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O MUNDO DA

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USINAGEM

P U B L I C A Ç Ã O D A S A N D V I K C O R O M A N T D O B R A S I L ISSN 1518-6091 RG BN 217-147

EXECUTIVOS

Palavras impensadas e suas conseqüências USINAGEM FLEXÍVEL

Lotes mínimos com custos viáveis

WEATHERFORD

Lean Manufacturing amplia negócios


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Grau de investimento leva bolsa a recordes Dólar deve chegar no fim do ano a R$ 1,60 Desoneração da indústria atinge R$ 21 bilhões Busca por executivos duplicou em 2007 Emprego industrial tem a maior alta desde 2001 Governo tende a elevar superávit primário Pressão sobre inflação vai persistir, dizem economistas Nova sede de Itaipu custará R$ 82 milhões Montadoras têm melhor ano da história Produção avança 15,1%, aponta IBGE e por incrível que pareça, os pardais ainda existem!

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ÍNDICE

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O MUNDO DA

EDIÇÃO 05 / 2008

USINAGEM

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USINAGEM

P U B L I C A Ç Ã O D A S A N D V I K C O R O M A N T D O B R A S I L ISSN 1518-6091 RG BN 217-147

EXECUTIVOS

Palavras impensadas e os resultados USINAGEM FLEXÍVEL

Lotes mínimos com custos viáveis

Publicação da Sandvik Coromant do Brasil ISSN 1518-6091 RG. BN 217-147

WEATHERFORD Capa Foto: CoroTurn High Pressure Arquivo AB Sandvik Coromant

AB Sandvik Coromant

O MUNDO DA

Lean Manufacturing amplia negócios

03 EDITORIAL 04 ÍNDICE / EXPEDIENTE 06 GESTÃO EMPRESARIAL: A APLICAÇÃO DE MÁQUINAS MULTITAREFAS 13 OTS: BENER: RESULTADO EXCELENTE 18 GESTÃO EMPRESARIAL: LOTE IDEAL PARA USINAGEM VERSUS LOTE ECONÔMICO 22 SUPRIMENTOS: FORNECIMENTO DE AÇOS TREFILADOS: LOGÍSTICA INDISPENSÁVEL 27 GESTÃO EMPRESARIAL: FRESAMENTO POR INTERPOLAÇÃO 34 INTERFACE: MERCADO PRESSIONA POR DESONERAÇÃO E QUALIFICAÇÃO 39 GESTÃO EMPRESARIAL: DISPOSITIVOS DE FIXAÇÃO E ALIMENTADORES DE BARRAS 47 PONTO DE VISTA: PALAVRA INDISCRETA 51 INTERESSANTE SABER: PESCOU? SOLTOU? COMEU? DOOU? E OUTRAS NOTÍCIAS 58 NOSSA PARCELA DE RESPONSABILIDADE 60 MOVIMENTO 62 DICAS ÚTEIS e-mail: omundo.dausinagem@sandvik.com ou ligue: 0800 770 5700

EXPEDIENTE O MUNDO DA USINAGEM é uma Publicação Sandvik Coromant do Brasil, com circulação de doze edições ao ano, tiragem de 22.000 exemplares, com distribuição gratuita. Av. das Nações Unidas, 21.732 - Sto. Amaro - CEP 04795-914 - São Paulo - SP. Conselho Editorial: Aldeci Santos, Anselmo Diniz, Aryoldo Machado, Edson Truzsco, Edson Bernini, Eduardo Debone, Fernando de Oliveira, Francisco Marcondes, Heloisa Giraldes, Marlene Suano, Nivaldo Braz, Nivaldo Coppini, Nixon Malveira, Vera Natale. Editora: Vera Natale Editor Chefe: Francisco Marcondes Editor do Encarte Científico: Nivaldo Coppini Jornalista Responsável: Heloisa Giraldes - MTB 33486 Secretário de Redação: Kazuhiro Kurita Propaganda: Gerente de Contas - Thaís Viceconti / Tel: (11) 6335-7558 Cel: (11) 9909-8808 Projeto Gráfico: AA Design Capa e Arte Final: 2 Estúdio Gráfico Revisão de Textos: Fernando Sacco Gráfica: Fabracor

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Cresce a aplicação de

Máquinas Multitarefas m exemplo desta aplicação ocorre na Weatherford, empresa de origem americana, instalada no distrito industrial de São Leopoldo – RS, onde produz bombas para prospecção de petróleo e cabeçotes, que são unidades motrizes a serem instaladas na superfície para acionar bombas que trabalham há muitos metros abaixo, onde se encontra o petróleo. Baseados na experiência positiva obtida na planta de Caxias do Sul, que já utiliza as multitarefas há alguns anos, os dirigentes da planta de São Leopoldo estavam convictos de que poderiam obter êxito semelhante com a renovação do parque de máquinas e a adoção do novo conceito. A primeira máquina foi implantada no fi-

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Cedidas pela Weatherford

A aplicação de máquinas multitarefas tem crescido em empresas que trabalham com famílias de peças complexas, em lotes de média quantidade.

Usinagem de eixo de articulação com minitorre utilizado na montagem de bombas industriais para movimentação de fluido lado 1. 6

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Marcos Dewes (programador de produção), Marco Mello (analista de processos/ programador CNC) e Lenon Dias (operador CNC)

nal de 2005, uma Integrex Mazak modelo e-500H com magazine para 80 ferramentas. O resultado alcançado, com um pay back de menos de um ano e meio, os levou à introdução de mais duas destas máquinas em 2007. Além de atuar no mercado nacional, a Weatherford exporta boa parte de sua produção para países como Argentina, Canadá, Estados Unidos e Rússia. Com a forte demanda por energia, os negócios seguem aquecidos. A usinagem tem forte incidência nos custos operacionais da empresa, representando aproximadamente 70% dos custos totais de produção. O que levou a Weatherfod a optar por esta

Protetor de engrenagens utilizado na montagem de cabeçotes verticais modelo DV-1 e DL-1

solução foi a necessidade de redução do tempo de preparação e tempo total de usinagem, além do estabelecimento de processos mais seguros, proporcionados não só pela máquina em si, mas também pela possibilidade de utilização de ferramentas de corte mais avançadas.

A oportunidade de concentrar operações em uma mesma máquina contribuiu para a redução de etapas de produção, além de eliminar o transporte de peças entre os diversos estágios do processo anterior. Trabalhando com menos set up e com níveis de precisão e qualidade superiores, o tempo de montagem final dos equipamentos também se tornou mais curto. As mudanças proporcionaram um aumento no volume de cabeçotes produzidos mensalmente. Em alguns itens, o tempo de usinagem foi reduzido em mais de 50%. O processo de melhoria envolveu também a fundição, feita por terceiros. Os desenhos foram revisados, e estes passaram a fornecer fundidos de melhor qualidade, com quantidade mínima de sobremetal, tomando um cuidado especial no reforço e prepaO Mundo da Usinagem

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Da esquerda para direita: Jucilmar Neumann (gerente da planta), Tadmor Fontoura (representante da Neopaq), Eduardo Moraes (gerente de manufatura) e Vilmar Krul (supervisor de produção).

ração dos pontos utilizados para fixação das peças na máquina. Isto facilitou o set up e acelerou os posteriores processos de usinagem. Com o aumento da rigidez da fixação, foi possível aumentar a profundidade de corte nas operações de desbaste. O equipamento novo reduziu as paradas para manutenção. Com máquina melhor e mais produtiva evitou-se a terceirização da usinagem de algumas peças. Todo o processo de melhoria foi iniciado a partir da visão obtida em um seminário sobre “lean manufacturing” que possibilitou enxergar o processo como um todo e não apenas as operações problema. Esta visão facilitou a aprovação do investimento de quase 1 milhão de reais.

Ilustração de diversos modelos de rotores, que são componentes de bombas utilizadas para a extração de petróleo. 8

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O fato da planta de Caxias do Sul já possuir máquina semelhante facilitou o treinamento dos operadores e, assim, quando a máquina chegou em São Leopoldo, os operadores já estavam treinados e aptos para operá-la. O contato com o fabricante de ferramentas os levou a encontrar ferramental específico para máquinas multitarefas, explica o Eng°. MSc. José Eduardo Moraes, gerente de manufatura da Weatherford de Caxias do Sul:

“Como no caso das minitorres CoroBore, que são ferramentas conjugadas, que permitem maior flexibilidade à máquina e diminuem o número de trocas, pois em uma mesma barra encontram-se duas ou mais ferramentas dedicadas a operações distintas. Um simples giro da barra coloca uma outra ferramenta em operação, sem que haja a necessidade de deslocamentos maiores para a troca”. Marco Mello, técnico de métodos e processos da empresa, enfatiza a importância do planejamento e a interação de todos os envolvidos. “Foi o ponto chave para o sucesso da implementação deste equipamento”, disse ele. Após a definição da compra da


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Ilustração de usinagem em um eixo motriz, utilizado na montagem de cabeçotes verticais modelo DV-1. máquina, que levou em conta as necessidades da produção e geometria das peças, um outro passo essencial foi o estudo do layout, onde se determinou o melhor local de instalação que pudesse promover um fluxo de produção otimizado, conforme filosofia do conceito lean-manufacturing. Além disso, dedicou-se o tempo necessário para o projeto de dispositivos, castanhas e componentes que garantissem fixação segura e prática para a troca de peças e set up. Para acompanhar a evolução das melhorias e coleta de dados que pudessem servir de base para decisões futuras, planilhas comparativas específicas foram criadas, evidenciando os benefícios do novo processo em relação ao anterior já nas operações de try-out. Para Mello, não só a harmonia entre os departamentos internos, mas também a interação entre os técnicos da Neopoaq,

representante do fornecedor de ferramentas, e os especialistas em manufatura da Weatherford, foi muito proveitosa, principalmente durante o “try-out” da máquina, quando a soma de experiências resultou em soluções otimizadas em custo e produtividade. Tadmor Fontoura, representante da Neopaq, ressalta que a introdução das brocas CoroDrill 880 também contribuiu para a redução do tempo de furação. Com pastilhas de geometrias mais seguras e classes mais resistentes, essas brocas oferecem vida útil mais longa, mesmo trabalhando com maiores velocidades de corte. Jucilmar Luis Neumann, Plant Manager da Weatherford de São Leopoldo, e o engenheiro José Eduardo Moraes participaram efetivamente do processo de mudança de filosofia de trabalho na empresa, de uma administração familiar para a profissionalização. Eles contam que, ao chegarem à O Mundo da Usinagem

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empresa, iniciaram a introdução de ferramentas com maior tecnologia agregada e conseqüentemente de melhor performance, adequando melhor os processos ao mercado global que é extremamente competitivo. Esta nova sistemática acabou por convencer a alta diretoria de que correriam o risco de perder mercados interessantes se não fossem feitos investimentos em novas tecnologias. Os efeitos positivos da introdução destas novas tecnologias puderam ser percebidas em 2007, quando foram exportados 43 cabeçotes para um cliente europeu, com um lead time recorde de apenas 30 dias. Um ponto crucial em equipamentos para a prospecção de petróleo é a confiabilidade. Por ser um processo de alto valor,

AB Sandvik Coromant

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CoroBore 820. qualquer interrupção na prospecção por falha de equipamento é inadmissível, assim, além do prazo de entrega, a qualidade é um diferencial imprescindível e, neste ponto, a julgar pelo êxito que a Weatherford vem obtendo em suas exportações, fica claro que ela atende a todas os requisitos exigidos pelos seus clientes. Francisco Marcondes Editor-chefe

A nova Weatherford A Engemaq foi fundada em 1973 na cidade de Caxias do Sul, na serra gaúcha, e foi a empresa pioneira na América Latina no projeto e fabricação de equipamentos para completação de poços. Em julho de 1995, a EVI Oil Tools adquiriu a Engemaq, que pôde assim ampliar sua linha de fabricação através da introdução de novos produtos e tecnologias. No ano seguinte, a EVI adquiriu a Geremia, tradicional fabricante de bombas de

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cavidade progressiva (BCP) localizada em São Leopoldo, Rio Grande do Sul. Em 1997, foi incorporada ao grupo a Anbert, fabricante argentina de bombas de fundo para elevação artificial de óleo. Como resultado da união entre a Weatherford Enterra e a EVI, a “nova Weatherford” é hoje a quarta maior empresa no mundo na área de equipamentos e serviços para petróleo. A empresa está certificada pelas normas ISO 9001.


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Bener: resultado excelente leva a expansão de negócios Crescimento do faturamento na ordem de 60% em 2007 contribuiu para o estabelecimento do novo centro de distribuição e inauguração de novos showrooms em regiões estratégicas do Brasil. oucas empresas comemoram 2008 com o mesmo vigor que a Bener. Com a inauguração de um novo centro de distribuição em Vinhedo (SP), a empresa especializada em importação de máquinas-ferramenta ampliou sua área de atuação e ganhou em competitividade. A unidade de 5.500m2 foi escolhida estrategicamente: “Estamos próximos ao aeroporto de Viracopos, facilitando a entrega de

Izilda França

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máquinas e o atendimento aos clientes localizados no interior de São Paulo”, destaca Paulo Lerner, diretor comercial da empresa. Inaugurado dia 12 de maio, o centro também reúne assistência técnica, equipe comercial e de vendas, e toda linha de máquinas oferecidas pela companhia, além de um amplo estoque que garante agilidade na reposição de peças. “O mercado está crescendo e nós preci-

Fachada da nova sede da Bener em Vinhedo. O Mundo da Usinagem 13


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samos nos alinhar a essa demanda. Não se trata apenas de otimismo, e sim de uma realidade”, declara Bernard Paul Lerner, presidente da Berner. Além do novo centro, a empresa pretende inaugurar dois showrooms nos próximos meses, em Manaus (AM) e Contagem (MG), aumentando sua representatividade no mercado e ao mesmo tempo oferecendo assistência técnica e um amplo catálogo de máquinas para clientes localizados em outros estados do Brasil. Durante o evento, destaque à fresadora ferramenteira (ao fundo). O VALOR DA EXPERIÊNCIA A história da Bener começou em 1995, com o fornecimento de fresadoras ferramenteiras para o mercado nacional, garantindo sucesso à recente história da mar-

ca. O segredo para o rápido êxito foi o grande know-how adquirido pelo sr. Bernard, há 40 anos trabalhando como fabricante e

Da esquerda para direita: Sérgio Giugliodori, especialista em processos da Sandvik Coromant, Paulo Lerner, Bernard Lener, Ricardo Lener, todos da Bener, Ronaldo Ferreira, supervisor OTS e Paulo Videira, especialista em vendas OTS e produtividade, ambos da Sandvik Coromant.

importador de máquinas-ferramenta. Toda essa experiência foi passada para seus filhos Paulo e Ricardo Lerner, que também estão envolvidos em todos os processos da empresa. “Um dos grandes diferenciais da Bener está justamente na questão familiar. Buscamos deixar de lado o aspecto burocrático e sempre estreitar a relação com nossos clientes”, afirma Ricardo Lerner, complementando: “Nosso foco está em buscar produtos adequados que atendam às necessidades de nossos parceiros e ao mesmo tempo ofereçam o melhor custo/benefício”. Hoje, a linha de produtos supre a exigente demanda do segmento metal-mecânico, oferecendo centros de usinagem, corte e conformação, tornos, fresadoras, furadeiras, retificadoras, serras, prensas, dentre outros equipamentos. O Mundo da Usinagem 15


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que irá centralizar o segmento de produtos de alta tecnologia. “A idéia é fornecer alta performance e produtividade para setores que trabalham com o máximo de sua capacidade produtiva”, afirma o presidente Bernard Lerner. A linha de produtos também deve ser aumentada. Ao longo do ano, a empresa estará presente nas feiras Febramec, Expomac, Techmei e Mecminas expondo seus últimos lançamentos. COOPERAÇÃO OTIMIZA CADEIA DE SUPRIMENTOS A parceria entre Bener e seu fornecedor de ferramentas preferencial começou em 2002, envolvendo estudos, projetos e acompaIzilda França

Em apenas 13 anos, a Bener tornou-se um dos principais players do mercado nacional de máquinas-ferramenta e atualmente trabalha com 70 modelos dos mais diferentes fabricantes, dentre eles centros de usinagem high speed da Quick Jet, centros de usinagem de duplo montante da Leaderway, fresadoras de banco fixo da Eumach, tornos, fresas e centros de usinagem da Veker, entre outros. “Procuramos nos antecipar às necessidades do mercado, por isso estamos sempre um passo à frente quando o assunto é tecnologia” afirma Paulo Lerner. Pensando nisso, uma nova empresa vai surgir no mercado brasileiro. Trata-se da Bener High Tech,

A Bener conta com amplo espaço para estoque de máquinas, equipamentos e acessórios. 16 O Mundo da Usinagem

nhamento dos try outs da empresa. “Ao longo dos anos, essa relação se tornou cada vez mais sólida e o crescimento da Bener legitima este trabalho”, afirma Ronaldo Ferreira, supervisor de OTS – Original Tooling Services, que vem acompanhando todo este desenvolvimento do lado do fornecedor. Para acompanhar com mais rigor essa nova etapa, Paulo Videira, que é especialista em vendas e produtividade, atende a planta de Vinhedo. “Por estar mais próximo do novo centro de distribuição é possível responder às demandas com muito mais agilidade”, afirma. O especialista em processos Sérgio Giugliodori também faz parte desta equipe e destaca o valor da parceria na qualidade dos negócios: “Clientes que adquiriram máquinas da Bener tiveram seus processos melhorados após uma análise da linha de produção. Operações que eram realizadas em seis horas passaram a ser executadas em quatro horas e meia, um ganho de 25%, a partir de alterações na velocidade de corte e profundidade de fresamento. Não se trata apenas de fornecer ferramentaria de qualidade, mas buscar a melhor aplicação”. Muito mais do que vender máquinas, a Bener é capaz de oferecer soluções completas para todo o segmento metal-mecânico, mostrando que maturidade e compromisso são sinônimos de resultado. Fernando Sacco Jornalista


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Lote ideal para

usinagem flexível versus

Lote econômico:

uma reflexão para aumento da competitividade ara a indústria, a competitividade em termos de preços, prazos e qualidade tem sido uma constante preocupação visando sobrevivência no mercado. Este fato tem assumido crescente importância desde que foi introduzida a prática baseada no conceito de manufatura flexível. Neste cenário, considerado o conceito de just in time, são utilizados os cartões para “puxar” a produção. Considerar “estoque zero” é fundamental, ou seja, a peça deve ser produzida para fornecimento imediato ou para a montagem e faturamento imediatos de produtos resultantes. Assim, o número de peças a serem produzidas pode ser extremamente pequeno, em seu limite, apenas uma unidade, ou seja, só uma peça. Entretanto, estas peças devem ser usinadas, gerando lucro ao empresário. Antes da introdução do conceito acima, havia o chamado “lote econômico”. Este definia o número mínimo de peças que poderiam ser usinadas para justificar

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os custos com o armazenamento da matéria-prima, com o estoque de peças acabadas, com peças em movimento e com o set up das máquinas. Eram considerados, ainda, aspectos relacionados com a demanda da peça e os juros sobre os investimentos com os estoques mencionados. Com a introdução da flexibilidade, o lote econômico perdeu completamente sua validade. Isto ocorreu porque as empresas “montadoras” passaram a solicitar aos fornecedores o número de peças que realmente necessitam a cada momento ao longo de um período de tempo, número este que oscila continuamente em função da demanda, ora mais aquecida ora mais estanque. Os fornecedores de serviços de usinagem conhecem bem a demanda de seus clientes. Podem, portanto, arriscar-se em usinar peças considerando um estoque mínimo de controle baseado na média desta demanda. Este fato cria a justificativa para a reflexão realizada neste artigo.


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Entretanto, por mais flexíveis que se tornem máquinas e dispositivos de fixação, o tempo de set up ainda continua existindo e, em grande número de indústrias, ainda é um tempo relativamente alto com custos exagerados. A atividade de set up sempre existiu e continuará existindo, despendendo tempo que pode até ser pequeno, mas que envolverá recursos físicos e financeiros que nem sempre serão desprezíveis. Tal atividade não agrega va-

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lor ao produto, mas é indispensável. Além dos custos envolvidos, existe a expectativa de lucro, intimamente ligada ao preço de venda das peças usinadas. Neste sentido, ocorreu pensar-se em algo para o enfrentamento desta questão. Surge então a idéia de Lote Ideal para Usinagem Flexível (LIUF). Seu conceito segue uma linha de aplicação muito parecida com a do

Rodrigo Gamarra

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Lote Econômico, ou seja, de definir qual seria o número mínimo de peças de um lote que equilibrasse os custos com o set up. A idéia do (LIUF) surge para permitir avaliar a relação entre o custo de set up com o preço de venda da peça a fabricar. Algumas hipóteses circunstanciam a idéia aqui apresentada, quais sejam: 1. O LIUF considera estoque zero, e o cenário é de uma indústria que tem dificuldades com set up. 2. Não haverá estoque de insertos semi-utilizados. Pastilhas usadas serão consideradas com seu valor de venda como sucata de ferramentas. 3. A idéia vale para indústria que realize cálculo de formação do preço de venda. Assim, pode-se dizer que o LIUF deve ser maior ou igual ao custo de set up dividido pelo preço de venda por peça. Ora, quanto menor for a relação entre o custo de set up e o preço de venda da peça, menor será o número de peças por lote programado sem que seja ne cessário alterá-lo para equilibrar custos. O óbvio é diminuir o tempo de set up ou aumentar o preço por peça ou, ainda, adotar ambas as medidas. A idéia neste artigo é encarar os limites do óbvio e seO Mundo da Usinagem 19


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lecionar uma velocidade de corte que permita definir qual seria o lote ideal para ser usinado sem prejuízos e preferencialmente com lucro. Assim, quando for programado um lote de peças a ser usinado, recomenda-se que uma comparação com o número de peças do LIUF deva ser providenciada. Neste caso, podem ocorrer as seguintes situações: O número de peças programadas é menor que o número de peças do LIUF. Recomenda-se rever a programação, negociar com o solicitante um número maior, visando usinar um número de peças igual ao do LIUF, ou comparando o custo adicional para estocar as peças excedentes com o custo adicional para realizar a usinagem de peças, o maior número que complete o mínimo ideal; O número de peças programadas é igual ou maior que o número de peças do LIUF. O lote de peças programado poderá, então, ser usinado com a velocidade de corte selecionada. Entretanto, é necessária a utilização eficaz de todas as arestas de corte de toda(s) a(s) ferramenta(s) a ser(em) utilizada(s). A meta é não sucatear arestas que não foram utilizadas. Para isto, basta balancear a vida da ferramenta, alterando a velocidade de corte para a qual 20 O Mundo da Usinagem

foi selecionada e utilizar todas as arestas disponíveis. O número de arestas ideal deve ser múltiplo do número de arestas de corte disponíveis do inserto. Assim sendo, observa-se que a idéia de avaliação do LIUF pode ser de valia, desde que as hipóteses consideradas para explorar a idéia sejam válidas. Trata-se de utilizar informações fáceis de serem retiradas da prática do processo, utilizando-se de dados de catálogos de fabricantes de ferramentas e que permitem a introdução desta alternativa ao conceito de lote econômico. O usuário poderá trabalhar de forma ainda mais eficaz ao aliar LIUF com o conceito de usinagem flexível. A idéia explorada neste artigo representa um fator estratégico de competitividade no mercado, pois tal procedimento provavelmente é muito pouco utilizado na prática de usinagem. Nivaldo Lemos Coppini Editor do Encarte Científico da Revista OMU

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Fornecimento de aços trefilados: uma logística indispensável Cuidados na hora de escolher o fornecedor garantem flexibilidade na cadeia de suprimentos trefilação é um processo industrial de transformação mecânica a frio. Ela consiste na redução da seção transversal de uma barra, fio ou tubo de metal, eliminando irregularidades na sua forma e superfície, calibrando a barra ou o tubo na bitola exata para os objetivos a que se destina o produto. O aço, denominado ‘fio máquina’ ou ‘barra laminada’, é rebaixado (trefilado) para dimensões inferiores através de uma ferramenta cônica denominada fieira. Depois é endireitado e cortado no comprimento padrão para venda. A grosso modo, a trefilação consiste no redimensionamento de materiais por meio da redução de área. Através dela é possível obter tubos de pequenos diâmetros, incapazes de serem estrudados, como arames, fios condutores, parafusos, peças seriadas e diversos outros produtos. “O material chega da usina siderúrgica laminado em fio máquina ou barras. O primeiro passo é decapar, depois fosfatizar e saponificar, ou seja, realizar banhos com produtos químicos para limpar a camada superficial de óxiParafusos em do de ferro produzida na laminação a quente”, aço inoxidável. descreve Reinaldo Boaretto Neto, gerente comercial da Aços Vic. “O banho de sabão é a ultima etapa do processo. Depois o material é trefilado, endireitado, oleado, pesado e identificado”, explica.

Imagem cedida pela Aços VIC

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Os fornecedores de aços laMolas de aço inoxidável k minados são as usinas siderúrgidvi para diversas aplicações. n Sa cas, tais como Gerdau e AB o iv rqu ArcelorMittal, que fors: A o t Fo necem para um grande número de distritanto resistência mebuidores e trefiladores. cânica quanto resisEstes fazem a ponte tência à corrosão, entre as usinas e o púnormalmente é neblico consumidor. cessário um apoio esAs siderúrgicas conpecializado para indicar tam com a vantagem do uma liga adequada, tornanpreço, menor que os distrido a ação do distribuidor um poubuidores e trefiladores indepen- Um pecuarista logicamente pro- co mais restrita”, afirma Faggiani. dentes, já que elas agregam todos cura este produto em um distribuiNo caso de aços inoxidáveis, os processos envolvidos na cadeia dor que forneça todo o pacote de 70% da fabricação é feita por ende produção e trabalham com al- produtos de sua necessidade”, des- comenda, o que torna a logístitos volumes. Entretanto, são in- taca Carlos Alberto Faggiani, en- ca diferente. O produto sai da fácapazes de suprir toda a deman- genheiro de aplicações da Sandvik brica e vai direto para o cliente, da interna por conta do prazo, Materials Technology. “Essa linha sem a intermediação do distribuilogística, quantidade e especifici- de raciocínio vale também para dor. “Quando se fala em trefiladade. A proporção entre o mer- outros produtos padronizados de dores, é importante trabalhar cado interno e externo é da ordem aço carbono. Já no caso de aço com entregas programadas com de 70% e 30% respectivamente, inoxidável, pela própria caracterís- a usina essencialmente aquilo que segundo dados da ArcelorMittal tica de aplicação, que demanda vai ser usado. Da mesma maneiAços Longos. ra, o cliente deve comprar soOs trefiladores, por sua vez, mente aquilo que vai utilizar. Se possuem estoques relativamendentro da cadeia você cria muite altos, variedades de bitolas e tos estoques, inevitavelmente o tolerâncias, prazos de entrega produto final acaba encarecenmenores, além da facilidade pado”, destaca Michel Massih Filho, ra fornecer produtos com medigerente de marketing da área de das especiais. arames da SMT. Já os distribuidores traba“Devido à rapidez com que lham com estoque de bitolas de as operações comerciais estão senmaior rotatividade, atendendo do feitas, o mercado passou a copequenas quantidades não fornebrar ainda mais agilidade no forcidas pelas usinas e trefiladores. necimento de matéria-prima. “Em se tratando de produtos Para atender essas necessidades, padronizados como um arame paa Aços Vic decidiu investir na ra cerca de aço carbono, o merca- Pulseira de relógio manutenção de um estoque dido consumidor não está habitua- feita em arames laminados rigido e no serviço de pronta endo a adquirir direto das usinas. de aço inoxidável. trega, que acabaram se transforO Mundo da Usinagem 23


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mando em grande vantagem mercadológica para a indústria, além de fortalecer a relação com a clientela. Decisões como esta garantem maior rotatividade de estoque, elevando as vendas dirigidas e reduzindo prazos de entrega de produtos específicos de 15 dias para 24 horas, dependendo da região”, relata Boaretto. Por se tratar de um produto vital no processo produtivo, é necessário ter em vista a flexibilidade do estoque. Optar pelo fornecedor correto garante maior rotatividade e evita embaraços na logística produtiva. Vale a pena analisar os melhores prazos, variedade e qualidade: a escolha de um fornecedor pode fazer toda a diferença. MERCADO Os aços inoxidáveis mais consumidos são os 304L, utilizados na produção de artefatos como esteiras, telas e tecidos metálicos. Na fabricação de parafusos, é usado especificamente o 302HQ. Na escala de nobreza, o destaque é para o 316L que contém molibdênio e aços duplex, que unem elevada resistência à corrosão e resistência mecânica. Esteiras, telas e tecidos metálicos 304L 310 314 316L 317L 321 904L

0,20 – 7,00 mm 0,20 – 7,00 mm 0,20 – 7,00 mm 0,20 – 7,00 mm 0,20 – 7,00 mm 0,20 – 7,00 mm 0,20 – 7,00 mm

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O processo de trefilamento.

Os aços carbono, aço ao chumbo (Sae 12L14/Din 9SMn Pb28) e aço ressulfurado (Din 9SMn28/36, Sae 1213/15) também integram essa lista dos mais consumidos e, de maneira geral, aços de baixo e médio carbono. Confira abaixo alguns dos principais tipos de aços inoxidáveis trefilados utilizados na indústria metal-mecânica, suas aplicações e faixas de diâmetro mais usuais. Fernando Sacco Jornalista Agradecimento: Reinaldo Boaretto Neto

Elementos de fixação (Parafusos) 302HQ 304L 316L

2,00 – 7,20 mm 2,00 – 7,70 mm 2,00 – 7,20 mm

Filtros Industriais 304 316L

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Fresamento por Interpolação oje em dia, as indústrias, basicamente, buscam otimizar a produtividade nas operações que realizam. Entretanto, a palavra produtividade pode ser definida de diferentes maneiras. Assim, é muito importante que se saiba exatamente o que considerar em cada caso. Algumas vezes, a limitação em produtividade pode ser uma questão de otimização dos processos de usinagem e, nesse momento, os fabricantes de ferramentas podem oferecer uma solução mais produtiva devido a ampla experiência que acumulam, uma vez que este assunto é o seu “core business”. A produtividade no fresamento, por exemplo, pode ser definida da seguinte forma: • Menor custo total de produção, ou seja, in-

H

cluindo custos com ferramentas, maquinário, mão-de-obra etc., que é a definição mais comum. • O tempo de ciclo é outro fator interessante para a produtividade. Esse fator pode ajudar a decidir se será necessário o investimento em uma nova máquina ou adequar a tarefa a máquinas já existentes. • O baixo índice de refugo também pode ser uma forma de medir a produtividade, que pode ser o melhor método quando se trata de peças com alto valor agregado. A seleção correta de ferramentas e dados de corte é um fator determinante para o aumento de produtividade. Em alguns casos também pode haver a necessidade de se alterar o método de produção, como, por exemO Mundo da Usinagem 27


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plo, usinar um furo por meio do fresamento em vez da furação. A primeira recomendação para a usinagem de furos é a utilização de brocas. No entanto, se o furo for maior que as brocas disponíveis ou o diâmetro do furo for intermediário à medida das brocas standard, o fresamento será o método de produção mais econômico, principalmente quando o tamanho do lote de produção for pequeno e não seriado. Dessa forma, pode-se evitar a necessidade de uma ferramenta especial, que normalmente eleva os custos com ferramentas. A fresa, na abertura de furos, também é a primeira escolha para máquinas de baixa potência ou na furação de materiais tratados termicamente, que dificultam bastante a aplicação de brocas. Um bom escoamento de cavacos é fundamental para o sucesso da operação. Com isso, as máquinas de fuso horizontal são preferidas. Se for usado um fuso vertical, os cavados devem ser evacuados por refrigeração com boa pressão ou ar comprimido e, de preferência, através da ferramenta. De certa forma, o escoamento de cavacos não é um problema quando o diâmetro da ferramenta é menor que o furo usinado. O método de furação com o uso de fresas pode ser dividido em dois tipos de operação: • Fresamento de furos cegos ou passantes, a partir de superfícies sólidas. • Mandrilamento de furos préexistentes. 28 O Mundo da Usinagem

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O fresamento de um furo cego é praticamente restrito a furos relativamente rasos, pois furos mais profundos normalmente estão diretamente associados a problemas com o escoamento dos cavacos, e os longos comprimentos de montagem da ferramenta geram vibrações com maior facilidade. Sendo assim, para furos mais profundos, a furação deve ser a primeira escolha. FRESAMENTO DE FUROS O fresamento de um furo requer o uso de máquinas CNC de três eixos que incorporem o método de interpolação circular, ferramentas com capacidade para fresamento em rampa e especial atenção às recomendações de diâmetros mínimo e máximo que determinada fresa é capaz de realizar. No fresamento de furos, a ferramenta não deve ser forçada a trabalhar no seu limite e, sim, se considerar a estabilidade da máquina, evitando risco de vibrações. O material da peça terá grande influência sobre o resultado. Longos balanços também devem ser evitados o tanto quanto possível. A operação de fresamento de um furo é realizada com um movimento helicoidal, daí o termo interpolação helicoidal. MANDRILAMENTO DE FUROS PRÉ-EXISTENTES Um furo pré-existente pode, por exemplo, ser realizado por oxicorte, por fundição, por furação ou ter sido fresado. A

razão para a operação de mandrilamento é a necessidade de se aumentar o diâmetro ou obter tolerâncias do furo e um melhor acabamento superficial. Os fornecedores costumam ter em seus programas de venda, ferramentas para furos grandes e onde a exigência quanto a concentricidade do furo for crítica. É também a primeira escolha para operações de acabamento. Entretanto, se o furo for pré-existente e tiver um centramento ruim, por ter sido realizado por processos como oxicorte ou fundição, o fresamento passa a ser o método mais indicado, principalmente para furos pequenos. INTERPOLAÇÃO CIRCULAR

AB Sandvik Coromant

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Esse processo envolve fresamento simultâneo em dois eixos em um movimento circular, com uma profundidade constante em um percurso passo-a-passo. É uma abordagem relativamente básica e sem complicações, freqüentemente usada como uma alternativa para mandrilamento e não requer propriedades específicas da ferramenta de corte. Praticamente todos os tipos


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de fresas podem ser empregados na operação de interpolação circular, basta verificar qual a capacidade mínima de furo em que a ferramenta pode entrar para esse propósito. No entanto, esta pode não ser a opção mais produtiva em muitas situações. Uma vantagem desse método é a possibilidade de se usinar sem a preocupação com a quebra de cavacos, principalmente nos materiais maleáveis ou sem que o escoamento desses cavacos seja um problema sério, devido ao pequeno diâmetro da ferramenta comparado ao diâmetro do furo a ser usinado. O risco de vibrações também é reduzido. Com isso, fusos de máquina relativamente fracos são capazes de suportar as forças de corte envolvidas. Ao programar a máquina é muito importante atentar para o uso do valor correto do avanço da mesa Vf (dado na linha de centro da ferramenta) ou Vfm (dado na periferia da ferramenta) – as máquinas são projetadas para ambos. Se a máquina precisa de Vf e for programado Vfm em seu lugar, o avanço por dente (fz) se tornará muito alto, com risco subseqüente de quebra da pastilha.

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Ilustrações: AB Sandvik Coromant

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INTERPOLAÇÃO HELICOIDAL Esse método é uma progressão lógica da interpolação circular em que a fresa se movimenta em três dimensões, progredindo para a profundidade do furo enquanto também realiza o movimento da interpolação circular. É um movimento em espiral ou helicoidal. Tal método é indicado para ferramentas com comprimentos mais longos, pois produz forças axiais radiais menores e axiais mais elevadas que a interpolação circular e, portanto, menos vibrações. A fresa, utilizada para interpolação helicoidal, deve ter capacidade de usinagem em rampa se a intenção for a furação, ou seja, a abertura de um furo a partir de superfície sólida. Considerações e vantagens do método:

• A interpolação helicoidal é um fresamento com três eixos em movimento circular. • É com freqüência apoiado pelo programa de interpolação de roscas nas máquinas, facilitando sua programação. • Deve-se considerar a questão da segurança na construção das máquinas devido a possível formação de cavacos longos e, portanto, com riscos ao operador. No fresamento por interpolação, dependendo do material que se usina, por exemplo materiais maleáveis de cavacos longos, alumínio e às vezes até aços inoxidáveis, enquanto a fresa não forma uma volta completa no percurso de interpolação, os cavacos podem sair longos em vez de quebrados, como é o padrão do fresamento. Isso acontece no início da operação em superfícies sólidas. • Para ferramentas com com-


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primentos mais longos, a interpolação helicoidal é melhor que a interpolação circular, pois produz menores forças radiais e conseqüentemente menor risco de vibrações. • Com a interpolação helicoidal, uma ferramenta pode abranger muitos e diferentes diâmetros furados ou mandrilados. • A ferramenta utilizada para esse método deve ter capacidade para usinagem em rampa, se for abrir um furo a partir de uma superfície sólida. No seu recente pacote de lançamento de produtos, em março último, o fornecedor de ferramentas Sandvik Coromant introduziu a CoroMill 490, uma

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fresa a 90 graus com pastilhas de quatro arestas de corte, com baixa relação de custo por aresta. Com capacidade de realização de vários métodos de fresamento, entre faceamento, contorno e abertura de rasgos, destaca-se sua capacidade para acabamentos superficiais de alta qualidade. Embora esta fresa não tenha a capacidade para fresamento em rampa, sobre superfícies sólidas, quando empregada em operações de interpolação circular ou helicoidal, a partir de um furo pré-existente, ela confere um grau de acabamento excepcional. Com rugosidade na casa de Ra = 1 Ìm. Concluindo, o aumento de produtividade, além

de muitas vezes depender de uma máquina mais adequada, uma ferramenta mais durável ou de melhor geometria para o controle do fluxo dos cavacos, em muitas ocasiões está na adoção de um método de corte mais eficaz, que se encaixe melhor em determinada situação. Um exemplo disto é a aplicação do fresamento por interpolação. A perícia do engenheiro ou técnico de processos é que vai poder encontrar a melhor opção.

Francisco Cavichiolli Especialista Sandvik Coromant em Fresamento e Sistemas de Fixação


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Itálica

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Odacir Conte e Getúlio da Silva Fonseca, diretores do SIMECS

Região Sul Mercado pressiona por desoneração e qualificação profissional Para que a indústria brasileira conquiste um novo patamar de competitividade, a desoneração fiscal na venda de máquinas é fundamental m dos principais pólos metal-mecânicos do Brasil, a região de Caxias do Sul está sentindo os reflexos do aquecimento do mercado brasileiro e, em particular, da retomada do setor agrícola na região Sul do País. Para Odacir Conte, diretor executivo do SIMECS – Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul, a indústria brasileira poderia estar num estágio tecnológico mais avançado se pudesse contar com incentivos governamentais para a modernização do parque fabril. “Quando uma empresa adquire uma máquina, ela o faz para se tornar mais produtiva, mais competitiva nacional e internacionalmente. Com isso, vai gerar mais produtos, mais riqueza e, portanto, mais im-

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postos”, argumenta. Vale lembrar que todas as economias desenvolvidas do mundo, aí incluídas as dos países emergentes, exceção claro a brasileira, isentam de impostos a venda de máquinas. “Se no Brasil tivéssemos inputs tecnológicos como este, nossa indústria certamente iria ter maior produtividade e menor desperdício e seria mais competitiva”. Azevedo afirma que o SIMECS tem procurado fazer a sua parte para o desenvolvimento de suas cerca de 2.500 empresas filiadas, no que se refere à formação de mão-de-obra qualificada e apoio tecnológico. A base territorial do SIMECS abrange, além de Caxias do Sul, outros 17 municípios da Serra Gaúcha. O setor industrial da região fatura cerca de R$ 12 bilhões, 20% dos quais com exportações, 20%


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para o próprio Estado do Rio Grande do Sul e os restantes 60% para todo o Brasil. “Nossa região é responsável por 50% do aço consumido no Rio Grande do Sul”, frisa. CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL Fundado há 50 anos, o SIMECS tem se posicionado na vanguarda dos sindicatos patronais do País, avançando em muito da tarefa básica de promover convenções coletivas de trabalho. A entidade tem se caracterizado por suas ações no campo da capacitação de mão-de-obra e da promoção do desenvolvimento tecnológico das empresas da região e também no campo social, com programas que já se tornaram referência para outras entidades brasileiras. É o caso por exemplo do Programa de Capacitação Profissional de Deficientes Visuais, em parceria com a Apadev – Associação de Pais dos Deficientes Visuais, que promove a inserção dos deficientes visuais no campo do trabalho. “Hoje, 12 dos egressos desse programa estão trabalhando em fábricas da região, com desempenho exemplar”, afirma Azevedo. Além disso, as obras produzidas em braille, custeadas pela entidade, têm sido solicitadas inclusive por entidades da Argentina. Outro exemplo é o Projeto Novos Horizontes, que oferece apoio a alunos carentes da região com dificuldade de acesso aos cursos profissionalizantes. Anualmente, a entidade apadrinha 50

alunos, fornecendo transporte, alimentação, material didático e uniformes. No Senai, os alunos recebem reforço escolar e apoio técnico-pedagógico visando uma melhor preparação para as provas seletivas das escolas técnicas. No Sesi, recebem aulas de cidadania. “É um programa de sucesso e estamos incentivando os sindicatos de outras categorias a abraçar a idéia”, informa. O SIMECS tem um extenso currículo de ações no campo da formação profissional. Um de seus principais feitos nessa área foi a criação – ainda no final dos anos 1980 – do Centro Tecnológico de Mecatrônica do SenaiRS, instalado em Caxias do Sul, considerado de excelência nacional na área de Automação Industrial e Solda Robotizada, onde se destaca o Curso Técnico em Automação Industrial. Na década seguinte, dentro do PROEP – Programa de Expansão Profissional do governo federal e com recursos do Banco Mundial, por iniciativa da entidade foi instalado o Centro Tecnológico Automotivo de Caxias do Sul, que prepara mão-de-obra para as indústrias automotivas e de autopeças, um dos segmentos mais expressivos da região. “Foi o primeiro projeto desse tipo no Brasil e do qual somos gestores até hoje, com o Senai responsabilizando-se pela parte técnica”. Atualmente, o SIMECS trabalha para levar para a Serra Gaúcha uma Escola Técnica Federal da área de Metalurgia. “Trata-se de O Mundo da Usinagem 35


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Caxias do Sul

uma antiga aspiração nossa e que deve se concretizar em breve”, informa Azevedo, lembrando que o projeto já está aprovado, devendo ser anunciando oficialmente ainda nesse primeiro semestre. Além disso, a entidade tem trabalhado constantemente no apoio e suporte às

oito unidades do Senai existentes na região, com equipamentos e recursos. “Estamos também mobilizados para trazer outras duas escolas do Senai para a região, para as cidades de Veranópolis e Farroupilha”. Visando o desenvolvimento tecnológico de suas associadas, o SIMECS tem feito gestões com o objetivo de instalar um Centro

Tecnológico de Homologação e Testes, já que hoje as empresas têm de enviar seus produtos para a realização de testes para outras cidades ou mesmo outros estados. Outro projeto é a criação de um centro de referência em gás veicular em parceria com a Petrobras e a UCS – Universidade de Caxias do Sul. A entidade tem ainda participação ativa nos APLs – Arranjos Produtivos Locais e nas incubadoras tecnológicas da região. Os desafios são cada vez maiores mas, a julgar pelo ritmo de atividades do SIMECS, a região continuará prosperando e seguindo sua vocação para o setor industrial. De Fato Comunicações


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Dispositivos de fixação e alimentadores de barras maximizam produção m busca de competitividade pela redução dos tempos de fabricação, freqüentemente especialistas dedicam grande atenção à escolha de máquinas, ferramentas e parâmetros de corte. Contudo, outros dois itens tão importantes quanto estes são a escolha do dispositivo de fixação da peça e do alimentador de barras, quando em operações de torneamento. Tanto o método de fixação da peça quanto a alimentação da máquina podem eliminar etapas no processo de usinagem e minimizar o tempo improdutivo entre a conclusão de uma peça e o início de uma outra. Embora possa não parecer aos olhos de um leigo, a economia de um ou dois segundos entre o término de uma e o início de outra peça pode significar algumas centenas de peças a mais por mês, principalmente em produções de peças seriadas e em grandes quantidades. Atendendo mercados como o automotivo, naval, aeroes-

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pacial, eletrônico e eletrodoméstico, a indústria de dispositivos e alimentadores busca formas constantes de aumentar a produção, reduzir o set up e tirar operadores de atividades insalubres. ATAG, empresa brasileira que vende soluções em processos de usinagem, desenvolve esses dispositivos e garante: “Tão importante quanto comprar uma máquina é ter um bom dispositivo de fixação”, diz Edson Rodrigues Lopes, sócio-proprietário da empresa. Para o empresário, o mercado ainda

Arquivo TAG

Tecnologia de fixação e alimentação de máquinas garante usinagem de peças em menor tempo e aumenta a produtividade e o lucro das empresas

Placa Simples ao lado e Fixação de peças acabada (acima).

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não tem a cultura de investir em tais dispositivos, mas sua relevância começa a ser percebida. “Grandes empresas já percebem a importância e hoje eliminam tempo, máquinas e operadores faturando em produção”, conta Lopes. A Rochel Engenharia também fabrica máquinas, equipamentos e dispositivos de usinagem. Para Hélio Geraldo da Silva, diretor presidente da empresa, tais componentes dão mais agilidade e repetitividade ao processo de usinagem, pois eliminam por completo a interferência do fator homem durante processo. Um exemplo de sua utilização está na hora de preparar uma peça redonda. No dispositivo convencional se usina a parte de fora, retira-se a placa e coloca-se o mandril que vai prender a peça por dentro para que se usine a parte interna. Tal processo pode demorar de 40 minutos a 1 hora. Com os dispositivos de fixação corretamente especificados, é possível usinar de uma só vez e em uma só máquina as referidas peças que antes necessitavam de duas operações e, por conseguinte, de duas máquinas. Os dispositivos mais usados são os standard ou padrão, que acompanham as máquinas-padrão e que podem comprometer a produtividade. Já os chamados especiais ou sob encomenda trabalham de forma personalizada e podem ser grandes aliados para o aumento da produção. “Para uma melhor funcionalidade, os dispositivos especiais devem 40 O Mundo da Usinagem

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tânea aplicados, o tempo por peça caiu de 72 para 28 segundos. “Um outro cliente do setor automotivo produzia tambores de freio em 3 etapas. Com o uso dos Arquivo TAG dispositivos conseguimos eliminar uma etapa e a produtiviPlaca com itens dade aumentou em 35%”, afirintercambiaveis. ma Lopes. Quando bem desenvolvidos e aplicados, a funcionalidade dos ser feitos em conjunto com os fa- dispositivos de fixação não só mebricantes da máquina, da ferra- lhora a qualidade do produto dumenta, do dispositivo e com o rante o seu desenvolvimento, mas cliente, na chamada “engenharia em todo o ciclo de vida. Uma pesimultânea”, diz Lopes da TAG. ça usinada de forma integrada Esta filosofia toma como base a si- possui os mais rígidos padrões de nergia entre seus agentes, que de- qualidade e fará do produto final vem trabalhar em equipes multi- uma junção de tecnologia e valor funcionais, formadas por pessoas agregado visando a total satisfação de diversas áreas. do cliente. O empresário lembra de um caso recente em que uma peça pa- ALIMENTADORES DE BARRAS: ra sistema de direção era feita em OUTROS ALIADOS NO brochadeira e demorava 72 segun- AUMENTO DA PRODUTIVIDADE Apostar na dobradinha alimendos para ser feita. Hoje, a mesma peça feita em centro de usinagem tadores de barras e tornos automáticos (cames ou CNC) parece ser uma escolha acertada na tão desejada busca pelo aumento da produtividade. “Posso afirmar Tanto o método de fixação que o ganho em produtividada peça quanto a alimentação de mínima é de 30%, mas já tida máquina podem minimizar vemos alguns casos em que o tempo improdutivo chegou a 200%”, diz Rogério Fuzaro, diretor geral da Bucci Industries Brasil, representado mundialmente pelas marcas Lemca, com máquina de alta precisão e Giuliani, Sinteco e Riba Comdispositivo com 10 posições de fi- posites. A empresa produz dois tixação rende 10 unidades em ape- pos de alimentadores de barras cunas 4 minutos e 40 segundos. Com ja função básica é garantir esse os processos de engenharia simul- aumento de produtividade: os


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monofuso e multifuso, fabricados na Itália e Taiwan. Segundo Fuzaro, o alimentador não é um produto caro, e varia de 15% a 40% do valor do torno a ser acoplado. Em compensação, com a utilização dos alimentadores, o trabalho se torna mais salubre, não se carrega peso, há redução drástica de ruído e as trocas de peças se fazem em baixos ciclos de tempo. “Quando não se usa um alimentador de barras, acabamos tendo um maior investimento, pois há aumento no número de tornos resultando em mais funcionários envolvidos e mais gasto com energia elétrica e equipamentos periféricos de fixação e de controle”, analisa o diretor. Os primeiros tornos automáticos foram desenvolvidos com alimentadores de barras por gravidade. Este tipo de alimentador é composto por um tubo de guia apoiado em pedestais, um empurrador com ponta giratória que é impulsionado por pesos e um conjunto de polias e cabos. Toda vez que termina um ciclo de trabalho, a pinça abre e a máquina estaciona para que seja retirado o restante da barra anterior e alimentada uma nova barra manualmente. A Ergomat Indústria e Comércio Ltda. já produziu mais de 15 mil tornos e hoje exporta para países como Japão, Alemanha e Estados Unidos. 42 O Mundo da Usinagem

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Alimentador de barras.

O engenheiro e diretor de vendas Alfredo Ferrari lembra que o primeiro cuidado a se tomar quando se usina peças a partir de barras é em relação ao aspecto da forma retilínea destas. “Barras irregulares geram vibrações que variam com a velocidade do fuso principal, provocando oscilações de medidas, imperfeições no acabamento e interferências no funcionamento da máquina e conseqüentemente na diminuição de sua vida útil”, alerta. Além dos alimentadores por gravidade, há também os hidráulicos e magazines de troca automática das barras. No caso dos alimentadores hidráulicos, a diferença em relação ao sistema por gravidade é que a força de avanço é aplicada sobre o empurrador através de um sistema hidráulico fazendo com que a barra gire den-

Arquivo Nestor Di Marco

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tro de um tubo com óleo, resultando em amortecimento. A empresa Argentina Nestor Di Marco possui 18 anos de investimento na fabricação de alimentadores de barras hidráulicos. Atualmente, o destino de grande parte de sua produção é o Brasil. “Estamos investindo na fabricação de um alimentador com dez bitolas diferentes. Assim, pode-se trabalhar todas as barras com mínima folga e operar em maior velocidade”, revela Laura Cecília Di Marco, responsável pelas exportações da empresa. Essa novidade da empresa foi apresentada em maio, durante a Feira Internacional da Mecânica, em São Paulo.


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Segundo ainda a Nestor Di Marco, fabricantes de alimentadores da América do Sul estão bem à frente de europeus e asiáticos. Enquanto lá ainda há prevalência de alimentadores standard, por aqui há mais exigência na hora de alimentar os tornos, por isso é importante que o alimentador seja desenhado segundo às necessidades do cliente e não de forma padrão. “Muitas vezes, a falta de conhecimento faz as pessoas pensarem que um alimentador de barras feito na América do Sul é de qualidade inferior”, finaliza Laura. Segundo alguns fabricantes e empresas consultadas, a cultura

de utilização de ferramentas que permitem uma total automação dos processos ainda não é tão difundida, até porque a maioria das empresas ainda trabalha com a visão de que o baixo custo da mão-de-obra no país ainda é mais vantajoso que os sistemas automáticos. Mas para aquelas que ainda buscam soluções inteligentes que auxiliem em ganho de produtividade e, conseqüentemente, em maior lucro final, tais dispositivos certamente trarão resultados surpreendentes.

Luis Guidi Jornalista

Vantagens em usar um alimentador de barra n

Maior rendimento (de 30% até 200%). Permite o torneamento até o final da barra evitando desperdício de material. n Evita vibrações, aumentando em 40% a vida das ferramentas de corte. n Totalmente silencioso por se tratar de um sistema hidráulico. n Avanço preciso da barra, isento de rebotes. n Melhor qualidade de acabamento das peças. n Regulagem de pressão e avanço das barras. n Total segurança para o operador. n Econômico e de simples manutenção. n Diminui o desgaste dos gatilhos do fuso. n Não há retorno da barra quando se faz a furação. n Evita o desgaste dos rolamentos do fuso e do fechamento das pinças. n A carga de nova barra não ultrapassa 40 segundos. n

Fonte: Nestor Di Marco

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indiscreta

anúncio precipitado das reservas de petróleo na Bacia de Santos pelo presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, ocorrido recentemente, com repercussão no Brasil e nos principais mercados internacionais, guarda uma lição importante para qualquer executivo graduado nas empresas. O barulho todo não ocorreu propriamente por conta do teor do anúncio de existir perspectivas extremamente otimistas para a reserva situada na Bacia de Santos. Até porque a informação já havia circulado internacionalmente em revistas especializadas e já estava disponível entre os analistas do sempre sensível mercado de Petróleo. A confusão aconteceu, na verdade, pela falta de cerimônia do executivo do governo e pela sua inexplicável incompreensão quanto à importância do cargo que ocupa. Lima não se deu conta de que um anúncio desta magnitude deve obedecer a um ritual específico, pois envolve interesses de acionistas da Petrobras, do governo brasileiro, de investidores internacionais e de inúmeros outros stakeholders que não foram levados em con-

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sideração no momento de sua polêmica intervenção pública. O fato mostra um escorregão corriqueiro no mundo corporativo. Não é a primeira vez que um executivo importante fala o que pensa, sem levar em conta a posição que ocupa e os interesses envolvidos. Já vimos outros casos igualmente desastrosos acontecerem. Em agosto do ano passado, o presidente da Philips do Brasil, Paulo Zottolo, por exemplo, teve a infeliz idéia de dizer que se o Piauí não existisse não faria falta a ninguém. A declaração fez um barulho espetacular, repercutiu em toda a mídia e causa problemas até hoje para a empresa, que planeja instalar uma fábrica no Estado. A origem de todo o problema está na incompreensão de que quanto mais graduado o cargo, mais o executivo se confunde com a empresa que representa. Tanto na fala de Zottolo quanto na de Lima, da ANP, a audiência imediatamente identificou a mensagem como sendo opinião corporativa ou governamental. Esta confusão de papéis não há como ser ignorada. De fato, os executivos só têm reO Mundo da Usinagem 47

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Palavra


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presentatividade pública por conta do poder das empresas que representam. Suas falas e opiniões, portanto, devem estar o tempo todo em linha com o que as corporações dizem, para não haver confusão. Seja para se pronunciar sobre posições ideológicas, seja para emitir opinião sobre a eficiência ou não dos governos, ou ainda para expressar idéias sobre a economia, sobre os concorrentes, sobre o destino do país, sobre um acontecimento qualquer, a regra é uma só: se você tem poder e ocupa um cargo importante, todo cuidado é pouco. Essa máxima, válida desde sempre, ganha ainda maior relevância no ambiente de informação contínua em que vivemos. Hoje em dia, não há mais conversa entre quatro paredes. Celulares, câmeras, microcâmeras e todo o aparato tecnológico existente colocam todos em posição vulnerável permanentemente. Um gracejo fora de hora, uma fala preconceituosa, um ataque indevido à imagem do outro em segundos pode estar circulando pela internet, disponível para o consumo de milhares de pessoas em todo o mundo. Basta dar uma passada de olhos pelo YouTube para perceber como uma reputação pode sair arranhada de uma hora para outra. Imagine você dando uma palestra para sua força de vendas. De repente lhe ocorre

fazer um gracejo sobre a concorrência, relatando indiscrições comprometedoras. Imagine ainda que um desafeto seu na empresa resolva gravar a cena no celular e em seguida colocar no ar. O que era para ser apenas uma historinha para seu grupo se transforma numa dor de cabeça espetacular para você e, conseqüentemente, para sua companhia (ou ex-empresa dependendo do tamanho da encrenca resultante do episódio). Apesar de assistirmos diariamente a fatos como esses, tendemos a achar que nunca uma coisa dessas acontecerá conosco. Aí é que mora o perigo. Subestimar os riscos é dar o primeiro passo para o precipício. Os riscos existem e são reais. Se você está no comando em uma posição influente na sua empresa, abra os olhos e meça bem as palavras que diz por aí. Claudio Sá Diretor da Conteúdo Comunicação Empresarial

* Matéria captada pelo Depto. de Comunicação Corporativa da Sandvik do Brasil. 48 O Mundo da Usinagem

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Interessante Saber 2.qx

Dêgelo Pedro

o Brasil temos três tipos de pescaria não comercial: a indígena e a caiçara, que garantem alimento e subsistência em pequena escala, e a esportiva, praticada sobretudo por aficionados dessa atividade que é uma verdadeira arte. Arte de paciência, dedicação, companheirismo, inventividade, aventuras e, claro, piadas. Embora a maioria dos pescadores urbanos brasileiros ainda prefira pescar, fotografar e comer seu peixe, está crescendo o movimento “pesque e solte”, divulgado pela Sociedade Brasileira de Pesca Esportiva e defendido por muitos ambientalistas. Tanto a pesca esportiva livre, em rios e lagos, quanto aquela praticada em pesqueiros, conta com guias habilitados na prática do “pesque e solte”. Já existem regiões brasileiras classificadas como reservas ecológicas de pesca esportiva onde o pescador

Pescou? N Soltou? Comeu? Doou?

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turista pode pescar e comer apenas localmente, não podendo levar embora nenhum peixe. De maneira geral, o que a Sociedade de Pesca Esportiva e o PNDPA – Programa Nacional de Desenvolvimento da Pesca Amadora do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis) pregam é que o pescador esportivo saiba pescar sem machucar o peixe e, o principal, saiba soltá-lo de volta às águas. Nesse sentido, os principais cuidados e procedimentos são: 1. EQUIPAMENTOS Pescar com equipamentos condizentes ao peixe e ao ambiente. Uma linha muito fina pode fazer com que a briga demore demais, cansando o peixe além da sua capacidade de resistência.

2. ANZOL A utilização de anzol sem farpa machuca menos o peixe, sobretudo na retirada do anzol. A sensação de que o peixe escapa com facilidade pela não utilização da farpa não corresponde à realidade. Mesmo no caso de peixes saltadores, basta o pescador evitar que a linha bambeie. 52 O Mundo da Usinagem

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3. PASSAGUÁ/ ALICATE/BICHEIRO O ideal é não usar nenhum equipamento para retirar o peixe da água. O ideal seria usar apenas as mãos molhadas. Mas existem situações em que o pescador precisa usar um equipamento e é bom conhecer as vantagens e desvantagens dos métodos tradicionais. Passaguá: embora prático e eficiente, o contato do peixe com a rede retira boa parte de sua mucosa e até escamas, diminuindo sua resistên-

cia e facilitando infecções por vírus e bactérias. Alicate de contenção: fácil de se usar e proporciona um bom domínio sobre o peixe. Como só prende pela boca, não causa nenhum prejuízo às demais partes do animal. Mas, em algumas espécies, pode pressionar parte da guelra. Bicheiro: bicheiros pequenos são eficientes para tirar o peixe da água e quase não deixam marcas se forem utilizados corretamente. O bicheiro é sempre introduzido de dentro da boca para fora, devendo perfurar a fina pele existente por detrás da mandíbula. Se mal usado, pode machucar outras partes da boca do peixe.

4. TEMPO FORA DA ÁGUA Quanto menos o peixe ficar fora da água, maior será a garantia de sua sobrevivência. Não há regra básica para cada espé-

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cie, pois depende de vários fatores, como tempo de briga e estado de cada peixe. O que se sabe é que as espécies de escama possuem bem menos resistência que as espécies de couro. No entanto, o tempo que se pode manter um peixe fora da água é suficiente para retirar o anzol, admirá-lo e fotografá-lo, antes da soltura. 5. CUIDADOS DE MANUSEIO Cuidado com quedas, no barco ou nas pedras, pois podem matar o peixe. Não tocar as guelras, pois é possível infectar o peixe. Manuseá-lo sempre com mãos molhadas, e, mesmo assim, tocálo o menos possível. 6. RETIRADA DO ANZOL Retire o anzol tão rapidamente quanto possível, usando alicates de bico. Os alicates de bico longo podem acelerar a retirada de um anzol fisgado profundamente. Porém, lembre-se: caso o anzol tenha penetrado fundo no peixe, corte o empate e deixe


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o anzol dentro do peixe. Seja delicado e rápido. Os peixes pequenos, contudo, podem morrer em decorrência do choque causado pela retirada de um anzol. 7. REAVIVANDO O PEIXE Tempo é essencial! Um peixe fora da água sofrerá danos cerebrais em função da falta de oxigênio. Até mesmo um peixe pego ou manuseado gentilmente pode ficar exausto demais para se recuperar. 8. COMO SOLTAR O PEIXE Não jogá-lo simplesmente de volta à água. Sustentá-lo pela barriga, esperando que ele se recupere e saia nadando por conta própria. Solte-o na mesma região da captura e em remansos, evitando que o peixe, cansado, tenha que nadar em águas rápidas. 9. COMO FOTOGRAFAR Procure fotografar seu troféu preferencialmente com o peixe na água ou, se o peixe for retirado dela, procure colocá-lo em lugar liso e molhado para medir, pesar e fotografar. Lembre-se que estas operações devem ser realizadas no menor tempo possível. Pescadores esportivos buscam aperfeiçoar e desenvolver suas habilidades pesqueiras e as instruções acima visam orientar o pescador para que sua pescaria cau54 O Mundo da Usinagem

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se o mínimo impacto ao meio ambiente, respeitando a natureza e garantindo a qualidade do esporte para as futuras gerações! Ao libertar um peixe, você estará demonstrando respeito à natureza, auxiliando na manuten-

ção do ecossistema e garantindo o futuro da pesca esportiva. Contudo, existe uma outra corrente de entendimento, que sustenta que o benefício do pesque e solte é ilusório, pois a maioria dos peixes pescados e soltos não se recupera e acaba morrendo, muitas vezes vítimas de doenças adquiridas pelo rápido contacto com as mãos humanas ou, mesmo, pelos ferimentos recebidos. Professores, pesquisadores e ambientalistas de institutos universitários, como o Instituto de Biociências de Botucatu (Unesp) e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/ USP), preferem o “pesque e doe” em que os peixes não seriam soltos mas doados a populações carentes ou instituições de caridade. Isso porque um estudo realizado em 2002 no centro de Aquicultura da Unesp, pela zootécnica Daniela Takahashi Nomura, com o pós-vida dos peixes soltos

em pesqueiros esportivos, mostrou que o estresse a que os animais são submetidos na luta durante a pescaria os incapacitam para uma vida sadia posteriormente, tornando-os susceptíveis a infecções parasitárias. Tal ocorrência é particularmente alta nos pesqueiros, onde o mesmo peixe pode vir a ser pescado várias vezes. O “pesque e solte” tende, portanto, a ter uma certa eficácia na natureza, mas não em pesqueiros comerciais. De maneira geral, os pesquisadores revelam-se contrários à pesca por divertimento, mas bem sabem que é impossível impedir a prática, por demais difundida no Brasil e no mundo todo. A única maneira de garantir o interesse esportivo e, ao mesmo tempo, não prolongar o sofrimento do animal, seria mesmo sacrificá-lo e doá-lo para alimentação, contando com o bom senso de nunca se pescar uma quantidade superior àquela que seria possível de se consumir em tempo adequado, evitando o desperdício e a depredação. Equipe OMU Informe-se consultando as fontes: PNDPA (Programa Nacional de Desenvolvimento da Pesca Amadora) www.ibama.gov.br/pescaamadora www.ambientebrasil.com.br/ www.ambiente.sp.gov.br www.comciencia.br http://www.pescaweb.com.br


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notícias INTERESSANTESABER

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Setor de autopeças cresce com venda de automóveis setor de autopeças faturou US$ 36 bilhões em 2007, um crescimento de 26%, mas ainda sofre com a concorrência externa, desvalorização do dólar e baixa capacidade instalada. Estes são alguns dos indicadores divulgados no balanço do primeiro trimestre de 2008, feito pelo Sindipeças em parceria com a Anfavea. Segundo o levantamento, 63,4% da produção ainda é direcionada às montadoras. O mercado externo corresponde a 16,1%, reposição 12,5% e os 8,0% restantes destinam-se ao segmento intersetorial. Com relação ao custo de produção, a matéria-prima já representa 63,1% do total, reflexo direto do aumento das commodities. A mão-de-obra reduziu sua participação de 30% para 16,7% por conta do aumento de importações. Segundo George Rugitsky, conselheiro do Sindipeças, “em 2008 a previsão é de que as importações superem as exportações em US$ 750 milhões. Entretanto, mesmo perdendo mercado no exterior, o segmento é competitivo e vai aumentar as exportações”. Com relação à frota circulante, o país já conta com mais de 26 milhões de veículos, mas necessita de uma capacidade instalada 15% superior para atingir a produção projetada para 2012.

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Fernando Sacco Jornalista 56 O Mundo da Usinagem


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Investimento em máquinas-ferramenta e o atual cenário econômico brasileiro Brasil vive momentos de grande otimismo em sua economia. Há tempos não tínhamos um cenário tão favorável se mantendo por um período tão longo. Todos os setores da economia têm apresentado resultados e tendências muito boas. Parte destes resultados são reflexo da economia global, a qual, apesar da recente crise norte-americana, ainda não se mostrou abalada; outra parte se deve ao crescimento da própria economia brasileira, que ano após ano tem se mostrado menos sensível às turbulências externas. Em uma conjuntura econômica favorável, com grande oferta de crédito no mercado, o setor de produção tem buscado expandir sua capacidade através de um significativo volume de investimentos. O setor de máquinas e equipamentos registrou em 2007 um faturamento de R$ 61,6 bilhões e as previsões para 2008 apontam para um crescimento entre 15 e 20%. Este é um momento muito importante para nossas empresas, momento de fazer lucros é claro, mas também um momento especial para pensarmos no futuro, que se mostra promissor, com muitas oportunidades, mas também traz consigo a ameaça das grandes economias emergentes. O simples aumento de capacidade pela aquisição de um equipamento é uma solução que vem adequar a empresa a esta condição atual de demanda de mercado, contudo, somente se buscarmos a maximização da produtividade em nossos investimentos é que poderemos garantir es-

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ta situação atual frente à concorrência global, sobretudo pensando na possibilidade ainda que não esperada de retrações no nível de atividade do mercado. Neste mês de maio aconteceu a 27ª Feira Internacional da Mecânica e, seguindo a tendência do mercado, foi realizado um grande volume de negócios no evento. Como ainda não temos um balanço final da Feira, cabe refletirmos sobre a natureza destes negócios. Foram simples compras ou um processo de investimento, devidamente planejado e com foco na produtividade? Investimento que, com o retorno maximizado, garante o sucesso perene de nossas empresas e com isso a manutenção de benefícios sociais que consolidam o crescimento do nosso país. Fernando G. de Oliveira Gerente de Vendas OTS e Soluções Especiais

Antonio Larghi

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MOVIMENTO SANDVIK COROMANT - PROGRAMA DE TREINAMENTO 2008 Mês Jun

TBU

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14, 15 e 16

30/06, 01, 02, e 03

TUCAS

02, 03 e 04 21 e 22

11, 12, 13 e 14 01 e 02

Out

20 e 21

22 e 23

TGU

28 e 29 18, 19, 20 e 21

29, 30 e 01/10 13, 14, 15 e 16

DPUC

16, 17 e 18

04, 05 e 06

Set

15 e 16 27, 28 e 29

Nov Dez

OUF

03, 04, 05 e 06 01 e 02

TBU - D - Técnicas Básicas de Usinagem (Diurno - 14 horas em 2 dias) TBU - N - Técnicas Básicas de Usinagem (Noturno - 14 horas em 4 dias - das 19h00 às 22h30) TFR - Técnicas de Furação e Roscamento com fresa de metal duro (14 horas em 2 dias) EAFT - Escolha e Aplicação de Ferramentas para Torneamento (21 horas em 3 dias) UMM - Usinagem de Moldes e Matrizes (28 horas em 4 dias) EAFF - Escolha e Aplicação de Ferramentas para Fresamento (21horas em 3 dias) OUT - Otimização da Usinagem em Torneamento (28 horas em 4 dias) OUF - Otimização da Usinagem em Fresamento (28 horas em 4 dias) TUCAS - Tecnologia para Usinagem de Componentes Aeroespaciais e Superligas (14 horas em 2 dias) TGU - Técnicas Gerenciais para Usinagem (21 horas em 3 dias) DPUC - Desenvolvimento de Processos para Usinagem Competitiva (14 horas em 2 dias) - CURSO NOVO

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O MUNDO DA HGF Comunicação

DICASÚTEIS

USINAGEM

O leitor de O Mundo da Usinagem pode entrar em contato com os editores pelo e-mail: omundo.dausinagem@sandvik.com ou ligue: 0800 770 5700

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SANDVIK COROMANT - DISTRIBUIDORES ARWI Tel: 054 3026 8888 Caxias do Sul - RS ATALANTA TOOLS Tel: 011 3837 9106 São Paulo - SP COFAST Tel: 011 4997 1255 Santo André - SP COFECORT Tel: 016 3333 7700 Araraquara - SP COMED Tel: 011 6442 7780 Guarulhos - SP CONSULTEC Tel: 051 3343 6666 Porto Alegre - RS COROFERGS Tel: 051 3337 1515 Porto Alegre - RS CUTTING TOOLS Tel: 019 3243 0422 Campinas - SP DIRETHA Tel: 011 6163 0004 São Paulo - SP ESCÂNDIA Tel: 031 3295 7297 Belo Horizonte - MG FERRAMETAL Tel: 085 3226 5400 Fortaleza - CE GALE Tel: 041 3339 2831 Curitiba - PR GC Tel: 049 3522 0955 Joaçaba - SC HAILTOOLS Tel: 027 3320 6047 Vila Velha - ES JAFER Tel: 021 2270 4835 Rio de Janeiro - RJ KAIMÃ Tel: 067 3321 3593 Campo Grande - MS MACHFER Tel: 021 3882-9600 Rio de Janeiro - RJ

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Aços VIC: 11 6166 2100 Arcelor Mittal Aços Longos: 31 3219 1122 Bener: 11 5641 3993 Bucci: 11 3801 3763 Claudio Sá: 3093 7800 Ergomat: 11 5633 5000 Fernando G. de Oliveira: 5696 5587 Francisco Cavicchioli: 5696 5652 Nestor Di Marco: 54 11 4635 1177 (Argentina) Nivaldo Coppini: 19 9783 4457 Rochel Engenharia: 15 3228 6932 Sandvik Materials Technology: 11 5696 5656 SIMECS: 54 3228 1855 TAG: 11 3696 5590 Weatherford: 51 3579 8400 www.sindipecas.org.br

ANUNCIANTES NESTA EDIÇÃO O Mundo da Usinagem 47 Atlasmaq . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 Arwi. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48 Blaser Swisslube . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 CIMM. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60 CNC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 Cross Hueller . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 Deb’Maq . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61 Diadur . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 Dormer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33 Dynamach . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 Efef . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 Ergomat. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 05 Esab . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 Grob. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 Haas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29 Hanna . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56 HDT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 Hexagon . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 IGM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36 Intertech . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 Kabelschlepp . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 Kone . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49 Mazak . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32 Mitutoyo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 Neopaq . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44 Nestor di Marco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 Okuma. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 Romi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 Sanches Blanes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 Sandvik Coromant . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 e 64 Selltis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 02 Siemens. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 Stamac . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 09 TAG . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63 Techmei. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59 Turrettini . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 Vitor Buono . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24

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