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OltreRiga - mensile - Ed. Ermes - P.le Giotto 5, 06120 - Perugia - Reg. Trib. di Perugia del 26/03/2010 - n° 20/2010 Anno 3 - n° 30 Ottobre 2 0 1 2 .

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WWW.OLTRERIGA.IT

L’informazione fuori d agli schemi


SOMMARIO 4 6 8 9

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H O N G K O N G . L A P O R TA D ’ O R I E N T E L ’ E C O N O M I A O C C I D E N TA L E TWITTER

E I SOCIAL MEDIA.

I N E S PA N S I O N E N A S C E I L

DA TTT

PER

UN UNIVERSO

IL FUTURO DELLA CARTA STAMPATA SECONDO ‘THE GUARDIAN’ L’ A U TO S T I M A A I U TA G L I A U D A C I C OME

ADDOMESTICARE UNA DONNA

L A DICHIARAZIONE IMU V E N T U R E C A P I TA L I S T S

U NA NUOVA PROSPETTIVA STORICA : I L R ISORGIMENTO SUL MARE REALITY MAGIC MIKE CINEMA:

I L P OT E R E D E L L E I M M A G I N I I N M O V I M E N TO THE BOURNE LEGACY

LE

PRIMARIE DEL CENTROSINISTRA

B L O G A L I M E N TA R I GARDA , NON SOLO

LAGO

B E N V E N U TO A U T U N N O SCUOLA OGGI IPHONE

5:

O P I N I O N I E PA R E R I

In copertina “Hong Kong” di Gabriele Galatioto

OltreRiga - Mensile Reg. Trib. di Perugia del 26/03/2010, n° 20/2010. WWW.OLTRERIGA.IT redazione@oltreriga.it DIRETTORE RESPONSABILE Andrea Checcarelli CAPOREDATTORE

Gabriele Principato IN REDAZIONE

Massimiliano Crusi, Lucio Briziarelli, Antonella Tozzi, Luca Briziarelli, Maria Nicole Iulietto, Carmine Pacelli, Maria Giulia Galli. IN QUESTO NUMERO

Lucia Rossi, Francesco Diotallevi, Roberta Filippini, Jacopo Nicolini, Lucia Ercolanetti, Marica Caposaldo, Paola Tempone, Federica Mastroforti, Gabriele Galatioto.


HONG KONG – LA PORTA D’ORIENTE PER L’ECONOMIA OCCIDENTALE U NA

REALTÀ ECONOMICA INDIPENDENTE ALL’ INTERNO DEL VARIEGATO UNIVERSO CINESE

H o n g Ko n g è u n p i c c o l i s s i m o te r r i to r i o d e l l a Re p u b b l i c a Po p o l a re C i n e s e ed è f o rm at a d a u n a piccola penisol a e da 2 36 i sol e, di cui la più g ra n d e è l ’ I s o l a d i H o n g Kong. A seguito dell ’esperienza col onia le i ng l e s e , e d e l Tr a t t a to d i N a n c h i n o d e l 1 8 6 0 , t u t to i l te r r i to r i o d i H o n g Ko n g ve n ne c e d u to d a l l a Cina alla Gran Bretagna con un accordo di 9 9 a n n i , f i n o a l 1 9 9 7 . Q u e s to accordo permise all’intera area di godere di g r a n d i b e n e f i c i d e r i va n t i d a l l ’ i n f l u e n z a d e l c o m m e rc i o i n te r n a z i o n a l e in g l e s e , ch e ap r ì l a s t r a d a ai pro dotti inglesi nel mondo orientale, se rve n d o a n c he d a i m p o r t a n te punto nevralgico di s mistamento della cul t u r a o r i e n t a l e v e r s o l ’e c o n o m i a i n g l e s e . A s e g u i t o d e l l o s c a d e re d e l p e r i o d o di c o n t ro l l o b r i t annico tutto il territo rio di Hong Kong ritornò a l l a Re p u b b l i c a Po p o l a re C i n e s e , g r a z i e a d u n i m p o r t a t e a c c o rd o t r a C i n a e G r an B re t a g n a , i n c ui si stabiliva che tutto il territorio sarebbe d i ve n t ato u na Re g i o n e A m ministr ativa Speci ale della Repubbli ca Popola re C i n e s e , c o n i l pr i n c i pi o “Un Paese, due Sistem i” in cui si di chiarava c h e l a C i n a a v re b b e i n tro d otto nel territorio i suoi compiti principali di Po l i t i c a E s te r a e d i D i f e s a , m a l a s c i a n d o l i b e r t à a m m i n i s t r a t i va a d u n g o v e r n o i n d i p e n d e n t e d i H o n g Ko n g p e r i s u c c e s s i v i 5 0 a n n i , o v v e ro fino al 2047. Questo ha permesso al nuovo stato di Hong Kong di poter re g o l a m e n t a re c o n d e l l e i m p o r t a n t i n o r m e l a l i b e r t à d i c i rc o l a z i o n e d e l l e m e rc i p ro v e n i e n t i d a g l i a l t r i Pa e s i i n d u s t r i a l i z z a t i , c o n l o s t r u m e nto d e l l a to t al e as s e nz a di dazi doganali per la quasi totalità di prod o t t i i m p o r t a t i n e l te r r i to r i o , l a l e g g e re z z a b u ro c r a t i c a d e l l ’a p pa r a to

s tatale, e notevoli benefici fiscali per le attività operanti s u l te rr i to r i o . Questo ha fatto si che Hong Kong m antenesse ed espan d e s s e ne g li ul timi anni il le game con il commercio internazionale, al pu n to d a f a r di v e n t a re H o n g Ko n g l a v e r a “ p o r t a d ’o r i e n t e ” p e r l e s o c i e t à d i p ro d u z i o n e d i p ro d o t t i e s e r v i z i c h e vo g l i o n o i n te rn a z i o n a l i z z a r s i n e i l imitrof i Paesi con il più rapido tasso di crescita e svilup p o de l m o n d o . A testimoni anza di ci ò bisogn a notare il fatto che Hong Ko n g d e t ie n e , t r a i va r i re c o rd , a n c h e q u e l l o d e l n u m e ro d i C o n s o l a t i , 1 0 7 u f f i c i d i rappresenta nza, più che in ogni altra città del m ondo, in q ua nto l e i s t i tuzioni nazionali hanno la necessi tà di un punto di riferi m e n to i n l o c o in merito ai commerci con i loro Stati d’origine. La mancata regolazione d e i m e rc a t i re n d e H o n g Ko n g a g i u s t o d i re u n “ pa r a d i s o f i s c a l e ” a l punto che la facilità di circolazione del denaro è non s o l o a u s p i c ata, quanto favorita con ma novre poli tico-istit uzio nali mi rate e s p e c i f i c h e: i l PIL pro-capite di Hong Kong è infatti uno dei più eleva ti d e l p i a n eta. E ’ u n a m e t ro p o l i c o n o l t re 7 m i l i o n i d i a b i t a n t i , m o d e r n i s s i m a , e f f i cie ntis sima i n tutte le sue molteplici infrastrutture aggio rn ate con te cnologie all’avanguardia, che consente e suppor ta al meglio l’incredibile s c a m b i o c o m m e rc i a l e d i o g n i g e n e re d i p ro d o t t i c h e s i t i e n e g i o r n a l mente. Passeggiando per le vie di Hong Kong ci si rende conto di come i l mo ltep lice e variegato com mercio s i estrinsechi nelle s u e fo rm e p i ù a va n g u a rd i s t i c h e . St r u t t u re m o d e r n i s s i m e r i d a n n o v i t a a pa l a z z i d e l l ’epoca coloni ale inglese tramite profonde ristrutturazio n i , nu o v i s s i m i


g r att a ci e l i d e n s i t r a l o ro d iven tano il polo d’attrazione principale dentro ai qual i e s otto ai qual i prende vita l’econo mia reale. La presenza in lo co di t u t ti i p i ù i m po r t an ti brand di abbigliamento italiani ed esteri e d i g i o i e l l e r i e c o n ve t r i n e dense del m egli o dei prodotti occi dentali, è u na r i pro va de l f at to c h e s ia le potenze occidentali che i principali atto r i e c o no m i c i de l l a “ Ma i nland China” vogl iono davvero utiliz zare anc o r a i n f u t u ro i l t e r r i t o r i o d i H o n g Ko n g p e r e s pa n d e re i l p ro p r i o b u s i n e s s . U n v i a gg i o d a v vero interessante che merita di esse re viss uto a p p i e n o , p e r c o m p re n d e re c o m e l ’e c o n o m i a m o n d i a l e f u t u r a pa s s e r à ancora a l ungo attraver s o Hong Kong, com e tappa obbl igata per lo svil u p p o n e l l e re a l t à e c o n o m i c h e c o n t re n d d i c re s c i t a i m p o r t a n t i c o m e C i n a e I n d i a . E c c o i l p e rc h é d e l g r a n d e s u c c e s s o d e l l a re a l t à d i H o n g Kong, come una realtà predisposta al meglio a questo scopo che giorno d o p o g i o rn o c o nf e rm a s e mp re di pi ù il su o ruolo di “hub” indispe nsa b i l e pe r i l c o m m e rc i o n e l m oderno Oriente.

T ESTO

E FOTO DI

G ABRIELE G ALATIOTO


TWITTER E I SOCIAL MEDIA D A UN UNIVERSO IN ESPANSIONE NASCE IL TTT

m ediali cre ando una rete di contatti condivisi. I fondato r i d el te am e d altri fid ati collaboratori discutono in strea ming tra un twe e t e d un b i cc h i e re s u a rg o m e n t i d i i n t e re s s i c o m u n i , t e m i c h e s p e s s o i l w e b e i n par ticolare i social network contribuiscono a diffondere e pubblicizzare creando incontri e dibattiti vir tuali ma reali al tempo stesso. Le città ad o g g i c o i n vo l te n e g l i a p p u n t a m e n t i T T T s o n o B o l o g n a , G e n o va , L e c c e , Mess ina, Mila no, Roma, Torino. Come si svolgono i loro e ve n t i? I n c entrati sempre su temi diver si m a molto attuali, gli incontr i h a n no u n m i n i m o c o m u n e d e n o m i n a t o re : s i of f ro n o c o m e u n a p e r i t i v o t r a a m i c i occasionali, un brindisi tra followers, noti o meno, che si pongono l 'obiettivo di entrare in contatto visivamente e vir tualme n te p er c re a re oppor tunità e costruire s i stemi di relazi oni s ociali attra ve r s o l o s c a m bio di inform azio ni e contatti. Gli eventi fino ad oggi ha n n o r i g ua rd a to i l mo ndo del giornalismo; il tem a dell' algebra di twitter ba s a t a s u 5 as s i o m i ( b re v i t à , l e g g e re z z a , e s a t t e z z a , v i s i b i l i t à , e m o l t e p l i c i t à ) ; T V e radio; della musica e di come sta cambiando il suo merc a to n e l m o n d o ; e l'ultimo sulle Star tup di successo, ovvero perché e in che misura è impor tante il l egame tra Star tup e Social Media. Gli incont r i T T T, c a ra t ter i z z a t i d a u n a d i m e n s i o n e i d e a l e t r a d i g i t a l e e re a l e , p u n t a n o i n s o s t a n z a a f a re n e t w o r k i n g a v e n d o l a p o s s i b i l i t à d i a c q u i s i re c o n o s cenze e mez zi utili per favorire proce ssi concreti e prof e s s i o n a l i d i i n te g r a z i o n e . U n o s pa z i o d i c o n f ro n to e d i c re s c i t a d o ve c o n t a t a n to i l parere degli esper ti quanto quello della rete e dei suoi pa r te ci pan t i a ttivi.

T ESTO

I s o c i a l m e d i a r ap pre s e n t a no un cambiamento nel modo in cui l a gente a ppre n d e , l e g g e e c o nd i v i de informazioni e contenuti. Si tratta sosta nz i a l m e n te d i u n a f u s i o n e t r a s o c i o l o g i a e te c n o l o g i a c h e c re a u n d i a logo e democratizza l'informazione, trasformando tutti gli utenti da f r u i t o r i d i c o n t e n u t i a e d i t o r i . S o n o d i v e n t a t i m o l t o p o p o l a r i p e rc h é p e r m e t to n o a l l e p e r s o n e d i u t i l i z z a re i l w e b p e r s t a b i l i re re l a z i o n i d i tipo personale o lavorativo. Tra questo “universo in espansione”, stanno p ro l i f e r a n d o n u o v i g r u p p i d i a p pa s s i o n a t i , m o l t e p l i c i e v e n t i e n u o v e f o rm e d i a p p re n d i m e n to . I m m a g i n i a m o c i d e i g i o va n i a m i c i e s p e r t i e d appassionati di web. La loro voglia di fare, di allargare questi confini fis i c i e te l e m a t i c i , u n i t a a d e g l i i n te n t i c o m u n i , c i rc a u n a n n o f a g e n e r a n o i n u n c o l l e t t i v o c h e , c o n v o g l i a d i s p e r i m e n t a re e m e t t e r s i i n g i o c o , s i p o ne l ' o b i e t t i vo di assec ondare un' es ig enza di condivisi one e d i v u l g a z i o n e te l e m a t i c a o rmai onni presente. Nasce così i l T T T. Di cosa s i t r a t t a e s a tt am e n te ? I l T T T, ovvero - Twitter Tips & Tricks - è un P ro ge tto di C u l tu ra D i gi tal e che si ar ticola attr aver so eventi sia online che of f l i n e , n az i o n a l i e c o n c a denza bimes trale, dedicati agli appassi onati d i Tw i t te r e a c h i v uo l e a pprofondire la conoscenza e l’ut il izzo dei So cial Network . Il TTT è per tanto un network di auto-formazione volto alla consapevolezza dei nuovi media che abbiamo a disposizione nel quotidiano. Trucchi e segreti per promuovere e diffondere la cultura dig i ta l e , e d u c a re al l a c o m p rensione e alla fruizione dei m essa ggi m ulti -

E FOTO DI

R OBERTA F ILIPPINI


IL

FUTURO DELLA CARTA STAMPATA SECONDO ‘T HE G UARDIAN ’

L’ u l t i m o r ap p o r to d e l l a F I EG (Federazione Italiana Editori Giornali) sulla car ta stampata mette in luce la s i t u a z i o n e de l i c a t a e i n continuo cam bi am ento d e l l ’e d i t o r i a n e l n o s t ro Pa e s e . L e v e n d i t e d e l l a c a r t a s t a m pa t a d a l 1 9 9 0 a l 2 0 1 1 s o n o d i m i n u i t e del 34 %, gli utenti di siti di quotidiani online sono diventati sei milioni, i lettori online di quotidiani dal 2009 al 2011 si sono moltiplicati. Solo g u a rd a n d o q u e s t e c i f re , v e r re b b e v o g l i a d i c o n c l ud e re ch e i re d a tto r i de i gio rnali car tacei fareb b e ro m e g l i o a c e rc a r s i u n altro lavoro; se non che, nella selva di pessimismo, spunta una voce di sper a n z a : i l d i re t t o re d e l q u o t i d i a n o i n g l e s e T h e Guardian, Alan Rusbridger, inter viene al festival di Internazionale a Ferrara, con una voce fuori dal coro. La politica del suo giornale, ultimamente, ha d o v u to m e t te r s i i n d i s c u s s io ne: di fronte al netto c a lo d e l l e ve n d i te e a l l ’a u mento della domanda di a r t i c o l i g r a t u i t i o n l i n e , T h e G u a rd i a n n o n h a p o t u to f a re a m e n o d i a c c o n te n t a re i p ro p r i l e t to r i ; i l q u o t i d i a n o i n g l e s e h a p o i i n ve s t i to s u l l e a p p l i c a zi o n i p er I P h o n e c h e prevedono un costo men si l e d i a b b o n a m e n to p e r gl i utenti. Di fronte alla s f i d a c o n l a te c n o l o g i a , n o n s i è a r re s o . L a q u e st i o ne i m p o r t a n te , s e c o n d o la visione di Rus bridger, è quella di salvaguardare la qualità: contenuti

online n on può voler dire m ancanza di attenzione per il giornalista, o peggio, disinformazione. Il largo uso delle nuove tecnologie, da par te sopratt u t t o d e i g i o va n i , p o t re b b e a p r i re n u o v e o c c a sioni ai giornali che sapranno coglierle. Il The Guardi an è uno di questi; l a fascia tra i 18 e i 25 a n n i c h e h a i l p i ù a l to t a s s o d i ‘ a l f a b e t i z z a z i o n e ’ in m erito a Ip hone e blackberr y, e secondo i son d a g g i , i ‘ f e d e l i s s i m i ’ s a re b b e ro d i s p o s t i a pa g a re un m in imo di abbonamento pur di leggere gli art i c o l i d e l p ro p r i o g i o r n a l e p re f e r i t o . L’ i n f o r m a zione, un ser vizio innanzitutto, per il cittadino d e l l a p i c c o l a c i t t à c o m e p e r i l ‘c i t t a d i n o d e l mo ndo’, non può decidere di cristallizzar si mentre i tempi e le società cambiano; un ser vizio è tale se ti ene conto dei nuovi bisogni e di tutte quelle re a l t à c o s ì m u t e v o l i d a e s s e re s e m p re m o n i t o r a t e p e r of f r i re u n s e r v i z i o q u a l i t a t i va m e n t e a l t o . I l ‘flusso’ di informazioni che ci travolge ogni giorno impone una prospettiva comune, sia per i direttori dei giornali che per i lettori: la selezione della qualità . DI

FEDERICA MASTROFORTI

L'autostima aiuta gli audaci.

P iacer si trop po non è s t a to m a i m o tivo di grandi lo di,tut t ' a l t ro . A l N arc i s o d i t u r n o , c o m p re s o l ' o m o n i m o g re c o , n o n è s t a t a m a i a t t r i b u i t a una bella fine. Spesso sinonimo di e g o i s m o , va n i t à e p re s u n z i o n e , i n psicologia si utilizza anche per des c ri ve re l ' i n s a n o e g o ce n t r i s m o c a u s ato da un disturbo d e l s e n s o d i s é . Eppure, nell 'era dove t u tto è i l c o ntrario di tutto, oggi a m a re s e s te s s i pare che ser va per la sopravvivenza. L o d i m o s t r a u n a re c e n t e r i c e rc a s cienti fica che reputa n o n c o l pe vo l i c o l o ro c h e s i a m a n o t ro p p o . S i tratta infatti di una fo rm a d i a m o re che si radica in quell a u n i c a , i l l i m i tata e sicuramente irripetibile che apprendiamo dalle cure parentali. Di questo amore incond i z i o n a to s i d ov re b b e f a re s c o r t a p e rc h é r a f f o r z a l'autostima e l'accettazione di sé, f o n d a m e n t a l i p e r c o m ba t t e re d e p re s s i o n e e p ro b l e m i p s i c o l o g i c i dell'età adulta. Magari averne la c o n s a p e v o l e z z a ! Pe rc h é p o i , c re s c e n d o , l ' i l l u s i o n e d i e s s e re a m a t i d a t u t t i s va n i s c e . E p p u re , a d e t t a degli studiosi, già da piccoli si dovrebbe imparare ad autocompiacersi perché da grandi aiut a a v i ve re m eglio . C onsigli auspica b i l i m a d a m a neggiare con grande c a u te l a .

DI LUCIA ROSSI


Come ‘Addomesticare’ Una Donna “ D i m m i u n p o’ , o m o g l i e , h a i g i à c a p i t o p e r q u a l e m o t i v o i o t i

2 3 ] ”, m a a d a t t i s s i m o a l l ’a m m i n i s t r a z i o n e d e l l a c a s a , a l l a c u r a

ho presa in sposa?” A questa domanda cerca di dare risposta

dei bambini e alla custodia dei beni della famiglia (motivo per

l a t a “ I l g o v e r n o d e l l a c a s a ”, u n a v v i n c e n t e t r a t t a t o d i a l o g i c o

g i o r e c h e a l l ’ u o m o” p e r c h é “ p e r c u s t o d i r e n o n è m a l e c h e

S e n o f o n t e , a u t o r e g r e c o n a t o n e l 4 3 0 a . C . , n e l l ’o p e r a i n t i t o sul tema del matrimonio e dei ruoli dell’uomo e della donna nella coppia. Senofonte ci racconta la storia di Iscomaco, un

il quale alla donna è assegnata “anche una par te di paura magl ’a n i m a s i a p a u r o s a ” ) .“ V i s t o c h e e n t r a m b i p e r n a t u r a n o n s o n o

v o l t i a l l e s t e s s e c o s e ” – c o n c l u d e f e l i c e m e n t e I s c o m a c o – “e s s i

g e n t i l u o m o d i c a m p a g n a , e d e l p e r c o r s o d i ‘ a d d e s t r a m e n t o’ c u i

h a n n o a n c o r a p i ù b i s o g n o l ’ u n o d e l l ’a l t r o , e l a c o p p i a è d i

l u t a m e n t e i n e s p e r t a – c o m e e r a p r a s s i a q u e l l ’e p o c a – d i t u t t o

a r r i v a r c i l ’a l t r o [ 2 9 ] ”.

sottopone la giovanissima moglie, giunta al matrimonio asso-

q u e l c h e r i g u a r d a v a l ’a m m i n i s t r a z i o n e d e l l a c a s a . D i v e r o e

proprio addomesticamento si tratta, secondo Iscomaco: la conversazione con la donna, infatti, non può avvenire se non dopo

c h e l a s t e s s a s i a s t a t a r e s a “ t r a t t a b i l e ”, o v v e r o “ a d d o m e s t i c a t a ”

dal marito. Eppure, a dispetto della scarsissima considerazione

di cui godeva la donna nella cultura greca, l’idea di unione con i u g a l e d e l i n e a t a i n q u e s t ’o p e r a n o n è a f f a t t o g r e t t a e a n a c r o -

n i s t i c a . Tu t t ’a l t r o . I l m a t r i m o n i o è – p e r I s c o m a c o – l ’ u n i o n e d i

due esseri di pari dignità che devono collaborare reciproca-

mente per garantirsi una vita felice. Questi due esseri sono,

però, diversi. Ognuno ha il suo ruolo e la sua sfera di competenza. Quella della donna – com’è prevedibile – coincide con le mura domestiche. Preconcetti antifemministi della società

greca? No di cer to, spiega Iscomaco alla moglie. È tutto scritto

nella natura: gli uomini, a differenza degli animali, non vivono

a cielo aperto ma hanno bisogno di una casa. Se vogliono qualcosa da introdurre sotto il loro tetto, hanno bisogno di

qualcuno che svolga le attività a cielo aperto. Ed ecco il meccanismo perfetto della coppia: la divinità – dice Iscomaco –

“d i s p o s e s u b i t o l a n a t u r a d e l l a d o n n a p e r l e i n c o m b e n z e d i

dentro, quella dell’uomo invece per i lavori e le incombenze di

f u o r i . P r e d i s p o s e i l c o r p o l ’a n i m a d e l m a s c h i o p e r c h é p o t e s s e soppor tare meglio il freddo, il caldo, le marce e le spedizioni

militari: gli impose così i lavori da svolgere fuori. Generò in-

vece il corpo della donna meno idoneo per queste cose [22-

fatto a se stessa più utile perché dove uno non ci arriva, può

D i Maria N icole Iulietto DOTTORESSA IN FILOLOGIA LATINA


LA DICHIARAZIONE IMU

Il decreto salva Italia ha fissato quale termine ultimo per la presentazione della dichiarazione Imu il 30 settembre 2012, termine successivamente prorogato a causa della non tempestiva disponibilità del relativo modello andando a modificare quanto riportato nella Circolare n. 3/DF del 18.05.2012 “Per gli immobili per i quali l’obbligo dichiarativo è sorto dal 1° gennaio 2012 è previsto che la dichiarazione deve essere presentata entro il 1° ottobre 2012, poiché il 30 settembre 2012 cade di domenica”. Rimane comunque fissa la regola generale secondo la quale “I soggetti passivi devono presentare la dichiarazione entro novanta giorni dalla data in cui il possesso degli immobili ha avuto inizio o sono intervenute variazioni rilevanti ai fini della determinazione dell'imposta”. La circolare n. 3/DF del 18.05.2012 per chiarire il concetto temporale riporta il seguente esempio: “Se l’obbligo dichiarativo è sorto, ad esempio, il 31 agosto il contribuente potrà presentare la dichiarazione IMU entro il 29 novembre 2012”. Nonostante ci sia l’intenzione di escludere più contribuenti possibili dall’adempimento, tutti i cittadini interessati al pagamento dell’Imu dovranno in ogni caso confrontarsi con il problema, se non altro per accertarsi di non dover presentare alcuna dichiarazione. I casi per i quali sorge l’obbligo di presentazione della dichiarazione Imu coincidono in buona parte con quelli che erano tenuti alla dichiarazione Ici, ovvero: - la dichiarazione IMU non deve essere presentata per gli immobili per cui è stato utilizzato il MUI (modello unico informatico); - la dichiarazione deve essere presentata nei casi in cui le modificazioni soggettive ed oggettive danno luogo a una diversa determinazione dell’imposta dovuta. La dichiarazione Imu va presentata al comune nel cui territorio sono ubicati gli immobili. Se gli immobili sono ubicati in più comuni, devono essere compilate tante dichiarazioni per quanti sono i comuni, in ciascuna di esse verranno indicati i soli immobili situati nel territorio del comune al quale la dichiarazione viene inviata. La dichiarazione va consegnata direttamente al Comune indicato sul frontespizio, che ne rilascia apposita ricevuta, oppure può essere spedita.

di Massimiliano Crusi DOTTORE COMMERCIALISTA

Per chiarimenti o per porre altri quesiti: massimiliano.crusi@oltreriga.it

Venture capitalists

Venture capitalists help entrepreneurs “to put a dent in the universe” (Steve Jobs): entreprenerusʼ ideas and plans to change the world are only valuable in pectore because they make slow progress without outside financial, strategic and technical infusions. Indeed “vulture” capitalists actually play a crucial role beyond the dollar in helping entrepreneurial firms to mature sequentially across the innovation and product-industry evolutionary process. They are value-added investors that provide them specifically financial, administrative, marketing, and sectoral strategic expertise and advice, as well as facilitating a high reputational network. They provide the funding and guidance, by assuming the associate risks, necessary for foster high-growth companies, capable of bringing competence-destroying or radical innovations to the marketplace. Thus the patience, the active and professional hands-on guidance, the willingness to take on risk and probabily fail, make venture capital more than just money. They bring “smart money”: itʼs a win-win scenario: money, support and people really matter. To sum up, venture capitalists are “a professionally managed pool of capital that is invested in equity-linked securities of private ventures at various stages in their development. Venture capitalists are actively involved in the management of the ventures they fund, typically becoming members of the board of directors and retaining important economic rights in addition to their ownership rights” (Sahlman 1990). Some of todayʼs most prominent firms such as Microsoft, Google, Starbucks, Intel, Staples, and FedEx, Apple, Genentech, Lotus, Tesla, Home Depot, Amazon, Spotify and so forth used venture capital financing to grow from fledgling entities to large corporations. The number of new firms getting VC funding has grown from 105 in 1970 to 2328 in 2007, which corresponds to an annual average compounded growth rate of 9 percent. Further the amount of investments raised has gone from $62.91 million in 1970 to $23,540.06 million in 2007, in nominal terms. In terms of real 1987 dollars, the investment value has gone up from $184 to $12,897 million, an average compounded yearly increase of 12 percent per year. After the Internet bubble period (1998-2000), VC investments dropped significantly and evolved at a moderate pace. The industry distribution of VC investments is consistent with expectations, a majority of VC investments go to the high tech, telecom, computer, biotechnology, and life science industries: not surprisingly, a significant number of investments are made in California (21 percent) and Massachusetts (6.3 percent). At the same time however, VCs do not completely ignore non high-tech firms. In fact, VC investments in non high-tech firms have produced such prominent corporations as Federal Express, Starbucks, and Staples. As a result VCs are partner-coach: they move along the field providing support and strategy to maximize the results and take the firm to the next level. They are cooentrepreneur and part of the entrepreneurial process with their operational skills, they are both shareholders and member of the corporate board of directors: as a consequence theyʼre more than financial tutors and business connectors, theyʼre time-limited partners. The entrepreneur is sitting on the driver seat because is the executive and VCs on the passenger seat: they bring support alongside the path for a medium-long period of time and then they will get off the car. VCs bring knowledgeable and indipendent point of view around the table: the high degree of involvement in the operational, strategic and risky activities of developing a successfull entrepreneurial business is the crucial role of venture capitalists. The broad range of value-added managerial services provided make this non only-financial partnership different from other financial services. Indee providing capital without managerial assistance and oversight is likely to translate into developmental stagnation for firms (a lack of know-how often leads to limited investment, which, in turn, leads to limited employment growth), as well as a greater sensitivity to external factors and business potential that is unlikely to be captured.

di Marica Caposaldo


UNA NUOVA PROSPETTIVA STORICA: IL RISORGIMENTO SUL MARE E’ passato già un anno dalle celebrazioni per i 150 anni dall’Unità d’Italia. Numerosi gli eventi e le pubblicazioni che hanno ric ord a to l e v i c e nd e r i s o rg i m e n t a l i . Po ch e però hanno approfondito il tema dell’intrepida campagna navale combattuta a cavallo degli anni 1860 – 61. Antonello Battaglia, studioso di Storia d’Europa, con il suo “Il Risorgimento sul mare” edito da Edizioni Nuova Cultura por ta luce nuova s u g l i a v v e n i m e n t i . L’ a u t o r e , c h e s i è g i à occupato di tematiche relative alla storia della Marina Militare, introduce gli eventi della campagna militare del 1860 – 61, combattuta prevalentemente via terra ma s e g u i t a s c r u p o l o s a m e n t e d a l m a r e . C a v o u r, m i n i s t r o d e l l a M a r i n a , o r g a n i z z ò u n ’a m p i a rete di monitoraggio in cui la flotta svolse un ruolo fondamentale. La spedizione garibaldina venne seguita fin dalle prime battute. La presenza della squadra navale d i C a r l o Pe l l i o n d i Pe r s a n o e b b e u n r u o l o strategico: ser vì per controllare da vicino la condotta di Garibaldi. Da deterrente nei confronti dei legni borbonici e da fattore incoraggiante nei confronti della popolazione locale costituì la longa manus di Cavour nelle tormentate trattative per ottenere la defezione delle unità borboniche. Non mancarono nemmeno le operazioni navali strictu sensu nelle quali i navigli degli Antichi Stati Italiani operarono per la prima volta contro un nemico ormai provato. La marina fu quindi il tramite tra il centro e la periferia, tra la Sicil i a e To r i n o , t r a l a s f e r a m i l i t a r e e q u e l l a politica. Il volume è arricchito da un’interessante appendice che ripor ta le unità in s e r v i z i o n e l l ’A r m a t a d i M a r e n e l 1 8 6 0 , d a una descrizione delle principali unità navali e da car tine dettagliate che presentano i luoghi oggetto del volume. “Il

Risorgimento sul mare” ha ricevuto il prem i o d ’o n o r e C e n t r o – S u d I t a l i a G e n e r a l e De Cia il 20 ottobre presso il Palazzo della Cultura di Locri (Rc). Un volume che apre un’inedita prospettiva su uno dei momenti più salienti del Risorgimento italiano. DI

ROBERTO SCIARRONE


CINEMA

D ’AU T OR E

Reality

Drammaticamente reale, c o s ì c i a p pa re l ' u l t i m o f i l m d i M a t t e o G a r ro n e che dopo aver smosso gli animi con Gomorra ritorna sul grande s c h e r m o p ro p o n e n d o c i q u e s t a vo l t a l a s to r i a di un pescivendolo napoletano alle prese col desiderio, che diventerà p o i u n' o s s e s s i o n e , d i pa r t e c i pa re a l G r a n d e F r a te l l o . L a b r av u r a d e ll ' a t t o re A n i e l l o A re n a st up i s c e p er l a s u a s e m p l i c i t à : i s u o i p e ns i e r i s i leggono così chiaram e n te q ua si da no n e s s e rc i i l b i s o g n o d e l l a pa ro l a . Lu c ia n o C i o to l a , q u e s to i l no m e d e l p e rsonaggio, si muove tra gli ostacoli giornalieri di una famiglia che d e v e “ a r ro t o n d a re ” l e entrate mensili con attiv i t à po c o l e ci te e l a vo cazione per l'esibizione s p e t t a c o l a re , l a s t e s s a

DI

vocazione che lo porterà un giorno a non sottrarsi dalla possibil i t à d i s v o l g e re u n p ro v i n o p e r e n t r a re n e l l a casa più spiata d'Italia. Pe c c a t o c h e l ' a t t e s a d i s a p e re s e v e r r à p re s o p e r i l p ro g r a m m a o meno si trasforma in una distorsione della percezione del reale che distrugge la sua famiglia e i l s uo lavoro, plasmando la sua c o s c i e n z a f i n o a l p u n to d i v i v e re o g n i g i o r n o c o n l ' i d e a d i e s s e re spiato dagli autori del programma. DI

LUCIA ERCOLANETTI

S TEVEN S ODERBERGH

CON

M AGIC M IKE

M ATTHEW M CC ONAUGHEY, C HANNING TATUM , O LIVIA M UNN , A LEX P ETTYFER (2012)

A d i f f e re n z a d i tante agguerrite spettatrici del f i l m , e ro p ro n t a al peggio. E il peggio è arriva t o . Ritengo che il principale difetto del film sia irrimediabilmente legato a l l a s u a p re mes sa e cioè all’idea, a mio parere del tutto infondata, che a noi donne piaccia lo spogliarel lo m aschile. Evi dentemente, questa leggenda è stata costruita ad hoc da qualche fem minis ta che non ha trovato posto nelle prime file delle manifestazioni per la difesa dei diritti fondamentali delle d o n n e , e d h a d u n q u e r i p i e g a to s u ba t t a g l i e d i ba s s o p rof i l o , c o m e q u e l l a d i u n a posticcia liberalizzazione di un immaginar i o s e s s u a l e f e m m i n i l e c re a to s u l l a f a l s a riga di quello maschile. Chiara dimos trazione di questo f u i l diver tentis simo, acuto e a tratti struggente Full Monthy , film di una quindici na di anni fa, che, ridicolizzando il mondo dei night club per d o n n e , r a c c o n t a va d i a l c u n i s q u a t t r i n a t i , p e r n u l l a a v v e n e n t i , c h e a l l e s t i va n o u n o s p e t t a c o l o d i s p o g l i a re l l o m a s c h i l e c o m e extr ema rati o di fronte alla piaga della di so ccupazione dilagante nell’Inghilterra di q u e g l i a n n i . N e l f i l m d i St e v e n S o d e r b e rg h , g l i s p o g l i a re l l i s t i s o n o r i t r a t t i c o m e b o n a c c i o n i pa l e s t r a t i c o n t a n t i sogni nel cassetto; le donne, tranne una so la eccezi one, come un mu cchio di casalingh e di sperate che si dimenano come il pubbli co in delirio nelle arene nell’antic a Roma. C’è poi l’immancabile happy-end in

puro stile americano, che ris t a b i l i s c e l ’o rdine (morale) delle cos e, ch e s t i g m a t iz z a l a pover tà di prosp ettive di c o l o ro c h e l a vorano nel mondo dei locali notturni e p re m i a l a b u o n a v o l o n t à d i c h i c e rc a d i u s c i r n e . R i t e n g o c h e s i a n o a p p re z z a b i l i solo alcuni espedienti messi a punto dalla re g i a , a l f i n e d i re n d e re i l f i l m , i n a l c u n i momen ti , simil e ad un r epor ta g e : d i a l og h i l e n t i , s p e s s o i n t e r ro t t i d a i s i l e n z i , d a l l e esitazioni o dalle ripetizioni tipici del parl a t o e r i p re s e c h e c e rc a n o d i r i p ro d u r re , p e r q u a n t o p o s s i b i l e , l ’o t t i c a d e i p e r s o naggi che via via si avvicendano sulla s cena. DI

PAOLA TEMPONE


Cinema: il potere delle immagini in movimento Quando erano piccoli i m i e i g e n i to r i, l a T V n o n c’era. Ma, dico, ve la immaginate una casa s e n z a T V ? Pa re c h e l a s e r a l a s i pa s s a s s e d a va n t i a l f u o c o , a s c o l tando la radio, l e g g e n d o , o pa r l a n d o . O p p u re a n d a n d o a l c i nema. Quando la TV è arr iva t a n el l e c a s e de gl i italiani, il cinema ha continuato ad esercitare il suo enorme fascino su u n p u bb l i c o s e m p re p i ù a m p i o . C o s ’ è c h e re n d e questo luogo così affasc i n a n te a n c o r a o gg i , i n momento, cioè, in cui p o s s i a m o a c c e d e re a i f i l m d i re t t a m e n t e d a i nostri computer? Forse il f a t to c he i l c i n e m a s i a uno dei pochissimi riti che ancora non siano stati alterati dal ritmo f re n e t i c o d e l l a v i t a m o derna. E quando ci sediamo su quella p ol t ro n a , c o n i p o pc orn in una mano e la cocacola n e l l ’a l t r a , ogni b r u t t o p e n s i e ro s e n e va . S e d i a m o a c c a n t o a i n o s t r i a m i c i c o n f a re complice, come se foss i m o t o r n a t i s u i ba n c h i di scuola, e sussurrass i m o n e l l ’o re c c h i o d e l n o s t ro c o m pa g n o q u a l c o s a c h e i l p rof e s s o re n o n d e v e s e n t i re . L o

schermo ci avvolge, i suoni ci abbracciano, e l a s t o r i a c i a v v i l u p pa n e l l e s u e s p i re , d a l l e quali non ci liberiamo fi nché non compaiono i titoli di coda. Non esistono distrazioni, e quals iasi film, per sin o il più noioso, ci trattiene irrimediabilmente lì, su q u e l l a p o l t ro n a . I l c i nema ha questo strano p o t e re ipnotizzante, q u e s t a c a pa c i t à d i s o t trarci all a frenesia della vita quotidiana, di all o n t a n a rc i , p e r u n ’o r a e m e z z o , d a u n ’e s i s t e n z a i n c u i s i c o r re c o n l’Ipod, si studia con le cuffie e si m angia guardando la T V. È un rituale di società, in cui il singolo condivide, con il re s t o d e l p u b b l i c o , u n esperienza culturale di g r a n d e va l o re s i m b o lico. È forse quel che resta del fascino mistico che aveva lo spettacolo t e a t r a l e n e l l ’a n t i c h i t à e r a p p re s e n t a l ’e s p re s s i o n e p i ù s i g n i f i c a t i va d e l p o t e re l i b e r a t o r i o dell’im maginazion e. DI

PAOLA TEMPONE

THE BOURNE LEGACY.

DI

CRONACA DEL CINEMA PERDUTO

TONY G ILROY

CON

J EREMY R ENNER , E DWARD N ORTON , R ACHEL W EISZ , A LBERT F INNEY

Qualche giorno fa sono stata invitata da alcuni miei amici al cinema. Appass ionata com e sono del grande schermo, ho scelto d i a n d a re , a c c e t tando l’invito a scatola chiusa. E p u r t ro p p o s o n o i n c a p pa t a i n u n o d e i f i l m p i ù n o i o s i c h e p o t e s s i v e d e re . I n d i pendentemente dal fatto che si apprezzi il genere, al di là dell a conoscenza dei pre cedenti episodi della serie, The Bourne Legacy è la summa di tutto quello che è o g g i u n f i l m d ’a z i o n e : u n a s e r i e i n t e r m i nabi le di sparatorie, che culminano in un i n s e g u i m e n t o a b o rd o d i r u m o ro s i s s i m e macchine o m oto che compi ono improba b i l i e v o l u z i o n i . N o n c ’ è m i s t e ro , n o n c ’ è v e r a s u s p a n ce , s o l o r u m o re a s s o rd a n te e abuso di effetti speciali. Credo di non es serm i m ai annoiata tanto al cinem a (beh, for s e è accadde di peggio quandi andai a vedere Incep tion , ma lì pare che non sono riuscit a a com prendere uno dei mag giori capolavori della storia del cinema). Un film noioso, noiosissim o. For se quanto un romanzo di Jane Austen per un appassionato di gi alli ; ma, a differenza di un libro, un film ben fatto è capace di interc ettare l ’a t t e n z i o n e a n c h e d i c o l o ro c h e n o n a m a n o i l g e n e re , i m p i e g a n d o e s p e d i e n t i r a f f i n a t i e c a l i b r a t i ; d i c e r to , c o n u n u s o indiscriminato di mitragliatrici ed inseguim e n t i i n m a c c h i n a , i l re g i s t a s c e g l i e d i c o n f i n a re i l s u o f i l m n e i l i m i t i r i s t re t t i d i un pubblico assuefatto ad una volgare su-

per ficialità cinematografica. Quando vedo film come questo, penso che i l c i n e m a s i s t i a l e n t a m e n te t r a s f o r m a n d o i n u n o d e i tanti prodotti di questa società, in cui non s i r i e s c e p i ù a c o r re re s e n z a I Po d , s i s t u dia con le auricolari, si cena in silenzio davanti alla T V che urla tutta l a s u a ba n alità alla famiglia italiana. Il cinema, al c o n t r a r i o , d o v re b b e r a p p re s e n t a re u n a sorta di isola felice in cui rifugiarsi, un luogo sacro dove immerger si, lentamente, e dove non sia concesso, qu a l unq u e s i a i l t i p o d i f i l m c h e s i s c e g l i e d i v e d e re , d i s fuggire a se stessi (né di do rm i re ). DI

PAOLA TEMPONE


LE

PRIMARIE DEL CENTROSINISTRA

Daniele Chiappini ha iniziato ad interessarsi di politica alle superiori, dove è stato eletto rappresentante di istituto dell'ITAS Giordano Bruno ed ha proseguito il suo impegno all'Università dove è stato eletto Senatore Accademico con la Sinistra Universitaria - UDU. Si è impegnato con il Partito Democratico ricoprendo vari incarichi, quali quello di segretario di circolo, responsabile organizzazione del Partito comunale di Perugia e Coordinatore della segreteria del Partito provinciale. E’ donatore periodico AVIS e iscritto ARCI e ANPI. D a q u e l l o c h e e m e rg e s em bra c he a lcuni o rgani d i inform azione vo g l i a n o f a r pa s s a re l e p r i m a r i e d e l c e n t ro s i n i s t r a c o m e l ’e n n e s i m o s c o n t ro i n te rno , u n a u l te riore resa dei conti nell’am bito di un insi eme e te ro g e n e o d i c o r re n t i e pa r t i t i i n re a l t à d i f f e re n t i . E p p u re n o n v i è n u l l a d i p i ù l o n t an o da l l a realtà. Le Prim ari e non sono null a di tutto questo. Può essere facile pensarlo, ma a ben vedere la cosa non è così perché quello a cui siamo di fronte è un vero e profondo confronto su c o s a s i s o g na p e r q u e s to paese. Le posi zioni che dapprima potevano sembrare meramente per sonalistiche si sono riempite di contenuti dur a n te t u t ta l a c a m pa g n a elettorale che vede diver si sfidanti contrapp o r s i n o n s o l o p e r e s s e re c a n d i d a t i m a p e r d a re u n a s v o l t a p ro g r a m m a t i c a a l Pa e s e , ognuno s econdo una propria visione di cosa i l pa es e d e b ba d i ve n ta re e come debba farlo. Quello che vediamo in q ue s t i g i o rn i d u n q ue n o n è lo spettacolo della di vi sione m a il trionfo d e l l a pa r t e c i pa z i o n e , a n c h e s e d e l l e v o l t e c o n t o n i u n p o’ a l t i , c h e t e n d e a c o i n v o l g e re e i n t e re s s a re i c i t t a d i n i s o p r a t t u t t o i n u n m o m e nto d i a n t i p o l i t i c a q u a le quello attuale. Per sonalmente ri tengo che t u t t i i pa r te c i pa n t i a p p o r t i n o u n va l o re a g g i u n to a l l a c oa l i z i o n e , m a s o p r a t u t to al l a par te c i pa zione, che mi auguro possa essere più ampia possibile, per legittimare colui che uscirà vincitore dalla consultazione i n m o d o n o n a m b i g u o ( l e g g e s i u n b e l N O a d a c c o rd i s u c c e s s i v i a l l e elezioni che stravolgano quanto deciso in tema di leadership nelle primarie, anche se questo dipenderà in gran par te dalla legge elettorale) e d a re u n c o nf i n e n e t to a ll ’alleanza e al program ma, che dovrà esse re c h ia ro c om u n i c a ti vo m a soprattutto pi eno di contenuti e non di me re

c h i a c c h i e re , c o n p o s i z i o n i q u a n t o p i ù n e t t e p o s s i b i l e . E n t r a n d o n e l merito non poss o che, per ones tà i ntellettuale, specifica re l a m i a p re ferenza per sonale va a Pierluigi Ber san i. La ragione di ques to m i o s o s t e g n o s i r i t ro va n e l l ’ i d e a , c h e n o n s i f e r m a a l l e p r i m a r i e , m a s i p ro i e t t a f i n o a l g o v e r n o d e l pa e s e , c h e i l s e g re t a r i o d e l Pa r t i to D e moc ratico ha del futuro. Un futuro nel quale l ’Itali a pos s a f ar pa r t i re l o svilu ppo, sostenendo in par ticolare i l ceto medio e le c l a s s i m e n o abbienti, cioè quelle maggiormente vessate dalla crisi economica, con l 'obiettivo di andare avanti senza lasc iare indietro ness un o . M a al d i l à di questa m ia idea, sono convinto del fatto che sia ne c e s s a r i o da re u n p ro p r i o c o n t r i b u to a q u e s t a f a s e pa r te c i pa t i va c h e p u ò e s s e re l a base del ril ancio del Paese.


CULTURA DELL’ALIMENTAZIONE B LOG

ALIMENTARI

Siamo nel 2012 e ormai da qualche anno Intenet è entrato nelle nostre vite e nella nostra quotidianità in maniera consistente. Fino a qualche anno fa non si poteva nemmeno immaginare che questo strumento sarebbe diventato così importante per tutti noi e in numerosi campi. E anche il settore agroalimentare no fa eccezione. Infatti ormai in moltissimi casi è possibile acquistare on line qualsiasi tipo di prodotto alimentare, sia esso in scatole o freschissimo, quindi con una deperibilità molto alta. Numerosi sono i siti che si propongono in questo senso e numerose sono le tipologie di acquisto così some le modalità di trasporto e quelle di pagamento. E’ chiaro che in tutti i campi di internet c’è ancora la criticità legata alla fiducia che può avere un consumatore verso un particolare sito piuttosto che verso un altro!! E nel campo agroalimentare questo è ancora più marcato proprio perché si tratta di prodotti che vengono ingeriti nel nostro organismo e che quindi hanno delle conseguenze dirette sul nostro stato di salute. In questo senso anche per il settore agroalimentare è opportuno cercare in internet informazioni che ci aiutino a conoscere meglio un sito e che quindi accrescano la nostra fiducia verso questo. Un validissimo strumento è quello dei blog che anche nel settore alimentare si stanno moltiplicando. Sono strumenti utilissimi perché in genere vengono coordinati da persone esperte o anche solo appassionate di un argomento o di una particolare tematica; e quindi spen-

dono molto del loro tempo in ricerche ed indagini volte ad approfondire alcuni aspetti che ai molti possono risultare abbastanza nebulosi. Ecco anche nel settore agroalimentare possiamo trovarne di interessanti come ad esempio “essenza alimentare” (www.essenzaalimentare.com) un sito in cui è possibile trovare alcuni commenti di carattere nutrizionale su particolari alimenti e cucine come la macrobiotica; inoltre si possono trovare anche delle simpatiche e gustose ricette, semplice da preparare. Oppure “alimentazione naturale” (alimentazione-naturale.blogspot.com/), un blog in cui si persegue un tipo di alimentazione cercando di ridurre le sofisticazioni alimentari al minimo. Ci sono poi numerosissimi blog che trattano in maniera specifica degli aspetti legati alla salubrità degli alimenti e alle conseguenze di carattere salutistico che gli stessi possono comportare. E’ inutile andare ad annoverarli in quanto chiunque di voi lettori è in grado di raggiungerli partendo da un qualsiasi motore di ricerca. Si conclude però con una raccomandazione: anche i blog ovviamente possono nascondere dei “tranelli” che il più delle volte si traducono in informazioni errate o comunque “di parte”. Il consiglio migliore che vi posso dare è quello di verificarne un certo numero e “mediarne” i risultati in modo da avere una certa capacità critica di fronte a determinati aspetti.

D I F RANCESCO D IOTALLEVI

GARDA, NON SOLO LAGO A s u d d e l l a g o d i G a rd a t r a i c o m u n i b re s c i a n i d i D e s e n z a n o , L o n a t o , Po z z o l e n g o , S i r m i o n e e quello ve rones e di Pes chiera sorge l a D e n o m i n a z i o n e d i O rg i n e C o n t ro l l a t a L u g a n a c o m e p r i m a D O C ri co nosci uta in Lombardia. Que sta par ticolare area geografica fu delimitata negli anni 60 da un gruppo di amici tra i quali uno studioso ed un viticoltore- che ebbero l’idea di c o l t i va re l a v i t e a c c a n t o a l G a rd a s u i t e r re n i a rg i l l o s i ( o r i g i n a r i d u rante l’ul tima glaciazione), a vol te d i f f i c i l i d a l a vo r a re , b e n e f i c i a t i d a u n c l i m a m i t e e v e n t i l a to . V i t i g n o p ro t a g o n i s t a d e l l a D O C è i l Tre b b i a n o d i S oa v e , c h e l o c a l m e n t e prend e il nome di Trebbiano di Lugana o Turbiana, ma quest’ultima è una dicitura quella utilizzata più d i f f u s a m e n t e d a i p ro d u t t o r i , r i spondendo alla volontà di cos t r u i re una p ro p r i a identità attraver so il le game da loro creato giorno dopo giorno tra tale vitigno ed il loro territorio. Il territorio del Lugana si caratterizza per un suolo prevalentemente pianeggiante, cos truito da argille s tratificate di natura morenica, ori ginate dai detriti accumula ti e traspor tati dai ghiacciai (m orene:argi ni del ghiacciaio), e s e d i m e n t a r i a , d o v u t e a l l ’a c c u mul o di s edimenti di varia origine causati dall’erosione di rocce preesistenti, ricche di Sali minerali. Sono terre difficili da lavorare vista l a l o ro d u r a c o n s i s t e n z a n e i p e r i o d i d i s i c c i t à e l a l o ro f a n g o s i t à durante quell i di pioggia. Ma sono p ro p r i o q u e s t e pa r t i c o l a r i t à d e l te r re n o i n s i e m e a d u n c l i m a m i te , dovuto alle brezze derivanti dal vi c i n o l a g o d i G a rd a , c h e p e r m e t tono di conferire il giusto vigore al

Turbiana che, se col ti va to c o n m o derazione e senza ag g i u n g e re re s e tro ppo eccess ive, rie s c e a re g a l a re un vi no saporito equ i l i b ra to e p i ac e v o l m e n t e p rof u m a t o . C i n q u e s ono le tipologie di L u g a n a p re v i s t e d a l d i s c i p l i n a re d i p ro d u z i o n e “ ba s e ”, S u p e r i o re , R i s e r va , Ve n demmia Tardiva e Spumante (anche m e t o d o c l a s s i c o ) . L a p ro d u z i o n e m a g g i o re d i t u t t o i l t e r r i t o r i o , quasi il 9 0%, è conc e n t r a t a s u l L ug a n a ba s e , o g g i p e r l a m a g g i o r par te vinificato in purezza con sole uve Turbiana e senz a l ’agg i u n t a d i altre varietà. Presenta situazioni tipicamente floreali sia all’olfatto sia al gusto, con una m a t r i c e m i n e r a le a c c a t t i va n te c h e l o re n d e g u s to s o e riconoscibile. Più complesso il S uperiore, tipologia i n t ro d o t t a ne l disciplinare solo nel 1998. Oltre ad essere sottoposto ad un periodo di maturazione di almeno 1 anno, che prevede anche il passaggio in legni u s a t i d i g r a n d e c a pa c i t à , e s i b i s c e p rof u m i a r t i c o l a t i d i f r u t t a s e c c a , spezie e frutta bianca matura che fanno cornice ad un a s t r u t t u r a p i ù possente, di vivida acidità e contrassegnata da una mineralità quasi sal ina. La Rise r va è l a p i ù recente e viene consid e r a t a l a g i u s t a e v o l u z i o n e d e l p re c e d e n t e . S o r p re s e d e s t a n o s i a l a Ve n d e m m i a Ta rd i va c h e l o S p u m a n te : l a p r i m a c o n u n a m a rc a t a e s p i c c a t a c o m p l e s s i t à s e n s o r i a l e f i n o a s f o c i a re s u to n i a f f u m i c a t i e d i d e n t i t à ba l samiche, il secondo con una spicc a t a a c i d i t à e f re s c h e z z a e n o t e agrumate tendenti a l c i t r i n o.

DI JACOPO NICOLINI


B ENVENUTO A UTUNNO D ’a u t u n n o l a l u c e s i a t t e -

tunno è una stagione misteriosa,

nua, e dal cielo cade una pioggia

nella quale si realizza il delicato ri-

para a spogliarsi della rigogliosa

mesi estivi e il torpore di quelli in-

lori delle castagne; alla sera, timi-

momento di transizione, al suo in-

sottile e pungente; la natura si pre-

veste estiva e si tinge dei caldi co-

damente,

si

affaccia

il

profumo

d e l l ’a r i a u m i d a c h e a n n u n c i a l ’a r rivo della notte; i primi camini cominciano

a

fumare,

e

i

gatti,

all’uscio, chiedono di entrare in

c a s a . D ’a u t u n n o i c a m p i e f f o n d o n o

il profumo inebriante della vendemmia, e i contadini si apprestano

a raccogliere le olive; nelle campa-

gne ci si riunisce a casa dei parenti

per mangiare le caldarroste che abbruscolistono i polpastrelli di chi,

impaziente, ne apre il guscio incan-

descente. Nel giorno dei Morti, a

novembre, brulicano le lente processioni ai cimiteri dei paesi; la

terra odora intensamente di prof u m i p r i m i t i v i , s u l l ’e r b a , a l l a m a t -

tina,

si

stende

una

delicata

pellicola di rugiada fresca. La na-

tura si prepara meticolosamente al

sonno dell’inverno; attenua i colori, spegne la luce accecante dei

mesi estivi e rallenta il suo movi-

m e n t o . L’a r i a d e i p o m e r i g g i a u t u n nali è frizzante, carica dell’umidità

della notte che verrà; il sole, al tramonto, sceglie di declinare tutte le

sfumature del rosso, prima di perd e r s i o l t r e l ’o r i z z o n t e . L e m a t t i n e

autunnali sono spesso luminose ed

ingannevoli, perché sembrano annunciare giornate di sole, e celano

i n v e c e p r o p o s i t i d i p i o g g i a . L’ a u -

tuale di passaggio fra la vitalità dei

vernali; e come accade per ogni

terno convivono elementi contrastanti: quel che resta del fuoco d e l l ’e s t a t e e l a p i o g g i a i n s i s t e n t e

d e i m e s i i n v e r n a l i , l ’e n e r g i a v i t a l e

estiva e la sonnolenza dell’inverno,

la luce e la penombra. DI

PAOLA TEMPONE

SCUOLA OGGI

Cari amici lettori, non so da quanto tempo abbiate a b ba n d o n a t o i ba n c h i d i s cuola. Qualora si trattasse di qualcosa come sette, otto anni, o più, sappiate che il mondo dell’istruzione è cam biato. In modo n e t t o , e d i r re v e r s i b i l e . G l i s tudenti sono stanchi, svo gli ati, all a continua ricerca di ingenti dosi di caffeina che possano risvegliarli dal t o r p o re d e l c o r p o e d e l l a mente. G li stu denti di oggi d o r m o n o s u i ba n c h i , s o n o annoiati, controllano contin u a m e n t e i l c e l l u l a re t e n e n d o l o n a s c o s t o d i e t ro i l l i b ro . N o n s a n n o p i ù l e g g e re , ba l b e t t a n o s e p ro va n o a c o s t r u i re un discorso che non abbiano prima imparato a memori a, n o n s a n n o r i s p o n d e re a l l e domande che cominciano c o n “ p e rc h é ”. N o n a c q u i stano i libri di testo, non s a n n o p re n d e re a p p u n t i , s c r i v o n o s o l o i n s t a m pa te l l o e s t u d i a n o c o n l e a u ricolari alle o re c c h i e , c re d e n d o d i c o n c e n t r a r s i meglio. Si rifiutano di sos te n te re u n ’ i n te r ro g a z i o n e c h e n o n s i a p ro g r a m m a t a , t e m o n o i r i m p ro v e r i m a non si curano di evitarli. So no s ol i, sp esso , a casa e n e l l a l o ro m e n t e . L i v e d i a n d a re a s c u o l a , c i o n d o lando, come se non ricordassero bene la strada che l i c o n d u c e a l pa t i b o l o ; spesso sostano con aria assonnata sulle scale antin-

cendio, fumando una sigare t t a , l ’ u n i c a i n g r a d o d i re g a l a re l o ro u n ’a u t e n t i c a i spirazione pe r l a g i orn a t a . N o n s o n o ro m a n t i c i , s e m b r a c h e a b b i a n o p ro va t o qualsiasi emozione che la v i t a p o s s a re g a l a re l o ro . C he cosa è s u c c es s o a q u esti ragazzi? Hanno solo dieci anni me n o d i m e , e ppure sembra c h e , i n q u e s to b re v e l a s s o d i t e m p o , u n enorme fungo atomico sia e s p l o s o e a b b i a s pa z z a t o v ia l’entusias m o , l a v i t a l i t à e i s o g n i d e l l ’a d o l e s c e n z a . La verità, forse, è che s pes so questi r a g a z z i s o n o s o l i , e h a n n o a l l e s pa l l e brandelli di fa m i g l i a . È p er questo che n o n c on o s c o n o l e re g o l e m i n i m e d i c o m p o r t a m e n to ; n o n d o r m o n o a b ba s t a n z a , mangiano male, e sono stanchi, s p e s s o a n c h e d i p e n s a re . Vivono tutto talmente in f re t t a , d a a r r i va re g i à v e c chi all’esa me d i m a t u r i t à . DI

PAOLA TEMPONE


IPHONE

5: OPINIONI E PARERI

Il 12 settembre si è svolto a San Francisco, nell’ormai noto Moscone center, il keynote di Apple. Come ci si aspettava il tanto atteso iPhone 5 è arrivato. Da subito, il nuovo iPhone ha riscosso due diversi riscontri, euforia o profonda delusione, i soliti direi. Siamo abituati a vedere notevoli mutamenti nelle idee o meglio nelle impressioni post-keynote, che diciamoci la verità vanno poi a convergere in un impressionante numero di vendite. A differenza di altre volte, prima di andare ad esaminare il prodotto, dobbiamo ammettere che un motivo per cui molti hanno espresso delusione è oltremodo giustificato, ed è l’assenza di segretezza. Ebbene sì, mai come questa volta, una manciata di minuti prima del KN si sapeva quasi tutto, se non tutto del nuovo iPhone, dal design alle caratteristiche tecniche. La famosa segretezza Apple della gestione Jobs, è un ricordo, CooK ha “fallito”. Si è cosi eliminato l’effetto sorpresa e di conseguenza la sensazione di novità, andando ad incidere sull’umore di molti. Veniamo ora al nuovo dispositivo, su cui c’è tantissimo da dire. L’iPhone 5 è stato completamente riprogettato in ogni par ticolare, iniziando dalla scocca. Realizzata in un unico blocco di alluminio anodizzato, la stessa tecnologia utilizzata per i MacBook e gli iPad. Le antenne non sono più ai lati della scocca, ma posizionate nelle zone superiore ed inferiore del retro, ricoper te da inser ti in vetroceramica, materiale che assicura un’ottima ricezione del segnale. Ma non è finita qui, i bordi sono lavorati con una qualità maniacale, lucidati a specchio per creare contrasto con le superfici brune in alluminio. La qualità costruttiva è impressionante, in merito consiglio di vedere il video mostrato da Apple. Dopo 5 anni a Cuper tino hanno deciso che era giunto il momento di aumentare le dimensioni del dispaly a 4’’, sempre risoluzione retina, 1136 x 640pixel a 326 ppi. Viene modificato anche il rappor to che passa a 16:9, scelta dettata dalla politica Apple, i suoi display si devono poter utilizzare con una sola mano. Il tutto si traduce in un display 9 mm più alto. Attenzione però, la vera novità è la tecnologia con cui lo schermo è prodotto: in-cell. In breve, i sensori touch sono stati eliminati ed integrati direttamente nel display. L’utilizzo della suddetta tecnologia ha permesso di diminuire lo spessore del nuovo iPhone del 18% por tandolo a 7.6 mm con un peso di soli 112 g, ridottosi anch’esso del 20%. Altra novità per il foro del minijack audio, ora posizionato in fondo, vicino al microfono. Veniamo ora al nuovo processore A6, notizie ufficiali non se né hanno ma sembra che sia stato progettato

interamente da Apple, essendo così il primo chip arm (ARMv7), “made in Apple”. In ogni caso è il doppio più veloce del precedente, il 22% più compatto e dovrebbe consumare molta meno batteria. La ram è di 1 Gb. La batteria da 1440 mAh promette impor tanti miglioramenti, ma su quest’ aspetto non ripor to i valori di durata, poiché vengono calcolati su dati non realistici per un uso normale, chi di noi chiama otto ore consecutive? I risultati veri li vedremo dalle prime recensioni, non ci resta che attendere. Altro grande cambiamento, il nuovo connettore dock , denominato Lighting, che passa da 30 a 9 pin ed è l’ 80% più piccolo del precedente. Le novità del nuovo dock digitale, sono interessanti, oltre a poterlo inserire da entrambi i ver si, suppor ta l’USB host per cui teoricamente potremmo collegare periferiche esterne, ma non mi illuderei più di tanto, vista la politica sul bluetooth. Per quanto riguarda la connettività finalmente Apple implementa la LTE, (Long Term Evolution), connessione alla banda larga di quar ta generazione (4G). Questa volta a differenza del nuovo iPad, vengono suppor tate anche le frequenze europee, anche le nostre. L’iPhone 5 avrà un Wi-Fi più veloce, infatti lo standard non suppor ta la dual band, (2,4GHz e 5GHz). Il compar to fotografico. La fotocamera posteriore è sempre da 8 Mpx, di base la stessa del 4S, con miglioramenti al sensore e nella velocità di scatto, benefici anche per la stabilizzazione video. Leggeri miglioramenti, ma considerando la diminuzione dello spessore non è poco. Impor tante aggiornamento invece per la camera frontale, ora posizionata sopra l’ autoparlante, foto da 1.2 Mpx, registrazione video a 720p e sensore BSI. Aggiunte due funzioni, la modalità panorama e la possibilità di scattare foto mentre si registrano video. Una novità sfuggita ai più, riguarda implementazione dell’ audio a banda larga o in HD. Infatti l’ iPhone 5 ha tre microfoni, due di essi (sul retro e superiore) svolgeranno il compito di ridurre sensibilmente il rumore ambientale, l’altro catturerà la nostra voce, (inferiore). Infine parlando di audio, sono state riprogettate anche le cuffie che vengono date in dotazione, ora si chiamano EarPods promettono ottime prestazioni, da provare. I tagli di memoria sono 16, 32 o 64 GB. Nero ardesia o bianco argento le varianti di colore. I prezzi italiani non sono ancora ufficiali, ma si stima che il 16 GB par tirà da ben € 729. Le vendite nei paesi facenti par te della prima fascia inizieranno il 21 settembre, mentre per la seconda fascia, nella quale è inserita l’Italia, par tiranno da venerdì 28. Ricordiamo che nel Keynote sono stati presentati anche i nuovi iPod touch e iPod nano e il nuovo iTunes 11 in arrivo in ottobre. Concludo esprimendo un' opinione personale, chi insite affermando che Apple ha costruito un iPhone più lungo rispetto al 4S solo perchè il design ne ricorda la forma, commette un grosso errore. Esaminando l' insieme, si scopre che ogni aspetto è stato rivisto e riprogettato, all' interno della scocca di novità ce ne sono molte, alcune di esse ci accompagneranno per i prossimi anni, per esempio il nuovo connettore. L’iPhone 5 non è una rivoluzione, ma come alcune testate giornalistiche americane affermano, questo è l'iPhone che aspettavamo. DI

PIERLUIGI LELY


Oltreriga Ottobre 2012  

Ottobre 2012 oltreriga

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