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Ecetistas em Luta Boletim

Edição Minas Gerais - ano IX- nº 971 - sexta-feira, 05 de julho de 2013

Órgão da corrente nacional Ecetistas em Luta

- Distribuição gratuita -

Entre em contato com Ecetistas em Luta na Internet: olhovivoecetista.wordpress.com Receba o boletim Ecetistas em Luta por e-mail, escreva para: olhovivoecetista@pco.org.br - fone: (31) 3224-0752

Atenção

Alerta sobre as convocações de finais de semana pela ECT Nesta nota, orientamos todos os trabalhadores de Minas Gerais sobre o que deve ser feito para coibir as convocações excessivas da ECT e “convites obrigatórios” das chefias Orientamos os companheiros que não trabalham aos sábados, bem como aos que trabalham no sábado e aos que por liberalidade prestam algum serviço aos Correios aos domingos, embora a direção deste Sindicato seja contrária ao trabalho nos finais de semana (repouso semanal remunerado) visto que é o único período que o trabalhador tem para cuidar da sua vida social e familiar. Assim que a chefia imediata fizer a convocação formal, através de documento próprio para cada trabalhador e não de boca, os trabalhadores devem convocar uma reunião com a chefia imediata e negociarem antecipadamente as folgas ou o pagamento conforme Acórdão em vigor (ver Cláusulas 58 e 59). Exemplo 1: Se o trabalhador labora de segunda a sábado (44

horas semanais) e for convocado para trabalhar no domingo, observado o prazo legal, este poderá negociar antecipadamente, optando por dois dias de folga, por exemplo: na segunda-feira e na terça-feira ou 200% + 1 ticket + vale-transporte do dia.Não havendo acordo o trabalhador não precisará atender a convocação. Exemplo 2: Para quem trabalha de segunda-feira a sexta-feira (40 horas semanais) e for convocado para o sábado e/ou domingo, este poderá negociar antecipadamente, optando por dois dias de folga, por exemplo: na segunda-feira e na terça-feira ou 200% + 1 ticket + vale-transporte do dia. Não havendo acordo o trabalhador não precisará atender a convocação. OBS: Se a Empresa propu-

ser que você trabalhe sábado e domingo seguidamente, você poderá negociar 4(quatro) folgas compensatórias ou 2 vezes 200% + os tickets que tem direito. Atenção: Para o trabalhador que trabalha de segunda a sexta-feira exija os 200% ou as duas folgas compensatórias. Não aceite trabalhar no sábado por 1/4 de 15%, pois esta regra é apenas para o trabalhador que trabalha de segunda a sábado, conforme cláusula 59 do Acórdão vigente. Não caia no golpe da Empresa, exija a contratação de mais trabalhadores imediatamente. Chega de exploração! Todos às ruas no próximo dia 11 de julho para demonstrar o descontentamento com a política de sucateamento da ECT!

Todos à Assembleia geral hoje às 19:00 na sede do Sindicato

Rua dos Carijós 141 sala 501 - Belo Horizonte Minas gerais

O SINTECT-MG através do seu presidente convoca todos os trabalhadores de sua base territorial, em especial os associados do Sindicato, para participarem da assembleia geral a se realizar no dia 05 de julho de 2013. às 19:00 na primeira convocação ou às 19:30 em segunda e última convocação para discutir e deliberar sobre a seguinte pauta: 1) Analise de conjuntura Nacional e dos Correios; 2) Debate e deliberação sobre a paralisação do dia 11 de julho de 2013; outros.


Boletim Ecetistas em Luta - edição Minas Gerais - nº 971, sexta-feira, 5 de julho de 2013

Campanha salarial

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Como devem ser as negociações Lições das campanhas salariais anteriores

Esse ano, a campanha salarial dos Correios, que vai ter início no próximo Conrep (Conselho de Representantes), deverá ser muito melhor debatida entre os trabalhadores. Para isso, é preciso uma ampla campanha de esclarecimento na base e eliminar alguns mitos criados pela burocracia sindical sobre as negociações. Quem decide a luta é a mobilização Em primeiro lugar, não são as manobras de gabinete ou a “esperteza” dos negociadores que fazem a diferença. A única arma real que existe é a mobilização dos trabalhadores. E para mobilizar a categoria é preciso, antes de tudo, investir em uma ampla propaganda de tudo o que está acontecendo, transparência nas negociações etc. É preciso que as negociações tenham o máximo de controle dos trabalhadores, para isso, está na ordem do dia a ampliação do comando de negociação. Os patrões entendem apenas a linguagem da força, que no caso dos trabalhadores é a sua mobilização e sua unidade. O truque do rebaixamento da pauta Em segundo lugar, é preciso derrubar de uma vez por todas outros dois mitos da burocracia sindical. O primeiro é o que de-

fende que a pauta de reivindicações da categoria deveria pedir pouco e o segundo, como consequência do primeiro, de que durante as negociações a pauta deveria ser rebaixada. Em uma negociação no mundo real, esses dois argumentos não valem nada. Nenhum negociador no mundo pede menos do que vale aquilo que quer vender. Portanto, o primeiro dever dos trabalhadores é fazer as contas de tudo aquilo que lhes tem sido roubado há anos. E mesmo assim ainda vai ficar faltando. Uma negociação não é a mesma coisa de uma conciliação com o patrão. A negociação só existe porque os trabalhadores, na história, a impuseram aos patrões. Se não fosse assim, tudo seria resolvido apenas na força bruta. Portanto, uma negociação é feita para que o trabalhador possa pedir tudo o que lhe é de direito, cabe ao patrão, e apenas a ele, aceitar ou não. A pauta de reivindicação não deve ser aprovada para agradar o patrão, mas para expressar as necessidades da categoria. Não convencidos de que o trabalhador precisa reivindicar aquilo que realmente necessita, os “espertos” da burocracia sindical querem ainda rebaixar a pauta durante as negociações, basta a

empresa dar uma batidinha no pé. O sindicalista que rebaixa a pauta não entende nada de lógica básica da vida real: quanto menos você pede, menos você ganha. Simples assim. Pela lógica dos “espertos” sindicalistas, os trabalhadores não deveriam fazer nada, nem pedir nada, nem fazer greve, nada, aí ganhariam mais. Precisa dizer que isso é um absurdo? Mas para quem ainda têm dúvidas do óbvio, a experiência da campanha salarial passado mostrou várias vezes que não adianta o truque do rebaixamento. Em todas as vezes que se tentou rebaixar a pauta, a empresa se manteve na posição intransigente. Os divisionistas do PCdoB/ CTB já começaram a campanha salarial do ano passado com uma proposta rebaixada, rebaixaram ainda mais depois e a empresa nem se mexeu. Por fim, o rebaixamento da pauta é uma tentativa da burocracia sindical de criar um ilusionismo na categoria. Quanto menos pedir, qualquer proposta da empresa não estará tão distante da pauta da categoria, o que facilita para os pelegos controlarem a greve e a mobilização. O rebaixamento da pauta é um truque de pelego para agradar os patrões.

Confira a tabela do Compeonato de Futebol do Sintect-MG


Boletim Ecetistas em Luta MG, 5/7/2013