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Coletivo de Fotografia Expandida1 O Coletivo de Fotografia Expandida nasceu de uma série de encontros entre estudantes, pesquisadores, fotógrafos, artistas e ativistas com especial interesse nas transformações urbanas que vêm ocorrendo na cidade do Rio de Janeiro. A chamada “revitalização” da área portuária da cidade é tratada com olhar crítico pelo grupo. A atuação conjunta entre poder público, empreiteiras e construtoras é vista como uma aceleração do processo de gentrificação, justificada principalmente pela desastrosa chegada de megaeventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Ao contrário da imagem de completo abandono vendida pelo projeto de cidade global e apesar da precariedade de serviços públicos e infraestrutura, a região portuária carioca é rica em história e cultura - com destaque para a cultura afro-brasileira, já que se trata do local onde desembarcavam os escravos trazidos para trabalhar na cidade e na região. Com o intuito de contribuir com a visibilidade da vida e do cotidiano de seus habitantes, o Coletivo buscou nas práticas alternativas de fotografia uma forma lúdica e crítica de compor novos imaginários em constante diálogo com a potência dos que vivem em luta para permanecer em meio às reformas urbanas impostas. Entre técnicas e temas a serem retratados, um contraste é ressaltado: existe um abismo entre as imagens. De um lado, um ímpeto de resistência. De outro, a insistência na conformação, pixels cruzando com grãos. Por fim, nenhuma composição nos parece perfeitamente simétrica e uniforme diante da complexidade que se impõe.

Novas imagens,

novos olhares

O conceito de fotografia expandida, (ou fotografia experimental, manipulada, criativa, híbrida, precária, entre outras denominações) está centrada na experiência do fazer e nos procedimentos utilizados pelo artista. Como define o pesquisador Rubens Fernandes Jr., “A fotografia expandida é uma possibilidade de expressão que foge da homogeneidade visual repetida à exaustão. Uma espécie de resistência e libertação. De resistência, por utilizar os mais diferentes procedimentos que possam garantir um fazer e uma experiência artística diferente dos automatismos generalizados; de libertação, porque seus diferentes procedimentos, quando articulados criativamente, apontam para um inesgotável repertório de combinações que a torna ainda mais ameaçadora diante do vulnerável mundo das imagens técnicas.”2 Os encontros e oficinas na área do porto do Rio – sejam ou não promovidos com moradores, não importando a idade dos participantes – desperta novos olhares sobre a região.

O coletivo é formado por: Ed Sartori, Felipe Nin, Henrique Zizo, Julia Botafogo, Luiza Cilente, Rhenan Amaral e Nuyddy Fernandez. Assim como no caso deste texto, a autoria das imagens não é atribuída individualmente. Para saber mais e entrar em contato, acesse: http://fotoexpandida.wordpress.com/

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Acessível em: http://issuu.com/arteeducadora/docs/docs8/10

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