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Publicação da Sandvik Coromant do Brasil

issn 1518-6091 rg bn 217-147

logística reversa Gestão de resíduos deve ser compartilhada Escassez de mão de obra Engenheiros formados não suprem vagas do mercado nacional

Sistemas de fixação

Soluções e alternativas para a máxima produtividade


Gabriel Schouten

pAra começar...

A modernidade facilita tanto a vida das populações, principalmente nas grandes cidades, que, por certo, ninguém precisará caminhar mais do que algumas quadras para encontrar nas bancas de um supermercado algum tipo de fruta que deseje degustar. É possível que muitos adolescentes nem saibam se maçãs nascem em pencas ou grudadas no tronco das árvores. Talvez, para eles, isso não tenha a menor importância, desde que a linha da internet não caia, mas, na certa, esse comportamento diminui a percepção sobre a relevância da natureza no sustento do homem. No entanto, para aqueles cuja alma cheira a relva molhada, apanhar uma fruta madura no respectivo pé, mais que um gosto, é um retorno à inocência.

O Mundo da Usinagem




80 Índice

Publicação da Sandvik Coromant do Brasil ISSN 1518-6091 RG. BN 217-147

Edição 08/ 2011

03 para começar...

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Divulgação AB Sandvik Coromant

04 ÍNDICE / Expediente 0 6 machine investments: fixação da ferramenta confere precisão e segurança à usinagem 12 de olho no mercado I: política nacional de resíduos sólidos partilha responsabilidade pela gestão do lixo 22 tendências e oportunidades: oferta de vagas é maior que o número de engenheiros formados 32 suprimentos: distribuidor contribui para a melhoria

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Marcos Ferrari

de resultados dos fabricantes e de seus clientes 40 NOSSA PARCELA DE RESPONSABILIDADE 42 anunciantes / distribuidores / fale com eles

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 O Mundo da Usinagem

O MUNDO DA USINAGEM é uma publicação da Sandvik Coromant do Brasil, com circulação de doze edições ao ano e distribuição gratuita para 15.000 leitores qualificados. Av. das Nações Unidas, 21.732 - Sto. Amaro - CEP 04795-914 - São Paulo - SP. Conselho editorial: Aldeci Santos, Ancelmo Diniz, Aryoldo Machado, Edson Truszco, Edson Bernini, Eduardo Debone, Fernando de Oliveira, Francisco Marcondes, Heloisa Giraldes, Nivaldo Braz, Nivaldo Coppini, Nixon Malveira e Vera Natale. Editor-chefe: Francisco Marcondes Coordenação editorial, redação, edição de arte, produção gráfica e revisão: Equipe House Press Propaganda (Décio Colasanti, Sula Zaleski, Ana Carbonieri e Ronaldo Monfredo). Jornalista responsável: Francisco Marcondes - MTB 56.136/SP Propaganda: Gerente de contas - Thaís Viceconti / Tel: (11) 2335-7558 Cel: (11) 9909-8808 Projeto gráfico: House Press Impressão: Company


Machine investments

Ferramenta rígida,

usinagem estável

Escolher o sistema de fixação mais adequado à operação de usinagem pode garantir a transmissão de propriedades mecânicas importantes para a ferramenta, contribuindo para a qualidade final do produto

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gilidade é um conceito indispensável em um chão de fábrica, já que cada segundo a menos tem influência direta no aumento da produtividade. Desenvolvidas para atender ao constante crescimento da produção industrial, atualmente as máquinas-ferramenta estão cada vez mais velozes, atingindo tempos de cavaco a cavaco que chegam a 3 segundos e permitindo que as trocas do ferramental sejam realizadas em apenas 0,6 segundo. Como consequência desta usinagem em alta velocidade, os eixos de rotação (spindles) alcançam números cada vez mais elevados. Este fator acentua ainda mais a necessidade de a ferramenta de corte estar firmemente presa à máquina, pois somente com esta condição assegurada é possível garantir rigidez, segurança

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e precisão ao processo de usinagem mesmo após várias trocas. Diante disso, a utilização de um conjunto de mecanismos que atua como interface entre o fuso da máquina e a ferramenta de corte é decisiva para a obtenção de bons resultados. Além de proporcionar a troca rápida das ferramentas, estes sistemas devem transmitir propriedades importantes, como a concentricidade entre o eixo de rotação do fuso da máquina e da ferramenta de corte, a boa transmissão de torque, a precisão do batimento radial (run out), o balanceamento e a força de fixação (que deve ser elevada).

Escolha decisiva Para fazer a escolha adequada dos dispositivos que irão equipar a máquina-ferramenta, é preciso conhe-

Sistema CoroGrip cer os diferentes tipos de sistemas de fixação disponíveis no mercado. Isto porque cada um deles costuma ser mais indicado para um tipo de operação, velocidade de corte ou nível de precisão, sendo a experiência do processista muito importante no momento da escolha. “Primeiramente, deve-se observar o tipo de operação de usinagem que será realizada e a capacidade da máquina”, aconselha Francisco Cavichiolli, especialista em sistemas de ferramentas e fresamento da Sandvik Coromant. “Depois, é preciso levar em consideração as qualidades exigidas pela peça, como tolerâncias,


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grau de acabamento e geometria do componente”, continua. De maneira geral, estes mecanismos de interface podem ser divididos em três diferentes partes: cone (1), flange (2) e mecanismo para prender a ferramenta (3) (veja figura ao lado).

incorporado, sendo que quanto maior as proporções do equipamento, maior a dimensão das hastes cônicas. Para centros de usinagem, os tipos de cones mais utilizados são o MAS-BT 403 (norma japonesa JMTBA MAS.4O3 BT), o DIN 69871 (norma publicada pelo Instituto Alemão para Normatização), o HSK (Hohl Shaft Kegel, em português haste cônica oca) e os cones ISO nos tamanhos 30, 40 e 50 (normas publicadas pela International Organization for Standardization). “Os cones ISO n°30 e n°40 são mais indicados para compor máquinas menores com um maior número de rotações por minuto, que não exijam tanta força de fixação”, explica Paulo Videira, especialista em usinagem da Sandvik Coromant. “Já o cone ISO n°50 é ideal para máquinas maiores que operam com ferramentas de grande porte”, acrescenta. Por sua vez, os cones HSK costumam ser bastante utilizados em

Interface entre fuso e ferramenta

Na interface com o fuso Diretamente acoplado ao fuso da máquina-ferramenta está o cone, elemento que permite a troca automática de ferramentas. Este componente deve ser escolhido conforme a capacidade da máquina à qual será

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máquinas de alta velocidade de corte, com rotações acima de 25.000 rpm (rotações por minuto). Outra parte importante é o flange, por onde o mecanismo é preso à máquina-ferramenta. Em equipamentos mais antigos, também havia a possibilidade de o flange ser diretamente preso ao fuso da máquina, dispensando a existência do cone. Entretanto, esta prática não é muito aconselhada já que impede a troca automática de ferramentas, demandando a parada de máquina toda vez que houver esta necessidade.

Aceitação no mercado Na outra extremidade do mecanismo temos a parte onde é fixada a ferramenta de corte, que pode ser composta por diferentes tipos de sistemas de fixação que se diferenciam principalmente quanto à forma de prender a ferramenta. Entre os mais utilizados no mercado está o sistema porta-pinça ER ou mandril DIN 6499 e DIN 6388. Nele, a haste da ferramenta é fixada mediante o aperto da porca que fica ao redor do mandril, bastando

Porta-pinça ER é indicado para centros de usinagem

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afrouxá-la para soltar novamente a ferramenta. “A ampla utilização deste sistema está ligada ao baixo custo e flexibilidade em fixar diferentes diâmetros de hastes de ferramentas”, explica Cavichiolli. O sistema porta-pinça é indicado para hastes de fresas de topo de HSS (aço rápido) e de metal duro, e para operações de furação e fresamento. No entanto, este mecanismo de fixação não é muito aconselhado para peças que exijam alta precisão. “Para obter um grau de precisão maior, é indicado utilizar o sistema de fixação por mandril hidráulico ou por contração térmica”, aconselha Videira.

Precisão na medida certa O mandril hidráulico é dotado de uma câmara interna que pode ser preenchida com óleo hidráulico ou graxa especial. Assim, quando o parafuso presente no corpo do mandril é apertado, um pequeno pistão interno é movimentado dando pressão ao óleo, o que resulta na contração da parede interna do mandril que acaba por fixar a ferramenta. Indicado para operações de furação com brocas de metal duro, para fresamentos de acabamento com fresas de metal duro e operações de alargamento, este sistema apresenta como principais vantagens a alta transmissão de torque, o baixo run out, além de não necessitar de equipamentos auxiliares para fixar ou soltar as ferramentas, o que reduz o investimento inicial. A Sandvik Coromant oferece como

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Sistema CoroGrip garante uma fixação segura para todos os tipos de aplicação parte de sua linha de produtos para fixação de ferramentas os mandris hidráulicos Hydro-Grip, que podem ser adquiridos em diversos modelos.

Garantindo a transmissão de torque Por sua vez, na fixação por contração térmica (shrink fit) um madril opera em conjunto com um aquecedor especial. Na temperatura ambiente, o furo onde a ferramenta é montada é ligeiramente menor que sua haste. Com o aquecimento (em torno de 370ºC), o furo do mandril dilata permitindo a inserção da ferramenta e, quando o mandril esfria novamente, o furo se contrai, fixando-a. Assim como o sistema hidráulico, este dispositivo apresenta alta transmissão de torque, baixo run out e rigidez elevada; sendo também ideal para operações de


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desbaste. O sistema por contração térmica costuma ser barato, mas a necessidade do aquecedor acarreta um custo inicial elevado. Desenvolvido pela Sandvik, o CoroGrip é um mandril de fixação por contração. Porém, neste caso, a contração se dá por um dispositivo mecânico existente dentro do corpo do mandril, que é movimentado por meio de pressão hidráulica exercida pelo óleo. Por isso, esse mandril é classificado como de fixação hidromecânica. “O CoroGrip é utilizado em operações de fresamento, nas quais se requer forças de fixação bastante elevadas, e em furações, onde se exige uma transmissão de torque bastante alta”, conta Videira. Por fim, temos o sistema de fixação por mandris Weldon e Whistle Notch. Nestes casos, um parafuso fica em contato com a ferramenta, o que a mantém no seu lugar. Para que este sistema possa ser aplicado, é necessário que a ferramenta apresente uma área plana na haste. Segundo Cavichiolli, estes siste-

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Produção flexível Como podem ocorrer inúmeras trocas de ferramentas durante o processo de fabricação de uma peça, os sistemas de fixação precisam ser flexíveis para que exista a possibilidade de acoplar uma mesma ferramenta em diferentes máquinas. “Caso a máquina que o operador estiver utilizando quebre, a padronização permite que o mesmo ferramental seja montado em uma máquina alternativa”, exemplifica Videira. “Isso impede que a produção pare, evitando possíveis prejuízos”, explica. Adicionalmente, a padronização reduz o número de itens para fixação armazenados no estoque, o que gera um custo—benefício ainda maior. Pensando nisso, a Sandvik Coromant desenvolveu o Coromant Capto, um mecanismo na forma de um polígono cônico trilateral dotado de um encosto de

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Mandril Weldon é ideal para operações de desbaste e fresamento

mas proporcionam alta transmissão de torque. “O sistema Weldon é eficiente para operações de desbaste e fresamento”, conta. “Já o Whistle Notch é utilizado basicamente para furações, pois muitas brocas possuem este padrão de haste”, explica.

Considerado um sistema universal, Coromant Capto pode ser utilizado em qualquer tipo de máquina-ferramenta

face que funciona como conector entre a máquina e a ferramenta. “O Coromant Capto pode ser utilizado em qualquer tipo de máquina, pois é considerado um sistema universal”, conta Cavichiolli. Ainda segundo o especialista, este sistema pode ser aplicado em operações de desbaste pesado, até o acabamento preciso de uma peça. “O Coromant Capto oferece alta precisão, capacidade de transmissão de torque e rigidez”, relata. “Além disso, é o único sistema de fixação no mercado eficaz tanto para ferramentas rotativas como para ferramentas estáticas, normalmente utilizadas em operações de torneamento”, finaliza o especialista. Thais Paiva Jornalista

Mandril Whistle Notch, indicado para operações de furação

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Padronização do ferramental para fixação de ferramentas reduz o número de itens no estoque o que agrega custo—benefício ao processo produtivo


Fotomontagem: Ronaldo Monfredo

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Caminho de volta

Gestão do lixo é responsabilidade de todos Com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cresce o debate sobre a logística reversa, que responsabiliza empresas e sociedade pelo descarte sustentável dos produtos

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cada ano a produção de lixo cresce exponencialmente no País, em decorrência do desenvolvimento econômico e também dos elevados índices de consumo da população. Somente em 2010 no território nacional foram produzidas 60,8 milhões de tone-

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ladas de resíduos sólidos – o que corresponde a uma produção diária de 195 mil toneladas de detritos. Deste total excretado ao longo do ano, 42,4% foram destinados a locais impróprios como lixões, aterros irregulares, rios e córregos. É o que aponta o Panorama dos Resíduos

Sólidos no Brasil, publicado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Diante deste cenário, surge o questionamento: o que fazer com tanto lixo? Algumas respostas para esta questão constam nos termos


Leite, presidente do Conselho de Logística Reversa Brasileira (CLRB). O documento prevê também a extinção dos lixões até 2014 e o incentivo ao serviço prestado pelas cooperativas de catadores de material reciclável. Outra determinação relevante é a logística reversa, que responsabiliza fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes pelo recolhimento e destinação correta de seus produtos. De acordo com Paulo Leite, essa prática pode ser dividida em duas esferas: a logística reversa de pós-

Marcos Ferreira

da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada em dezembro de 2010 após tramitar por mais de vinte anos no Congresso Nacional. Composta por 58 artigos, a PNRS estabelece a responsabilidade compartilhada pela gestão dos resíduos sólidos, envolvendo sociedade, empresas, prefeituras e governos estaduais e federal. “Essa legislação tem a característica de chamar à ação todos os elos da cadeia produtiva”, destaca Paulo Roberto

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Brasil perde anualmente R$ 8 bilhões ao enterrar materiais que poderiam ser reaproveitados. Na foto, depósito da Supply Service

Entre as medidas ecológicas empreendidas pela CSN está a reutilização de resíduos ferrosos como matéria-prima

Em 2010, projeto Reciclagem da Sandvik Coromant recolheu aproximadamente 25 toneladas de pastilhas e ferramentas venda, que diz respeito aos produtos que retornam antes do consumo, tanto por existência de falhas quanto por não terem sido vendidos; e a logística reversa de pós-consumo, que inclui os produtos que foram consumidos, chegaram ao final de sua vida útil e devem ser descartados. Além de contribuir para a redução dos impactos ambientais, a logística reversa também pode beneficiar a imagem corporativa das empresas e promover a geração de novas fontes de lucro. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil perde anualmente R$ 8 bilhões ao enterrar materiais recicláveis que poderiam ser reaproveitados pela indústria. Entre os entraves existentes para a destinação correta destes resíduos, Wanderley Baptista, analista de políticas industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destaca os altos custos do transporte de resíduos. “O ideal seria que os governos concedessem isenção de imposto a este tipo de transporte”, analisa. “Por este motivo, já está sendo discutida uma regulamenta-

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de olho no mercado i ção comum a todos os estados que efetive esta desoneração”. Sobre a melhor aplicação da logística reversa, Baptista destaca a necessidade de diferenciação das estratégias elaboradas para cada produto. “A destinação e o tratamento de alguns materiais exigem uma política de incentivo muito forte, enquanto outros podem ser beneficiados com pequenas medidas”.

Resíduos industriais Metais pesados, resíduos ferrosos, fluidos de corte, névoas e vapores, cavacos, borras, solventes e óleo lubrificante estão entre os principais resíduos produzidos pelas indústrias metalmecânica e siderúrgica. No entanto, com exceção do óleo – cujo descarte será regu-

A logística reversa pode beneficiar a imagem corporativa das empresas e promover a geração de novas fontes de lucro lamentado nesta primeira fase da implementação da logística reversa –, a PNRS ainda não aborda diretamente o descarte destes outros materiais. Antecipando-se a futuras regulamentações, porém, algumas indústrias do setor já desenvolveram e têm colocado em prática planos de descarte sustentável. É o caso da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que está entre os maiores complexos siderúrgicos integrados do mundo. Seu primeiro plano de gestão ambiental data de

1993, mesmo ano em que foi privatizada. Após esta primeira iniciativa, que envolveu os setores de Suprimentos, Meio Ambiente e Vendas, a empresa passou a adotar muitas outras ações sustentáveis. Um marco neste sentido foi a assinatura do Termo de Compromisso em janeiro do ano 2000, no qual se comprometeu a realizar 130 obras para melhorar o desempenho ambiental de suas operações industriais. De acordo com o artigo acadêmico Logística Reversa: Oportunidades para Redução de Custos em Decorrência da Evolução do Fator Ecológico – escrito por Sérgio Ulisses Lage da Fonseca e Sueli Ferreira de Souza em 2008, durante o curso de pós-graduação em Gestão Estratégica da Logística da Universidade Gua-


Marcos Ferreira

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Transporte do material coletado é feito pela Supply Service e, para isso, a empresa conta com veículos de vários tamanhos rulhos (UNG) –, entre as medidas ecológicas empreendidas pela CSN estão o reaproveitamento dos gases gerados durante o processo industrial como combustível para termelétrica e a reutilização de resíduos ferrosos como matéria-prima. A companhia também reaproveita as escórias de alto forno e de aciaria, que são convertidas em brita, areia e clínquer siderúrgicos. Produtos carboquímicos (como óleos, solventes e piche), sucatas ferrosas e não ferrosas, plásticos, papéis, papelões, madeiras e cal são outros exemplos de resíduos aos quais a CSN oferece destinação correta. Os benefícios deste trabalho vão além do campo ambiental, já que o reaproveitamento de materiais rende à empresa uma economia de mais de R$ 150 milhões por ano.

Destino sustentável A Sandvik Coromant também está preocupada com a destinação correta de suas ferramentas de corte e pastilhas, especialmente na fase pós-consumo. Por meio do projeto

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Reciclagem, a empresa compra as pastilhas e as ferramentas inteiriças de metal duro de seus clientes ao final da vida útil. “Esse projeto começou em 1996, mas ganhou mais força há cinco anos”, relata Ricardo Chagas, líder local do projeto Reciclagem e supervisor de Atendimento ao Cliente da Sandvik Coromant. O processo pode ser iniciado pelo cliente, que solicita uma oferta para a compra de suas pastilhas usadas, ou pela própria Sandvik Coromant e seus distribuidores autorizados, que fazem a oferta às empresas. Após avaliar o

Da teoria à prática Para elaborar e planejar as ações de gerenciamento dos materiais descartados previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, foram criados dois grupos: o Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas de Logística Reversa. Composto por representantes de doze ministérios, entre eles a Casa Civil e a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, o Comitê Interministerial é responsável pela aprovação do calendário de ações e pela formulação de estratégias que promovam a criação e a utilização de tecnologias limpas para a gestão dos resíduos sólidos. Já o Comitê Orientador, presidido por Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente, deverá avaliar o andamento das políticas propostas e analisar a viabilidade técnica e econômica da logística reversa. Este grupo conta com a participação de quatro outros ministros, assim como de assessores de cada um dos ministérios envolvidos. Wanderley Baptista, analista de políticas industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), explica que a PNRS prevê três formas de se implementar a logística reversa: por meio de acordos setoriais; de decretos; e de termos de compromisso, que complementam os dois primeiros itens. Os acordos setoriais são contratos firmados entre o poder público e os fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes. Eles têm por objetivo estabelecer a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto e podem ser iniciados tanto pelo poder público quanto pelas empresas. Regulamentos expedidos pelo poder público, os decretos podem ser instituídos de forma direta. Porém, devem passar por uma análise prévia do Comitê Orientador. Já os termos de compromisso vinculam as partes que os assinam à implementação da logística reversa.


Analista química Natália Souza, da Supply Service, realiza procedimento para identificar metais no fluido que seguirá para destinação final

Resíduos oleosos Ao lado de eletroeletrônicos, lâmpadas de vapores mercuriais, sódio e mista, medicamentos e embalagens em geral, o óleo lubrificante e suas embalagens também terão regras definidas para o seu descarte na primeira fase de implantação da logística reversa prevista pela PNRS. O óleo mineral não é biodegradável e seu descarte incorreto pode originar diversos problemas ambientais. A poluição gerada pelo descarte de uma tonelada por dia de óleo usado no solo ou em cursos de água equivale ao esgoto doméstico de 40 mil habitantes.

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material, a Sandvik Coromant faz uma oferta e, caso o cliente aceite, encaminha a ele embalagens adequadas para colocar a mercadoria e custeia o seu transporte. O material coletado é exportado para a Índia, onde a Sandvik Coromant possui uma planta na cidade de Chiplun especialmente dedicada à reciclagem de metal duro. “Em todos os países nos quais a Sandvik atua, o material recolhido passa pelo mesmo processo”, explica Chagas. “Trata-se de um conceito global da empresa”. Nas instalações do país asiático, o material passa então por um processo químico, transformando-se em pó de metal duro. O pó obtido é utilizado como matéria-prima para a produção de novos produtos que serão usados em diversos setores da indústria. De acordo com Chagas, em 2010 este projeto da Sandvik Coromant recolheu aproximadamente 25 toneladas de material, minimizando a geração de resíduos que causam danos ambientais e contribuindo para a redução da extração de minérios.

Marcos Ferreira

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Operador da Supply Service, Adilson de Camargo Garcia filtra o óleo lubrificante já reciclado, pronto para a etapa de envase 18 O Mundo da Usinagem

No entanto, além desta nova normatização, o descarte correto de óleo lubrificante já havia sido determinado por outras leis, como a Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) número 362, de 2005. “Todo óleo usado ou contaminado deverá ser recolhido, coletado e ter destinação final, de modo que não afete negativamente o meio ambiente e propicie a máxima recuperação dos constituintes nele contidos, na forma prevista nesta Resolução”, estabelece o artigo primeiro do documento. Antes mesmo destas normatizações serem publicadas, algumas empresas já prestavam serviços para o descarte correto de óleo. Um exemplo é a Supply Service, que realiza a coleta e o tratamento de resíduos oleosos há 19 anos. “Quando começamos este trabalho, nós é que procurávamos as empresas para oferecer este tratamento”, lembra David Siqueira de Andrade, diretor-presidente da Supply Service. Oferecidos ao segmento industrial, os serviços prestados pela Supply Service incluem o tratamento de sólidos contaminados com óleos e


de emulsões aquosas de óleo solúvel (utilizadas em grande escala em processos de usinagem), a reciclagem dos lubrificantes industriais e o descarte de todo o resíduo oleoso. Segundo Siqueira, as emulsões oleosas semissintéticas passam por um processo de decomposição, em que são separados o óleo mineral, a água e os resíduos sólidos. “Os metais são enviados para queima em fornos de cimenteira por meio de um processo chamado de coprocessamento”, explica o profissional. “E depois de serem queimados em um forno, são utilizados na fabricação de cimento”, acrescenta. Já o óleo é reciclado e retorna ao mercado como óleo mineral; e a água é devidamente tratada, até atender as especificações exigidas por lei, sendo posteriormente enviada em caminhões-tanque para a SABESP. Siqueira relata que, após os clientes contratarem os serviços da Supply Service, é redigida uma carta de anuência, que comprova a aptidão da empresa a receber os materiais. Este documento deve ser então encaminhado à Companhia

Fernando Favoretto

de olho no mercado i

Ao final da vida útil, pastilhas são transformadas em pó de metal duro de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB), que, por sua vez, faz uma análise da capacidade de processamento da empresa coletora e emite um Certificado de Autorização de Destinação de Resíduos de Interesse Ambiental (CADRI). “A partir deste certificado, as empresas são autorizadas a entregar este material e a Supply Service a recebê-lo”, comenta o diretor-presidente. O transporte do conteúdo coletado é feito pela Supply Service e, para isso, a empresa conta com veículos e caminhões de vários tamanhos. “Todos os custos, da coleta à destinação final, estão sob nossa responsabilidade”, afirma Siqueira.

Com unidades em funcionamento nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, além de uma em construção no Rio de Janeiro, a empresa atua também em outros oito estados brasileiros. Atendendo diversos clientes do setor metalmecânico, incluindo a Sandvik Coromant, em 2010 a Supply Service tratou e descartou 46 mil toneladas de resíduos líquidos e sólidos, o que representa um crescimento de 37% em relação a 2007. Muito mais do que uma obrigação, os projetos de logística reversa representam um compromisso que deve ser assumido pelas empresas com a sociedade, de modo a comprovar sua responsabilidade ambiental e sua preocupação com o futuro. “A logística reversa certamente permitirá maior satisfação dos clientes e da sociedade”, conclui Paulo Leite, do CLRB. Anna Ligia Machado Rodrigo Hora Jornalistas Veja mais maisinformações informaçõesem: em: www.omundodausinagem.com.br


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tendências e oportunidades

Procura-se

engenheiros Diante do desenvolvimento econômico do Brasil, cresce a oferta de vagas na área de Engenharia, mas universidades não formam número suficiente de profissionais para absorver essa demanda

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ais de 7% de crescimento. Segundo dados divulgados pelo IBGE, esta foi a margem alcançada pelo PIB do Brasil em 2010. Somado a isso, apenas no primeiro trimestre de 2011 o setor industrial aumentava seu desempenho em 2,3% frente ao ano anterior. Diante deste cenário positi-

22 O Mundo da Usinagem

vo da economia brasileira, diversos segmentos da indústria optaram pela ampliação dos meios de produção e, como consequência, a demanda por profissionais da área de Engenharia sofreu um boom. “As oportunidades são imensas”, comenta o professor Kléber Mendes de Figueiredo, coordenador do cur-

so de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Goiás (UFG). “Um exemplo é a descoberta de petróleo na camada pré-sal, que irá demandar mão de obra altamente qualificada”, completa. Milhões de reais em investimentos também serão atraídos para o Brasil com o advento dos megaeventos


tendências e oportunidades

Divulgação Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia

Vanderli Oliveira, da ABENGE: “É por meio da contribuição desses profissionais que é possível agregar tecnologia de ponta aos produtos nacionais” esportivos de 2014 e 2016, já que haverá a necessidade de obras de infraestrutura em praticamente todas as regiões do País. “Instalações de grande capacidade e com alto padrão de qualidade e segurança serão construídas para atender o elevado fluxo de turistas que virão prestigiar esses eventos”, informa o professor Otavio Silvares, reitor do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia. A sofisticação de produtos e processos é outro fator que contribui para o aumento da demanda por esses profissionais, já que o aumento de vagas para engenheiros no País está diretamente relacionado à busca pela melhoria de processos de produção e de operações logísticas.

Papel das universidades é formar profissionais versáteis, com conhecimentos globais e aptidão para aprender rápido

Arquivo pessoal

Gargalo na Engenharia

Kléber Figueiredo, da UFG: "Avanço da tecnologia gerou a necessidade de se ter uma visão mais ampla da realidade"

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Sendo assim, em todas as regiões do País nota-se uma carência de engenheiros. “Em 1997, a Engenharia era a terceira graduação com o maior número de matriculados ao ano, com cerca de 150.000 inscritos”, informa Silvares. “Já em 2006, caiu para a 16ª graduação com maior procura, com apenas 62.000 matriculados”, continua. Estes números mostram claramente a origem da falta de profissionais de Engenharia no mercado. “Formamos cerca de 35.000 profissionais por ano, enquanto deveríamos estar formando 65.000”, observa o professor. Segundo Figueiredo, da UFG, há demanda por engenheiros em todos os setores da indústria, tanto em empresas dedicadas à extração de minérios e produção de matériasprimas como nas que produzem bens de consumo. Vanderli Fava de Oliveira, diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Educação

em Engenharia (ABENGE) e membro do grupo de trabalho de graduação da Associação Brasileira de Engenharia de Produção (Abepro), completa apontando que é por meio da contribuição destes profissionais que se torna viável agregar tecnologia de ponta aos produtos nacionais. “Hoje somos praticamente um País que comercializa commodities”, critica. “Se não revertermos este quadro, nos tornaremos escravos das patentes, pagando royalties a outros países para usufruir de tecnologias que poderiam ter sido desenvolvidas aqui”, alerta. Segundo Silvares, da Mauá, o governo deve interagir com univer-

Aumento de vagas para engenheiros no País está relacionado à busca pela melhoria de processos de produção e de operações logísticas


tendências e oportunidades Shutterstock

Diante dos resultados positivos alcançados em 2010, cresce o número de vagas disponíveis para que novos profissionais passem a atuar na indústria automotiva

estão conseguindo oferecer vagas suficientes para a atual necessidade do País”, comenta Figueiredo. “Uma alternativa para suprimir este gargalo tem sido a ‘importação’ de profissionais de outros países, ou até mesmo de outras áreas”, completa. Com a globalização dos mercados, além do domínio de um segundo Arquivo pessoal

sidades e empresas a fim de apoiar pesquisas para o desenvolvimento de novas tecnologias no País. Ao contrário do que ocorre no Brasil, nos países desenvolvidos governo e iniciativa privada investem em pesquisa, gerando patentes, o que sem dúvida valoriza a produção intelectual. “Para manter o mercado brasileiro tão competitivo quanto os demais, é necessário desenvolver tecnologias nacionais, com foco em novos processos e produtos”, pontua.

Profissional internacional A Engenharia Mecânica é uma das áreas que mais tem apresentado alta demanda por esses profissionais; e o bom ano de 2010 para a indústria automotiva abriu muitas vagas nesse setor. O mesmo está ocorrendo nos setores de energia, de minas, petróleo e gás e metalurgia. “As instituições de ensino não

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Otávio Silvares, da Mauá: “Brasil deveria formar 30.000 engenheiros a mais a cada ano"

idioma – requisito hoje indispensável –, outra novidade é a tendência à internacionalização dos profissionais. Um grande número de estrangeiros tem vindo ao Brasil atraído pelas múltiplas oportunidades de trabalho e, na contramão, muitos brasileiros estão indo atuar no mercado externo em busca de melhores ofertas de remuneração, já que muitas vezes o salário pago aos engenheiros no Brasil é incompatível com o nível técnico exigido pelas empresas. “Hoje, a atuação desses profissionais se dá em escala internacional”, conta o professor Marcelo Alves, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. “A tendência é a formação de equipes multinacionais onde será preciso conviver com pessoas de outras culturas, acostumadas a trabalhar de forma diferente”, explica. Segundo Figueiredo, o avanço da tecnologia e da globalização gerou a necessidade de se ter uma visão mais ampla da realidade e de uma nova maneira de organizar o trabalho. “A percepção do profissional contemporâneo não pode mais se restringir à sua área de atuação, mas deve contemplar todas as áreas de interface”, comenta.


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Onde estão os engenheiros? Dos profissionais que se formam anualmente em Engenharia no País, são muitos os que migram para outras áreas de atuação não ligadas ao setor ou que vão atuar em outros países. Este fluxo acontece em decorrência das melhores ofertas de remuneração. O setor financeiro, por exemplo, contrata muitos engenheiros para trabalhar em bancos e outras instituições da área. Outros preferem trabalhar no exterior onde, geralmente, os salários e benefícios são melhores. Deste modo, torna-se cada vez mais necessário atrair e requalificar os profissionais de Engenharia que tenham saído do mercado ou se deslocado para outras funções. Para manter a competitividade do setor no Brasil, é necessário que haja iniciativa do governo, das empresas e das universidades em investir na Engenharia e nos talentos nacionais.

Superando desafios Para ocupar posições cobiçadas no mercado, o profissional necessita conhecer a fundo o funcionamento das empresas e dos mercados, como as tendências do setor em que deseja atuar e os métodos de trabalho da companhia. “Desde os cursos de graduação, é fundamental que os professores fortaleçam o lado empreendedor dos estudantes, pois é a partir desta postura que boas oportunidades aparecerão”, acredita o professor Alves, da Poli. Outro desafio é manter-se atua– lizado. O uso intensivo de sofisticados softwares para projetos, construções, operações e controle de equipamentos e instalações requer o constante aprimoramento dos profissionais de Engenharia. Entretanto, essa escalada profissional começa por um bom curso de Engenharia, que prepara os estudantes por meio de uma sólida formação teórica, fornecendo as condições necessárias para que possam rapida-

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mente assimilar a parte prática. “Hoje o mercado não está interessado somente naquilo que o aluno sabe, mas principalmente naquilo que o aluno sabe fazer com os conhecimentos que adquiriu”, diferencia Vanderli, da ABENGE. Para isso, é importante que as escolas não só ensinem os conhecimentos técnicos da profissão, mas desenvolvam também nos alunos outras competências como liderança, empreendedorismo e visão sistêmica. “O mercado muda mais rápido que as instituições de ensino modificam seus currículos”, admite o professor Alves, da Poli. “As boas escolas de Engenharia oferecem mais do que aulas teóricas”, defende Alves. “Elas disponibilizam infraestrutura moderna para que os estudantes já comecem a ganhar experiência nas salas de aula”, finaliza. Formar um engenheiro especializado na indústria “A” pode ser um equívoco caso este profissional ve-


tendências e oportunidades

nha a atuar na indústria “B”. Por este motivo, o papel das universidades é formar profissionais versáteis, com conhecimentos globais e aptidão para aprender rápido. Para melhor compreensão deste cenário, Vanderli, da ABENGE, faz um paralelo entre a formação de um profissional e o perfil de uma fábrica: “Até a década de 1960, bastava ter boas instalações, equipamentos modernos e o dinheiro necessário para que uma fábrica conseguisse produzir e vender seus produtos

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Para ocupar posições cobiçadas, profissional precisa conhecer a fundo a dinâmica dos mercados

É fundamental que as escolas desenvolvam nos alunos competências como liderança, empreendedorismo e visão sistêmica com sucesso”, lembra. “Mas hoje é diferente. Se não houver um investimento constante no aprimoramento dos processos de fabricação, manter uma fábrica competitiva no mercado torna-se impossível”, continua. Vanderli conclui afirmando que é preciso investir na melhoria dos

processos de aprendizagem dentro das universidades a fim de formar engenheiros competitivos e prontos para atuar em um mercado cada vez mais exigente. Thais Paiva Jornalista


suprimentos

Distribuidor

O elo entre o fabricante e seu cliente Etapa fundamental da cadeia produtiva de uma empresa, distribuição eficiente pode contribuir para redução de desperdícios e ganho de produtividade

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U

m time vencedor é aquele que trabalha de forma coordenada, estabelecendo uma conexão perfeita entre defesa e ataque. Porém, muitas vezes os responsáveis pelo sucesso da equipe são os atletas que têm a função de conectar esses dois setores, arquitetando a jogada no meio de campo para que a equipe alcance melhores resultados. Essa premissa também é válida para o processo produtivo de uma empresa. Para que o produto final seja fabricado com as características e os prazos pré-estabelecidos, é preciso escalar o meio de campo de forma estratégica: neste caso, os distribuidores. Esses profissionais atuam como intermediários entre o fabricante e o cliente final e têm como responsabilidade comercializar, prestar assessoria e entregar o produto ou o serviço ao consumidor. Todos os colaboradores envolvidos – vendedores, assistentes técnicos, motoristas, entregadores

e encarregados do estoque – atuam como intermediários entre o fabricante e o cliente final e, por esse motivo, a área de distribuição de uma empresa é fundamental para que o cliente seja atendido com rapidez e eficiência.

Presença técnica no chão de fábrica Quando o produto a ser comercializado está relacionado a processos complexos, como é o caso da usinagem, José Edson Bernini, gerente nacional de Vendas da Sandvik Coromant, explica que a distribuição vai além do “comprar e vender”. “O distribuidor deve ter uma bagagem técnica para conseguir indicar a melhor solução e fazer sugestões de melhorias no processo produtivo da empresa-cliente”, acredita. José Roberto Ferretti, diretor da Comércio de Ferramentas e Assessoria Técnica (Cofast) – distribuidor Sandvik Coromant – explica que a rotina de um distribuidor técnico está diretamente ligada ao chão de fábrica de seus clientes. “Prestamos assessoria técnica a todas as empresas, e isso inclui visitas periódicas para acompanhar o desempenho da ferramenta na máquina”, detalha.

Foco na redução de desperdícios: distribuição física deve ser estruturada levando em consideração tempo de entrega, localização do estoque e transferência dos bens produzidos O Mundo da Usinagem 33


“No caso de ferramentas para usinagem, é também função do distribuidor técnico avaliar juntamente ao operador se é preciso alterar os parâmetros de corte em determinado processo”, completa Ferreti. Esse contato com o cliente pode ser estabelecido por meio de distribuição própria ou terceirizada. De acordo com Olavo Tapajós, doutor em Engenharia de Transporte com foco em Logística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor do Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA), a distribuição própria permite que o fabricante tenha maior autonomia no processo. Entretanto, o professor observa que a tendência é pela terceirização. Isso ocorre em consequência de a distribuição própria elevar os custos do fabricante nesta atividade. Por isso, muitos fornecedores optam por desenvolver parceiros estratégicos. Bernini, da Sandvik Coromant, complementa apontando que a distribuição terceirizada contribui para o melhor atendimento aos clientes, já que assim é possível disponibi-

José Roberto Ferretti, da Cofast: “ No caso de ferramentas para usinagem, é também função do distribuidor técnico avaliar se é preciso alterar os padrões de corte em determinado processo” 34 O Mundo da Usinagem

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suprimentos

Quando a distribuição está relacionada a processos complexos, distribuidor deve ter bagagem técnica para indicar melhor solução lizar estoque, assistência técnica e corpo de vendas mais próximo às empresas. “Em muitos casos, os fabricantes não conseguem chegar a todos os pontos onde haja, por exemplo, uma pequena indústria necessitada de ferramentas e algum suporte técnico”, explica Bernini. “Por este motivo, é preciso dispor de distribuidores estrategicamente localizados pelo País a fim de prestar um serviço superior a um leque maior de empresas”, enfatiza. De qualquer forma, independentemente da forma de distribuição, Bernini alerta que a eficácia dessa relação depende do acompanhamento dado pelo fabricante: “Desta forma, é possível ter a certeza de

que o cliente não está recebendo apenas produtos, mas também o pacote de serviços agregado àquelas soluções”. (Confira mais informações sobre serviços agregados no conteúdo online desta edição)

Treinar para padronizar Alessandro Coppo, gerente de Supply Chain da Festo – fabricante de tecnologias de automação – defende a padronização dos serviços como forma de oferecer um atendimento completo a todos os clientes, não importando o porte e localização da empresa. Segundo Coppo, esta padronização pode ser feita principalmente por meio de cursos e treinamentos


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suprimentos oferecidos aos distribuidores (fornecedores). “É fundamental que este profissional identifique as necessidades de seu cliente durante uma visita e ofereça soluções de acordo com suas expectativas”, acredita. Bernini, da Sandvik Coromant, relata que é durante os treinamentos que os distribuidores conhecem os detalhes de cada produto e verificam quais benefícios podem oferecer aos clientes. (Para saber mais sobre os treinamentos e cursos da Sandvik Coromant, acesse o conteúdo online desta edição) Tapajós, do CIESA, classifica essas informações fornecidas durante os treinamentos como um serviço agregado e um diferencial competitivo tão importante quanto a TX611 C-4_202x133.pdf 1 2/5/2011 15:21:22 contratação de um profissional qua-

Tipos de distribuição física Confira abaixo os três principais tipos de distribuição física apontados por Olavo Tapajós, doutor em engenharia de transporte com foco em logística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor do Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA):  Intensiva – produtos do fabricante são estocados no maior número possível de pontos de vendas  Seletiva – um grupo pré-selecionado de intermediários comercializam os produtos do fabricante em regiões estratégicas  Exclusiva – um único distribuidor tem o direito de comercializar os produtos da empresa em uma região específica

lificado. “Uma informação acessível e adequada ao profissional que presta atendimento às empresas contribui de forma decisiva para a otimização de resultados, tanto para o fabricante quanto para o cliente”, pontua.

Conexão para longas distâncias Dentre as etapas que compõem a distribuição, está a logística, dedicada, entre outras atividades, à entrega dos produtos. Nesta fase, os distri-


suprimentos Olavo Tapajós, do CIESA: “Informações fornecidas em treinamentos são um diferencial competitivo” buidores têm como foco principal reduzir o custo das intermediações deste tipo de operação. Por este motivo, Tapajós, do CIESA, explica que quando o fabricante decide estruturar

uma rede ou reavaliar a estrutura que já possui, deve-se levar em consideração três fatores básicos: O tempo necessário para disponibilizar o produto ou o serviço ao mercado consumidor; a localização do estoque, que deve estar próximo ao cliente, e a transferência do produto ou serviço. Para que benefícios como a redução de tempo e custo

Excelência reconhecida No dia 24 de março o distribuidor Comércio de Ferramentas e Assessoria Técnica (Cofast), que comercializa soluções Sandvik Coromant, recebeu o prêmio Top Supplier da Festo – fabricante de tecnologia de automação – na categoria de fornecedor não produtivo. A cerimônia, que além da categoria “não produtivo” também premiou empresas nas categorias “produtivo” e “customer solution didatic”, aconteceu no auditório da Festo, em São Paulo. Segundo Alessandro Coppo, gerente de Supply Chain da Festo, o prêmio reconhece a excelência no fornecimento de produtos à empresa. “Fizemos uma avaliação dos últimos dois anos e levamos em consideração os critérios de qualidade, pontualidade na entrega, preço, atitude e tecnologia”, explica. “A Cofast obteve uma boa combinação desses cinco fatores”, conclui. Sediada em Santo André (SP), a Cofast distribui produtos e presta serviços na área da usinagem para os clientes da região do ABCD paulista. José Roberto Ferretti, diretor da empresa, acredita que o que levou a Cofast a receber o prêmio foram a experiência e o conhecimento técnico da equipe aliados ao acompanhamento da aplicação das ferramentas de corte na produção. Trabalhando em sintonia com os interesses da Festo, o processo resultou em maior produtividade e economia para o chão de fábrica, contribuindo assim para elevar o nível de competitividade do cliente.

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sejam alcançados, o fabricante deve implantar o tipo de distribuição mais adequado à realidade de sua empresa (saiba mais detalhes no quadro ‘Tipos de distribuição física’).

Atendimento sustentável Durante a distribuição física, especificamente nas etapas de transporte e armazenamento é fundamental que o distribuidor preste serviços que atendam a quatro requisitos: intangibilidade (agregar valor por meio de serviços eficientes ao produto comercializado), perecibilidade (garantir a validade e a conservação do bem), não variabilidade (cumprir sempre o que foi prometido no contrato) e inseparabilidade (possibilidade de reunir e entregar todo o conjunto de diferentes produtos com todos os atributos prometidos na oferta, não importando a região). De acordo com o professor Tapajós, operações logísticas bem-sucedidas aplicadas à distribuição geram economia e eficiência para todos os agentes do processo. Estar ao lado do cliente durante o atendimento, a compra, a assistência técnica e a entrega é uma das características de distribuidores bem-sucedidos em sua função. Alinhando essa maior proximidade aos objetivos comerciais e institucionais do fabricante, a relação produtor—distribuidor—cliente será mais vantajosa e rentável para toda a cadeia produtiva.

Jenifer Carpani Jornalista

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nossa parcela de responsabilidade

competitivo H á rumores de instabilidade financeira no mercado. Estes indícios abalam a economia global, fazendo com que a insegurança passe a permear as organizações, paralisando investimentos e postergando decisões. Surge novamente o medo da recessão. Este cenário afeta todas as organizações, desde as grandes indústrias até os pequenos comércios. As famílias também sofrem com esta situação, já que o temor do desemprego e da falta de recursos tira o sono de muitas pessoas. Nesse sentido, certos questionamentos acabam sendo inevitáveis: Estamos preparados para enfrentar outra crise? O que fazer neste momento? Será que aprendemos alguma lição com a recente crise de 2008? Mas, é difícil encontrar respostas. E, a despeito das afirmações de nossos governantes – que garantem que o nosso País está preparado para outra possível crise na economia global –, sabemos que a dependência internacional por certo irá impactar as nossas organizações. E nossa responsabilidade continua sendo buscar maior eficiência na

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utilização dos recursos. Temos que conseguir fazer o máximo com o mínimo possível, seja reduzindo os custos diretos de nossos processos, ou aumentando a nossa produtividade. É por isso que neste momento se torna muito importante a visão holística de nossos processos. Precisamos nos questionar a cada momento se estamos investindo nos projetos certos, contratando os profissionais adequados, ou usando as melhores alternativas para nossas operações. Enfim, precisamos ter a certeza de que estamos buscando aquilo de que realmente precisamos. Temos que pensar estrategicamente sem, contudo, perder o foco nos detalhes, pois em um tempo de escassez de negócios são os pequenos detalhes que fazem a diferença para que uma empresa alcance o sucesso. Entretanto, é preciso ter consciência de que fazer o nosso melhor possível nem sempre será a realização de algo inusitado e magnífico. Muitas vezes, será um pequeno gesto, a intensidade ou simplesmente a forma com que nos propomos a fazer algo que fará a diferença. A atenção, o foco, a dedicação e a alegria com que

Fernando Favoretto

Atitude positiva é diferencial

nos dispomos a realizar uma tarefa nos farão diferentes, nos destacando junto aos nossos clientes, sejam eles externos ou internos. Outro ponto muito importante em um momento como este é mantermos o otimismo e a motivação para não perdermos a qualidade de nosso trabalho. O desenvolvimento pessoal se torna ainda mais relevante e, independentemente do desânimo e da preocupação, temos que nos manter atualizados e expandir nossos horizontes culturais e de conhecimentos técnicos. Rever as experiências bem-sucedidas em nossa vida e adaptá-las às nossas necessidades atuais, buscar casos de sucesso em outras organizações e estarmos abertos às necessidades de mudar quando preciso nos deixarão melhor preparados para as adversidades. Pense nisso! Fernando Garcia de Oliveira Gerente de Marketing e Treinamento Sandvik Coromant do Brasil


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CONSULTEC Tel: 51 3321-6666 Porto Alegre - RS COROFERGS Tel: 51 3337-1515 Porto Alegre - RS                  CUTTING TOOLS Tel: 19 3243-0422 Campinas – SP DIRETHA Tel: 11 2063-0004 São Paulo - SP

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GC Tel: 49 3522-0955 Joaçaba - SC HAILTOOLS Tel: 27 3320-6047 Vila Velha - ES KAYMÃ Tel: 67 3321-3593 Campo Grande - MS MACHFER Tel: 21 3882-9600 Rio de Janeiro - RJ

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Alessandro Coppo (Festo): (11) 5013-1906 David Siqueira de Andrade (Supply Service): (15) 3277-4700

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José Edson Bernini (Sandvik Coromant): (11) 5696-5581 Francisco Cavichiolli (Sandvik Coromant): (11) 5696-5652 José Roberto Ferretti (Cofast): (11) 4997-1255 Kléber Mendes de Figueiredo (UFG): (62) 3209-6390 Marcelo A. L. Alves (Poli): (11) 3091-9879 O leitor de O Mundo da Usinagem pode entrar em contato com os editores pelo e-mail: faleconosco@ omundodausinagem.com.br

ou ligue: 0800 770 5700

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Olavo Tapajós (CIESA): (92) 3215-6310 Otávio de Mattos Silvares (Mauá): (11) 2244-5952 (assessoria) Paulo Roberto Leite (CLRB): (11) 5542-5292 Paulo Videira (Sandvik Coromant): (11) 5696-5425 Ricardo Chagas (Sandvik Coromant): (11) 5696-5607 Vanderli Fava de Oliveira (ABENGE): (32) 2102-3499 Wanderley Baptista (CNI): (61) 3317-9578

Romi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 Rudloff. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 Sandvik. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4ª capa Selltis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2ª capa Tupy. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 Villares. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15


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