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77 MONÓSTICOS DE CARBONO “A poesia é o verdadeiro real absoluto. Quanto mais poético mais verdadeiro” Novalis

“A poesia é a morada do ser” Holderlin/Heidegger É o mais inocente e perigosos dos bens. Holderlin “Ler texto complexo (quanto poesia absoluta) é mais benéfico à mente que livros de autoajuda” Admmauro Gommes, citando pesquisa da Universidade de Liverpool (recente – março 2013)

Coleção TEXTOS AGRESTES Recife, Garanhuns, Palmares, Retiro das Águias - PE - BR Brasil

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POESIA BSOLUTA.COM.BR Coleção TEXTOS AGRESTES Edições PapelJornal/O Monitor

Direção Editorial Osman Holanda Cavalcanti Vital Corrêa de Araújo – E-mail: apenasvital@gmail.com Fone: (87) 9159.5884 LOGONOME DA CAPA BY John Tarlyton Edição sob os auspícios da TVAG e Rede HC de Comunicação

Apoio Cultural

Catálogo de Títulos Publicados 13 Poemas + 13 Poemas Verão Corpo de Mulher É Poema Eleutherius O Infinito é pequeno Falo 77 monósticos de carbono


Quantas épuras destino encerra?

Aduanas são noturnas.

Noite egípcia.

Beijo vértice de nojo

Escárnio arma de covarde.

Uxoricida rato sem sarjeta.

Úmida e acetinada geometria da lágrima.


Sandália de Empédocles Etna cospe.

Pandora não guarda mais esperanças.

Só palavra caixa de greda abre.

No mesmo saco gatos rasgam-se.

Inverno esculpe lágrimas no rosto do Central Park.

Máscaras inspiram-se em rostos.

Alma não escolhe corpos.


Párocos depauperam domingos.

Provérbios abatem intempéries.

Vândalo depreda horizontes.

Tímpano teme prédica.

Lento cemitério de lince.

Átimo centro do labirinto.

Novela invenção de Ariadne.


Retornos são eternos.

Sono feito de pedra e abandono.

Cabe a morto desenterrar uivos.

Súbito paralisa o espírito.

A voltagem do medo arrebenta o límpido.

Usinas de greda ensombrecem o hino.

Tornam cínicas narinas carnívoros aromas.


Chuva no porto molhe de abelhas alaga.

Tempo se alastra na boca da mosca.

No quarto desejo dor despejo.

Lua converte vinho em veludo.

Silos grรกvidos de ogivas.

Frio perfura hangares.

Gruas esmagam sedas.


Toda utopia é solitária.

As luzes da melancolia são cegas.

Fidelidade é difícil.

Felicidade animal.

Tédio malcriada obra do demônio.

Tarde rechaça a piedade de um declive.

Hábito de abade brancas cambraias de outubro.


Poesia caibro e sustento.

De imenso me alimento.

Alumínio ilumina lodos vândalos.

Pálpebras das calêndulas são azuis.

Verdes teus olhos inocentes.

Leem-se vaticínios nas vísceras dos arúspices.

Cifras de cirrose financeira operam no fígado dos banqueiros.


Dia açula cães contra ossos da noite.

Estilhaços de silêncio recolho do leito do último alento.

Agiota tem alma de vanádio e úlcera.

É de tório o espírito.

Túmulos são monótonos.

Há rumor de lua no percurso da acácia.

Círculos de prismas exuberantes: gozo.


Alçar a céu aríete sonho de átila de cera.

Tumultua alma publicação do íntimo .

A dedicatória é melhor que o poema.

Emenda sempre salva soneto.

A náusea é francesa.

Risco cirúrgico.

Caçador bem assado sonho de consumo do cervo.


Ídolos sólidos pêndulos pandos.

Morte de cisne é branca.

Dor prenda de predador.

Paciência de Penélope múltipla.

Morte da corça pura.

Burocracia abomina facilidades.

Dos tanques de Tóquio saltam ruídos de água das rãs.


Cor de sândalo e baunilha amo.

Bacias episcopais ou planteis de cavalos?

Ao bulbo ardido e ao púbis grato.

Que me mantêm o riste.

Das vísceras dos vaticínios tiro arúspices.

E das entranhas do futuro o profeta.

O sentido é um acaso.


Aos intelectuais: Osman Holanda, Marusan Pelo de Melo, Maviael Medeiros, Givaldo Calado, Nivaldo Tenório, Messias Freitas, Cibele Medeiros e André Castro, Augusto César Accioly, Liberato (ex-Prefeito de Escada), Pedro Henrique Veloso, Jodeval Duarte, Raimundo Miguel (bravo notário e lídimo acadêmico), Hildeberto Martins, excelso editorialista de O Monitor, José Henrique, Heloísa Flora do Brasil Bastos, Aristóteles Bastos, Thompson Pedrosa, Dimas Pedrosa, Izaías Régis, Eliane Simões, Ivonete Xavier, João Fernandes, Antonio Cândido, Antônio Vilela, Sandoval Ferreira de Melo (conhecido por Vavá, primo de LULA), Ormito Azevedo, Prof. Carlos Guedes (excelente quadro intelectual em evidência para imprimir novos rumos à Academia de Letras de Garanhuns), Renaldo Tenório de Moura, Manoel Hélio Monteiro, Marcilene Pereira, Fernando Ferro , Dorvalina Maciel e Simão Silva.

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ou comunique-se via: FACEBOOK.COM/USINAVCA 2. Os poemas desta 8ª coletânea ora publicada na coleção TEXTOS AGRESTES, edições PapelJornal e O Monitor foram compostos do belvedere (alicerce do canto) ímpar de uma janela (a Jota) do Mosteiro de São Bento, a que devo a luminosidade das palavras que os encarnam. Daí, o título: Visão poética do alto da cela. Todos recepcionados pelo poeta no pino da madrugada e nas incisivas rosas da manhã (de pássaros e cigarras) da janela de templo, no lapso, brecha temporal primorosa entre 18 e 22 de abril de 2012. Alguns muitos, do Castelo do Magano, onde moro. Obs) No Recife visite o espaço Centro Cultural Vital Corrêa de Araújo, à rua da Glória 472 (próximo à esquina do Mercado da Boa Vista).



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