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Ecetistas em Luta Boletim

Edição Minas Gerais - nº 916 - segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Órgão da corrente nacional Ecetistas em Luta

- Distribuição gratuita -

Entre em contato com Ecetistas em Luta na Internet: http://sintectmg.wordpress.com Receba o boletim Ecetistas em Luta por e-mail, escreva para: sintectmg@ig.com.br - fone: (31) 3224-0752

COMO AMPLIAR E APROFUNDAR A GREVE Companheiro trabalhador, essas são as orientações do Sintect-MG para os ecetistas mineiros:

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. A GREVE É GERAL E NACIONAL. A decisão da assembleia do dia 17 de setembro foi pela Greve Geral dos trabalhadores dos Correios em todo o Estado de Minas Gerais. Nós ecetistas mineiros fazemos parte de um movimento de greve nacional, que tem à frente a nossa Federação (Fentect) e já decretaram greve 30 sindicatos (de um total de 35) para lutar por 47,8% de reposição salarial e em defesa do nosso plano de saúde, além de outras reivindicações (Veja o Mapa).

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. NOSSA GREVE É UMA DECISÃO DA CATEGORIA ECETISTA E DO SINTECT-MG. Essa decisão é definitiva e não pode ser desfeita, a não ser por nova assembleia geral dos trabalhadores. Vale para toda a categoria, setor operacional, administrativo, centros e distribuição, ou seja, toda a empresa.

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. A GREVE É FORTE E VAI CRESCER AINDA MAIS. A greve já uma realidade na Capital e no Interior de MG e, nesta semana, vamos ampliá-la, porque Minas Gerais tem o papel de liderar a luta dos trabalhadores de todo o País. Para isso nossa meta é PARAR 100% A PRODUÇÃO, a entrega de cartas e encomendas, o transporte, o atendimento. VAMOS PARAR TUDO! Pois só assim o patrão vai nos escutar.

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. COMANDO ESTADUAL DE GREVE. Para melhor organizar a nossa luta e parar 100%, vamos organizar um Comando de Greve, com diretores do Sintect-MG, delegados sindicais e grevistas de todos os setores. Esse comando é aberto a qualquer trabalhador e tem o papel de organizar a luta na capital e no interior. O Comando de Greve deve organizar os

piquetes, realizar reuniões para esclarecer os trabalhadores, distribuir os boletins e tudo o que for preciso para garantir a ampliação da greve.

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. PIQUETES NOS CENTROS OPERACIONAIS E TODOS OS SETORES. Para lutar por 100% de paralisação vamos fazer piquetes em todos os setores, para fazer valer a vontade e a decisão tomada pela categoria na nossa assembleia. A greve não é uma decisão individual, mas coletiva, que deve ser respeitada por todos. Os piquetes servem para esclarecer os trabalhadores e fazer valer a vontade da maioria, pois com a nossa greve todos trabalhadores ganham. Então vamos lutar juntos. Todos unidos contra os patrões e os chefes, para garantir nosso convênio médico e a reposição das perdas salariais.

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. CHEFE NÃO MANDA NA NOSSA GREVE, TEM QUE RESPEITAR A DECISÃO DOS TRABALHADORES. Nenhum trabalhador deve aceitar e muito menos se submeter a qualquer tipo de pressão. Quem manda na greve são os trabalhadores.

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. NÃO VAMOS PERMITIR QUE FUREM A GREVE. A orientação do Sindicato é que seja respeitada a decisão da categoria e que nenhum trabalhador entre para o local de serviço, seja do setor operacional ou administrativo, incluindo terceirizados. A decisão pela greve deliberada em assembleia é soberana e, repetindo, vale para todos os trabalhadores.

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. Os trabalhadores de setores que já estão parados devem ajudar na paralisação de outros setores. As mobilizações diárias poderão ser feitas em diferentes setores, especialmente

onde estiver tendo dificuldade para parar. O Comando vai se reunir na segunda-feira (17h no Sindicato) e vamos apontar os atos e passeatas que vamos realizar. E as concentrações de cada dia. Nesta segunda vamos nos agrupar no prédio central.

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. Para nossa greve ser forte, temos de parar 100% a circulação do fluxo postal em Minas Gerais e no país. Fazer isso por todos os meios que forem necessários. Não permitir a circulação dos carros, nem de pessoas. Se necessário através da ocupação e acampamentos.

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. O SINTECT-MG E OS ECETISTAS MINEIROS VÃO DAR, MAIS UMA VEZ, O EXEMPLO. Somos o maior sindicato da nossa Federação Nacional. Temos um papel fundamental na greve. Inclusive para fortalecer o movimento em nível nacional.

Ecetistas mineiros foram o exemplo em 2012. Seremos novamente em 2013!

Piquetes para ampliar a greve e parar 100% da ECT Decretada a greve e conquistado um amplo apoio entre trabalhadores da Capital e do Interior, é preciso intensificar os piquetes para derrotar as pressões dos chefes e diretores da empresa para cumprir a decisão democrática da categoria: parar toda a ECT e conquistar nossas reivindicações

Os primeiros dias da greve em Minas Gerais, foram marcados por uma ampla participação dos trabalhadores na mobilização, começando pela presença de mais de 500 trabalhadores na assembleia geral que decidiu pelo início da greve no dia 17. A paralisação alcançou altos índices de adesão na Capital, Grande BH e no interior do estado mostrando a determinação dos ecetistas mineiros de enfrentar a direção da ECT e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e conquistar a reposição integral das perdas salariais e impedir a tentativa da empresa de acabar com uma das maiores conquistas

da nossa categoria, nosso convênio médico. A categoria ratificou em assembleia geral e nas diversas reuniões setoriais realizadas nas portas de dezenas de locais de trabalho, a decisão de ir para cima da direção da ECT em Minas Gerais e em todo o País, impulsionando a luta da categoria contra a traição dos sindicalistas vendidos do PCdoB, que na direção dos Sindicatos de São Paulo e Rio de Janeiro agiram para quebra a unidade nacional da categoria, com uma greve de mentirinha, sem paralisação real, realizada com amplo apoio da venal imprensa burguesa, justamente para

tentar impedir uma greve unificada de mais de 100 mil trabalhadores contra a direção da ECT e o governo, que pode derrotar não apenas os planos de arrocho salarial e ataques nos Correios, como “contaminar” outras categorias que estão em campanha salarial. Aqui em Minas reafirmamos a importância da luta nacional, dos atos unificados em Brasília, na sede dos Correios e no Tribunal Superior do Trabalho (TST), contra a ditadura dos juízes e junto aos trabalhadores de São Paulo e do Rio, golpeados por suas direções sindicais. Em 2012, Minas Gerais

tomou à dianteira e cumpriu o que foi decidido em nível nacional, garantindo – junto com os ecetistas do Pará – a deflagração da greve que garantiu o nosso plano de saúde e o reajuste de 6,5%, quando a empresa teve a cara de pau de propor 0% e, depois, 3%. Neste ano, já são 30 os sindicatos que decretaram greve. Uma questão fundamental para o fortalecimento da greve em Minas Gerais, como em todo o País é a organização e ampliação dos piquetes para, por meio do esclarecimento dos trabalhadores e demais iniciativas que forem necessárias, garantir o respeito às

decisões dos trabalhadores tomadas nas assembleias democráticas da categoria. A greve é uma decisão coletiva que diz respeito à defesa dos interesses de todos os trabalhadores. As ameaças de chefes e diretores devem ser devidamente denunciadas e enfrentadas por meio da mobilização coletiva, para impor o devido respeito à decisão dos trabalhadores. Piquetes neles, trabalhadores mineiros e de todo o País, para garantir 100% de paralisação para conquistar 47,8% de reposição e as demais reivindicações da categoria!


Boletim Ecetistas em Luta - edição Minas Gerais - 23 de setembro de 2013

Vamos ajudar os ecetistas paulistas a entrarem em greve

Trabalhadores de São Paulo decidem parar

Categoria demonstra sua revolta com a mafiosa direção do sindicato local e mostra disposição para aderir ao movimento nacional junto com a Fentect. Vamos parar SP! Na noite do último dia 19 (quinta-feira), Trabalhadores dos Correios da base de São Paulo, participaram de assembleia geral na Praça da Sé, convocada pela a Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect). A assembleia reuniu cerca de 200 trabalhadores de mais de 20 setores dos principais complexos operacionais da cidade (Jaguaré, Vila Maria, Mooca, Saúde), dos Centros de Distribuição Domiciliar (CDDs) da Zona Norte, Sul, Leste, e cidades vizinhas, bem como de inúmeras agências, confirmando a vontade da categoria de aderir à luta nacional da categoria iniciada com a greve geral do último dia 17. A base de São Paulo foi traída pela direção do sindicato local realizou uma greve de mentirinha no dia 11. Uma greve armada com a direção da ECT para no dia seguinte aprovar um acordo salarial rebaixado, que aceita um ataque sem precedentes ao plano de saú-

de dos trabalhadores. Esse golpe aumentou o descontentamento das bases com a direção sindical e colocou São Paulo, ao lado do Rio de Janeiro e Rondônia, fora da greve nacional dos Correios deflagrada no último dia 17 de setembro. Essa situação levou a que a Fentect chamasse a assembleia e realizasse uma ampla campanha de esclarecimento junto aos trabalhadores. Apenas na última semana foram distribuídos mais de 40 mil panfletos e colados milhares de cartazes. Durante a assembleia falaram trabalhadores de base e foram dados informes do Comando Nacional. Foram tiradas as dúvidas quanto ao direito dos trabalhadores de São Paulo e Rio de Janeiro entrar na greve junto com o restante do país, uma vez que a FENTECT é a legitima representante e quem assina o acordo coletivo. Por fim, foi aprovada a adesão à greve nacional, com trabalhadores de complexos,

CDDs, e atendentes discutindo ações para percorrer os setores de trabalho como comissão de esclarecimento para informar sobre a possibilidade e necessidade de adesão dos trabalhadores de São Paulo à mobilização nacional. Os trabalhadores presentes demonstraram toda sua indignação com a direção do sindicato por todas as mentiras e pela greve “relâmpago” que aceitou o odiado postal saúde, plano que vai mudar a gestão do Convênio Médico da categoria, resultando na privatização do serviço. Nós trabalhadores mineiros temos de apoiar a base de São Paulo a entrar em greve e participar dos atos convocados pela FENTECT na cidade, para apoiar as panfleta-

gens e trazer os trabalhadores de base para a luta nacional. Estamos organizando uma caravana para fazer pi-

quetes nos grandes centros de SP, a partir de quarta-feira. Inscreva-se no Sindicato ou com os membros da diretoria e do Comando de Greve e participe!

Vamos desobedecer o TST: Quem manda na greve

são os trabalhadores e não a justiça dos patrões

Audiência de conciliação deixa claro que TST age de modo parcial, a favor da direção da ECT e dos sindicalistas pelegos. Os trabalhadores não podem se submeter às suas decisões. Só os trabalhadores, seus sindicatos e sua Federação devem decidir sobre os rumos da luta da categoria Ficou provado mais uma vez. Não existe conciliação e nem negociação no TST. O Tribunal atua como um inequívoco defensor dos patrões contra os trabalhadores. “Conciliação” ou Assédio sobre os trabalhadores? No último dia 17 de setembro (terça-feira) no Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília, o que deveria ser a audiência de conciliação entre a ECT e a Fentect. Não foi além de um teatro de conciliação, na qual o Tribunal atuou claramente contra os interesses dos trabalhadores. O ministro Barros de Lavenhagem, vice-presidente do Tribunal, chegou ao absurdo de acolher o pedido da empresa de aceitar a Findect, que teve seu registro suspenso pelo órgão competente, o Ministério do Trabalho (MT). Todos os questionamentos da Fentect sobre a ilegalidade

da federação paraguaia foram rejeitados de ofício pelo ministro. A ECT fez questão de afirmar que “havia chegado ao acordo” com a Findect. A posição firme da nova direção da Fentect Se opondo ao golpe e defendendo os interesses dos trabalhadores, a Fentect se recusou a aceitar que o que fosse ali debatido incluísse a Findect como beneficiária, uma vez que o registro dessa entidade dominada pelo PCdoB e PMDB foi desativado pelo MT e ela não representa ninguém. Diante da posição clara contra a armação da maioria da direção da Fentect, o ministro deu um verdadeiro “chilique”, encerrando arbitrariamente a audiência. Os protestos da FENTECT e de seus advogados constituídos foram todos indeferidos. Sequer foi possível falar ao microfone. O ministro impediu

tudo.  Era “assina ou recusa”, segundo declarou o próprio ministro do TST. Demonstrando que a única “conciliação” é aceitar os termos da empresa. O ministro ainda quis forçar que fosse encaminhada para as assembleias do dia 17, a proposta de suspensão da greve até que as negociações dessem algum resultado. E nome da Fentect, a companheira Anaí Caproni, secretaria-geral da entidade, da corrente Ecetistas em Luta, recusou a proposta, afirmando que as decisões são das assembleias. E que foi a ECT quem entrou com o dissídio antes da greve.   Arbitrariedade  O ministro chegou ao absurdo de recusar a solicitação da Fentect de que fosse feito um adendo à ata, registrando a posição da entidade dos trabalhadores. Ditatorialmente afirmou : “quem faz a ata sou

eu” e ainda repetiu para os representantes da Federação “assina ou recusa!”. Ninguém podia falar mais nada, nem advogado, nem membros do comando. Desobedecer o TST Não tem jeito, a entrada do Judiciário nas negociações coletivas força a categoria a tomar medidas mais enérgicas. O TST quer dar um golpe a favor da ECT novamente, e os trabalhadores não devem aceitar a truculência e nem as decisões de ministros que não conhecem nem um milésimo a vida da categoria. Já é a terceira campanha salarial consecutiva que a direção da ECT utiliza o tribunal para tentar derrotar a nossa campanha salarial. A empresa enrola, enrola, se recusa a negociar seriamente com a categoria e, diante da greve, ]joga para o dissídio. A manobra da direção dos

Correios é um golpe no nosso direito de greve, mais do que isso, é um ataque ao direito elementar de qualquer categoria de realizar sua campanha salarial. Por isso, esse ano, os representante de todas as bases sindicais dos Correios presentes na Plenária Nacional da Fentect decidiram que não vão aceitar mais a ditadura do TST. A palavra de ordem dos trabalhadores é DESOBEDECER O TST. Não vamos aceitar que meia-dúzia de Juízes que nada têm a ver com os trabalhadores decida sobre os rumos de nossa campanha salarial, sobre as nossas necessidades elementares. Vamos passar por cima das decisões do TST caso elas representem um ataque aos nossos direitos, como por exemplo, o nosso plano de saúde. Desobedecer o TST! Em defesa do direito de greve!


Boletim Ecetistas em Luta MG 23/09/2013