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O MUNDO DA

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USINAGEM

Publicação da Divisão Coromant da Sandvik do Brasil ISSN 1518-6091 RG BN 217-147

CIMM

Portal metalmecânico bate 1,5 milhão de page views Versatilidade

Peças prontas em ciclo único

FUNDIDO VERMICULAR

Otimização da usinagem pelo fluido de corte


Francisco Marcondes

EDITORIAL

Por mais imprevisível que seja a noite, ainda servirá para emoldurar a lua e sustentar o brilho das estrelas. Quem não se apercebe disso perde o hábito de voltar seus olhos para o céu e seu coração para a terra.

O Mundo da Usinagem

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ÍNDICE

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O MUNDO DA

O MUNDO DA

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USINAGEM

Publicação da Divisão Coromant da Sandvik do Brasil ISSN 1518-6091 RG BN 217-147

CIMM

EDIÇÃO 9 / 2007

USINAGEM

Portal metalmecânico bate 1,5 milhão de page views Versatilidade

Peças prontas em ciclo único

Publicação da Divisão Coromant da Sandvik do Brasil ISSN 1518-6091 RG. BN 217-147

FUNDIDO VERMICULAR

Otimização da usinagem pelo fluido de corte

Imagem cedida pela Castrol

Capa Foto: Bedame TM1125 Arquivo AB Sandvik Coromant

03 EDITORIAL 04 ÍNDICE / EXPEDIENTE 06 GESTÃO: CNCs EM DIA 11 OTS: CADA VEZ MAIS AUTOMATIZADAS 14 SUPRIMENTOS: COMÉRCIO ELETÔNICO SE EXPANDE 16 INTERFACE: CIMM COMPLETA 10 ANOS 20 GESTÃO: ANÁLISE E SELEÇÃO DE FLUIDOS DE CORTE 27 PONTO DE VISTA: MOBILIDADE E TECNOLOGIA 31/36 INTERESSANTE SABER: FILHOS... E OUTRAS NOTÍCIAS 38 NOSSA PARCELA DE RESPONSABILIDADE 40 MOVIMENTO 42 DICAS ÚTEIS e-mail: omundo.dausinagem@sandvik.com ou ligue: 0800 770 5700 EXPEDIENTE O MUNDO DA USINAGEM é uma publicação mensal da Divisão Coromant da Sandvik do Brasil S.A. com circulação de doze edições ao ano, tiragem de 14.000 exemplares, com distribuição gratuita. Av. das Nações Unidas, 21.732 - Sto. Amaro - CEP 04795-914 - São Paulo - SP. Conselho Editorial: Nivaldo Coppini, Francisco Marcondes, Heloisa Giraldes, Marlene Suano, Aryoldo Machado, Anselmo Diniz, Sidney Harb, Fernando de Oliveira e Vera Natale. Editora: Vera Natale Editor Chefe: Francisco Marcondes Assistente de Edição: Michel Sorci Editor do Encarte Científico: Nivaldo Coppini Jornalista Responsável: Vera Natale - MTB 33847 Propaganda: Gerente de Contas - Thaís Viceconti / Tel: (11) 6335-7558 Cel: (11) 9909-8808 Projeto Gráfico: AA Design Capa e Arte Final: 2 Estúdio Gráfico Revisão de Textos: Fernando Sacco Gráfica: Fabracor

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O Mundo da Usinagem


GESTÃO EMPRESARIAL

CNCs em dia Produtos disponíveis no mercado brasileiro são equipados com os mais recentes recursos de automação mpresas da área de CNC têm investido em lançamentos que visam facilitar as operações, tornar mais preciso o processo de usinagem e aumentar cada vez mais o grau de automação. Os CNCs vêm ganhando contornos tecnológicos ainda mais sofisticados, por meio de recursos que os colocam em sintonia com a modernidade da informática, como integração com programas CAD/CAM, rede local (Ethernet) e grande capacidade de memória. A seguir, cinco empresas do setor falam de seus lançamentos e últimas novidades. A GE Fanuc, joint venture criada em 1987, começou a atuar

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no Brasil em 1993 como parte da GE Brasil. A Fanuc desenvolveu a primeira aplicação de comando numérico (CN) no Japão em 1956 e dezesseis anos depois, criou o conceito de controle numérico computadorizado (CNC). De acordo com Walmyr Buzatto, diretor geral da GE Fanuc do Brasil, a empresa “trabalha na vanguarda da tecnologia de CNC, sendo pioneira na aplicação prática de usinagem no nível nanométrico”, afirma. Os CNCs da GE Fanuc são equipados com learning control, que detecta possíveis erros, corrigindo-os automaticamente, e recursos de usinagem para grandes quantidades de peças seriadas

em alta velocidade e de programação de máquinas de 5 eixos para usinagens complexas. De acordo com Buzatto, “muitos desses recursos já existiam em versões anteriores e foram apenas aperfeiçoados”. Em abril de 2007, a empresa implementou várias novidades na família de CNCs 30i, entre as quais funções de interpolação em 5 eixos. Os primeiros CNCs da Siemens chegaram ao Brasil na década de 1970. Em 2005, chegou ao mercado brasileiro a mais recente linha da empresa, a Sinumerik Solution, que pode equipar desde máquinas de três eixos a tornos multifusos. Dentre os recursos está o uso de rede Ethernet


Arquivo AB Sandvik Coromant

para comunicação com drives por meio de interfaces amigáveis. De acordo com Oswaldo Prats, gerente-geral da Divisão de Automação da empresa no Brasil, essa rede proporciona maior precisão e economia de tempo no processamento das informações, que “são transmitidas do CNC para os drives, e vice-versa, de forma muito mais rápida, a 100 mbits por segundo”. O uso da Ethernet também facilita a agregação de periféricos como PCs externos com softwares supervisores. Outras vantagens da linha Sinumerik são o reconhecimento automático dos dados dos motores e a presença de macros, minimizando a necessidade de parametrização manual.

A Fidia do Brasil, filial da fabricante italiana de CNCs, presente no País desde 1995, mantém ampla linha de CNCs – do C0, indicado para retrofitting, ao C20 que gerencia até 24 drives. Luciano Araújo, engenheiro de treinamento, destaca que a utilização do Windows XP como interface e a transmissão via Ethernet possibilitaram o desenvolvimento de softwares próprios, como um CAM 3+2D capaz de operar com todas as estratégias para usinagens de alta velocidade. Os recursos mais recentes dos CNCs da Fidia são o I/O LUX (transmissão ótica de sinais via infravermelho) e o HMS, dispositivo externo que identifica pos-

O mercado metal mecânico brasileiro tem plena condição de atingir patamares de qualidade e produtividade globais

síveis erros, gerando correções automáticas na casa de milésimos de graus. “Esta calibração se dá em minutos, enquanto uma intervenção manual e até mesmo mecânica poderia trazer transtornos, com a máquina parada de um a dois dias”, afirma o engenheiro. A Fagor Automation do Brasil, de origem espanhola e há 12 anos no País, ampliou as capacidades de memória de seus modelos de CNCs 8035 e 8055 e O Mundo da Usinagem

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Arquivo AB Sandvik Coromant

Empresas da área de CNC têm investido em lançamentos que visam facilitar as operações.

incluiu neles comunicação via Ethernet. Na versão 8055 a velocidade de execução de programas CAD/CAM passou de 6 ms para 3 ms. Segundo Paulo Juvenal Bier, gerente de vendas da Região Sul, a ampliação de memória “diminui o tempo de set up da máquina, permitindo aumento de produtividade”. Esse melhoramento também permite a criação de telas definidas pelo usuário para facilitar a relação do operador com a máqui8

O Mundo da Usinagem

na. Atualmente, a Fagor desenvolve nova plataforma de hardware para seu CNC 8070, que é capaz de controlar até 28 eixos, 4 canais independentes de controle de programas de usinagem, 4 magazines de ferramentas e 4 motores principais (spindles). Representante da indústria nacional no mercado de CNCs, a MCS Engenharia lançou neste ano a linha Proteo, depois de cinco anos de pesquisa e desenvolvimento. Edson Casagrande,

sócio-diretor da empresa, afirma que a maior vantagem de seus produtos é a relação custo-benefício: “Suas características técnicas, tecnologia e desempenho são comparáveis aos CNCs mais potentes do mercado, enquanto seu custo é menor que o dos modelos mais simples importados”. O Proteo é dotado de processadores de 32 bits trabalhando em paralelo, com capacidade para processar blocos de interpolação linear 3D em 2 milissegundos. Possui recursos de programação e ciclos fixos que buscam facilitar a programação da máquina paralelamente à execução de programas on-line produzidos externamente por programas CAD/CAM. Segundo o diretor, algumas das características do Proteo permitem redução significativa dos custos dos equipamentos para os fabricantes de máquinas, como a arquitetura modular e o protocolo de comunicação digital CANopen. “Concorremos com CNCs importados e precisamos ter um diferencial. Conseguimos isso utilizando os recursos disponíveis aqui para baratear os produtos”, conclui Casagrande. Vemos, portanto, que o mercado brasileiro tem sido abastecido com produtos atualizados, o que possibilita ao setor de usinagem do país os meios para alcançar os mesmos patamares de produtividade e qualidade dos concorrentes globais. Henrique Ostronoff Jornalista


OTS

Cada vez mais automatizadas

edução de custos e aumento de produtividade. Essas são as principais palavras de ordem na manufatura atual no mundo e particularmente no Brasil, onde a indústria sofre com o crescimento da concorrência externa, anabolizada pelo baixo valor do dólar. Para atender a essas solicitações, os fabricantes de máquinas têm desenvolvido alternativas que incorporam inúmeros recursos de automação. É o caso da linha de tornos verticais V160, da Index Tornos Automáticos. Em três versões – C, D e G –, a máquina tem como um de seus destaques tec-

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Imagem cedida pela Index

A linha de tornos verticais V160, da Index, é equipada com vários recursos que agilizam a produção

nológicos a carga e descarga de peças feita pelo próprio eixo-árvore. Ou seja, elimina a necessidade de se instalar um robô. Todas as versões oferecem avanço rápido de 80 m/min, aceleração do eixo X1 (10m/s2) e eixo X3 (7m/s2), rotação de até 6.300 rpm, cabeçote-revólver VDI 25, 30 ou 40, placa de fixação de até 250 mm, tempo de tombo da torre de 0,2 s, tempo de cavaco a cavaco de 1,5 s e motor integrado no fuso. Podem também ser equipadas com ferramentas acionadas de 14 Nm de torque, 8,5 kW de potência e 6 mil rpm “São máquinas de configura-

ção modular, de acordo com a peça ou produto do cliente”, explica Nivaldo G. Cabello, vendedor técnico da Index. A versão mais simples da linha é a C, de apenas um fuso. Já a D traz dois fusos na vertical, possibilitando a produção simultânea de duas peças iguais. Mais completa que as demais, a versão G é equipada com fuso e contrafuso, cada um deles se encarregando da usinagem de um dos lados da peça, permitindo a produção num único ciclo. “Essa é a tendência atual: a usinagem num mesmo ciclo. A peça sai pronta”, informa CaO Mundo da Usinagem 11


bello. Segundo o técnico, além de mais produtiva, essa alternativa reduz a possibilidade de erros. “Ao invés de passar por várias máquinas, submetendo a peça a várias fixações que podem introduzir erros de forma, de posicionamento, de batimento etc., a peça entra bruta na esteira e sai pronta do outro lado, diminuindo a interferência do operador”. O técnico lembra ainda outro ponto favorável da linha V160, que é uma necessidade na indústria hoje: reunindo várias operações numa única estação, reduz o espaço físico necessário para a produção. Ainda nessa linha de tirar a peça pronta, o torno vertical V160 pode receber acessório que permite a realização de têmpera a laser. Assim, a peça pode ser temperada com feixe de laser e, na seqüência – como a máquina também estará preparada para receber sistema de rebolos – é possível realizar-se a operação de retificação interna e externa. O técnico acrescenta ainda que o modelo mais sofisticado da V160 pode contar com até 48 ferramentas fixas ou acionadas e os eixos Y e B. De acordo com Cabello, quanto mais complexa a peça do cliente, mais se justifica o investimento nesse tipo de máquina. “É uma linha de alta produção para peças complexas”, afirma, lembrando que é ideal para autopeças e montadoras e pode trabalhar a partir de blanks ou flanges, com matéria-prima cortada, fundida, forjada ou sinterizada. 12 O Mundo da Usinagem

Recentemente, a Index vendeu duas máquinas da versão G para um fabricante de autopeças no Brasil. Programadas para chegar ao País em outubro e novembro, as máquinas, no cliente, vão produzir tampas e flanges de motor em alumínio e ferro fundido. “Na Alemanha, já foram vendidas várias dessas máquinas. No Brasil, são os dois primeiros modelos que vendemos mas temos vários outros em processo de negociação”, diz o técnico. Cabello lembra que a linha V160 é resultado de uma evolução contínua da Index na área dos tornos verticais que começou em 1992 com o lançamento da V200, modelo que tem várias unidades em operação no Brasil. A empresa alemã também produz duas outras linhas de tornos verticais, a V300, de máquinas de maior porte, com placa de até 400 mm de diâmetro, e a linha V100, de menor porte, com placa de até 120 mm de diâmetro. Com ciclos de vida de produtos progressivamente menores e a crescente diferenciação destes para customizar as ofertas às necessidades específicas de cada cliente, os lotes de produção são sucessivamente menores. Considerando ainda a pressão pela redução tanto de custos de produção quanto dos prazos de entrega, versatilidade é a palavra de ordem e, neste sentido, notase que a Index está bem alinhada com a demanda do mercado. De Fato Comunicações


SUPRIMENTOS

Comércio eletrônico

se expande As transações comerciais por meio eletrônico são uma tendência irreversível no mundo corporativo. Neste ano, estima-se que comércio eletrônico entre empresas movimente R$ 415 bilhões.

chamado e-procurement, conforme pesquisa realizada pela Associação Brasileira de e-business é utilizado por 66% das empresas de médio e grande portes instaladas no Brasil. O trabalho, intitulado “2ª Pesquisa Panorama do Uso e Tendências do e-procurement no Brasil – Cenário 2006”, foi finalizado em julho de 2007, e englobou 81 organizações de grande e médio portes. Conforme os resultados da pesquisa, em 2005, 63% dos entrevistados disseram praticar compras eletrônicas. Já em 2006, 66% indicaram este procedimento. Ainda de acordo com a pesquisa, as principais ferramentas utilizadas no processo foram negociações eletrônicas, sourcing, portal de compras e eRFQ (electronic request for quotes ou pedidos de cotações). O estudo indica ainda que as empresas estão muito

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atentas ao VMI (reposição automática de estoques), à gestão de contratos e ao monitoramento de performance. As compras realizadas eletronicamente representam 25% em relação ao volume total. Dentre os principais benefícios do e-procurement estão a redução do tempo gasto pelo comprador para efetuar cotações e pedidos e a redução do tempo de entrada do pedido e seu faturamento. Destaca-se que houve um crescimento de 27% dos pedidos de compras eletrônicas em 2006 com relação a 2005. Atenta às tendên-

cias, diversas empresas vêm colocando à disposição dos clientes as mais modernas ferramentas de Tecnologia da Informação que agilizam as transações comerciais. Todavia, nota-se uma certa preocupação com o legado tecnológico, e diversas corporações mantêm os sistemas “tradicionais” de transação eletrônica, como o EDI Electronic Data Interchange ou Troca Eletrônica de Dados. O sistema EDI é ainda bastante utilizado por grandes corporações. O investimento para se ter a infra-estrutura necessária para a troca de arquivos via EDI é relativamente elevado, o que inviabi-


Pedro Toledo Dêgelo

liza a sua utilização por empresas de menor porte. Porém, inegavelmente, os sistemas EDI tendem a ser mais confiáveis, em virtude de a conexão ser feita por rede privada. “Alguns clientes fazem transações comerciais conosco via EDI”, afirma Leonardo Susumu, analista de sistemas da Sandvik do Brasil. Conforme o analista, a corporação tem um projeto que prevê a utilização de um provedor global para o intercâmbio de dados via EDI, onde todas as marcas de ferramentas de corte produzidas mundialmente pelo grupo serão beneficiadas com a economia de escala. “Teremos um único ponto de troca de dados com a padronização da solução tecnológica”, afirma. Além do EDI as transações eletrônicas podem ser feitas via portal web. “Cerca de 40% de nossas transações são feitas por meio eletrônico”, afirma Ricardo Chagas, supervisor comercial da mesma empresa. Para Chagas, o comércio por

meio eletrônico via web apresenta vantagens na medida em que permite a automação de diversos processos. Por exemplo, a empresa pode enviar eletronicamente os dados de uma nota fiscal e o cliente pode dar entrada ao pedido, sem a necessidade de redigitá-la. Para o analista, há soluções mais econômicas que o EDI tradicional, caso da Internet EDI (ou web EDI) que poderiam ser adotadas por empresas de menor porte, ou a utilização do XML (eXtensible Markup Language), desenvolvido pela W3C (Worldwide Web Consortium), que é relativamente simples e amplamente adotado no mercado. Tanto na internet EDI quanto no XML os dados trafegam na rede pública por meio de uma conexão segura. A tecnologia sempre esteve a rebote das necessidades humanas até bem pouco tempo, contudo, no caso das vias eletrônicas de comunicação, seja informal ou comercial, parece ter havido uma inversão histórica, pois as possibilidades são tantas que muitas vezes nos vemos com mais tecnologia do que já nos parecia suficiente. Acompanhar a vanguarda é um verdadeiro desafio, contudo a desatenção pode nos deixar à margem de nosso tempo em informação e competitividade, principalmente se considerarmos que esta é uma área de aplicação universal que pode facilitar as transações e acelerar negócios em qualquer segmento do mercado. De Fato Comunicações O Mundo da Usinagem 15


INTERFACE

Pioneiro na área, o CIMM completa 10 anos trazendo novidades O Centro de Informação Metal Mecânica (CIMM) completa 10 anos em 2007 trazendo novidades e melhorias para os seus usuários. O portal está reformulando seu conteúdo e ampliando a sua estrutura na área jornalística. m ambiente virtual bem estruturado e atualizado diariamente, o CIMM trata de diversos aspectos do setor metal mecânico, publicando desde notícias sobre as empresas do setor, seus produtos e seu posicionamento no mercado, até informações sobre os fatores econômicos que influenciam a atividade, inovações tecnológicas de última geração, vagas de emprego, oportunidades de negócios, eventos ligados à área e ao meio ambiente, incluindo formas de diminuir ou tratar a poluição gerada pelas empresas.

Imagem cedida pelo CIMM

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Considerado o primeiro portal do setor, o CIMM atualmente conta com um grande número de acessos diários, somando um milhão e meio de páginas vistas por mês. A maioria absoluta dos usuários do portal é composta por empresários, diretores e gerentes de empresas da área metal mecânica, professores, técnicos e estudantes de engenharia. Semanalmente o CIMM produz um Boletim Informativo, que é enviado via e-mail para milhares de pessoas com as principais notícias da semana. Em setembro o portal iniciará a produção do Boletim de Negócios, que será produzido quinzenalmente enfocando as necessidades de empresas para divulgação de vagas de emprego e de fornecedores. A intenção é responder à demanda do setor por um meio de comunicação que proporcione a realização de negócios e enfatizar a produção de notícias da redação do CIMM. Além do conteúdo jornalístico, o CIMM contém seções que colaboram para a atualização do profissional da área metal mecânica, como o catálogo online, que disponibiliza a ficha técnica de produtos com base em informações dos fabricantes e a seção de publicações, que traz informações sobre livros técnicos e de interesse do meio empresarial. A seção de material didático é outro grande destaque do portal contendo inúmeros textos que explicam os processos de fabricação utilizados no setor (usinagem, 18 O Mundo da Usinagem

soldagem, conformação, fundição e tratamentos superficiais) sempre acompanhados por animações que ilustram o processo e facilitam a compreensão até mesmo para os leigos. O material didático também apresenta textos teóricos sobre fundamentos físicos e mecânicos, aços ferramenta e de construção civil, ensaios mecânicos e aspectos legais da utilização do meio ambiente por empresas, assim como formas de gerenciamento de resíduos e de controle da poluição atmosférica. Desde o seu início o CIMM conta, além de sua cartela de clientes, com parcerias do ramo empresarial e institucional os quais contribuíram no fortalecimento da marca do CIMM no setor. Entre os principais parceiros institucionais podemos destacar o IFM – Instituto Fábrica do Milênio, a ABM – Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais e a ABCM – Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas. Os interessados em receber os Boletins do CIMM, divulgar vagas de emprego ou necessidades empresariais (como compra e venda de máquinas e busca por fornecedores) podem entrar em contato com o CIMM pelo e-mail cimm@cimm.com.br. Todos esses serviços são prestados pelo Centro de Informação Metal Mecânica gratuitamente. O endereço do portal é www.cimm.com.br. Roberta Avila Jornalista


GESTÃO EMPRESARIAL

Análise e seleção de fluidos de corte para a furação de ferro fundido vermicular O ferro fundido vermicular, nos últimos anos, tem sido utilizado na fabricação de blocos de motores de veículos movidos a diesel, especialmente em carros de corrida, substituindo o ferro fundido cinzento que até então era tradicionalmente utilizado. ste material possui uma resistência mecânica maior que o ferro fundido cinzento e possibilita a utilização de maiores pressões na câmara de combustão destes motores. Com isto, há uma queima mais eficiente do combustível e, conseqüentemente, menor quantidade de poluentes lançados à atmosfera. Porém, devido à sua maior resistência mecânica, o ferro fundido vermicular também apresenta uma maior dificuldade na usinagem. Devido à utilização, relativamente recente, deste material, ainda não existem informações suficientes sobre as condições mais adequadas na sua usinagem.

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Assim, buscou-se avaliar e selecionar o fluido de corte mais adequado à furação do ferro fundido vermicular, analisando-se alguns parâmetros de saídas , como desgaste da ferramenta, potência consumida pelo motor, rugosidade e tolerância dimensional dos furos. Além das propriedades mecânicas do vermicular serem superiores e possibilitarem a fabricação de motores mais potentes, do mesmo tamanho ou mais compactos, e que atingem a mesma potência, a combustão mais eficiente dos blocos de motor fabricados com este material adequam-se mais às rígidas normas européias de controle da poluição atmosférica. De fato, para cumprir as exigências destas normas usando-se o alumínio ou ferro fundido cinzento, seria necessário aumentar a espessura das paredes dos blocos de motor, o que acarretaria

Descrição

Imagens cedidas pela Castrol

Corpos de prova

problemas com o sistema de resfriamento, além de aumentar o volume do bloco. No entanto, por apresentar maior resistência à tração (75%) e maior tenacidade (30 – 40%) em relação ao ferro fundido cinzento, o ferro fundido vermicular é mais difícil de ser usinado. Na usinagem em alta velocidade (cerca de 1000 m/min), o quadro se agrava ainda mais; somente na região de baixa velocidade de corte (aproximadamente 300 m/min) é possível obter um acabamento similar ao ferro fundido cinzento. Diante de tal situação, a escolha correta de um fluido de corte é fundamental para o uso do ferro vermicular. Tal escolha dependerá de uma série de fatores, como os aspectos econômicos, tipo de máquina operatriz, custos relacionados aos procedimentos de descarte, tipo de sistema de circulação, saúde humana e contami-

nação, meios de controle, método de aplicação, severidade da operação, tipos de operação, materiais usinados e compatibilidade do metal com o fluido, entre outros. Os fluidos de corte podem ser classificados em quatro categorias: sintético (soluções químicas constituídas por sais e isentas de óleo), semi-sintético (pequenas quantidades de óleo), óleo emulsionável (emulsões, óleo disperso em água) e óleo de corte (óleos básicos aditivados ou não). Para poder escolher o melhor deles para a usinagem do ferro vermicular, realizaram-se experimentos no laboratório de Sistema Flexível de Manufatura, FMS, do Instituto Superior Tupy, IST, da Sociedade Educacional de Santa Catarina, SOCIESC. Tais experimentos aplicaram as mesmas condições a todos os fluidos testados e estão apresentadas na Tabela 1.

Característica Ferro fundido vermicular com 213 HB de dureza Dimensões dos corpos de prova: 400 mm x 300 mm x 45 mm

Ferramenta de corte

Brocas de metal duro, revestimento TiNAl. Broca com 10 mm de diâmetro

Condições de corte

Velocidade de corte (Vc) = 109,95 m/min Profundidade de corte (ap) = 20 mm Velocidade de avanço (Vf) = 350 mm/min

Parâmetros de análise

Desgaste de flanco (VBb), potência consumida pelo motor e rugosidade média (Ra) final.

Tabela 1. Condições de corte aplicadas nos testes de furação do ferro fundido vermicular. O Mundo da Usinagem 21


Os fluidos de cortes utilizados nos testes de furação estão apresentados na Tabela 2. Informações sobre óleo base, aditivos e algumas características químicas estão descritas também nesta tabela. Todos os fluidos avaliados são semi-sintéticos. Na avaliação do fluido de corte ideal para o processo de furação do CGI foram avaliados os seguintes parâmetros: desgaste da ferramenta, rugosidade dos furos e potência consumida pelo motor. O desgaste da ferramenta foi estudado pela análise visual da ferramenta, por microscópio, a cada cinco furos, adotando-se co-

mo critério de fim de vida o valor de 0,3 mm para o desgaste de flanco máximo. Observou-se o desgaste de flanco e sinais de oxidação do topo das brocas, devido às altas temperaturas atingidas durante a furação. A curva de vida da ferramenta foi construída em função do número de furos. Quando a evolução do desgaste é comparada em função dos diferentes fluidos de cortes estudados, verifica-se que o desgaste com o uso do Fluido A foi sempre menor que o desgaste com os outros fluidos, seguido pelo Fluido B. As ferramentas usadas durante a furação com Fluido C e Fluido D

apresentaram maior desgaste e praticamente o mesmo comportamento. Também quando a furação foi realizada na ausência de lubrificantes, altos desgastes foram observados nas brocas. Comparando todos os fluidos testados é possível verificar que o Fluido A forneceu melhores resultados em termos de vida da ferramenta, com 75 furos produzidos até que o critério de fim de vida fosse alcançado. A tabela 3 mostra um aumento de 87,5% de produtividade com o uso do Fluido A como fluido de corte em comparação com a furação sem refrigeração.

Fluido de Corte

Óleo Base

Aditivos

Densidade (g/cm 3)

PH

A

Óleo mineral (35%) + éster (10%)

Aditivo EP (5%)

0,978

9,0-9,5

B

Éster (25%)

Aditivo EP (10%)

0,941

9,0

C

Óleo mineral (45%)

Aditivo EP (15%)

0,970

8,8-9,2

D

Polímero (20%)

Sem aditivo EP

1,011

9,0-9,4

Tabela 2. Descrição dos fluidos utilizados na furação do ferro fundido vermicular.

Fluido de Corte A

Fluido de Corte A

Fluido de Corte B

Fluido de Corte C

Furação sem refrigeração

15,4%

25%

25%

87,5%

Tabela 3. Aumento de produtividade do Fluido A em relação à furação a seco e aos demais fluidos dos testes. 22 O Mundo da Usinagem


80 70

Número de furos

60 50 40 30 20 10 0

Tipo de fluido de Corte Sem fluido

Fluido A

Fluido C

Fluido B

Fluido D

Figura 1: Comparação da produtividade dos diferentes fluidos de corte estudados.

POTÊNCIA CONSUMIDA PELO MOTOR A potência elétrica consumida pela máquina aumentou no decorrer dos ensaios, devido à maior área de contato entre a ferramenta e a peça causada pelo aumento do desgaste de flanco da ferramenta. A furação sem refrigeração apresentou um consumo de potência ligeiramente maior que as outras condições a partir do 15º furo, provavelmente devido ao desgaste da ferramenta, nesta condição, ter sido maior que nas outras para um mesmo percurso de avanço. A potência elétrica consumida com o Fluido B apresentou os resultados mais regulares, sem variações bruscas. Observou-se que os diferentes fluidos de corte apresentam valores diferentes de rugosidade dos furos. Portanto, os constituintes das formulações exercem influên24 O Mundo da Usinagem

cia sobre a rugosidade. Assim, o fluido de corte A, proporcionou uma melhor qualidade superficial dos furos, devido ao menor coeficiente de atrito no contato cavaco-ferramenta, pela lubrificação oferecida por este fluido. Os fluidos avaliados diferiam um do outro em termos do óleo base e aditivação EP. De acordo com os resultados acima descritos, o fluido de corte mais apropriado e com melhor desempenho foi o fluido de corte A. Este fluido é uma mistura de óleo mineral (35%) e éster (10%) com aditivo EP (5%). Considerando que o fluido C apresenta uma quantidade de óleo mineral (45%) e aditivo EP (15%), pode-se concluir que para o processo estudado a lubrificação atribuída à combinação de óleo mineral e éster tem um papel importante no desempenho do fluido de corte, diminuindo o atrito e ge-


3,4

3,3

Número de furos

3,2

3,1 3 2,9 2,8 2,7 Fluido A

Fluido B

Fluido C

Fluido D

Tipo de fluido de Corte

Figura 2: Rugosidade média dos furos em função do tipo de fluido de corte utilizado.

ração de calor. Também para furação em ferro fundido vermicular os fluidos B e D, base éster e polimérica, respectivamente, não atingiram os requisitos de lubrificação necessários para garantir um bom desempenho do fluido de corte no processo. Pode-se concluir que a utilização de fluidos de corte na furação do CGI resulta num aumento de produtividade e redução de custos com ferramentas, pois a quantidade de furos realizados com uma mesma broca aumenta no mínimo 50% quando comparado com a furação a seco. Por outro lado, o principal mecanismo de desgaste na furação do CGI é a abrasão, porém alguns sinais de adesão do material usinado foram observados nas ferramentas. Verificou-se também que o fluido de corte com melhor performance foi o fluido de corte A,

com aproximadamente 5% de aditivos EP e a combinação de óleo mineral e éster. Maior quantidade de furos, menores desgastes e melhor qualidade superficial foram obtidos com este fluido de corte. Quanto se retira o aditivo EP e muda-se o óleo base, como por exemplo, de óleo mineral por polímero, um pior desempenho foi observado. Consequentemente, para uma melhor escolha do fluido de corte para furação do CGI devem ser observadas as características lubrificantes (advindas do tipo de óleo base usado) e a presença de aditivos EP que ajuda na redução do atrito devido à formação de um filme. Salete Martins Alves Sociedade Educacional de Santa Catarina (SOCIESC) Flávio H. A. Deminicis Castrol Brasil Ltda O Mundo da Usinagem 25


PONTODEVISTA

@ Mobilidade e

Tecnologia

ongas peregrinações, em várias partes do mundo, tanto antes quanto depois do uso pessoal da informática servem de base a estas considerações sobre o atual modelo de comunicação corporativa. O contato com interlocutores distantes vem sendo garantido de várias maneiras, há milhares de anos. Hoje, a tecnologia nos permite trocar e-mails e mensagens em tempo real, substituindo o suporte propriamente físico do documento escrito por um eletrônico ou digital. O sis-

L

tema de correio eletrônico encurta o tempo de comunicação também pela assincronia de tempo que oferece, já que os interlocutores não precisam estar conectados ao mesmo tempo. Estamos, porém, diante da urgente necessidade de disciplinarmos o uso desses instrumentos. Uma empresa com algumas centenas de dependentes pode alcançar rapidamente a casa do milhão de e-mails anuais, o que determina duas ordens de problemas. O primeiro é de gestão

(back up e manutenção do histórico por 10 anos, segundo as normas SOX vigentes nos EUA; limpeza dos arquivos; milhões de e-mails inúteis que não são cancelados, com enorme custo de armazenamento (storage) e gestão (management). O segundo é de segurança, com a constante ameaça de vírus, spams, trojan horses, spyes, etc.,etc. O certo é que o nível diretivo e operativo de nossa sociedade habituou-se à comunicação instantânea, fator dominante em O Mundo da Usinagem 27


nossas vidas. Tanto que milhões de pessoas usam períodos que deveriam garantir seu repouso para deslindar o correio eletrônico em atraso. Outros tantos, ao contrário, são partidários de não deixar nada à espera de resposta, o que torna possível ver-se, durante reuniões importantes, alguém que usa a rede wireless ou abre sessão de e-mail (com ou sem Blackberry) ou mesmo mande Instant Messages, recebendo imediata resposta, praticamente em tempo real e, assim, estar convencido de otimizar o uso de seu tempo. Certamente resta-nos aferir o que resta, a tal pessoa, dos argumentos tratados na reunião, mas esta é uma outra história. Mesmo com tanta disponibilidade de comunicação virtual, o encontro face à face ainda tem pleno vigor entre nós. Com mais de 25 anos de atividade no campo da Tecnologia da Informação, com responsabilidades continentais, viajar por motivo de trabalho sempre foi, para mim, condição sine qua non do próprio trabalho. O gosto pessoal de viajar não contava, como não conta hoje em dia. Em princípio não se viaja senão por real necessidade. Realmente? É fundamental identificar a efetiva necessidade da viagem, interrogando-nos se ela é de fato imprescindível ou se temos alternativas válidas que nos consintam atingir os mesmos objetivos, com menor custo, tanto financeiro quanto pessoal. Quantos não passam noites inteiras 28 O Mundo da Usinagem

em um avião para comparecer a reuniões de poucas horas em um outro estado ou até mesmo em outro país? Quanto desse tempo não poderia ser dedicado a atividades produtivas e ao necessário repouso e vida social? Avaliar a real necessidade de deslocar pessoas deveria ser preocupação mais presente. Evidentemente, a possibilidade da reunião “olhos nos olhos”, os meios para se conferir diretamente reações e novos parâmetros são muito importantes e ainda podem justificar os estressantes deslocamentos. Hoje, a grande busca por enxugamento de despesas e melhoria da relação custo-benefício de toda e qualquer operação corporativa tem trazido à tona propostas alternativas ao encontro propriamente físico. De fato, cada vez mais, viaja-se para encontrar pessoalmente um cliente, mas buscamse alternativas virtuais para os encontros empresariais. A conference call , por exemplo, atribui à voz a tarefa da comunicação, com a vantagem de poder ser feita sem investimento de infra-estrutura especial, pois usa um operador central que oferece a conexão. A uma hora prédeterminada, os participantes dão um normal telefonema ao operador que os coloca em comunicação direta. A principal vantagem desse sistema é poder chamar de qualquer lugar onde se esteja, particularmente útil para reunir pessoas espalhadas em diferentes lugares, com diferenças


sárias, sobretudo em termos de atividades de gerenciamento. Tais meios, aliás, permitem com que todos que são parte do processo produtivo/organizativo sejam encontrados em tempo e com a eficiência da informação correta. O benefício para as empresas é enorme, com o poder de decisão sendo ajudado pelo poder da informação. Os tomadores de decisão podem estar sempre disponíveis, com menor comprometimento negativo de sua vida pessoal e, portanto, mais alertas e disponíveis para desenvolver plenamente suas funções. E não nos esqueçamos: o competidor é aquele que consegue fazer duas vezes “click” sobre o cliente antes de nós. O conhecimento da tecnologia deve integrar-se à capacidade de usála corretamente, em benefício de todos. Vincenzo Dragone Ex-Senior Vice-President & General Manager da América Latina da CA-Computer Associates imagem cedida pelo autor

de fuso horário significativas. Sua limitação é a identidade vocal dos participantes do encontro: apenas quando se tem bom conhecimento pessoal a identificação vocal é possível. Esse handicap é superado pela videoconferência ou teleconferência, em que conexões usando áudio e imagem recriam atmosfera mais próxima do encontro real. Esse sistema depende de um operador central, linhas de comunicação, aparelhos de TV e telecâmeras. Obviamente a mobilidade, nesse caso, é comprometida e limitada, já que os participantes devem se dirigir a um local específico. Privadamente, indivíduos podem, hoje, obter igual resultado com os recursos da internet e uma web câmera. O sistema é de baixo custo, tão baixo quanto sua segurança e privacidade, motivo de dever limitar-se apenas a comunicações pessoais. Segundo indicativos das empresas do ramo, cerca de 70% das empresas de médio e grande porte já usam os recursos de conference call e videoconferência, deslocando seus funcionários fisicamente apenas quando efetivamente necessário. Das pequenas, apenas 20% os usam, não pelo custo do equipamento e do sistema operativo (que não é alto e logo se paga) mas em grande parte ainda pela aura de excelência atribuída às viagens. Temos à disposição, portanto, meios que tendem a tornar as viagens cada vez menos neces-

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INTERESSANTESABER

Filhos naturais, filhos adotivos, filhos.... Você conhece os pais de seu melhor amigo? Ou os pais de pessoa que você admira? Ou os pais do desconhecido que acaba de ajudá-lo em uma situação de embaraço?

resposta pode ser “não” em todos os casos. O que nos leva a concluir que os pais são importantes para os filhos, por sua tarefa educativa e de formar com afeto, mas não necessariamente para quem apenas convive com o resultado de tal ação. De fato, quando pensamos, veremos que não conhecemos os pais da maioria de nossos amigos, de nossos colegas de trabalho, dos profissionais que nos atendem. A seguir verificaremos que isso, para nós, não faz a menor diferença: o colega querido

Pedro Toledo Dêgelo

A

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continuará querido, o antipático continuará antipático, o médico continuará respeitado, porque o que verdadeiramente conta é a pessoa em si e não conhecermos seus pais. A adoção, na sociedade ocidental, passou a ser tabu, e como tal afastada ou escondida, em função do orgulho pessoal dos pais e não pelo resultado final da qualidade de educação e de convivência, digamos assim, do ser humano adotado. A história nos legou o conhecimento do enorme papel da descendência “legítima” nas lutas pelo poder territorial e político, o pai querendo garantir ao filho aquilo que conquistara e os demais acreditando que o filho continuaria a obra do pai. Muito embora essa continuidade tenha logo se provado inconsistente, pois grandes reis e generais tiveram descendentes pífios e covardes, a regra estava instalada e foram necessários milhares de anos para recusá-la e passarmos a escolher nossos governantes independentemente de “dinastias”. Também não temos idéia do número de inocentes que pereceram no processo, como o pequeno Cesarion, filho de Cleópatra e Júlio César, morto por Augusto, que não queria a sombra de um herdeiro legítimo do imperador assassinado. Contudo, não apenas o hábito dinástico ainda subsiste em vários lugares do planeta como – o que é mais pernicioso – a idéia dinástica inseriu-se na própria mentalidade dos homens, que a 32 O Mundo da Usinagem

transferiram para a própria descendência, para efeitos não mais de governanças e guerras, mas de vida quotidiana. Não há como negar a beleza do nascimento de um filho desejado, que nos oferece a mistura do que somos com o que é a pessoa que se amava no momento de sua concepção. O crescimento de uma criança que apresenta traços e características de vários membros da família, claramente, é uma das coisas que tornam nossa vida mais interessante, mais alegre de ser vivida. No entanto, a beleza do crescimento do ser humano vai além do reconhecimento dos traços de família e aloja-se em um patamar bem mais alto, aquele da unicidade de cada indivíduo e no mistério da formação da personalidade, do caráter, do afeto, da amizade. Independentemente da origem da filiação – biológica ou adotiva – os pais e os filhos tecem entre si uma rede de solidariedade, de afeto, de deveres e obrigações, de proteção e apoio mútuo que lhes permitirá avançar pela vida afora. Tanto psicólogos quanto juízes de menores são unânimes em declarar que os problemas de desajuste entre pais e filhos não dependem absolutamente do tipo de filiação. De fato, consultórios e juizados estão lotados de casos de desajustes de filhos naturais, recusados ou disputados por pais biológicos, já que as dificuldades da tarefa de ser pai ou mãe são


iguais, sejam os filhos adotados ou biológicos. A adoção, aliás, supera a existência do filho como “acidente de percurso”, já que a filiação adotiva requer uma série de passos perfeitamente conscientes. A essa consciência se opõe a falta de consciência ou as agruras da ignorância dos que colocam no mundo seres pelos quais não poderão ser responsáveis. Como nem sempre a mãe biológica procura o Estado para formalizar a entrega da criança, o processo para tornála legamente adotável é longo, envolvendo entrevistas, busca de tios e avós, etc. Se não bastasse, como nossa cultura condena o abandono, muitas mães procuram se interessar pela criança, visitando-a nos abrigos, por longo tempo, sem terem condições de levá-la dali e, ao mesmo tempo, impedindo sua adoção legal. É notório que quanto mais cedo a criança é levada para casa, mais facilmente se constroem os laços, mais fácil é a adaptação.

Mas incontáveis são os casos de crianças maiores, já com 5 ou 6 anos de idade, que saúdam os pais adotivos com a frase: “Nossa, mãe, como você demorou em vir me buscar! Eu já estava ficando cansado de esperar. Vamos logo para casa”. Para casa! É para lá que a maioria das crianças abrigadas querem ir. A casa que elas conhecem apenas pelos filmes, pelas novelas de televisão, pelos livros, pela narrativa daquelas que saem para visitar as famílias. Crianças abrigadas até a idade adulta saem para o mundo sem a base de sustentação de uma família. As menos afortunadas, que crescem pelas ruas, podem nem chegar à idade adulta. Ou, vivendo em um mundo hostil, servem apenas para engrossar as estatísticas da criminalidade. Temos em nós espaço para criar outro ser humano?

Equipe O Mundo da Usinagem

LINKS ÚTEIS Grupos de apoio à adoção: http://www.filhosdocoracao.com.br/grupo-org.htm Estatuto da Criança e do Adolescente: http://www.eca.org.br/eca.htm Adoção por estrangeiros: http://www.filhosdocoracao.com.br/ad-estrang.htm Crianças e portadores do HIV e a adoção: http://www.aids.gov.br/final/dh/bol_4_1/adocao%20e%20hiv.htm Informações Gerais: http://www.ajudabrasil.org

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Orientação prática sobre adoções de crianças Quem pode adotar? • Maiores de 21 anos, qualquer que seja seu estado civil; • O adotante deve ser 16 anos mais velho do que o adotado; • A Justiça não prevê adoção por homossexuais. A autorização fica a critério do juiz responsável; • Cônjuge ou concubino pode adotar o filho do companheiro.

Quem não pode adotar? • Avô não pode adotar neto; • Irmão não pode adotar irmão; • Tutor não pode adotar o tutelado.

Como adotar? • Deve-se procurar a Vara da Infância no Fórum mais próximo da residência do intressado em realizar uma adoção.. • A adoção está regulamentada pelos artigos 1.618 a 1.629 do Novo Código Civil, com procedimento regulamentado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei nº 8.069/90). • O Poder Judiciário mantém, em cada Município, um registro contendo relação de crianças disponíveis para a adoção e outro de pessoas interessadas em adotar. • A concessão da adoção às crianças é feita pelo Juizado da Infância e da Juventude. No curso do processo, dá-se o estágio de convivência pelo prazo fixado pelo juiz. Ao mesmo tempo, o juizado realiza estudo psicossocial do caso, opinando sobre sua viabilidade.

(art. 1.628 do Código Civil). O juiz, então, determina a expedição de mandado para o Registro Civil, para o registro de uma nova certidão de nascimento do adotado, contendo todos os dados da família adotante.

Pedro Toledo Dêgelo

Com o aval do Ministério Público, a sentença origina o vínculo da adoção

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INTERESSANTESABER

notícias XXVII Encontro Nacional de Engenharia de Produção – ENEGEP om o tema A Energia que move a produção: um diálogo sobre integração, projeto e sustentabilidade, de 9 a 11 de outubro próximo, realizar-se-á em Foz do Iguaçu – Paraná o 27º evento promovido pela ABEPRO – Associação Brasileira de Engenharia de Produção. Trata-se de evento nacional que reúne a comunidade acadêmica, pesquisadores, professores e estudantes, empresários, consultores, engenheiros, administradores e demais profissionais atuantes na Engenharia de Produção. Constitui-se em um dos principais divulgadores da produção técnica e científica da área e se consolidou como fórum de discussão de questões pertinentes à Engenharia de Produção no âmbito nacional. Além de promover a integração/ intercâmbio do conhecimento acadêmico com o setor produtivo. Assim, o ENEGEP torna-se oportunidade ímpar para a agluti-

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nação dos esforços de todos os que atuam nesta área vital para o desenvolvimento. O ENEGEP busca um elo de integração da comunidade acadêmica com o restante da sociedade. Tanto que o evento deste ano buscará debater a forma de projetar o tema na realidade do engenheiro de produção, sem esquecer do aspecto sustentável, relacionando toda a comunidade. Tendo em vista o número de inscritos nos últimos encontros, acredita-se que o evento deva contar com cerca de 2.000 participantes. Desses, estima-se que 1.200 participantes sejam alunos da Graduação dos Cursos de Engenharia, Administração, Economia, Contábeis, entre outros –, e que o restante sejam Pesquisadores, Professores, Estudantes dos Cursos de PósGraduação, Empresários e Profissionais das diversas áreas da engenharia e de áreas afins. Fonte: www.abepro.org.br


Evolução agora e sempre stamos novamente atravessando uma fase extremamente positiva em termos de produção, confirmando assim o que nos explica a teoria dos ciclos econômicos, onde sempre teremos fases positivas seguidas de fases negativas, e assim sucessivamente. A exceção desta vez fica por conta de que a fase positiva está presente em praticamente todo o mundo, fato raro nos tempos modernos. De fato, Américas, Europa e Ásia, raramente apresentam desempenhos positivos ao mesmo tempo. Recentemente tivemos a oportunidade de visitar nossa matriz na Suécia, e também tivemos a possibilidade de ver que apesar de ser este um país extremamente desenvolvido, muito tem sido feito para aumentar ainda mais sua capacidade tecnológica e competitividade, com objetivo de fortalecer ainda mais a produção e exportação. Daí a pergunta: se a Suécia, e outros países desenvolvidos, estão trabalhando fortemente para aumentar ainda mais sua competitividade, o que deveríamos estar fazendo aqui no Brasil? Isso sem falar nos países emergentes que estão igualmente investindo pesadamente em tecnologia e competitividade. Nossa responsabilidade é enorme, no sentido de aproveitarmos a boa fase que estamos atravessando mundialmente e nos prepararmos para as fases mais difíceis que certamente virão. Estamos vendo alguns maus exemplos de falta de investimentos, ou até mesmo o descaso de alguns setores de nossa sociedade, com a geração de desperdícios astronômicos de recursos, que certamente nos

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farão falta quando a curva de crescimento se voltar para baixo. A falta de investimentos ao longo dos anos em setores estratégicos como aéreo, portuário, viário, saúde e educação, são exemplos claros de entraves para o aumento de nossa competitividade. Felizmente estes casos estão vindo a público, aumentando a possibilidade de correção de curso! A preocupação não deve ser menor em nossa vida cotidiana, que nem sempre tem a mesma divulgação e repercussão nos meios de comunicação. O desenvolvimento de nossos jovens, a competitividade dos processos produtivos que elaboramos, as máquinas operatrizes que definimos comprar, os insumos que usamos, devem ser preocupações constantes nas decisões que devemos tomar diariamente, para que estejamos também preparados para superar qualquer dificuldade que o futuro nos apresente. Cláudio Camacho Diretor - Sandvik Coromant do Brasil

Adriana Elias

NOSSAPARCELADE

RESPONSABILIDADE


MOVIMENTO SANDVIK COROMANT - PROGRAMA DE TREINAMENTO 2007 Mês Out

TBU

TBU

Noturno

Diurno

01 e 02

TFR

UMM

EAFT

15 e 16

EAFF

26, 27, 28 e 29 03 e 04

TBU - D- Técnicas Básicas de Usinagem (Diurno - 14 horas em 2 dias) TBU - N- Técnicas Básicas de Usinagem (Noturno - 14 horas em 4 dias - das 19h00 às 22h30) TFR - Técnicas de Furação e Rosqueamento com fresa de metal duro (14 horas em 2 dias) EAFT - Escolha e Aplicação de Ferramentas para Torneamento (21 horas em 3 dias) UMM - Usinagem de Moldes e Matrizes (28 horas em 4 dias) EAFF - Escolha e Aplicação de Ferramentas para Fresamento (21 horas em 3 dias) OUT - Otimização da Usinagem em Torneamento (28 horas em 4 dias) OUF - Otimização da Usinagem em Fresamento (28 horas em 4 dias) TUCAS - Tecnologia para Usinagem de Componentes Aeroespaciais e Superligas (14 horas em 2 dias) TGU - Técnicas Gerenciais para Usinagem (21 horas em 3 dias)

OUF

TUCAS

TGU

22, 23 e 24

Nov Dez

OUT

05, 06 e 07


O MUNDO DA HGF Comunicação

DICASÚTEIS

USINAGEM

O leitor de O Mundo da Usinagem pode entrar em contato com os editores pelo e-mail: omundo.dausinagem@sandvik.com ou ligue: 0800 770 5700

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MAXVALE Tel: 012 3941 2902 São José dos Campos - SP MSC Tel: 092 3613 2350 Manaus - AM NEOPAQ Tel: 051 3527 1111 Novo Hamburgo - RS PS Tel: 014 3312 3312 Bauru - SP PS Tel: 044 3265 1600 Maringá - PR PÉRSICO Tel: 019 3421 2182 Piracicaba - SP PRODUS Tel: 015 3225 3496 Sorocaba - SP RECIFE TOOLS Tel: 081 3268 1491 Recife - PE REPATRI Tel: 048 3433 4415 Criciúma - SC SANDI Tel: 031 3295 5438 Belo Horizonte - MG SINAFERRMAQ Tel: 071 3379 5653 Lauro de Freitas - BA TECNITOOLS Tel: 031 3295 2951 Belo Horizonte - MG THIJAN Tel: 047 3433 3939 Joinville - SC TOOLSET Tel: 021 3884 0606 Rio de Janeiro - RJ TRIGON Tel: 021 2270 4566 Rio de Janeiro - RJ TUNGSFER Tel: 031 3825 3637 Ipatinga - MG

Castrol: (11) 4133 7800 CIMM: (48) 3239 2356 Cláudio Camacho: (11) 5696 5425 Fagor Automotion do Brasil: (11) 5694 0822 Fidia do Brasil: (11) 6965 7600 GE Fanuc: (11) 3067 8054 INDEX: (15) 2102 6017 Leonardo Susumu: (11) 5696-5436 MCS Engenharia: (11) 4191 4771 Ricardo Chagas: (11) 5696 5604 Salete Martins Alves: (47) 9985 5387 Siemens: (11) 3833 4900 Vincenzo Dragone: (11) 8141 7611

ANUNCIANTES NESTA EDIÇÃO O Mundo da Usinagem 39 Abimei. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 Agie-Charmilles. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 Arwi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 Blaser . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29 Castrol . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 Deb’Maq . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33 Dynamach. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 Esab . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 Grob . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28 Haas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 Hanna . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 HEF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36 IDS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 IGM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 Intertech . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 Kone . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 MachSystem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 Mazak . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 Meggatech . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 Mori Seiki . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 Neopaq . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 Okuma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 09 Romi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 05 Sandvik Coromant . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44 Selltis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 02 Stamac . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 TAG . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 Vitor Buono . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32

SANDVIK COROMANT - Atendimento ao cliente 0800 559698 42 O Mundo da Usinagem


fullpage_industrial_heroes_GC4230_1_APROV.pdf 12/9/2007 13:32:16

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Heróis da indústria. Imagine que você precise melhorar uma tecnologia que já é a melhor do mercado. Uma tarefa sem dúvida desafiadora. Mas é exatamente essa a tarefa dos designers no mundo todo: melhorar aquilo que já é ótimo. Podem ser carros, aviões, tocadores de mp3 ou...classes de pastilhas. No nosso caso, o desafio foi melhorar ainda mais o desempenho das nossas pastilhas, já líderes de mercado.

A nova geração de pastilhas devia ser mais rápida, mais segura e mais previsível. Além de mais durável. Aí está ela à direita. E à esquerda está uma das pessoas que conseguiu melhorar ainda mais essa tecnologia. Um herói da indústria.

Para mais informações sobre a nova geração de pastilhas, visite www.coromant.sandvik.com/br

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REVISTA O MUNDO DA USINAGEM 39

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