reflexão: Vocês já passaram por alguma situação em que precisaram ler em público? O que aconteceu com o nível de tensão de vocês? Vocês conseguiram compreender o que tinham acabado de ler? Mediante as respostas, explique para os alunos que, no caso da leitura em público, todo o esforço está concentrado em decodificar as letras a fim de evitar equívocos, o que diminui a atenção para o contexto. Possivelmente, as crianças passaram por essa situação na atividade anterior (“Roda de conversa”). Foto: Shutterstock

A cartografia, de acordo com a definição ratificada pela Unesco em 1966, é o “conjunto de estudos e operações científicas, técnicas e artísticas que, tendo por base os resultados de observações diretas ou da análise de documentação, se voltam para a elaboração de mapas, cartas e outras formas de expressão ou representação de objetos, elementos, fenômenos e ambientes físicos e socioeconômicos, bem como a sua utilização”. O processo de produção cartográfica se inicia com a coleta de dados, passando pelo estudo, a análise, a composição e a representação de observações e fatos relacionados à estrutura que se pretende estudar. Sendo assim, antes de criar, é necessário fazer uma pesquisa prévia sobre o material a ser produzido, pois este será a representação fiel (dentro de uma escala estabelecida) da estrutura real. A cartografia produz atlas, cartas, globos, mapas e plantas – produtos utilizados principalmente para a orientação espacial, a localização pessoal, a construção de obras e o mapeamento de ambientes. Entretanto, a função dos gráficos também é representar os dados. Eles servem para facilitar a visualização das informações e tornar as explicações mais dinâmicas. Em representações gráficas não existe a reprodução de lugares e ambientes, mas de fenômenos, pesquisas, acontecimentos e outras informações específicas. Dentre as formas mais comuns de gráficos, estão os de pizza, de barras e de pirâmide. O estudo da cartografia e das representações gráficas é uma ótima oportunidade para apresentar aos alunos a possibilidade de informar por meio de ilustrações. Portanto, utilize as ideias a seguir para auxiliar os pequenos a perceber o que está por trás das imagens e encontrar as informações que desejam.

Materiais: poemas, poesias, gravuras, fotografias e músicas.

COLOCANDO EM PRÁTICA Antes de iniciar o projeto, é importante que os alunos desenvolvam a compreensão de termos essenciais da geografia: espaço, lugar, paisagem, território e região. Entretanto, é comum as crianças confundirem os conceitos de lugar e de espaço. Para descobrir o nível de conhecimento dos pequenos, questione-os sobre o significado desses termos e lembre-os de que espaço é um conceito mais abstrato do que lugar. O espaço é uma extensão limitada, um ambiente com dimensões determinadas que pode conter algo; lugar é uma área própria para ser ocupada por alguém ou alguma coisa. Depois das explicações iniciais, comece o estudo de alfabetização cartográfica com uma roda de conversa. Essa prática é bastante utilizada na educação infantil para estimular os alunos a expressar seus conhecimentos, escutar os conhecimentos de seus colegas, dar suas opiniões e aprender a respeitar a opinião dos demais. Então, para motivar e disparar a discussão sobre o tema, apresente para a turma diferentes recursos didáticos, como

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MAPAS MENTAIS Materiais: lápis de cor; lápis preto; e papel sulfite.

COLOCANDO EM PRÁTICA As obras de arte são ferramentas importantes para este projeto, pois possibilitam que os alunos desenvolvam a sensibilidade estética e a percepção das semelhanças existentes entre a arte e a disciplina de geografia, por exemplo. As relações entre as duas são muitas. Entre as principais, pode-se destacar que, na geografia, o espaço é retratado como uma realidade e não como uma simples representação. Essa característica teve origem nas artes plásticas, com o minimalismo norte-americano de 1960. Os conceitos desenvolvidos naquele período ampliaram a noção do espaço concebido, percebido e vivido – estudo que pode ser comparado à criação dos mapas mentais. Os mapas mentais são representações construídas a partir da percepção de lugares vividos, que fazem parte da realidade. São mais do que pontos de referência para a localização ou orientação espacial, pois eles definem conceitos: um lago passa a ser o lugar onde pesco; uma igreja, o lugar onde rezo; e um parque, o lugar onde brinco. O mapa mental construído pelo aluno torna-se um rico material didático, já que favorece a compreensão sobre aquele lugar. Os dados nele contidos, independentemente de precisão ou exatidão, revelam o lugar tal como ele é visto e sentido por aquela criança. Utilizando esse princípio, solicite aos alunos que escolham um lugar para representar. Oriente-os a construir fichas com desenhos do local escolhido e acrescentar o maior número de detalhes que tiverem sobre ele, tais como a descrição do espaço, das cores, dos ambientes, das pessoas presentes (se houver) etc. Ressalte que todas as informações devem ser retiradas das vivências que eles tiveram no local. Ao final da atividade, pergunte aos alunos quais são os lugares que escolheram e anote na lousa todos os ambientes reconhecidos pelo grupo. Para complementar, peça para cada um descrever a sua representação e, desse modo, ampliar o repertório da turma.

VAMOS RESOLVER Materiais: imagens de ambientes e situações.

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COLOCANDO EM PRÁTICA A resolução de problemas estimula o aprendizado dos alunos, pois exige que tenham postura ativa e esforço para buscar respostas e conhecimento. Com a prática, as crianças se habituam a encontrar sozinhas as explicações para as dúvidas que as inquietam. Para trabalhar essa possibilidade, selecione temas e imagens de ambientes em que existem problemas e acontecimentos recentes e relevantes para as crianças. É importante que sejam relacionados aos conteúdos pertinentes ao ano da turma. Em seguida, divida os alunos em grupos e incentive-os a buscar os problemas existentes nas imagens apresentadas. Estimule-os a encontrar possibilidades de modificações e novos conhecimentos sobre o assunto. Lembre-se de pluralizar o aprendizado: trabalhe a oralidade e a criatividade, pedindo a cada grupo que se organize e crie recursos para apresentar, ao restante da turma, as questões e soluções encontradas. Antes de iniciar as apresentações, lembre as crianças que falar ao outro exige cuidados: postura correta, voz em altura adequada, tempo de exposição, organização das frases e defesa de ideias.

ONDE FICA? Materiais: mapas do município e do estado em que está localizada a escola, do Brasil e do mundo.

Foto: Rodrigo Estrela/ Produção: Cristiane Boneto

Então, sugira que repitam a leitura do texto pelo menos três vezes. A primeira leitura deve ser em voz alta, para que os alunos possam ter uma visão geral sobre o conteúdo dele. Na segunda, as crianças devem grifar ou assinalar os trechos que consideram mais importantes e localizar as palavras-chaves. E, na terceira leitura, eles devem selecionar as questões mais relevantes para, em seguida, discutir sobre o tema, criar uma visão crítica e realizar um debate em grupo.


COLOCANDO EM PRÁTICA É possível que, na atividade anterior (“Vamos resolver”), os alunos tenham resgatado informações de bairros, estados ou até países distintos. Então, solicite que localizem, no mapa mais adequado, o local em que aquele fato aconteceu. Essa atividade servirá para auxiliar a turma a se familiarizar com a representação do espaço.

NOÇÕES ESPACIAIS Materiais: lápis preto; e papel quadriculado.

COLOCANDO EM PRÁTICA As relações topológicas envolvem adjetivos como perto, longe, dentro, fora, ao lado, vizinho. Sabemos que nos primeiros anos da infância a criança tem como referência o seu próprio corpo em relação ao espaço, o seu corpo em relação ao objeto e o objeto em relação ao seu corpo. Portanto, a melhor maneira de trabalhar esses conceitos é realizar brincadeiras que desenvolvam essa percepção, como a amarelinha. Após a etapa das relações topológicas, a criança inicia as relações projetivas, que envolvem: direita, esquerda, em cima, embaixo, atrás, na frente etc. Assim, o objeto deixa de ser considerado em si mesmo e passa a ser considerado em relação ao ponto de vista de quem o observa ou em relação a outros objetos. Nesse caso, as brincadeiras como “Seu mestre mandou” – que

sugerem tarefas para as crianças desenvolverem – poderão estimular a compreensão dessas relações. Mas desde que se utilizem comandos para ações espaciais, como, por exemplo, colocar a mão no colega que está a sua direita; no que está a sua esquerda; à direita de tal colega etc. Outra brincadeira interessante é o relaxamento. Para realizála, fique à frente dos alunos, mas virado de costas para eles. Realize e ordene movimentos utilizando regras como: da direita para a esquerda, movimentos circulares, para a frente e para trás. Por exemplo, peça aos alunos que girem a cabeça da direita para a esquerda; ou girem os ombros de frente para trás; ou desloquem o braço da esquerda para a direita. Essa atividade também poderá ser realizada no papel se você solicitar que a turma realize movimentos com o lápis, por exemplo, da direita para a esquerda, da esquerda para a direita, no sentido horário, entre outros. A última etapa envolve as noções de distância e deslocamento (medidas e coordenadas) dos alunos. Desenvolva esses conceitos criando situações em que eles tenham de identificar e encontrar objetos e lugares. Divida a turma em grupos e solicite que um dos integrantes encontre o objeto escondido. Enquanto isso, os demais ficarão responsáveis por informá-lo sobre a localização. Oriente a turma a não dizer exatamente o local em que o objeto está, mas utilizar os pontos de referência e diferentes pontos de vista.

SISTEMA DE QUADRÍCULAS

Foto: Rodrigo Estrela/ Produção: Cristiane Boneto

Materiais: botões pequenos (até 1 cm de diâmetro); jogo batalha naval (disponível na folha de moldes); e tesoura com pontas arredondadas.

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COLOCANDO EM PRÁTICA Trabalhar com papel quadriculado permite que os alunos tenham maior compreensão sobre a localização no espaço e as escalas de distâncias e tamanhos. Nesta atividade, as crianças poderão apreender esse conhecimento por meio da brincadeira. Para isso, recorte da folha de moldes a malha quadriculada e os desenhos para a batalha naval. Divida a turma em duplas e entregue para cada aluno um kit composto por botões, duas malhas quadriculadas e um conjunto de embarcações. Sentados um de frente para o outro, eles não podem deixar o colega ver suas fichas. Então, peça que posicionem seus barcos em uma das malhas, conforme as suas preferências, mas somente nas posições horizontal e vertical. A cada rodada, um dos jogadores deverá dar uma coordenada de ataque ao adversário. Se errar, o colega deve responder “água”. Se acertar, o colega deve responder com o nome da embarcação atingida e a quantidade de quadrados que ela

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Foto: Rodrigo Estrela/ Produção: Cristiane Boneto

REAL E PROPORCIONAL Materiais: lápis preto; objetos de diferentes tamanhos, mas compatíveis com o tamanho do papel quadriculado (lápis, borracha, apontador, estojo, tesoura pequena etc.); e papel quadriculado.

COLOCANDO EM PRÁTICA Os alunos iniciam a construção dos conceitos de tamanho e proporção partindo do real. Portanto, é essencial que desenhem os objetos respeitando as medidas originais. Uma das técnicas utilizadas é o contorno das peças. Então, solicite que cada criança selecione um objeto e faça o seu contorno na folha de papel quadriculado. Em seguida, os alunos deverão ampliar o desenho em outro papel quadriculado, obedecendo a uma escala predefinida. Por exemplo, cada quadrado original será equivalente a dois quadrados no novo desenho. Para finalizar, solicite que diminuam o desenho original, utilizando o mesmo raciocínio.

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AUMENTAR E DIMINUIR

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Materiais: malha quadriculada sem desenho e desenhos quadriculados (disponíveis na folha de moldes); lápis de cor; lápis preto; e tesoura com pontas arredondadas.

COLOCANDO EM PRÁTICA Recorte os desenhos quadriculados e a malha quadriculada da folha de moldes e reproduza para a turma. Entregue um conjunto para cada aluno e solicite que ampliem e reduzam os desenhos, respeitando as referências das quadrículas. Foto: Rodrigo Estrela/ Produção: Cristiane Boneto

Foto: Rodrigo Estrela/ Produção: Cristiane Boneto

ocupa, por exemplo, “porta-aviões, um de dez” (o barco ocupa dez quadradinhos). O aluno que teve a embarcação bombardeada deverá colocar um botão em cima do local atingido. O que acertou também deverá colocar um botão em sua malha quadriculada vazia, já que este será o seu painel de controle. No segundo lance de sucesso, a criança atingida dirá: “porta-aviões, dois de dez”, e assim por diante. O barco só será afundado quando todas as suas partes forem bombardeadas. Vence quem afundar primeiro todas as embarcações do colega.


a arte e o cérebro

O que você vê?

Utilize os conceitos de neurociência para incentivar o interesse das crianças pela arte Anos: 1° ao 5° Objetivos: compreender o funcionamento do cérebro; estimular a criatividade e a percepção criativa; e interessar-se pela arte. Responsável: Cristiane Boneto, pedagoga. Redação: Renata Santana e Tatiane Cotrim

As pesquisas sobre o cérebro humano ganham novas informações com bastante frequência. Isso se dá porque os cientistas procuram constantemente desvendar os mistérios que rondam o funcionamento de nosso cérebro. O cérebro humano é composto por mais de 100 bilhões de neurônios que formam uma complexa rede de comunicação e controle. As conexões que eles realizam são completamente dinâmicas e, por causa disso, possibilitam mecanismos específicos de funcionamento em situações adversas. Por outro lado, o hipotálamo, o bulbo e o cerebelo controlam as funções involuntárias, como a respiração e os movimentos do corpo. Os hemisférios direito e esquerdo são responsáveis pelo pensamento, a imaginação, a memória, a fala, as emoções, o raciocínio, a audição, o olfato, o paladar e o tato. Entretanto, cada um deles tem uma característica específica: o hemisfério esquerdo está associado à lógica, ao raciocínio e à linguagem; o hemisfério direito controla as relações subjetivas, tais como a imaginação, a intuição, a criatividade e as informações visuais. De acordo com Bruna Velasques, coordenadora do curso de pós-graduação em Neurociências Aplicadas da UFRJ e doutoranda em Ciências da Saúde, dizer que um tem domínio sobre o outro é um mito que está muito longe da realidade. “Os dois hemisférios se comunicam, são complementares e trabalham juntos. Nesse caso, as ‘preferências’ construídas ao longo da vida podem estar relacionadas ao ambiente a que cada um é exposto, e não ao ‘domínio’ que um hemisfério tem sobre o outro”, afirma. No instante em que nos deparamos com um desafio ou precisamos decifrar um enigma, as ações que se estabelecem dentro de nosso cérebro envolvem muitas áreas e funções específicas. No primeiro momento, ele tenta identificar se já esteve diante de uma informação ou situação similar e promove a avaliação de risco. Então, depois dessas considerações, é tomada uma decisão que ele envia para as áreas responsáveis por executar a ação. No caso das imagens enigmáticas e das ilusões de ótica,

Bruna explica que o cérebro realiza o mesmo mecanismo de processamento das informações que nas situações desafiadoras, mas a diferença entre as duas realidades está na capacidade que as imagens têm de “enganar” o nosso cérebro. “Ele se confunde com as ambiguidades e diferenças de profundidade. Sendo assim, como a nossa percepção é totalmente dependente de experiências anteriores, ela é autoinduzida ao erro de interpretação”, explica. No entanto, a pesquisadora afirma que esses exercícios, aliados ao estudo da arte, aumentam a habilidade de utilização dos hemisférios cerebrais porque exigem o trabalho conjunto de ambos – fator que contribui para a melhoria da capacidade de solucionar problemas.

UM POUCO DE HISTÓRIA X CIÊNCIAS COLOCANDO EM PRÁTICA Para perceber a importância da arte na aprendizagem dos alunos, sugerimos algumas atividades que mostram como essa disciplina ajuda na construção do pensamento criativo e na versatilidade para a resolução de inúmeras situações. No entanto, quais são as aulas normalmente utilizadas quando há a necessidade de treinar os alunos para a festa junina, Dia das Mães e outras festividades? Provavelmente você responderá artes e educação f ísica, correto? Pois bem, este projeto servirá para demonstrar a importância dos conteúdos dessas aulas no dia a dia. Inicie a atividade fazendo as seguintes perguntas para a turma: vocês já visitaram uma exposição de artes? Vocês já encontraram uma obra de arte e ficaram durante muito tempo tentando entendê-la? Alguma vez vocês já desistiram de observar uma obra de arte por não conseguirem decifrar a mensagem do artista? Vocês já encontraram alguém que fica muito tempo admirando uma obra de arte, enquanto para vocês ela não tem sentido? Todas essas situações têm profunda relação com a maneira como o nosso cérebro age diante delas. Isto porque todas as pessoas possuem gostos e características próprias que, na maioria das vezes, são motivados pelo funcionamento do cérebro. Continue os questionamentos e pergunte para a turma sobre as imagens enigmáticas: vocês já receberam alguma imagem na qual, dependendo do ponto de vista, é possível visualizar diferentes figuras? Como foi essa experiência?

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A dificuldade em compreender ou enxergar uma imagem pode ser um sinal de que o lado racional do cérebro (hemisfério esquerdo) não está conseguindo decifrá-la e isso se torna uma tarefa para o hemisfério direito. Por causa dessa variação, algumas pessoas demoram mais tempo do que outras para decifrar e, dependendo da imagem, nem conseguem compreender. Para testar essas diferenças, possibilite que os alunos tentem desvendar enigmas, em formato de imagens ou textos, para estimular o hemisfério direito de seus cérebros e despertar o lado mais criativo, sensível e perceptivo – imprescindível em diversas áreas do conhecimento.

Atividade para crianças alfabetizadas, ou a partir do 3º ano

Moldes

Foto: Rodrigo Estrela/ Produção: Cristiane Boneto

DESVENDE SE PUDER! Materiais: tesoura com pontas arredondadas; e textos para decifrar (disponíveis na folha de moldes).

COLOCANDO EM PRÁTICA Nessa atividade, o seu desafio será desvendar, juntamente com os alunos, os textos que estão disponíveis na folha de moldes. Reproduza-os e solicite às crianças que tentem decodificar o que está escrito, já que letras e símbolos são apresentados de maneira incomum. Ao fim da leitura de cada texto, ficará claro o objetivo da atividade.

O QUE EU VEJO? Materiais: imagens de ilusão de ótica (disponíveis na folha de moldes).

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Foto: Rodrigo Estrela/ Produção: Cristiane Boneto

COLOCANDO EM PRÁTICA

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Como já mencionado anteriormente, o lado direito do cérebro é mais exigido quando o lado esquerdo não compreende o que está vendo. Portanto, é importante desafiá-lo com atividades que exijam sensibilidade e criatividade. Distribua as imagens disponíveis na folha de moldes e desafie os alunos a encontrar as figuras. Deixe que eles decifrem sem Imagem 1: identificar a que você indique o que tem menina e a bruxa na imagem. Se tiverem muita Imagem 2: identificar o dificuldade, utilize o gabarito cálice e os dois rostos ao lado.

Gabarito


Foto: Shutterstock

ciranda da leitura

Livros que divertem

Promova atividades prazerosas e mostre aos alunos que ler pode ser uma tarefa divertida, além de muito enriquecedora

O Colégio Dom Bosco de Manaus (AM), que faz parte da rede Salesiana, desenvolveu o projeto Ciranda da Leitura com alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental com o objetivo de despertar nas crianças o gosto pela leitura. A diretora pedagógica do colégio, Maria Joana Grana, acredita que os bons leitores de hoje podem se transformar em grandes escritores amanhã. Os resultados observados depois da implementação das atividades, que têm duração de um ano, deixam a equipe repleta de orgulho. Afinal, no mês de abril, eles receberão um prêmio da Academia de Letras do Amazonas. Mas, além do reconhecimento pelo trabalho, o mais importante para a diretora é observar o crescimento e o progresso do desempenho das turmas. “Eu percebo que houve uma significativa melhora na qualidade da escrita e produção textual das crianças. Agora, todos escrevem e conversam com mais coerência e qualidade”, revela. De acordo com Joana, o colégio obteve as melhores pontuações nas avaliações realizadas entre as escolas da região, e ela atribui essa conquista ao projeto Ciranda da Leitura. Em todas as atividades sugeridas, a leitura é sempre o foco, mas em cada uma há um diferencial – que foi inserido para tornar o aprendizado mais dinâmico e estimular os pequenos

a perceberem que é possível aprender com diversão. Utilize as ideias do Colégio Dom Bosco para estimular a sua turma e desenvolver o gosto pela leitura de maneira lúdica e prazerosa.

Foto: Shutterstock

Anos: 1º ao 5º Objetivos: incentivar a leitura; proporcionar atividades que desenvolvam o gosto pela leitura de maneira lúdica e prazerosa; entender a importância da leitura; e ampliar os conhecimentos e o repertório da escrita. Responsáveis: a orientadora educacional Rosane Aparecida Lustosa, a supervisora educacional Regina Celia Machado Andrade, a diretora pedagógica Maria Joana Grana Neves, as professoras Irlene Moreira Favacho, Fabiane Bandeira Viana, Manuela Ramos Paes, Cristiane Cantel Jaques, Alessandra de Souza, Marina Nogueira Cabral dos Anjos, Eliaci Florencia de Souza Sena, Priscilla Defaveri Vasconcelos, Wanda Carmen Marques Correa, o diretor geral Pe. Gilberto Cucas e o diretor financeiro Pe. Augusto Bartolli, do Colégio Dom Bosco de Manaus. Redação: Renata Santana

HISTÓRIA SEM FIM Materiais: livros de diversos tipos e para diferentes faixas etárias.

COLOCANDO EM PRÁTICA Reúna a turma em uma roda de conversa e apresente o projeto que será realizado. Aproveite esse momento para enfatizar a importância da leitura e os benef ícios que ela traz para quem está sempre em contato com os livros. Diga aos alunos que, para ser um bom escritor e ter facilidade para conversar de maneira culta, é preciso ler bastante. Escolha um dos livros e faça a leitura em voz alta, chamando a atenção da turma para a entonação, o respeito à pontuação, a importância de utilizar a altura correta da voz (grave, média ou aguda) e de observar as pausas necessárias no momento da leitura. Apresente livros de diferentes formatos, assuntos e finalidades e disponibilize-os no centro da roda. Ao final da conversa, oriente as crianças a escolherem o livro que levarão para casa. Essa atividade poderá ser realizada quinzenalmente ou uma vez por semana. Então, estabeleça um prazo para a turma retornar com o livro. Para aqueles que ainda não sabem ler,

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DINÂMICA DA CENTOPEIA Materiais: cartolina; compasso ou objetos redondos; lápis de cor; e lápis preto.

COLOCANDO EM PRÁTICA Entregue metade de uma folha de cartolina para cada aluno e oriente-os a fazer um círculo que representará a cabeça da centopeia. Eles poderão utilizar o compasso ou o modelo de objetos redondos. Solicite que desenhem o rosto da centopeia, mas ainda não façam nenhuma parte do corpo. Então, explique que cada parte do corpo da centopeia será acrescentada de acordo com a leitura de um livro. No final do projeto, quem tiver a maior centopeia será o aluno que leu a maior quantidade de livros. Em cada círculo correspondente ao corpo, as crianças deverão escrever o título do livro e o nome do autor. Você pode deixar as centopeias expostas no mural da sala para que toda a turma acompanhe a evolução da atividade. Para incentivá-los, defina uma recompensa para o aluno que tiver a maior centopeia.

LEITURAS NDIVIDUAL E COLETIVA Materiais: livros e textos relacionados ao conteúdo pedagógico da turma.

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solicite a colaboração dos pais para fazer a leitura em casa. Junto com o livro, entregue a cada aluno a ficha do leitor, onde constarão os campos para a criança colocar o título do livro, o nome do autor, a editora, os nomes dos personagens e um resumo da história e da mensagem que o livro traz. Caso ele tenha interesse, abra espaço para o aluno criar um novo final e um novo título para o livro. A ficha preenchida deverá ser entregue no dia marcado para a devolução da obra. No dia da entrega, organize as crianças em um círculo e promova a roda de leitura, na qual cada aluno ficará com o livro que leu nas mãos. Faça questionamentos para cada um. Por exemplo: Você já conhecia este livro? Por que você o escolheu? Você gostou do livro como um todo? Qual é a sua parte preferida? Você já conhecia o autor? Qual é o gênero do livro que você leu?” Em seguida, peça aos alunos que se imaginem como vendedores e apresentem o seu livro para o restante da turma, como uma propaganda. O objetivo dessa ação é que outras crianças também se interessem pelo livro apresentado. Para complementar, solicite aos alunos que escolham um amigo e escrevam um bilhete para ele, convidando-o para ler o livro. É importante que o bilhete traga o motivo da sugestão. Então, organize a troca dos livros e marque o dia para o retorno.

COLOCANDO EM PRÁTICA O objetivo desta atividade é estimular a prática da leitura, auxiliando no desenvolvimento de habilidades, como atenção, observação, organização de ideias e criatividade. Distribua textos para a turma e oriente-os a fazer a leitura individual e silenciosa. Mas diga que eles deverão ler com bastante atenção, porque a qualquer momento poderão ser escolhidos para ler em voz alta e, assim, deverão se preocupar com entonação, dicção, postura, comunicação e expressão. Explique que o cuidado com esses fatores é fundamental para o ouvinte entender e perceber a mensagem. Em seguida, faça a leitura enfatizando essas características. Quando terminar, solicite aos alunos que leiam o texto em voz alta, harmoniosamente, para que o espectador consiga entender a mensagem. Depois da leitura, faça a interpretação do texto junto com os alunos e sugira uma nova atividade em que a turma deverá fazer a releitura do texto, com novo título, novo final e em formato de quadrinhos.

BRINCADEIRA DE LEITOR Materiais: livros e textos sobre assuntos de interesse das crianças.

COLOCANDO EM PRÁTICA

Para motivar a leitura e incentivar os alunos a deixarem a timidez de lado, promova atividades que desenvolvam as quali-


Foto: Divulgação/ Colégio Dom Bosco de Manaus

dades da turma. Por exemplo, escolha um texto e faça a leitura como se você fosse um(a) locutor(a), ator/ atriz, poeta/poetisa, entre outros. Durante a narração, utilize todas as técnicas já trabalhadas e peça aos alunos para prestarem bastante atenção. Em seguida, será a vez das crianças fazerem o mesmo, mas imaginando-se personalidades famosas, como William Bonner, Fátima Bernardes etc. Amplie a atividade, montando um pequeno tablado decorado para que as crianças se posicionem, uma a uma, em cima dele e façam a leitura. Assim, é possível atingir todos os alunos e auxiliar os mais inibidos. Outra opção é escolher um livro interessante, que atenda à faixa etária da turma, e desenvolver a leitura em capítulos. Comece com a apresentação do tema, das informações da capa, das ilustrações, do autor, da editora e do gênero literário a que a obra pertence. Então, leia um capítulo da história a cada aula, como se fosse uma novela. Ao final, termine com um suspense para que a turma aguarde a leitura do dia seguinte.

CADA CONTO ENCANTA UM TANTO Materiais: lápis preto; livros de contos; material para a produção do cenário e dos figurinos, conforme as ideias da turma; e papel sulfite.

COLOCANDO EM PRÁTICA A dramatização é um recurso que possibilita ao aluno apreender o conteúdo trabalhado com mais facilidade e absorver melhor o conhecimento. O lúdico leva os alunos a pensar, a agir e a buscar o novo, ao mesmo tempo em que trabalha o lado emocional, a cooperação e o respeito. Então, que tal montar uma peça teatral na escola? Reúna a turma e solicite sugestões de temas para o trabalho que será realizado. Depois de definido o conto a ser trabalhado, as crianças, juntamente com você, produzirão os textos, ou seja, o roteiro da peça e as falas dos personagens. É importante que eles montem uma versão diferente do conto

original, pois assim terão mais oportunidades de utilizar a criatividade. Afirme que todos participarão da atividade, desempenhando funções diferenciadas, seja como locutores, atores, sonoplastas etc. Com base no tema, as crianças deverão escolher o figurino, as músicas e o cenário. É essencial que eles tomem decisões e participem ativamente do processo de produção da peça. Durante esse período, trabalhe a impostação de voz, a entonação, a interpretação dos personagens, a dicção, a expressão, a postura e a comunicação dos alunos. Esse trabalho pode ser feito diariamente na sala de aula, quando as crianças farão a leitura de suas falas e você corrigirá os erros. Outra opção para trabalhar a dramatização é contar histórias com fantoches. Você pode utilizar bonecos da escola ou organizar a turma para produzir seus próprios personagens. Para a apresentação, é necessário providenciar o palco, as cortinas, definir o roteiro e o formato de apresentação. Esse trabalho estimula a linguagem e o interesse das crianças por saber qual é o colega que está interpretando aquele fantoche. O objetivo da atividade é estimular a criatividade da garotada e colocar em prática todos os conhecimentos que eles adquiriram com as leituras realizadas.

CONCURSO DE LEITURA COLOCANDO EM PRÁTICA Para finalizar o projeto, no final do ano, o Colégio Dom Bosco realiza o concurso de leitura. Nessa ocasião são selecionados os jurados que compõem a mesa, geralmente formada por professores de língua portuguesa, pedagogos e escritores locais. O concurso inicia-se com o sorteio da ordem das turmas que farão as leituras coletivas e dos textos que serão lidos – geralmente trechos das apostilas que a escola utiliza. Na segunda etapa do concurso é feito o sorteio dos alunos que representarão cada turma na leitura individual. Todos os textos lidos são desconhecidos para os alunos. Ao término dessa parte, as crianças que mais leram durante o ano são chamadas ao palco para apresentarem suas pastas de fichas de leitor e o livro de que mais gostou. Cada uma transmite as informações detalhadas sobre a leitura, como título e autor, descreve a mensagem que a obra deixou para ela e recomenda para quem quiser ler. A cada etapa são divulgados os resultados e a pontuação obtida pelos alunos participantes, enfatizando que todos leram bem, mas sempre podem melhorar o desempenho. A última parte do concurso conta com a participação de escritores convidados para falar sobre a importância da leitura em suas vidas e apresentar uma de suas obras para os participantes. Em seguida, todas as crianças que participaram do projeto recebem o certificado. Os pais também participam do evento e podem ajudar na organização.

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dia das mães

Gincana na escola Comemore o Dia das Mães com atividades divertidas e que proporcionam a positiva integração entre as famílias Anos: 2º ao 5º Objetivos: Integrar mães, filhos e famílias. Responsável: o professor de Educação Física Orlando Gabrielli Junior, juntamente com a equipe de coordenação e direção da Escola Santi. Redação: Renata Santana

Ilustração: Shutterstock

Foto: Shutterstock

Todos os anos, para comemorar datas como o Dia das Mães ou Dia dos Pais, a Escola Santi, de São Paulo (SP), busca propostas que possibilitem a integração dos alunos, de seus parentes e das famílias em geral. Com esse objetivo, é realizado um levantamento do que foi feito nos anos anteriores para que novas possibilidades sejam colocadas em prática e deixem ótimas recordações. No Dia das Mães, a Escola Santi realiza atividades para que as mães e as crianças participem de jogos, atividades lúdicas e interajam com outras famílias. Nas últimas edições, foram propostas aulas de música, de teatro, confecções de azulejos

que integram a fachada da escola e de brinquedos para serem usados em família. Na última edição, a escola promoveu uma gincana, que você conhecerá neste projeto. De acordo com o professor responsável Orlando Gabrielli Junior, apesar de as gincanas serem atividades comuns e, aparentemente, estarem relacionadas somente ao lúdico, possibilitam o aprendizado da importância do trabalho em equipe, da competição saudável e promove o congraçamento entre a escola, os pais, os professores e os alunos. Sendo assim, o educador afirma que promover um encontro como esse no dia das mães deixa o clima harmonioso e favorece a comemoração de maneira descontraída e afetuosa. As atividades escolhidas pela Escola Santi são sempre animadas, de fácil execução, como brincadeiras, cantorias, dobraduras, quebra-cabeças e montagens, propiciando o trabalho em equipe. Para realizá-las, não é necessário utilizar técnica, força, nem habilidades específicas. Confira o passo a passo de uma divertida gincana e promova um dia diferente na sua escola.

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DIVERSÃO

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Foto: Rodrigo Estrela/ Produção: Cristiane Boneto

ser utilizado. Escolha atividades que todos possam realizar e cuide para que ninguém se sinta excluído por não conseguir participar. Envolva as crianças na produção dos convites que serão enviados às famílias. Ajude-os na escrita das informações sobre a data, os horários e o que acontecerá no dia. Para evitar problemas, avise formalmente as famílias sobre o que farão na escola.

COLOCANDO EM PRÁTICA

COLOCANDO EM PRÁTICA Este projeto precisa ser preparado com antecedência. Para facilitar, você pode envolver toda a escola na produção e organização do evento. Comece com a montagem de uma sequência de atividades que serão desempenhadas pelas famílias, podendo envolver músicas, danças, exercícios físicos e brincadeiras em geral. Nesse período de preparação, defina as regras da gincana, o tipo de pontuação que será adotado e a premiação (se houver alguma). É importante que a gincana tenha vários módulos (sequência de atividades) para que os grupos possamrealizá-los alternadamente, sendo que todo o espaço da escola poderá

Sugestões de brincadeiras: 4 Passar bexigas cheias de água por uma fila de pessoas até chegar à bacia que está do outro lado. 4 Acertar a bola de basquete na cesta. 4 Andar com os cadarços dos sapatos amarrados. 4 Jogar boliche. 4 Montar figuras com tangram. 4 Carregar o ovo na colher. 4 Passar um barbante por dentro de um cone de papel e amarrá-lo em forma de varal. Assoprando com um canudinho, os participantes terão de passar o cone de um lado para o outro. 4 Pegar feijão com canudinho. Atenção: para realizar esta atividade, escolha canudos mais finos que os feijões, para evitar sufocamento. 4 Adivinhar qual é a música e cantar. Ao final de todas as brincadeiras, reúna os grupos novamente na quadra para fazer a contagem dos pontos e a comemoração do grupo vencedor, bem como a celebração da alegria de poder participar da proposta junto com a comunidade escolar.

Ilustração: Shutterstock

ORGANIZAÇÃO

No dia marcado, assim que as mães e os filhos chegarem, divida-os em dois grupos ou mais, conforme a quantidade de pessoas. Entregue um cartão para cada participante, a fim de identificar o grupo ao qual pertencem. Reúna todos na quadra da escola e passe as instruções sobre a gincana. Separe mães e crianças em grupos representados por cores e estabeleça a sequência de módulos de cada grupo. Em seguida, peça para os grupos se organizarem de maneira que tenham representantes em todas as atividades do módulo ao mesmo tempo. O tempo pode ser determinado por música: enquanto a música tocar, os grupos executam a proposta; quando a música parar, devem ir para o próximo módulo. Defina quem serão os “fiscais” das provas, que terão a função de, ao final de cada rodada, marcar a pontuação obtida por cada equipe, conforme as regras estabelecidas. Os professores da Escola Santi organizaram a gincana com as brincadeiras listadas abaixo. Mas, se preferir, você pode acrescentar outras e adequá-las conforme o espaço e a quantidade de participantes.

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Ilustrações: Artele Scantamburlo

Festa Junina

Vamos comemorar!

Aproveite a comemoração popular para promover a valorização do folclore brasileiro e expandir o aprendizado Anos: a partir do 1º Objetivos: compreender a história da festa junina, bem como seu valor dentro do folclore brasileiro; compreender o sistema monetário; perceber as principais características do gênero “receitas”; e refletir sobre o funcionamento do sistema de escrita. Responsável: a coordenadora pedagógica Gabriela Fernandes e a professora Débora Pacheco, da Escola be. Living. Redação: Renata Santana

Foto: Divulgação

COLOCANDO EM PRÁTICA

Este projeto foi desenvolvido na Escola be. Living, que fica em São Paulo (SP), com o objetivo de agregar valores aos alunos, tais como o sentimento de grupo, de pertencimento a uma comunidade e de valorização do trabalho, além de resgatar costumes que se perdem na rotina imposta pelo dia a dia. A coordenadora pedagógica afirma que, ao final do projeto, foi possível observar o aumento da responsabilidade da turma, a preocupação em fazer tudo da melhor maneira possível e a percepção da importância de trabalhar em equipe. De acordo com Inimar dos Reis, no livro Folias e Folguedos do Brasil (Editora Paulinas), a organização de festas na escola dentro dos moldes populares, com a apresentação de cantos e danças da tradição brasileira, é uma ótima forma de vivência coletiva, envolvendo alunos, professores e pais – convívio que se perde cada vez mais na sociedade de individualismo e velocidade em que vivemos.

RELEMBRANDO Materiais: imagens, livros e textos sobre festa junina.

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Promova uma roda de conversa e inicie o projeto questionando os alunos sobre o que eles sabem sobre a festa junina e o que se lembram das comemorações do ano anterior. Prepare um material para que a turma possa explorar os diferentes costumes existentes no país e como as comemorações são feitas conforme a localidade. Apresente as músicas e cantigas que fazem parte dos ritmos comuns às comemorações, tais como forró, baião, sertanejo e outros. Não deixe de falar sobre as comidas típicas e a origem de cada uma. Selecione também imagens de diferentes festas para que as crianças possam ver o tipo de figurino utilizado pelos participantes. Para que os alunos se envolvam com o tema, pesquise sobre a origem da quadrilha e leia um texto para eles. Esse primeiro momento servirá para ampliar o repertório dos pequenos, ajudálos a entrar no clima da festa e trazer à tona a cultura brasileira. Aproveite a conversa para informá-los de que a turma será responsável pela barraca de doces da festa junina. Portanto, deverão se empenhar em produzir tudo da melhor maneira possível.

ÁGUA NA BOCA Materiais: lápis preto; prancheta; e papel sulfite.

COLOCANDO EM PRÁTICA Esta atividade servirá como ponto de partida para a criação dos livros de receitas. Então, pergunte para a turma quais são os doces de festa junina preferidos deles. Depois de responderem, direcione a conversa para que percebam a necessidade de saber os gostos da maioria das pessoas que participará da festa e não somente os da turma. Provavelmente, eles chegarão à conclusão de que é necessário fazer uma pesquisa pela escola, entre os professores, os alunos de outras classes e os funcionários.


SELECIONANDO RECEITAS Materiais: livros de receitas de diversos tipos.

COLOCANDO EM PRÁTICA No dia marcado para a pesquisa nos livros de receitas, é importante promover uma grande exploração do material, além de garantir um amplo repertório. Divida a turma em duplas e faça intervenções, solicitando que as crianças observem o tipo de texto, as ilustrações, as quantidades, os ingredientes e as estratégias utilizadas para o leitor descobrir do que se tratam as receitas e encontrá-las com mais facilidade. O objetivo é chegar à necessidade de utilizar o sumário, fazendo a turma perceber o que precisa colocar em seus próprios livros de receitas. Promova reflexões sobre a importância de seguir as informações do livro e faça perguntas como: Somente sabendo os ingredientes é possível começar o trabalho na cozinha? O que as quantidades representam? O que é necessário para produzir uma receita? Em outro momento, faça um trabalho específico com a linguagem, por exemplo, para as crianças que ainda não sabem ler, solicite que grifem os ingredientes pedidos, comparem as letras iniciais e finais, contem a quantidade de letras das palavras, observem os ingredientes que as receitas têm em comum etc. Aos alunos que sabem ler, peça que comparem o modo de fazer das receitas, o tempo que leva para a comida ficar pronta, se precisa de um adulto, se utiliza forno ou geladeira etc. A partir dessas características, pode-se fazer uma classificação de quais receitas são fáceis e possíveis de serem feitas e quais não são. Alerte a turma para dar atenção especial às unidades de medida utilizadas nas receitas. Em uma roda de conversa, organize a seleção dos doces que serão produzidos e peça aos alunos que listem os ingredientes necessários.

Foto: Rodrigo Estrela/ Produção: Cristiane Boneto

Então, divida a turma em duplas, de preferência com uma criança que já esteja alfabetizada e outra que ainda esteja em processo de alfabetização, e entregue uma prancheta e um lápis para cada dupla. Eles deverão percorrer a escola, perguntando a opinião das pessoas. Oriente as duplas para que se ajudem na escrita dos doces. O ideal é que a criança não alfabetizada escreva, e a outra a auxilie, dando dicas que facilitem o processo. Depois da apuração, reúna todo o material e, junto com as crianças, monte um gráfico de barras ou de pizza para representar os dados da pesquisa. Dessa maneira, eles visualizarão facilmente quais são os doces mais votados. Então, questione-os sobre como os doces serão feitos. Novamente, direcione a conversa para que a turma chegue à conclusão de que, para viabilizar a produção, é necessário consultar receitas. Quando a discussão chegar a esse ponto, solicite que tragam de casa livros de receitas de diversos tipos para descobrirem quais são os doces possíveis de produzir e as quantidades de ingredientes necessárias.

MEU LIVRO DE RECEITAS Materiais: barbante ou fitas coloridas; furador de papel; lápis de cor; lápis preto; livros de receitas; papel-cartão; e papel sulfite.

COLOCANDO EM PRÁTICA Divida as crianças em duplas e solicite que comecem a escrever as receitas. Organize a produção de maneira que todas as receitas tenham uma ilustração para indicar o que será feito. Então, peça para a dupla se organizar e dividir as tarefas. O objetivo é que os dois integrantes desenhem e escrevam. Para montar o livro, entregue folhas pautadas para as duplas. Em cada uma dessas folhas, eles escreverão uma receita e farão o desenho do doce a ser produzido. Para facilitar o trabalho, o ideal é que as receitas sejam curtas. Estabeleça as regras para a produção do livro. Por exemplo: cada um poderá ter de oito a dez receitas. Depois de terminarem a escrita, ensine-os a montar o sumário. Em seguida, oriente as crianças a fazerem a revisão de seus textos, corrigindo os erros de português e prestando bastante atenção nas quantidades dos ingredientes. Alerte-os sobre a importância de colocar as proporções corretas na hora de produzir os doces. Normalmente, no primeiro ano do Ensino Fundamental não se faz correções ortográficas; Mas, nesse caso, é importante mostrar para as crianças que, por ser uma publicação, as palavras precisam estar escritas de maneira correta. A capa do livro pode ser feita com papelcartão para torná-lo mais resistente e

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bonito. Escolha o formato de acabamento que julgar mais adequado. Uma opção é furar as margens das páginas do livro com furador de papel e amarrá-las com fitas coloridas ou barbante.

TODOS NA COZINHA Materiais: ingredientes e utensílios para produzir os doces selecionados; e livros de receitas produzidos.

COLOCANDO EM PRÁTICA No dia marcado para a produção dos doces, divida a turma em pequenos grupos e estabeleça as tarefas que serão desempenhadas por cada um. Nesse momento, os professores e funcionários da escola terão papel fundamental para auxiliar as crianças com as dúvidas, a organização e o manuseio dos utensílios. Na Escola be. Living, os alunos produziram os brigadeiros e auxiliaram na produção dos bolos e doces mais fáceis de fazer, sempre com a presença de adultos. É importante que durante toda a atividade eles utilizem os seus próprios livros de receitas para, assim, perceberem a importância do trabalho produzido. Os livros poderão ser vendidos aos pais no dia da festa.

A NOSSA BARRACA DE DOCES Materiais: cartolina; lápis de cor; lápis preto; livros de receitas produzidos ; e papel sulfite.

COLOCANDO EM PRÁTICA

CONTANDO O LUCRO Materiais: fichas utilizadas para a compra dos doces; panfletos de propaganda; e papel sulfite.

COLOCANDO EM PRÁTICA Quando a festa acabar, convide os alunos para guardarem as fichas. Na próxima aula depois da festa, leve as fichas para a sala de aula e reúna as crianças para contarem tudo o que foi arrecadado. Explique qual é o significado da palavra “lucro” e afirme que, antes de saber quanto eles receberão pela venda dos doces, terão de devolver o valor dos ingredientes comprados, pois essa foi a despesa que a escola teve. Então, distribua as fichas uma a uma entre os alunos, já que essa é a maneira mais fácil para que eles entendam a divisão. Ao final, solicite que cada um conte quantas fichas recebeu, faça a relação delas com o valor monetário que representam e pergunte o que querem comprar com o dinheiro arrecadado. Possivelmente, você ouvirá desejos do tipo: eu quero ir para a Disney; eu quero comprar uma bicicleta; eu quero um videogame; e muitas outras. Então, convide a turma a pesquisar o valor das coisas que querem e a comparar com o dinheiro que tem. Essa pesquisa poderá ser feita pela internet ou em panfletos de propaganda. Na Escola be. Living, as professoras direcionaram a conversa até chegarem à conclusão de que podemos comprar muitas coisas bacanas com pouco dinheiro, como livros, por exemplo. Então, toda a turma foi até a livraria mais próxima, cada aluno escolheu o seu livro preferido e fez a compra diretamente com a vendedora. Se você não tiver essa possibilidade, adapte a aquisição de outros produtos, como brinquedos, em um local de fácil acesso.

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Foto: Divulgação

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Chegou a hora de organizar a barraca de doces da turma. Comece com a decisão sobre os preços de cada doce e a preparação das fichinhas que servirão para trocar por eles na hora da festa. Aproveite para trabalhar o sistema monetário que utilizamos. Por exemplo: quais são as cédulas e moedas oficiais? O que é possível comprar com os valores determinados? Compare valores iguais com cédulas diferentes. Então, simule situações de compra e venda para que as crianças se familiarizem com o sistema que utilizamos. Em outro momento, peça a opinião dos alunos sobre as

informações que precisam ter nos cartazes afixados na barraca e nos convites para as pessoas visitarem a barraca de doces. Depois, marque o dia em que será feita a montagem da barraca (que pode ser um dia antes da festa) e, até essa data, organize as crianças para produzirem o material de decoração. No dia da festa, faça um revezamento com as crianças para que elas sejam as responsáveis pelas vendas dos doces. A turma atenderá os visitantes, fará a cobrança e as trocas do dinheiro pelas fichas e das fichas pelos doces.


terra e água

Pesquisar para aprender Anos: 3º e 4º Objetivos: explorar atividades interativas e que partem da problematização e da capacidade das crianças de criar hipóteses científicas; apostar em espaços de construção do conhecimento voltados à sensibilização, à observação e à reflexão; conhecer conceitos de domínio científico; e vivenciar a prática científica, que observa, compara, não atinge resultados esperados, conclui, busca novas pistas de conhecimento e se posiciona. Responsável: Juliana Bernardes Tozzi, professora do Colégio Rio Branco de Campinas e pesquisadora colaboradora do grupo Alfabetização, Leitura e Escrita (Alle) da Faculdade de Educação da Unicamp. Redação: Renata Santana

O projeto a seguir utiliza os conteúdos presentes no currículo do Ensino Fundamental I para incentivar as crianças a interpretarem os fenômenos ocorridos no cotidiano e analisarem a atuação deles em seus espaços e nas realidades de suas vidas. As atividades apresentadas pela professora Juliana Bernardes Tozzi enfatizam posturas científicas e levam os pequenos a desenvolver habilidades para reparar, observar, hipotetizar, definir e concluir – resultados mais importantes em um processo de aprendizagem que privilegia o pensamento, a criatividade, a argumentação e a participação efetiva no processo de aprendizado.

VAMOS INVESTIGAR Materiais: colheres; ficha do processo de formação do solo (disponível na folha de moldes); e saquinhos plásticos.

Moldes

COLOCANDO EM PRÁTICA Inicie o projeto com uma conversa sobre os diferentes tipos de solo que existem. Apresente a ficha (dispo-

Foto: Rodrigo Estrela/ Produção: Cristiane Boneto

Promova um estudo interdisciplinar sobre os elementos do solo e os estados f ísicos da água

nível na folha de moldes) que mostra um processo de formação do solo e a sua constituição. Durante a explicação, alerte os alunos para os diferentes tipos de solo existentes, indicando que fatores como clima, relevo e vegetação alteram as características de cada um. Em seguida, convide a turma para uma visita pela escola. Solicite que observem os tipos de solo encontrados no local e, com as colheres e os saquinhos, coletem as amostras de cada um. Durante a pesquisa, discuta com as crianças quais são as formas não destrutivas de coleta e as estratégias que serão adotadas. Identifique as amostras por tipo de solo, tais como humoso, arenoso ou outras variações encontradas. Depois de coletar a terra, oriente os alunos a amarrarem os saquinhos e retornarem à sala de aula.

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IDENTIFICAÇÃO

Qual é o tipo?

Materiais: amostras coletadas na atividade “Vamos investigar”; lápis de cor; e papel sulfite.

A estrutura do solo é formada a partir da decomposição das pedras, que sofrem a ação das chuvas, do vento, do gelo, da temperatura e dos organismos vivos, tais como os fungos e os liquens. Esse conjunto de influências transforma a rocha em um material solto e macio, chamado de “parte mineral”. As plantas, os insetos, as minhocas e o homem atuam sobre o solo, misturando a parte solta e macia da superf ície com o material orgânico – ação que produz o alimento necessário para o desenvolvimento das plantas e garante que a terra fique rica em nutrientes. A composição do solo consiste na soma de ar, água, matéria orgânica e parte mineral, sendo que os quatro estão misturados uns aos outros. Entretanto, a concentração desses componentes sofre variações e, conforme a quantidade de cada um, forma-se um tipo diferente de solo. O solo arenoso, por exemplo, tem menos de 10% de argila em sua composição e, portanto, não tem capacidade de reter a umidade – ou seja, a água escoa com muita facilidade. Ao contrário deste, o solo argiloso tem mais de 60% de argila, o que resulta na grande facilidade para reter a água e gerar problemas de drenagem. Uma curiosidade que facilita a identificação desse tipo de solo é que quanto mais argila tiver, mais plástica e pegajosa a terra fica. O solo humoso é o mais indicado para a agricultura porque tem grande concentração de material orgânico em decomposição, característica que o torna muito fértil. O solo calcário é comum em regiões desérticas, pois é muito seco e esquenta rapidamente ao receber os raios solares, por isso é inadequado para a plantação. Essas características são percebidas no manuseio da terra. Mas, na hora de escolher o que será plantado, deve-se considerar as condições que o solo oferece.

Separe as crianças em grupos e peça para identificarem e separarem o material misturado às amostras de solo coletadas (água, mato, minhoca, pedrinhas e outros). Em seguida, distribua o papel sulfite para os grupos registrarem as observações por meio de desenhos. Em outro momento, pergunte para a turma qual tipo de solos encontrados parece mais interessante para a plantação. Eles deverão concluir pelo humoso, relacionando-o à sua presença em áreas de plantio pela escola. Leve as crianças a pensar nas razões de um solo como o arenoso não ser tão eficaz para o cultivo. Você pode realizar um experimento de observação, plantando sementes de feijão em três vasos com diferentes tipos de solo. Então, questione os alunos sobre o que será necessário ao desenvolvimento das plantas. Provavelmente, a turma mencionará que as sementes precisarão de sol, ar e água. Quando forem regar os vasos, conduza a observação das crianças: O que ocorre com a água escaldante dos vasos com solo arenoso (escoa rapidamente) e argiloso (concentra muito mais água)? Quais as implicações disso para o provável desenvolvimento das plantas? Classifique as respostas como hipóteses, mostrando que há uma brecha para o acaso, assim como acontece com todos os experimentos científicos, cujos resultados não esperados poderão ser investigados.

DO QUE SÃO FEITAS? Materiais: amostras de solo coletadas; congelador de baixa temperatura; e recipientes fechados.

Fontes: Embrapa e o Programa Educar (http://educar.sc.usp.br)

Nesta etapa, o trabalho será com os outros tipos de materiais encontrados junto às partículas dos solos. Questione as crianças sobre a presença das pedras e do que elas são feitas. O importante aqui será os alunos se aproximarem da noção de que as pedras são pedaços/ fragmentos de terra que têm diferentes características e se formam pela compactação de determinados materiais. Explore hipóteses sobre essas diferenças por meio da coleta e da exposição de pedras ou da visita a parques e museus de geociências. Promova uma discussão com a turma sobre o que teria vindo antes: as rochas ou a areia. Em seguida, pergunte às crianças se seria possível formar “pedra” uma com elas. Provavelmente e intuitivamente, elas sugerirão uma experiência de “congelamento”. A montagem do experimento pode ser a seguinte: coloque uma amostra de solo (arenoso, argiloso ou humoso) dentro

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Foto: Rodrigo Estrela/ Produção: Cristiane Boneto

COLOCANDO EM PRÁTICA


de um recipiente fechado e deixe em um congelador de baixa temperatura por aproximadamente dois ou três dias. Quando for analisar o resultado, a turma pode concluir sobre os aspectos do mundo f ísico como, por exemplo, as temperaturas que levam os materiais a se transformarem, pois não é a mesma para todos. No caso da formação das rochas, outros processos f ísicos estão envolvidos e outras proporções de tempo também se relacionam à formação delas e de seus fragmentos. Ao fim do experimento, registre a experiência e as hipóteses levantadas pelas crianças para utilizá-las na próxima atividade.

sensações e percepções associadas a esse estado da matéria: o calor, a grande temperatura etc. Questione as crianças se é possível que a água introduzida no solo passe por essa transformação do líquido para o vapor: Afinal, para onde vai a água? Essa questão pode levá-los ao desenvolvimento encadeado de outros conteúdos, como a fotossíntese ou o ciclo da água.

TRANSFORMAÇÕES DE ESTADOS FÍSICOS

Para finalizar o projeto, que tal enriquecer as questões discutidas nas atividades? A professora Juliana Bernardes Tozzi, do Colégio Rio Branco de Campinas, no interior de São Paulo, sugere uma visita ao Museu de Geociências da USP para os alunos conhecerem os tipos de rochas. Há também o Parque do Varvito, que fica na cidade de Itu, também em São Paulo. Varvito é o nome dado a um tipo de rocha sedimentar, formada pela sucessão repetitiva de lâminas ou camadas, que contêm evidências de uma extensa idade glacial, com 280 milhões de anos. Para quem está fora de São Paulo, vale a pena fazer uma busca em sua região e identificar os locais que permitem esse tipo de pesquisa. Com a visita, o estudo dos tipos de solo se torna mais prático e dinâmico. Outra possibilidade é apresentar a sequência dos três filmes da Era do Gelo, que já está disponível nas locadoras. A história retrata a luta dos animais pela sobrevivência, no período de descongelamento das geleiras. O quarto filme da série tem estreia nos cinemas prevista para o mês de julho.Então, que tal organizar um passeio com a turma para assistir à série e integrar os conteúdos às paisagens e aventuras do filme? Mais informações: Museu de Geociências da USP (www.igc. usp.br/museu) e Parque do Varvito (www.itu.com.br/hotsite/ default.asp?id=65)

COLOCANDO EM PRÁTICA Pergunte às crianças por que tiveram a ideia de congelar uma amostra de solo. Provavelmente, elas irão se reportar às experiências de congelamento que já conhecem: o gelo, o sorvete, a neve. Apesar de não haver novidade na realização de experimentos simples, a pertinência deles é relevante. O registro de materiais utilizados, a descrição dos procedimentos executados e das observações elaboradas constituem mecanismos que desenvolvem a postura científica e que podem ser priorizados quando se observa o simples congelamento ou o descongelamento dos cubos de gelo, por exemplo. Explore as palavras utilizadas pelas crianças em suas conclusões verbais e introduza gradualmente os jargões mais próximos da atividade científica. Por exemplo, ao concluírem esses experimentos simples, elas provavelmente falarão que a água é congelada porque o congelador é “muito frio”. Explique, então, que ali há perda da quantidade de calor, portanto, a temperatura é mais baixa que a do ambiente. Você pode questionar os alunos sobre a temperatura que ocorre no inverno da região em que moram, a fim de compará-la com aquela indicada pelo congelador. Relembre a experiência com a água no solo e converse com a turma sobre o estado f ísico da água que possibilita o desenvolvimento das plantas. Escute a maneira como as crianças tentarão descrever o “estado líquido” e introduza o termo, se ele não aparecer. Direcione a conversa para identificar as características intuitivas que as crianças já sabem a respeito desse estado da água: não depende de uma temperatura muito quente ou muito fria, por exemplo. Mas... será que as crianças já não viram a água virar “fumaça”? Pergunte-lhes em quais situações isso ocorreu: uma cena em dias de muito calor com chuva de verão, na chaleira quando se esquenta água, na hora do banho e outras. Procedam, então, com a observação do experimento de vaporização e introduza o termo “vapor d’água”, identificando as

Foto: Shutterstock

Materiais: informações coletadas na atividade anterior.

OUTROS CAMINHOS...

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fungos

É planta ou animal?

Utilize a pesquisa e os experimentos científicos para transmitir conhecimento sobre os fungos

ram a prestar atenção na ocorrência dos fungos em parques, madeiras, árvores e no chão. Além disso, a pedagoga acredita que as atividades práticas contribuíram fortemente para a fixação dos conteúdos. Joanna observa que os alunos participantes desse projeto aprenderam a registrar informações e começaram a colocar em prática até mesmo na organização das brincadeiras, anotando o que cada um vai fazer. “Eles aprenderam a organizar o pensamento no papel”, conclui.

Anos: 1º ao 3º Objetivos: verificar o nível de conhecimento sobre os fungos; estudar o que são fungos e qual a importância ecológica e econômica deles; conhecer a diversidade de espécies; descobrir a estrutura macro e microscópica desses seres através de equipamentos de laboratório; e apreender o conhecimento por meio de experimentos científicos. Responsáveis: Joanna Gayotto, especialista em ciências biológicas, e Ariane Lazarini, pedagoga e tutora da turma, da Escola Lumiar. Redação: Renata Santana

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Materiais: imagens e textos que descrevam o que são fungos e as suas principais características.

COLOCANDO EM PRÁTICA Para descobrir o nível de conhecimento dos alunos sobre o reino dos fungos, inicie o projeto com uma roda de conversa. Pergunte se eles acham que os fungos são animais ou plantas, se fazem bem ou mal à saúde, em que lugares estão presentes, como podem ser utilizados etc. Anote as respostas da turma, porque estas servirão de base para direcionar o projeto.

Fotos: Divulgação

Os alunos da Escola Lumiar, em São Paulo (SP), tiveram uma experiência diferente quando presenciaram a ação dos fungos. Sem saber direito o que aconteceu com a massa da lasanha que mofou, surgiram muitas dúvidas. A tutora Ariane Lazarini e a especialista em ciências biológicas Joanna Gayotto observaram o ocorrido e decidiram utilizar a experiência para elaborar o projeto a seguir. A Escola Lumiar estabeleceu como foco principal o aprofundamento dos conhecimentos ligados ao ciclo vital, especialmente a decomposição e a exploração de competências ligadas ao registro científico: como, por quê e para quê registramos nossos experimentos. Mas o projeto pode evoluir de outras maneiras de acordo com as hipóteses iniciais dos alunos. Para Ariane, a importância de trabalhar os fungos no espaço de aprendizagem é chamar a atenção para a diversidade de seres vivos existentes. “Os fungos estão imensamente presentes em nosso dia a dia, seja por sua importância econômica ou ecológica. Toda a variedade que esses seres apresentam desperta um interesse investigador nos estudantes, o que pode ser aproveitado para iniciá-los no pensamento e na metodologia científicos”, relata. Joanna Gayotto também acredita que o trabalho voltado à pratica motiva as crianças a verem o que está ao redor delas com um potencial investigativo. “O processo de anotar as informações de um experimento – em forma de desenho ou escrita – faz as crianças entenderem a importância do registro e da organização do pensamento”, explica. De acordo com Ariane, ao final do projeto, os alunos começa-

O QUE SÃO FUNGOS?


Quando terminarem os questionamentos, solicite aos alunos que desenhem o que vem à cabeça quando ouvem a palavra “fungos”. Peça a eles que coloquem o máximo de detalhes possível. Então, selecione imagens de diversos exemplares de fungos com variações de tamanho, cores e usos pelo homem, separe textos e informações sobre as características das espécies e recolha o máximo de detalhes que puder. Ressalte as características que os diferenciam das plantas e dos animais e evidencie as suas ações (mofo) em alimentos, plantas, madeira etc. Apresente o material pesquisado em forma de cartazes, slides ou ilustrações que as crianças possam manusear.

PEQUENOS CIENTISTAS Materiais: lápis preto; e relatório do experimento.

COLOCANDO EM PRÁTICA Depois de apresentar o reino dos fungos para as crianças, esta atividade possibilitará que eles presenciem a ação dos fungos mais de perto. Entretanto, todo experimento científico segue um processo de criação. É importante que os alunos tomem conhecimento do processo e comecem a utilizá-lo desde cedo, pois esta também é uma oportunidade de conhecerem o trabalho dos cientistas. Divida a turma em duplas e explique que, antes de iniciar o experimento científico, é necessário definir algumas questões. Sendo assim, entregue um relatório para cada um com as seguintes informações: 4 Identificar a pergunta a ser respondida: solicite que os alunos escrevam qual será o objetivo do experimento e o que eles pretendem comprovar com a experiência. A resposta pode ser, por exemplo, provar que os fungos se desenvolvem melhor em lugares quentes e úmidos. 4 Formular hipóteses: questione junto às crianças o que elas acreditam que acontecerá no desenvolvimento do experimento. Por exemplo, se aparecerá mofo no alimento.

4 Metodologia utilizada: peça a eles que especifiquem qual será o material utilizado, em que ordem as ações serão realizadas etc. As questões a seguir serão respondidas durante a realização do experimento, mas é importante que já estejam no relatório para que a turma comece a pensar sobre elas. 4 Observação e registro dos resultados: nesse espaço, as crianças anotarão o desenvolvimento do experimento e as mudanças ocorridas durante o processo. Você pode estabelecer como serão feitas as observações, como, por exemplo, uma vez ao dia, a cada duas horas etc. 4 Análise: este item servirá para registrar as opiniões das crianças a respeito das observações anotadas. 4 Conclusão: descrição do resultado do experimento.

VAMOS OBSERVAR Materiais: água, caldo de carne ou gelatina incolor; biscoitos; frutas; e pães.

COLOCANDO EM PRÁTICA Monte dois experimentos diferentes para que as crianças acompanhem a ação dos fungos em situações distintas. No primeiro, escolha um meio de cultura, que pode ser água, gelatina incolor ou caldo de carne e adicione pequenas quantidades em três recipientes. Coloque cada um em um local com temperaturas diferentes, como geladeira, armário fresco, estufa ou exposto ao sol. Oriente as crianças para não mexerem mais nos experimentos e aguardarem o resultado. Para o segundo experimento, utilize alimentos como frutas, pães e biscoitos e corte-os em tamanhos parecidos. Coloque cada alimento em um recipiente e deixe todos no mesmo lugar. Do mesmo modo que no anterior, as crianças observarão a evolução do processo. Os conceitos básicos a serem apreendidos pelos estudantes são as condições em que os fungos, em especial o mofo (também conhecido como bolor), se desenvolvem melhor (calor e umidade), por que eles se formam e o que é a decomposição.

FERMENTO

Foto: Shutterstock

Materiais: 2 bexigas; 2 tubos de ensaio; açúcar; fermento biológico (Saccharomyces cerevisiae); funil; microscópio; e suporte para os tubos de ensaio.

COLOCANDO EM PRÁTICA Monte o experimento com antecedência, porque o resultado demora entre 40 minutos e 1 hora para ser visto com clareza. Dissolva o fermento biológico na água, em uma quantidade

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Foto: Rodrigo Estrela/ Produção: Cristiane Boneto

que dê para dividir em dois tubos de ensaio ou quaisquer outros recipientes que possam ser tampados com bexigas. Em uma das misturas, acrescente um pouco de açúcar e, em seguida, tampe cada um dos recipientes com as bexigas para vedar as entradas de ar. Provavelmente, a bexiga da mistura que tem açúcar encherá de ar, e a outra, não. Discuta como esse ar foi produzido e o porquê de estar em somente uma das misturas. Enquanto o resultado do experimento ainda não puder ser visto, é interessante perguntar às crianças por que elas acham que o nome daquilo é “fermento biológico”, e do que esperam que ele seja feito. Depois de observar o resultado, separe quantidades pequenas das duas misturas para serem observadas no microscópio. Provavelmente, as crianças conseguirão ver os brotamentos (reprodução de novas células) na mistura que contém açúcar. Ao final do experimento, explique para a turma que a bexiga enche de ar porque a mistura produz gás carbônico. Essa é a mesma ação que ocorre quando o fermento é colocado na massa do pão. Nesse caso, ele se alimenta da massa e produz bolhas (de ar), que fazem a mistura aumentar de tamanho e originar o pão macio.

COGUMELOS Materiais: amostras de cogumelos comestíveis e silvestres; e microscópio.

COLOCANDO EM PRÁTICA Os cogumelos são os fungos mais conhecidos na sociedade. Mas, assim como muitos adultos, provavelmente as crianças não saibam que eles fazem parte do reino dos fungos. É impor-

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tante explicar que existem vários tipos de cogumelos, sendo que alguns são comestíveis, outros não e, inclusive, há espécies venenosas. Assim, enfatize que, antes de mexer, é muito importante conhecer os cogumelos e saber identificar quais são os que fazem mal à saúde. Leve alguns exemplares de cogumelos para as crianças conhecerem, podem ser comestíveis (champinhom, shitake, shimeji, cogumelo-salmão) e silvestres (orelhas-de-pau e outros encontrados em jardins e troncos de árvores). Solicite que os alunos desenhem cada um e identifiquem quais são comestíveis e quais são silvestres. Quando terminarem, deixe que vejam os cogumelos no microscópio para conhecerem a estrutura desses fungos.

O que são e para que servem? Identificar um fungo não é tarefa das mais fáceis. Esse reino apresenta muitas variações e, conforme a estrutura celular das espécies, apresentam diferentes características, aparências, usos e propriedades. Até mesmo os cientistas tiveram que reclassificar os fungos, já que, até o ano de 1969, eles eram considerados vegetais. A partir dessa data e após a realização de estudos específicos, criou-se um reino à parte, o Reino dos Fungos. Dentre as características que os diferenciam das plantas está o fato de não sintetizarem clorofila e não apresentarem celulose na parede celular, sendo assim, não podem ser definidos como vegetais nem como animais. Há milhares de espécies de fungos e, devido às diferentes características que possuem, são utilizados em diversos campos da atividade humana, tais como fermentação de bebidas alcoólicas, diretamente na alimentação, no processo de panificação e na fabricação de antibióticos naturais. Os fungos mais comuns são os bolores, os fermentos, os lêvedos, os orelhas-de-pau e os cogumelos. Para sobreviver, as espécies alimentam-se das substâncias orgânicas produzidas pelas plantas e animais vivos ou dos restos de seres vivos em decomposição. Enquanto alguns tipos de fungos são utilizados pelo homem, até para a própria alimentação, outros causam doenças. Os incômodos mais comuns são as micoses, como frieira e sapinho. Nos vegetais, eles podem causar doenças, como a ferrugem e os carvões, que escurecem as folhas e enfraquecem as plantas. Dentre os fungos, os cogumelos são os mais conhecidos pelas crianças, já que alguns são encontrados até mesmo no jardim de casa ou da escola. Entretanto, como existem centenas de espécies diferentes na natureza, é preciso tomar cuidado antes de manuseá-los. Ao mesmo tempo que há os comestíveis e com propriedades curativas, outros são venenosos, alucinógenos e prejudiciais à saúde humana. Fontes: os sites da Universidade Federal de Santa Catarina (www. ufsc.br) e da Universidade de São Paulo (http://educar.sc.usp.br)


entrevista

O profissional de educação precisa ter uma dedicação contínua com a sua própria formação e com o desenvolvimento da turma que acompanha, já que a sociedade está sempre em evolução e exige dele a atualização constante. A Projetos Escolares Ensino Fundamental conversou com o autor da obra Desafios na formação do educador, Ruy Cezar do Espírito Santo, que é mestre em Educação pela Pontif ícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e doutor em Filosofia da Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Nesta entrevista exclusiva, ele cita os conceitos e princípios que norteiam o seu trabalho e ressalta a importância de o professor ir muito além deste título e se transformar em um verdadeiro educador

Foto: Divulgação

Muito mais do que ser professor!

Por Renata Santana

Ilustração: Shutterstock

Projetos Escolares Ensino Fundamental – Em seu livro recém-lançado, Desafios na formação do educador, você afirma que na sala de aula é necessária a presença de um educador e não simplesmente de um professor. Quais são as diferenças entre eles? Ruy Cezar do Espírito Santo – A palavra “educar” vem do latim e significa “tirar de dentro”. Assim, presume-se que o “educador” é aquele que teria acordado para tal realidade e escaparia do conhecido conteudismo, aquilo que Paulo Freire chamava de “escola bancária”. Na verdade, existem hoje várias linhas educativas que já trabalham com essa visão de que o aluno não é um computador, em que se despejam conteúdos para que depois seja realizada uma prova. Pelo contrário, é preciso “despertar” o aluno para o sentido profundo de sua própria vida, com a

percepção mínima daquilo que pretende fazer em seu futuro. Essa colocação lembra sempre o filme Sociedade dos Poetas Mortos, em que o aluno pressionado a seguir o que o pai queria finda se suicidando. Assim, o educador é aquele que respeita a singularidade de seu aluno, sabendo que cada educando é um ser único a ser “despertado” pela educação. O chamado “professor” seria a figura transmissora do conteudismo a que me referi. Claro que isso não é uma “regra geral”. P.E.E.F. – Qual é o tipo de formação necessária para o professor se tornar um educador? É possível adquirir essa condição no curso universitário? Ou será que todo professor deveria sair formado como educador? R.C.E.S. – A questão da formação de professores deveria ser a tarefa prioritária de nossas universidades! Os cursos estão “surgindo”... Eu mesmo participo de um que ajudei a criar e se denomina “Docência do Terceiro Grau” e que visa formar “educadores” para a própria universidade. O Estado deveria investir nessa formação de educadores, porém poucos políticos trazem uma visão correta de educação, ficando ainda presente uma pedagogia ultrapassada, que sequer leva

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em conta o conhecido “conscientizar antes de alfabetizar”, trazido também por Paulo Freire. Tenho participado da formação em escolas públicas, porém, curiosamente, a iniciativa é de coordenadores e não do Estado propriamente dito. Tanto assim que, em uma das escolas municipais onde participei de um projeto que durou dois anos, ao mudar o prefeito, ocorreu o fim do projeto, sob o argumento de que “era coisa do prefeito anterior”... Ou seja, em lugar de avançar na direção da formação de educadores, os políticos findam resistindo às iniciativas que surgem.

R.C.E.S. – Existe! Escrevi outro livro, Pedagogia da Transgressão (Papirus Editora), que pelo título deixa clara a busca de uma nova didática. Na verdade, a didática terá de ser marcada pelo encontro profundo “professor x aluno”. Não se trata de preparar uma fórmula rígida a ser seguida por todos os educadores em todas as suas classes. Assim como o ser humano é singular, como já me referi, cada classe consequentemente também é, e o educador deverá estar capacitado a saber quais são as melhores estratégias com aquela classe que, seguramente, poderão ser distintas de outras turmas. A didática, na verdade, é o conjunto de estratégias presentes no cotidiano do educador em suas salas de aula. Como disse no título do livro acima referido, é preciso transgredir didáticas ultrapassadas para criar outras a partir da realidade vivida no agora daquela sala de aula!

P.E.E.F. – A que você atribui a falta de humanização da educação? O acesso, cada vez mais precoce, às tecnologias tem alguma relação com esse problema? R.C.E.S. – A falta de humanização na educação diz respeito ao que acima me referi: à ausência da conscientização antes de alfabetizar. Sim, a conscientização referida por Freire tem P.E.E.F. – Quais atitudes podem melhorar a relação proinício com a consciência de si mesmo, ou seja, o autoconheci- fessor-aluno e aluno-aluno dentro da sala de aula? mento. Há mais de dois mil anos, Sócrates já dizia que era “o R.C.E.S. – O problema do comportamento inadequado dos princípio de toda a sabedoria”. Aquele que ignora a si mesmo alunos está profundamente vinculado ao que me referi, de literalmente “não sabe o que está fazendo”. forma especial, no item anterior. Vou descrever um exemplo Este “não saber o que faz” é o ponto de partida da falta de verídico acontecido em uma sala de aula comandada por uma humanização. O uso das tecnologias poderá ser ótimo, desde aluna minha do curso de Pedagogia: no meio de sua aula, em que o educador “saiba o que está fazendo”. uma turma de alunos de 12 anos, em méA tecnologia é um meio e não um fim em dia, um aluno atira uma bola de papel na si mesmo. Um celular, por exemplo, poderá cabeça de um colega, gerando, claro, um A relação “professor transformar-se em uma “prisão” para aquele tumulto na classe. Minha aluna já havia x aluno” deverá que o usa, em lugar de ser um instrumento tomado consciência da importância do “side comunicação. O mesmo poderá ser dito lêncio” de um professor em determinados ser marcada pela em relação às mídias sociais. afetividade, e não pela momentos... Foi o que ela fez: parou a aula e ficou em silêncio olhando para a classe “superioridade” daquele tumultuada. P.E.E.F. – Você afirma que os rótulos que ministra a aula deixam as relações superficiais. Como Após alguns minutos, a própria classe, professor universitário, você prefere ser diante do silêncio da professora, iniciou chamado pelo próprio nome. Entretanpor si mesmo expressões de “ficarem quieto, é comum as pessoas encararem essa atitude, quando tos”. Quando a turma se acalmou, a professora dirigiu-se ao adotadas pelas crianças, como desrespeitosa. Qual é a sua aluno que jogou a bola de papel, colocou a mão em seu omopinião sobre isso? É possível que esta relação também se bro e perguntou: “O que aconteceu com você?”. O aluno, que estabeleça nas salas de aula de Ensino Fundamental I? já estava confuso diante da postura da educadora – que não R.C.E.S. – Estamos mais uma vez diante da questão do au- “brigou” com ele, mas somente fez a pergunta –, abaixou a toconhecimento. Trabalhei com cursos elementares, que na cabeça e nada disse. A professora continuou a aula e, ao terépoca chamavam-se “ginásios”, e nunca os alunos deixaram minar, deixou todos os alunos saírem, segurando aquele que de me chamar de “Ruy”. A relação “professor x aluno” deverá havia atirado a bola de papel. ser marcada pela afetividade, e não pela “superioridade” da- Sim, é preciso dar limite, mas vejam o que ocorreu. Novaquele que ministra a aula. Precisamos eliminar as máscaras mente a professora colocou a mão no ombro do aluno e perque nos afastam do verdadeiro contato com nossos alunos. guntou: “O que aconteceu com você?”. Nesse momento, o aluNesse ponto, divergi parcialmente de Freire que dizia: “Pro- no sentiu que a professora não queria “brigar” com ele, pelo fessora sim, tia não”. Eu escrevo a respeito dizendo: “Nem tia, contrário, sentiu-se acolhido e começou a dizer coisas de sua nem professora... sou Fulana”. vida pessoal, em especial a raiva que estava do pai por razões diversas. Após essa conversa, a professora disse-me que a posP.E.E.F. – O que é didática para você? Existe algum méto- tura do aluno mudou completamente. Ele passou a abraçá-la do/ receita eficaz para surgir uma boa prática pedagógica no início da aula e jamais ofereceu qualquer problema. e, consequentemente, um bom educador? Fiz essa descrição para mostrar a importância de o educador

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P.E.E.F. – Como é possível estimular o aluno a estudar pelo simples prazer do ato e não por medo de punições, provas e avaliações? A estratégia de ensino para culminar nessa postura precisa ser diferenciada? De que maneira a metodologia deve ser estruturada? R.C.E.S. – O primeiro passo para enfrentar o problema levantado é transformar literalmente o sistema de avaliação. É preciso eliminar a sistemática de “provas e notas” para um procedimento de avaliação contínua em que o educador, por meio do diálogo e não de notas numéricas, conduz o aluno a perceber que “errar” é andar, e o “errante” é aquele que anda. Frequentemente, o medo das provas e notas leva o aluno a decorar e colar, como saídas para o desafio. Com tais atitudes o estudante literalmente “se paralisa” diante de qualquer prazer em aprender. Eu trabalho há mais de 30 anos com educação e, nas poucas vezes em que as instituições exigiram as tradicionais provas, deixei os alunos tranquilos, dizendo que tal atividade era somente mais uma diante de nossa avaliação contínua. As perguntas em uma avaliação têm de superar as tradicionais respostas certas ou erradas. Por exemplo, após o término de um trabalho que envolva algum conteúdo, a pergunta fundamental em uma avaliação deverá ser: “O que você aprendeu neste mês? De que gostou mais? O que foi mais dif ícil?”, e assim por diante. O aluno, a partir de tais respostas, iniciará um diálogo com o educador, que, por sua vez, terá uma visão da classe a respeito daquilo que foi efetivamente aprendido. P.E.E.F. – Como você avalia a reprovação, especialmente nos primeiros anos do ensino fundamental? Quando isso acontece, é necessário que seja feito algum trabalho específico com o aluno reprovado quando este iniciar o ano seguinte na nova turma? Quais implicações a reprovação pode ter no futuro da criança? R.C.E.S. – Não vejo lugar para “reprovações” dentro da linha educativa que sustento, salvo com alunos que tragam problemas psicológicos e que deverão ser encaminhados para tratamento adequado. As reprovações são fruto largamente de uma didática inadequada. Sei que o assunto é mais delicado, porém insisto que reprovações dentro de um quadro didático como o que estou sugerindo seriam exceções a serem tratadas isoladamente. Seguramente poderemos ter crianças que trazem interiormente vocações para atividades não puramente intelectuais, mas artísticas ou, por exemplo, culinárias, sendo importante o educador saber dos cursos hoje existentes de gastronomia, hotelaria, artes e outros.

P.E.E.F. – Existe alguma relação entre a imposição de disciplina e limites com a participação da família no processo de aprendizagem das crianças? É possível que a escola estabeleça uma parceria para trabalhar em conjunto com os pais e a família? De que maneira esse trabalho pode ser feito? R.C.E.S. – A participação dos pais é algo que considero essencial em uma nova visão de educação! Não se trata simplesmente de convocar os pais para reuniões e “falar dos filhos”, mas, sim, fazer os pais perceberem as intenções da escola e promover uma integração dos saberes oriundos da escola com aqueles vindos da família. Considero fundamental, por exemplo, que os pais sejam convidados, de preferência em um domingo, para assistir na escola ao filme a que me referi acima, Sociedade dos Poetas Mortos. E, em seguida, junto com os professores, discutirem a relevância da influência de um pai no futuro do filho e a importância de haver uma sintonia escola-família na formação dos jovens. Por outro lado, periodicamente, talvez a cada dois meses, a escola devesse promover atividades conjuntas de pais e filhos, possivelmente também em um domingo, visando a um despertar dos jovens para distintos caminhos em seu futuro, além dos puramente intelectuais como apontei acima. P.E.E.F. – Qual é o modo mais eficaz para transformar os desafios na formação do educador em conquistas e crescimento pessoal? R.C.E.S. – Alterações no sistema avaliativo, maior interação na relação professor e aluno, participação dos pais e, basicamente, saber ouvir verdadeiramente o aluno são posturas que trarão significativas mudanças no processo educativo, com o consequente crescimento pessoal dos alunos.

ais Saiba m Desafios na formação do educador – Retomando o ato de educar Editora: Ágora Número de páginas: 120 Preço sugerido: R$ 38,40 Autor: Ruy Cezar do Espírito Santo é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e doutor em Filosofia da Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professor da PUC-SP e da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), além de dar aulas no curso de pósgraduação lato sensu no Centro Universitário Metropolitano de São Paulo (Unimesp).

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manter uma relação verdadeiramente afetiva com a classe. Poderia dar outros exemplos, mas seria longo demais. Concluo dizendo que o uso do silêncio e do acolhimento são os pontos de partida para enfrentar os problemas disciplinares.

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Por Renata Santana

Livros:

O livro retrata o folclore e a cultura da região do rio São Francisco em forma de poema e brincadeira. Com uma linguagem fácil e atraente, o autor descreve os costumes e o vocabulário típico dos moradores da região. Nas últimas páginas, o leitor encontra um texto sobre a história e as características do rio, seguido por ilustrações que apresentam as principais espécies de peixes, aves e os demais bichos encontrados no Velho Chico. O glossário fecha a publicação, explicando o vocabulário utilizado na obra. A leitura é uma ótima opção para as crianças conhecerem as particularidades deste rio que é tão importante no desenvolvimento do país.

Alice no telhado Autor e ilustrador: Nelson Cruz Editora: Edições SM Número de páginas: 32 Preço sugerido: R$ 33 O autor utiliza a história de Alice no país das maravilhas como referência para contar que a garota se perdeu e foi parar nos telhados de uma favela brasileira. A obra ficou divertida e cheia de aventuras, além de começar e terminar de maneira bem criativa. O livro oferece a possibilidade de apresentar a intertextualidade e diferentes modelos de escrita para as crianças.

Fábulas de Esopo Autor e ilustrador: Fulvio Testa Editora: WMF Martins Fontes Número de páginas: 48 Preço sugerido: R$ 34 A lebre e a tartaruga, A cigarra e a formiga e muitas outras fábulas estão reunidas neste livro que é uma espécie de coletânea. As crianças adoram ouvir histórias, e as fábulas, além de divertidas, trazem alguns ensinamentos que podem ser utilizados para o resto da vida. Portanto, o livro representa uma boa oportunidade para discutir, de maneira descontraída e com linguagem infantil, a ética e alguns valores que são deixados de lado em nossa sociedade.

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Autora: Sandra Lopes Ilustrador: Renato Moriconi Editora: Prumo Número de páginas: 32 Preço sugerido: R$ 34,90 Qual é a criança que nunca se divertiu com uma cantiga de roda? Pois é, elas fazem parte da infância e também da memória dos adultos. Pensando nisso, a autora deste livro resolveu juntar os trechos e contextos de várias cantigas dentro de uma só: a Cantiga de trem. O poema ficou engraçado e envolve o leitor com a lembrança de muitas brincadeiras. Vale a pena conferir e convidar os pequenos para conhecer outra possibilidade de brincar: a leitura!

Passeio: Pet Zoo A Pet Zoo é uma minifazenda criada especialmente para crianças com o objetivo de colocá-las em contato com os animais. No espaço, que tem 15.000 m², os animais domésticos e as crianças convivem em harmonia. Mas, as atividades também se estendem aos animais silvestres, já que os pequenos podem ordenhar a vaca, andar a cavalo, passear de charrete, alimentar e acariciar os animais e conhecer o berçário. O passeio pelo minhocário, a casa de pau a pique, a horta e o pomar também fazem parte do roteiro. As visitas escolares oferecem atividades de meio período ou período integral, que podem ser adaptadas conforme a solicitação da escola. O objetivo das atividades é estimular o cuidado com o meio ambiente, a reciclagem, a preservação das águas e das florestas, além de ensinar os pequenos como podem contribuir para melhorar a qualidade de vida do planeta. Endereço: Estrada de Caucaia do Alto, 4101 – Cotia (SP) Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, mediante reserva para visitas escolares Informações: (11) 4158-1664/ 4473 e www.petzoo.com.br/portal

Fotos: Divulgação | Preços pesquisados em fevereiro e março de 2012.

Autor: Lalau Ilustradora: Laurabeatriz Editora: Peirópolis Número de páginas: 44 Preço sugerido: R$ 42

Cantiga de trem

Crédito: Divulgação/ Pet Zoo

Formosuras do Velho Chico


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Curiosi

Presidente: Vice-Presidente Editorial:

Dia Mundial do Trabalho Por Renata Santana

No Brasil, o feriado de 1º de maio existe desde o mês de setembro de 1924, mas a data começou a ser comemorada no ano de 1895. Como a razão da comemoração não é muito divulgada, algumas crianças não sabem o significado deste dia e veem o feriado simplesmente como uma oportunidade para descansar e se divertir. No entanto, é importante conscientizá-las e relembrar um pouquinho da história. No dia 1º de maio de 1886 ocorreu a greve geral dos operários, em Chicago (EUA). Nessa ocasião, os trabalhadores saíram às ruas fazendo protestos e diversas manifestações simultâneas, que paralisaram os Estados Unidos. Os operários exigiam melhores condições de trabalho – que na época eram desumanas – e, principalmente, a redução de suas jornadas de trabalho, que passariam de 13 para 8 horas diárias. Durante a greve, houve confrontos com a polícia que resultaram em feridos, presos e mortos. Então, em 1889 um Congresso Socialista ocorrido em Paris instituiu o dia 1º de maio como o Dia Mundial do Trabalho, para homenagear os trabalhadores que participaram da greve. Em nosso país, as principais conquistas dos trabalhadores começaram a ser anunciadas a partir do governo de Getúlio Vargas, também no dia 1º de maio, Entre elas, a instituição do salário mínimo e a criação da Justiça do Trabalho. Atualmente, é comum, tanto no Brasil como em outros países, que os trabalhadores utilizem a data para organizar festas, manifestações e passeatas em busca de melhores condições. Comemore o dia com atividades que discutam as condições atuais de trabalho e promovam a conscientização da turma sobre a importância de lutar pelos próprios direitos.

O n d e e n c o n tr a r

Colaboradores

Escola be. Living (11) 3051-8418 www.beliving.com.br Colégio Dom Bosco – Unidad e Manaus (92) 2125-4690 www.domboscomanaus.edu. br Escola Lumiar (11) 3256-7092 www.lumiar.org.br Escola Santi (11) 3884-0566 www.escolasanti.com.br Juliana Bernardes Tozzi (pedagoga) juliana.bernardes@bol.com .br

Paulo Roberto Houch Andrea Calmon redacao@editoraonline.com.br

REDAÇÃO Jornalista Responsável: Editora-Executiva: Editora: Estagiária: Subeditora: Revisora:

Andrea Calmon – MTB 47714 Thaise Rodrigues Elaine Iorio Renata Santana Tatiane Cotrim Mônica d’Almeida

PROGRAMAÇÃO VISUAL Coordenador de Diagramação: Coordenadora Arte e Criação: Diagramação:

Rubens Martim Patricia Paiva diagramacao@editoraonline.com.br Rafael Micheski

ESTÚDIO FOTOGRÁFICO Coordenador: Fotografia: Estagiária:

Manoel Carvalho Rodrigo Estrella Diana Freixo e Lívia Gonçalves

PRODUÇÃO FOTOGRÁFICA Coordenadora:

Elaine Simoni elainesimoni@editoraonline.com.br

COLABORARAM NESTA EDIÇÃO Produção fotográfica: Cristiane Boneto Ilustrações: Arlete Scantamburlo PUBLICIDADE Diretora Comercial: Diretora de Publicidade: Supervisor de Diretos: Supervisor de Agências: Executivos de Negócios: Opec- Operações Comerciais: Representantes:

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MARKETING Supervisor de Marketing: Cassia Silva Assistente de Marketing: Gabrielle Lima CANAIS ALTERNATIVOS Luiz Carlos Sarra DEP. VENDAS (11) 3687-0099 vendaatacado@editoraonline.com.br LOGÍSTICA E ARMAZENAGEM Luiz Carlos Sarra luizcarlos@editoraonline.com.br ADMINISTRAÇÃO Diretora Administrativa: Jacy Regina Dalle Lucca financeiro@editoraonline.com.br Coordenadora de Suprimentos: Juliana Santos suprimentos@editoraonline.com.br CRÉDITO E COBRANÇA cobranca@editoraonline.com.br Assinaturas corporativas Consulte sobre descontos e condições especiais, entre em contato e solicite uma proposta direto com o IBC (11) 3393-7717 ou através do e-mail.: assinatura@editoraonline.com.br Assinaturas: Supervisora de Assinaturas

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Revista Projetos Escolares Fundamental - Ed.57  
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