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Olho Latino nยบ26

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Revista Digital Olho Latino nº 26 Do universo gráfico de Glauco Rodrigues à revista Rinoceronte da PUC Peru

A Revista Digital Olho Latino apresenta em seu nº 26 a ilustração da capa com foto da vista parcial da mostra “Agregados”, gravuras do Grupo Olho Latino em exposição na Galeria de Arte da Faculdade de Artes Visuais – CLC – da PUCCampinas. A mostra é comentada pela jornalista Luciene Sans.

Revista Digital Olho Latino nº 26 - julho e agosto de 2011 ISSN 1980-4229 Edições Anteriores: www.olholatino.com.br/revista/arquivo/arquivo1.htm Editor Paulo de Tarso Cheida Sans Jornalista responsável: Luciene Sans Conselho Editorial: Alex Roch Celina Carvalho Luciene Sans Tiago Carvalho Sans Arte e diagramação: Luciene Sans Foto da capa: Marianna Nucci - Vista parcial da mostra “Agregados” Os artigos e reportagens assinadas não refletem necessariamente a opinião da revista, sendo de responsabiliade exclusiva de seus autores. Não pode ser reproduzida sem autorização do editor. Revista Digital Olho Latino é uma publicação do Museu de Arte Contemporânea Olho Latino. Escritório: Rua Paulo Lacerda, 88 - Campinas, SP. CEP: 13030-720. Sede de exposição: Alameda Prof. Lucas Nogueira Garcêz, 511 - Parque das Águas - Estância de Atibaia, SP. CEP: 12941-650 www.olholatino.com.br Contato: museu@olholatino.com.br

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O universo gráfico do artista gaúcho Glauco Rodrigues, falecido aos 75 anos em 2004, é foco de atenção com a mostra retrospectiva em sua homenagem em exposição na galeria da Caixa Cultural em São Paulo. O artista marcou presença na história da arte nacional e a mostra reúne mais de 100 obras e entre elas poderão ser conferidos os letreiros e cartazes que fez para o filme “Garota de Ipanema” (1967), de Leon Hirszman. A exposição “A Poética dos Volumes” da artista Mary Carmen Matiaso no Espaco Cultural Citi, em São Paulo, mereceu a análise do crítico Jacob Klintowitz. A escultora surpreende pela sensibilidade e utilização de vários materiais criando formas que aludem à família e ao meio-ambiente. A sugestão de leitura é para a revista Rinoceronte nº 2, editada pela Especialidad de Grabado - Facultad de Arte de la Pontifia Universidad Católica del Perú. É uma publicação importante por tratar e refletir a gravura como uma linguagem artística rica e atual. Desejamos aos leitores uma boa leitura.

Paulo Cheida Sans

Olho Larino nº26


EXPOSIÇÃO

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“O Universo Gráfico” de Glauco Rodrigues Luciene Sans

CAPA

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Grupo Olho Latino expõe na PUC-Campinas Luciene Sans

ARTISTA

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Mary Carmem e a poética dos volumes Jacob Klintowitz

LEITURA

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Novo modo de refletir a Gravura Paulo Cheida Sans

Olho Latino nº26

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EXPOSIÇÃO

“O Universo Gráfico” de Glauco Rodrigues

divulgação

Luciene Sans

Glauco Rodrigues - São Sebastião. Serigrafia, 1997.

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estre do desenho, gravador, ilustrador e cenógrafo, considerado um dos maiores pintores da arte brasileira contemporânea, o artista gaúcho Glauco Rodrigues tem a sua primeira retrospectiva desde seu falecimento em 2004. A Caixa Cultural apresenta uma exposição em homenagem ao artista intitulada “O Universo Gráfico de Glauco Rodrigues”, uma retrospectiva abrangente de sua obra gráfica. A mostra, que tem Antonio Cava como curador, reúne mais de 100 obras 4

originais, entre litografias, serigrafias e linoleogravuras, além de ilustrações para revistas, livros e discos, cobrindo um período de mais de 50 anos de produção artística. Todas as obras foram selecionadas do acervo do artista, atualmente sob custódia de sua viúva, Norma Estellita Pessôa, curadora adjunta da exposição. As cores vivas e fortes nos trabalhos de Glauco chamam a atenção por sua linguagem figurativa e crítica ao tempo em que exalta a cultura brasileira. Olho Larino nº26


Segundo Cava, “o figurativo na crítica é muito importante. Este teor esteve sempre presente na obra do Glauco, mas o lado pop, ainda que não pareça, também discute a sociedade de consumo”. *Sobre

o artista: Glauco Rodrigues nasceu em Bagé, no Rio Grande do Sul, em 1929, e faleceu no Rio de Janeiro, em 2004, aos 75 anos. Glauco descobriu seu interesse pelas artes na adolescência. Aos 18 anos apresentou seus trabalhos ao público pela primeira vez, numa exposição coletiva realizada na Galeria de Arte do Jornal Correio do Povo e aos 20 anos ganhou uma bolsa de estudos da prefeitura de Bagé para cursar a Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, onde recebeu seu primeiro prêmio: Menção Honrosa no Salão Nacional de Belas Artes, Divisão Moderna. Alguns de seus trabalhos: Machado de Assis, um painel que se encontra na

Academia Brasileira de Letras; Barão de Mauá, Machado de Assis, Pereira Passos e Oswaldo Cruz, quatro painéis da prefeitura do Rio de Janeiro; Ciclo do Café, no Centro de Comércio de Café, Mário Covas, na Pinacoteca do Estado de São Paulo; e Primeira missa, quadro oferecido pelo governo brasileiro ao Papa João Paulo II durante sua primeira vinda ao Brasil em 1980, obra que se encontra hoje no Museu de Arte Contemporânea do Vaticano. Glauco Rodrigues possui obras em museus e coleções particulares nacionais e estrangeiras. O Brasil de Glauco é excessivamente Brasil e a temática popular é utilizada sob olhar crítico, desafiando os clichês e a memória sobre o Brasil. Com mais de 50 exposições individuais e dezenas de prêmios conquistados no Brasil e no exterior, Glauco Rodrigues, sem dúvida, consta com uma importante presença na história da arte brasileira. *fonte: CAIXA Cultural

Exposição: "O Universo Gráfico de Glauco Rodrigues". Período da mostra: de 29 de junho a 21 de agosto de 2011. Visitas com o curador: 29 de Junho às 19h e dia 20 de Agosto às 16h. Visitação: terça-feira a sábado, das 9h as 21h, e domingos e feriados das 10h as 21h. Entrada franca. Local: CAIXA CULTURAL São Paulo (Paulista) - Conjunto Nacional. Endereço: Av. Paulista, 2083 - Cerqueira César, São Paulo, SP. Patrocínio: Caixa Econômica Federal. Olho Latino nº26

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CAPA ACERVO

Grupo Olho Latino expõe na PUC-Campinas

Marianna Nucci

Luciene Sans

Vista parcial da mostra.

O

grupo de arte Olho Latino expõe “Agregados”, gravuras em grandes dimensões de 12 artistas, de 16 a 26 de agosto de 2011 na Galeria de Arte da Faculdade de Artes Visuais da PUC-Campinas. A curadoria é do prof. Dr. Paulo Cheida Sans. A gravura possibilita que o artista faça tiragem da matriz, ou seja, faça a mesma obra mais vezes. A matriz mais usada pelo grupo é a madeira, modalidade técnica conhecida como xilogravura. 6

Cada um dos artistas fez a sua gravura sendo composta por três partes, para que fosse desmembrada e misturada às demais partes de outras gravuras, formando assim uma nova obra. Isso explica o título da mostra, pois são obras que podem se multiplicar quando as partes são casadas entre as diferentes peças, formando um trabalho coletivo. O grupo de artistas, coordenado pelo prof. Dr. Paulo Cheida Sans, faz parte do setor de arte-educação do Olho Larino nº26


Museu Olho Latino, com sede em Atibaia. No entanto, a atuação do grupo de artistas atinge várias cidades. A primeira mostra desse grupo foi realizada na Galeria da Casa da Cultura da América Latina da Universidade de Brasília, em 1996. A partir daí, o grupo já expôs em mais de 60 mostras realizadas em várias cidades, entre elas, São Paulo (SP), Recife (PE), Curitiba (PR), Juiz de Fora (MG), Piracicaba (SP) e também no exterior, como em Lima, Peru e La Paz, Bolívia. Sobre as obras, Celina Carvalho, coordenadora adjunta do grupo, diz que “as partes soltas das gravuras oferecem inúmeros modos de

apresentação e, em cada nova disposição das peças, a obra fica inédita por dar um resultado totalmente diferente da matriz idealizada”. O grupo Olho Latino é formado por 12 artistas residentes em cidades do interior do Estado de São Paulo. Todos são formados em Artes. Participam da mostra os seguintes artistas: Alex Roch, Cibele Marion Sisti, Celina Carvalho, Elika Ito, Flávia Bresil Palhares, Lisa França, Maricel Fermoselli, Paulo Cheida Sans, Regiane Capp Couto Buccioli, Suely Arnaldo, Walcirlei Siqueira e Young Koh. * * *

Exposição: “Agregados” – mostra do Grupo Olho Latino (Grupo de Arte do Museu Olho Latino) Expositores: Alex Roch, Celina Carvalho, Cibele Marion Sisti, Elika Ito, Flávia Bresil Palhares, Lisa França, Maricel Fermoselli, Paulo Cheida Sans, Regiane Capp Couto Buccioli, Suely Arnaldo, Walcirlei Siqueira, Young Koh. Curadoria: Paulo Cheida Sans. Período da mostra: 16 a 26 de agosto de 2011. De segunda a sexta-feira, das 13h às 17h e das 19h às 22h. (Entrada gratuita). Local: Galeria de Arte da Faculdade de Artes Visuais – CLC – Campus I – PUC-Campinas. Horário de visitação: de segunda à sexta - feira, das 13h às 17h e das 19h às 22h. Endereço: Prédio H 7 – CLC - Campus I da PUC-Campinas – Rodovia “D. Pedro I” – Km 136 – Campinas, SP. Realização: Faculdade de Artes Visuais – CLC- e projeto de extensão “Curadorias de mostras de Artes Visuais” da PUC-Campinas. Olho Latino nº26

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ARTISTA ARTIGO

Mary Carmem e a poética dos volumes Jacob Klintowitz

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equilíbrio e a elegância das esculturas de Mary Carmen Matias emocionam porque são capazes de mostrar o magnífico desenvolvimento da linha e a sua transformação em volume, a criação do espaco e o nosso envolvimento neste universo subitamente inventado. No período anterior, o dos volumes compactos, já se notavam estas qualidades. No atual, o do voo no espaço, esta característica se tornou mais evidente e a sua escultura aproximou-se, cada vez mais, da luminosidade poética da linha. A escultora Mary Carmen pertence a uma estirpe rara de artista, pois constituída por duas linhas quase impossíveis de se cruzarem e que são os fundamentos de sua atuação. A primeira destas linhas e a própria essência do seu fazer, o cerne de sua natureza sensível. Mary Carmen tem a imediata intuição da forma, como se a percebesse holograficamente. Esta intuição tem para ela a certeza de uma verdade longamente buscada, é 8

o núcleo encontrado, eliminadas todas as outras vertentes. É o que confere serenidade ao seu caminho. E o seu trabalho consiste, a partir desta visualização, em desenvolver virtuosamente a forma no espaço e em viabiliza-la tecnicamente: equilíbrio material, escolha de suportes adequados, criacao de moldes e a passagem por fundições. A segunda linha constitutiva de sua atividade tem uma verificação inicial de caráter histórico. Mary Carmen Matias é uma artista tardia, ou seja, torna-se artista, exerce a sua atividade, incorpora os procedimentos, o aprendizado, as dúvidas e a dedicação integral, já numa idade madura. Existem muitos exemplos na história das artes e na literatura de artistas tardios. Habitualmente o destaque, ainda mais na nossa sociedade de espetacularização, se dá aos prodígios precoces, como são os casos de Amadeus Mozart e de Pablo Picasso. Um artista de extração tardia traz para a sua atividade o conhecimento do Olho Larino nº26


divulgação

Vista parcial da exposição.

mundo, a experiência da meditação, o domínio dos sentimentos e a discriminação entre o fundamental e a superficialidade. A combinação da intuição fulminante e do início tardio cria uma inviável constelação que, contudo, existe. A intuição produz artistas muito jovens, destemidos, Olho Latino nº26

impulsionados por esta força magnífica. É anterior a racionalidade. É puro Dioniso. A serenidade produz artistas equilibrados, severos, essenciais. É o mundo de Apolo. Na obra de Mary Carmen Matias temos esta atração superior, a união de Dioniso e Apolo. 9


divulgação

Mary Carmem - Árvore da vida. Alumínio, 2011.

Mary Carmen Matias no Espaço Cultural Citi fonte: assessoria de imprensa do Citi

Aço, alumínio e bronze. Nesses três materiais a escultora Mary Carmen Matias moldou as formas dos 21 trabalhos recentes que estarão expostos na mostra A Poética dos Volumes que ocupará o Espaco Cultural Citi entre 15 de agosto e 30 de setembro. Com o endosso de artistas renomados como Nicolas Vlavianos e Caciporé Torres, Mary Carmen iniciou em 2008 uma etapa de 10

dedicação integral à arte. Para Vlavianos, “as obras de Mary Carmen são o resultado do amor, dedicação e empenho na prática da escultura”. O crítico e curador da mostra Jacob Klintowitz, acrescenta “o equilíbrio e a elegância das esculturas de Mary Carmen Matias emocionam pela capacidade de mostrar o magnífico desenvolvimento da linha e a sua transformação em volume, a criação Olho Larino nº26


do espaço e o nosso envolvimento neste universo subitamente inventado.” O Espaço Cultural Citi é uma galeria pública visitada mensalmente por cerca de 50 mil pessoas que trafegam pela Avenida Paulista e região. O espaço mantém a sua vocação de mostrar obras de arte no centro vital de São Paulo. Desde 2005, passaram por ali as obras de nomes consagrados, como Rubens Gerchman, Luiz Paulo Baravelli, Gregório Gruber, Romero Britto, Newton Mesquita, Odetto Guersoni, Ivald Granato, Takashi Fukushima, Caciporé Torres, Sérgio Lucena, Antonio Peticov, Maurício de Sousa, Claudio Tozzi, Marcello Nitsche, Odilla Mestriner, Aldemir Martins e Shoko Suzuki, alem de jovens que se firmam como Luciana Maas, Maurício Parra, Carola Trimano e Manu Maltez. O Espaço Cultural Citi (Av. Paulista, 1111, terreo) fica aberto para visitação de segunda a sextafeira, das 9 às 19 horas; aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 17 horas. Acesso a pessoas com deficiência física pela Alameda Santos, 1146. A entrada é gratuíta. Sobre a artista:

Mary Carmen Matias tem formacao humanistica em Olho Latino nº26

Sociologia, Historia e Recursos Humanos. Iniciou sua relacao com a arte pela valorizacao de diferentes formas de manifestacao, mostrando forte senso estetico e determinacao em aprender, o que motivou a sua busca de cursos de historia da arte e de aprofundamento na obra de alguns destacados artistas. Atendendo a um impulso ou quase a um chamado, iniciou o seu envolvimento com a escultura, com aulas, orientacao e convivencia com renomados escultores. Foi nessa fase de aprendizado de tecnicas que apresentou pela primeira vez as suas obras, passando a dedicacao integral a arte a partir de 2008. A artista surpreende pela forma como se expressa utilizando diferentes materiais e criando variadas formas. Suas obras convencem pela consistencia e qualidade e traduzem uma fina sensibilidade, apresentando fortes sentimentos em relacao a familia e ao meio-ambiente. Ao mesmo tempo que prossegue em sua jornada de aprofundamento e imersao, com a consolidacao de seu estilo pessoal, Mary Carmen passa a exibir suas obras, em exposicoes no Brasil e exterior que evidenciam, pela receptividade obtida, sua qualidade artística. * * * 11


LEITURA

Novo modo de refletir a Gravura Paulo Cheida Sans

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curso Especialidade de Gravura da Faculdade de Arte da Pontifícia Universidade Católica do Peru tem se destacado por ter um corpo docente de professores artistas que imprimem um rico caminho educacional mantendo um nível qualitativo excepcional na formação de artistas gravadores. Como suporte de aprendizagem, esta Especialidade propôs a Revista Rinoceronte que, desde o seu primeiro número, apresenta uma conduta editorial fértil, mostrando a gravura como um meio significativo e experimental da arte contemporânea por meio de reflexões, imagens e portfólios. O comitê editorial forma uma equipe coesa que mostra à área da gravura uma publicação que contém um visual primoroso com textos e imagens consistentes. A Rinoceronte nº 2 está focada no contexto “matriz”. A seguir descrevo sucintamente o seu conteúdo: 12

No texto “La matriz de grabado como generadora del arte público”, Paulo Cheida Sans analisa a contribuição da artista italiana radicada no Brasil, Maria Bonomi, na realização do grande painel intitulado “Epopéia Paulista” que está numa parede da Estação da Luz na cidade de São Paulo, Brasil, ocupando 73 metros lineares por 03 metros de altura. Foi realizado um trabalho artístico árduo comandado por essa artista que contou com mais 05 auxiliares. Para a concretização deste painel, desde a sua pesquisa inicial até a sua conclusão, colaboraram mais de três mil pessoas de todas as classes sócias e idades entre convidados e anônimos. Epopéia Paulista é um marco no Brasil de arte pública. Outra contribuição foi “La vocación formal de la matriz” de Márcia Campos dos Santos. A autora discorre sobre as possibilidades técnicas da gravura e as relações do artista com o material, enfocando as Olho Larino nº26


novas possibilidades materiais surgidas, como o uso do policarbonato como matriz. Conclui que a intenção formativa do artista está alicerçada nos sentimentos de curiosidade do descobrimento da matéria e do mundo. O crítico de arte prof. Juan Peralta faz uma abordagem em torno do significado da matriz. Os professores da Especialidade Gravura participam do portfólio com as imagens das obras de Miguel Mendoza, Alberto Agapito, Máximo Antezana, Cristina Dueñas, Olga Flores, Claudia Martínez, Verónica Noriega, Zoila Reyes, Carolina Salinas e Fabiola Vizcardo. O texto “Reflexiones sobre la existência a través del reconocimiento del cuerpo” de Verónica Del Pilar Noriega Esquires abrange as possibilidades do corpo Olho Latino nº26

como mediador e receptor na realização e formação da obra artística. Analisando a sua obra, a autora artista coloca a sua inquietude como essência de criação e cita Tovar: “nada pertenece más al individuo y nada está más al alcance de su conocimiento que su próprio cuerpo”. De uma preocupação existencial particular, Verónica traz à luz um questionamento dialogal que passa a ser de todos, dada a importância insubstituível que o território corpo tem para cada indivíduo. Há também o portfólio de estudantes do curso, com imagens de obras de Vanessa Andrade, Rosario Bertrán, Jessica Liñan e José Lugón. A 3ª Bienal Internacional de Grabdo ICPNA 2010 está representada com várias fotos e menções do evento realizado pelo Instituto Cultural Peruano Norte Americano. 13


Por fim, há as informações dos projetos acadêmicos realizados, como a mostra “40 lotes: espacio de construcción y cambio” realizada como parte da comemoração dos 40 anos do curso de Especialidade em Gravura como centro de formação e pesquisa da arte da impressão; a Fronteras Nomades, como Encuentro de Grabado Latinoamenricano do Brasil, Chile e Peru. E também a respeito do MOB, colectivo chileno Mano de Obra Barata. A gravura destaque do

semestre escolhida para figurar na revista foi de Marco Tominaga, aluno do terceiro ano do curso de Introducción al grabado 4. A imagem da capa é de Miguel Mendoza. A revista Rinoceronte é importante por auxiliar a preencher a lacuna na área da reflexão e questionamentos sobre a arte da gravura na atualidade. * * *

Revista: Rinoceronte nº 2 Revista da Especialidad de Grabado de la Facultad de Arte da PUCP Idioma: Catelhano Formato: 26,5 X 20,5 cm Páginas: 44 Ano: 2010 Comitê Editorial: Máximo Antezana, Olga Flores, Cristina Dueñas, Claudia Martinez, Juan Peralta, Zoila Reyes e Carolina Salinas Desenho e diagramação: Juan Luis Gargurevich Revisão de textos: María Llorens. Responsável: Fabiola Vizcardo Informações: Pontificia Universidad Católica del Perú Av. Universitaria 1801 - San Miguel Lima 32 - Perú 14

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Colaboradores da Revista Digital Olho Latino nº 26:

Jacob Klintowitz - Jornalista, escritor e crítico de arte. Membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte. É autor de mais de 100 livros sobre Arte e Cultura.

Luciene Sans - Jornalista, poeta e assessora de imprensa do Museu Olho Latino. Jornalista responsável pela Revista Digital Olho Latino.

Paulo Cheida Sans - Professor do Curso de Artes Visuais e extensionista da PUC-Campinas. Doutor em Artes pela Unicamp. Curador do Museu Olho Latino.

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Revista Digital Olho Latino - nº 26