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Casa das Farinhas, com toda a maquinaria original da reconhecida marca norueguesa Myrens Verksted e os motores da marca alemã MotorenFabrik Deutz AG. Casa das Autoclaves, com seis autoclaves, cada uma com capacidade de 11m³.

Edifício anexo onde funcionavam a antiga serralharia e os escritórios. Destacam-se os oito tanques subterrâneos para armazenamento de óleo. Actual “Sala dos Óleos” (sala de exposições e reuniões).

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Plataforma de desmancho. Destaca-se a chaminé das Caldeiras a Vapor.

Antigas Casas de Banho. Actual Bar da Praia e WC’s de apoio à Fábrica da Baleia.

Antigo armazém das farinhas, com 4 tanques subterrâneos para armazenamento de óleo. Actual Loja da Fábrica e Centro Virtual de Interpretação Marinha (CIMV).

Casa das Caldeiras a Vapor. Imponentes Caldeiras fabricadas na cidade do Porto. Em primeiro plano vemos a caldeira que foi instalada no ano de 1950.


O processamento do cachalote A obtenção de subprodutos comerciais do cachalote, fazia-se em duas fases: o desmancho ou esquartejamento e a obtenção de óleo (a partir dos ossos, toucinho e espermacete) e das farinhas (de carne, ossos e sangue).

O desmancho Os cachalotes mortos eram rebocados pelas gasolinas até à Baía de Porto Pim, onde depois de amarrados a

uma bóia, eram varados. O primeiro passo consistia em arrastar lentamente o cachalote até à plataforma do pátio de desmancho, através de um sistema de guinchos movidos a vapor. O cachalote era de seguida decapitado, e a cabeça era arrastada até uma das extremidades da plataforma. Entretanto os operários concentravam-se no esquartejamento do corpo do cachalote.

Plataforma de desmancho. (s/data)

Arquivo Foto Jovial – Horta - Faial - Açores

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As ferramentas de desmancho:

a) Espelha para cortar o toucinho (doação ao Museu Fábrica da Baleia de Porto Pim feita pelo Sr. Manuel Garcia Tavares Júnior) b) Facas para cortar a carne (Espólio existente na Fábrica da Baleia) c) Serra de lenhador para serrar os ossos (Col. Reis & Martins, Lda. MFB.08.0127) Espólio Reis & Martins, Lda. Fábrica da Baleia de Porto Pim


O processo seguia uma sequência operacional definida: primeiro eram retiradas as mantas de toucinho, depois arrancava-se a carne e por fim os ossos. Para a operação de esquartejamento, os operários usavam as espelhas ou espeidos (corruptela do inglês spade), cortadeiras com uma lâmina de cerca de 11 cm de largura e 18 cm de comprimento e um cabo com cerca de 3,6 metros. Depois de retirada, a carne era cortada em pedaços mais pequenos, trabalho efectuado com facas que tinham uma lâmina de cerca de 70 cm, rebitada num cabo curto de 45 cm. Terminado o desmancho do corpo, os operários dedicavam-se então à cabeça. Esta operação, mais simples, começava com a separação da mandíbula, a que se seguia o arranque dos toucinhos, o chamado janco (corruptela do inglês junk), o esvaziamento do espermacete e dos tecidos moles internos e por fim o descarnamento dos ossos. Por último procedia-se à serragem dos ossos, com uma serra de lenhador, operada por dois homens. As vísceras, (estômago, intestinos, pulmões, etc.) e o que restava da cabeça, eram reservadas durante 4 a 5 dias, para levedarem, e assim boiarem para serem rebocadas e largadas em alto mar. A plataforma de desmancho tem um sistema de regos que colectava o sangue que era armazenado num tanque, para aí ser misturado com cal até formar uma borra que depois era seca e transformada em farinha.

A extracção do óleo

Planta da Casa das Autoclaves

Inv. CM-SIMAL/01.02/01 Fundo SIMAL, Arquivo Reis & Martins, Lda. Costa & Martins, Lda.

O toucinho, o espermacete e os ossos forneciam o óleo de cachalote e a sua extracção, por acção do vapor sob pressão, era a operação que se seguia ao desmancho. As 4 autoclaves, cada uma com uma capacidade de 11m³, eram carregadas até metade ou três quartos da sua altura. Um sistema elevatório, existente no pátio de desmancho, transportava as matérias-primas para o piso superior da fábrica, onde se encontravam as tampas das autoclaves.

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De seguida, fazia-se chegar o vapor produzido nas caldeiras para a gordura derreter durante cerca de oito horas. Terminada esta operação, as autoclaves eram esvaziadas. Primeiro, escoavase o óleo para tanques, onde arrefecia e se media a quantidade produzida. Quando a quantidade de óleo alcançava os 200 litros, marca que se encontrava gravada nas paredes dos tanques, este era depois armazenada nos tanques subterrâneos que continham um sistema de tubagens para aquecimento de óleo cada vez que era transferido para bidões de 200 litros para exportação. A capacidade de produção máxima por operação era de 60/65 toneladas de óleo. Autoclaves do Toucinho

Fotografia Rodrigo Sá da Bandeira (2010)

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4000 3500 3000 2500 2000 1500 1000 500 0

Número de bidões de óleo

Número de baleias que deram entrada na Fábrica da Baleia de Porto Pim e número total de bidões produzidos por ano

1943

Total de baleias

160 140 120 100 80 60 40 20 0

Anos

O óleo – a sua utilização O óleo de cachalote era o produto principal da indústria baleeira açoriana. Este consistia numa substância líquida, extraída dos tecidos adiposos e dos ossos do animal, sendo o toucinho o mais importante a nível fabril e económico. O toucinho, só por si, fornecia cerca de dois terços do total de óleo de cada animal, o espermacete, fornecia outro terço do óleo. O espermacete distinguia-se do óleo do corpo, por ser mais grosso, menos fluido, menos transparente e de melhor qualidade. As primeiras explorações do cachalote nos Açores tinham como objectivo extrair óleo para satisfazer as necessidades de iluminação. O óleo de baleia era o melhor combustível para as candeias de pavio, e era o iluminante doméstico e público por excelência. No século XIX o óleo do cachalote passou a ter um substituto, o petróleo. A procura do óleo de espermacete viu a sua utilização perder valor com o aparecimento da parafina. Mas, investigações de prospecção química, permitiram descobrir novas utilizações para estes produtos, como por exemplo para a indústria farmacêutica, de perfumaria e cosmética, para a indústria de fabricação de tintas ou como amaciante no fabrico de peles. O espermacete, depois de rectificado, era ainda fortemente competitivo como lubrificante de maquinaria delicada e científica. Em Portugal, o óleo de cachalote era apenas usado como lubrificante. A exportação era, no entanto, o objectivo principal desta indústria.

Durante os 30 anos de laboração da Fábrica da Baleia, deram entrada 1940 baleias que produziram 44 mil bidões de óleos, cada um com 200 litros. Destacam-se os anos de 1950 e 1951 como de maior produção de óleo e de maior número de entradas de baleias, 134 e 137, respectivamente.

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Amostras de óleo que eram enviadas para o Grémio dos Armadores da Pesca da Baleia Inv.MFB.08.0234; MFB.08.0260 Col. Reis & Martins, Lda. Fábrica da Baleia de Porto Pim


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Sabão manufacturado com óleo de cachalote Col. Reis & Martins, Lda. Fábrica da Baleia de Porto Pim

Placas da antiga Fábrica de Sabão que existiu no Pasteleiro, Horta.(a,b) Col. Reis & Martins, Lda. Fábrica da Baleia de Porto Pim


[a]

[b]

[c]

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A produção de farinhas A Fábrica da Baleia de Porto Pim dispunha de tecnologia avançada para a época. Na Casa das Farinhas todo o mecanismo de produção de farinhas era automatizado, através de um sistema de noras e passadeiras rolantes. A capacidade de produção máxima por operação era de 6 toneladas de farinha.

a) Cozedor da carne

Depois de moída a carne era cozida durante cerca de 4 horas.

b) Espremedor

O segundo passo era a prensagem da carne para lhe retirar todos os líquidos (sangue, água)

c) Secador

Através das noras a carne seguia para o secador efectuando-se a desidratação completa da carne

d) Peneira

Na fase final, a carne era triturada num moinho de martelos, peneirada e ensacada. Depois de pesada a farinha era armazenada e posteriormente vendida localmente como um excelente adubo para as terras e como alimentação de animais.

Recibos de venda das farinhas de carne, ossos e mistura (1944, 1946) Col. Reis & Martins, Lda. Fábrica da Baleia de Porto Pim

As farinhas de carne, ossos e sangue, eram subprodutos da baleação considerados importantes. A carne depois de cortada era introduzida num moinho de carne, onde era moída e de seguida era transportada através de um sistema de noras para o cozedor. Depois de cozer durante quatro horas, a carne era transportada pelas noras para a prensa para se lhe retirar qualquer líquido (sangue, água, óleo) que pudesse restar. Depois de desidratada a carne era conduzida para o secador rotativo. Por fim era transportada através de um tapete rolante para um moinho de martelos para se obterem grânulos mais finos. Uma nora transportava os grãos até à peneira onde se separavam as farinhas de diferentes calibres. Por fim as farinhas eram ensacadas, pesadas e vendidas. Os ossos eram serrados em pedaços mais pequenos e introduzidos no moinho de martelos, para triturar e se obter a farinha de ossos. Todo o procedimento das farinhas era automático e contínuo, sendo a velocidade da produção regulada segundo o grau de secagem que se pretendia para o produto final. Tanto a farinha de ossos, rica em fosfato de cálcio, carbonatos de cálcio e magnésio, como a farinha de carne, rica em proteínas, eram consideradas excelentes como adubos agrícolas e como complemento para a alimentação do gado.

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5. As novas indústrias da “baleação”

5.1. A ciência 5.2. A arte 5.3. A cultura 5.4. O turismo

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Ciência: Estudo das associações entre cetáceos e o habitat nos Açores

Sondagem hidroacústica e amostragens de arrasto As eco-sondas científicas e amostragens de arrasto são utilizadas para caracterizar a composição e distribuição de zooplâncton nas imediações de alguns montes submarinos e ilhas, no sentido de examinar as ligações temporais e espaciais entre cetáceos e as suas presas.

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Telemetria por satélite A telemetria por satélite permite obter informações detalhadas sobre os movimentos dos animais durante um período alargado de tempo. Transmissores de satélite estão a ser utilizadas para investigar os movimentos de grandes baleias nos Açores e ao longo das suas migrações no Atlântico Norte.

Rede autónoma de gravações Uma rede de gravadores autónomos, designados por EARs (Ecological Acoustic Recorders), posicionada em vários montes submarinos, permite a monitorização da ocorrência de cetáceos ao longo do ano, mesmo sob condições meteorológicas adversas.

Foto-identificação A foto-identificação permite o reconhecimento de indivíduos com base em marcas naturais únicas, facilitando a investigação das suas relações sociais, a utilização do seu meio ambiente, o seu tempo de permanência na região, e permitindo ainda saber se regressam nos anos seguintes.

Modelação de Habitats A informação recolhida ao longo dos anos através de diversas técnicas é integrada num Sistema de Informação Geográfica SIGs (Geographic Information System GIS). Desta forma os dados relativos aos cetáceos podem ser combinados com informação oceanográfica, como a topografia do fundo do mar, temperatura e produtividade primária, permitindo a modelação das suas preferências de habitat e a criação de mapas predictivos de distribuição, uma ferramenta muito útil na conservação e gestão de cetáceos.

Registo de dados Multi-sensor Os cetáceos apenas vêm à superfície para respirar, e por breve momentos, estando submersos durante a maior parte da sua vida. Equipamentos contendo vários tipos de sensores são colocadas sobre a pele das baleias com ventosas e registam vários aspectos do seu comportamento durante os mergulhos, revelando a forma como eles interagem com o seu meio ambiente.


Arte: Viver com o cabelo em água.

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B

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“Viver com o cabelo em água” - Isabel Sampaio

a) Propriedade de Museu de Scrimshaw Peter Café Sport b) Propriedade de Percy c) Propriedade de Joana Fernandes d) Propriedade de Isabel Sampaio


Cultura Fábrica da Baleia – O Museu Enquanto funcionou como armazém da Direcção Regional das Pescas e da Universidade dos Açores (1980 – 2000), a acção de conservação efectuada pelo Patrão Manuel e pelo Sr. Amaral (antigo encarregado da fábrica), foi fundamental para o que hoje encontramos na Fábrica da Baleia de Porto Pim. A exposição permanente da fábrica, que conta praticamente com a sua maquinaria original, encontra-se actualmente complementada com o espólio baleeiro das antigas armações baleeiras do Faial, pertencente à Reis & Martins, Lda. Com cerca de 7000 visitantes por ano, a Fábrica da Baleia de Porto Pim, mantém-se como um dos melhores exemplares da extinta indústria baleeira açoriana, sendo incontornável para a compreensão dessa actividade.

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Fábrica da Baleia de Porto Pim Foto: OMA

Armazéns da Rua Nova - A activação de um património esquecido Os armazéns da Rua Nova, bem como grande parte do seu espólio foram parcialmente mantidos, até à actualidade, embora seja notória a degradação tanto do imóvel, como dos objectos e dos equipamentos aí armazenados. Dada a importância deste espólio para o estudo da baleação no Faial e nos Açores, considerou-se ser urgente efectuar o seu resgate, levantamento e estudo. Após o reconhecimento inicial do espólio existente, surgiu a necessidade de levar a cabo uma iniciativa mais ambiciosa, a qual permitisse classificar, recuperar e manter em actividade o edifício da Rua Nova, com todo o espólio baleeiro aí existente. Neste sentido elaborou-se um projecto que permite conjugar duas valências distintas e complementares: uma museológica (Núcleo Museológico) e outra socioeconómica (Casa de Botes e oficinas de reparação e manutenção). A concretização do projecto implica a aquisição e valorização do património móvel e imóvel, através da cooperação institucional, entre a administração

Armazém Norte

Foto: Gemina Garland-Lewis (2008)

Armazém Sul

Foto: Gemina Garland-Lewis (2008)


local e regional da tutela, envolvendo agentes, técnicos e instituições locais ligados porto e ao património.

Regatas de Botes Baleeiros O Bote Baleeiro é um dos mais importantes vestígios materiais da actividade baleeira açoriana. Perante a possibilidade de estas embarcações desaparecerem definitivamente dos mares açorianos, o Governo Regional dos Açores, através da Direcção Regional da Cultura tomou importantes medidas para manter e revitalizar a sua utilização e fruição com fins culturais, lúdicos e desportivos. Classificadas como Património Baleeiro Regional, as regatas envolvem centenas de açorianos das diferentes ilhas que dessa forma preservam a identidade cultural da região, podendo ser consideradas o ex-líbris da vela lúdica nos Açores.

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Fotografia: Nuno Dutra Pinto


Cultura A observação de cetáceos/Whale Watching A exploração das baleias nas ilhas açorianas entrou num novo ciclo a partir de 1993, com o surgimento da observação de cetáceos (whale watching), actividade que atrai anualmente milhares de viajantes aos Açores. Esta “nova baleação” permitiu que os conhecimentos sobre o comportamento destes animais, adquiridos pelos baleeiros açorianos ao longo de gerações, não se perdessem. Ainda hoje, passados mais de vinte anos sobre o fim da baleação, são os antigos vigias da baleia que, directa ou indirectamente, nos guiam em direcção a esses gigantes dos mares, para que toda a sociedade os possa conhecer no seu meio ambiente.

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Fotografia: Norberto Diver

“Whale watching nos Açores” Ilustração: Paulo Neves


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A Baleação no Faial, Fase Industrial, 1940-1984