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PUBLICAÇÃO DA SANDVIK COROMANT DO BRASIL

ISSN 1518-6091 RG BN 217-147

serrAs Eficiência começa na escolha da lâmina redes sociAis Insira sua empresa no universo virtual

FERRAMENTAS

Manutenção correta reduz custos e otimiza usinagem


Benjamin Earwicker

pAra começar...

A pescaria é mais do que uma alternativa para fugir do estresse, é também uma ótima oportunidade para cultivar algumas amizades que valem mais do que qualquer peixe que se possa fisgar. O Mundo da Usinagem




72 Índice

Publicação da Sandvik Coromant do Brasil ISSN 1518-6091 RG. BN 217-147

edição 10 / 2010

03 PARA COMEÇAR... 04 ÍNDICE / EXPEDIENTE

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Divulgação Starrett

06 GESTÃO EMPRESARIAL: FITA OU CIRCULAR? VEJA QUAL LÂMINA É MAIS ADEQUADA PARA SUA OPERAÇÃO COM SERRAS 14 PROCESSO INDUSTRIAL: PARA SOBREVIVER, EMPRESAS DEVEM CONSIDERAR CENÁRIO DA MANUFATURA 16 CHÃO DE FÁBRICA I: REDUZIR TEMPO DE SET UP DE MÁQUINA É FUNDAMENTAL NO PROCESSO DE MAXIMIZAÇÃO DA PRODUTIVIDADE

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24 CHÃO DE FÁBRICA II: CONHEÇA OS CUIDADOS ESSENCIAIS QUE PROLONGAM A VIDA ÚTIL DA FERRAMENTA 34 TENDÊNCIAS E OPORTUNIDADES: REDES SOCIAIS - UMA ESTRATÉGIA PARA ESTAR MAIS PRÓXIMO DE SEUS CLIENTES 40 NOSSA PARCELA DE RESPONSABILIDADE

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Fernando Favoretto

42 ANUNCIANTES / DISTRIBUIDORES / FALE COM ELES

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CONTATO DA REVISTA OMU

Você pode enviar suas dicas e sugestões de reportagens, críticas, reclamações ou dúvidas para o e-mail da Revista O Mundo da Usinagem: faleconosco@omundodausinagem.com.br ou então ligue para: 0800 770 5700 Para anunciar na revista, envie e-mail para: anuncie@omundodausinagem.com.br

4 O Mundo da Usinagem

o mundo dA usinAGem é uma publicação da Sandvik Coromant do Brasil, com circulação de doze edições ao ano e distribuição gratuita para 15.000 leitores qualificados. Av. das Nações Unidas, 21.732 - Sto. Amaro - CEP 04795-914 - São Paulo - SP. conselho editorial: Aldeci Santos, Ancelmo Diniz, Aryoldo Machado, Edson Truzsco, Edson Bernini, Eduardo Debone, Fernando de Oliveira, Francisco Marcondes, Heloisa Giraldes, Nivaldo Braz, Nivaldo Coppini, Nixon Malveira e Vera Natale. editor-chefe: Francisco Marcondes coordenação editorial, redação, edição de arte, produção gráfica e revisão: Equipe House Press Propaganda (Natália Carcavilla, Ronaldo Monfredo, Rogério Morais e Décio Colasanti). Jornalista responsável: Francisco Marcondes - MTB 56.136/SP propaganda: Gerente de contas - Thaís Viceconti / Tel: (11) 2335-7558 Cel: (11) 9909-8808 projeto gráfico: House Press Gráfica: Company


Gestão empresarial

Operação com serras é essencial em

Divulgação Starrett

processos de usinagem

Conheça os principais tipos de serras, suas aplicações e saiba como escolher a lâmina ideal

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ara garantir uma operação de usinagem de qualidade é fundamental que o material a ser usinado apresente tamanho adequado para ser encaixado corretamente na máquina-ferramenta, evitando assim possíveis danos ao processo e também ao equipamento. Como alguns metais são fornecidos em placas, barras ou tarugos de formato padrão, é necessário

 O Mundo da Usinagem

que estes passem primeiramente por uma operação de corte, para que seu tamanho seja adequado ao processo que será realizado e às especificações do equipamento da operação posterior. Por esta razão, as operações de corte com serras são fundamentais em qualquer processo produtivo, e por serem muito abrangentes – podendo ser aplicadas em diver-

sos setores e utilizadas para cortar elementos como metais, madeiras e carnes, entre outros –, é possível encontrar no mercado desde serras manuais até serras utilizadas em ferramentas elétricas ou máquinas para serrar, como as serras tico-tico, sabre, copo, circular ou de fita. No entanto, Fernando Spanholi Teles, gerente de Engenharia da Sul Corte – empresa especializada na


Divulgação Starrett

fabricação de serras –, ressalta que existem basicamente duas linhas de serras, a de fita e a circular. Segundo o gerente, ambos os processos não possuem restrições de aplicação e as serras podem ser utilizadas em qualquer material, seja metálico, não metálico, madeira ou borracha. “O que diferencia um processo do outro é a dimensão do material a ser cortado, a velocidade de corte e o acabamento superficial desejado”, observa Teles. “Contudo, as operações com serras de fita normalmente são mais abrangentes e ideais para grandes seções de corte, enquanto as serras circulares são utilizadas em processos com seções pequenas ou médias, porém possuem maior velocidade de corte e melhor acabamento superficial”, acrescenta.

Segundo Teixeira, a escolha da composição dos dentes da serra irá variar conforme a produtividade, a velocidade de corte e o acabamento desejado na operação, assim como da dureza do material a ser cortado. Para materiais de fácil corte, como plástico, madeira ou aços de baixa dureza, é indicado o aço carbono. Já em processos com materiais não ferrosos até aços temperados, de dureza elevada, são aplicadas as serras com dentes de aço rápido. Por último, os dentes que possuem metal duro em sua composição são indicados para operações de corte em

materiais abrasivos ou em ligas de ferro fundido. “Atualmente, podemos considerar as serras com dentes de metal duro uma das tecnologias mais avançadas do mercado, pois oferecem à operação melhor acabamento e maiores produtividade e velocidade de corte”, aponta Teixeira. “Uma peça que seria cortada em cinco minutos por uma serra de aço carbono poderia ser cortada em 30 segundos com uma serra de fita com dentes de metal duro”, exemplifica o supervisor. Teixeira ressalta que é importante que as serras com dentes de metal duro sejam utilizadas em Divulgação Starrett

Serras de fita são destinadas tanto para a alta produção quanto para serviços de corte em geral

Aplicação versátil De acordo com Felipe Fabrega Teixeira, supervisor de Produto da Starrett – fabricante de lâminas de serras e instrumentos de medição –, as serras de fita são destinadas tanto para a alta produção quanto para serviços de corte em geral. O material utilizado na composição dos dentes desta linha de serras varia conforme a necessidade da operação, podendo ser fabricados com aço carbono, aço rápido ou metal duro.

Serras de fita de metal duro oferecem melhor acabamento e maior produtividade, além de maior velocidade de corte na operação O Mundo da Usinagem




Divulgação Sul Corte

Gestão empresAriAl Serras circulares podem ser compostas por três diferentes materiais: aço rápido, metal duro e cermet máquinas de alta qualidade, robustas e que garantam menores níveis de vibração pois, por serem extremamente duros, os dentes podem ser quebrados em função de altas vibrações ou choques. “Máquinas de dupla coluna são indicadas para este tipo de serra, porque apresentam menor vibração durante a operação de corte”, complementa Teixeira. O supervisor da Starret ainda acrescenta que existem diferentes tipos de lâminas de metal duro, indi-

Serras circulares com pastilhas de cermet proporcionam maior velocidade de corte e maior vida útil cadas para aplicações diversas. Ideal para cortes de aços endurecidos e cementados, a lâmina de serra de fita Advanz CS, da Starrett, possui dentes com ângulo negativo de 20º, que a torna mais resistente para cortes de materiais de difícil usinabi-

Como aumentar a vida útil da serra Para ampliar a vida útil de uma serra, Felipe Fabrega Teixeira, supervisor de Produto da Starrett, explica que é fundamental realizar a manutenção da máquina para que o equipamento funcione corretamente e não prejudique a performance da serra ou danifique sua qualidade técnica. Outro cuidado importante para conservar a vida útil da serra é prestar atenção às características de cada aplicação e do material a ser cortado. Segundo Teixeira, existem particularidades em cada operação e, portanto, o operador deve saber escolher corretamente a velocidade e o avanço do corte, além da dentição e do tipo adequado de serra, entre outros aspectos. Para auxiliar neste trabalho, a Starrett desenvolveu a ferramenta Powercalc, um software que indica os dados de corte mais adequados para cada aplicação em função do material a ser cortado, formato da peça e modelo de máquina utilizado. O supervisor lembra ainda que o procedimento chamado amaciamento de corte ajuda a ampliar a vida útil da serra. Sempre que uma serra nova é colocada na máquina, é necessário realizar este procedimento – que consiste em utilizar um avanço de corte menor do que o ideal nos primeiros minutos de trabalho para proporcionar uma geometria melhor aos dentes da ferramenta.

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lidade. Nesta mesma linha de serras, a Starrett também oferece a Advanz TS, indicada para cortes de aço e ligas de elevada dureza, e a Advanz FS, ideal para cortes de materiais abrasivos e fundidos. “Temos ainda duas linhas de serras com metal duro, a Advanz CG e a Advanz DG, em que os dentes não são sinterizados como nas pastilhas, mas sim granulados, e servem para cortar materiais como vidros, cerâmicas e porcelanatos”, revela Teixeira. “Por possuirem grãos na região do corte, estas serras geram pó ao invés de cavacos”, complementa.

Qualidade tecnológica As serras circulares também podem ser compostas por três diferentes materiais: aço rápido, metal duro e cermet. Segundo o gerente de Engenharia da Sul Corte, as serras de aço rápido representam uma tecnologia mais antiga e são utilizadas principalmente para o corte de tubos, mas podem ser aplicadas também em operações com seções maciças. “Hoje, as serras de metal duro e cermet estão ocupando o lugar do aço rápido devido à sua


Divulgação Sul Corte

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teriais de seção fina requerem uma serra com número maior de dentes por polegada, enquanto materiais com seção grossa requerem serras com menor número de dentes. “A geometria dos dentes varia de acordo com a usinabilidade do material e suas características de formação de cavacos”, acrescenta Teles. Para que o processo de corte seja aproveitado da melhor forma possível, Teles explica que tanto em operações com serras circulares quanto com serras de fita é importante utilizar máquinas bem dimensionadas, e a rigidez do equipamento também é um ponto essencial para garantir o sucesso da operação. Porém, cada aplicação requer diferentes tipos de máquinas, que podem ser divididas pela

Para escolher a serra ideal devem ser analisados...  Material a ser cortado  Dimensão do material  Variação das seções de corte  Demanda diária, mensal ou anual de corte  Qualidade do acabamento superficial

Dentição da serra e geometria dos dentes devem ser escolhidos conforme a seção de corte orientação de corte em horizontais e ver ticais e pelo acionamento em manuais, semiautomáticas ou automáticas.

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maior velocidade de corte e maior vida útil”, observa Teles. O gerente ainda acrescenta que a tecnologia cermet é recente no mercado mundial. “A Sul Corte é pioneira na fabricação de serras circulares com pastilhas deste material no País”, informa Teles. “Além de proporcionar um corte mais rápido, estas serras possuem vida útil muito maior do que as serras de fita”, destaca. Entretanto, o material utilizado na fabricação das serras não é o único aspecto que influencia a qualidade da operação. A escolha adequada da dentição da ferramenta também é fundamental para garantir um processo produtivo. Portanto, a dentição ou o número de dentes por polegada deve ser escolhido em função da seção de corte. Em geral, ma-

Divulgação Starrett

Gestão empresAriAl

Análise inteligente Antes de eleger a máquina e a serra que serão utilizadas no processo, é necessário analisar a operação que se pretende realizar. O supervisor de Produto da Starrett explica que, se a aplicação é para altos volumes de produção, o ideal é optar por uma máquina automática e uma serra com dentes em metal duro, pois este conjunto pode proporcionar maior velocidade de

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Refrigeração do processo de corte é importante para aumentar a vida útil da serra

do equipamento de corte, pois a vida útil da serra está diretamente relacionada à qualidade técnica da máquina (veja quadro “Como aumentar a vida útil da serra”). “Caso o equipamento esteja desalinhado e com muita vibração, certamente irá prejudicar a performance da lâmina”, adverte Teixeira. Em resumo: é primordial contar com o trabalho de profissionais capacitados pois, se o operador não estiver apto para escolher a velocidade de corte correta, o fluido de corte adequado e não utilizar a lâmina correta para cada operação, a vida útil da serra será significativamente reduzida. Fernanda Feres Jornalista

Divulgação Starrett

corte e produtividade, além de oferecer melhor acabamento superficial em relação a outros equipamentos. Quando não há a necessidade de cortar grandes quantidades, mas existe uma certa demanda por produção, Teixeira aconselha a escolha de uma máquina semiautomática ou uma serra com dentes de aço rápido. Mas, se a necessidade de corte é esporádica, o mais adequado é adquirir uma máquina gravitacional ou manual. “Quando o material a ser cortado é muito duro ou muito grande, é preciso utilizar máquinas de grande porte e robustas, porque o material irá exigir muito da lâmina”, explica o supervisor. Teixeira também informa que, além de analisar a produtividade e o acabamento desejado da operação, existem outras etapas igualmente importantes para adquirir a lâmina correta. Uma delas é verificar em que tipo de máquina a serra será utilizada. Ao determinar o modelo do equipamento, é possível identificar o comprimento e a largura da lâmina. Definir o material que será cortado também é importante para encontrar a geometria ideal dos dentes da serra. Após esta etapa, deve ser definido o tamanho deste material e como ele deve ser fixado na máquina. Com isso, é possível identificar o número de dentes que deverá compor a lâmina. Vale lembrar que apenas analisar cuidadosamente todos estes aspectos não basta para garantir a qualidade total da operação. Além de utilizar máquinas adequadas para cada tipo de processo é necessário também realizar a manutenção preventiva

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Gestão empresarial


Divulgação Starrett


Divulgação Scania

Processo industrial

Manufatura flexível é a chave do sucesso

Em um mercado cada vez mais customizado é preciso flexibilizar produção, processos e relacionamento com clientes e fornecedores

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ronto! Lá vem mais um artigo sobre manufatura, falando sobre redução de custos, aumento de produtividade, flexibilidade, produção enxuta...Mas poderia ser diferente? A despeito de todo o avanço da tecnologia observado no desenvolvimento dos novos veículos, com seus componentes eletrônicos embarcados e profusão de módulos e sensores, como tudo isso se tornaria realidade? Logicamente, tendo alguém para juntar tudo e fazer do projeto e de uma infinidade de peças e conjuntos um bem tangível, um sonho

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de consumo! Afinal de contas, não passamos do 12º lugar em produção de veículos em 2007 para o 5º lugar em 2009 por acaso. Dentro dos cenários globais de montadoras, sistemistas e fornecedores, a manufatura desempenha um papel fundamental, visto todos os custos envolvidos. Manufatura ineficiente é custo adicional no preço do veículo e ninguém vai querer pagar por um produto se nele estiverem embutidos os custos do desperdício – do qual o consumidor não tem culpa. Além disso, em um mundo cada

vez mais exigente e customizado, não se escolhem somente as características do produto a ser adquirido, mas também o preço que se quer pagar por ele.

Pensando o processo A evolução das ferramentas gerenciais utilizadas na manufatura, passando por Círculos de Controle de Qualidade (CCQ), Delineamento de Experimentos (DOE), FMEA, Kaizen, 6-Sigma e Lean Manufacturing, entre outros, tem contribuído para que os produtos sejam produzidos mais


Fator humano e ambiental Não podemos esquecer nunca do principal fator em todo este processo: as pessoas. Por mais que este seja

Utilização de tecnologia na manufatura não deve ser obsessão: é preciso atender às necessidades específicas de cada área, processo ou produto

o lema de muitas empresas – ‘o recurso mais importante que temos são as pessoas’ –, a sua formação e capacitação será o diferencial de sucesso para a plena execução das estratégias. Políticas de desenvolvimento devem fazer parte da cultura da empresa para formar e reter os talentos necessários para que o conhecimento e know-how adquiridos também se transformem em diferencias competitivos. A manufatura tem também, como se não bastasse tudo isso, de desempenhar suas atividades com foco nas necessidades de sustentabilidade. Como sua missão diária é transformar peças em produtos, não se deve esquecer de garantir que todo o processo produtivo – meios, equipamentos, máquinas, materiais diretos e indiretos – tenha tratamento e destinação apropriada para que não sejam observados impactos no meio ambiente interno e externo. Afinal, tudo isso que elencamos é suficiente? Podemos parar por aqui? Claro que não! Ainda temos de reduzir custos, aumentar a produtividade, ser flexíveis e muito mais... Arquivo pessoal Marcelo Martin

Parceiros são considerados como tal no processo moderno de produção e não somente coadjuvantes. O alinhamento das montadoras com seus fornecedores parceiros deve garantir que os pedidos sejam atendidos dentro do prazo, na quantidade e na qualidade corretas, podendo reagir com mais eficiência às demandas. A utilização de tecnologia na manufatura também não deve ser obsessão, é preciso atender às necessidades específicas de cada área, processo ou produto. Não convém adquirir mais e mais robôs, a custo excessivo, se o processo requer poucas operações que agreguem valor ao produto ou não exista a necessidade premente de flexibilidade. Muitas vezes, a simplicidade supera a tecnologia e, assim, custos podem ser evitados para o bem da operação.

Divulgação Volkswagen

rapidamente, com maior qualidade e menor custo. A análise dos desperdícios nos aspectos que fazem parte do cotidiano da manufatura, como método, meios, mão-de-obra, materiais e meio ambiente, deve ser constante e com o foco incansável na eliminação do desperdício. A inovação em cada um destes aspectos também é primordial para que haja diferencial competitivo que possa auxiliar as empresas na execução de suas estratégias de crescimento. Além disso, dado que muitas empresas atuam em nível global, as áreas de manufatura devem apresentar integração constante em todas as unidades, como forma de possibilitar o direcionamento otimizado dos recursos. Flexibilidade deve ser entendida como a palavra-chave. Dentro deste contexto, não pode ser menosprezada a parceria dentro da cadeia de fornecimento, por meio de um conceito logístico eficaz, também como forma de se controlar todos os custos envolvidos.

Marcelo Martin Diretor do Comitê de Manufatura do Congresso SAE BRASIL 2010 realizado em São Paulo no mês de outubro

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chão de fábricA i

SET UP rÁpidO cOnFere

dinamismo à produção Menor tempo de preparação de máquina pode representar um diferencial competitivo para as indústrias, permitindo a fabricação de lotes menores

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ara os preparadores de máquina, o trabalho começa quando a produção de um determinado lote está chegando ao fim. Neste momento, os profissionais envolvidos no processo de preparação escolhem as ferramentas necessárias para a produção do próximo lote e as dispõem ao lado da máquina. Quando a produção atual é por fim concluída, os pre-

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paradores montam nas máquinas todo o ferramental com os demais componentes necessários – como dispositivos de fixação da peça e da ferramenta – para a próxima operação de usinagem. Somente depois de fabricada e aprovada a primeira peça do novo lote é que a produção será efetivamente iniciada. Embora possa parecer menos importante do que a fabricação em si,

esta operação exige cuidados específicos e muita atenção. Uma preparação de máquina mal feita pode resultar em peças com defeito, que deverão voltar ao processo anterior para uma possível reparação, ou ainda em peças com falhas, que serão descartadas. Situações como estas representam perda de tempo útil para as indústrias, pois o operador, que poderia estar envolvido em outras


Análise fundamental Antonio Batocchio, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aponta alguns elementos que devem ser observados para que a preparação de máquina seja feita de forma precisa e não comprometa os passos seguintes de uma produção. “A especificação e a documentação técnica das ferramentas, dos componentes e dos acessórios e dispositivos devem ser analisados detalhadamente, para

Com a aplicação do conceito de agilidade durante o set up, o tempo de preparação que era de quatro horas na década de 70 foi reduzido para quatro minutos

confirmar se a fixação do conjunto está sendo feita de forma correta”, orienta Batocchio. “Ainda antes da montagem, todos estes itens devem ser preparados em locais adequados e, dependendo da situação, com temperatura controlada”, acrescenta o professor. Além do estudo dos materiais, Nelson Carvalho Maestrelli, consultor de empresas da Nortegubisian Consultoria e Treinamento – empresa de consultoria, engenharia industrial e treinamento –, acredita que a capacitação é outro fator fundamental para o sucesso da preparação de máquinas, apesar de muitas vezes ser pouco valorizada pelas empresas. “Acredito que hoje o mercado tem uma carência de profissionais que conheçam profundamente as técnicas essenciais

da preparação de máquina”, afirma o consultor. “Alguns cursos se limitam a ensinar apenas os aspectos operacionais do set up, mas é necessário apresentar também as técnicas que ajudam a aprimorar este processo e torná-lo mais ágil”, opina Maestrelli.

Um pouco de história

Fernando Favoretto

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atividades, terá que refazer a operação. Além disso, perde-se também em tempo de produção, já que a máquina ficará parada em parte do set up – como o processo de preparação de máquina é também denominado.

Documentação técnica das ferramentas deve ser estudada para confirmar se a fixação está sendo feita de forma correta

Por volta dos anos 1970, Shigeo Shingo (1909-1990), engenheiro japonês e consultor da Toyota, ajudou no desenvolvimento do Sistema Toyota de Produção que, entre outras técnicas para otimizar os processos produtivos das indústrias, apresentava maneiras de reduzir os tempos de preparação de máquina. Com a descoberta de Shingo, novas possibilidades começaram a surgir na área da manufatura. Trabalhando com set ups mais rápidos, as empresas poderiam produzir lotes de tamanhos menores, pois teriam maior facilidade de adaptar as máquinas para a usinagem de um novo tipo de peça. Desta forma, a indústria pôde atender às solicitações de seus clientes sem impor limites quanto ao tamanho dos lotes, pois passou a trabalhar com uma produção dinâmica e facilmente adaptável.

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Izilda França

chão de fábricA i Padronização dos processos pode ser uma boa forma de agilizar a preparação de máquinas Para tornar esta realidade possível, entre as soluções desenvolvidas por Shingo destaca-se a técnica Single Minute Exchange of Die (SMED), traduzida para o português como Troca Rápida de Ferramentas. Com este processo, o engenheiro acreditava que seria possível reduzir os tempos de set up a valores inferiores a dez minutos. Gilberto Itiro Kosaka, diretor executivo do Lean Institute Brasil, lembra os avanços que a Toyota alcançou com a aplicação desta prática. “Em um conjunto de prensas, o tempo de set up que

era de quatro horas na década de 70 foi reduzido para os quatro minutos atuais”, indica Kosaka.

Por um set up mais rápido A busca pela agilidade na preparação de máquinas, alcançada pela Toyota desde a descoberta de Shigeo Shingo, ainda é um dos principais objetivos a serem alcan-

Check list da preparação Um estudo apresentado em 2006 durante o Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENGENEP), promovido pela Associação Brasileira de Engenharia de Produção, apresenta soluções que podem tornar o set up de máquinas mais rápido. Veja a seguir a lista com algum deles:  Utilização de ferramentas pré-montadas  Preparação antecipada das condições operacionais, como temperatura e pressão  Implementação das operações em paralelo: enquanto um preparador trabalha a parte frontal da máquina, outro pode montar o ferramental na parte traseira  Utilização dos dispositivos funcionais: dispositivos que servem para prender objetos com um esforço mínimo, evitando desperdício de tempo na operação de aperto e desaperto  Mecanização: uso da tecnologia pode reduzir os tempos de set up fonte: “Estudo de Caso de Implementação de Troca Rápida de Ferramenta em uma Empresa Metalmecânica” apresentado em 2006 durante o encontro Engenep. Disponível em: http://bit.ly/ENEGEP2006

çados no chão de fábrica de muitas indústrias. Especialistas indicam que há diversas formas para otimizar este processo e, ainda assim, fazê-lo de forma correta. Foi para atender a esta necessidade que os fabricantes de ferramentas desenvolveram sistemas modulares de ferramentas de troca rápida, como por exemplo o Coromant Capto, desenvolvida pela Sandvik Coromant, que permite a troca total de uma ferramenta em segundos enquanto uma ferramenta similar convencional pode consumir minutos. Antonio Batocchio, da Unicamp, recorda a pesquisa divulgada pelo professor Eugene Merchant – importante profissional do setor da manufatura – no congresso da International Academy for Production Engineering, realizado em 1975. Em seu trabalho, Merchant apontou que 95% do tempo das produções é considerado improdutivo e é ocupado por atividades que não agregam valor – tais como set up de máquinas, esperas por materiais, tempos gastos com peças com falhas, falta de ferramental e quebra de máquina. Portanto, eliminar os imprevistos é uma forma de contribuir para a redução do tempo despendido durante a preparação. 

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chão de fábricA i 

Por sua vez, Nelson Maestrelli, da Nortegubisian, explica que primeiramente é preciso entender as fases que compreendem a preparação de máquinas: o set up externo e o set up interno. No primeiro, o ferramental e os acessórios são preparados e posicionados na bancada perto do operador. Esta etapa acontece fora da máquina – portanto, não há necessidade de interromper a produção para

concluí-la. Depois, é feito o set up interno, em que os itens são montados na máquina. “Como é necessário interromper a produção na preparação interna da máquina, recomenda-se que a montagem seja feita o mais rapidamente possível”, observa o consultor. Gilberto Itiro Kosaka, do Lean Institute Brasil, sugere o controle preciso das horas investidas neste processo como estratégia para

Onde posso aprender? Por meio do set up de máquina rápido e bem feito, as indústrias podem alcançar resultados muito positivos em termos de produtividade. Por isso, é importante que os profissionais responsáveis por esta operação estejam bem preparados e conheçam a fundo todas as técnicas necessárias para realizar a preparação com excelência. Confira algumas instituições que oferecem cursos sobre esta atividade:  Métodos p/ redução de tempos de set up - Hominiss (S. Carlos - SP) Oferece cursos abertos para 2011 e cursos in company. Mais informações e detalhes sobre inscrições pelo telefone (16) 3307-7679 ou pelo e-mail contato@hominiss.com.br As inscrições podem ser feitas pelo site www.hominiss.com.br  Set up rápido - Nortegubisian (Campinas - SP) Curso aberto nos dias 7 e 8 de dezembro. Mais informações e inscrições no site www.nortegubisian.com.br ou pelo e-mail vrcoracini@nortegubisian.com.br  Set up rápido - Lean Institute Brasil (São Paulo) Oferece cursos in company. Mais informações pelo telefone (11) 5571-0804 ou pelo site www.lean.org.br  Set up sistema de troca rápida de ferramentas - Câmara de Indústria Comércio e Serviços de Caxias do Sul (Caxias do Sul – RS) Oferece cursos in company. Informações pelo telefone (54) 3218-8000  Programa SENAI de Logística Oferece consultoria às empresas sobre troca rápida de ferramentas para reduzir desperdícios e aumentar a eficiência do processo produtivo. O atendimento é oferecido em diversas regiões do País. Mais informações pelo telefone 0800 48-1212

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reduzir o tempo de preparação. “É preciso identificar o tempo que se leva para preparar cada elemento, tanto no set up interno quanto no externo, e depois deve-se estipular qual seria o tempo ideal mínimo para cada fase”, descreve. Kosaka ainda acrescenta que, assim que a operação chegar a um tempo satisfatório, todas as etapas do processo devem ser registradas. Com cada uma das fases definidas e descritas, o trabalho do preparador em um próximo set up será mais fácil e ágil.

Não admita erros Entre as estratégias para o chão de fábrica apresentadas pelo professor Shingo na década de 70 está também o sistema Poka Yoke, traduzido para português como Dispositivo à Prova de Falhas. Estes mecanismos impossibilitam a ocorrência de falhas, alertando os operadores ou interrompendo a produção. Recursos como estes são comumente utilizados em máquinas, mas Kosaka aponta que na preparação de ferramentas também há poka yokes que podem ser utilizados para orientar os operadores.

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chão de fábrica I

Operadores que fazem o set up da máquina devem saber observar os cuidados que uma preparação exige

“Uma maneira de evitar erros seria projetar produtos com formatos físicos que impeçam a montagem de peças de forma incorreta”, sugere Kosaka. “Outra solução mais moderna seria a utilização de fotocélulas para identificar se a combinação correta de peças está sendo cumprida no produto que está sendo montado”, completa o diretor do Lean Institute. Tendo como base sua expe­riência de mercado, o diretor ainda afirma que em muitas empresas há profissionais que não têm cons­ciência da importância desta etapa da produ-

ção. “Em algumas indústrias existem equipamentos ociosos e subutilizados, pois os operadores não têm conhecimento para preparar corretamente as máquinas”, observa Kosaka. “Assim, é fundamental que as empresas saibam fazer um bom set up de máquina para que possam viabilizar a produção de lotes cada vez menores”, conclui. Thaís Tüchumantel Jornalista Veja mais maisinformações informaçõesem: em: www.omundodausinagem.com.br


Arquivo AB Sandvik Coromant

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Um zelo

necessário Manutenção adequada das ferramentas garante a qualidade da usinagem e a segurança dos operadores no chão de fábrica

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o serem transportadas do fabricante às indústrias-cliente, as pastilhas de metal duro são acondicionadas em pequenas caixas para que não haja contato entre elas. Este cuidado evita a formação de microfissuras nas arestas, geradas a partir do atrito ou do choque entre as ferramentas. No entanto, se isso não for observado, após algum tempo de uso e com a constante incidência de cavacos na região onde se formaram as microfissuras, as pastilhas podem sofrer desgastes prematuros e perder seu rendimento original. Por isso, cabe aos operadores que lidam diariamente com as pastilhas dedicar-se à manutenção adequada das ferramentas, para que a vida útil destes itens seja a mais longa possível. Acompanhe a seguir algumas dicas de profissionais do setor sobre como manter as ferramentas de corte em boas condições de uso. Implantando estas práticas em sua rotina de trabalho, será possível alcançar mais qualidade e precisão na usinagem, além de preservar melhor suas ferramentas.

Base firme Mesmo uma ferramenta de boa qualidade, quando não é montada corretamente, poderá levar a operações imprecisas de usinagem. Francisco Marcondes, editor-chefe da Revista O Mundo da Usinagem, lembra que os operadores devem dedicar atenção especial a esta etapa. “Toda a pastilha deve estar muito bem apoiada até a ponta, que é a região que sofre maior esforço durante a usinagem. Se houver folga ou balanço em excesso pode haver avarias, quebra ou lascamento da ferramenta quando em operação”, adverte. Nestes casos, é importante lembrar que a quebra de uma pastilha pode representar perigo aos operadores. Com as máquinas usinando em altas rotações, os estilhaços gerados na quebra costumam ser arremessados em alta velocidade devido à força centrífuga. Por este motivo, o calço – componente que oferece apoio à pastilha – é um elemento fundamental para o sucesso das operações de usinagem e, assim, deve estar sempre em boas O Mundo da Usinagem 25


condições de uso. “Algumas pastilhas requerem calços específicos, e também por isso os operadores devem consultar sempre o catálogo do fabricante de ferramentas para verificar qual é o componente mais adequado para sua aplicação”, ensina. Marcondes alerta que muitos profissionais acreditam que o calço utilizado é o correto apenas porque se encaixa no alojamento a ele destinado, mas isso nem sempre é verdade. “É preciso consultar o catálogo do fabricante, pois em algumas situações, embora aparentemente bem encaixado, um calço minimamente mais curto ou mais espesso, por exemplo, pode gerar grandes diferenças de rendimento na aplicação de uma determinada pastilha”, justifica.

Sintonia do conjunto

Arquivo AB Sandvik Coromant

Em ferramentas do tipo fresa, que utilizam diversas pastilhas, o cuidado na montagem deve ser ainda mais criterioso. A variação entre a pastilha mais alta e a

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chão de fábrica Ii

Armazenamento das pastilhas em local adequado mantém as arestas intactas, garantindo sua maior vida útil

mais baixa é chamada de batimento. Esta medida é estipulada por laboratórios que avaliam o limite permitido para que a operação seja realizada com sucesso. Caso a fresa apresente batimento fora dos padrões, a usinagem poderá gerar superfícies mal acabadas ou riscadas. Hailton José Borges de Almeida, diretor da Hailtools – distribuidor da Sandvik Coromant no Espírito Santo –, explica que a aferição na hora da montagem deve ser feita com equipamentos precisos e bem ajustados. “Quando a aferição não é feita desta forma, a pastilha que está saliente trabalha mais do que as outras, desgastando-se mais rapidamente ou até mesmo quebrando”, explica.

Caso a fresa apresente um batimento entre as pastilhas superior ao recomendado, a usinagem poderá gerar superfícies mal acabadas ou riscadas

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Outros elementos que podem influenciar no posicionamento correto de todas as pastilhas das fresas são os componentes. Segundo Marcondes, uma forma de garantir o alinhamento destes itens é apertar todos os parafusos com força controlada. “Neste processo, é recomendável utilizar um torquímetro para aferir a força empregada no aperto de cada componente”, sugere.

Limpeza impecável Em muitos tipos de usinagem, variações de centésimos de centímetro no posicionamento da ferramenta podem fazer diferença no resultado final da operação. Desta forma, a limpeza de todos os itens envolvidos no processo de usinagem, assim como a limpeza da máquina, é uma boa forma de garantir que a ferramenta estará sempre bem posicionada. “Antes de montar uma nova pastilha, os resíduos metálicos e a poeira devem ser removidos com um pincel”, orienta Marcondes. Ele também adverte que a limpeza com ar comprimido deve ser evitada. “O


chão de fábricA ii Consultar o catálogo do fabricante das ferramentas é uma forma de assegurar a escolha correta de componentes para manutenção ar pode empurrar e incrustar os resíduos dentro do alojamento ao invés de expulsá-los”, justifica. Por sua vez, Almeida aconselha que o processo de limpeza seja feito peça por peça. “Quando retiradas da máquina, as ferramentas devem ser limpas com álcool, assim como os demais componentes do conjunto, como as cunhas, os grampos e os parafusos, para que as impurezas não interfiram na usinaanuncio_usinagem_202x133.pdf 1 4/11/2010 10:12:57 gem”, propõe o diretor da Hailtools.

No armário Depois de finalizado um lote de produção, as ferramentas serão trocadas por outras mais apropriadas para a próxima operação de usinagem. As pastilhas serão então armazenadas para que possam voltar a ser utilizadas posteriormente. “Há empresas que não adotam o devido cuidado durante a armazenagem das ferramentas de corte, e guardam todas elas em uma única lata, gaveta ou recipiente, o que pode danificar suas arestas”, prevê Marcondes. Para resolver este inconveniente as pastilhas, quando fora do respectivo suporte ou fresa,

devem voltar para as embalagens originais apropriadas. Ao requisitar uma ferramenta do almoxarifado para reposição em um determinado processo, é importante observar se ela apresenta características idênticas ao daquela que estava em uso, ou seja, se possui exatamente o mesmo código de identificação. Do contrário, o operador poderá, por exemplo, não se dar conta de que requisitou uma pastilha de precisão M e classe P, no lugar de uma anterior de precisão G e classe K, e com isso poderá perder tempo para ajustar o processo às novas medidas da ferramenta. Além disso,


chão de fábrica Ii Arquivo AB Sandvik Coromant

o rendimento com as novas pastilhas será diferente do anterior, embora ambas se encaixem bem no mesmo alojamento do suporte ou da fresa.

Secundários, porém importantes “É comum que as indústrias que trabalham com produção contínua tenham em seu estoque ferramentas para substituição, caso ocorra alguma avaria com a que estiver em uso”, lembra Marcondes. “Mas não são todas as empresas que mantêm componentes originais como calços, grampos e parafusos”, observa. Ele nota que este cuidado preventivo simples pode contribuir para otimizar a performance da ferramenta. Marcondes ressalta que, duranprod_nacional 202x133.pdf 1 4/11/2010 10:11:13 te a usinagem, os componentes

Durante o processo, dilatações seguidas de contrações térmicas dos componentes podem provocar emperramentos e espanar parafusos e grampos


Veja alguns cuidados simples que podem aumentar a vida útil das ferramentas de corte:  Mantenha o calço sempre em bom estado de conservação  Consulte o catálogo do fabricante de ferramentas para escolher os componentes mais adequados para reposição e manutenção de ferramentas  Controle a força com torquímetro ao apertar os parafusos de fixação das pastilhas, principalmente na montagem de fresas  Limpe as ferramentas e os componentes cuidadosamente e evite usar jato de ar para isso  Armazene as pastilhas em locais próprios e organizados  Lubrifique os componentes das ferramentas com frequência

2 O Mundo da Usinagem

uma retirada dos parafusos sem problemas após o uso. Alguns fabricantes de ferramentas fornecem junto a seus produtos o óleo lubrificante molycote, composto por partículas de molibidênio. “Durante a operação, o lubrificante evapora devido à alta temperatura, por isso é importante reaplicar a pasta”, ressalta Almeida. “Outra vantagem desta substância é que o molycote permite maior torção do parafuso que prende a pastilha, evitando que este componente se quebre com o aperto excessivo”, acrescenta. Marcondes lembra ainda que todos estes cuidados são relativamente simples, mas que podem fazer considerável diferença no resultado final quando colocados em

prática com frequência. “Geralmente as empresas se preocupam somente com as máquinas de usinagem, que representam investimentos maiores; mas a longo prazo, estes pequenos cuidados com as ferramentas de corte também são alternativas para reduzir o consumo da indústria, além de ser uma maneira para se obter mais qualidade na usinagem dos produtos”, conclui o editor-chefe. Thaís Tüchumantel Jornalista Veja mais maisinformações informaçõesem: em: www.omundodausinagem.com.br .'@@10@""@.6

Para durar mais

componentes bem lubrificAdos permitem eXecutAr melhores operAções de usinAgem e fAcilitAm A retirAdA de pArAfusos e outros componentes pArA mAnutenção

Fernando Favoretto

envolvidos, assim como a pastilha, também ficam sujeitos às variações de temperatura geradas pelo processo. “Com o calor provocado, os componentes e a ferramenta sofrem uma dilatação e quando a operação termina estes se resfriam e se contraem novamente. No entanto, por apresentarem coeficientes de dilatação térmica diferentes isso poderá contribuir para o emperramento de algum grampo ou parafuso quando se desejar substituir uma determnada pastilha”, explica Marcondes. Nestes casos, a lubrificação do conjunto é uma forma de assegurar

Arquivo AB Sandvik Coromant

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Tendências e Oportunidades

Novas possibilidades surgem no

universo digital

Por meio das mídias sociais, pessoas e empresas se comunicam de forma mais próxima, produtiva e rentável

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o ler jornais, revistas, websites e até mesmo ao receber informações por meio de nosso próprio celular, quase sempre encontramos referências às famosas mídias sociais. Muito se fala sobre este novo fenômeno da comunicação. No entanto, você sabe o que são as mídias sociais? Qual a real importância da interação social por meio delas? E como elas podem colaborar em suas atividades pessoais e profissionais? Com o objetivo de responder estas questões de forma prática, a Revista O Mundo da Usinagem apresenta a seguir uma reportagem sobre este assunto. Confira as próximas páginas e saiba como tirar proveito das novas ferramentas da comunicação digital.

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Shutterstock

Como tudo começou É importante lembrar que, ao contrário do que muitos acreditam, as mídias sociais não são um fenômeno recente. Elas nasceram das redes sociais (ou como são chamadas em inglês, networkings), que existem há milhões de anos, desde que os homens primitivos começaram a se comunicar e a criar laços afetivos entre si. Uma rede social é uma estrutura composta por pessoas (ou organizações), conectadas por um ou vários tipos de relações compostas de valores e objetivos. Uma das características fundamentais das redes é a possibilidade de construir relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os seus participantes. Assim, o principal objetivo das

Estar conectado em rede abre uma oportunidade de estabelecer novos contatos profissionais e pessoais, além de possibilitar a realização de objetivos comuns entre os participantes

redes sociais é o compartilhamento de informações, conhecimentos, interesses e esforços em busca de objetivos comuns. Foi a partir destas organizações que recentemente nasceram as mídias sociais eletrônicas. Durante os últimos anos a tecnologia avançou muito e, assim, a comunicação entre pessoas e empresas vem se modificando rapidamente, principalmente com o avanço dos meios de comunicação, desde jornais e telefones até celulares e Internet. Cada vez mais interativos, estes meios de comunicação possibilitam que as redes sociais se fortaleçam por meio de ferramentas e plataformas digitais, que são chamadas de mídias sociais. Estas ferramentas já são bem conhecidas pelo público que costuma navegar na Internet. São elas: blogs, Facebook, LinkedIn, MSN, Orkut e Twitter, entre outras (veja mais detalhes no quadro ‘Por dentro dos novos canais’). Basicamente, estas plataformas suportam arquivos de formatos diferentes como textos, fotos, áudios e vídeos. É por meio destes comunicadores que os usuários podem interagir instantaneamente com outros usuários em todo o mundo.

Por que fazer parte? Muitas pessoas ainda não participam das mídias sociais por questões de segurança. É importante lembrar que, quando se cria um perfil em qualquer plataforma, quem adiciona dados é o usuário, ou seja, você tem total liberdade para expor as informações que desejar sobre sua vida pessoal ou profissional.

O Mundo da Usinagem 35


tendênciAs e oportunidAdes Shutterstock

Segundo Erik Qualman, as mídias sociais fazem parte de uma mudança na forma pela qual a sociedade se comunica

Outros não aderem às plataformas de mídias sociais porque não veem necessidade de estar presente no espaço virtual. Em artigo publicado no website Mídia Social, Deborah Dubner, diretora da Cybermind Comunicação Interativa, explica que quem decide participar das mídias sociais passa por vários estágios. Primeiro, a pessoa passa pelo desconforto de não ter a menor ideia de qual tecla apertar; depois chega ao estágio em que encontra amigos, familiares e colegas de trabalho; e posteriormente descobre o que pode fazer, como se comunicar, ler coisas interessantes, compartilhar o seu mundo, ter novas ideias e fazer negócios. Deborah Dubner ainda indica no artigo que existe um quarto estágio para os participantes deste novo conceito digital, porém não são todos os usuários que chegam lá. É quando o usuário se sente em casa, familiarizado com as ferramentas e consegue explorar “o melhor dos mundos”. É quando a pessoa se diverte mais,

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cria, inventa, faz, refaz, compartilha, experimenta, arrisca e evolui.

Ver e ser visto Se você não quer ter o seu perfil pessoal nas novas mídias sociais, não se esqueça que, para a sua empresa ou para os seus serviços, é importante estar nelas, pois estas plataformas podem ser também importantes ferramentas de marketing.

Empresas de pequeno, médio e grande porte já estão atrelando blogs corporativos aos seus websites para se comunicar de forma mais direta e informal com seus clientes e fornecedores. Páginas e álbuns no Facebook e Flickr, além de perfis de empresas no Twitter, Orkut, LinkedIn e YouTube surgem a todo o momento, pois estas são consideradas ferramentas de marketing de baixo custo e poderosas armas de disseminação de conteúdo (informações nos formatos de texto, áudio e vídeo). Eduardo Marques, gerente de Projetos de Web da agência dBrain, explica que alguns cuidados devem ser tomados por empresas que atuam ou pretendem atuar nas redes digitais. “A abordagem deve seguir o padrão

Dados reais no mundo virtual Para se ter ideia da importância das mídias socias nos dias de hoje, confira no quadro abaixo algumas informações retiradas do livro Socialnomics: Como a Mídia Social Transforma o Jeito que Nós Vivemos e Fazemos Negócios, de Erik Qualman.  Mais de 50% da população mundial tem menos de 30 anos de idade  96% da geração Y (que compreende pessoas nascidas após o ano 1980) faz parte de alguma mídia social  As mídias sociais são atualmente a principal atividade da web  80% das companhias usam as mídias sociais para recrutamento de pessoas  34% dos usuários de blogs publicam suas opiniões sobre marcas e produtos


tendênciAs e oportunidAdes

Por dentro dos novos canais Veja abaixo algumas informações sobre as principais mídias sociais disponíveis no universo digital: Blogs: são ferramentas para a publicação de conteúdo (textos, imagens, áudios e vídeos), que permitem compartilhar pensamentos de forma fácil. Diversos sites oferecem o serviço de blogs: www.blogger.com; br.wordpress.org; www.typepad.com Facebook (www.facebook.com): mídia social de uso pessoal. Um perfil sobre cada usuário é criado e neste espaço é possível enviar e receber mensagens de outras pessoas, além de publicar imagens e vídeos. Também é possível criar páginas sobre empresas ou grupos. Flickr (www.flickr.com): website de hospedagem e compartilhamento de imagens fotográficas, e eventualmente de outros tipos de documentos gráficos, como desenhos e ilustrações. LinkedIn (www.linkedin.com): mídia social pessoal com o intuito exclusivo de criar e fortalecer contatos profissionais entre os usuários. Orkut (www.orkut.com): mídia social de uso pessoal (parecida e com os mesmos propósitos do Facebook). Grande parte de seus usuários encontra-se no Brasil. Twitter (www.twitter.com): mídia social e servidor para microblog que permite aos usuários enviar e ler atualizações pessoais e de empresas. A característica de microblog se deve ao fato de a plataforma permitir a postagem de textos compactos, com no máximo 140 caracteres. YouTube (www.youtube.com): mídia social que permite os usuários carregar e compartilhar vídeos em formato digital.

traçado para os outros veículos de comunicação da empresa. Manter a união do discurso é fundamental para que não haja duas identidades distintas”, esclarece Marques. O gerente ainda revela que a ‘personalidade’ da empresa é um fator importante para se ter boa atuação nas mídias sociais. “As estratégias de ação precisam ter em suas bases os valores de cada corporação”, informa. “Criar uma estrutura e um planejamento é essencial para se atuar em qualquer mídia”, adverte. Por meio das mídias sociais, além de as empresas poderem se aproximar de seu público e disseminar seus serviços ou produtos, gestores de Marketing ainda têm em mãos bons canais para entender o que os seus clientes (ou possíveis clientes) estão falando sobre a sua marca ou negócio: afinal, nestas mídias qualquer pessoa pode gerar propaganda espontânea – tanto positiva quanto negativa – para qualquer companhia.

Modismo ou necessidade? Erik Qualman, autor americano do bestseller ‘Socialnomics: Como a Mídia Social Transforma o Jeito que Nós Vivemos e Fazemos Negócios’, propõe uma discussão sobre este assunto em seu livro. A conclusão encontrada pelo autor é a seguinte: as mídias sociais não são modismo; elas fazem parte de uma mudança fundamental na forma em que a sociedade se comunica nos dias atuais. Pense nisso! Ana Carbonieri Jornalista

8 O Mundo da Usinagem


housepress

Você pode reciclar suas ferramentas usadas. Através do Projeto CRC, a Sandvik Coromant coleta a sucata de pastilhas e ferramentas de metal duro utilizadas por seus clientes, dando a elas a destinação correta e contribuindo para a conservação do meio ambiente. Entre em contato pelo e-mail comercial.coromant@sandvik.com ou fale com um Distribuidor Autorizado Sandvik Coromant em sua região. Conceito de Reciclagem Coromant. Adote esta idéia por um mundo melhor.

SANDVIK COROMANT DO BRASIL www.sandvik.coromant.com/br 0800 559698

www.sandvik.coromant.com/br


nossA pArcelA de responsAbilidAde

supOrTe para O ós, da Sandvik Coromant, sempre acreditamos na capacidade que o mercado tem de se reerguer. Por isso, durante a crise econômica mundial que marcou especialmente o ano de 2009, enquanto alguns segmentos do setor industrial apresentavam baixos níveis de crescimento, mantivemos nossa atuação presente em todos os setores para os quais trabalhamos – tanto em empresas de micro quanto de médio e grande porte. Isso porque acreditamos que sempre é possível aprimorar processos, elevar os índices de produtividade e reduzir custos operacionais. Na ocasião, nosso objetivo era mostrar que sempre é possível fazer diferente; sempre é possível melhorar. No entanto, no final do ano passado o cenário se transformou. Diversos segmentos da indústria começaram a registrar índices muito positivos, um crescimento que perdura até hoje. Já recuperadas, as empresas se deparam agora com outro desafio: o de se tornarem cada vez mais competitivas. O câmbio é outro fator que contribui para reforçar este cenário. Com o real valorizado, muitas indústrias passaram a importar produtos de outros países para serem utilizados em sua produção. Por sua vez, os fabricantes brasileiros procuram destacar-se para atender o mercado interno com seus produtos. Neste contexto, encontrar formas para obter melhorias nos processos 40 O Mundo da Usinagem

passou a ser uma necessidade para enfrentar a competição do mercado. Após todo o suporte que oferecemos durante o período de dificuldade, fomos requisitados para colocar em prática as indicações que havíamos sugerido, desenvolvendo projetos e estudando processos. Em meio à busca constante por melhores índices de produtividade, as empresas procuram fornecedores de confiança, que possuam know-how e tecnologia para desenvolver novas soluções para a produção – e foi isso o que fizemos. Para atender esta demanda, nossa equipe cresceu em 2010. Além disso, continuamos investindo na capacitação de nossos profissionais, seja com cursos de reciclagem, com treinamentos de conteúdo técnico ou palestras sobre particularidades da área de Vendas. Sabemos também que, para agregar competitividade, as soluções a serem implantadas dentro de uma fábrica não devem ser pontuais, limitando-se à troca de uma pastilha ou à melhoria de um processo isolado. A visão do vendedor deve ser abrangente e considerar todos os fatores envolvidos. É esta a estratégia de nossa equipe de Vendas. Com acompanhamento constante, nos prontificamos a solucionar as dificuldades do chão de fábrica e tornar os processos mais produtivos, sempre levando em consideração a produção como um todo. Mesmo durante os períodos

Fernando Favoretto

crescimento N

de instabilidade econômica, continuamos investindo no desenvolvimento de novas ferramentas para a indústria. Um exemplo é o evento CoroPak 10.2, que foi realizado na primeira semana de outubro, quando apresentamos ao mercado novas soluções de usinagem. Entre as muitas inovações, podemos citar a calculadora de usinagem para telefones iPhone e Android; as pastilhas na classe GC 1040 para fresamento; pastilhas ISO S para torneamento de superligas resistentes ao calor e titânio; pastilhas CoroThread 266 na geometria C para rosqueamento; e os suportes e pastilhas CoroMill 325 para turbilhonamento de roscas. Com uma estrutura baseada no acompanhamento constante ao cliente e com investimentos em novas soluções, esperamos encerrar 2010 com excelentes resultados. E para 2011 vislumbramos índices ainda melhores, pois com o crescimento da indústria, que será impulsionada pelos eventos esportivos dos próximos anos, teremos novas oportunidades para prosperar juntos!

José Edson Bernini Gerente Nacional de Vendas Sandvik Coromant


S ANDVIK COR OMANT

DISTRIBUIDORES ARWI Tel: 54 3026-8888 Caxias do Sul - RS

MAXVALE Tel: 12 3941-2902 São José dos Campos - SP

ATALANTA TOOLS Tel: 11 3837-9106 São Paulo - SP

MSC Tel: 92 3613-9117 Manaus - AM

COFAST Tel: 11 4997-1255 Santo André - SP

NEOPAQ Tel: 51 3527-1111 Novo Hamburgo - RS

COFECORT Tel: 16 3333-7700 Araraquara - SP

PRODUS Tel: 15 3225-3496 Sorocaba - SP

COMED Tel: 11 2442-7780 Guarulhos - SP

PS Tel: 14 3312-3312 Bauru - SP

CONSULTEC Tel: 51 3343-6666 Porto Alegre - RS

PS Tel: 44 3265-1600 Maringá - PR

COROFERGS Tel: 51 3337-1515 Porto Alegre - RS

PÉRSICO Tel: 19 3421-2182 Piracicaba - SP

CUTTING TOOLS Tel: 19 3243-0422 Campinas – SP

REPATRI Tel: 48 3433-4415 Criciúma - SC

DIRETHA Tel: 11 2063-0004 São Paulo - SP

SANDI Tel: 31 3295-5438 Belo Horizonte - MG

ESCÂNDIA Tel: 31 3295-7297 Belo Horizonte - MG

SINAFERRMAQ Tel: 71 3379-5653 Lauro de Freitas - BA

FERRAMETAL Tel: 85 3226-5400 Fortaleza - CE

TECNITOOLS Tel: 31 3295-2951 Belo Horizonte - MG

GALE Tel: 41 3339-2831 Curitiba - PR

THIJAN Tel: 47 3433-3939 Joinville - SC

GC Tel: 49 3522-0955 Joaçaba - SC

TOOLSET Tel: 21 2290-6397 Rio de Janeiro - RJ

HAILTOOLS Tel: 27 3320-6047 Vila Velha - ES

TRIGONAL Tel: 21 2270-4835 Rio de Janeiro - RJ

KAYMÃ Tel: 67 3321-3593 Campo Grande - MS

TUNGSFER Tel: 31 3825-3637 Ipatinga - MG

ANUNCIANTES NESTA EDIÇÃO O Mundo da Usinagem 72

Agie-charmilles . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 blaser . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .10 bucci . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .22 cosa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .23 deb´maq . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3ª capa dormer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .27 dynamach . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .21 ergomat . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11 haas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .13 hexagon . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .29 intertech . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .37

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machsystem . . . . . . . . . . . . . . . . . . .12

Durante todo o ano, a Sandvik Coromant oferece cursos específicos para os profissionais do mundo da usinagem. Acesse www.sandvik.coromant.com/br, na barra principal, clique em 'treinamento' e confira o Programa de Treinamento 2010. Você poderá participar de palestras e também de cursos in plant, ministrados dentro de sua empresa!

mitutoyo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .31 okuma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .9 romi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .33

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Smart ad 2010_Coropak 10-2_OMU.pdf

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Geometrias para torneamento de HRSA e titânio

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GC1040

As seis novas geometrias foram projetadas para lidar com profundidades de corte de 0.2 a 10 mm (0.008 - 0.393 COROTHREAD® 266 C-GEOMETRY polegadas) com grande controle de cavacos e baixa pressão da ferramenta. Quatro geometrias foram introduzidas para profundidades de corte pequenas a moderadas em aplicações CC6060 de desbaste leve ao acabamento. Duas geometrias mais robustas foram introduzidas para profundidades de corte maiores em desbaste ou desbaste leve.

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Classe de Sialon

CC6060

CoroMill® 325 Ferramentas para turbilhonamento de roscas

CoroThread® 266 geometria C

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