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Agrupamento de Escolas de Moure

Ano XII, n.º31

Fevereiro 2009

Mochilas escolares com peso a mais

Somos uma Escola Electrão A sua ajuda tem peso.

As crianças não devem transportar mais do que 10 por cento do seu peso ideal, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Acção de Recolha de

Resíduos de Equipamentos Eléctricos REEE e Electrónicos (REEE REEE) A Escola Electrão é um projecto da Amb3E, com o apoio do Ministério da Educação e da Agência Portuguesa do Ambiente, destinado às escolas do ensino básico (2.º e 3.º ciclos) e do ensino secundário que pretende sensibilizar e envolver professores, alunos, funcionários, pais e comunidade em geral, no esforço global da reciclagem e valorização dos equipamentos eléctricos e electrónicos em fim de vida. Esta Acção de Recolha de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (REEE) destina-se a premiar as escolas que depositarem a maior quantidade destes equipamentos em fim de vida, avaliada em quilogramas. Para tal, será colocado um Ponto Electrão nesta escola, para que sejam depositados, pela comunidade educativa, os equipamentos. O Ponto Electrão estará disponível de 20 a 27 de Março de 2009, neste estabelecimento de ensino.

pág. 11

Os vestígios de ADN e o trabalho de cientistas lançam nova luz sobre a vida e a morte desta ave desaparecida.

Ligue-se a esta causa. O Ambiente agradece. pág. 09

O reaparecimento do Dodó

pág. 12

Conflito na Faixa de Gaza entre Israel e o Hamas pág. 13

AMBIENTE

5.ºE participa na Edição da “Visão Júnior” de Março

Uma Árvore de Natal Ecológica pág. 03

Campanha de Recolha de Óleos Alimentares Usados pág. 06

Saúde e Ambiente na Escola: Desafios para o futuro! pág. 09

Escola Verde pág. 10

No passado dia 14 de Janeiro, na aula de Educação Visual e Tecnológica, estiveram duas colaboradoras da revista “Visão Júnior”, a fotógrafa Lucília e a sua colega Patrícia. Este acontecimento deu-se devido à turma do 5.º E ter participado num passatempo promovido pela revista, chamado “Quadros com Histórias”. O passatempo consistia em criar uma história a partir de um dos quadros indicados pela “Visão Júnior”. A turma do 5.º E escolheu o quadro Retrato de Henri Michel-Lévi, do pintor Edgar pág. 05 Degas.


02 Escola

O Mourinho

O MAGUSTO

“LEVANTA-TE E ACTUA - MOURE 2008”

O “Levanta-te e Actua” é uma iniciativa global que apela a que nos dias 17 e 19 de Outubro as pessoas se levantem, exigindo que os seus governos cumpram com as promessas de acabar com a pobreza extrema e que se alcancem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) até 2015. No dia 17 de Outubro, as turmas do 9.º ano fizeram um “LEVANTA-TE E ACTUA -Moure 2008” alguns alunos foram pelas salas ler o manifesto e no fim desta leitura os alunos levantaram-se, simbolicamente, contra a pobreza.

Inserido no Plano Anual de Actividades do Agrupamento, o “Magusto” foi promovido pelo pessoal não docente, tendo sido realizado no dia 11 de Novembro, em todos os estabelecimentos de educação e de ensino pertencentes ao Agrupamento. Em cada estabelecimento, o pessoal não docente, com a colaboração dos docentes, sensibilizaram as crianças e os alunos para participarem na actividade colaborando com castanhas. No dia do magusto coube a cada Auxiliar de Acção Educativa, de cada estabelecimento de educação e de ensino, deslocar-se à escola sede do Agrupamento para fazer o levantamento das castanhas assadas e das bebidas. Na escola sede, o magusto foi realizado no espaço da cantina, durante o intervalo mais longo da manhã, com a colaboração de todos os docentes e não docentes. Mais uma vez se comemorou esta data com castanhas e… sumo. A Auxiliar de Acção Educativa, Luísa Silva

No dia 7 de Novembro comemorou-se, no Jardim de Infância de Nevogilde, a Festa da Castanha que contou com a presença de pais e amigos das crianças. Foi realizada uma pequena festa onde as crianças cantaram, disseram poesias, provérbios e adivinhas alusivas à época e encenaram um conto musical. Para manter a tradição “acesa” fez-se uma fogueira onde se assaram as castanhas. A manhã terminou com um almoço-convívio entre todos os presentes.

Workshop promovido pelo CEF1 No dia 17 de Dezembro de 2008, realizou-se mais uma actividade do Curso de Educação e Formação de Instalação e Operação de Sistemas Informáticos, Workshop. Esta iniciativa esteve aberta à comunidade escolar, onde todos os outros alunos tiveram oportunidade de realizar actividades relacionadas com as diversas disciplinas deste curso de Educação e Formação, podendo, com ela, dar a conhecer em que consiste o curso e o que lá se faz.

JI de Nevogilde

Geografia, 9.º ano

Quentes e boas No dia 11 de Novembro de 2008, dia de S. Martinho, realizamos o nosso magusto. No dia anterior, com os pacotes de leite vazios, fizemos as nossas caixinhas para colocar as castanhas que recebemos hoje. Os pacotes foram embelezados com papel de crepe, revista, jornal, castanhas pintadas e folhas secas. Começámos o dia com a leitura da Lenda de S. Martinho (fotocópia). Em seguida, vimos um filme relacionado com o tema, em PowerPoint, na biblioteca da escola. Eram dez horas e trinta minutos, quando nos dirigimos para o campo de futebol, no qual fizemos uma grande roda, pois éramos 150 alunos com as professoras e auxiliares e cantámos canções alusivas ao magusto e às castanhas. As Auxiliares de Acção Educativa puseram camadas de pruma e castanhas para se fazer a tão falada fogueira tradicional, nos magustos, onde se assam as gostosas e suculentas castanhas. Como éramos muitos, organizamo-nos em filas, e as professoras e auxiliares distribuíram castanhas e sumo de laranja. No fim de saborearmos as castanhas, fomos à fogueira esfregar as mãos na cinza, e divertimo-nos a enfarruscar uns aos outros, mesmo a algumas professoras. As professoras tiraram algumas fotos para mais tarde recordarmos esta manhã tão bem passada. Adorámos este dia, pois convivemos todos com muita animação, reinação e partilha, não deixando que algumas tradições e costumes sejam esquecidos de geração em geração.

Há festa na escola (Música Apita o Comboio) 1.Caem as castanhas Lá no castanheiro Corro a apanhá-las Não gasto dinheiro Refrão - Castanhas quentinhas Que boas que são Cuidado meninos Não queimem a mão 2.Olha o S. Martinho De sol a espreitar Uma fogueirinha Toca a festejar Refrão - (...) 3.Que lindas que são Ao lume estalar Vamos lá meninos Vamos lá provar

Estas actividades consistiram na realização de jogos matemáticos e de Inglês, na montagem de um computador e a realização de tarefas experimentais. Além disso os participantes tiveram, o prazer de degustar de bolo de chocolate feito, por eles, no microondas. Como prémio de participação, foi-lhes dada uma t-shirt e caneta alusiva ao curso que organizou este Workshop. Foi uma actividade muito participada por alunos de outras turmas. Num pequeno intervalo realizou-se uma palestra sobre “Problemas Visuais -detecção e tratamento”, organizada pela professora de Física e Química, Ana Paula Francisco, com a colaboração do Dr. Agostinho da Óptica Minho Visão. Alunos da Turma CEF1

Plano Nacional de Leitura Mãe da Rita Sousa Cunha lê para a turma uma história.

Atendendo à importância que a leitura assume no processo de desenvolvimento infantil, os pais, encarregados de educação, avós e outras pessoas da comunidade, são convidados a vir, mensalmente, ao Jardim de Infância de Carreiras Santiago, para lerem uma história às crianças. Após a leitura da história as crianças fazem a sua exploração.

Refrão - (...) 4ºA , EB1/JI de Moure

JI de Carreiras S. Tiago


Escola 03

O Mourinho

Corta-mato interno escolar Agrupamento de Escolas de Moure No âmbito do projecto da actividade do Desporto Escolar/ Educação Física, dando cumprimento ao Plano Anual de Actividades, realizou-se, mais uma vez, o corta-mato interno. Esta actividade foi alargada às Escolas do Agrupamento do 1º Ciclo, nomeadamente Carreiras de São Miguel e de São Tiago, Freiriz, Moure e Parada de Gatim com um total de 114 inscrições. Também participaram alunos do 2º e 3º Ciclos e CEFs, com um total de 260 inscrições. A prova decorreu no dia 20 de Novembro de 2008 entre 10h 15min e as 12h 30min. Este evento teve a colaboração, no que diz respeito ao apoio logístico, do CEF2, tendo as entrevistas e fotos ficado a cargo do CEF1. Contou-se com a presença da atleta Aurora Cunha que participou activamente, correndo com alguns alunos do 1º Ciclo, incentivando deste modo todos os

participantes, demonstrando o quão salutar é a prática desportiva e a importância de começar o mais jovem possível. No final, subiram ao podium os atletas vencedores, recebendo a tão esperada medalha e o respectivo diploma de participação. Nesse momento, a atleta distribuiu entusiasticamente postais e autógrafos. Após o canto do Hino Nacional, realizou-se um lanche convívio para os atletas. A organização desta actividade agradece a colaboração, já habitual, da Cruz Vermelha de Prado; a presença da atleta Aurora Cunha; o empenho dos colegas do 1º Ciclo, que acompanharam os alunos e o respectivo colega da actividade física, assim como a toda comunidade educativa da Escola Básica 2,3 Professor Amaro Arantes, que acompanhou na íntegra a actividade, uma vez que a escola fez uma interrupção total para que, desta forma, houvesse uma envolvência completa de todos (atletas e público).

ALTA COMPETIÇÃO No dia 20 de Novembro, às 10 horas da manhã todos os alunos deste Estabelecimento de Ensino foram à Escola Básica 2,3 para participar na prova Atletismo Corta-mato. Nesta prova participaram os alunos de todos os anos da EB 2,3 e todos os alunos do terceiro e quarto anos da EB1 de Moure. Todos os alunos deram o seu melhor na participação da prova. Houve vencedores entre os alunos da Escola Básica 2,3, assim como os alunos: Alfredo Faustino Cabello Fernandes, Sara Fernandes Rodrigues e Marta Cristina Alves Silva da EB1/JI de Moure, do quarto ano da turma E.

Estes alunos foram os três primeiros classificados. A prova decorreu bem e viemos contentes e felizes para a escola pelo contributo da nossa participação. Turma E, 3.º e 4.º anos

CEF 1

EB1/JI de Moure

VISITA DE ESTUDO No dia 21 de Novembro, às três horas da tarde, os alunos da turma CEF2 do curso de Electricidade e Instalações, de Moure, acompanhados por três professores, foram visitar o salão Serma, em Vila Verde. Ouvimos duas palestras: uma sobre Biodiesel, proferida pelo Dr. Pedro Machado (Braval), e outra sobre Biomassa, que contou com os esclarecimentos do Dr. José

Uma Árvore de Natal Ecológica

Carlos Teixeira, da Universidade do Minho. Esta visita teve por finalidade a promoção de competências que habilitem os alunos a agir conscientemente em situações concretas; a preparação para a complexidade de contextos reais de trabalho e a sensibilização para a necessidade da utilização das energias limpas e renováveis. CEF2

Este ano, nós, os alunos da EB1/JI de Moure, resolvemos fazer uma árvore de Natal, reutilizando rolos de papel higiénico, pacotes de leite, canas de bambu e jornais. Começou-se por agrafar rolos formando filas em altura, pôs-se dentro jornais amassados e as canas. Todas as turmas colaboraram na sua realização, quer agrafando rolos, amassando jornais, quer fazendo enfeites com os pacotes de leite. Pintou-se a árvore com spray dourado, colocaram-se as estrelas e as flores a enfeitar e no cimo um Pai Natal também feito com materiais reciclados. Com tudo isto provámos que com desperdícios podemos fazer coisas bonitas. Gostámos muito de participar e a nossa árvore ecológica ficou um espectáculo! Marta Oliveira, 3.ºD EB1/JI de Moure

Educação Ambiental é mote para o Presépio de Natal Este ano, o presépio da nossa escola foi construído a partir da reutilização de materiais. Todas as turmas dos 5.º e 6.º anos colaboraram na realização do presépio no âmbito da disciplina de Educação Visual e Tecnológica. A execução do presépio partiu do aproveitamento de elementos de outros presépios de anos lectivos anteriores, tendo sido apenas revestidos com desperdícios de materiais. O cenário foi também realizado pelos alunos partindo de outros já existentes. Os objectivos, para além de sinalizar a quadra natalícia, foram construir reutilizando materiais e educar para o respeito e preservação do Ambiente.

Grupo disciplinar de EVT


04 Escola

O Mourinho

A Nossa Festa de Natal O encerramento das actividades lectivas do primeiro período, culminou com a festa de Natal na EB2,3 Professor Amaro Arantes. Decorreu num ambiente festivo de alegria e partilha com a apresentação de uma festa. Contou com a participação dos alunos, dos Professores das Actividades Curriculares e Extras-curriculares, das Auxiliares de Acção Educativa, dos Encarregados de Educação e dos familiares dos alunos. Esta actividade promoveu o convívio entre a família e comunidade educativa e fortaleceu a relação entre a família e a escola. Foi importante para o desenvolvimento da criatividade, auto-estima e intregação de todos. Turma E, 3.º e 4.º anos EB1/JI de Moure

Os minerais vieram à escola “Dia dos Reis”

A Feira de Minerais promovida pelo grupo disciplinar de Ciências Naturais, com a colaboração da Geotejo, decorreu, mais uma vez, na nossa escola nos dias 16 e 17 de Dezembro. Muitos alunos, pessoal docente e não docente visitaram a feira com muito interesse e entusiasmo diante da beleza dos minerais e objectos construídos com eles. A antiguidade dos fósseis expostos também surpreendeu muitos. Os baixos preços dos produtos foram convidativos para a aquisição de objectos para oferta no Natal, que estava próximo.

Prof.ª Tânia Santana

O Pai Natal chegou!... No dia 22 de Dezembro o Pai Natal foi ao Jardim de Infância de Nevogilde e as crianças fizeram uma festa para o receber. Entoaram canções, disseram rimas, adivinhas, poesias e dançaram “A Primeira Serenata Nocturna de Mozart”. As mães também participaram na festa dançando e cantando algumas canções natalícias. A manhã terminou com um almoço-convívio entre todos os presentes. JI de Nevogilde

Algumas das adivinhas que as crianças fizeram: Qual é a coisa, qual é ela que é verde dá para decorar e faz-se no Natal? (Rita)

No dia 6 de Janeiro de 2009, Dia de Reis, eu e os alunos da EB1/JI de Moure fomos cantar os Reis pela freguesia de Moure. Os espaços que nós visitamos foram: os Móveis da Avenida, o Restaurante Eucalipto, o Restaurante Água na Boca, a Papelaria e Snack Bar do Eucalipto, o BPI, a Caixa de Crédito Agricola, a Papelaria da Elizabete e a Pastelaria Pérola de Venezuela. O dinheiro que nos deram vai ser para comprarmos uma fotocopiadora para a nossa escola que bem precisa! Este dia de Reis foi muito divertido! Emanuel Cunha, 2.ºC EB1/JI de Moure

“Cantar os Reis” O Jardim de Infância convidou a comunidade a deslocar-se à escola para ouvir e… também cantar.

Qual é a coisa, qual é ela que os Reis Magos viram no céu e era amarela? (Isaura) Quem é, quem é o menino especial que nasceu numa cabaninha em palhas deitado? (Hugo) Quem são, quem são vieram de muito longe para ver o menino Jesus e levaram presentes? (Pedro) Quem é, quem é que tem asas e foi anunciar à Maria que ia ter um bebé? (Margarida)

A tradição do cantar dos Reis manteve-se neste jardim mas de uma forma diferente. A comunidade foi convidada a ir à escola ouvir as crianças a cantar. Pais, avós, familiares e até os utentes do Lar do Centro Social, marcaram presença e também nos presentearam com os seus cantares. Esta iniciativa foi elogiada pelos presentes e ficou no ar a promessa de, para o ano, se formar um grupo de pais/familiares para cantar os Reis. JI da Lage Ilustração: Marisa, 1.ºano EB1 de Moure


Escola 05

O Mourinho

Desafio Mensal já tem local para entrega de respostas

5.º E participa na Edição da “Visão Júnior” de Março No passado dia 14 de Janeiro, na aula de Educação Visual e Tecnológica, estiveram duas colaboradoras da revista “Visão Júnior”, a fotógrafa Lucília e a sua colega Patrícia. Este acontecimento deu-se devido à turma do 5.º E ter participado num passatempo promovido pela revista, chamado “Quadros com Histórias”. O passatempo consistia em criar uma história a partir de um dos quadros indicados pela “Visão Júnior”. A turma do 5.º E escolheu o quadro Retrato de Henri Michel-Lévi, do pintor Edgar Degas. Enquanto a fotógrafa, Lucília, não chegava, devido a ter-se enganado na escola, a Patrícia foi explicando como funcionava a redacção da revista, como escolhiam os assuntos/ temas, como era feita a paginação e como chegava ao mercado. Também explicou que a “Visão Júnior” é considerada “filha” da revista semanal, para adultos, chamada “Visão”. Logo que a fotógrafa chegou, os alunos deslocaram-se ao jardim da escola para tirar a fotografia da turma. Depois de várias fotos, os alunos deslocaram-se novamente à sala de aula para se despedirem das senhoras.

Como presente os alunos receberam uma edição da revista “Visão Júnior”. Espera-se que as pessoas comprem, em Março, a edição da revista “Visão Júnior”, para assim lerem a história criada por estes alunos.

Fábio Cunha, 5.ºE

Agora já podes fazer a entrega da resposta ao Desafio Mensal no painel que se encontra junto à vitrina onde mensalmente se afixa o desafio. Basta escolheres a mochila que corresponde ao ciclo que frequentas e colocar a resposta no seu interior. Este fantástico painel é da autoria do professor Carlos Marques que gentilmente se disponibilizou para criar uma solução que permitisse colocar as respostas e, ao mesmo tempo, ajudasse a motivar os alunos para a participação nesta actividade. Também é possível consultares o Desafio Mensal bem como as classificações obtidas e a solução dos desafios no Mourinho on-line. Se preferires podes entregar a resposta usando esta via, registando-a na secção “comentários”, não esquecendo de te identificares. No primeiro período, a vencedora do 2.º ciclo foi a aluna Sara Pereira do 5.ºA e a vencedora do 3.º ciclo foi a aluna Matilde Gomes do 8.ºD. A ambas foi já entregue o merecido prémio. Agora é a tua vez, participa no desafio mensalmente e, além de te habilitares a um prémio no final de cada período, estás a desenvolver competências no âmbito da Matemática. Prof. ª Cristina Martins

“Uma Casa Portuguesa…Com Certeza” Os formandos dos cursos EFA da Escola Básica 2,3 Professor Amaro Arantes assistiram à peça de teatro “Uma Casa Portuguesa…Com Certeza”, no âmbito dos Núcleos Geradores “Equipamentos e Sistemas Técnicos” e “Direitos e Deveres”, levada à cena pelos formandos do curso EFA-Nível Secundário da Escola Básica Frei Caetano Brandão. Esta actividade realizou-se no passado dia 16 de Janeiro, no salão nobre do Colégio de São Caetano, em Braga. Os formandos do EFA-Secundário

Grupo/Equipa de Badminton soma e segue O Grupo/Equipa de Badminton tem vindo a somar pontos no quadro competitivo do Desporto Escolar. Este grupo tem dado continuidade aos bons resultados alcançados nos anos anteriores, tendo obtido, neste ano lectivo, no Torneio de Abertura (Diagnóstico), os melhores resultados a nível regional. Neste momento, o grupo encontra-se a participar no calendário de jogos, tendo efectuado uma deslocação à EB 2,3 de Palmeira, onde obteve o 2º lugar de Equipas Pares (misto), o 3º lugar em Pares Masculinos e o 5º lugar em Pares

Femininos. O número de alunos inscritos nesta modalidade tem vindo a aumentar ao longo dos três anos de existência, contando neste ano com 25 alunos inscritos no escalão Iniciados-Misto. Pretende-se expandir, ainda mais, a prática desta modalidade no meio escolar, assim como fomentar o espírito competitivo, o convívio entre os vários Grupos/Equipas das várias escolas e o fair-play. Parabéns aos alunos do Grupo/Equipa de Badminton pelos resultados obtidos!

Visita à Braval Os formandos do curso EFA-B3 da Escola Básica 2,3 Professor Amaro Arantes realizaram uma visita de estudo à Braval, no âmbito do tema de vida “Ambiente”. Esta actividade decorreu no passado dia 17 de Janeiro. Nesta visita, os formandos tiveram oportunidade de verificar “in loco” a importância dos diferentes processos de tratamento de resíduos, demonstrando preocupação no que respeita à protecção do meio ambiente. Houve bastante interesse e empenho da parte dos participantes.

Os formandos do EFA-B3

“Fevereiro afoga mãe no ribeiro.”

Prof. Alberto Gonçalves


06 Escola

O Mourinho

Campanha de Recolha de Óleos Alimentares Usados Os alunos do 7.ºD, no âmbito da Área de Projecto estão a desenvolver o tema “Recolha e Reciclagem de Óleos Alimentares Usados”. Este projecto visa promover, na comunidade em geral, comportamentos amigos do ambiente, através do reaproveitamento do óleo alimentar já usado. Ao despejar os óleos alimentares usados, na rede pública, pelo lava-loiças, está-se a provocar graves problemas ao ambiente, nomeadamente na poluição dos solos e das águas dos rios. Devido ao facto dos óleos alimentares serem gorduras, entopem os esgotos e da colectores municipais e obstruem os o i a. c ní olh filtros existentes nas ETARs (Estações i o ec de Tratamento de Água Residuais) o a de r t n tornando-se um impedimento para o te ha a n seu bom funcionamento. ca a

Fi amp c

O que podemos fazer? Podemos minimizar este problema recolhendo os óleos alimentares usados em casa e trazê-los para a escola. Este óleo recolhido será depois encaminhado para o Centro de Recepção – Braval, que o enviará para as fábricas onde serão posteriormente reciclados e transformados em sabão e biodiesel (combustível biológico).

Junta-te a esta causa, guardando desde já o óleo usado. O Ambiente agradece. Sérgio, 7.ºD Clube de Jornalismo

MUSEU VIVO NA ESCOLA

O projecto “Museu Vivo na Escola” pretende ser um espaço de convívio e diálogo entre gerações, visando reconstituir vivências de um quotidiano marcadamente rural das gentes desta região, ao longo do século passado, capaz de proporcionar aos nossos alunos um conhecimento mais aprofundado das suas raízes e do seu património histórico-cultural. Inserido no Plano Anual de Actividades, o “Museu Vivo na Escola” procura assumir-se como um processo dinâmico que privilegia o contacto e manuseamento com utensílios e artefactos de antigamente, permitindo assim que todas as pessoas, e, especialmente os alunos, conheçam melhor o seu funcionamento. Reviver fragmentos de um quotidiano não muito distante, recriando várias

modalidades de jogos tradicionais com participantes de todas as idades, é um modo sadio de descobrir novas formas de ocupação de tempos livres e estimular a prática do exercício físico com evidentes benefícios para o desenvolvimento da motricidade e destrezas manuais, promovendo, ao mesmo tempo, uma socialização que eleve a auto-estima e consolide os laços afectivos dos mais novos com os adultos e de todos com a escola. As peças que recolhemos já nos permitem organizar os espaços do MUSEU por áreas temáticas, como: comunicação, lazer, dinheiro (notas e moedas), vestuário, alfaias agrícolas, decoração do lar, etc. Continuamos a recolha de utensílios, pelo que, apelamos à colaboração de todos os membros da comunidade para que façam as suas ofertas visando o enriquecimento do nosso Museu. Agradecimento à Cerâmica “O Francês” O Conselho Executivo do Agrupamento vem mais uma vez agradecer à Cerâmica “O Francês” e com especial apreço à D.Goretti, gerente da empresa, pela oferta de barro para utilização no CAIP de Cerâmica e no desenvolvimento de outros trabalhos e projectos a nível de escola.

O Coordenador do Projecto Prof. Carlos Marques

JornalEco O Jardim de Infância da Lage lançou a edição inaugural do seu jornal. Intitula-se “JornalEco” e conta com a colaboração dos pais e Encarregados de Educação na recolha de notícias e temas importantes que pretendem ver divulgados. A ideia deste jornal surgiu no âmbito do Projecto Curricular “Os Meios de Comunicação”, comum a todos os Jardins de Infância deste Agrupamento, para este ano lectivo. Desta forma, o Jardim de Infância da Lage pretende veicular a importância dos meios de comunicação, aliada à divulgação do trabalho realizado neste jardim. Na entrada do Jardim de Infância existe uma Caixa de Correio, construída pelas crianças, onde os pais deixam as suas notícias. Nesta edição inaugural, as educadoras apresentam as instalações e os grupos das 4 salas que os constituem, falam da importância das crianças frequentarem o Jardim de Infância e mostram algum do trabalho já realizado. Apresenta também alguns artigos dos mais variados temas recolhidos junto dos pais. A paginação e impressão deste jornal ficaram a cargo de uma encarregada de educação que, gentilmente, se ofereceu para o fazer e a quem desde já agradecemos. JI da Lage

A dinâmica da Biblioteca Escolar “Os livros são a roupa que nos veste por dentro” Manuel António Pina Uma biblioteca só é importante na medida em que é importante para cada um de nós. Ninguém impõe uma biblioteca como não se impõe a leitura: “O verbo ler não suporta o imperativo” (Pennac, 1998). Segundo o Manifesto da Biblioteca Escolar da IFLA/UNESCO a “biblioteca escolar disponibiliza serviços de aprendizagem, livros e recursos que permitem a todos os membros da comunidade escolar tornarem-se pensadores críticos e utilizadores efectivos da informação em todos os suportes e meios de comunicação.” Assim, é nosso papel de educadores possuir uma biblioteca com serviços de excelência, servir com rigor os nossos utilizadores, corresponder às suas necessidades de informação para cumprir o currículo ou às suas buscas no lazer sadio e responsável. Uma biblioteca onde todos os suportes de informação estejam presentes e em que toda a informação disponibilizada é de qualidade, actual e pertinente.

A nossa BE em números No final do 1.º período a equipa da BE realizou um estudo estatístico do recurso aos serviços e documentação da BE por parte dos utilizadores da escola sede e pode apresentar dados que são reveladores do uso apurado dos seus serviços. Os dados reportam-se a registos da própria biblioteca. O quadro abaixo ilustra o número médio de utilizadores nas diferentes zonas funcionais. O cálculo foi feito com base no registo, a diferentes horas do dia, do número de alunos em presença nas respectivas zonas funcionais.

Os gráficos a seguir representam os diferentes usos da BE ao longo do 1.º período de actividade.

Fig.1 - Ilustra o número de requisições de materiais para as salas de aula da escola sede por todos os níveis

Fig.2 - lustra o número de requisições realizadas pelos alunos aos diversos equipamentos. Um total de 1805

de escolaridade, num total de 209 movimentos.

requisições de equipamentos.

Salienta-se o uso dos computadores que serviu sensivelmente o triplo do número de alunos da escola sede. O empréstimo domiciliário alcançou os 586 títulos. Ao longo do período registamos a actividade dos monitores da BE e dos seus AgentesPNL00. Das actividades realizadas – recepção aos alunos do 5.º ano; visitas guiadas aos alunos do 6.º ano; exposição sobre o dia internacional das BE com a participação de crianças e alunos de todo o agrupamento; criação de documentos de orientação

“Ao Fevereiro e ao rapaz, perdoa tudo quanto faz.”

à realização de trabalhos escritos; Leitor Espião; a caixa de sugestões; a hora do conto para alunos do 5º ano; Halloween; sessões de cinema; a criação do blog (notasdeleituralp.wordpress.com) entre outras de catalogação e reorganização dos espaços - temos também alguns registos fotográficos que queremos partilhar com todos os leitores. Votos de Boas Leituras em 2009. A Coordenadora da Biblioteca Escolar Prof.ª Filomena Alves


Páginas Soltas 07

O Mourinho

Quadros com Histórias

Letters to a friend Moure, Vila Verde Ribeira 17th October 2008 Dear friend, I´m a 12-year-old Portuguese girl from Lage, a village of houses and green fields in the North of Portugal. I´m a student at Professor Amaro Arantes School. I don´t have a favourite subject. I like them all. I´m much interested in music and sports. My favourite colours are pink and purple. I´ve got a small family - my parents and me. My father, Carlos, is a flower seller and my mother, Conceição, is a waitress. They have got thirty-eight years old. My parents are very important to me. I´m very keen on sport, painting, dancing and music. I also love going to the beach. On Saturdays I go to catechesis. After that I study or go for a walk. My best friends are my parents, my neighbour, Rosa Maria, and my cousin Rafaela. My dream is to be a doctor. Kisses, Carla Isabel Moure, Vila Verde Ribeira 17th October 2008 Dear friend, I’m a 12-year-old Portuguese girl from Lage, a small village of houses and green fields in the North of Portugal. I’m a student at Professor Amaro Arantes School. I don’t have favourite subjects because I like them all. I’m interested in literature, friendship and sports. I´ve got a small family – only one sister, Ana Catarina. She is 7 years old. My mother, Fernanda, is a housewife. She is 39 years old. My father, José, works in Luxembourg. He is 44 years old. They’re all very important to me. My hobbies are watching TV, reading, playing computer games and cycling. I´ve got some good friends at school, Ana Sofia and Eduarda. Oh! I’ve also got another friend, my cat Ruca. Kisses,

A Aldeia Colorida Num dia de Verão, quando o sol brilhava no céu, capela da Aldeia Colorida que se situava Julieta uma moça de cabelos louros e de olhos azuis, no Alto Minho. Romeu e Julieta foram levados num carro de bois, mais azuis que o céu dava, dava um passeio pelo seu acompanhados por uma banda de jardim. Quando de repente… Zás, tropeçou numa pedra música e percorreram caminhos da de cor branca e caiu no caminho da sua casa verde e aldeia, ladeados por campos azul. verdejantes, até chegar à capela. Deu por si, estava adormecida nos braços de um Julieta levava um lindo vestido branco, lindo rapaz com cabelo preto e com os olhos pretos, bordado à mão e um véu cheio de mais pretos que o carvão e que brilhavam como uma vidrinhos que brilhavam imenso. Na estrela no céu num dia de Verão! mão, segurava um belo ramo de flores Julieta para lhe agradecer deu-lhe um beijo no rosto, de laranjeira que deixavam um rasto de corou e saiu de rompante. Romeu, era o nome do perfume intenso! rapaz que a tinha amparado na queda, correu atrás Romeu, esse, vestia um fato que tinha dela mas, Julieta fechou a porta de cor castanha, atrás sido do seu avô e do seu pai. Calçava de si. umas luvas brancas e na cabeça levava Algum tempo depois, Romeu, foi à casa verde e azul um belo chapéu preto, comprado nas mas Julieta não o atendeu. Enquanto isso, Julieta só Feiras de Ponte de Lima. pensava em Romeu, não o conseguia esquecer, todas Na porta da capela tinha sido colocado, as noites tinha sonhos cor-de-rosa! como era tradição na aldeia, um grande Um dia, cheio de saudades, Romeu, furioso entrou arco feito em papel, que mais parecia pela pequena porta castanha da frente da casa um arco-íris desenhado no céu. verde e azul, de Julieta. Foi então, que percebeu Julieta estava acompanhada dos seus que Julieta vivia sozinha e que não tinha pais. Casamento na aldeia de Sarah Afonso padrinhos de baptismo e dos meninos Num gesto rápido, pegou-lhe na mão e pediu-a em casamento. Colocou-lhe no dedo anelar, um velho anel, que já das alianças. Romeu, por sua vez, levava com ele os padrinhos de tinha sido usado pela sua avó e depois pela sua mãe e que agora, baptismo e a sua irmã. Casaram e trocaram-se juras de amor eterno. com grande honra, seria de Julieta. Julieta aceitou encantada e deuForam felizes, na casa verde e azul, na Aldeia Colorida. -lhe um beijo nos seus lábios encarnados e suaves. No dia 24 de Dezembro, chegou o grande dia, o casamento, na Ana, Andreia, Daniela, Daniel Simões e Eva - 5.º E

Smith e a sua “boneca”

Tânia Moure, Vila Verde Ribeira 17th October 2008 Dear friend, I am a 12-year-old Indian girl from Calcutta, a large city of houses and shopping centres. I’m a student at Moure. My favourite subjects are History, Geography, and Science. I‘m not very good at Maths and French. I’ve got a small family – only one brother, Aditya. My mother is a housewife and my father is a salesman. They’re all very important to me. I’m not very keen on sport. I sometimes play computer games, watch TV, ride my bike and help my parents. I’ve also got good friends at school, Carla and Tânia. Best wishes Aparajita

Olhar para um quadro e a partir do que vemos imaginar uma história, é divertido, ainda mais se for em grupo! Foi o que a nossa turma, 5.º E, fez nas aulas de EVT. Ficamos a conhecer alguns pintores dos séc. XIX- XX e contemporâneos, portugueses e estrangeiros, entre eles, Paula Rego, Sarah Afonso, Edgar Degas. Fica aqui as histórias construídas. Experimenta, também tu, criar histórias a partir de quadros de pintores teus conhecidos.

7.º E

Há muitos, muitos anos, viveu um senhor chamado António Smith. Era um homem muito rico, famoso e costumava vestir-se sempre com fato preto e camisa branca. Tinha sido um grande empresário de lacticínios no Norte da Inglaterra. Smith era casado com uma jovem, muito bela, chamada Luísa. Costumava vestir-se com lindos vestidos e chapéus dourados como o ouro. Era uma senhora encantadora, mas de saúde muito débil. Alguns anos depois de casados, D. Luísa adoeceu. Tinha um problema grave no coração, que não tinha cura. Smith gastou milhares e milhares de dólares em médicos e medicamentos para a salvar, mas de nada valeu. D. Luísa acabou por falecer, um dia, enquanto cuidava das suas belas plantas no jardim. Morreu como um sopro de passarinho. Muito tempo depois da morte da sua amada, Smith ainda se sentia muito triste e só. Então, um dia, resolveu construir uma boneca igual à amada e vestiu-a com as roupas de D. Luísa. Criou um compartimento secreto, ao lado do quarto, para guardar a boneca. Este era pequeno, apenas com uns poucos metros quadrados. Pintou as paredes com momentos passados com D. Luísa. Guardava a “boneca” numa caixa em madeira, fechada com um aloquete feito em ouro e que só era aberto com um código. Sempre que Smith sentia saudades da sua amada, retirava o móvel do seu quarto que permitia esconder a passagem secreta para o compartimento. Tirava a “boneca” da caixa e algumas fotografias e, colocado a um canto, ficava horas e horas a fio a reviver todos aqueles momentos. Assim viveu muitos anos. Sempre que se sentia infeliz e com saudades refugiava-se no seu esconderijo secreto. Mas, um dia, o seu coração também não aguentou de tanta saudade! Smith acabou por falecer nos braços de D. Luísa.

André, Cristiana, Daniel Costa, Elisabete e Fábio - 5.º E

SONHEI COM A ESCOLA Sonhei que era linda Com cores a brincar Com cadeiras novas Para eu me sentar.

“O meu nome em poesia”

A NEVE

Havia um jardim Com lindos canteiros E eu a brincar Com os meus companheiros. Quando acordei Corri a saltar De mochila às costas Ansioso de chegar.

A neve é branca É branca como o leite, É branca como tudo Só é pena vir o Sol Para derreter tudo! Patrícia, 5.º E

Rafaela é o meu nome A escrever eu estou Faço bonitas poesias A falar da amizade Esta poesia vai acabar Lembro que sempre devem Amar e respeitar. Rafaela Marques, 2.º C EB1/JI de Moure

Fábio, 5.º E

Retrato de Henri Michel-Lévi de Edgar Degas

Primeiro dia de aulas No primeiro dia de regresso à escola, 15 de Setembro de 2008, houve beijinhos e abraços e muitas novidades para contar. As professoras apresentaram-se e cada turma seguiu para a sua sala. Depois, os meninos que estavam pela primeira vez no primeiro ano foram apadrinhados por nós, alunos do 2.º ano, no espaço coberto do recreio. Nós fizemos um juramento de protecção, no qual prometemos ajudar o nosso afilhado na sua vida escolar e os alunos foram baptizados com água e tudo! Mostramos-lhes os diferentes espaços da escola e explicamos-lhes como tudo, ou quase tudo, funciona. Foi muito divertido! 2.º C, EB1/JI de Moure


08 Projecto

O Mourinho

Dia Mundial da Alimentação No dia em que o Mundo dedicou especial atenção à alimentação, também a nossa escola, no passado dia 16 de Outubro, se associou para assinalar esta data. Os professores do Projecto Educação para a Sexualidade e Promoção de Saúde em Meio Escolar promoveram uma Sessão de Esclarecimento para os alunos da EB 2,3 e da EB1 de Moure e realizaram, com o contributo dos alunos e dos professores de Ciências Naturais, uma Roda de Alimentos ao vivo. Esta iniciativa contou, mais uma vez, com a presença da nutricionista, Sónia Azevedo e da enfermeira, Mª do Céu Morais, do Centro de Saúde de Vila Verde. O Clube de Jornalismo também esteve presente e sensibilizados com esta problemática da Educação Alimentar, resolveu questionar a nutricionista, Sónia Azevedo.

às vezes podemos escolher alimentos correctos, não estando estes em boas condições. Portanto, devemos optar por alimentos certos, para nos fornecer os nutrientes necessários, e na quantidade recomendada. “O Mourinho”: Qual a sua opinião sobre o crescente número de casos de obesidade? Nutricionista: É assim, se nós soubéssemos exactamente a causa deste problema, provavelmente já o teríamos resolvido. No entanto, podem ser vários os factores responsáveis pelo despoletar da obesidade. Pensa-se que estão incluídas causas genéticas, portanto hereditárias; hábitos das pessoas; o ambiente em que vivem e os hábitos alimentares adoptados na infância. Não existe uma causa certa, única e exclusiva para este problema. São uma série de causas, uma série de factores que podem ajudar a explicar esta realidade, que segundo os números da Organização Mundial de Saúde têm, realmente, vindo a crescer. “O Mourinho”: Quais as suas consequências? Nutricionista: As consequências da obesidade, ter peso a mais, ou seja, ter um teor de massa gorda superior ao que é desejável para o nosso corpo, pode provocar outro tipo de doenças, tais como a diabetes, hipertensão, problemas ósseos e articulares, alguns tipos de cancro. São, portanto, várias as patologias que este problema pode atrair.

“O Mourinho”: Acha que as crianças e jovens têm uma alimentação correcta, equilibrada nos dias de hoje? Nutricionista: Eu acho que alguns jovens têm uma alimentação correcta mas também reconheço que outros não a têm. Uns por falta de informação, outros por obtenção de informações erradas, que recebem através da publicidade. Este facto contribui, ainda mais, para que alguns jovens não tenham uma alimentação correcta. Agora se me perguntas se são mais aqueles que comem correctamente do que aqueles que não o fazem, seria necessário fazer um estudo aprofundado, com números, para termos a certeza de como é que a população portuguesa se alimenta. Dados esses que ainda não temos. “O Mourinho”: O que deve ser uma alimentação equilibrada? Nutricionista: Uma alimentação equilibrada é aquela que escolhe alimentos que conseguem fornecer ao nosso organismo todos os nutrientes necessários e em proporções correctas para o seu bom funcionamento. Deve ser também higiénica e salubre, de forma a não causar doenças, porque

“O Mourinho”: Os jovens seguem padrões de moda ao nível do corpo que por vezes leva a problemas de saúde. O que acha desta problemática? Nutricionista: As escolhas que cada um de nós faz, sejamos ainda crianças, jovens ou adultos, são influenciadas pela publicidade. Se calhar as crianças e os jovens são mais influenciados pelas revistas, publicidade, moda e pelo que vêm e ouvem na televisão. Tudo isto acaba por influenciar aquilo que vamos escolher para comer. Não culpo a televisão, a publicidade ou o que nos é dado a ler. Devemos ter consciência que estes meios de comunicação estão, somente, a desempenhar o seu papel. O ideal seria usar estes meios de comunicação para transmitir outro tipo de mensagens, no sentido de ensinar as pessoas a comer, uma vez que são meios de comunicação poderosos que influenciam aquilo que fazemos. Estes, deveriam ser utilizados para chamar a atenção das pessoas para adquirirem comportamentos alimentares adequados, que lhes permitam ter saúde. “O Mourinho”: O que se deve fazer quando se pretende perder peso? Nutricionista: Quando se pretende perder peso, deve-se procurar um profissional, que seja capaz de ajudar a pessoa nesse sentido. Neste caso, será um nutricionista, que fará uma avaliação do peso, da estatura de cada um. Deverá verificar se o peso está adequado, pois o peso tem a ver com outros factores, como a altura, a idade e o tipo de actividade física que a pessoa exerce no seu dia a dia. Apenas um profissional terá competência e capacidade para ajudar e orientar alguém a corrigir os seus hábitos alimentares. “O Mourinho”: Sessões de esclarecimento como estas deveriam ser repetidas mais vezes nas escolas e não só no Dia Mundial de Alimentação?

“O dia de hoje não deve ser para aprender tudo sobre a alimentação, porque não se consegue! Deve ser um dia de reflectir sobre determinadas questões.”

Nutricionista: Sem dúvida! Todas as sessões de esclarecimento são importantes sobre todos os assuntos e sobre a alimentação também. Claro que a alimentação não é só trabalhada no Dia Mundial de Alimentação, pois os profissionais já o fizeram ao longo do ano. Os vossos professores já fizeram um esforço imenso, desenvolvendo um projecto para vos ensinar e ajudar a reflectir sobre estas questões. Deve ser um projecto de ensino contínuo, e não só de um dia. O dia de hoje não deve ser para aprender tudo sobre a alimentação, porque não se consegue! Deve ser um dia de reflectir sobre determinadas questões: “Porque é tão importante?”; “Porque falamos sobre isto?”; “Tenho que dar importância àquilo que como?”; “De que maneira isto influencia o meu estado de saúde?”. Acho que é um dia de consciencialização sobre o assunto, para que nos restantes dias seja mais fácil trabalhar e aprender mais sobre a importância dos bons hábitos alimentares. Ensinar as pessoas a comer, mais correctamente dizendo, fazer educação alimentar, deve ser uma

tarefa dirigida a todos, desde os mais pequeninos, aos mais crescidos. Toda a gente deve estar incluída: alunos, pais, professores e funcionários. É um trabalho conjunto. Os pais devem participar em todo este processo de aprendizagem, seja ele feito na escola, seja ele fora da escola, claro.

Uma alimentação equilibrada é um dos princípios básicos para uma vida saudável. Hoje, a maioria das pessoas come mal. Uns comem em demasia, outros morrem de fome, e, em muitos casos cometem-se muitos erros alimentares que podem provocar graves doenças (obesidade, cancro, doenças do cérebro e cardiovasculares, diabetes, osteoporose entre outras). Na nossa sociedade muitas das doenças crónicas associadas a mortes prematuras, estão directamente ligadas com a alimentação. Comer deve ser um prazer mas não devemos esquecer que ter bons hábitos alimentares e praticar exercício físico contribuem para viver melhor. Para ter uma boa qualidade de vida deve-se ter uma alimentação equilibrada ou balanceada, isto é, uma alimentação que ofereça numa mesma refeição pelo menos um alimento de cada grupo (Energéticos, Construtores e Reguladores), pois assim conseguimos todos os nutrientes que o nosso corpo precisa para viver bem e em harmonia. Pode e deve comer de tudo um pouco, desde que prevaleça o bom senso e a moderação. Uma alimentação correcta satisfaz a sensação de fome e previne doenças. Utilize o potencial de cada alimento para ter saúde e longevidade, com qualidade de vida.

Ideias para uma alimentação saudável: · Seguir os princípios contidos na “Roda dos Alimentos”; · Utilizar alimentos de qualidade: limpos e frescos; · Variar o mais possível de alimentos; · Tomar sempre o pequeno-almoço; · Não passar mais de três horas e meia sem comer; · Reduzir o consumo de sal, açúcar e gorduras; · Aumentar o consumo de leite, frutas e produtos hortícolas; · Evitar bebidas alcoólicas antes da idade adulta; · Consumir diariamente sopa; · Preferir o pão escuro (mistura de trigo e centeio) ao pão mais branco; · Evitar refeições demasiado volumosas; · Tomar as refeições a horas certas; · Comer com calma, mastigando bem os alimentos; · Beber água em abundância.

Sónia, 9.º A Clube de Jornalismo


Projecto 09

O Mourinho

Fórum de Estudantes

Saúde e Ambiente na Escola: Desafios para o futuro! Este foi o mote para que no passado dia 24 de Novembro, na Escola Profissional Amar Terra Verde, os Agrupamentos de Escolas do concelho de Vila Verde, dessem a conhecer as práticas levadas a cabo nas escolas, sobre Educação Ambiental e Saúde. Houve ainda, uma Mesa Redonda com o Professor Doutor Renato Henriques, docente da Universidade do Minho, que falou sobre as Alterações Climáticas e da Política dos 3R´s. Esta iniciativa foi levada a cabo pelo Centro de Saúde de Vila Verde em parceria com outras entidades e instituições locais. A nossa escola fez uma apresentação das várias actividades implementadas através do Projecto Educação para a Sexualidade e Promoção de Saúde em Meio Escolar, da disciplina de EVT e da área curricular não disciplinar de Área de Projecto em algumas turmas. O trabalho apresentado foi bastante positivo e, a prová-lo convidamos-te a consultares o jornal escolar, edição on-line, em www.eb23-moure.rcts.pt

Somos uma Escola Electrão A sua ajuda tem peso.

Ligue-se a esta causa. O Ambiente agradece .

Acção de Recolha de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (REEE) A Escola Electrão é um projecto da Amb3E, com o apoio do Ministério da Educação e da Agência Portuguesa do Ambiente, destinado às escolas do ensino básico (2.º e 3.º ciclos) e do ensino secundário que pretende sensibilizar e envolver professores, alunos, funcionários, pais e comunidade em geral, no esforço global da reciclagem e valorização dos equipamentos eléctricos e electrónicos em fim de vida. Esta Acção de Recolha de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (REEE) destina-se a premiar as escolas que depositarem a maior quantidade destes equipamentos em fim de vida, avaliada em quilogramas. Para tal, será colocado um Ponto Electrão nesta escola, para que sejam depositados, pela comunidade educativa, os equipamentos. O Ponto Electrão estará disponível de 20 a 27 de Março de 2009, neste estabelecimento de ensino.

Orgulhosas e … envergonhadas as alunas do Projecto Educação para a Sexualidade e Promoção de Saúde em Meio Escolar

“Ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só pode fazer um pouco.” (Edmund burke) Clube de Jornalismo

Foi bom dar… Sempre solidários… No passado dia 18 de Dezembro, toda a comunidade teve mais uma oportunidade de doar um bem que só os humanos podem fabricar, o sangue. Esta doação foi recolhida pelo Instituto Português do Sangue do Porto, que mais uma vez colaborou com o grupo disciplinar de Ciências Naturais que, anualmente, organiza esta acção de solidariedade. No mesmo dia, pela primeira vez, o Centro de Histocompatibilidade do Norte, angariou dadores de medula óssea, que generosamente passaram a fazer parte do banco de dadores de medula óssea, que cobre as necessidades nacionais e mesmo internacionais das doações que são muitas vezes a única hipótese de sobrevivência para muitos doentes. Este ano, o grupo de Ciências Naturais contou com o envolvimento da Área de Projecto do 9.ºA, orientada pela professora Tânia Santana, que com a sua responsabilidade e entusiasmo, se empenharam na organização e implementação desta actividade. Esta turma simultaneamente, efectuou uma venda de produtos de artesanato realizados por eles para angariar fundos para doar à UNICEF.

O Sistema Integrado de Gestão de REEE da Amb3E funciona tendo como base um circuito, que começa com o encaminhamento dos REEE para a rede de tratamento e valorização da associação. Depois de depositados nos Pontos Electrão ou directamente nos Centros de Recepção, os equipamentos podem ter vários destinos: v Reutilizados para fins sociais (existem muitos equipamentos que podem ser recuperados e reutilizados por instituições de solidariedade social, como computadores, por exemplo); v Desmantelados e os seus componentes reutilizados na recuperação de outros equipamentos; v Destruídos e os seus materiais (plástico, metal, etc.) reciclados, protegendo recursos naturais, poupando energia e diminuindo a quantidade de resíduos depositados nos aterros sanitários.

Ajude a nossa escola a vencer o projecto Escola Electrão Electrão. PARTICIPE PARTICIPE. Prof.ª Tânia Santana

Responsável pela acção de recolha, Projecto Educação para a Sexualidade e Promoção de Saúde em Meio Escolar


Páginas Soltas 10

O Mourinho

Escola Verde O que é a compostagem? A compostagem é um processo natural De decomposição biológica de resíduos Que origina o composto Graça à actividade de seres vivos. O composto possui muitos nutrientes E é facilmente assimilado, Nos jardins, nos vasos E na agricultura ser usado.

Razões para compostar Se compostares Algum dinheiro irás poupar. Dos produtos químicos não vais precisar Pois o composto tu vais utilizar.

Fertilizantes sintéticos Não vou usar, Adubo natural Para o solo agradar.

Versão poética do Conto Tradicional

“Dar Vista aos Cegos” A filha do cego, Ai, que bela menina! Um pouco matreira, Mas sua amiguinha! Para ao namorado se abraçar, Um estratagema arranjou, Mas como o seu pai voltou a ver, Com uma encrenca se deparou.

É como se te arrancassem Os versos da própria alma, Uma espécie de terapia, Que te liberta e te acalma. Na poesia, Eu sou o amor constante, O poder do sonho num instante, E feliz até o bastante.

O pai ficou espantado, Perguntando o que se passou, Sua filha deu-lhe uma justificação E ele, será que se acreditou?

Compostagem doméstica É fácil de fazer, Juntar verdes e castanhos Para o solo enriquecer.

Com a poesia, Eu reencontro o sabor da vida, Uma paz jamais sentida, No fundo do túnel, uma saída.

“Dar vista aos cegos” É uma história muito bonita. Mulheres hão-de ser sempre mulheres, Mas a filha do cego tem honra infinita.

Excesso ou falta de água, Isso nem pensar! O processo de compostagem Mais tempo vai demorar.

Ana Isabel, 9.º B

O compostor

Em casa ou na escola Podes compostar. Nas cidades também E depois é só fertilizar.

Do compostor vamos falar: Uma rede na base tem de ter, Uma tampa para abrir e fechar De madeira ou de plástico pode ser.

A agricultura biológica Na escola vou fazer: Usar práticas tradicionais E o equilíbrio ambiental poder-se manter.

Porque a poesia é, Como o ciclo da vida, O ciclo que cada um tem, Onde tudo está mal, Onde tudo está bem. Lizi Costa, 9.º B

Poème de la Saint Valentin Pour la Saint Valentin Je te donne des chocolats Je te donne ma main Et, je te tends aussi mes bras

No compostor não deves deitar Gorduras, sacos de plástico nem vidro Mas podes colocar Folhas, ervas e restos de trigo.

A agricultura biológica

A poesia é: Um estado de liberdade, Pedaços de realidade, Divina capacidade. A poesia, Tu encontras dentro do coração, Basta escreveres com carinho, Para exprimir a sensação.

Graças ao Divino Mestre, O cego voltou a ver, Encontrando sua filha aos abraços, Ele nem queria crer!

Compostagem doméstica

O que é a Poesia?

Et si tu me tends aussi ta main C’est qu’il y a toujours Une magie de l’amour À la Saint Valentin

Turma do 7.º C

Se o Mundo fosse meu…

Na agricultura biológica Pesticidas e adubos químicos não vou utilizar. Pois consiste em usar métodos naturais Para produtos nutritivos e saborosos papar.

… partilharia comida, água, brinquedos e muito dinheiro com os mais desfavorecidos. (Lucas, 3ºano)

Horta biológica

… não haveria Guerras Mundiais. (Hélder, 3ºano)

A horta biológica Em EVT e em AP estamos a fazer. Quando acabarmos de plantar e semear Os legumes e vegetais iremos comer.

… gostaria que as pessoas não bebessem bebidas alcoólicas, não fumassem nem consumissem drogas. (Alexandra, 3ºano)

Bruno e Beatriz, 6.º D Ed. Visual e Tecnológica

… queria que toda a gente tivesse uma cama para dormir. (Bruna ,2ºano) … não haveria terramotos. (Bruno, 3ºano)

Este trabalho surgiu de uma proposta à turma a partir da leitura de um poema de Luísa Ducla Soares. Escrever à maneira de …

SE Se a impressora imprimisse o mundo Se o mundo fosse de cartão Se o cartão jogasse a bola Se a bola fizesse a Lua Se a Lua caminhasse à volta do Sol Se o Sol escrevesse pela praia Se a praia nadasse no mar Se o mar fosse branco Se o branco pintasse o mundo Se o mundo saltasse para a minha mão Eu guardava-o no meu coração.

AS VEDETAS DO 5.º E

… não deixaria que fizessem mal às crianças. (Carlota, 2ºano) Alunos esforçados São os do 5.ºE Foram recompensados Assim é que é!

… todos saberiam ler e escrever. (Ana Filipa, 3ºano) … aumentaria os salários e daria emprego a toda a gente. (Nuno, 3ºano)

Na aula de Educação Visual e Tecnológica Foi uma grande animação, Fomos fotografados Para a revista Visão. Na revista de Março Sai a nossa fotografia Sem embaraço E muita alegria.

Bruno, 6.º D

… os pássaros voariam livremente. (Filipa, 3ºano)

… todas as famílias teriam de fazer a reciclagem. (Pedro, 2ºano) … não haveria racismo. (Diogo, 3ºano) … ninguém estragaria a Natureza. (Catarina, 2ºano) … todos seriam amigos. (Marta, 3ºano) … não gostaria de ver crianças tristes. (Bárbara, 3ºano)

André, 5.º E

“Quer no começo, quer no fundo, em Fevereiro vem o entrudo.”

Turma B dos 2º/3º anos EB1 de Carreiras S. Tiago


O Mourinho

Quanto vais crescer? Descobre como e porque cresces Quando nascemos já está estabelecido no nosso código genético quanto poderemos crescer. Dificilmente uma criança com pai e mãe baixos poderá vir a ser um adulto muito alto. É por isso que é possível prever a altura que vamos atingir na idade adulta. Os médicos chamam a esse valor a “altura-alvo”. Para crescermos bem, as proteínas são os nutrientes decisivos. Encontram-se na carne, no leite e em todos os seus derivados (queijo, iogurtes), nos ovos e em certas leguminosas como o feijão, as lentilhas ou a soja. Para termos um bom crescimento, temos de comer de forma variada e equilibrada, oferecendo ao nosso organismo todos os nutrientes de que precisa, e recorrer diariamente a todos os grupos da roda dos alimentos, da forma mais variada possível. Dormir bem e praticar exercício físico, são também formas de ajudarmos o nosso corpo na tarefa de crescer.

Há doenças que podem fazer-nos parar de crescer? Sim, mas há médicos preparados para avaliar o crescimento e para perceber se há algum problema que esteja a afectá-lo, bem como para receitar o tratamento mais indicado. O facto de uma criança ser mais baixa do que a média para a sua idade não quer dizer, por si só, que haja um problema. Se for detectada uma quebra no ritmo de crescimento, esse é um sinal de alerta. Se o ritmo de crescimento se alterar nem sempre é sinal de doença. Até porque há períodos da infância em que se cresce mais depressa do que noutros. Na puberdade (que começa geralmente aos 10, 11 anos) há um ritmo de crescimento muito rápido que depois abranda até pararmos de crescer, por vezes, as crianças baixinhas dão este “salto” mais tarde, mas acabam por ficar com a mesma altura

Saúde 11 Mochilas escolares com peso a mais As crianças não devem transportar mais do que 10 por cento do seu peso ideal, segundo a Organização Mundial de Saúde. Postura incorrecta e mochila com excesso de peso são maus hábitos que os jovens adquirem devido à quantidade de livros que transportam e a cadeiras que se adaptam mal ao seu corpo, entre outros.

daquelas que eram mais altas na infância. Por isso, ser dos mais baixinhos da turma, não é motivo de preocupação. Provavelmente terá mais anos para crescer do que os amigos “grandalhões”. As doenças hormonais perturbam o ritmo de crescimento e as relacionadas com doenças do coração ou respiratórias, também podem afectá-lo. Até o nosso estado emocional tem esse poder! Ter problemas na escola que nos deixem angustiados e deprimidos de uma forma prolongada, pode fazer-nos parar de crescer ou passar a crescer mais lentamente.

Disse que disse Dizia-se que D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, era tão baixinho que a espada era maior do que ele!

Aos pais, recomenda-se que: - pesem regularmente a mochila e verifiquem, com os seus filhos, se não há objectos desnecessários para as aulas; - ensinem as crianças a arrumar a mochila da forma mais conveniente, colocando os objectos maiores e mais pesados junto das costas, de forma a repartir melhor o peso e a poupar a coluna; - expliquem às crianças que devem transportar a mochila nos dois ombros e poisá-la sempre que haja oportunidade (por exemplo, nos transportes públicos e quando estão à espera das aulas); - ensinem os seus filhos a ajustar as alças, para que o fundo da mochila fique acima das ancas; - incentivem a prática de exercício físico. Este, além de contribuir para o desenvolvimento harmonioso dos mais pequenos, previne eventuais efeitos negativos da má utilização das mochilas.

Queres saber quanto vais crescer? Calcula a tua altura-alvo Rapaz: somas a altura da tua mãe com a altura do teu pai, juntas-lhes 13 e divides por 2. Mãe+Pai+13cm/2=? Rapariga: somas a altura da tua mãe com a altura do teu pai, tiras-lhes 13 e divides por 2. Mãe+Pai-13cm/2=? Clube de Jornalismo

Risco a alto e bom som Música com regra e tampões para proteger de ruído excessivo evitam futuro silencioso. Aos primeiros sinais de perda de audição vá ao médico. Os problemas auditivos afectam cerca de 85 mil portugueses e 10% da população mundial. Em Portugal, surdez é a segunda doença profissional mais frequente. Pode dever-se a malformação no ouvido ou surgir devido a infecção, doença, acidente ou exposição a ruído excessivo. Na maioria dos casos, a surdez é parcial. Uma constipação ou acumulação de cera podem causar surdez temporária. A degenerescência natural, devido ao envelhecimento, é a principal causa de perda de audição adquirida. Estar exposto a sons muito altos ou durante períodos prolongados também compromete a audição. Pode-se evitar com protecções adequadas para o excesso de ruído.

Geração MP3 em alerta Os walkman e discman foram substituídos nos anos 90 por leitores digitais, os MP3. Estes têm um grande sucesso junto dos mais novos. Permitem armazenar muitas horas de música (um aparelho de 1GB permite guardar 18 horas) e têm um volume muito potente. Muitos leitores de MP3 vêm equipados com auscultadores internos, mais nocivos para os ouvidos do que os clássicos “tapa orelhas”. Emitem o som directamente no canal auditivo e, como não

Entre os 10 e 12 anos podem surgir deformação e degeneração dos discos da coluna, pois a formação óssea ainda não está completa e qualquer excesso pode prejudicá-la. Não se devem transportar as mochilas, mais do que uma hora por dia. Ao escolher uma mochila, deve-se adquirir com as seguintes características:

isolam bem contra os ruídos do exterior, o utilizador tende a aumentar o volume, sobretudo em ambientes ruidosos, como uma rua com muito trânsito. A partir dos 85 dB (decibéis), o risco para os ouvidos é real. Volume acima

Clube de Jornalismo deste limite é a escolha de 65% dos jovens, segundo um estudo. Metade dos jovens ouve o MP3 durante, pelo menos, uma hora por dia, e um quarto passa mais de 20 horas semanais com a música nos ouvidos. A médio prazo, este tipo de comportamento pode causar problemas de audição irreversíveis. Estima-se que 12,5% dos adolescentes norte-americanos, ou seja, mais de 5 milhões, já apresentaram algum grau de perda auditiva, sendo que 250 mil têm danos irreversíveis. A principal causa é o uso inadequado de MP3 e a frequência assídua de discotecas e concertos ao vivo. Mais de

Para os pais - Avise os seus filhos de que o uso prolongado e demasiado alto pode causar perdas de audição irreversíveis. Se passam várias horas por dia com a música nos ouvidos, aconselhe-os a não pôr o volume acima dos 70 db (50% do volume máximo). Caso oiçam mais alto, limite o uso a uma hora por dia. - Substituía os auscultadores de origem (quase sempre intra-auriculares) por externos, menos nocivos para os ouvidos. Os auscultadores com limitador de ruído são uma boa ideia: como isolam contra ruído exterior, a tendência será para baixar o volume. - Se o seu filho não ouve os seus conselhos, descarregue da Internet a actualização do programa interno do leitor: pode incluir limitador de volume. Quando comprar um MP3, verifique se a marca dispõe desta função.

metade dos jovens não sabe quais os riscos dos MP3 para a audição. Em Portugal, também cada vez mais jovens sofrem de problemas auditivos irreversíveis que podem levar a surdez. Várias marcas vendem leitores de MP3 com volume máximo que excede os 110 db, o que traz riscos para os utilizadores, a legislação francesa já proíbe a venda de aparelhos que emitem mais de 100 db. Um exemplo a seguir, embora fosse desejável baixar mais ainda: a partir de 85 db, os ouvidos já correm risco.

7 Sinais de alarme OTORRINO OBRIGATÓRIO ? Tem dificuldade em ouvir ao telefone e com ruídos. ? Não consegue seguir uma conversa quando duas ou três pessoas falam ao mesmo tempo. ? Os familiares reclamam do volume alto quando vê televisão ou ouve música. ? Precisa de se concentrar quando fala com alguém. ? Precisa de pedir muitas vezes aos seus interlocutores para repetirem o que dizem. ? As vozes mais agudas (de mulheres e crianças) são mais difíceis de perceber. ? Percebe mal o que lhe dizem, com frequência. ? Ouve, por vezes, ruídos como zumbidos e vibrações. Juliana, 6.º E Clube de Jornalismo


12 Ambiente O reaparecimento do Dodó

O Mourinho

Fim à vista?

Os vestígios de ADN e o trabalho de cientistas lançam nova luz sobre a vida e a morte desta ave desaparecida. Esta lendária ave endémica da ilha Maurícia (costa oriental da África), a Leste de Madagáscar, andava em vez de voar, alimentava-se de fruta e fazia o ninho no chão. A última vez que foi vista com vida, foi na década de 1680, há cerca de 300 anos. Teria um metro de altura, não era tão estúpida, como conta a tradição, e extinguiu-se em menos de 90 anos. A vida do dodó corria-lhe bem, até chegarem à ilha Maurícia, no século XVI, os primeiros navegadores e colonos portugueses. Depois os holandeses, no século XVII, com os seus porcos, ratos e cães. Adeus, dodó! Hoje os cientistas querem saber como era exactamente, o dodó. Analisar os genes, a partir de ossos de dodó encontrados na Maurícia, permite aos investigadores traçar a sua evolução com uma exactidão inimaginável. Foi o que fizeram alguns investigadores, compararam o ADN do dodó com o de outras cinco espécies, e descobriram que era prima distante dos pombos actuais. O objectivo dos cientistas não é clonar o dodó, até porque ele não resistiria no seu habitat natural. A tarefa consiste antes, em usar os genes extraídos do dodó, como pistas para reconstruir parte do passado da ilha Maurícia e da sua drástica extinção, e compará-las com o historial de extinções das ilhas vizinhas. Baseando-se em documentos históricos, os investigadores, revelam que os dodós não sucumbiram à mesa, talvez não fossem tão saborosos. Em contrapartida, talvez os ratos achassem os seus ovos irresistíveis. Era uma ave que ao longo dos tempos, tinha perdido o medo. Aproximava-se das pessoas por curiosidade. Não suspeitava que o homem representaria a sua morte.

Aquecimento global, construção e pesticidas estão a pôr em risco a sobrevivência de répteis e anfíbios

Rã-Ibérica, pode extinguir-se nos próximos anos.

Ave de mil caras O verdadeiro aspecto do dodó continua a ser um mistério; por isso, as réplicas (como esta, do Museu de HistóriaNatural de Londres) diferem entre si.

Porquê “dodó”? A facilidade com que os dodós se deixavam massacrar deu origem à sua reputação de aves tontas, e poderá ter também originado o seu estranho nome. A palavra arcaica holandesa dodoor significa “preguiçoso”, e na altura em que a ave foi descoberta usava-se em português a palavra “doudo”, em vez de “doido”. Porém, foram propostas origens para o nome. Talvez seja uma imitação do seu canto. Os holandeses também se referiam à ave como dodarsen, que poderia significar “traseiro gordo”. Outros nomes dados ao animal foram dronte, que significa “ave repelente”, e walgvogel ou walghvogel, isto é, “ave nauseabunda”.

Largato-de-água, espécie em risco no Norte de Portugal. Um encontro com uma cobra ou lagartixa termina, muitas vezes, em gritaria. Prevalece sempre o aspecto pegajoso e “nojento” dos anfíbios ou dos répteis sobre o papel fundamental que estes animais desempenham no equilíbrio dos ecossistemas. A falta de popularidade destes animais, que resistiram a cinco grandes extinções (incluindo a que eliminou os dinossauros da face da Terra), está a pôr em risco a sua sobrevivência. O aquecimento global e o aumento dos períodos de seca, a construção desenfreada que destrói habitats, a utilização crescente de pesticidas na agricultura (responsáveis pela infertilidade dos machos) e a proliferação de estradas, (aumentando o risco de atropelamento), são as causas da ameaça. O declínio começou a ser notado na década de 80 e desde aí tem vindo a acentuar-se de forma crítica. Também se nota um aumento das pragas, na agricultura. As pessoas esquecem-se de que os anfíbios, como os sapos, comem insectos, e de que as cobras, por exemplo, controlam a população de roedores. Conscientes deste papel, é já habitual, na Alemanha, grupos de pessoas juntarem-se para ajudar sapos a atravessar a estrada e a construção de túneis para a passagem destes animais! Se fizéssemos isto em Portugal, seria motivo de troça. O mundo precisa de todas as espécies. A seguir, podemos ser nós a desaparecer!

Pedro, 6.º E Clube de Jornalismo

Clube de Jornalismo

Cogumelos são fungos! Cogumelos são, para os fungos, o que os frutos são para as árvores. Eles carregam os esporos, algo que poderíamos comparar às sementes e que permitem aos fungos reproduzirem-se. Dada a capacidade de sobrevivência em condições muito diversas, os fungos surgem em quase todos os ecossistemas, nos terrestres ou aquáticos, mas, na maior parte do tempo, são quase imperceptíveis. No entanto, em condições favoráveis, alguns fungos tornam-se bem visíveis quando formam os cogumelos. O ecossistema onde o cogumelo se encontra e o substrato (solo, troncos, ramos, folhas, excrementos) a que se encontra associado, dão muitas pistas acerca da forma como o fungo, que produz o cogumelo, se alimenta.

Como se identificam Parecem todos iguais. No entanto, uma observação mais cuidada, rigorosa e pormenorizada, permite descobrir muitas diferenças e variações entre os cogumelos. A identificação de cogumelos permite saber quais os fungos que os produziram e que estão presentes nesse ecossistema. Para além disso, conhecer os cogumelos permite tirar algum proveito e benefícios, pois existem muitas espécies comestíveis ou com propriedades medicinais, mas também evitar ou manusear cuidadosamente os cogumelos venenosos ou tóxicos.

Usos diversos

Na maior parte das vezes, os cogumelos de uma determinada espécie não apresentam rigorosamente todas as características, pois como se encontram expostos aos factores ambientais, como chuva, temperatura e acção dos animais, sofrem modificações constantes. Para além disso, ao longo do processo de amadurecimento de um cogumelo, ou seja, desde que surge sob o substrato, tornando-se visível, até ao momento em que se encontra muito danificado, o cogumelo sofre alterações morfológicas - forma, cores, textura -, que podem confundir durante o processo de identificação.

Os cogumelos, ao longo da História, têm sido utilizados pelo Homem, com diferentes fins, de acordo com as suas propriedades. No entanto, em consequência das suas características biológicas, ou seja, por surgirem e desaparecerem de uma forma quase instantânea, associou-se ao universo do mágico e misterioso, inspirando inúmeras lendas, medos e desconfiança. Apesar disso, os cogumelos comestíveis continuam a ocupar, desde tempos muito antigos, um lugar de destaque, sendo muito apreciados e valorizados em todo o mundo. Para além do sabor, aroma e textura agradáveis, os cogumelos possuem propriedades nutricionais, tónicas e medicinais. Os cogumelos são todos ricos em proteínas e apresentam um baixo teor de gorduras, um elevado conteúdo de hidratos de carbono e fibras, e teores significativos em vitaminas e minerais. Actualmente, existe uma grande abundância e variedade de cogumelos, disponíveis em todos os locais, em diversas formas: frescos, secos, congelados, em conserva ou mesmo em azeites aromatizados. Mas a forma de os cozinhar ainda é mais variada, podendo ser apresentados como entrada, sopa, prato principal ou sobremesa.

Como se protegem

Para além disso, a própria actividade de recolha de cogumelos silvestres realizada por algumas pessoas, poderá também ter impactos negativos nas comunidades de fungos produtores desses cogumelos, se for feita em excesso, irá interferir no processo de reprodução destes organismos. Assim, em condições mais desfavoráveis ou quando estão sujeitos a constantes pressões negativas, os fungos mais sensíveis ou vulneráveis não conseguem sobreviver e desaparecem desses ecossistemas. Tendo em conta o importante papel ecológico dos fungos nos ecossistemas e também a importância de algumas espécies produtoras de cogumelos comestíveis na economia nacional e mundial, é essencial conhecer melhor estes organismos, para depois se poderem proteger e preservar de uma forma mais eficaz.

Aviso importante Não tente identificar cogumelos apenas com base em imagens. Existem diversas espécies perigosas e mesmo letais. Saber identificá-las com precisão requer experiência e informação rigorosa.

Em Portugal desconhece-se a maioria dos fungos produtores de cogumelos. Este desconhecimento leva a que muitas vezes se destrua os ecossistemas dos fungos através da sobre exploração da produção para uma rentabilização económica.

“Aí vem o meu irmão Março, que fará o que eu não faço.”

Bruno e Luciana, 6.º E Clube de Jornalismo


Sociedade 13

O Mourinho

Salvar a gastronomia da extinção Em 1989 foi criado o movimento Slow Food para a defesa da gastronomia tradicional, como forma de resposta aos efeitos da massificação do fast food. Esta organização visa promover os prazeres da mesa e a educação do gosto; a cultura gastronómica; a conservação da biodiversidade e a protecção dos produtos tradicionais do risco de extinção. Neste momento fazem parte do catálogo desta organização mundial, 630 produtos de 122 países. A missão deste maior movimento mundial em defesa da recuperação, da apreciação e dos O símbolo adoptado pelo Slow Food foi o caracol, prazeres da gastronomia tradicional, como factor pelo facto de se movimentar lentamente e comer de equilíbrio do frenesim da vida moderna é a: defesa da biodiversidade - proteger os calmamente durante todo o ciclo de vida. diversos grãos, vegetais, frutas e produtos animais tradicionais que estão a desaparecer em prevalência dos alimentos produzidos por agro-negócios; educação do sabor - Slow Food ajuda as pessoas a redescobrirem o prazer de alimentar-se e compreenderem a importância de entender de onde a sua comida é proveniente, quem faz e como é feita; ligação entre produtores e co-produtores - Slow Food organiza feiras, mercados e eventos locais e internacionais onde consumidores podem encontrar os produtores, além de provar alimentos de excelente qualidade. Como funciona este movimento mundial? A divulgação dos objectivos faz-se através de grupos locais que são chamados de convivia. Existem mais de 850 convivia espalhados em todo o mundo. Com o crescimento desta associação internacional foi criada a Fundação Slow Food para a Biodiversidade, que tem como missão organizar e financiar projectos para a defesa da biodiversidade, agricultura e património gastronómico. Também foram criados eventos de divulgação gastronómica como o Salão do Gosto, exposição mundial de produtos alimentares tradicionais e ainda, o Terra Madre, encontro mundial entre as comunidades do alimento. Para além destas formas de promoção o Slow Food tem desenvolvido outras iniciativas para levar o conhecimento da gastronomia tradicional a diferentes sectores da sociedade, como escolas, associações juvenis, entre outras. Estas iniciativas de divulgação promovidas pelo Slow Food já permitiram que inúmeras espécies de alimentos fossem salvas do abandono, da ignorância e da extinção. Em Portugal, este movimento existe desde 1977 e tem desenvolvido a sua acção através dos convivia existentes em Palmela, Porto, Lisboa e Évora. O Slow Food nacional tem organizado muitos eventos como recentemente os passeios de observação, em várias zonas do país com o tema “Cogumelos silvestres”. Tem recuperado tradições agrícolas como o método de cultivo a masseira, existente na Póvoa do Varzim, único a nível mundial, baseado em covas largas e rectangulares. Procura estar presente em todos os congressos, conferências, feiras e exposições internacionais para promover e divulgar os produtos

2009 - Ano Internacional da Astronomia Quatrocentos anos depois das primeiras observações astronómicas feitas por Galileu Galilei, e da consequente revolução científica que alterou profundamente a visão que se tinha do Universo, 2009 será o Ano Internacional da Astronomia. O Ano Internacional da Astronomia 2009 (AIA2009) será uma celebração global da astronomia e da sua contribuição para a sociedade e para a cultura, estimulando o interesse a nível mundial não só na astronomia, mas na ciência em geral, com particular incidência nos jovens. O AIA2009 assinala o passo de gigante que constituiu a primeira utilização do telescópio para observações astronómicas por Galileu, e retrata a astronomia como uma iniciativa científica pacífica que une os astrónomos numa família internacional e multicultural, trabalhando em conjunto para descobrir as respostas para algumas das questões mais fundamentais para a Humanidade. O AIA2009 é, antes de mais nada, uma actividade para os cidadãos do Planeta Terra. Pretende transmitir o entusiasmo pela descoberta pessoal, o prazer de partilhar conhecimento sobre o Universo e o nosso lugar nele e a importância da cultura científica. A maior parte das actividades do AIA2009 terá lugar a vários níveis: local, regional e nacional. Alguns países formaram já comités nacionais para preparar actividades para 2009. Estes comités constituem colaborações entre astrónomos amadores e profissionais, centros de ciência e comunicadores de ciência. A nível geral, a União Astronómica Internacional (UAI) terá um papel de destaque enquanto catalizadora e coordenadora. A UAI irá organizar um pequeno número de eventos globais ou internacionais como as Cerimónias de Abertura e Encerramento, mas as principais actividades terão lugar a nível nacional e serão coordenadas pelos Nodos Nacionais em estreita colaboração com a UAI. Esta iniciativa a nível mundial, organizada em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, propõe actividades diversas como palestras, observações e oficinas astronómicas e ainda, peças teatrais destinadas principalmente aos mais novos. Fonte: www.astronomia2009.org Clube de Jornalismo

regionais, como a broa de milho de Arcos de Valdevez, as laranjas do Ermelo, as ostras do Sado, a batata-doce de Aljezur, o queijo de Serpa e o chouriço mirandês, p r o d u t o s gastronómicos tradicionais portugueses sob ameaça de extinção. Para que possamos continuar a saborear estes produtos é necessário uma mudança de mentalidades como forma de resposta aos efeitos da massificação do fast food sobre a sociedade. A cultura da laranja de Ermelo, ao longo tempo, foi sendo apurada graças ao clima e localização, até merecer, mais recentemente, o certificado ‘Slow Food’. É um produto biológico, conseguido a partir de estrume e sem recurso a químicos. A sua cultura é ancestral e a sua reprodução única – por alporca. O segredo da broa de milho de Arcos de Valdevez reside em três factores: a) o milho é geneticamente diferente, conferindo um paladar único à broa; b) a farinha é moída em moinhos de água; c) a cozedura é feita em forno a lenha. Juliana, 6.º E Clube de Jornalismo

Conflito na Faixa de Gaza entre Israel e o Hamas As aulas de História é um espaço de aprendizagem do PASSADO a fim de compreender melhor o PRESENTE e evitar erros no FUTURO. Baseado nestes princípios, é de todo conveniente que se possam abordar assuntos da actualidade. Foi proposto a cada um dos alunos do 3º Ciclo que apresentassem 2 a 3 perguntas sobre o CONFLITO DA FAIXA DE GAZA. Todos se empenharam em formular questões específicas alicerçadas nas suas múltiplas dúvidas. O objectivo fundamental consiste em fazê-los despertar para a realidade que os rodeia (quer essa realidade ocorra próximo deles ou em locais longínquos), a fim de se tornarem cidadãos activos e conscientes e possam habilitar-se a formular questões e a “lidar” com as múltiplas perspectivas que as sociedades actuais defendem, face a um determinado conflito ou mero acontecimento. Foi elaborada uma resenha das questões mais frequentes que pretendemos partilhar com a comunidade educativa. 1- Onde se situa a Faixa de Gaza? R: A Faixa de Gaza situa-se na Ásia Menor – Médio Oriente – entre as fronteiras de Israel e a costa do Mar Mediterrâneo. 2- O porquê do nome Faixa de Gaza? R: Gaza é o nome da maior cidade dos territórios palestinianos.Chama-se Faixa (Stripe em Inglês), por ser um rectângulo e Gaza devido ao nome da cidade situada a norte. 3- Qual a História de Gaza, desde o séc. XVIII? R: Gaza foi ocupada pelos franceses em 1799, depois pelos turcos e, em 1917, pelos ingleses. Em 1948, foi entregue ao Egipto até 1962. De 1967 até 1994, esteve sob domínio de Israel, o que facilitou o estabelecimento de colónias judias. É um dos territórios mais densamente povoados do planeta, com 1,4 milhões de habitantes para uma área de 360 km². 4- Quando inicia a administração do Hamas? R: Em 2007, Gaza passou a ser dominada pelo partido HAMAS, que venceu as eleições parlamentares palestinas, e, após duros confrontos, expulsou o FATAH da área. 5- O que é o Hamas? R: É um grupo político, religioso e militar, denominado de Movimento de Resistência Islâmica. 6- Qual a origem do Hamas? R: A criação do Hamas está ligada à luta pela formação do Estado Palestiniano e pela desocupação dos territórios palestinianos ocupados por Israel, durante a Guerra dos Seis Dias. O Hamas foi criado em 1987, na cidade de Gaza, tem por objectivo prioritário a luta contra Israel a fim de libertar a Palestina e criar um estado independente

palestiniano “… desde o Rio Jordão até ao mar” e acrescentam “… não queremos livrar-nos do outro. Desejamos apenas obter os nossos direitos” 7- O Hamas é uma organização terrorista? R: Por um lado faz parte de uma lista de organizações terroristas do Conselho da União Europeia, do Canadá, do Japão, dos E.U.A e de Israel. Por outro lado, o movimento criou uma vasta rede de assistência social na Cisjordânia e na Faixa de Gaza e em 2006 venceu as eleições para o parlamento Palestino, derrotando o Fatah. 8- Quando nasceu o Estado de Israel? R: Nasceu em 14 de Maio de 1948, a partir do plano de partilha da ONU (Organização das Nações Unidas) de 1947 que propunha a divisão da região sob domínio britânico em dois Estados, um árabe e um judeu. A proposta surgiu após a intenção do Reino Unido de retirar o seu domínio sobre os territórios palestinos após o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). 9- Como reagiram os Árabes após a decisão da ONU? R: Os árabes rejeitaram a proposta e a violência emergiu quase que imediatamente. Desde então, a história de Israel gira em torno de conflitos com palestinianos e as nações árabes vizinhas. Houve guerras com o Egipto, Jordânia, Líbano e Síria. Nesse período, Israel ocupou a península do Sinai (Egipto), a Cisjordânia, a faixa de Gaza, as colinas de Golã (Síria) e o sul do Líbano. 10- Quem ocupa a Faixa de Gaza? R: Na Faixa de Gaza vivem maioritariamente palestinianos (1,4 milhões) e também 8 mil colonos Judeus.

Alunos do 7.º ano e 9.ºC e D


14 História Local

O Mourinho

Vias Atlânticas Vias Romanas XIX - XX Ao longo do percurso da Via Romana XIX, no concelho de Vila Verde, o património cultural é diversificado, representado nos vestígios arqueológicos; na arquitectura civil e religiosa; nas lendas e tradições; no artesanato; nos aspectos etnográficos da cultura popular e na riqueza paisagística. Assim, para quem começa o percurso em Braga, a Via Romana XIX, tem o seu início na Ponte de Prado e, permite-nos de imediato, “entrar” em acontecimentos com cerca de 2 mil anos de história. Em Prado, durante as obras de reconstrução da ponte, foi localizado no século XVI, um marco miliário dedicado ao Imperador Augusto, com a milha III desde Braga, que data do ano 11-12 d.C. Também de Prado, procede um outro miliário encontrado no século XVIII, numa quinta, datado entre os anos 32-33 d.C., dedicado ao Imperador Tibério. Saindo da ponte, deparamos com o imponente Pelourinho de Prado, e seguimos pela sua esquerda. Alguns metros à frente passamos pela Casa da Botica e seguindo o percurso entramos numa rua estreita, denominada Rua Direita, onde se situam os Antigos Paços do Concelho. Continuando a nossa caminhada e depois de andarmos cerca de 1800m e já em solo da freguesia de Oleiros, passamos junto à Capela de S. Sebastião, no Lugar com o mesmo nome. Nas imediações da Igreja desta freguesia, foi encontrado nos anos 50 do século passado, um marco miliário, muito possivelmente com milha VI. Depois da visita à Capela de S. Sebastião, podemos prosseguir a nossa caminhada e, andando cerca de 1400m, já dentro da freguesia de Atiães, rodeados pela natureza, podemos observar um fragmento de marco miliário, descoberto em 2006. Trata-se de um cipo de granito, com cerca de 40cm de altura por 35cm de diâmetro, localizado numa mata (Bouça de Crasto), no lugar das Alminhas. Perto deste local, na freguesia de Moure, existiu uma importante zona de mineração romana de ouro, cujos vestígios são facilmente observáveis, principalmente na encosta Este do Monte do Cardal. Uma das mais importantes funções do sistema viário romano, era precisamente, o rápido escoamento de produtos minerais, explorados nas diferentes regiões do Império Romano. Depois de se apreciar o fragmento do marco miliário, andando cerca de 1900m, já na freguesia de Freiriz, deixamos o caminho de terra batida, até então rodeados por intensa vegetação até chegarmos à EN 201. Aqui, podemos visitar alguns monumentos de grande interesse histórico e cultural, em Carreiras S. Miguel, situados fora da periferia da Via Romana XIX. Para visitá-los, fazemos um pequeno desvio e a partir daí começamos a ver a Torre de Penegate, majestosa, em cima de uma enorme fraga a dominar a paisagem, que fica a uma distância aproximada de 1350m, bem como a Capela e Cruzeiro de N. Sr.ª da Pena. Local de rara beleza que vale a pena visitar. Se optarmos por não fazer este desvio, seguimos à esquerda, na EN 201, e poucos metros depois, entramos no caminho à direita, no Lugar de S. José. Aqui, entramos no caminho alternativo, já que o caminho por onde passava a Via XIX continuava pela EN 201 até ao concelho vizinho de Ponte de Lima. Daqui, até ao centro da Freguesia de Marrancos são cerca de 2000m. Percurso de grande beleza paisagística, que se repetirá na freguesia de Goães. Esta freguesia foi também uma zona muito importante de mineração de ouro romana, conhecida por Mina da Cova dos Mouros, onde se explorou também filões de quartzo. Depois de passarmos por Marrancos, passados cerca de 3000m encontramos a Ponte de Goães, ponte medieval, situada sobre o Rio Neiva, no Lugar da Ponte Velha. Continuando o caminho e, andando cerca de 1100m, chegamos à freguesia de Rio Mau. A pouca distância desse local, situa-se a Igreja Paroquial e as Alminhas do Lugar de Feira Nova. Chegamos, assim, ao final do nosso percurso pelas terras de Vila Verde. A partir daqui, entramos na vila de Ponte de Lima e daí seguimos para Paredes de Coura e Valença, que através da Ponte Velha sobre o Rio Minho nos conduzirá por terras da vizinha Espanha até Lugo e depois até ao fim da nossa caminhada, em Astorga.

Património Natural Ao longo da Via Romana XIX podemos encontrar o carvalho-alvarinho ou carvalho-roble, o pinheiro-bravo e o castanheiro. O tojo, o azevinho, a giesta e o feto constituem algumas das espécies de porte menor. A fauna também a podemos observar ao longo do percurso, nomeadamente, o gado bovino e caprino, o esquilo-vermelho, a borboleta, o lagarto-de-água, o coelho-bravo, a águia-de-asa-redonda, o melro preto, o chapim, o pisco-de-peito-ruivo são alguns dos exemplos.

Lagarto-de-água

Caminhando pela História…

Vias Atlânticas é um projecto financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e que tem procurado aliar o turismo cultural e o respeito pelo meio ambiente ao conhecimento científico, a fim de promover um “novo” itinerário turístico e cultural transfronteiriço, seguindo o traçado das calçadas romanas designadas no Itinerário de Antonino como “Via XIX” e “Via XX”, e que seguiam o seu curso pelo Norte de Portugal e pelas províncias galegas de Pontevedra, A Coruña e Lugo.

“Todos os caminhos vão dar a Roma”, quando queremos dizer que, mesmo que nos desviemos da rota conhecida, sempre encontraremos algum outro caminho, que poderá levar-nos ao nosso destino. Esta expressão dá-nos bem a ideia da importância e grandiosidade das antigas vias de comunicação construídas pelos Romanos e que se estendiam por todos os territórios do seu Império. Foi na Primavera de ano de 137 a.C. que a expedição comandada por Décimo Júnio Bruto, depois cognominado O Galaico, atravessava o mítico rio Lethes, o rio do esquecimento, e entrava nos territórios do Noroeste Peninsular. A partir desse momento, aquela remota e temida região do Finis Terrea passava a fazer parte do universo romano, embora tenha tido de passar mais de um século para que o próprio Augusto, comandando três legiões, chegasse ao Noroeste a fim conseguir a pacificação e conquista dessa região salpicada de castros. Por esse motivo, a partir do ano 10 a.C., deu-se início à construção da rede viária da região, estruturada de acordo com uma nova planificação territorial. A criação da infra-estrutura viária, juntamente com a fundação imperial de três cidades capitais de três conventus jurídicos, permitiu aos Romanos o controlo político e administrativo do território, ao mesmo tempo que contribuiu para a sua exploração económica, especialmente a das riquezas minerais, abundantes na região, e possibilitou um adequado transporte terrestre de mercadorias e viajantes. Estas vias, cujos traçados aparecem em várias fontes antigas, tanto escritas, como o Itinerário de Antonino, uniam as capitais dos conventus jurídicos da Gallaecia: Bracara Augusta (Braga) e Asturica Augusta (Astorga), passando por Lucus Augusti (Lugo). De todas elas, a mais longa era a Via XIX, com 299 milhas e que comunicava com as referidas capitais através de Ponte de Lima, Valença do Minho, Tui, Caldas de Reis, Iria Flavia e Lugo, entre outras. Com o passar dos anos a infra-estrutura romana desapareceu quase por completo, restando apenas alguns vestígios do que originariamente foi esta grande rota de comunicação durante o período imperial (miliários, pontes ou pequenos troços do traçado viário original), cuja conservação e valorização se revestem de grande relevância para o futuro, uma vez que são uma parte importante da nossa cultura e do legado dos nossos antepassados. Fábio, 9.º A Clube de Jornalismo (Fonte: www.viasatlanticas.org)


Passatempos 15

O Mourinho

Estuda brincando 1- Compositor que ficou surdo aos 26 anos: a) Beethoven b) Mozart c) Chopin

Descobre as 18 diferenças nos dois desenhos.

SHREK

2- Descobriu a vacina contra a raiva: a) Louis Pasteur b) Madame Curie c) Fleming

3- O osso mais pequeno do corpo humano chama-se estribo, mede 3 mm e encontra-se no: a) Dedo mindinho b) Cérebro c) Ouvido interno

A casa de cada um Coloca cada povo na respectiva casa. 4- A libélula é um insecto que podes encontrar: a) À beira da água b) Na montanha c) Nos esgotos

O Lobisomem What’s the opposite? O Lobisomem não sabe ver as horas. Ajuda-o a descobrir quanto tempo falta para a sua transformação, que se dará à meia-noite.

Parentescos: investiga e responde A) O que me é a mim a filha da irmã da minha mãe? B) O que me é a mim o avô do pai do meu irmão? C) A mulher do meu irmão é o quê à minha mãe? D) A mãe do meu pai é o quê à minha mãe?

SMALL BIG SHORT

Mots mêlés de la Saint Valentin Tenta localizar na grelha as palavras da lista que estão escritas em todos os sentidos.

As ampulhetas O João tem de deixar ao lume uma panela com água durante 15 minutos, mas tem consigo apenas duas ampulhetas. Uma das ampulhetas é de 7 minutos e a outra é de 11 minutos, como conseguirá resolver o problema?

Soluções na próxima edição.

1- Amoureux 2- Coeur 3- Romantique

4- Présent 5- Dîner 6- Surprise

7- Bonheur 8- Amour

THIN FAT LONG

Across 2. What’s the opposite of BIG? 5. What’s the opposite of FAT? Down 1. What’s the opposite of THIN? 2. What’s the opposite of LONG? 3. What’s the opposite of SHORT? 4. What’s the opposite of SMALL?

Definição

Tânia Silva, 7.º D

Dente de alho - Dente que não precisa de ser lavado.


16 Conhecer

O Mourinho

Cristiano Ronaldo melhor do Mundo de 2008 “Sonho de Cristiano Ronaldo tornado realidade!”

Cristiano Ronaldo, o CR7 Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro nasceu no Funchal, a 5 de Fevereiro de 1985. É um futebolista português, a quem em tempos José Mourinho chamou “o filho do Van Basten”. Natural da ilha da Madeira, mais concretamente da freguesia de Santo António. O seu nome foi uma homenagem de seu pai a Ronald Reagan. Pelo aniversário, pedia sempre a todos os seus familiares e amigos uma bola como prenda, apenas uma bola. De manhã até à noite, sempre a jogar futebol. A sua vida era jogar futebol. Ronaldo em pequeno chegou a participar em alguns torneios, na zona da sua residência, junto de adultos. Aluno pouco aplicado era, no recreio, a jogar à bola com os amigos, que se sentia feliz. Pela forma como dribla a bola em campo, ultrapassa facilmente qualquer jogador. Considerada uma das maiores revelações no futebol dos últimos tempos, é considerado um grande jovem talento do futebol mundial pela sua habilidade e facilidade de lidar com a bola. O que faz a alegria dos torcedores do Manchester United e da Selecção Portuguesa. Pode jogar como atacante, quer pelas pontas quer como criador de jogo pelo centro, driblando em sequência. É muito “castigado” em campo por causa da sua habilidade, mas também é admirado por aguentar firme o estilo de jogo do futebol inglês, conhecido como “truculento”.

O percurso O primeiro clube de Ronaldo foi o Clube de Futebol Andorinha de Santo António. Com apenas 9 anos, apesar de não ter um aspecto muito atlético, Cristiano Ronaldo já jogava muito bem. Era tão rápido que lhe chamavam o “abelhinha”. Não admira que o Marítimo Futebol Clube o tenha convidado para jogar na sua equipa de infantis! Posteriormente em 1995 ingressa nos infantis do CD Nacional. Na sua primeira época, o futebolista iniciou a sua vontade ganhadora, ao vencer o campeonato de infantis, conquistando assim o primeiro título como jogador de futebol. Com apenas 11 anos de idade sai da Madeira e vem para Lisboa, ingressar nos juvenis do Sporting Clube de Portugal. A decisão de abandonar a ilha da Madeira foi complicada, mas o sonho de ser jogador de futebol falou mais alto e acabou por vir com a mãe para o Continente. Ronaldo faz o percurso nas camadas jovens do Sporting até à sua estreia pela equipa principal, que aconteceu com apenas 17 anos. A sua estreia nos relvados foi em Setembro de 2002, defendendo o Sporting e nesse jogo, marcou dois golos. Nessa época (2002/2003) Ronaldo participou em 25 jogos e marcou 3 golos. No jogo de estreia do novo estádio Alvalade XXI do Sporting Clube de Portugal, Cristiano Ronaldo fez um jogo de tal modo empolgante que os jogadores do Manchester United, no voo de regresso a Inglaterra, pediram a Sir Alex Ferguson a sua contratação para substituir David Beckham, que se tinha transferido para o Real Madrid, facto que levou o Manchester a despender 15 milhões de Euros. Uma nova Estrela nascia! No dia 20 de Agosto de 2003, Ronaldo estreou-se na selecção portuguesa frente ao Kazaquistão pela mão de Luís Filipe Scolari. É a estrela da selecção Portuguesa e o substituto natural de Luís Figo. Joga no Manchester United, equipa inglesa da Premier League desde 2003 e o seu contrato foi renovado até ao ano de 2012.

Perfil Nome: Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro Nome do Pai: José Diniz Aveiro Nome da Mãe: Maria Dolores dos Santos Aveiro Irmão: Hugo Irmãs: Kátia e Elma Principal defeito: Ser teimoso e preocupar-se com coisas supérfluas. Principal virtude: Ser uma pessoa alegre Antes de entrar em campo: Agarra num crucifixo que tem ao pescoço e dá-lhe três beijos

Prémio FIFA Word Player of the Year 2008 O futebolista internacional português Cristiano Ronaldo, jogador do Manchester United, foi eleito o melhor jogador do Mundo de 2008 pela Federação Internacional de Futebol (FIFA), na Gala do organismo, em Zurique, Suíça. Cristiano Ronaldo, que já tinha ganho a “Bola de Ouro” do France Football, tornou-se o segundo português a arrebatar o troféu, depois de Figo, em 2001. Em 2008, o extremo luso, de 23 anos, venceu o Mundial de clubes, a Liga dos Campeões e a Liga inglesa, sendo eleito o melhor jogador da “Champions” (também o melhor avançado) e da “Premiership”, provas em que foi igualmente o melhor marcador. Com os 31 golos apontados na edição 2007/2008 do campeonato inglês, Cristiano Ronaldo conquistou também a “Bota de Ouro”, num ano em que só lhe faltou brilhar pela selecção das “quinas” (eliminação nos quartos-de-final do Europeu, face à Alemanha). Cristiano Ronaldo tornou-se igualmente o segundo jogador a conquistar no mesmo ano a Bota de Ouro,a Bola de Ouro e o troféu da FIFA, depois do brasileiro Ronaldo, em 1997.

“Sou ambicioso, quero jogar cada vez melhor e ser sempre reconhecido.” (Cristiano Ronaldo)

Dado conclusivo: juntas, as votação de Messi [678] e Torres [203] não chegaram para igualar a consensual nomeação de Ronaldo como número um mundial, com 935 votos atribuídos entre os seleccionadores e capitães das selecções de futebol do mundo.

Amuleto: Um crucifixo Jogador preferido na infância: Maradona O que mudaria no mundo do futebol: A agressividade na linguagem com os árbitros e jogadores Primeiro salário foi de: 50 euros (10 contos) Desportista que admira: Figo Vício: Fazer flexões O que não perdoa: A traição Com o que é que se emociona: Com a vivacidade e brilho das coisas Cidade predilecta e o sítio para descansar: Funchal O que gosta de fazer nos tempos livres: Passear, ouvir música e, por

FICHA TÉCNICA Edição - Agrupamento de Escolas de Moure, Nº31 - Fevereiro de 2009 Ano de início de publicação - 1997 Periodicidade - Semestral Tiragem - 2000 exemplares Redacção - Escolas do Agrupamento de Moure e Clube de Jornalismo Coordenação do Jornal - Equipa TIC Paginação e Arranjo Gráfico - Madalena Sousa

vezes, estar sozinho Estilo de música: Música de Dança Filme favorito: “Soldado Universal” Actor: Jean Claude Van Dame Actriz: Angelina Jolie Prato predilecto: Bacalhau à braz Bebida preferida: Santal Cor preferida: Branco O que levaria para uma ilha deserta: Uma bola

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