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LONGEVIDADE: SAÚDEATIVA

COM QUALIDADE É MELHOR.

REVISTA REVISTA ESPECIALIZADA ESPECIALIZADA EM EM MEDICINA MEDICINA EE SAÚDE SAÚDE ANO 4 - Nº 26 | 2011

Cirurgia Vascular:

Geriatria:

Educação e Saúde:

Acupuntura:

Cirurgia de varizes em pacientes na terceira idade

Longevidade: a que custo?

Qualidade de vida no ambiente escolar

Acupuntura estética facial


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EDITORIAL Manter-se jovem é uma busca que parece cada vez mais importante na vida dos indivíduos. A palavra “envelhecer” é temida e causa até pânico em alguns. O desconhecido sempre assusta: contra ele, o conhecimento. Descubra nas próximas páginas um sentido mais amplo para a longevidade, com dados importantes e dicas para nossos leitores. Nossos especialistas complementam esses dados com valiosas informações em suas respectivas áreas e dicas para você adotar desde já hábitos mais saudáveis. Boa leitura! Saúde Ativa é uma publicação bimestral dirigida à comunidade de São José dos Campos e Região

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CAPA

Longevidade: com qualidade é

4

CIRURGIA PLÁSTICA E FISIOTERAPIA

Fisioterapia Dermato-Funcional...

7

CIRURGIA VASCULAR

Cirurgia de varizes em pacientes na terceira idade 8

GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Climatério e Menopausa

9

GERIATRIA

Longevidade: a que custo?

10

EDUCAÇÃO E SAÚDE

Educação e Longevidade

11

MASTOLOGIA

Mastalgia: a dor mamária

12

NEFROLOGIA

Hematúria (sangue na urina)

13

ODONTOLOGIA ESPECIALIZADA

Maloclusão é tão sério assim?

14

PSICOLOGIA

Burnout - (Parte 1)

15

OFTALMOLOGIA

3D na Oftalmologia

16

NUTRIÇÃO

Alimentação na Terceira idade

17

INFECTOLOGIA

Muita Saúde em 2011

18

PSICOLOGIA

O mundo do hiperativo

18

ODONTOPEDIATRIA

A saúde bucal e o coração

19

ACUPUNTURA

Acupuntura estética facial

19

FISIOLOGIA

DEEP RUNNING: Conheça mais sobre a corrida...

20

CIRURGIA BUCO MAXILO FACIAL

Diagnóstico e tratamento de paciente padrão II

21

IMPLANTODONTIA

Medo e ansiedade no tratamento odontológico

22

UROLOGIA

Câncer de próstata

23

NEUROLOGIA

Diabetes X Neurologia

24

GYROTONIC®

Pilates: uma prática saudável!

25

EDUCAÇÃO E SAÚDE

Qualidade de vida no ambiente escolar

26

Tiragem: 6.000 exemplares Gestora do projeto: WM & V8 Com. Ltda. Diagramação e Arte: Flávio Ferb e Allan D`Marco Editor responsável: Alejandro Vera Conteúdo: Tieli C. Nakamura Revisora: Teruka Minamissawa A opinião dos colaboradores e dos leitores não necessariamente representa a opinião desta revista. Envie sugestões e comentários para: atendimento@revistasaudeativa.com.br Atendimento Comercial - (12) 3911.7380 atendimento@revistasaudeativa.com.br

33


CAPA

Longevidade: com qualidade é melhor. No Brasil, são mais de 19 milhões de idosos. Segundo o IBGE, em 2025 serão mais de 32 milhões, o sexto país em número de idosos no mundo. Porém, muito se fala sobre manter-se jovem. Fórmulas mágicas prometem todo tipo de coisas, na promessa de uma saúde e beleza instantânea. E, por incrível que pareça, várias pessoas sofrem por isso: ter uma aparência jovial torna-se tão necessário na mente de alguns, que eles não medem esforços e se submetem a diversos procedimentos – muitas vezes de procedência duvidosa. O que a maioria parece esquecer é que envelhecer é algo natural, ao contrário do mito da juventude eterna. Se, em vez disso, pensássemos em envelhecer com saúde, de maneira responsável, o estresse gerado seria muito menor, e a qualidade de vida seria mais importante que apenas uma questão estética. Pensaríamos mais, então, em nossa Longevidade.

O QUE É LONGEVIDADE Longevidade 1 Longa duração de vida. 2 Qualidade de quem é longevo. 3 Tempo que duram as espécies nas épocas geológicas. O tema longevidade é recente. Os primeiros estudos reais sobre o

DOENÇAS, HÁBITOS SAUDÁVEIS E LONGEVIDADE Segundo o Dr. Roberto Schoueri Jr., Diretor Técnico do Hos-

no combate à hipertensão, como garante os nutrientes de que

pital Reger em São José dos Campos, “A preocupação com o

o corpo necessita para seu bom funcionamento – e que reflete

envelhecimento saudável deve nos acompanhar a vida inteira,

diretamente na qualidade de vida e consequentemente na pre-

mas mais especificamente após atingir a vida adulta. Uma vida

servação do corpo. Todos os alimentos devem ser consumidos,

adulta com bons hábitos aumenta as chances de se conseguir

porém em pequenas quantidades. Não é necessário cortar gor-

uma velhice prazerosa.”

duras, muito menos os carboidratos, muitas vezes apontados

As doenças endócrinas como osteoporo-

como vilões. As gorduras insaturadas são importantes, principal-

se, hipertensão e diabetes são proble-

mente ao bom funcionamento dos intestinos, elas combatem

mas comuns nesta faixa etária. E elas

o colesterol e podem ser encontradas, por exemplo, no azeite e

podem, e devem, ser prevenidas

nas castanhas.

o quanto antes, por meio de

Os vícios são inimigos declarados nesta empreitada. Deve-

alguns hábitos simples, am-

mos evitar substâncias que viciam, como o cigarro. O tabagismo

plamente defendidos e

está diretamente relacionado à osteoporose e às doenças car-

divulgados.

diovasculares, além de ser um forte complicador do diabetes e

Cuidar da alimen-

outros males à saúde.

tação é fundamental.

O estresse contínuo é outro vilão que compromete nosso

A má alimentação é

futuro, e está intrinsecamente ligado à hipertensão e ao diabe-

uma das principais

tes: quando um indivíduo sente estresse, doses de adrenalina

causas dessas doen-

são lançadas na corrente sanguínea, os batimentos cardíacos

ças. Uma dieta rica

aumentam e reservas de açúcar são convertidas em glicose,

em colesterol e açúcar

para garantir uma dose maior de energia ao corpo. Em períodos

é cada vez mais co-

prolongados, a frequência dessas crises de estresse pode afetar

mum, principalmente

as artérias do coração e o alto nível de glicose pode gerar diabe-

nos grandes centros

tes e obesidade. Além disso, a oscilação dos hormônios, princi-

urbanos.

Procurar

palmente o cortisol, também pode prejudicar os neurônios do

alimentar-se de forma

cérebro e, consequentemente, gerar os lapsos de memória asso-

mais balanceada aju-

ciados ao estresse crônico:

da não somente

“O cortisol permanentemente em níveis elevados, é mui-

assunto surgiram há cerca de 30 anos, e por isso as opiniões dos especia-

to prejudicial à saúde, levando à hipertensão, ao diabetes, ao

listas ainda são contraditórias. Porém, as já famosas recomendações em

espasmo coronariano, baixando a imunidade. Aprender a lidar

relação ao tabagismo, ao consumo em excesso de álcool e à adoção de

com o estresse, evitando que se torne crônico, é essencial

uma alimentação balanceada parecem ser unânimes entre os especialis-

para atingir uma velhice saudável.” - afirma o Dr.

tas. Os exercícios físicos também são aconselhados, com a ressalva de que

Schoueri.

devem ser feitos com acompanhamento médico e com a ajuda de um especialista, que irão orientar o melhor tipo de exercício e como ele deve ser praticado para obter os resultados desejados. Mas mesmo com a maior conscientização e preocupação com a saúde nas últimas décadas, o número de pessoas com doenças graves, como a

Logo, precisamos praticar o quanto antes uma atitude ativa de prevenção e cuidados para uma velhice mais sadia.

hipertensão, tem aumentado significativamente. Além disso, as doenças de fundo emocional - como a depressão e os distúrbios de ansiedade também têm diminuído a qualidade de vida das pessoas e preocupado os especialistas em longevidade. O que fazer, então, para viver mais e envelhecer com saúde?

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55


CAPA

CIRURGIA PLÁSTICA E FISIOTERAPIA

VIVER MAIS E MELHOR O IBGE afirma que há 23.760 pessoas no Brasil com mais de 100 anos em uma população de 190,7 milhões, ou seja, 1,2 centenários para cada 10 mil pessoas - um número similar ao dos Estados Unidos: são os centenários, pessoas privilegiadas do ponto de vista genético. Atualmente um grupo de pesquisadores da Universidade de Boston dedica-se a entender esta população, pessoas que não somente viveram bastante, mas ainda preservam bem-estar físico e mental, procurando identificar os fatores genômicos que contribuem para a longevidade excepcional. Enquanto os resultados desta pesquisa não forem oficializados, uma verdade é certeira: viver muito a custa do controle de doenças e baixa qualidade de vida não deve ser prioridade para ninguém. Enquanto a humanidade evolui sua expectativa de vida, precisa entender que devemos, desde já, exigir de nós mesmos uma longevidade saudável.

DICAS PARA VIVER MELHOR 1. Alimente-se bem e evite “dietas milagrosas”. Nosso corpo

4. Tenha fé, seja um otimista. Seja por meio de uma religião,

precisa de vários itens que podemos encontrar nos alimentos.

causa ou mesmo livros de auto ajuda. Pessoas que cultivam

Busque um especialista, mais vale investir no que você come,

uma atitude mais positiva de vida lidam melhor com os obs-

do que em remédios. Pessoas com diabetes ou tendência, de-

táculos e problemas. Lembre-se. o estresse afeta sua saúde.

vem ter atenção redobrada com este imprescindível item da nossa saúde. Em pessoas acima do peso, a redução de 5% do peso geral traz benefícios para o controle da hipertensão, produzindo uma grande diferença nos índices da pressão arterial. 2. Exercite sua mente. O cérebro é como os músculos de nosso corpo, precisa ser exercitado para funcionar plenamente. Os neurologistas recomendam atividades que exijam o raciocínio, como palavras cruzadas e jogos de tabuleiro. Ler é um ótimo exercício. 3. É possível cuidar dos ossos para prevenir a osteoporose e possíveis fraturas. A atividade física regular acompanhada por profissionais especializados e médico de confiança – musculação, hidroginástica, caminhadas – integrados a uma alimentação adequada trazem grandes benefícios.

Longevidade e estética A cirurgia plástica pode ser grande aliada para aqueles que buscam elevar sua autoestima, seja em procedimentos reparadores ou estéticos. Porém, manter uma aparência jovial depende de vários outro aspectos, que sempre recomendamos a nossos clientes. Em primeiro lugar, conheça seus antepassados. A carga genética que carregamos poderá ser fundamental para amenizar algumas doenças no futuro, como hipertensão, diabetes e Alzheimer. Caso você tenha algum histórico em sua família, comece o quanto antes a prevenir-se, visitando um médico especialista e realizando os tratamentos aconselhados por ele. Em segundo lugar, conheça a si mesmo. Saiba quais são suas limitações e experimente novas formas de se sentir bem. Pensar em uma alimentação saudável pode ser um martírio para al-

guns, mas existem milhares de receitas que poderão agradar seu paladar. Os exercícios também são outro martírio, mas busque conhecer as várias opções disponíveis nas academias e veja qual lhe agrada mais – o que não pode é ficar parado: seguir uma dieta equilibrada, fazer exercícios regulares e evitar o estresse ajuda a manter os tecidos e órgãos do corpo em melhor forma, ajudando também no sistema imunológico, retardando o processo do envelhecimento. Os exercícios físicos ainda ajudam a aliviar o estresse, liberando importantes substâncias para o corpo, além da endorfina, que proporciona ao corpo um sentimento de prazer e bem-estar. Em terceiro lugar, fique atento, pois alguns hábitos são desaconselhados e podem prejudicar todo o seu desempenho. O fumo é o principal vilão de quem quer se manter jovem. Além de prejudicar os órgãos internamente e ser a causa direta de várias doenças, causa danos à pele, fazendo com que a pessoa aparente mais envelhecida ainda. O excesso de bebida alcoólica, de sol e estresse também tem o mesmo efeito e deve ser evitado. E não se esqueça do mais importante: seja feliz! A autoestima, as conquistas e realizações de nossos sonhos são fundamentais para nosso coração e nossa mente. No mais, siga a orientação dos médicos e preocupe-se apenas com seu próprio bem-estar!

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Dr. Evaldo Luque CRM 25261

• Médico Cirurgião Plástico graduado e especialista pela Santa Casa de São Paulo contato@drluque.com.br www.drluque.com.brcom

Dra. Luciana Souza CREFITO 3/ 128891-F

• Fisioterapeuta graduada pela Universidade Paulista – UNIP • Especialista em Fisioterapia Dermato Funcional – UNICASTELO SP lusouza.fisioterapia@hotmail.com

77 Unidade São Paulo Tel: 11 - 5054.0202 | 11 5051.0415 Av. Jandira, 295 - 4° andar - Moema

Unidade São José dos Campos Tel: 12 - 3027.7595 | 9744.6020 Rua Coronel João Cursino, 256 – Vila Adyanna


Dr. Flávio Soares de Camargo Angiologista e Cirurgião Vascular CRM 14.922

• Formado pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) - SP. • Especialização em cirurgia vascular no HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) - SP.

CIRURGIA VASCULAR

GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Cirurgia de varizes em pacientes na terceira idade

Climatério e Menopausa

Com a evolução da idade da população em nosso pais, o contingente de terceira idade está se expandindo. Como as varizes são uma patologia que se torna mais frequente com o passar dos anos, somos nós, profissionais da área, cada vez mais solicitados a tomar uma atitude em relação a elas. Os pacientes são mais frágeis sob estresse cirúrgico, o que tem sido um desafio para nós cirurgiões vasculares. Porém, são ativos fisicamente, e do ponto de vista econômico vários estão ainda em atividade. Portanto, temos que resolver o problema varicoso que os está impedindo de uma vida plena. Normalmente, nesses casos, o tratamento era clínico e receitávamos um medicamento flebotrópico, (daflon, venocur tríplex, diosmin, castanha da índia, hisperidina etc.) e uma meia elástica . Porém, isso não vale para uma pessoa que dirige longas distâncias ou que tenha que enfrentar um escritório o dia inteiro,

ou mesmo um balcão. É uma situação incômoda e alguns pacientes não se adaptam a ela. A conduta nesses casos tem que ser curativa e com isso a cirurgia se impõe. Porém, não tem sentido ser o mesmo procedimento a ser feito num jovem cuja expectativa de vida é bem maior e cuja estética é um fator relevante. Na terceira idade a proposta é pontual: localizar a fonte do problema e fazer somente a sua correção, sem interferir no resto. Seria apenas com o objetivo de devolver a saúde ao paciente. Para isso, contribuiu muito o desenvolvimento do aparelho de ultrassom portátil, que pode ser usado tanto no consultório como no centro cirúrgico. Com ele “enxergando” dentro do paciente, é possível corrigir somente a falha principal. A internação é quase ambulatorial, o tempo de repouso inexistente e a agressão cirúrgica baixa. Podemos assim atingir um público necessitado, que estava sem um recurso adequado a suas necessidades.

“Na terceira idade a proposta é pontual: localizar a fonte do problema e fazer somente a sua correção”

O aumento da expectativa de vida no último século levou a uma mudança considerável na maneira de se encararem dois importantes períodos da vida da mulher: o climatério e a menopausa. O climatério é a fase da vida em que ocorre a transição do período reprodutivo ou fértil para o não reprodutivo, devido à diminuição dos hormônios sexuais produzidos pelos ovários. A menopausa é o marco dessa fase, correspondendo ao ��ltimo período menstrual, mas somente reconhecida após passados 12 meses da sua ocorrência. Na maioria das mulheres, a menopausa ocorre entre os 45 e os 55 anos de idade, em média aos 50 anos. Assim, as mulheres de hoje vivem em um estado de carência hormonal durante cerca de 25 anos, ou seja, um terço de suas vidas. Por outro lado, os primeiros sinais do climatério podem ocorrer vários anos antes da menopausa. O climatério é um acontecimento fisiológico na vida da mulher, relacionado à perda da função reprodutora, mas também abrange vários outros processos em órgãos e tecidos, causados pela carência do hormônio estrogênio, antes produzido pelos ovários. As manifestações do climatério e da menopausa variam bastante. O primeiro sintoma que surge nessa fase é a irregularidade menstrual, com atrasos menstruais, excessos ou encurtamento dos ciclos. Outra queixa frequente são os fogachos ou ondas de ca-

lor que causam vermelhidão súbita sobre a face e o tronco, acompanhados por uma sensação intensa de calor no corpo e por transpiração. Podem aparecer a qualquer hora e muitas vezes são tão desagradáveis que chegam a interferir nas atividades do dia a dia. Os sintomas de alteração de humor são freqüentes, como irritabilidade, ansiedade e depressão. A atrofia da mucosa urogenital também pode ocorrer e trazer uma série de sintomas, como ressecamento vaginal, infecção e incontinência urinária. As queixas sexuais também ocorrem nessa fase e há perda importante da elasticidade da pele. Além dos sintomas desagradáveis, duas doenças se relacionam diretamente com o período climatérico: doença cardiovascular e osteoporose. Por ser o climatério tão importante e cheio de sintomas indesejáveis, torna-se necessária uma maior prevenção. Hábitos e costumes adotados antes da ocorrência dos primeiros sinais podem prevenir muitos dos inconvenientes, tais como: - Bons hábitos dietéticos com refeições mais leves e freqüentes. - Aumento da ingestão de cálcio, como em leites e derivados. - Ingestão de água em grandes quantidades. - Prática regular de atividades físicas. - Evitar consumo de álcool e cigarro. - Manutenção do peso ideal.

Dra. Adriana F. Presoto Alves

Ginecologia e Obstetrícia CRM 119455 TEGO 0004/2009

• Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia • Especialização em Climatério e Sexualidade Humana pela USP

Dra Viviane F. Ferling Ginecologia clinica e Cirúrgica / Obstetrícia CRM: 113082 SP

Em relação ao tratamento, com orientação médica, podem ser utilizados desde de terapia hormonal em suas diversas formulações até medicações específicas para o sintoma apresentado, como aquela que trata apenas as ondas de calor. Como os efeitos da carência estrogênica são diferentes para cada mulher, não há uma regra geral para tratamento, sendo que as necessidades preventivas ou terapêuticas podem se modificar ao longo do tempo, das condições de saúde e do bem-estar individual.

“Os primeiros sinais do climatério podem ocorrer vários anos antes da menopausa” 88

99

Tel: 12 - 3921.8063 | 3921.6991 Rua Guarujá, 21 - Jardim Apolo - SJ Campos/SP

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Dr. Roberto Schouri Junior

Médico Geriatra CRM 48201 SP Diretor Técnico do Hospital REGER

GERIATRIA

EDUCAÇÃO E SAÚDE

Longevidade: a que custo?

Educação e Longevidade

Todos queremos envelhecer bem. Dói-nos imaginar que teremos que enfrentar perdas, limites e, para evitá-los, buscamos alguma mágica. As promessas são inúmeras, as decepções maiores ainda. Os suplementos vitamínicos têm eficácia duvidosa, a suplementação com os oligoelementos aumenta a mortalidade, o vinho tinto e o Rasveratrol, bolas da vez, prometem milagres até a próxima meta-análise jogar por terra mais uma fórmula milagrosa, como ocorreu com os anti-inflamatórios e os hormônios (estradiol, testosterona, DHEA), excelentes produtos quando bem indicados, mas perigosos quando empregados sem critério. A busca por uma pílula mágica sempre seduziu o homem. Nos mais antigos papiros egípcios já havia soluções e há toda uma história de fracassos decorrentes de um erro de abordagem: o envelhecimento não é uma doença tratável com um remédio, assim como a gravidez ou a adolescência. É um fenômeno natural que, para ser prazeroso e nos proporcionar satisfação deve ser encarado de frente, com inteligência. Afinal, o que de fato a idade nos traz são diversas transformações, que devem ser fontes de aprendizagem e não apenas ser encaradas como perdas. Por outro lado, inúmeras pesquisas nos dão algumas dicas de como nos conduzir saudáveis até o último dia de vida. As pesquisas mais consistentes mostram que há hábitos que adiam o aparecimento de doenças: praticar exercícios físicos, alimentar-se com parcimônia, com uma alimentação variada que privilegie vegetais (sem exclusividade), fazer o seguimento médico profilático, detectando precocemente as doenças trazidas pelo tempo, pelos

hábitos e pela carga genética (diabetes, hipertensão, dislipidemias, etc), respeitar as horas de sono. Enfim, são diversas as orientações, todas já pertencentes ao rol dos conhecimentos de todos. Esses hábitos têm levado populações inteiras, nos países desenvolvidos, a atingirem recordes populacionais de idosos chegando cada vez mais perto do limite biológico da vida, mantendo a independência funcional e a lucidez. Ora, se todos sabemos como devemos nos conduzir, por que será que persistimos buscando uma pílula mágica? Talvez o esforço que a busca consistente de uma velhice saudável exige seja excessivo. Talvez muitos tenhamos a ilusão de que os outros precisam se esforçar, mas nós não. Eu posso fumar, beber, ter comportamentos de risco, trabalhar feito um maluco, fazer dez coisas ao mesmo tempo, posso ignorar meus antecedentes familiares, privilegiar o prazer momentâneo. Haja onipotência! Mas os anos passam, os valores mudam, aprimoram-se e provavelmente o instinto de sobrevivência, a força da vida vai falar mais alto. Sempre é tempo de repensar, de adotar hábitos mais saudáveis. Comece hoje. A renúncia dos prazeres imediatos é muito dolorosa: “eu mereço esse doce, esse cigarro, esse álcool, esse sexo”. Claro, realmente tudo é permitido, não somos ascetas, a vida para valer a pena tem que ser recheada de momentos de prazer, de compartilhamento, de alegria e as regras existem para justificar as exceções; ora, aproveite, carpe diem! É nossa obrigação conviver com esse paradoxo: cuidar-se – mas nem tanto, buscar a alegria e o prazer – mas nem tanto. Cuidar-se e ter prazer não são aspectos dissociados da vida, ao contrário, são associados, um depende do outro. É fundamental mantermos a consciência de que todas as conquistas são fruto de um esforço, de uma dedicação. Por mais difícil que seja, não há outro caminho: cuide de sua alimentação, pratique exercícios físicos moderados regularmente, não fume, visite seu médico e seu dentista regularmente e, conforme o caso, busque também a ajuda de outros profissionais capacitados para lhe auxiliar – fisioterapeuta, psicólogo, etc. Mantenha a cabeça ativa, desenvolva novas habilidades, tenha sempre novos desafios. Enfim, goste de você e as coisas tenderão a correr bem por muitos e muitos anos.

“Sempre é tempo de repensar, de adotar hábitos mais saudáveis”

Desde o início da civilização, o sonho de “permanecer eternamente jovem” acompanha o homem. Assim, ao longo dos anos a ciência dedicou grande parte de suas pesquisas para retardar processos ligados ao envelhecimento. Com o avanço da medicina, a expectativa de vida da população aumentou. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nas últimas três décadas, a expectativa de vida no Brasil aumentou 11 anos. Há duas décadas, sete em cada cem brasileiros tinham idade superior a sessenta anos. Hoje, são dez em cem. Em países mais desenvolvidos, devido ao aumento dos padrões de vida e da quase erradicação de doenças infecciosas, a expectativa de vida vem aumentando de forma contínua. Especialistas afirmam que viver mais de cem anos e em plena ativi-

dade será uma situação normal para as gerações que hoje estão na adolescência. O Japão tem a população mundial mais velha mais de 20% dos japoneses têm mais de 65 anos, e havia 44.449 centenários no país em setembro de 2010. De acordo com projeções da Organização das Nações Unidas (ONU), a população centenária do planeta deve chegar a 2,2 milhões em 2050. O desafio será proporcionar qualidade de vida e uma existência feliz às populações que estão vivendo mais e, principalmente, educar as crianças, na escola e no lar, a adquirirem hábitos cotidianos saudáveis para retardarem ou diminuírem os efeitos do avanço da idade, tais como: alimentação equilibrada e saudável; prática regular de atividades físicas conciliadas com práticas prazerosas, como descanso, lazer e cultura.

Aprendizados para toda a vida A primeira infância é um solo extremamente fértil para se plantarem as sementes que germinarão e frutificarão por toda a vida. Os conhecimentos trabalhados na Educação Infantil farão parte da formação integral do ser humano. A criança apresenta enorme receptividade para absorção de informações. O hábito de ler, se introduzido desde pequeno, torna-se enorme aliado durante toda a vida. Estimular as atividades cognitivas na terceira idade por meio da leitura é uma ótima forma de manter o cérebro “em forma”. A prática de exercícios físicos na infância contribui para que se desenvolvam o respeito ao corpo, senso coletivo e espírito esportivo, proporcionando ótimos resultados na vida adulta. Os hábitos de higiene oral iniciam desde o nascimento. A conscientização da importância do cuidar da boquinha, mesmo antes do surgimento da primeira dentição, e principalmente durante a troca para os dentes permanentes, farão toda a diferença no histórico da saúde bucal de todos nós. A socialização na tenra idade torna-se mais espontânea quando estimulada de forma correta. O

Margareth Macedo de Morais

• Licenciada em Matemática • Licenciada em Pedagogia • Especialização em Psicopedagogia • Diretora da Escola Grilo Falante

Raquel Di Monaco

ser humano deve aprender a conviver em grupo e a respeitar o próximo na formação de seu caráter e de suas convicções. São nos primeiros anos de vida que descobrimos a importância do brincar e que através dele abriremos portas para a interação com o mundo. O sucesso da vida adulta e a conduta que fará a diferença estão ligados diretamente ao bom relacionamento pessoal que se introduzirá na infância. A qualidade do viver está ligada diretamente ao nosso comportamento. Possuímos uma memória corporal que nos cobrará, mais cedo ou mais tarde, os atos que realizamos durante toda a vida. Proporcionar educação familiar e escolar de qualidade, permeadas por valores que acompanharão seus filhos para a vida toda, abrirão os caminhos que percorrerão. A criança de hoje será o idoso de amanhã, portanto, trate de construir uma vida de muito amor e sabedoria, para que possamos ser queridos e amparados até nossos últimos momentos. Não importa a quantidade de tempo que se passa com uma criança, mas sim a qualidade desses momentos.

1010

Pedagoga • Especialização em Coordenação Pedagógica • Especialização em Linguística Aplicada • Coordenadora Pedagógica da Escola Grilo Falante

11 11 Tel: 12 - 3942-2009 roberto@hospitalreger.com.br Rua Engenheiro Prudente Meireles de Moraes, 646 - Vila Adyanna - SJ Campos/SP

Tel: 12 - 3911.4367 www.escolagrilofalante.com.br Rua Santa Elza, 218 - Vila Adyana - SJ Campos - São Paulo


Dra. Bibiana Del Monaco Silva Misumi

Mastologista formada pela UNIFESPUniversidade Federal de São Paulo CRM: 117.005 • Título de Especialista em Mastologia • Titulo de Habilitação em Mamografia

Dr. Luis Henrique Ferreira de Moraes

Mastologista - CRM:90.979

• Titulo de Especialista em Mastologia • Título de Habilitação em Mamografia • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Mastologia

MASTOLOGIA

NEFROLOGIA

Mastalgia: A dor mamária

Hematúria (sangue na urina)

Dor é a queixa mamária mais frequente relatada pelas mulheres. É um problema comumente relatado tanto no exame feito por um agente de saúde como no consultório de mastologia. Acredita-se que 80% das mulheres terão, em alguma fase da vida, dor nas mamas. A mastalgia pode ser dividida em dois grupos: dor de origem mamária e a dor extramamária, sendo esta originária em outro órgão ou tecido, porém referida na mama. Dentre as dores de origem mamária temos aquelas relacionadas ao ciclo menstrual, chamada mastalgia cíclica, e caracteriza-se pelo aumento do volume mamário e presença de dor que pode ser leve, moderada ou intensa. Ocorre maior intensidade no período pré-menstrual e geralmente melhora assim que acontece a menstruação. Alguns casos necessitam de tratamento medicamentoso, principalmente quando a dor traz problemas de aspecto social, sexual e ocupacional. A mastalgia acíclica tem origem mamária. Não se relaciona ao período menstrual, portanto, sua intensidade não é influenciada pelas variações hormonais. Dentre as causas mais comuns temos as mastites (processos inflamatórios), traumas, cistos, tumores benignos e o próprio câncer. O dito popular de que “o câncer não dói” é realmente lenda. O câncer de mama pode apresentar dor, porém apenas 7% dos casos de

dor mamária estão relacionados ao câncer. A dor extramamária tem origem em sítios fora da glândula mamária com irradiação para ela. As causas músculoesqueléticas como as condrites (inflamação nas articulações das costelas), ombro doloroso, fibromialgia são as mais comuns. Outras causas incluem a dor de origem cardíaca (angina e infarto), as inflamações pulmonares (pleurite e embolia) e doenças gastrointestinais (refluxo gastroesofágico, gastrite, cálculo na vesícula). Existem também medicamentos que podem levar a dor mamária como os anticoncepcionais hormonais, a terapia de reposição hormonal do climatério, alguns antidepressivos, anti-hipertensivos e antimicrobianos. Quando se afasta a possibilidade de todas essas causas de dor mamária, podemos estar diante de mastalgia de origem psicológica, que tem como principal motivo o medo do câncer – a cancerofobia. Podemos concluir que a dor mamária é um sintoma muito comum entre mulheres em qualquer faixa etária. No seu diagnóstico devemos pesquisar as diversas causas, dentre elas o próprio câncer. O tratamento deverá ser individualizado, buscando sempre combater a causa principal. A orientação verbal e o uso de medicamentos, em alguns casos, podem levar ao sucesso terapêutico.

“A dor mamária é um sintoma muito comum entre mulheres em qualquer faixa etária ”

Hematúria, que quer dizer literalmente “sangue na urina”, é um sinal importante de alerta para uma possível doença renal, que não deve ser negligenciada, nem pelo médico, nem pelo paciente. Uma pequena quantidade de hemácias (glóbulos vermelhos) é normal na urina, e não deve ser motivo de preocupação, mas acima dos limites da normalidade, deve ser interpretada com cuidado. A hematúria pode ser macroscópica ou microscópica: macroscópica quando a presença do sangue é evidente, com a urina de cor avermelhada, rosada ou “cor de coca-cola”, dependendo da quantidade de sangue presente na urina. Já a hematúria microscópica não é visível a olho nu, sendo observada com uso de microscópio, preferencialmente a primeira urina da manhã, e após uma correta higienização externa.

Musculoesqueléticas • Síndrome da dor em parede torácica • Costocondrites / Tietze • Trauma de parede torácica/ fratura de costela • Fibromialgia • Radiculopatia cervical • Dor no ombro • Herpes Zóster

Dr. Guilherme Paro de Toledo Barros Nefrologista CRM SP 104.860

• Médico Graduado pela FMRPUSP, Ribeirão Preto • Residência em Clínica Médica no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto - USP

Causas de hematúria Como as causas são muito variadas, procuramos identificar as mais simples e frequentes, como cálculos renais, infecções urinárias, nefrites, doença renal policística, cistos simples, trauma renal, cirurgia renal, de bexiga ou próstata, uso de anticoagulantes, entre outras.

Causas de Mastalgia Dor de origem mamária • Mastalgia cíclica • Mastites • Trauma na mama • Tromboflebites • Cistos • Tumores benignos • Câncer de mama

O exame de urina, além de detectar a hematúria, pode nos dar pistas sobre sua causa, pois se nesse exame também constatarmos presença de albumina, podemos pensar em glomerulonefrite; se leucócitos, pensamos em infecção; e glicose, em diabetes, por exemplo. O exame de urina, por ser realizado com muita frequência, não somente em casos de suspeita de doença, mas também como exame de “check-up”, acaba encontrando casos de hematúria microscópica assintomática, além de muitas vezes estar relacionada com situações transitórias, como infecção de urina, atividade física intensa, atividade sexual, não significando que exista uma doença renal evolutiva, mas indica-se uma avaliação para complementar o diagnóstico.

Outras causas • Doença coronariana (angina) • Pericardite • Embolia pulmonar • Pleurite • Refluxo gastroesofágico • Gastrite • Colelitíase • Medicamentosa • Psicológica

Devemos nos preocupar também com a possibilidade, mais rara, porém mais grave, de ser causada por tumores renais, de bexiga ou próstata. Exames de imagem como uma ultrassonografia são muito úteis nessa situação. Porém, nem sempre uma urina de cor avermelhada significa sangue na urina, alguns medicamentos, como piridium e rifampicina, ou alimentos como beterraba, podem tingir a urina de vermelho, sem presença de sangue na urina. O exame de urina esclarece a situação. Recomendamos aos pacientes que percebam sangue na urina, que conversem com seu médico, para que possa ser adequadamente investigado em relação às possíveis causa; a prevenção pode evitar muitas complicações.

Dr. Jerônimo Ruiz Centeno Nefrologista CRM SP 56.583

• Formado em Medicina em Santos, SP em 1986 • Residência em Nefrologia no Hospital das Clínicas da USP • Médico Assistente do HC da USP em 1990-1995 • Fundador do Instituto de Nefrologia em 1997

“Sangue na urina é um sinal importante para uma possível doença renal”

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13 13 Tel: 12 - 3923.4146 | 3923.4166 www.duoclin.com.br Rua Marcondes Salgado, 74 - Vila Adyanna - SJ Campos/SP

Membro do Grupo

Tel: 12 - 3924.9300 | Fax: 12 - 3924.9305 Av. Madre Teresa, 469, Centro - SJ Campos/SP


Dra. Paula S. Anarelli Leite C.D. CRO - SP 87.564

• Mestre em Laserterapia Odontológica - USP • Especialista em Ortodontia

Dr. Otavio Luis Fonseca C. D. CRO - SP 42.611

• Especialista em Implantodontia • Especialista em Ortodontia

Dra. Silmara Siqueira C.D. CRO - SP 91.548

ODONTOLOGIA ESPECIALIZADA

PSIQUIATRIA

Maloclusão é tão sério assim?

Burnout - ( Parte 1)

Em um mundo moderno, onde a busca constante e incansável pela beleza torna-se notória, devemos sim nos ater ao tratamento odontológico que proporcione resultados estéticos desejáveis, porém não deixando de buscar o restabelecimento da saúde bucal. Uma das formas de promoção de saúde é proporcionar uma boa oclusão dentária. Oclusão é o relacionamento estático e dinâmico entre os dentes superiores e inferiores e entre os ossos que os suportam, ou seja, é o “encaixe” dos dentes e dos maxilares de maneira correta. O que pode causar uma maloclusão? • perda de um dente; • restaurações ou próteses mal adaptadas; • hábitos na infância (chupeta, mamadeira e sucção de dedo); • hábitos na fase adulta (respiração bucal, má posição da língua durante a fala e deglutição); • dentes muito largos; • maxilares muito grandes ou pequenos; • hereditariedade. O tratamento preventivo é sempre o mais efetivo. Através de consultas periódicas ao cirurgião dentista, pode-se acompanhar tanto o desenvolvimento de uma boa oclusão (em casos de crianças e adolescentes) como na sua manutenção (em adultos). Algumas vezes, a maloclusão pode ser facilmente observada através da presença de dentes tortos. Entretanto, na maioria das

vezes, é necessária a atuação do profissional para diagnosticar o tipo de problema e o seu tratamento. Ou seja, dente alinhado por si só não é sinal de boa oclusão! Quanto mais tempo o paciente conviver com uma maloclusão, maiores poderão ser os sintomas acarretados por ela. Quais as consequências da maloclusão? • reabsorção óssea (o dente perde o seu suporte ósseo); • mobilidade ou sensibilidade dental; • problemas estéticos devido ao seu desgaste alterado (bruxismo); • perda do implante; • fraturas dentais; • dores faciais e de ouvido. O tratamento da maloclusão pode variar conforme seu diagnóstico. Pode haver necessidade de uma nova prótese, uma nova restauração dentária, um tratamento ortodôntico, placa para dormir ou implantes para restabelecer perdas dentárias. Hoje, existem técnicas mais eficazes e precisas, para tratamentos em crianças e adultos. Por esse motivo, a importância da integração entre as especialidades odontológicas: mediante a atuação multidisciplinar, torna-se possível proporcionar a reabilitação total da saúde bucal do paciente. Assim, o elo saúde- estética torna-se mais integrado e o resultado do tratamento mais satisfatório.

• Especialista em Prótese dentária • Odontologia Estética

ORTOVIP Construindo Sorrisos

Dr. Polaco Vilela

C. D. C.R.O.- SP 91.544

• Especialista em Implantodontia • Pós-Graduado em Endodontia

Os genes transmitem a potencialidade de o indivíduo desenvolver determinadas características, assim herdadas de seus ancestrais (conjunto de características que chamamos de genótipo). Entretanto, quais dessas potencialidades irão realmente se manifestar (conjunto de características que chamamos de fenótipo) será determinado pelo meio ambiente. A influência ambiental se dá tanto em nível micro como macroscópico. As substâncias ingeridas e as atividades físicas praticadas irão estimular a manifestação de determinados genes (herdados nos cromossomos) e permitir o desenvolvimento de dada característica - não se constrói sem matéria-prima... e, sem ação. Ou seja, não adianta achar que se pode formar um lutador de sumo apenas por o pai já o é, se o indivíduo não ingerir a quantidade de calorias necessárias para desenvolver o corpo propício para esta luta; não adianta querer ser alto só por ser filho de jogadores de basquete de elevada estatura, se não forem ingerida as proteínas e praticadas as atividades físicas para também ser alto Também não adianta superalimentar, com esse propósito, uma pessoa que herdou genes cujo potencial de determinar a altura é baixo – ele pode até ficar mais alto que seus irmãos, mas nunca tão alto como se gostaria. Esta herança de características físicas também vale para as habilidades intelectuais. Não adianta ter genitores inteligentes se o cérebro não receber substâncias e os estímulos propícios para desenvolver a inteligência. A

premissa é válida para os aspectos físicos como, também, para o perfil emocional da pessoa. Ou seja, também o limite da capacidade de tolerância para determinada situação estressora é herdado e pode ser reforçado ou enfraquecido por condições externas. . É muito difícil ser um cirurgião ou um policial rodoviário, quando se herdou uma fobia (medo exagerado) de sangue; ser professor, se não for tolerante; carcereiro, quando se tem muito medo de criminosos; um veterinário, se os pais têm fobia de animai; orador, cantor ou atleta, quando se tem fobia social. Digo difícil porque, dentro dos limites de tolerância herdados, esse indivíduo pode se propor a treinar-se para enfrentar suas dificuldades. Mas, mesmo que seja possuidor de grande capacidade de enfrentamento para a situação dada, ele ainda tem seus limites; e, uma vez que esses sejam alcançados, ele irá manifestar sintomas de estresse. Ou seja, por mais que um socorrista, um guarda rodoviário, um policial, um bombeiro, sejam capacitados, geneticamente e por treinamentos, a enfrentar situações violentas, diante de um fator exageradamente intenso ou em determinado momento de sua vida em que esteja mais fragilizado emocionalmente, esse limite de tolerância pode ser alcançado, e extrapolado. Sabemos que determinadas situações podem levar qualquer um a se desequilibrar emocionalmente e, sabemos também, que em certas profissões essas situações são muito frequentes, exigindo muito maior estabilidade emocional do profissional. Em 1974, o psicanalista americano Freudenberger criou a expressão “STAFF BURNOUT*” para se referir aos sintomas de esgotamento que ele próprio estava apresentando em seu relacionamento interpessoal no trabalho. (* “staff”, que, em inglês, designa equipe de trabalho e “burnout”, sacado da expressão inglesa “to burnt out” - “to burnt” = queimar e “out” = exterior -, que significa “queimado ao extremo”, no sentido de “com a energia totalmente consumida”, o que corresponderia ao nosso“acabou a pilha”,“bateria esgotada” ou “estar de saco cheio”). Daí, o termo BURNOUT passou a denominar o desequilíbrio do desempenho físico e mental produzido por exigências excessivas em relacionamentos interpessoais no trabalho.

“Determinadas situações podem levar qualquer um a se desequilibrar emocionalmente”

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Dr. Benigno Augusto de Castro Psiquiatra - CRM 43.846

• Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro • Título de Especialista em Psiquiatria pela Associação Médica Brasileira e Associação Brasileira de Psiquiatria • Presidente da Associação Psiquiátrica do Vale do Paraíba Biênio 1999-2000 - SJC • Presidente da Associação Valeparaibana de Psiquiatria (AVP) Biênio 2007-2009 - SJC

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CRO - SP 9421 Nossa especialidade é construir sorrisos!

Tel: 12 - 3922.4296 contato@ortovip.com.br | www.ortovip.com.br Av. Barão do Rio Branco, 58 - Jd. Esplanada - SJ Campos/SP

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Dr. Cassiano Lima Gaspar Médico Oftalmologista CRM 77.944

Dra Luciana S. C. Bambini Médica Oftalmologista CRM 81.936

OFTALMOLOGIA

NUTRIÇÃO

3D na Oftalmologia

Alimentação na Terceira idade

A projeção cinematográfica, com recursos que proporcionam ao espectador a impressão em três dimensões (3D), é conhecida e utilizada há décadas em vários segmentos. O sucesso de filmes como Avatar, que recorre à tecnologia de última geração com o propósito de dar noção de profundidade (usando óculos especiais), renovou o interesse por essa forma de apresentação de imagens em movimento. A estereoscopia (visão sólida, em grego) é possível apenas a animais que possuem dois olhos posicionados na frente da cabeça. A visão tridimensional humana é resultado da interpretação, feita pelo córtex cerebral, das duas imagens bidimensionais que cada olho capta a partir de seu ponto de vista. Atualmente, temos três formas diferentes de produzir e projetar esterescopia para criar a realidade virtual: o primeiro processo é obtido por cores com-

plementares (filtros vermelhos e verdes ou azuis) que dão ilusão de relevo. O segundo processo é obtido por polarização da luz aplicado na lente dos óculos. Permite que duas imagens sobrepostas projetadas em tela especial sejam percebidas separadamente por cada olho, gerando o efeito estereoscópico (recurso realizado no filme Avatar). Mais recentemente, temos sistemas baseados em óculos de cristal líquido cujas lentes podem ficar instantaneamente transparentes ou opacas de acordo com o controle eletrônico. São utilizados em jogos computadorizados e em programas de realidade virtual (ainda não estão popularizados). Longe de ser um modismo inspirado na indústria cinematográfica, as apresentações em 3D tendem a ocupar lugar de destaque nas salas de aula e nos congressos científicos em futuro próximo.

“As apresentações em 3D tendem a ocupar lugar de destaque nos congressos científicos”

Dr. Marcelo Vianna

Médico Oftalmologista CRM 72.263

Dr. Raul de Camargo Vianna Médico Oftalmologista CRM 10.753

Dr. Raul de C. V. Filho Médico Oftalmologista CRM 65.973

O envelhecimento é um processo natural quevem acompanhado de inúmeras mudanças, tanto orgânicas quanto sociais. Algumas alterações são comuns nos idosos e levam aos distúrbios nutricionais: Alteração no paladar: O idoso sente menos sabor do sal e com isso tende a perder a vontade de comer. Porém, como os doces são sentidos normalmente, eles são a preferência de muitos idosos. Alteração na dentição: Muitas vezes o uso inadequado de próteses faz com que o idoso sinta vergonha de fazer refeições em locais públicos, além da dificuldade de mastigar certos alimentos, como carnes. Por isso a importância de buscar um profissional dentista. Alteração na deglutição: Muitos desenvolvem Disfagia, ou seja, uma dificuldade de engolir que pode levar o paciente a engasgar e aspirar o alimento, principalmente os líquidos. Nesses casos o acompanhamento com fonoaudiólogo é fundamental, além de um nutricionista para elaborar um cardápio equilibrado para tal situação. Alteração no peristaltismo: O movimento que faz com que o alimento passe do esôfago para o estômago e dele para os intestinos é reduzido no idoso, levando a um aumento na incidência de Refluxo Gastroesofágico, má-digestão e Constipação Intestinal (intestino preso). Aumento da glicemia: O organismo do idoso tende a ser mais resistente à insulina e isso pode levar a um aumento da glicemia e, conseqüentemente, ao Diabetes. Aumento da pressão arterial: Normalmente, a pressão arterial tende a desregular com o passar dos anos e isso pode levar à Hipertensão Arterial Sistêmica. Alteração do Sistema Nervoso: É mais comum encontrar certos tipos de alterações como Mal de Alzheimer ou Doença de Parkinson nos idosos. Nesses casos, é necessário acompanhamento nutricional individualizado, pois, dependendo do estágio da doença, é necessário o uso de alimentação por sonda. Seguem algumas dicas para a alimentação na terceira idade: Não usar complexos de vitaminas e minerais sem antes passar por um médico e/ou nu-

tricionista, para avaliar a real necessidade. Não ficar mais de 3 horas em jejum. quinoa ajuda muito a melhorar a disposição, diminuir colesterol e controlar a glicemia. Além disso, ajuda no funcionamento do intestino. Chupar laranja ou mexerica diariamente (1 unidade) ajuda a prevenir câncer de intestino, e se comer o bagaço, controla o colesterol. Consumir linhaça triturada auxilia na prevenção de Aterosclerose (acúmulo de gordura na parede dos vasos). Diminuir o consumo de carne vermelha ajuda no controle dos níveis de ácido úrico. Aumentar o consumo de peixes, principalmente de água salgada, protege o coração. Beber cerca de 35ml de água por quilo de peso por dia, ou seja: multiplique seu peso por 35 e saberá quanto de água é ideal para hidratar seu organismo. Restringir o consumo de café para no máximo 2 xícaras por dia sem açúcar. Comer arroz e feijão na proporção de 2 de arroz para 1 de feijão, diariamente. Isso ajudará na qualidade muscular e na prevenção de Anemia. Se comer arroz, não comer batata. Isso vale para todos os tipos de carboidratos, ou seja, não se devem misturar os carboidratos na mesma refeição. Comer uma porção de vegetal de cor verde escura diariamente (rúcula, agrião, escarola, couve ou espinafre) para garantir saúde celular. Tomar chá de ervas pode ajudar, mas se não for orientado corretamente, pode trazer prejuízos à saúde. Portanto, procure um profissional para saber se o chá que você bebe é realmente saudável. Temperar alimentos com muita cebola e alho ajuda a prevenir inúmeros tipos de Câncer. Doces devem ser restringidos não somente aos diabéticos, mas a todos os idosos. Deve-se consumir no máximo 2 porções de doces por semana. Em relação ao açúcar, deve-se substituir por um adoçante correto para cada caso ou mel natural. O excesso de bebida alcoólica é prejudicial à saúde em qualquer fase da vida, mas sabe-se que, se orientado corretamente, o idoso pode consumir até 1 taça de vinho tinto seco por dia para proteger o coração. A alimentação na terceira idade deve ser diferenciada devido às necessidades nutricionais dos idosos, por isso tem que ser equilibrada e individualizada para garantir a qualidade de vida.

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Dra. Mariana Ferri d’Avila Nutricionista - CRN 23.786 • Nutrição Clínica • Nutrição Funcional • Nutrição Esportiva • Ortomolecular • Nutrição Preventiva

“A alimentação na terceira idade deve ser diferenciada devido às necessidades nutricionais dos idosos, para garantir a qualidade de vida.”

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Tel: 12 - 3202.7533 | 3202.7534 - Fax: 12 - 3202.7500 www.clinicavianna.com.br Rua Jorge Barbosa Moreira, 39 - Vila Ema - SJ Campos/SP

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Dra. Ana Carolina R. de Carvalho Infectologista - CRM 96.387

• Médica graduada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UNI-RIO • Residência médica no Instituto de Infectologia Emílio Ribas – São Paulo • Mestre em Imunologia pela FIOCRUZ • Especialização em Pesquisa Clínica pelo PROCEP (Hospital Pró-Cardíaco, Rio de Janeiro)

INFECTOLOGIA

ODONTOPEDIATRIA

Muita Saúde em 2011

A saúde bucal e o coração

Em 2011 desejo a você muita paz, harmonia e saúde. Mas dentre essas três, desejo especialmente que você tenha muita saúde neste ano que se inicia. Sim, porque a saúde é o estado básico para que alcancemos todos os nossos outros objetivos, não? E por falar em saúde, decidi neste número abordar o papel do infectologista na manutenção de uma vida saudável. Muitos pacientes são encaminhados ao meu consultório por outros colegas, sem conhecer as áreas de atuação do infectologista. E perguntam: “O que faz um médico infectologista?” Tento sumarizar abaixo algumas delas, já que o desconhecimento sobre essas áreas de atuação faz com que muitas vezes os pacientes demorem a procurar o infectologista quando acometidos por doenças infecciosas, gerando em alguns casos atrasos diagnósticos e complicações que poderiam ser prevenidas.

A prevenção odontológica para manter dentes e gengivas em bom estado pode fazer bem ao seu coração. Existem doenças que ocorrem na cavidade bucal, como a doença periodontal (infecção crônica das gengivas e do osso), que em seu estágio inicial é conhecida como gengivite. É uma condição muito comum, em que o sintoma mais visível é uma inflamação que leva ao sangramento da gengiva. Se a condição se mantiver e se agravar, pode se transformar em uma situação irreversível, chamada periodontite. Em fase avançada, causa dificuldades de mastigação, dores, perdas ósseas com formação de bolsas de pus e, em consequência disso, os dentes têm de ser extraídos. Outro tipo de doença que pode levar à formação de infecções é a falta ou o mau tratamento de um canal. Essas doenças bucais

A infectologia possui quatro grandes áreas de atuação: diagnóstico e tratamento de doenças infecciosas e parasitárias em todos os órgãos (meningite, sinusite, amigdalite, pneumonia, hepatite, infecção urinária, infecção de pele e unhas...); prevenção de doenças infecciosas por meio de vacinas; prescrição de antibióticos com espectro adequado; controle de infecção hospitalar. O infectologista é também o especialista com maior familiaridade na investigação e diagnóstico de doenças febris, que são causadas na sua maioria por infecções. O diagnóstico diferencial é feito também com doenças não infecciosas, tais como neoplasias e doenças autoimunes, mediante exames clínicos, laboratoriais e de imagem. Espero que estas informações sejam úteis para que você e os seus tenham um 2011 cheio de saúde!

Tel: 12 - 3939-9808 | 12 - 3939.1056 Av. Cidade Jardim, 1865 - Centro Médico Cidade Jardim - Jd. Satélite - SJ Campos Tel: 12 - 3942.4213 Av. Alfredo Ignácio Nogueira Penido, 255 - sala 807 - Ed. Le Classique - Jd. Aquarius - SJ Campos

Dra. Letícia de Oliveira

Psicóloga Clínica Comportamental - Interage CRP:06/9513 E • Formação em Terapia Cognitivo Comportamental

Membro do Grupo

estão ligadas diretamente a infecções nas válvulas cardíacas ou tecidos endoteliais do coração, que definimos como endocardite bacteriana (EB). Bactérias e fungos provenientes dessas infeccções bucais podem cair na corrente sanguinea e se alojar nas válvulas cardíacas, infectando o endocárdio. Quanto aos sintomas, podem ocorrer, entre outros: febre, calafrios, sudorese, emagrecimento, mal-estar, perda de apetite, tosse, dor de cabeça, náuseas e vômitos. Pacientes com deficiência de higiene oral, mesmo em ausência de manipulação pelo profissional (dentista) podem predispor-se à bacteremia transitória (infecção por via sanguinea), que serve de foco de infecção para endocardite bacteriana. Previna-se, cuide regularmente da sua saúde bucal e tenha muita saúde.

ACUPUNTURA

O mundo do hiperativo

Acupuntura estética facial

Com o passar dos anos, a predominância da hiperatividade vai sendo substituída pela desatenção. Segue alguns comportamentos da pessoa com TDAH: - Não prestar muita atenção em detalhes. - Apresentar dificuldade para manter atenção - Dificuldade em encerrar tarefas. - Dificuldade em se organizar. - Evitar tarefas que exijam constante esforço mental. - Agitar frequentemente mãos e pés. - Falar em demasia, interrompendo assuntos alheios. - Apresentar dificuldade para aguardar a vez. - Responder perguntas antes que elas sejam encerradas. Se encaixar em alguns desses itens não necessariamente o torna um TDAH. Para um diagnóstico correto é necessário que se procure um profissional especialista na área.

Odontopediatra - CRO 62.548 • Professora no Curso de Odontologia da Universidade do Vale do Paraíba - São José dos Campos • Especialização em Odontopediatria

Tel: 12 - 3942-7117 | 3021-1024 Av. Nove de Julho, 394 - Vila Adyana - Sl 12 - SJ Campos/SP

PSICOLOGIA

A hiperatividade e déficit de atenção (TDAH) é um transtorno que tem como sintomas a desatenção, hiperatividade e impulsividade e, apesar de também afetar adolescentes e adultos, é mais comum em crianças. Na infância a manifestação do comportamento se baseia na hiperatividade. São crianças que correm em demasia, não se mantêm quietas quando necessário, não conseguem terminar uma tarefa e são facilmente distraídas. Por isso, são muitas vezes rotuladas como mal-educadas, desastradas, bagunceiras e incapazes de um bom rendimento escolar. Mas mesmo sofrendo com esse preconceito elas não conseguem alterar seu comportamento, devido a uma condição que as impede de realizar essas mudanças: as pessoas com TDAH apresentam uma alteração neurológica, que tem por consequência não filtrar o estímulos externos.

Profa. Msc. Tatiana M. T. Vera Mendez

O conceito de beleza é dinâmico e é natural que a busca pelo ideal de beleza faça parte da nossa rotina. Atualmente existem inúmeros procedimentos, e torna-se importante conhecer os prós e contras de cada um deles. A Acupuntura também pode ser direcionada para tratamentos estéticos faciais, mas não apenas como um tratamento local sintomático: é possível associar ao tratamento outros pontos de equilíbrio, aumentando a sensação de bem-estar e prevenindo doenças. Sendo assim, a Acupuntura Estética levr em consideração os aspectos físicos e emocionais do paciente, uma vez que essa técnica milenar tem comprovado efeito ansiolítico, semelhante ao das drogas benzodiazepínicas - comumente prescritas para aliviar a sensação de ansiedade. Além de harmonizar o funcionamento orgânico ao equilibrar nossas emoções, a Acupuntura Estética tam-

bém tem como objetivo: ativar a circulação sanguínea e linfática da pele, abrandar rugas e marcas de expressão, diminuir o tecido adiposo localizado e aumentar a viscosidade da pele. Considerando que a expectativa de vida para o século XXI é de 84 anos, podemos compreender que explorar o potencial da Acupuntura nesse tipo de tratamento é de suma importância, uma vez que já temos definido pela OMS (Organização Mundial de Saúde) que saúde não é apenas a ausência de doença, mas o bem-estar psicossocial – que pode ser alcançado quando não brigamos com o espelho e buscamos maneiras saudáveis de suavizar as marcas do tempo. Envelhecer não é tarefa fácil nos dias de hoje. Por isso, associar aos tratamentos estéticos a preocupação com o alinhamento físico, emocional e energético é o tipo de atitude que proporciona resultado e tranquilidade.

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Dra. Andrea Vera Mendez Fisioterapeuta Acupunturista CREFITO 3/78823-F

19 Tel: 12 - 3018.7434 contato@leticiadeoliveira.com.br | www.leticiadeoliveira.com.br Rua. Arnaldo Ricardo Monteiro, 71, Jardim Maringá - SJ Campos/SP

Tel: 12- 3942.4789 | 9761.1881 andreacarolina.vivar@gmail.com | www.acupunturanocotidiano.blogspot.com Av. Barão do Rio Branco, 699, Jd. Esplanada - SJCampos/SP


Mônica Marques

Diretora Técnica da Companhia Athletica

• Profissional de Educação Física especializada em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina.

FISIOLOGIA

CIRURGIA BUCO MAXILO FACIAL

DEEP RUNNING: Conheça mais sobre a corrida aquática!

Diagnóstico e tratamento de paciente padrão II

A natureza de baixo impacto da hidroginástica tem atraído cada vez mais o interesse de atletas e corredores recreativos sobre o exercício na água, especificamente na caminhada e na corrida aquática como modalidades de treinamento cruzado (cross-training). Os motivos são vários : Intensidade compatível. Caminhar dentro da água pode dobrar o custo de oxigênio do movimento, dependendo da profundidade e da velocidade. A temperatura da água afeta a relação da frequência cardíaca para o consumo de oxigênio com água pela altura da cintura, sugerindo que a temperatura da água pode adicionar uma sobre carga térmica significativa para o sistema cardiovascular. Prevenção de lesões. Os atletas de elite têm competido por estações mais longas, treinando mais horas e descansando por períodos cada vez menores. A natureza de alto impacto da corrida em terra predispõe os corredores ao estresse nos membros inferiores e às lesões por superuso. Substituindo parte da quilometragem percorrida diariamente pela corrida aquática (em piscina rasa ou profunda), os praticantes podem preservar a integridade das articulações dos pés, tornozelos, joelhos e quadris, manter os músculos ativos e sobretudo realizar um treinamento cardiovascular satisfatório, com a mesma intensidade e gesto esportivo semelhante. Recuperação de lesões. Quando uma lesão ocorre, a reabilitação aquática pode acelerar o processo de recuperação, uma vezque o treinamento músculo-esquelético e cardiovascular podem ser complementados pelo exercício aquático. Permanecer fisicamente em forma enquanto lesionado, pode melhorar as condições fisiológica e psicológica do atleta e ajudá-lo a retornar às

Dentre todos os problemas classificados na categoria das deformidades dentofaciais, a deficiência mandibular é considerada a mais predominante dentre todos os outros tipos e é a que apresenta maior grau de dificuldade de tratamento, tanto para o cirurgião bucomaxilofacial quanto para o ortodontista. Um exame clínico minucioso deve ser realizado para se obter um diagnóstico correto. Isso é feito por meio de uma análise facial detalhada, fotografias, avaliação de modelos de gesso e de exames de imagem, como a radiografia panorâmica, telerradiografias em normas frontal e lateral e tomografia computadorizada. Mediante um diagnóstico diferencial, deve-se estabelecer se a situação é de um retrognatismo mandibular, em que a mandíbula encontra-se em posicionamento posterior em relação à face, sendo isso muito mais frequente, ou de um prognatismo maxilar, ou seja, a maxila está avançada em relação à face, dando aspecto de “queixo curto” A função do paciente deve ser avaliada com relação à mastigação, fonação e respiração. A harmonia e o equilíbrio da face são também avaliados no quesito estético. Algumas características são observadas nesses pacientes. A face curta (braquiofacial) é marcante, o lábio inferior apresenta uma dobra acentuada e não fecha com o lábio superior quando relaxados, a mandíbula e o mento (queixo) são curtos, principalmente quando observados de perfil (figura 1). Muitas vezes um excesso de tecido mole é notado embaixo da mandíbula, sendo bem conhecido como “papada”. Geralmente esses pacientes referem dificuldade respira-

atividades regulares com segurança e com riscos reduzidos de reincidência de lesões. A necessidade de reduzir o impacto, assim como prover uma condição sem carga para a reabilitação, levou os corredores e seus técnicos para a água. Imersão em meio líquido. A imersão induz ajustes cardíacos agudos que se estendem ao nível má ximode exercício. Além disso, ambos , a carga hidrostática externa e a técnica al terada de corrida, podem contribuir para um metabolismo anaeróbio aumentado durante a corrida aquática suspensa. O conhecimento das propriedades únicas da água, assim como das respostas fisiológicas à imersão, tanto em repouso como em exercício, é amplamente explorado por preparadores físicos e fisioterapeutas ao planejarem o programa de treinamento ou reabilitação para o atleta. A piscina pode ser utilizada durante a recuperação e no período pósreabilitação como um instrumento adjunto. Suspensão (corrida em flutuação). Estudos recentes examinaram o efeito de programas de corrida no fundo da piscina (deep running) na manutenção da performance cardiorrespiratória (consumo de oxigênio, limiar ventilatório, economia na corrida); medidas metabólicas de glicose sanguínea, lactato sanguíneo, norepinefrina no plasma e composição corporal. Dois grupos foram comparados após seis semanas de treinamento: um, exercitou-se em terra (esteira), e outro, na água (em deep running). Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos, em nenhum dos ítens citados acima. Concluiu-se que o deep running pode servir como uma alternativa eficiente para a corrida em terra na manutenção da performance aeróbica, durante até seis semanas em atletas de resistência treinados.

“A necessidade de reduzir o impacto, assim como prover uma condição sem carga para a reabilitação, levou os corredores e seus técnicos para a água”

Figura 1

tória por conta de um estreitamento das vias aéreas, que é melhorada após o tratamento cirúrgico. O tratamento é iniciado por meio do uso de aparelhos ortodônticos com acompanhamento do ortodontista. Após os dentes estarem em devido posicionamento com os ossos respectivos (maxila e mandíbula), o procedimento cirúrgico é realizado. Ele se baseia na realização de cortes no osso para colocar os dentes em perfeito encaixe. Esses cortes são fixados com miniplacas e parafusos de titânio. A função normal de mastigação, fala e deglutição é devolvida rapidamente e o ganho estético é percebido após a cirurgia (figura 2). O paciente não sai com a boca “travada” e pode falar e se alimentar com algumas restrições alimentícias nos primeiros dias pós-operatórios. O trabalho em conjunto entre o cirurgião bucomaxilofacial e o ortodontista*, bem como a motivação e a cooperação do paciente, resultam em ótimos resultados estéticofuncionais e a melhoria da qualidade de vida. *Tratamento realizado em conjunto com a ortodontista Dra. Luciene Aparecida Monsano. Agradecimento ao Dr. Milkle Bruno Pessoa Santos pela sua participação neste artigo.

Prof. Dr. Marcelo Marotta Araujo CRO 49.790

• Doutor em Cirurgia BucoMaxilo-Facial pela UNICAMP - Piracicaba. • Pós-Doutorado pela University of Alabama at Birmingham, EUA. • Professor da disciplina de Cirurgia Buco-Maxilo Facial UNESP - São José dos Campos.

Prof. Dr. Antenor Araujo CRO 5.428

• Professor Titular em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo Facial pela UNESP - Faculdade de Odontologia de São José dos Campos. • Autor do livro Cirurgia Ortognática. • Fellowship pela Southwestern Medical School - Dallas - Texas - USA.

Figura 2

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Tel: 12 - 3904.6000 | 3904.6015 Av. São João, 2.200 - Loja NT - 24 - Shopping Colinas - SJ Campos/SP

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Dra. Hermelinda de Sá Zamperlini CRO 47.559

• Especialista em Reabilitação Oral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro

Dr. Marcelo de Sá Zamperlini Mestre em Implantodontia CRO 71.982

• Doutorando em Implantodontia USC - Bauru. • Ex-Aluno do Curso de Especialização em Implantodontia HRAC - USP - Bauru. • Professor do Curso de Especialização e Atualização em Implantodontia ABO Campinas e ABO Alfenas • Diretor Academico da Swiss Dental Services.

IMPLANTODONTIA

UROLOGIA

Medo e ansiedade no tratamento odontológico

Câncer de próstata

Um problema que aflige boa parcela da população é o medo do dentista. Pessoas que tiveram experiências ruins no passado e mesmo crianças que ainda não tiveram experiência alguma, geralmente desenvolvem algum tipo de medo ou ansiedade durante a consulta odontológica. Inclusive podem ser transmitidas à criança por pessoas diretamente no meio familiar ou mais indiretamente através dos meios de comunicação. A ansiedade é entendida como uma resposta a situações nas quais a fonte de ameaça ao indivíduo não está bem definida, é ambígua ou não está objetivamente presente, quando a pessoa sente algum grau de incerteza ou dúvida e alguma forma de impotência perante uma determinada situação. O desencadeamento da ansiedade odontológica tem sido relacionado a fatores referentes a aspectos comportamentais e individuais de cada paciente perante a própria situação do tratamento em si, ou seja, o medo de sentir dor. Métodos de controle da ansiedade são cada vez mais utilizados pelos profissionais, a fim de proporcionar uma experiência mais agradável ao cliente. Os anseolíticos são cada vez mais empregados e indicados para pacientes com alto grau de ansiedade. Cabe ao dentista oferecer ao paciente ansioso um esclarecimento sobre as possibilidades de controle do medo, assim como um manuseio de forma diferenciada desse cliente em questão.

O câncer de próstata é o câncer mais diagnosticado no homem, ficando atrás apenas do câncer de pele. A incidência do câncer de próstata aumenta a partir dos 45/50 anos e por esse motivo os homens devem consultar seu médico para investigação a partir dessa fase de vida. A II Reunião de Consenso Brasileiro sobre o Câncer de Próstata estabeleceu que todo paciente masculino, com 45 anos ou mais, ao investigar Câncer de Próstata, deve ser submetido ao exame de toque retal e dosagem de PSA (determinada por meio de amostra de sangue). Caso seja detectada irregularidade ou nódulo suspeito ao toque retal, ou caso o exame do PSA esteja alterado, o paciente deverá ser submetido à biópsia de próstata, que é melhor executada com ajuda de ultra-som transretal. Confirmando-se a suspeita de câncer da próstata, o paciente deverá ser submetido a uma bateria de exames para se estabelecer se o tumor está confinado à próstata ou se já acometeu outras estruturas além dela. Os pacientes cujos exames demonstram tumor além da próstata não apresentam mais condições de cura da doença e deverão ser tratados com métodos alternativos para bloquear a progressão do tumor. Os pacientes com tumor restrito à glândula prostática poderão ser tratados com cirurgia radical ou com radioterapia, sendo que a opção por um ou outro tratamento dependerá da condição

“A ansiedade pode ser transmitida por pessoas diretamente no meio familiar ou mais indiretamente através dos meios de comunicação”

clínica do paciente, idade e doenças concomitantes que poderá apresentar. A possibilidade de cura com a cirurgia e radioterapia é alta, e quanto mais precoce o diagnóstico melhor o resultado final do tratamento. É importante saber que as pessoas que já têm casos de câncer de próstata entre os familiares diretos podem estar mais sujeitos a desenvolver a doença. Nesses casos é recomendável que a investigação comece aos 40 anos de idade.

“A incidência do câncer e próstata aumenta a partir dos 45/50 anos, por esse motivo os homens devem consultar seu médico”

Dr. Jorge Cezar P. Castro Urologista CRM 52.625

Dr. José Ronaldo Bigatão Urologista CRM 55.743

Dr. Marco Antonio Fioravante Urologista CRM 46.027

Dr. Vicente P. C. Nogueira Urologista CRM 27.753

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• Membro Efetivo da Academia Brasileira de Neurologia • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica • Member of International Headache Society • Membro da Sociedade Brasileira de Cefaléia

NEUROLOGIA

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Diabetes X Neurologia

Pilates: uma prática saudável!

A Diabetes pode ocasionar uma série de complicações na esfera neurológica, que afetam o cérebro, os nervos e os músculos. Das várias situações, iremos salientar as neuropatias, a paralisia de nervos oculomotores, o infarto muscular e o risco aumentado para o AVC. Infarto Muscular Raro distúrbio caracterizado por infarto isquêmico da coxa ou panturrilha em pacientes com diabetes de longa duração e mal controlado. Dor muscular aguda ou subaguda com edema local, podendo ser recorrente. O diagnóstico pode ser feito por meio do exame de sangue com CPK elevada ou com a ressonância magnética de músculo que mostra um hipersinal em T2. Imobilização do membro afetado e uso de analgésicos é o tratamento preconizado. Risco para Stroke (AVC) O Diabetes (DM) está associado a um maior risco de Stroke, com risco relativo de 1,5 a 6,0 vezes, dependendo da população e do tipo de DM. Geralmente desenvolve outras comorbidades que aumentam o risco de AVC, como Hipertensão arterial sistêmica (HAS) e doença cardíaca. A HAS está presente em 40% a 60% dos diabéticos tipo 2. Em um estudo na Inglaterra o Prospective Diabetes Study Group detectou 44% de redução do AVC fatal e não fatal com qualquer regime de tratamento da HAS. Há várias evidências que recomendam a redução da pressão arterial em diabetes e o uso de inibidores da ECA. Neuropatias O diabetes é a causa mais comum de neuropatia e pode causar vários tipos, sendo a neuropatia sensório-motora simétrica distal a mais comum. Normalmente se inicia com parestesias, formigamento ou amortecimento acometendo um ou ambos os pés, ascendendo posteriormente após meses ou anos, comprometendo os membros superiores. Neuropatias dolorosas afetando os membros superiores podem aparecer nos estágios iniciais da doença. A perda da sensibilidade dos pés aumenta a chance de ulcerações, as quais, combinadas com os distúrbios circulatórios, podem culminar em gangrena ou amputação do membro afetado. A perda da sensibilidade térmica, dolorosa e seguida por perda da propriocepção, leva à marcha atáxica (distúr-

O Pilates é um sistema de movimentos que desenvolve o potencial funcional do corpo humano de forma global. Esse conjunto de movimentos procura fazer um ajuste dinâmico da postura, da força, da flexibilidade, da coordenação, do sinergismo, do equilíbrio do corpo. A proposta do Pilates é desenvolver um corpo habilidoso e apto para todas as funções que desempenha no dia a dia. Uma característica marcante do método é que os movimentos trabalhados envolvem uma conexão global do corpo; ou seja, o corpo todo participa de cada movimento executado. Por exemplo: durante um movimento com os braços, todo o resto do corpo mantém ativação muscular para assegurar uma posição correta da coluna, pelves neutra, alinhamento das pernas e uma respiração ritmada pautada pela ativação do Power-house (centro de força). Pilates também funciona de forma integrada, ou

bio no andar com desequilíbrio). Com a evolução, a atrofia e fraqueza de distal nos membros inferiores pode ocorrer. A neuropatia autonômica afeta 50% dos diabéticos, causando disfunção gênito-urinária (disfunção eréctil e bexiga neurogênica), hipotensão arterial e distúrbio da motilidade do intestino. Esses distúrbios autonômicos podem contribuir para o infarto cardíaco silencioso, causa comum de morte em diabéticos. As pequenas fibras dos nervos cutâneos que se relacionam com dor e temperatura são também danificadas no DM. Isso pode ocasionar dores com sensação de queimação, choques elétricos, agulhadas e formigamentos, que podem ser incapacitantes. Esses sintomas podem ser piores à noite e o contato com cobertor e lençol pode ser muito incômodo e interferir no sono. A neuropatia isquêmica pode acometer o terceiro par craniano ou nervo oculomotor, ocasionando paralisia dos movimentos dos olhos, e diplopia (enxergar duplo) poupando a pupila (isto é um achado muito característico). Paralisia da face (paralisia facial) também pode ocorrer nos diabéticos. Um bom controle da glicemia pode prevenir ou amenizar as complicações neurológicas relacionadas ao diabetes.

seja, os exercícios integram o movimento com a mente, estimulando a concentração. Cada parte do corpo relaciona- se com o todo durante o movimento - observando o corpo de forma funcional e não só estrutural. Outro ponto bastante relevante na prática do Pilates é a sua execução construtiva e progressiva. Gradativamente o Pilates vai mudando a postura, a mobilidade e a estabilidade da coluna vertebral, a força muscular, as amplitudes de movimento e a ativação neuromuscular. Existem estágios na evolução da técnica. Movimentos mais simples vão construindo, aos poucos, no corpo do praticante, condições de qualidade e precisão para a execução de movimentos mais complexos e exigentes. Segundo Joseph P.: “Não vamos pretender fazer o último sem ter compreendido o primeiro”. Portanto, paciência para respeitar os limites do próprio corpo e persistência para vencê-los no tempo certo e da maneira segura, são imprescindíveis na construção de um corpo mais saudável por meio do Pilates.

Fernanda Henrique dos Anjos Fisioterapeuta CREFITO 3/47024-F

• Mestre em Engenharia Biomédica. • Aprimoramento em RPG/ RNM (Reeducação Postural Global pelo Reequilìbrio Neuromuscular) • Instrutora de Pilates Matwork Physicalmind Institute of NY

Fabiana Bernardes

Graduada em Dança pela Universidade Federal da Bahia - DRT/BA955

• Treinadora de GYROTONIC® • Master Trainer de GYROKINESIS® – Itália - Áustria • GYROTONIC® para Golfistas - Munique • GYROTONIC® e Escoliose - Wooridul Spine Hospital – Coréia • Instrutora de Pilates – PhysicalMind Institute of New York • Instrutora de Leg Extension Unit.

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EDUCAÇÃO E SAÚDE

Qualidade de vida no ambiente escolar

Teresinha Pereira de Almeida

Diretora Pedagógica - Escola Moppe • Socióloga • Pedagoga • Mestre em Educação

Em quais critérios se basear na escolha da escola para os filhos? Essa é uma dúvida recorrente dos pais nessa época do ano. É importante iniciar esta análise tendo em vista aspectos cruciais e que exteriorizam a postura e crença da instituição, assim, na hora de escolher a escola para o filho, além da qualidade do ensino, atividades que promovam saúde e bem-estar são fundamentais. O bem-estar da criança e do adolescente é refletido no seu prazer em frequentar a escola, em seus relacionamentos interpessoais e no aprendizado, que contribuem diretamente para seu sucesso no presente e no futuro. Escolas que consideram que o aluno aprende melhor quando constrói o conhecimento, e realizam um planejamento diversificado, largam na frente, pois garantem o desenvolvimento da autonomia intelectual e moral. Portanto, questione se a escola valoriza a infância, respeita os alunos, promove reflexão e discussão, desenvolve projetos que os leve a transformar as informações em conhecimento e se preocupa com a biodiversidade. Como essa geração permanece bastante tempo dentro de casa e muitas vezes passam horas em frente ao computador e videogames, em função do contexto social que vivemos, faz-se importante observar a infraestrutura que as escolas oferecem. Espaços arborizados e abertos oportunizam um convívio mais próximo à natureza. Quadra poliesportiva, piscina e playground, são espaços que possibilitam a realização de atividades físicas bem planejadas e, acompanhadas por profissionais capacitados, refletem diretamente no conhecimento, contribuindo para que os alunos tenham mente e corpo sãos. Há escolas que vão além e pensam em cada metro quadrado de seu espaço, criando alguns

“obstáculos” no solo como, lombadas, escadas, bloquetes, grama, terra batida, areia que possibilitam aos alunos da Educação Infantil trabalharem naturalmente aspectos fundamentais como a psicomotricidade e o equilíbrio. Outro ponto fundamental para a saúde e bem-estar da criança e do adolescente são os profissionais que os cercam. Os pais devem se preocupar com a formação dessas pessoas e com o histórico da instituição. Uma dica é questionar sobre investimentos em capacitação de seus profissionais e sua formação acadêmica. Além disso, procure entender o tratamento dado ao aluno, se ele é ouvido e olhado individualmente pelos profissionais. Por fim, preste atenção na cantina, quais os alimentos estarão à disposição do aluno. Escolas que evitam frituras, refrigerantes, chicletes e balas, colaboram para uma alimentação saudável. Todos os itens levantados têm grande influência na qualidade de vida atual e futura do indivíduo e são importantíssimos para o aluno desenvolver, além do conhecimento, o respeito ao próximo e ao meio, o saber aprender e, principalmente, cultivar o corpo e mente saudáveis pela vida toda.

“ Cada vez mais buscamos ter qualidade de vida em tudo o que fazemos e consumimos, por isso é bom saber que um estilo de vida saudável se constrói desde a infância. ”

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Tel: (12) 3949-1404 E-mail: moppe@moppe.com.br | Site: www.moppe.com.br Av. Lineu de Moura, 1655 - Vale dos Pinheiros - São José dos Campos/SP



Revista Saúde Ativa