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LANÇAMENTOS dezembro 2010

28 CONTOS DE JOHN CHEEVER Seleção e prefácio: Mario Sergio Conti

Reunião de contos de John Cheever — considerado um dos maiores contistas americanos do século XX e aquele que obteve o maior sucesso comercial com o gênero em todos os tempos — revela momentos de epifania e transcendência no ambiente aparentemente anódino do subúrbio americano Lançada em 1978, The Stories of John Cheever, a coletânea da qual foram selecionados os contos publicados em 28 contos de John Cheever, é considerada um fenômeno editorial até hoje, mais de trinta anos depois. Nunca, até e desde então, um livro de contos, gênero que raramente chega às listas de mais vendidos, obteve tamanho sucesso nos Estados Unidos: vendeu 125 mil exemplares na edição de capa dura e figurou por seis meses na lista de best-sellers do New York Times. O volume foi um sucesso não só de público: ganhou três dos prêmios literários mais prestigiosos, o Pulitzer, o National Book Circle Critics Award e o American Book Award. O Washington Post afirmou que “os contos de John Cheever são, simplesmente, os melhores”. A revista Time estabeleceu que a antologia “mapeava uma das obras mais importantes das letras contemporâneas”. E o New York Times decretou que o livro não era “apenas o acontecimento literário do momento, mas um evento maior na literatura de língua inglesa”. A obra de Cheever investiga aspectos à primeira vista específicos da vida americana de meados do século xx: a aridez espiritual dos subúrbios ricos e, concomitantemente, a possibilidade de transcendência do indivíduo numa sociedade cujo fundamento é a alienação. Colados à realidade, seus melhores contos soam como críticas inexoráveis do vazio de

seus personagens, das vidas anódinas a que estão condenados. Ainda assim, em situações extremas, e por meio de rupturas líricas da narrativa realista, Cheever abre caminho para epifanias: a existência não seria só isolamento sem sentido; o amor, as relações familiares e a natureza, transformados pela arte, são motivo de alumbramento. A consagração dos contos de Cheever serviu de alavanca para colocar a sua obra no cânone americano, na condição de clássico da literatura contemporânea. Daí Cheever ter sido rotulado de “o Ovídio de Ossining” (cidade onde viveu) e “o Tchekhov americano”. John Cheever nasceu em Quincy, Massachusetts, em 1912, de uma família branca, anglo-saxã e puritana. Morador de subúrbios de classe média alta durante quase toda a vida, dali tirou inspiração e ambiente para suas obras ficcionais. Depois de colaborar por muitos anos com a revista New Yorker, lança seu primeiro romance, The Wapshot Chronicle, em 1958, pelo qual recebe o National Book Award. Publicou ainda diversas coletâneas de contos — entre as quais The Stories of John Cheever — e os romances The Wapshot Scandal (1964), Bullet Park (1969) e Falconer (1977). Considerado um dos maiores contistas americanos, Cheever recebeu, dois meses antes de falecer, em 1982, a Medalha Nacional para Literatura pela American Academy of Arts and Letters.

Contos Tradução: Jorio Dauster e Daniel Galera Capa: Jeff Fisher 360 pp. 16 3 23 cm Tiragem: 4000 ex. R$ 41,00 Previsão de lançamento: 7/12/2010 ISBN e código de barras: 978-85-359-1773-4 Era um daqueles domingos de verão em que fica todo mundo sentado dizendo: “Bebi demais ontem à noite”. Você pode ter ouvido a frase murmurada por paroquianos ao saírem da igreja ou dos lábios do próprio padre ao lutar com a batina na sacristia; também pode tê-la ouvido nos campos de golfe e nas quadras de tênis, assim como na reserva natural onde o guia da Audubon estava na maior ressaca. “Bebi demais”, disse Donald Westerhazy. “Todos nós bebemos demais”, disse Lucinda Merrill. “Deve ter si­ do o vinho”, comentou Helen Westerhazy. “Bebi demais daquele clarete.” Esse diálogo ocorreu na beira da piscina dos Westerhazy, cuja água, vinda de um poço artesiano com altos índices de ferro, tinha uma coloração verde-clara. Fazia um belo dia. Trecho de “O nadador”


o CASo dreYFUS

Ilha do diabo, Guantánamo e o pesadelo da História Louis Begley O escritor e advogado Louis Begley analisa o célebre Caso Dreyfus usando como contraponto a tortura e os julgamentos irregulares dos prisioneiros de Guantánamo acusados de atividades terroristas ligadas ao ataque de 11 de setembro de 2001

Ensaio biográfico Tradução: Laura Teixeira motta Capa: elisa v. randow 232 pp. (estimadas) 14 3 21 cm Tiragem: 3000 ex. r$ 45,00 Previsão de lançamento: 7/12/2010 ISbN e código de barras: 978-85-359-1778-9

Em 1894, Alfred Dreyfus, jovem e brilhante capitão da artilharia do exército francês, foi acusado de alta traição, julgado a portas fechadas por uma corte marcial e condenado ao degredo perpétuo na ilha do Diabo. A base para a acusação foi um papel que enumerava segredos militares franceses entregues ao adido militar na embaixada alemã em Paris. O antissemitismo recrudescia na sociedade francesa da época e era ainda mais acentuado no exército, de modo que o nome de Dreyfus saltou à vista dos encarregados de encontrar o traidor. O Caso Dreyfus dividiu a sociedade francesa entre os que exigiam um julgamento justo e os que não admitiam que se contestasse a palavra de membros da cúpula do exército francês para defender um judeu. O resto do mundo horrorizou-

-se com o desrespeito às regras de procedimento jurídico no país da liberdade, igualdade e fraternidade. A habilidade de Begley como escritor e seus conhecimentos jurídicos traduzem com clareza a complexidade do Caso Dreyfus. Seu relato provoca indignação e chama a atenção para o fato de que não se vê esse mesmo estarrecimento quando se trata dos desmandos e torturas cometidos contra prisioneiros de Guantánamo, que nunca tiveram um julgamento justo. Louis BegLey nasceu em 1933 na cidade de Stryj, então pertencente à Polônia. Depois de se graduar em Harvard, atuou como advogado até se aposentar. Pela Companhia das Letras, publicou Despedida em Veneza, Sobre Schmidt e Schmidt libertado, entre outros.

eNQUANTo eLeS dormIAm Donna Leon Em mais um volume da bem-sucedida série protagonizada por Guido Brunetti, o inspetor de polícia veneziano terá de enfrentar os interesses de uma obscura organização religiosa — protegida pelos poderosos da cidade — para defender a frágil testemunha de uma possível rede de crimes “O comissário Brunetti é o policial europeu mais carismático da atualidade” — The Guardian É início de primavera em Veneza. Com as temperaturas amenas, as hordas de turistas e as verduras e frutas no mercado de Rialto, parece chegar também uma onda de calma ao já não muito agitado submundo do crime da Sereníssima. Tomado pelo tédio, o commissario Guido Brunetti já perdia as esperanças de qualquer ação, até que recebe uma estranha visita. Mais uma vez retratando as peripécias desse atípico detetive — amante da boa mesa e da literatura e casado com uma intelectual filha de um conde veneziano — em meio a canais, praças e vielas que ele conhece como ninguém, Donna Leon nos conduz agora aos subterrâneos LANÇAMENTOS dezembro 2010

de uma misteriosa organização religiosa, protegida por figurões da cidade. Nesta trama cheia de intimidação e dolce vitta, Brunetti precisará de muita cautela e astúcia para aplacar a influência dos poderosos, inclusive de seu chefe, e proteger uma boa alma. Donna Leon nasceu em New Jersey, em 1942, e desde 1981 mora na Itália. A série com Guido Brunetti é best-seller internacional, e já lhe valeu diversos prêmios, como o Suntory de melhor romance policial, por Morte no teatro La Fenice, também publicado no Brasil pela Companhia das Letras (2000), que lançou ainda, de sua autoria, Acqua alta, Morte e julgamento, Morte em terra estrangeira e Vestido para morrer.

Policial Tradução: Carlos Alberto bárbaro Capa: elisa v. randow 288 pp. 13 3 21 cm Tiragem: 3000 ex. r$ 43,00 Previsão de lançamento: 7/12/2010 ISbN e código de barras: 978-85-359-1779-6 2


JoANA d’ArC e SUAS bATALHAS Phil Robins/ Ilustrações: Philip Reeve Joana d’Arc é praticamente sinônimo de fogueira, mas ela foi muito mais que isso. Liderou um exército, colocou um rei em seu trono e foi condenada à morte — tudo em apenas dezenove anos. Conheça mais sobre a aventura que foi a vida de Joana em mais uma biografia bem-humorada da coleção Mortos de Fama A história de Joana d’Arc foi contada centenas de vezes ao longo dos séculos. Ela estrelou mais livros e filmes do que quase qualquer outra pessoa na história — e nunca deixou de impressionar mesmo a quem já conhecia sua trajetória. Que Joana morreu na fogueira, isso todo mundo sabe. Mas dá para acreditar que ela era uma simples camponesa e acabou mudando a história do seu país, liderando um exército inteiro com apenas dezessete anos? Sim, Joana sabia bem o que queria e conseguia expressar sua opinião melhor do que ninguém. Da fazenda de seus pais, na pequena Domrémy, acompanhou o drama da sucessão em seu país e encasquetou que o delfim Carlos, filho do falecido rei Carlos, o Louco, deveria ser o

novo rei. Ainda por cima, Joana ouvia vozes — de anjos e eventualmente de Deus —, e soube por elas que Carlos deveria de fato ser o herdeiro da coroa. Pronto! A partir daí, ela fez das tripas coração para cumprir a vontade divina, e alcançou muita coisa. Seu fim não é dos mais felizes, mas sua vida, mesmo que curta, foi extraordinária. Nesta biografia completa e ao mesmo tempo bem-humorada, ilustrada com pequenas histórias em quadrinhos, o leitor conhece essa aventura lendo o diário imaginário da própria Joana, seu boletim escolar, os jornais da época, entre outros textos originais. E de quebra conhece a história da França e alguns aspectos da Europa medieval, como a religiosidade dos camponeses.

Tradução: marcelo Andreani de Almeida 208 pp. 13 3 20 cm Tiragem: 3000 ex. r$ 31,50 Previsão de lançamento: 8/12/2010 ISbN e código de barras: 978-85-359-1780-2

ordINÁrIo Rafael Sica Um dos maiores expoentes da nova geração de quadrinistas brasileiros, Rafael Sica retrata o cotidiano absurdo da vida na metrópole, misturando horror, solidão, tristeza e humor nesta coletânea de tiras em preto e branco e sem palavras da sua série ordinário

História em quadrinhos 128 pp. (estimadas) 21 3 13 cm Tiragem: 3000 ex. r$ 29,00 Previsão de lançamento: a definir ISbN e código de barras: 978-85-359-1777-2 3

Ordinário é uma coletânea da série de tiras de mesmo nome, publicada por Rafael Sica em seu blog desde 2009. Essas tiras, em preto e branco e sem falas, retratam a vida na metrópole, marcada por sentimentos intensos como solidão, tristeza, medo e horror, sempre com um humor ácido e um toque de surrealismo. Nesse universo bastante particular — e facilmente reconhecível — criado por Sica, questiona-se a vida urbana e o comportamento do homem contemporâneo de um modo quase tragicômico. O resultado seria algo próximo de Macanudo, se fosse escrito por alguém como Tim Burton. Rafael Sica teve seu trabalho publicado em revistas como Piauí e +Soma, no caderno Folhateen da Folha de S.Paulo e

no fanzine Tarja Preta. Vencedor de dois prêmios hq Mix (Desenhista Revelação e Web Quadrinhos), é considerado um dos mais influentes quadrinistas brasileiros da nova geração. A exposição “Cinza-Choque”, apresentada no Museu do Trabalho em Porto Alegre em 2009, contou com treze desenhos inéditos seus, feitos a lápis, e foi um reconhecimento ao valor da obra do jovem quadrinista gaúcho. rafaeL siCa nasceu em 1979, em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Suas tiras já saíram em grandes veículos de imprensa. Atualmente, publica a série Ordinário em seu blog e faz parte do grupo Bestiário, responsável pela revista Picabu. Para acompanhar seu trabalho, acesse <www. rafaelsica.zip.net>. LANÇAMENTOS dezembro 2010


LANçAmeNToS

reImPreSSõeS A CAVerNA José Saramago

eNxAQUeCA Oliver Sacks

o erro de deSCArT r eS rT António R. Damásio

eU VoS AbrAço, mILHõeS

o CASTeLo NoS PIrINeUS Jostein Gaarder

Moacyr Scliar 28 CoNTo NT S de JoHN CHeeVer NTo John Cheever

oS CIeNTISTAS e SeUS exPerImeNTo NT S de ArrombA NTo

A ILHA doS dALT d ôNICoS

Dr. Mike Goldsmith

o CASo dreYFUS Louis Begley

INTrodUção à HISTórIA d FILoSoFIA — VoL. 2 dA

John Boyne

Marilena Chaui

mor e de TINTA morT

Oliver Sacks

o meNINo do PIJAmA LISTrAdo

eNQUANTo NQUANT eLeS dormIAm NQUANTo Donna Leon

Cornelia Funke

LIVro ro d dA VIdA d dA JoANA d’ArC e SUAS bATALHAS Phil Robins/ Philip Reeve

Santa Teresa d’Ávila

GeNeALoGIA dA d morAL (boLSo) Friedrich Nietzsche

ordINÁrIo Rafael Sica

LoLITA (boLSo) Vladimir Nabokov

LeITe derrAmAdo

o mUNdo ASSombrAdo PeLoS demôNIoS (boLSo)

Chico Buarque

Carl Sagan

LINGUAGem de SINAIS Luiz Schwarcz

o AmANTe de LAdY dY CHATTerLeY d D. H. Lawrence

meNINA A CAmINHo e oUTroS TexTo T S To Raduan Nassar

VIAGeNS de GULLIVer Jonathan Swift

A morT mor e e A morT mor e de QUINCAS berro dÁGUA

CoNTrAdAN d çA dAN Roger Mello

mUCHACHA

Jorge Amado

Laerte TeLeFoNe Sem FIo Ilan Brenman / Renato Moriconi o rATINHo Se VeSTe Jeff Smith

d PeQUeNA To dA T UPeIrA QUe QUerIA SAber QUem TINHA FeITo IT CoCô NA CAbeçA deLA ITo Werner Holzwarth

Editora Schwarcz Ltda. Rua Bandeira Paulista, 702, cj. 32 04532-002 — São Paulo — sp Telefone: (11) 3707-3500 Fax: (11) 3707-3501 www.companhiadasletras.com.br

GrANdeS AVeNTUrAS — 30 HISTórIAS reAIS de CorAGem e oUSAdIA Richard Platt

HISTórIAS à brASILeIrA — VoL. 1 Ana Maria Machado

Acompanhe-nos em

QUe HISTórIA é eSSA? Flavio de Souza

/cialetras

www.blogdacia.com.br

QUem SoLTo LT U o PUm? LTo Blandina Franco

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o AmANTe de LAdY CHATTerLeY D. H. Lawrence Impedido de ser publicado à época de seu lançamento, em 1928, pelas “palavras inapropriadas” e por tratar de sexo e traição de modo explícito, este romance chega aos dias de hoje como um clássico da literatura. Introdução de Doris Lessing, vencedora do prêmio Nobel Poucos meses depois de seu casamento, Constance Chatterley, uma garota criada numa família burguesa e liberal, vê seu marido partir rumo à guerra. O homem que ela recebe de volta está paralisado da cintura para baixo, e eles se recolhem na vasta propriedade rural dos Chatterley. Inteiramente devotado à sua carreira literária e depois aos negócios da família, Clifford vai aos poucos se distanciando da mulher. Isolada, Constance encontra companhia no guarda-caças Oliver Mellors, um ex-soldado que resolveu viver no isolamento após sucessivos fracassos amorosos. Último romance do autor, O amante de lady Chatterley foi banido em seu lançamento, em 1928, e só ganhou sua primeira edição oficial na Inglaterra em 1960, quando a editora Penguin enfren-

tou um processo de obscenidade para defender o livro. Àquela altura, já não espantava mais os leitores o uso de “palavras inapropriadas” e as descrições vivas e detalhadas dos encontros sexuais de Constance Chatterley e Oliver Mellors. O que sobressaía era a força literária de Lawrence e a capacidade de capturar uma sociedade em transição. Esta edição inclui o texto “A propósito de O amante de lady Chatterley”, em que Lawrence comenta a controvérsia em torno do livro e justifica suas intenções literárias, e ainda uma introdução de Doris Lessing, vencedora do prêmio Nobel de literatura em 2007. Um apêndice e notas explicativas situam o leitor na geografia das Midlands e no vasto contexto social e político no qual a trama está inserida.

romance Tradução: Sergio Flaksman Capa: raul Loureiro, Claudia Warrak 552 pp. (estimadas) 13 3 20 cm Tiragem: 5000 ex. r$ 32,00 Previsão de lançamento: 10/12/2010 ISbN e código de barras: 978-85-63560-09-4

VIAGeNS de GULLIVer Jonathan Swift Em Viagens de Gulliver Gulliver, polêmica obra-prima do século XVIII que mistura literatura de viagem, aventura e ficção científica, Jonathan Swift expõe o homem, suas instituições, seu apego irracional ao poder e ao ouro, e sua insistência em prolongar a vida Quem lê pela primeira vez a versão original de Viagens de Gulliver, tendo como pano de fundo uma vaga lembrança de adaptações infantis, espanta-se ao constatar que tem nas mãos um dos textos mais amargos do cânone ocidental. Como observa George Orwell no prefácio incluído nesta edição, o livro de Jonathan Swift, apesar de todo o seu ressentimento e misantropia, é uma obra deliciosa, que permite vários níveis de leitura. É primeiro um livro de viagens — ou melhor, uma sátira aos livros de viagens, tal como Dom Quixote é, entre outras coisas, uma sátira aos romances de cavalaria; para as crianças, é uma história de aventuras, cheia das criaturas fantásticas e do humor escatológico de que tanto

gostam; e é um dos marcos iniciais da ficção científica. Entretanto, o que mais fascina o leitor maduro nessa obra publicada pela primeira vez em 1726 é o olhar implacável que seu autor volta sobre o homem, suas instituições, seu apego irracional ao poder e ao ouro, e sua insistência em prolongar a vida mesmo quando esta só proporciona sofrimento. Esta edição de Viagens de Gulliver foi organizada pelo professor Robert DeMaria Jr., também responsável pelo texto de introdução e pelas notas, e conta com imagens preciosas, como reproduções da folha de rosto e do frontispício da primeira edição da obra-prima de Jonathan Swift, além de mapas das diferentes terras citadas no romance, inestimáveis para a leitura.

romance Tradução: Paulo Henriques britto Capa: raul Loureiro, Claudia Warrak 448 pp. (estimadas) 13 3 20 cm Tiragem: 5000 ex. r$ 29,50 Previsão de lançamento: 10/12/2010 ISbN e código de barras: 978-85-63560-12-4


Co oNTrAdANçA Texto e ilustrações: Roger Mello

48 pp. 26,5 3 21 cm Tiragem: 3000 ex. r$ 43,00 Previsão de lançamento: a definir ISbN N e código de barras: 978-85-7406-448-2

Uma menina e um macaco brincam de se mirar em uma loja de espelhos. Fotomontagens ilustram o texto, que é uma grande e sensível metáfora das várias identidades (ou reflexos) que compõem cada um de nós Alguns de nossos grandes ilustradores têm se revelado escritores de mão-cheia. Não é de estranhar: quem conta histórias com o traço está igualmente sensibilizado com a narrativa através de palavras. Roger Mello é um grande exemplo. Indicado ao prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infan-

til, ele agora lança um de seus livros mais ousados e inventivos. Em um diálogo que mais parece sonho, a filha de um vidraceiro conversa com um macaco que é quase o seu reflexo. Em poucas palavras, os dois falam sobre medo e coragem, e sobre os infinitos reflexos que nossa imagem pode gerar.

TeLeFoNe Sem FIo Ilan Brenman/ Ilustrações: Renato Moriconi Um autor cochicha a ideia deste Telefone sem fio no ouvido de um ilustrador. O resultado, assim como na brincadeira, não poderia ser mais inusitado e gracioso...

32 pp. 27 3 36 cm Tiragem: 3000 ex. r$ 35,00 Previsão de lançamento: a definir ISbN e código de barras: 978-85-7406-463-5

Ilan Brenman, autor de muitos livros de sucesso, não tirava da cabeça a cena de um grupo de crianças e adultos falando um no ouvido do outro, ao brincar de telefone sem fio, e as variadas expressões — de curiosidade, alegria, estranheza — que cada um fazia ao ouvir o cochicho. Imaginou essas caras todas nos mais diferentes persona-

gens de histórias infantis — arlequins, reis, piratas, papagaios, turistas, o Lobo Mau, a Chapeuzinho... — e chamou seu amigo e ilustrador Renato Moriconi para contar essa história somente com imagens. O que cada um estará cochichando ao pé do ouvido só mesmo as crianças poderão dizer.

o rATINHo Se VeSTe Jeff Smith O ratinho precisa se vestir antes de ir passear no celeiro com a mãe e os irmãos. Mas, rapaz, ele não imaginava que seria tão trabalhoso!

Tradução: érico Assis Capa dura 32 pp. 22,8 3 15,6 cm Tiragem: 3000 ex. r$ 27,00 Previsão de lançamento: 2/12/2010 ISbN e código de barras: 978-85-7406-455-0 LANÇAMENTOS dezembro 2010

Não há nada de que o ratinho goste mais do que ir ao celeiro: tem um monte de lugares onde correr e se esconder, isso sem falar nas galinhas e nos outros bichos que vivem ali. Mas, antes de ir até lá com a mãe e os irmãos, ele tem que se vestir, e como isso dá trabalho! É preciso colocar a cueca prestando atenção na etiqueta e no buraco para a cauda; vestir as calças, o que

só dá para fazer sentado; acertar todos os botões da camisa... Será que o ratinho vai conseguir ficar pronto a tempo? Criada por Jeff Smith, vencedor do prêmio Eisner de quadrinhos, uma das mais importantes premiações do gênero, essa adorável história em quadrinhos vai agradar os pequeninos e tornar mais divertida e prazerosa a tarefa diária de se aprontar para sair. 6


Destaques de dezembro da Cia das Letras