Issuu on Google+

O NACIONALISTA!


Com o ‘golpe branco’ e institucional (isto é, um golpe que ocorre sob as instituições e não para romper com elas), o programa da conciliação com o imperialismo (programa da gerência petista) foi substituído por um programa de total subalternidade aos interesses do imperialismo. O programa de governo antigo, da conciliação, foi substituído por um programa de governo novo, de total submissão. A junta golpista agora aplicará a política de desmonte nacional, sendo a PEC da morte um desses meios, e ainda entregará nosso petróleo para as multinacionais, quebrando a histórica conquista do monopólio estatal, que adveio com a luta do povo brasileiro, encabeçada pelos nacionalistas, progressistas e revolucionários. É dever da esquerda lutar contra os desfechos políticoeconômicos do golpe parlamentar de 2016, sobretudo lutar contra a entrega do petróleo, iniciado pela entrega do pré-sal.


O Nacionalista é uma revista teórica para a esquerda anti-imperialista, progressistas em geral, e também marxistas-leninistas adeptos do nacionalismo de esquerda. A revista virtual O Nacionalista é uma publicação oficial do grupo de mídia Jornal Nova Pátria.

O Jornal Nova Pátria é um grupo de mídia independente, que visa fazer um jornalismo informativo, mas com uma linha editorial alinhada aos interesses nacionais e populares.


‘


Neste 58º aniversário da revolução mais importante da América Latina, queremos prestar nossas saudações antiimperialistas e revolucionárias ao povo soberano de Cuba. O movimento Nova Pátria, assim como diversos nacionalistas de esquerda de todo mundo, se inspiram na tradição nacionalista do povo cubano, que empunhou armas e lutou contra os desmandos do império norte-americano, podendo o povo cubano, pela primeira vez na história, viver plenamente a sua nação.

E a libertação nacional de Cuba permitiu, também, a libertação popular, social e humana, provando que a luta contra opressão de uma nação sobre outra, é a condição necessária para encaminharmos a luta pela construção de uma nova sociedade. A independência política de Cuba em 1898, em relação ao colonialismo espanhol, tal como a independência política do Brasil em 1822 em relação ao colonialismo português não representou uma autêntica independência das na-


ções cubana e brasileira. Do colonialismo de Espanha, Cuba se torna uma semicolônia dos Estados Unidos, tal como a “independência” nos torna mais dependentes ainda ao imperialismo britânico. Daí em diante, nossa pátria apenas trocou de metrópole mais uma vez (agora nossa dependência se volta aos Estados Unidos), enquanto que Cuba se empenhou tão verdadeiramente pelo direito à soberania e a dignidade, que logrou sucesso em se livrar das amarras norte-americanas, que pôs fim ao regime títere militar-fascista, e depôs o fantoche dos EUA, Fulgêncio Batista. O que mais admira a todos nós, revolucionários e nacionalistas de todo o mundo, é que Cuba é uma pequena ilha caribenha com alguns poucos milhões de habitantes, e conseguiu fazê-lo estando a pouquíssimos quilômetros do império que lhe asfixiava. Há mais de meio século o povo cubano segue resistindo. Como Fidel Castro disse ao Partido Comunista de Cuba, “para nossos irmãos da América Latina e do mundo, devemos transmitir que o povo cubano vencerá”. O povo cubano vencerá, e na sua árdua luta seguirá sempre sendo exemplo para nós. A pátria cubana vencerá, e continuará a ser um farol de liberdade e justiça para os povos latino americanos e de todo o mundo. Pátria cubana, seu exemplo, para nós, é grandioso, porque ao vencer o maior império da história da humanidade bem debaixo do nariz deles, vocês provaram ao mundo que nada é impossível de ser feito, que nenhuma revolução é impossível de ser realizada. Nem mesmo a nossa, no Brasil. Por fim, queremos saudar o Movimento 26 de Julho (M26-7), o Partido Comunista de Cuba (PCC) e todo o povo cubano, empenhado em defender sua pátria, sua soberania e a causa de libertação da humanidade.


Os anti-imperialistas, progressistas, comunistas e revolucionários de todo mundo, felicitaram o povo sírio com as notícias sobre a libertação de Aleppo, por parte do exército regular sírio. O mesmo não podemos dizer da maioria da imprensa ocidental, que não parou de jorrar em seus noticiários chamadas sobre o “sanguinário Exército Sírio”, e sobre os “estupros sistemáticos” feitos pelos militares a mando do “ditador Bashar Al-Assad”. Procurando as “fontes” sobre tais informações, a mais “confiável” que achamos é um twitter de um “famoso líder religioso” – famoso quem?! (risos). É de se esperar que a grande imprensa se portasse dessa forma, uma vez que os interesses econômicos norte-americanos, franceses, turcos, etc., visam os recursos naturais da Síria (sobretudo o petróleo), além dos interesses geopolíticos na região. Os grandes conglomerados da mídia internacional respondem a tais grupos empresariais (grandes monopólios e multinacionais do petróleo), são os porta-vozes dos mesmos. A grande imprensa possui ligações financeiras sólidas com tais classes e com as potências imperialistas. Eles possuem motivos concretos para alinharem suas manchetes aos interesses econômicos e geopolíticos do imperialismo, estão dentro do “jogo” e possuem motivos reais para o seu alinhamento ideológico. Mas o que dizer de grupos políticos “de esquerda” que nem isso possuem, mas reproduzem


a todas as propagandas e conclusões da mídia imperialista com um “linguajar progressista”.

Mais uma vez, não fugindo de seu papel histórico ao lado da reação internacional, o grosso do movimento trotskista internacional se portou de maneira reacionária. A LIT-QI – reivindicada no Brasil pelo PSTU e, por seu “racha”, o MAIS –, a CST, e entre outras agremiações trotskistas, de maneira escusa, não só se posicionaram em prol do imperialismo por meio de notas e análises, como também realizaram manifestações e atos públicos defendendo o mesmo posicionamento. Em São Paulo, realizaram uma manifestação contra a embaixada síria, afim de pressionar as autoridades brasileiras a colaborarem com o isolamento da Síria no cenário internacional. Parece haver alguma venda ou uma viseira de cavalo que impede alguns militantes trotskistas de perceberem que sua posição está em coro com a defesa do ISIS, com a defesa de mercenários amparados pela CIA (EUA), pelo Mossad (Israel), e com o apoio logístico e financeiro da Turquia e Arábia Saudita. Apoiam mercenários que utilizam a bandeira síria de antes de sua independência (o ELS), coisa equivalente a apoiar “rebeldes” brasileiros que utilizem a bandeira do Brasil colonial! Cretinice dos dirigentes trotskistas? Inocência de seus militantes de base? É possível. Mas consciente ou inocente, ainda assim, não deixa de ser um nocivo oportunismo. E esse episódio é só mais um que soma o arcabouço de contribuições do trotskismo com o imperialismo e o fascismo.

Existem dezenas de forças políticas locais, e de forças internacionais geopolíticas, envolvidas e interessadas na guerra civil síria, pois, ao contrário do que se pensa, ela não se trata de um conflito político “contra o regime Assad”,


mas sim um conflito geopolítico do mundo imperialista, que financia mercenários internos travestidos de “rebeldes”, contra a nação síria. A principal força de um lado, é o próprio regime sírio, representado militarmente pelo exército regular sírio. A Síria conta com o apoio do Hezbollah, de grupos armados locais da própria síria, alguns dos quais os próprios comunistas tomam parte para defender com armas a soberania nacional síria (mesmo que fora do quadro da guerra imperialista, os comunistas sejam oposição à esquerda ao governo). A nível de países, o Irã tende a se alinhar a Síria, mas a nível de apoio logístico e militar, quem mais tem contribuído é a Rússia. Do outro lado, a nível de forças locais temos, sobretudo, o Exército “Livre” Sírio (ELS), a Frente Al-Nusra e o Estado Islâmico (Daesh). O ELS é formado, sobretudo, por mercenários, locais e estrangeiros, do qual o grosso de seu contingente possui treinamento e amparo financeiro do imperialismo norteamericano (por meio de pessoas renomadas da CIA). É o principal grupo ‘defendido’ nas manchetes internacionais, como, por exemplo, nos noticiários da Globo. São colocados como os “rebeldes”, e que os mulçumanos que compõem tal grupo são “islâmicos moderados”. A Frente Al-Nusra é um agrupamento armado dirigido diretamente pela Al Qaeda. Os mesmos já realizaram ações conjuntas com o ELS, e também são uma das forças de maior importância no conflito. A atuação conjunta dos EUA, Arábia Saudita e Israel, criou uma entidade ligada a Al Qaeda que “fugiu do controle” e criou uma nova força política, mais agressiva e reacionária que a própria Al Qaeda: O Estado Islâmico.


O Estado Islâmico, ou Daesh, se tornou com o tempo uma das principais (senão a principal!) força armada de oposição ao regime sírio. O próprio ELS passou a se tornar um “embuste”, uma “fachada” para militantes do ISIS se disfarçarem de “rebeldes moderados”. A nível de países, Israel e Arábia Saudita são países próximos geograficamente que possuem interesses em jogo, mas os dois países que interferem de maneira mais direta são os Estados Unidos e a Turquia. A Turquia tende a defender de maneira mais forte a expansão do Estado Islâmico, defendendo na prática a “tomada do poder” por parte do ISIS, enquanto os Estados Unidos se contentam apenas com a “balcanização” da Síria, isto é, com a sua fragmentação territorial. Em síntese: enquanto os EUA se contentam com a divisão e o caos na Síria por meio da guerra entre curdos, ISIS, Al-Nusra, ELS, etc. (querendo a divisão mas sem dar “preferência especial” a nenhuma força), a Turquia apoia dá uma preferência especial ao ISIS. Os curdos possuem uma peculiaridade no conflito sírio, devido as “diferentes” posições entre os próprios curdos. Os Estados Unidos tratam os curdos que vivem em território sírio como um “grupo legítimo” que merece “reconhecimento”. Isto não é – é claro – uma posição de solidariedade sincera por parte do imperialismo norte-americano. O que existe aqui é uma relação de interesses. Os curdos que atuam em território sírio são alvos dos interesses norte-americanos e, portanto, o movimento político (e armado) ali presente sofre com a tentativa de instrumentalização por parte do imperialismo norte-americano, desde que tais agrupamentos curdos se coloquem, de alguma forma, contra o governo sírio. Diferentemente, o movimento político e armado dos curdos que residem no território da Turquia possui uma dinâmica diferente. Ainda que não seja uma linha revolucionária plenamente marxista-leninista, o PKK (Partido dos


dos Trabalhadores do Curdistão) é uma das mais avançadas forças políticas que atuam na Turquia e, inclusive, é uma das maiores “pedra no sapato” do Estado Islâmico. A própria Rússia chego a colaborar com o PKK em ações antiterroristas devido a linha política avançada destes segmentos curdos.

O que pode representar, politicamente, para nós (revolucionários e nacionalistas) a libertação de Aleppo? Isto representa uma vitória das forças laicas e democráticas, uma vitória para as minorias cristãs perseguidas pelos segmentos mais conservadores e reacionários do Islã (materializados no Estado Islâmico, na Arábia Saudita, etc.), uma vitória para as mulheres que não serão submetidas a costumes e tradições reacionárias. Isto pode ser visto ao observarmos a maneira como a população de Aleppo recebeu o Exército Sírio. Isso pode ser visto ao nos depararmos com fato de que, em muitos anos, famílias puderam comemorar pela primeira fez o natal (e entre outras cerimônias) nas ruas ao céu aberto, tudo graças ao fato das forças legítimas do governo terem expulsado os terroristas do Estado Islâmico e do ELS. Economicamente, isso também representa o iníncio de um avanço. As forças reacionárias e imperialistas perderam força, e uma das mais importantes cidades sírias, dificultando seus objetivos de “abocanharem” os recursos naturais da Síria, tais como o petróleo. Obviamente, ainda há muita coisa pela frente. Os terroristas do Estado Islâmico, da Al-Qaeda e os mercenários do Exército “Livre” Sírio, ainda estão presentes no território nacional. Mesmo que enfraquecidos, após uma massacrante derrota imposta pelas forças anti-imperialistas, eles ainda se fazem atuantes e precisam ser aniquilados. O assassinato do embaixador russo na Turquia despertou a indignação das autoridades russas, e o próprio Wla-


dimir Putin disse em alto e bom tom que “o Estado Islâmico ira sentir a ira do povo russo”. O fim do Estado Islâmico no território sírio, devido a disposição das forças nacionais sírias, da colaboração dos aliados nacionais, do Hezbollah e Irã e, ainda por cima, dos russos (aliados que também possuem interesses, e que foram catalisados pelo incidente com o embaixador russo) é uma questão de tempo até que os terroristas do ISIS sejam efetivamente expulsos – ou exterminados – do território soberano do povo sírio. Assad disse e a história confirmou seus dizeres: Aleppo será a tumba do imperialismo tal como Stalingrado foi a tumba do nazifascismo. Viva Aleppo livre! A Nova Stalingrado do século XXI.


A possibilidade do cálculo econômico sem um genuíno mercado havia sido mostrada pelo economista italiano Enrico Barone em 1908. Barone referiu-se a um sistema de equilíbrio geral dizendo que, se o sistema de equações pudesse ser resolvido, os equilíbrios parciais entre produtores e consumidores poderiam ser estabelecidos ex ante, em "Ii zninisterio della produzione nello stato collettivista" (Giornale degli Economisti e Revista di Statistica, vol 37, 1908)", porém foi dado como ineficiente por ele. Em segundo lugar, temos o polonês Oskar Lange, que conseguiu impressionar até o líder soviético Joseph Stalin, com seu talento. Ele apresenta sua ideia em "On the Economic Theory of Socialism" (Review of Economic Studies, 19361937)". No modelo de Lange, a economia tem um mercado para bens de consumo. A esfera da produção é organizada em empresas e filiais, e há um Comitê de Planejamento Central. Exige-se que os chefes das empresas estabeleçam planos de produção exatamente da mesma maneira que empreendedores privados fariam — uma maneira que minimize os custos e faça com que o custo marginal seja igual ao preço. O Comitê de Planejamento Central determina a taxa de investimento, o volume e a estrutura dos bens pú-


blicos, e os preços de todos os insumos. A taxa de investimento é estabelecida igualando-se a demanda à oferta de bens de capital. O Comitê aumenta os preços quando a demanda não é satisfeita e os diminui quando a oferta é muito grande. Esse modelo não só é viável, como tem duas vantagens. Primeiro, a renda poderia ser mais igualmente distribuída. Uma vez que não há renda de capital, as pessoas seriam pagas de acordo com seu trabalho (algumas pessoas receberiam uma renda adicional, que seria um tipo de "aluguel" por suas habilidades específicas). Segundo, o socialismo permitiria um melhor planejamento para investimentos de longo prazo. O investimento não seria guiado por flutuações de curto prazo nas opiniões sobre as oportunidades futuras e, por isso, haveria menos desperdício e mais racionalidade, já o livre mercado, de fato, embora possa fornecer sinais adequados quanto às decisões de produção no curto prazo, ele não pode fornecer sinais de longo prazo em relação ao investimento. Pronto. Oskar Lange demonstrou a invalidade teórica do pensamento de Mises. Para ler sobre a tese e o modo de funcionamento do cálculo segundo Oskar Lange com mais detalhes: https://goo.gl/lU43TN Porém, por sua vez, suas ideias foram questionadas por Friedrich A. Hayek, em "Socialist Calculation: the Competitive 'Solution'," Economica, ns., vol. vii, no. 26 (1940)". Hayek argumentou que Lange havia cometido erros, argumentando sobre a dispersão do conhecimento na sociedade, e sobre a possibilidade de haver trapaça dos dirigentes. Estamos preparando um tópico só sobre Hayek, em especial acerca desse argumento, mas para quem quiser uma prévia: https://goo.gl/Q9Kxch Depois: Como mostrou Alan Turing, em 1936, qualquer cálculo extensivo por seres humanos depende de auxiliares artificiais – memórias, papiros, tabuletas de argila, ardósias, etc. Com a existência de tais auxiliares na memória, o cálculo


Com a existência de tais auxiliares na memória, o cálculo algorítmico torna-se possível, e neste ponto a diferença entre o que pode ser calculado por um humano usando papel e lápis ou um computador digital desce apenas para questões de velocidade. Nos anos 20 e início da década de 30, quando Mises avançou seus argumentos, não se conheciam tais técnicas algorítmicas. Mas em 1939, o matemático soviético V Kantorovich criou um método que mais tarde veio a ser conhecido como programação linear ou otimização linear, para o qual ele foi mais tarde premiado com o Prêmio Nobel. Isso mesmo, ele ganhou um Prêmio Nobel! Isso demonstrou matematicamente que era possível calcular eficientemente a alocação de recursos em uma economia de comando, ou seja, a prova teórica matemática e indiscutível do cálculo econômico sob o socialismo. Isso foi de grande valia. Para quem quiser ler mais sobre sua tese: https://goo.gl/KcMRR0 Aqui está um link com um software básico disso: https://goo.gl/si6NAk Mises estava claramente errado sobre a impossibilidade teórica do cálculo econômico, algo que apenas os liberais ainda não reconhecem. É intelectualmente desonesto afirmar o contrário, pois isso aqui é pura matemática. Afora isso, como Mises deixou claro na época, sua teoria era específica para uma economia de comando de estilo soviético que usa dinheiro. Nem sequer é aplicável a sistemas distributivistas, sindicalistas ou que não tem moeda (como no futuro comunista ulterior após a longa fase de transição socialista). Ele mesmo faz questão de especificar isso em seu livro, principalmente ao especificar que socialismo sindicalista não tem esse problema. Ademais, ao contrário do que é espalhado, Mises nunca previu o colapso da URSS. Mesmo por que o colapso se deu por conflitos políticos que geraram instabilidades econômicas, não instabilidades econômicas decorrentes do tal "cálculo econômico". A maior prova disso é que ele nunca pre-


culo econômico". A maior prova disso é que ele nunca previu nada, pois acreditava que o sistema se mantinha estável com a utilização de preços mundiais. Um link que mostra mais sobre a mentira que espalham: https://goo.gl/6mcZ3L Okay, agora farei aqui uma análise sobre isso, baseada na tecnologia que temos na atualidade. Quando os meios de produção são heterogêneos, há a necessidade de um mecanismo (o sistema de preços faz isso) que informe o que produzir, racionalizando e equilibrando a oferta e demanda, evitando dessa forma escassez de bens necessários e excesso de oferta de produtos desnecessários. Exemplo: o Chile produz cobre, ocasionalmente ocorre um desastre natural, a produção cai, e o preço sobe. O que o sistema de preços informa aos demais produtores. Há um produto escasso que gera grande margem de lucro, fazendo-os se direcionarem a produção desse mineral, reequilibrando a oferta e demanda e impedindo uma escassez generalizada. Entretanto, o que os liberais não se questionam, é o que aconteceria se os meios de produção fossem homogêneos (máquinas que produzem tudo) ou se o valor de troca se extinguisse com a automação total do trabalho? A homogeneidade dos meios de produção elimina a necessidade da relação de troca, a apropriação do produto se dá de forma direta. Se eu tenho uma impressora 3D ou nanofábrica que produz desde um tênis até um carro, sem necessidade de intervenção humana, o que acontece com os custos de produção das necessidades humanas em geral? É zerado, não existe preço sem trabalho socialmente despendido. Sem trabalho, não há remuneração, impossibilitando o consumo, o lucro e a propriedade privada dos meios de produção. Portanto, o que garante o "sistema de preços" é a existência do trabalho e da heterogeneidade dos bens de capital. Mises errou em acreditar religiosamente que as forças


produtivas não evoluíam, fruto de sua incapacidade no que tange o estudo da história econômica, algo que Marx foi pioneiro no desenvolvimento do materialismo histórico e dialético. As forças produtivas mais avançadas de nossa época diz respeito a automação, principalmente unidades produtivas 95% automatizadas, como as fábricas light out no Japão, no entanto ainda são bens-de-capital multi-especificos e, portanto, necessita de “intrinamento” entre elas, relação de interdependencia, uma coordenação dos planos dos agentes individuais via sistema de preço para ajustar e alocar o capital de forma ótima, ou utilizar outro mecanismo, para então saber o que produzir, como produzir e para quem produzir, através da variação do estoque, tanto de insumos, como de produtos finais: o primeiro que entra e o ultimo que sai, o ultimo que entra e o primeiro que sai, e é muito conhecido em contabilidade de custos nas ciências econômicas.

O único problema, é dinamismo de distribuição dessa produção. A variação do estoque teria que se apresentar facilmente como o preço na esfera da circulação da mercadoria, e também iria gerar conluios para atender interesses mais rápidos de uma dada comunidade do que as demais. Esse é o problema de bens-de-capital multiespecificos, dispersos no espaço em unidades produtivas estanques. Porém, a fabricação aditiva (impressora 3D) e a nanotecnologia molecular, que são as promessas em curso de uma Nova Revolução Industrial, solapa qualquer questão do cálculo econômico, justamente porque sendo meios-deprodução homogeneizados, portáteis, e se replicam, elas abolem a multi-especificidade dos bens-de-capital, e portanto da necessidade de intrincamento entre esses meiosde-produção na estrutura do capital em âmbito territorial, e portanto abole a necessidade de sistema de preços para sinalizar que meios-de-produção utilizar. Se são todos homogêneos, produzem qualquer artefato humano através da produção digitalizada. No caso da fabricação aditiva, só remanescem, a neces-


No caso da fabricação aditiva, só remanescem, a necessidade de distribuir a matéria-prima, que é uma tarefa fácil na medida que simplifique o problema, e se dá pela variação do estoque e reciclagem dos produtos. São essas que permitem a transição a outro modo-de-produção, e qualquer erro cometido na produção pode ser facilmente desfeito, e refazendo o produto por se tratar de meio-de-produção homogêneo. Além disso que falei, há várias outras formas. Hoje já se está pacificado, no entanto, que é possível estabelecer preços de referência – por exemplo, baseados em cotações internacionais – e usá-los para "construir" um sistema que emule o mercado. E à medida que avançarmos com o planeamento centralizado, muito provavelmente iremos utilizar variáveis muito mais relevantes, como energia despendida, consumo de recursos naturais, tempo previsto/esperado de duração do bem, etc. O obstáculo, à época de Mises, era mais tecnológico. Mas hoje qualquer empresa é capaz de fazer isso com os softwares de gestão, como o SAP. Uma crítica mais básica, embora não completa, iria levar em conta que a monetização das necessidades como um tipo de guia de produção é recente, não tem 300 anos. No entanto, antes disso produzíamos e consumíamos, simples. Mas é só uma observação. Quanto a questão da agricultura, é a mesma lógica que falei. Isso já está até pronto hoje em dia, o que ia mudar alterar seria apenas a ideia para hortas comunitárias ou fragmentadas. Além disso já com a atual nanotecnologia molecular, que reorganiza átomos e moléculas, pode se produzir diretamente os alimentos. Outro dessa questão é Karl Polanyi. Ele costuma ser invocado para fortalecer as críticas contra o laissez-faire, livre mercado..., mas este artigo mostra sua pouco discutida visão sobre Socialismo. Além do mais, é uma resposta ao debate do cálculo econômico socialista. A seguir alguns trechos do prefácio:


A seguir alguns trechos do prefácio: Polanyi apresentou um modelo de um socialismo futuro, um mundo no qual a economia está subordinada e incorporada à sociedade. "Socialista Accounting" contribuiu para o que hoje chamamos de debate de cálculo socialista. Polanyi construiu sua "teoria econômica socialista positiva" sobre o marginalismo austríaco, o austro-marxismo, o socialismo municipal vienense e "um sistema de socialismo funcional". Polanyi procurou demonstrar que o cálculo econômico era de fato possível no socialismo e assim refutar o anti-socialismo marginalista de Mises. A partir dessa crítica, ele derivou os dois objetivos principais do socialismo: produtividade máxima e justiça social. A máxima produtividade "se esforça para maximizar o número de bens com esforço mínimo de trabalho".

Segundo Polanyi, uma vez que o capitalismo não pode atingir a máxima produtividade técnica, a propriedade privada dos meios de produção deve ser abolida (SA, página 391). Portanto, o socialismo não teria burguesia e, portanto, nenhuma classe. A justiça social consiste nas prioridades sociais determinadas democraticamente por todos os membros da sociedade. Essas prioridades sociais dizem principalmente respeito à distribuição de trabalho e bens, e à direção da produção de acordo com o maior valor de uso social, em oposição às preferências individuais dos consumidores. Estas decisões sobre a justiça social devem ser feitas com as necessidades de toda a sociedade em mente. Como o capitalismo não pode considerar a justiça social ou os objetivos comunitários, os meios de produção devem ser socializados para produzir bens com maior valor de uso social (SA, p.391), e possuídos pela sociedade e não necessariamente pelo Estado. O socialismo precisava dar conta dos custos técnicos da produção, que ele chamava de "custos naturais", e dos custos associados à justiça social, que ele chamava de "custos


sociais". Em seu modelo, a contabilidade no socialismo se concentra nos custos e fornece uma visão geral dos custos naturais e dos custos sociais, enquanto a contabilidade no capitalismo se concentra no lucro e "fornece uma visão geral da relação de cada elemento do capital com o lucro". Na sociedade socialista funcional de Polanyi haveria duas principais organizações econômicas, a comuna e a associação de produção, que negociariam preços e justiça social. A comuna é a comunidade política e proprietária dos meios de produção. As associações de produção incluem " 'cooperativa produtiva, guilda', 'fábrica autogestionada', 'parceria empresarial', 'oficina social' , 'empresa autônoma', sindicato produtivo, sindicato industrial ou associação de produtores, Um Grande Sindicato". As associações de produtores têm o direito de utilizar os meios de produção. As Associações de produção podem unir e administrar ramos industriais democraticamente em nome da sociedade. Todas as associações de produção se reúnem em associações regionais e, em seguida, em um congresso mais amplo, no qual estão representadas toda a produção, serviços e trabalho de escritório. As associações de produção organizam custos naturais e custos de trabalho. Para Polanyi, o cálculo socialista não ocorreria tanto no nível individual do consumidor ou do planejador central, mas sim democraticamente, no nível social. Polanyi entendeu o socialismo como a extensão radical da democracia à esfera econômica (Cangiani 2006, pp. 34, 39) O sistema de Polanyi tem mercados, dinheiro e preços. Neste artigo, ele afirma, "a oposição do socialismo ao capitalismo não é mais reduzida ao estereótipo de Economia sem mercado versus economia de mercado "(SA, p.378). Os mercados têm existido na história da humanidade. Polanyi argumentou que o socialismo não exige a erradicação dos mercados porque ainda requer mercados. O socialismo teria mercados em "mercadorias no próprio sentido do


termo" (Polanyi, 1947, p.111), "assegurar a liberdade do consumidor, indicar o deslocamento da demanda, influenciar a renda dos produtores e servir como Um instrumento de contabilidade "([1944] 1957, p.225). Os mercados seriam assim um instrumento para o socialismo. No entanto, o socialismo deveria erradicar os mercados de mercadorias "fictícias" – terra, trabalho e capital - porque tais mercados criariam uma sociedade de mercado, uma sociedade dirigida pelos mercados. Assim, Polanyi opôs-se à sociedade de mercado – uma sociedade dirigida por mercados - e não aos mercados ou à troca (Sandbrook 2011, p.23). Tal sistema teria preços fixos e preços negociados, ou seja, preços de "troca" negociados pelas associações de produção e pela comuna. Em contraste com os mercados de indivíduos isolados (Mises) negociando preços, o mercado de Polanyi tem grupos representando diferentes "sujeitos" com diferentes "motivos" negociando preços. Portanto, produtores e consumidores como instituições, e não como indivíduos, negociam preços. Polanyi demonstrou de forma bastante inovadora como os mercados poderiam ser incorporados, ou mesmo constituídos, de instituições democráticas controladas. Marx havia assumido que aqueles que viviam dentro do socialismo desenvolveriam os modelos e as teorias do socialismo. Polanyi, de fato, viveu nas sociedades socialistas na Hungria e na Áustria, especialmente durante a Revolução Húngara do Aster, o Soviete húngaro e o socialismo municipal vienense. Polanyi (1934) argumentou: "Somente a classe operária pode levar a sociedade ao socialismo, porque é a parte da realidade social que faz com que o inevitável aconteça". https://goo.gl/yUit5u E para finalizar de vez essa questão, o senhor Paul Cockshott, junto com Allin Cottrell, já resolveram a questão do cálculo econômico de uma outra forma, que na minha opinião é a mais interessante e completa: computação, no livro Calculation, Complexity And Planning: The Socialist


Calculation Debate Once Again – onde trabalham direto com o texto do Mises, e mostram matematicamente e com esquemas e diagramas essa questão. No livro deles "Towards the New Socialism", eles mostram a visão de uma forma geral, como sistema. Abaixo, links para leitura: “Towards the New Socialism” (Em direção ao novo socialismo): https://goo.gl/0XHoAb

“Calculation, Complexing and Planning” (Cáculo, Complementação e Planejamento): https://goo.gl/D4r7nB Aos que se interessarem mais no trabalho ótimo de Paul Cockshott, recomendamos a leitura de "Arguments for Socialism", principalmente o capítulo "Against Mises": https://goo.gl/hHFfUK Se quiserem provas empíricas sobre o funcionamento do cálculo econômico na URSS proposto por Oskar Lange, e depois pelo soviético ganhador de Nobel V Kantorovich, sugiro darem uma rápida checada aqui: https://goo.gl/C1f6yd Essa questão na URSS, com o primeiro modelo antes dos que foram mencionados no link acima, foi suplantada pela planificação da produção. Há metas de produção, previsões de consumo, e no caso dos países socialistas, de vendas. O cálculo econômico na URSS e como funcionava: https://goo.gl/gZjLJk Os austríacos ignoraram muitas das respostas dos socialistas durante a história, e divulgaram que na época ninguém se atreveu a responder Mises, apenas Oskar Lange anos depois. Isso é mentira. Alguns exemplos abaixo de respostas que foram dadas já na época:


Cohn, Arthur Wolfgang. 1920. “Kann das Geld abgeschaft werden?” (“Can Money be Abolished?”), Dissert., University of Jena. Polanyi K. 1922. “Sozialistische Rechnungslegung,” Archiv für Sozialwissenschaft und Sozialpolitik 49.2: 377–420. Kautsky, Karl. 1922. Die proletarische Revolution und ihr Programm. Dietz, Stuttgart and Berlin. Leichter, O. 1923. Die Wirtschaftsrechnung in der socialistische Gesellschaft. Verlag der Wiener Volksbuchhandlung, Vienna. Polanyi, K. 1924. “Die funktionelle Theorie der Gesellschaft und das Problem der sozialistischen Rechnungslegung,” Archiv für Sozialwissenschaft und Sozialpolitik 52: 218–228. Neurath, Otto. 1925. Wirtschaftsplan und Naturalrechnung. Laub, Berlin. Taylor, F. M. 1929. “The Guidance of Production in a Socialist State,” American Economic Review 19 (March): 1–8.

Roper, W. C. 1929. The Problem of Pricing in a Socialist State. Harvard University Press, Cambridge, Mass. Dickinson, H. D. 1933. “Price Formation in a Socialist Community,” Economic Journal 43 (June): 237–250. Dickinson, H. D. 1939. Economics of Socialism. Oxford University Press, Oxford. Lerner, A. 1937. “Statics and Dynamics in Socialist Economics,” Economic Journal 47: 251–270. Lerner, A. 1938. “Theory and Practice in Socialist Economics,” Review of Economic Studies 6 (October): 71–75. (...) Ademais, links para quem quiser outras opiniões, adendos ou informações interessantes ao assunto: 1 - https://goo.gl/NiYAVH 2 - https://goo.gl/NiYAVH 3 - https://goo.gl/xDjkpW


A repulsa — por parte da esquerda brasileira — a qualquer pessoa, símbolo, ou rigidez disciplinar, que sejam “alusivas aos militares” ou a organismos de “tipo militar”, é um dos elementos que corrobora para o fracasso político em que a esquerda se encontra hoje. A maioria dos jovens das organizações sociais-liberais que se julgam como “ultrarrevolucionários” talvez não saibam, mas no século XX a esquerda brasileira teve uma grande intimidade com as bases das Forças Armadas do nosso país, e a partir disso, a esquerda brasileira logrou grandes feitos políticos. O levante da Aliança Nacional Libertadora em 1935 foi realizado sobretudo pelos populares das bases das Forças Armadas, lembrando em muito os históricos levantes tenentistas na República Velha. Em 1961, os militares e parlamentares já tentaram desde já um golpe de Estado contra Jango, que fora em grande parte impedido (ou no caso, “adiado” até 1964) pela Campanha da Legalidade. Tal campanha, foi um grande movimento político, liderado por Leonel Brizola, mas que teve também um papel destacado do General José Machado Lopes, que comandava um dos 4 exércitos brasileiros, e deixou o III Exército a disposição da resistência ao golpe contra Jango. No próprio contexto pós-64, foram os militares que tiveram atuação mais destacada na resistência armada contra a


No próprio contexto pós-64, foram os militares que tiveram atuação mais destacada na resistência armada contra a ditadura. A consciência e a sintonia da esquerda e do movimento popular com os militares eram tão grandes, que a ditadura foi obrigada a fazer uma verdadeira “limpeza ideológica” no Exército, prendendo, afastando ou escanteando os militares que fossem nacionalistas sinceros, permitindo apenas ou aqueles que fossem submissos a linha do “Tio Sam” ou aqueles que fossem patriotas vazios e ufanistas (sem senso de defesa da soberania nacional). Grandes quadros da esquerda brasileira foram militares ou ex-militares: • Nelson Werneck Sodré (de proeminente carreira militar, quando se afastou do Exército, saiu na patente de Coronel); • Luiz Carlos Prestes (tenente engenheiro ferroviário, chegando a ser capitão e líder da conhecida “Coluna Prestes”); - Carlos Lamarca, (promoção post-mortem a Coronel ainda em discussão);


• Carlos Lamarca, (promoção post-mortem a Coronel ainda em discussão); • Pedro Lobo (sargento da Força Pública Paulista); • Osvaldo Orlando da Costa, “Osvaldão” (bem depois de se tornar oficial de reserva do Exército tentou preparar as bases para um foco guerrilheiro no Araguaia); • entre outros. Esta “nova esquerda” – a esquerda liberal – que tem repulsa a tudo aquilo que é “disciplinado”, “hierarquizado” é justamente a “esquerda” que está levando o povo brasileiro a derrotas atrás de derrotas. Ela não só “deixa de bandeja” a consciência dos trabalhadores brasileiros para a direita e o entreguismo, mas chega a fazer pior com os militares, não apenas os deixando de bandeja, mas os empurrando para serem cooptados ideologicamente por uma perspectiva antinacional e ‘vende-pátria’. A necessidade de tentar contemplar os militares de base — como os soldados, os tenentes, e todos aqueles que possam serem ganhos para a verdadeira causa nacional —  é uma tarefa “pra ontem” da esquerda brasileira, que tem sido negligenciada de todas as formas possíveis. Todos nós, o povo brasileiro, nunca levaremos adiante a causa popular e nacional sem nossos militares! Nós nunca levaremos adiante a libertação nacional do jugo imperialista sem os militares do povo que sejam autênticos nacionalistas! Está fadada ao fracasso a esquerda que não está em sintonia com os militares de seu povo! Está destinado à vitória, o povo que tem uma esquerda política em sintonia com os sinceros patriotas do Exército de sua nação! Sem os autênticos soldados do povo não há Revolução! E sem Revolução não há Libertação-Nacional!


Na noite de sexta (25 de novembro) tem fim, definitivamente, o século XX. A notícia cai sobre nossos ombros com grande pesar. Nacionalista martiano e marxista-leninista, líder da mais importante revolução latino-americana, nos deixou em vida, para entrar na história da humanidade e das pátrias oprimidas. Sua inteligência e sabedoria políticas eram habilidades únicas, como só poderia haver em uma personificação revolucionária e republicana do “príncipe de Maquiavel”. A sua abnegação e devoção à causa da libertação da humanidade – em geral – e da pátria cubana – em particular – lhe coloca no panteão dos heróis das pátrias do continente americano. E na posição mais elevada desse panteão, onde a única figura comparável a sua grandeza seja, quiçá, Simon Bolívar. Triunfal, ele entrou em Havana em 1959, quando tinha apenas 32 anos. Para ter conseguido dirigir os revolucionários até esse momento, a guerrilha liderada por Fidel teve de ser vitoriosa contra um Exército de mais de 80 mil soldados. A mesma guerrilha que, em seu pior momento, contou com apenas 12 homens e 7 fuzis. O prestígio que ele tinha entre o povo cubano se explica em fatos como estes. Quando Fidel liderou homens e mulheres que empunharam armas em prol da libertação da pátria e da verdadeira independência de seu país, todos eles inspirados por ideais nacionalistas, deram exemplo a todos os patriotas e nacionalistas dos países do Terceiro Mundo, tal qual o Brasil.


O que Fidel fez, mais do que a libertação da própria pátria cubana, foi dizer a nós, patriotas do Brasil, da AmAmérica Latina, e do Mundo, que também podemos fazer o mesmo para buscar a nossa independência em nossos respectivos países. É por ser este exemplo para o mundo que o Império assassino das nações (os Estados Unidos), por meio dos seus serviços de inteligência, tentou assassinar Fidel Castro mais de 600 vezes. Em todas estas tentativas, só conseguiram o fracasso, enquanto o povo cubano sempre logrou a vitória. E aqueles que comemoram a sua morte, nas circunstâncias que ela se deu, só mostra mais ainda o quão glorioso foi Fidel: felicitar a morte de um homem que morre velho, aos seus 90 anos, só comprova que, em vida, ele era invencível. A história do povo cubano te absolveu, e a história da humanidade te absolverá. Os violadores de nações, inimigos de toda soberania e independência, jogarão lama em teu glorioso nome; mas nós, revolucionários do Brasil, de outras pátrias oprimidas e de todo o mundo, removeremos tal injúria. Libertastes tua nação, tua pátria, teu povo! E assim teu nome será exemplo para os revolucionários e patriotas brasileiros! Encerramos nossas homenagens com as tuas próprias palavras, ilustre comandante:

Pátria ou Morte! Venceremos!


Movimento NOVA PĂ TRIA


O Nacionalista N°1