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Publicação da Sandvik Coromant do Brasil

issn 1518-6091 rg bn 217-147

educação à distância Alternativa para a qualificação profissional plástico verde Amplia sustentabilidade da indústria

vibrações na usinagem

Como se originam e o que fazer para evitá-las


Bruce Skinner

pAra começar...

Solitária folha avermelhada e sem vida, presa a tenro caule que lhe serviu de apoio e sustento, cumpriu seu papel e agora repousa. Descansa afinal impávida e esquecida no tempo. Apenas espera, até que a água ou quem sabe o vento a faça mover-se na direção de um lugar qualquer, onde possa se decompor definitivamente, forrando assim a terra de esperança.

O Mundo da Usinagem




82 Índice

Publicação da Sandvik Coromant do Brasil ISSN 1518-6091 RG. BN 217-147

Edição 10/ 2011

03 para começar...

06

Divulgação AB Sandvik Coromant

04 ÍNDICE / Expediente 0 6 Chão de fábrica: Saiba como evitar vibrações durante os processos de usinagem 12 tendências e oportunidades: Educação à distância é alternativa para capacitação de profissionais 22 de olho no mercado: Biopolímero é uma das novas

apostas do setor de transformados plásticos

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Divulgação Braskem

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Divulgação Fasiculus Rariorum

32 interessante saber: Nos séculos XVI e XVII, cidadãos colecionavam objetos trazidos pelos navegadores 40 palavra do editor 42 anunciantes / distribuidores / fale com eles

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 O Mundo da Usinagem

O MUNDO DA USINAGEM é uma publicação da Sandvik Coromant do Brasil, com circulação de doze edições ao ano e distribuição gratuita para 15.000 leitores qualificados. Av. das Nações Unidas, 21.732 - Sto. Amaro - CEP 04795-914 - São Paulo - SP. Conselho editorial: Aldeci Santos, Ancelmo Diniz, Aryoldo Machado, Edson Truszco, Edson Bernini, Eduardo Debone, Fernando de Oliveira, Francisco Marcondes, Heloisa Giraldes, Nivaldo Braz, Nivaldo Coppini, Nixon Malveira e Vera Natale. Editor-chefe: Francisco Marcondes Coordenação editorial, redação, edição de arte, produção gráfica e revisão: Equipe House Press Propaganda (Décio Colasanti, Sula Zaleski e Ronaldo Monfredo). Jornalista responsável: Francisco Marcondes - MTB 56.136/SP Propaganda: Gerente de contas - Thaís Viceconti / Tel: (11) 2335-7558 Cel: (11) 9909-8808 Projeto gráfico: House Press Impressão: Gráfica Eskenazi


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CHÃO DE FÁBRICA

Raio-X das

vibrações Especialistas do setor metalmecânico indicam possíveis causas do processo vibratório e explicam como proceder para solucioná-lo

E

la está no funcionamento de órgãos do corpo humano, no volante dos automóveis em alta velocidade, nos instrumentos musicais durante um concerto, nas pontes e viadutos repletos de veículos e também nas operações do chão de fábrica. A vibração, fenômeno caracterizado pelo movimento oscilatório de um corpo em torno de um ponto fixo, pode ser encontrada em diversas situações do cotidiano – sejam elas naturais ou decorrentes de processos mecânicos. Durante a usinagem de materiais, a ocorrência de movimentos vibratórios leves e quase imperceptíveis é comum. No entanto, as vibrações em excesso podem indicar falhas ou deficiências de determinadas estruturas e, por isso, devem ser foco de atenção. “Níveis elevados de vibração podem comprometer bastante a qualidade da peça que está sendo

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usinada, e ainda causar o lascamento ou a quebra da ferramenta”, explica Anselmo Eduardo Diniz, professor da área de Usinagem da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp. A segurança das operações e a saúde dos profissionais envolvidos também podem ser prejudicadas em decorrência deste problema (saiba mais no quadro ‘Saúde em risco’).

Entendendo as vibrações Mas, afinal, o que desencadeia essa vibração excessiva? São diversas as causas que podem estar escondidas por trás dos fenômenos vibratórios. “Qualquer condição que não seja a mais adequada pode interferir no processo, originando vibrações”, analisa Aldeci Santos, supervisor de Treinamento Técnico da Sandvik Coromant. Entre as causas mais comuns está

Fresa CoroMill 790 garante fixação segura, evitando danos causados por altas forças radiais a falta de rigidez da peça, da ferramenta, da máquina ou do dispositivo de fixação. O que, por sua vez, pode estar associado às folgas nas guias das máquinas e também à fixação deficiente da peça ou da ferramenta. “As folgas são fatores responsáveis pelas vibrações”, aponta Aldeci. “No caso dos fusos, elas também podem gerar ruído, provocar a quebra de ferramentas e afetar o acabamento da peça de maneira negativa”. Quanto à fixação das pastilhas, o supervisor da Sandvik Coromant indica a maneira adequada de se


Divulgação AB Sandvik Coromant Divulgação AB Sandvik Coromant

realizar esse procedimento. “O aperto não deve ser demasiado, apenas um quarto de volta da chave usada para a fixação é suficiente”, ensina. “Porém, em caso de deformação do alojamento, o movimento e a vibração da pastilha serão inevitáveis e terão influência no dimensional da peça”. Segundo Antonio Giovanetti, espe­cialista de torneamento da Sandvik Coromant, além da correta fixação das pastilhas é necessário dedicar atenção especial à fixação das máquinas-ferramenta. “É preciso estar seguro de sua correta fixação e

Barra antivibratória (abaixo) evita oscilação da ferramenta na usinagem

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CHÃO DE FÁBRICA também ficar atento ao nivelamento do piso em que o equipamento está instalado, pois, se bem executados, estes dois procedimentos contribuem muito para evitar o surgimento das vibrações”, enfatiza o profissional.

O que também tem forte relação com as vibrações é a geometria das pastilhas, incluindo os ângulos de corte, de folga e de saída dos cavacos. Segundo Diniz, da Unicamp, os ângulos da ferramenta influenciam o valor e a direção dos esforços de corte. “Quando os esforços estão voltados às direções mais rígidas do sistema, a vibração é amenizada”, relata. “Em contrapartida, quando eles se voltam às direções menos rígidas, a tendência é que a vibração seja intensificada”. Segundo Aldeci, da Sandvik Coromant, quanto maior for o ângulo de ponta, maior será a área de contato e maior a probabilidade de vibrar. Já o ângulo de cunha, formado pelos ângulos de folga e de saída, deve ser o mais agudo possível para evitar vibrações. Outro fator que pode ser associado ao fenômeno vibratório é o desalinhamento. De acordo com o professor Diniz, quando a ferramenta está fora do centro de alinhamento, as vibrações também podem ser intensificadas. “Esse desalinhamento gera o desbalanceamento, uma das fontes de esforços cíclicos e, consequentemente, de vibração”. O desgaste das pastilhas também pode motivar movimentos vibratórios. Porém, Aldeci alerta que o correto é realizar sua troca antes

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O ângulo certo

Fixação segura por mandril de alta precisão Hydro-Grip HD otimiza usinagem com fresa de topo de metal duro de se chegar a esse estágio. “O ideal é fazer um acompanhamento da evolução do desgaste da pastilha e substituí-la antes que tome uma proporção perigosa”, orienta o profissional. Além destas causas mais recorrentes, os processos vibratórios podem estar relacionados ao baixo módulo de elasticidade; à grande pressão de corte; à estrutura da peça; ao alcance da frequência natural da ferramenta e à área de contato de corte. O tipo de material a ser usinado também pode influenciar nesse processo. “Peças fabricadas com materiais de alta resistência, que exigem altos esforços

de corte, são outras geradoras potenciais de vibrações nos processos de usinagem”, ressalta Diniz.

Usinagem sem vibrações Se o objetivo for garantir um processo de usinagem sem vibrações, há certos cuidados que devem ser observados conforme cada operação. No torneamento, Aldeci sugere a utilização de ferramentas antivibratórias (veja mais informações sobre estas soluções no quadro ‘Longe das vibrações’) e a estabilidade do processo. “Os ângulos de posição devem ser próximos a 90 graus, os balanços


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Como evitar vibrações

Quanto menor o ângulo de posição, maior a tendência à vibração

Quanto menor o raio, menor a tendência à vibração

Quanto maior o ângulo de saída, menor a tendência à vibração

Quanto maior o desgaste, maior a tendência à vibração devem ser menores que o dobro do diâmetro, e o tratamento das arestas mais afiadas deve ser realizado”, esclarece. O professor Diniz, da Unicamp, acrescenta outros pontos importan-

tes, como o baixo valor do raio de ponta da ferramenta, o ângulo de saída positivo, o pequeno balanço na ferramenta e a rigidez do sistema MFDP (máquina-ferramentadispositivo-peça).

Saúde em risco Além dos danos que podem causar às máquinas, às ferramentas e à produtividade, as vibrações excessivas também afetam a saúde e o bemestar dos operadores no chão de fábrica. Como consequência do maior esforço físico despendido para operar os equipamentos com vibração, por exemplo, os profissionais tornam-se mais propensos ao estresse e à fadiga e podem desenvolver lesões. O ruído que acompanha as vibrações também merece atenção. Para que não cause prejuízos ao sistema auditivo, é fundamental que os operadores utilizem protetores auriculares e que as causas da vibração sejam analisadas, para que deste modo se possa tentar resolver o problema o quanto antes. O nível máximo de pressão sonora ao qual os trabalhadores podem ser expostos sem proteção é de 80 decibéis.

Balanço excessivo da ferramenta durante fresamento afeta desempenho da operação Para Giovanetti, especialista em torneamento, é preciso dar importância também à fixação da ferramenta na torre da máquina. Segundo o profissional, no caso das barras para torneamento interno, há dois fatores que podem desencadear vibrações e que, portanto, devem ser observados: o diâmetro do suporte porta-ferramentas (onde será fixada a barra); e o comprimento mínimo de fixação – que deve ser de três a quatro vezes maior que o diâmetro da barra. No caso das operações de fresamento, os procedimentos para evitar as vibrações incluem o ângulo de posição pequeno – de modo a aumentar a força na direção axial, que é caracterizada pela rigidez; e o balanceamento das ferramentas. “A rigidez do sistema MFDP, a ausência de folgas na máquina e o corte concordante (caso a máquina

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CHÃO DE FÁBRICA

Atenção aos detalhes e precisão nos resultados são fundamentais. É com esta dedicação que a Eroma atende seus clientes, oferecendo os melhores serviços e

tenha fusos de esferas recirculantes) são outras sugestões para evitar os processos vibratórios”, pontua o professor da Unicamp. Já na furação, de acordo com Aldeci, as medidas para reduzir as vibrações incluem a realização dos ajustes de avanço, que podem proporcionar mais pressão de corte, bem como a manutenção das geometrias de corte das pastilhas mais positivas. “No caso das brocas, a condição ideal é que seu diâmetro seja duas

vezes menor que seu comprimento”, completa o supervisor. Para esta finalidade, Diniz destaca também a importância de se manter as ferramentas afiadas – de modo a proporcionar que a aresta transversal de corte seja a menor possível e que as duas arestas sejam idênticas – e de se optar por brocas compostas por material mais rígido, como o metal duro. Anna Ligia Machado Jornalista Divulgação AB Sandvik Coromant

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Longe das vibrações Para evitar os fenômenos vibratórios durante os processos de usinagem, foi desenvolvido o conceito de barras antivibratórias. Criada pelo inventor norueguês Lauritz Andreassen, essa solução foi introduzida pela primeira vez em 1969 e destinava-se ao mandrilamento de furos profundos – processo que exige ferramentas com grandes balanços e que, consequentemente, apresenta alta tendência às vibrações. Com o tempo, a aplicação de ferramentas com esse conceito se expandiu, passando a ser utilizadas também em operações de fresamento e de alargamento de furos – tanto para desbaste quanto para acabamento. Atenta a essa tecnologia, há muitos anos a Sandvik Coromant apresenta ferramentas antivibratórias em seu portfólio. No passado, essa comercialização ocorria sob licença e contrato com a empresa detentora da patente, a Teeness AS. Contudo, em 2008 a empresa foi adquirida pelo grupo Sandvik, que passou a incorporá-la. Chamada de Silent Tools (em português, ferramentas silenciosas), a linha de soluções antivibratórias da Sandvik Coromant inclui as ferramentas CoroTurn SL, destinadas às operações de torneamento, e as ferramentas CoroMill 390 Silent Tools, voltadas às operações de fresamento com grandes balanços. Além de evitar vibrações, estas soluções também se destacam por alavancar a produtividade.

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Tendências e oportunidades

Educação à distância Uma solução também para a indústria

Conheça a modalidade educativa que pode ajudar a reduzir o déficit de profissionais qualificados no mercado brasileiro 12 O Mundo da Usinagem


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Instituições educacionais do País não têm estrutura física para suportar a demanda gerada pelos mais de 70 milhões de trabalhadores brasileiros

borador precisa se atualizar permanentemente”, avalia Rocha. “Quem acredita que é possível abandonar os estudos está fora da realidade e corre grave risco de ser excluído do mercado”, acrescenta. Entretanto, com uma longa jornada de trabalho durante a semana, frequentar a sala de aula e se dedicar aos estudos pode se tornar uma dificuldade para os trabalhadores. Somada à falta de tempo, a quantidade insuficiente de instituições educacionais do País – que não têm estrutura física para suportar a demanda gerada pelos mais de 70 milhões de trabalhadores brasileiros – é outro fator que impede as pessoas de concretizarem seu desejo de crescer profissionalmente. Outro obstáculo apontado por Rocha é que o número de professores técnicos formados no Brasil não é suficiente para atender todos os estudantes. Adicionalmente, a maioria dos educadores atua nas

grandes cidades, onde existem melhores oportunidades de emprego em escolas e centros acadêmicos voltados à formação industrial. Consequentemente, as áreas menos povoadas e de menor expressão econômica acabam excluídas do processo educacional.

Educação sem fronteiras

Shutterstock

á 30 anos, para trabalhar bem um operário do setor metalmecânico precisava saber utilizar ferramentas manuais, como limas, rasquetes e outros instrumentos de bancada. Pouco tempo depois, o surgimento de computadores e equipamentos de robótica alterou esta realidade de forma definitiva. Atualmente, o profissional que não detém conhe­ cimentos de informática e não é capaz de comandar eletronicamente uma máquina-ferramenta dificilmente conseguirá emprego em um chão de fábrica. Segundo Ari Antonio da Rocha, membro do Conselho da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED), a lição que podemos tirar desta rápida mudança no mercado de trabalho é que o profissional deve estar sempre atento à evolução da tecnologia e buscar a constante atualização de seus conhecimentos. “Para se manter na profissão, o cola-

Com a EAD, alunos podem estudar no momento e no local que lhe forem mais convenientes e esclarecer eventuais dúvidas com um tutor

É neste cenário que a Educação à Distância (EAD) surge como solução para suprir a necessidade de aperfeiçoamento profissional existente no mercado industrial brasileiro. Rocha também defende que esta modalidade é a melhor alternativa para superar os principais obstáculos enfrentados pelo ensino profissionalizante no Brasil: a falta de tempo dos alunos, a quantidade insuficiente de professores qualificados e a infraestrutura deficiente de algumas instituições educacionais. Há mais de meio século no País, a EAD alcança todos os Estados brasileiros e é oferecida por escolas, centros acadêmicos, empresas, associações e diversas entidades que detêm conhecimentos pertinentes à formação desses profissionais. O Mundo da Usinagem 13


Tendências e oportunidades

EAD alcança todos os Estados brasileiros e é oferecida por escolas, centros acadêmicos, empresas, associações e entidades que detêm algum conhecimento útil para a sociedade

EAD em números  Mais de 1.700 cursos à distância certificados pelo MEC  2,5 milhões de alunos matriculados  37% estão matriculados na pós-graduação  34,6% estão nos cursos tecnólogos ou de complementação pedagógica  26,5% estão cursando a graduação  42% dos matriculados encontram-se fora do Estado de origem do curso Fonte: Censo EAD de 2008

dinâmica entre professor, aluno e colegas de curso via e-mail, chats, fóruns de discussão, áudio ou videoconferências. Por meio destes recursos, o conselheiro da ABED avalia que a educação flexível (outra denominação da EAD) é capaz de compensar a falta de tempo dos profissionais para frequentar salas de aula, além de romper a barreira da distância entre as instituições educacionais e as regiões menos populosas e de menor expressão econômica do Brasil. “A educação à distância democratiza o acesso ao conhecimento, de maneira que um trabalhador no Amazonas pode obter o mesmo tipo de instrução que alguém recebe em São Paulo ou no Rio de Janeiro”, ressalta Rocha.

Destaque do SENAI para o setor metalmecânico Curso de leitura e interpretação de desenho técnico mecânico  Objetivo: Interpretar desenhos técnicos mecânicos identificando a projeção ortográfica de modelos prismáticos, representações convencionais, medidas e outras características das peças.  Recursos: Material impresso e programas de vídeo  Tutoria: Carta, fax e e-mail  Duração: 3 meses Mais informações: www.sp.senai.br/ead; ead@sp.senai.br; (11) 3227-1009

14 O Mundo da Usinagem

Divulgação

Nesta modalidade educacional o aluno recebe todo o material de estudo em sua casa, tornando-se independente de ambientes tradicionais de aprendizagem e de horários de estudo pré-estabelecidos. Com a EAD, o aluno tem a flexibilidade de estudar no momento e no local que lhe forem mais convenientes, podendo esclarecer suas eventuais dúvidas com um tutor por meio da internet, do telefone ou do correio. O conteúdo do curso pode ser transmitido por diversos meios, como correspondência, rádio, televisão, CD-ROM e DVD. Porém, a modalidade mais eficiente e atual é a internet, que permite acesso a som, imagem e texto em alta velocidade (onde há banda larga disponível), além de possibilitar a comunicação

Ari Antonio da Rocha, da ABED: “Para se manter na profissão, trabalhador precisa se atualizar permanentemente”

Entretanto, segundo Manuel Marcos Formiga, professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em EAD, é preciso considerar também que a EAD exige maior proatividade do aluno. “Um dos déficits da educação brasileira básica é a falta de autonomia dos alunos em relação aos seus professores, e isso acaba se refletindo no decorrer de toda a vida acadêmica”, esclarece. “Por isso, disciplina e determinação são peças-chave para que o estudante alcance bom desempenho em um curso de EAD”, completa. 


Tendências e oportunidades Desafios da autoaprendizagem Mesmo com todas as constatações que apontam a viabilidade da EAD para promover a capacitação dos trabalhadores brasileiros, alguns fatores ainda retardam o desenvolvimento desta modalidade educacional no País. Na opinião de Formiga, é essencial que o Ministério da Educação (MEC) flexibilize algumas leis do ensino para que haja a expansão dos cursos à distância no País. “O MEC está devendo à sociedade mais incentivo à EAD”, declara Formiga. “Para que os cursos à distância possam se desenvolver, é preciso abandonar o modelo educacional das exigências burocráticas cartoriais em nome de um estilo mais aberto e flexível”, defende Formiga.

Fora da esfera pública, a EAD enfrenta ainda o desafio da aceitação no mercado de trabalho. O professor da UnB, que acompanha o desenvolvimento da educação flexível há 30 anos, aponta que a desconfiança das empresas com relação aos cursos à distância ainda é grande, apesar de ter diminuído significativamente nos últimos anos. Com a expansão da internet, Formiga avalia que a desconfiança quanto à qualidade da educação à distância deverá ser superada. “Com todas as possibilidades de comunicação e interatividade oferecidas pela rede de computadores, o mercado não terá argumentos para sustentar este preconceito contra a EAD”, analisa. Outro fator que tem estimulado a desmistificação da educação flexível

Arquivo Pessoal

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Manuel Marcos Formiga, da UNB: “A EAD veio para ficar e não há burocracia ou preconceito que possa impedir seu desenvolvimento no Brasil”


Divulgação SENAI

Paula Martini, do SENAI: “Aluno pode utilizar o horário que lhe convier para estudar, sem precisar interromper as atividades no trabalho” 18 O Mundo da Usinagem

Rede SENAI de EAD oferece mais de 200 cursos em 20 áreas da indústria “A EAD veio para ficar e não há burocracia ou preconceito que possa impedir seu desenvolvimento no Brasil”, analisa.

Arquivo Pessoal

é o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), aplicado pelo MEC. Em 2007, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) comparou o desem­penho dos alunos dos mesmos cursos na modalidade à distância e presencial do Enade. Em sete das 13 áreas em que a análise foi possível, os alunos da EAD superaram a pontuação dos estudantes presenciais. Desde então, a cada ano os alunos matriculados nos cursos à distância seguem obtendo pontuações satisfatórias no Enade. Em decorrência dos resultados positivos atingidos pela EAD, o número de matrículas nesta modalidade educacional vem crescendo exponencialmente. De acordo com um estudo da ABED, no final de 2008 já havia mais de 2,5 milhões de alunos matriculados nos mais de 1.700 cursos à distância oferecidos no País. “Posso assegurar que o número de alunos e de cursos à distância só tende a crescer”, ressalta Formiga.

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Tendências e oportunidades

EAD na indústria Na indústria brasileira os cursos à distância são um antigo aliado. Entre os principais parceiros do setor produtivo na qualificação da mão de obra está o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), que há mais de 40 anos oferece cursos à distância. Parte integrante desta instituição, a Rede SENAI de Educação à Distância (www.senai.br/ead) oferece mais de 200 cursos em 20 áreas de interesse da indústria, como metalmecânica, tecnologia da informação, gestão, eletroeletrônica e informática, entre outras. Para atender os profissionais da indústria com diferentes graus de instrução, o SENAI dispõe de cursos de nível técnico, iniciação e qualificação profissional e pós-graduação. Para

Keli Cristina dos Santos Duarte, ex-aluna da Rede SENAI de EAD: “Curso à distância foi mais produtivo que a modalidade presencial porque pude estudar no ambiente silencioso da minha casa” aqueles que buscam uma atualização mais rápida, a escola oferece ainda os cursos de aperfeiçoamento profissional. De acordo com Paula Martini, gestora da Rede SENAI de Educação à Distância, uma das principais vantagens oferecidas pela EAD é a possibilidade de administrar o


Tendências e oportunidades tempo de estudo, de acordo com as necessidades de cada aluno. “O aluno pode utilizar o horário da manhã, da noite ou mesmo os finais de semana para estudar, sem precisar interromper as atividades no trabalho”, explica a gestora. Paula conta que, para aproveitar os recursos digitais oferecidos pelos computadores, alguns cursos à distância utilizam artifícios de texto, som e imagem para criar apresentações que instigam o aprendizado dos alunos. “Os cursos à distância do SENAI contêm vídeos e animações que apresentam fenômenos da natureza, processos industriais de trabalho e relações sociais de uma maneira clara, que facilita a compreensão”, descreve. Por fim, a gestora destaca a combinação dos materiais didáticos empregados nos cursos à distância,

como apostilas, CD-ROMs, videoaulas em DVD e material online. “Em alguns cursos do SENAI o aluno pode receber mensagens de texto no celular para lembrá-lo de eventos e compromissos relacionados ao curso”, destaca Paula.

Experiência positiva Uma das testemunhas da eficiência da EAD é Keli Cristina dos Santos Duarte, que concluiu em 2011 o curso à distância de leitura e interpretação de desenho técnico mecânico oferecido pelo SENAI-SP. “Gostei muito da experiência que tive com a educação à distância”, conta Keli, que trabalha como auxiliar administrativa em uma empresa de decoração. “Acho que foi ainda mais produtiva que a modalidade presencial, porque pude estudar no ambiente silencioso da minha

Conheça os cursos à distância  Visite a página da Rede SENAI de Educação à Distância (www.senai.br/ead) e conheça as opções de cursos  Acesse a página do e-MEC (emec.mec.gov.br) e conheça todas as instituições de ensino superior e cursos à distância cadastrados no MEC

casa, de acordo com meus próprios horários”, ressalta. Keli conta que durante o curso primeiramente lia as apostilas depois assistia às videoaulas em DVD e por fim fazia os exercícios para fixar o conteúdo estudado. Caso tivesse alguma dúvida, podia entrar em contato com um tutor por e-mail, FAX ou correio e esclarecê-la. “Praticamente não tive dúvidas, porque as apostilas e os DVDs são bem detalhados e fáceis de compreender”, ressalta. Keli destaca o conteúdo das videoaulas, que apresentam slides, animações e exemplos passo a passo de como fazer os exercícios. Os resultados foram tão positivos que, antes mesmo de finalizar o curso de leitura e interpretação de desenho técnico mecânico, Keli recebeu duas propostas de emprego. “Certamente a aceitação do mercado para este curso à distância foi muito positiva”, avalia. Rodrigo Hora Jornalista

Veja mais maisinformações informaçõesem: em: www.omundodausinagem.com.br


Na avaliação do impacto do desgaste de flanco gerado na broca com a aplicação do fluido aditivado, obteve-se um índice de desgaste significativamente menor na face da superfície do flanco da ferramenta


Divulgação Braskem

de olho no setor

Plástico verde

Alternativa ecológica para o setor de transformados Expansão do uso de biopolímeros promete movimentar a economia do setor

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orte de gastos, sobe e desce das ações e instabilidade econômica. A quebra de bancos e a consequente crise mundial de 2008 deixaram marcas que podem ser observadas até hoje na economia mundial. E, apesar de o Brasil estar melhor preparado que outros países para enfrentar perío-

22 O Mundo da Usinagem

dos de incerteza, a globalização fez com que inevitavelmente o mercado nacional fosse afetado. Seguindo essa tendência, no primeiro semestre de 2009 a indústria de plásticos sofreu queda de 17% em seu faturamento, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Com os indícios da melhora no

cenário mundial, o setor começou a se recuperar. De acordo com dados recentes da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), a balança comercial de transformados plásticos teve uma evolução de 35% em 2010, alcançando faturamento de R$ 41 bilhões, cerca de R$ 6 bilhões acima do resultado de 2009.


de olho no setor Divulgação Braskem

Reaproveitamento do bagaço da cana e da casca de arroz, que normalmente são descartados e queimados, evita que grandes quantidades de CO2 sejam liberadas no ar

Unidade fabril da Braskem localizada em Triunfo (RS) é dedicada à produção de plástico verde derivado da cana-de-açúcar Para 2011 o setor tem boas expectativas. Entre elas, alcançar novos recordes em relação à produção e, consequentemente, expandir seu crescimento. Estimativas apontam que neste ano as exportações de plásticos devem chegar a 330 mil toneladas, com probabilidade de crescer mais 8% em 2012. Neste contexto, uma novidade deve aquecer ainda mais os negócios neste mercado. Diferentes tipos de polímeros de origem vegetal recentemente desenvolvidos por cientistas já estão sendo produzidos em escala industrial no País. A fabricante brasileira de resinas termoplásticas Braskem foi pioneira no desenvolvimento dos chamados biopolímeros, produzidos a partir da cana-de-açúcar. Atualmente sua fábrica tem capacidade para produzir cerca de 200 mil toneladas por ano deste novo material. Além da Braskem, a americana Dow Chemical e a belga Solvay também anunciaram investimentos no Brasil para a fabricação de biopolímeros.

Ecotecnologia Reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo em agosto

deste ano revelou que a associação European Bioplastics estima que até 2015 a produção mundial de biopolímeros deverá dar um salto de 136%, chegando a 1,7 milhão de toneladas por ano. Caso a estimativa se confirme, o Brasil deverá assumir papel de destaque nessa projeção.

Para vencer a concorrência Um desafio que o setor brasileiro de transformados plásticos enfrenta atualmente é o aumento da importação ocasionada pela comercialização de máquinas de baixo custo, fabricadas principalmente em países asiáticos. Em entrevista durante a Feira Internacional da Indústria do Plástico (Brasilplast), José Ricardo Roriz, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) declarou que as exportações não declinaram, o ritmo das importações é que está mais elevado. Com o aumento da concorrência, o setor de produtos plásticos acaba perdendo competitividade em relação aos concorrentes estrangeiros devido ao custo da matéria-prima e às taxas de juros e de câmbio que inibem o investimento. “Muitas vezes consumidores e fabricantes preferem importar o produto acabado, pois o preço é mais acessível”, afirma Roriz. Para combater esta situação adversa e aumentar a competitividade nacional, fabricantes de máquinas injetoras apontam algumas soluções além da utilização de equipamentos de alta performance, como investir na aquisição de moldes mais resistentes e precisos. Essa prática diminuirá o índice de refugo, garantirá o melhor controle da temperatura durante o processo de injeção por câmara quente e, consequentemente, ampliará a produtividade. “Outras estratégias são utilizar moldes confeccionados com ligas mais eficientes para obter troca de calor e processos de usinagem mais precisos”, explica Hermes Lago, diretor de comercialização da Romi – fabricante nacional de máquinas-ferramenta. 

24 O Mundo da Usinagem


de olho no setor 

Fabricação de biopolímeros Apesar de imperceptível a olho nu, a principal diferença do plástico verde está no processo produtivo, que utiliza a cana-de-açúcar, uma

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Hermes Lago, da Romi: "Máquinas têm plena capacidade e tecnologia para a transformação do biopolímero" fonte de energia renovável, para gerar o gás eteno – insumo empregado na fabricação do plástico. Entretanto, apesar de o plástico verde ser obtido por meio de fonte renovável, este polímero não é biodegradável – ou seja, apresenta o mesmo tempo de degradação do plástico tradicional. Divulgação Villares Metals

Segundo a associação, a produção de resinas derivadas de fontes renováveis ainda é restrita em nível global, apresentando capacidade total de pouco mais de 700 mil toneladas anuais. A produção está concentrada principalmente em países do Hemisfério Nor te, mercados que utilizam principalmente o milho e o trigo como matéria-prima. No Brasil, a indústria de biopolímeros aposta na maior eficiência oferecida pela cana-de-açúcar para ampliar a presença do produto brasileiro no mercado mundial. Desenvolvido inicialmente para concorrer com os polímeros produzidos a partir do petróleo, o biopolímero deve ser visto em breve em diversos segmentos da indústria. No momento, o material vem sendo utilizado principalmente pelas indústrias alimentícias e de higiene pessoal e beleza, que têm mudado as embalagens de seus produtos devido ao forte apelo mundial por sustentabilidade.

Divulgação Romi

No Brasil, indústria de biopolímeros aposta na maior eficiência oferecida pela cana-de-açúcar para ampliar a presença do produto brasileiro no mercado mundial

Paulo Haddad, da Villares Metals: "Aço empregado em moldes está dimensionado para suportar elevadas cargas inerentes ao processo de injeção"

Segundo a reportagem O plástico verde do Brasil, publicada pela agência de comunicação alemã Deutsche Welle em maio de 2011, o processo de fabricação de polímeros derivados do petróleo causa a emissão de seis quilos de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera a cada quilo de plástico industrializado. Por outro lado, o material obtido por meio da desidratação do álcool de cana (biopolímero) é 100% reciclável e substitui o plástico comum. Recentes estudos comprovaram que, para cada tonelada de biopolímero, 2,5 toneladas de gás carbônico são capturadas pela natureza. Ou seja, ao invés de lançar moléculas de CO ² no meio ambiente, a fabricação deste novo material promove a retirada destas moléculas nocivas do ar durante o processo de fotossíntese da cana-de-açucar. A Braskem informa que o volume de gases emitidos durante o proces-


de olho no setor so produtivo do biopolímero é 84% inferior ao do sistema convencional. É por este motivo que a indústria tem direcionado investimentos para a criação de polímeros sustentáveis. Além de embalagens, o novo material pode ser aplicado na fabricação de celulares, materiais descartáveis, brinquedos, frascos, sacolas, autopeças e, mais recentemente, passou a integrar o composto de isolação interna de cabos elétricos. Segundo reportagem publicada no portal Último Segundo em 2010, a semelhança entre os dois polímeros é tão grande que, para diferenciá-los, a Braskem passou a utilizar um selo onde se lê “I’m Green” (sou verde, em inglês).

Máquinas injetoras

Arquivo Pessoal

Assim como a Braskem, fabricantes de máquinas-ferramenta e de outros segmentos que atendem o setor de plásticos estão em busca de soluções mais ecológicas para desenvolver seus produtos. No entanto, o surgimento do plástico verde não exigiu mudanças significativas nos

Gilberto Baksa, da Sandretto: "Molde é responsável por cerca de 80% da performance do processo de injeção" 28 O Mundo da Usinagem

Degradando o excesso Outros polímeros verdes existentes no mercado podem ser obtidos a partir de composições químicas que os tornam biodegradáveis, o que reduz o ciclo de vida do objeto produzido com eles se exposto à luz solar, oxigênio e altas temperaturas. Segundo o documento Avaliação do Desempenho de Embalagens Plásticas Ambientalmente Degradáveis e de Utensílios Plásticos Descartáveis para Alimentos, elaborado pela Universidade Estadual da Califórnia e pela Fundação de Pesquisas Chico, materiais plásticos não devem ser descartados na natureza ou em aterros, pois estes locais não são adequados para a deterioração. Como a biodegradação só ocorre quando micro-organismos vivos quebram as cadeias dos polímeros e os transformam em alimento, a compostagem (processo biológico de transformação da matéria orgânica) é a melhor forma para se reciclar este tipo de material.

Surgimento do plástico verde não exigiu mudanças significativas nos projetos de máquinas-ferramenta, pois ele apresenta propriedades técnicas e de processamento iguais às do convencional projetos de máquinas-ferramenta. O motivo é que este material apresenta propriedades técnicas e de processamento iguais às dos polímeros obtidos do petróleo. Segundo Hermes Lago, diretor de comercialização da Romi, as máquinas desenvolvidas pela fabricante, sejam injetoras ou sopradoras, têm plena capacidade e tecnologia para a transformação deste material. Ainda que não exijam modificações, é essencial que a máquina e o molde trabalhem com eficiência. “Caso contrário, os

processos de transformação dos plásticos pode ter seu desempenho diminuído”, ressalta Lago.

Moldes de aço Gerente de Marketing da fabricante de máquinas injetoras Sandretto, Gilberto Baksa esclarece que o molde é responsável por cerca de 80% da performance do processo de injeção. Para se obter um molde de qualidade, é fundamental utilizar máquinas e ferramentas dedicadas à usinagem de precisão. Produtos plásticos com paredes finas, como os materiais descartáveis (que hoje já podem ser produzidos com biopolímero), exigem moldes complexos e dotados de canais de refrigeração, já que é preciso reduzir a temperatura das peças para que a extração ocorra sem deformações. Outro ponto relevante durante o processo de injeção do plástico é que a estrutura do molde deve suportar pressões de injeção elevadas, garantindo que suas dimensões não sejam modificadas. 


de olho no setor 

Produtos plásticos com paredes finas, como os materiais descartáveis (produzidos também com biopolímero), exigem moldes complexos e dotados de canais de refrigeração

 Posicionado atrás dos Estados Unidos, o Brasil é o segundo maior produtor de etanol do mundo. Segundo o Ministério da Agricultura, neste ano a produção brasileira de etanol deve chegar a 30 bilhões de litros. Para o futuro, as projeções são ainda mais otimistas: a produção nacional pode alcançar 63 bilhões de litros em 2020.  O etanol celulósico, ou etanol de segunda geração, é outra matériaprima que pode ser obtida por meio do reaproveitamento do bagaço da cana-de-açúcar e da casca do arroz –, que normalmente são descartados e queimados, liberando CO2 na atmosfera. Estudos do Projeto Bioetanol indicam que a produção de 1 milhão de litros de etanol pode gerar um adicional de 150 mil litros de etanol por meio do processo químico de hidrólise aplicado ao bagaço da cana. Com o objetivo de contribuir para a nova ordem ambiental, Haddad afirma que em 2009 a empresa desenvolveu o aço VP100 e lançou este ano o VIMCOR. Estes dois novos produtos são fabricados por meio de uma tecnologia mais ecológica. A principal diferença na constituição desses aços está no processo de tratamento térmico, que não utiliza óleo durante o resfriamento por ser prejudicial ao meio ambiente. Segun-

Divulgação Villares Metals

A escolha incorreta do metal utilizado na fabricação de um molde pode gerar grandes prejuízos ao fabricante. Devido às características do aço, esse é o metal mais utilizado na fabricação de moldes para a produção de componentes plásticos. “Se o metal não atender aos requisitos mecânicos e apresentar falhas durante o processo, o molde precisará de reparo e a produtividade da linha será prejudicada”, explica Paulo Haddad, supervisor de Assessoria Técnica da Villares Metals.

Você sabia?

do Haddad, o processo convencional de têmpera – tratamento térmico para obtenção de microestruturas duras e resistência mecânica elevada do metal –, é realizado em tanque de 100 mil litros de óleo, sendo que parte deste volume é degradado, liberando gases na atmosfera. A iniciativa de adotar práticas ecossustentáveis como estas permitirá que a indústria de transformados garanta avanços efetivos na redução de impactos ambientais no longo prazo, uma vez que o plástico é ao mesmo tempo um material muito utilizado e de difícil degradação. Por este motivo, a mobilização de todos os segmentos envolvidos é essencial para que a produção de plásticos acompanhe a demanda global por mais sustentabilidade. Cynthia Terumi Anna Ligia Machado Sula Zaleski Jornalistas

Villares Metals aumentou as dimensões dos blocos para a fabricação de moldes, o que requer fornos maiores e prensas mais potentes 30 O Mundo da Usinagem

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A adoção de práticas ecossustentáveis como estas pela indústria de transformados deve garantir avanços efetivos na redução de impactos ambientais no longo prazo


interessante saber

Gabinete de curiosidades O ancestral dos museus

Reunindo desde objetos da Grécia Clássica a animais empalhados mecanizados, 'câmaras das maravilhas' deram o passo inicial para a museologia moderna

P

arada obrigatória no roteiro cultural das principais cidades do mundo, os museus seduzem seus visitantes como que por encanto. Seus acervos permanentes e temporários permitem que os apreciadores de arte e ciência contemplem exposições de diversos temas, como Arte Moderna, História Natural, História da

32 O Mundo da Usinagem

Ciência e Tesouros Arqueológicos. Mas de onde surgiu a ideia de reunir objetos e obras de arte em um mesmo espaço? A estrutura e a disposição dos museus atuais tiveram origem na Europa dos séculos XVI e XVII. Impulsionadas pelo assombro provocado pelo desconhecido durante o período das grandes navegações, as

pessoas tinham o costume de colecionar em suas próprias casas objetos estranhos e exóticos trazidos da Ásia, África e América pelos navegadores.

Escalada social

Amontoados em câmaras dedicadas à exibição, esses objetos eram empilhados e pendurados nas


Inicialmente, donos dos gabinetes só convidavam nobres e pessoas da realeza para visitá-los, e passavam horas falando sobre as histórias curiosas de cada objeto ‘Quanto mais curioso e surpreendente, melhor’, parecia ser o lema destes colecionadores, que procuravam para seus acervos os objetos mais bizarros e lendários. Para isto, muitas vezes eles pediam a marinheiros que lhes trouxessem tudo que achassem exótico e diferente durante as travessias pelas terras recém-exploradas; quando não, eles mesmos realizavam tais viagens em busca de seus tesouros.

Coleções fragmentadas Em consequência da grande quantidade e variedade de objetos, os colecionadores começaram a organizá-los em quatro categorias: em latim, Artificialia, Scientifica, Naturalia e Exotica. A primeira compreendia coleções de objetos fabricados pelo ser humano, como armas medievais, moedas, mobília, mapas, documentos antigos e, especialmente, obras de arte. Foi por este motivo que os colecionadores iniciaram uma verdadeira caçada às pinturas em toda Europa e também às esculturas de civilizações antigas, como Grécia e Roma. Já a Scientifica estava relacionada à criação humana com finalidade científica, como instrumentos de astronomia, física, navegação e

Imagens: Divulgação Fasiculus Rariorum

paredes e no teto. E, devido ao semnúmero de itens exóticos espalhados por todos os lados, ao ingressar nestes aposentos o espectador era transportado a um universo completamente diferente daquele que conhecia até então. Por este motivo, esses espaços eram denominados ‘gabinetes de curiosidades’ ou ‘câmaras das maravilhas’. Os donos destas câmaras, que inicialmente só convidavam nobres e pessoas da realeza para visitálas, podiam passar horas e horas falando sobre as histórias curiosas de cada um dos objetos de suas coleções. Muitas vezes, tanto a eloquência do anfitrião quanto o número elevado de objetos destas coleções serviam como porta de entrada para círculos de nobreza.

Gravura do gabinete de curiosidades de Basil Besler, em Nuremberg (Alemanha), século XVI O Mundo da Usinagem 33


cartografia. Relógios, astrolábios, bússolas, mapas e globos eram colecionados mais provavelmente por serem símbolos da ciência do que por sua complexidade mecânica. Esses objetos tinham valor especial porque eram guias do homem em direção às novas descobertas. Diferentemente das categorias anteriores, a Naturalia agregava desde coleções de criaturas e objetos naturais pequenos – como insetos, crustáceos, conchas, sementes, folhas e pedras – até animais maiores empalhados, como ursos e tigres. Naquela época, animais e plantas trazidos de terras recém-exploradas, como araras e tatus, eram tão raros e curiosos quanto seres fantásticos, como as criaturas metade sereia, metade macaco; o famoso ganso vegetal (cujo ovo brotaria de uma árvore); ou o cordeiro da Tartária, que segundo a lenda vivia arraigado à terra como uma planta. A última categoria, Exotica, compreendia todo tipo de objetos excêntricos, bizarros e esquisitos, frutos de anomalias da natureza, seres míticos ou superstições de tribos de terras

Divulgação Cabinet of Natural Curiosities

interessante saber

Gravura extraída do catálogo da coleção de Albertus Seba, século XVIII

Devido ao sem-número de itens exóticos espalhados por todos os lados, ao ingressar nestes aposentos o espectador era transportado a um universo completamente diferente daquele que conhecia até então

Relicários  Gabinete do Colégio Romano: iniciada pelo jesuíta Athanasius Kircher, a coleção está no Museu Nacional Pré-Histórico Etnográfico Luigi Pigorini, em Roma.  Gabinete Kunstkammer de Ole Worm: criado em 1654 na cidade de Copenhague, é o atual Museu de História Natural da Dinamarca.  Câmara do Castelo de Praga, de Rodolfo II de Hamburgo: atualmente esse espaço abriga uma galeria de arte.  Gabinete londrino de Sir Hans Sloane: originou o atual Museu Britânico.  Gabinete de Albertus Seba: essa coleção foi comprada pelo Czar Pedro em 1715, para mais tarde integrar o acervo do museu de São Petersburgo.

distantes. Exibiam-se objetos que nos dias de hoje pertenceriam a laboratórios de biologia, como fetos, órgãos de animais e até animais e seres humanos com monstruosas malformações conservados em frascos. Naquela época o coral, considerado um híbrido entre planta e pedra, era usado como amuleto porque acreditava-se que ajudaria a evitar o mau olhado e também que o colecionador fosse atingido por raios. Além dessa crendice, nas exposições exóticas havia invenções bizarras de animais empalhados com mecanismos que simulavam seus movimentos quando estavam vivos; além de objetos míticos como cornos de unicórnio, cabeças encolhidas, pedras que mudam de cor para indicar veneno diluído e raízes de mandrágora com forma humana (sic) para elaboração de poções mágicas. 

34 O Mundo da Usinagem


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De portas abertas Com o passar dos anos, os gabinetes de curiosidades se tornaram ponto de partida para que estudiosos começassem a entender a natureza por meio da observação destas vastas coleções. Assim, começou a ser desenvolvida uma classificação sistemática das coleções de objetos naturais, o que hoje conhecemos como reino animal, vegetal e mineral. Era o início do estudo das ciências naturais. Alguns colecionadores, inclusive, começaram a catalogar e publicar imagens de seus objetos em enormes volumes com uma quantidade absurda de gravuras. Um exemplo é o catálogo completo do gabinete de curiosidades naturais do zoólogo e farmacêutico holandês Albertus Seba, publicado originalmente em 1734 e reimpresso

em 2001. Esta nova edição com 636 páginas possui um número interminável de gravuras de seres vivos, originalmente coloridas a mão. Uma verdadeira joia para admiradores das Artes e das Ciências. No início do século XVII, algumas destas câmaras começaram a ser abertas ao público, integrando-se assim às principais atrações da Europa. Milhares de pessoas pagavam para entrar nas câmaras e apreciar suas coleções. Botânico, jardineiro e colecionador britânico, John Tradescant foi o primeiro a abrir sua câmara ao público. Posteriormente sua coleção foi adquirida por Elias Ashmole e doada para a Universidade de Oxford, que criou com este acervo o Museu Ashmole (conheça outros acervos no quadro ‘Relícários’).

Gabinetes modernos Há quem diga que o espírito destas ‘câmaras das maravilhas’ perdeu-se no passado. No entanto, para muitas pessoas a paixão de colecionar antiguidades e objetos exóticos persiste até hoje. A decoração da discreta loja de bizarrices Evolution Store e da obscura Antiques & Oddities, localizadas no centro de Nova York, remetem aos gabinetes de curiosidades de cinco séculos atrás. Nesse sentido, programas televisivos contemporâneos como Pawn Stars (Trato Feito), American Pickers (Caçadores de Relíquia) e Oddities também resgatam a essência das ‘câmaras das maravilhas’. Tanto os dois primeiros, que são exibidos pelo History Channel Brasil, quanto o terceiro, do Discovery Channel interna-


interessante saber cional, mostram o dia a dia de pessoas que trabalham comercializando e restaurando antiguidades, objetos que muitas vezes são bem avaliados por especialistas em obras de arte, armas antigas e documentos históricos.

Ainda que os gabinetes de curiosidades sejam coisa do passado, o interesse em colecionar ou guardar objetos antigos sempre irá existir, pois essa prática é uma forma de o ser humano estabelecer um vínculo

Referências bibliográficas  Livro SEBA, Albertus. Cabinet of Natural Curiosities, Taschen do Brasil, 2011, 416 p.  Revista HEYL, Cristoph. O unicórnio e o cordeiro da Tartária: História da Ciência. Scientific American do Brasil, 2005, 12-15 p.  Sites Bayerisches National Museum. Chamber of art and curiosities. Disponível em www.burg-trausnitz.de. Acesso em 2011. OORTGIJSEN, Leonie. What is a cabinet of curiosities?: ARCH 1800 Contemporary Issues in Archaeological Theory. Disponível em: proteus.brown.edu/archaeologicaltheory/5146 . Acesso em 2011. TX611 C-4_202x133.pdf 1 2/5/2011 15:21:22

palpável com a história da humanidade, de se ligar ao passado e sentir-se parte dos eventos que geraram o mundo tal como é hoje. Ao invés de ficarem obsoletos, os museus continuam se reinventando e deslumbrando pessoas com intensidade, assim como as ‘câmaras das maravilhas’ o faziam séculos atrás.

Artigo produzido por Miguel Angel Calle Gonzales, doutor em Engenharia Mecânica e pesquisador do laboratório do GMSIE-USP (Group of Solid Mechanics and Structural Impact da Universidade de São Paulo) e Orialy A. D. R. Calle, estudante de História. Edição: Sula Zaleski.


Palavra do editor

Atitudes e

U

m bom profissional que não aparente assim o ser pode perder oportunidades. Há casos de pessoas que trabalham há anos em uma empresa ocupando a mesma função, têm grande domínio do que fazem e nunca são promovidas. Por quê? Ocorre que, antes de ser o que se deseja – digamos supervisor, gerente, diretor ou presidente –, é preciso comportar-se como alguém nessa função. Para que algo aconteça no mundo real é preciso que esteja consolidado antes no pensamento. Alguém que ambicione ser promovido a gerente deve antes começar a pensar como tal e adotar uma postura que seja compatível com suas aspirações; ou seja, só ter competência técnica não basta, é preciso também ter competência política, além do perfil comportamental que o cargo naturalmente exige. Se a cultura de uma empresa valoriza a sobriedade, a elegância e o equilíbrio como atributos indispensáveis aos seus executivos, um funcionário mais expansivo e extravagante, seja no falar, no modo de se vestir ou na forma com que se relaciona com as demais pessoas, pode causar a impressão errada àquele que tem o poder de promovê-lo. Um profissional com essas características poderia fazer enorme sucesso como dono de seu próprio negócio ou em uma empresa onde os altos executivos tivessem esse perfil,

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mas dificilmente chegaria a cargos importantes em uma companhia que valorizasse o contrário. Por outro lado, adaptar-se sempre ao perfil da empresa pode fazer com que bons profissionais percam sua naturalidade. Para muitos, agir de modo artificial é como calçar um sapato menor que o pé: produz bolhas na alma. Submeter-se a tal sacrifício depende, portanto, do que se julga mais importante, o cargo ou a naturalidade. De qualquer forma, a experiência mostra que viver fora do natural causa estresse e pode até resultar em problemas físicos com fundo emocional; enquanto sentir-se competente e nunca ser promovido costuma gerar frustrações e crises de identidade. Ante tais constatações, a solução é procurar o sapato que melhor se adapte ao seu pé cansado. Em um universo repleto de empresas, é quase impossível não haver um posto de liderança que se encaixe a esse ou àquele perfil comportamental. Porém, é importante lembrar que competência técnica é um quesito de exigência quase unânime nas empresas. Quando há exceções, não raro trata-se de nepotismo (favorecimento a parentes ou amigos). Por isso, qualquer pessoa desejosa de crescimento hierárquico em primeiro lugar deve ser competente em sua área de atuação e, logo em seguida,

Arquivo Pessoal

comportamentos deve refinar a sensibilidade quanto à cadeia de valores que rege as escolhas feitas pela empresa onde anseia crescer, a fim de corrigir possíveis desvios de postura. Acredito também que existam empresas que, pelo tipo de segmento em que atuam, ao promover alguém valorizam apenas o aspecto técnico – empresas de pesquisa intensiva e laboratórios médicos, por exemplo. Na outra ponta estão as empresas de imagem intensiva. Há atores e atrizes que geram grande audiência por pura beleza, pois pouco entendem de dramaturgia, são atores medíocres. Assim, constata-se que há segmentos em que o público-alvo se alimenta de imagem e não de conhecimento, e outros em que a imagem pouco importa. No mundo corporativo, pode-se encontrar ambos os casos. Assim, aqueles que anseiam crescer profissionalmente devem ter, além da competência técnica, competência política para saber como e quando operar com sua imagem.

Francisco Marcondes Editor-chefe da Revista O Mundo da Usinagem


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