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ECONOMIA

Especial Ensino

28 de Junho de 2012

Ensino de qualidade em ambiente propício à aprendizagem

Escolas da região mostram dinamismo ao divulgar a sua oferta educativa

Maria Celeste Sousa - Directora da Duarte Bernardo - Director da Escola Secundária Santa Maria do Escola Profissional de Salvaterra Olival - Tomar de Magos

Teodoro Roque - Director do Agrupamento de Escolas Alves Redol, Vila Franca de Xira

Ana Catarina Craveiro - Directora Manuela Esménio - Directora Eunice Lopes - Directora Pedagógica da Escola Profissional da Escola Secundária Maria Lamas do Agrupamento de Escolas de - Torres Novas Salvaterra de Magos de Torres Novas

Dolores Barbera - Directora da escola “English 4 You” - Torres Novas

Isabel Silva - Directora do Agrupamento de Escolas de Ferreira do Zêzere

Fundadoras da “The Learning Spot - Escola de Línguas e Estudo Acompanhado” - Abrantes

Eugénio de Almeida - Presidente do Instituto Politécnico de Tomar

Adelaide Carvalho - directora da Escola Secundária de Benavente

Maria Salomé Rafael - Presidente da Direcção das Escolas Profissionais de Coruche e de Hotelaria e Turismo de Lisboa

Frederico Nunes - Director da Escola Secundária de Alcanena

Cristina Pereira - directora do Cavendish House - Instituto de Línguas de Azambuja

Maria Adélia Esteves - directora da Anabela Almeida - directora da Escola Secundária Sá da Bandeira, Escola Secundária Marquesa de Santarém Alorna, Almeirim

Teresa Serrano - Vice Presidente do Instituto Politécnico de Santarém

José Possante - Director da Escola Secundária Jácome Ratton, Tomar

Sónia Seixas - Subdirectora da Escola Superior de Educação, Santarém

Isabel Coelho - Directora do Agrupamento de Escolas José Relvas - Alpiarça

Nesta edição de O MIRANTE há mais de duas dezenas de escolas que se apresentam publicamente, quer através de mensagens publicitárias, quer através de informações úteis fornecidas pelos seus responsáveis. Este suplemento não é um guia de todas as escolas da área de abrangência do jornal. Mas é, seguramente, um guia dos estabelecimentos de ensino empenhados na informação de estudantes, pais e encarregados de educação. Um guia de estabelecimentos em condições de preparar quem os procura, para o competitivo universo do mercado de trabalho.

Francisco Neves - Director da Escola Secundária do Entroncamento

Irene Guedes - Escola Profissional Luciano Vitorino - Director Pedagógico da Escola Profissional Gustave Eiffel do Entroncamento de Rio Maior


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Ensino de qualidade em ambiente propício à aprendizagem Escolas da região mostram dinamismo ao divulgar a sua oferta educativa O dinamismo das escolas também se mede pela preocupação que demonstram na divulgação dos seus cursos e das condições que oferecem. Escolas que continuam à espera, de braços cruzados, que os potenciais alunos lhes batam à porta, são escolas desligadas da realidade. E uma escola desligada da realidade dificilmente poderá dar mundo aos seus alunos. Nesta edição de O MIRANTE há mais de duas dezenas de escolas que se apresentam publicamente, quer através de mensagens publicitárias, quer através de informações úteis fornecidas pelos seus responsáveis. Este suplemento não é um guia de todas as escolas da área de abrangência do jornal. Mas é, seguramente, um guia dos estabelecimentos de ensino empenhados na informação de estudantes, pais e encarregados de educação. Um guia de estabelecimentos em condições de preparar quem os procura, para o competitivo universo do mercado de trabalho. A grande maioria das escolas incluídas no suplemento que editamos são escolas com provas dadas. Têm boas instalações, corpos docentes estáveis e funcionários com larga experiência. São escolas que já obtiveram reconhecimento a vários níveis, quer pela excelência do ensino, quer pela prestação profissional dos seus alunos e ex-alunos. São escolas que qualquer especialista em questões de ensino recomendaria sem hesitar. Não há casos graves de indisciplina nem de marginalidade nas escolas da região. A ligação entre as escolas e as comunidades onde se inserem é uma realidade. A participação dos pais é, em alguns casos,

Nesta edição de O MIRANTE há mais de duas dezenas de escolas que se apresentam publicamente, quer através de mensagens publicitárias, quer através de informações úteis fornecidas pelos seus responsáveis. Este suplemento não é um guia de todas as escolas da área de abrangência do jornal. Mas é, seguramente, um guia dos estabelecimentos de ensino empenhados na informação de estudantes, pais e encarregados de educação. Um guia de estabelecimentos em condições de preparar quem os procura, para o competitivo universo do mercado de trabalho notável. A diversidade de oferta é uma realidade. Dois Institutos Politécnicos com Escolas Superiores bem cotadas em termos de qualidade de ensino. Escolas Profissionais; escolas de línguas; escolas secundárias com resultados acima da média nacional; agrupamentos de escolas sempre atentos às necessidades das crianças e jovens que os frequentam. Se é sempre difícil escolher, a escolha fica simplificada quando a qualidade da oferta é elevada e divulgada atempadamente.

Preparar os jovens para terem sucesso respeitando os outros A Escola Secundária Santa Maria do Olival (ESSMO), herdeira do Liceu Nacional de Tomar, tem como missão “ensinar aos alunos uma forma de vida que os leve ao sucesso, fazendo-os crescer livres, solidários e responsáveis, através de um ensino de qualidade e de aprendizagens bem sucedidas”. De acordo com a directora, Maria Celeste Sousa, os professores constituem uma equipa estável (90% pertencem ao quadro da escola) sendo de realçar o seu empenho e esforço na motivação dos alunos. “Privilegiamos o desenvolvimento de competências essenciais à formação integral dos adolescentes tais como o rigor, a responsabilidade, a disciplina, o respeito por si próprios e pelos outros, a curiosidade, a reflexão, o trabalho, a persistência, a tolerância, o voluntariado, a solidariedade e a cooperação”, descreve. Dos cerca de 90% dos alunos que anualmente ingressam no ensino superior, 66% entram na primeira opção, realça. A responsável recorda que, na avaliação realizada por uma equipa de avalia-

Maria Celeste Sousa, Directora da Escola Secundária Santa Maria do Olival - Tomar

ção externa coordenada pela Inspecção Geral de Educação e Ciência, a ESSMO obteve “muito bom” nos domínios dos resultados, liderança e gestão escolar e “bom” na prestação do serviço educativo. Em relação a instalações a escola está apetrechada com materiais e equipamentos pedagógicos/didácticos e dotada de modernos laboratórios. As salas de aula foram recentemente remodeladas e equi-

padas com novo mobiliário e “a escola oferece excelentes condições de bem estar, tranquilidade e segurança”, garante. Celeste Sousa acrescenta que, na sua escola, os alunos trabalham para “um ambiente saudável e seguro”, cooperando com o Gabinete de Mediação, criado para resolver conflitos entre pares, participando no Desporto Escolar, na Educação para a Saúde e em práticas de voluntariado.


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Turmas pequenas e homogéneas para um ensino personalizado A Quitxalla é a entidade detentora da escola “English 4 You”, em Torres Novas, sendo dirigida por Dolores Barbera, professora catalã que escolheu o nosso país para trabalhar há muitos anos. A escola, certificada pelo Ministério da Educação, ensina línguas como o inglês, o espanhol, o francês, o alemão, o italiano, português para estrangeiros e russo. Os horários são acessíveis a alunos da escola oficial e a trabalhadores, as turmas são pequenas (entre 8 e 10 alunos) e as idades dos alunos que as integram homogéneas. “O máximo de diferença de idade é de dois anos”, explica Dolores Barbera. A exigência faz parte do lema da escola, sendo feito, mensalmente, um relatório da evolução da aprendizagem. “Um aluno que, por exemplo, queira estudar no estrangeiro tem que ter uma competência oral muito elevada, o que pode ser conseguido aqui uma vez que está mais acompanhado”, exemplifica. A Quitxalla aceita alunos a partir dos quatro anos, podendo ser frequentados

Dolores Barbera - Directora da escola “English 4 You” - Torres Novas

cursos anuais de 60 ou 90 horas, cursos de Business e aulas individuais. Na escola faz-se ainda a preparação para exames e dão-se explicações. Também já aconteceu a escola ser procurada por portugueses que decidem emigrar e querem aprender a língua do país de destino. A responsável destaca como vantagens da instituição o facto dos cursos estarem estrutura-

dos segundo os níveis do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas Estrangeiras. “São formações aliadas à aprendizagem da língua estrangeira e ao estudo e conhecimento da cultura dos países onde esses idiomas são falados, com professores nativos ou bilingues”, atesta. Em Julho realizam-se os cursos de Verão. Em Agosto a escola fecha para férias.

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Uma escola inclusiva que potencia a diferença

Formação profissional com efectiva ligação ao mundo do trabalho

A Escola Secundária Jácome Ratton, em Tomar, tem uma longa tradição na formação de jovens e adultos, quer para o prosseguimento de estudos, quer para a vida activa. “Somos uma escola com orgulho no seu passado, que vive intensamente o presente e que se prepara para o futuro”, refere a O MIRANTE José Possante, director. De facto, ao longo dos seus 128 anos de existência, muitas gerações iniciaram nesta escola um caminho que foi determinante para toda a sua vida. Com uma oferta formativa diversificada e um conjunto de professores motivados. “É uma escola com magníficas instalações, profundamente remodeladas há dois anos. Possui um Serviço de Orientação Pedagógica permanente. Com nove cursos profissionais, a Escola Jácome Ratton preocupa-se ainda em colocar os alunos que terminaram o seu percurso formativo no mercado de trabalho. Deste modo, todos os anos, mais de 50 jovens fazem o seu estágio em empresas da região, estabe-

Formação de qualidade indiscutível, uma taxa de empregabilidade de 89 por cento, aulas teóricas e práticas ministradas por formadores e professores com experiência da vida empresarial são alguns dos pilares que fazem da Escola Profissional de Rio Maior (EPRM) um dos melhores pólos de formação da região e do país desde que há 20 anos foi criada. Financiada a 85 por cento por fundos comunitários, não só não cobra mensalidades aos alunos como assegura apoios em transportes, alimentação e alojamento. Podem candidatar-se aos diversos cursos jovens com o 9.º ano completo e com menos de 25 anos. Formadores que estão ou estiveram ligados a empresas como a Rodoviária do Tejo, Unicer, Carnes Nobre e parceiros como a Bosch Vulcano, Omron, Hemera Energy são o garante de uma efectiva ligação ao mundo do trabalho. As duas centenas de formandos, metade dos quais não são do concelho, têm acesso, quer nas oficinas, quer nas empresas a equipamentos tecnologicamente avançados. “Em

José Possante - Director da Escola Secundária Jácome Ratton - Tomar

lecendo o primeiro contacto com a vida profissional. “Muitas vezes, estes jovens são apoiados por técnicos das empresas, que também foram alunos da Escola, formando uma autêntica “Família Ratton”, salienta o responsável. Por outro lado, também se trabalha para permitir aos bons alunos o acesso ao ensino superior nos cursos desejados. São ainda ministrados cursos

em horários nocturnos e cursos de qualificação profissional (CEF’S). A Jácome Ratton é conhecida na comunidade como uma escola que está preparada para recolocar os jovens num caminho formativo certo. Por isso, o director refere que o lema da Jácome passa por ser “uma escola inclusiva que potencia a diferença”. Mais informações em www. escolajacomeratton.pt.

Luciano Vitorino - Director Pedagógico da Escola Profissional de Rio Maior

Janeiro/Fevereiro de 2013 teremos 78 alunos em estágios, 20 dos quais ao abrigo de projectos europeus em empresas de Malta, Itália, Espanha e Alemanha”, refere o director pedagógico Luciano Vitorino. No próximo ano lectivo a EPRM vai ministrar os cursos de Electrónica, Automação e Instrumentação, Transportes, Manutenção Electromecânica, Frio e Climatização,

Instalações Eléctricas, Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, Energias Renováveis/Sistemas Eólicos e Turismo Ambiental e Rural. As novidades são os cursos de técnico de Comunicação (Marketing, Relações Publicidade), técnico de Instalações Eléctricas (este com 100 por cento de empregabilidade), de Energias Renováveis (Sistemas Solares) e Auxiliar de Saúde.


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Escola Profissional de Salvaterra de Magos aposta num processo educativo integral Desde 1990 que a Escola Profissional de Salvaterra de Magos prepara jovens para o mundo do trabalho. Contudo, e embora seja esta a sua principal actividade, não esquece os alunos que têm intenção de enveredar pelo ensino superior, criando condições para que o consigam fazer autonomamente. Assumindo como missão contribuir para o desenvolvimento socioeconómico desta região através da formação de quadros técnicos intermédios altamente qualificados, a EPSM, após auscultação dos empresários da sua região de influência - Salvaterra de Magos, Benavente, Coruche e Almeirim - estabeleceu protocolos de cooperação com várias empresas, autar-

quias e instituições locais, aos mais diversos níveis, criando uma plataforma de trabalho e entreajuda essencial ao seu crescimento. Razões que permitiram a este estabelecimento de ensino cultivar uma excelente relação com o mundo empresarial e fortalecer o seu desenvolvimento sustentado, não tardando que começasse a ser procurado por alunos provenientes de outros concelhos, o que prova o sucesso do projecto em que acreditamos. Ao longo da sua história, a EPSM manteve sempre como princípios orientadores os objectivos já consagrados no seu projecto educativo, nomeadamente, prestar serviços à comunidade, numa base de valorização recíproca,

contribuindo para o desenvolvimento social, económico e cultural da mesma; estimular no corpo docente o gosto pela pesquisa de novas técnicas pedagógicas, visando a optimização do processo ensino-aprendizagem; promover o trabalho em equipa como forma de rentabilizar conhecimentos de cada membro; melhorar a qualidade da formação e da relação entre os actores envolvidos no processo de ensino-aprendizagem; proporcionar a valorização do indivíduo, apostando num processo educativo integral e promover o desenvolvimento pessoal e socioprofissional dos jovens, articulando sempre a sua actividade com as dinâmicas de desenvolvimento locais.

Formar cidadãos activos, responsáveis e empreendedores “Crescer, Aprender, Ser” é o lema da Escola Secundária do Entroncamento, composta por um corpo docente estável, com uma vasta experiência profissional e, na maioria dos casos, com uma formação académica pós-graduada. O director, Francisco Neves, refere que os resultados obtidos pelos alunos, ao nível dos exames nacionais situam-se acima da média nacional, ocupando os primeiros lugares das médias distritais. O sucesso dos alunos é potenciado através da implementação de diferentes modalidades

de apoio ao estudo e actividades de integração dos recém- chegados à escola. Nesta escola tem sido recorrente celebrar parcerias com instituições públicas e privadas, com o objectivo de maximizar a interacção da escola com a comunidade envolvente. Desta interacção têm resultado benefícios para os alunos, sobretudo os dos cursos profissionais - pela possibilidade de nessas instituições realizarem a sua formação em contexto de trabalho - mas também para as actividades de apoio pedagógico, quer ainda para

a consecução de projectos só possíveis com um apoio mecenático. A escola conta, no ano lectivo que agora finda, com um total de 1089 alunos, distribuídos por 47 turmas e 125 professores. As instalações encontram-se em bom estado de conservação e foram, no último triénio, sujeitas a obras de requalificação. Muito recentemente foram inaugurados três novos espaços: um auditório com capacidade para 70 pessoas, uma rampa de acesso à zona desportiva e um jardim. A escola apresenta uma

Duarte Bernardo - Director da Escola Profissional de Salvaterra de Magos

A filosofia educativa da Escola Profissional de Salvaterra de Magos fundamenta-se, nas realidades local, regional, nacional e internacional, procurando ser um agente activo grande diversidade de oferta formativa (todos os cursos científico-humanísticos, diferentes cursos profissionais, CEF´s e EFA´s) e assegura aos alunos do 3º ciclo a possibilidade de prosseguirem os seus estudos na mesma escola. O Plano Anual de Actividades reflecte a missão da escola que passa por contribuir para a formação integral dos alunos, enquanto cidadãos activos, responsáveis e empreendedores. Em muitos casos, os alunos dos cursos profissionais têm sido contratados pelas empresas onde realizam essa formação. A par da formação curricular, a escola candidatou-se aos programas Erasmus e Leonardo Da Vinci e tem já a confirmação

e dinamizador junto do tecido empresarial e trabalhando em estreita parceria com todos os agentes económicos, autarquias e forças vivas da região. Contudo, acreditamos que es-

te factor, embora fundamental, não é o único responsável pelo sucesso que temos conseguido. O sucesso da EPSM começa aqui: dia após dia, nas salas de aula, nos laboratórios apetrechados de material, no pátio, e resulta, tão-somente, do empenho que cada um de nós deposita no trabalho que diariamente realiza. Consciente das mais diversas mutações sociais, a Escola Profissional de Salvaterra de Magos tem-se caracterizado, desde a sua origem, pela aposta num trabalho conjunto e articulado entre direcção, professores, psicóloga, alunos, encarregados de educação, funcionários e meio social envolvente, com o objectivo de oferecer aos seus alunos uma sólida formação humana, cultural, social, científica, técnica, tecnológica, prática e cívica.

Francisco Neves - Director da Escola Secundária do Entroncamento

de que a candidatura a este último foi aprovada para 8 alunos dos cursos profissionais que vão realizar forma-

ção em contexto de trabalho em Leipzig (Alemanha) e Barcelona (Espanha).


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Uma escola que tem uma biblioteca Ambiente informal e uma aberta a toda a população grande ligação à comunidade A Escola Secundária de Benavente vai abrir no próximo ano lectivo dois novos cursos profissionais - Técnico de Animador Sociocultural e Técnico Auxiliar de Saúde. “Pensamos este cursos para os alunos que escolheram o curso regular de ciências e tecnologias e não estão a aguentar as disciplinas mais difíceis e também para os que procuram um curso mais leve, com menos horas de matemática”, explica a directora Adelaide Carvalho. No entanto, não vai abrir Cursos de Educação e Formação (CEF) porque não tem capacidade para responder à procura. “Temos as nossas oficinas completamente ocupadas e como são cursos muito práticos resolvemos não abrir”, revela a directora. Estão apenas abertas inscrições para o segundo ano destes cursos. A escola está neste momento a reunir um número mínimo de inscrições para abrir também aulas de português para estrangeiros. Intervencionada pela empresa pública Parque Escolar, a Secundária de Bena-

Adelaide Carvalho, directora da Escola Secundária de Benavente

vente tem boas instalações. Todas as salas têm um computador para os professores e algumas possuem quadro interactivo. O corpo docente está preparado para a adaptação aos currículos e a avaliação por módulos dos cursos profissionais. Não existem casos de indisciplina sérios, embora a directora saliente que “o respeito

pela figura do professor é cada vez menos valorizado pelos alunos”. Adelaide Carvalho destaca ainda os protocolos que a escola tem com várias empresas, que permitem aos alunos a realização de estágios e o facto de a biblioteca da escola estar aberta a toda a população do concelho.

O Agrupamento de Escolas de Alpiarça não chega a ter mil alunos mas alguns deles são oriundos dos concelhos vizinhos. Tal facto é originado pela sua oferta educativa. Os cursos profissionais de Programação de Sistemas Informáticos e de Gestão e de Técnico de Apoio e Gestão Desportiva têm registado grande procura. Este último curso tem como mais valia o número e qualidade das infra-estruturas desportivas que existem em Alpiarça. “Temos algumas modalidades que não existem noutros concelhos como a canoagem, ciclismo com a pista do estádio, a nave desportiva da feira para multidesportos, os campos de ténis, as piscinas e a Reserva do Cavalo do Sorraia para a prática da equitação”, exemplifica a presidente do agrupamento, Isabel Coelho. Os alunos também têm conseguido estagiar em entidades ligadas ao desporto. O Agrupamento de Escolas de Alpiarça abrange um total de 925 alunos, 113 docentes e 46 funcionários, repartidos por uma escola

Isabel Coelho - Directora do Agrupamento de Escolas José Relvas - Alpiarça

básica de II e III ciclos e Secundário, quatro escolas de I ciclo e três jardins-de-infância. A abertura do agrupamento ao exterior é política assente e uma parceria com a Casa-Museu dos Patudos permitiu receber alunos de escolas alemãs, inglesas e romenas, comparar práticas de sala de aula e fazer ac-

tividades de tempos livres. A gestão é de proximidade e familiaridade entre alunos, professores e funcionários, profissionais dedicados, não faltando também uma colaboração permanente com as associações de pais e a associação de estudantes, algo sublinhado por recentes inspecções oficiais ao agrupamento.


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Garantia de uma taxa média de empregabilidade a rondar os noventa por cento Uma taxa de empregabilidade média de 90 por cento, a garantia de realização de estágios em unidades empresariais da região, aulas de apoio e acompanhamento personalizado são as mais valias que a Escola Profissional de Torres Novas (EPTN) garante aos que se inscrevem nos seus cursos. Com as mudanças no sector da educação, a alteração do estatuto do aluno, os constrangimentos financeiros que vive a tutela, a EPTN ainda não definiu que cursos vai disponibilizar no ano lectivo 2012-2013. A única certeza é a de que tudo funcionará em função da procura. Até agora os cursos que melhores resultados têm obtido são os de Animador Sociocultural e Gestão. “Estes cursos têm tido uma elevada taxa de empregabilidade e grande empreendedorismo por parte dos alunos que organizam palestras, conferências e temáticas à dimensão dos seus projectos”, refere a directora pedagógica, Eunice Lopes. A directora assegura que

Eunice Lopes, Directora Pedagógica da Escola Profissional de Torres Novas

existe uma cultura de escola e uma identidade própria da EPTN. As instalações, inauguradas em 2000, ficam junto à sede da Associação Empresarial da Região de Santarém - Nersant. Ali funcionam as aulas teóricas e práticas em salas equipadas com ar condicionado. Aos alunos são dados apoios como subsídio de refeição, bolsa de material de estudo,

bolsa de profissionalização e transporte. A EPTN tem ainda a funcionar um Centro de Novas Oportunidades de validação de competências dos 9.º e 12.º anos que está a funcionar até Agosto para toda a área do Médio Tejo. Foram atribuídos cerca de 400 certificados de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC).

Quatro novos cursos são aposta da Escola Secundária Sá da Bandeira para o próximo ano Um curso de “turismo e lazer” e outro de “electrónica e automação” são as novidades que a Escola Secundária Sá da Bandeira, em Santarém, apresenta para o próximo ano lectivo. São dois cursos de dupla certificação dirigidos a quem já tenha concluído o 9º ano e que vão proporcionar não só equivalência ao 12º ano como também uma certificação que visa a inserção no mercado de trabalho. Tendo em conta também o aumento da escolaridade obrigatória, a escola aumentou o número de cursos profissionais. Nas novidades contam-se os cursos de “processamento e controlo da qualidade alimentar” e o de “gestão de equipamentos informáticos”. Mantém-se os cursos de energias renováveis, marketing e apoio à gestão desportiva. “São todos cursos considerados prioritários pelo Governo e em áreas que estão a crescer, como a das energias renováveis”, salienta a directora, Maria Adélia Esteves. Os cursos de ensino regular também têm colocado cada

Maria Adélia Esteves, directora da Escola Secundária Sá da Bandeira, Santarém

vez mais alunos no ensino superior. A escola requalificada pela empresa pública Parque Escolar está agora dotada de boas condições. “Ganhamos uma excelente biblioteca, laboratório, oficinas e salas de aulas completamente remodeladas”, realça a directora. O ambiente que se vive na escola é bom e os casos de indisciplina são pontuais. A directora aproveita para destacar

o recente prémio de Melhor Trabalho de Equipa atribuído pela Nersant a um grupo de alunos da escola que participaram no Fórum do Empreendedorismo. Destaca-se os protocolos da escola com o Instituto Superior Técnico e o Instituto Politécnico de Santarém que entre outras coisas permitem a formação de professores, visitas de estudo aos institutos ou acessos às bibliotecas.


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Número de alunos que entra no ensino Uma taxa de aprovação superior tem vindo a aumentar nos exames que ronda Teodoro Roque - Director do Agrupamento de Escolas Alves Redol, Vila Franca de Xira

O Agrupamento de Escolas Alves Redol destaca-se por apresentar um grande leque de oferta educativa no concelho de Vila Franca de Xira. Para além do ensino regular, que vai do pré-escolar ao ensino secundário, existem ainda cursos do ensino profissional, de educação e formação para jovens ou adultos. “Estamos preparados para receber

alunos que devido à sua idade ou aos próprios resultados escolares podem optar por vias alternativas para prosseguirem os estudos”, reforça o director, Teodoro Roque. O corpo de docentes do agrupamento é “estável, preocupado e dedicado”. Os casos de indisciplina dos alunos são pontuais e Teodoro Roque acredita que o crescimento do agrupamen-

to veio ajudar. “Passamos a acompanhar um aluno entre o pré-escolar e o secundário, o que permite um trabalho de maior proximidade”. As escolas estão razoavelmente conservadas, embora a Escola Básica de Povos precise de uma requalificação do espaço exterior. “Tenho pena que a escola secundária não tenha sido contemplada no projecto de requalificação das escolas do país. Também precisa de uma intervenção nas coberturas, na climatização e em outras infra-estruturas”, aponta o director. O agrupamento tem visto aumentar o número de alunos que ingressam no ensino superior e são muitos os prémios conquistados quer por alunos, quer por grupos de alunos. Destaca-se o primeiro lugar conquistado em dois anos consecutivos no concurso de oratória em inglês, National Public-Speaking Competition ou a recente visita do jovem empreendedor Luke Lancastar que regressará à Escola Secundária Alves Redol em Setembro.

os cem por cento

Cristina Pereira - directora do Cavendish House - Instituto de Línguas de Azambuja

Há 20 anos que o Cavendish House está aberto no número 7 da Rua Frei Jerónimo de Azambuja. Especializado apenas no ensino do inglês, conta com três professores nativos na língua inglesa. Por

ano regista uma média de 200 alunos, uma parte dos quais são apresentados aos exames da Universidade de Cambridge. Os principais exames para os quais os alunos são preparados são o FCE, o CAE e o CPE.

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A directora da escola, Cristina Pereira, garante que a taxa de aprovação é perto de 100 por cento. “O principal objectivo da escola é que os alunos saibam escrever, ler, ouvir e falar correctamente em inglês”, explica. As turmas são pequenas, não excedendo os 12 alunos, de modo a que o ensino seja ainda mais personalizado. Todas as salas estão equipadas com projectores e a directora da escola espera comprar em breve quadros interactivos para as três salas de aulas. O centro recebe alunos a partir dos seis anos e existem turmas em horário pós-laboral para quem trabalha. Os certificados que se obtém pela Universidade de Cambridge são cada vez mais importantes para quem deseja emigrar para trabalhar ou estudar. Do Cavendish House tem saído alunos que estão neste momento a viver em diversos países como Londres, Alemanha ou Estados Unidos. A escola também é um espaço que está aprovado para realizar exames escritos da Universidade de Cambridge. As inscrições para o próximo ano lectivo já estão abertas e quem se inscrever em Junho ou Julho obterá um desconto.


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A educação como resposta social aos problemas de um concelho O Agrupamento de Escolas do Concelho de Ferreira do Zêzere foi constituído em 2001/2002 e integra dois Centros Escolares, a Escola Básica de 1.º ciclo de Águas Belas, o Jardim-de-Infância de Águas Belas e a Escola Básica e Secundária de 2.º/ 3.º ciclos Pedro Ferreiro (Escola-sede). O agrupamento envolve 122 professores, 1153 alunos e 43 elementos do pessoal não docente. Isabel Silva, directora, salienta que este é um agrupamento vertical, que vai do pré-escolar ao 12.º ano e que tem uma correspondência física ao espaço do concelho. “Como somos a única oferta escolar no concelho não pretendemos destacar-nos. Temos outro tipo de preocupações que passa por sermos uma força interventiva no concelho”, refere. A E.B. 2,3/S Pedro Ferreiro é a escola sede do agrupamento. O seu patrono foi um homem de armas de D. Sancho I, senhor de terras e doador do foral à vila no primeiro quartel do séc. XIII. Em 2011/2012 a escola tinha 32 turmas num total de aproximadamente 650 alunos. Este ano terminaram os cursos

Isabel Silva - Directora do Agrupamento de Escolas de Ferreira do Zêzere

profissionais de Apoio à Infância e de Turismo Ambiental e Rural e ainda o Curso de Educação e Formação (CEF) de Bombeiros e Comércio e os cursos de Educação e Formação para Adultos (EFA) nocturno. No próximo ano lectivo vai ser iniciado um novo curso profissional de Turismo Ambiental e Rural, complementa a responsável. A acção social escolar é uma forte componente deste agrupamento. “Do ponto de vista socioeconómico é

um concelho com uma população com dificuldades. Temos 650 alunos na escola sede e cerca de 420 são subsidiados com acção social escolar”, exemplifica. Preocupamo-nos mais em dar respostas a estas características do que propriamente em arranjar uma filosofia que nos distinga dos outros, até porque não temos com quem nos comparar”, atesta, acrescentando que a formação de adultos - “os pais dos alunos” - também é uma

preocupação do agrupamento. No âmbito da ocupação dos tempos livres funciona, também nas instalações escolares da escola-sede, um Centro de Ocupação de Jovens, resultado de uma parceria com a Caritas Diocesana de Coimbra. O Centro Escolar de Areias entrou em funcionamento no ano lectivo de 2008/2009. Tem refeitório, pavilhão desportivo, sala de ATL, biblioteca, um parque infantil e uma sala de informática e instalações para a Associação de Pais e Encarregados de Educação. O Centro Escolar de Ferreira do Zêzere entrou em funcionamento em Setembro de 2011 e situa-se na vila junto da antiga escola primária, recebendo cerca de 300 crianças. A EB 1 de Águas Belas e o Jardim de Infância situam-se logo à entrada da freguesia. Começou a funcionar na primeira metade do séc. XX, é por isso uma escola antiga mas que sofreu obras de beneficiação no último Verão. O 1º ciclo tem 2 salas e cerca de 40 alunos e o Jardim 25 crianças. Têm sala de refeições, sala de ATL, parque infantil e um pequeno campo de jogos. A página web do agrupamento está disponível em www. eps-ferreira-zezere.rcts.pt/.

Tentando ser melhor para melhor servir Eugénio de Almeida, Presidente do Instituto Politécnico de Tomar, uma das instituições de ensino de referência da região

O Instituto Politécnico de Tomar (IPT) é há 25 anos uma instituição de referência no Ensino Superior Politécnico. A sua razão assenta no desenvolvimento da região sob o princípio da seriedade, “tentando ser

melhor para melhor servir” e tendo como principal preocupação os alunos. As três escolas superiores da instituição (Tecnologia, Gestão e Tecnologia de Abrantes) oferecem mais de 20 cursos distintos, disponíveis para


28 JUNHO 2012 consulta em www.ip.pt. Para alcançar os seus objectivos o IPT possui um corpo docente devidamente qualificado, um vasto leque de serviços que disponibiliza aos seus estudantes (por exemplo, os Serviços de Acção Social, os refeitórios, residências de estudantes, bibliotecas, laboratórios especializados, os programas de mobilidade, a rede de parceria com empresas, entre outros) que já proporcionaram várias referências e distinções muito positivas, tanto à instituição como aos seus alunos. O presidente do Instituto Politécnico de Tomar, Eugénio de Almeida, salienta o “Prémio Ouro” do programa Erasmus e as certificações de qualidade da agência europeia para a mobilidade, para além dos inúmeros prémios que os estudantes têm recebido em fóruns nacionais e internacionais. “Apostamos num ensino personalizado, com turmas pequenas e onde os docentes estão próximos e disponíveis para trabalhar com os seus alunos”, atesta o responsável, acrescentando que existe a garantia de que, no final do seu percurso formativo, os mesmos se sentirão mais bem preparados para enfrentar os desafios que se lhes irão colocar na sua vida activa. Para além dos currículos próprios de cada curso, os estudantes têm acesso a um conjunto variado de formações complementa-

res, nomeadamente na área das línguas estrangeiras e do empreendedorismo, através de workshops, seminários ou da participação em projectos como o Poliempreende. Através dos estágios profissionais, no final ou ao longo do seu percurso formativo, tomam contacto com o mundo do trabalho em várias empresas parceiras do Politécnico.

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Mais de 50 anos de ensino ao serviço da comunidade

Aprender línguas estrangeiras e até linguagem gestual

A constante alteração de legislação não ajuda à estabilização de uma escola e à reflexão necessária de quem dirige 960 alunos, 120 professores e 36 funcionários, como o faz a directora da Escola Secundária Maria Lamas, em Torres Novas, Ana Catarina Craveiro. É uma das escolas secundárias marcantes do distrito, com mais de meio século de vida, como evidencia a antiguidade do edifício principal, com as zonas relvadas e árvores cuidadas, pouco vistas nas escolas da actualidade. O objectivo da escola é garantir o percurso escolar dos alunos entre o 7.º e o 12.º ano com qualidade de ensino, professores habilitados e oferta formativa diversificada. Da via de ensino tradicional com Línguas e Humanísticas, Ciência e Tecnologia, passando pelas Artes (única escola do concelho com o curso). Em alternativa, há cursos técnico-profissionais de Mecânico, Electricidade e Electrónica, Informática e um curso que tem tido grande taxa de empregabilidade e procura, como a Mecatrónica e a Gestão do Ambiente. Nestes cursos a escola consegue atrair alunos de Porto de Mós, Entroncamento, Mira D’Aire e de outras localidades fora do concelho, além dos alunos que nas restantes escolas da cidade não encontram as opções de cursos e

“The Learning Spot - Escola de Línguas e Estudo Acompanhado” é uma escola especializada no ensino de línguas estrangeiras, nomeadamente Inglês, Francês, Alemão, Espanhol, Italiano e Português para estrangeiros. Funciona no Edifício São Domingos, em Abrantes, desde 1 de Junho de 2011 e foi fundada pelas professoras Dalila Ferreira, Cathy Ramos e Irene Pereira, que decidiram arregaçar as mangas após a escola onde leccionavam ter encerrado. A escola tem vários tipos de cursos, desde cursos anuais a intensivos e cursos de preparação para exames. Colocados em turmas pequenas os alunos aprendem

Ana Catarina Craveiro - Directora da Escola Fundadoras da “The Learning Spot - Escola de Secundária Maria Lamas - Torres Novas Línguas e Estudo Acompanhado” - Abrantes

têm na Escola Maria Lamas um seguimento natural. Para os alunos a cantina da escola é uma mais valia com cozinheira e ementa própria, e vai assegurando mais de 300 refeições diárias e suplementos alimentares aos alunos de famílias mais carenciadas. A escola presta ainda apoio a alunos com dificuldades de aprendizagem que são encaminhados para currículos alternativos que os possam motivar e tem protocolo com o Centro de Reabilitação e Integração Torrejano (CRIT) para alunos com necessidades de apoio individual com acompanhamento

de um professor. Três jovens beneficiaram desse apoio no ano lectivo que finda. Para Ana Catarina Craveiro a escola quer cumprir dois objectivos essenciais. Obter apoios para fazer a requalificação dos edifícios mais antigos e de todas as infra-estruturas como canalizações, instalação eléctrica, balneários e saneamento básico, que vão sendo uma dor de cabeça no dia a dia. Em segundo lugar obter melhores resultados nos exames nacionais que estão a decorrer, melhorando a prestação da Escola Maria Lamas no ranking nacional.

num ambiente descontraído, sendo orientados por professores certificados, nativos da língua estrangeira, com uma larga experiência no ensino de línguas. Os horários são flexíveis. “Queremos que a aprendizagem de línguas seja um prazer e não uma tarefa, especialmente para as crianças”, sustentam. “Temos cursos para todos os níveis e idades, estudo acompanhado e explicações para todas as disciplinas”, referem as responsáveis, acrescentando que têm tido procura de pessoas que querem aprender o mandarim. A escola, no âmbito de protocolos estabelecidos com empresas, providencia formação em línguas aos seus quadros.

Há ainda a possibilidade de ir aprender, durante duas semanas, a língua inglesa no Reino Unido. Sabendo que a concorrência é cada vez mais maior, The Learning Spot oferece também apoio escolar ao nível do estudo acompanhado para os mais jovens, assim como explicações para adultos. Mais recentemente as professoras apostaram na ocupação de Tempos Livres durante os meses de Verão e em realizar workshops em várias áreas como Linguagem Gestual Portuguesa e O novo acordo ortográfico, entre outros. Mais informações podem ser obtidas com uma visita ao site www.thelearningspot.pt.


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Sucesso dos alunos assenta num corpo docente estável e competente O Agrupamento de Escolas de Salvaterra de Magos vai este ano abrir os cursos profissionais de Técnico de Saúde e de Técnico de Comércio. “Os nossos cursos profissionais vão de encontro ao tecido empresarial local, com o cuidado de verificarmos se existe ou não saturação em cada área”, explica a directora Manuela Esménio. O agrupamento não vai este ano abrir cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) por considerar que existem outras alternativas, como o ensino recorrente A Escola Secundária de Salvaterra é um espaço agradável, com instalações remodeladas, laboratórios apetrechados, uma excelente biblioteca e um espaço exterior amplo com muitas árvores. Os problemas de indisciplina são pontuais e Manuela Esménio assegura que as escolas do agrupamento não são problemáticas. “Temos um corpo docente estável, muitos professores do quadro trabalham há anos nesta escola e conhecem bem a realidade”, frisa a directo-

Manuela Esménio, Directora do Agrupamento de Escolas de Salvaterra de Magos

ra. Os cursos de Educação e Formação de Jovens (CEF) que o agrupamento abriu têm permitido desde 2009 que o número de alunos que termina o 9º ano seja cada vez maior. No ano passado, a escola teve um aluno nas Olimpíadas Internacionais

da Física, que decorreram na Tailândia, e um grupo de alunos também visitou o Parlamento Europeu. No desporto a escola também se destacou com uma aluna campeã nacional no salto em comprimento.

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Formar para o mercado de trabalho Numa região fortemente empreendedora e inovadora, como é o distrito de Santarém, as Escolas Profissionais têm de acompanhar os desafios que se colocam às empresas e às economias regionais e nacionais. No contexto de grande dificuldade em que vivemos, os nossos empresários necessitam cada vez mais de técnicos altamente qualificados para as suas empresas, com especial relevância para as áreas da eletrónica, automação e comando, electrotecnia, robótica, mecânica, a manutenção industrial, a hotelaria e restauração, e algumas áreas de serviços. Os empresários continuam a insistir na necessidade de uma maior adequação entre a qualificação dos activos e a oferta formativa disponível. Não obstante o desemprego, nas empresas continua a existir a necessidade de alguns quadros técnicos que não existem no mercado. Este desajustamento só é passível de ser ultrapassado se houver um trabalho de grande proximidade e cooperação entre as instituições de ensino, o ministério da educação, as empresas e as associações empresariais, no sentido de uma maior adequação da oferta formativa. Esta tem sido a política seguida pelas escolas em que tenho responsabilidades, e todos os indicadores (como os números de empregabilidade e satisfação dos alunos e das empresas) são bastante positivos. É para nós muito gratificante verificar que em praticamente todas as empresas da região e em muitas outras do país, estão ex-alunos nossos a trabalhar, e em alguns casos, ocupando já cargos de muita responsabilidade ou liderança. Posso mencionar como exemplo ex-alunos de cursos de manutenção industrial que hoje são chefes de equipa de grandes empresas; nas áreas de hotelaria e restauração temos já alunos que são Direto-

Maria Salomé Rafael

Presidente da Direção das Escolas Profissionais de Coruche e de Hotelaria e Turismo de Lisboa Presidente do Conselho de Administração da Escola Profissional do Vale do Tejo

res de grandes hotéis, ou reputados chefes de cozinha. Inclusivamente existe uma grande empresa da região, em que 40% dos seus colaboradores são ex-alunos da Escola Profissional de Coruche. Temos também alunos que optaram por constituir as suas próprias empresas em Portugal e no estrangeiro e muitos outros optaram por prosseguir a sua actividade profissional em países como Irlanda, Inglaterra, Dinamarca, Espanha e Bélgica. Uma parcela interessante dos nossos alunos tem seguido para o ensino superior, obtendo resultados muito positivos, o que comprova a formação de grande qualidade e exigência que é ministrada nestas escolas profissionais. Todos os anos realizamos estágios no estrangeiro, em países tão diversos como França, Espanha, Luxemburgo, Cabo Verde, Alemanha, Malta, etc. Estes estágios - que são uma mais - valia para os nossos alunos - possibilitam-lhes a melhoria das suas competências linguísticas, o conhecimento de outras culturas e modos de fazer e de ser, ajudando-os a tornarem-se mais autónomos e responsáveis. Importa dizer que muitos alunos são convidados pelas empresas que os acolhem neste período para aí ficarem a trabalhar. Na Escola Profissional do Vale do Tejo-Santarém e no âmbito de um projeto internacional em que estamos a participar na área

da hotelaria, vamos ter ainda este ano alunos e professores nossos a participarem em workshops temáticos na Grécia, Polónia, Itália e Bélgica. No conjunto das várias iniciativas e concursos em que participamos, os nossos alunos têm ganho vários prémios com projectos que desenvolveram nas áreas de ciências, electrónica e manutenção industrial, e vários primeiros prémios em concursos internacionais de cozinha na França, Bélgica, Polónia e Bulgária. De facto, quer a EP Coruche, quer a EP Vale do Tejo-Santarém participam anualmente em actividades multidisciplinares de carácter muito diverso, em colaboração com autarquias, instituições e empresas. De referir que a Escola Profissional de Coruche ganhou este ano o 1º Prémio de Escola Electrão e um prémio distrital no âmbito do desporto Escolar. Para além dos conhecimentos teóricos e competências técnicas fundamentais em qualquer área, procuramos transmitir aos nossos alunos princípios morais e comportamentais, como a solidariedade, o respeito pelas hierarquias, a disciplina, a resiliência, o espírito empreendedor e a capacidade de trabalhar numa equipa multidisciplinar, características fundamentais para que obtenham sucesso no mundo do trabalho.

Escola Superior de Educação tem parcerias com instituições de ensino em vários países da União Europeia Educação em Matemática e em Ciências e Didáctica do Português são duas novas pós-graduações que vai ser possível encontrar na Escola Superior de Educação de Santarém (ESES) no próximo ano lectivo. Mantém-se as licenciaturas em educação básica; animação cultural e educação comunitária; artes plásticas e multimédia e educação e comunicação multimédia; educação social. Existem também um leque alargado de mestrados e pós-graduações. Muitos destes cursos decorrem em horário pós-laboral. “Temos uma escola com qualidade e um dinamismo muito grande a nível de várias iniciativas de carácter técnico, científico e pedagógico. Estamos também integrados em vários projectos nacionais e internacionais”, destaca a Subdirectora Sónia Seixas. A nível nacional, a ESES integra várias redes de formação de professores e das tecnologias educativas e a nível internacional tem parcerias com instituições de ensino superior, em vários países

Sónia Seixas, Subdirectora da Escola Superior de Educação, Santarém

na União Europeia. Existem também projectos educativos com entidades em África e na América Latina. O corpo docente é, nas palavras da Subdirectora, “estável” e “qualificado”. Num inquérito aplicado em Novembro de 2011, a escola conseguiu verificar que a maioria dos alunos se encontrava a exercer uma actividade profissional e conseguiram emprego até

seis meses após a conclusão da licenciatura. As instalações foram recentemente remodeladas do ponto de vista estético e todas as salas de aula se encontram equipadas com computadores e videoprojector. Destacam-se ainda os protocolos com instituições locais e regionais que têm assegurado a colocação dos alunos em estágios.


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Transformar alunos com poucas A segunda melhor do distrito nos expectativas em excelentes profissionais exames nacionais de 2010-2011 Irene Guedes - Escola Profissional Gustave Eiffel do Entroncamento

A Escola Profissional Gustave Eiffel do Entroncamento (EPGE), com 23 anos de existência, é uma referência a nível nacional. Milhares de jovens e adultos, alguns dos quais com poucas expectativas, de virem a ser exímios profissionais, acabaram por alcançar o sucesso. A directora da escola, Irene Guedes destaca a componente prática do ensino e a sua importância. “Muitos dos nossos alunos acabam por seguir o

ensino superior mas mesmo assim têm uma experiência ao nível profissional na sua área. É aqui que fazemos a diferença: formamos alunos e profissionais dotados de aptidões técnicas para diversas áreas”, refere. As instalações e equipamentos técnicos de que a escola dispõe possibilitam a todos os alunos um contacto com a realidade profissional. Outro factor que contribui para o sucesso passa pela aposta em docentes que sejam

especialistas nas áreas que leccionam. A Escola Profissional Gustave Eiffel apresenta uma vasta oferta formativa. O ensino profissional é dirigido a todos os jovens que queiram completar o ensino secundário e obter uma qualificação profissional nível 4. A proposta passa pelos Cursos Profissionais de Técnico(a) de Construção Civil - Variante de Desenho, Protecção Civil, Higiene e Segurança do Trabalho e Ambiente, Gestão de Equipamentos Informáticos, Energias Renováveis, Mecatrónica, Gestão, Comunicação Marketing, Relações Públicas e Publicidade, Apoio à Gestão Desportiva, Apoio à Infância, Turismo, Restauração - Restaurante/Bar e Restauração - Cozinha/ Pastelaria. Os Cursos de Educação e Formação de Jovens são dirigidos a todos os jovens que pretendam obter o 9º ano e uma qualificação profissional nível 2. São ministradas as seguintes formações: Práticas de Acção Educativa, Práticas Técnico-Comerciais, Electricidade de Instalações, Desenho Assistido por Computador, Serralharia Mecânica, Serviço de Mesa/Bar e Cozinha. Os CET - Cursos de Especialização Tecnológica conferem uma qualificação profissional pós-secundária, de nível 5.

Se o sucesso de uma escola se pode medir pelo número de distinções, então a Escola Secundária de Alcanena vai no bom caminho. A escola é, há três anos consecutivos, a primeira classificada do concurso de empreendedorismo promovido pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Paralelamente, conseguiu no ano lectivo 2010-2011 ser a 90.ª classificada nos exames nacionais e a segunda do distrito em termos absolutos e tem-se destacado como um dos melhores estabelecimentos de ensino na área da ciências e tecnologias. Resultados considerados bastante positivos para um concelho com cerca de 15 mil habitantes. A conjugação equilibrada de oferta de cursos científico-humanísticos da via de ensino com os cursos profissionais, ambos até 12.º, e os cursos de educação e formação, que dão equivalência de 9.º ano, tem sido um dos segredos do sucesso. É ainda de destacar a introdução da língua espanhola a partir do 7.º ano como uma das novidades. Nos cursos profissionais, o destaque vai para o de técnico de Apoio e Gestão desportiva, que tem suscitado muita procura entre os jovens, assim como o de técnico de apoio à infância que completa um ciclo de três anos. “Estamos a preparar jovens para o ensi-

Frederico Nunes - Director da Escola Secundária de Alcanena

no superior e para a vida profissional. É esse o nosso grande objectivo”, salienta Frederico Nunes, professor de História desde 1987 e director da escola e do Agrupamento. Passa a gerir 2189 alunos de 11 escolas de I ciclo, 10 jardins de infância e quatro escolas de II e III ciclos e secundário, num total de 25 estabelecimentos de ensino, 221 professores e 71 funcionários. Construída em 1986 a Escola Secundária de Alcanena serve a comunidade escolar sem problemas de maior. Tem um pavilhão desportivo de grande qua-

lidade que serve a escola e a comunidade de Alcanena. A escola está dotada de biblioteca e centro de recursos, auditório para a realização de diversas iniciativas e aquecimento em todas as salas de aula. Num dos topos da escola foram construídos uma horta e um pomar com intensa participação dos alunos. Professores e pais também estreitam relações e costumam debater, participar e opinar sobre as opções pedagógicas que venham a abranger os seus educandos.


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Quase uma centena de acordos bilaterais em funcionamento com escolas da União Europeia Num ranking de qualidade onde se poderá, nos dias de hoje, colocar o corpo docente do Politécnico de Santarém? Dado não existir um ranking de qualidade para as Instituições do Ensino Superior Politécnico, e considerando como dimensões o Ensino e aprendizagem; Investigação; Transferência de conhecimento; Envolvimento regional e Internacionalização, colocamos o corpo docente do IPS, no meio da tabela dos 15 IP. Este dado relaciona-se com a formação / doutoramento dos docentes, capacidade existente - cursos e estudantes, internacionalização e envolvimento regional. Em relação à investigação, a criação da Unidade de Investigação do IPS com a promoção de centralização de projectos perspectiva uma melhor oferta na área da investigação, desenvolvimento e ligação à comunidade. As escolas do Politécnico promovem programas de intercâmbio com congéneres de outros países. De que forma a direcção do Politécnico tem acompanhado essas situações e

Teresa Serrano - Vice Presidente do Instituto Politécnico de Santarém

que avaliação faz do que até agora foi conseguido e da sua importância em termos académicos? Estamos numa fase de consolidar muitos dos projectos, no entanto o IPS tem 97 acordos Bilaterais em pleno funcionamento com todos os estados membros da União Europeia. No presente ano lectivo

enviámos em período de mobilidade de estudos ou estágio 49 estudantes e recebemos 44. Os países com mobilidade são: Espanha, República Checa, Polónia e Hungria, em maior número. Também enviamos estudantes para Itália, Finlândia, Dinamarca, Bélgica, entre outros. Recebemos mais estudantes

de Espanha, Polónia, República Checa, Itália, Turquia. Para além do programa Erasmus, temos mobilidade de estudantes pelo Programa de intercâmbio de curta duração da Associação Comenius. Com a recente entrada no consórcio Erasmus Centro, o IPS prevê aumentar as mobilidades de estágio. Em resultado de algumas destas mobilidades, quer estágio, quer estudos, ex-alunos do IPS estão a trabalhar no estrangeiro, nas organizações onde realizaram períodos de mobilidade O IPS também incentiva a mobilidade dos docentes. Como se consegue a sustentabilidade de uma

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instituição como o Politécnico sem afectar a qualidade do ensino nem prejudicar a participação dos alunos? A sustentabilidade do IPS passa, essencialmente através de um controlo rigoroso, e da articulação entre o IPS, as Escolas e os funcionários docentes e não docentes. Este controlo centra-se a nível de controlo de gastos com componente de despesas de funcionamento, mais do que aspectos que interfiram com os estudantes. Os investimentos em projectos como o de energias renováveis na diminuição de custos energéticos revertem para a ajuda de estudantes em dificuldade

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monetária e de continuidade de estudo. Que relação tem hoje o Politécnico de Santarém com o mundo empresarial, quer a nível da região, quer do país? A nível da região o IPS, bem como outros Politécnicos, integram o Erasmus Centro que visa proporcionar estágios Erasmus no estrangeiro (outgoing) e em Portugal (incoming) e contribuir para o fortalecimento da ligação entre o ensino superior politécnico e o mercado de trabalho. A dimensão da rede regional que se estabelece possibilita a afirmação do Consórcio à escala europeia.


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Oferta formativa a nível profissional tenta responder às necessidades locais Um curso de turismo ambiental e rural e outro de recursos florestais e ambientais são as duas novidades em termos de Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) da Escola Secundária Marquesa da Alorna, em Almeirim para o próximo ano lectivo. “Estes cursos são importantes para o nosso concelho que tem um cariz muito rural, onde se está a desenvolver algum turismo agro-ambiental e onde as preocupações com o ambiente são cada vez maiores”, explica a directora Anabela Almeida. Nos cursos profissionais, a aposta recai no curso de animador sociocultural, para além dos cursos de turismo ambiental e rural, análise laboratorial e de design de interiores e exteriores. Destacam-se também os cursos do PIEF (Programa Integrado de Educação e Formação) para os jovens que abandonam mais cedo o ensino. A escola tem um corpo docente estável, com muitos professores com perto de 20 anos de casa. “É uma mais-valia porque permite criar uma ligação mais profunda com a comunidade escolar e o

Anabela Almeida, directora da Escola Secundária Marquesa de Alorna, Almeirim

corpo não docente também é muito empenhado”, aponta a directora. O ambiente é bom e os casos de indisciplina são residuais. A nível de instalações, a escola está a aguardar por obras mais profundas nos laboratórios, nas ligações entre os blocos ou no acesso à biblioteca. “Vamos realizando pequenas intervenções à medida das nossas possibilidades”, explica. Anabela Almeida destaca o

aluno com síndrome de Asperger que terminou o ensino secundário com acompanhamento dos professores. “No ensino regular, temos alunos que vão para áreas relevantes como a medicina ou aeronáutica”, destaca. A directora aponta ainda o protocolo que a escola tem com a empresa Grésdias que promove concursos na escola, dando uma motivação extra aos alunos.


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