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REALIZAÇÃO SOCIEDADE BRASILEIRA DE SOCIOLOGIA

XIV Congresso Brasileiro de Sociologia

SOCIOLOGIA: CONSENSOS E CONTROVÉRSIAS

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APOIO

CPLP

XIV Congresso Brasileiro de Sociologia SOCIOLOGIA: CONSENSOS E CONTROVÉRSIAS

Programa de Cooperação em Ciências Sociais para os Países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

PATROCINIO

28 a 31 de julho de 2009 – Rio de Janeiro – RJ UFRJ Campus da Praia Vermelha

Secretaria Nacional de Segurança Pública / Ministério da Justiça Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome Ministério do Desenvolvimento Agrário

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SBS – Sociedade Brasileira de Sociologia http://www.sbsociologia.com.br secretaria@sbsociologia.com.br Editores Tom Dwyer Glaucia Villas Bôas Celi Scalon Camilo Flamarion Assistência da Editoria: Renata Branco Gomes Projeto Gráfico e Identidade Visual: Olga Loureiro Editoração eletrônica e diagramação: Olga Loureiro e Sonia Loureiro Revisão dos resumos GTs e Laboratórios de Pesquisa: Maurício Tamboni Layout, planejamento espacial, sinalização e mapas da UFRJ: Ricardo A. R. Sant’Anna (Síntese Eventos) Realização SBS – Sociedade Brasileira de Sociologia UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro CFCH – Centro de Filosofia e Ciências Humanas IFCS – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais NEPP-DH – N úcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos Fórum de Ciência e Cultura Apoio: CPLP – P rograma de Cooperação em Ciências Sociais para os Países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa DAAD – Intercâmbio Acadêmico Brasil-Alemanha UFF – Universidade Federal Fluminense UENF – Universidade Estadual do Norte Fluminense Patrocínio Banco do Brasil BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social CAPES – C oordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior CNPq – C onselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico FAPERJ – F undação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo IPEA – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior MDS – Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome NEAD – Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural Programa de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia SENASP – S ecretária Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro

Diretoria

Presidente Tom Dwyer, UNICAMP 1º Vice Presidente Heloísa Helena Teixeira de Souza Martins, USP 2º Vice Presidente Ana Maria Fernandes, UnB Secretária Geral Celi Scalon, UFRJ Tesoureira Maíra Baumgarten Corrêa, UFRGS 1º Secretário Marco Aurélio Santana, UFRJ 2º Secretário Pedro Célio Alves, UFGO Diretores Cynthia Hamlin, UFPE Irlys Alencar Firmo Barreira, UFC José Miguel Rasia, UFPR Antônio Augusto Prates, UFMG Antônio Carlos Witkoski, UFAM Conselho Fiscal Eliana Monteiro Moreira, UFPB Horácio Antunes de Sant´Ana Júnior, UFMA Inaiá de Carvalho, UFBA

Comitê Organizador do XIV CBS

Presidência Glaucia Villas Bôas (UFRJ) Comitê Científico Tom Dwyer (UNICAMP) Glaucia Villas Bôas (UFRJ) Ana Maria Fernandes (UnB) Celi Scalon (UFRJ) Elisa Reis (UFRJ) César Barreira (UFC) Heloisa Martins (USP) José Ricardo Ramalho (UFRJ) José Maurício Domingues (IUPERJ) José Vicente Tavares dos Santos (UFRGS) Marco Aurélio Santana (UFRJ) Maria Ligia Barbosa (UFRJ) Maria Stela Grossi Porto (UnB) Sérgio Adorno (USP) Comissão organizadora local Glaucia Villas Bôas (UFRJ) Bila Sorj (UFRJ) Celi Scalon (UFRJ) Elisa Reis (UFRJ) José Ricardo Ramalho (UFRJ) Júlia Belessi (UNIRIO) Ligia Dabul (UFF) Luiz Gak (UNIRIO) Marco Aurélio Santana (UFRJ) Maria Lígia Barbosa (UFRJ) Maria Josefina Gabriel Santanna (UERJ) Marilea Venâncio Porfírio (UFRJ) Wania Mesquita (UENF) Comissão Exposição dos 60 anos da SBS Coordenação: Nísia Trindade Lima (Casa de Oswaldo Cruz-FIOCRUZ) André Botelho (UFRJ) Glaucia Villas Bôas (UFRJ) Marcos Chor Maio (Casa de Oswaldo Cruz – FIOCRUZ) Regina Morel (UFRJ) Tom Dwyer (UNICAMP) Comissão Sociólogos do Futuro Geraldo Élvio Magalhães (UFMG) Maria Josefina Gabriel Santanna (UERJ) Pedro Paulo de Oliveira (UFRJ) Coordenação Executiva Camilo Flamarion Comissão de cobertura áudio visual Coordenação: Eliska Altmann (UFRJ) Equipe da Nextimagem UFRJ: Alexandre Loreto de Mello, Diego Madih, Gustavo Chiesa, Nina Ferreira Marques, Priscila Bittencourt. Comissão de Monitoria Coordenação: Sabrina Marques Parracho Sant´Anna (UFRJ) Aline Marinho Lopes (UFRJ) Secretaria do XIV Congresso Brasileiro de Sociologia Elisa Gomes (SBS) Secretaria da Sociedade Brasileira de Sociologia Raquel Ritto (SBS) Regina Vittorino (SBS)

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XIV Congresso Brasileiro de Sociologia SOCIOLOGIA: CONSENSOS E CONTROVÉRSIAS 28 a 31 de julho de 2009 – Rio de Janeiro – RJ UFRJ Campus da Praia Vermelha

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aigoloicoS ed orielisarB ossergnoC VIX SAISRÉVORTNOC E SOSNESNOC :AIGOLOICOS JR – orienaJ ed oiR – 9002 ed ohluj ed 13 a 82 a h l e m r eV a i a r P a d s u p m a C J R F U

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SUMÁRIO SUMÁRIO Apresentação

07

Mapas da Praia Vermelha

12

Resumo Geral de Horários e Atividades

14

Conferências

17

Exposição SBS 60 ANOS

22

Sessões Especiais

23

Fóruns

27

Poesia em foco

30

Sessões de Vídeo

31

Minicursos

35

Mesas Redondas

39

Grupos de Trabalho

49

Sociólogos do Futuro

115

Resumos GTs e Laboratórios de Pesquisa

141

Índice Geral dos Participantes

425

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Boas vindas aos congressistas Desejo dar boas vindas a todos os participantes do XIV Congresso Brasileiro de Sociologia. Este evento promovido pela Sociedade Brasileira de Sociologia e, acolhido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, reúne sociólogos de instituições brasileiras e estrangeiras, seniores e jovens, que se dedicam a temas diversos, abordados de diferentes perspectivas. Ao eleger como eixo central dos debates os consensos e as controvérsias da sociologia, o XIV Congresso privilegia a pluralidade conceitual, teórica e metodológica da disciplina, esperando que sua discussão seja intelectualmente instigante. O XIV Congresso comemora os 60 anos da Sociedade Brasileira de Sociologia. Além das conferências, mesas redondas, sessões especiais, fóruns, grupos de trabalho e exposição de pôsteres, todos estão convidados a apreciar a Exposição SBS 60 anos e conhecer um pouco mais da história de nossa Sociedade, o entusiasmo e a persistência de seus fundadores, presidentes e diretores. Lembro também, como não poderia deixar de ser, dos eventos culturais, programados com muita satisfação. Uma reunião científica do porte do XIV Congresso Nacional de Sociologia não poderia ser realizada sem o apoio e a dedicação de muitas pessoas e instituições. A elas quero expressar meus sinceros agradecimentos. Alegro-me com a presença de todos e espero que o congresso seja um convite à reflexão e um estímulo à pesquisa sociológica.

Glaucia Villas Bôas Presidente do Comitê Organizador

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APRESENTAÇÃO Book SBS.indb 7

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Sobre o X I V Congresso Br asil eiro de Sociol ogi a O XIV Congr e s so Br asileir o de Sociologia – Sociologia: Consensos e Con t r o v ér sias, a ser r eali z ado de 28 a 31 de julho de 2009, no c ampus da Pr aia Ver melha da UFRJ (Uni v er sidade Feder al do Rio de Janeir o), Rio de Janeir o (RJ), pr e t ende r eunir um públic o e s t imado em 3.000 (t r ê s mil) pe s soas. A par t ir do t ema “Sociologia: Consensos e Con t r o v ér sias”, o XIV Congr e s so, t er á sua pr o gr amaç ão e s t r u t ur ada nas seguin t e s a t i v idade s: Con f er ências, Me s as Redondas, Fór uns, Se s sõe s Especiais, Mini - cur sos, Gr upos de Tr abalho, L abor a t ór ios de Pe squis a e o e spaç o “Sociólogos do Fu t ur o”, de s t inado à apr e sen t aç ão, no f or ma t o de pôs t er e s, de pe squis as de jo v ens pe squis ador e s de t odo o país. Com a r eunião de pr o f e s sor e s, pe squis ador e s, e s t udan t e s de pós - gr aduaç ão e gr aduaç ão, além de f uncionár ios da adminis t r aç ão públic a e pr i v ada, e r epr e sen t an t e s do t er c eir o se t or, o Congr e s so v is a pr omo v er o in t er c âmbio e o deba t e ac er c a das t emá t ic as c on t empor â neas que de s af iam a c onsolidaç ão e a a t uali z aç ão das ma t r i z e s disciplinar e s da Sociologia, le v ando em c onsider aç ão ainda sua in t er locuç ão c om ou t r as Ciências Sociais e a f ins. O XI V C ongr esso e seu t ema cent r al : Sociologia : C onsensos e C ont r o v ér sias Todas as ciências av anç am a t r av é s de c onsensos c ons t r uídos a par t ir de c on t r o v ér sias, c om base em deba t e s de idéias e pe squis a empír ic a. Ne s se momen t o em que a Sociedade Br asileir a de Sociologia c omemor a seus 60 anos de e x is t ência, c omo or gani z aç ão de c ar át er nacional, par ec e - nos pr opício analis ar que c on t r o v ér sias se t or nar am c onsensos e que c onsensos se dis sipar am c omo f or ma de r e f le x ão sobr e o f u t ur o da disciplina e da nos s a sociedade. A v elocidade das mudanç as nas sociedade s c on t empor âneas abala nos sos c onsensos, in t r o duz no v as c on t r o v ér sias, e x ige abor dagens c ompar adas e de s a f ia a imaginaç ão sociológic a, de s s a f or ma af e t ando nos sos c onc ei t os, pe squis as e a t i v idade s de ensino. An t igos t emas ganhar am no v as dimensõe s e in t er pr e t aç õe s, ou t r os s ão f r u t os de dinâmic as sociais que emer gir am ou que er am an t e s ignor adas. A e sc olha do t ema do Congr e s so de 2009 t em a in t enç ão de e s t imular r e f le xõe s sobr e a dinâmic a das idéias, os de senhos de pe squis as e o f u t ur o de nos s a disciplina no Br asil e t ambém em ou t r os paíse s, sejam ele s em de senv ol v imen t o ou de senv ol v idos. A sociedade br asileir a se apr e sen t a c omo um c aso quase par adigmá t ic o no mundo c on t empor âneo por ser, de um lado, e x t r emamen t e de sigual e v iolen t a e, de ou t r o, c on t emplar uma enor me c onv i v ência das di f er enç as, no quadr o de uma democr acia r epr e sen t a t i v a c onsoli dada. Nos s a sociedade apr e sen t a gr ande c apacidade de se t r ans f or mar, ao me smo t empo que c onser v a mui t as pr á t ic as enr ai z adas no pas s ado. Tendo em c on t a e s s as c ar ac t er ís t i c as, o obje t i v o do XIV Congr e s so Br asileir o de Sociologia é e s t imular uma pr o f unda r e f le x ão iden t i f ic ando c on t r o v ér sias e c onsensos quan t o às f or mas mais adequadas de abor dar a sociedade em que v i v emos e c om is so c on t r ibuir par a o de senv ol v imen t o de uma v is ão mais clar a dos c onc ei t os e me t odologias da disciplina sociológic a hoje.

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Hist ór icos dos C ongr essos Br asileir os de Sociologia O I Congr e s so Br asileir o de Sociologia f oi r eali z ado em São Paulo, em 1954, c om o seguin t e t emár io: “O ensino e as pe squis as sociológic as; or gani z aç ão social; mudanç a social”. É in t e r e s s an t e no t ar que en t r e os t emas deba t idos e s t e v e inclus a a que s t ão do ensino de Sociolo gia no ní v el médio. O seguin t e, o II Congr e s so Br asileir o de Sociologia, oc or r eu em Belo Hor i z on t e, em 1962, dur an t e o qual f or am discu t idos o balanç o e as per spec t i v as da Sociologia no Br asil. Dur an t e o r egime mili t ar, as a t i v idade s da Sociedade f or am in t er r ompidas. Com a r edemocr a t i z aç ão do País, em 1985, no v amen t e os sociólogos pr eocupar am- se em r e t omar as a t i v idade s da Sociedade Br asileir a de Sociologia. O III Congr e s so Br asileir o de Sociologia: r eali z ado em Br así lia, em 1987, seu t ema f oi “So ciologia, Sociologias”. O IV Congr e s so f oi or gani z ado no Rio de Janeir o, em 1989, sob o t ema “Sociologia Hoje”. Já o V CBS f oi r eali z ado em julho de 1991, no Rio de Janeir o, seguindo o t ema c en t r al “His t ór ia e t r aje t ór ia da Sociologia no Br asil”. O VI Congr e s so oc or r eu no Reci f e, em 1993, c om o t ema “A Sociologia en t r e a moder nidade e a c on t empor aneidade”. O VII Congr e s so Br asileir o de Sociologia t e v e lugar no Rio de Janeir o, em 1995.O VIII CBS, r eali z ado em Br así lia, em 1997, t inha c omo t ema “A Con t empor aneidade br asileir a: dilemas e de s a f ios par a a imaginaç ão sociológic a”. O IX Congr e s so Br asileir o de Sociologia, de senv ol v ido em Por t o Alegr e, na Uni v er sidade Fe der al do Rio Gr ande do Sul, no per íodo de 30 de agos t o a 03 de se t embr o de 1999, de f iniu c omo t ema “A Sociologia par a o Século X XI. O X Congr e s so Br asileir o de Sociologia, r eali z ado em For t ale z a, de 3 a 6 de se t embr o de 2001, na Uni v er sidade Feder al do Cear á, abor dou o t ema “Sociedade e Cidadania: No v as Ut opias” O XI Congr e s so Br asileir o de Sociologia, r eali z ado em Campinas, de 2 a 6 de se t embr o de 2003, na UNICAMP, c on t ou c om mais de mil e du z en t os par t icipan t e s e abor dou o t ema ‘So ciologia e c onhecimen t o: além das f r on t eir as’. O XII Congr e s so r eali z ou - se em Belo Hor i z on t e, na UFMG, de 31 de maio a 3 de junho de 2005 r euniu mil e qua t r oc en t os pe s soas, O t ema do Congr e s so f oi “Sociologia e r ealidade: pe squis a social no século X XI”. O XIII Congr e s so Br asileir o de Sociologia, f oi r eali z ado em Reci f e, na UFPE, de 29 de maio a 01 de junho de 2007, e en f a t i z ou as dimensõe s da de sigualdade, da di f er enç a e do r ec o nhecimen t o. Dada a he t er ogeneidade que se insinua no c on t e x t o da globali z aç ão e do Br asil c on t empor âneo, o Congr e s so abor dou as que s t õe s da plur alidade, da igualdade na di f er enç a, e o r ec onhecimen t o. O e v en t o t e v e mais de 2.600 par t icipan t e s inscr i t os.

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SBS

60 anos

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SBS – Socieda de Br asil eir a de Sociol ogi a Mis s ão: Es t imular o ensino e a pe squis a em Sociologia e de senv ol v er inicia t i v as v ol t adas ao de senv ol v imen t o das ciências humanas e sociais no país. Obje t i v os: Apoio e r eali z aç ão de e v en t os cien t í f ic os, busc ando a pr omoç ão do in t er c âmbio en t r e pe squis ador e s e o f or t alecimen t o quali t a t i v o e ins t i t ucional da sociologia no Br asil; Di f us ão e di v ulgaç ão de c onhecimen t o cien t í f ic o, a t r av é s de public aç õe s e specí f ic as (li v r os, anais), si t e e bole t im (ne w sle t t er) per iódic o; Inser ç ão das c olabor aç õe s pr odu z idas pelo c o nhecimen t o sociológic o nos gr ande s deba t e s públic os; a t uar na r epr e sen t aç ão e no f or t ale cimen t o ins t i t ucional da c omunidade de as sociados. Hist ór ico : Fundada em 1937, pr imeir amen t e c omo uma sociedade e s t adual, Sociedade Paulis t a de So ciologia, e r eba t i z ada e t r ans f or mada em sociedade cien t í f ic a a t uan t e em e sc ala nacional e in t er nacional em 1950, c omo Sociedade Br asileir a de Sociologia, a SBS é uma en t idade jur ídic a sem f ins lucr a t i v os, de dir ei t o pr i v ado, que busc a r eunir ins t i t ucionalmen t e pe squi s ador e s br asileir os a t uan t e s nas ár eas de Sociologia e Ciências Sociais a f ins. A Sociedade já r eali z ou t r e z e c ongr e s sos br asileir os de sociologia. De sde 1987, os c ongr e s sos da SBS v êm man t endo per iodicidade r egular, sendo r eali z ados a c ada dois anos. Somando - se a out r os e v en t os, apoiados em c o - par c er ia ins t i t ucional, e a um leque de public aç õe s edi t adas, a his t ór ia da Sociedade Br asileir a de Sociologia é mar c ada pelo c ons t an t e deba t e e in t er aç ão c om a pau t a ac adêmic a e cien t í f ic a c om a qual se de f r on t am os sociólogos e o país. Or ganiz aç ão e Gest ão : O momen t o c en t r al na v ida da SBS é a As sembléia Ger al, na qual os as sociados da ins t i t uiç ão se r eúnem par a, a c ada dois anos, eleger uma no v a dir e t or ia e ac ompanhar e deliber ar sobr e as a t i v idade s e s t r a t égic as da Sociedade. A ge s t ão e xecu t i v a da en t idade e s t á a c ar go de um Conselho Dir e t or (c ompos t o por 01 Pr e siden t e, 02 V ic e -Pr e siden t e s, 01 Secr e t ár io(a) Ger al, 01 Te sour eir o(a), 02 Secr e t ár io(a)s Adjun t o(a)s e 05 Dir e t or e(a)s); e de um Conselho Fisc al (c ompos t o por 3 membr os), r e spons áv el pela apr o v aç ão dos r ela t ór ios f inanc eir os e das c on t as da ins t i t uiç ão. A ge s t ão da Sociedade c on t a t ambém c om o supor t e de um Conselho Cien t í f ic o (c ompos t o por pe squis ador e s sênior e s, de no t ór io s aber), e v en t uais c omis sõe s e c onsul t or e s ad hoc e, adminis t r a t i v amen t e, de uma Secr e t ar ia Ger al (i t iner an t e e que, a c ada dois anos, ac ompanha o domicí lio ins t i t ucional do[a] Secr e t ár io[a] Ger al elei t o[a]) e de uma Secr e t ar ia E xecu t i v a, c om sede na cidade do f ór um legal e f isc al da SBS, par a apoiar à ge s t ão f inanc eir a e cuidar da documen t aç ão legal da ins t i t uiç ão. Cabe a As sembléia Ger al, ins t ância deliber a t i v a má x ima da SBS, a eleiç ão da Dir e t or ia e a apr o v aç ão de e v en t uais mudanç as e s t a t u t ár ias. À Dir e t or a c abe a e xecuç ão das deliber aç õe s da As sembléia Ger al e a mais ampla dedic aç ão no cumpr imen t o dos obje t i v os e s t a t u t ár ios da Ins t i t uiç ão.

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Início do Credenciamento

10:00

MR12 Crime, Violência, Punição – Crime Organizado e Violência Fórum Salão Muniz de Aragão

CFCH Auditório Manuel Maurício

Sociólogos do Futuro Presença dos autores junto aos pôsteres

Presença dos autores junto aos pôsteres

Fórum Salão Pedro Calmon

Assembléia Geral da SBS

SE02 Cinema e a produção de conhecimento nas ciências sociais CFCH Audit. Manuel Maurício

FR01 Brasil e África do Sul UNIRIO Auditório Vera Janacopolous

MR20 Rio de Janeiro: sociedade e cultura Fórum Salão Pedro Calmon

MR19 Desigualdades Sociais: desafios para a sociedade contemporânea CFCH Audit. Prédio Anexo

ECO Auditório CPM

ciências sociais em um mundo globalizado

MR18 Lusofonia, o desafio linguístico e as

MR17 Gênero e Políticas Públicas Fórum Salão Dourado

MR16 Sociologia e mudança social no Brasil: consensos e controvérsias Casa da Ciência

CFCH Sala Reitoria 8

bre as formas simbólicas de transgressão

MR15 Rir é o melhor remédio: um debate so-

trabalho associado, flexibilização e precarização CFCH Sala Reitoria 1

MR14 Novas configurações do trabalho:

Sociólogos do Futuro

CF05 Li Peilin Fórum Salão Muniz de Aragão

CF04 Hans-Georg Soeffner Fórum Salão Dourado

CF03 Fuyuki Kurasawa UNIRIO Auditório Vera Janacopolous

CF02 Arturo Morato Auditório Manuel Maurício

CF01 Alice RANGel de paiva Abreu Fórum Salão Pedro Calmon

Fórum Salão Pedro Calmon

as perspectivas para a Sociologia

MR09 A Crise Financeira Mundial e

IP sala 7

teóricos e dinâmicas de pesquisa

MR08 Visões da cidade: percursos

“Conflitualidades e Violências Urbanas” Unirio Auditório Vera Janacopolous

MR06 Crime, Violência, Punição

Fórum Salão Muniz de Aragão

para os debates sobre as relações ciência, sociedade e io ambiente

MR05 Contribuições da sociologia

e redes sociais na contemporaneidade Casa da Ciência

MR04 Ações coletivas, movimentos

visões do Território Urbano e Eficácia Escolar CFCH na Sala Reitoria 7

MR03 A Cidade conta a Escola? DiMR13 Juventude e Educação CFCH Sala Reitoria 7

IP sala 7

gerações na pesquisa sociológica

spectivas sociológicas de reflexão Fórum

Presença dos autores junto aos pôsteres

Sociólogos do Futuro

CF10 Volker H. Schmidt Fórum Salão Pedro Calmon

CF09 Simon Schwartzman UNIRIO Auditório Vera Janacopolous

CF08 Sergio Miceli Auditório Manuel Maurício

CF07 Margaret S. Archer Fórum Salão Dourado

CF06 Manuel VilLaverde Fórum Salão Muniz de Aragão

Direitos Humanos CFCH Auditório Manuel Maurício

FR06 Ensino de Sociologia e Educação em

MR29 A Pesquisa Sociológica: Ciência, Ética e Política CFCH Sala Reitoria 4

MR28 O Olhar estrangeiro e o Pensamento Social no Brasil Fórum Salão Pedro Calmon

MR27 A laicidade do Estado no Brasil: consensos e controvérsias IP sala 8

MR26 O Fórum Social Mundial e a relação com a Sociologia IP sala 7

MR25 Trabalho, Indústria e Região ECO Auditório CPM

cos e enfoques de abordagens comparativas Casa da Ciência

MR24 Sociologia das Artes Plásticas: fo-

Salão Muniz de Aragão

MR23 O espaço rural em mudança: per-

CFCH Sala Reitoria 7

cessos de Incriminação no Brasil

MR22 Crime, Violência, Punição - Os Pro-

MR21 A vida cotidiana na metrópole contemporânea como um problema da sociologia Fórum Salão Dourado

UNIRIO Auditório Vera Janacopolous

MR07 Estudos do Trabalho no Brasil: reavaliando um legado

MR10 A periferia em debate: questões teóricas e problemas de pesquisa IP sala 8 MR11 Caminhos do desenvolvimento e da democracia: sociedade, estado e mercado

31/07

30/07

MR02 A atualidade do conceito de

Fórum Salão Dourado

festo dos Periféricos: revisitando o desenvolvimentismo

MR01 60 anos da CEPAL e o Mani-

28/07 29/07

pro g r a m a ção pro g r a m a ção pro g r a m a ção pro g r a m a ção

Reunião Diretoria SBS

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11:00 - 12:00

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09:00 - 11:00 12:00 - 13:00

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Abertura Oficial UFRJ Cidade Universitária Auditório CT

Homenagens

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UFRJ Cidade Universitária Auditório CT

MC06 Teoria Social IP sala 6

MC05 A Teoria Bourdieuriana IP sala 5

MC04 SPSS IP Laboratório de Informática

MC03 NVivo ECO Laboratório de Informática

MC02 Goffman no contexto da sociologia contemporânea IP sala 4

MC06 Teoria Social IP sala 6

MC05 A Teoria Bourdieuriana P sala 5

MC04 SPSS IP Laboratório de Informática

MC03 NVivo ECO Laboratório de Informática

MC02 Goffman no contexto da sociologia contemporânea IP sala 4

MC01 Análise de políticas públicas IP sala 3

MC01 Análise de políticas públicas IP sala 3

UNIRIO Auditório Vera Janacopolous

Sessões de Vídeo CFCH Auditório Manuel Maurício

MC06 Teoria Social IP sala 6

MC05 A Teoria Bourdieuriana IP sala 5

MC04 SPSS IP Laboratório de Informática

MC03 NVivo ECO Laboratório de Informática

MC02 Goffman no contexto da sociologia contemporânea IP sala 4

MC01 Análise de políticas públicas IP sala 3

Sessões de Vídeo CFCH Auditório Manuel Maurício

pecuário brasileiro e o trabalho das mulheres rurais Fórum Salão Muniz de Aragão

SE09 TTransformações no setor agro-

Roquette-Pinto, Arthur Ramos, Josué de Castro e Maria Julia Pourchet

SE08 A pesquisa em inícios do Século XX:

SE05 Universidade, Mudança e Formação nas Ciências Humanas Fórum Salão Pedro Calmon

SE07 Ideologia e ciência na pesquisa educacional Fórum Salão Muniz de Aragão

ECO Auditório CPM

SE06 Controvérsias e consensos na relação espaço construído e sociedades urbanas: a arquitetura de Oscar Niemeyer

FR09 Questões Urbanas Contemporâneas I CFCH Sala Reitoria 4

CFCH Sala Reitoria 9

cas Públicas no Mundo do Trabalho I

FR08 Precarização, Solidarismo e Políti-

FR07 II Encontro de Editores em Ciências Sociais CFCH Sala Reitoria 7

Premiação Sociólogos do Futuro Fórum no Salão Pedro Calmon

Trabalho no Brasil- Um Balanço das Últimas Décadas ECO Auditório CPM

SE04 Negociação Coletiva e Regulação do

UNIRIO Auditório Vera Janacopolous

Luhmann 10 anos depois

SE03 “A Sociedade da Sociedade” de Niklas

CFCH Sala Reitoria 1

Públicas no Mundo do Trabalho I

FR05 Precarização, Solidarismo e Políticas

FR04 A Sociologia Francesa diante dos desafios mundiais CFCH Sala Reitoria 9

FR03 Revistas digitais de graduação em Ciências Sociais CFCH Sala Reitoria 7

FR02 Ciências Humanas e Políticas Cientificas CFCH Sala Reitoria 8

Poesia em foco Fórum Salão Dourado

Laboratórios de Pesquisa

3ª Sessão dos 31 GTs

18:00 - 19:00

Sessões de Vídeo CFCH Auditório Manuel Maurício

SE01 SBS 60 Anos Fórum Salão Pedro Calmon

Abertura Exposição SBS 60 Anos Fórum Salão Vermelho

Panorama atual da pesquisa em sociologia na Alemanha e as possibilidades de intercâmbio entre Brasil e Alemanha IP Sala 8

BMBF-DAAD

Laboratórios de Pesquisa

Laboratórios de Pesquisa

17:00 - 19:00 Workshop

2ª Sessão dos 31 GTs

1ª Sessão dos 31 GTs

14:00 - 18:00

Lançamento de Livros UFRJ Cidade Universitária Auditório CT

3:00 19:00 - 21:00

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Abertura 28/07 às 16:00 Auditório Luiz Hidelbrando Horta Barbosa Cidade Universitária Centro de Tecnologia - Universidade Federal do Rio de Janeiro

Concerto de Henrique Cazes Cerimônia de Abertura Homenagens Coquetel Lançamento de Livros

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CONFERÊNCIAS Book SBS.indb 17

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Alice Rangel de Paiva Abreu (UFRJ) Colaboração Ciências Sociais e Ciências Exatas: consensos, controvérsias e novas institucionalidades

Entre as transformações da sociedade contemporânea, uma das mais importantes foi o progresso da ciência e do conhecimento científico. A ciência e seus produtos estão transformando o mundo em que vivemos. Ao mesmo tempo, muitos desses avanços levantam questões fundamentais sobre temas complexos com repercussões nos valores e crenças de vários setores da sociedade. O desenvolvimento científico e a pesquisa científica têm um grau de risco inerente e cada vez mais se faz necessário ter um entendimento entre ciência e sociedade para assegurar que o descobrimento científico seja valorado e seja utilizado para o benefício máximo da sociedade. É, portanto, importante conseguir coordenar o potencial da ciência para olhar as necessidades sociais. Isto significa que é necessário identificar essas necessidades, tal como existem agora ou quando surgirem de casos especifico, e transformá-las em perguntas científicas relevantes. É nesse contexto que a colaboração entre as Ciências Sociais e Naturais é cada vez mais necessária para enfrentar os complexos problemas da sociedade contemporânea. O foco do congresso da SBS, consensus e controvérsias, traz para o debate o problema da interdisciplinaridade, já que essa dinânima é fundamental para muitos dos temas relevantes para a disciplina. A conferência irá abordar algumas dessas questões e discutir os novos contextos institucionais que promovem a interdisciplinaridade e enfatizam a necessidade de colaboração entre ciências exatas e ciências sociais.

CONFERÊNCIAS

CF01 29/07 11:00 às 12:00 Forum Salão PEDRO CALMON

CF02 29/07 11:00 às 12:00 CFCH Auditório Manuel Mauricio Arturo Morato (Universidad de Barcelona) Consensos y controversias sobre la cultura en la sociología contemporánea

O interesse pela cultura vem crescendo na sociologia de forma continuada há mais de 40 anos. As vias e as expressões dessa progressiva tematização têm sido, contudo, muito diversas e heterogêneas; assim, a perspectiva que foi sendo construída a respeito não resulta, hoje em dia, em algo coerente ou articulado. A análise da tematização sociológica da cultura durante as décadas passadas nos permitirá identificar algumas chaves deste desenvolvimento disciplinar e também alguns consensos que implícita ou explicitamente subjazem nele: consensos teóricos, sobre a complexidade do jogo simbólico e sua relevância na dinâmica social e consensos empíricos, sobre, por exemplo, o crescente peso da cultura na sociedade contemporânea. A proliferação e o amadurecimento do trabalho sociológico sobre temas culturais nos últimos anos proporcionaram a aproximação entre perspectivas em princípio muito distantes. Entre as múltiplas linhas de contraste que foram se desenhando deste modo, uma das contraposições mais significativas é a que se formula a respeito do enfoque disciplinar mais adequado destes trabalhos: sociologia das artes? Sociologia da cultura? Sociologia cultural? Economia simbólica? A consideração destas alternativas, de seus pressupostos e de suas limitações, oferece a oportunidade de assinalar, para terminar, alguns dos desafios pendentes que a sociologia tem neste campo. CF03 29/07 11:00 às 12:00 UNIRIO AUDITÓRIO VERA JANACOPOLUS Fuyuki Kurasawa (York University) Humanitarianism and the Visual Economy of Distant Suffering

In recent years, the intersection of visuality and the social has supplied one of the most fruitful areas of theorizing in the human sciences. Rather than treating images as derivative of or causally dependent on texts, or yet again analytically reducing the former to the latter, the visual turn has foregrounded the role of images in social and political life. This presentation applies such insights to an analysis of what could be termed the visual economy of distant suffering, that is to say, the representations of humanitarian disasters produced by non-governmenal organizations (NGOs) in the North Atlantic region. In particular, the presentation focuses on the formation of this visual economy in the early 20th century, when humanitarian NGOs were rapidly incorporating new technologies of representational realism (namely, photography and film) into their activities. As such, what will be examined is the historical emergence of three dimensions of humanitarianism’s scopic regimes: ideological orientations; iconographic organization, including the interpretation of the symbolic structure of images and their performative aspects (i.e., their social ‘agency’); and institutional networks of creation and circulation of images in public spaces (including sites and practices of viewership). The purpose of such analysis will be to critically unearth the foundations of self-evident political worldviews, symbolic conventions and organizational circuits that inform contemporary humanitarianism. Hence, humanitarian scopic regimes can be understood less as representationally neutral mirrors reflecting specific events than as lenses or visual tools intervening to shape the Euro-American perception of such events – and of the places where they unfold and the people they affect.

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CONFERÊNCIAS

CF04 29/07 11:00 às 12:00 Forum Salão Dourado Hans-Georg Soeffner (Kulturwissenschaftliches Institut/Essen/ Alemanha)

A Critic of Sociological Reason

CF05 29/07 11:00 às 12:00 Forum Salão MUNIZ DE ARAGÃO Li Peilin (Academia Chinesa de Ciências Sociais, Presidente da Associação Chinesa de Sociologia)

Trabalhadores migrantes e transformação social na China

Desde a Reforma em 1978, houve uma grande mudança na sociedade chinesa. Trabalhadores migrantes, notadamente aqueles que eram camponeses, mas que recentemente deixaram as áreas rurais e encontraram empregos na cidade, estão se tornando um novo grupo graças à reforma econômica ao desenvolvimento da China. Este grupo de 200 milhões de trabalhadores, que conta cerca de 24 por cento da força de trabalho total e que contribui com o desenvolvimento do mercado de trabalho na China, desempenhou um importante papel na aceleração da transição do país de uma economia planificada para uma de mercado assim como em seu ímpeto de modernização. Este artigo dedica-se a encontrar respostas como: porque a migração em larga escala do trabalho não resultou em caos social? Porque trabalhadores migrantes, que estão nas margens da vida na cidade em termos de renda, não expressaram forte discordância com a sociedade? E porque tais trabalhadores, que moram em lugares pobres e frequentemente são tratados injustamente nas cidades, não tem intenção alguma em apresentar um protesto coletivo em larga escala? Este artigo baseia-se na análise de uma pesquisa de larga escala de 2006, que foi conduzida por meio de questionário e abrangeu 28 províncias, municipalidades e regiões autônomas por todo o país. Descobriu-se através da análise que o status da renda dos trabalhadores migrantes depende fortemente da educação e das habilidades técnicas que eles desenvolveram ao invés do fator da discriminação baseada na identidade. Também descobriu-se, para a surpresa de todos, que aqueles com menor receita e menor status econômico e social mostram mais atitudes positivas em relação à sociedade. Pode-se concluir que o fator decisivo para a atitude e o comportamento dos trabalhadores migrantes segue uma lógica histórica em vez de uma lógica econômica. CF06 31/07 11:00 às 12:00 Forum Salão Muniz de Aragão Manuel VillaVerde (ICS/Univ de Lisboa) Civic and political participation: a new culture shift? – evidence from 12 countries

This presentation uses data from the ISSP 2004 module on «Citizenship» in order to show that there is, in most contemporary societies1, a gradual but generalized shift from conventional forms of civic and political participation, such as associations’ membership (of political parties; trade unions or any other professional association; church groupings or any other religious associations; sports, cultural or recreational associations; any other voluntary associations2), towards more autonomous and unsystematic forms of participation, such as those described here as «self-mobilization»: signing a petition; buying or refraining from buying products for political, ethical or environmental motives; participating in a demonstration, in a meeting and in an internet forum; contacting a politician or a top civil servant; giving money or raising funds for public causes; and contacting or appearing in the media3. «Self-mobilization» is thus comparable to «elite-challenging collective action» in Weltzel’s and Inglehart’s approach (Welzel, Inglehart & Deutsch (2005), which I will discuss. Moreover, in terms of social capital production, this shift tends to confirm the relative decline of bonding and bridging social capital (Putnam, 2000) to the benefit of linking social capital, ie, “open-ended networks with different participants, shared norms and common objectives”, whose levels of trust and reciprocity may, however, “be circumscribed by competitive demands” (Baron, Field e Schuller, 2000; Woolcock, 2001; Field, 2003). The question to be discussed is whether this change corresponds to a new culture shift – dealing now with forms of participation rather than with issues, such as those associated with post-materialism and the new political culture – equivalent to the generational shift conceptualized in the late 20th century by Ronald Inglehart (1990) and Terry N. Clark (1998). CF07 31/07 11:00 às 12:00 Forum Salão Dourado Margaret S. Archer (Warwick University / Reino Unido) Reflexividade e tratamento em “primeira pessoa” em Sociologia

Este artigo sustenta que a reflexividade, como o exercício regular da habilidade mental, compartilhada por todas as pessoas normais, de considerarem-se em relação a seus contextos (sociais) e vice versa, é crucial 1 The countries in the sample are: Brazil, Canada, Chile, France, Hungary, Mexico, Portugal, Spain, Sweden, Venezuela, Uruguay and the USA. 2 The scale used was: 1- Never belonged; 2- Belonged in the past; 3- Belongs but is not active in the association; 4- Belongs and participates actively in the association’s life. 3 The scale was: 1- I would never do it; 2- I never did it but I could do it; 3- I did it in the past; 4- I did it last year.

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CF08 31/07 11:00 às 12:00 CFCH Auditório Manuel Mauricio

CONFERÊNCIAS

para incorporar a subjetividade dos agentes em nossas explicações Sociológicas. A alternativa não é a eliminação da subjetividade, mas sua imputação pelo teórico ou investigador como “racionalidade instrumental”, “defesa de interesses objetivos” ou “habitus” etc. Dar “voz” às pessoas também nos dá melhores explicações sobre o que elas realmente fazem, substituindo generalizações empiricistas do tipo “sob circunstâncias x uma % significante dos pesquisados fizeram y”, que não são de forma alguma explicações, mas simplesmente “constantes conjunções” humanas. Inversamente, quando se permite aos agentes avaliarem reflexivamente seus contextos sociais objetivos em termos de suas preocupações pessoais e decidir sobre o curso de sua ação social adequadamente, restabelece-se o agente ativo para a Sociologia. Ela reconhece que as pessoas lutam por algum controle sobre o curso de suas próprias vidas e traçam seu caminho ativamente através do mundo em vez de serem receptores passivos de pressões sociais.

Sergio Miceli (USP) Vanguardas literárias sul-americanas em perspectiva comparada (Brasil e Argentina)

Análise da emergência e consolidação dessas vanguardas, com ênfase no relacionamento com as antigas metrópoles, na história social dos escritores e no relacionamento deles com o campo cultural em gestação e com a atividade política CF09 31/07 11:00 às 12:00 UNIRIO Auditório Vera Janacopolous Simon Schwartzman (IETS) A sociologia como profissão pública

É notável como, nas últimas décadas, a sociologia brasileira cresceu e se desenvolveu, e adquiriu muitas das características de uma profissão. Duas indagações, no entanto, decorrem deste processo. A primeira é a natureza desta profissionalização – se ela se aproxima do modelo tradicional das “profissões cultas”, como a medicina ou ou direito, ou se aproxima mais daquilo que se denomina hoje de “profissão acadêmica”. A segunda é em que medida, neste processo de profissionalização, a sociologia teria ou não perdido seu papel de “profissão pública”, e os sociólogos, seu papel intelectual. Isto leva a uma terceira questão, que é a da pertinência ou não de se esperar que a sociologia tenha e mantenha esta característica de profissão pública. CF10 31/07 11:00 às 12:00 Forum Salão Pedro Calmon Volker H. Schmidt (National University of Singapore) Modernização Global, deslocando pesos. Como diferenciar-se “do resto” muda o mundo

Amplamente não noticiado pelos sociólogos, o período dos anos 1950 em diante viu “a maior, mais dramática, rápida e universal transformação na história humana” (Eric Hobsbawn). Esta transformação afetou todas as regiões do mundo, mas ela foi mais profunda no mundo não-Ocidental, do qual grande parte passou por uma modernização massiva da sociedade, da economia e da política. Como resultado, pela primeira vez desde suas primeiras manifestações na Europa Renascentista, a modernidade começou a tocar dar forma a vidas de grande parte, se não da maioria, da população mundial: a modernidade finalmente forçou sua passagem globalmente. A modernização global foi e continua sendo um processo muito desigual. Assim, fora do hemisfério Ocidental, a modernidade progrediu mais no leste asiático, especialmente no Japão e nos quatro tigres Coréia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura as quais, por sua vez, tornaram-se modelos estimulando esforços de modernização similares por toda a região e além dela. A ascensão da China e da Índia é a consequência mais espetacular desses esforços, e se essa ascensão continuar, ela vai mudar não só os dois países propriamente ditos mas, certamente, o mundo como um todo com o fim da era da dominação e da hegemonia ocidental. Os pesos na economia mundial já começaram a se deslocar em direção ao leste, e deslocamentos similares podem muito bem ocorrer na política mundial, na ciência mundial, em algum ponto talvez até na cultura (popular) mundial, possivelmente movendo nessas condições todo o centro da modernidade para a Ásia (do leste). Uma alternativa largamente discutida no presente sobre este cenário é a dissolução da divisão centro-periferia e sua substituição por uma ordem mundial multipolar, mesmo porque a Ásia (do leste) não é a única região que ganhou força em relação ao Ocidente. Em qualquer evento, o sistema internacional como foi construído depois da Segunda Guerra Mundial vai, se acordo com o Gabinete Nacional de Inteligência dos Estados Unidos da América, ser quase irreconhecível em 2025 devido à ascensão de potências emergentes. O presente artigo tem como objetivo reconstruir alguns dos processos subjacentes a esta mudança. Ele considera a modernização “do resto” como sua última causa, e dá ênfase especial ao desenvolvimento do leste asiático no qual o ímpeto de modernização obteve maior sucesso.

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E X P O S I ÇÃ O

SBS 60 ANOS Realização: Sociedade Brasileira de Sociologia e Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz

Forum Salão Vermelho

Abertura dia 29/07 às 19 horas

Sociedade Brasileira de Sociologia – 60 anos Uma das primeiras sociedades científicas criadas no Brasil, a Sociedade Brasileira de Sociologia estará comemorando seus 60 anos de atividades durante o XIV Congresso. Para contribuir na reflexão crítica e na divulgação dessa história estamos organizando a Exposição: Sociedade Brasileira de Sociologia: 60 anos, a ser inaugurada no dia 29 de julho, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. Na mostra pretende-se expor as diferentes fases da SBS, desde sua criação por Fernando de Azevedo até o momento atual. Na primeira parte, serão abordadas as atividades iniciais, a relação da entidade brasileira com a International Sociological Association (ISA), os primeiros congressos realizados e o período em que as atividades foram interrompidas durante o regime militar. A re-fundação da SBS em 1985 e as atividades que se seguiram, com ênfase nos debates realizados durante os congressos, serão abordadas nas partes seguintes. Pretende-se também com esta exposição iniciar um trabalho sistemático de construção da memória da entidade.

Curadoria Nísia Trindade Lima (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz) Coordenação Carlos Fidelis Ponte (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz) Comissão de Pesquisa Nísia Trindade Lima coordenação (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz André Botelho (IFCS/UFRJ) Glaucia Villas Bôas (IFCS/UFRJ) Marcos Chor Maio (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz) Regina Morel (IFCS/UFRJ) Simone Meucci (UFPR) Tom Dwyer (Unicamp) Assistente de pesquisa e produção Tatiana Leite (SBS) Estagiária Marina Calaza (Programa de Iniciação Científica CNPq – quota pesquisador Criação e Programação Visual) Sergio Magalhães coordenação (Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz) Aparecida Ramos (Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz) Museologia Eloisa Ramos (Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz)

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SBS 60 Anos Coordenação: Nísia Trindade Lima (COC/FIOCRUZ) Gabriel Cohn (USP), Glaucia Villas Bôas (UFRJ), Tom Dwyer (UNICAMP, SBS) e Nara Azevedo (COC/FIOCRUZ)

Esta sessão especial faz parte das comemorações dos 60 Anos da Sociedade Brasileira de Sociologia e abre a Exposição 60 anos. SE02 30/07 09:00 às 11:00 CFCH Auditório Manuel Maurício Cinema e a produção de conhecimento nas ciências sociais Coordenação: Paulo Menezes (USP) Denilson Lopes Silva (Fórum de Ciência e Cultura) e Mauro Luiz Rovai (UNICAMP)

A proposta desta sessão é a de discutir a relação entre cinema e a produção de conhecimento, em se pensando o escopo das ciências sociais. Diferentemente de outros tipos de materiais de pesquisa, como dados ou livros, já devidamente incorporados como material legítimo de pesquisa quando se pensa investigações na área das ciências sociais, as imagens, sejam elas fotografias ou cinema, ainda causam nos pesquisadores algum tipo de reticência ou questionamento. O sentido dessa mesa é discutir, a partir de uma “provocação visual”, ou seja, de um filme curta metragem de algum assunto ligado à temática dos temas abordados pela sociologia, essas questões epistemológicas mais profundas, sem nunca perder de vista o exercício analítico de mediar a teorização sobre o tema com a análise de um filme compartilhado naquele mesmo instante com a platéia. Filme: Douro: Faina fluvial, de Manoel de Oliveira, 19 min.

SESSÕES ESPECIAIS

SE01 29/07 19:00 às 21:00 Forum Salão Pedro Calmon

SE03 30/07 19:00 às 21:00 UNIRIO Auditório Vera Janacopolous “A Sociedade da Sociedade” de Niklas Luhmann 10 anos depois Coordenação: Clarissa Eckert Baeta Neves (UFRGS) Armin Mathis (UFPA), Emil Sobottka (PUC-RS), Fabricio Monteiro Neves (UFRGS), Marcelo da Costa Pinto Neves (USP) e Maurizio Bach (Univ de Passau/Alemanha)

A sessão especial propõe discutir as recentes contribuições para a sociologia da teoria dos sistemas sociais de Niklas Luhmann (1927-1998), baseando-se fundamentalmente em sua obra seminal, recentemente traduzida para o espanhol “La Sociedad de la Sociedad” 2007 (“Die Gesellschaft der Gesellschaft”). Tal obra representa a mais abrangente teoria compreensiva da sociedade atual, provavelmente sem outra equivalente na contemporaneidade, e significa o encerramento da carreira sociológica do autor, uma das mais controversas do fim do século. Neste sentido, a mesa busca expor os temas presentes no livro, destacando sua abordagem original, as novas explorações teóricas no âmbito da sociologia recente, ressaltando principalmente a importância das mesmas para a compreensão da sociedade brasileira no contexto da sociedade global. SE04 30/07 19:00 às 21:00 ECO Auditório CPM Negociação Coletiva e Regulação do Trabalho no Brasil- Um Balanço das Últimas Décadas Coordenação: Regina Morel (UFRJ) Carlos Henrique Horn (UFRGS), Eduardo Noronha (UFSCar), Elina Pessanha (UFRJ/RJ) e Sayonara Grillo (UFRJ)

A sessão pretende discutir o estado da regulação das relações de trabalho no país e a qualidade da participação, nos processos de negociação coletiva, dos principais atores envolvidos: os trabalhadores, os empresários e o Estado – através da Justiça e do Ministério Público do Trabalho. As comunicações reunidas objetivam: por um lado, caracterizar os limites impostos, pelas normas – pré e pós Reforma do Judiciário (2004) – à movimentação dos atores e seus efeitos sobre o declínio, junto à Justiça do Trabalho, das ações coletivas; por outro, indicar as estratégias adotadas e as perspectivas abertas atualmente, nesse campo, para a afirmação e/ou ampliação dos direitos sociais do trabalho. SE05 30/07 19:00 às 21:00 FÓrum salão pedro calmon Universidade, Mudança e Formação nas Ciências Humanas Coordenação: Liana da S. Cardoso (IFCS/UFRJ) Amaury Fernandes da Silva Junior (Escola de Comunicação/UFRJ), Andréa Maria de Paula Teixeira (Escola de Serviço Social/UFRJ), Marcelo Macedo Corrêa e Castro (Faculdade de Educação/UFRJ) e Marcos Jardim Freire (Instituto de Psicologia/UFRJ)

As mudanças na universidade pública advindas da atuação das autoridades federais e da demanda dos setores da sociedade civil incidem no acesso e na formação dos estudantes das Ciências Humanas. Esta XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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SESSÕES ESPECIAIS

sessão especial irá discutir esta situação tendo como ponto de partida os estudantes do Centro de Filosofia e Ciências Humanas na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Considera-se, neste debate, que o Rio de Janeiro é o centro de uma malha universitária pública considerável pelo tamanho e pela qualidade. SE06 31/07 19:00 às 21:00 ECO Auditório CPM Controvérsias e consensos na relação espaço construído e sociedades urbanas: a arquitetura de Oscar Niemeyer Coordenação: Brasilmar Ferreira Nunes (UnB) Frederico Rosa Borges Holanda (UnB), Lauro Augusto de Paiva Cavalcanti (UERJ) e Margareth da Luz Coelho (UFF)

Em contraste com a intensa diversidade de recortes analíticos dos estudos urbanos no Brasil hoje, um aspecto ainda pouco explorado concerne à importância de se compreender a relação entre o espaço construído e as controvérsias e consensos sobre sua influência na reprodução dos vínculos societários em nossas cidades. Para tal, é oportuno o desenvolvimento de teorias e métodos que contemplem o diálogo entre as diferentes disciplinas na direção de uma reflexão sobre a cidade, tratando-a como “variável independente”, e não mero “epifenômeno” da dinâmica de acumulação do capital. A sessão, ora proposta, pretende discutir o problema, ou seja, analisar o uso e percepção do espaço construído, suas tensões, rupturas e consensos, debruçando-se sobre a obra de Oscar Niemeyer e seus efeitos na paisagem urbana. O desafio é, portanto refletir sobre aspectos que caracterizem a relação espaço construído e sociedade, contribuindo para detalhar até que ponto a arquitetura satisfaz as exigências práticas da vida cotidiana no que se refere às condições para as interações sociais e simbólicas no meio urbano.

SE07 31/07 19:00 às 21:00 Fórum Salão Muniz de Aragão Ideologia e ciência na pesquisa educacional Coordenação: Maria Ligia de Oliveira Barbosa (UFRJ) Marcio Costa (UFRJ), Silke Weber (UFPE) e Zaia Brandão (PUC-Rio)

Esta sessão foi pensada para discutir as fronteiras entre a reflexão científica e a referência ideológica. Objetiva-se pavimentar o caminho na direção de uma sociologia da educação mais científica.

SE08 31/07 19:00 às 21:00 UNIRIO Auditório Vera Janacopolous A pesquisa em inícios do Século XX: Roquette-Pinto, Arthur Ramos, Josué de Castro e Maria Julia Pourchet Anna Maria de Castro (UFRJ), Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes (UFC), Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros (UFRJ) e Margarida Maria Moura (USP)

Esta sessão especial debate a contribuição de quatro intelectuais que atuaram nas primeiras décadas do século XX, desenvolvendo pesquisas sobre a sociedade brasileira, analisando fenômenos como mestiçagem, sociedades indígenas, o problema da fome e cultura brasileira. Trabalhando intensamente no processo de modernização da sociedade, participaram da organização de Universidades, com ênfase na criação de cursos nas áreas de Ciências Humanas: Sociologia, História, Antropologia, Filosofia, Geografia, Economia e Psicologia Social. Analisa-se também a atuação desses intelectuais no movimento editorial do período. Articulando-se com pesquisadores de vários Estados brasileiros e do estrangeiro, esses estudiosos participaram dos grupos que deram início ao movimento universitário que incorporou o estudo das problemáticas brasileiras ao debate internacional das Ciências Sociais.

SE09 30/07 19:00 às 21:00 Fórum Salão Muniz de Aragão Transformações no setor agropecuário brasileiro e o trabalho das mulheres rurais Palestrantes: Hildete Pereira de Melo (UFF) Nalu Faria (SOF) Maria Rosa Lombardi (FCC) e Emma Siliprandi (Emater RS)

A proposta desta sessão é promover o debate sobre transformações e permanências no trabalho das mulheres rurais a partir da análise das estatísticas do setor agropecuário, considerando as mudanças da estrutura econômica e as contribuições teóricas da economia feminista e do conceito da divisão sexual do trabalho. Discutir também a de forma crítica os estudos e a ação do Estado na área.

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Brasil e África do Sul Coordenação: Neuma Aguiar (UFMG) e Antônio Augusto Prates (UFMG) Alexandre Cardoso (UFMG), Bruno Reis (UFMG), Corinne Davis Rodrigues (UFMG), Danielle Fernandes (UFMG), Jorge Alexandre Neves (UFMG) e Otávio Dulci (PUC-Minas)

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FR01 30/07 09:00 às 11:00 UNIRIO Auditório Vera Janacopolous

Ciências Humanas e Políticas Cientificas Coordenação: Ana Maria Fernandes (UnB, SBS) Antonio Carlos de Souza Lima (ABA), Fabiano Santos (ABCP), Presidente (FAPERJ), Representante (FAPESP) e Otavio Velho (UFRJ, SBPC)

FR03 30/07 19:00 às 21:00 CFCH Sala Reitoria 7 Revistas digitais de graduação em Ciências Sociais Coordenação: Revista Habitus (UFRJ) Revista Ensaios (UFF)

FR04 30/07 19:00 às 21:00 CFCH Sala Reitoria 9 A Sociologia Francesa diante dos desafios mundiais Coordenação: César Barreira (UFC) Abdelhafid Hammouche (U. de Lyon II), José Vicente Tavares dos Santos (UFRGS), Renato Ortiz (UNICAMP) e Smain Laacher (EHESS-Paris)

FR05 30/07 19:00 às 21:00 CFCH Sala Reitoria 1 Precarização, Solidarismo e Políticas Públicas no Mundo do Trabalho I Coordenação: Jacob Carlos Lima (UFSCAR) Dalia Martin Mazo (UNED), Flávia De Almeida Moura (UFMA), Géssika Cecília Carvalho da Silva (CRG), Genyson Marques Evangelista (UFPB) e Luiz Cláudio Moreira Gomes (UFRJ)

FR06 31/07 09:00 às 11:00 CFCH Auditório Manuel Mauricio Ensino de Sociologia e Educação em Direitos Humanos Coordenação: Elisabeth da Fonseca Guimarães (UFU) Dijaci David de Oliveira (UFG) Erasto Fortes de Mendonça (Secretaria Especial de Direitos Humanos-UnB) Melissa Pimenta (USP)

FR07 31/07 19:00 às 21:00 CFCH na Sala Reitoria 7 II Encontro de Editores em Ciências Sociais: Avaliação de periódicos e livros e identificação digital Coordenação: Maíra Baumgarten (FURG)

FR08 30/07 19:00 às 21:00 CFCH Sala Reitoria 9 Precarização, Solidarismo e Políticas Públicas no Mundo do Trabalho II Coordenação: Jacob Carlos Lima (UFSCAR) Francisco Horácio da Silva Frota (UECE), João Bosco Feitosa dos Santos (UECE), Laura Susana Duque Arrazola (UFRPE), Maria José Jackson Costa (UFPA), Marta de Aguiar Bergamin (UFSCAR)

FR09 31/07 19:00 às 21:00 CFCH Sala Reitoria 4 Questões Urbanas Contemporâneas I Coordenação: Maria Angela Díncao (UNESP) e Maria da Glória Gohn (UNICAMP) Ana Lúcia Hazin Alencar (UNICAP), Carlos Aurélio Pimenta de Faria (PUC Minas), Genilda Dárc Bernardes (UFGO), Maria de Lourdes Pereira Fonseca (CEM), Maria Sarah da Silva Telles (PUC-RIO), Marluci Menezes (LNEC), Michele Catherin Arend (ENERGIA), Ricardo Ojima (NEPO/Unicamp), Rosemere Santos Maia (UFRJ) e Sérgio Perales Francisco (UNINOVE)

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Tecido Memória 2008 00:70

Sergio Leite Lopes, Rosilene Alvim e Celso Brandão

sessões de video

1ª sessão 29/07 19:00 às 21:00 CFCH Auditório Manuel Mauricio

2ª sessão 30/07 19:00 às 21:00 CFCH Auditório Manuel Mauricio Cristo e o processo revolucionário brasileiro 2007 00:16

Marcus Vinícius Araújo de Matos Quilombolas 2006 00:04

Carlos Sanches e Luciana Alvarenga Pomerich 2006 00:07

Carlos Sanches e Luciana Alvarenga Mulheres de Mamirauá 2008 00:40

Jorane Castro Jovens Tefé 2008 00:20

AM Fernando Segtowich 3ª sessão 31/07 19:00 às 21:00 CFCH Auditório Manuel Mauricio Tempos de memória Os velhos do Sisal Saberes que curam 2008/2009 00:21

Alessandra Freixo, Ana Maria Teixeira e Denise Laranjeira Eu sou assim 2006 00:19

Lívia Franciss e Soninha Muller Almir Mavignier: memórias concretas 2006 00:27

Nina Galantemick e Glaucia Villas Bôas

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Análise de políticas públicas Coordenação: Marcelo Medeiros (IPEA)

O curso é organizado em torno das etapas lógicas de análise de uma política pública. Examina as características de uma boa descrição dos problemas tratados pela política, os requisitos para se atribuir relações causais entre as ações da política e mudanças na sociedade e os atributos desejáveis de um documento de recomendações para a mudança em seu desenho. Destina-se ao público geral e não exige conhecimentos técnicos prévios.

MINICURSOS

MC01 29 a 31/07 19:00 às 21:00 IP sala 3

MC02 29 a 31/07 19:00 às 21:00 IP sala 4 Goffman no contexto da sociologia contemporânea Coordenação: Carlos Benedito Martins (UnB)

Erwing Goffman é reconhecido academicamente como um dos autores mais influentes no contexto da sociologia norte-americana e internacional no debate contemporâneo. Sua obra continua teve um signifcativo impacto nas ciências sócias em vários países, inclusive no Brasil. Passados mais de vinte e cinco anos de seu desaparecimento, os temas e conceitos goffmanianos ainda estão em pleno uso e vitalidade, na sociologia, antropologia, mas também em áreas como a psicologia, lingüística e a educação. O presente curso tem por objetivo realizar uma breve introdução ao pensamento sociológico elaborado e desenvolvido por Erving Goffman. Nesse sentido, serão privilegiados determinados aspectos de seu trabalho tais como: (i) as matrizes teóricas que informaram a construção de seu trabalho intelectual; (ii) contexto social e intelectal de sua obra; (iii) as complexas relações que Goffman estabeleceu com a tradição do interacionismo simbólico através de autores como Willian Thomaz, Hebert Blumer, Everett Hughes, Loyd Warner, etc; (iv) os temas explorados por Goffman ao longo de sua obra; (iv) as estratégias de análise e procedimentos utilizados o tratamento dos temas abordados; (v) a ordem da interação como cerne de sua sociologia. (vi) impacto do seu trabalho na sociologia contemporânea. MC03 29 a 31/07 19:00 às 21:00 eco laboratório de informática Análise qualitativa de texto, som e vídeo no programa NVivo 8 Coordenação: Alex Niche Teixeira (UFRGS)

Número máximo de participantes: 20. Pré-requisitos: conhecimentos básicos de ambiente operacional Windows, editores de texto e noções de pesquisa. O curso abordará questões básicas do funcionamento e algumas aplicações avançadas de análise de informações qualitativas com o uso do programa NVivo. A versão 8, que será abordada no curso, proporciona à pesquisa social poderosos recursos informacionais para a análise de uma ampla de materiais empíricos como texto, imagens estáticas, além de áudio e vídeo sem a necessidade de transcrição. MC04 29 a 31/07 19:00 às 21:00 IP laboratório de informática SPSS Coordenação: Ignacio Cano (UERJ)

1 Introdução: noções básicas de estatística; 1.1 Níveis de mensuração; 1.2 Medidas de tendência central e de dispersão; 1.3 Medidas de associação: coeficiente de pearson; 1.4 Testes de significância; 2 Introdução ao SPSS; 2.1 Ambientes de Dados (*.sav); 2.2 Formatos e Características das Variáveis; 2.3 Ambientes de Sintaxe (*.sps); 2.4 Ambientes de Resultados (*.spo); 3 Análises Básicas; 3.1 Ordenação de casos; 3.2 Seleção de casos: aleatória e condicional; 3.3 Transformação de variáveis: aritmética (compute); condicional (if); 4. Seleção e Transformação de dados; 4.1 Listar casos (list cases); 4.2 Estatísticas Descritivas (descriptives); 4.3 Frequências: estatísticas e histogramas (frequencies); 5 Análises Bivariadas; 5.1 Tabelas Cruzadas (crosstabs); 5.2 Médias de uma variável segundo categorías de outra variável (means); 5.3 Coeficiente de Correlação entre duas variáveis (correlation); 6 Gráficos; 6.1 Introdução e principios gerais; 6.2 Gráficos de Barra; 6.3 Gráficos de Linha; 6.4 Gráficos de Torta; 6.5 Gráficos de Dispersão (Scatterplots); 7 Introdução à Regressão Linear. MC05 29 a 31/07 19:00 às 21:00 IP sala 5 A Teoria Bourdieuriana Coordenação: Angela Xavier de Brito (CERLIS, Université Paris Descartes, CNRS)

29/07

– A inserção da obra de Bourdieu nas caracteristicas da sociedade francesa – Ligação entre os dados biográficos do autor e sua obra cientifica – Influência da Argélia – Delineamento de uma teoria da prática, a gênese do conceito de habitus

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MINICURSOS

30/07

– A teoria de Bourdieu, o contexto em que é elaborada, suas sucessivas adaptações – As primeiras obras – A ligação com a problemática da democratização – “Os herdeiros” e a importância da cultura – A formulação de sua teoria da prática: principais conceitos – As criticas feitas à teoria de Bourdieu 31/07

– O campo acadêmico francês depois da morte de Bourdieu – Quem seriam os possiveis sucessores de Bourdieu – Os que reproduzem sua teoria: Michel Pinçon e Monique Pinçon-Charlot, Jean-Pierre Faguer – Os que tentam avançar dentro da propria teoria : Jean-Claude Kaufmann, Bernard Lahire, Gisèle Sappiro – Os que propõem um caminho alternativo : Jean-Michel Chapoulie (Escola de Chicago, os trabalhos de campo) ; Bruno Latour e a renovação do campo sociológico ; Luc Boltanski e a justificação ; Alain Caillé e o paradigma da dádiva. MC06 29 a 31/07 19:00 às 21:00 IP sala 6 Teoria Social Coordenação: José Maurício Domingues (IUPERJ)

29/07 Elites e julgamento político. A controversa contribuição de Max Weber à teoria democrática Responsável: Rainer Schmidt (Cátedra von Martius /USP)

Um problema permanente nas democracias é a relação política entre os partidos políticos e os políticos profissionais de um lado e o povo, as associações, a sociedade civil do outro. Neste conflito, ainda vale a pena ler Max Weber: a) Em primeiro lugar, o ponto mais forte de Weber é o realismo. Sua visão sobre política é realista. Ele coloca a política em expressões e contextos analíticos de poder, força, dominação e liderança. Esta abordagem realista é útil e um bom antídoto para a idealização exagerada das teorias da democracia. Política, segundo Weber, trata de poder, regulamento, força e dominação. b) Em segundo lugar, seu foco em liderança política e pessoal encaixa-se no argumento que é quase similar à teoria dos sistemas de Niklas Luhmanns. Há áreas de interesse que não devem interferir uma na outra. Há um sistema econômico com sua própria lógica e um sistema político com sua própria lógica. É uma questão de controlá-las eficientemente para manter as esferas da política, da administração pública e da economia separadas. Para controlar e contrabalancear o poder econômico, para colocá-lo em seu lugar e limitá-lo, liderança política é necessária, ou melhor: uma forte liderança é necessária para interferir no poder econômico. c) Em terceiro lugar, se é verdade que política trata-se de dominação e de liberação da dominação ao mesmo tempo, o principal objetivo da política deveria ser selecionar líderes políticos e fazer com que as pessoas se ajustem para libertarem-se da liderança política. Parlamentos e esfera pública são as áreas nas quais as qualidades e qualificações de líderes políticos são testadas. Por consequência, é preciso ter uma esfera pública atuante (mídia, associações) e um parlamento ou outras instituições confiáveis que sejam capazes de selecionar bons líderes políticos e fazer as pessoas ajustarem-se para obter um julgamento político. d)Quarta tese: o papel do povo na democracia é duplo: primeiramente é selecionar líderes e separar os bons dos maus. O segundo é muito próximo das moderadas idéias comunitárias de sociedade civil. Ao construírem redes, religiosas ou políticas, a essência da sociedade liberal é desenvolvida. A política moderna trata-se de associações. Como Tocqueville, Max Weber está convencido de que a liberdade nas sociedades modernas depende da habilidade das pessoas de associarem-se e, assim, contrabalancear os problemas da democracia de massa. Meu argumento é, quando fala-se sobre Max Weber e teoria democrática deve-se ter em conta que trata-se de uma abordagem realista sobre poder e dominação, trata-se de liderança política e liberdade de associação ao mesmo tempo. 30/07 Teoria democrática: do centro à periferia e de volta, com especial referência a América Latina, Brasil Responsável: José Maurício Domingues (IUPERJ)

Universalismo e particularismo, constituição e participação, são temas clássicos da discussão democrática, aos quais se juntam aqui as idéias de dominação, soberania, disciplina e bio-poder. Por meio de uma discussão conceitual, porém com referência também à América Latina, com destaque para o Brasil, e a Índia, propor-se-á a tese de que, embora não saibamos como dar cabo da estrutura de dominação estatal que vigora inclusive nas formas constitucionais democráticas, de modo algum se justifica identificar democracia com dominação, como faz Habermas. Outros autores que serão trazidos à discussão teórica são Foucault e Chatterjee.

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Pragmatismo, hermenêutica e auto-transformação subjetiva Responsável: Frédéric Vandenbergue (IUPERJ)

Neste mini-curso, analisaremos a hermenêutica da autotransformação por meio de um foco sobre as conversações internas que as pessoas mantêm consigo mesmas. Transgredindo as fronteiras disciplinares entre filosofia, sociologia e psicologia, investigaremos como a hermenêutica filosófica de Gadamer e a semiótica sociológica de Bakhtin podem ser integradas ao pragmatismo de Dewey, Mead, Cooley e James em uma teoria social da comunicação intra-subjetiva. O que procuraremos desenvolver, em última instância, é um novo tipo de psicologia social que examine não como os indivíduos se comportam em grupos, mas como os grupos se comportam no interior dos indivíduos conforme estes se engajam na busca por uma vida significativa.

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60 anos da CEPAL e o Manifesto dos Periféricos: revisitando o desenvolvimentismo Coordenação: Vera Alves Cepêda (UFSCAR) Carlos Mallorquin (UBAP), Gildo Marçal Brandão (USP) e Ricardo Bileschowsky (UFRJ)

Propõe-se discutir de maneira retrospectiva o significado e o papel que a criação da Cepal (1948) e a publicação do Manifesto dos Periféricos (1949) tiveram para o Brasil e demais países latino-americanos. Toma-se como base desta proposta a importância seminal que o Manifesto de 49 teve no debate sobre o subdesenvolvimento e a consolidação do pensamento nacional desenvolvimentista no Brasil a partir dos anos 50. Destaca-se, em especial, a formação de uma escola de pensamento que junto com a existência institucional da CEPAL permitiu aos países periféricos a construção de um projeto nacional de modernização econômica e política. O objetivo é analisar tanto o impacto da criação de um órgão canalizador das energias do desenvolvimento em condição periférica (CEPAL) quanto a formulação da mais expressiva teoria sobre a formação latino-americana – a tese do subdesenvolvimento.

MESAS REDONDAS

MR01 29/07 09:00 às 11:00 FÓruM SALÃO DOURADO

MR02 29/07 09:00 às 11:00 CFCH AUDITÓRIO MANUEL MAURÍCIO A atualidade do conceito de gerações na pesquisa sociológica Coordenação: Wivian Weller (UnB) e Alda Britto da Motta (UFBA) Maria Francisca Pinheiro Coelho (UnB) e Myriam Moraes Lins de Barros (UFRJ)

O conceito de gerações vem recuperando seu espaço nas análises sociológicas, que indicam não somente as diferenças de classe, mas também as desigualdades de gênero, étnico-raciais, culturais e geracionais. O conceito de gerações rompe com a ideia de unidades geracionais concretas e coesas e nos instiga a centrar nossas análises nas intenções primárias documentadas nas ações e expressões de determinados grupos, ao invés de buscarmos caracterizar suas especificidades enquanto grupo. Perguntar-se pelos motivos das ações desses atores coletivos envolvidos em processos de constituição de gerações, implica ainda em uma análise da conjuntura histórica, política e social em que se encontram inseridos. Nesse sentido, a abordagem das relações sociais a partir das posições geracionais significa uma análise inescapável de trajetórias sociais no tempo; no tempo existencial dos indivíduos e no tempo social, coletivo e histórico, portanto, tanto de tendências à mudança como a permanências. A presente Mesa Redonda propõe uma reflexão sobre A atualidade do conceito de gerações na pesquisa sociológica, focando aspectos relativos às teorias sobre gerações assim como pesquisas sobre as posições geracionais dos sujeitos, com ênfase nas pesquisas sobre família, envelhecimento e juventudes. MR03 29/07 09:00 às 11:00 CFCH Sala Reitoria 7 A Cidade conta a Escola? Divisões do Território Urbano e Eficácia Escolar Coordenação: Maria Ligia de Oliveira Barbosa (UFRJ) Fatima C. De M. Alves (UFG), François Dubet (EHESS/Universidade Victor Segalen Bordeaux 2), Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro (UFRJ), Maria Josefina Gabriel Sant’Anna (UERJ) e Moises Alberto Calle Aguirre (UFRN)

Esta mesa agrega investigações relacionadas aos temas de desigualdades de oportunidades educacionais, políticas educacionais e eqüidade. A investigação sobre efeito escola produziu evidência clara em favor da ideia de que a escola importa, e de que os resultados escolares podem não ser mera conseqüência da origem social dos alunos. As apresentações, para além desses focos, partem do pressuposto de que a dimensão territorial também é capaz de influenciar a distribuição de oportunidades educacionais. Os trabalhos buscam ver o peso da dimensão territorial sobre condições de eqüidade e eficácia da escolarização. Também oferecem subsídios para integrar a educação na agenda da pesquisa sobre a relação entre segmentações sócio-territoriais e desigualdades de oportunidade. Assim, identificam a necessidade de construir um campo de interlocução entre as políticas urbanas e educacionais. MR04 29/07 09:00 às 11:00 CASA DA CIÊNCIA Ações coletivas, movimentos e redes sociais na contemporaneidade Coordenação: Carlos Alfredo Gadea Castro (UNISINOS) Breno Bringel (UCM), Gisela Black Taschner (FGV), Ilse Scherer-Warren (UFSC) e Maria da Glória Marcondes Gohn (UNICAMP)

O objetivo é introduzir novas discussões acerca da temática das ações coletivas e das redes sociais emergentes na contemporaneidade. Estão implícitas reflexões e debates sobre as novas abordagens teóricas e de pesquisa empírica relacionadas às distintas formas sociais de ação perante as diferentes transformações próprias do contexto global atual, enfatizando a complexidade e o dinamismo das relações sociais na atualidade. Em pauta se encontram temáticas relacionadas às novas demandas e desafios das atuais ações coletivas, a sua contextualização no atual cenário latino-americano, as redes transnacionais construídas em torno a questões próprias do multiculturalismo e a construção de políticas públicas, bem como a análise dos processos de democratização no Brasil e da proliferação de novas redes sociais que vinculam o exercício da cidadania com a cultura do consumo. XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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MESAS REDONDAS

MR05 29/07 09:00 às 11:00 FÓruM SALÃO MUNIZ DE ARAGÃo Contribuições da sociologia para os debates sobre as relações ciência, sociedade e meio ambiente Coordenação: Julia Silvia Guivant (UFSC) Eduardo José Viola (UnB), Marcelo Leite (UNICAMP) e Phil Macnagthen (Durham University)

Novos desenvolvimentos da ciência e da tecnologia, especialmente na área de iotecnologia e mais recentemente de nanotecnologia, têm colocado novos desafios à sociologia sobre como entender os conflitos e polêmicas entre diversos atores sociais em torno de riscos e incertezas. Na última década o debate acadêmico internacional tem se intensificado no referente a se deve haver e como deve ser encaminhado o envolvimento público na governança de inovações científico-tecnológicas. Tal debate atravessa a sociologia ambiental, a teoria social e a sociologia da ciência, estimulando a construção de uma sociologia cosmopolita. Entre as diversas questões colocadas por esse debate e que a mesa redonda pretende discutir: a governança global de riscos e problemas ambientais e os espaços possíveis de participação pública nas controvérsias científico-tecnológicas. MR06 29/07 09:00 às 11:00 UNIRIO AUDITÓRIO VERA JANACOPOLOUS Crime, Violência, Punição “Conflitualidades e Violências Urbanas” Coordenação: Maria Stela Grossi Porto (UnB) César Barreira (UFC), Eduardo Paes-Machado (UFBA), José Vicente Tavares dos Santos (UFRGS), Luiz Antônio Machado da Silva (IUPERJ) e Renato Sérgio de Lima (Fórum Brasileiro de Segurança Pública)

Mesa-Redonda número 06, interconectada às mesas-redondas 12 e 22, do mesmo campo temático. A atividade contempla a análise dos processos de produção sobre dados e estatísticas recentes em conflitualidades e violências; representações sociais; violências inter-pessoais, em seus diferentes desdobramentos; análise das agências responsáveis por ordem e controle social e , sobretudo, questões vinculadas à segurança pública, seus agentes e políticas MR07 31/07 09:00 às 11:00 UNIRIO AUDITÓRIO VERA JANACOPOLOUS Estudos do Trabalho no Brasil: reavaliando um legado Coordenação: Marco Aurélio Santana (UFRJ) Adalberto Cardoso (IUPERJ), Paulo Fontes (FGV-RJ) e Ricardo Antunes (UNICAMP)

A ideia da presente mesa é discutir, a partir de diferentes visões nas ciências sociais, a formação do campo de estudos do trabalho no Brasil, já cinqüentenário. Isso será feito levando-se em conta, além do contexto de sua formulação, o conjunto de questões, teorias e métodos utilizados pelos pesquisadores pioneiros, os quais acabaram por lançar as pedras angulares que sustentaram o desenvolvimento posterior de pesquisas nessa área. Contudo, apresentar-se-á uma tentativa de revisão de conceitos e formulações explicativas que foram importantes na constituição do campo. Visamos a uma reavaliação do legado deixado por essa produção, bem como de sua influência contemporânea. Pensar a trajetória desses estudos é pensar a própria trajetória das ciências sociais no país, de um ponto de vista específico. Assim, estaria em tela a discussão acerca da formação e das formas de organização e ação da classe trabalhadora, a partir das contribuições de autores tais como: Evaristo de Moraes Filho, Juarez B. Lopes, Leôncio M. Rodrigues e Francisco Weffort. MR08 29/07 09:00 às 11:00 IP sala 7 Visões da cidade: percursos teóricos e dinâmicas de pesquisa Coordenação: Irlys Barreira (UFC) Brasilmar Ferreira Nunes (UFF), Carlos Fortuna (Universidade de Coimbra), Lúcia Bógus (PUC-SP) e Rogério Proença (UFS)

O objetivo principal da mesa é atualizar e organizar o debate teórico baseado na produção da sociologia urbana, verificando percursos históricos e dinâmicas de pesquisa vigentes no plano nacional e internacional. Os consensos e controvérsias que informam visões acadêmicas sobre a cidade servirão de fio condutor às análises dos expositores. Questões referentes a processos sociais urbanos, assim como formulações sobre a cidade como espaço indutor de imaginários nortearão o conjunto das intervenções. A relação entre teoria e pesquisa em uma dinâmica criativa, incluindo a dimensão interdisciplinar da produção sobre o espaço urbano serão objeto de reflexão da proposta. As contribuições da sociologia e antropologia para pensar as cidades em diferentes momentos históricos serão particularmente tratadas nas exposições.

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A Crise Financeira Mundial e as perspectivas para a Sociologia Coordenação: Juarez Rubens B. Lopes (USP/UNICAMP) Aloísio Teixeira (UFRJ), Eliana Cardoso (FGV), Maria Regina Soares de Lima (IUPERJ) e Volker Schmidt (National University of Singapore)

Esta mesa redonda visa trazer uma ampla reflexão sobre a crise financeira internacional, seus diversos impactos e seus múltiplos sentidos para o futuro: para as agências internacionais de regulamentação da economia mundial, para a economia(sobretudo dos paises em desenvolvimento) e o pensamento econômico, e, sem cair no determinismo econômico, debater suas repercussões para a vida social e política e para a Sociologia. MR10 30/07 09:00 às 11:00 IP sala 8 A periferia em debate: questões teóricas e problemas de pesquisa. Coordenação: Anete Brito Leal Ivo (PPGCS/CRH-UFBA) Lícia do Prado Valladares (Université de Lille 2/IUPERJ/UCAM) e Márcia Pereira Leite (UERJ) Gabriel Feltran (UFSCar)

MESAS REDONDAS

MR09 29/07 09:00 às 11:00 Fórum salão Pedro Calmon

Esta mesa-redonda tem por objetivo trazer subsídios teóricos e de pesquisa relativos à pobreza urbana e à periferia das grandes cidades da América Latina. Quais os dilemas teóricos clássicos relativos às “margens”, à segregação urbana e à periferia das grandes metrópoles? Como as temáticas da pobreza urbana, da exclusão social e da segregação urbana se incorporam às políticas urbanas em países do capitalismo periférico (como o México e o Brasil)? Quais os grandes temas da agenda contemporânea para as metrópoles latino americanas? Dois tipos de contribuições complementares buscarão encaminhar essas reflexões, resgatando contribuições clássicas dos estudos urbanos e temas contemporâneos, a exemplo da noção das margens, da periferia e da circulação dos territórios periféricos e a contribuição específica do “homem marginal” de Robert Park e seu trabalho no Brasil. De outro, a mesa buscará discutir as relações problemáticas entre a questão social e a questão urbana das cidades latino americanas, indagando-se sobre as grandes temáticas dos estudos urbanos contemporâneos. MR11 30/07 09:00 às 11:00 IP sala 7 Caminhos do desenvolvimento e da democracia: sociedade, estado e mercado Coordenação: Sonia M K Guimarães (UFRGS) Bernardo Sorj (UFRJ), Danilo Martuccelli (Univ. de Lille 3/França) e Elisa Reis (UFRJ)

Examinar questões relativas às transformações econômicas, políticas, sócio-culturais por que passam as sociedades ocidentais, em especial, as sociedades brasileira e latino-americanas, para debater as possibilidades de (re) definição dos caminhos do desenvolvimento, visando a contribuir para a formulação de um quadro de referência cujos conceitos permitam apreender as novas formas de sociabilidade hoje vigentes naquelas sociedades. Busca-se pensar o desenvolvimento em moldes que incluam equidade, democracia e liberdade a partir de preceitos que se ajustem às mudanças ocorridas em suas dimensões objetivas e subjetivas, ou seja, contemplando as novas configurações sociais que se apresentam. MR12 30/07 09:00 às 11:00 FÓruM SALÃO MUNIZ DE ARAGÃo Crime, Violência, Punição – Crime Organizado e Violência Coordenação: Sérgio Adorno (USP) Camila Caldeira Nunes Dias (USP), Carolina Christoph Grillo (UFRJ), Guaracy Mingardi (MP/SP) e Michel Misse (UFRJ)

É inegável o aumento da produção e a crescente qualificação do campo temático da violência urbana, da criminalidade, da segurança pública e da justiça criminal entre os sociólogos brasileiros. A abrangência dos temas, no entanto, tem obrigado muitas vezes os proponentes de Grupos de Trabalho, Mesas Redondas e Simpósios, em Congressos, a constituírem suas propostas em separado, dificultando o trânsito dos interessados entre as iniciativas que, pela temática, se interconectam, mas que pela especificidade das abordagens se separam. Nossa proposta procura contemplar as duas exigências, a de interconexão e a de especialidade, de modo a permitir superar os dilemas daqueles que, querendo participar ou assistir uma e outra, vêem-se compelidos a ter que escolher. Propomos aqui uma experiência: três mesas-redondas interconectadas, numeradas também de 6 e 22, mas designando subtemas distintos dentro da área temática proposta, cada uma com seu coordenador-proponente: uma primeira mesa, sobre o crime organizado no Brasil; a segunda, sobre os processos de incriminação e uma terceira sobre violência urbana e criminalidade. A Mesa 12 discutirá os seguintes temas: 1)As metrópoles e o crime organizado no Brasil; 2) O crime organizado nas prisões brasileiras; 3) Formas extra-legais de punição dentro e fora das prisões; 4) Crime organizado e políticas de segurança pública.

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MESAS REDONDAS

MR13 30/07 09:00 às 11:00 CFCH Sala Reitoria 7 Juventude e Educação Coordenação: Heloisa de Souza Martins (USP) Ana Paula de Oliveria Corti (USP), Juarez Tarcisio Dayrell (UFMG) e Paulo Carrano (UFF)

Diante das mudanças tecnológicas e organizacionais que caracterizam o processo de reestruturação produtiva tem se acentuado a exigência de maiores níveis de escolaridade dos trabalhadores e de ajustamento do sistema educacional às necessidades do mercado de trabalho. Neste sentido, pretende-se discutir como esse contexto sócio-econômico tem influenciado a reflexão a respeito da relação dos jovens com a educação e a escola. Com base em pesquisas realizadas, serão feitas análises tanto da produção acadêmica brasileira no que se refere à constituição do campo da juventude e os modos de aproximação com o fenômeno da escola, quanto da relação entre escola e juventude. Entende-se que a posição dos jovens no que se refere ao sistema escolar é um fator essencial para a construção das trajetórias juvenis, em termos de identidade e de projetos de vida. MR14 30/07 09:00 às 11:00 CFCH Sala Reitoria 1 Novas configurações do trabalho: trabalho associado, flexibilização e precarização Coordenação: Angela Maria Carneiro Araújo (Unicamp) Jacob Carlos Lima (UFSCAR), Lorena Holzman (UFRGS), Magda de Almeida Neves (UFMG) e Márcia de Paula Leite (UNICAMP)

Esta mesa propõe a discussão das nas novas configurações do trabalho que surgiram como parte das transformações econômicas sociais e políticas das últimas décadas, levando à crise da sociedade salarial e à desestruturação do mercado de trabalho. As exposições darão ênfase à flexibilização de contratos e direitos e à difusão das formas recentes de precarização do trabalho, tais como o trabalho autônomo, informal, à domicílio e cooperativado e suas implicações para as relações de gênero. É também objetivo desta mesa analisar a utilização do trabalho associado em sua dualidade contraditória: como forma de rebaixamento de custos e precarização do trabalho e como alternativa de geração de emprego e renda em empreendimentos autogestionários. Nesse sentido serão examinadas: os processos de flexibilização e precarização das relações de trabalho envolvidos nas relações entre as dimensões formal e informal da economia e do mercado de trabalho, as diversas formas do trabalho associado, sua viabilidade como alternativa à precarização das relações de trabalho e suas implicações para trabalhadores e trabalhadoras e os distintos significados atribuídos à noção de Economia Solidária. MR15 30/07 09:00 às 11:00 CFCH Sala Reitoria 8 R ir é o m e l hor r e m é d io : um d e b at e sobr e a s form a s simb ó l ic a s d e t r a n s g r e ssão Coordenação: Leila Maria Silva Blass (PUC-SP) Cynthia Hamlin (UFPE), Leila Maria Silva Blass (PUC-SP), Marcos Alvito (UFF) e Maria Lucia Montes (USP)

A mesa-redonda aqui proposta pretende, entre outros objetivos, suscitar uma reflexão sobre a produção de conhecimentos nas ciências sociais no Brasil. Importa ressaltar, nesse sentido, que o humor e o riso, enquanto formas simbólicas de transgressão, são recorrentes na cultura popular, tornando-se evidente nas suas diferentes formas de manifestação, assim como nas lutas sociais quando o humor põe a descoberto os fundamentos da racionalidade iluminista e o riso desmonta relações de poder.Apesar das importantes contribuições de pesquisas históricas recentes, esses temas têm sido ainda pouco explorados por cientistas sociais. Para tanto, estes devem enfrentar desafios de caráter epistemológico que extrapolam as fontes e coleta de dados e informações. Os desafios dizem respeito, principalmente, ao modo de se acercar deles; de os interrogar e de os revelar. Está em jogo, portanto, a interpretação dos dados coletados, ou seja, a perspectiva de análise fundada, muitas vezes, mais em consensos do que nas controvérsias. MR16 30/07 09:00 às 11:00 CASA DA CIêNCIA Sociologia e mudança social no Brasil: consensos e controvérsias Coordenação: André Pereira Botelho (UFRJ) Elide Rugai Bastos (UNICAMP), Marcelo Siqueira Ridentti (UNICAMP), Maria Arminda do Nascimento Arruda (USP), Nísia Trindade Lima (COC/FIOCRUZ) e Simone Meucci (UFPR)

A década de 1950, um dos períodos da sociedade brasileira marcado por intenso processo de transformações, foi também caracterizada por novas questões e abordagens comparativamente às formas até então prevalecentes de imaginação social e política. No que se refere à sociologia, observou-se a formulação de novas perguntas tanto sobre o passado como sobre o que se vislumbrava como futuro, em particular no debate teórico e político em torno do desenvolvimento. Ganharam força pesquisas sobre mudança social, resistências culturais à mudança e sobre estruturas e relações sociais reprodutoras 44

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MR17 30/07 09:00 às 11:00 FÓruM SALÃO DOURADO Gênero e Políticas Públicas Coordenação: Bila Sorj (UFRJ) e Clara Araújo (UERJ) Albertina Oliveira Costa (Fundação Carlos Chagas), Ana Fonseca (UNICAMP/FAO) José Eustáquio Alves e Suzana Cavenaghi (ENCE/IBGE), Laura da Veiga (MDS), Lena Lavinas (UFRJ) e Mireya Suarez (UnB)

O objetivo da mesa é estabelecer um debate sobre gênero e políticas públicas, com foco privilegiado nos programas de transferência de renda. Trata-se de discutir o lugar reservado às mulheres nessas políticas bem como os efeitos que promovem em termos de mudanças ou retradicionalização de papéis de gênero.

MESAS REDONDAS

de desigualdades históricas em meio à modernização da sociedade. O objetivo da mesa é discutir os significados atribuídos à mudança social e suas implicações no campo das ideias e das políticas. Atenção especial será dada às interfaces da sociologia com outros campos de conhecimento e práticas.

MR18 30/07 09:00 às 11:00 ECO Auditório CPM Lusofonia, o desafio linguístico e as ciências sociais em um mundo globalizado Coordenação: Renato Lessa (IUPERJ) José Octávio Serra Van Dunem (Universidade Agostinho Neto e Universidade Católica de Angola), Manuel Villaverde Cabral (Universidade de Lisboa), Peter Fry (UFRJ) e Renato Ortiz (Unicamp)

Muitos estão prevendo que no mundo globalizado a língua inglesa vai virar a língua mundial. Observa-se que o inglês virou uma língua franca que parece funcionar bem nas ciências exatas e em áreas onde o pensamento é de natureza instrumental (ex. Administração, negócios e economia). Ao estudar as sociedades, onde os objetos são culturais, e onde se exprime através da língua, como então fica a questão linguística? Será que fortalecer as Ciências Sociais lusófonas pode servir de baluarte contra uma visão do mundo que equaciona a boa ciência em um mundo globalizado com a hegemonia da produção em língua inglesa? Qual é o futuro da lusofonia na internacionalização das Ciências Sociais? Será que uma aposta na lusofonia não arrisca levar à formação de um gueto linguístico, dominado por cientistas sociais brasileiros e portugueses? Será que a oposição entre o inglês e o português não é falsa? Que é necessário reconhecer a tensão permanente entre a língua e a linguagem científica que se imagina universal, e através deste reconhecimento preservar a diversidade cultural? (apoio: Comitê Gestor do Programa de Cooperação em Ciências Sociais para os Países da CPLP do Ministério da Ciência e Tecnologia) MR19 30/07 09:00 às 11:00 CFCH Auditório do Prédio Anexo Desigualdades Sociais: desafios para a sociedade contemporânea Coordenação: Celi Scalon (UFRJ/SBS) Danielle Cireno Fernandes (UFMG), Marcelo Medeiros (IPEA) e Rafael Guerreiro Osório (IPEA)

As desigualdades sociais são tema central na Sociologia brasileira. Isto porque este é um dos maiores problemas de nossa sociedade e tem reflexos sobre questões importantes tais como as relações raciais, de gênero, de classe, a violência, a segregação espacial, entre outros. A proposta desta mesa é debater algumas questões relevantes para a compreensão dos processos e mecanismos que incidem sobre a manutenção das desigualdades sociais no Brasil, bem como discutir formas de enfrentamento e superação. MR20 30/07 9:00 às 11:00 Fórum salão pedro calmon Rio de Janeiro: sociedade e cultura Coordenação: Maria Alice Rezende de Carvalho (PUC-Rio, ANPOCS) Beatriz Jaguaribe (ECO-UFRJ) Gilberto Velho (PPGAS) Sérgio Magalhães (FAU-UFRJ)

Cidade complexa e altamente diferenciada, o Rio de Janeiro exige análises que transbordem marcos disciplinares. Somaram-se, com esse propósito, um antropólogo, um urbanista e uma crítica da cultura, cada um deles com vasta e reconhecida produção sobre o mundo urbano carioca. MR21 31/07 09:00 às 11:00 SALÃO DOURADO A vida cotidiana na metrópole contemporânea como um problema da sociologia Coordenação: Fraya Frehse (USP) José de Souza Martins (USP), José Machado da Silva Pais (Universidade de Lisboa) e Rogerio Proença Leite (UFS)

Congregando abordagens sociológicas diversas da vida cotidiana, esta mesa redonda propõe-se a discutir os desafios teóricos e metodológicos que se apresentam para sociologia neste início de XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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MESAS REDONDAS

século XXI em face das transformações recentes que têm feito das grandes cidades dos chamados países “pobres” e “emergentes” metrópoles multitudinárias prenhes de contradições sociais e históricas. Interessa debater especificamente o rendimento teórico e metodológico da reflexão sociológica sobre a vida cotidiana para a compreensão da realidade social na metrópole contemporânea. Para tanto, trata-se de confrontar as potencialidades e limitações teóricas de diferentes perspectivas metodológicas, em particular as fenomenológicas, as dialéticas e a certeauiana, que estão entre as mais comumente evocadas no cenário sociológico luso-brasileiro quando o assunto é a vida cotidiana nas grandes cidades. MR22 31/07 09:00 às 11:00 CFCH Sala Reitoria 7 Crime, Violência, Punição - Os Processos de Incriminação no Brasil Coordenação: Michel Misse (UFRJ) Arthur Trindade Maranhão Costa (UnB), Joana Domingues Vargas (UFMG), José Luiz de Amorim Ratton Júnior (UFPE), Rodrigo Ghiringhelli (UFRGS) e Marcelo Durante (SENASP/MJ)

Mesa-Redonda número 22, interconectada às mesas-redondas 6 e 12 do mesmo campo temático. Contempla a análise do fluxo do sistema de justiça criminal no Brasil,: cultura profissional da polícia e construção social do crime ,o modelo do inquérito policial no Brasil: e resultados empíricos de pesquisas. MR23 31/07 09:00 às 11:00 FÓruM SALÃO MUNIZ DE ARAGÃo O espaço rural em mudança: perspectivas sociológicas de reflexão Coordenação: Alfio Brandenburg (UFPR) Delma Pessanha Neves (UFF), Jalcione Almeida (UFRGS) e Paulo Roberto Raposo Alentejano (UERJ)

Na sociedade brasileira, transformações produtivas têm sido reconhecidas por designações como agronegócio e agricultura familiar. A despeito da base dualista, este conhecimento tem assegurado visibilidade a diversos de atores sociais e a situações empíricas. Nas Ciências Sociais, tem havido uma proliferação de estudos sinalizando mudanças pontuais ou situacionais e a divisão temática de trabalho, mas nem sempre por compreensões processuais das mudanças. A coordenação geral da Rede de Estudos Rurais, ao propor esta mesa em nome de seu quadro de associados-pesquisadores, investe na valorização da interdependência de perspectivas temáticas e analíticas e situa o rural como campo empírico das ciências sociais. Propõe, assim, contribuir para a compreensão das condições sociais em que, na sociedade brasileira, aqueles processos de mudanças sociais ganham objetividade e se desdobram. MR24 31/07 09:00 às 11:00 CASA DA CIÊNCIA Sociologia das Artes Plásticas: focos e enfoques de abordagens comparativas Coordenação: Lígia Maria de Souza Dabul (UFF) Maria Lucia Bueno Ramos (SENAC/FAAP), Patricia Reinheimer (UFRJ), Pedro Rabelo Erber (PUC/RIO) e Sabrina Marques Parracho Sant’Anna (UFRJ)

A ideia da mesa redonda é apresentar e discutir abordagens sociológicas das artes plásticas que fazem uso da comparação entre contextos nacionais – suas continuidades e descontinuidades, generalizações possíveis, especificações, analogias, transformações que os aproximam ou diferenciam. A reflexão metodológica contemplará distintas perspectivas da Sociologia da Arte que perpassam as investigações, como a da produção e da recepção dos objetos de arte, das instituições e do mercado das artes, e dos chamados movimentos artísticos. MR25 31/07 09:00 às 11:00 ECO Auditório CPM Trabalho, Indústria e Região Coordenação: Iram Jácome Rodrigues (USP) Ângela Franco (CRH/UFBA) Izabel Valle (UFAM), José Ricardo Ramalho (UFRJ), Rosangela Nair de Carvalho Barbosa (UERJ) e Sandro Ruduit Garcia (UFRGS)

A proposta desta mesa-redonda é discutir os efeitos sociais do recente processo de reestruturação produtiva sobre a história de distritos industriais, constituídos a partir de empresas organizadas no padrão fordista, bem como aqueles mais recentes baseados na produção enxuta. O objetivo é refletir sobre possíveis alternativas de inovação institucional e de novos espaços públicos de decisão que seriam articuladas pelas localidades como reação aos sinais de crise econômica, colocando em questão fórmulas anteriores da relação entre empresas e territórios produtivos.

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O Fórum Social Mundial e a relação com a Sociologia Coordenação: José Vicente Tavares dos Santos (UFRGS/CLACSO, ISA) Nair Bicalho (UnB), Neide Esterci (UFRJ), Paulo Henrique Martins (UFPE) e Wilson Barp (UFPA)

O objetivo é discutir as contribuições que as práticas sociológicas têm proporcionado aos temas debatidos nos sucessivos FSM e o ensinamento que os sociólogos têm recebido dos participantes dos FSM. MR27 31/07 09:00 às 11:00 IP sala 8 A laicidade do Estado no Brasil: consensos e controvérsias Coordenação: Pedro Paulo de Oliveira (UFRJ) Flávio Pierucci (USP), Luis Antônio Cunha (UFRJ) e Roseli Fischmann (USP)

O objetivo da mesa é identificar e examinar os processos de formação de consensos em torno da questão da laicidade do Estado no Brasil contemporâneo, assim como as controvérsias nela implicados. Serão abordadas, particularmente, as questões que envolvem os direitos sexuais e reprodutivos, o ensino religioso nas escolas públicas e a concordata entre o governo brasileiro e a Santa Sé, em tramitação no Congresso Nacional.

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MR26 31/07 09:00 às 11:00 IP sala 7

MR28 31/07 09:00 às 11:00 FÓRUM SALÃO PEDRO CALMON O Olhar estrangeiro e o Pensamento Social no Brasil Coordenação: Maria Angélica Madeira (UnB, Instituto Rio Branco) Ana Luisa Fayet Sallas (UFPR), Lucia Maria Lippi Oliveira (FGV/RJ) e Mariza Veloso Motta Santos (UnB)

As representações construídas sobre o Brasil foram marcadas, nos diferentes momentos de nossa história cultural por narrativas produzidas por estrangeiros - viajantes, cronistas, cientistas, religiosos, imigrantes – que deixaram relatos de grande interesse para a compreensão da dinâmica da formação das identidades no embate com a diferença. Este acervo discursivo tem sido objeto de estudos e pesquisas que incidem sobre aspectos pontuais e que revelam como essas narrativas tiveram um papel relevante na formação de um Pensamento Social Brasileiro. MR29 31/07 09:00 às 11:00 CFCH sala reitoria 4 A Pesquisa Sociológica: Ciência, Ética e Política Coordenação: José Miguel Rasia (UFPR, SBS) Cládio Beato Chaves Filho (CRISP/UFMG), Henri Acselrad (IPPUR/UFRJ) e Leonilde Sérvolo de Medeiros (UFRRJ/CPDA)

Os interesses e conflitos no âmbito da realidade social colocam desafios para a pesquisa, nem sempre inscritos na ordem do objeto e de sua abordagem teórico-metodológica. Para além dos desafios próprios à pesquisa sociológica, o sociólogo muitas vezes se defronta com problemas que se originam em outros campos que não o científico. A própria escolha do objeto guarda relações, com frequência com problemas sociais, proximidade com determinados atores etc, o que marca a escolha do tema, a problematização sociológica que é feita e as possibilidades de apropriação dos resultados. Vivenciamos isto muitas vezes em pesquisas que tratam da questão ambiental, da questão agrária, da saúde e da segurança pública, o que nos tem feito incorporar na discussão e na análise dimensões de conflitos nem sempre previstas. Se por um lado isto representa a introdução no campo do objeto de novos atores, novas reflexões e novas abordagens teóricas, por outro, redimensiona o trabalho da pesquisa, exigindo do pesquisador que contemple criticamente as novas dimensões do objeto que os novos atores e seus interesses possam representar. O objetivo desta mesa é discutir à luz da experiência vivida na pesquisa, os desafios enfrentados no campo da sociologia quando tais interesses e forças se põem e exigem do pesquisador que os contemple em sua reflexão. Neste sentido a mesa procura articular conhecimento sociológico, ética e política no trato das relações sociais de pesquisa.

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Agricultura Familiar, Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar Coordenação: Ghislaine Duqué (UFCG), Maria de Fátima Sampaio (UNICAMP), Sônia Bergamasco (UNICAMP)

A partir da aprovação da Lei 11.346 (LOSAN) em 2006, o Brasil assumiu o objetivo estratégico de promover o direito à alimentação de todos, contemplando princípios como universalidade, equidade, sustentabilidade, participação social, descentralização e intersetorialidade. Para tanto, há necessidade de aprofundar conhecimentos que subsidiem políticas públicas que garantam esse direito. Com esse intuito, o presente GT promove uma interlocução que busca contemplar diferentes atores e grupos sociais e refletir sobre as questões voltadas para a agricultura familiar, para o desenvolvimento rural, dentre outras na perspectiva do conceito de Segurança Alimentar e Nutricional. 1ª Sessão 29/07 Agricultura Familiar como espaço de reprodução: acesso a bens e serviços Coordenação: Sonia Bergamasco (UNICAMP) Debate: Flávio Sacco dos Anjos (UFPel) 01 O  mundo rural no Brasil: acesso a bens e serviços e processos de integração Maria de N. Baudel Wanderley (UFPE) 02 T  ipologia dos grupos sociais no meio rural brasileiro: o caso de Conchas – SP Gabriel C. Volpi (UNESP)

Grupos de Trabalho

GT01 14:00 às 18:00 CFCH sala Reitoria 2

03 C  onstruindo territórios complexos: a ruralidade de agricultores familiares no Alto Jequitinhonha, MG E. Queiroz Neto (UNICAMP) 04 Importância do autoconsumo como atividade ocupacional da população brasileira entre 2001 e 2006 Nádia V. Caldas (UFPel) Flávio Sacco dos Anjos – Co-Autor (UFPel) Del Grossi – Co-Autor (UnB) 05 P  RODUÇÃO PARA AUTOCONSUMO NA AGRICULTURA FAMILIAR: CONSTRUÇÃO DE AUTONOMIA E SEGURANÇA ALIMENTAR Catia Grisa (UFRRJ) 06 R  elação trabalho e família em espaços recriados pela fruticultura irrigada Helenira E. M. Vasconcelos (Embrapa) 07 C  ultura e tradição: formas de resistência ao avanço da cultura canavieira Maria Aparecida de Moraes Silva (UFSCar) 08 A  gricultores-assentados, cultura e segurança alimentar Marcos Botton Piccin (UNICAMP) Sonia Bergamasco – Co-Autor (UNICAMP) 09 A  gricultura familiar, mulheres rurais e segurança alimentar e nutricional Maria Zênia Tavares da Silva (UFRPE) 10 O  trabalho das mulheres rurais nos quintais é gerador de segurança alimentar? Gema Galgani Esmeraldo (UFC) 11 T  ecendo Novos Modelos Agroalimentares: uma análise comparativa em assentamentos rurais Vera Lúcia S. B. Ferrante (UNIARA) 12 M  ULHERES E SOBERANIA ALIMENTAR: UM CAMINHO PARA A DEMOCRATIZAÇÃO DO MEIO RURAL BRASILEIRO Laeticia Jalil (UFRRJ) 2ª Sessão 30/07 Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar e Nutricional Coordenação: M. Fátima A. Sampaio (UNICAMP) Debate: Nádia V. Caldas (UFPEL) 01 P  ossibilidades teóricas para o estudo da intervenção para o desenvolvimento rural Cidonea Deponti (UFRGS) 02 S  egurança Alimentar, Direito Humanos e Necessidades Humanas Básicas:análise dos dados da PNAD 2004 Paulo Mitchell (IBGE) Lavinia Pessanha – Co-Autor (ENCE) Gomes Junior – Co-Autor (UnB) 03 S  AN como representação do Desenvolvimento: reflexões em torno de um conceito e sua prática Márcio Reis (FEAD-Minas) 04 A  gricultura de sustentação quilombola e desenvolvimento: estudo de projetos em concorrência Paulo Moruzzi Marques (USP) Gabriela Narezi – Co-Autor (USP) Cecilia Haddad – CoAutor (ESALQ) Carla Bueno Chahin – Co-Autor (ESALQ) 05 F  ome de Cidadania? Grupos de agricultores familiares sob o enfoque da Segurança Alimentar M. Fátima A. Sampaio (UNICAMP) Sonia Bergamasco – Co-Autor (UNICAMP) 06 T  rabalho, Modelos de Produção e Estratégias Familiares na Lavoura de Café do Cerrado Mineiro Hailton Pinheiro de Souza Jr. (UFRJ) 07 O  s impactos da expansão do monocultivo da cana-de-açúcar no PA Nova Santo Inácio Ranchinho Letícia de Castro Guimarães (CATÓLICA) Murilo Souza – Co-Autor (UFU)

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Grupos de Trabalho

08 M  ultifuncionalidade da Agricultura familiar e cesta de bens Zina Angelica Caceres Benavides (UESC) Georges Flexor – Co-Autor (UFRRJ) 09 A  abordagem territorial do desenvolvimento: estado e sociedade no norte pioneiro parananese Eliana Barreto (UNESP) 10 A  groindústrias familiares no litoral paranaense: o caso das Farinheiras Valdir Denardin (UFPR) Mayra Taiza Sulzbach – Co-Autor (UFPR) Luiz F.C.Lautert – Co-Autor (UFPR) Claudinei Pedroso Ribas – Co-Autor (UFPR) 11 R  ECONFIGURAÇÕES SOCIAIS E PRODUTIVAS ENTRE OS AGRICULTORES FAMILIARES INTEGRADOS ÀS AGROINDUSTRIAS Elvio Izaias da Silva (UFSC) Luiz Carlos Mior – Co-Autor (Epagri) 12 U  MA ANÁLISE DA PRODUÇÃO DE NOVIDADES NO DESENVOLVIMENTO RURAL: A agricultura ecológica em Ipê/RS Daniela Oliveira (UFRGS) 3ª Sessão 31/07 Redes de Proteção Social: Estado e Sociedade nos programas de Segurança Alimentar e Nutricional Coordenação: Ghislaine Duque (UFCG) Debate: Lavinia Pessanha (ENCE) 01 P  ROGRAMA FOME ZERO: POLÍTICA DE SEGURANÇA ALIMENTAR OU APENAS AUMENTO DE ACESSO AOS ALIMENTOS? Raquel Fernandes (EMBRAPA) Dalva Maria da Mota – Co-Autor (Embrapa) Heribert Schmitz – Co-Autor (UFPA) 02 Impactos sociais de uma política de segurança alimentar: a experiência do PAA no extremo sul gaúcho Flávio Sacco dos Anjos (UFPel) Cláudio Becker – Co-Autor (UFPel) Nádia V. Caldas – Co-Autor (UFPel) 03Contribuição do Programa de Aquisição de Alimentos-PAA, para a organização de produtores rurais Cláudia Romeiro d’Ávila (MDS) 04 O  Desenvolvimento local como condição para a emergência dos atores sociais André Michelato (UFPR) 05 R  ede de Controle Social para o PAA/Leite: Institucionalidades para inserção da agricultura familiar Fernando Bastos (UFRN) 06 A  gricultura urbana e segurança alimentar e nutricional: concepções e práticas de alunos e professores Daniela Frozi (UFRJ) Elizabete Cristina Ribeiro – Co-Autor (UFRJ) Alexandre Brasil Fonseca – Co-Autor (UFRJ) 07 Segurança Alimentar: o desafio da intersetorialidade Elza Franco Braga (UFC) 08 E  feitos do PNAE sobre a Segurança Alimentar de alunos de Monte Alto-SP Vera Mariza Henriques de Miranda Costa (UNESP) Francine Sobral – Co-Autor (BIOTEC) 09 Do lote ao banco: assentados e financiamento agrícola no Pontal do Paranapanema Luís Antônio Barone (UNESP) Vera Lúcia S. B. Ferrante – Co-Autor (UNIARA) 10 E  spaço público e participação social na área rural de Joinville Natália Tavares de Azevedo (UFPR) Valdete Daufemback Niehues – Co-Autor (IELUSC) 11 Da extensão rural difusionista à construtivista-agroecologia: condicionantes para a transição Tatiana Aparecida Balem (IFF Campus JC) Paulo Roberto c. da Silveira – Co-Autor (UFSM) Joel Donazzolo – Co-Autor (UTFPR) Gustavo Pinto da Silva – Co-Autor (CEFET) 12 N  as barbas do Planalto: o Núcleo Rural Monjolo e a extensão rural no DF Ana Lúcia Valente (UnB)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 CFCH Sala Reitoria 2 1ª Sessão 29/07 Sistemas de preservação ambiental e SAN Parte 1 Coordenação: M. Fátima A. Sampaio (UNICAMP) Debate: Vera Lúcia S. B. Ferrante (UNIARA) 01 E  stratégias para pensar o desenvolvimento rural sustentável Suzana Pozzer (UFSC) 02 S  ISTEMAS AGROFLORESTAIS E SEGURANÇA ALIMENTAR NA AGRICULTURA FAMILIAR: UMA PERSPECTIVA POSSÍVEL Ana Paula Bolfe (UNICAMP) Sonia Bergamasco – Co-Autor (UNICAMP) 03 O  S SISTEMAS AGROFLORESTAIS COMO FONTE ALTERNATIVA DE SUSTENTABILIDADE PARA A AGRICULTURA FAMILIAR Therezinha J. P. Fraxe (UFAM) Albejamere Pereira de Castro – Co-Autor (UFAM) Suzy Crisitna Pedroza da Silva – Co-Autor (UFAM) 04 E  XPERIÊNCIAS AGROECOLÓGICAS: TRANSIÇÃO OU CONSOLIDAÇÃO DO MODO DE VIDA E DE PRODUÇÃO CAMPONESA? Cynthia Xavier de Carvalho (UNICAP) Edgard Malagodi – Co-Autor (UFCG) Valério Bastos – Co-Autor (UFCG)

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06 A  gricultura orgânica no Brasil: o sentido das relações com o mercado para os agricultores familiares Glauco Schultz (UNIVATES) 2ª Sessão 30/07 Sistemas de preservação ambiental e SAN – Parte 2 Coordenação: Sonia Bergamasco (UNICAMP) Debate: M. Fátima A. Sampaio (UNICAMP) 01 E  cossistemas saudáveis e sua relação com a segurança alimentar e nutricional Nadja Maria Gomes Murta (UFVJM) 02 G  estão integrada e participativa de recursos florestais para o DTS Mariana Aquilante Policarpo (UFSC) 03 C  ooperação e vínculos em redes sociais produtivas – o caso da rede de agroecologia Ecovida Zilma Borges (FGV-EAESP) 04 N  ovas abordagens, velhos interesses. Daniela A. Pacifico (UFRGS) 05 HABITAR, PRODUZIR E PRESERVAR: ESTRATEGIAS COMUNITARIAS EM UMA ILHA DO RECIFE, PERNAMBUCO, BRASIL Anália Carmem Almeida (IPA) Eliane Noya – CoAutor (IPA)

Grupos de Trabalho

05 C  ontexto sócio-econômico da agricultura familiar nas várzeas do rio Solimões-Amazonas Sandra Noda (UFAM) Ayrton Martins – Co-Autor (UFAM) M.S.P Mendonça – Co-Autor (INPA) Antonia Ivanilce Castro – Co-Autor (UFAM)

06 J  osué de Castro e a agricultura de Sustentação Sirlândia Schappo (UFPR) 3ª Sessão 31/07 Sistemas de preservação ambiental e SAN Parte 3 Coordenação: Ghislaine Duque (UFCG) Debate: Sonia Bergamasco (UNICAMP) 01 V  iver da terra: os diferentes significados. Um estudo sobre a trajetória de famílias rurais. Vanessa Lopes Teixeira (UCAM) 02 O  mercado e o consumo na agricultura familiar de Ouro Fino-MG Regina Aparecida Leite de Camargo (UNICAMP) Julieta Teresa Aier de Oliveira – Co-Autor (UNICAMP) 03 A  s perspectivas de desenvolvimento e a (des)construção da autonomia Ednaldo Tôrres (UFS) Olívio Alberto Teixeira – Co-Autor (UFS) 05 P  olítica de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar no Ambito do PRONAF. Valdir Santos (UENF) 05 A  ssentados mineiros avaliam ações do II Plano Nacional de Reforma Agrária Eloy Alves Filho (UFV) Arlete Salcides – Co-Autor (UNIPAMPA) 06 M  etodologia de Avaliação e Proposta de Indicadores para Políticas Públicas de Segurança Alimentar Luiz Manoel de Almeida (UNICAMP)

GT02 14:00 às 18:00 CFCH Sala Reitoria 3 Cidadania e Reconhecimento Coordenação: Adélia Ribeiro (UENF) Eliane Veras Soares (UFPE) Emil Sobottka (PUC/RS)

O GT pretende reunir trabalhos que expressem o debate mais recente acerca da teoria do reconhecimento, das revisões no conceito de cidadania e das demandas de emancipação. Pretende dar ênfase à recepção de conceitos e discussões que ganharam visibilidade na teoria crítica ontem e hoje, no liberalismo político, no comunitarismo, nos estudiosos do reconhecimento e da justiça. Propõe-se a entrecruzar este debate com experiências relacionadas aos dilemas da democratização e da modernização no Brasil, tanto em suas manifestações regionais como nacional. Daí o interesse na elaboração de possíveis diálogos entre as teorias sociais contemporâneas e o pensamento social brasileiro em suas distintas matizes intelectuais – entre a sociologia mundial e aquela feita no e a partir do Brasil, e em contribuições que resultem de investigações empíricas. 1ª Sessão 29/07 Luta por reconhecimento: mudança social, cidadania e justiça Coordenação: Eliane Veras Soares (UFPE) Debate: Adelia Miglievich Ribeiro (UENF) 01 A  disputa pela construção da cidadania no Brasil e o reconhecimento das diferenças Danilo de Souza Morais (UFSCar) 02 R  econhecimento pelo trabalho? Emil Sobottka (PUC-RS) 03 O  ethos nacional – entre as políticas da identidade e as políticas da diferença Rubens F. Benevides (UEG) 04 A  vançando no agonismo: crítica e proposta de desenvolvimento da teoria de Chantal Mouffe Daniel de Mendonça (UFPEL) 05 C  onflitos em mercados metropolitanos brasileiros. Consumidores e consumidos Maria Stella de Amorim (UGF)

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Grupos de Trabalho

06 J  uizados Especiais: entre a legalidade e a legitimidade Marcelo Pereira Mello (UFF) Delton R. S. Meirelles – Co-Autor (UFF) Luiz Moreira – Co-Autor (UFRJ) 07 J  ustiça como reconhecimento: o Direito e vulnerabilidade social na experiência dos Juizados Especiais Cíveis Halisson Paes (UCAM) 08 C  idadania sem reconhecimento: a subjetividade na decisão judicial Regina Lúcia Teixeira Mendes (UGF) 09 C  onselho dos Direitos da Mulher como local de luta por reconhecimento Rosangela Schulz (UFPEL) 10 G  ênero e distribuição de justiça nas políticas de combate à violência no Brasil Aparecida Fonseca Moraes (UFRJ) 11 Do direito de igualdade ao direito à diversidade: ambivalências e idiossincracias na luta LGBT Vera Lúcia Marques da Silva (PUC-Rio) 12 “Ser cidadão”: a busca por reconhecimento social e emancipação Vanessa Petró (PUC-RS) 2ª Sessão 30/07 Experiências de cidadania: cultura democrática e cultura autoritária Coordenação: Paulo Marcondes F. Soares (UFPE) Debate: Emil Sobottka (PUCRS) 01 T  rajetórias, Redes e Poder: dilemas na construção de práticas democráticas no Espírito Santo Marta Zorzal e Silva (UFES) Márcia Prezotti Palassi – Co-Autor (UFES) Alyne S. Gonçalves – Co-Autor (UFES) 02 E  ntre a cidadania e a tutela: uma análise das falas de usuários da política de assistência social Maria Raquel Lino de Freitas (PUC-Minas) 03 O  eleitor ausente: reflexões em torno da abstenção (1982-2008) Alvaro Barreto (UFPel) 04 P  articipação em movimentos sociais: Um estudo sobre as lideranças da Rede de Comunidades Saudáveis Cecilia de Mello e Souza (UFRJ) Bruno Prudente – Co-Autor (UFRJ) Luana Almeida de C Fernandes – Co-Autor (UFRJ) Flávia de Sousa Moura – Co-Autor (UFRJ) Erika Costa – Co-Autor (UFRJ) 05 QUEM CONTROLA OS CONTROLADORES? o controle democrático no exercício das práticas policiais Antonio Pinheiro (URCA) 06 E  xperiências de mediação e democracia na gestão de conflitos em segurança cidadã Carmen Felgueiras (UFF) C  elia Passos – Co-Autor (UFF) 07 Democracias na “encruzilhada”: cidadanias acessíveis Matos Júnior (UFC) 08 O  MEDO E O ÓDIO: CIDADANIA E RECONHECIMENTO EM TEMPOS DE VIOLÊNCIA Normando Melo (UFRJ) 09 F  lorestan Fernandes e a Nova República: a “redemocratização” sem cidadania no Brasil (1980-1990) Diogo Valença de Azevedo Costa (UFPE) 10 P  ráticas autoritárias na década de 1980 e dificuldades da cidadania no Brasil: a análise de R. Faoro Maria José de Rezende (UEL) 11 O  clientelismo político como estratégia de busca por reconhecimento Elsio Lenardão (UEL) 12 R  ádios comunitárias na Paraíba: formas de concessão, lutas e resistências Luiz Custódio da Silva (UEPB) 3ª Sessão 31/07 Multiculturalismo, desigualdade e políticas sociais Coordenação: Emil Sobottka (PUCRS) Debate:  Eliane Veras Soares (UFPE) 01 U  m cinema à margem Paulo Marcondes F. Soares (UFPE) 02 Do reconhecimento negado à emancipação: sobre “O povo brasileiro” de Darcy Ribeiro Adelia Miglievich Ribeiro (UENF) 03 C  idadão de lugar nenhum leituras de identidade e cidadania na atual imigração brasileira na Itália Luis Fernando Beneduzi (Unibo) 04 C  astas, classes e tribos: a teoria do reconhecimento e ação afirmativa na Índia Veronica Toste Daflon (Iuperj) 05 grafite e reconhecimento: uma abordagem comparativa entre Berlim e Rio de Janeiro Tereza Ventura (UERJ) 06 Desigualdade, reconhecimento e políticas de ação afirmativa Angela Randolpho Paiva (PUC-Rio) 07 E  ducação das relações étnico-raciais: análise da produção bibliográfica do MEC entre 2004-2008 Maria Lúcia de Santana Braga (Mec) 08 P  olítica de cotas “raciais” na UENF sob a perspectiva da igualdade e da justiça: o que mudou? Shirlena Campos de Souza Amaral (UENF)

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10 R  econhecimento, redistribuição e participação: o ProJovem e a teoria social pós-crítica Jean Carlo de C. Costa (UFPB) Swamy de Paula Lima Soares – Co-Autor (UFPB) 11 U  ma sociologia dos conflitos a partir da implantação dos CIEPs: configurações do campo político Paulo Sérgio R. da Silva Jr. (UENF) 12 J  USTIÇA E RECONHECIMENTO NA SELETIVIDADE DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA Silvana Mariano (UFU)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 CFCH Sala Reitoria 3 1ª Sessão 29/07 Cidadania e Democratização Coordenação: Marta Zorzal e Silva (UFES) Debate: Marta Zorzal e Silva (UFES) 01 Cibercidadania: e-governo e inclusão digital Adriana Dias (UNICAMP) 02 C  atadores e o universo de trabalho: cidadanias em construção? Shirlei Mendes da Silva (UNIVATES) Jane Mazzarino – Co-Autor (UNIVATES)

Grupos de Trabalho

09 Desigualdades étnico-raciais, formulações identitárias e lutas por reconhecimento Wilson J. F. de Oliveira (UFS)

03 A  crítica feminista à teoria do Direito e a aplicação do princípio do reconhecimento no Brasil Alexandre G. da Silva (UERJ) Joana E. Andrade – Co-Autor (USP) 04 P  articipação e reconhecimento social no Recôncavo Baiano hoje: um estudo sobre Cachoeira e São Félix Rubenilda Sodré dos Santos (UFBA) 05 M  ediação de Conflitos e Cidadania: possíveis diálogos Mariângela Ribeiro (UFPE) Júlia Loonis Oliveira – Co-Autor (GAJOP) 2ª Sessão 30/07 Identidade e Luta por reconhecimento Coordenação: Emil Sobottka (PUC-RS) Debate: Adelia Miglievich Ribeiro (UENF) 01 P  erspectivas teóricas para o reconhecimento sócio-jurídico de identidades minoritárias Pâmela Esteves (UFF) 02 Interesse pelo mundo: literatura da periferia,reconhecimento e reificaçao Afonso Chaves (UFPE) 03 R  ECONHECIMENTO SOCIAL E CIDADANIA: QUANDO AS DEMANADAS E A AÇÃO SE DIFEREM? Alex Pizzio (UNITINS) 04 R  aízes do Catolicismo: Implicações para as Relações de Gênero e o Reconhecimento no Brasil Ana Carolina Ogando (UFMG) 3ª Sessão 31/07 Desigualdades e reconhecimento negado: a questão racial Coordenação: Shirlena Campos de Souza Amaral (UENF) Debate: Maria Lúcia de Santana Braga (Mec) 01 A  escola a partir da Lei 10.639/03: entre as dores da invisibilidade e o reconhecimento social Edimilson Antonio Mota (UENF) Silvia Alicia Martínez – Co-Autor (UENF) 02 A  participação política como recurso: os movimentos negros sergipanos na década de 1990 Paulo Dantas (USP) 03 R  econhecimento e racismo no Grande ABC Fernando L. M. de Souza (USP) 04 O  s significados políticos e teóricos de cidadania na definição de projetos políticos Claudete Gomes Soares (UNICAMP)

GT03 14:00 às 18:00 Economia sala 203 Ciência, Tecnologia e Inovação Social Coordenação: Fernanda Sobral (UnB) Maíra Baumgarten (FURG/UFRGS) Maria Lúcia Maciel (UFRJ)

Ciência e tecnologia são condição necessária (ainda que não suficiente) para a sustentabilidade social e econômica das ações sendo, portanto, de grande importância, tanto o desenvolvimento, como a divulgação de estudos que possibilitem ampliar o conhecimento sobre as atividades de produção e disseminação de ciência e tecnologia por grupos de pesquisa em nível internacional, nacional e local, bem como sobre políticas regionais, nacionais e internacionais de C&T. O GT Ciência, tecnologia e inovação social tem o objetivo de apoiar e viabilizar a troca de experiências e informações sobre as formas de produção, gestão e distribuição de conhecimento científico e tecnológico em diferentes contextos do Brasil e da América Latina e sobre os problemas e soluções que vêm se apresentando sobre a temática nesses países. XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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Grupos de Trabalho

1ª Sessão 29/07 QUESTÕES DE TEORIA E MÉTODO E ALCANCES POLÍTICOS DA CT&I Coordenação: Maíra Baumgarten (FURG/UFRGS) Debate: Maria Conceição da Costa(UNICAMP) 01 Para uma teoria interdisciplinar da Tecnologia Léo Peixoto Rodrigues (PUC-RS) 02 Localizando o global e redistribuindo o local Ivan da Costa Marques (UFRJ) 03 Inovar é preciso: o espaço das ciências sociais nas estruturas dos NITs Acacia Dias (UEFS) 04 A  retórica das controvérsias tecnocientíficas Joel Paese (UFMT) 05 A  política nacional de C&T e os dispositivos de coordenação da atividade de P&D Márcia O Teixeira (FIOCRUZ) Carlos Saldanha – Co-Autor (FIOCRUZ) Ana Filipecki – Co-Autor (FIOCRUZ) Felipe Queiroz – Co-Autor (FIOCRUZ) 06 A  s elites tecnológicas Thales de Andrade (UFSCar) Vera Alves Cepêda – Co-Autor (UFSCar) 07 Conhecimento e Integração: o Parlamento do Mercosul Ingrid Sarti (UFRJ) 08 A  integração social no Mercosul: as políticas de educação em saúde no Brasil e na Argentina: 1991-2006 Aïda de Paula (UnB) 09 O  Brasil e a cooperação internacional no novo contexto da produção do conhecimento Fernando A. F. de Barros (CNPq) Roberto M. B. Carvalho – CoAutor (CNPq) 10 O Banco Mundial e a pesquisa científica no Brasil Mônica Dias Martins (UECE) 11 C  onflitos, interesses e aproximações: os governos militares e a comunidade científica Ailton Laurentino Caris Fagundes (USP) 12 O  CNPq e a trajetória de planejamento e gestão em C&T: histórias para não dormir contadas pelos seus técnicos (1975-1995) Nancy Campos Muniz (UnB) 2ª Sessão 30/07 NOVAS RELAÇÕES E PROCESSOS DE PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO Coordenação:  Fernanda A. da F. Sobral (UnB) Debate: Ingrid Sarti (UFRJ) 01 T  ecnologias Sociais, exclusão e sustentabilidade Maíra Baumgarten (FURG) Raquel Folmer – Co-Autor (UFRGS) Nina Becker – Co-Autor (UFRGS) 02 A  produção compartilhada de conhecimento: o Software Público Brasileiro Christiana Freitas (UnB) 03 A  s resistências à implantação de um modelo de desenvolvimento de software em uma empresa pública Henrique Cukierman (UFRJ) Marcio Motta – Co-Autor (UFRJ) 04 O  alcance e as possibilidades da Inclusão Digital em países periféricos Marcos Costa Lima (UFPE) Renan Cabral – Co-Autor (UFPE) 05 Democracia técnica e lógicas de ação: as controvérsias sobre o padrão da TV Digital no Brasil Sayonara Leal (UnB) Eduardo Raupp de Vargas – CoAutor (UnB) 06 O  papel do capital social no aprendizado das empresas para inovação: um estudo de caso comparado Moisés V. Balestro (UnB) 07 A  produção de energias renováveis e alternativas no Brasil e no Canadá: agentes, redes e inovação Leandro Raizer (UFRGS) Mauro Meirelles – CoAutor (UFRGS) 08 Interação entre pesquisadores e usuários de plantas medicinais na cidade de São Carlos/SP Fabricio Deffacci (UNESP) Marcelo Fetz – Co-Autor (UNICAMP) Vera Alves Cepêda – Co-Autor (UFSCar) 09 E  studos sociais de aspectos do genoma: estudo de caso de um laboratório de genética Neide Mayumi Osada (DPCT-UNICAMP) Maria Conceição da Costa – Co-Autor (UNICAMP) 10 A  reorganização da produção do conhecimento tecno-científico: o caso da experimentação animal Ana Filipecki (FIOCRUZ) Carlos Saldanha – CoAutor (FIOCRUZ) Márcia O Teixeira – Co-Autor (FIOCRUZ) 11 M  arcas e Patentes no Setor de Fármacos Brasileiro – um novo olhar sobre intangíveis e inovação Elton Ferreira Barbosa (INPI) 12 J  ovens e iniciação científica: estudo de trajetórias escolares e profissionais Cristina Araripe Ferreira (FIOCRUZ) Cristiane Nogueira Braga – Co-Autor (FIOCRUZ) Simone Ouvinha Peres – Co-Autor (UFRJ)

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BIOTECNOLOGIAS, BIOPODERES E A SUSTENTABILIDADE DO PLANETA Coordenação: Maria Lucia Maciel (UFRJ) Debate:  Ivan da Costa Marques (UFRJ) 01 Bioprospecção; uma nova fronteira da sociedade Michelangelo Trigueiro (UnB) 02 C  ontrovérsias científicas e a produção do conhecimento: o caso da CTNBio Cristiane Amaro da Silveira (UFU) Jalcione Almeida – Co-Autor (UFRGS) 03 A  construção dos grupos biotecnológicos e o Sistema Nacional de Inovação Fabricio Neves (UFRGS) Renato Oliveira – Co-Autor (UFRGS) 04 A  tores sociais e conhecimentos acessados para o debate da conservação da biodiversidade Teresa da S. Rosa (UFRRJ) Suiá Chaves – Co-Autor (UFRRJ) Maria José Carneiro – Co-Autor (UFRRJ) Laila Sandroni – Co-Autor (UFRRJ) 05 O  RISCO NAS FRONTEIRAS ENTRE POLÍTICA, ECONOMIA E CIÊNCIA: a controvérsia dos OGMs Renata C. Motta (UnB) 06 A  Ciência na Gestão de Reservas de Desenvolvimento Sustentável: o caso da Reserva Mamirauá, Amazonas Josimara Martins Dias (UNICAMP) Newton Müller Pereira – Co-Autor (UNICAMP) 07 P  rodutividade ecotecnológica na Amazônia: a contribuição da CT&I para o desenvolvimento regional Noval Benayon (UFAM) Tiago da Silva Jacaúna – Co-Autor (UFAM)

Grupos de Trabalho

3ª Sessão 31/07

08 C  onhecimento ecológico local: conhecer, compreender e usar para não perder Joel Donazzolo (UTFPR) Paulo Roberto c. da Silveira – Co-Autor (UFSM) Tatiana Aparecida Balem – Co-Autor (IFF Campus JC) Ana Lúcia Paniz – CoAutor (UPF) 09 C  iência, tecnologia e (re)pecuarização do sertão: um estudo exploratório na Embrapa Semi-árido Luis Henrique Cunha (UFCG) Renata A. Andrade – Co-Autor (UFCG) 10 P  rodução e circulação do conhecimento associado à biodiversidade: estudos de caso Camila Carneiro Dias (UNICAMP) Maria Conceição da Costa – CoAutor (UNICAMP) 11 O  SIGNIFICADO SOCIOLÓGICO DOS DESASTRES: A REDE DE GESTÃO DAS ENCHENTES EM SANTA CATRINA Marcos Antônio Mattedi (FURB) 12 Inovação “Open Source” em Biotecnologia: o Projeto Genoma Fapesp e o Projeto BIOS Cambia Agnaldo Santos (MACKENZIE)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 Economia sala 203 1ª Sessão 29/07 Inovação e Sociedade Coordenação: Michelangelo Trigueiro (UnB) Debate:  Thales de Andrade (UFSCar) 01 A  multiplicação de estudos de Ciência, Tecnologia e Inovação Social e seus novos desafios e demandas Danilo Rothberg (UFSCar) Maria Teresa Miceli Kerbauy – Co-Autor (UNESP) Maria Cristina P. I. Hayashi – Co-Autor (UFSCar) 02 Inovação tecnológica como forma de mobilização social: a experiência das associadas à ABONG Viviani Corrêa Teixeira (UFSC) 03 Inovação e Processos de Implementação de Políticas Públicas Eduardo de Lima Caldas (USP) 2ª Sessão 30/07 Tipos de Produção e Utilização do Conhecimento Coordenação:  Michelangelo Trigueiro (UnB) Debate:  Thales de Andrade (UFSCar) 01 U  NIDADE DE PESQUISA E APRENDIZAGEM COLETIVA DE PRODUÇÃO SUSTENTAVEL DE ALIMENTOS VALORIZANDO RECURSOS TERRITORIAIS Eliane Noya (IPA) Pedro Palmeira Rocha – Co-Autor (IPA) Anália Carmem Almeida – Co-Autor (IPA) 02 T  empo, harmonia e dissonância rítmicas no laboratório de biologia Iara Souza (UFBA) 03 O  poder real e irreal da nanotecnologia no dia-a-dia de consumidores de camadas médias Sandra Andrea Cruz (UFABC) Ana Keila Mosca Pinezi – Co-Autor (UFABC)

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Grupos de Trabalho

GT04 14:00 às 18:00 Economia sala 206 Consumo, Sociedade e Ação Política Coordenação: Letícia Helena Medeiros Veloso (ESPM), Fátima Portilho (UFRRJ)

O GT 4 pretende avançar os debates sobre consumo numa perspectiva interdisciplinar, pois falar em consumo hoje implica discutir questões como imaterialidade, sociedade do acesso, ou multisensorialidade, bem como considerar novas abordagens, como os estudos de cultura material, consumo e globalização, ou sociabilidade. Por outro lado, faz-se necessário repensar características comumente atribuídas à sociedade de consumo, como insaciabilidade, superficialidade e manipulação, incluindo uma reflexão sobre a crescente politização do consumo. Neste sentido, o GT privilegiará duas linhas temáticas: (1) a diversidade de práticas e abordagens sobre o consumo nas sociedades atuais (como consumo e experiência, acesso versus posse, ou o papel da cultura material), e (2) o fato de que o consumo vem sendo usado, cada vez mais, como um instrumento de ação política, incorporando valores como solidariedade e responsabilidade socioambiental. Este último ponto coloca ainda outra questão: acusado de fonte de anomia e despolitização, poderia o consumo produzir soluções para tais problemas? O GT 4 pretende que os debates girem em torno de reflexões teóricas e empíricas, considerando tanto tais novas práticas e abordagens quanto os limites e as possibilidades da politização do consumo. 1ª Sessão 29/07 Responsabilidade, ação política e moralidade Coordenação: Letícia Helena Medeiros Veloso (ESPM) Debate:  Fátima Portilho (UFRRJ) 01 C  onsumo e política: neo-modernismo e reflexividade social Fátima Portilho (UFRRJ) Marcelo Castañeda – Co-Autor (UFRRJ) 02 Da massificação à ação: algumas representações sobre o consumidor na teoria social contemporânea Anderson Moebus Retondar (UFPB) 03 M  OVIMENTOS SOCIAIS, CONSUMO CONSCIENTE E SUBJETIVIDADES: AS DONAS DE CASA SE DISPÕEM À MOBILIZAÇÃO? Maria Elisabeth Goidanich (UFSC) Carmen Rial – Co-Autor (UFSC) 04 N  ovas paisagens culturais: a politização de bens de consumo juvenis na propaganda Monica Machado (UFRJ) 05 A  vanços e desafios na mobilização dos cidadãos em prol do consumo sustentável Marcia Andreia Silva Almeida (UFRJ) 06 Embalagem, consumo e natureza: feições do ambientalismo? Josi Paz (UnB) 07 A  s metamorfoses da razão empresarial da politização do consumo Nilton Ken Ota (USP) 08 Responsabilidade socioambiental e politização do consumo: o engajamento mediado pelo mercado Lucia Santa Cruz (UFRJ) Fernanda Martineli – Co-Autor (UFRJ) 09 O  Consumidor Ecologicamente Correto: Interpretações do Argumento Ecológico Organizacional Denise Franca Barros (FGV-RJ) Bill Pereira – Co-Autor (EBAPE) Alessandra Mello da Costa – Co-Autor (FGV) Eduardo Ayrosa – Co-Autor (EBAPE-FGV) 10 E  xternalidades da produção e do consumo de produtos verdes na cadeia da moda brasileira Flavio da Silveira Bruno (SENAI) Ana Filipecki – Co-Autor (FIOCRUZ) Enio Soares Júnior – Co-Autor (CETIQT) 11 O  s efeitos de sentido do consumo slow food no templo do fast food Vander Casaqui (ESPM) Viviane Riegel – Co-Autor (ESPM) 12 C  onsumo, sustentabilidade e oferta de produtos turísticos em hotéis na selva Amazônica/Brasil Angye Cássia Noia (UFRRJ) 2ª Sessão 30/07 Outras esferas de análise: consumo popular, juventude e transgressão Coordenação: Fátima Portilho (UFRRJ) Debate: Letícia Helena Medeiros Veloso (ESPM) 01 Dinâmicas de consumo popular: acesso, circulação e valor dos objetos Christina Gladys Nogueira (UFPE) 02 P  or que comprar bordados? Apontamentos sobre o discursos de artesãos em feiras internacionais Thaís Fernanda Salves de Brito (UPM) 03 Palmas, o Dinheiro que Inclui Fernanda Rodrigues (UFC) 04 R  evistas de celebridade e o consumo da felicidade nos salões de beleza de periferia Fabiana Moraes (UFPE) 05 A  propriações de tecnologias digitais e usos de celulares nas camadas populares Carla Barros (ESPM-RJ) 06 O  Consumo da Mobilidade: um estudo sobre o dispositivo celular Diego Jair Vicentin (UNICAMP)

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08 É tudo nosso!: subversão e trickle up no universo funk Mylene Mizrahi (UFRJ) 09 M  úsica de graça e o habitus da transgressão: jovens e pirataria digital no século XXI Letícia Helena Medeiros Veloso (ESPM) 10 O  original e o fake se encontram na esquina: uma etnografia do consumo nas ruas de Ipanema Fernanda Martineli (UFRJ) 11 O  Shopping Oiapoque como templo de consumo belohorizontino: um estudo do tênis pirata Cristina Vilas Bôas (PUC-Minas) 3ª Sessão 31/07 Materialidade e imaterialidade Coordenação: Letícia Helena Medeiros Veloso (ESPM) 01 P  BF:oque dizem os gestores públicos acerca dos gastos dos beneficiários? Notas de uma pesquisa Michele de Lavra Pinto (ESPM) Janie Pacheco – Co-Autor (ESPM) 02 C  onsumo domiciliar como instrumento de bem-estar e de desigualdade: micro-empreendedores da Rocinha Juliana Estrella (IUPERJ)

Grupos de Trabalho

07 C  onsumo dos grupos jovens: visibilidade e expressão Maria Eduarda Araujo Guimarães (Senac)

03 C  omportamento e padrões de consumo das famílias brasileiras com seus animais de estimação em debate Lavinia Pessanha (ENCE) Fátima Portilho – Co-Autor (UFRRJ) 04 “Contamos com você”: mobilização social contra a fome, o desperdício e a indiferença Cristina Almeida Cunha Filgueiras (PUC-Minas) 05 R  econfiguração de uma tradição: o caso da torta capixaba Wander Luiz Pereira dos Santos (FACULDADES DOCTUM) Jorge Luiz dos Santos Junior – CoAutor (UFRRJ) 06 L  ógicas de compra e de venda de produtos orgânicos: observações a partir de uma feira parisiense Valter Lúcio de Oliveira (UFRRJ) 07 O  lugar do prazer no consumo: Observações sobre mulheres das camadas médias do RJ e SP Solange Mezabarba (UFF) 08 T  radição, consumo e patrimonialização: apreciação de casos modelares no contexto do Recife Kátia Medeiros de Araujo (UFPE) 09 F  REVO X CULTURA MIDIÁTICA: figurinos-modelos do imaginário da indústria fonográfica pernambucana Eliane da Costa Lima 10 C  omunidade sem portas: etnografia de um bar de fim de noite Roberto Marques (URCA) 11 C  ultura gay carioca: estigma, consumo e mercado Bill Pereira (EBAPE) Eduardo Ayrosa – Co-Autor (EBAPE-FGV) 12 M  udando para ser feliz: quando a profissão e a lógica do consumidor se encontram Tatiana Oliveira Siciliano (UFRJ)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 Economia sala 206 1ª Sessão 29/07 Responsabilidade, ação política e moralidade Coordenação: Letícia Helena Medeiros Veloso (ESPM) Debate: Fátima Portilho (UFRRJ) 01 C  onsumo e energia: uma visão sociológica Anna Carolina Pires Fournier (UFABC) Claudio Penteado – Co-Autor (UFABC) 02 P  ensando Governo Móvel: desafios para sua implementação no Brasil Bonnie Azevedo 2ª Sessão 30/07 Outras esferas de análise: consumo popular, juventude e transgressão Coordenação: Fátima Portilho (UFRRJ) Debate: Letícia Helena Medeiros Veloso (ESPM) 01 T  udo por um filho: razões técnicas para o consumo de tecnologias reprodutivas conceptivas Martha Ramirez-Gálvez (UEL) 02 M  edicalização da vida como cuidado de si: O consumo de psicofármacos em Recife Erliane Miranda (UFPE) 3ª Sessão 31/07 Materialidade e imaterialidade Coordenação: Letícia Helena Medeiros Veloso (ESPM)

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Grupos de Trabalho

01 E  studo das Práticas dos Frequentadores do Restaurante Nutrinatural na Perspectiva Etnográfica Jucimara Martins dos Santos (UBM) Heloisa Guimarães Peixoto Nogueira – Co-Autor (UFRRJ) 02 Riscos alimentares na sociedade reflexiva Pedro Junior da Silva (ESEEI)

GT05 14:00 às 18:00 Economia sala 210 Cultura, Política e Memória Coordenação: João Emanuel Evangelista (UFRN) Lilia Junqueira (UFPE) Myrian Sepúlveda (UERJ)

Este GT tem como objetivo a investigação e análise de questões que relacionam cultura, identidade e memória às dinâmicas de poder. Priorizamos três eixos temáticos: Em primeiro lugar, destacamos as novas relações da mídia com a sociedade e o Estado: os processos de midiatização da política e o exercício de novas formas de hegemonia e contra-hegemonia. O segundo foco temático será sobre a relação entre as construções sociais de memória e poderes constituídos. A memória social se vincula a diversas formas de poder, relacionadas a Estado, classe, gênero, geração e mercado. A terceira frente investigativa relaciona-se aos trabalhos que tratam da dinâmica da reconstrução de identidades culturais a partir de processos subjetivos a partir das nossas relações sociais sempre mediadas por diferentes veículos de transmissão de informação. 1ª Sessão 29/07 Patrimônio, Memória Social e Poder Coordenação: Myrian S Santos (UERJ) Debate:  Mario Chagas (UNIRIO) 01 PAISAGENS, PATRIMÔNIOS E MEMÓRIAS SOCIAIS NA ATUALIDADE Alexandre Corrêa (UFMA) 02 M  emórias em conflito: as ruínas de São Miguel, além ou aquém de Tordesilhas? Leticia Nedel (FGV) 03 M  EMÓRIA SOCIAL DA BALAIADA: RESSIGNIFICAÇÕES IDENTITÁRIAS A PARTIR DE CAXIAS-MA Maria Dione Carvalho de Moraes (UFPI) Maria Bertolina Costa – Co-Autor (UFPI) 04 E  ntre História contada e publicada: bairros da cidade e centro monumental em Sobral/CE Nilson Freitas (UVA) 05 M  emória coletiva, identidade e colonização: Representações da diferença cultural no sul do Brasil Giralda Seyferth (UFRJ) 06 M  emória e cidade: Brasília 50 anos M. Salete K. Machado (UnB) 07 U  tilizações da mídia e da memória na criação da identidade de “pioneiro italiano” Miriam Santos (UFRRJ) 08 R  ITUAIS E PRÁTICAS DE CONSAGRAÇÃO – O REGISTRO DO JONGO COMO PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO Andréa Falcão (UERJ) 09 P  olítica, memória e identidade: a experiência de participantes do “Movimiento de Mujeres en Lucha” Adriana Marcela Bogado (UFSCar) 10 P  ROPRIEDADE E PRESTÍGIO FAMILIARES: FUNDAMENTOS DE PODER EM UM POVOADO RURAL Angela Maria Garcia (UFV) 11 A  Anistia entre a memória e a reconciliação: dilemas de uma transição política ainda inconclusa Bruno Konder Comparato (USP) 12 E  ducação e cultura em tempos de conflito: a Segunda Guerra Mundial no Sul do Brasil Neide Almeida Fiori (UNISul) 2ª Sessão 30/07 Mídia e Política Coordenação:  Evangelista, João Emanuel (UFRN) 01 Democracia e memória Luis Felipe Miguel (UnB) 02 M  emória e ditadura: um diálogo entre “duros” e “moderados” através das memórias militares Amanda Mancuso (UNESP) 03 E  studantes e Política na UFRN: As práticas culturais do Movimento Estudantil nos anos 1980 Michelle Pascoal (UFRN) 04 Internet e eleições municipais em São Paulo Rosemary Segurado (PUC-SP) Claudio Penteado – Co-Autor (UFABC) Rafael Araújo – Co-Autor (ESP) Marcelo Burgos P. Santos – Co-Autor (PUC-SP) 05 M  ídia e esfera pública contemporânea: ação política na internet Kelly Prudencio (UFPR) 06 M  eios e Efeitos:a composição dos enredos pré-eleitorias na mídia Gilvanira Freitas (UFC)

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08 M  emória e Redemocratização: projetos políticos e Conselhos Gestores Municipais Gustavo Biasoli Alves (UNIOESTE) 09 C  lientelismo no interior do Orçamento Participativo nos municípios de Porto Alegre e Blumenau Edinara Terezinha de Andrade (FURB) 10 M  obilizadores políticos no Nordeste: tipologia dos articuladores eleitorais na Política Potiguar (estudo de caso) Cícero Soares Neto (UFU) 11 A  ntipublicidade e contra-hegemonia: elementos teóricos e empíricos Glícia Maria Pontes Bezerra (UFC) 12 P  olíticas de mídias, identidade e memória Luiz Carlos Pinto (UFPE) 3ª Sessão 31/07 Cultura Midiática, Identidade e Memória Coordenação: Lília Junqueira (UFPE) 01 M  ídia, memória e música popular: cultura e identidade no forró “pé de serra” atual Felipe Trotta (UFPE) Ibrantina Guedes – Co-Autor (UFPE) 02 “A imprensa católica”: Igreja e educação no Seridó Maria Auxiliadora Oliveira da Silva (UFRN)

Grupos de Trabalho

07 A  representação social de ACM em Salvador-BA e sua influência no comportamento político eleitoral Carla Galvão (UFBA)

03 M  emória, identidade, tempo e espaço: categorias da recepção latinoamericana de cinemas brasileiros Eliska Altmann (UFRJ) 04 A  moda de viola na era da sua reprodutividade técnica: ou o êxodo rural visto de baixo Jean Carlo Faustino (UNICAMP) 05 E  ntre achados e perdidos: memória dos cinemas de rua do Rio de Janeiro Márcia Bessa (UNIRIO) 06 Imagens e Contra Imagens da Favela: mídia, poder e cidadania Thiago Zanotti Carminati (UFRJ) 07 Desigualdades sociais e telenovelas: relações ocultas entre ficção e reconhecimento Lília Junqueira (UFPE) 08 A imagem de duas guerras, Brasil e Palestina Cristina Maranhão (PUC-SP) 09 C  onstrução de identidades na cultura midiática: um estudo sobre masculinidade em A grande família Raldianny Pereira (FAVIP) 10 C  asos de Família: a conjugalidade nas antenas da TV Elisa Gomes (UFRJ) 11 A  memória na Internet: os sites de capoeira e as representações do passado do negro no Brasil Simone Vassallo (UERJ) 12 M  emórias de militares sobre a atuação da mídia: de Jango ao fim do regime militar Aline Prado Atassio (UFSCar)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 Economia sala 210 1ª Sessão 29/07 Memória Social e Práticas Culturais Coordenação: Ronaldo Oliveira de Castro (UERJ) 01 C  órnelio Pires: tradição e modernidade na Cultura Paulista Arlete Fonseca de Andrade (PUC-SP) 02 A  s canções de Luiz Gonzaga na representação da identidade nordestina Betânia Cordeiro (UNICAP) 03 Imaginário social: o samba de lata na comunidade negra de Tijuaçu Elias Lins (UESC) 04 “Minas são muitas, mas convém não exagerar”: memória, mineiridade e culturas políticas Paulo Gracino Júnior (UERJ) 05 F  ormação de valores, conhecimento e identidades a partir da experiência na capoeira angola Samara Amaral Câmara (UFC) 2ª Sessão 30/07 Memória e Política Coordenação: FERRAZ, Joana D`Arc Fernandes (UNIRIO) 01 P  omeranos do Sul: a cultura do silêncio como forma de resistir e ao mesmo tempo subsumir Carmo Thum (FURG) 02 A  dimensão estratégica dos relatos: analisando as narrativas dos perseguidos políticos Danyelle Gonçalves (UECE)

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Grupos de Trabalho

03 G  overnamentalidade e (an)arqueologia Nildo Avelino (PUC-SP) 04 M  emória, identidade e poder – O processo de emancipação de Mesquita/RJ Fatima de Souza (UERJ) 05 A  parecimento, desaparecimento e vestígios: clandestinidade e memória de militantes políticos Pós-604 Mozart Lacerda Filho (UNESP) 06 Interseções entre novos sentidos de favela e patrimônio: o caso do Museu do Morro da Providência Palloma Menezes (IUPERJ)

GT06 14:00 às 18:00 Economia sala 213 Educação e Sociedade Coordenação: Márcio da Costa (UFRJ) Maria Alice Nogueira (UFMG)

O GT Educação e Sociedade pretende dar continuidade ao debate que vem se desenrolando nas últimas edições da Reunião da SBS. Apesar de ainda pouco explorada nos programas de pós-graduação e pesquisa específicos das ciências sociais, a temática educacional vem ganhando força crescente nesses ambientes, além de em áreas correlatas, como a economia. Além disso, a sociologia é disciplina de grande destaque no suporte teórico à produção científica proveniente dos programas de pós-graduação e pesquisa em educação. Serão acolhidos trabalhos referentes a investigação empírica no tema educacional, sob enfoque sociológico, além de ensaios que se dediquem a aprofundar a contribuição da teoria sociológica ao estudo da educação em suas diversas manifestações, com destaque para a educação escolar. Nesse sentido, se incentiva a apresentação de trabalhos versando sobre diferentes aspectos dos sistemas e instituições educacionais, sua dinâmica e configuração, bem como sobre atores presentes no campo educacional. 1ª Sessão 29/07 PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E POLÍTICAS EDUCACIONAIS DE INCLUSÃO SOCIAL Coordenação: Marcio Costa(UFRJ) 01 E  ducação Superior no Brasil: acesso e equidade através das políticas de inclusão social Clarissa Baeta Neves (UFRGS) Bruno Morche – Co-Autor (UFRGS) Bruna Cruz de Anhaia – Co-Autor (UFRGS) 02 Programa Conexões de Saberes: experiências de acesso e permanência de estudantes pobres nas IFES Cesar Silva (UNIVASF) Anderson Silva – Co-Autor (UFF) Janaína Nunes dos Santos – Co-Autor (UNIVASF) Alvany Santiago – Co-Autor (UNIVASF) 03 P  ré-vestibular popular e trabalho docente : caracterização social e mobilização Nadir Zago (UFSC) 04 E  ducação e pobreza: o impacto das condicionalidades do programa Bolsa Família Anderson Silva (UFF) André Brandão – Co-Autor (UFF) Salete da Dalt – Co-Autor (Data UFF) 05 U  M OLHAR SOBRE OS IMPACTOS DO PROGRAMA BOLSA ESCOLA NA EVASÃO ESCOLAR Claudia Cruz (UFRJ) 06 A  s escolas de horário integral segundo seus diferentes atores sociais Ana Maria Cavaliere (UFRJ) 07 O  modelo centro-periferia:uma proposta de estudo da sala de aula Maria de Lourdes Sá Earp (UNESA) 08 R  EPRESENTAÇÃO SOCIAL DE MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE TEÓFILO OTONI-MG Jorge Luiz de Goes Pereira (UNEC) Pedro Paulo Saleme de Souza – Co-Autor (UNEC) 09 A  s condições iniciais como explicação das atitudes e cognições políticas dos participantes do PJ MG Mario Fuks (UFMG) Jorge Alexandre Neves – Co-Autor (UFMG) 10 E  specialistas da subjetividade: mediadores na família e na escola Maíra Volpe (USP) 2ª Sessão 30/07 EFEITO-ESTABELECIMENTO” E DESIGUALDADES SOCIO-ESPACIAIS DE ESCOLARIZAÇÃO Coordenação: Maria Alice Nogueira (UFMG) 01 A  cidade contra a escola? O caso do município do Rio de Janeiro Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro (UFRJ) Mariane Koslinski – Co-Autor (UFRJ) 02 O  impacto da composição do alunado na qualidade das escolas de ensino básico Maria Teresa Gonzaga Alves (UFOP) José Francisco Soares – Co-Autor (UFMG) 03 A  utonomia escolar e desempenho: Quais as analogias possíveis? Maura Marzocchi (PUC-Rio) Adailda Gomes – Co-Autor (PUC-Rio) 04 O  s diretores e as culturas de gestão. Um estudo nas escolas públicas do Estado do Rio de Janeiro Ana Pires do Prado (UFRJ)

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06 A  s escolas católicas de prestígio no Rio de Janeiro: uma socialização competente Miriam Waidenfeld Chaves (UFRJ) 07 \Identidade institucional e excelência escolar no Colégio Pedro II Mª Cristina S. Galvão (PUC-Rio) 08 A  dimensão internacional do capital cultural como alvo de escolas nacionais Andrea Aguiar (UFMG) 09 V  iolência escolar e desempenho: as evidências do SAEB 2003 Juliana Candian (IUPERJ) 10 C  aminhos da Juventude: educação e cultura em favelas cariocas Diógenes Pinheiro (UNIRIO) 3ª Sessão 31/07 TRAJETÓRIAS ESCOLARES E PRÁTICAS EDUCATIVAS FAMILIARES EM DIFERENTES MEIOS SOCIAIS Coordenação: Marcio Costa (UFRJ) Debate:  Maria Alice Nogueira (UFMG)

Grupos de Trabalho

05 P  ráticas Organizacionais e Pedagógicas de Produção de Qualidade de Ensino Cynthia Paes de Carvalho (PUC-Rio) Diana Mandelert – Co-Autor (PUC-Rio) Luiza Helena Felipe – Co-Autor (PUC-Rio)

01 O  s favorecidos da “sorte” — propriedades e trajetória escolar no acesso ao ensino superior público Guiomar de Oliveira Passos (UFPI) 02 F  amilia, saberes e poderes: estudo de relações de parentesco em espaço universitário Claudio Severino (UFRRJ) 03 T  EMPO DE DECIDIR: PRODUÇÃO DA ESCOLHA PROFISSIONAL ENTRE JOVENS DO ENSINO MÉDIO Claudia Kober (UAM) 04 O  Que Dizem os Jovens Sobre a Educação Profissional: Entre Profecias e Incertezas Ana M. F. Teixeira (UFS) 05 E  studo das trajetórias de jovens de camada popular inseridos no Provoc/Fiocruz Simone Ouvinha Peres (UFRJ) Cristina Araripe Ferreira – Co-Autor (FIOCRUZ) Cristiane Nogueira Braga – Co-Autor (FIOCRUZ) 06 A  influência da família no desempenho da geração escolar 2005 Claudio M. M. Nogueira (UFMG) Maria Amália de Almeida Cunha – Co-Autor (UFMG) Marai José Braga Viana – Co-Autor (UFMG) Tânia F. Resende – Co-Autor (UFMG) 07 P  ONTOS CONVERGENTES E DIVERGENTES NA PERCEPÇÃO DE FAMÍLIAS NEGRAS E BRANCAS NO MUNICÍPIO DE CUIABÁ Edenar Monteiro (UFMT) Maria Lúcia Rodrigues Muller – Co-Autor (UFMT) 08 A  qualidade da escola pública na percepção de famílias populares Maria Luiza Canedo (SOCED) 09 Família e apropriação heterodoxa do dever de casa Lea Pinheiro Paixão (UFF) 10 Diferenças no processo de escolarização: ainda uma questão de gênero Dília Maria A. Glória (UFMG)

GT07 14:00 às 18:00 Economia sala 216 Ensino de Sociologia Coordenação: Amaury César Moraes (USP)

A obrigatoriedade do ensino de sociologia na escola média brasileira tem trazido à comunidade acadêmica algumas questões que antes não faziam parte das suas preocupações. Tentando qualificar o debate a respeito da obrigatoriedade e de suas conseqüências, o GT – Ensino de Sociologia visa trazer contribuições da comunidade para essa discussão, a partir de pesquisas que vêm sendo feitas sobre questões relativas ao ensino de sociologia, não só na escola média, mas também nos cursos de graduação ? licenciatura e bacharelado ? e pós-graduação? formação de pesquisadores e formação de docentes para o ensino superior. O cotidiano escolar, as práticas de ensino, metodologias e recursos didáticos, além da questão que tem assumido uma posição central nos debates: proposta unificada nacional ou autonomia dos professores na organização dos conteúdos a serem ensinados – temas que dominam o debate sobre sociologia no ensino médio. Como ultrapassar a dicotomia ensino e pesquisa? Esta questão já antiga no âmbito da graduação, decorrente da dicotomia licenciatura e bacharelado, é que cada vez mais se discutida também na pósgraduação, que se tem cumprido eficientemente sua função de formar pesquisadores, no entanto, tem sido questionada quanto à formação de docentes para o ensino superior, levando a própria CAPES a obrigar seus bolsistas a passarem por um ?estágio de docência? durante a pós-graduação. Outros temas têm aparecido de modo recorrente ou emergente: a história da disciplina e sua participação no currículo, a juventude deixando de ser objeto para ser sujeito no ensino de sociologia, e o uso de novas tecnologias como recurso didático e como objeto de ensino de sociologia.

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Grupos de Trabalho

1ª Sessão 29/07 Ensino de sociologia: experiências no nível médio, graduação e pósgraduação Coordenação: Amaury Cesar Moraes (USP) Debate: Nelson Tomazi (UEL) 01 Desafios da escrita de um livro de sociologia para o Ensino Médio Helena Bomeny (UERJ) 02 O  ensino de sociologia e a escola pública: desafios Stella Christina Schrijnemaekers (FESPSP) 03 A  pesquisa em sala de aula: problematizando a relação ensino-aprendizagem Analisa Zorzi (UFRGS) 04 Para além do senso comum: aportes para a construção do conhecimento sociológico na educação básica Thiago Ingrassia Pereira (RMES) 05 S  OCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO NO MARANHÃO: Reflexões sobre a Transmissão da Cultura Sociológica Baltazar Macaiba de Sousa (UFMA) Natália Pereira Lima – Co-Autor (UFMA) 06 SOCIOLOGIA NAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO DE BOA VISTA/RR Joani Lyra (UFRR) 07 A sociologia em escolas de Santa Catarina Nise Jinkings (UFSC) 08 E  nsino de sociologia em um curso de Direito: visões estudantis Rodrigo Rosistolato (UFMA) 09 C  orpo Social X Corpo Biológico – Ensinando Sociologia para graduandos de Educação Física Alana Mara Alves Gonçalves (URCA) 10 A  compreensão da constituição das políticas sociais de saúde: uma proposta para o ensino médio Valéria Carvalho (EPSJV) 11 R  efletindo a cidade: o jogo da cidadania Osmir Dombrowski (UNIOESTE) Maria Salete Souza de Amorim – Co-Autor (UNIOESTE) 2ª Sessão 30/07 Ensino de Sociologia: cotidiano escolar, juventude, práticas de ensino, metodologias, recursos didáticos Coordenação:  Amaury Cesar Moraes (USP) Debate: Nelson Tomazi (UEL) 01 P  ROFESSOR! MAIS PARA QUE SERVE MESMO SOCIOLOGIA? DILEMAS E DESAFIOS NO ENSINO DE SOCIOLOGIA Valmir Tiburcio Cavalcante (UFC) Costa-Filho – Co-Autor (FCRS) 02 N  ovos Olhares e Práticas, e porque não, Uma Nova Escola: A Sociologia e os rumos da educação básica. Rogerio Mendes de Lima (UERJ) 03 O  s sentidos da cultura nas propostas curriculares para o ensino médio Josefa Alexandrina da Silva (CENP) 04 E  ducação em direitos humanos e ensino de Sociologia no nível médio Guimarães (UFU) 05 E  ducação em Direitos Humanos: Uma Nova Identidade Para a Sociologia? Dijaci Oliveira (UFG) 06 E  nsino de sociologia e a formação das humanidades na interface com a arte e a literatura Renata V. B. Thomé (FEUSP) 07 Instalações: arte e sociologia como exercício de imaginação sociológica Zuleika Bueno (UEM) 08 O  s jovens e o Ensino de Sociologia: a experiência do Colégio Pedro II-RJ Fatima de Oliveira (CPII) 09 O  novo jovem na velha escola: o necessário diálogo pedagógico e sociológico. Sueli G. L. Mendonça (UNESP) 10 S  ociologia “Sem-Distância”: a relação ensino-pesquisa em cursos semipresenciais no Ceará Mário Henrique C. Benevides (UFC) Radamés Rogério – Co-Autor (UFC) 11 P  ARA DEIXAR DE “DAR AULAS”:utopia e especificidade do ensino de Sociologia Lemuel Dourado Guerra (UFCG) 3ª Sessão 31/07 Ensino de Sociologia: formação de professores, história da disciplina Coordenação: Amaury Cesar Moraes (USP) Debate: Nelson Dacio Tomazi (UEL) 01 Da prática de ensino aos estágios supervionados: mudanças na formação docente em Sociologia José Roberto O. dos Santos (UFRN) 02 A  nálise dos planos de ensino dos licenciandos em Ciências Sociais da Universidade de São Paulo Cassiana Tiemi Tedesco Takagi (PMSP)

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04 P  rofessor de Sociologia: concepções e modelos de formação Anita Handfas (UFRJ) 05 S  ociologia e a temática das relações étnico-raciais no Ensino Médio Maria Valéria (UNESP) 06 S  ociólogo/professor: novos desafios para a formação profissional Tania Elias Magno da Silva (UFS) 07 P  or uma sociologia da sociologia no ensino médio Luiza Helena Pereira (UFRGS) 08 M  anifestos, Resoluções e o Peso da Lei: o discurso sobre a obrigatoriedade do ensino de Sociologia Helson da Silva Sobrinho (UFAL) 09 A  “legitimação” do ensino de sociologia na rede pública de Aracaju-SE Josevânia Nunes Rabelo (UFS) Andréa Ribeiro – Co-Autor (UFS) 10 E  nsinar sociologia no ensino médio: perspectivas e desafios teóricos Juliana Borba (SEE)

Grupos de Trabalho

03 S  er professor, ser estagiário e formar docentes: reflexões sobre estágios e práticas de ensino Heloisa Santos (UFRJ) Julia Polessa Maçaira – CoAutor (DIEESE) Marina de Carvalho Cordeiro – Co-Autor (UFRJ)

GT08 14:00 às 18:00 Economia sala 218 Estado e Sociedade na Modernidade Atual Coordenação: Flávia Lessa de Barros (UnB), Marco Aurélio Nogueira (UNESP), Pedro Célio Alves Borges (UFG)

O GT busca aproximar estudiosos das relações entre Estado e sociedade civil com o propósito de tematizar as dinâmicas institucionais e participativas que fundamentam o exercício político em condições de modernidade avançada. Pretende estender reflexões sobre as potencialidades dessas dinâmicas para inovar a cultura democrática bem como propor hipóteses sobre suas determinações e avaliar  algumas elaborações recentes na teoria social. Pesquisas e debates nesse campo realçam mudanças produzidas nas expressões da subjetividade e nos condicionantes normativos introduzidos pela modernidade atual, cujos sentidos e ritmos traduzem modificações  na estrutura social, no modo de vida e no modo de produção, ao mesmo tempo em que se alimentam de processos em essência mundializados. Nesse contexto de transformações, algumas questões adquirem relevância particular, que o GT pretende precisamente privilegiar. Entre elas, podem ser destacadas: autonomia, identidade e cultura política; descentralização, associativismo e representação institucional; escalas intra-nacionais e transnacionais de ativismo e de deliberação; reconhecimento e distribuição; processos simbólicos e arena midiática.  1ª Sessão 29/07 Pensamento político e teoria da modernidade Coordenação: Nogueira, Marco A. (UNESP) Debate: Ricardo Silva (UFSC) 01 U  topia e o século XXI: novas controvérsias Manuela Salau Brasil (UFPR) 02 E  stado, multiculturalismo e reconhecimento: limites e aporias Fernando Filgueiras (UFMG) 03 O  conceito de política em Hannah Arendt Maria Francisca Pinheiro Coelho (UnB) 04 Dinâmica da transferência de uma política de democracia participativa do Brasil para a França Osmany Porto de Oliveira (IHEAL-Paris 3) 05 A  democracia vista desde a ótica das relações sociais de gênero Andréia Orsato (UFPel) Alfredo Alejandro Gugliano – Co-Autor (UFPel) 06 P  ierre Rosanvallon e as metamorfoses da legitimidade democrática Ricardo Silva (UFSC) 07 O  “sujeito político” na Modernidade Atual: notas sobre Alain Touraine a partir do Greenpeace Samira Feldman Marzochi (UNICAMP) 08 M  ídia, Esfera Pública e a Questão da Subjetividade Gilberto Barbosa Salgado (UFJF) 09 A “guerra contra o crime” e a democracia ameaçada Andre Gaio (UFJF) 10 E  stado, mercado e mundo da vida na teoria da modernidade de Habermas Camila Lameirão (UFF) Rodrigo Faray Rosa – Co-Autor (UFRJ) 2ª Sessão 30/07 Modernidade-mundo e modernidade brasileira: temas e problemas Coordenação: Flávia Lessa de Barros (UnB) Debate: Carla Giani Martelli(UNESP) 01 Judicialização: Uma Ameaça à Soberania Popular? Luiz Eduardo Motta (UFF)

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Grupos de Trabalho

02 E  lites empresariais e as perspectivas da democracia no Brasil Brasil pós-1998 Paulo Neves Costa (UFPR) 03 notas sobre as estratégias de relacionamento entre militares e o mundo civil em período democrático Lauriani P. Albertini (UFSCar) 04 Cultura política e a orientação de atores sociais Débora Messenberg (UnB) 05 S  ociabilidades, trajetos e desencaixes: Bolsa Família e Agricultores Familiares no Semi-àrido baiano Celso Antonio Favero (UNEB) 06 Direitos humanos e justiça social: uma inflexão na gramática do reconhecimento e da redistribuição Núbia dos Reis Ramos (UFBA) 07 N  ovos Direitos: consensos teóricos e controvérsias práticas Daniel Soczek (FACINTER) 08 U  niversidade pública em condições de modernidade radicalizada periférica Carla Giani Martelli (UNESP) 09 A  disputa pela esfera pública: o caso do Estado mexicano e o Zapatismo Hugo de A. Silvestre (UFG) 10 E  stado e modernidade nas políticas nacionais de integração sul-americana Edna Castro (UFPA) 3ª Sessão 31/07 Estado, sociedade, participação e gestão democrática Coordenação: Pedro Célio Alves Borges (UFGO) Debate: Maria Francisca Pinheiro Coelho (UnB) 01 C  onselhos gestores de Áreas de Proteção Ambiental: instrumento de autonomia ou de controle? Virgínia V.B.Sá Rego (UERJ) 02 M  inistério Público, Meio Ambiente e Sociedade José Luiz de Oliveira Soares (UFRJ) 03 O  potencial dos conselhos de políticas para alteração da relação entre Estado e Sociedade no Brasil Eleonora S M Cunha (UFMG) Debora C. Rezende de Almeida – Co-Autor (UFMG) 04 R  emuneração dos conselheiros: entre o estímulo participativo e a reprodução política Pedro Célio Alves Borges (UFGO) 05 P  articipação cidadã na esfera pública local: construindo: uma cultura política democrática Orlandil de Lima Moreira (UFPB) 06 Ouvidorias Públicas Municipais no BraSIL Camila Gonçalves de Mario (UNICAMP) 07 A  questão da participação na gestão municipal de Mossoró/RN Lindijane Almeida (UFRN) 08 O  s Conselhos Municipais de Políticas Setoriais no Contexto do Federalismo Brasileiro Denise Matos (ENCE) Vanessa Campagnac – Co-Autor (UFF) Lavinia Pessanha – Co-Autor (ENCE) 09 E  stado, sociedade e esfera pública: um olhar sobre conselhos municipais em Pernambuco Marfisa Cysneiros (UFRPE) 10 A  ssociativismo e Representação Institucional: o Movimento Empresarial Espírito Santo em Ação Alyne S. Gonçalves (UFES) Marta Zorzal e Silva – CoAutor (UFES) Márcia Prezotti Palassi – Co-Autor (UFES)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 à 19:00 Economia sala 218 1ª Sessão 29/07 01 A  volta dos sujeitos: trajetória da assistência social entre 1974 e 2005 Monika Dowbor (USP) 02 J  udicialização dos conflitos sociais: das demandas individuais para a produção da ordem jurídica. Serli Genz Bölter (UCS) 03 Dilemas da construção do espaço público e os vínculos com os fluxos comunicativos primários Maira Daniel (UFRGS) 04 A  contribuiçao de Jessop e Hirsch às relações Estado e desenvolvimento regional Carlos Roberto Winckler (UCS) 05 A  s ONGs e suas visões sobre o Estado no Brasil – um panorama Ana T. N. Soares (UFRJ) Fernando Lima Neto – Co-Autor (UFRJ)

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Estratificação e Mobilidade Social Coordenação: Felícia Picanço(IUERJ) Marcelo Medeiros (IPEA)

Agrega estudos sobre as causas das desigualdades sociais, seu reconhecimento na sociedade e de medidas que permitam reduzi-las. Discute esquemas de estratificação social em múltiplas dimensões, causas da desigualdade, da mobilidade intra e inter-geracional, determinantes do bem-estar material e subjetivo, percepções da desigualdade, efeitos de políticas destinadas à promoção da igualdade, instrumentos de pesquisa e técnicas estatísticas e qualitativas de análise desses fenômenos. Tem foco, principalmente, em estilos de vida, desigualdades educacionais, ocupacionais, de rendimentos e de consumo entre os diversos grupos da sociedade. A aceitação de mais de um trabalho por autor ocorre somente em casos especiais. 1ª Sessão 29/07 Configurações das desigualdades socioeconômicas Coordenação: Felícia Picanço (UERJ) Marcelo Medeiros (IPEA) Debate: Felícia Picanço (UERJ) 01 A  n exploration of the distribution of income in Brazil, 1839-1939. L. Bertola, E. Reis, et al Eustaquio Reis – Autor (IPEA) 02 Hnwi’s e desigualdades Antonio David Cattani – Autor (UFRGS)

Grupos de Trabalho

GT09 14:00 às 18:00 Economia sala 219

03 M  acro ou micro classes? Queda da desigualdade de renda e seu impacto na estrutura de classes Flavio Carvalhaes – Autor (IUPERJ) Pedro Souza – CoAutor (IUPERJ) 04 A  nova pobreza na América do Sul (AS): interpretação sócio-econômica e metodológica Adilson Marques Gennari (UNESP) 05 N  otas sobre os resultados de pobreza e indigência da PNAD 2007 Sonia Rocha (IETS) 06 C  adastro Único: um olhar sobre as famílias pobres no Brasil Fernando Gaiger Silveira (MDS) Fernanda Pereira de Paula – Co-Autor (MDS) Larissa Timo Almeida – Co-Autor (MDS) Luiz Rubens Camara de Araujo – Co-Autor (MDS) Jeniffer de Paula – Co-Autor (MDS) 07 S  er pobre e sentir pobre. É possível uma conjugação destas idéias? Análises a partir da PPV 1996/1997 Carolina de Souza Costa (IUPERJ) Ludmila Ribeiro – Co-Autor (UCAM) 08 T  rajetórias de homens jovens e pobres: pensando questões de reconhecimento e reciprocidade. Marcia Longhi (FD) 09 Desigualdade social e de gênero nas trajetórias de vida de mulheres jovens em Belo Horizonte Alessandra S. Chacham (PUC-Minas) Malco Camargos – Co-Autor (PUC MG) Mônica Maia – Co-Autor (INVAPE) 10 E  feitos de raça e gênero nas chances de acesso às posições da estrutura de classes brasileira Juliana Anacleto (UFMG) 12 Desigualdades de gênero em C&T no Brasil Gilda Olinto (IBICT) 2ª Sessão 30/07 Produção e reprodução das desigualdades Coordenação: Felícia Picanço (UERJ) Marcelo Medeiros (IPEA) Debate: Marcelo Medeiros (IPEA) 01 T  ransição da escola para o trabalho e estratificação social Betina Fresneda (IUPERJ) 02 E  ducação Vocacional no Brasil: escolhas e oportunidades Flavia Pereira Xavier (UFMG) Jorge Alexandre Neves – Co-Autor (UFMG) 03 J  ovens e o acesso ao mercado de trabalho: uma análise longitudinal Danielle Cireno Fernandes (UFMG) Carlos Alexandre Silva – Co-Autor (UFMG) 04 M  udanças recentes na relação entre ocupações de nível superior e mercado de trabalho na RMSP Márcia Lima (USP) 05 Discrepâncias da gênero no valor econômico da educação José Alcides F. Santos (UFJF) 06 (I)mobilidade social pela via de ensino superior Hustana Maria Vargas (PUC-Rio) 07 Determinantes da escolarização: o efeito da raça no Nordeste Brasileiro (1995-2007) Henrique Guimarães Coutinho (FUNDAJ) Flavio Cireno – Co-Autor (FUNDAJ) 08 M  obilidade social no Brasil: as vantagens dos modelos de última geração e a importância da educação Pedro Souza (IUPERJ) Carlos Antonio Costa Ribeiro – Co-Autor (IUPERJ) Flavio Carvalhaes – Co-Autor (IUPERJ) 09 Mobilidade e desigualdade racial de renda Rafael Guerreiro Osorio (UNDP-IPC)

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Grupos de Trabalho

10 Desig nas chances de mobilidade ocup: diferenças de origem, cor e situação de migração para homens e mulheres/Brasil/906 Lygia Costa (FIOCRUZ) 11 E  spaço Urbano e Desigualdade Social: efeito vizinhança e oportunidades educacionais Maria Josefina Gabriel Sant’Anna (UERJ) André Salata – Co-Autor (UFRJ) 12 A  nálise das conexões entre pobreza e capital social em territórios de alta vulnerabilidade social Carla Bronzo (E-FJP) Ian Prates – Co-Autor (UFMG) 3ª Sessão 31/07 Enfrentamentos: estratégias individuais e coletivas, públicas e privadas Coordenação: Felícia Picanço (UERJ) Marcelo Medeiros (IPEA) Debate: Marcelo Medeiros (IPEA) 01 E  stratégias de sobrevivência e construção de sociabilidade entre moradores de rua de João Pessoa-PB Anne Gabriele Lima Sousa (UFPE) 02 M  apeamento das Dimensões Objetivas e Subjetivas das Estratégias de Permanência no Ensino Superior Andréa Lopes da Costa Vieira (UNIGRANRIO) 03 R  icos e pobres na democracia brasileira: políticas de inclusão x barreiras sociais Aline Amorim Melgaço Guimarães (UFMG) 04 A  economia solidária e as desigualdades Luiz Inácio Gaiger (UNISINOS) 05 F  amília, trabalho e acesso ao Programa Bolsa Família no Brasil urbano em 2006 Lucas Wan Der Maas (PUC-Minas) André J. Caetano – Co-Autor (PUC-Minas) 06 M  obilidade Social no Governo Lula: O Papel da Bolsa Família Ranulfo Paranhos (UFPE) Cinthia Campos – Co-Autor (UFPE) 07 A  distribuição das transferências, público-alvo e cobertura do BPC Marcelo Medeiros (IPEA) Fábio H. Barros – Co-Autor (TCU) Melhcior Sawaya – CoAutor (TCU) 08 P  olíticas de Inclusão e (de) Salvação: estratégias católicas de inclusão e mobilidade social. Eduardo Dullo (UFRJ) 09 P  olítica de Assistência Social: Instrumento para garantia de direitos ou para gerar dependência? Ana Ramos (PUC-SP) 10 O  uso de pesquisas de cultura política para o aperfeiçoamento de políticas públicas sociais Henrique Carlos de O. de Castro (UnB) 11 O  rçamento Participativo e Negritude: política e invisibilidade no município de Porto Alegre, RS. Letícia Núñez Almeida (Pref de Porto Alegre) 12 Habitus e Agricultores-assentados Roberto José Moreira (CPDA) Marcos Botton Piccin – Co-Autor (UNICAMP)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 Economia sala 219 1ª Sessão 29/07 Outras tematizações Coordenação: Marcelo Medeiros (IPEA) 01 M  obilidade e desigualdade de rendimentos no Brasil: 1993-2006 Mariangela Furlan Antigo (UFMG) Ana Flávia Machado – Co-Autor (UFMG) 02 Hiato salarial de gênero no setor público brasileiro no período 19922006 Daniela Verzola Vaz (UNICAMP) Rodolfo Hoffmann – Co-Autor (UNICAMP) 03 P  ercepção das Desigualdades Socioeconômicas: estudo sobre jovens universitários em Porto Alegre, RS Francisco dos Santos Kieling (UFRGS) 04 Desigualdade, percepção da desigualdade e legitimação da desigualdade Pedro Alfradique Scotti (IUPERJ) 2ª Sessão 30/007 01 A  nálise da história de vida dos primeiros imigrantes sírio-libaneses e sua trajetória no Brasil Paula Carmo Name (PUC-SP) 02 Desigualdade social e meio ambiente: dois aspectos do mesmo processo de desenvolvimento Ana Carolina Aguerri Borges da Silva (UNESP) 03 Impactos psicossociais da pobreza Aline Accorssi (PUC-RS) Pedrinho Guareschi – Co-Autor (PUC-RS) 04 N  ativos e “De Fora”: padrões de inserção e integração entre grupos sociais do interior paulista Andréa Vettorassi (UNICAMP)

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Gerações na Contemporaneidade Coordenação: Alda Britto da Motta (UFBA) Isolda Belo da Fonte (FUNDAJ)

A abordagem das relações sociais do ponto de vista das posições geracionais significa uma análise inescapável de trajetórias sociais no tempo; no tempo existencial dos indivíduos e no tempo social, coletivo e histórico, portanto, tanto de tendências à mudança como a permanências. Na sociedade contemporânea destacam-se, nesse âmbito de análise, três questões básicas: A heterogeneidade das formações identitárias, tanto de ordem individual como coletiva. A complexidade e também heterogeneidade das composições familiares. O “déficit”, real ou atribuído, dos sistemas de previdência social, como crise das relações de solidariedade entre as gerações e problema para a própria reprodução social. São dos mais presentes desafios postos em discussão e que têm amplo curso e pertinência na dimensão das relações entre as gerações. 1ª Sessão 29/07 Gerações, Memória e Família Coordenação: Isolda Belo (FUNDAJ) Debate:  Alda Britto da Motta (UFBA) 01 J  ovens e velhos no cinema nacional (1950-2007) Neusa Meirelles Costa (UNIP)

Grupos de Trabalho

GT10 14:00 às 18:00 Economia sala 223

02 P  OESIA, PASSADO E TRADIÇÃO: O SABER DAS GERAÇÕES Karlla Souza (UFCG) 03 J  UVENTUDE, MEMÓRIAS E CULTURA: ARTICULAÇÕES PARA O ENCONTRO ENTRE DISTINTAS GERAÇÕES Carlos Henrique dos Santos Martins (CEFET-RJ) 04 N  ovos envelhecimentos: transformações e rearranjos da modernidade na cidade de Goiânia Ana Júlia R. Nascimento (UnB) 05 A  morte em grupos de convivência de terceira idade Domingos Sávio A. Cordeiro (UFC) 06 N  o tempo do “guardamento”: rituais de morte narrados por velhos Marisete T. Hoffmann-Horochovski (UFPR) 07 T  empos de fazenda e tempos de comunidade: espaços-tempos geracionais na região sisaleira da Bahia Alessandra Freixo (UFRRJ) Ana M. F. Teixeira – Co-Autor (UFS) 08 L  ONGEVIDADE E PERMANÊNCIA DAS DESIGUALDADES DE GÊNERO E GERAÇÃO NA FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA Benedita Edina de S. L. Cabral (UFCG) 09 P  ersonagens Geracionais na Família Contemporânea: Centenários e Pivôs Alda Britto da Motta (UFBA) 10 T  odas as gerações: características das famílias conviventes. Regiane Lucinda de Carvalho (UFMG) 11 C  ontinuidades e rupturas: relações entre avós, pais e netos em contextos de separação e recasamentos Glaucia Marcondes (UFBA) 12 A  família no contexto das políticas sociais para as gerações mais velhas Marcia Gomes (NEIM) 2ª Sessão 30/07 Sujeitos de Direito, Política e Conflitos Coordenação: Alda Britto da Motta (UFBA) Debate: Isolda Belo (FUNDAJ) 01 C  ontemporaneidade e costume: reflexões sobre gerações, famílias e trabalho Josimara Delgado (UFJF) 02 A solidão judicializada e a solidariedade intergeracional Carlos Lemos (UFF) 03 A  reforma da Previdência Social no Brasil: mudança e permanência no sistema securitário público Carolina Souza (UFBA) 04 E  nvelhecimento das mulheres: desconstruindo práticas de violência institucional Lourdes Bandeira (UnB) 05 O  PROCESSO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO DA VELHICE: O CASO DE SALVADOR Kátia Jane Chaves Bernardo (UNEB) 06 P  essoa Idosa e Empoderamento: padrões socioeconômicos na Região Metropolitana do Recife (1995-2007) Isolda Belo (FUNDAJ) Flavio Cireno – Co-Autor (FUNDAJ) 07 T  ransição geracional e organização do poder Executivo paranaense (1889-1930) Mônica H. H. S. Goulart (UFPR) 08 R  elações intergeracionais e militância:é possível transmistir disposições para a política? Kimi Tomizaki (USP) 09 IDOSOS/AS EM MOVIMENTO: Uma disscussão em torno da qualificação do movimento dos aposentados/as Eulália Lima Azevedo (UFBA)

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10 O  (DES)ENGAJAMENTO SOCIAL DO IDOSO: NECESSIDADE OU (IM)POSIÇÃO SOCIAL? Solange Beatriz Billig Garces (UNISinos) 11 A  campamentos de mulheres na Bahia: dilemas da militância no enfrentamento das lutas do cotidiano Maria de Lourdes N. Schefler (UFBA) 12 C  onflito geracional em um assentamento de reforma agrária Maíra Martins (UFRRJ) 3ª Sessão 31/07 Novas Questões: sensibilidade e cultura Coordenação: ISOLDA BELO (FUNDAJ) Debate: Alda Britto da Motta (UFBA) 01 Discurso autobiográfico e identidade generacional: a juventude como metáfora Carles Feixa Pàmpols (UdL) 02 TEMPOS POR VIR: A construção simbólica do futuro entre jovens de grupos populares Mónica Franch (UFPB) 03 C  artografias juvenis: mudanças e permanências nos modos de viver e representar a juventude Carla Linhares Maia (UFMG) 04 J  ovens universitários: Sociabilidades e angústias na transição para a vida adulta Rosa M. E. Coutrim (UFOP) Filipe D. Dulci – Co-Autor (UFOP) Emerson Carioca – Co-Autor (UFOP) 05 “Jovens-pais”: na interface entre família, gênero e sexualidade Cristiane S. Cabral (UERJ) 06 E  ntre lobos bobos e lobas poderosas: sobre a construção da meiaidade pela auto-ajuda nacional Talita Castro (UNICAMP) 07 C  orpo e tatuagem na terceira idade Andréa Osório (UFRN) 08 R  azão e Sensibilidade no Trabalho de Cuidado de mulheres idosas institucionalizadas Analía Soria Batista (UnB) 09 GERAÇÂO E INTERNET NO BRASIL URBANO Zuleica L. Cavalcanti de Oliveira (UFRJ) 10 A  dança de salão e a reconstrução de identidade de mulheres com mais de sessenta anos Denise Nascimento (UFC) 11 V  elhice, masculinidade e formas de sociabilidade entre homens em Santa Maria – RS Fátima Perurena (UFSM) Gabriela Felten da Maia – Co-Autor (UFSM) 12 P  apéis de Gênero e Práticas Cotidianas: a dimensão do tempo sob a perspectiva da masculinidade Márcio Ferreira de Souza (UFU)

GT11 14:00 às 18:00 FE sala 201 Globalização da Agricultura e dos Alimentos Coordenação: Dalva Motta (EMBRAPA) John Wilkinson (UFRRJ) Josefa Salete Barbosa Cavalcanti (UFPE)

Um dos temas mais debatidos na atualidade, a globalização da agricultura e dos sistemas agroalimentares, oferece questões instigantes para o debate. Os trabalhos a serem apresentados neste grupo visam contribuir para a compreensão dos processos sociais em curso no campo da produção, consumo e distribuição dos alimentos. Trata de temas relativos às dinâmicas das cadeias agroalimentares, mudanças na pauta de consumo, formação de novos hábitos e suas repercussões para o trabalho e diversificação da agricultura, das disputas por recursos e usos do meio ambiente, suas repercussões na qualidade e novas certificações dos produtos, dos atores e redes implicadas na construção dos novos territórios e dos significados do produzir e de consumir alimentos nos tempos atuais, bem como dos movimentos sociais que emergem nesse campo. Agroenergia e novos tipos de investimentos na terra. 1ª Sessão 29/07 Cadeias agroalimentares e mudanças na pauta de consumo: Qualidades, mercados e trabalhadores Coordenação: John Wilkinson (UFRRJ) Debate: Josefa Salete Barbosa Cavalcanti (UFPE) 01 A  s pequenas lojas de alimentos no Rio de Janeiro: distribuição e o consumo nas grandes cidades Georges Flexor (UFRRJ) 02 R  edes no pequeno varejo: sua gênese e participação na construção dos mercados de hortigranjeiros Marcelo Santos de Souza (UFRGS) Renato Santos de Souza – Co-Autor (UFSM) Jalcione Almeida – Co-Autor (UFRGS) 03 R  edes empresariais locais no mercado global de alimentos: o Grupo Labrunier no sertão nordestino Cinthia Reis (UEMA) 04 A  relevância sociológica das estratégias das redes de supermercados para os alimentos orgânicos Eduardo J. Moro (UFSC)

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06 P  rodutos Coloniais e a extensão de redes rumo a mercados extra-regionais Clovis Dorigon (Epagri) 07 O  mercado solidário certificado: ruptura ou continuidade do mercado convencional? Sérgio Pedini (EAFM) Robson Amâncio – Co-Autor (UFLA) Cristhiane Amâncio – Co-Autor (EMBRAPA) 2ª Sessão 30/07 Agroenergia e novos tipos de investimentos na terra. Coordenação: Dalva Maria da Mota (Embrapa) Debate: John Wilkinson (UFRRJ) 01 S  egurança Alimentar e a controvérsia sobre a produção de alimentos x de bioenergia no Brasil Gomes Junior (UnB) Lavinia Pessanha – Co-Autor (ENCE) Rafaela Coelho Guerrante G. S. Moreira – Co-Autor (ENCE) 02 O  S CERRADOS DA BAHIA SOB A LÓGICA DO CAPITAL Clóvis Caribé Menezes (UEFS) 03 Desenvolvimento e situação atual da agricultura de base ecológica no Brasil e no estado de São Paulo Lucimar S. de Abreu (Embrapa) Kleber Pettan – Co-Autor (UNICAMP) Fernando Rabello Paes de Andrade – Co-Autor SERGIO P.C. MENDES – Co-Autor (UNICAMP)

Grupos de Trabalho

05 C  onflitos pelo acesso aos recursos nas cercanias do projeto de irrigação Platô de Neópolis/SE Dalva Maria da Mota (Embrapa)

04 O  s riscos associados à produção de alimentos: uma análise a partir da leitura de Ulrich Beck Edgard Malagodi (UFCG) Cynthia Xavier de Carvalho – Co-Autor (UNICAP) 05 Dinamismo e precariedade em áreas de fruticultura irrgada: os trabalhadores rurais do Baixo-Açú/RN Sabrina França (UFRN) 06 O  escândalo do leite no Brasil: notas sobre a construção de um mercado Marcia da Silva Mazon (UFSC) 07 E  xclusão e pobreza feminina em meio à globalização da agricultura – o caso de Cruz Alta/RS Christiane Campos (UFRGS) Rosana Campos – Co-Autor (UFRGS) 3ª Sessão 31/07 Atores e redes na construção dos novos territórios e produtos Coordenação: Josefa Salete Barbosa Cavalcanti (UFPE) 01 Qualidades e qualificação no comércio de alimentos e as exportações brasileiras de soja Roseli Rocha dos Santos (UNIBrasil) 02 C  ooperativismo, agricultura familiar e redes sociais na reconfiguração dos espaços rurais Maria Luiza Pires (UFRPE) Pedro Arthur – Co-Autor (UFRPE) João Batista Barros de Amorim – Co-Autor (ASA) Yasmina P. V. Juste – Co-Autor (UFRPE) 03 R  otulagem como precaução: a liberação da soja RR e a regulação dos transgênicos no Brasil Cristiano L. Lenzi (USP) 04 O  s Movimentos sociais e as bio e nanotecnologias agrícolas: o caso Brasileiro Biancca S. de Castro (UNICAMP) Jorge Luiz dos Santos Junior – Co-Autor (UFRRJ) Fátima Portilho – Co-Autor (UFRRJ) 05 Indicações geográficas e formas de qualificação no mercado de vinhos: o caso do Vale dos Vinhedos Paulo Niederle (UFRRJ) 06 Da uva de mesa ao vinho à mesa, o enoturismo como estratégia competitiva Anna Barbosa (UNEB) 07 A  limentos de qualidade e reincrustações locais no município de Casimiro de Abreu-RJ Andre Costa Alves (UFRRJ) Fátima Portilho – Co-Autor (UFRRJ) 08 C  ertificação e práticas sócio-produtivas na agricultura ecológica: o caso de Rio Branco do Sul/PR Michelli Gonçalves Stumm (UFPR)

GT12 14:00 às 18:00 FE sala 204 O Fenômeno Religioso Coordenação: Eduardo Gabriel (USP) Péricles Morais (UFS) Lísias Nogueira Negrão (USP)

O GT tem como propósito reunir pesquisadores que tenham se dedicado ao estudo sociológico do fenômeno religioso em suas mais diferentes formas de expressão e tendências na sociedade contemporânea. Quais os limites de influência e os espaços sociais que cabem à atuação da religião no mundo atual? As possíveis respostas desta questão poderão ser observadas nas relações a serem discutidas neste GT: religião e saúde; religião, gênero e sexualidade; religião, poder e política; religião e cidades; religião, salvação e magia; religião e práticas terapêuticas; religião e juventude; religião e

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meios de comunicação; expansão religiosa internacional; religião, construção da identidade, sincretismo e pluralismo; etc. 1ª Sessão 29/07 Transformações do catolicismo tradicional e contemporâneo Coordenação: Eduardo Gabriel (USP) Debate: Marcia Mello Costa de Liberal (MACKENZIE) 01 C  atólicos de todas as universidades, uní-vos! – a RCC nas instituições de ensino superior Carlos Eduardo Pinto Procópio (UFJF) 02 S  infonia Canção Nova: segredo, imaginação e a Comunidade de Vida Canção Nova Eliane Martins de Oliveira (UFRRJ) 03 O  retorno da emoção e da magia nas Novas Comunidades Católicas Kaliane Maia (UFCG) Lemuel Dourado Guerra – Co-Autor (UFCG) 04 F  é e Política no Movimento Carismático na Diocese de Nova Iguaçu-RJ João Marcus F Assis (UNIRIO) 05 R  omarias: devoção e diversão Maria Paula Jacinto Cordeiro (UFC) 06 N  os caminhos Santo Monge: Religião e lutas sociais no sul do Brasil Cesar H. B. Goes (UNISC) 07 M  ercantilização das Tradições: religiosidade e turismo Bastos Alves (UFRN) 08 C  aminho da Fé: o turismo religioso na contemporaneidade Haudrey Germiniani (ESUV) 09 C  aminhos que levam a Roma: investimentos culturais e redefinições da excelência religiosa católica Erneso Seidl (UFS) 10 Dilemas da asssistência religiosa no DEGASE Pedro Simões (UFRJ) 11 A  vida econômica na Doutrina Social da Igreja Católica José Rodorval Ramalho (UFS) 12 C  onsiderações sobre a inserção da Igreja Católica na luta pela Reforma Agrária Claudemiro Godoy do Nascimento (UFT) 2ª Sessão 30/07 Avanço evangélico nos espaços públicos Coordenação: Péricles Andrade (UFS) Debate: Eduardo Gabriel(USP) 01 A guerra espiritual no reino da Sociologia Nilton R. Junior (UFRJ) 02 Igrejas evangélicas e relações de gênero: o impacto da experiência migratória Aparecida Amorim (UNIVALE) 03 “Nós acolhemos os homossexuais”: estratégias discursivas na homofobia pastoral evangélica Leandro de Oliveira (UFRJ) Marcelo Natividade – Co-Autor (UFRJ) 04 O  s evangélicos brasileiros nas eleições de 2006 – “políticos de Cristo” em apuros? Leonildo Silveira Campos (UMESP) 05 Os evangélicos nas eleições municipais André Ricardo de Souza (PUC-SP) 06 F  iel vota em Fiel (?): Um mapa do voto religioso em Porto Alegre a partir das Eleições de 2008 Mauro Meirelles (UFRGS) Leandro Raizer – Co-Autor (UFRGS) 07 PROTESTANTES HISTÓRICOS E OS RITUAIS DE CURA DIVINA Jonatas Meneses (UFS) 08 S  ob égide da fé: o pentecostalismo no cotidiano de moradores de favelas Wania Mesquita (UENF) 09 M  ÍDIA, ENTRETENIMENTO E RELIGIÃO: A PROLIFERAÇÃO DOS ESPETÁCULOS DA FÉ NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA Karla Patriota (UFPE) 10 “Música negra”: pertencimento e sonoridades entre os evangélicos brasileiros Márcia Leitão Pinheiro (UENF) 11 A  Igreja Universal do Reino de Deus em Portugal Claudia Swatowiski (UERJ) 12 “Pagando o preço”: a expansão do cristianismo na Era pós-colonial Max Ruben Ramos (ICS-UL) 3ª Sessão 31/07 Religião, multiculturalismo e práticas terapêuticas Coordenação: Eduardo Gabriel (USP) Debate: Maria Paula Jacinto Cordeiro (UFC) 01 E  spiritismo é religião? Célia Arribas (USP) 02 A  Dimensão Terapêutica Espírita Litza Andrade Cunha (UFBA)

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04 A  s percepções dos espíritas sobre a diversidade sexual Maria das Dores Campos Machado (UFRJ) Luciana Zucco – Co-Autor (UFRJ) Fernanda Delvalhas Piccolo – Co-Autor (UFRJ) Pedro Simões – Co-Autor (UFRJ) 05 J  ovens “sem-religião”: Rompimento com as religiões e novas espiritualidades juvenis Antonio Leandro da Silva (PUC-SP) 06 S  em religião: uma categoria censitária entre a secularização e e a dessecularização Denise S. Rodrigues (UERJ) 07 N  ovas formas de pertencer – analise de pertencimentos de jovens religiosos e sem religião Silvia R. A. Fernandes (UFRRJ) 08 C  onflitos, negociações e acomodações em famílias com pluralismo religioso intrafamiliar Silvana Sobreira de Matos (UFPE) 09 L  aicidade Brasileira: o debate sobre a implementação do ensino religioso nas escolas públicas Janayna de Alencar Lui (UFRJ) 10 (In)tolerância e preconceito: o ensino religioso no campo educacional sergipano Péricles Andrade (UFS) 11 R  eligião e Identidade – influência na construção de um tecido social Marcia Mello Costa de Liberal (MACKENZIE)

Grupos de Trabalho

03 O  Espírito Pluralista do Espiritismo: uma análise sobre a abertura dialogal da Doutrina Espírita André A. Pereira (UFJF)

12 A  religião na contemporaneidade: reflexões sobre saúde, doença e cuidado nos contextos religiosos Clarice Santos Mota (UFBA) Leny Trad – Co-Autor (ISC-UFBA)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 FE sala 204 1ª Sessão 29/07 Laboratório 1 Coordenação: Eduardo Gabriel (USP) Debate: Claudia Swatowiski (UERJ) 01 Identidade e Canção Nova(s) Luciane Cristina de Oliveira (UNESP) 02 P  LURALISMO RELIGIOSO: a crise da secularização ocidental e a tolerância/intolerância religiosa Aurenéa Maria de Oliveira (UFRPE) 03 A  yahuasca: Um debate sobre o uso ritualístico e terapêutico Gabriela Santos Ricciardi (UFBA) 04 R  eligião e engajamento ambiental Aline Sant´Anna Wander Luiz Pereira dos Santos – Co-Autor (FACULDADES DOCTUM) 05 A  Igreja dos Homens: o trabalho dos Agentes de Cáritas para o desenvolvimento da EPS no Ceará Joannes Paulus Silva Forte (UFC) 2ª Sessão 30/07 Laboratório 2 Coordenação: Péricles Andrade(UFS) Debate: Leonildo Silveira Campos (UMESP) 01 T  raficantes evangélicos”: novas formas de experimentação religiosa em favelas cariocas Christina Vital da Cunha (UERJ) 02 Quando o verbo se faz canto: crises sociais de fundo musicológico nas igrejas evangélicas Euridiana Souza (IBRAP) 03 O  processo de formação das atitudes políticas dos jovens da Assembléia de Deus em Porto Alegre/RS André Luis dos Santos (UFRGS) 04 R  eligião e Movimento Social: as representações religiosas de pentecostais militantes do MST Fabio Alves Ferreira (UFPE)

GT13 14:00 às 18:00 FE sala 240 Ocupações e Profissões Coordenação: Maria da Glória Bonelli (UFSCAR) Maria Lígia Barbosa (PPGSA/IFCS/UFRJ)

Dentro do eixo central do XIV Congresso da SBS, e em sintonia com o V Conferência Intermediária sobre Sociologia dos Grupos Profissionais, da ISA, o GT tem como objetivo debater os consensos e as controvérsias nos estudos das ocupações e profissões. Assim, pretende reunir trabalhos que abordem o modelo profissional, seja destacando sua relevância nas sociedades democráticas seja criticando-o como uma ideologia que gera práticas monopolistas reforçando barreiras entre as profissões e as ocupações. Os temas prioritários para as sessões são: saber e poder profissional; internacionalização

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do saber e das profissões; profissões, gênero e diferença; identidades dos grupos profissionais; ofícios, carreiras e estratificação ocupacional; processos de profissionalização: avanços e retrocessos. 1ª Sessão 29/07 Desafios ao profissionalismo Coordenação: Maria da Gloria Bonelli (UFSCar) Debate: Jacqueline Sinhoretto (UFSCAR) 01 E  lites jurídicas, faculdades de Direito e administração da justiça pública no Brasil Frederico de Almeida (USP) 02 E  nsino jurídico: as transformações de um processo formativo capturado pela corporação advocatícia Roberto Fragale Filho (UFF) 03 F  undamentos sociológicos do sentimento de frustração profissional entre magistrados e promotores Gessé Marques Jr. (UNIMEP) 04 J  uízes, advogados e promotores: socialização e percepção profissionais Renato M. Perissinotto (UFPR) Pedro Leonardo Medeiros – Co-Autor (UFPR) 05 O  peradores do Direito e Direitos Humanos em Dourados, MS André Luiz Faisting (UFGD) 06 P  olícia Federal: a elite policial e seus discursos sobre um pertencimento Carolina Cancian Bajotto (PUC-RS) 07 A  profissionalização especialização da Polícia Civil no Estado do Rio de Janeiro Andréa Ana do Nascimento (UFRJ) 08 C  riminalização da pobreza, judicialização das relações sociais e a profissão de Serviço Social Márcia Nogueira da Silva (UERJ) 09 Heróis da Resistência – Ciências Sociais, vocação acadêmica, e mercado de trabalho. Braga Gabrielle (IUPERJ) 10 Da redação à academia: o jornalismo como carreira acadêmica no Brasil Lerisson C. Nascimento (UFSCar) 11 A  internet, o paciente expert e a prática médica: uma análise bibliográfica Helena Garbin (FIOCRUZ) André Pereira Neto – Co-Autor (FIOCRUZ) 12 S  ABER E PODER PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL NO CAMPO SÓCIO-JURÍDICO Rosa Prédes (UFAL) Ana Cristina Soares – Co-Autor (UFAL) 2ª Sessão 30/07 Ocupações e desenvolvimento da profissionalização Coordenação: Luiz A Castro Santos (UERJ) Debate: Jordão Horta Nunes (UFG) 01 P  rojeto de Lei de 0025-2005 – A Invenção da Ptofissão de Musicoterapeuta Marcello Santos (UFRJ) 02 O ESTILISTA E A INDÚSTRIA DA MODA Paulo Fernandes Keller (UFMA) 03 Decisões sob constrangimentos: a lógica do estilista Vanessa A. Justino (UFMG) 04 M  OTOTAXI: OCUPAÇÃO OU PROFISSÃO? Herbert Toledo Martins (UNIMontes) Gleimiria Batista da Costa – Co-Autor (UFRO) 05 B  atendo a tranca: esboçando um perfil e repensando o papel do agente prisional em Minas Gerais Luiz Lourenço (UNI-BH) 06 A  Sociologia do trabalho e os movimentos ocupacionais de trabalhadores em indústrias metal-mecânicas Edmilson Leite Paixão (CEFET-MG) João Bosco Laudares – Co-Autor (CEFET-MG) 07 O  sentido da desregulamentação do trabalho nas trajetorias profissionais Souza, Aparecida Neri (UNICAMP) 08 A  s práticas do cuidar e a experiência da Fisioterapia Lina Faria (UERJ) 09 A  construção da identidade profissional do fisioterapeuta atuante em UTI Angela Ghisleni (IPA) 10 O  Trabalho em Odontologia e a Identidade Profissional Maria de Fátima Santos de Araújo (UFPB) 11 A  dinâmica da inserção profissional dos trabalhadores da saúde no Brasil em 2005 Mônica Vieira (FIOCRUZ) Arlinda Barbosa Moreno – Co-Autor (FIOCRUZ) Lygia Costa – Co-Autor (FIOCRUZ) 12 O  processo de qualificação do Agentes Comunitários de Saúde (ACS) na consolidação do SUS Marcia Lopes (FIOCRUZ) Anna Violeta Durão – Co-Autor (FIOCRUZ) Valéria Carvalho – Co-Autor (EPSJV) Mônica Vieira – Co-Autor (FIOCRUZ)

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Diferença e problemática identitária nas profissões Coordenação: Maria-Ligia Barbosa (PPGSA/IFCS/UFRJ) Debate: Aparecida Neri Souzai (UNICAMP) 01 Docência, gênero e gerações do magistério Inês A de Castro Teixeira (UFMG) Carlos André T. Gomes – Co-Autor (Col. Loyola) Herbert Glauco de Souza – Co-Autor (UFMG) 02 P  rofissão: oficial engenheira naval da Marinha de guerra do Brasil Maria Rosa Lombardi (FCC) 03 G  ênero e poder entre engenheiros agrônomos Rogério Marques (UFG) 04 A  gentes de Saúde: gênero, trabalho e desigualdades em equipes de PSF Maria Grazia C. Cardoso (UFRPE) 05 Discursos de homens e mulheres em profissões alternativas ao seu gênero Mani Tebet Martins (UFRJ) 06 A  tuação profissional, engajamento militante e defesa de causas raciais no Rio Grande do Sul Fernanda Rios Petrarca (UFRGS) 07 A  ocupação de guias de turismo: identidades em jogo Jordão Horta Nunes (UFG) Alessandra Tenorio Cerqueira – Co-Autor (UFG)

Grupos de Trabalho

3ª Sessão 31/07

08 S  er ou não ser? Comparações entre o modelo de profissionalização do livreiro no Brasil e na França Thais Schettino (UFRJ) 09 Diversidade e diferenciação institucional das instituições de ensino superior e carreira docente Claudio de Salvo Oliveira (PUC-Minas) 10 P  rofissão professor: avanços e retrocessos na sua constituição Elena Maria Billig Mello (UFRGS) 11 A complexidade da profissão docente Menga Lüdke (PUC-Rio) 12 C  onstrução Social do Trabalhador e Educação Profissional Izabella Lacerda Pimenta (UFF)

GT14 14:00 às 18:00 FE sala 209 Os Limites da Democracia Coordenação: Aécio Gomes de Matos (UFPE) Brasilmar Ferreira Nunes (UFF), Paulo Henrique Martins (UFPE)

O debate sobre a questão democrática tem avançado por caminhos diversos e enfoques complementares. De um lado, uma crítica crescente aos modelos tradicionais de representação política por mandatos eletivos em contraposição às novas modalidades de expressão da sociedade civil, com ampliação da esfera pública, novas exigências de reconhecimento e de diversidade de sujeitos individuais e coletivos. O GT Limites da democracia pretende explorar os novos horizontes deste debate a partir de perspectivas complementares que permitam enfatizar as potencialidades e as limitações das atuais experiências associativas, das novas formas de militância e de organização política, mais pluralistas e horizontais, que caracterizam os novos movimentos sociais como expressões autênticas da sociedade civil. Limitações que se imaginavam superadas pela onda de redemocratização que se espalha pelo mundo na segunda metade do século XX, mas que permanecem ainda vivas, tanto na existência de Estados totalitários, como em formas hegemônicas de dominação econômica, política e ideológica. Neste contexto o que se pode esperar das atuais experiências de democracia participativa e de autonomia dos sujeitos sociais locais com relação ao aperfeiçoamento dos processos democráticos? Como superar a dominação dos países ricos sobre suas periferias no plano internacional e subalternidade das grandes massas excluídas? Há os que vislumbrem nesses processos participativos o surgimento de novas vanguardas libertárias. Em contraposição há também os que identificam apenas novos modelos hegemônicos, onde se reproduzem as relações de elite, sem a emergência de sujeitos sociais autônomos. Otimismos e pessimismos sobre o futuro da democracia que permitem lançar o debate sobre as novas formas de pensar e agir político na perspectiva de um quadro social mais igualitário e mais justo. 1ª Sessão 29/07 Teoria social e fundamentos sócio-históricos Coordenação: Paulo Henrique Martins (UFPE) Debate: Brasilmar Ferreira Nunes (UFF) 01 V  alores participativos, pós-materialismo e desigualdade na democracia latino-americana. Ednaldo Aparecido Ribeiro (UEM) 02 L  imites e possibilidades da democracia na América do Sul Maria Izabel Mallmann (PUC-RS) 03 O  Segredo Institucional e a Manipulação da Informação em Goffman Jaime Cunha (UFPA) 04 C  lasse trabalhadora e participação política: bases materiais e limites estruturais Ilse Gomes Silva (UFMA)

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05 V  enezuela: avanços e limites da democracia plebiscitária Raphael Lana Seabra (UnB) 06 Demandas e lutas sociais na perspectiva de uma nova política Ruthy Nadia Laniado (UFBA) 07 V  ariedades de democracia, uma articulação Eduardo R. Gomes (UFF) Camila Lameirão – Co-Autor (UFF) 08 Democracia Participativa: a redefinição da relação Estado e Sociedade num contexto neoliberal Gisele dos Reis Cruz (UFF) 09 A  vanços democráticos e reação judiciária: os juízes leigos na Constituinte de 1988 Delton R. S. Meirelles (UFF) Marcelo Pereira Mello – Co-Autor (UFF) Luiz Moreira – Co-Autor (UFRJ) 10 Campanha contra a Alca e o resgate da esfera pública Suylan Midlej (UnB) 11 R  EPENSANDO A DEMOCRACIA: INFLEXÃO NOS DILEMAS CONTEMPORÂNEOS Fabrícia Carla Viviani (UFSCar) Rafael Lamera Cabral – Co-Autor (UFSCar) 12 P  articipação política e autocracia: paradoxos latino-americanos Guillermo Alfredo Johnson (UNIVALI) 2ª Sessão 30/07 Democracia representativa e democracia participativa: aspectos políticos e institucionais Coordenação: Aécio Gomes de Matos (UFPE) Debate: Paulo Henrique Martins (UFPE) 01 J  udicialização da política e politização da justiça, o novo papel do judiciário na democracia Sydenham Lourenço Neto (UERJ) Ana Cristina de Mello Pimentel Lourenço – Co-Autor (UFF) 02 Democracia, participação e capital social: considerações a partir do Orçamento Participativo Julian Borba (UFSC) 03 A  participação popular fechou as portas? Limites da gestão participativa em Porto Alegre (2005/2008) Alfredo Alejandro Gugliano (UFPel) 04 Desafios da Democracia Direta: reflexões a partir de um estudo de caso do Orçamento Participativo Paulo Peres (UNIFESP) Priscila Fausto – Co-Autor (UNIFESP) 05 E  stado ONGs e movimentos sociais: disputas em defesa dos direitos? Sônia Pereira (UFC) 06 N  ovas relações entre democracia e movimentos latino-americanos que se pretendem anti-sistêmicos Lúcio Flávio de Almeida (PUC-SP) 07 C  ontrole social das políticas públicas: siginficados do conceito e desafios para seu exercício Lizandra Serafim (UNICAMP) 08 S  ociedade civil e autonomia decisória do Estado: desvendando o processo decisório estadual paulista Andréa Gozetto (UNINOVE) 09 Democracias comparadas dos países do MERCOSUL Riberti de Almeida Felisbino 10 Democracia e autogoverno nas cañadas da Selva Lacandona: aproximações à práxis “rebelde” zapatista Cassio Brancaleone (IUPERJ) 11 Democracia e saúde: perspectivas contemporâneas sobre sociedade civil e direito no Brasil Roseni Pinheiro (UERJ) 12 Desigualdades persistentes e limites democráticos no Brasil Jorge Alberto Saboya Pereira (UERJ) Silene de Moraes Freire – Co-Autor (UERJ) 3ª Sessão 31/07 Experiências de democracia Coordenação: Brasilmar Ferreira Nunes (UFF) Debate: Aécio Gomes de Matos (UFPE) 01 O  s limites da Democracia participativa na cultura política brasileira: O OP de Rio das Ostras Angela Neves (UFF) 02 Participação, consciência social e a demopedia Luciano Fedozzi (UFRGS) 03 G  overnança democrática e participação política via websites governamentais Heloisa Dias Bezerra (UFG) Vladimyr Lombardo Jorge – Co-Autor (PUC-Rio) Uianã Cruvinel – Co-Autor (UFG) 04 P  articipação democrática nos websites dos candidatos a prefeito das capitais da região sul Andressa Silvério Terra França (UFPR) Maria Alejandra Nicolás – Co-Autor (UFPR) 05 O  EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA NO RECIFE. O potencial democrático e o poder limitado. Sandra Marília Maia Nunes (Prefeitura de Recife)

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07 P  articipação e exclusão na criação e gestão de uma Área de Proteção Ambiental (APA) Natália Gaspar (UFRJ) 08 L  imites da participação na gestão dos recursos públicos locais, ou o ideal participativo é um mito? Quésia de Souza Francisco (UENF) 09 A  promoção da cidadania pela utilização da Pesquisa-Ação Felipe Addor (UFRJ)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 FE sala 209 1ª Sessão 29/07 Referências sócio-históricas da democracia Coordenação: Paulo Henrique Martins (UFPE) Debate: Brasilmar Ferreira Nunes(UFF) 01 E  squerdas latino-americanas: uma tipologia é possível? Fabricio Pereira (IUPERJ) 02 R  EPRESENTAÇÃO POLÍTICA, SISTEMA TÉCNICO E AUTORIZAÇÃO DISCURSIVA: Por uma Sociologia do Discurso Adão Francisco de Oliveira (UNITINS)

Grupos de Trabalho

06 A  Justiça social em defesa da vida associativa e da cooperação institucional Manuela Fialho (UFPE)

03 O  s discursos antagônicos da democracia contemporânea e suas implicações teórico-práticas Giane Alves de Carvalho (UFSC) 04 R  epresentação, deliberação e estudos legislativos Marta Mendes da Rocha (UFMG) 05 R  estrição ideológica da democracia e a não-consolidação de programas de esquerda na América Latina Camilo Negri (UnB) Henrique Carlos de O. de Castro – Co-Autor (UnB) 06 Democracia e tempo público: pode o Poder Judiciário tornar a democracia mais democrática? Igor Suzano Machado (IUPERJ) 2ª Sessão 30/07 A democracia instituída Coordenação: Aécio Gomes de Matos (UFPE) Debate: Paulo Henrique Martins (UFPE) 01 O  s Significados de Público e Participação Social na gestão de Políticas Públicas Julia Amancio (IFCH) 02 A  pobreza e a desigualdade social como limites à construção democrática Ana Adelaide Guedes Pereira Rosa (UFPB) Eliana M. Moreira – Co-Autor (UFPB) 03 A  s teorias democráticas à luz dos Direitos Humanos Loiane Prado Verbicaro (CESUPA) 04 O  social e o político em movimento: novas agendas para a representação política no Brasil Alessandra Faria (PUC-Rio) Paulo d’Avila – Co-Autor (PUC-Rio) 05 E  spaço público e democracia no Brasil – limites a partir da esfera pública de Habermas Silvia A. Zimmermann (UFRRJ) 06 Democracia na América Latina: os Conselhos Comunais na Venezuela como estudo de caso Valdenésio Mendes (UFSC) 3ª Sessão 31/07 As práticas democráticas Coordenação: Brasilmar Ferreira Nunes (UFF) Debate: Aécio Gomes de Matos (UFPE) 01 O  cupações urbanas e a rua como territórios de heteroglossia na cidade do Rio de Janeiro Adriana Fernandes (UERJ) 02 P  articipação social na Segurança Pública frente aos déficits de Representação e de Democracia Gleise Passos (UFBA) 03 O  s movimentos sociais latino-americanos e a democracia: os casos da Argentina, Bolívia e Equador André Luiz Coelho (IUPERJ) 04 A governança e governabilidade do PREZEIS do Recife Iracilde Souza (UFPE)

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Grupos de Trabalho

GT15 14:00 às 18:00 FE sala 212 Pensamento Social no Brasil Coordenação: André Botelho (UFRJ) Milton Lahuerta (UNESP)

A área de pesquisa Pensamento Social no Brasil vem conhecendo nos últimos anos desenvolvimentos múltiplos bastante expressivos. Caracteriza-se por pesquisas voltadas para as grandes temáticas de estudo da realidade brasileira, além das diferentes modalidades de produção cultural. Com a reapresentação do GT Pensamento Social no Brasil, esperamos poder dar continuidade a discussão de pesquisas que vem contribuindo, tanto do ponto de vista temático, quanto teórico e metodológico, para o aprofundamento do conhecimento da formação da sociedade brasileira, nas várias dimensões desse processo, bem como para o refinamento dos instrumentos de análise sociológica das idéias, da cultura, da história das ciências sociais e dos intelectuais. 1ª Sessão 29/07 A tradição intelectual brasileira Coordenação: Milton Lahuerta (UNESP/FCL-Ar) Debate: Bernardo Ricupero (DCP-USP) Rubem Barboza (UFJF) 01 A  crítica jurídico-social no projeto americanista no século XIX: a transição para o moderno Carlos H. Gileno (IMMES) 02 O ensaismo na Republica Jacobina Angela Alonso (USP) 03 R  ui, Nabuco e a relação Brasil-EUA Maria Fernanda Lombardi Fernandes (UNIFESP) Gabriela Nunes Ferreira – Co-Autor (UNIFESP) Rossana Rocha Reis – Co-Autor (USP) 04 T  radição liberal e pedagogia: a síntese derrotada de Rui Barbosa Gisele Silva Araújo (PUC-Rio) 05 O  s sentidos do Oeste: espaço, imaginação social e construção do Estado João Marcelo Ehlert Maia (FGV) 06 Insolidarismo e autoritarismo em Oliveira Vianna: uma reinterpretação Antonio da S. Brasil Jr. (UFRJ) Maurício Hoelz – Co-Autor (UFRJ) 07 A  Tutela e a Liberdade: um inventário sobre a idéia de “República” no pensamento social brasileiro Diogo Tourino de Sousa (IUPERJ) 08 C  ontra-racismo e anti-racismo. A teoria da mestiçagem em Gilberto Freyre Carlos Henrique (IPEA) 09 R  oquette-Pinto e o debate sobre miscigenação racial no início do século XX Vanderlei Sebastião de Souza (FIOCRUZ) 10 C  onsiderações sobre a representação do negro na obra de Almeida Júnior Daniela C. Perutti (USP) 11 Abdias do Nascimento e as elaborações da África Priscila Nucci (UNICAMP) 2ª Sessão 30/07 A sociologia no Brasil Coordenação: André Botelho (UFRJ) Debate: Elide Rugai Bastos (UNICAMP) Marcelo Ridenti (UNICAMP) 01 A  fundação das ciências sociais no Brasil: trajetória histórica e institucionalização José Antonio Segatto (UNESP) Edison Bariani – Co-Autor (UNESP) 02 A  contribuição institucional na construção da Sociologia no Brasil: o caso de São Paulo Angelo Del Vecchio (UNESP) Carla Diéguez – Co-Autor (FESPSP/UNICAMP) 03 O  projeto civilizatório nacional do Instituto de Nutrição da Universidade do Brasil (1946-1960) Maria Letícia Galluzzi Bizzo (FIOCRUZ) Nísia Trindade Lima – Co-Autor (FIOCRUZ) 04 A  utopia é de concreto: conflitos, círculos sociais e a construção da UENF Glauber Rabelo Matias (UFRJ) 05 F  ernando de Azevedo: institucionalização da Sociologia e modernização brasileira Alessandra Santos Nascimento (UNESP) 06 O  s estudos urbanos de Donald Pierson na Escola Livre de Sociologia e Política Isabela Oliveira (USP) 07 G  ioconda Mussolini e os estudos de comunidade no Brasil: 1940-1960. Andrea Ciacchi (UNIFESP) 08 “A peste branca e os fracos de pulmão”: tuberculose e tuberculosos em Oracy Nogueira Kelly P. Santos (IUPERJ) 09 M  udança social no Brasil: as abordagens de Florestan Fernandes e Costa Pinto no início dos anos 1950 Patrícia Olsen de Souza (UNESP)

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11 S  ociologia e Desenvolvimento (1954-1964) Tatiana G. Martins (Unicamp) 12 F  unções políticas da intelligentsia – desenvolvimento, democracia e projetos nacionais Vera Alves Cepêda (UFSCar) Thales de Andrade – Co-Autor (UFSCar) Fabricio Deffacci – Co-Autor (UNESP) 3ª Sessão 31/07 Cultura e processo social Coordenação: MIlton Lahuerta (UNESP/FCL-Ar) Debate: Renata Medeiros Paoliello (UNESP/ FCL-Ar) Lilia Moritz Schwarcz (USP) 01 N  ação e subjetividade na recepção crítica das obras de Machado de Assis por seus contemporâneos Maurício Maia Aguiar (UFT) 02 A  Terra desolada: representações do mundo rural no romance brasileiro (1945 – 1964) Robson dos Santos (UNICAMP) 03 S  entidos da Crise : Literatura e Processos Sociais em Fogo Morto e Cidade de Deus Mário Augusto M. da Silva (UNICAMP) Mariana Chaguri – Co-Autor (UNICAMP)

Grupos de Trabalho

10 O  conceito de mudança social no pensamento de Maria Isaura Pereira de Queiroz Aline Marinho Lopes (UFRJ)

04 “Noite sobre Alcântara”: as metáforas montellianas como reprodutoras da ideologia da decadência Benedito Souza Filho (UFMA) 05 O  teatro de Alencar e a imaginação da sociedade brasileira Antonio Herculano Lopes (FCRB) 06 C  armen Portinho e a cidade da vida moderna Silvana Rubino (UNICAMP) 07 Diálogos roteirizados: a relação entre a sociologia dos anos 50 e o pensamento de cinema no Brasil Alexandro Trindade (UFPR) 08 N  otas sobre as categorias carnaval e samba na crônica de carnaval Diego R. Araoz Alves (UFRJ) 09 1  970: A emergência de uma nova interpretação sobre o Brasil Katia Baptista (UNESP) 10 E  m busca do “novo”: pensamento social brasileiro nos anos 1970/80 e movimentos sociais Marco Antonio Perruso (UFRRJ) 11 T  radição e modernidade na geração de cientistas sociais das décadas de 1970 e de 1980 Fábio Keinert (USP) 12 O  campo sociológico no Brasil: um olhar a partir do Chile Jorge Gibert-Galassi (UVM)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 FE sala 212 1ª Sessão 29/07 O Estado-nação e suas instituições Coordenação: Alessandra Santos Nascimento (UNESP) Debate: Marcia Teixeira de Souza (UNESP/FCL-Ar) 01 A  Empresa, o Estado e o Exército: notas sobre o processo de racionalização institucional no Brasil Simone Meucci (UFPR) 02 P  ensamento Autoritário e Modernização Conservadora no Brasil Silene de Moraes Freire (UERJ) 03 A  zevedo amaral e o caminho brasileiro no conceito de totalitarismo Rogerio Dultra dos Santos (UFF) 04 A  questão nacional de Nabuco e a questão social do Brasil contemporâneo Fabrício Maciel (UFJF) Ricardo Visser – Co-Autor (UFJF) 05 Da sociologia política ao ensaísmo brasileiro: notas para uma abordagem disciplinar Matheus Silveira Lima (UESB) 2ª Sessão 30/07 Trajetórias na tradição intelectual brasileira Coordenação: Patrícia Olsen de Souza (UNESP) Debate: Robert Wegner (COC/FIOCRUZ) 01 A  cultura escolar católica da Cátedra de Sociologia nos primórdios da Universidade do Rio Grande do Sul Lorena Madruga Monteiro (UFRGS) 02 De artefatos, objetos e coisas: sobre a cultura material no pensamento social brasileiro Mariana Françozo (UNICAMP)

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Grupos de Trabalho

03 E  ntre “maiores” e “menores”: itinerários cruzados entre Euclides da Cunha José Américo de Almeida Nilvanda Barbosa Dantas (UFPB) Jean Carlo de C. Costa – Co-Autor (UFPB) 04 A  lvaro Viera Pinto e a cultura na realidade nacional Renato Martini (UFT) 05 J  osué de Castro e o Desenvolvimento Tayguara Torres (UERJ) 3ª Sessão 31/07 Nacional e estrangeiro na cultura brasileira Coordenação: André Botelho (UFRJ) Debate: Maria Alice R. de Carvalho (PUC-RIO) 01 P  rocesso civilizador nos trópicos? Um teste para a teoria de Norbert Elias Enio Passiani (FACAMP) 02 A  construção da nação e da identidade nacional no pensamento social brasileiro e venezuelano Francilene Rodrigues (UFRR) 03 E  ntre elfos e curupiras: uma exposição de artistas alemães em homenagem ao Brasil Marcelo S. Masset Lacombe (UNICAMP) 04 A  Modernidade Inconclusa: um diálogo crítico entre Henri Lefebvre e José de Souza Martins William H. G. Soto (UFPel) 05 P  ensamento Social brasileiro e literatura contemporânea Ronaldo Oliveira de Castro (UERJ)

GT16 14:00 às 18:00 FE sala 214 Questão Urbana Coordenação: Inaiá de Carvalho (UFBA) Maria da Glória Gohn (UNICAMP)

O GT objetiva debater questões urbanas presentes nas cidades contemporâneas, especialmente nas grandes metrópoles, decorrentes das novas formas de crescimento da economia globalizada, das alterações nos meios de comunicações e uso de novas tecnologias no cotidiano das cidades. Interroga-se sobre as consequencias dessas mudanças na configuração dos territórios urbanos, e nas formas de organização e sociabilidade dos diferentes grupos e camadas sociais, assim como no planejamento e implementação das políticas sociais no urbano. O GT priorizará a discussão dos principais problemas urbanos que se configuram na atualidade aos habitantes das cidades, buscando abordar as formas como os gestores públicos tratam essas questões, e as formas de participação da sociedade civil organizada visando a resolução desses problemas. Dentro desses marcos serão aceitos trabalhos que focalizem os seguintes temas: carência e precariedade de serviços públicos e soluções inovadoras que se apresentem a estes problemas; moradia na cidade, tanto do ponto de vista do usuário das habitações como das políticas públicas e intervenções do mercado no setor; propostas, planos, projetos e ações que tratem o tema da segurança pública e da violência nas cidades – do ponto de vista das formas de resistências, ações e propostas da sociedade civil, como das políticas públicas de intervenção na cidade nesta área; propostas e ações para a construção e reconstrução de áreas novas ou deterioração das cidades e os mecanismos e estratégias propostos de intervenção na malha urbana; os diferentes tipos conselhos que atuam nos espaços e esferas públicas, discutindo e participando da gestão urbana; os planos e projetos em áreas de problemas sociais urbanos a exemplo do Plano Diretor, Orçamentos, Fóruns, regionais e metropolitanos sobre meio ambiente, natural e edificado; as formas de participação da sociedade civil em projetos sociais localizados objetivando realizar programas de inclusão social etc. 1ª Sessão 29/07 Sociabilidades, Mobilizações, Cultura e Educação nas Metrópoles Coordenação: Maria da Glória Gohn (UNICAMP) Inaiá Carvalho (UFBA) Debate: Ana Clara Torres Ribeiro (UFRJ) Maria Angela D’ Incao (UNESP) JARDILINO J.R.L (UNINOVE) 01 S  egregación espacial y territorio en los grandes centros urbanos Félix Sánchez (PUC-SP) 02 M  orumbi: O contraditório bairro/região de São Paulo Maria da Glória Gohn (UNICAMP) 03 C  landestinidade e cidade na resistência à ditadura no Brasil Henri Acselrad (UFRJ) 04 A  ção Coletiva e Questão Urbana: o que há de novo? Francisco Mesquita de Oliveira (UFPE) 05 S  aindo das panelas: o movimento feminino periférico no Rio de Janeiro(1980-2008) Carlos Nobre (PUC-Rio) 06 A  s mulheres camelôs: uma questão social das grandes metrópoles – estudo de caso em Porto Alegre Rosana Campos (UFRGS) Christiane Campos – Co-Autor (UFRGS)

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08 P  olítica urbana integrada: fortalecimento da cidadania ou reafirmação da dualidade na metrópole? Magda Lúcio (UniCEUB) 09 O  TRABALHO POLÍTICO DO PROFESSOR NA METRÓPOLE Carlos Bauer Uninove – carlosbauer@uninove.br Carlos Bauer (Uninove) 10 S  egregação Urbana e Segregação Institucional Marcelo Baumann Burgos (PUC-Rio) 11 P  rograma Escola Aberta: espaço alternativo de sociabilidade no meio urbano Ana Lucia Hazin (UNICAP) Cleide Galiza de Oliveira – Co-Autor (FUNDAJ) Rejane P. Medeiros – Co-Autor (FUNDAJ) 12 É  meutes en banlieues: a bibliografia sociológica sobre a queima de carros no outono francês de 2005 Márcio R. Carvalho (UNICAMP) 2ª Sessão 30/07 Redes Urbanas e Processos de Urbanização Coordenação: Inaiá Carvalho (UFBA) Maria da Glória Gohn (UNICAMP/UNINOVE) Debate: Pasternak, Suzana (FAU-USP), Lucia Bógus (PUC/SP)

Grupos de Trabalho

07 S  egregação residencial nas metrópoles e desigualdade no mercado de trabalho: cor/raça e escolaridade Marcelo Ribeiro (UFRJ) Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro – Co-Autor (UFRJ) Filipe Souza Corrêa – Co-Autor (UFRJ) Juciano Rodrigues – Co-Autor (UFRJ)

01 A  temática das redes: aspectos teóricos e práticos do novo papel das cidades na contemporaneidade Regina Laisner (UNESP) 02 Modos de vida e paisagens na cidade informatizada Tamara Benakouche (UFSC) 03 Da Quinta do silêncio à Brasilândia. A constituição de um espaço brasileiro em Portugal Christiane Coêlho (CIES-ISCTE) 04 E  ntre o local e o global: a Rede do Fórum Social Mundial Fernanda de Almeida (UNICAMP) 05 A sociabilidade na mobilidade urbana José Odval Alcântara Júnior (UFMA) 06 Da favela ao conjunto habitacional: invenção e usos da cidade Julien Zeppetella (Paris 3) 07 T  urismo de 2ª residência : europeus no Nordeste do Brasil Maria do Livramento Clementino (UFRN) 08 T  urismo, Território e Poder: Arranjos Produtivos Locais e o Programa de Regionalização do Turismo Silvana Pirillo Ramos (UFAL) 09 Da casa à praça: esporte, lazer e sociabilidade em espaços públicos de João Pessoa Tereza C. da N. Queiroz (UFPB) Mónica Franch – Co-Autor (UFPB) 10 O  cupacao urbana – Areas contaminadas em meio a cidades Elaine Campos (CNEN) 11 Investimentos e destinação de royalties de petróleo na Região Metropolitana da Baixada Santista José Alberto Carvalho dos Santos Claro (UNISantos) C  amila Papa – Co-Autor (UNISantos) 12 O  s “Usos da Cultura” em Niterói: O Caminho Niemeyer e as políticas de patrimônio Margareth da Luz (UFF) 3ª Sessão 31/07 Gestão Urbana: Políticas, Planos, planejamentos Coordenação: Maria de Lourdes Dolabela Pereira (UFMG) Maria da Glória Gohn (UNICAMP e UNINOVE) Debate: Inaiá Carvalho(UFBA) 01 Diferenciações político-territoriais, Gestão Metropolitana e Configuração Territorial Cláudia Gomes de Siqueira (UNICAMP) 02 Desenvolvimento Territorial e Governança Urbana: o EIA/RIMA do bairro Pe. Eustáquio/BH Maria de Lourdes Dolabela Pereira (UFMG) 03 Descentralização e Participação: o processo de democratização da gestão dos recursos hídricos Cristiani Miranda (UFSCar) 03 E  xpansão urbana e vulnerabilidade socioambiental na hiper-periferia da Metrópole de São Paulo Humberto Alves (UNIFESP) 04 O  s Planos Diretores e a possibilidade de um pacto social em torno de uma política urbana includente Monica Hass (UNIChapecó) Myriam Aldana – Co-Autor (UNOCHAPECO) Rosana Maria Badalotti – Co-Autor (Unochapecó) Jamile Prezzi – Co-Autor (UNOChapecó) Cristiane Gretzler Henn – Co-Autor (UFRGS) 05 Cidade e formas de associação Maria Thereza Rosa Ribeiro (UFPel) 07 QUESTÃO HABITACIONAL COMPARADA BRASIL-CHILE Inaê Elias Magno da Silva (CAM) Maria da Piedade – Co-Autor (IPEA) Bianca Coelho Nogueira – Co-Autor (IPEA) George Alex da Guia – Co-Autor (IPHAN)

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Grupos de Trabalho

08 P  OLÍTICA HABITACIONAL DEPOIS DO ESTATUTO DA CIDADE: o caso da favela Lagoa do Papicu (Fortaleza) Linda M. P. Gondim (UFC) Heloisa M. A. Oliveira – Co-Autor (UFC) 09 S  egregação sócio-espacial e subinvestimento:desafios para uma política municipal de habitação Eduardo Condé (UFJF) Beatriz de B. Teixeira – Co-Autor (UFJF) Janaina Sara Lawall – Co-Autor (UFRJ) 10 C  apacidade Contributiva e Políticas Públicas Leonel C. Pessôa (Uninove) 11 S  obrevivência e melhoria de vida em uma favela paulistana M. Encarnación Moya (USP) 12 F  amíla, Trabalho e Contexto de Moradia Iracema B Guimarães (UFBA)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 FE sala 214 1ª Sessão 29/07 Moradia na Cidade: estratégias de sobrevivência e de resistência Coordenação: Carlos A. Gadea (UNISinos) Breno Bringel (UCM, Espanha) Maria da Glória Gohn (UNICAMP) Debate: Sarah Silva Telles (PUC-RIO) Maria da Glória Gohn (UNICAMP) 01 A  experiência negra e a pós-africanidade: jovens negros em espaços urbanos contemporâneos Carlos A. Gadea (UNISinos) 02 O  problema habitacional e a luta dos movimentos dos sem-teto da cidade de São Paulo Nathalia Oliveira (IFCH) 03 Habitação na área central: projetos e perspectivas das políticas públicas e dos movimentos sociais Elaine Freitas de Oliveira (UERJ) 04 A  s favelas cariocas e sua sociabilidade: diferentes formas de apropriação do espaço urbano Eblin Farage (UFF) Marcelo Matheus de Medeiros – Co-Autor (UFRJ) 05 A  participação da mulher na promoção da Política Urbana Ana Lúcia Burgos (CEF) 06 C  idade, Movimentos, Rede e Ação: o caso da tentativa de remoção no Canal do Anil Ana Cristina de Mello Pimentel Lourenço (UFF) 2ª Sessão 30/07 Requalificações na Cena Urbana Coordenação: Michele Catherin Arend (ENERGIA) Breno Bringel (UCM, Espanha) Debate: Tamara Tania Cohen Egler(IPPUR/UFRJ) 01 Depois não diga que não foi avisado: os canais de comunicação alternativos nas periferias do RJ Anderson Moraes de Castro e Silva (UERJ) 02 N  o fio da navalha: violência, medo e ação coletiva em favelas cariocas Alexandre Magalhães (IUPERJ) 03 E  tnografias do Cotidiano. “revitalização” e (re)invenção do Centro Histórico de Aracaju Elaine F. Lima (UFSE) 04 A  uto-construção: uma nova abordagem para os problemas habitacionais no Brasil? Carlos Vaz (UNICAMP) Daniela Verzola Vaz – Co-Autor (UNICAMP) 05 Duas cidades em uma: organização do espaço urbano na Cidade de Sorriso Claudia A. Prestes (UFRJ) 06 A  sociabilidade nas práticas boêmias dos bares de Fortaleza Daniele Silva (UFC) 3ª Sessão 31/07 Intervenções Públicas no Urbano Coordenação: Maria da Glória Gohn (UNICAMP) Maria de Lourdes Dolabela Pereira (UFMG) Debate: Breno Bringel (UCM, Espanha) Maria de Lourdes Dolabela Pereira (UFMG) 01 P  olíticas municipais de habitação popular e a produção do espaço urbano em Campos dos Goytacazes/RJ Julio C P Oliveira (UENF) Marcos A. Pedlowski – Co-Autor (UENF) Claudiméia do Rosário Almeida – Co-Autor (UENF) 02 Deslocamento de plantas industriais e espaço urbano: a Azaléia Calçados em Itapetinga, BA Nelma Gusmão de Oliveira (UESB) 03 A  política ainda tem algum significado? Cláudio Roberto de Jesus (UFMG) Wilson Teixeira de Avelar – Co-Autor (NP) 04 P  lanejamento Estratégico do Lagamar – PEL: experiência e aprendizado. Mônica Cordeiro Ximenes de Oliveira (UFC) 05 Intervenções em favelas no Rio de Janeiro: experiências do Parque Proletário e do PAC das favelas Carvalho, Monique Batista

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GT17 14:00 às 18:00 FE sala 215 Questões Étnicas e Raciais Coordenação: André Brandão (UFF) Elizabeth Maria Beserra Coelho (UFMA)

Os estados modernos se construíram como estados nacionais, incluindo em seus limites a diversidade étnica, cultural e racial. Esse cenário configura na atualidade a tensão entre monoculturalidade e multiculturalidade, que se expressa na necessidade desses estados administrarem seu projeto de afirmação como nação homogênea na relação com as demandas pelo reconhecimento das especificidades dos diferentes grupos sociais constituídos ao redor de padrões identitários. Neste contexto, o GT busca propiciar um espaço para discussão de pesquisas atuais sobre as minorias étnicas, nacionais e raciais. Esperamos trabalhos voltados para a análise das demandas por reconhecimento e direitos, para políticas destinadas a esse fim e, também, para a reflexão acerca das iniciativas desenvolvidas para alterar o quadro de desigualdade e discriminação. 1ª Sessão 29/07

Grupos de Trabalho

06 P  lano Diretor da Quarta Colônia/RS:desafios de pensar a noção de região Clovis Souza (UFSM)

Povos indígenas, Estado, nacionalidades Coordenação: André Brandão (UFF) Debate: Rose Panet (UFMA/EPHE) 01 C  onfronto de territórios e de nacionalidades: os povos indígenas e o Brasil Elizabeth Maria Beserra Coelho (UFMA) 02 L  utas por reconhecimeno e estratégias de contenção da alteridade: os índios urbanos de Crateús/CE Estêvão M. Palitot (UFPB) 03 O  s Desafios da Particip(Ação) Indígena na Saúde Indigenista Katiane Ribeiro da Cruz (UFMA) 04 P  ELAS BARBAS DE AUKHÊ: ASSOCIATIVISMO CANELA E AS DEMANDADAS DO DESENVOLVIMENTO Adalberto Luiz Rizzo de Oliveira (UFMA) 05 Um rio de lutas: o São Francisco e os índios no Brasil Mércia Batista (UFCG) 06 A  questão étnica e a acumulação capitalista na agroindústria canavieira Andrey Cordeiro Ferreira (UFRJ) 07 O  s povos de longe: um estudo sobre a etnização de turcos na Alemanha e de nordestinos em São Paulo Ivaldinete Delmiro (UFRN) 08 T  rabalho e identidade na imigração boliviana para São Paulo Ricardo Nóbrega (IUPERJ) 09 Brasyon: a construção da identidade brasileira no Suriname John Araujo (UFPA) 10 J  aponeses de ontem, japoneses de hoje e japoneses dO amanhã Fabio Yoiti Hirano (UNICAMP) 11 Dupla cidadania entre descendentes de imigrantes italianos no Paraná Silvio Antonio Colognese (UNIOESTE) 12 N  ação, etnia e cidadania na zona de fronteiras: as experiências dos brasiguaios. Lindomar Albuquerque (UNIFESP) 2ª Sessão 30/07 Ação afirmativa Coordenação: Elizabeth Maria Beserra Coelho (UFMA) Debate: André Brandão (UFF) 01 S  ucesso e limites das políticas recentes de inclusão racial no ensino superior brasileiro: 2001-2009 Rosana Heringer (AABR) 02 N  ovos paradigmas da luta de combate ao racismo no Brasil Francisco Carlos Cardoso da Silva (UESB) 03 R  aça e multiculturalismo no contexto das cotas: reflexões a partir de dois estudos de caso Lília G M Tavolaro (UFU) 04 O  discurso de universitários afro-brasileiros sobre o sistema de cotas no ensino superior. Ana Cleide Chiarotti Cesário (UEL) 05 C  otas raciais: acentuação do racismo ou inclusão social? Uma problematização da política de cotas Ludmila da Matta (UNOPAR) 06 A  ções Afirmativas e sua especificidade: o caso do Centro Nacional de Cidadania Negra em Uberaba-MG Márcio Mucedula Aguiar (UFGD) 07 P  olíticas de Ação Afirmativa no Brasil: Consensos e Controvérsias em torno das Cotas Raciais Paulo Alberto dos S. Vieira (UNEMAT) 08 C  lassificação e identidade racial no Brasil e África do Sul Solange Simões (EMU) Mauro Jeronymo – Co-Autor (UFMG)

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Grupos de Trabalho

09 “Para não dizer que não falei de raça”: problematizando a incorporação desta categoria na saúde Leny Trad (ISC-UFBA) 10 M  emória de famílias negras no Rio de Janeiro Edlaine Gomes (CEBRAP) Luís C. Oliveira – Co-Autor (UERJ) 11 M  emória e Identidade da População Afro-Brasileira em Londrina-Pr Ana Maria Chiarotti de Almeida (UEL) 12 Invisibilidade, cultura e resistência: os negros em Londrina Maria Nilza da Silva (UEL) 3ª Sessão 31/07 Desigualdades étnicas e raciais Coordenação: Elizabeth Maria Beserra Coelho (UFMA) Debate: Rosana Heringer (AABR) 01 “Honrosas Exceções”? Análise de trajetórias educacionais e profissionais de mulheres negras no RJ Elielma Ayres Machado (UERJ) 02 A  desigualdade racial entre as diferentes classes de renda das mulheres chefes de domicílio Maria Salet Ferreira Novellino (ENCE)João Raposo Belchior – Co-Autor (IBGE) 03 R  ACISMO E DISCRIMINAÇÕES DE GÊNERO: COMPARTILHAMENTO E RESISTÊNCIAS NO SUL DE MINAS GERAIS Maria de Lourdes Souza Oliveira (UFLA) Mônica Carvalho Alves Cappelle – Co-Autor (UFLA) Inês Caroline de Lima Proença – Co-Autor (UFLA) Isla Karla Azevedo Pedro – Co-Autor (UFLA) 04 S  ECRETARIAS OU CONSELHOS NEGROS : CONSENSOS E CONTROVÉRSIAS ENTRE MOVIMENTOS SOCIAIS E GOVERNOS Joselina da Silva (UFC) 05 S  egregação Racial em São Paulo e Rio de Janeiro: Mercado de Trabalho, Habitação e Renda Reinaldo José de Oliveira (PUC-SP) 06 Indicadores de sucesso no vestibular e desigualdades raciais André Brandão (UFF) 07 N  otas sobre Raça e Mobilidade no Recôncavo da Bahia: Perspectivas Geracionais Osmundo Pinho (UFRB) Tatiana Raquel Reis Silva – Co-Autor (POSAFRO) 08 O  S QUILOMBOLAS COMO TEXTO: UMA INTERPRETAÇÃO HERMENEUTICA DA IDENTIDADE QUILOMBOLA Javier Lifschitz (UENF) Juliana Silva – Co-Autor (UENF) 09 O  JUSTO E O DIREITO NO TERRITÓRIO QUILOMBOLA MARAJÓARA – PA Luis Cardoso (UFPA) 10 O  processo de construção da identidade remanescente de quilombo em comunidades do Vale do Mucuri/MG Eva Aparecida da Silva (UFVJM) 11 Direitos e reconhecimento na questão quilombola: um espaço de disputas Cindia Brustolin (UFRGS) 12 B  uscando etnicidades: etnografia de um quilombo F.Marcelo Gomes Ferreira (UFPE)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 FE sala 215 1ª Sessão 29/07 Multiculturalismo e Educação Coordenação: André Brandão (UFF) Debate: Elizabeth Maria Beserra Coelho (UFMA) 01 M  ulticulturalismo e direito á autodeterminação dos povos indígenas Antonio Armando Ulian do Lago Albuquerque (UNEMAT) 02 Diálogos com os saberes indígenas na educação escolar dos não-índios Rose Panet (UFMA/EPHE) 03 A  política de cotas da Universidade de Brasília e o lugar do/a jovem negro/a na educação Danielle Valverde (UnB) 04 A  relação Universidade/Movimentos Sociais para acesso de indígenas e negros ao ensino superior Iraci Aguiar Medeiros (UNICAMP) Leda Gitahy – Co-Autor (UNICAMP) 05 T  rajetórias e projetos de vida de universitários negros: ações afirmativas e novas expectativas! Fabiela Bigossi (UFRGS) 06 Expressões da Diversidade no Cotidiano Jose Geraldo da Reocha (UNIGRANRIO) 2ª Sessão 30/07 Ação afirmativa na educação Coordenação: Elizabeth Maria Beserra Coelho (UFMA) Debate: André Brandão (UFF) 01 P  olíticas de inclusão e exclusão em uma comunidade negra rural Marcelo Moura Mello (UFRJ)

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03 A  controvérsia das cotas e a rediscussão do lugar do intelectual na sociedade brasileira Luiz Augusto Campos (IUPERJ) 04 S  ISTEMA DE COTAS PERTENCIMENTO ÉTNICO-RACIAL: NARRATIVAS DE JOVENS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA Erika Ferreira (UnB) 05 O  ACESSO DE NEGROS NA PÓS-GRADUAÇÃO E AS IMPLICAÇÕES DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL Leonardo Leitão (UFRGS) Jaqueline Russczyk – Co-Autor (UFRGS) 06 R  acismo institucional e processo de seleção via cotas raciais em universidades públicas. O caso UFPA Raimundo Jorge Jesus (UFPA) 3ª Sessão 31/07 Desigualdades étnicas e raciais Coordenação: André Brandão (UFF) Debate: Rosana Heringer (AABR) 01 G  uianenses no Brasil, Brasileiros na Guiana: negritude, identidade, e violência no extremo norte Linoberg Almeida (UFRR) Geyza Alves – Co-Autor (UFRR) 02 B  ranquitude Cotidiana: Experiências de identidade e privilégio racial de militantes brancas jovens Dieuwertje Dyi Huijg (UvA)

Grupos de Trabalho

02 A  etnicidade no “combate à pobreza rural José Domingos Cantanhede Silva (UEMA)

03 Inserção negociada: um estudo sobre identidades sociais dentre os negros de camadas médias cariocas Guilherme Nogueira de Souza (UERJ) 04 Integração e racismo no mercado de trabalho – Comparação Brasil e França Luciana Garcia de Mello (UFRGS) 05 ÍNDIOS, BRASILEIROS, GRINGOS... Nativos e Forasteiros em Cumuruxatiba Helena Ponce Maranhão (IPHAN) 06 M  emória e Parentesco: caminhos percorridos pela Comunidade Remanescente de Quilombo Grotão-Tocantins Rita Domingues-Lopes (FACDO) Helena Mendes – Co-Autor (FACDO)

GT18 14:00 às 18:00 FE sala 217 Movimentos Sociais Rurais e Estado: questões fundiárias, ambientais, trabalhistas e identitárias Coordenação: Leonilde Servolo de Medeiros (UFRRJ) Fatima Yasbeck Asfora (UFRPE) Sérgio Sauer (FUP/UnB)

A proposta do Grupo de Trabalho é refletir sobre o significado atual – tanto em termos políticos como sócioculturais – das ações, bandeiras e  lutas dos movimentos sociais no campo. Parte-se do pressuposto que as lutas populares podem ser percebidas como produto e ao mesmo tempo produtoras de representações sociais e de valores simbólicos. Devem ainda ser entendidas como capazes de gestar novos atores políticos e de produzir novas identidades. No entanto, essa produção se faz numa relação permanente com outros atores e com as instituições existentes. Com essa perspectiva, o objetivo do GT é refletir, numa perspectiva histórica, sobre as relações que se constituem entre movimentos sociais e Estado, de forma a caracterizar as questões que essas relações colocam,  dilemas que nelas se constituem e resultados tanto para os movimentos como para pensar a dinâmica das relações Estado/sociedade. 1ª Sessão 29/07 Questões teóricas sobre campesinato e política e estudos sobre assentamentos rurais Coordenação: Fatima Yasbeck Asfora (UFRPE) Debate: Paulo Roberto Alentejano (UERJ) Sérgio Sauer (FUP/UnB) Leonilde Servolo de Medeiros (UFRRJ/CPDA) 01 O  MST à luz de teorias dos movimentos sociais Heribert Schmitz (UFPA) 02 De Redes e Campos: em busca de recursos teórico-conceituais para o estudo de movimentos sociais Vamberto Spinelli (UFPE) 03 M  ARX, OS CAMPONESES E A REVOLUÇÃO Vera Lúcia dos Santos Schwarz (UFPel) William H. G. Soto – Co-Autor (UFPel) 04 R  ELAÇÕES DE PODER NOS ASSENTAMENTOS: PODEREMOS VIVER JUNTOS? Miguel Ângelo Lazzaretti (UNIOESTE) 05 A  ções coletivas dos trabalhadores rurais assentados nos conselhos municipais de políticas públicas José Nunes da Silva (UFRPE) 06 M  OVIMENTOS DOS HOMENS E A LUTA PELA TERRA NO MATO GROSSO Raimundo França (UNEMAT) 07 O  Movimento ABUQT e a adesão dos pentecostais nos assentamentos rurais no Pontal do Paranapanema/SP Marluse Castro Maciel (USP) 08 A  rotatividade em assentamentos rurais no entor do DF Marcelo Leles Romarco de Oliveira (Ecology Brasil)

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Grupos de Trabalho

09 A  ação dos atores sociais na formação de grupos em Assentamentos Rurais/RN PAIVA, Irene (UFRN) 10 A  emergência da dimensão ecológica nos assentamentos rurais do MST no estado do Paraná Adriano da Costa Valadão (UFPR) Alfio Brandenburg – Co-Autor (UFPR) 11 Identidades e Assentados Rurais : “metamorfose ambulante” ? Paulo Décio Mello (UFAL) 12 A política e o movimento Letícia de Faria Ferreira (UFRRJ) 2ª Sessão 30/07 Luta pela terra Coordenação: Leonilde Servolo de Medeiros (UFRRJ/CPDA) Debate: Delma Pessanha Neves(UFF) Leonilde Servolo de Medeiros (UFRRJ/CPDA) Ana Lúcia Valente (UnB) 01 Democratização e Reforma Agrária: análise da participaççao da sociedade na elaboração do I PNRA Regina Bruno (UFRRJ) Abdias Vilar – Co-Autor (LOCUS) 02 C  onstituição federal de 1988 e a interpretação judicial sobre o direito de propriedade Mariana Trotta (UFRRJ) 03 T  ratoraço: representação e identidade das classes e grupos dominantes no campo Olavo B. Carneiro (CPDA) 04 F  azenda Coqueiros: norte do RS. Entre a justiça, o poder público e o latifúndio João Carlos Tedesco (UPF) 05 C  onflitualidades e Luta Social dos Movimentos Sociais Rurais na Amazônia: posseiros e sem-terra Henry Silva (UFPA) 06 T  rajetórias e Lutas: A formação de políticas fundiárias entre os demandantes de terra no Amazonas Antonio Carlos Witkoski (UFAM) Pedro Rapozo – Co-Autor (UFAM) 07 A  s ocupações de terra no Rio de Janeiro na década de 1980 Marcelo Ernandez (UFRJ) 08 S  ignificados da luta: um olhar sobre a “Conquista de terras” na Zona da Mata Mineira Flávia Naves (UFLA) Jorge Osvaldo Romano – Co-Autor (UFRRJ) 09 O  monocultivo do eucalipto e a luta simbólica pelo uso dos territórios no norte do Espírito Santo Camilla Ferreira Lobino (UFRJ) 10 L  uta estrutural pelo poder e articulações sociais do movimento indígena-camponês boliviano José Luis Gutiérrez Angulo (FUNDAGRO) 11 A  atuação do INCRA e a titulação de territórios quilombolas Ana Carolina Chasin (CPI-SP) 12 O tempo da greve: o caso de Pitoró dos Pretos Andrade Neto (INCRA) 3ª Sessão 31/07 Gênero, representação política e formas de campesinato Coordenação: Sérgio Sauer (FUP/UnB) Leonilde Servolo de Medeiros (UFRRJ/CPDA) Debate: Marcelo Ernandez (UFRJ) Regina Bruno (CPDA/UFRRJ) 01 E  stado e novas relações de gênero: o caso do MST e do Pronaf-Mulher Renata Gonçalves (UEL) 02 incidências subjetivas da diferença sexual nos movimentos sociais rurais da agricultura familiar Marilande M. Abreu (UNICAMP) 03 Dinâmicas identitárias e participação de mulheres em assentamentos e acampamentos de reforma agrária Maria Inês de Matos Coelho (UFMG) 04 O  agricultor conservador: impasses e conquistas de pequenos produtores em uma área protegida urbana Annelise C. F. Fernandez (UFRJ) 05 F  axinalenses: Identidade coletiva, mobilização e conflitos socioambientais no Paraná Roberto Martins de Souza (UFPR) 06 PELAS “MÃOS” DE CHICO MENDES: UMA CRITICA A HEGEMONIA DO AMBIENTALISMO DE MERCADO NO ACRE-BRASIL Silvio Simione da Silva (UFAC) Elder A. Paula – Co-Autor (UFAC) 07 IMPACTO DE LA EXPANSIÓN CAPITALISTA EN LAS ESTRATEGIAS DE REPRODUCCIÓN SOCIAL DE LOS CAMPESINOS DEL NORTE DE CORDOBA – Ar Daniel Cáceres (UNC) Felicitas Silvetti – Co-Autor (UNC) Gustavo Soto – Co-Autor (UNC) Guillermo Ferrer – Co-Autor (UNC) 08 M  ovimentos sociais em Silvia sul da Colômbia: utopias e desafios além da velha luta pela terra Elizabeth Ruano Ibarra (UnB) Ana Lúcia Valente – CoAutor (UnB)

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10 O  habitus militante e os processos de diferenciação e complexificação do MST-BA Fabya Reis (UFCG) 11 A  s relações entre o MST e o poder local na paraíba: encontros e desencontros Roberto de Sousa Miranda (UFCG) Ramonildes Alves Gomes – Co-Autor (UFCG) Aldo Manoel Branquinho Nunes – Co-Autor (UFCG) 12 A  construção de parcerias e a educação de jovens e adultos no campo: uma análise do PRONERA/UFC Sandra Carvalho (UECE)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 FE sala 217 1ª Sessão 29/07 Assentamnetos rurais Coordenação: Leonilde Servolo de Medeiros (UFRRJ/CPDA) Debate: Sérgio Sauer (FUP/UnB) 01 Identidade Dividida no Assentamento Aruega (Novo Cruzeiro/MG) Arnaldo José Zangelmi (UFOP)

Grupos de Trabalho

09 A  formação e a educação dentro das estratégias de expansão do MST Débora Franco Lerrer (UFRRJ)

02 O  Judiciário na luta pela terra: os casos de Oziel Alves I e Novo Horizonte no Rio de Janeiro Ana Claudia D. Tavares (UFRRJ) Francine Damasceno Pinheiro – Co-Autor (UFRRJ) 2ª Sessão 30/07 Luta por terra Coordenação: Sérgio Sauer (FUP/UnB) Debate: Fatima Yasbeck Asfora (UFRPE) 01 A  POSSE DA TERRA PELA RESISTÊNCIA NO SUL PARA Terezinha Cavalcante Feitosa (CPDA) 02 L  uta pela terra, luta pelo reconhecimento. A experiência do assentamento Santa Maria no Parana Susana Bleil (Université du Havre) 3ª Sessão 31/07 Campesinato e lutas sociais Coordenação: Fatima Yasbeck Asfora (UFRPE) Debate: Leonilde Servolo de Medeiros (UFRRJ/CPDA) 01 R  ealidade Brasileira: uma concepção de desenvolvimento partilhada pelo MST? Carmem Castro (UFRJ) 02 O  s Movimentos Sociais do campo: conquistando a terra e a escola Severino Bezerra da Silva (UFPB) Paula Renata Cairo – Co-Autor (UFPB)

GT19 14:00 às 18:00 FE sala 218 Saúde e Sociedade Coordenação: Maria Helena Oliva Augusto (USP) Soraya Vargas Côrtes (UFRGS)

A área da Saúde, tradicionalmente, vem sendo objeto de análise das ciências sociais; entretanto, cada vez mais, esse olhar específico é exigido para uma focalização adequada dos problemas que a afetam – quer estes se refiram à saúde coletiva, enfocando políticas ou práticas referentes a esse âmbito, quer digam respeito às mudanças na percepção dos indivíduos sobre a matéria. A ampliação de fóruns de discussão desses temas e a solicitação crescente à participação de profissionais das ciências humanas em seu estudo e pesquisa são perceptíveis. Entretanto, quase sempre, é nos espaços voltados para os estudos de saúde que esse interesse se manifesta de modo mais expressivo. O reconhecimento de sua importância e a demanda por discussões consistentes desse campo da vida social permanecem pouco significativos nos ambientes de atuação específica dos cientistas sociais. Essa constatação foi um elemento estimulador para a proposição deste Grupo de Trabalho, que tenciona reunir estudiosos da área em torno de investigações e reflexões sobre temas relevantes, a fim de identificar: a) a importância dos estudos das práticas e questões relativas à saúde para o aperfeiçoamento da pesquisa empírica e o aprofundamento da discussão teórica relativa aos temas vinculados a essa área, no âmbito das ciências sociais e b) a relevância dos pontos de vista das ciências humanas para um melhor equacionamento dos problemas e, em conseqüência, a construção de propostas mais claras e consistentes para o exame das questões e temas a ela vinculados. 1ª Sessão 29/07 IDENTIDADES ETÁRIAS E DE GÊNERO E SAÚDE Coordenação: Maria Helena Oliva-Augusto (USP) Debate: Myriam Mitjavila (UFSC) 01 C  ontracepção e reprodução: percepções das usuárias do Sistema Único de Saúde em Santa Catarina Luzinete Simões Minella (UFSC)

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Grupos de Trabalho

02 U  ma análise sociológica acerca da perspectiva masculina face ao aborto Maria Luiza Heilborn (UERJ) Cristiane S. Cabral – Co-Autor (UERJ) Elaine Brandão – Co-Autor (UFRJ) 03 O  debate social sobre a anticoncepção de emergência (AE) no Brasil (2005-2008) Elaine Brandão (UFRJ) Rozana A. de Souza – Co-Autor (UFRJ) 04 E  thos masculino, trabalho e cuidado à saúde entre portuários de Santos/SP Rosana Machin (UNIFESP) Marcia Thereza Couto – Co-Autor (UNIFESP) 05 C  asais soro-discordantes no estado da Paraíba: reflexões a respeito da negociação de risco Artur Perrusi (UFPB) Mónica Franch – Co-Autor (UFPB) 06 Humanização do parto nos contextos público e privado no Distrito Federal – DF Ticiana Ramos Nonato (UnB) 07 M  aior adoecimento de mulheres no trabalho: o que a sociologia tem a ver com isso? Kaliani Rocha (UFPE) 08 C  onstrução de identidades etárias na saúde coletiva Ma. Antonieta A. de Souza (UPE) 09 R  eflexões sobre a construção da corporalidade infantil Micheli Soares (UFRB) Leny Trad – Co-Autor (ISC-UFBA) 10 A  dolescência e corpo adolescente: discursos da biomedicina Régia Cristina Oliveira (UNIFESP) 11 P  rofissionais da Saúde e a Educação para o Envelhecimento Ângela Gomes (UFRGS) Simone Nenê Portela Dalbosco – Co-Autor (UFRGS) 12 R  edes colaborativas e participação de organizações da sociedade civil na prevençâo das DST-AIDS Albertina Maria Mattos, Ivia Maksud – Co-Autor (ABIA) 2ª Sessão 30/07 POLÍTICAS DE SAÚDE: REDES, FAMÍLIA E PROFISSÕES Coordenação: Soraya Vargas Cortes (UFRGS) Debate: Luzinete Simões Minella (UFSC) 01 A  família como alvo de intervenções estatais e médicas: uma perspectiva histórica Daniela Resende Archanjo (IBPEX) 02 O  PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA E A PROVÁVEL ARTICULAÇÃO COM O PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA Salete da Dalt (Data UFF) Cesar Silva – Co-Autor (UNIVASF) 03 S  AÚDE, TERRITÓRIO E REDES: SOBRE AS PRÁTICAS DE SOCIABILIDADE DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE Breno Fontes (UFPE) 04 A  rranjos neocorporativos e sustentação política de um projeto reformista: o caso da Saúde da Família Fernando Canto Michelotti (UFRGS) 05 R  esponsabilidade e periculosidade criminais: olhares da medicina psiquiátrica na contemporaneidade Myriam Mitjavila (UFSC) 06 R  ESIDÊNCIA MÉDICA, INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO E PRÁTICA PROFISSIONAL Maria Marce Moliani (UEPG) 07 S  istema de crenças e terapêuticas alternativas: uma contribuição para a PNPIC Gláucia B.R. de Mello (FIOCRUZ) 08 R  edes sociais nos estudos em saúde: temáticas e enfoques teórico-metodológicos Leny Trad (ISC-UFBA) 09 U  ma Cultura da Imunização?: vacinas, programas de saúde e cidadania Gilberto Hochman (FIOCRUZ) 10 L  imites do Universalismo e do Igualitarismo no Sistema Único de Saúde Diogo Neves Pereira (UnB) 11 A  dinâmica das relações sociais no Conselho Nacional de Saúde Soraya Vargas Cortes (UFRGS) Marcelo Kunrath Silva – Co-Autor (UFRGS) Janete C. Réos – Co-Autor (UFRGS) Márcio Barcelos – Co-Autor (UFRGS) 12 Desigualdades em saúde no Brasil: análise da estratificação social do acesso aos serviços de saúde Murilo Fahel (FJP) 3ª Sessão 31/07 SUBJETIVIDADES, SABERES E PRÁTICAS EM SAÚDE Coordenação: Maria Helena Oliva-Augusto (USP) Debate: Rosana Machin (Unifesp) 01 O  LUGAR DA SUBJETIVIDADE NAS RELAÇÕES DE PODERES-SABERES: A EXPERIÊNCIA NO TRANSPLANTE HEPÁTICO Sandra Mara Maciel-Lima (UFPR) Jose miguel Rasia – Co-Autor (UFPR) 02 O  conceito de habitus na análise de transplantados cardíacos de Natal/RN Sarita Cesana (UFRN) Lore Fortes – Co-Autor (UFRN) 03 C  ampo médico e campo religioso: o diálogo entre religiosos, médicos e pacientes no HCUSP Luiza Maria de Assunção (USP)

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05 T  he self as risk-taker:a saúde possível (conversações com Mary Douglas) Carlos Henrique Assunção Paiva (FIOCRUZ) Luiz A Castro Santos – Co-Autor (UERJ) 06 L  uta por justiça: um registro público da incomunicabilidade do sofrimento humano Nadine Borges (FGV) 07 A  permanência da benzeção como prática terapêutica Léa Resende Archanjo (UP) Daniela A. T. Leite – Co-Autor (UNICENP) 08 F  abricação de lesionados: os casos de LER/DORT nas montadoras automotivas do Paraná Waleska C. Laureth (UTFPR) 09 O  s vínculos que brotam da dor Vilma Soares de Lima (UFPE) 10 V  iolência e saúde na rede de atenção básica: entre a escuta e as ações no território Maria Teresa Nobre (FUFSE) Marcelo de Almeida Ferreri – Co-Autor (UFS) 11 Doenças infecciosas emergentes: uma revisão conceitual e novas questões Márcia Grisotti (UFSC) 12 P  ROFISSIONAIS DE SAÚDE E O PROCESSO DO MORRER: UMA ABORDAGEM SOCIOANTROPOLOGICA Rachel Aisengart Menezes (UERJ)

Grupos de Trabalho

04 Dependência Química, Representações Sociais e Estigmas Leonardo Mota (UFC)

GT20 14:00 às 18:00 FE sala 222 Sexualidades, Corporalidades, Transgressões Coordenação: Berenice Bento (UnB) Luiz Mello (UFG) Cristian Paiva (UnB)

Este GT pretende reunir pesquisador@s de diversas proveniências institucionais e acadêmicas, com o intuito de dar visibilidade ao campo de pesquisas sobre sexualidades e corporalidades nas ciências sociais, e de propiciar o diálogo sobre questões como: gênero e novas construções identitárias; violência sexual contra mulheres, crianças, homossexuais, transexuais e travestis; intervenções médicas e tecnológicas sobre o corpo; saúde sexual e reprodutiva; aborto; educação sexual; sexualidade de crianças, jovens e velhos; impactos da Aids sobre o imaginário corporal e sexual; prostituição e turismo sexual; pornografia; casamento entre pessoas do mesmo sexo; cirurgias de transgenitalização; direitos sexuais e reprodutivos; injustiça erótica e cidadania sexual. 1ª Sessão 29/07 Homossexualidades 01 M  en Only: clubes de sexo para homens em São Paulo (Brasil) e Madrid (Espanha) Camilo Albuquerque de Braz (UNICAMP) 02 M  ulheres e (homo)erotismo: convenções e mudança social Regina Facchini (UNICAMP) 03 B  ola no pé e caneta na mão: futebol e direito em busca do falo perdido Adriano de León (UFPB) 04 “Imoralidade” e crítica ao status quo Imperial em O Ateneu de Raul Pompéia. Fernando F. Balieiro (UFSCar) 05 C  onvenções de gênero, cor/raça e idade em lugares de sociabilidade homoerótica em São Paulo Júlio Assis Simões (USP) Laura Moutinho – Co-Autor (USP) 06 Deus me aceita como eu sou? A disputa sobre o significado da homossexualidade no Brasil Marcelo Natividade (UFRJ) 07 “Casar”, “ficar”, “pegar”: considerações acerca dos relacionamentos amorosos na era das políticas de reconhecimento Fabiano Gontijo (UFPI) Jaqueline Pereira de Sousa – Co-Autor (UFPI) Nodja Moama Lima – Co-Autor (UFPI) 08 “Com negros e bichinhas não”. Identidades e relações inter-raciais nas saunas de michês em São Paulo Elcio Nogueira dos Santos (PUC-SP) 09 G  ordos, peludos e masculinos: homossexualidade, gênero e produção de categorias em São Paulo Isadora Lins França (UNICAMP) 10 “Além de bicha, preta” – a construção identitária interseccionada de sujeitos gays e negros José Estevão Rocha Arantes (UFG) 11 C  oroas ou velhos? Sociabilidade e trajetórias de vida (homo)sexuais masculinas no Rio de Janeiro Murilo Mota (UFRJ) 12 juventude, homossexualidade e mídia digital Lucélia Bassalo (UEPA) 2ª Sessão 30/07 Ativismos, performatividades e eduacação 01 O  michê no palco sem holofotes Maria Lourdes dos Santos (UFC) 02 P  ROSTITUIÇÃO E AIDS – EM DEBATE A PROSTITUTA COMO SUJEITO POLÍTICO DE DIREITOS Andreia Skackauskas (UNICAMP)

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Grupos de Trabalho

03 Intercessões entre ONGs e o meio acadêmico na prevenção ao HIV/AIDS em populações “HSH” Bruno Zilli (UERJ) 04 A  construção dos LGBT como “sujeitos especiais de direito” no governo brasileiro Silvia Aguião (LACED) 05 E  mpoderamento, reconhecimento e identidade: considerações sobre o Movimento LGBT Fernando J. Taques (UFSC) 06 Incorporação e compartilhamento do desejo entre travestis em São Luís, Maranhão Juciana Sampaio (UFMA) 07 Dos Atos Parodísticos: Performances Paródicas na Experiência da Travestilidade Adrianna Figueiredo Soares (UFPE) 08 O estilo Emo: Gênero, Sexualidade & Identidades Juvenis Tatiana de Laai (UERJ) 09 A  construção histórica da pedagogia homofóbica: saberes médico-psicológico, teológico e jurídico Jackson Sá-Silva (UEMA) 10 E  ducação sexual na escola: conhecimentos e práticas Pedro Moura Ferreira (ICS) 11 S  EXUALIDADE E EDUCAÇÃO: O papel da escola na produção/reprodução da identidade sexual Adriano S. Barros (E.T. Redentorista) Maria do Socorro L. Oliveira – Co-Autor (UFCG) Cleoneide Moura Nascimento – Co-Autor (UFPB) 12 C  ampo científico: um lugar da dominação masculina? Matias dos Santos (UECE) 3ª Sessão 31/07 Mercados, tecnologias e negociações 01 S  ISTEMAS SEXO/GÉNERO ANALÓGICOS Y DIGITALES Y ETNICIDAD Agueda Gómez Suárez (UVIGO) 02 O  “sexscape” de turismo e sexo no Rio de Janeiro Thaddeus Gregory Blanchette (UNISUAM) 03 F  eminismo, Mercado (transacional) de Sexo e Turismo Tiago Cantalice (UFPE) 04 Discursos e representações sociais sobre pedofilia Lore Fortes (UFRN) Jeniffer Campos de Azevedo – Co-Autor (UFRN) 05 A  experiência contemporânea da nudez em algumas tecnologias de manipulação do corpo Antônio Ricardo da Silva (CPPL) Jonatas Ferreira – Co-Autor (UFPE) 06 UMA ANÁLISE DAS IMPLICAÇÕES SOCIAIS DA DISMORFIA CORPORAL Kelma Leite (UFC) 07 A  medicalização das disfunções sexuais femininas no contexto da farmacologização da sexualidade Livi Faro (UERJ) 08 A  criminalização do aborto e a permanência do controle do corpo feminino Rulian Emmerick (UFRJ) 09 C  ontrovérsias sobre o aborto na mídia brasileira: crenças e saberes científicos e religiosos Maria Teresa Citeli (UNICAMP) 10 G  erações e “negociações” entre parceir@s: Os limites da fidelidade Andrea Moraes Alves (UFRJ) 11 S  exualidades compartilhadas: Recepção da telenovela Senhora do Destino em Vila Pouca do Campo Josefina Tranquilin-Silva (UNISO) 12 “Homem é fogo ...”: negociação sexual e violência em narrativas de jovens brasileiros Fabíola Cordeiro (UERJ) Maria Luiza Heilborn – Co-Autor (UERJ)

GT21 14:00 às 18:00 FE sala 207 Sindicato, Trabalho e Ações Coletivas Coordenação: Marco Aurélio Santana (UFRJ) Ruy Braga (USP)

No contexto de um modo de desenvolvimento econômico marcado pela influência da tecnologia da informação e pela flexibilização das relações de produção, o trabalho e os trabalhadores têm estado no centro das principais transformações que buscam viabilizar o funcionamento desse novo modelo. A partir de uma nova divisão do trabalho e com o aparecimento de novos formatos de trabalho, pode-se dizer que mudaram significativamente as características de uma classe trabalhadora construída pela lógica fordista de produção, mesmo considerando-se as especificidades entre os países. Tudo isso afetou de modo real os organismos de representação dos trabalhadores, em especial a instituição sindical. As atividades do GT se pautarão, entre outras, pelas seguintes questões: A) Quais as novas questões enfrentadas pelo sindicalismo em um mundo globalizado? Qual o futuro dos sindicatos na sociedade contemporânea? B) Quais os característicos na formação da classe trabalhadora hoje? C) Quais têm sido as estratégias político-institucionais empre90

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1ª Sessão 29/07 Trabalho, Precarização e Ação Coletiva Coordenação: Marco Aurélio Santana (PPGSA/IFCS/UFRJ) Debate: Ruy Braga (FFLCH – USP) 01 P  rincipais Indicadores da Precarização Social do Trabalho no Brasil Graça Druck (UFBA) 02 T  rajetórias, Redes e Poder: dilemas da (re)construção de estratégias sindicais no Espírito Santo Márcia Prezotti Palassi (UFES) Marta Zorzal e Silva – Co-Autor (UFES) Alyne S. Gonçalves – Co-Autor (UFES) 03 E  ntre passados construídos e futuros desejados: o caso do Instituto de História Social da CGT Ricardo M. Pimenta (UNIRIO) 04 O  s tempos de trabalho na sociedade contemporânea: tensos, urgentes, intensos, flexíveis e incertos Ana Claudia Moreira Cardoso (DIEESE) 05 O  Fim da centralidade do trabalho e o papel dos Novos Movimentos Sociais Maria Cristina Cardoso Pereira (UNICAMP)

Grupos de Trabalho

endidas pelos trabalhadores em meio a relações de trabalho marcadas pela instabilidade? D) Como os trabalhadores e suas organizações vêm lidando com as chamadas novas temáticas e demandas? E) Quais as articulações entre as diversas formas de organização dos trabalhadores nas empresas, nos bairros etc?

06 Trajetória e desafios do associativismo sindical no Brasil Walter A. Pichler (FEE) 07 G  estão da Força de trabalho nas montadoras de veículos da região do ABC: banco de horas e a PLR Jose Augusto Pina (FIOCRUZ) 08 A  ção sindical diante do desemprego e das demissões: o caso do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas Davisson C. C. Souza (USP) 09 De vocação para profissão: organização sindical docente e identidade social do professor Erlando da Silva Rêses (UnB) 10 A  ção sindical e racismo: as centrais sindicais e a discriminação racial no Brasil Jair Batista da Silva (UFBA) 11 J  uventude e Precariedade do Trabalho na Metrópole Baiana: um análise preliminar Luiz Paulo J. Oliveira (UFBA) 12 F  ITTEL: “Novo Sindicalismo” e EXPERIÊNCIA DE ATUAÇÃO AS MARGENS DA ESTRUTURA SINDICAL José Fernando Souto Jr. (UNIVASF) 2ª Sessão 30/07 Trabalho e Reestruturação Produtiva: Novos Desafios Teóricos e Históricos Coordenação: Marco Aurélio Santana (PPGSA/IFCS/UFRJ) Debate: Ruy Braga (FFLCH – USP) 01 O  feminismo socialista e a querela acerca da prostituição Joana E. Andrade (USP) 02 A  ção sindical e classe dominante na privatização das telecomunicações no Brasil Sávio Cavalcante (UEL) 03 E  stratégias, limites e possibilidades para o ingresso numa indústria de Alumínio Antonio Marcos Gomes (UFMA) Marcelo Carneiro – Co-Autor (UFMA) 04 A  experiência do desemprego nos recortes geracional, de qualificação e de participação política Marineide Maria Silva (UNICAMP) 05 A  qualificação profissional e a comissão municipal de trabalho do Rio de Janeiro Rosangela N.C. Barbosa (UERJ) Mariana Inácio Porfírio – Co-Autor (UERJ) 06 Economia solidária – re-significação do trabalho? Lorena Holzmann (UFRGS) 07 A  s relações de trabalho em uma empresa global: um novo paradigma ou neocorporativismo? Arnaldo Mazzei Nogueira (USP) 08 Igreja católica e movimentos sociais na cidade de Volta Redonda Alejandra Estevez (UFRJ) 09 A  s relações entre os debates sobre a crise do sindicalismo e as classes sociais Paula Regina Pereira Marcelino (UFBA) 10 T  rabalhadores no Paraná nos anos 2000: a ação coletiva para além do individualismo metodológO Maria Aparecida Bridi (UFPR) 11 R  EESTRUTURAÇÃO NAS TELECOMUNICAÇÕES E AÇÃO SINDICAL Luís Antônio Cardoso (UENF) Anne Geraldi Pimentel – Co-Autor (UFF) 12 O  socialismo autogestionário de Marx: os estudos de Jacques Texier sobre a autogestão Ângela Amaral (UFPE) Márcio Moneta – Co-Autor (UFPE)

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3ª Sessão 31/07 Trabalho, Sindicalismo e Novas Identidades: Depois da Reestruturação Produtiva Coordenação: Marco Aurélio Santana (PPGSA/IFCS/UFRJ) Debate: Ruy Braga (FFLCH – USP) 01 A  CUT Frente aos Desafios da Des-salarização Gustavo Neves Bezerra (IUPERJ) Julia Polessa Maçaira – Co-Autor (DIEESE) 02 S  indicalismo Docente na Região Metropolitana de Curitiba e as mudanças no financiamento da educação Marcos Ferraz (UFGD) Andréa Barbosa Gouveia – Co-Autor (UFPR) 03 O  S DISCURSOS DA CUT E DA CGTP SOBRE PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO NO CONTEXTO DA GLOBALIZAÇÃO EM 2007 Rodrigo Silva (UC – CES) 04 B  rasileiros, argentinos, peruanos: identidade política X identidade social do Trabalho Sonia Ranincheski (UnB) Henrique Carlos de O. de Castro – CoAutor (UnB) Daniel Capistrano – Co-Autor (UnB) 05 A  participação dos sindicatos portugueses nos Conselhos Sindicais Inter-regionais Hugo Dias (FEUC) 06 A  procura de uma categoria: trajetória recente do Sindicato dos Engenheiros do estado do Maranhão Sergio Martins Pereira (UFMA) 07 Impactos da internacionalização financeira no sindicalismo bancário curitibano Guilherme Carvalho (UNESP) 08 T  empo de trabalho no Brasil: intensidade e alongamento (1990-2007) Revalino Freitas (UFG) 09 T  rabalhadores do conhecimento: as novas carreiras de quadros superiores de TICS Cinara Rosenfield (UFRGS) 10 Domesticação do capitalismo ou domesticação dos sindicatos?: inclusão via mercado no Governo Lula Maria Aparecida Chaves Jardim (UFSCar) 11 A  s diversas faces do “trabalho informacional” à luz dos atuais paradigmas organizacionais Simone Wolff (UEL) 12 U  ma nova (e polêmica) estratégia de luta – o caso dos ferroviários do Rio de Janeiro Inez Stampa (PUC-Rio)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 FE sala 207 1ª Sessão 29/07 Coordenação: Marco Aurélio Santana (PPGSA/IFCS/UFRJ) Debate: Ruy Braga (FFLCH – USP) 01 A  s Novas Ações Coletivas frente a Crise do modelo sindical corporati vista: o caso Sindieletro - MG João Melo Júnior (UFV) 02 T  rabalho, Experiências e Resistências entre os “Barqueiros” na Fronteira do Brasil com o Paraguai. Eric Gustavo Cardin (UNIOESTE) 03 M  áquinas paradas, braços cruzados: para onde foram os trabalhadores? Alexander Noronha (Funai) 04 O  RGANIZAÇÃO SINDICAL NO SETOR DE FAST-FOOD (REFEIÇÕES RÁPIDAS) EM SÃO PAULO E NA NOVA ZELÂNDIA Benjamin Parton (UNICAMP) 05 R  epresentação, Participação e Cultura Política no Sindicalismo Telefônico Paranaense Ivana Lima (UFPR) 06 Da subordinação à associação: o sindicalismo e a economia solidária Maria Cecília Camargo Pereira (IFCH) 2ª Sessão 30/07 Coordenação: Marco Aurélio Santana (PPGSA/IFCS/UFRJ) Debate: Ruy Braga(FFLCH – USP) 01 T  rabalho portuário em reestruturação no Brasil: apontamentos de um projeto de pesquisa Carla Diéguez (FESPSP/UNICAMP) 02 O  sindicalismo brasileiro diante da reestruturação produtiva e da legalização das centrais sindicais Selmo Nascimento (CPII) 03 C  ompetitividade, inovações e qualidade do emprego. Estudo sobre o setor de telecomunicações no Brasil Daniel Gustavo Mocelin (UFRGS)

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Sociedade da Informação e Sociedade do Conhecimento Coordenação: Gilson Lima (IPA) Sarita Albagli (IBICT)

A crescente presença das tecnologias de informação e de comunicação (TICs) em todas as esferas da vida social contemporânea – engendrando novas formas de sociabilidade, de ação social e de atuação política, bem transformando normas e valores – é, sem dúvida, um campo da maior importância que se abre para o exame da Sociologia. As pesquisas nesse campo devem, no entanto, ir além, de modo a considerar a maior complexidade envolvida na crescente convergência tecnológica, sintetizada na sigla “NBIC” (nanociência e nanotecnologia, biotecnologia, informática e ciência cognitiva). Na Europa o processo de convergência está sendo defendido de um modo mais ampliado e incluindo ciências sociais, ciências humanas sintetizando a máxima de Boaventura de Sousa Santos de que: “todas as ciências são sociais”. A adequação dos instrumentos teóricos que permite analisar essas reconfigurações societais em curso teve seu processo de renovação evidenciado pelas apresentações e debates realizados no GT no decorrer dos X, XI, XII e XIII Congressos Brasileiro de Sociologia e outros encontros da área.. A proposição novamente deste GT nesse Congresso justifica-se pela pertinência e atualidade do tema e da epistemologia da complexidade no pensamento mundial em Ciências Sociais (e na Sociologia em particular). 1ª Sessão 29/07

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GT22 14:00 às 18:00 FE sala 241

Convergência de saberes, de práticas e significados Coordenação: Sarita Albagli (IBICT) Debate: Rosa Pedro (UFRJ) 01 E  thos e práticas no funcionamento da tecnociência contemporânea Yurij Castelfranchi (UNICAMP) 02 C  onvergência pela simbiogênese: O caso da reabilitação, produção e prototipização do IPAVOX Gilson Lima (IPA) 03 C  ontrovérsias em biotecnologia: das ontologias sociais e seus desdobramentos políticos Adriano Premebida (FDB) J  alcione Almeida – Co-Autor (UFRGS) 04 L  egitimação social de novas tecnologias: análise de estratégias na introdução das bionanotecnologias Jorge Luiz dos Santos Junior (UFRRJ) Biancca S. de Castro – Co-Autor (UNICAMP) 05 O  s “outros saberes” a partir de perspectivas das ciências sociais críticas Júlia Benzaquen (UC) 06 S  oberania Alimentar: a resposta camponesa à agricultura transgênica. Carolina Burle de Niemeyer (IUPERJ) 07 O conceito de pós-industrialismo em perspectiva histórica: uma discussão João Martins (IUPERJ) 08 A  aprendizagem cognitiva nas operações de produção no segmento automotivo Daniel Garcia Haro (PUC-RS) Roberto Ruas – Co-Autor (UFRGS) 2ª Sessão 30/07 Sociedade da Informação, mídia e políticas sociais de conhecimento Coordenação Gilson Lima (IPA) Debate: Jonatas Ferreira (UFPE) 01 P  ara uma revisão dos conceitos de Informação e Comunicação na Sociedade da Informação Nilton Bahlis dos Santos (FIOCRUZ) 02 A  Torre de Babel Urbana: conhecimento e anomia múltipla Martim Cabeleira de Moraes Jr. (IPA) 03 S  ignificados múltiplos do consumo na sociedade da informação Aloisio Ruscheinsky (UNISinos) 04 A  ção política na Internet Claudio Penteado (UFABC) Rafael Araújo – Co-Autor (ESP) Marcelo Burgos P. Santos – Co-Autor (PUC-SP) 05 C  lientelismo, internet e voto:a campanha nos websites dos candidatos a vereador no Brasil Meridional Sérgio Soares Braga (UFPR) Andre Becher – Co-Autor (UFPR) 06 M  adeireiras, sojeiros e pecuaristas: quem são os vilões do desmatamento para a mídia impressa? Luciana Costa (UFPA) 07 M  aterialidades Contemporâneas: Das câmeras de vigilância nas ciências sociais Rafael Barreto de Castro (UFRJ) Rosa Pedro – Co-Autor (UFRJ) 08 F  ORMAÇÃO SUPERIOR NO SISTEMA PENITENCIÁRIO FEMININO: UMA FORMA DE INCLUSÃO SOCIAL Mônica Bragaglia (IPA) Maria Lucia Amaral – Co-Autor (IPA) 09 A  Associação Brasileira de Pesquisadores Negros: uma organização militante ou comunidade científica? Eliane Borges da Silva (UFF)

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3ª Sessão 31/07 Redes e Virtualização Coordenação: Gilson Lima (IPA) Debate: Adriano Premebida (FDB) 01 Inclusão Digital e suas múltiplas interpretações e funções Mônica Cristiane M. Crispim (CEFET) Maria Conceição da Costa – Co-Autor (UNICAMP) 02 J  ogos Eletrônicos (JEs) on-line: por uma hermenêutica da vivência de criatividade no ciberespaço Jonatas Ferreira (UFPE) Jorge Ventura de Morais – Co-Autor (UFPE) Adriana Tenório da Silva – Co-Autor (UFPE) Micheline D. G. Batista – Co-Autor (UFPE) 03 S  ujeito, Território e Propriedade: tensões estético-políticas sobre a emergência do commons digital Henrique Z.M. Parra (UNICAMP) 04 S  OCI@BILIDADE VIRTUAL NO ORKUT: UM ESTUDO DE CASO EM QUISSAMÃ/RJ Rafael Lobo (UENF) 05 M  etaversos: novos mundos para um velho homem, a higienização do mundo no cotidiano do Second Life Diracy Vieira (UFPB) 06 B  logs e wikis: duas formas de colaboração em redes sociais Francisco Coelho dos Santos (UFMG) Cristina Petersen Cypriano – Co-Autor (UFMG) 07 R  edes de Sociabilidade Virtual e a Fotografia na era digital Flávia F. Fernandes (UFF) 08 A  classificação de documentos fotográficos em arquivos, bibliotecas e museus Ana Cristina de Albuquerque (UNESP)

GT23 14:00 às 18:00 ECO sala 108/109 Sociedade e Ambiente Coordenação: Horácio Antunes de Sant’Ana Júnior (UFMA) Maria José da Silva Aquino (UFPA) Neide Esterci (UFRJ)

A proposta do GT é debater reordenação territorial, e a sua relação com a dinâmica dos diversos agentes sociais, em operação na Amazônia e outras regiões do país, desde os anos de 1990. Colocando-se como alternativa ao desenvolvimentismo empreendido a partir dos anos 1970, e que não saiu de cena, a orientação socioambiental tem sido compartilhada por diversos agentes envolvidos direta ou indiretamente com as RESEX, RDS, assentamentos agro-extrativistas, PDS, terras indígenas sobrepostas a Unidades de Conservação etc. Nessas experiências, o “lugar” das populações na constituição e gestão das novas territorialidades, as parcerias, conflitos, mediações, têm sido objeto de estudo e de reflexão em trabalhos sociológicos e antropológicos. São as etnografias e os exercícios compreensivos do sentido das ações locais e extralocais traduzidas em áreas sob a proteção do Estado, apresentadas como de acordo com o desenvolvimento sustentável e a conservação da sociobiodiversidade, que estamos querendo reunir e submeter ao debate. 1ª Sessão 29/07 Projetos de desenvolvimento, populações tradicionais, conflitos ambientais Coordenação: Horácio Antunes de Sant’Ana Júnior (UFMA) Debate: Andréa Zhouri (UFMG) 01 A  s resoluções de conflito ambiental: da retórica da justiça para a retórica da eficácia Rodrigo Nuñez Viégas (UFRJ) 02 Desenvolvimento sustentável e recursos naturais: uma leitura estruturalista da questão ambiental Robson Amâncio (UFLA) Cristhiane Amâncio – Co-Autor (EMBRAPA) Sérgio Pedini – Co-Autor (EAFM) 03 M  apa dos conflitos ambientais no estado de Minas Gerais (mesorregião Campo das Vertentes) Eder Jurandir Carneiro (UFSJ) 04 A  construção social das verdades/diagnósticos em Comitês de Bacias Hidrográficas Rodrigo Martins (UFSCar) 05 P  olítica Ambiental-Energética no Brasil (2003-2008): Sociologia Ambiental e Crise de Paradigmas Sérgio Luís Boeira (UNIVALI) 06 Desenvolvimento, barragens e meio ambiente: velhos temas, novos problemas Alexandra Martins Silva (UFRJ) 07 E  conomia ambiental e produção de energia hidroelétrica no Bico do Papagaio – TO Lidiane A. Cunha (UFT) 08 C  artografia das condições socioeconomicas e ambientais de pescadores de Ilhas de Cametá/PA Maria das Graças da Silva (UEPA) 09 Impactos socioambientais de mega-empreendimentos: o caso do complexo portuário da Barra do Açu/RJ Beatriz de Oliveira Pires (UENF) Marcos A. Pedlowski – Co-Autor (UENF) 10 Saber tradicional, poder e preservaçao ambiental. Wilma M. Leitao (UFPA)

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12 O  “lugar” das populações na gestão das regiões turísticas no Estado do Pará Maria Goretti da C. Tavares (UFPA) 2ª Sessão 30/07 Novas ruralidades e meio ambiente Coordenação: Neide Esterci (PPGSA/IFCS/UFRJ) Debate: Eliane O´Dwyer (UFF) 01 A  natureza na representação social de produtores de soja no Mato Grosso Maryanne Galvão (UFRRJ) 02 G  aúchos e goianos no Centro-Oeste: violência simbólica e ambientalização dos conflitos sociais Lorena Cândido Fleury (UFRGS) Jalcione Almeida – Co-Autor (UFRGS) 03 E  xpansão da Lavoura de Cana em Goiás e Impactos Ambientais Fausto Miziara (UFG) 04 R  e-ordenando Fronteiras: A produção de agrocombustíveis e os novos conflitos territoriais Wendell Ficher Teixeira Assis (UFRJ) 05 A  sustentabilidade frente aos riscos oriundos do plantio de eucalipto no RS Claudia Maria Hansel (UCS)

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11 T  urismo ecológico ou exclusão social permanente dos nativos?O caso de Pitangui/Extremoz/RN Winifred Knox (FANEC)

06 C  onflitos, mediação e acordos: castanheiros do Ayapuá e organização político-territorial Thais Danton (UFRJ) 07 P  olítica Florestal Brasileira: A Amazonia em foco Célia Dias (UFF) 08 E  spaço de mediação, espaço de distinção? Mediadores locais na Amazônia Brasileira Vanessa Pfeifer Coelho 09 E  coexclusão: a disputa por espaços comuns e recursos naturais no Pantanal Sul-Mato-grossense Cristhiane Amâncio (EMBRAPA) Robson Amâncio – Co-Autor (UFLA) Sérgio Pedini – Co-Autor (EAFM) 10 N  ovos atores da reconstrução ambiental rural: o movimento ecológico na agricultura Alfio Brandenburg (UFPR) 11 M  eio ambiente e a recomposição dos espaços rurais na Regiâo Metropolitana de Curitiba Cimone Rozendo de Souza (UFRN) Alfio Brandenburg – CoAutor (UFPR) 12 T  ipologias da sertanidade baiana: uma análise sobre três dimensões identitárias Lídia Ma. P. S. Cardel (UFBA) 3ª Sessão 31/07 Unidades de Conservação, manejo de recursos naturais, populações tradicionais Coordenação: Maria José da Silva Aquino (UFPA) Debate: Henri Acselrad (IPPUR/UFRJ) 01 P  esquisadores e suas táticas discursivas no debate sobre populações tradicionais e áreas protegidas Cleyton Henrique Gerhardt (UFRRJ) 02 A  participação da comunidade da Resex Cazumbá-Iracema(Acre) no Programa Biodiversidade Brasil-Itália Edson Santos (FUNTAC) 03 A  mbientalismo e geopolítica na Amazônia-acreana: da criação das RESEX aos corredores da espoliação Israel Pereira Dias de Souza (UFAC) 04 “Verde Para Sempre”: análise sócio-política sobre a implantação de uma resex Edma Silva Moreira (IPAM) Cláudio Barbosa – Co-Autor (UNISul) 05 SOCIEDADE, CULTURA E NATUREZA NA AMAZÔNIA: UM OLHAR SOBRE A ÁREA DO RIO NEGRO/AM Izaura R. Nascimento (UnB) Jose Vicente de Souza Aguiar – Co-Autor (UEA) 06 Xingu: da ambientalização do território ao fechamento da fronteira agropecuária na Terra do Meio Mário José Henchen (UFPA) 07 C  onservar e desenvolver: o que há de novo na gestão dos conflitos em unidades de conservação? Cristina Teixeira (UFPR) Marcelo Limont – Co-Autor (UFPR) 08 C  onstrução de um Índice de Qualidade Sócio-Ambiental na RDS do Tupé Duarcides Mariosa (PUC-Campinas) 09 T  erritorios tradicionais em Matas Secas: divergencias e convergencias entre povos e parques Rômulo Barbosa (UNIMontes) Felisa Anaya – Co-Autor (UNIMontes) Cristina Andrade Sampaio – Co-Autor (UNIMontes) 10 Impactos sócio-ambientais e desestruturação de modos de vida pantaneiros em Barão de Melgaço – MT Marinete Covezzi (UFMT) 11 É  mina, não acaba nunca: percepções sobre a natureza em três povoados da Baía do Tubarão – MA Bartolomeu Mendonça (UFMA)

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12 O  trabalho (re)faz o gênero: rede de pescarias e catações na Ilha Mem de Sá/SE Monica Cristina Silva Santana (UFS) LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 ECO sala 108/109 1ª Sessão 29/07 Projetos de desenvolvimento, crise econômica, conflitos ambientais Coordenação: Maria José da Silva Aquino (UFPA) Debate: NORMA VALENCIO (UFSCAR) 01 Dinâmicas locais de uma comunidade nativa em áreas de impacto sócioambiental na Amazônia Oriental Eunápio do Carmo (CESUPA) Júlio Patrício – Co-Autor (CESUPA) 02 O  USO DA CONVENÇÃO 169 NA RESOLUÇÃO DOS CONFLITOS SÓCIO-AMBIENTAIS Erika Mesquita (IFCH) 03 É  tica e biodiversidade: a proteção da propriedade intelectual Marcia Andrea Bühring (UCS) 04 A  gricultura e biodiversidade em políticas ambientais: percepções em disputa Suiá Chaves (UFRRJ) Maria José Carneiro – Co-Autor (UFRRJ) Teresa da S. Rosa – Co-Autor (UFRRJ) Laila Sandroni – Co-Autor (UFRRJ) 05 M  anaus e o seu Processo de Desenvolvimento Sustentável Milke Cabral Alho (UFAM) 06 C  rises econômicas e meio ambiente Zilas Nogueira (UNEAL) 2ª Sessão 30/07 Relações produtivas, recursos naturais, ONG ambientalistas Coordenação: Horácio Antunes de Sant’Ana Júnior (UFMA) Debate: Wilma M. Leitao (UFPA) 01 A  emergência do novos atores sociais: o papel e as práticas das ONGs ambientalistas Martha Mercado (FIRB/SP) 02 S  ocioambientalismo e desenvolvimento sustentável no semiárido nordestino Costa-Filho (FCRS) Valmir Tiburcio Cavalcante – Co-Autor (UFC) 03 Realidade produtiva e relação com o meio ambiente Euzalina Silva Ferrão (UFPA) 04 T  erritorialidades e Conflitos:O mundo do trabalho da pesca em comunidades de várzea no Amazonas Pedro Rapozo (UFAM) Antonio Carlos Witkoski – Co-Autor (UFAM) 05 M  udanças sócio-produtivas e as novas relações sociedade-natureza na Amazônia oriental Myriam Oliveira (UFRGS) Jalcione Almeida – Co-Autor (UFRGS) 06 R  isco ambiental: percepção, mobilização e naturalização por assentados rurais Tarcísio Augusto Alves da Silva (UFPE) 3ª Sessão 31/07 Unidades de conservação, territorialidades, populações tradicionais Coordenação: Neide Esterci (PPGSA/IFCS/UFRJ) Debate: Eder Jurandir Carneiro(UFSJ) 01 F  LORESTA ESTADUAL METROPOLITANA DE PIRAQUARA, PARANÁ: UM ESTUDO SOBRE PERCEPÇÃO DO ESPAÇO Giselle Marquette Nicaretta (TV Paulo Freire – PR) 02 U  ma reflexão sobre saberes ecológicos locais, territorialidade e as reservas extrativistas (RESEX) Juliana Lima Spínola (UFPR) 03 Lago suíço em terras tropicais: A LAgoa de Cima (RJ) como objeto de construções sensível-simbólicas Klenio Costa (UFPE) 04 Do urbano ao rural: “nativos”, os “de fora” e o movimento alternativo no Vale do Capão / BA Maria M. Nascimento (UnB) 05 sustentabilidade ambiental e participação política. Reflexões, relações e realocações David Soares (UFRJ) 06 T  erritorialidades e unidades de conservação de uso sustentável: uma parceria possível? Ana Beatriz Vianna Mendes (UNICAMP)

GT24 14:00 às 18:00 ECO sala 111/112 Sociologia da Arte Coordenação: Lígia Dabul (UFF), Rogério Bitarelli Medeiros (UFRJ)

Este GT corresponde à constatação do crescimento e importância da pesquisa e ensino em Sociologia da Arte hoje no Brasil. O volume de publicações, dissertações e teses de Sociologia voltadas para a arte e dos 96

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1ª Sessão 29/07 Questões sobre a Arte Moderna e Contemporânea Coordenação: Lígia Dabul (UFF) Debate: Giralda Seyferth (MN/UFRJ) 01 Driblando o sistema: discursos das artes visuais brasileiras durante a ditadura (1964-1985) Felipe Scovino (UFRJ) 02 L  iteratura e Sociologia: Graciliano Ramos e o lugar do romance do real no Brasil João Paulo Lima e Silva Filho (UFPE) 03 L  es demoiselles d’Avignon: a obra, o artista e um antropólogo Dorothea V. Passetti (PUC-SP) 04 R  etração e expansão nas artes plásticas: 1930-1960. Bahia e Paraíba Gabriel Bechara Filho (UFPB)

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cursos de graduação e pós-graduação que oferecem disciplinas de Sociologia da Arte atestam o interesse de estudantes e pesquisadores sobre a arte na vida social. Boa parte das pesquisas nessa área, contudo, não repercutem para além das instituições e regiões onde são feitas, e circunscrevem-se também ao âmbito do seu objeto empírico, nem sempre suscitando contatos ou considerando o resultado de investigações sobre itens e questões a respeito da arte que não aqueles que enfocam. Neste GT pretendemos colocar em contato pesquisadores e pesquisas as mais diversas, contribuindo para o surgimento de interlocuções e para o fortalecimento das já existentes.

05 R  epresentações Populares Brasileiras na Pintura de Di Cavalcanti Rogério Bitarelli Medeiros (UFRJ) 06 A  redescoberta de Debret no Brasil modernista (1930-1945) Anderson Ricardo Trevisan (FFLCH – USP) 07 E  ntre o tradicional e o moderno: disputas regionais em torno das classificações estéticas Tarcila Formiga (UERJ) 08 M  ario Pedrosa e a crítica de arte brasileira: as décadas de 1950 e 2000 em análise comparativa Sabrina Parracho Sant’Anna (FUNAG) 09 Do analógico ao digital: a imagem fotográfica como objeto da Sociologia da Arte Kadma Marques Rodrigues (UECE) Silas de Paula – Co-Autor (UFC) 10 A  poética comportamental de Hélio Oiticica Patricia Guimarães 11 G  raffiti, pichação e outras formas de intervenção urbana: uma proposta de sociologia da arte de rua. David da Costa Aguiar de Souza (IUPERJ) 12 A  s instituições transnacionais e a formação de um contexto artístico internacional Patricia Reinheimer (UFRJ) 2ª Sessão 30/07 Abordagens e Representações da Arte Coordenação: Rogério Bitarelli Medeiros (UFRJ) Debate: Villas Bôas Glaucia K.(UFRJ) 01 O  bjetos Étnicos-Culturais: pesquisa de forma e Conteúdo Ana Paula Alcântara (UFRJ) 02 F  ESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS ARTUROS: IMAGENS DE UMA CELEBRAÇÃO Mariana Emiliano Simões (UFRJ) 03 F  OLIA DE REIS: TRADIÇÕES, COSTUMES E PERFORMANCES ARTÍSTICAS CONSTRUINDO A IDENTIDADE DO FOLIÃO. Maria Célia da Silva Gonçalves (UnB) 04 E  m objetos e imagens Carla Dias (PUC-Rio) 05 C  lasse operária e povo brasileiro: o presidente Lula no cinema Marina Soler Jorge (UNICAMP) 06 R  ECONSTRUÇÃO GRÁFICA DE UM CANDIDATO: chargistas e a mudança de imagem de Luis Inácio Lula da Silva Octavio Aragão (UFES) 07 A  rte, imaginário e construção de identidades nacionais no dinheiro brasileiro Amaury Fernandes (UFRJ) 08 Arte, política e sociedade: uma análise sobre o horror Rafael Araújo (ESP) 09 A espetacularização da violência no Cinema Brasileiro Ângela Leitão (UNIFor) 10 F  luxos e contra-fluxos: reflexões sobre a filmografia de Afonso Brazza Alice Fátima Martins (UFG) 11 R  epresentações do Morro da Conceição: uma reflexão sobre cinema, patrimônio e projetos urbanísticos Roberta Guimarães (UFRJ) 12 A  sociologia da arte e as representações sociais no cinema documentário Antônio da Silva Câmara (UFBA) Rodrigo Lessa – Co-Autor (UFBA) Renan S. Miranda – Co-Autor (UFBA)

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3ª Sessão 31/07 Arte, Processos de Criação e Trajetórias de Artistas Coordenação: Lígia Dabul (UFF) Debate: Irlys Alencar F. Barreira (UFC) 01 A  experiência do Monólogo, Autoria e Construções de Si Ana Amélia Brasileiro (UERJ) 02 O  desenvolvimento do indivíduo moderno nos romances burgueses Manoela H. Oliveira (IFCH) 03 T  rocas de substâncias, metamorfoses e xamanismo na arte Roberta Braida (PUC-SP) 03 P  otências da invenção: experimentações da arte Beatriz Scigliano Carneiro (PUC-SP) 04 Gostos na classe e concorrência aliada Caleb Faria Alves (UFRGS) 05 V  ILLA-LOBOS: NEGOCIAÇÕES SIMBÓLICAS NA FORMAÇÃO DA MODERNA MÚSICA BRASILEIRA André Álcman Damasceno (UNICAMP) 06 A  experiência artística de Emygdio de Barros – cliente do Museu de Imagens do Inconsciente Glória Thereza Chan (UFRJ) 07 E  ntre o jornalismo e a literatura – as crônicas de Drummond das décadas de 1960, 1970 e 1980 Isabel Travancas (UFRJ) 08 O  sertão amazônico: o inferno de Alberto Rangel Marco Aurélio C. de Paiva (UFAM) 09 A  construção da subjetividade de uma artista da “cultura popular”: os carnavais de Maria Augusta Nilton Silva dos Santos (UCAM) 10 V  alorizando a batucada: as pequenas escolas de samba cariocas Eugênio Araújo (UFMA) 11 O  “espírito” alemão e a questão da arte: uma análise sociológica do filme A Vida dos Outros Rosi Marques Machado (PUC-Rio)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 ECO sala 111/112 1ª Sessão 29/07 Sociologia, Imagem e Cinema Coordenação: Rogério Bitarelli Medeiros (UFRJ) Debate: Dorothea V. Passetti (PUC-SP) 01 A  Floresta Encantada – imagens e imaginários na arte de Juazeiro do Norte Marcelo Cavalcanti (UFC) 02 O (des)controle das imagens do sagrado na arte: Márcia X. e os terços fálicos Paola Lins de Oliveira (UFRJ) 03 P  intando com areia a cidade de pedras: Itinerários do processo criativo de Goiandira do Couto Clovis Carvalho Britto (UnB) 04 Do novo à retomada: Predicações do Sertão na Cinematografia Brasileira Igor Monteiro Silva (UFC) 05 ISSO NÃO É FILME DE AÇÃO Ana Carolina Rubini Trovão (SANEPAR) 06 A  dimensão ética do cinema de Walter Salles: “Terra Estrangeira” e a hospitalidade Bruna Hetzel (UFRN) 2ª Sessão 30/07 Sociologia, Literatura e Música Coordenação: Lígia Dabul (UFF) Debate: Nilton Silva dos Santos (UCAM) 01 S  ociologia e Literatura (A personagem romanesca como construção ideal-típica) Daniela Nogueira Amaral (SEC) 02 A  firmação Identitária: A disputa por legitimidades na cena roqueira de Fortaleza Irapuan Peixoto Lima Filho (UFC)

GT25 14:00 às 18:00 ECO sala 115 Sociologia da Cultura Coordenação: Edson Silva de Farias (UnB) Maria Celeste Mira (PUC/SP) Rogério Proença Leite (UFS)

O foco analítico da discussão proposta são as reconfigurações contemporâneas da cultura em suas diversas interfaces com as transformações econômicas e políticas. Entende-se que as atuais redefinições do Estado, em meio intensificação dos trânsitos entre economia e cultura, têm alterado as práticas 98

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1ª Sessão 29/07 Cultura Urbana e Identidades Coordenação: Rogerio Proença Leite (UFS) Debate: Fraya Frehse (USP) 01 S  ociedade do delírio: representações da boemia na literatura portuguesa do século XIX Ulisses Neves Rafael (UFS) 02 C  orpo, consumo cultural e construção da aparência Ana Lúcia de Castro (UNESP) 03 A  produção de imaginários culturais urbanos: narrativas turísticas de algumas cidades ibéricas Carina Sousa Gomes (UC)

Grupos de Trabalho

culturais, cujos efeitos se fazem sentir na crescente descentralização da produção cultural, nos deslocamentos conceituais em torno das análises sobre as cidades e os patrimônios material e imaterial, assim como na montagem de circuitos de produção e consumo em escalas diferenciadas. Nestes contextos de redefinições, as práticas culturais alteram-se também à luz da tendência à quebra das fronteiras entre campos, das misturas de gêneros e estilos e das novas tecnologias à disposição de produtores e usuários. O objetivo do grupo, portanto, é assegurar o espaço de interlocução entre diferentes pesquisadores da área, com vistas a aprofundar o atual debate sobre as transformações nos processos e formas culturais, visando a construção de novas perspectivas teórico-analíticas na sociologia.

04 Território, Patrimônio Cultural Imaterial e Identidade Paula Stroh (UFAL) 05 Identidade, cirurgia plástica e multiculturalismo Marcelo Alario Ennes (UFS) 06 Da revolução e dos costumes. Breves notas sobre algumas imagens de Portugal Mauro Rovai (UNIFESP) 07 M  arketing e “consumo de identidade” em duas cidades brasileiras Lavínia Cruz (UFS) 08 E  difícios da Arte: a cultura como moeda de troca Marco Vieira (UnB) 2ª Sessão 30/07 Texturas e Redes Sociais na Cultura Contemporânea Coordenação: Maria Celeste Mira (PUC/SP) Debate: Salete Nery (UFRB) 01 P  úblico Literário e Folhetim no Segundo Reinado Brasileiro: de Eugène Sue a Machado de Assis Alexandro Henrique Paixão (USP) 02 E  conomia simbólica das edições, os usos sociais da literatura infantil e juvenil Andréa Borges Leão (UFC) 03 P  erformance e Identidade: O Estado das Artes Populares no Planalto Central João Gabriel L. C. Teixeira (UnB) 05 Usos da cultura popular pelas classes médias Nubia Regina Moreira (UESB) 06 O  aumento das práticas lúdicas no cotidiano ou a segunda revolução da juventude? Elisabeth Murilho da Silva (PUC-SP) 07 L  azeres e práticas de cultura entre jovens: a emergência de disposições híbridas de habitus Maria da Graça Setton (USP) 08 “Moderno é ser tradicional”: a reinvenção do circo na Cultura Contemporânea Gilmar Rocha (PUC-Minas) 09 O  papel das redes sociais na música independente do Brasil Arthur Coelho Bezerra (UFRJ) 10 N  ovas práticas culturais, deslocamentos conceituais, e sistematização de dados empíricos sobre a produção cultural brasiLEIRA Daniela Ribas Ghezzi (UNICAMP) 11 B  ens de Culturais de Natureza Imaterial: uma política em debate Maria Amélia Jundrian Cora (PUC-SP) 12 Interrogando a gestão de identidades culturais pela ONU Flavia Cristina Silveira Lemos (UFPA) 3ª Sessão 31/07 Ajustes e Conflitos na Produção Cultural Coordenação: Edson Farias(UnB) Debate: Maria da Graça Setton (FE-USP) 01 A  rtistas, à procura de trabalho Liliana Segnini (UNICAMP) 02 Direitos autorais na música Simone Cunha (UERJ) 03 A cor do samba CERBONCINI, Dmitri (USP) 04 C  arnavais brasileiros: a atuação dos governos locais na configuração atual das festas Fernando Burgos P. Santos (FGV-SP) 05 T  rajetória individual e processos sociais: Herchcovitch e a moda brasileira Salete Nery (UFRB)

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Grupos de Trabalho

06 N  ovas Expressões de Manifestações Devocionais Caipiras: a batalha cultural do “Moçambique” Andre L. da Silva (PUC-SP) Letícia Faria – Co-Autor (UNITAU) 07 A  pontamentos sobre estética e política na Semana de Arte Moderna da periferia Érica Peçanha do Nascimento (USP) 08 S  ENSIBILIDADES EM DISPUTA: CULTURA LOCAL E PODER EM FAVELAS CARIOCAS Luciane Silva (UFRJ) 09 O  s atentados ao “bom gosto”: regras da ‘arte de viver legítima’ na capital paulista Carolina Pulici (USP) 10 Diversidade social ressemantizada: valorização ou reconhecimento existencial? Marcelo Fetz (UNICAMP) 11 Identidade e Reconhecimento: nexos, práticas e consumo entre os Kalunga Thais Marinho (UnB) 12 Informação, tecnologia e conhecimento: reflexões acerca da crítica cultural na contemporaneidade Marco Antonio de Almeida (USP)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 ECO sala 115 1ª Sessão 29/07 Gestões e Imaterialidades Coordenação: Ulisses Neves Rafael (UFS) Debate: Andre L. da Silva (PUC-SP) 01 Interlocuções Sociológicas na literatura de João Guimarães Rosa Karina Cursino (UFMG) 03 Da felicidade cotidiana – mídia e pacificação do imaginário Geraldo Garcez Condé (UERJ) 04 C  onsumo, individualismo e gênero: o que a revista VEJA propõe às mulheres Maria Inês Detsi de Andrade Santos (UNIFOR) 05 Identidades Glocais – Análise dos Cadernos Zoeira, do Diário do Nordeste, e Buch!cho, de O Povo Silva Neto (UFC) Igor Monteiro Silva – Co-Autor (UFC) 06 C  ultura política e política cultural: o orçamento participativo em Fortaleza (2005-2008) Alexandre Barbalho (UECE) 07 N  otas sobre a atuação do Plano Nacional de Cultura em Recife Michely Andrade (UFPE) 2ª Sessão 30/07 Figuras Atuais da Cultura Popular Coordenação: Fernando Rodrigues (UnB) Debate: CERBONCINI, Dmitri(USP) 01 R  edes Sociais na Produção de Filmes na Bahia, entre 1996 e 2006. Carmen Lima (UNEB) Elisabeth Loiola – Co-Autor (UFBA) 02 A  s majors da música e o Mercado Fonográfico Nacional Mariana Barreto (IFCH) 03 R  eorganização da Indústria Fonográfica e suas Consequências para a Produção de Bens Simbólicos Leonardo De Marchi (UFRJ) 04 A  s práticas simbólicas da cultura de rua nas relações entre grafite, sociedade, mercado e mídia Angelina Duarte (UFPB) 05 P  referências musicais em uma periferia metropolitana Paulo H. Dias (UNIOESTE) 06 P  esquisas sobre estruturas econômicas de culturas informais: experiências do funk e do tecnobrega Elizete Ignácio (UFRJ) Marcelo Simas – Co-Autor (FGV) 3ª Sessão 31/07 Experiências e Planos Culturais Coordenação: Andréa Borges Leão (UFC) Debate: Elisabeth Murilho da Silva (PUC-SP) 01 Por uma nova perspectiva na delimitação do setor cultural do Estado do Rio de Janeiro Janaina Machado Simões (UFRRJ) Marcelo Vieira – Co-Autor (FGV) 02 C  ultura e natureza: notas sobre uma hipótese Ana Lucia Lucas Martins (UFRRJ) 03 A  dimensão da cultura nas Relações Internacionais Maria Leonardo (UNIFIL) 04 R  elações de trabalho do artista, professor e pesquisador na universidade pública Cármen Lúcia Rodrigues Arruda (IFCH)

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06 Diásporas, transculturação e migrações contemporâneas: um foco nas fotografias de Sebastião Salgado Ana Luiza de Abreu Cláudio (UFRRJ)

GT26 14:00 às 18:00 ECO sala 120 Sociologia da Infância e da Juventude Coordenação: Janice Tirelli Ponte de Sousa (UFSC) Matrília Salles Falci Medeiros (UFF)

A sociedade contemporânea tem se sustentado sob um modelo de socialização em crise e os jovens são os sujeitos primeiros dessas mudanças, se ressentindo das transformações mais gerais resultantes da reordenação funcional da relação entre Estado e sociedade civil, instituições sociais e atores, movimentos sociais. Estas mudanças têm incentivado o debate contemporâneo da sociologia com discussões enriquecedoras por meio de estudos que têm constituído um campo próprio de conhecimento que vem problematizando a vida do jovem em vários aspectos dos quais destacamos: (1) a  inserção no mundo do trabalho indicando que, na maioria dos países industrializados, o jovem é uma das categorias sociais mais  visadas pelas altas taxas do desemprego. No Brasil o desemprego e a marginalização juvenil apresentam um cenário de estatísticas aberrantes reforçadas pela ausência de políticas públicas capazes de integrar a imensa população juvenil excluída do mercado de trabalho. (2) As investigações que têm como foco as culturas juvenis, suas manifestações coletivas, tanto políticas quanto culturais, as relações de gênero no interior de seus diferentes grupos, o envolvimento com as drogas e a criminalidade e outros  dilemas do seu suas relaçoes têm contribuído para a compreensão da sociabilidade juvenil contemporânea e indicando um conjunto de  elementos para as intervenções mais fundamentais  na área das políticas publicas. A proposta deste GT, portanto, visa qualificar o debate sobre estas linhas de pesquisa, e consolidar na SBS, uma discussão sobre a problemática social da juventude. Pretende-se dar continuidade a esse fórum comum de discussão que fortaleça a SBS como mediadora do encontro de grupos e núcleos de pesquisa, bem como formação de outros sobre o assunto.

Grupos de Trabalho

05 E  ntre fuligem e prosperidade: a visão de donas-de-casa sobre a produção de etanol em Ribeirão Preto Ana Keila Mosca Pinezi (UFABC) Belisa Polasse – Co-Autor (UFABC)

1ª Sessão 29/07 Juventudes, politicas públicas, expectativas e análises Coordenação: Matrília Salles Falci Medeiros (UFF) Debate: Delma Pessanha Neves (UFF) 01 J  uventude e políticas públicas no Brasil Paulo Tafner (IPEA – ANAC) Carolina Botelho – Co-Autor (ANAC) Márcia Carvalho – Co-Autor (UCAM) 02 P  oliticas Públicas para a Juventude Brasileira – Um cenário em construção Maria Tarcisa Bega (UFPR) 03 O  (des)governo da razão: biopolítica e resistência nas políticas públicas de juventude Alexandre S. Freitas (UFPE) 04 J  OVENS POBRES E A INVENÇÃO DAS POLÍTICAS DE INCLUSÃO SOCIAL Denise Cordeiro (UERJ) Eduardo Antonio de Pontes Costa – Co-Autor (UFPB) 05 A  s políticas sociais e o protagonismo da criança e do adolescente João Clemente de Souza Neto (UNIFIEO) 06 C  rises e deslocamentos como potência de vida em crianças e jovens Estela Scheinvar (UERJ) Maria Livia do Nascimento – Co-Autor (UFF) 07 Determinantes institucionais da implementação das medidas socioeducativas em MG Bruno Lazzarotti Diniz Costa (FJP) Carla Bronzo – Co-Autor (E-FJP) Clarissa Menicucci – Co-Autor (FJP) 08 P  OLÍTICAS PÚBLICAS DE JUVENTUDE NO BRASIL: DO “ESTADO DE COISAS” À AGENDA PÚBLICA Geórgia P. G. dos Santos (UNICAMP) 09 Imaginários Juvenis Latino-Americanos Ana Luisa Fayet Sallas (UFPR) 10 G  ênero, território e vulnerabilidade: mulheres jovens em favelas e bairros de Belo Horizonte Juliana Gonzaga Jayme (PUC-Minas) Magda de Almeida Neves – Co-Autor (PUC-Minas) 11 O  S DILEMAS DO TEMPO E AS (IN)QUIETUDES COTIDIANAS JUVENIS Nilda Stecanela (UCS) 12 J  uventudes sob a ótica da diversidade e da diferença: algumas reflexões Wivian Weller (UnB) 2ª Sessão 30/07 Juventudes, socialização, trajetórias e práticas políticas Coordenação: Janice Tirelli Ponte de Sousa (UFSC) Debate: Ana Luisa Fayet Sallas (UFPR) 01 J  uventude e voluntariado: o novo modelo de participação social e os jovens no Brasil Luís Antonio Groppo (UNISAL) 02 A  linguagem da política na língua juvenil Mônica Rodrigues Costa (UFPE)

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Grupos de Trabalho

03 J  uventudes e as multifaces da participação: organizações de/para e com jovens Socorro Araújo (UFMA) 04 J  uventude e Gênero nos Movimentos Socias do Brasil e Portugal Celecina de Maria Veras Sales (UFC) 05 E  xperiências sócio-educativas dos jovens no MST/PR Suely Aparecida Martins (UFSC) 06 N  OVOS TEMPOS, NOVOS JOVENS: novas práticas políticas juvenis? Valéria Silva (UFPI) 07 O  ESTUDO DAS LUTAS POR HEGEMONIA SOBRE O SENTIDO HISTÓRICO DAS ORGANIZAÇÕES JUVENIS Mirlene Simões Severo (UNESP) 08 P  rocessos de socialização e a instituição escolar: novas relações, novos desafios Juarez Dayrell (UFMG) 09 S  er jovem em São Carlos Maria Inês Rauter Mancuso (UFSCAR) Regina Helena Granja – Co-Autor (PMSC) 10 N  ARRATIVAS DO ANTES E DEPOIS: juventude hip hop e projetos de vida Jaileila de Araújo (UFPE) 11 A  imagem da recriação da juventude: televisão e propaganda Altair Reis de Jesus (UFBA) 12 J  ovens Rurais – travessias José Carlos Alves Pereira (UNICAMP) 3ª Sessão 31/07 Juventudes, trabalho, conflitos com a lei e situações de risco Coordenação: Matrília Salles Falci Medeiros (UFF) Debate: Wivian Weller (UnB) 01 A  difícil concretização da garantia dos direitos dos adolescentes em conflito com a lei Beatriz Morem da Costa (PMPA/SMDHSU) 02 Redução da maioridade penal e a colonização dos discursos repressivos Nalayne Pinto (UCAM) 03 E  ntre a lei e o fora da lei: reflexões a partir do discurso de jovens que vivem nas periferias da cidade de São Paulo Marisa Feffermann (IS/SES/SP) 04 A  responsabilidade pública de jovens médicos pediatras perante a prostituição infanto-juvenil Augusto Caccia-Bava (UNESP) 05 M  ortes Violentas e Regiões de Pobreza: estudo do município de Taubaté Carlos Alberto Máximo Pimenta (UNIFEI) Nilde Balcão – Co-Autor (UNITAU) M.S.A.C. Zöllner – Co-Autor (UNITAU) 06 A  dolescentes infratores e interpretações do mundo da vida: alteridade e relações de gênero Hermílio Santos (PUC-RS) 07 M  eninos em Situação de Rua, Pobreza, Cor e a Cidade Maria Alice Rezende Gonçalves (UERJ) 08 J  uventude das Prisões Mascaradas: A Sociabilidade dos Jovens em Conflito com a Lei Pablo Rosa (UTFPR) 09 M  ercado de trabalho em bairros periféricos: espaço de formação de jovens trabalhadores Delma Pessanha Neves (UFF) 10 Desemprego entre jovens na cidade de São Paulo: diversidade de experiências e de percepções Maria Carla Corrochano (AE) 11 J  UVENTUDE RURAL, TRABALHO AGRÍCOLA:pensando na dimensão da vergonha. Maria de A. Lima de Paulo (UFPE) 12 O  s jovens e a luta por direitos na Justiça do Trabalho no Brasil pós 1990 Marcos Mesquita (UNICAMP) LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 ECO sala 120 1ª Sessão 29/07 Juventudes, politicas públicas, expectativas e análises Coordenação: Janice Tirelli Ponte de Sousa (UFSC) Debate: Estela Scheinvar (UERJ) 01 E  xpectativas sociais e projetos para o futuro: um retrato da juventude paraibana Carla Brandão (UEPB) 02 A  república estudantil como Experiência de Si Isaurora Martins de Freitas (UVA) 03 J  uventude pós-Internet: como vivemos? Um estudo sociogenesiológico com jovens da Guabiraba/Recife-PE Giuseppa M.D. Spenillo (UFRPE) Maria Ignez Padula – Co-Autor (UFRPE) Loanda Marques – Co-Autor (UFRPE) Tiago Rocha – Co-Autor (UFRPE)

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05 A  rcanjos, cunhatãs e curumins: a violência sexual em Roraima numa perspectiva sociológica Geyza Alves (UFRR) Linoberg Almeida – Co-Autor (UFRR) 06 U  so de Drogas na Adolescência e Juventude: revisão da literatura a partir da perspectiva de gênero Patricia Castro (UFRJ) Cecilia de Mello e Souza – Co-Autor (UFRJ) 2ª Sessão 30/07 Juventudes, socialização, trajetórias e práticas políticas Coordenação: Janice Tirelli Ponte de Sousa (UFSC) Debate: Matrília Salles Falci Medeiros (UFF) 01 Diagnóstico da criança e do adolescente em Ipatinga/MG Doroteo Émerson Storck (UNILESTEMG) Leoneci Storck – Co-Autor (UNEC) Miriam Lüttgen – Co-Autor (UNILESTEMG) Ribeiro-Rodrigues – Co-Autor (UNEC) 02 A  tecnificação do cotidiano e produção das diferenças na socialização infantil Maria Regina Clivati Capelo (Esap/Univale) 03 R  ebeldes de “mente limpa”: reflexões sobre o ascetismo juvenil contemporâneo João Bittencourt (UNICAMP)

Grupos de Trabalho

04 A  dolescência e sexualidade: uma análise da percepção sobre gravidez entre adolescentes de Inhoaiba-RJ Monica Benevenuto (UFRRJ) Joliene do Nascimento – Co-Autor (UFRRJ)

04 Notas sobre a Sociologia da Infância Magali Reis (PUC-Minas) 05 C  aminhos cruzados, trajetórias entrelaçadas: jovens que vivem entre o campo e a cidade Mauricio Antunes Tavares (FUNDAJ) 06 R  etratos da Surdez: por um perfil da juventude usuária de língua de sinais em Curitiba Fagner Carniel (UFPR) Lennita Ruggi – Co-Autor (UC) 3ª Sessão 31/07 Juventudes, trabalho, conflitos com a lei e situações de risco Coordenação: Matrília Salles Falci Medeiros (UFF) Debate: Delma Pessanha Neves (UFF) 01 T  rabalho, juventude e as desigualdades raciais: desafios para as políticas públicas brasileiras Cacilda Ferreira dos Reis (CEFET-BA) 02 M  ercado de Trabalho e Juventude na Região do Grande ABC: a experiência do PRJOVEM em Santo André Isabela Fadul de Oliveira (PMSA) 03 A  juventude na área portuária e industrial de Pecém Maria Andréa Luz da Silva (UECE) Francisco Horacio da Silva Frota – Co-Autor (UECE) 04 A  ssociação entre a geração de emprego para jovens e o desenvolvimento sustentável na America Latina Patrícia R. C. da Cunha (UFRGS) 05 F  luxos informacionais para o monitoramento da Convenção dos Direitos da Criança Maria Guiomar da Cunha Frota (UFMG) 06 A  (in)conciliável relação jovens, mundo da escola e mundo do trabalho Licinia Maria Correa (UNIVALE)

GT27 14:00 às 18:00 ECO sala 126 Sociologia do Esporte e do Lazer Coordenação: José Jairo Vieira (UFRJ)

O esporte assume na contemporaneidade um significado diferenciado na sociedade. Desta forma, este é um espaço para o debate social deste fenômeno. Desta forma, objetivamos reunir as análises relacionadas à desigualdade, classe, raça, políticas sociais, educação, profissionalismo, gênero, racionalismo, individualismo, identidade, sociabilidade, globalização, entre outras, que tenham o esporte como foco. 1ª Sessão 29/07 Futebol: textos e contextos Coordenação: José Jairo Vieira (UFRJ) Debate: Dulce Maria Suassuna (UnB) 01 M  ODERNIZAÇÃO DO FUTEBOL BRASILEIRO E A TRANSFERÊNCIA INTERNACIONAL DE JOGADORES BRASILEIROS Sidney M. Caetano (UFV) Francisco Xavier F. Rodrigues – Co-Autor (UFMT) 02 Direitos do atleta profissional: uma análise sobre o direito de imagem do jogador de futebol Francisco Xavier F. Rodrigues (UFMT) 03 F  UTEBOL E AS MULHERES: VIGILÂNCIA SOB A MIRA DO OLHAR MASCULINO Maria Regina Ferreira da Costa (UFPR) Rogério Goulart da Silva – Co-Autor (UFPR) 04 E  sporte e condição feminina Rogério Goulart da Silva (UFPR) Maria Regina Ferreira da Costa – Co-Autor (UFPR)

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Grupos de Trabalho

05 A  atividade do jogador de futebol na perspectiva do trabalho imaterial Aldo Azevedo (UnB) 06 O  SIGNIFICADO DAS REGRAS DO FUTEBOL PARA A SUA IDENTIDADE Túlio Velho Barreto (FUNDAJ) Jorge Ventura de Morais – Co-Autor (UFPE) 07 O  poder no esporte: a inexistência de dirigentes negros José Jairo Vieira (UFRJ) 2ª Sessão 30/07 Lazer, identidade e jogos Coordenação: Dulce Maria Suassuna (UnB) Debate: José Jairo Vieira (UFRJ) 01 L  azer das Classes Populares no Rio de Janeiro A Feira de São Cristovão Matrília Salles Falci Medeiros (UFF) 02 C  lub Med: esportes e lazer nas férias em um resort Aline Lima Brandão (FGV) 03 IDENTIDADES E SOCIABILIDADES CONSTRUÍDAS NO PROUNI Ednaldo Pereira Filho (UNISinos) 04 M  emória do Estádio “Pelezão”: uma identidade em construção Luis Otávio Teles Assumpção (UCB) 05 O  indivíduo, a liberdade e o lazer na modernidade. Luiz Neubert (UFMG) 06 N  aturismo, lazer e gênero: impressões sobre a prática na Praia do Abricó Eduardo Carrascosa de Oliveira (UNICAMP) 07 R  elações entre lazer e modernidade Cleber Augusto Gonçalves Dias (UNICAMP) 3ª Sessão 31/07 Políticas, cultura e esporte Coordenação: José Jairo Vieira (UFRJ) Debate: Francisco Xavier F. Rodrigues (UFMT) 01 Estado, políticas sociais e lazer Dulce Maria Suassuna (UnB) 02 P  OLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE E LAZER NO ESPÍRITO SANTO: POLÍTICAS DE GOVERNO x POLÍTICAS DE ESTADO Carlos Nazareno Ferreira Borges (UFES) Keni Areias – Co-Autor (UFES) Lucas Rezende Cabral – Co-Autor (UFES) Grece Teles Tonini – Co-Autor (UFES) 03 A  s mudanças na Legislação do esporte e a sua relação com o Estado e com a sociedade brasileira André Gil R. de Andrade (UFF) 04 O  esporte e as lutas anticolonias nos países africanos de língua portuguesa Victor Melo (UFRJ) 05 E  sporte e Cultura: análise acerca da esportivização de práticas corporais nos Jogos Indígenas Arthur J. M. Almeida (UnB) 06 A  esportivização do truco no Brasil Marcos Ruiz da Silva (SMCC) Laura Alice Rinaldi Camargo – Co-Autor (UFPR) 07 Investigando os discursos sobre “superação” entre nadadores paraolímpicos Mônica Araujo (PPGAS)

GT28 14:00 às 18:00 CFCH Auditório Prédio Anexo Sociologia Econômica Coordenação: Cécile Raud (UFSC) Cristiano Monteiro (UFF) e Marcelo Carneiro ( UFMA)

Serão abordados temas tão diversificados como os mercados, a regulação estatal da vida econômica, as empresas, o consumo, o dinheiro, e o sistema financeiro. O GT tem como objetivos: a) apresentar e debater os vários enfoques teóricos mobilizados para analisar os fenômenos econômicos desde a ótica da Sociologia, b) proporcionar um diálogo entre as pesquisas empíricas e várias perspectivas teóricas da Sociologia; c) divulgar a produção científica nacional; e d) contribuir para a consolidação de uma rede de pesquisadores brasileiros nesta área temática. 1ª Sessão 29/07 Abordagens teóricas / Redes e capital social Coordenação: Marcelo Carneiro (UFMA) Debate: Cécile Raud(UFSC) Arilson Favareto(UFABC) 01 E  stratégias individuais e ordens de justiça no capitalismo conexionista Jandir Pauli (IMED) 02 P  ara uma sociologia econômica da inovação Arilson Favareto (UFABC) Yumi Kawamura – Co-Autor (UFABC) Renata Martins – Co-Autor (UFABC) 03 M  ax Weber e a Economia Antiga: estratégias metodológicas de reflexão a respeito da economia moderna Tamara Grigorowitschs (USP)

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05 A  NSE e os mundos morais do crime e da corrupção no Brasil Edmilson Lopes Júnior (UFRN) 06 R  acionalidade econômica e estrutura social: embeddedness e o ethos do empresário capitalista Ana Monteiro Costa (UNIFRA) Souza – Co-Autor (UFSM) 07 A  “metáfora” do capital social e o desenvolvimento regional Raphael Lima (UFRJ) 08 A  cesso ao emprego em tempo de individualização. Redes sociais, mercado e relações de gênero Paola Cappellin (UFRJ) 09 R  elações Sinrgicas entre Capital Social e Economia Solidária Benedito Anselmo Martins de Oliveira (UFSJ) Maria de Lourdes Souza Oliveira – Co-Autor (UFLA) 10 E  mpreendedores de base tecnológica em Florianópolis: trajetórias e redes Maria Soledad Etcheverry (UFSC) Bart Landry – Co-Autor (UMD) 11 P  rograma Redes de Cooperação: uma análise da política pública gaúcha de formação de redes Jorge Verschoore (UNISinos)

Grupos de Trabalho

04 R  edes sociais e instituições na sociologia econômica:rumo a uma abordagem integrada Marilene Campos (UFV)

12 C  apital social de organizações religiosas e o incentivo ao empreendedorismo Mauricio C. Serafim (UDESC) 2ª Sessão 30/07 Estado, desenvolvimento e financeirização Coordenação: Cécile Raud (UFSC) Debate: Jose M. Novelli (UFSCAR) Cristiano Monteiro (UFF) Edmilson Lopes Júnior (UFRN) 01 Dinâmica política e regulação no transporte aéreo brasileiro Cristiano Monteiro (UFF) 02 P  adrões Regulatórios e Desenvolvimento no Brasil e na Argentina Verônica Cruz (IUPERJ) 03 R  egulação das comunicações no Brasil em perspectiva histórica César Bolaño (UFS) 04 Interesses no jogo regulatório: previsibilidade e transparência nas agências reguladoras Pedro Ivo Sebba Ramalho (Anvisa) 05 O  conceito de desenvolvimento participativo em construção, um estudo na Amazõnia Tânia Guimarães Ribeiro (UFPA) 06 B  urguesia industrial no Rio Grande do Sul e reestruturação do capitalismo no Brasil Marco André Cadoná (UNISC) 07 C  apitalismo Dependente: Associado ou Subordinado (Argentina, Brasil, Espanha e Coréia do Sul) Angelita Matos Souza (UNICAMP) 08 G  overnança e custos de transação na gestão da compensação ambiental criada pelo Art. 36 do SNUC Ana Lucia Camphora (UFRRJ) 09 Sociedade, Política e Economia: o caso do Plano Real Jose M. Novelli (UFSCar) 10 G  RUPOS FINANCEIROS E INSTITUIÇÕES ECONÔMICAS GOVERNAMENTAIS: MÉXICO E BRASIL Marcus Ianoni (Febasp) 11 F  inanceirização de esquerda? Os frutos inesperados do campo financeiro no Brasil do início do século Roberto Grün (UFSCar) 12 F  undos de investimentos éticos no Brasil: “valores financeirizados?” Netanias Dormundo Dias (NUSMER-UFSC) 3ª Sessão 31/07 Construção social dos mercados e das organizações Coordenação: Cristiano Monteiro (UFF) Debate: Marcelo Carneiro (UFMA) Roberto Grün (UFSCAR) Ana Maria Kirschner (PGCP) 01 A  gestão do patrimônio imaterial: reflexões sobre direitos de propriedade nas Indicações geográficas Luiz Mafra (UFF) 02 A  nálise da formação do mercado de castanha no Acre sob a ótica da Nova Sociologia econômica Sheila Palza (UFAC) 03 A  tores na construção do mercado do etanol: a unica como foco da análise Martin Mundo Neto (UFSCar) 04 A  construção dos mercados na produção artesanal de alimentos: os circuitos curtos de comercialização Paulo Roberto c. da Silveira (UFSM) Tatiana Aparecida Balem – Co-Autor (IFF Campus JC) Gustavo Pinto da Silva – Co-Autor (CEFET) Joel Donazzolo – Co-Autor (UTFPR)

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Grupos de Trabalho

05 A  intermediação de mão-de-obra avança: das funções não-especializadas à alta qualificação Flavia Consoni (USP) 06 A  privatização de uma empresa: uma ação econômica enraizada nas relações sociais Antonio José Pedroso Neto (UFT) 07 A  reconfiguração dos orçamentos públicos como centros de controle à distância João Henrique Pederiva (UnB) Lucio Rennó – Co-Autor (UnB) Daniel Marcelino – Co-Autor (UnB) 08 INSTITUCIONALISMO, PROCESSO DECISÓRIO E INTERLOCUÇÕES ENTRE ESTUDOS CONTÁBEIS E SOCIOLOGIA ECONÔMICA Gustavo Melo Silva (UFV) Robson Zuccolotto – Co-Autor (UFV) Magnus Luiz Emmendoerfer – Co-Autor (UFV) 09 A  vocação interdisciplinar da Responsabilidade Social Empresarial Naira Tomiello (UFSC) 10 R  esponsabilidade Social, Empresa, Estado e Sociedade: o papel dos atores no contexto contemporâneo Priscila Riscado (UFF) 11 Instituto Ethos: Racionalidade empresarial e responsabilidade socioambiental João Vicente Lima (UFSM) 12 E  mpresas “responsáveis” pela comunidade: o ativismo social empresarial como estratégia de gestão Flávio Anício Andrade (UFRRJ)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 CFCH Auditório Prédio Anexo 1ª Sessão 29/07 Dimensões morais da atividade econômica Coordenação: Cristiano Monteiro (UFF) Debate: Paola Cappellin (UFRJ) 01 MULHER, DINHEIRO E LIBERDADE Elaine da Silveira Leite (UFSCar) 02 O  lugar do dinheiro na sociedade de mercado do séc XIX: um diálogo entre a sociologia e a literatura Sara Ramos Cordeiro (UNICAMP) 2ª Sessão 30/07 Políticas públicas e economia Coordenação: Marcelo Carneiro (UFMA) Debate: Maria Soledad Etcheverry (UFSC) 01 P  olíticas públicas X política de Estado na produção do cinema: Brasil e Estados Unidos Patricia Bandeira de Melo (FUNDAJ) 02 P  roduzindo o trabalhador flexível: estado e regulação social do trabalho na Grã-Bretanha (1979-2007) André Vereta Nahoum (USP) 3ª Sessão 31/07 (Re)construindo o campo econômico Coordenação: Cécile Raud (UFSC) Debate: Antonio José Pedroso Neto (UFT) 01 E  sboço para uma sociologia do campo da sustentabilidade no mercado financeiro Marina Sartore (UFSCar) 02 A  s paixões do homo oeconomicus: racionalidade e afeto na ação econômica cotidiana Arthur Bueno (USP)

GT29 14:00 às 18:00 CFCH Sala Reitoria 1 Teoria Sociológica Coordenação: José Luiz Bica de Melo ( UNISINOS) José Luiz Ratton (UFPE) Márcio de Oliveira (UFPR)

Tendo em vista a presença, sempre necessária da temática da teoria social nas atividades de pesquisa e de ensino em ciências sociais no Brasil, o GT “Teoria Sociológica” pretende constituir-se, no âmbito do XIV Congresso Brasileiro de Sociologia, como um fórum de debates e reflexões a respeito do potencial explicativo e interpretativo de propostas teóricas clássicas e contemporâneas para a compreensão de problemáticas sociais atuais em diferentes esferas. O GT será estruturado em torno de três sessões: a) Teorias e Métodos na Sociologia: clássicos e contemporâneos em questão; b) Teorias sociais nas investigações sociológicas brasileiras em tempos de globalização; c) Sociabilidades e processos sociais: o olhar da teoria sociológica. 1ª Sessão 29/07 Teoria sociológica, ciência e sociedade Coordenação: Márcio de Oliveira (UFPR) Debate: José Luiz Bica de Mélo (UNISINOS) 01 C  onstituição e reconfiguração da sociologia da ciência: as abordagens de Merton, Bloor e Latour Rosanita Baptista (UFBA) 02 A  Revelação dos Híbridos em textos científicos: a produção da realidade a partir da visão latouriana Denilson Bezerra Marques (UFPE)

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04 C  ourtet de l’Isle e o Instituto Histórico de Paris: a idéia de raça na origem da sociologia Elaine Cristina Carraro (IFCH) 05 A  categoria negação em Marx: reminiscências hegelianas Jesus Ranieri (UNICAMP) 06 C  onhecimento e interesse: o papel das idéias em Marx e em Weber Lucas Cid Gigante (UNESP) 07 O  diálogo dos clássicos: divisão do trabalho e crise da sociologia Flavio Saliba Cunha (UFMG) 08 Imagens de Weber: esboço de uma tipologia das interpretações do pensamento weberiano Carlos Eduardo Sell (UFSC) 09 T  rabalho e sociedade hoje: uma análise crítica das teses de Gorz, Offe e Habermas José Flávio Bertero (UEL) 10 A  sociologia de Norbert Elias: alcance e limite teórico Luci Ribeiro (UNICAMP) 11 INDIVÍDUO, SOCIEDADE, CULTURA E CIVILIZAÇÃO EM NORBERT ELIAS Charlles da Fonseca Lucas (UFF)

Grupos de Trabalho

03 E  xpressões da sociologia vienense: Marie Jahoda (perfil, militância, obra) Luiz A Castro Santos (UERJ)

12 M  odos de ser e modos de viver: a vida urbana à luz de teorias sociológicas contemporâneas Thereza Cristina Viana (UFRN) 2ª Sessão 30/07 Revisitando as teorias sociológicas: Moral, Campo e Poder José Luiz Ratton (UFPE) Debate: Márcio de Oliveira (UFPR) 01 N  aturalismo e Ciências Sociais no fim do século XIX: Gustave Le Bon, Gabriel Tarde e Émile Durkheim Marcia Consolim (UNIFESP) 02 S  ociologia da Moralidade: seus fundamentos e limites Simone Brito (UFPB) 03 A  Moral em Émile Durkheim Marina Melo (UFPE) 04 A  aplicação d’As Regras do Método Sociológico à Ciência da Moral de Émile Durkheim Raquel Weiss (USP) 05 Durkheim, a política e o Estado Márcio de Oliveira (UFPR) 06 Durkheim: Em Busca da (Re) Moralização da Economia José Benevides Queiroz (UFMA) 07 A  Sociologia e a abordagem teórica sobre o crime como profissão Marisa S. Neres (UFT) 08 A  manutenção e a mudança na Teoria do Mundo Social de Pierre Bourdieu Aluizio Lins de Oliveira (UERN) 09 A  Teoria Relacional das classes sociais de Pierre Bourdieu Henrique Amorim (UNICAMP) Danilo Enrico Martuscelli – Co-Autor (IFCH) 10 R  econfigurações pós-bourdieusianas na teoria do habitus Gabriel Peters (IUPERJ) 11 Bourdieu e Foucault: entre dispositivos e disposições Liráucio Girardi Jr (FCL) 12 E  lites universitárias e o campo da Ciência Política brasileira hoje: um modelo teórico-metodológico Adriano Codato (UFPR) Fernando Leite – CoAutor (UFPR) 3ª Sessão 31/07 Teorias e questões sociais na contemporaneidade Coordenação: José Luiz Bica de Mélo(UNISINOS) Debate: José Luiz Ratton(UFPE) 01 A  invenção do “social”: sociologia, modernidade e questão social Anete B. L. Ivo (UFBA) 02 L  os procesos de socialización en la sociedad postmoderna: Hacia una Teoría de las Hiperbolizaciones Intoxicantes Martha Nelida Ruiz (CUT) 03 T  eoria Social Crítica Contemporânea: dilemas e novas perspectivas Josias de Paula Jr. (UFPB) 04 A  s Fontes dos Selves Neurobioquímicos na atual fase da Modernidade Tatiana Rotondaro (PUC-Campinas) 05 M  odernidade, Diferenciação Social e Individuação: para uma sociologia das diferenças intra-grupos Lucas Azambuja (USP) 06 “Benjamin versus Adorno” na Teoria das Mediações, de J. M. Barbero Marcia Tosta Dias (UNIFESP)

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07 P  ela mão de Boaventura: a transição paradigmática societal Valéria Pilão (UFPR) 08 A  reflexividade na teoria social contemporânea: um diálogo francobritânico Diogo Corrêa (UFJF) Aline Coutinho – Co-Autor (IUPERJ) 09 Desejos, crenças e oportunidades em Perspectiva Temporal e seus impactos sobre a noção de mecanismo Francisco Albernaz (UFES) 10 C  ultura e sujeito na reflexão pós-colonialista: novos argumentos para uma Teoria Social da Nação Bruno Carvalho (UFRJ) 11 M  aurice Halbwachs: memórias, indivíduos e seus coletivos Maria Catarina Zanini (UFSM) 12 O  migrante, um sujeito que ‘escapa’ ao destino da maioria ... Compreendendo a idéia de liberdade em Tocqueville Delia Dutra da Silveira (UnB)

GT30 14:00 às 18:00 CFCH Sala Reitoria 7 Precarização, solidarismo e políticas públicas no mundo do trabalho Coordenação: Eliana Moreira (UFPB) Ida Lenir Gonçalves (UFBA) Luiz Inácio Gaiger (UNISINOS)

Na realidade contemporânea, a relação ser social – trabalho toma novas formas. Por um lado, observam-se processos de precarização do trabalho, quanto à remuneração, às condições e formas de contratação e à proteção social. Por outro, para além das formas tradicionais de luta, parcelas crescentes de trabalhadores se organizam e adotam formas associativas de vida econômica, cujo mote é o solidarismo e a reciprocidade. Outro elemento com caráter de urgência é a gestão da força-de-trabalho,  porque atua como fator de integração social, de formação de identidade e de construção do sujeito coletivo. Os modelos de gestão adotados são compelidos a organizar o trabalho de maneira eficaz diante do mercado global, o que modifica práticas de trabalho imersas em contextos locais e regionais. Diante desse quadro, as políticas públicas podem servir de contraponto à voracidade do mercado, minimizando seus efeitos perversos e fortalecendo alternativas. O GT pretende ser um espaço de: a) debates sobre as formas de resistência dos trabalhadores e das várias formas associativas de produção, consumo e crédito; 2) consolidação da rede de pesquisadores que desenvolvem estudos sobre políticas públicas voltadas ao trabalho e sobre a gestão da força de trabalho; 3) compartilhamento das perspectivas teóricas e metodológicas utilizadas na apreensão de tais fenômenos. 1ª Sessão 29/07 1A Transformações no campo do trabalho 1B Reestruturação Produtiva e Políticas Públicas de Emprego Coordenação: Ida Lenir Gonçalves (UFPA) Debate: Elida Rubini Liedke (UFRGS) 01 A  formação de novos mercados regionais de trabalho e a migração qualificada no estado do Ceará Carlos Henrique Lopes Pinheiro (UFPB) 02 O  PERFIL DA FORÇA DE TRABALHO NAS REGIÕES METROPOLITANAS DO BRASIL: ALTERAÇÕES E IMPLICAÇÕES Diogo Henrique Helal (FUNDAJ) Adriana Ferreira Piedade – Co-Autor (NOVOS HORIZONTES) 03 Um novo perfil de precarização do trabalho? Tania Tosta (UnB) 04 A  rtes, trabalho e precarização: músicos da OSTP e atores do grupo de teatro Cuira Maria Angélica Alberto (UFPA) Andréa Chaves – Co-Autor (UFPA) 05 U  sos e valores no chão de fábrica Cristiane A. Fernandes da Silva (UFU) 06 O  trabalho técnico no campo das artes e espetáculos: um estudo sobre o Teatro Municipal de São Paulo Maria Aparecida Alves (UNICAMP) 07 G  estão e Organização do Trabalho em uma Indústria de Bebidas no Pará Andréa Chaves (UFPA) Maria Angélica Alberto – Co-Autor (UFPA) 08 L  AÇOS FRÁGEISE IDENTIDADES FRAGMENTADAS: DISCRIMINAÇÕES ENTRE TRABALHADORES DA RLAM–BA 1990-2006 Luis Flávio Godinho (UFRB) 09 O  Plano Territorial de Qualificação Profissional do Rio Grande do Sul 2007 em perspectiva Elida Rubini Liedke (UFRGS) 10 Dilemas da privaçao de trabalho no Brasil: o desemprego nas politicas publicas Francisco Vargas (UFPel) 11 C  onstruindo a política nacional de economia solidária: dados de pesquisa para uma análise preliminar Gabriela Cunha (UnB)

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2A Prismas de análise das formas econômicas solidárias 2B O protagonismo popular em questão Coordenação: Luiz Inácio Gaiger (UNISINOS) Debate: Lorena Holzmann (UFRGS) 01 A  libertação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores: a aprendizagem da autogestão Rui Canário (UL) Lia Tiriba – Co-Autor (UFF) 02 M  odos de Desenvolvimento, Movimentos Sociais e Economia Solidária: análise de ações coletivas Laudemir Luiz Zart (UNEMAT) Leda Gitahy – Co-Autor (UNICAMP) 03 V  ulnerabilidade social e economia dos setores populares Flávio Chedid Henriques (UFRJ) Marcelo Ribeiro – Co-Autor (UFRJ) Felipe Addor – Co-Autor (UFRJ) 04 O  trabalho na Economia Solidária muda mesmo as relações sociais? Anne Marie Wautier (UFPel) 05 A  utogestão, identidade e liderança em empreendimentos econômicos solidários (EES) Marília Verissimo Veronese (UNISinos) 06 O  rganização Societária, Instituições Participativas e a Política Nacional de Economia Solidária Vanderson Carneiro (UFMG)

Grupos de Trabalho

2ª Sessão 30/07

07 M  OVIMENTO DE ECONOMIA SOLIDÁRIA NO BRASIL E OS DILEMAS DA ORGANIZAÇAO POPULAR Aline Mendonça dos Santos (UERJ) 08 P  olíticas públicas, Economia Solidária e Cooperativismo Fernanda H. C. Alcântara (UFV) 09 A  s cooperativas de trabalho brasileiras sob a ótica dos aportes teóricos da Cultura Política Elias Vieira (UFRGS) 10 A  s singularidades das cooperativas de trabalho autênticas Eliene Anjos (UNISinos) 3ª Sessão 31/07 3A Processos de precarização do trabalho I 3B Processos de precarização do trabalho II Coordenação: Ida Lenir Gonçalves (UFPA) Debate: Magda de Almeida Neves (PUC/MG) 01 A  s formas de contratação do trabalho no Brasil e na França: o caso da Construção Civil Luciano Rodrigues (IFCH) 02 C  ontratação flexibilizada: elevada precarização impõe políticas públicas de inclusão social Míriam Toni (FEE) 03 G  estão e Precarização do Trabalho dos Profissionais da Educação Sonia Barreto (SEED) 04 N  ovas faces da informalidade na região central de Goiânia-GO: 1980-2007 Edmar Aparecido de Barra e Lopes (UEG) 05 T  rabalho informal e heterogeneidade em BH e Montes Claros Maria da Luz A. Ferreira (UNIMontes) 06 O  DILEMA DO TRABALHADOR TERCEIRIZADO: ENTRE A PRECARIZAÇÃO E O DESEMPREGO Ana Patrícia Dias (UFPB) 07 A  materialidade histórica e as conseqüências para a saúde do trabalhador-professor Sonia Regina Landini (UFPR) 08 N  ovo Padrão de Relações de Trabalho e de Ação Sindical no Setor de Telecomunicações na Paraíba Roberto Véras de Oliveira (UFCG) 09 O  Transporte urbano por moto-taxistas em Manaus: precarização e sociabilidade Juçara Lobato (UNICAMP) 10 T  rabalho e Precarização: carvoeiros em Minas Gerais Érika de Cassia Oliveira (PUC-Minas) Magda de Almeida Neves – Co-Autor (PUC-Minas)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 CFCH Sala Reitoria 7 1ª Sessão 29/07 Políticas públicas e ações institucionais de emprego e renda Coordenação: Eliana M. Moreira (UFPB) Debate: Roberto Véras de Oliveira (UFCG) 01 P  olíticas de emprego no Brasil e sujeição do trabalho: resultados de uma pesquisa genealógica Fabiana A. A. Jardim (USP) 02 A  s ações do Ministério do Trabalho no combate ao trabalho escravo no Brasil Antonia Miguel (UFRR) 03 P  REVIDÊNCIA SOCIAL, DIREITO HUMANO OU LUXO? Evania Severiano (UFC)

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04 O  PROGRAMA FOME ZERO: ESTRUTURANTE OU ASSISTENCIALISTA? (UM ESTUDO DA APLICAÇÃO EM CAMPINA GRANDE) Ivana Barros (UFCG) 05 P  olíticas Estaduais de Trabalho Decente e Cadeias Produtivas no Brasil Ronaldo Baltar (UEL) Simone Wolff – Co-Autor (UEL) 06 A  organização do trabalho em um call center de cobrança Marlucy Godoy Ricci (UFSCar) Alessandra Rachid – Co-Autor (UFSCar) 2ª Sessão 30/07 Fundamentos e significados da cooperação solidária Coordenação: Luiz Inácio Gaiger (UNISINOS) Debate: Jacob Carlos Lima (UFSCAR) 01 A  economia solidária como processo de descolonização Daniela de Oliveira Miranda (UCS) 02 A  Economia Solidária no resgate da dimensão política do econômico Cristiano Lima (CES) 03 C  ooperativas populares – estudo teórico-metodológico sobre sua contribuição para a sustentabilidade Arlete Candido Monteiro Vieira (FAPI) 04 ‘Respeito é bom e eu gosto’: confiança e re-significações conceituais na Economia Solidária Igor Vinicius Lima Valentim (UTL) 05 G  estão de empreencimentos econômicos solidários agroindústriais no Vale do Jequitinhonha, MG Daniel Silva (UFVJM) Silvia Freire – Co-Autor (UFVJM) Caroline Bonfá – Co-Autor (UFVJM) Carlos Henrique de Oliveira – Co-Autor (EMATER-MG) 06 E  cosol-CES: outros olhares – aspectos metodológicos e epistemológicos sobre a Economia Solidária Tatiane Marina Pinto de Godoy (UNESP) Aline Mendonça dos Santos – Co-Autor (UERJ) Vanderson Carneiro – Co-Autor (UFMG) Cristiano Lima – Co-Autor (CES) 3ª Sessão 31/07 Sociabilidade, família, gênero e trabalho Coordenação: Ida Lenir Gonçalves (UFPA) Debate: Marília Verissimo Veronese (UNISinos) 01 A  gestão de RH, sob a perspectiva dos trabalhadores de supermercados em Belém(PA) Ida Lenir Gonçalves (UFPA) 02 M  ulheres e Trabalho a tempo parcial: (im)possibilidade de inserçao laboral? Thais França da Silva (CES) 03 T  RAMAS DA GLOBALIZAÇÃO SOBRE O TRABALHO DOMICILAR Edilane do Amaral Heleno (UFPB) Eliana M. Moreira – Co-Autor (UFPB) 04 T  rabalho e vida familiar na sociedade contemporânea: novas combinações, novos conflitos Marina de Carvalho Cordeiro (UFRJ) 05 C  onciliar trabalho e família na monoparentalidade: uma comparação internacional Yumi Garcia dos Santos 06 A  s mudanças no mundo do trabalho e o movimento da Economia Solidária – “Uma utopia concreta?” Kelma de Freitas Felipe (UECE) João Bosco Feitosa dos santos – Co-Autor (UECE)

GT31 14:00 às 18:00 CFCH Sala Reitoria 9 Violência e Sociedade Coordenação: Maria Stela Grossi Porto (UnB) Pedro Rodolfo Bode de Moraes ( UFPR) Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo ( PUC – RS)

O GT se propõe a acolher reflexões que abordem análises sobre conflito e violência, em sua dupla condição de objeto teórico e fenômeno empírico. A indagação que instiga e aguça o olhar sociológico refere-se às razões e aos condicionantes para que uma pluralidade de atores sociais opte, de modo recorrente, pela violência como forma de resolver conflitos, desencontros, desavenças, frustrações e lacunas, materiais e simbólicas. Pretende-se debater não apenas a fenomenologia da violência, mas também a atuação das diferentes instâncias institucionais voltadas ao controle do crime, à operação e administração da justiça. Nosso objetivo é reunir contribuições e debater trabalhos relacionados com a área da Sociologia do Castigo, ou seja, um corpus que explora as relações entre castigo e sociedade, buscando entender o castigo como fenômeno social. 1ª Sessão 29/07 Formação e Práticas Policiais Coordenação: Bodê de Moraes, P.B (UFPR) Debate: Bodê de Moraes P.B (UFPR) 01 Articulações entre representações sociais e experiência na gestão das políticas públicas para a “educação policial” no BRASIL Paula Poncioni (UFRJ)

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03 R  EGIMES DISCIPLINARES E EDUCAÇÃO DE POLICIAIS MILITARES (PRAÇAS) Eduardo Jacondino (UNIOESTE) 04 P  ráticas ilegais, informais e violência nas periferias de São Paulo Daniel Veloso Hirata (USP) 05 A  Economia dos Castigos Simbólicos: uma discussão das formas de punição em Instituições de segurança Marcos Veríssimo (UFF) Marcelo da Nova Moreira Jermann – Co-Autor (UFF) 06 A  Segurança Pública e o “Bico”: os policiais, a organização e os riscos da Atividade Paralela Daniel Chaves de Brito (UFPA) Wilson Barp – Co-Autor (UFPA) 07 “A polícia da boa vizinhança”: a experiência da comunidade do Bom Jardim em Fortaleza Glaucíria Mota Brasil (UECE) 08 A  utoridade: mediações e conflitos do Programa Ronda do Quarteirão no Ceará Rosemary Almeida (UECE) 09 T  ensões entre “formigas” e “cigarras”: representações sociais de Pm’s sobre Pc’s Marcos Santana de Souza (UFS)

Grupos de Trabalho

02 A  ação policial na periferia de Belo Horizonte: o exercício privado da função pública de polícia Juracy Amaral (PUC-Minas)

10 O  controle externo da polícia no Pará Osvaldina dos Santos Araujo (USP) 11 V  IOLÊNCIA POLICIAL NOS CONTEXTOS VAREJISTAS DA DROGA NO RIO DE JANEIRO Antonio Rafel Barbosa (UFF) 12 O  s policiais militares do Distrito Federal: suas disposições relacionadas às vítimas Rodrigo Figueiredo Suassuna (UnB) 2ª Sessão 30/07 Representações da Violência, Vitimização e Medo do Crime Coordenação: Maria Stela Grossi Porto (UnB) Debate: Maria Stela Grossi Porto (UnB) 01 A  s gramáticas políticas da dor e do amor em coletivos de “familiares de vítimas de violência” Jussara Freire (UFF) Fábio Araújo – Co-Autor (UFRJ) Juliana Farias – Co-Autor (UFRJ) 02 C  rime, drogas e violência: elementos para uma hermenêutica do “bandido” Cesar Pinheiro Teixeira (UFRJ) 03 T  erritórios de pobreza, violências e estratégias sociais. (Márcia Pereira Leite – PPCIS/UERJ) Márcia Pereira Leite (UERJ) 04 A  dinâmica das relações comerciais no “tráfico da pista” Carolina Christoph Grillo (UFRJ) 05 Modernidade e punição: o apelo por mais punição no contexto da luta por direitos Francisco C. E. Rabêlo (UFG) Dalva Borges de Souza – Co-Autor (UFG) 06 J  uventude e Violência: alguns aspectos culturais e subjetivos que delimitam esta relação Ruth Vasconcelos (UFAL) 07 O  fim da pena de prisão para o usuário e o Judiciário: o que mudou com a nova Lei de Drogas? Frederico Policarpo (UFF) 08 E  ncontros perigosos: criminalidade violenta penetrando no ambiente de trabalho de rodoviários VIODRES-INOUE (UFBA) 09 M  atadores – (de) formações sócio-discursivas de pistoleiros Ricardo Henrique A. de Pau (UFC) 10 M  edo do crime: um olhar aproximado das causas em Minas Gerais Claudio Chaves Beato Filho (UFMG) Diogo Alves Caminhas – Co-Autor (UFMG) 11 V  iolência contra criança na família: Um tabu que mata? Fernanda Bittencourt Ribeiro (PUC-RS) 12 P  esquisa de Vitimização (2007) do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro: dados principais Vanessa Campagnac (UFF) Jolma Azevedo – Co-Autor (UFF) Eliane Luz – Co-Autor (ISP) Thaís Ferraz – Co-Autor (UERJ) 3ª Sessão 31/07 Violência de Gênero e Juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher Coordenação: Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo (PUC-RS) Debate: Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo (PUC-RS) 01 L  ei Maria da Penha:novas abordagens sobre velhas propostas. Onde avançamos? Wânia Pasinato (UNICAMP) 02 A  Lei Maria da Penha, o Empoderamento Feminino e as Relações de Gênero Fernanda Bestetti de Vasconcellos (PUC-RS)

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03 M  ulheres: vitimas e autoras de crime no Juizado Especial Criminal em Belo Horizonte Andreia dos Santos (PUC-Minas) Eduardo Batitucci – Co-Autor (FJP) Marcus Cruz – Co-Autor (NESP/FJP) 04 T  ransferência de poder, desordem e violência conjugal contra mulheres no município de São Paulo Bárbara G. R. S. da Silva (USP) 05 E  m mulher (não) se bate nem aqui, nem na Colômbia Luciana Conceição de Lima (CEDEPLAR) Valéria Oliveira – Co-Autor (UFMG) 06 C  riminalidade sexista e cumplicidade social Ana Liési Thurler (UnB) 07 O  Afago que Pesa: um Mapeamento da Violência Contra a Mulher na Sociedade Recifense Cinthia Campos (UFPE) Ranulfo Paranhos – Co-Autor (UFPE) 08 A  segurança pública no atendimento às mulheres: uma análise a partir do Ligue 180 Alinne Bonetti (IPEA) Luana Pinheiro – Co-Autor (SPM) Pedro Ferreira – Co-Autor (SPM) 09 A  ssassinatos de mulheres: representações de vitimas e criminosos em notícias de jornais Maria Dolores de B. Mota (UFC) 10 A  implementação da Lei Maria de Penha em Chapecó Myriam Aldana (UNOCHAPECO) Irme Salete Bonamigo – Co-Autor (UNIChapecó) Murilo Cavagnoli – Co-Autor (Unochapecó) 11 Discursos masculinos sobre suas práticas violentas de gênero Valdonilson Barbosa dos Santos (UFPE) 12 V  iolência de gênero: uma análise dos discursos masculinos e femininos sobre as práticas Mary Alves Mendes (UFPI)

LP Laboratórios de Pesquisa 18:00 às 19:00 CFCH Sala Reitoria 9 1ª Sessão 29/07 Concepções e Práticas dos Operadores do Direito e Administração da Justiça Penal Coordenação: Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo (PUC-RS) Debate: Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo (PUC-RS) 01 Do Inquérito Policial à Denúncia: “investigando” a investigação criminal para homicídios dolosos Klarissa Almeida Silva (UFRJ) 02 P  UNIÇÃO E SISTEMA POLÍTICO Aura Helena Peñas Felizzola (IUPERJ) 03 E  ntre advogados e policiais: opiniões dos operadores da justiça paulista sobre política criminal Jacqueline Sinhoretto (UFSCar) Renato Sérgio de Lima – Co-Autor (SEADE) Frederico de Almeida – Co-Autor (USP) 04 M  ensurando a impunidade no sistema de Justiça Criminal do Rio de Janeiro Ignacio Cano (UERJ) Thais Duarte – Co-Autor (UFRJ) 05 M  orosidade necessária ou impunidade? O tempo dos Tribunais do Júri em MG Ludmila Ribeiro (UCAM) Eduardo Batitucci – Co-Autor (FJP) Marcus Cruz – CoAutor (NESP/FJP) 06 P  erfil e Concepções de Política Criminal do Ministério Público Federal Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo (PUC-RS) 2ª Sessão 30/07 Sistema Prisional Coordenação: Bodê de Moraes, P.B (UFPR) Debate: Bodê de Moraes P.B (UFPR) 01 E  ncarceramento feminino: rebeliões e confinamento coletivo Leni B.C.Collares (FURG) 02 A  Educação atrás das grades: representações de tecnologia e gênero entre adultos presos Valter Cardoso da Silva (UFPR) 03 A  prisão dentro da prisão: visão do encarceramento feminino da 5ª Região Penitenciária do RS Luiz Antônio Bogo Chies (UCPEL) 04 “O Estado vendeu o preso, e o PCC o comprou”: consolidação do PCC no sistema carcerário paulista Camila Caldeira Nunes Dias (USP) 05 T  rajetórias de homens infames: políticas públicas penais e programas de apoio a egressos no Brasil Ligia Madeira (PUC-RS) 06 V  itimização na População Prisional: processos e conseqüências Odilza Lines de Almeida (UFBA)

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Teoria Sociológica, Violência e Segurança Pública Coordenação: Maria Stela Grossi Porto (UnB) Debate: Maria Stela Grossi Porto (UnB) 01 O  s mundos do crime: práticas e representações da violência em múltiplas escalas de análise Dinaldo Almendra (IUPERJ) 02 P  or Uma Revisão Sistêmica da Teoria da Desorganização Social Valéria Oliveira (UFMG) Corinne Rodrigues – Co-Autor (UFMG) 03 A  guerra como modelo o medo como motivo Bodê de Moraes, P.B (UFPR) 04 M  obilidade urbana: a violência e a metamorfose das cidades Elaine Pimentel (UFPE) 05 O  Homo Sacer e o Estado de Exceção: a Segurança Pública fluminense à luz do pensamento de G. Agamben Roberta Pedrinha (IUPERJ) Taiguara Souza – Co-Autor (PUC-Rio) 06 N  egócios e riscos: aproximações e discrepâncias entre empresários e criminosos Jania de Aquino (USP)

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UFRJ: do acesso à permanência dos estudantes na graduação

Adrienny Tinoco (UFG) – As representações sociais e a construção cotidiana da violência

Affonso Cardoso Aquiles (UFPR) – Precarização do Trabalho e Perfil dos Trabalhadores na Telefonia Fixa Pós–Privatização Airton Moreira Jr. (UFSCar) – Efeitos dos novos instrumentos de avaliação da ciência e da tecnologia: o caso da Embrapa

Alaides C. Monteiro dos Santos (UFPel) Maria Thereza Rosa Ribeiro (UFPel) – Cidade e Conselho do Plano Diretor Alânia Magalhães (UFJF) – Acesso desigual de negros à Universidade Pública: prspectivas sobre o sistema de cotas Alberto S. Barros Filho (UFC) – REPRESENTAÇÕES SOCIAIS SOBRE O PROCESSO DE RESSOCIALIZAÇÃO DE ADOLESCENTES EM CONFLITO COM A LEI

Sociólogos do Futuro

Adriane Gouvêa (UFRJ) – Centro de Filosofia e Ciências Humanas da

Alcione Meneses (UFPA) – Educação, Trabalho e Cultura: a proposta educativa da Escola Família Agrícola do sudeste paraense

Aldenor da Silva Ferreira (UFAM) Antonio Carlos Witkoski (UFAM) Therezinha J. P. Fraxe (UFAM) – Máquinas descortiçadora de malva e juta no médio Solimões: sementes de nova racionalidade ambiental?

Aldiane Nascimento (UFPA) – Associações de grupos extrativistas na Amazônia Oriental: flexibilidade ou imposição de padrões

Aldo Manoel Branquinho Nunes (UFCG) – A (re)pecuarização do Sertão do Pajeú: um estudo do processo de reconversão produtiva do semi– árido

Alessandra de Melo Franco Amorim (UFF) – O SISTEMA DE RESERVA DE VAGAS DA(UNIMONTES):LIMITES E DESAFIOS

Alessandro de Moura (UNESP) – A experiência de classe dos novos e antigos metalúrgicosdo ABC Paulista

Alexander Englander (UFRJ) – Crítica e Consagração: a recepção de PMB na década de 1920

Alexandre Barbosa Fraga (UFRJ) – De empregada a diarista: precarização do trabalho doméstico remunerado no Rio de Janeiro Alexandre França (UFF) – O MENOR E A CRIANÇA: CONTROLE SOCIAL E A CONSTRUÇÃO DE DOIS MODELOS DE INFÂNCIA Alexis Cortés (IUPERJ) – O Relato Identitario da Población La Victoria (Santiago do Chile)

Alice Lopes (UFMG) Laís Patrocino (UFMG) – OS ESTUDANTES DE CIÊNCIAS SOCIAIS DA UFMG: UMA ANÁLISE DO PERFIL SOCIOECONÔMICO

Aline da Silva Gomes (UFJF) – Política de Saúde no Brasil:que modelo de Welfare contituímos?

Aline de Moraes Siliprandi (UFRJ) – Identidade Feminina e Religião a partir de mulheres jovens do Rio de Janeiro

Aline Matos (UFC) – As trocas interpessoais na Internet: privacidade e sociabilidade na era da cibercultura Aline Michelle Nascimento Augustinho (UFSCar) – “Des–romantizar” o Movimento Estudantil: análise entre ideário e práxis de líderes de 1968

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Aline Suelen Pires (UFSCar) – Autogestão e economia solidária na percepção dos(as) trabalhadores(as) de cooperativas “incubadas”

Altiere Dias de Freitas (UFPE) – As regras do futebol, sua flexibilidade e ‘recriação’ pelos jogadores de categorias de base Alzilene Ferreira da Silva (UFRN) – A magia do cinema na praça: apropriação do espaço e sociabilidade em Salvador–Ba

Ana Carolina Bichoffe (UFSCar) – Um estudo sobre as transformações recentes da cultura econômica brasileira e seus impactos na CVM Ana Carolina Caridá (UFSC) Mauricio Aguiar de Castro (UFSC) – Reflexões sobre o ensino de sociologia na E.E.M. Presidente Castelo Branco

Ana Carolina Cassiano (UFSC) – Questões de segurança alimentar – um estudo sobre o controle dos riscos alimentares no Brasil

Ana Carolina da Silva Moura (UFPE) – Educação, pra que te quero? o valor da educação para as famílias beneficiadas pelo bolsa–escola Ana Carolina Marques Camara (UNICAMP) – A influência da classe social na rotina e nos processos socializadores da creche

Ana Carolina Mennella (USP) – Os jovens e a experiência de trabalho precário na cidade de São Paulo Ana Chagas (PUC –Minas) – Acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva entre mulheres jovens na cidade de Belo Horizonte Ana Lídia Aguiar (UNIFESP) – OS BOLIVIANOS NA PERIFERIA DE GUARULHOS Ana Lúcia Tófoli (UFC) – As retomadas de terras no processo de luta e resistência pelo território indígena Tapeba Ana Luiza Aranha (UFMG) – Corrupção e Gênero Ana Maria Monteiro do Nascimento (UFCG) Jaqueline Martins (UFCG) – Comunidades virtuais do Orkut: construções de identidade e controle de intimidade

Ana Maria R. Cordeiro (UFPB) Edilon Mendes (UFPB) Lorena Monteiro (UFPB) – Poluição Industrial da Bacia do Rio Gramame e Seus Impactos Sobre As Comunidades Ribeirinhas

Ana Paula de Lima Rodrigues (UFSM) – As políticas de emprego frente às mudanças na realidade do trabalho

Ana Paula Evangelista (UFJF) Jayme Schmitz (UFJF) – A implantação da Sociologia no ensino médio

Ana Paula Perrota Franco (UFRJ) – Ambientalismo ribeirinho: a incoporação da crítica ambiental pelo Movimento de Preservação dos Lagos Ana Paula Saccol (UFSC) – REPRESENTAÇÃO DA ANOREXIA ENTRE OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS

Ana Paula Verbeno (UENF) – As “famílias conviventes” no déficit habitacional brasileiro: uma análise crítica dos dados

Ana Tereza Mendes Ribas Novi (UNIMontes) Thiara Mendes (UNIMontes) – Produção de biodiesel e sistemas agroalimentares familiares no norte de minas gerais

Anabelle Lages (UFMG) – O Poder Judiciário e a consolidação do Direito à Alimentação Adequada: Os Obstáculos de um Discurso

Analy de Assis (PUC –Campinas) – HABITAÇÃO E DIREITOS SOCIAIS: A QUESTÃO DA POPULAÇÃO DE RUA EM CAMPINAS (SP)

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Anderson S. Vieira (UFMA) – Artesanato e conflito no cerrado maranhense

Andre Bittencourt (UFRJ) – Crítica e Consagração: a recepção de PMB na década de 1920

André Luis Pereira (UFRGS) – Abdias do Nascimento e a teoria social no Brasil

Andrea Coutinho (UFBA) – Hábitos Alimentares e Identidade sertaneja: A Farinhada e a comesalidade no semi–árido baiano.

Andréa Cristina Pereira Serrão (UEMA) – Cadê a “Amélia”? Relações de gênero e trabalho analisados em uma feira da periferia de São Luís–MA

Andréa Rabelo (UFMA) – Abordagens sistemáticas nos estudos sócio– antropológicos da doença em grupos populares/São Luís–MA

Andréa Ribeiro (UFS) – PETROBRAS E DESENVOLVIMENTO: UM OLHAR NA PAI-

Sociólogos do Futuro

Anderson Eslie Leite de Oliveira (UFBA) – Pichação: Subversão pela arte?!

SAGEM URBANA DE CARMÓPOLIS – SE

Andréa

Sousa (UFMA) – A volta para casa: aspectos da trabalhadores(as) do município de Timbiras após a migração

vida

de

Andrea Waldhelm (PUC –Rio) – Escolas de prestígio e o jogo concorrencial – estudo exploratório a partir de sites escolares

Andreia F. Teixeira, Suelamy Melo (UEMA) – Perfil dos Professores do Curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA

Andréia Faria (UNESP) – EXPANSÃO DA CANA–DE–AÇÚCAR NA REGIÃO DO TRIÂNGULO MINEIRO: IMPACTOS E AÇÃO SINDICAL EM CAMPO FLORIDO Andréia Rosalina Silva (UFMG) Alline Hellen Moreira (UFMG) – O desafio de conectar saberes: práticas políticas e representações sociais

Andreici Oliveira (UFPA) – Trabalho Infantil e Políticas Socias: um estudo de caso na Avenida Presidente Vargas em Belém

Angel Miríade (UFPR) Paula Wagnitz (UFPR) Thâmara Tavares de Moraes (UFPR) – Democracia em foco: um estudo sobre os valores políticos dos paralamentares paranaenses (1995–2006)

Angela Domingos (UNESP) – Produção de identidade e disputas políticas a partir de uma “comunidade remanescente de quilombo” Anísio Borba (UERJ) Renata Dos Santos Andrade (UERJ) – Trajetórias e Percepções dos beneficiários dos Programas de inclusão no ensino superior

Anna Raquelle E. A. da Silva (UFBA) – A construção da pobreza urbana: representações dos moradores de rua frente a pobreza e assistência

Antonia Nayane Muniz de Oliveira (UFPA) – Mulher e equidade nos espaços de decisão política:os debates atuais na agenda do movimento de mulher

Antonio Cesar Silva (UFSC) – Reconhecimento ou integração: sociedade civil, Estado e Jovens em conflito com a lei Aparecida Ribeiro Silveira (UNIMontes) – Relações Interétnicas e a Escola Infantil: O Desafio da Construção de uma Identidade Positiva

Ariane Mendonça (UNESP) – O problema da subjetividade da classe Operaria sob o Toyotismo

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Ariel Tavares (UFMA) – um espectro ronda a ilha:o (anti)comunismo na imprensa de São Luís(1935–1938) Arilda Arboleya (UFPR) – A participação sulista na Constituinte de 34 e a construção de uma identidade política regional Arthur Custódio Pecini (UFF) – “Campo artístico” e a emergência do papel de artista em Florença no século XV

Arthur de Aquino (UNICAMP) – A controvérsia Simonsen–Gudin e a consolidação do Projeto Industrialista (1935–1945)

Arthur Guimarães (UFPB) Lindaci Loiola (UFPB) Juliana Nascimento (UFPB) – Negociação do Risco: Uma visão socio–antropològica sobre casais soro–discordante em João Pessoa–PB

Arthur Pires Amaral (UFG) – Memória e Esquecimento na produção literária sobre o setor Campinas

Artur Alves de Vasconcelos (UFC) – Uma história, muitas memórias: ocupações e cotidianos do bairro Gentilândia, em Fortaleza.

Artur Dalla Cypreste (UFES) – O papel civilizatório do Estado em Oliveira Vianna, Alberto Torres e Azevedo Amaral Bárbara Castro (UNICAMP) – Por uma genealogia da economia solidária Bárbara de Souza Valle (UFMG) – A responsabilidade social empresarial na busca da cidadania: um estudo de ações concretas

Bárbara Duarte da Silva (UFPE) – Reflexões sobre Marxismo, Cultura popular e o Bloco Histórico: O caso da Funjope

Bárbara Laryssa de Alencar Nogueira (UFG) Vanessa A. de Souza (UFG) – Consumo e apresentação do self nos salões: análise perceptiva

Bárbara Machala (UFMG) Carolina Vaz de Carvalho (UFMG) – E quando o pai–de–santo é pós–doc em psicologia?

Bárbara Ramalho (UFMG) Tânia F. Resende (UFMG) – A sala de aula como objeto de estudo na Sociologia da Educação brasileira BARBOSA, A. R. (UFSCar) – A modernização que não foi? um diálogo com a assistência pública no Brasil Bernard Alves (UFRRJ) – O processo de Reforma Agrária do Governo Leonel Brizola no Rio Grande do Sul

Bernardo Mercante Marques (UFRJ) – Carvoeiros do extremo sul da Bahia: desvio, classe e território

Bianca de O. Ruskowski (UFRGS) – Juventude e Mobilização Social: da condição à ação

Breno Bittencourt Santos (UFPE) – Mercado de trabalho informal como resistência à desqualificação social

Breno Trindade (PUC –Minas) – O CONGADO DE FIDALGO: O Ritual como processo de atualização da cultura popular. Bruna Andrade Irineu (UFG) – Da proteção sexual à proteção social: Homossexualidades e Políticas de Seguridade Social no Brasil

Bruna Cruz de Anhaia (UFRGS) – Acesso e eqüidade na educação superior: o ProUni

Bruno Avelino Leal (UFAM) – A(des)construção da identidade Amazônica em Beiradão e Dois Irmãos

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conceito de sociedade trabalhado por Norbert Elias?

Bruno Morche (UFRGS) – Acesso e eqüidade na educação superior: as Políticas Afirmativas

Bruno Neris Basto (FIOCRUZ) Pedro Henrique C. Torres (FIOCRUZ) – O campo da saúde, sua constituição e autonomização – uma abordagem baseada em Bourdieu e Hjørland Bruno Sampaio (UFBA) – Alienação em Kafka Caio Vasconcellos (USP) – Adorno como crítico da sociologia clássica Camila Bernardini (UFC) Lara Saraiva (UFC) Fran Tavares (UFC) – A torre da discórdia: uma abordagem eco–sociológica

Camila de Pieri (UFSCAR) – Profissionalismo e gênero: a entrada das mulheres no mundo do direito

Camila Mattarelli (UFMG) – A Guarda Municipal de Belo Horizonte e as

Sociólogos do Futuro

Bruno Cuer (FESPSP) – Entre inidivíduos: qual o lugar da biografia no

Diretrizes Nacionais

Carine Farias (UENF) – Relações afetivas e religiosidade entre jovens em “repúblicas estudantis” de Campos dos Goytacazes Carla Alves (UFMA) – GÊNERO E ENVELHECIMENTO: Trajetórias sexuais/ eróticas de mulheres idosas em São Luís, MA. Carla Cordeiro (UNESP) – Pelos olhos do menino de engenho: o personagem negro no ciclo da cana–de–açúcar Carla de Castro Gomes (UFRJ) – A lei Maria da Penha e a criminalização dos conflitos da intimidade

Carlos Luz (UERJ) – Consumo de emoções sobre duas rodas Carolina Alves (UERJ) – O Choro que se aprende no colégio: a formação de chorões na Escola Portátil de Música

Carolina Appel Colvero (UFSM) – Repensando sexualidade e prostituição feminina: corpos dóceis?

Carolina Barbosa de Araujo (UFBA) Naira (UFBA) Maria Barral (UFBA) – Experiência de adoecimento e adesão religiosa de famílias afro–baianas em um bairro de Salvador

Carolina de Paula (UFRGS) – A relação entre deputados e partidos na 16ª Legislatura da Assembléia Legislativa do PR (2007–2011)

Caroline Jacques (UFSC) – Responsabilidade Social Empresarial: Alcances e Limites do Projeto Instituto Consulado da Mulher

Caroline Peres Couto (UFF) – A “Indústria do entretenimento” e a “relativa autonomia” dos músicos Miles Davis e Charles Mingus Caroline Souza de Quadros (UFRGS) – A vida em separado: estudo de um condomínio fechado de Porto Alegre

Cássia Bairros da Silva (UFSM) – MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE: AS DIFERENTES FORMAS DE RELAÇÃO E INTERAÇÃO ENTRE HOMEM E NATUREZA.

Cassia Costa (UFMA) – “Negociar para permanecer”: outra estratégia de luta pelo território quilombola de Alcântara–MA

Cassiana M. Torres (UFRJ) Patricia Novaes (UFRJ) – Vizinhança e aspirações educacionais e profissionais

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Sociólogos do Futuro

Cátia Andressa da Silva (UNISinos) – Compreendendo jovens, entendendo socialidades: neotribalização e individualização contemporâneas Ceci Vilar Noronha (UFBA) Ana Clara Rebouças (UFBA) – PROFISSIONAIS DE SAÚDE E A ATENÇÃO ÀS CRIANÇAS E ADOLESCENTES VÍTIMAS DE MAUS–TRATOS Charles Maciel Falcão (UFAM) – MÁRIO YPIRANGA MONTEIRO: UM INTELECTUAL REGIONAL

Chirley Ferreira Mendes (UNIMontes) – Identidade e Diferença no Universo Acadêmico: um estudo sobre o grupo de oração universitário–GOU. Cícero Pedrosa Neto (UFPA) Kelly Colares (UFPA) – Carisma e gestão empresarial: uma ótica weberiana da relação empregado x patrão em uma cervejaria Cinthia Fonseca Lopes (UECE) Francisco Horacio da Silva Frota (UECE) – Impactos do Porto do Pécem: Consenso e Controvérsia entre a População e os Órgãos Oficiais.

Cinthia Régia dos Santos Silva (PUC –Campinas) – Currículo e violência na escola: contribuições da Sociologia no ensino médio

Cinthia Xavier da Silva (UEL) Simone Wolff (UEL) – A indústria de confecções: condições e processo de trabalho nas cadeias produtivas em Londrina

Cíntia Guimarães (UERJ) – Do INFORMATIO CRIMINIS AO PERSECUTIO CRIMINIS Cinval Filho dos Reis (UFU) Fabiane Santana Previtalli (UFU) – A formação dos trabalhadores face a expansão do setor sucroalcooleiro no triângulo mineiro pós 2000

Clareanna Santana (UFPB) Luana Santos (UFPB) Atila Andrade de Carvalho (UFPB) – Conjugalidade Soro–discordante em João Pessoa– PB:Relações de gênero,sexualidade e subjetividade

Clarissa Noronha (UNIFESP) – Hegemonia no Brasil: relações entre Estado e sociedade civil no período 1930–1964

Claudia Bongianino (UFMG) – Pensando o Brasil: escândalo, corrupção e cultura

Claudia de Paula Pinto (UFJF) – Atalhos para o sucesso escolar Claudia Sciré (USP) – Consumo popular, fluxos globais: práticas e artefatos na interface entre a riqueza e a pobreza Claudio Dantas (UnB) – Qual critério adotado pelo policial na hora de utilizar a força?

Corinne Rodrigues (UFMG) – Condomínios residenciais fechados e a formação de um novo espaço urbano Cristina Souza (UFBA) – O movimento negro na agenda do parlamento baiano

Daniel Moura (UFRJ) Gabriela Kronemberger (UFRJ) Paulo Roberto Torres Alves (UFRJ) – Grandes Empresas e Interesses Locais: a Experiência da Implantação Industrial do Sul Fluminense

DANIELA OLIVEIRA (UFSCAR) – Os trabalhadores da indústria de software: qualificação e precarização

Daniela Stocco (UFRJ) – ”Paraíso Tropical” a interpretação de um país através de uma cidade e uma novela Danilo Brasil (UFMG) – Homicídios dolosos: compreendendo a investigação criminal na comarca de Belo Horizonte/MG

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no Período Eleitoral

David Montenegro (UFC) – Economia política do lixo: nos limites da precarização

Dávila Corrêa (UFPA) Edila Moura (UFPA) – Estratégias de reprodução social camponesa e políticas socioambientais. Davy Caminhas (UNIMontes) – O impacto do modelo IGESP na taxa de esclarecimento do crime de homicídio em Montes Claros. Dayana Martins Silveira (UNIMontes) – Conflitos agrários: uma análise dos processos judiciais no norte de minas

Debora Hahn Schu (UFSM) – A exterioridade dos atores do MST no caso da Fazenda Coqueiros

Denise Adell (USP) – Interiores Domésticos em Bairros de Elite em São Paulo: Representações sociais dos Modos de vida e Afirmação de Identidades

Sociólogos do Futuro

Darllan Rocha (UFCG) Illian Narayama (UFCG) – A dualidade Sem–Terra

Denise Ferreira (UFCG) – A mulher operária: a contribuição feminina na imprensa anarquista no início do século XX

Diana Dianovsky (UERJ) – “Do meu arquivo inútil”: uma análise sobre o fundo Arthur Ramos

Diego Fraga (UFRJ) – Propriedade intelectual e novas formas de difusão e acesso ao conhecimento científico. Dinah Teba da Silva (UERJ) – A violência urbana no discurso midiàtico Diogenes Parzianello (UFPR) – Novas Tecnologias Reprodutivas Conceptivas: uma análise sociológica para compreender o proceder científico no campo. Diogo Barrêto Batista (UERN) – A construção de um mito político no município de Santana do Seridó–RN

Diogo Palheta Vieira (UFPA) Raimundo Charles A.de Oliveira (UFPA) – Política de Urbanização e Política de Habitação: O caso Portal da Amazônia. Belém – PA 2006–2008.

Edimilson Rodrigues de Souza (UFPA) – QUANDO OS “OUTROS” SOMOS “NÓS: MIGRAÇÃO E MORALIDADE CAMPONESA NUMA REGIÃO DA AMAZÔNIA BRASILEIRA

Edivalma Cristina da Silva (UFRN) – Da construção do script burguês à desconstrução da peça “feminino”:um olhar sob as subjetividades

Ednelson Mariano Dota (UNICAMP) – Migração Sazonal em Santa Bárbara d’Oeste: Condições de vida e Cotidiano dos Bóias–Frias

Edson Marques (UFC) – ORÇAMENTO PARTICIPATIVO: OS (RE)SIGNIFICADOS DA PARTICIPAÇÃO POPULAR

Eduardo Amorim Versiani (PUC–Minas) – Estudos sobre a realidade de uma comunidade remanescente de quilombo: Chacrinha dos Pretos – MG Eduardo S. Nunes (UnB) – Da floresta à cidade: Imagens dos ‘índios isolados’ e dos índios em cidades no indigensimo no Brasil

Elaine de Melo Lopes dos Santos (UFSCar) – Racismo e injúria: Erosão e persistências no ideário da democracia racial.

Elaine Hipólito dos Santos (UNICAMP) – A experiência da fábrica recuperada Uniforja: autogestão ou heterogestão?

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Sociólogos do Futuro

Elder Monteiro de Araújo (UFAM) Therezinha J. P. Fraxe (UFAM) – Identidade religiosa e organização social na comunidade Bom Jesus (AM). Elisangela S. dos Santos (UFBA) – A cultura da violência na vida cotidiana de um bairro periférico: circunstâncias e possibilidades Elisene Matos (UFMA) – Cazumbas: pessoas, personagens e histórias Elismênnia Oliveira (UFG) Iran Nunes Lemes Segundo (UFGO) – Os espíritos que sobrevoam o mundo: Um aspecto da cosmovisão da Igreja Universal do Reino de Deus Elma Valeria Lopes (UFG) – Condições e significados da infância em instituição que acolhem crianças em situação de risco

Elthon Aragão (UFMA) – Brasília – São Luís – Pinheiro: poder e mediação em um município do Maranhão nas eleições de 2008

Emanuela Pereira (UECE) – Festa, Memória e Símbolo: Reflexões sobre os Cortejos de Maracatu no Carnaval de Fortaleza

Emerson Henrique Da Silva (UFRN) – Participação Social e o Programa Fome Zero – O caso do município de São Paulo do Potengi – RN.

Enne Soares (UFMA) – Construções de sentido sobre a preservação e as açoes de intervenção no Centro Historico de Sao Luís Enrico Spaggiari (USP) – Ensino e aprendizagem da prática futebolística Erick V. Bernardo (UFRPE) – A Educação como política pública de ressocialização: o caso da colônia penal feminina do Recife Ester Oliveira (UERJ) – Black In Rio: Circuitos de Lazer, identidades e sociabilidade em Bailes Black no Rio de Janeiro

Eudivânia Silva (URCA) Iara Maria de Araújo (URCA) – Trabalhadoras do calçado: autonomia e punição social

Eveline Rojas (UFPE) – Corpos descorporificados. Nós, os desviantes? F. A. Davies (UFRJ) – Sociologia de um Empresário Negro Fabiana Izaias (UFC) – Catadores, reciclagem e poder municipal: sobre a Associação de Catadores do Jangurussu

Fabio Dias dos Santos (UNIMontes) – Articulação e resistência no médio São Francisco, resposta à miopia estatal Fábio José (UFS) – PERMEABILIDADE E FRONTEIRAS SÓCIO–ESPACIAIS NO CENTRO HISTÓRICO DE SALVADOR Fabricio Mello (UFF) – Land e Umhlaba: Uma Análise Sociológica da Reforma Agrária Sul–Africana

Felipe Padilha (UEL) – O evangelho de Dimas: corpo e masculinidade/s entre internos num centro de detenção

Felipe Silva (UFU) – Exclusão social aguda: pensando o fenômeno japonês Hikikomori

Fernanda Cimini (PUC –Minas) – As regras internacionais na elaboração de projetos de cooperação técnica em Minas Gerais Fernanda Nunes (FGV) Juliana Pacheco (FGV–Rio) – Turismo, lazer e solidariedade: expectativas e percepções dos turistas–voluntários no Rio de Janeiro

Fernanda Ribeiro (UVA) – Relações etno–raciais, gênero e diversidade cultural na escola: análise de uma política pública.

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Fernando Carlos de Sousa (UENF) – O atendimento às vítimas de violência doméstica nas Delegacias Legais de Campos dos Goytacazes/RJ

Fernando Jardim (USP) – O macrocosmo social da nanociência. Fernando Perlatto (IUPERJ) – Interpretar para modelar: intelectuais, espaço público e democracia

Fernando Randau (IUPERJ) – “Sentimento brasileiro, imaginação européia” – cosmopolitismo e nacionalismo em Joaquim Nabuco Filipe Correia Duarte (UENF) – Segregação sócio–espacial e distribuição desigual de riscos ambientais no município de Itaocara–RJ Flavia Ladeira (UFJF) – A violências entre torcidas organizadas: crime ou construção social?

Flávia Regina Marchiori (UFPR) – A CONSTRUÇÃO INTELECTUAL DE UMA IDENTIDADE REGIONAL: A BUSCA POR UM PARANÁ SUI GENERIS

Sociólogos do Futuro

Fernando Barros Jr. (UFPE) – Etnodesenvolvimento em prática: considerações éticas e teóricas

Flávia Slompo Pinto (IFCH) – Juventude e Religião: éticas e estéticas para uma juventude santa

Flavilio da Silva Pereira (UFES) – Ação coletiva entre micro e pequenos empresários em regime de Arranjo Produtivo Local

Francinézio Amaral (UFAM) Therezinha J. P. Fraxe (UFAM) – NOVAS RURALIDADES: estudos sobre o modo de vida na Comunidade Agrícola Nova Esperança Francis Oliveira (UFCG) – Representações de grupos no ciberespaço (caso Messenger)

Francisco Secundo (UFC) – A molecagem dos humoristas do Ceará: estudo analítico sobre o humor cearense Francisco Silva (UNESP) – Reinventando tradições, formas de (con)viver na modernidade.

François M. P. Gavard (UFSM) João Vicente Lima (UFSM) – Conteúdos do conceito de Desenvolvimento Sustentável no segmento empresarial brasileiro Franqueline Terto dos Santos (UFCG) – Os assentamentos rurais em Alagoas: o debate acerca dos planos de recuperação

Frederico Barbosa (UNIMontes) – Música Eletrônica e Identidade Jovem: A Diversidade do ‘Eu’ Local.

Frederico Rocha (UFMG) – Segmentação do mercado de trabalho e mobilidade profissional no Brasil.

Frederico Vianna Torres Diniz (UnB) Paloma Maroni (UnB) – Desigualdade sócio–espacial e juventude em Itapoã, DF

Gabriel Cardeal Oganauskas (UFPR) Márcio de Oliveira (UFPR) – MODERNIDADE E REAÇÃO CATÓLICA: O PROCESSO DE SECULARIZAÇÃO DA FFCL–PR

Gabriel Lima Rezende (UNICAMP) – Max Weber e Hermann von Helmholtz: um diálogo sobre música.

Gabriel Santos Elias (UnB) – A Relação dos Partidos Políticos com Movimentos Sociais

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Sociólogos do Futuro

Gabriela Araujo (UFPA) – Espaços públicos e cultura: O Auto do Círio e suas representações

Gabriela Blanco (UFRGS) – Interação Universidade–Empresa: análise da incubação de empresas em duas universidades do RS

Gabriela Ferreira (UEL) – Personalismo versus participação: limites ao processo de democratização no Brasil contemporâneo? Gabriela Pereira Martins (UFJF) – Um Altar para a República: uma linguagem político–ideológica da religião civil do Brasil

Garcia Neves Quitari (UFF) – Entre o direito e o costume: os conflitos pela terra em Angola

Gerciane Maria da Costa Oliveira (UFC) – A trajetória do artista naif Chico da Silva em meio à constituição do campo artístico cearense

Gerson Alves de Oliveira (UNESP) – Os Posseiros e a luta pela terra na região do Bico do Papagaio 1964/1985:Modernização e Tradição. Giancarlo Galdino (UFCG) – Música, consumo e identidades: a nova “onda regionalista” da Paraíba a partir dos anos 1990

Giane Silvestre (UFSCar) – Os efeitos invisíveis das prisões: as políticas penitenciárias e os municípios paulistas (1990–2007)

Gilberto Geribola Moreno (FEUSP) – Jovens e experiência social na Educação de Jovens e Adultos.

Giovana Bonamim (UFPR) – Indisciplina escolar e estigmatização: criminalização de (certas) juventudes curitibanas

Giselle Lage (UFRJ) – O cotidiano de duas escolas cariocas: um estudo sobre a gestão escolar e o desempenho dos alunos Gizicleya Carneiro (UFRN) – SUS:um projeto democrático de saúde Glauber Lemos (UFPE) – AS REGRAS DO FUTEBOL, SUA FLEXIBILIDADE E ‘RECRIAÇÃO’ POR JOGADORES DE CATEGORIAS DE BASE Glauber Lopes Xavier (UFG) – O COTIDIANO DOS BÓIAS–FRIAS À LUZ DO PENSAMENTO DE HENRI LEFEBVRE

Glauber Loures Assis (UFJF) Ana Paula Evangelista (UFJF) – A cooptação da contracultura pelo sistema capitalista

Glauce Lourenço Ferreira (UNESP) Bruno Nardi de Pádua Oliveira (UNESP) – OBSERVATÓRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA Boas práticas e avaliação das políticas de segurança pública.

Glaucia Destro de Oliveira (USP) – Velhices nas Repúblicas de Idosos de Santos, SP

Gláucia Oliveira (UFMG) – Expansão urbana de Belo Horizonte e o impacto para mudança de identidade dos moradores de Nova Lima

Glaudemir Gomes (UFRPE) – Programa PROMETRÓPOLE: Os Primeiros Resultados da Intervenção na Comunidade de Saramandaia,Recife/PE Gustavo Fernandes Meireles (UECE) – Entre refugos precarizantes e refugos precarizados

Gustavo L. H. Pinto (UFSCar) – O rural e o agrário na dualidade estrutural: critica ao subdesenvolvimento em Francisco de Oliveira

Gustavo S. Elpes (UFRJ) Virgínia Amaral (UFRJ) Victor Gama (UFRJ) Ana Coutinho (UFRJ) – Registros Fílmicos produzidos no Brasil: aproximações sociológicas com o “primeiro cinema”

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Bernardo do Campo e Indaiatuba em uma análise comparada

Gutemberg de Vilhena Silva (UEAP) Rafael Dantas Dias (UEAP) Paulo André Bentes da Rocha (UEAP) – Cooperação internacional Amapá e Guiana Francesa: avanços e obstáculos nos últimos 12 anos

Hasla Pacheco (UFMG) – A experiência do Proeja em Contagem: interseção entre EJA e Educação Profissional

Helder Bomfim (UFBA) Natasha Krahn (UFBA) – Violência e Contemporaneidade: (Em briga de foice mulher se mete)

Helio Netto (UFPA) Jorge Oscar Miranda (UFPA) – UMA ANALISE SOCIÓLOGICA SOBRE O CONTO CENTAURO, DE JOSÉ SARAMAGO. Hellen Olympia da Rocha Tavares (UFU) Eliane Ferreira Schmaltz (UFU) – GÊNERO E PODER: reflexões sobre situações de violência contra a mulher nas relações de conjugalidade

Henrique Barahona (UFF) – A Revista “O Direito” – periodismo jurídico e

Sociólogos do Futuro

Gustavo T. Taniguti (USP) – Práticas sindicais na Toyota do Brasil:São

política no final do Império do Brasil

Herbert Pimentel (UFC) – A identidade quilombola de Alto Alegre como estratégia de desenvolvimento local Hidemi Miyamoto (UFBA) – O romance conteporrâneo brasileiro e a violêcia urbana.Em O Matador e O Invasor

Hugo Moreira (UFRRJ) – Terceira Mediação: a formação de lideranças rurais no Norte de Minas Gerais

Iamanda Luiza M. Silva (UFG) – Os Homicídios no Estado de Goiás Ian Prates (UFMG) – Capital social e pobreza em um território de vulnerabilidade social

Icaro Gabriel da Fonseca Engler (UFPR) Guatimozin Filho (UFPR) – Variações dos Valores Políticos da Elite Política Empresarial no Paraná, 1994–2006

Idenilse Moreira (UECE) Denise Furtado (UECE) Hayeska Barroso (UECE) – ”De volta para casa”. A saga das costureiras

Igor Peres (UFRJ/IFCS) Luanda de Oliveira Lima (UFRJ) Paula Jatahy (UFRJ) – Estratégias globais e práticas locais: trabalhadores, sindicato e setor automotivo no Sul Fluminense

Inácio Andrade (USP) – Movimentos de Moradia e a Cidade do Desmanche: Notas etnográficas

Inês Caroline de Lima Proença (UFLA) Pedro Magrin (UFLA) Isla Karla Azevedo Pedro (UFLA) Marina Biscaro (UFLA) – Entre o Azul e o Rosa – discutindo relações de gênero em uma universidade de ciências agrárias

Inês Nogueira (UERJ) – Prisões da Ilha Grande: a construção da violência Ingrid Berns Pavezi (UFPR) – Quando o criminoso é louco: uma análise da criação dos ‘inimputáveis’ pela psiquiatria forense Irene Marcia (UFPE) – Criminalidade feminina. Motivações para os assassinatos cometidos por mulheres em Pernambuco Isabel Graciele Padoin (UFSM) João Vicente Lima (UFSM) – Catadores de material reciclável: a inter–relação entre capital social, pobreza e meio ambiente

Isadora Lidia Araujo (UFC) – Os Anacés: Projeto de Desenvolvimento, Igreja Católica e Etnogênese

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Sociólogos do Futuro

Ismael Dias Maia (UFAC) – As reformas do estado no acre: da não–participaçãp à participação autoritária

Iuri Incarnação (UFF) – Imigrantes brasileiros em Portugal: Trajetórias e Caminhos

Izabella Medeiros (UFPE) – A década de 60 no Brasil: por uma autonomia do nosso campo estético

Jacira França (UFPE) – Sociologia da Comunicação no Brasil: a década de 1970

Janaina Figueira (UFSC) – A mulher caiu na rede: representações de mulher nos vídeos do Youtube Janaina Sara Lawall (UFRJ) – Segregação residencial e escolarização: o caso do bairro Santo Antônio – Juiz de Fora/MG

João Marcelo Maciel de Lima (UNESP) – Mecanismos de controle externo sobre a Polícia Militar do estado de São Paulo, 1989–2007.

Joice Cristina de Campos (UFF) – O MEDO DO OUTRO José Enilson Fernandes (UFCG) Jordânia de Araújo Souza (UFCG) Luiz R. Prestes Almeida (UFCG) – Quilombos do Talhado: as representações sociais e a construção de uma identidade

José Enilson Fernandes (UFCG) Jordânia de Araújo Souza (UFCG) Luiz R. Prestes Almeida (UFCG) – Quilombos do Talhado: as representações sociais e a construção de uma identidade étnica quilombola

José Henrique Bortoluci (USP) – Desvendando a periferia: marxismo dialético paulista como reflexão pós–colonial

Juliana Dourado Bueno (UFSCar) – Do eito ao chão do abatedouro Juliano B. Griebeler (UFPR) Cassio Carvalho – Ação empresarial e TICs: as agendas legislativas nos portais das federações industriais brasileiras

Laura N. de Carvalho (UERJ) Rosimar Moreira Lima (UERJ) – Educação e mobilidade social. A percepção dos universitários da UERJ sobre o ensino superior

Laura Zacher (UFRGS) – Cartografias sociais das ocorrências de suicídio no Rio Grande do Sul(1996–2006) Layla Peçanha (UERJ) – ESTUDO DA INTERSECCIONALIDADE TRE “RAÇA”, GÊNERO E SEXUALIDADE

Leandro L. Teixeira (UFBA) – Poder Arcaico Da Elite Nordestina Lenira Pereira (UFPE) – Efeitos do Fundef em Pernambuco: análise sobre uma experiência de descentralização política

Leonardo Azevedo (UFJF) – Bullying e homofobia na escola – reflexões e problematizações

Leonardo Carneiro (UFC) – A guerra de Canudos e a construção da nacionalidade brasileira

Leonardo Carniato Rodrigues (UFSCar) – O Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social de São Carlos–SP

Leonardo Farias (UFBA) Mariana Alves Isozaki (UFBA) – Caminhos para uma representação democrática: o caso do Poder Legislativo de Salvador Leonardo Nóbrega (UFPE) – A elaboração de estratégias familiares de reconhecimentos em famílias com migrantes

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bolas e o confronto com a expansão do Cla

Leonardo Rodrigues (FFC) – As transformações da burguesia industrial brasileira nos anos de 1990

Letícia da Silva Barros e Vasconcellos (UNESP) Thaís Silva (UNESP) Marcela Costa Machado (UNESP) – ”Formar um cidadão crítico?” – Uma análise da disciplina de Sociologia no Ensino Médio.

Letícia Giannella (PUC –Rio) – Comunidades tradicionais e expansão urbana: o caso da comunidade pesqueira do Posto Seis, Copacabana

Letícia Lima (UNESP) – Trabalho Feminino Precarizado: análise de Cahiers du Genre e Cadernos Pagu Lidiane Maciel (UNICAMP) – A família tal como é pensada e vivida: um estudo sobre organização familiar na dinâmica Campo–Cidade

Liliane Motta dos Santos (UERJ) – Violência Escolar: uma análise sobre os seus significados

Sociólogos do Futuro

Leonardo Oliveira da Silva Coelho (UFMA) – A vida social dos quilom-

Lívio Silva de Oliveira (UCAM) – O AI-5 e o Estado de Direito: Paradoxo de uma relação

Loanda Marques (UFRPE) – Comunicação e juventude: um estudo de caso no bairro da Guabiraba em Recife, PE Lorena Alves (UFPA) Diego Amador Tavares (UFPA) Antonia Nayane Muniz de Oliveira (UFPA) Geovani Moia Henriques (UFPA) – A relação Capital–Trabalho na Amazônia: um estudo na indústria de bebidas no estado do Pará

Lorena Freitas (UENF) – O SERVIÇO DOMÉSTICO COMO UM DESTINO INESCAPÁVEL: OS SONHOS E AS ILUSÕES DE LUÍZA Lorenza Venturim (UFES) Keni Areias (UFES) André Roeldes (UFES) Lucas Rezende Cabral (UFES) – POLÍTICAS PÚBLICAS DE LAZER: A INFLUÊNCIA DA CONCEPÇÃO DE LAZER DOS GESTORES NO ÊXITO DAS PROPOSTAS.

Lourdes Martins Silva (UFPel) – Uma história de mulheres passionais Luana Aglio (UFES) – ”A Floresta está em você”: Identidades em processo no consumo da marca de cosméticos “Natura”

Luana Benício (UnB) – Procura–se uma identidade tradicional–popular para a capital da modernidade. Luana Dias Motta (UFMG) Max Vasconcelos (UFMG) – Mapa dos conflitos ambientais no estado de Minas Gerais

Luana Puppin Pratti (UFES) – A ciência e o marketing: a teoria política na visão do marketeiro

Lúbia Gonzaga Dutra (UFG) – Consumo e lazer–mercadoria: análise sociológica dos serviços de alimentação nos shopping centers

Lucas Aragão (UENF) – Práticas Político–Culturais: o caso campista. Lucas Besen (UFRGS) Bruna L. Ribeiro (UFRGS) Glaucia Maricato (UFRGS) Rodrigo Sabedot (UFRGS) – Pesquisa Sócio–histórica do Curso de Graduação em Ciências Sociais da UFRGS

Lucas Bohrer (UENF) – Quando as Almas Abandonam o Leviatã: Federalismo, Descentralização Fiscal e Rearranjo Político. Lucas Correia Carvalho (UFRJ) – Ação e mudança social na sociologia de Maria Isaura Pereira de Queiroz

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Lucas Osório Silva (FFC) – Condição juvenil e escola: gritos ouvidos da periferia!

Lucas Sardinha (UFMG) Lins (UFMG) – A necessária inversão lógica entre os diferentes “perfis”

Lucas Silva (UFSCAR) – A inovação tecnológica vista pelos pesquisadores de Instituições Públicas de Pesquisa: o caso do IPT Lucas Souza (UNESP) – Uma análise sobre a produção artístico musical brasileira; Raul Seixas uma trajetória social.

Lucia Helena Guerra (UFPE) – XANGÔ REZADO BAIXO, XAMBÁ TOCANDO ALTO. Perpetuando a origem religiosa através da música.

Luciana de Souza Leão (UFRJ) – Micro–crédito e laços sociais: evidências do caso do Peru

Luciana Ferreira (UFRJ) – Inclusões Digitais: reflexão sobre conceitos e estratégias para a inclusão informacional e cognitiva

Luciana Lang (UFRJ) – Construindo memórias: os alienados, a arte e a psiquiatria nos museus Luciana Matos (UFMA) – O legado de um olhar: a cidade de São Luís e as fotografias de Gaudêncio Cunha

Luciana Mendes Barbosa (PUC –Minas) – A União Européia e a securitização das mudanças climáticas no Sistema Internacional

Luciana Muszinski (UFPEL) – As relações entre a Igreja Católica, o PT e o MST no município de Camaquã – RS Luciana Ribeiro (UFSC) – O Papel do artesanato na promoção do Desenvolvimento Territorial Sustentável

LUCIANA ZAMPROGNE (UFES) – Vida Sequencial em Hq: análises sócio–antropológicas a partir das tiras de humor da Marly. Luciano Cipriano da Silva (UFRPE) – Acidentes do trabalho: representações e segurança do trabalho na construção civil de Pernambuco Luciano Leal (UFRRJ) – Contribuição ao estudo de formação de militantes a partir de uma análise no sudeste do Pará

Luciano Silva (UFPI) – PARTICIPAÇÃO POPULAR NA BATALHA DO JENIPAPO EM CAMPO MAIOR–PI

Lucimara Domingues de Oliveira (UFSC) – A composição sócio–ocupacional da Assembléia Legislativa de Santa Catarina (1983–2010)

Lucivane Lopes (UFPA) – RELACIONAMENTO VIRTUAL NA REDE DA VIDA Lucy Oliveira (UFAL) – Participação e democracia: uma análise da política pública territorial em Alagoas

Ludmila Bandeira (UFJF) – A questão de gênero nas instâncias de representação política do MST

Ludmila Fernandes de Freitas (UFRJ) – O que dizem Ministério Público, movimentos negros, organizações não governamO

Luis Eduardo Tavares (PUC –SP) – Cultura Livre: Ação Política no Capitalismo Informacional

Luís Fernando S. Almeida (UFPR) – Os habitantes de rua em Belém, qual a atual perspectiva em 2008?

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riência do sindicato dos metalúrgicos do Rio de Janeiro

Luísa Castro (UFMG) Claudia Bongianino (UFMG) – Construindo pessoas: controvérsias sobre a manipulação do corpo feminino

Luísa Dantas (UFPA) – “Pais” ou “Patrões”? Um estudo sobre “crias de família” na Amazônia. Luísa Helena Marques (USP) – Breve análise sobre a Criminalidade Feminina

Luiz Gamboa (UFCG) Marcelo Serafim (UFCG) Valdênio Meneses (UFCG) Rayssa Mylena (UFCG) – Os pontos da Umbanda: A sociabilidade cantada no terreiro do Rei Tupã

Luiz Gonzaga Firmino Junior (UFPB) – Entre a terra e o mar: limites e possibilidades da pesca da lagosta no litoral da Paraíba Luiz Melo (UFPA) – Teorias Sistêmicas: novos paradigmas na Sociologia dos Recursos Naturais

Sociólogos do Futuro

Luisa Barbosa Pereira (UFRJ) – Justiça do trabalho e cidadania: a expe-

Luiz Otávio de A. Machado (UFRPE) – Recife sem palafitas: Brasília Teimosa a mudança de uma realidade e uma outra realidade.

Luiza Ramos (UFPE) Camila Teixeira (UFPE) Laura Dornelles (UFPE) Ricardo Moura (UFPE) Sophia Branco (UFPE) – A expressão do racismo nas crianças

Luna Campos (UFRJ) Renan Faria (UFRJ) Márcia Barroso (UFRJ) – Sindicato e Comunidade: a experiência dos trabalhadores de Volta Redonda nos anos 1980

M. Foganholo (UNESP/FCT–PP) – A relação entre a renda fundiária urbana e a produção do espaço urbano em Araraquara/SP

Mabelle Bandoli (UFPR) – A Declaração de março de 1958: ideologia do progresso e concepção de história no marxismo brasileiro Macloys Aquino (UFG) – Parlamento na mídia: relações entre atores políticos e imprensa na Assembléia Legislativa de Goiás

Madson José Albino Rafael (UFPE) – Experiência e Memória: Álbuns de fotografia na era digital

Magda Cibele M. S. Silva (UCSAL) Angela Borges (UCSal) – O desvirtuamento do Estágio: uma análise a partir da atuação do Ministério Público do Trabalho Maiko R. Spiess (UNICAMP) – As comunidades hacker e de software livre e a Sociologia da Ciência e Tecnologia

Mainara Frota (UNIMontes) – Políticas Públicas de Transferência de Renda: o Bolsa Família no Contexto Internacional

Maíra Acioli (UFPE) – Reconfigurações na relação Estados democráticos/religiões: análise comparada da produção teórica

Maíra Ferraz (UFPE) – Os Agenciamentos dos Atores–Rede, Interferindo na Dinâmica Futebolística Pernambucana Maira G. Lopes (UNESP) – Ciência e Trabalho Maíra Mascarenhas (UFRJ) – Divulgação Científica: um panorama do caso brasileiro

Maisa Marchetti Barbosa (UEL) Simone Wolff (UEL) – O Discurso Midiático sobre o Mercado de Trabalho no Contexto da Reestruturação Produtiva Neoliberal

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Manoel Moreira de Sousa Neto (UFC) – Sociologia e Ensino médio no Ceará: Preparando para qual cidadania? Manoel Ribeiro (UFF) – A presença de trabalhadores(as) negros(as) em empresas socialmente responsáveis

Manoel Sotero Caio (UFPE) – Práticas Discursivas em torno da Música Compartilhada

Manuela Blanc (UERJ) – Identidades: um estudo entre jovens moradores de repúblicas universitárias.

Manuela Cordeiro (UFRRJ) – Lógicas de sucessão como estratégias de reprodução social em assentamentos

Manuelle Nunes de Oliveira (UFPE) – Eduardo Galeano: construção da identidade social latino–americana pelas vias literárias Marcel Farias de Sousa (UFG) – A racionalidade moderna nas lutas marciais tradicionais

Marcela de Oliveira Pessôa (UENF) – Vale do Jequitinhonha–MG X Campos dos Goytacazes–RJ: duas faces de uma mesma moeda Marcela Fernanda da Paz (UFJF) – A inserção feminina no mercado de trabalho e o impacto sobre a renda

Marcela Pergolizzi (UNICAMP) – PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO: RELAÇÕES E CONDIÇÕES DE TRABALHO

Marcela Purini Belem (UFSCar) – Cultura e responsabilidade social – Análise do financiamento cultural da Petrobras Marcela Santana (UFPE) – Analisando a presença do Estado nas políticas culturais no Brasil: o caso do governo Lula

Marcella Latanza (UEL) – Corpo, Risco e Tecnologias: um estudo sobre o feminino frente ás cirurgias plásticas estéticas

Marcelo Lira Silva (UNESP) – Bobbio e Rawls: o renascimento da liberal– democracia e a tese do neocontratualismo

Marcelo Martins (UFRJ) – O discurso de brasilidade no ensaísmo musical dos anos 1920: Mário de Andrade e Renato Almeida Márcia Miranda (UFJF) – Alternativas ao Cárcere Duro Márcio Lázaro (UERJ) – Crimes letais no município de Nova Iguaçu – Vítimas, indicadores, espaço e tempo Marco Antonio dos Santos Teixeira (UNIRIO) – Os trabalhadores do campo e a luta pela terra na Baixada: 1964 a 1979 Marcos Paulo C. C. Mello (UFC) – Memórias de luta: o significado da ocupação de terra para os militantes do MST

Maria Aparecida Ramos da Silva (UFRN) – Desafios da inclusão digital na sociedade do conhecimento

Maria Gisele de Alencar () – As relações raciais na perspectiva de um guerreiro da Sociologia Propositiva

Maria Luísa Lucas (UFMG) Carlos Gomes (UFMG) Victor Alcantara e Silva (UFMG) Nikolas Mendes (UFMG) – Os indígenas em livros escolares de Belo Horizonte: representações e mediações.

Maria Luiza de Castro Muniz (UFF) – Opinião pública e opinião publicada: imprensa e sociedade civil da liberalização às Diretas–já

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Maria Rosalete Pontes Lima (UFC) – Entre a festa e o conflito – os usos da diversidade na composição do Brasil de Oswald de Andrade.

Maria Santos (UFC) – LUTADORAS DO POVO: AS CONDIÇÕES DE INSERÇÃO E TRABALHO POLÍTICO DE LIDERANÇAS FEMININAS NO MST

Maria Santos (UFJF) – Jovens na militância, ou fora dela? Relações entre mulher e a política do movimento estudantil.

Mariah Casséte (UFMG) – As contribuições arendtianas para a teoria democrática contemporânea

Mariana Lima da Silva (UFRR) – POLÍTICAS PÚBLICAS DE ACESSO AO ENSINO SUPERIOR NA VENEZUELA: A MISSÃO SUCRE.

Mariana Lima Marques (UNICAMP) – A dominação, o tempo e o vento: dominação pessoal no romance de Érico Veríssimo

Sociólogos do Futuro

Maria Natália Barboza (UFSCar) – As delegadas de polícia em São Paulo: profissão e gênero

Mariana Lívio (UERJ) – Nelson Werneck Sodré e a Imprensa Mariana Lopes Alves (UERJ) – Constituição de 1988, vinte anos depois: como anda a participação direta no país? Mariana Ocana Madruga (UNISINOS) – Sociedade de Risco e Educação Ambiental: um olhar sobre a formação de atores sociais

Mariana Recena Aydos (UNICAMP) – Imigrantes Forçados e Redes Sociais no Estado de São Paulo, Brasil Marianne Malini (UFES) – Música para combater a violência. Arte para transformar a realidade Marie –Océane Gazurek (PUC–SP) – Daslu: a construção da identidade de classe por meio do consumo de luxo Marieta Reis (UFRGS) – Direitos Reprodutivos & Estado: uma abordagem das novas tecnologias reprodutivas conceptivas

Marília Moschkovich (UNICAMP) – Diferenças sociais e práticas de leitura e escrita nas escolas

Marina Biscaro (UFLA) Isla Karla Azevedo Pedro (UFLA) Inês Caroline de Lima Proença (UFLA) Pedro Magrin (UFLA) – “A criança negra é um problema!?”: discriminações étnico–raciais em município no sul de Minas

Marina Fisher Nucci (UERJ) – “Sexo cerebral” e as pesquisas biomédicas sobre gênero e sexualidade

Marina Landeiro (UFG) – Identidades sociais no serviço de mototáxi em Goiânia

Marina Vieira (UFS) – Cidades em quadrinhos: imaginário urbano de Gotham e Metrópolis em 1930/1940

Mário Costa (UFC) – Viajando pelo túnel do tempo: memória, patrimônio e cotidiano de Messejana Mário Ruggieri Neto (UNESP) Bruna Basile (UNESP) – A relação juventude–escola na sociedade contemporânea

Marleide Maria (UNESP) – Lesbianidades e territorialidades na cidade de Marília: a produção de subjetividades Marlúcia D. E. Tiradentes (UENF) – Desigualdade na qualidade da educação básica na região noroeste fluminense

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Sociólogos do Futuro

Mateus Rennó (UFMG) – Dimensões da Violência Sexual em Minas Gerais: o caso de Itaobim, Uberaba e Teófilo Otoni Matheus Mello (UFG) – A construção social das identidades dos músicos profissionais

Mauricio Aguiar de Castro (UFSC) Ana Carolina Caridá (UFSC) – Estágio de ensino em sociologia no nível médio: por uma concepção teórico– prática

Mauro Costa Rodrigues (UFMG) – Juventude Cristã e Participação Social Máximo Colares (UFPR) – O IMAGINÁRIO SOCIAL DA DOR E DO SOFRIMENTO NA ARTE BARROCA

Mayara Magalhães Martins (UFC) – O corpo na vitrine: Uma abordagem sócio–antropológica da anorexia nervosa.

Mayara Martins Tavares (UFG) – As representações dos profissionais de saúde frente ao atendimento das tentativas de suicídio Mayra Resende (UnB) – Luxúria, gula e má–fé: representações do padre nos contos populares brasileiros Melina C. Paludeto (UNESP) – A especificidade da educação escolar em Paulo Freire: concepção de educação e o papel social da escola Melina Rombach (USP) – Fernando Henrique Cardoso, Pensamento Social e Político Brasileiro e as Teorias do Desenvolvimento Melise Lima Lunguinho (UFCG) Kamilla Rocha (UFCG) – MULTICULTURALISMOS E SINCRETISMO RELIGIOSO NO ENCONTRO PARA A NOVA CONSCIÊNCIA Melquisedeque Fernandes (UFRN) – Associativismo e condições de vida em assentamentos rurais do RN

Mercês Santos (UFPE) – Josué de Castro: entre pensamento e ação Michael Hermann (UCSAL) – JUVENTUDE E TERRITÓRIO: A IMPORTÂNCIA DA CENTRALIDADE DO TRABALHO NA INSERÇÃO DO JOVEM NA PÓLIS. Michel Goulart da Silva (UFSC) – Os arquivos da ditadura: entre os direitos humanos e a segurança nacional

Michel Ribeiro (UFPA) – A Esfera Pública e o Fórum Social Mundial 2009 Michele Dacas (UFSM) Holgonsi Soares Gonçalves Siqueira (UFSM) – Internet e as intersecções dialógicas: a democracia através de um novo espaço

Michele Escoura (UNESP) – De Borralheira à Princesa: “Cinderela” e as construções de gênero na infância

Michele Maestro (PUC –Campinas) – O artefato material e os saberes tradicionais: um estudo no contexto do acervo museal Michelle Louzeiro Nazar (UFRJ) – As novas formas associativistas de se pensar a educação no Brasil

Milena Costa de Souza (UFPR) – Vozes combatentes: experiências femininas nas guerrilhas guatemaltecas

Moacir de Freitas Junior (UNESP) – Transformações das elites econômicsa e políticas de São Paulo face o processo de reforma do Estado

Mônica Sasai (UNESP) – Trabalho doméstico e o “estar parado”

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ção da sociologia do pensamento brasileiro

Natalia C. M. Sganzella (UFSCar) – Mulheres e “vidas”: história de vida de mulheres prostitutas na cidade de marilia (SP)

Natália Castelo Branco (ENCE) – Panorama das organizações civis brasileiras: uma análise comparativa entre 2002 e 2005

Natália Corazza Padovani (UNICAMP) – Da mulher criminosa à sexualidade da mulher: discursos sobre sexo e configurações normativas na PFC

Natalia dos Santos Silveira (UENF) – Atuações de lideranças religiosas junto aos jovens moradores de favelas

Natália Santarém Hernandes (UFSM) – Plano Diretor de Itaara: A “Árvore de Problemas” como ferramenta para a participação popular

Natália Siqueira (UFJF) – Divisões sociais e desigualdade em saúde no Brasil

Sociólogos do Futuro

Nahyara E. Marinho (UFC) – Contribuições de “Macunaíma” na constru-

Natasha Elbas Neri (UFRJ) – “A vida no crime”: uma análise das narrativas de jovens em conflito com a lei no Rio de Janeiro

Neville Vilasboas (UFG) – Classe, raça e gênero na construção da identidade no trabalho doméstico

Nicole Costa de Campos (UFMA) – Amores de Porto: um estudo sobre relações de prostituição em São Luís Oleno Spagolla Volpi Netto (UEL) – A redefinição da propriedade intelectual: mudanças em curso na indústria cultural

Patricia Andrade (UFPI) – A produção de um território: o caso do Assentamento 17 de Abril em Teresina–Piaui

Patricia de Sousa (UFPI) Antônia Jesuíta de Lima (UFPI) – O orçamento participativo e a democratização da gestão pública: limites e possibilidades.

Paulo Miranda (UFPE) – Programa Saúde da Família: Uma discussão sobre o modelo de atenção básica Pedro Arthur (UFRPE) Maria Luiza Pires (UFRPE) – Cooperativismo e desenvolvimento local: recriando comunidades rurais

Pedro Cazes (UFRJ) – A sociologia política brasileira em perspectiva comparada: Maria Sylvia de Carvalho Franco e Paula Beiguelman

Pedro Cruz (UFPA) – O papel do gerente na empresa capitalista do período Taylorista/Fordista

Pedro Paulo de Miranda A. Soares (UFPA) – Estudo sobre a Memória Coletiva de Motoristas de Táxi na Cidade de Belém (PA)

Pollyana Bernardes (UFMG) – Mobilidade Social na Agropecuária Brasileira

Priscila Gualberto de Lima (UFPel) William H. G. Soto (UFPel) Gilson Pianta Corrêa (UFPel) – O TRABALHO ESCRAVO NA SOCIEDADE MODERNA: uma análise do caso do Distrito Olhos D’Água(Bagé, RS)

Priscila Martins Medeiros (UFSCar) – RAÇA E ESTADO DEMOCRÁTICO: O DEBATE SÓCIOJURÍDICO ACERCA DAS POLÍTICAS DE AÇÃO AFIRMATIVA NO BRASIL

Priscila Vieira (USP) – Um estudo sobre uma situação de procura de trabalho: um novo olhar sobre o fenômeno do desemprego

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Rafael Abreu (UFRJ) – Parcerias entre Estado e Sociedade Civil: novos arranjos, velhos problemas?

Rafael Alencar (UnB) – Discursos parlamentares sobre ações afirmativas para negros no Brasil (2003–2007)

Rafael Gumiero (UFSCAR) – A ressignificação da Teoria da Modernização na concepção de planejamento de Roberto Campos

Rafael T. Wowk (UFPR) – Decisão judicial e perfil do julgador: análise decisória do tribunal de justiça paranaense Rafaela Oliveira (UFJF) – Ministério Público, Educação e Cidadania. Ramon Santoro Leonardi (UFSCar) – As relações entre a Sociedade Civil no Brasil e as Agências de Cooperação Canadense e Japonesa Raphael Bezerra (UFPE) – Etnografias Sociológica e Antropológica: das divergências à aproximação a partir da fenomenologia.

Raquel Duaibs (UFSCar) – O PAPEL DO SINDICATO NA TRANSFORMAÇÃO DE FÁBRICAS EM COOPERATIVAS: A PERSPECTIVA DO ABC PAULISTA

Raquel Giffoni Pinto (UFRJ) – O poder da critica: As novas estratégias sócio–territoriais da Aracruz Celulose.

Raquel Gomes (UENF) – Desigualdade de oportunidade educacional como fator gerador de desigualdade social no Rio de Janeiro

Raquel Moreira (UFF) – Política pública de financiamento da cultura e investimento social privado: Diálogos público/privado Rejane Alves de Oliveira (UFBA) – Canudos: “A chegada do estranho” Renan Cabral (UFPE) Marcos Costa Lima (UFPE) – As TIC e o desenvolvimento social: possibilidades da “inclusão digital” em países emergentes Renata Montechiare (UFRJ) – Nós da Baixada: uma experiencia artistica na Baixada Fluminense

Renata S. S. Barbosa (UFRPE) – O HOMEM NA CRECHE/ESCOLA ATUANDO NO CUIDAR E EDUCAR DE CRIANÇAS DE 0 A 3 ANOS – RECIFE–PE

Ricardo Oliveira (UFRJ) – Desterceirização do trabalho bancário no setor Estatal: inversão de tendência na CEF

Rila Arruda (UFAM) – A política cultural no Amazonas (1997–2007): uma sociologia dos artistas e dos gestores culturais Roberta Novaes (UFRRJ) – Tempo de colheita: Um estudo sobre os trabalhadores do café no Alto Paranaíba (MG) ROCHA, H. L. F. (UFPE) – Uma Avaliação das Abordagens Sociológicas Recentes Acerca da Pobreza no Brasil.

Rodrigo de Castro (UFRJ) – A ação crítica do MST: a crítica como motor e justificação do uso da força Rodrigo Estramanho de Almeida (PUC –SP) – Literatura e Política na obra de Aluísio Azevedo

Rodrigo Gomes Lobo (USP) – Formação Profissional de Jornalistas: uma análise comparativa

Rodrigo Pereira (UFPE) – Judicialização da Política: Revisão Judicial e Controle de Agenda no Supremo Tribunal Federal

Rodrigo Piquet (FUNAI) – Política indigenista nos anos da Ditadura Militar na área da comunidade indígena Waimiri–Atroari

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liares nos latifúndios cafeeiros de São Carlos (1907)

Rômulo Castro (UNESP) – Precariedade do Trabalho na Indústria Têxtil e de Vestuário de Nova Friburgo, RJ.

Rony Frutuoso (UFAM) Pedro Rapozo (UFAM) – Etnoecologia de peixes em uma comunidade ribeirinha do baixo Rio Solimões–AM

Rosilene Oliveira Rocha (UNIMontes) – A sociodinamica da estigmatização em dusa comunidades de Montes Claros–MG

Sabrina Moura (UFRJ) – Reflexos da terceirização no Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda Saint’Clair S. Velloso (UFF) – Algumas considerações sobre o mercado de drogas em uma perspectiva comparada com a polícia

Samara Domingas Xavier (UFG) Wildes Andrade (UFG) – Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais na produção acadêmica goiana

Sociólogos do Futuro

Rogério da Palma (UFSCar) – Italianos e negros: configurações fami-

Samara Konno (UNESP) – Conduta infanto–juvenil em familias de dekasseguis

Samir de Souza (UFSCar) – Padronização tecnológica e Conhecimento local: Consequências sócio–ambientais na implantação de novas tecnologias na agricultura

Sandra Assis Brasil (UFBA) Gabriela Evangelista (ISC) Maria Clara Guimarães (UFBA) Leny Trad (ISC –UFBA) – O papel das ONG’s na proteção social e saúde das famílias negras

Sandra Avi dos Santos (UFPR) – Além dos bastidores dos Debates Presidenciais: uma análise das estratégias discursivas (1989–2006) Sandra R. Cabral de Andrade (UERJ) Laura N. de Carvalho (UERJ) Cíntia Lopes de Barros (UERJ) Karolyne Romero (UERJ) – Condições de trabalho e formação do policial na cidade do Rio Janeiro

Sara Epitácio (UFPI) – Venturas e desventuras da Frente Liberal no Piauí (1982–2006)

Saulo Barros da Costa (UFPE) Marcelo Carneiro (UFMA) – MAPEAMENTO DA MIGRAÇÃO DO ESTADO DO MARANHÃO PARA OUTRAS REGIÕES DO BRASIL E DA AMÉRICA LATINA Saulo de Castro (UNESP) – A construção da nação–potência na Política Energética do II Plano Nacional de Desenvolvimento Saulo Geber (UFMG) – O Jovem oficineiro: Um novo personagem entra em cena no contexto de políticas públicas de Juventude

Selton E. A. Chagas (UFMT) – As redes de Barão: estratégias de vida de famílias de pescadores de Barão de Melgaço–Pantanal de MT Sérgio Botton Barcellos (UFRRJ) – Desagregação da organização social e produtiva do assentamento Carlos Marighela–RS:um estudo de caso Sérgio L. Santos (UFAL) – OCUPANDO ESPAÇO” – Um estudo de caso sobre a construção das identidades homossexuais em Maceió.

Sheila Abadia Carvalho (UFSCAR) – A Diferença e o seu Lugar – análise de estudos estatísticos sobre mulheres negras

Sheila Gomes (UFMG) – Corrupção no Brasil: uma visão ampliada Sheila Santos de Oliveira (UFF) – Da experiência a reflexão: uma proposta pedagógica para EJA no município de São Gonçalo

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Sociólogos do Futuro

SHEILA SILVA (UNIGRANRIO) VERONICA CRISTINA (UNIGRANRIO) Andréa Lopes da Costa Vieira (UNIGRANRIO) – Estratificação e capital cultural no processo de realização educacional

Sheyla Albuquerque (UECE) – FAMÍLIA,INFÂNCIA E VIOLÊNCIA SEXUAL: UMA INTERPRETAÇÃO NA ÓTICA DE ADOLESCENTES “VITIMIZADAS”.

Silvano Redon (UEL) – Saúde, corporalidade e marcadores sociais: um estudo com pacientes em tratamento de câncer

Socorro Letícia F. Peixoto (UECE) – ”Gestoras” da pobreza? Um olhar sobre a vida das mulheres beneficiárias do Programa Bolsa Família

Sofia Madeira (UNICAMP) – Saúde reprodutiva e fecundidade entre as mulheres Guarani no Estado de São Paulo Sophia Branco (UFPE) – Abordagens acerca da produção do pensamento social em Moçambique

Stênio Soares (USP) – “Anos da chibata”: perseguição aos cultos afro– pessoenses e o surgimento das federações Talita Silva Bezerra (UVA) – Vozes urbanas: a pluralidade de viver e fazer a partir das narrativas dos moradores do bairro Alto da Expectativa/Sobral–CE Tania Bernardelli (UFBA) – A Bandeira Ambientalista do MST: as estratégias para a sustentabilidade em assentamentos rurais

Thaís C. S. de Oliveira (UENF) – A representação do índio Goitacá através do olhar do Outro

Thaís Chang Waldman (USP) – As diversas facetas de Paulo Prado Thais Duarte (UFRJ) – Do lado de fora: histórias de vida dos familiares e presos

Thais S. Moya (UFSCar) – Ação afirmativa e mídia no Brasil: uma análise dos enquadramentos midiáticos sobre as cotas raciais

Thales Speroni (UFRGS) – Autonomia Coletiva e Economia Solidária Thatiana de S. Gonçalve (UERJ) – O LUGAR DO PRESO: UM ESTUDO SOBRE O ESPAÇO CONSTRUÍDO PARA O CÁRCERE EM ILHA GRANDE Thiago de Góes (UFPR) – A redenção profana na mística do MST. o caso do assentamento do contestado – Lapa–PR Thiago Lima (UFMA) – Poder e Relações de Gênero no Neopentecostalismo Thiago Matiolli (IPPUR) – Breves considerações sobre a construção social da violência na cidade do Rio de Janeiro

Thiago P. Pontes (IUPERJ) – Socializações e Reflexividade: as múltiplas dimensões do social

Thiago Pacheco (FESPSP) – Oligarquia e Política: a Escola de Sociologia e Política como resultado da contra–revolução paulista

Tiago da Silva Jacaúna (UFAM) – Choques de racionalidades: os conflitos sociais entre pescadores na Amazônia Central

Tiara Oliveira (UFBA) – SOLIDARIEDADE X EXCLUSÃO: as formas de organização solidária da comunidade da Mata Escura.

Ubiraneila Capinan (UFBA) Lídia Ma. P. S. Cardel (UFBA) – IDENTIDADE E GLOBALIZAÇÃO, O caso das comunidades negras rurais quilombolas na Bahia

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Uriel Mortimer (UNIPAC) – A questão do trabalho infanto–juvenil: um estudo de caso sobre a cidade de Montes Claros–MG

Valesca Marques Cavalcanti (UFCG) – SOCIOLOGIA DA CIÊNCIA E DA TÉCNICA: UM ESTUDO SOBRE O DESENVOLVIMENTO DO ALGODÃO COLORIDO NA EMBRAPA

Vanessa Daufenback (UNESP) – Mário de Andrade e a cultura popular brasileira

Vanessa di Lego (UFMG) – Por uma Ciência mais “Anárquica”: A etnometodologia e o “anarquismo epistemológico” feyerabendiano Vanessa Ferreira (UNIFESP) – Análise da imagem do candidato Lula nos documentários Entreatos e Atos de campanha

Vanessa Gomes Moreira (UERJ) – Transações do sagrado: conflitos de um grupo jovem em uma paróquia católica de Madureira

Sociólogos do Futuro

Uianã Cruvinel (UFG) – Entre a informação e o voto: uma análise do HEPG na campanha 2008 para prefeito na cidade de Goiânia

Vanessa Ortiz de Camargo (UFSCar) – A institucionalização da Pesquisa Agroecológica na Embrapa

Vanessa Souza (UFCG) Eulália Bezerra Araújo (UFCG) – Implicações das Políticas Públicas em Comunidades Quilombolas

VEIGA.LUCYENNE (UCSAL) – Contratos atípicos e precários: contratações de trabalhadores através de falsas cooperativas

Vera Rocha (UFBA) – Estudo sobre mestiçagem: retrocesso ou (re)emergência de um tema?

Veridiana Campos (UFPE) – Como os padrôes estéticos hegemonicos atuam na construção do self das mulheres? VERONICA CRISTINA (UNIGRANRIO) SHEILA SILVA (UNIGRANRIO) Andréa Lopes da Costa Vieira (UNIGRANRIO) – Dilemas da permanência: sobre as estratégias de permanência do aluno–trabalhador no ensino superior

Victor de Mello Rangel (UENF) – As práticas de atendimento à mulheres vítimas de violência em um núcleo em Campos dos Goytacazes–RJ

Victor Marchezini (UFSCar) – Desastres e políticas públicas: uma análise das relações entre Estado e desabrigados

Victor Neiva e Oliveira (UNIMontes) – Crime, Criminosos e Prisão: um estudo sobre a reincidência penitenciária em Montes Claros – MG.

Victor Rodrigues (UFPE) – A nova configuração do mundo do trabalho e os trabalhadores do Vale do São Francisco Vinícius L. Forte (UFC) – Campo intelectual e as disputas simbólicas sobre a formação da sociedade cearense Vinicius Lobo (UFPE) – A diferença, uma porta para a liberdade do futuro: abordagens sobre a identidade nacional guineense Vinícius M. Costa (UFF) – Transa Transporte Coletivo e a RSE: considerações sobre as ações públicas e sociais da empresa. Virginia da Rosa (UFRGS) – Novas abordagens de gestão para reforma policial: caso do Curso de Gestão em Segurança Pública–2004

Viviane Christine Rocha (CESEC) – “Sai da rua, morador!”: representações policiais para jovens de favelas cariocas

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Sociólogos do Futuro

Viviane Nascimento Silva (UNIMontes) Sarah Jane Durães (UNIMontes) – A concepção de infância: comparações entre a Idade Média e a contemporaneidade

Wagner Vinhas (UFBA) – A reinvenção das identidades: o caso do texto identitário da baianidade

Wanja Filgueiras (PUC –Minas) – ”Cidade Jardim, fundos”: a Vila Monte São José e as imagens do lugar favela Welington Cantalice (UFCG) – A crise do Sindicalismo dos trabalhadores no Serviço Público Federal – o Caso do Sintespb Wildna Nascimento (UFRPE) – Violência entre Jovens de Classe Média: Manifestação e Ocultação

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GTs E Laborat贸rios de Pesquisa RESUMOS


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Acacia Dias (UEFS) Gt03 Inovar é preciso: o espaço das ciências sociais nas estruturas dos NITs

O Brasil tem investido na política nacional de ciência, tecnologia e inovação, especialmente criando instrumentos para estabelecer medidas de incentivo à pesquisa tecnológica e científica. Dentre esses instrumentos destaca-se a criação dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) nas ICTs e a introdução da política institucional de inovação. Grande parte dos relatos das experiências introduzidas mostra o baixo envolvimento de profissionais das áreas de Humanidades. A proposta aqui apresentada busca um espaço de diálogo e troca de experiências sobre a forma de trilhar caminhos para o envolvimento desses profissionais nas discussões e propostas de CT&I, tendo por recorte o papel de uma instituição pública estadual do Nordeste, em vias de implantar o seu NIT e desenvolver inovação tecnológica e social. Adailda Gomes (PUC-Rio) Consulte Maura Marzocchi (PUC-Rio) Adalberto Luiz Rizzo de Oliveira (UFMA) Gt17 Pelas barbas de aukhê: associativismo canela e as demandadas do desenvolvimento

Este trabalho versa sobre o associativismo entre os Ramkokamekra-Canela e a ação de agências de desenvolvimento no centro-sul do Maranhão. Aborda a ação do SPI na introdução de atividades de “autossustentação” e da FUNAI na implantação do ‘desenvolvimento comunitário’ vinculado a projetos de desenvolvimento regional. O associativismo Canela decorre das mudanças constitucionais e de projetos econômicos, educacionais e de saúde implantados por pesquisadores e agências internacionais. A proliferação dessas associações nos anos 90 relacionou-se aos recursos disponibilizados por essas agências e pelo Estado, através de projetos de “ajuda humanitária”, de “combate à pobreza rural” e outros. O associativismo Canela tem substituído as instâncias políticas tradicionais na mediação das relações interssocietárias e junto às agências de desenvolvimento constituindo nova forma de organização política.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Abdias Vilar (LOCUS) Consulte Regina Bruno (UFRRJ)

Adão Francisco de Oliveira (UNITINS) Gt14 Representação política, sistema técnico e autorização discursiva: Por uma Sociologia do Discurso

Este trabalho visa refletir sobre a dinâmica da gestão pública a partir de duas distintas lógicas discursivas constituídas em “subcampos” que se articulam no processo: o campo político e o campo técnico. Parte-se da compreensão de que os resultados de uma determinada gestão são tributários não só da dialética entre governo e sociedade ou governo e oposição. A relação entre a condição e o saber político e a condição e o saber técnico também influenciam no seu resultado, constituindo-se numa relação dialética. Nessa dialética, a lógica do campo de forças também é inerente, de modo que é possível que ora uma condição se sobreponha, ora outra. A categoria sociológica chave para se fazer essa reflexão é a democracia, no que se refere ao seu conceito, e a variável central é o controle de situação. Adelia Miglievich Ribeiro (UENF) Gt02 Do reconhecimento negado à emancipação: sobre “O povo brasileiro” de Darcy Ribeiro

A pesquisa articula a teoria crítica e do reconhecimento à reflexão trazida por Darcy Ribeiro no livro “O Povo Brasileiro” (1995) quando o antropólogo completa seu empreendimento intelectual de inclusão da América Latina no concerto das civilizações mundiais. Proponho o diálogo entre a dialética darcyniana de um povo nascido como “não-ser” que se ergue como um “novo gênero humano” com a ideia de “luta por reconhecimento” presente em Axel Honneth e de “diferença” tão cara ao pensamento pós-colonial. Problematizo, enfim, o conteúdo utópico e apoteótico de sua obra que parece fazer repousar as aspirações emancipatórias numa visão da cultura brasileira como “mundo da vida”, apartada do Estado e do mercado. Adilson Marques Gennari (UNESP) Gt09 A nova pobreza na América do Sul (AS): interpretação sócio-econômica e metodológica

No atual contexto histórico emerge uma “nova pobreza”. É plausível supor que a variação da nova pobreza está associada à variação da renda e da qualidade de vida. Já a variação da qualidade de vida está associada aos gastos sociais. A variação da renda é determinada pelo consumo, mais o investimento, mais os gastos do governo, mais as exportações, menos as importações. É razoável supor, que o consumo é determinado pela variação dos salários (w) e dos benefícios sociais (Bs). Vamos supor que os W e os Bs são determinados pelo nível de emprego (N) e as lutas sociais. Os países da AS são exportadores líquidos de capitais sendo preciso incluir as conta de transações correntes.

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Concluindo, a variação da nova pobreza é resultado da variação do nível de emprego, das lutas sociais, dos gastos do governo e finalmente do movimento da balança em transações correntes. Adriana Dias (UNICAMP) Gt02 Cibercidadania: e-governo e inclusão digital

O presente trabalho pretende discutir a relação entre a construção dos portais de E-governo e o tema da inclusão digital a partir do estudo de caso do portal Brasil transparente, mantido pelo Governo Federal. O quadro de exclusão digital delineado pelo Comitê para Democratização da Informática (CDI) alertou toda a discussão acerca de Inclusão Digital e dos direitos constitucionais fundamentais e dos direitos humanos (BOTELHO, 2005; BECHARA, 2006) e denunciou a assimetria do uso das novas tecnologias no Brasil, que impossibilitaria uma nova forma de participação política (CASTEL, 2007, EISENBERG, 2004). Essa discussão respaldou a formulação de políticas de E-Governo, relacionadas aos temas de gasto público com transparência, e também aquelas que demarcam modificações na forma estatal de lidar com a burocracia (Medeiros; Guimarães, 2005, Pereira da silva, 2005, Speck, 2005, Fountain 2002). Adriana Fernandes (UERJ) Gt14 Ocupações urbanas e a rua como territórios de heteroglossia na cidade do Rio de Janeiro

A partir de três ocupações urbanas localizadas na área central da cidade gostaria de mostrar como em seu cotidiano elas se contrapõem à instauração de relações hierárquicas e verticalizadas. Assim, irrompe a pergunta a respeito da existência de relações de poder segmentarizadas numa sociedade em que o Estado possui um papel hegemônico, centralizador, altamente burocratizado, mesmo que atualizado em mecanismos ou em “franjas”. Já os modos de subjetivação praticados nas ocupações têm a rua (como experiência de liberdade) em tensão/oposição as políticas de governamentalidade (como experiência de opressão). Dessa forma, como a rua aparece enquanto experiência de liberdade e como o Estado a tem recortado quando associada à população (no sentido de Michel Foucault). Adriana Ferreira Piedade (NOVOS HORIZONTES) Consulte Diogo Henrique Helal (FUNDAJ)

Adriana Marcela Bogado (UFSCar) Gt05 Política, memória e identidade: a experiência de participantes do “Movimiento de Mujeres en Lucha”

Esta comunicação é um desdobramento de pesquisa de doutorado, em andamento, que estuda a participação política de mulheres em movimentos sociais da Argentina. No caso de um dos movimentos pesquisados, o “Movimiento de Mujeres en Lucha”, as narrativas de lideranças e participantes sobre seu engajamento refletem processos de reconstrução de identidade mediados pelo trabalho com a memória na procura de formas de compreensão e ação perante as problemáticas enfrentadas no presente por pequenos e médios produtores e produtoras rurais. Por um lado, a memória familiar e do grupo de pertencimento é reapropriada, apresentando-se como um fator motivador e justificador da participação política. Por outro, com seu engajamento, essas mulheres deixam sua marca na memória familiar e social, não apenas como narradoras senão também como protagonistas em narrativas que tradicionalmente as excluíram. Adriana Tenório da Silva (UFPE) Consulte Jonatas Ferreira (UFPE) Adrianna Figueiredo Soares (UFPE) Gt20 Dos Atos Parodísticos: Performances Paródicas na Experiência da Travestilidade

Este trabalho pretende alcançar uma reflexão sobre o conceito de atitudes parodísticas, lançado por Butler (2003). Pensando-as como espaços pertinentes para execução de ações, não só de reiteração, mas de teor político e crítico, entre os indivíduos que compartilham uma identificação, por meio de um desempenho descontextualizado dos gêneros normativos. Através do trabalho de campo e entrevistas realizados com travestis da Região Metropolitana do Recife, traremos a análise de três atos paródicos, que abarcam as temáticas sobre corporeidade, prostituição e amor, aprofundando os mecanismos pelos quais são executadas as performances paródicas na experiência da travestilidade, centrando-se na análise de discurso e na idéia de recuperação das vozes, via recapitulação de trajetórias de vida, que ficaram durante tanto tempo subsumidas nas análises da história social.

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Elites universitárias e o campo da Ciência Política brasileira hoje: um modelo teórico-metodológico

Propomos e discutimos a eficácia heurística de um modelo de análise para mapear o campo da ciência política brasileira contemporânea. Pretende-se verificar se há instâncias (agentes, instituições e “escolas” teórico-metodológicas) hegemônicas no campo e, em caso afirmativo, nomeá-las. Essas instâncias estão distribuídas e hierarquizadas conforme a posse de certas espécies de capital (capital propriamente acadêmico, capital político, capital institucional etc.). Lançamos mão de várias fontes para revelar as posições de agentes, “escolas” e instituições de modo a verificar se há ou não instâncias dominantes no campo. Esse modelo implica a análise: i) da produção acadêmica da ciência política brasileira; ii) da evolução dos currículos dos principais programas de pós-graduação da disciplina; e iii) da história dos principais agentes (a “elite”) e instituições do campo. Adriano da Costa Valadão (UFPR), Alfio Brandenburg (UFPR) Gt18 A emergência da dimensão ecológica nos assentamentos rurais do MST no estado do Paraná

Este trabalho tem por objetivo analisar o processo de transição ecológica a partir de um mapeamento das experiências emergentes nos assentamentos rurais no Estado do Paraná ligadas ao MST. Parte-se da hipótese de que a experiência da ecologização representa uma mudança de paradigma de caráter cultural. A emergência de questões ecológicas mostra dimensões subjetivas, que vão além de uma racionalidade instrumental, relacionadas com a construção de novos atores (Touraine,1994). A constituição da identidade sem-terra teve como base semelhante experiências de expropriação e nesse momento a ecologização representa um processo de reapropriação de saberes e resignificação de identidade comprometidas com um projeto de vida. Destacamos ainda a relevância de experiência para a constituição das classes (Thompson, 1981), onde a formação dos sujeitos é também um processo cultural. Adriano de León (UFPB) Gt20 Bola no pé e caneta na mão: futebol e direito em busca do falo perdido

O texto trata da decisão de um juiz de Direito sobre uma queixa-crime prestada pelo jogador de futebol Richarlyson, acusado por um cartola de ser gay. O juiz rejeitou tal queixa afirmando, em sentença pública, que futebol “é coisa de macho e não de boiolas”. A partir de uma análise de discurso com base foucaultiana, persigo a relação entre futebol, masculinidade, Direito e preconceito e corpo, a partir de uma discussão metodológica com base pós-estruturalista.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Adriano Codato (UFPR), Fernando Leite (UFPR) Gt29

Adriano Premebida (FDB), Jalcione Almeida (UFRGS) Gt22 Controvérsias em biotecnologia: desdobramentos políticos

das

ontologias

sociais

e

seus

Este artigo analisa a forma como as controvérsias em biotecnologia molecular potencializam a constituição de arranjos sociais peculiares, em termos de identidades e ontologias sociais, a partir de uma campanha de assimilação de interesses políticos e científicos heterogêneos, principalmente com o tema da transgenia. A abordagem teórica pretendida neste trabalho visa aprofundar as discussões sobre as formas de incorporação dos artefatos e discursos tecno-científicos por grupos sociais contemporâneos. Isso abre novos problemas teóricos e perspectivas temáticas para a Sociologia, pois o atual nível de convergência de conhecimentos reconfigura a organização e distribuição de poder nas associações humanas, nos arranjos destas com entidades inumanas e com as atividades decorrentes da sua produção e difusão. Adriano S. Barros (E.T. Redentorista), Maria do Socorro L. Oliveira (UFCG), Cleoneide Moura Nascimento (UFPB) Gt20 Sexualidade e educação: O papel da escola na produção/reprodução da identidade sexual.

As Ciências Sociais compreendem a sexualidade humana como objeto da cultura, relacionando-a com a identidade dos sujeitos. Essa “desnaturalização” voltada ao gênero permite discutir as manifestações das identidades sexuais política, social e cultural – tornado possível uma crítica ao binarismo heterossexual/homossexual e sua desigualdade inerente. A escola, como instituição normatizadora e produtora/reprodutora de um saber/poder sobre os corpos, pratica uma pedagogia da sexualidade que não problematiza a identidade sexual em movimento. A homossexualidade acaba vítima desse processo de representações que não a considera uma orientação sexual possível, impondo o lugar de uma identidade sexual não hegemônica. O presente texto visa problematizar teoricamente a influência da escola na construção da identidade sexual, homossexual, a partir de uma reflexão em torno dos sistemas simbólicos.

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Afonso Chaves (UFPE) Gt02 Interesse pelo mundo: literatura da periferia, reconhecimento e reificação

A contribuição de A. Honneth para a T. Crítica reside em sua tentativa de reconstruir essa perspectiva a partir do ponto em que ele mesmo nota ser esquecido pela primeira geração dos frankfurtianos, a saber, uma adequada perspectiva da ação social capaz de entender as dinâmicas que se processam no tecido social. Em “Reification” ele afirma que o interesse pelo mundo é um dos modos para se combater os processos reificantes advindos de uma estrutura social reificada. Essa retomada da agência por parte da T. Crítica decorre da evidente possibilidade dos sujeitos sociais responderem negativamente aos sinais de desrespeito oriundos da estrutura social. O intento deste trabalho é discutir a literatura da periferia como um dispositivo não-reificante e, por isso mesmo, agenciador de reconhecimento e cidadania. Para isso, analisaremos a produção, a circulação e o consumo da obra de Ferréz. Agnaldo Santos (MACKENZIE) Gt03 Inovação “Open Source” em Biotecnologia: o Projeto Genoma Fapesp e o Projeto BIOS Cambia

A hipótese geral do trabalho é a de que o desenvolvimento da biotecnologia no Brasil, após a experiência bem-sucedida do Projeto Genoma Fapesp, estaria encontrando um formato de trabalho em rede que pode gerar as condições necessárias para uma abordagem aberta de inovação, muito similar à produção por pares encontrada no campo da informática. A emergência de pequenas empresas de biotecnologia no país, a partir dos esforços de “cientistas-empreendedores”, além da demonstração da possibilidade técnica de ferramentas abertas criadas pela Iniciativa BIOS da Austrália, está criando as bases para o surgimento de estratégias alternativas de desenvolvimento científico-tecnológico que podem levar à reformulação da proteção à propriedade intelectual baseada exclusivamente em patentes de processos e ferramentas de pesquisa. Agueda Gómez Suárez (UVIGO) Gt20 Sistemas sexo/género analógicos y digitales y etnicidad

“Este texto trata sobre la diversidad cultural existente en nuestro mundo y que esta representada, principalmente, por los diferentes pueblos indígenas que existen en la actualidad. Específicamente, este acercamiento intercultural pretende dar a conocer las diversas “culturas sexuales” en cada uno de estos grupos, su orden sociosexual y su sistemas sexo/genérico con el fin de analizar nuevas realidades que ayuden a reflexionar sobre si el “dominio masculino”, el androcentrismo, la heteronormatividad y el modelo dimórfico sexo/genérico. Ellas son realidades universales y transculturales, o bien, son propias del dispositivo sexo/genérico occidental”. Aïda de Paula (UnB) Gt03 A integração social no Mercosul: as políticas de educação em saúde no Brasil e na Argentina: 1991-2006

O trabalho estuda o processo de integração social no Mercado Comum do Sul, a partir das políticas de educação em saúde. Busca-se compreender as concepções destas políticas com relação ao seu papel no desenvolvimento do processo de integração regional, analisando comparativamente as políticas implementadas pelo Setor Educacional do Mercosul, e pelo Subgrupo de Trabalho Nº11 “Saúde”, como também analisar o grau de integração existente na grande área da saúde, a Medicina, entre o Brasil e a Argentina, de 1991 a 2006. Parte-se da hipótese de que a integração regional esteja se realizando de uma forma ainda gradativa e permeada de conflitos, embora já existam mecanismos institucionais, formas de mobilidade na América Latina para a área da educação em saúde. Isso se deve ao fato de o habitus diferenciador, relacionado à integração nacional, estar mais forte do que o habitus integrador na Região. Ailton Laurentino Caris Fagundes (USP) Gt03 Conflitos, interesses e aproximações: os governos militares e a comunidade científica

Esse trabalho propõe algumas alternativas para a análise da estruturação e organização das políticas de ciência e tecnologia no período do Regime Militar; busca-se trabalhar dois aspectos fundamentais: a) as idéias que conduziram à formação, estruturação e atuação do sistema montado para esse fim, bem como dos rumos do desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil e, b) como essas idéias são (ou não) levadas a cabo dentro da estrutura burocrática e das ações dos governos de acordo com os objetivos gerais do poder Executivo e das limitações impostas pelos contextos internos e externos. Essas políticas foram gestadas conjuntamente, a partir da convergência entre os interesses políticoeconômicos dos militares e os interesses corporativos da comunidade científica; ambos alimentados e justificados por um discurso desenvolvimentista com pressupostos tecnocráticos.

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Corpo Social X Corpo Biológico Ensinando Sociologia para graduandos de Educação Física

A intenção deste trabalho é relatar a minha experiência como docente da disciplina de Bases SócioAntropológicas da Educação Física em um curso de formação de professores, no caso, o Curso de Graduação em Educação Física da Universidade Regional do Cariri URCA, localizada ao sul do Ceará. O diálogo entre a Educação Física e as Ciências Humanas e Sociais pode ser rico e saudável. Essa aproximação possibilita ampliar a visão da Educação Física sobre o corpo para uma entidade maior do que um conjunto biológico de ossos, músculos, nervos e células. Albejamere Pereira de Castro (UFAM) Consulte Therezinha J. P. Fraxe (UFAM)

Albertina Maria Mattos (CIEDS), Ivia Maksud (ABIA) Gt19 Redes colaborativas e participação de organizações da sociedade civil na prevenção das DST-AIDS.

Movimentos e lutas da sociedade civil em defesa do direito à saúde e especialmente, as ações de organizações não governamentais orientadas para a garantia da promoção da saúde e de assistência e prevenção das DST/AIDS têm se traduzido concretamente como luta em defesa da vida. Apresentamos o relato de experiência considerada pioneira na historia de organizações da sociedade civil, que atuam na prevenção das DSTs/AIDS no estado do Rio de Janeiro. Trata-se de um estudo realizado no período em 2007/2008, que tem com o principal eixo analítico três categorias chave: redes sociais, participação e controle social. Seus principais propósitos são captar especificidades, possibilidades e potenciais dessas organizações para sua atuação no campo da saúde e revelar dimensões de suas relações e práticas que as coloquem próximas de ações sociais que se configurem como trabalho em redes sociais. Alda Britto da Motta (UFBA) Gt10 Personagens Geracionais na Família Contemporânea: Centenários e Pivôs

Na trajetória social das idades e das relações fundamentais entre as gerações, as famílias multigeracionais vêm-se destacando como cenário privilegiado. Na sua estrutura, dois segmentos populacionais, pela novidade de existência como fenômeno social e intensidade crescente tornam-se expressivos personagens geracionais, a demandar pesquisa urgente – os centenários e a geração pivô. Os centenários constituem aproximadamente l% da população brasileira, 70% residindo em zona urbana, de baixa escolaridade e maioria de mulheres. Surpreendem pela disposição de vida e saúde frequentemente melhor que a dos filhos. A geração intermediária ou pivô é de definição relacional, variando com a sequência e o dinamismo do sistema de parentesco. Pode se situar na meia idade ou na velhice “jovem” e até um pouco além. Não obstante a idade,desdobram-se em atenções e obrigações aos mais idosos e os jovens.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Alana Mara Alves Gonçalves (URCA) Gt07

Aldo Azevedo (UnB) Gt27 A atividade do jogador de futebol na perspectiva do trabalho imaterial

O presente artigo discute a atividade do jogador de futebol a partir da noção de trabalho imaterial, com apoio nas interpretações de Marx, Gorz, Negri, Lazzarato, Codo e etc. Embora o ofício do jogador de futebol se caracterize por aspectos quantificáveis e mensuráveis do trabalho material, como salário, contrato e uma jornada de trabalho que se reduz a treinamentos e jogos, etc., existem elementos subjetivos, imensuráveis e não quantificáveis que podem ser interpretados sob duas dimensões analíticas, a saber: a) a do sujeito que trabalha; e, b) a do produto do trabalho. Desse modo, na atividade do jogador de futebol, o talento esportivo do sujeito constitui um ponto central a ser considerado, na medida em que se converte no principal produto do trabalho e da inteligência coletiva: o espetáculo esportivo. Este, por sua vez, reveste-se de emoções e subjetividades na sua produção. Aldo Manoel Branquinho Nunes (UFCG) Consulte Roberto de Sousa Miranda (UFCG)

Alejandra Estevez (UFRJ) Gt21 Igreja católica e movimentos sociais na cidade de Volta Redonda

Nas últimas duas décadas vimos assistindo a uma série de transformações, tanto com relação às formas de organização dos trabalhadores como no interior da Igreja católica. Este trabalho propõe, portanto, a análise da relação entre o bispado de D. Waldyr Calheiros (1966-1999) e D. João Maria Messi (1999-2008) e os movimentos social e sindical na cidade de Volta Redonda. Sendo assim, pretende-se verificar a interação entre o campo religioso e o campo político, bem como a dinâmica das relações soXIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

ciais estabelecidas entre os trabalhadores e suas organizações representativas e a Igreja. Interessanos particularmente compreender as mudanças ocorridas no estabelecimento das redes sociais e de poder na cidade a partir dessa dupla esfera analítica. Alessandra Faria (PUC-Rio), Paulo d’Avila (PUC-Rio) Gt14 O social e o político em movimento: novas agendas para a representação política no Brasil

Um ponto visível de contato entre teoria e prática acerca da representação política e de seu em torno contestador, ou o social em movimento, reside exatamente nas categorias que tratam da temporalidade em relação à efetividade da representação. Desde Foucault, passando por Pierre Rosanvallon e Antonio Negri, a tentativa de identificação dos movimentos macro-políticos, de uma atitude que não visa exatamente à tomada do poder, mas à interferência nos rumos das políticas adotadas, vem corporificando nuances do que podemos classificar como o político para além da política, caracterizado fundamentalmente pelas esferas sociais e políticas em movimento, em atitude de constante desconfiança frente ao poder institucionalizado como conhecido. Algumas agendas de pesquisa podem ser identificadas em decorrência dessas propostas, é o que este trabalho envidará desenvolver. Alessandra Freixo (UFRRJ), Ana M. F. Teixeira (UFS) Gt10 Tempos de fazenda e tempos de comunidade: espaços-tempos geracionais na região sisaleira da Bahia

Investigamos aqui os processos de legitimação da memória, que tomamos como arcabouço para análise da dinâmica das relações sociais em distintos espaços-tempos na região sisaleira da Bahia. Lançamos mão da categoria “velho agricultor”, tecendo uma discussão sobre a velhice e suas representações. Analisando algumas narrativas coletadas, identificamos dentre os marcadores do espaço-tempo construídos pelos velhos o “tempo da fazenda” e o “tempo da comunidade” que se colocam como importantes demarcadores geracionais: o tempo individual e socialmente vivido pelos velhos, com a figura do vaqueiro, do tropeiro e das fazendas de gado; e o tempo dos jovens e da mobilização social, que se dá a partir da década de 1970 com as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Esses espaços-tempos, juntamente com o sisal e a seca, conformam o que reconhecemos como uma “identidade sisaleira” no semi-árido baiano. Alessandra Mello da Costa (FGV) Consulte Denise Franca Barros (FGV-RJ) Alessandra Rachid (UFSCar) Consulte Marlucy Godoy Ricci (UFSCar) Alessandra S. Chacham (PUC-Minas), Malco Camargos (PUC MG), Mônica Maia (INVAPE) Gt09 Desigualdade social e de gênero nas trajetórias de vida de mulheres jovens em Belo Horizonte

Esta pesquisa objetiva analisar como as desigualdades de classe e de gênero se inter-relacionam no processo de construção da autonomia (sexual, social e financeira) na trajetória de vida de adolescentes e mulheres jovens moradoras de bairros e favelas da Região Centro-Sul, na cidade de Belo Horizonte. Neste trabalho, utilizamos dados provenientes de duas pesquisas de opinião, nas quais foram entrevistadas 292 jovens de classe média e 356 de classe baixa em 2007, para construir indicadores de autonomia, de vulnerabilidade e de qualidade de acesso ao mercado de trabalho. Resultados preliminares indicam que um menor grau de autonomia em diferentes esferas da vida da jovem, independentemente da classe social, está relacionado à maior probabilidade de gravidez indesejada na adolescência, o que por sua vez afeta a qualidade da inserção profissional entre as jovens de baixa renda. Alessandra Santos Nascimento (UNESP) Gt15 Fernando de Azevedo: institucionalização da Sociologia e modernização brasileira

O trabalho pretende analisar a contribuição de Fernando de Azevedo para o processo de institucionalização da Sociologia no Brasil de 1930 a 1940. Buscaremos elaborar uma interpretação crítica sobre a trajetória e a obra desse autor entendendo-o de “corpo inteiro”, ou seja, procurando estabelecer os nexos entre os diferentes contextos culturais, políticos, teóricos e históricos que o influenciaram e com os quais interagia. Temos por foco suas estratégias, coerências e incoerências (teóricas e políticas) para a criação e a implantação de um projeto de modernização do Estado após 1930, no qual a institucionalização da Sociologia teve um lugar privilegiado. Inclusive, como Azevedo foi Presidente da SBS, parece-nos oportuno pensar sobre o seu papel nas “controvérsias que se tornaram consensos e nos consensos que se dissiparam como forma de reflexão sobre o futuro da Sociologia no país”. 148

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Alex Pizzio (UNITINS) Gt02 Reconhecimento social e cidadania: quando as demandas e a ação se diferem?

Este trabalho busca discutir a relação entre o conceito de reconhecimento social e o conceito de cidadania. Neste sentido, busca-se não somente compreender a relação que existe entre esses dois conceitos, mas verificar em que medida as demandas por reconhecimento social diferem das demandas por cidadania. Se o reconhecimento social não representa simplesmente uma nova maneira de se referir a antigos problemas, como os relacionados aos embates pela cidadania, é relevante, então, compreender em que medida, a entrada de embates em torno do reconhecimento social na esfera pública, tem gerado novas práticas e condicionantes no campo da ação reivindicatória. Para dar conta desse objetivo, inicialmente realizamos uma revisão em torno dos conceitos aludidos e posteriormente analisamos à luz desta revisão, algumas ações que vem sendo desenvolvidas no campo das políticas de gênero. Alexander Noronha (Funai) Gt21 Máquinas paradas, braços cruzados: para onde foram os trabalhadores?

O tema desta pesquisa é a análise da mobilidade laboral dos metalúrgicos do Rio de Janeiro nas décadas de 1980/1990. A extinção de postos de trabalho afetou diretamente a vida de milhares de trabalhadores. Essas transformações interferiram, também, na atuação política e organizativa do Sindicato dos Metalúrgicos, entidade representativa da categoria, operando uma drástica redução de sócios filiados. Vale mencionar que as empresas que faliram ou se transferiram para outros locais, criaram um problema adicional: o da ocupação de alguns desses imóveis para servir como moradia precária ou deixando o local “abandonado”. Outro problema deixado por essa “crise” foi ter retirado do mercado de trabalho uma quantidade significativa de profissionais de qualificação diferenciada. Para onde se deslocou essa massa de trabalhadores quando esses postos formais de trabalho se extinguiram? Alexandra Martins Silva (UFRJ) Gt23

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Alessandra Tenorio Cerqueira (UFG) Consulte Jordão Horta Nunes (UFG)

Desenvolvimento, barragens e meio ambiente: velhos temas, novos problemas

Este artigo tem como objetivo analisar o percurso de um objeto técnico. Mais concretamente, trata-se de reconstituir a história do projeto hídrico de Belo Monte, localizado no rio Xingu, Brasil. Esse empreendimento foi concebido como uma expressão direta da ideologia desenvolvimentista, caracterizada pela implementação de Grandes Projetos de Desenvolvimento. O tema central inscreve-se na reflexão sobre as políticas econômicas introduzidas e na implicação das mesmas na relação entre Estado e Sociedade Civil. Primeiramente, pretende-se analisar os contornos teóricos do discurso do desenvolvimento. Seguidamente, procurar-se-á refletir sobre um longo percurso de inflexões e mudanças conjunturais. Finalmente, pretende-se analisar os impactos ambientais de empreendimentos de grande porte, bem como a permanência de uma mesma política econômica. Alexandre Barbalho (UECE) Gt25 Cultura política e política cultural: o orçamento participativo em Fortaleza (2005-2008)

A questão que se coloca é pensar como as políticas culturais na cidade podem passar da defesa da “democratização da cultura”, ou seja, de torná-la acessível para as massas por meio do consumo, para a implantação da “democracia cultural”, que significa democratizar o acesso da população a todas as etapas do sistema cultural (formação, criação, circulação, fruição). Em outras palavras, como superar as elaborações dos especialistas e da lógica administrativa, visando prioritariamente o indivíduo consumidor, em prol de políticas que atendam às demandas dos cidadãos e de seus movimentos. Nesta perspectiva, discute-se o papel que o orçamento participativo (OP) pode desempenhar nesse processo de construção da democracia cultural, a partir da experiência de Fortaleza, durante a última gestão municipal (2005-2008), quando, pela primeira vez o OP foi usado na cidade. Alexandre Brasil Fonseca (UFRJ) Consulte Daniela Frozi (UFRJ) Alexandre Corrêa (UFMA) Gt05 Paisagens, patrimônios e memórias sociais na atualidade

Trabalho em que se analisa o ‘complexo de Dédalo’, numa perspectiva sócio-antropológica, para se interpretar as ‘encruzilhadas do labirinto’ das políticas do patrimônio e da memória. O foco da análise recai especialmente sobre as recentes dinâmicas de aceleração dos processos de ‘turistificação’ e ‘gentrificação’

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da paisagem urbana dos centros antigos das metrópoles brasileiras. Apresentação de algumas idéias elaboradas a partir de observações empíricas em centros urbanos antigos de metrópoles brasileiras e, mais particularmente, de experiências com pesquisa-ação em bairros que compõem o Centro Antigo de São Luís. Nessas experiências detectam-se sinais significativos de mutações no imaginário social, em relação, especialmente, à gestão das paisagens culturais e das memórias sociais e urbanas na atualidade. Alexandre G. da Silva (UERJ), Joana E. Andrade (USP) Gt02 A crítica feminista à teoria do Direito e a aplicação do princípio do reconhecimento no Brasil

Atualmente, importantes vertentes do movimento feminista realizam uma contundente crítica ao Direito, salientando o seu caráter enviesado, produto de sociedades patriarcais. Construídas a partir de um ponto de vista masculino, refletindo e reproduzindo seus valores sociais, as instituições jurídicas mostrar-seiam incapazes de ultrapassar o discurso universalista e refletir acerca das formas reais de dominação. O presente trabalho pretende analisar as discrepâncias entre a prática e o discurso jurídico no tocante às questões de gênero, considerando a atuação recente do Judiciário brasileiro, bem como examinar o alcance e pertinência de diferentes construções teóricas que buscam formular uma crítica “feminista” à Teoria do Direito a partir da introdução e rediscussão do princípio do reconhecimento. Alexandre Magalhães (IUPERJ) Gt16 No fio da navalha: violência, medo e ação coletiva em favelas cariocas

A intenção desta comunicação é explicitar a maneira pela qual se constitui a luta contra a violência policial na cidade do Rio de Janeiro. A análise se estrutura a partir de dois níveis de abstração: no primeiro, proponho a noção de “dispositivo do medo” para pensar as dinâmicas sociais e políticas referentes aos fenômenos associados ao que se convencionou chamar de “violência urbana”. No segundo nível de abstração, procuro compreender o processo de publicização de uma causa e sua consequente transformação em um problema público através do formato de redes de movimentos sociais. Alexandre S. Freitas (UFPE) Gt26 O (des)governo da razão: biopolítica e resistência nas políticas públicas de juventude

O objetivo principal da reflexão proposta é a problematização da racionalização governamental subjacente às políticas públicas de juventude movimentando-se em um plano teórico no qual se busca explicitar as bases do movimento de resignificação dos referenciais simbólicos com que, historicamente, tem se pensado a juventude, utilizando as ferramentas derivadas das noções de biopolítica e resistência, apreendidas no pensamento tardio de Michel Foucault. No seu conjunto, a proposta pretende avançar sobre os estudos de vitimização de jovens, já produzidos no País, apontando um caminho alternativo de análise da gestão social das políticas públicas de juventude que vá além da apresentação dos “mapas da violência”, discutindo a racionalidade que pretende qualificar um contingente populacional específico apreendido, ora como “incluídos” ora como “excluídos”, do sistema de direitos sociais. Alexandro Henrique Paixão (USP) Gt25 Público Literário e Folhetim no Segundo Reinado Brasileiro: de Eugène Sue a Machado de Assis.

No Brasil (séc.XIX), o folhetim (variedade e romance) apresenta-se como a forma literária que iria definir o gosto de um público em formação. Consequência de um processo mais amplo relacionado ao governo imperial e à imprensa, o folhetim, através dos jornais do Rio de Janeiro e São Paulo, ganharia espaço entre as formas de comunicação existentes (poesia e teatro), bem como inauguraria o romance entre nós. Na versão “variedade” destaca-se as crônicas de José de Alencar e Fagundes Varella; na versão “romance-folhetim” destacam-se os escritos de Eugène Sue, Alexandre Dumas, Manoel Antonio de Almeida, José de Alencar e Machado de Assis. Combinando sociologia e história literária, buscar-se-á estudar uma nova forma literária e o grupo social que iria gestá-la, a saber, o público literário enquanto portador/suporte do folhetim. Alexandro Trindade (UFPR) Gt15 Diálogos roteirizados: a relação entre a sociologia dos anos 50 e o pensamento de cinema no Brasil

Este trabalho busca entender em que medida o pensamento sociológico da década de 1950 no Brasil, orientado, em linhas gerais, pelo espectro da mudança social e crença numa imagem moderna de futuro, pôde ser incorporado por uma geração de cineastas decididos a tornar visíveis processos de ruptura, modernização e reforma, em consonância com formas “inovadoras” de produção cinematográfica. Nesse sentido, pretendemos explorar o diálogo entre os intelectuais que formularam as primeiras reflexões sobre cinema no Brasil – em particular Paulo Emílio Salles Gomes e Jean-Claude Bernadet – e cineastas como Humberto Mauro e Nelson Pereira dos Santos, em torno das imagens de um Brasil que vivenciava o drama de uma modernização conservadora. 150

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Novos atores da reconstrução ambiental rural: o movimento ecológico na agricultura.

Este trabalho tem por objetivo analisar como e em que medida o movimento ecológico na agricultura contribui com a reconstrução de uma área rural ambientalizada. É sabido que o movimento ecológico em suas várias vertentes preconiza uma agricultura isenta de agroquímicos. No entanto, a questão que se coloca está além da substituição de práticas agrícolas. O que se questiona é se os atores ecológicos estariam se instituindo como “novos” no sentido de reconstruir relações com o ambiente social e natural. Qual a representação de natureza que orienta a ação desses atores? Como os recursos são considerados nessa relação e quais as orientações e projetos sociais em construção. As análises são realizadas a partir de pesquisas interdisciplinares desenvolvidas no âmbito de agricultores ecológicos, tendo como referência empírica o Estado do Paraná, em particular a Região Metropolitana de Curitiba Alfio Brandenburg (UFPR) Consulte Adriano da Costa Valadão (UFPR)

Consulte Cimone Rozendo de Souza (UFRN)

Alfredo Alejandro Gugliano (UFPel) Consulte Andréia Orsato (UFPel) Alfredo Alejandro Gugliano (UFPel) Gt14 A participação popular fechou as portas? Limites da gestão participativa em Porto Alegre (2005/2008)

Neste trabalho discuto o tema da inclusão dos cidadãos na gestão pública desde a perspectiva da participação popular em Porto Alegre e as mudanças de rumo das políticas participativas municipais, notadamente o orçamento participativo. Com este objetivo privilegio debater três aspectos: a) as mudanças nas políticas participativas na cidade, a partir de 2005, e o desenvolvimento do projeto de governança solidária local; b) a situação dos principais indicadores sociais e financeiros relacionados com esta proposta; c) a progressiva diminuição dos participantes nas assembléias do orçamento participativo. Desta forma a proposta pretende, a partir da análise da capital gaúcha, contribuir para o debate sobre os fatores que podem gerar o arrefecimento das experiências participativas de governo local.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Alfio Brandenburg (UFPR) Gt23

Alice Fátima Martins (UFG) Gt24 Fluxos e contrafluxos: reflexões sobre a filmografia de Afonso Brazza

Neste trabalho é proposta uma discussão, a partir da filmografia do cineasta Afonso Brazza, sobre os mercados do cinema, em particular no Ocidente, e a natureza de narrativas fílmicas cujos pontos de vista possam representar exercícios de contraponto aos cânones narrativos e às estruturas hegemônicas de produção e distribuição da indústria cinematográfica. Os filmes desse cineasta radicado em Brasília, soldado do Corpo de Bombeiros, podem ser pensados como narrativas radicais que, de modo lúdico, respondem aos excessos da indústria cultural e cinematográfica. Nessas narrativas, os signos e heróis das histórias contadas pelos outros são devorados atropofagicamente, assimilados, e recontados, em histórias próprias, que contam sobre sua inserção no mundo, de seu pertencimento. Aline Accorssi (PUC-RS), Pedrinho Guareschi (PUC-RS) Gt09 Impactos psicossociais da pobreza

O trabalho tem como objetivo compreender os impactos psicossociais que a condição de pobreza sócio-econômica exerce na constituição da identidade social das populações que a vivenciam. Para isso, procura-se investigar quais são as representações sociais que tais populações têm sobre si mesmas e como esses conhecimentos socialmente produzidos e compartilhados podem romper, ou não, com o ciclo de dominação e subordinação subjetiva e social historicamente engendrado. O estudo propõe, ainda, construir um conceito de pobreza de modo coletivo e dialógico, através da realização de círculos epistemológicos, com grupos de pessoas que vivem e/ou viveram em condições de pobreza sócio-econômica. Espera-se, com esta pesquisa, promover reflexões sobre o papel do(s) conhecimento(s) e fornecer subsídios teórico-práticos para discussões no campo da consolidação de políticas sociais emancipadoras. Aline Amorim Melgaço Guimarães (UFMG) Gt09 Ricos e pobres na democracia brasileira: políticas de inclusão x barreiras sociais

A presente pesquisa pretende investigar estratégias sociais construídas pelo Estado democrático brasileiro e, por outro lado, as barreiras sociais que dificultam uma mobilidade ascendente de longa distância de indivíduos que estejam localizados em classes sociais, economicamente desfavorecidas. Propõe-se investigar qualitativamente os atores sociais participantes dos programas Fies e Pró-Uni, e XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

as reais oportunidades de mobilidade ascendente que estes vêm encontrando a partir do seu ingresso nos respectivos projetos. Tal investigação se faz necessária diante do contexto da análise da transmissão intergeracional da desigualdade, analisando além da teoria do capital humano, buscando identificar outras variáveis de origem sócio-econômicas, que reproduzem a desigualdade a partir da criação de barreiras sociais, atuando no processo de seleção e hierarquização do mercado de trabalho. Aline Coutinho (IUPERJ) Consulte Diogo Corrêa (UFJF) Aline Lima Brandão (FGV) Gt27 Club Med: esportes e lazer nas férias em um resort

Criado em 1950 pelo belga Gérard Blitz, o Club Med, pode ser considerado um dos símbolos da transformação no entendimento do lazer contemporâneo no período pós-guerra. Instituído, inicialmente, como uma associação sem fins lucrativos, a proposta era ajudar as pessoas a esquecerem os horrores da fome e da depressão. Para isso, apostava em um modelo inovador que incluía esportes, farta alimentação e festas. O objetivo deste trabalho é apontar as mudanças que ocorreram no padrão de serviços oferecidos pela rede, pioneira da formatação do conceito de resort, buscando ser fiel ao ideal de seu fundador: a promoção da socialização entre as pessoas. A hipótese deste trabalho é de que a prática de esportes se tornou central para o estímulo da convivência entre os hóspedes e os funcionários. Neste sentido, procura-se entender quais são os desejos contemplados pela elite nesse tipo de lazer. Aline Marinho Lopes (UFRJ) Gt15 O conceito de mudança social no pensamento de Maria Isaura Pereira de Queiroz

A temática da mudança social constituiu o fio condutor da produção sociológica da década de 1950. A escolha de temas e enfoques mostra uma preocupação constante com os problemas levantados pela transição de uma sociedade baseada numa economia fundamentalmente agrária para uma sociedade na qual a produção industrial assume preeminência sobre o conjunto da economia. Reunindo pesquisas sobre o messianismo, o coronelismo, as crenças e os estilos de vida das populações rurais, a obra de Maria Isaura Pereira de Queiroz procura afastar-se dos caminhos usuais, abrindo perspectivas originais. O trabalho tem por objetivo analisar a contribuição específica dessa obra para o entendimento do processo de mudança social no Brasil e, portanto, para a sociologia brasileira, destacando as peculiaridades do pensamento da autora. Aline Mendonça dos Santos (UERJ) Gt30 Movimento de economia solidária no Brasil e os dilemas da organização popular

Frente à precarização do trabalho, a economia solidária (ES) aparece com maior incidência na década de 1990. Desde então, visualiza-se um fortalecimento da ES com a formação do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES). O FBES é uma organização que conjuga o setor popular, o poder público e as organizações da sociedade civil, mas percebe-se um protagonismo dos empreendedores solidários no movimento que, mesmo com limitações, se convertem em sujeitos políticos que buscam outra relação com a economia. Embora um crescimento do movimento, o mapeamento nacional da ES demonstra uma fragilidade econômica dos empreendimentos. Percebe-se que a adesão imediata dos trabalhadores ocorre por necessidade de sobrevivência e pela possibilidade de melhoria de trabalho e de vida. Desta forma, este trabalho analisa os dilemas da organização popular e o protagonismo dos pobres no movimento da ES no Brasil. Aline Mendonça dos Santos (UERJ) Consulte Tatiane Marina Pinto de Godoy (UNESP)

Aline Prado Atassio (UFSCar) Gt05 Memórias de militares sobre a atuação da mídia: de Jango ao fim do regime militar

A imprensa foi um dos catalisadores do golpe de 1964 e da abertura em 1981, entretanto, ainda são poucos os artigos e livros que abordam esta questão crucial. A relação da imprensa com o governo de João Goulart foi marcada por fases que variam do apoio à total oposição, assim como ocorreu durante o regime militar. Esta comunicação pretende expor a memória de oficiais do exército sobre a participação da mídia no período que antecede o regime militar e durante sua duração. Utilizaremos, para tanto, a coleção publicada pela Bibliex em 2003, composta por 15 volumes com 250 entrevistas no total, realizadas entre os anos de 2000 a 2003, denominada de “História Oral do Exército: 1964: 31 de março – O movimento revolucionário e sua história”. A pesquisa contou com o financiamento da FAPESP.

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Religião e engajamento ambiental

Num contexto de pluralismo religioso que caracteriza o cenário atual, principalmente nacional, chama a atenção o grupo denominado Fé Baha’í. Empenhados em promover a harmonia entre ciência e religião, homem e meio-ambiente, objetivando a construção de uma sociedade global e igualitária – a “verdadeira civilização”, a Fé Baha´í crê no associativismo civil como forma de promover o desenvolvimento da humanidade. Para os bahá’ís o objetivo da existência é levar à frente uma civilização em constante desenvolvimento. Para eles essa civilização só pode ser construída numa terra auto-sustentável. O foco do trabalho está em analisar o ethos religioso bahá’í e identificar sua consonância com as questões ambientais prementes. Aline Winter Sudbrack (UFRGS) Gt31 A violência policial e o Poder Judiciário no RS.

A pesquisa examina a legitimidade do Sistema Penal a partir da ação do aparelho judicial no RS, ao decidir sobre os crimes praticados por membros da Polícia Militar. Buscou-se analisar se o Poder Judiciário estaria apto ou não a controlar a violência ilegítima praticada pelos agentes estatais encarregados da manutenção da ordem pública. Tal violência compreende a prática de crimes, tais como homicídios, lesões corporais e abusos de poder, tipificados, respectivamente, nos artigos 121 e 129 do Código Penal, arts. 205 e 209 do Código Penal Militar e arts. 3º e 4º da Lei n} 4898 de 09.12.1965. Trata-se de um estudo comparativo entre a atuação da Justiça Militar e da Justiça Comum, no que concerne aos julgamentos desses delitos, em dois períodos, sendo o primeiro de 15 anos, anterior à Lei 9.299/96 (JME) e o segundo de 10 anos,(Justiça Comum). Alinne Bonetti (IPEA), Luana Pinheiro (SPM), Pedro Ferreira (SPM) Gt31 A segurança pública no atendimento às mulheres: uma análise a partir do Ligue 180

A relação entre as mulheres em situação de violência e instituições da segurança pública, em especial delegacias de polícia e polícia militar, é marcada por tensões e ambivalências. A literatura que trata da atuação de tais instituições vem demonstrando os obstáculos enfrentados pelas mulheres e pelos agentes de segurança pública nessa interação. Neste texto pretende-se analisar essa relação a partir das reclamações registradas junto à Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República. A partir de uma abordagem quanti-qualitativa buscar-se-á delinear um perfil das reclamações recebidas em relação aos serviços de segurança, bem como analisar as recorrências nos relatos registrados. Espera-se, desta forma, contribuir para o atual debate e para o aprimoramento das instituições públicas de atendimento às mulheres.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Aline Sant´Anna, Wander Luiz Pereira dos Santos (FACULDADES DOCTUM) Gt12

Aloisio Ruscheinsky (UNISinos) Gt22 Significados múltiplos do consumo na sociedade da informação

As tecnologias de informação e de comunicação engendram outras formas de sociabilidade e de ação política na sociedade contemporânea, bem como incidem sobre valores que regulam os rituais e significado de consumo. São modificações que dizem respeito aos bens e ao significado do consumo, às práticas sociais possíveis na sociedade da informação. A proposta desenvolve uma reflexão a partir do plano conceitual e da observação empírica sobre múltiplas expressões dos processos de identidades e afetos consumistas engendradas por informações simbólicas. Na era da informação, a inovação na cultura de consumo consiste no nexo entre comunicação e consumo intermediados. Emergem em torno da cultura do consumo implicações da sociedade de risco, alicerçadas na priorização do efêmero e na mediação informacional. Altair Reis de Jesus (UFBA) Gt26 A imagem da recriação da juventude: televisão e propaganda

O presente artigo tem como base os resultados obtidos a partir da Dissertação de Mestrado defendida em novembro de 2008 no Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia e tendo por objeto a imagem da juventude representada nos comerciais de televisão. A pesquisa consistiu na análise do conteúdo imagético presente em diversas propagandas que constroem um discurso de juventude padronizado identificando-a com as mercadorias anunciadas. Para efetivar a investigação foram utilizados recursos teóricos tais como: fetichismo, indústria cultural, ideologia, mídia, estudos de imagem, consumo e juventude. O material empírico consistiu no exame de propagandas veiculadas em duas redes de televisão: MTV e Rede Globo. Logo o artigo busca debater a imagem da juventude relacionada com a produção e circulação de mercadorias na sociedade contemporânea.

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Aluizio Lins de Oliveira (UERN) Gt29 A manutenção e a mudança na Teoria do Mundo Social de Pierre Bourdieu

A obra do sociólogo francês Pierre Bourdieu é abordada a partir da colocação da questão da manutenção e da mudança social. O projeto da sociologia entra em um novo patamar em que a fusão entre o teórico e a pesquisa das práticas e a reflexão sobre as relações sociais da própria produção intelectual e científica, são elementos fundamentais. A transformação é um componente da própria socialização, ela é pensada dentro de um quadro em que a complexidade do social não se resolve nas “contradições de classes”, embora as tenha em consideração, mas na construção analítica da existência de campos sociais relativamente autônomos e suas relações de poder. Objetiva-se, também, o projeto sociológico de trabalhar as ferramentas das pesquisas das práticas. Alvany Santiago (UNIVASF) Consulte Cesar Silva (UNIVASF) Alvaro Barreto (UFPel) Gt02 O eleitor ausente: reflexões em torno da abstenção (1982-2008)

O trabalho versa sobre a questão de quem se abstém de votar, ou não, se credencia a votar. Os objetivos são: identificar e refletir sobre o modo como o fenômeno tem se apresentado nos últimos 25 anos de eleições livres no país, tomando como base empírica o município de Pelotas, terceiro maior colégio eleitoral do RS. Na sequência, também busca analisar as mudanças que a abstenção tem apresentado ao longo do tempo e refletir sobre os diferentes significados que tal fenômeno assume para a democracia representativa e a cidadania eleitoral. Alyne S. Gonçalves (UFES), Marta Zorzal e Silva (UFES), Márcia Prezotti Palassi (UFES) Gt08 Associativismo e Representação Institucional: o Movimento Empresarial Espírito Santo em Ação

A crise de representatividade vivida pelo Estado do Espírito Santo na década de 1990agravou a distância entre a sociedade civil capixaba e o Estado. Nesse contexto, surge o Movimento Empresarial Espírito Santo em Ação, que visa ser reconhecido como referência do pensamento empresarial capixaba, agindo como um importante ator catalisador de interesses originários de setores empresariais, através de ações positivas e pró-positivas, colocando-se como instância de representação qualificada do empresariado. Por meio de pesquisa qualitativa, com entrevistas em profundidade, este trabalho apresenta um mapeamento dos principais traços identitários, da trajetória política, dos objetivos, das estratégias de atuação, do perfil associativo e de participação política. Discute também as formas de intermediação e de articulação de interesses encetadas pelo Movimento no âmbito do Estado. Alyne S. Gonçalves (UFES) Consulte Marta Zorzal e Silva (UFES)

Consulte Márcia Prezotti Palassi (UFES)

Amanda Mancuso (UNESP) Gt05 Memória e ditadura: um diálogo entre “duros” e “moderados” através das memórias militares

A ausência de uma “versão oficial” sobre o regime militar e a escassez de documentos oficiais sobre o período abriram espaço para que as memórias militares acabassem por preencher de alguma forma essa lacuna. Por isso, os testemunhos memorialísticos devem ser lidos como documentos históricos, pois, até que outros documentos apareçam, esses são o núcleo de um conhecimento sobre a repressão naquele período. Nessa perspectiva, este trabalho pretende examinar as memórias daqueles que podem ser considerados representantes de duas correntes militares opostas que se convencionou identificar durante o regime militar no Brasil, “castelistas”, ou moderados, e “linha dura”, de forma a contribuir para a compreensão da validade dessa abordagem e, assim, ampliar o conhecimento sobre uma fase ainda suscetível de polêmica da história do Brasil. Amaury Fernandes (UFRJ) Gt24 Arte, imaginário e construção de identidades nacionais no dinheiro brasileiro

As imagens que representam o Estado são mais que manifestações das vontades individuais. Hinos, bandeiras e cédulas são narrativas coletivas plasmadas no trabalho de criação e nos aspectos estéticos que os constituem. As cédulas são uma dessas narrativas, que se modifica ao longo do tempo. Nas cédulas projetadas por brasileiros estão congregadas relações entre o individual e o coletivo, entre os diferentes grupos da sociedade brasileira. Após a nacionalização dos projetos esse espaço discursivo encontra, 154

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Ana Adelaide Guedes Pereira Rosa (UFPB), Eliana M. Moreira (UFPB) Gt14 A pobreza e a desigualdade social como limites à construção democrática

A democracia é uma construção sócio-histórica tecida na modernidade dentro de um sistema econômico específico: o capitalismo. Existe uma contradição intrínseca entre capitalismo e essa forma de poder que, se resolvida em favor desta, estabeleceria limites à propriedade e implicaria ganhos para setores sociais menos favorecidos. Não foi isso, no entanto, a que se assistiu o capitalismo em seu movimento contínuo de expansão foi descortinando suas faces perversas: fim do Welfare State, a pobreza, a precarização, a exclusão social se expandindo numa dimensão incompatível com o ideário democrático. Esses problemas vêm conhecendo expressões exponenciais com a globalização cenário atual das economias-mundo. Nele a dimensão societária não encontra espaço, e a questão social assume nova complexidade. Isto nos instiga a repensá-la, fazendo dela o centro do nosso trabalho. Ana Amélia Brasileiro (UERJ) Gt24 A experiência do Monólogo, Autoria e Construções de Si

Proponho aqui apresentar conclusões parciais de minha tese de doutorado, que tem como objeto as experiências de atores/atrizes na criação de monólogos, cujas carreiras se desenrolaram no Rio de Janeiro em 2007 e 2008. A pesquisa lida com a questão da autoria em torno de tais projetos cênicos solo, articulada a perspectivas sobre a autonomia artística, a autenticidade e a unicidade, nas complexas imbricações entre produtor (ator/indivíduo) e sua obra (atuação/ encenação/texto). Busca-se um olhar mais aprofundado em torno da exploração, por parte dos atores-autores, de uma experiência artística pessoal, em que visões sobre um “teatro seu” (visto como “próprio” de um artista) são postas em relevo, dinamizando e realimentando olhares sobre a construção de si, próprios de uma noção ocidental de indivíduo, expressa por um sujeito capaz de se autodefinir, e que aqui é relativizada.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

nos artistas que desenham o papel-moeda, atores suficientemente inseridos no contexto cultural da sociedade brasileira para melhor expressar essas relações. Tendo como tema as cédulas comemorativas do Sesquicentenário da Independência (1972) e dos 500 Anos do Descobrimento (2000) este trabalho procura demonstrar como elas se constituem fragmentos visuais das narrativas da brasilidade.

Ana Beatriz Vianna Mendes (UNICAMP) Gt23 Territorialidades e unidades de conservação de uso sustentável: uma parceria possível?

Se por um lado é correto afirmar que tem havido uma ambientalização dos conflitos sociais (Lopes, 2006), por outro, há uma tendência à etnização de arenas ambientais. A compreensão da história e inserção da categoria política população tradicional no âmbito das políticas públicas do Estado brasileiro, especialmente naquelas destinadas a solucionar conflitos fundiários, tem articulado de forma tão evidente quanto imprecisa os imperativos de sustentabilidade ambiental e respeito à diversidade cultural (art. 216 e 225/CF88). Problematizaremos a concepção das UCs que prescindem da presença dessas populações tradicionais as Resex e RDS (Lei 9.985/2000) e também dos territórios tradicionais (Dec. 6.040/2007), buscando compreender em que medida ambos os instrumentos jurídicos se justapõem sem, contudo, fornecer uma resposta satisfatória à proteção ambiental e à diversidade cultural brasileira. Ana Carolina Aguerri Borges da Silva (UNESP) Gt09 Desigualdade social e meio ambiente: dois aspectos do mesmo processo de desenvolvimento

O objetivo deste trabalho é refletir sobre a questão ambiental como um aspecto essencial para a compreensão da desigualdade social. Desde as primeiras discussões sobre meio ambiente, nos anos 1970, a desigualdade já era colocada como questão fundamental. Os debates incluíam vários aspectos das formas de desenvolvimento sócio-econômico e enfrentamento das desigualdades sociais nos países periféricos do capitalismo. A destruição ambiental anda de mãos dadas com a desigualdade social e com a pobreza. As populações pobres são as mais afetadas pela produção destrutiva do desenvolvimento atual. Esse fenômeno pode se revelar de várias formas: na falta de saneamento básico, na ausência de água potável, na “crise dos alimentos”, além de haver o fato de a população pobre habitar áreas de maior risco ambiental. Portanto, o combate à pobreza e à desigualdade social depende também da conservação do meio ambiente. Ana Carolina Chasin (CPI-SP) Gt18 A atuação do INCRA e a titulação de territórios quilombolas

O trabalho aborda as políticas públicas federais de regularização fundiária dos territórios das comunidades quilombolas. A partir da Constituição Federal de 1988, quando essas comunidades XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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tiveram seus direitos reconhecidos, diversas foram as políticas voltadas à titulação dessas áreas. Com o Decreto n.º 4887/2003, o órgão responsável por essa regularização em nível federal passou a ser o INCRA. As lutas travadas entre o movimento quilombola e seus opositores – representados por setores tanto da sociedade quanto do próprio aparelho estatal – vêm influindo na atuação do INCRA e no grau de investimento para a efetiva regularização das áreas. A partir dos dados do monitoramento realizado pela Comissão Pró-Índio de São Paulo no seu Programa Comunidades Quilombolas e Direitos Territoriais, pretende-se discutir o alcance e os entraves dessa política. Ana Carolina Ogando (UFMG) Gt02 Raízes do Catolicismo: Implicações para as Relações de Gênero e o Reconhecimento no Brasil

Considerando o catolicismo como uma das matrizes normativas definidoras do pensamento político brasileiro que produziu significados para a concepção do lugar e do papel da mulher nos espaços público e privado busco entender como os seus valores impediram (e ainda impedem) as mulheres de participarem como pares na vida pública, através da manutenção de um padrão de família burguesa, tipicamente conservadora. Para tanto, farei uma breve reflexão de como o catolicismo foi incorporado no Brasil, desde o fim do século XIX até meados do século XX. Em um segundo momento, tentarei ilustrar como tal pensamento, que reforçou o nosso legado patriarcal, tem implicações para os impedimentos à participação paritária das mulheres, devido aos efeitos de má distribuição, do não reconhecimento e de sua difícil inserção na política (Fraser, 2001, 2003, 2005). Ana Carolina Rubini Trovão (SANEPAR) Gt24 Isso não é filme de ação

O documentário não diz respeito à realidade, mas à interpretação de uma realidade a partir de elementos do mundo visível. Existe o ponto de vista do qual o sujeito observa que é determinante para a leitura da realidade vislumbrada e existem as categorias de pensamento e paradigmas vigentes que norteiam a visão dos observadores. Entre aquilo que se olha e a realidade representada existem filtros e meandros. Em Ônibus 174, José Padilha se utiliza de diferentes formas imagéticas e narrativas. Entrecruzando depoimentos, imagens da câmera de controle do tráfego, da imprensa e de arquivo apresenta o drama de Sandro da Rosa Nascimento, dos policiais envolvidos na operação e das vítimas de um sequestro que se tornou uma tragédia pública televisionada. Neste trabalho investigo qual reflexão o filme propõe ou se apenas prostra os espectadores diante de uma tragédia, diante da violência e morte. Ana Claudia D. Tavares (UFRRJ), Francine Damasceno Pinheiro (UFRRJ) Gt18 O Judiciário na luta pela terra: os casos de Oziel Alves I e Novo Horizonte no Rio de Janeiro.

No presente artigo, examinamos a atuação do Poder Judiciário em disputas em torno da terra, considerando os novos paradigmas trazidos pela CF/88. Partimos do estudo de dois processos judiciais instaurados em razão das lutas pela terra que antecederam a criação de assentamentos de Reforma Agrária em Campos dos Goytacazes/RJ: o primeiro na década de 80 e o segundo após a Constituição de 1988, em 2000. Buscamos também analisar as concepções sobre o Judiciário de alguns agentes sociais, através de entrevistas com os envolvidos diretamente nos processos estudados e com os advogados que atuaram e/ou atuam na assessoria jurídica ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Estado do Rio de Janeiro, no período de reorganização local desse movimento (1995) até os dias atuais (2006). Verificamos a permanência da cultura patrimonialista, apesar da constitucionalização de direitos sociais. Ana Claudia Moreira Cardoso (DIEESE) Gt21 Os tempos de trabalho na sociedade contemporânea: tensos, urgentes, intensos, flexíveis e incertos

Esta comunicação apresenta o debate sobre a intensificação do tempo de trabalho. Parto de uma conversa mais ampla sobre o tempo de trabalho, analisando suas diversas dimensões – duração, flexibilização e intensidade – mas tenho como foco esta última. Tal escolha justifica-se pelo fato de este tema ser pouco discutido no meio acadêmico, pouco pesquisado pelos órgãos de pesquisa, além de estar quase ausente na pauta dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que o setor patronal cria diversos aparatos técnico-organizacionais que têm como objetivo, ou como consequência, a intensificação do tempo de trabalho. Para tal, utilizarei como fonte a pesquisa qualitativa que realizei em minha tese de doutorado sobre tempo de trabalho e de não trabalho na Volkswagen Anchieta, bem como o SACC – Sistema de Acordos e Convenções Coletivas do DIEESE.

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O discurso de universitários afro-brasileiros sobre o sistema de cotas no ensino superior.

Diante dos debates controversos hoje existentes sobre as políticas de ações afirmativas nas Universidades Públicas brasileiras, envolvendo, inclusive, significados racistas e anti-racistas, torna-se urgente a compreensão de como os afro-brasileiros ingressantes no ensino superior, pelo sistema de cotas étnico-raciais, percebem essas políticas. Por meio dos recursos teórico-metodológicos da Análise de Discurso (AD) influenciada pelo marxismo estrutural de Michel Pêcheux, busca-se na fala de universitários negros, pertencentes ao sistema de cotas adotado pela Universidade de Londrina (UEL), os sentidos atribuídos a essa política, bem como às possíveis mudanças por que passam suas identidades vivenciadas e (re) significadas nessa nova situação. Ana Cristina de Albuquerque (UNESP) Gt22 A classificação de documentos fotográficos em arquivos, bibliotecas e museus

Iniciamos como projeto investigativo um estudo do termo classificação, partindo da problemática de que, apesar do número significativo de trabalhos e discussões apresentadas à área, profissionais que atuam junto a bibliotecas, arquivos e museus ainda enfrentam desafios no tratamento do documento fotográfico nesses ambientes. Para tanto, propomos um estudo teórico e conceitual da Teoria da Classificação, desde seu sentido filosófico até as classificações sociais e bibliográficas, a fim de analisar como esta é feita com documentos fotográficos no acervo de um arquivo, de um museu e de uma biblioteca escolhidos e constatar a eficácia e a importância da prática da classificação considerando as influências ideológicas em sua gênese, haja vista que é uma atividade considerada das mais importantes pelos profissionais ligados à Ciência da Informação no tratamento de um acervo. Ana Cristina de Mello Pimentel Lourenço (UFF) Gt16 Cidade, Movimentos, Rede e Ação: o caso da tentativa de remoção no Canal do Anil

Este trabalho visa apresentar a pesquisa realizada para dissertação de mestrado sobre uma tentativa de remoção de moradores ocorrida no Canal do Anil, Zona Oeste do Rio de Janeiro, introduzida pela Prefeitura Municipal no contexto de reordenação da cidade na para a realização dos Jogos Pan-Americanos. A pesquisa consistiu no acompanhamento de todo o processo de organização de moradores afetados e sua conexão com grupos atuantes na esfera pública, formando uma rede de mobilização a fim de impedir a remoção, atuando em várias frentes de ação mediante a diversidade de papéis exercidos pela pluralidade de agentes envolvidos nesse processo. Dessa forma, mostrar-se-á como processos sociais surgidos a partir de intervenções governamentais na cidade podem produzir novos significados que vão orientar práticas argumentativas na esfera pública inserida no âmbito da disputa pela cidade.

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Ana Cleide Chiarotti Cesário (UEL) Gt17

Ana Cristina de Mello Pimentel Lourenço (UFF) Consulte Sydenham Lourenço Neto (UERJ)

Ana Cristina Soares (UFAL) Consulte Rosa Prédes (UFAL) Ana Filipecki (FIOCRUZ) Consulte Márcia O Teixeira (FIOCRUZ)

Consulte Flavio da Silveira Bruno (SENAI)

Ana Filipecki (FIOCRUZ), Carlos Saldanha (FIOCRUZ), Márcia O Teixeira (FIOCRUZ) Gt03 A reorganização da produção do conhecimento tecno-científico: o caso da experimentação animal

O estudo investiga as relações entre o processo regulatório brasileiro em experimentação animal, as práticas e os instrumentos científicos dos pesquisadores em biomedicina do Instituto Oswaldo Cruz da Fundação Oswaldo Cruz (IOC/FIOCRUZ), e o papel desempenhado pelos defensores do bem-estar e dos direitos dos animais nesse processo. Questiona-se em que medida o processo regulatório atua como agente de mudança e de reorganização dos espaços, de processos e relações de trabalho de produção do conhecimento científico e de qualificação de pesquisadores e técnicos em biomedicina. Trata-se de um estudo sócio-antropológico metodologicamente inspirado na Teoria Ancorada que não está preocupado em examinar o conflito entre ciência e ética, mas, antes, procurar demonstrar a hipótese de que os valores de uma dada ciência estão intrinsecamente ligados aos valores da sociedade da qual faz parte.

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Ana Flávia Machado (UFMG) Consulte Mariangela Furlan Antigo (UFMG) Ana Júlia R. Nascimento (UnB) Gt10 Novos envelhecimentos: transformações e rearranjos da modernidade na cidade de Goiânia.

Este trabalho busca interpretar narrativas dos idosos sobre relações de gênero, de família, de sociabilidade e do mundo do trabalho, mostrando como o advento da modernidade resulta em mudanças na forma de viver e agir. Com as mudanças trazidas pela urbanização e industrialização, indivíduos tiveram de repensar-se dentro da estrutura social, para lidar com as transformações no mundo do trabalho, nos novos desenhos de família, nas questões de gênero, tempo e espaço. Os idosos acompanham as mesmas transformações que indivíduos de outras faixas etárias, e ainda há a questão da aposentadoria para somar ao debate, visto que, esta é uma conquista política.Por meio das narrativas obtidas durante o mestrado, mostraremos os dados de Goiânia, pontuando o crescimento de instituições que promovem o encontro desses idosos, gerando novas formas de sociabilidade entre os mesmos. Ana Keila Mosca Pinezi (UFABC), Belisa Polasse (UFABC) Gt25 Entre fuligem e prosperidade: a visão de donas-de-casa sobre a produção de etanol em Ribeirão Preto

Dos múltiplos aspectos discutidos sobre a questão socioambiental, o de maior efervescência no momento é o que versa sobre fontes de energia renováveis, como a biomassa. A região de Ribeirão Preto, interior paulista, é um dos maiores produtores de etanol de cana-de-açúcar do país. Diante disso, a pesquisa objetiva compreender como essa grande produção de etanol, que movimenta a economia local, muda hábitos e possibilita a formação de um repertório cultural específico dos moradores dessa cidade-pólo. Para isso, pretende-se investigar a visão que donas-de-casa, das camadas médias, de Ribeirão Preto têm sobre a produção de etanol, a larga plantação de cana-de-açúcar e seus impactos ambientais. A análise dos dados tem como perspectiva a noção de que os padrões culturais não são estáticos e que vários aspectos, como o econômico, exercem forte pressão para que mudanças nesses padrões ocorram. Ana Keila Mosca Pinezi (UFABC) Consulte Sandra Andrea Cruz (UFABC) Ana Liési Thurler (UnB) Gt31 Criminalidade sexista e cumplicidade social

O objetivo desta comunicação é analisar a violência sexista, examinando a possibilidade da existência de uma rede de cumplicidades em que reiterados assassinatos de mulheres por jovens homens sinalizam a presença da violência nas transmissões intergeracionais. Essa rede pode ser composta pela disseminação de mitos, pois as mulheres não denunciariam os abusos sofridos, suportando toda sorte de violências. Entretanto, o silêncio tem sido rompido pelas mulheres e pela mídia, que as tem divulgado. Com que interpretações? A naturalização, a psicologização, a despolitização, a eufemização da violência masculina podem constituir uma rede de cumplicidades que contribuiria para que homens violentos continuem a agir. Para enfrentamento da criminalidade sexista progressos legais são imprescindíveis, mas serão suficientes? Permaneceria o desafio de desvelar e desconstruir a rede de cumplicidades que sustenta essas práticas. Ana Lúcia Burgos (CEF) Gt16 A participação da mulher na promoção da Política Urbana

A questão da mulher, como as demais questões dentro do sistema capitalista, não pode ser analisada fora do marco de classe. As mulheres estão divididas em classes sociais diferentes, mesmo com todas as transformações que as classes sociais sofreram neste século. O artigo visa apresentar uma análise da participação das mulheres na promoção das políticas urbanas, através de um estudo empírico realizado com cinco experiências em Pernambuco, partindo do princípio de que “A participação das mulheres na promoção das políticas urbanas tem sido de fundamental importância para a eficácia dos projetos urbanos”. Ana Lucia Camphora (UFRRJ) Gt28 Governança e custos de transação na gestão da compensação ambiental criada pelo Art. 36 do SNUC

Em políticas ambientais, a qualidade dos arranjos firmados entre o órgão ambiental e o agente econômico permite legitimar trajetórias para a aplicabilidade das normas, em consonância com a dinâmica do mundo real. Busca-se maior entendimento da compensação ambiental instituída pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação, que incide sobre os impactos não mitigáveis de projetos econômicos, 158

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Ana Lúcia de Castro (UNESP) Gt25 Corpo, consumo cultural e construção da aparência

A comunicação objetiva contribuir para a discussão sobre o consumo de bens simbólicos, particularmente o consumo de imagens de moda veiculadas por revistas, televisão e vitrines. Para tanto, parte dos resultados de trabalho de campo realizado com dois grupos de jovens, pertencentes a universos sócio-culturais diferenciados, permitiram-nos mapear e discutir comparativamente gostos, preferências, modelos de referência e instâncias de influência nos modos de construção da aparência e elaboração de identidades. Ana Lucia Hazin (UNICAP), Cleide Galiza de Oliveira (FUNDAJ), Rejane P. Medeiros (FUNDAJ) Gt16 Programa Escola Aberta: espaço alternativo de sociabilidade no meio urbano

As cidades hodiernas apresentam uma série de problemas resultantes da confluência de fatores que se agravam à medida que as barreiras territoriais/informacionais se alargam ou se rompem sob influência da globalização. Violência e drogas amedrontam os citadinos que são tolhidos no desejo de circular livremente pelos espaços públicos propícios à convivência e à sociabilidade. O fato de os jovens serem mais vulneráveis a essa situação é preocupante. O Programa Escola Aberta visa atrair os jovens para as escolas públicas que oferecem atividades culturais, esportivas e de lazer, nos finais de semana, promovendo uma cultura de paz e inclusão social. Daí a importância deste artigo que objetiva demonstrar, através de resultados de uma ampla pesquisa realizada em Escolas municipais do Recife, as repercussões do Programa na vida dos jovens. Ana Lucia Lucas Martins (UFRRJ) Gt25

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para o ressarcimento da sociedade por esses danos, na destinação de recursos financeiros em ações prioritárias em unidades de conservação. Sua alta capacidade arrecadatória indica tratar-se de importante via não orçamentária para a sustentabilidade financeira das unidades de conservação. Embora incertezas e desajustes de ordem legal, econômica e administrativa exponham sua precária introdução, a ausência de governança nos procedimentos de gestão suscita reflexão, interlocução e prioridade.

Cultura e natureza: notas sobre uma hipótese

O trabalho pretende articular uma imaginação intelectual a um determinado espaço de investigação empírica para pensar as relações entre práticas sociais de lazer e modelos de unidades de conservação, no caso a Reserva Biológica RebioTinguá em Nova Iguaçu, RJ. A minha hipótese é de que os critérios de criação de unidades biológicas de conservação são sustentados pela dicotomia cultura /natureza e hierarquia sufragadas pela “razão metonímica” constitutivas da modernidade ocidental (Santos, 2006). O estudo alia uma reflexão sobre o conceito de lazer no âmbito das relações sociedade – natureza, no caso aqui apresentado. O lazer em torno da água e sua função lúdica é visto a partir da idéia de Elias e Dunning (1985) sobre as funções específicas do lazer nas sociedades modernas e a busca de um tipo de excitação com funções compensatórias e reguladoras da vida social. Ana Lúcia Paniz (UPF) Consulte Joel Donazzolo (UTFPR) Ana Lúcia Valente (UnB) Consulte Elizabeth Ruano Ibarra (UnB) Ana Lúcia Valente (UnB) Gt01 Nas barbas do Planalto: o Núcleo Rural Monjolo e a extensão rural no DF

Este estudo tem como foco a experiência de agricultores familiares que foram assentados no Núcleo Rural Monjolo, no Recanto das Emas, a aproximadamente 30 quilômetros do Palácio do Planalto. Essa ação foi desencadeada pelo Governo do Distrito Federal, envolvendo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural que tem usado um questionário a partir do qual se pretende obter o Índice de Desenvolvimento Comunitário dos segmentos que demandam a sua atuação. . Com a colaboração de alunos da Universidade de Brasília, esse instrumento de coleta de informações foi aplicado em famílias assentadas e é analisado à luz das diretrizes da Política Nacional de Assistência e Extensão Rural. Baseados nos relatórios dos estudantes, destacam-se o descaso governamental, a situação de insegurança alimentar, as dificuldades e expectativas futuras daquela população. Ana Luisa Fayet Sallas (UFPR) Gt26 Imaginários Juvenis Latino-Americanos

Este trabalho tem por objetivo tratar dos imaginários juvenis latino-americanos, da perspectiva das culturas juvenis, inscritas em novas formas de sociabilidade que têm sido articuladas pelas indústrias cultu-

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rais. Tratam-se de novas configurações sociais – estéticas e éticas – que têm expressado a diversidade das juventudes latino-americanas. Procuramos apresentar estes novos universos juvenis constituídos a partir de uma etnografia virtual, realizada no You Tube, em que as culturas juvenis expressam a velocidade e simultaneidade no processar as informações. Trata-se de um novo processo cognitivo que tem interpelado aos adultos, quando observam as múltiplas formas de produzir, reproduzir e assimilar novas informações e conhecimentos. Procuramos apresentar os vestígios e rastros que trouxessem pistas das novas imagens e imaginários presentes nessas culturas como virtualidades e visualidade. Ana Luiza de Abreu Cláudio (UFRRJ) Gt25 Diásporas, transculturação e migrações contemporâneas: um foco nas fotografias de Sebastião Salgado

O presente trabalho busca discutir os conceitos de transculturação e diáspora nas fotografias de Sebastião Salgado, presentes no livro “Êxodos”, publicação que envolve uma tríade: documentarismo, viagens e migrações. Para isso, considera-se que as migrações contemporâneas são motivações que impulsionam comunidades inteiras para fora de seu país de origem ou para outras regiões dentro do seu próprio território, desde princípios dos anos 90 até o momento. Esses movimentos, e o encontro de uma série de categorias de migrantes, impulsionam a criação de esferas públicas de diáspora e de transculturação, fenômenos culturais cada vez mais presentes no cenário das transformações sociais da atualidade. Ana M. F. Teixeira (UFS) Gt06 O Que Dizem os Jovens Sobre a Educação Profissional: Entre Profecias e Incertezas

O artigo apresenta resultado de pesquisa com estudantes e egressos de cursos técnicos de nível médio oferecidos por uma das unidades federais de educação tecnológica padrão de terminalidade subsequente. O objetivo é compreender como têm se constituído as relações entre educação, juventude e trabalho na sociedade contemporânea. Trata-se de analisar a narrativa de jovens inseridos em percursos formativos profissionalizantes focando: significado atribuído à educação e educação profissional na constituição de projetos de futuro; processos de “escolha”, permanência, abandono de uma carreira expectativas iniciais, valor do diploma, impactos nas trajetórias, significados de “ser técnico”, como “ter um emprego” num cenário em que descontinuidade e incerteza sócio-profissional se articulam com a volátil equação: escolarização, certificação e inserção em redes sociais, culturais e profissionais. Ana M. F. Teixeira (UFS) Consulte Alessandra Freixo (UFRRJ) Ana Maria Cavaliere (UFRJ) Gt06 As escolas de horário integral segundo seus diferentes atores sociais

Este trabalho resulta de pesquisa que analisou 20 escolas de horário integral da rede municipal do Rio de Janeiro. Constatou-se que, entre os pais entrevistados, 90% consideraram que a escola de tempo integral “é válida para todos os alunos”, ao contrário dos segmentos de professores e funcionários dessas escolas, cujos índices foram respectivamente 29% e 40%, predominando a idéia de que a escola de tempo integral “é válida para apenas alguns alunos”. Observou-se a forte vinculação entre escola de horário integral e “crianças com pouca assistência familiar” estabelecida pelos profissionais da educação enquanto que a concepção de escola pública com responsabilidades educativas ampliadas tende a ser vista por eles como “assistencialista”. No desenvolvimento do artigo, a partir do material empírico, são estabelecidos diálogos com os autores F.Dubet e P.Bourdieu, entre outros. Ana Maria Chiarotti de Almeida (UEL) Gt17 Memória e Identidade da População Afro-Brasileira em Londrina,PR.

A memória e a identidade são valores sempre em disputa por grupos e classes que estabelecem um trabalho de enquadramento da memória coletiva, conferindo-lhe coerência, unidade e continuidade. Esse processo resulta em silenciamento de outros grupos e classes, bem como a construção de memórias subterrâneas, a exemplo da população negra. Pesquisas sobre as condições de produção da memória dos afro-brasileiros, certamente poderão liberar os sentidos sobre a desigualdade e a opressão a que está submetida a população negra. Essa é a orientação seguida pelos trabalhos de pesquisa sobre a memória coletiva dessa população em Londrina e Norte do Paraná, ausente na História e memória oficiais. Ana Monteiro Costa (UNIFRA), Clovis Schmitt Souza Souza (UFSM) Gt28 Racionalidade econômica e estrutura social: embeddedness e o ethos do empresário capitalista

Propõe-se a reflexão sobre os aspectos morais e cognitivos da elite capitalista a partir da abordagem institucionalista e weberiana. Objetiva-se investigar a formação do ethos do empresário capitalista [moderno], contrapondo-o com a concepção da pecuniariedade e do ócio conspícuo [atrasado], que 160

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Ana Patrícia Dias (UFPB) Gt30 O dilema do trabalhador terceirizado: entre a precarização e o desemprego

Esta proposta de trabalho se insere no contexto das mutações que se processaram no âmbito do trabalho. Trata-se de um estudo de caso que tem como propósito analisar as condições objetivas trabalho precarizado, em particular a terceirização da força de trabalho, e os seus reflexos na vida e bem-estar dos trabalhadores. O ambiente bancário, particularmente a Caixa Econômica Federal – CEF da Cidade de Natal, RN é o campo empírico deste estudo, que tem como demarcação temporal os anos de 2004 a 2007. A pesquisa contempla tanto os contratos de terceirização das atividades finalistas como as periféricas do banco. Aventa-se que os contratos de trabalho por tempo determinado levam os trabalhadores a viverem de perspectivas imediatas e desejos amorfos. Disso resulta o desenvolvimento de distintos comportamentos, apreensões e sensações por parte deles. Ana Paula Alcântara (UFRJ) Gt24 Objetos Étnico-Culturais: pesquisa de forma e Conteúdo.

Adornos corporais, instrumentos musicais, objetos de culto são recorrentes em manifestações religiosas e culturais e por estarem, na maioria das vezes, vinculadas a rituais, aparecendo impregnadas de conteúdos simbólicos. As manifestações estéticas afro-brasileiras recorrentes em festas populares, só recentemente, vêm sendo reconhecidas como criação artística digna de se apresentar em museus, mas também ainda encontra-se bem viva nas manifestações como nas Congadas, nas Folias de Reis, etc. Com efeito, o que para um observador leigo pode parecer um objeto meramente decorativo, para quem os produz e os manipula apresenta-se como uma herança deixada por seus antepassados, tendo posições destacadas na organização social da comunidade em que aparece. Assim, cabe ao estudioso, não somente contemplar em suas análises as informações de cunho estético, mas também o sentido dessa linguagem visual.

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caracteriza a elite capitalista tradicional. Busca-se compreender quais são os valores enraizados que diferenciam esses agentes, e se esses são capazes de determinar que tipo de capitalismo a sociedade brasileira predominantemente apresenta: moderno ou atrasado. Para tanto, a análise será baseada nos seguintes autores: Weber, Schumpeter, Veblen, Galbraith e Granovetter. Justifica-se essa discussão por ser o entendimento da motivação psico-social da elite um aspecto fundamental à análise das consequências sócio-econômicas das escolhas racionais ou subjetivamente construídas pelos agentes sociais.

Ana Paula Bolfe (UNICAMP), Sonia Bergamasco (UNICAMP) Gt01 Sistemas agroflorestais e segurança alimentar na agricultura familiar: uma perspectiva possível

Trata este artigo de uma contextualização teórica sobre segurança alimentar, produção de alimentos em sistemas agroflorestais (SAFs) e agricultura familiar. Sabe-se que segurança alimentar implica a necessidade de acesso e a produção de alimentos em quantidade e qualidade para as quais os SAFs tornam-se alternativa, pois há necessidade de que a agricultura seja mais respeitosa com o meio ambiente para assegurar a conservação dos recursos naturais, indispensável para a produção ao longo do tempo. Os SAFs são arranjos de espécies herbáceas, arbustivas e arbóreas, através das quais se busca reproduzir uma dinâmica de sucessão natural para atender demandas humanas de modo sustentável, o que nos remete a Josué de Castro que já em 1947 propunha uma agricultura de sustentação, o aproveitamento racional de todas as terras cultiváveis, a intensificação do cultivo de alimentos na forma de policultura. Ana Pires do Prado (UFRJ) Gt06 Os diretores e as culturas de gestão. Um estudo nas escolas públicas do Estado do Rio de Janeiro

A gestão da escola é vista como um dos pilares para a qualidade da educação. Neste processo o diretor/diretora da escola tem um papel chave. Mas quem são os diretores das escolas públicas e quais são as suas trajetórias de vida? Quais são os seus principais desafios de gestão? Como as políticas públicas interferem e influenciam o seu trabalho? Este artigo, produto de um pós-doutorado em andamento, tem como ideia central verificar se as culturas de gestão podem influenciar a qualidade da educação oferecida pela escola. Responderemos a essa questão com os dados obtidos em entrevistas e questionários realizados com diretores e diretoras de 27 escolas da rede pública do Estado do Rio de Janeiro. Ou seja, pretende-se analisar o fator “direção” e sua interferência na qualidade da educação. Ana Ramos (PUC-SP) Gt09 Política de Assistência Social: Instrumento para garantia de direitos ou para gerar dependência?

Este ensaio que busca refletir se os atendimentos prestados pela Assistência Social vão ao encontro do combate a exclusão social preservando e garantindo direitos sociais para indivíduos e famílias, XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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ou servem como instrumento para reforço de subalternidade e dependência, colaborando para a manutenção de desigualdade social. Como referencial teórico, utilizaram-se literaturas que versam sobre a Trajetória da Assistência Social e abordagens sobre o conceito de cidadania bem como seu exercício. Como metodologia, além do referencial teórico, utilizou-se de abordagem empírica por meio da observação participante e entrevistas, sendo levantados perfis de 61 atendimentos realizados pelo Centro de Referência da Assistência Social na Subprefeitura Penha,São Paulo, entre abril e julho de 2008. Dentre algumas percepções apontam-se riscos dos indivíduos ficarem cada vez mais atrelados ao Estado e submisso a ele. Ana T. N. Soares (UFRJ), Fernando Lima Neto (UFRJ) Gt08 As ONGs e suas visões sobre o Estado no Brasil – um panorama

Este trabalho apresenta alguns resultados preliminares da pesquisa qualitativa coordenada pela professora Elisa Reis (NIED/UFRJ), sobre as relações entre sociedade e Estado no Brasil contemporâneo. A proposta é analisar o ponto de vista de dirigentes de ONGs localizadas no Rio de Janeiro em questões que dizem respeito às relações entre organizações da sociedade civil e Estado. Dentre os argumentos mobilizados nos discursos dos entrevistados destacam-se a formação de uma (auto)identidade das ONGs em correlação com os mecanismos institucionais do Estado moderno, e as percepções e posicionamentos das ONGs sobre suas interações com órgãos estatais e sobre sua participação em processos políticos. As evidências coletadas, ainda que de caráter exploratório, apontam para o desenvolvimento de uma nova imagem de Estado, sob a perspectiva da sociedade civil organizada no Brasil contemporâneo. Anália Carmem Almeida (IPA), Eliane Noya (IPA) Gt01 Habitar, produzir e preservar: estratégias comunitárias em uma ilha do Recife, Pernambuco, Brasil

Estudo da comunidade “llha de Deus” com 1.152 habitantes, que ocupam terreno da União em Zona Especial de Proteção Ambiental/Zona Especial de Interesse Social, em Recife, PE. A atividade produtiva estreita os relacionamentos, fomentando e fortalecendo a identidade com o lugar onde habitam e trabalham. Organizados em associações com representação no Fórum do Orçamento Participativo da Prefeitura Municipal atuam direcionando e possibilitando o desenvolvimento de programas em diversos temas. Apesar do descumprimento de projetos e ações prometidas pelo poder público, uma parceria com o governo federal, estadual e municipal estabelece uma relação de confiança comunidade/Estado. Ressalte-se, que a ação pública, nesse território de características físicas e de identidade local peculiares, só será transformadora e estruturadora se romper com a lógica da ação isolada, fragmentada, pontual. Anália Carmem Almeida (IPA) Consulte Eliane Noya (IPA) Analía Soria Batista (UnB) Gt10 Razão e Sensibilidade no Trabalho de Cuidado de mulheres idosas institucionalizadas

O trabalho discute as condições de trabalho das mulheres cuidadoras de pessoas idosas institucionalizadas e a natureza do trabalho de cuidado. Nesse sentido, o trabalho foca as características da divisão do trabalho nas instituições, as categorias sociais e profissionais envolvidas no cuidado, as qualificações profissionais, as remunerações, as características da jornada de trabalho e o ritmo das atividades, entre outros aspectos. Ainda, analisa a natureza do trabalho de cuidado, caracterizado por exigências de demandas que podem ser ao mesmo tempo, técnicas e afetivas e cuja atenção estabelece interações sociais cuja natureza é permeada por determinadas compreensões sobre a velhice, o sofrimento, a doença e a morte. Analisa Zorzi (UFRGS) Gt07 A pesquisa em sala de aula: problematizando a relação ensino-aprendizagem

O objeto de reflexão desse trabalho é a problematização da relação ensino-aprendizagem a partir da minha experiência no estágio da Prática Pedagógica em Sociologia na Escola Técnica da UFRGS. A ideia norteadora dessa reflexão foi pensar a pesquisa como recurso qualificador e potencializador do aprendizado de Sociologia, pois levou em conta a participação ativa dos alunos na produção de novos conhecimentos através da pesquisa. Na primeira parte do trabalho, discuto o referencial utilizado na reflexão sobre os elementos em jogo no processo de ensino-aprendizagem. Na segunda, abordo a reflexão sobre o processo empreendido na sala de aula através da pesquisa. Por fim, são estabelecidas algumas considerações sobre a teoria e a prática na reflexão sobre a relação ensinoaprendizagem.

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Da massificação à ação: algumas representações sobre “o consumidor” na teoria social contemporânea

Pretende-se com este trabalho produzir uma discussão teórica a partir de três abordagens atuais sobre a idéia de “sociedade de consumo” e “consumidor”, respectivamente aquelas desenvolvidas por Lipovetsky, Don Slater e Bauman, tentando extrair dessas distintas concepções, e do debate e antagonismos entre elas, uma perspectiva a respeito do papel do consumidor enquanto agente crítico e potencialmente político no atual contexto de desenvolvimento da modernidade. Neste caso, a questão a ser interposta seria a seguinte: em que medida a configuração atual da esfera do consumo não estaria se estruturando enquanto um novo espaço de crítica social, na qual o “consumidor” se caracterizaria cada vez mais, e a despeito de algumas percepções clássicas que o definiram enquanto “objeto” dos processos de massificação e homogeneização, como sujeito ativo desta nova ordem social contemporânea? Anderson Moraes de Castro e Silva (UERJ) Gt16 Depois não diga que não foi avisado: os canais de comunicação alternativos nas periferias do RJ

Este artigo tem como objetivo pensar a questão da segurança pública e das políticas de urbanização do Rio de Janeiro, na contemporaneidade, a partir das autorrepresentações que os moradores de algumas regiões elaboram para si mesmos em função de seus locais de residência. Nesse sentido, centraremos nossa análise nas saudações aos visitantes que existem nas rotas de acesso a três localidades fluminenses: Barra da Tijuca (Sorria vocês está na Barra!), Campo Grande (Não dê tiros!) e Belfort Roxo (Cuidado você está entrando em Belfort Roxo). Nossa proposta é pensar o tipo de relação que existe entre os índices de criminalidade violenta mensurados nessas localidades e as representações das identidades de seus habitantes. Por fim, discutiremos se as mensagens encontradas nesses pórticos são, ou não, formas de expressão de uma cidadania vilipendiada. Anderson Ricardo Trevisan (FFLCH USP) Gt24 A redescoberta de Debret no Brasil modernista (1930-1945)

A pesquisa investiga a redescoberta de Jean-Baptiste Debret (1769-1848) entre 1930 e 1945 no Brasil. Membro da Missão Artística de 1816 e pintor da corte brasileira até 1831, Debret foi pouco lembrado no Brasil após essa época, até meados da década de 1930, quando uma série de iniciativas traria suas obras à tona novamente. Em pleno Estado Novo e em meio ao modernismo oficial do Rio de Janeiro, a obra de Debret surge como uma das redescobertas do Brasil da época, em que a busca das origens nacionais estava na ordem do dia. Nesse sentido, obra e artista recebem novos significados e contribuem para a construção de uma identidade nacional. Entre os fatores dessa redescoberta destacam-se a veiculação de imagens de Debret em revistas ilustradas, a aquisição do espólio debretiano por Castro Maya na França, e a publicação do livro Viagem pitoresca e histórica ao Brasil no país, em 1940.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Anderson Moebus Retondar (UFPB) Gt04

Anderson Silva (UFF), André Brandão (UFF), Salete da Dalt (Data UFF) Gt06 Educação e pobreza: o impacto das condicionalidades do programa Bolsa Família

Este trabalho examina a relação entre educação e pobreza, analisando os impactos possíveis das condicionalidades estabelecidas pelo Programa Bolsa Família (PBF) sobre o perfil educacional das famílias atendidas no nordeste brasileiro, região que concentra a maioria dos beneficiários do programa. O estudo faz parte de uma investigação de abrangência nacional, coordenada pelo Núcleo de Pesquisas Sociais da Universidade Federal Fluminense (DataUFF), com base numa amostra de entrevistas semiestruturadas. As conclusões confirmam alguns dados apontados por outras pesquisas sobre os impactos do programa na escolaridade das crianças e adolescentes, paralelamente à expansão da rede escolar de ensino fundamental. Além disso, avança nas discussões sobre o fortalecimento da cidadania e aumento da escolarização das famílias, a partir de sua inserção na política de transferência de renda. Anderson Silva (UFF) Consulte Cesar Silva (UNIVASF) Andrade Neto (INCRA) Gt18 O tempo da greve: o caso de Pitoró dos Pretos.

A luta pela garantia dos territórios das comunidades autodefinidas como remanescentes de quilombos, na maior parte dos casos, é anterior à existência de uma política pública específica de regularização fundiária voltada a esses grupos sociais. No caso da comunidade Pitoró dos Pretos foi deflagrado um movimento de greve após uma intensa seca que impediu o pagamento da renda anual da terra ao chamado fazendeiro. A partir de uma investigação sobre a memória social do grupo, foi possível compreender como essa greve se transformou em instrumento de legitimação das expec-

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

tativas de direito da comunidade, através da intervenção fundamental dos chamados mediadores. A extinção da relação de exploração e dominação existente entre fazendeiro e comunidade culminou numa ação oficial de reforma agrária. Posteriormente, membros da comunidade pleitearam o reconhecimento das terras como um território quilombola. André A. Pereira (UFJF) Gt12 O Espírito Pluralista do Espiritismo: uma análise sobre a abertura dialogal da Doutrina Espírita.

Este trabalho analisa em que medida o Espiritismo apresenta uma postura intrinsecamente pluralista e pode se abrir ao diálogo com as diferentes religiões da humanidade. Com base nos textos do próprio Kardec, procuramos perceber quais os facilitadores e os entraves espíritas ao diálogo. O objetivo de Kardec era afirmar a realidade das religiões e ao mesmo tempo corrigi-las das deturpações humanas que justificavam a dominação eclesiástica. Para ele, o espiritismo traria elementos de racionalidade às religiões, fortalecendo-as no diálogo com as ciências e aproximando-as das novas exigências de “compreender no que crê”, e as tornaria mais abertas ao diálogo com as outras tradições. No atual contexto em que se acentuam os exclusivismos nas experiências religiosas, essa pesquisa busca, nos textos fundadores do Espiritismo, elementos de pluralismo desconhecidos até mesmo de muitos espíritas. André Álcman Damasceno (UNICAMP) Gt24 Villa-Lobos: negociações simbólicas na formação da moderna música brasileira

Este trabalho explicita os processos de legitimação social que proporcionaram a Villa-Lobos o posicionamento de destaque na formação do moderno campo musical brasileiro. A partir da concepção sociológica de “negociação simbólica”, a presente pesquisa evidencia as estratégias múltiplas de um artista consciente das regras legitimadoras próprias do campo musical brasileiro, que “negociou” com “modernos” e “conservadores” dentro de seu principal palco de luta: a imprensa. Luta esta que envolvia setores divergentes quanto aos rumos da cultura brasileira, nos anos 10 e 20, num período em que parte das elites culturais do país tinha como projeto fundar uma nova nação, alicerçada na valorização do popular, e de outra parte defensora dos ideais da belle époque. Andre Becher (UFPR) Consulte Sérgio Soares Braga (UFPR) André Brandão (UFF) Consulte Anderson Silva (UFF) André Brandão (UFF) Gt17 Indicadores de sucesso no vestibular e desigualdades raciais

Neste trabalho aplicamos aos resultados do vestibular de uma IFES um indicador simples e de grande poder analítico que denominamos “taxa de sucesso”. Construído a partir do cálculo do percentual de aprovados em relação ao de inscritos, permite verificar diferenças de desempenho entre cortes definidas (por cor ou raça, sexo, escolaridade dos pais, renda familiar, rede escolar frequentada anteriormente, etc.). Isolando ou cruzando as frequências, verificamos que os autodeclarados negros, têm uma “taxa de sucesso” menor que os oriundos de escola pública, os oriundos de famílias com até três salários mínimos de renda e que aqueles que possuem pais pouco escolarizados. O estudo mostra que, neste caso, a variável cor ou raça tem importância fundamental para definir o acesso a uma universidade pública, sobrepujando-se a outras variáveis que o senso comum vem apontando como primordiais. Andre Costa Alves (UFRRJ), Fátima Portilho (UFRRJ) Gt11 Alimentos de qualidade e reincrustações locais no município de Casimiro de Abreu, RJ

A demanda por “alimentos de qualidade”, produzidos em sistemas ditos “reincrustados em ecologias locais”, revelam um tipo diferenciado de consumo associado a alimentos locais e naturais, representando uma tentativa de desafiar o complexo agroalimentar global através da formação de redes alternativas de produtores e consumidores preocupados com questões de saúde humana, segurança dos alimentos, consequências sociais e ambientais da agricultura e bem-estar dos animais de produção. A emergência desses movimentos e as ações políticas estão no centro de questões éticas, políticas e ecológicas. O presente estudodestaca considerações teóricas para consubstanciar estudos empíricos realizados no Município de Casimiro de Abreu, RJ, considerando a participação da população em torno da produção, comercialização e consumo de alimentos de qualidade.

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A “guerra contra o crime” e a democracia ameaçada

Uma importante literatura procura demonstrar que, nas democracias com altas taxas de criminalidade,”a guerra contra o crime” impõe custos altos à manutenção das regras e normas democráticas conquistadas, principalmente, no período pós-1945. Tal “guerra” redefine as relações entre Estado e sociedade civil. O abandono da soberania e a transferência para a sociedade civil, a tarefa de combater o crime, a imposição de segregação espacial de populações, os limites impostos à representação política democrática, a produção legislativa vertiginosa multiplicando os tipos penais, a criação de legislações de emergência suprimindo direitos, são, dentre outras, as características do governo através do crime. Nos casos supracitados a política só se torna popular quando o crime e a insegurança são tematizados. Discutiremos a relevância dessa literatura para o caso brasileiro apontando seus limites e méritos. André Gil R. de Andrade (UFF) Gt27 As mudanças na Legislação do esporte e a sua relação com o Estado e com a sociedade brasileira

Analiso o sistema de justiça desportiva brasileiro e procuro relacioná-lo à estrutura política e sócioeconômica brasileira, em uma perspectiva histórica. A questão do interesse público e privado no Brasil será, então, de fundamental importância nesta análise. Para isso, enfoco mais especificamente a Justiça Desportiva ligada ao campo do futebol, que é formalmente uma instituição de caráter privado e autônomo, sendo relacionada às confederações esportivas. Ela não é, porém, autônoma, como campo, dentro do contexto do campo esportivo (Bourdieu), e muito menos, é perceptível, no campo cultural brasileiro. Assim, ela responde a certas especificidades da sociedade brasileira, que, com o tempo, têm influenciado a forma como é administrada essa justiça, em face da importância que o futebol tem na formação cultural dos brasileiros. André J. Caetano (PUC-Minas) CONSULTE Lucas Wan Der Maas (PUC-Minas) Andre L. da Silva (PUC-SP), Letícia Faria (UNITAU) Gt25

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Andre Gaio (UFJF) Gt08

Novas Expressões de Manifestações Devocionais Caipiras: a batalha cultural do “Moçambique”

O trabalho propõe-se a discutir as formas contemporâneas de manifestações populares tradicionais. Temos como base a discussão sobre os processos de manutenção e transformação das práticas culturais e de comunicação do grupo “Batalhão de Moçambique São Benedito e Nossa Senhora do Rosário” do Bairro Alferes Bento, da cidade de Paraibuna. O mestre do grupo é monitor das oficinas de cultura popular da Fundação Cultural Benedicto Siqueira e Silva de Paraibuna. Em 2007, concorreu e ganhou uma subvenção no PAC da Secretaria do Estado da Cultura. Episódios que revelam o caráter da atuação do mestre: ele constitui-se mediador entre a esfera popular e os novos espaços de atuação dos folguedos folclóricos. O que revela os desafios que as expressões culturais dos setores populares da sociedade tem de enfrentar para garantir sua “existência” na modernidade. André Luis dos Santos (UFRGS) Gt12 O processo de formação das atitudes políticas dos jovens da Assembléia de Deus em Porto Alegre, RS

O trabalho visa investigar os efeitos do dogma religioso na socialização e na estruturação das atitudes políticas dos jovens da Igreja Assembléia de Deus em Porto Alegre, RS. Parte-se do pressuposto de que a teologia pregada em algumas denominações evangélicas mais ortodoxas pode, de alguma maneira, influenciar no processo de socialização política dos jovens que as frequentam mais assiduamente. Assim, busca-se enfocar o papel da ortodoxia religiosa na constituição da cultura política dos jovens dessa igreja em especial. A hipótese é de que quanto mais elevado for o dogmatismo, maior será a probabilidade de desenvolvimento de uma personalidade orientada para a desvalorização da política e das práticas associativas. Há uma perspectiva de que a igreja permaneça norteada por um discurso apolítico e autoritário, mas potencialmente aberta ao diálogo com a política e à participação na esfera pública. André Luiz Coelho (IUPERJ) Gt14 Os movimentos sociais latino-americanos e a democracia: os casos da Argentina, Bolívia e Equador

O objetivo deste trabalho é discutir em perspectiva comparada a atuação dos denominados novos movimentos sociais da Argentina, Bolívia e do Equador, sua gênese sindical e ação direta na arena democrática, com a participação e construção de partidos políticos. Analisando semelhanças e diferenças entre seus meios de ação e desempenho eleitoral a partir dos anos 1990, busco refletir sobre a ação

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

dos movimentos sociais em duas frentes: como partido, aproveitando os espaços institucionais, e como movimento social propriamente dito, impulsionando novas vias de contestação extra-institucional, com a realização de sucessivas mobilizações, sendo determinante para a definição dos graus de liberdade do Executivo. Assim, com o advento dessa nova interação, grupos outrora marginalizados passariam a ser os principais atores políticos de seus países, elegendo e/ou derrubando presidentes. André Luiz Faisting (UFGD) Gt13 Operadores do Direito e Direitos Humanos em Dourados, MS.

Diante do movimento de internacionalização dos direitos humanos, por um lado, e do agravamento da exclusão social, violência e intolerância em contextos locais, por outro, este trabalho analisa o diálogo entre o local e o global nas representações sociais dos operadores do Direito que atuam na Comarca de Dourados, MS. Caracterizada tanto pela diversidade étnico-cultural dos povos que a habitam, quanto pela proximidade da fronteira com o Paraguai, a região se destaca também pela existência e atuação de diversos movimentos sociais, tornando-se palco de conflitos sociais que, não raras vezes, se traduzem em demandas ao Poder Judiciário. Tais demandas se refletem não apenas na prática jurídica dos diferentes operadores, mas também nas diferentes concepções sobre a natureza, o alcance e o significado dos direitos humanos nesse cenário. André Michelato (UFPR) Gt01 O Desenvolvimento local como condição para a emergência dos atores sociais

O artigo que será apresentado no Grupo de Trabalho é resultado da pesquisa de doutoramento (a ser concluída em junho de 2009) em Sociologia na UFPR, com foco em Agricultura Familiar, Desenvolvimento Local e Segurança Alimentar. O objeto da pesquisa é compreender em que medida as políticas públicas, como o Programa Aquisição de Alimentos (PAA), corrobora ou não com o desenvolvimento de municípios abaixo de 20 mil habitantes, tendo como ator do desenvolvimento a agricultura familiar e a produção, e a comercialização local e regional de alimentos. A metodologia da pesquisa foi a aplicação de questionários e entrevistas junto a 50 agricultores de dois municípios do interior do estado do Paraná, como também foram realizadas entrevistas com gestores municipais, estaduais e federal do PAA, e gestores e lideranças municipais que estão envolvidos direta ou indiretamente com o PAA. André Pereira Neto (FIOCRUZ) Consulte Helena Garbin (FIOCRUZ) André Ricardo de Souza (PUC-SP) Gt12 Os evangélicos nas eleições municipais

Desde a escolha da Assembléia Constituinte em 1986, os evangélicos, sobretudo pentecostais, vêm tendo presença significativa nas eleições e na vida política nacional. Além de parlamentos, ocuparam relevantes cargos executivos, tais como ministérios, governos estaduais e prefeituras de grandes cidades. Essas conquistas decorrem de iniciativas individuais e arranjos estratégicos de algumas igrejas para otimizar a capacidade de eleger e manter seus representantes. Tal envolvimento vem se dando, muitas vezes, mediante controvérsias e escândalos. As eleições municipais propiciam alcance imediato de poder e também projeção. O presente trabalho, fruto de pesquisa de pós-doutorado com apoio da Fapesp, aborda esse contexto nacional da participação evangélica na política, enfocando os processos eleitorais de Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. André Salata (UFRJ) CONSULTE Maria Josefina Gabriel Sant’Anna (UERJ) André Vereta Nahoum (USP) Gt28 Produzindo o trabalhador flexível: estado e regulação social do trabalho na Grã-Bretanha (1979-2007)

Este artigo procura definir o papel do Estado britânico na regulação social do trabalho durante as últimas três décadas, relatando as iniciativas governamentais na produção, reprodução e controle do trabalho e seus resultados práticos. A partir da investigação das políticas dos últimos governos britânicos, verifica-se que sua estratégia tinha por principal finalidade auxiliar na produção do trabalhador flexível. A flexibilidade, com seus vários significados práticos, era considerada um instrumento para garantir um emprego mais eficiente da força de trabalho e promover a competitividade da economia britânica. Argumenta-se que, a despeito de revezes e contradições, o Estado logrou, por meio de suas ações, completar a formação de um novo compromisso institucional, baseado na incorporação no mercado de trabalho como único meio de inclusão social.

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A dimensão internacional do capital cultural como alvo de escolas nacionais

Este trabalho inscreve-se no campo de estudos sobre modalidades recentes de investimentos educativos que acabam por reforçar a condição de privilégio de grupos socialmente favorecidos. Uma demanda crescente de internacionalização dos filhos entre esses meios tem sido revelada por pesquisas recentes. A investigação tratada aborda o tema de uma perspectiva ainda inexplorada: de que modo respondem a tais anseios as escolas nacionais? Serão analisadas estratégias de internacionalização adotadas por estabelecimentos da rede privada de ensino nos níveis infantil, fundamental e médio de uma mesma cidade, como por exemplo, promoção de viagens ao exterior, ênfase no aprendizado de outros idiomas, etc. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas. realizadas junto às escolas. Andréa Ana do Nascimento (UFRJ) Gt13 A profissionalização especialização da Polícia Civil no Estado do Rio de Janeiro

No estado do Rio de Janeiro, a profissionalização da polícia veio com a criação de carreiras definidas, e que em alguma medida, tentaram dar conta da diversidade de fatores e situações que a polícia enfrenta em seu dia a dia. Em relação a sua organização, do ponto de vista jurídico a polícia apresenta-se dentro do modelo burocrático weberiano, onde prevalece a hierarquia, a divisão funcional, atividades em tempo integral, treinamento formal e um conjunto de regras que deve ser seguido pelos policiais. Esse modelo burocrático transparece na organização e distribuição de cargos da polícia civil, como também nos currículos dos cursos de formação. O objetivo deste trabalho é discutir as representações que os policiais civis têm da sua profissão e se esta está de acordo com o que lhes é ensinado na Academia de Polícia. Andréa Barbosa Gouveia (UFPR) Consulte Marcos Ferraz (UFGD) Andréa Borges Leão (UFC) Gt25 Economia simbólica das edições, os usos sociais da literatura infantil e juvenil

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Andrea Aguiar (UFMG) Gt06

Proponho análise da história cultural comparada dos livros de ficção destinados às crianças e jovens brasileiros, considerando as permanências e rupturas nas práticas da escrita, tradução e publicação. A perspectiva adotada vincula a constituição e recriação dos gêneros textuais à organização e amadurecimento de um mercado específico de edições. Para tanto, enfoca dois ciclos de publicações das obras dos clássicos franceses Júlio Verne e de Sophie de Ségur, no gênero viagens e aventuras: a Biblioteca Garnier (1858 1920) e as Coleções das Edições de Ouro, hoje Ediouro, (1970 2000). O corpus documental proposto corresponde a economias simbólicas das edições, ora submetidas à lógica das demandas sociais, dos usos da literatura nas escolas; ora inaugurando uma lógica da oferta, que cria novos nichos de recepção e confere amadurecimento e autonomia ao campo literário infanto-juvenil. Andréa Chaves (UFPA), Maria Angélica Alberto (UFPA) Gt30 Gestão e Organização do Trabalho em uma Indústria de Bebidas no Pará

O presente estudo analisa o processo de reestruturação produtiva por meio da gestão e organização do trabalho em uma indústria bebidas no Pará. A partir da problematização, o referencial teórico levantado serviu de suporte para a análise dos dados obtidos por meio de observação e entrevista realizada na fábrica. O resultado é que a indústria estudada apresenta um perfil híbrido com elementos do fordismo-taylorismo e inovações tecnológico-organizacionais promovidas pelo processo de reestruturação produtiva. Concluindo que o fator marcante da indústria estudada é a automação do processo produtivo levando a uma alta produtividade com a utilização de um reduzindo contingente de força-de-trabalho. Andréa Chaves (UFPA) Consulte Maria Angélica Alberto (UFPA) Andrea Ciacchi (UNIFESP) Gt15 Gioconda Mussolini e os estudos de comunidade no Brasil: 1940-1960.

O conjunto das atitudes metodológicas que se revelam na formulação dos textos de Gioconda Mussolini (1913-1969), antiga aluna e depois professora de antropologia da FFCL/USP, remete para uma superação crítica dos “estudos de comunidade”, no contexto dos quais ela havia se formado, tanto como aluna da USP e da Escola Livre de Sociologia e Política quanto como colega e colaboradora de representantes dessa vertente (Pierson, Willems e Schaden, entre outros). Nesse sentido, ela se aproxima mais das perspectivas de outros colegas seus, como Antonio Candido e Florestan Fernandes. Em particular, concentro minha atenção para dois textos pouco conhecidos: uma severa resenha à monografia de Wille-

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

ms sobre Cunha e uma comunicação de Gioconda ao Congresso de Americanistas de São Paulo (1954), que permitem flagrar a independência teórica da autora, inclusive à luz do debate contemporâneo. Andréa Falcão (UERJ) Gt05 Rituais e práticas de consagração – o registro do jongo como patrimônio cultural brasileiro

Neste trabalho articulo elementos da pesquisa que desenvolvo sobre o registro do Jongo como Patrimônio Cultural Brasileiro, analisando as práticas de inventário, de registro e de salvaguarda, instituídas pelo Decreto 3.551 como etapas no processo de consagração de determinadas expressões culturais, nas quais os aspectos ambíguos da relação entre “sagrado” e “profano” se interpõem de maneira constitutiva. Essas práticas, ao operarem a reclassificação dessas expressões como patrimônio imaterial, promovem um deslocamento simbólico. A manifestação, em geral, de caráter popular “profano”, é exposta a uma série de influências e pressões que resultam em sua reclassificação como patrimônio nacional. Discutir as consequências e impasses decorrentes de tais processos e a consagração por seu intermédio é fundamental para entendermos o papel que as novas políticas patrimôniais ocupam em nossa sociedade. Andréa Gozetto (UNINOVE) Gt14 Sociedade civil e autonomia decisória do Estado: desvendando o processo decisório estadual paulista

O presente trabalho tem como objetivo discutir a influência dos grupos de interesse no processo decisório estadual paulista tomando como objeto de análise a tramitação do Projeto de Lei Complementar nº. 18/2005 que cria a Defensoria Pública nesse estado. Optamos por um estudo etnográfico que aliou pesquisa bibliográfica, documental e entrevistas semiestruturadas. Os grupos de interesse que atuaram de forma mais contundente foram: Movimento pela criação da Defensoria Pública do estado de São Paulo, advogados da FUNAP, orientadores trabalhistas oriundos da Secretaria de Relações do Trabalho e Ordem dos Advogados do Brasil/SP. Nossa análise mostrou que interesses particularistas sobrepuseram os coletivos e que os grupos de interesse melhor estruturados financeiramente, como a OAB/SP obtiveram maiores ganhos, o que condicionou potencialmente a autonomia decisória do Estado. Andréa Lopes da Costa Vieira (UNIGRANRIO) Gt09 Mapeamento das Dimensões Objetivas e Subjetivas das Estratégias de Permanência no Ensino Superior

Continuando as reflexões apresentadas no último encontro deste grupo, este trabalho, realizado no escopo da pesquisa “Mapeamento das Estratégias de Permanência no Ensino Superior” (Faperj), tem como principal objetivo apresentar e discutir as principais condicionantes que operam e interferem nas possibilidades de manutenção do aluno no ensino superior privado. Para a apresentação desses dados, privilegiaremos como corte analítico, os alunos beneficiados pelo Prouni e alunos não beneficiados. Esta primeira fase resulta do entrecruzamento da bibliografia produzida sobre inclusão e acesso e do esforço metodológico que inclui uma observação e entrevistas não diretivas para compreender e traçar um painel sobre os mecanismos objetivos e subjetivos que interferem/condicionam a permanência no ensino superior. Andrea Moraes Alves (UFRJ) Gt20 Gerações e “negociações” entre parceir – s: Os limites da fidelidade

A partir de entrevistas com três grupos geracionais de mulheres de camadas médias, de distintas orientações sexuais e situações afetivas, minha apresentação discute o significado atribuído à fidelidade no relacionamento afetivo-sexual. O tema da fidelidade coloca em jogo imagens sobre as relações de gênero e concepções distintas sobre a “sexualidade feminina” e “masculina”. Essas imagens e concepções variam significativamente de acordo com a geração das entrevistadas e permitem uma reflexão sobre as mudanças recentes ocorridas na sociedade brasileira quanto ao papel das mulheres nas relações afetivas e sexuais e ao lugar do laço conjugal e da monogamia no imaginário social. Andréa Osório (UFRN) Gt10 Corpo e tatuagem na terceira idade

Entre 2004 e 2005, realizei pesquisa de campo em dois estúdios de tatuagem no Rio de Janeiro. Embora mais de 50% dos clientes de um deles fosse composto por pessoas de 16 a 29 anos, 3% tinham 50 anos ou mais. Em campo, duas posições contraditórias emergiram tipificadas em um cliente sexagenário do sexo masculino, já aposentado, cujo filho possuía tatuagens e a mãe cinquentenária de duas clientes de vinte anos, que gostaria de ser tatuada, mas achava-se velha para tal. Para ela, estavam em jogo concepções sobre envelhecimento apresentadas na forma de um corpo feio em oposição ao corpo jovem e visto como belo, portanto passível da marca. Relações de gênero e a objetificação do corpo feminino desempenham aqui papel central. Para ele, as transformações trazidas pela aposentadoria eram a razão para a marca. Neste caso, a identidade relacionada ao mercado de trabalho era o foco central.

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Andréa Vettorassi (UNICAMP) Gt09 Nativos e “De Fora”: padrões de inserção e integração entre grupos sociais do interior paulista

Sob a perspectiva metodológica da História Oral, este estudo analisa a construção e reprodução das múltiplas identidades existentes entre os trabalhadores rurais, de origem mineira e nordestina, que migram para cidades de economia sucroalcooleira do interior paulista. Em um primeiro momento da pesquisa, apresentado no XIII Congresso Brasileiro de Sociologia, a cidade de Guariba foi estudada. Na segunda fase da pesquisa, analisamos as relações existentes na cidade de Serrana e novas constatações acerca da mobilização e estratificação social entre os migrantes foram obtidas. Um dos pontos significativos da pesquisa é o de descobrir que as relações estereotipadas (entre “nativos e de fora” e também entre os grupos migrantes) são cambiantes nas duas cidades. Fatores como a coesão social, redes sociais, distribuição geográfica e contexto histórico de cada uma delas interferem nestas relações. Andreia dos Santos (PUC-Minas), Eduardo Batitucci (FJP), Marcus Cruz (NESP/FJP) Gt31 Mulheres: vítimas e autoras de crime no Juizado Especial Criminal em Belo Horizonte.

Este artigo tem por finalidade discutir o perfil das mulheres que estiveram presentes nos processos julgados no ano de 2006, no Juizado Especial Criminal de Belo Horizonte. Utilizamos as informações do banco de dados da pesquisa – Fluxo de justiça para o Juizado Especial Criminal de Belo Horizonte, contendo dados dos processos que foram baixados em 2006. Foram analisados processos e coletamos informações sobre autores e vítimas desde o BO até a sentença. Os resultados apontam para um número significativo de mulheres como vítimas nos processos que foram julgados em 2006; faixa etária das vítimas e das autoras no JECRIM variando entre 20 a 35 anos. Podemos indicar que as mulheres e o processo de vitimização das mulheres são muito maiores do que a de autoria em crimes presentes nos Juizados Especiais criminais. Andréia Orsato (UFPel), Alfredo Alejandro Gugliano (UFPel) Gt08

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Andréa Ribeiro (UFS) CONSULTE Josevânia Nunes Rabelo (UFS)

A democracia vista desde a ótica das relações sociais de gênero

A busca pela inclusão das mulheres enquanto sujeito de direitos políticos vem ocorrendo desde as primeiras mobilizações do movimento feminista no final do século XIX. Ao longo do século XX algumas conquistas nesse sentido foram obtidas, o que, entretanto, não garantiu às mulheres igualdade em termos de ocupação dos espaços decisórios, o que nem mesmo medidas como a política de cotas conseguiu, até o momento, reverter. A baixa participação das mulheres nos postos de comando também é verificada em modelos de democracia participativa como é o caso de Porto Alegre. Assim o presente trabalho visa, a partir de pesquisa que fundamentou dissertação de mestrado, buscar intersecções entre a problemática da representação política das mulheres nos modelos participativo e representativo de democracia. Andreia Skackauskas (UNICAMP) Gt20 Prostituição e AIDS em debate a prostituta como sujeito político de direitos

A pergunta que se delineia neste trabalho é como, no Brasil, a autonomia política das prostitutas aparece restringida a questões vinculadas à epidemia da AIDS? Respondo a esta pergunta considerando os diferentes modelos e projetos nos quais se enquadra a prostituição, para situar e entender as posições dos principais atores sociais envolvidos no debate. Depois, apresento um breve histórico da Rede Brasileira de Prostitutas e da ONG Dávida, analisando sua dinâmica principalmente em relação à questão da AIDS. Comento a relação entre a atividade de prevenção da AIDS e o discurso da construção das prostitutas enquanto sujeitos políticos de direitos. E concluo apontando os desafios que as organizações de prostitutas devem enfrentar para enfim subverter os fatores de restrição da sua autonomia política. Andressa Silvério Terra França (UFPR), Maria Alejandra Nicolás (UFPR) Gt14 Participação democrática nos websites dos candidatos a prefeito das capitais da região sul

O objetivo deste artigo é analisar a presença de espaços destinados à participação e interação com os cidadãos nos websites dos candidatos a prefeito de Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre nas eleições de 2008. Norteiam nosso trabalho as seguintes questões: Em que medida esses espaços foram utilizados pelos candidatos para interagir e se comunicar com os possíveis eleitores? Esses espaços representam uma ampliação da participação democrática em campanhas eleito-

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rais? Nossa hipótese de trabalho é que os espaços de participação, tais como, bate papo, fórum, enquetes, envio de comentários, dentre outros são utilizadas de maneira desigual pelos candidatos em seus websites, se comparado com outras ferramentas já de utilização mais homogênea. Andrey Cordeiro Ferreira (UFRJ) Gt17 A questão étnica e a acumulação capitalista na agroindústria canavieira

Nas últimas duas décadas têm sido constantes e cada vez mais frequentes as denúncias de trabalho escravo ou degradante no Brasil, com casos envolvendo indígenas, especialmente no Mato Grosso do Sul. Esses casos ocorrem frequentemente na agroindústria canavieira, para qual os índios são recrutados como força de trabalho, O nosso objetivo é desenvolver uma reflexão teórica sobre as condições sociais que possibilitam um modo específico de superexploração da mão de obra indígena (engendrado pelos processos de acumulação capitalista, de expansão da fronteira agrícola e de regulação estatal da força de trabalho) que é um dos principais aspectos constituintes da questão étnica no Brasil de hoje. Anete B. L. Ivo (UFBA) Gt29 A invenção do “social”: sociologia, modernidade e questão social

O artigo discute as relações entre a Sociologia, a modernidade e a questão social, explorando a dimensão cultural que institui a prevalência da ciência na organização da sociedade, na qual a Sociologia é, ao mesmo tempo, produto e produtora dessa ordem. Entende a “questão social” como uma grande invenção social da modernidade, que envolve: a criação das instituições modernas; e a capacidade autorreflexiva e crítica dessa ordem social, que se constitui na ambição sociológica. O artigo se estrutura em três partes: (i) analisa a invenção da propriedade social do Estado; (ii) contrapõe a representação utilitarista e o homo sociologicus; (iii) apresenta três matrizes paradigmáticas sobre a reprodução da pobreza (Tocqueville, Marx e Engels, e Simmel) e (iv) discute alguns dilemas e paradoxos analíticos que envolvem o entendimento da “questão social” e a constituição da ambição sociológica. Angela Alonso (USP) Gt15 O ensaísmo na República Jacobina

Este trabalho toma a luta política da passagem do Império para a República como chave de leitura da produção intelectual da primeira década republicana. Argumento que a clivagem do debate intelectual do período é eminentemente política, opondo “monarquistas de pena”, isto é, ex-aristocratas de corte, convertidos em defensores do regime deposto, e jacobinos, isto é, membros de grupos sociais ascendentes com a República, que trabalharam na demolição dos símbolos da velha ordem e na legitimação da nova. Esse conflito puxou o debate público para a comparação entre os estilos de vida e as formas de organização política do Império e da República, bem como modificou os gêneros de expressão: o panfletismo, típico do Segundo Reinado, cedeu lugar ao ensaísmo. Desses dois ângulos, monarquistas e republicanos concorreram para criar um novo repertório de temas e símbolos nacionais. Ângela Amaral (UFPE), Márcio Moneta (UFPE) Gt21 O socialismo autogestionário de Marx: os estudos de Jacques Texier sobre a autogestão

Este trabalho tem por objetivo sistematizar e debater as formulações do autor francês Jacques Texier sobre o tema da autogestão. A partir de uma análise filológica das formulações de Marx, Texier vai defender: 1) que Marx tem uma posição fundamentalmente positiva em relação à autogestão, que ocupa um lugar importante na concepção marxiana de socialismo e constitui um momento necessário numa etapa de transição (ao socialismo); 2) que existem duas tradições de pensamento sobre autogestão: uma “libertária” (libartaire), filiada ao pensamento de Proudhon, e uma marxista; 3) que Marx, e não Proudhon,deve ser considerado o postulador pioneiro de um socialismo autogestionário. O pensamento de Texier, autor pouco explorado no Brasil, traz contribuições importantes para a renovação do debate sobre as formas de organização da classe trabalhadora e da sua constituição como sujeito político hoje. Angela Ghisleni (IPA) Gt13 A construção da identidade profissional do fisioterapeuta atuante em UTI

O objetivo deste estudo é analisar como se desenvolve a identidade profissional de fisioterapeutas que atuam em Unidades de Terapia Intensiva, que são considerados profissionais novos na sociedade e que vivenciam um baixo reconhecimento de seu trabalho em comparação ao reconhecimento de outros profissionais da saúde do mesmo segmento de atuação. A identidade profissional, considerada parcela importante da identidade social, está diretamente relacionada com a inserção no mercado de trabalho, com as relações que se estabelecem nestes ambientes e com a capacidade 170

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Ângela Gomes (UFRGS), Simone Nenê Portela Dalbosco (UFRGS) Gt19 Profissionais da Saúde e a Educação para o Envelhecimento

Este estudo é parte integrante de nossas dissertações de Mestrado em Educação (UFRGS), as quais discutiram sobre a inclusão do tema envelhecimento no currículo dos profissionais da área da saúde. Com o aumento da população idosa a área da saúde tem grandes desafios a superar, dessa forma, é importante orientar desde cedo os profissionais dessa área quanto as suas contribuições frente a essa nova realidade demográfica, principalmente quanto à promoção da saúde e à prevenção das doenças crônico-degenerativas. Assim como, despertar para os seus papéis no âmbito psicossocial da gerontologia na assistência, docência e pesquisa. E, que a compreensão de saúde deva ir além do entendimento “saúde como exclusivamente questão médica”, buscando a consideração de tudo o que se associa à vida. Ângela Leitão (UNIFor) Gt24 A espetacularização da violência no Cinema Brasileiro

A investigação sociológica preocupada com a compreensão do objeto artístico adota como pressuposto o estreito vínculo da obra com o conjunto das relações históricas, econômicas, culturais e políticas. Nesse sentido, no presente trabalho, ainda em andamento, analiso filmes que articulam a temática da violência à dinâmica do sistema sócio-econômico, bem como examino em que medida o cinema, realizado nas duas últimas décadas, situa-se no plano da espetacularização da violência ou contribui para a formação de um pensamento crítico. Serão analisados os seguintes filmes sob o enfoque da “estética da violência” conforme pensado por Glauber Rocha: Os matadores (1997) e O invasor (2002), de Beto Brant; O homem do Ano (2003), de José Henrique Fonseca; Ônibus 174 (2003), e Tropa de Elite (2007), ambos de José Padilha. Angela Maria Garcia (UFV) Gt05 Propriedade e prestígio familiares: fundamentos de poder em um povoado rural

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de fazer uso de seu conhecimento específico. Entende-se que através do reconhecimento do valor de uma ação ocorre a representação do reconhecimento do saber produzido por uma profissão e, por conseguinte, a conquista de autonomia no trabalho e as relações de cooperação.

Neste trabalho dedico-me à compreensão do processo de reprodução de um sistema de posições sociais que implicam relacionamentos e julgamentos morais diferenciados entre trabalhadores assalariados e pequenos produtores rurais. A pesquisa foi realizada em um povoado da Zona da Mata do Estado de Minas Gerais. A constante referência ao passado, por parte dos entrevistados, faz emergir marcas do sistema escravista que expressam diferenciações sociais e distinção dos espaços de interação e de residência. Além disso, as maneiras como os moradores do povoado interagem possibilitam relacionar essas diferenciações a diversas situações no sistema social, inclusive à manutenção de um status baseado, principalmente, no nome de família. Angela Neves (UFF) Gt14 Os limites da Democracia participativa na cultura política brasileira: O OP de Rio das Ostras

Resumo: A idéia central deste artigo é discutir os limites e possibilidades da democracia participativa a partir da experiência de Orçamento Participativo em Rio das Ostras, RJ, tendo como pano de fundo a cultura política local. Busca-se contribuir para o debate ressaltando a importância da democracia na sociedade brasileira a partir dos mecanismos de incentivo à participação da sociedade civil nas decisões do Estado. O argumento central que queremos apresentar é como aprofundar a democracia frente as desigualdades no Brasil, ou seja, como a participação institucionalizada que emerge nos anos 90 com os chamados espaços públicos participativos consegue a ampliação da “representação da sociedade civil” nos processos decisórios na construção de políticas públicas via participação nesses espaços públicos. Angela Randolpho Paiva (PUC-Rio) Gt02 Desigualdade, reconhecimento e políticas de ação afirmativa

A presente proposta tem por objetivo analisar o debate atual sobre políticas de ação afirmativa inserido na discussão sobre políticas de reconhecimento. Partindo da premissa de que a construção social da cidadania no Brasil foi feita de forma estruturalmente excludente, e de que essa exclusão inclui o fator cor, procurar-se-á mostrar como a discussão atual na esfera pública acerca do acesso ao ensino superior está relacionada tanto à redemocratização do país, quanto às novas reivindicações do movimento negro acerca do reconhecimento de sua identidade afro-descendente.

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Angelina Duarte (UFPB) Gt25 As práticas simbólicas da cultura de rua nas relações entre grafite, sociedade, mercado e mídia

A dinâmica dos processos culturais evidenciou que a superestrutura interfere mais no processo simbólico do que a infra-estrutura (Jameson, 1996; Harvey, 1992; Baudrillard, 1985). Assim, emerge a Sociologia da Cultura para abarcar essa produção de significados. Seguindo essa perspectiva, discutiremos, neste artigo, algumas práticas simbólicas do grafite de muro, tentando identificar a dialética das relações entre elas, a sociedade, o mercado e a mídia. Os significados contestatórios que iniciaram tais práticas se metamorfoseiam, para atender à lógica da mercadoria que se estende à esfera do simbólico. Dessa forma, com a inclusão dos artefatos da cultura de rua, nos debates sobre a cultura contemporânea, constamos que as práticas simbólicas do grafite se inserem como mais uma mercadoria disponível na nova realidade econômico-social do capitalismo. Angelita Matos Souza (UNICAMP) Gt28 Capitalismo Dependente: Associado ou Subordinado (Argentina, Brasil, Espanha e Coréia do Sul)

Pretendemos abordar as reformas econômicas dos anos 80/90 na Argentina, Brasil, Coréia do Sul e Espanha. Nosso objetivo é, por meio da análise comparada, apreender os limites histórico-estruturais às reformas econômicas visando substituir um padrão de acumulação marcado pela forte presença do Estado por um modelo mais privatista e competitivo do ponto de vista internacional. Interessa-nos, sobretudo, a dimensão financeira das reformas empreendidas nos países em questão (quanto à capacidade/incapacidade de geração de um capital financeiro nacional/associado), de forma a contribuir com a precisão da noção de capitalismo dependente associado no marco das transformações econômicas das últimas décadas (com a globalização), recorrendo (e explicitando-os) aos procedimentos metodológicos da sociologia econômica articulação da explicação dos fatos econômicos à análise sócio-histórica. Angelo Del Vecchio (UNESP), Carla Diéguez (UNICAMP) Gt15 A contribuição institucional na construção da Sociologia no Brasil: o caso de São Paulo

Baseado em resultados de pesquisa desenvolvida sobre os primeiros anos da sociologia em São Paulo, o objetivo deste trabalho é apresentar a ocorrência de considerável cooperação institucional no processo de constituição do ensino e da pesquisa em sociologia em São Paulo, na década de 1930. Momento inicial da criação da sociologia universitária no país, esse período foi marcado pela fundação da Escola Livre de Sociologia e Política, em 1933, e da Universidade de São Paulo, em 1934. Em ambas as situações, esses esforços contaram com o apoio de instituições como o Instituto de Higiene, dirigido por Geraldo de Paula Souza, e o Instituto de Educação, a época chefiado pelo Prof. Fernando de Azevedo. Todas elas eram sediadas em São Paulo e a constatação de significativo trânsito de docentes e pesquisadores entre elas indica um intercâmbio institucional forte. Angye Cássia Noia (UFRRJ) Gt04 Consumo, sustentabilidade e oferta de produtos turísticos em hotéis na selva Amazônica/Brasil

O artigo objetiva analisar lógicas de consumo e sustentabilidade de quatro hotéis (lodges) construídos na selva Amazônica, Brasil. Como essas duas perspectivas interagem e quais são as motivações para essa combinação? É consumo de luxo ou indício de transformações nas motivações de consumo? O artigo será desenvolvido com base nos hotéis Anavilhanas Jungle Lodge, Juma Hotel, Ariaú Towers e o Tiwa Amazonas Resort. As análises focarão lógicas promocionais presentes nos sites dos referidos hotéis, mensagens de impacto, bandeiras de atuação, formas de intervenção, como motivam ou cativam os consumidores, como selecionam o público, regras de acesso e usufruto, preços, produtos, custos e benefícios da interação entre sustentabilidade e lógica capitalista nesses hotéis. Anita Handfas (UFRJ) Gt07 Professor de Sociologia: concepções e modelos de formação

Atualmente, a formação docente no Brasil tem sido objeto de discussão, tanto por parte dos responsáveis pela definição das políticas públicas educacionais, como pelas universidades. No caso particular da formação de professores de Sociologia, a legislação recente que estabelece a obrigatoriedade do ensino dessa disciplina em todos os anos do ensino médio, tem colocado a necessidade de discutir as diferentes concepções de formação docente, assim como os diferentes modelos de formação. Buscando refletir sobre essas duas questões, este trabalho tem dois objetivos: o primeiro é o de apresentar a concepção de formação docente da Faculdade de Educação da UFRJ e o segundo, apresentar e discutir os limites e as possibilidades dos principais modelos de formação que existem hoje nas universidades públicas federais no Brasil.

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Da uva de mesa ao vinho à mesa, o enoturismo como estratégia competitiva

O Vale do São Francisco tem na fruticultura irrigada o principal eixo de crescimento econômico. Entretanto, tem buscado práticas para a construção de estratégias de resignificação da noção de território, do papel dos agentes produtores dentro de uma nova qualificação do espaço e dos sujeitos. Nessa perspectiva analisa a construção de um novo discurso nos espaços de planejamento público e de segmentos empresariais, o enoturismo, trazendo novas perspectivas de interlocução entre agentes do agronegócio. Discute as sociabilidades desenvolvidas para a concepção coletiva de território a ser constituído. Dessa maneira, o estudo se dá acerca dos mecanismos para prospecção de novas perspectivas de produção, de modo que busca compreender o modo de apropriação da base de interesses dos agentes públicos e privados. Anna Carolina Pires Fournier (UFABC), Claudio Penteado (UFABC) Gt04 Consumo e energia: uma visão sociológica

Ao transitarmos de uma sociedade produtora a uma sociedade consumidora, tendo esta última característica essencial para compreendermos o atual modelo de desenvolvimento vigente, torna-se extremamente importante incorporar a esta discussão novos modelos de análise, em uma perspectiva interdisciplinar. O consumo tornou-se um interessante campo de investigação, que envolve novos atores sociais e diferentes atividades, não somente aquelas provenientes da compra e venda de mercadorias. Desta forma, o artigo analisa a problemática do consumismo conectando-o à questão energética e, principalmente, enfatiza a influência da cultura do consumo sobre o comportamento do cidadão em relação ao uso da energia elétrica, demonstrando a falta de responsabilidade sócio-ambiental, uma vez que a questão energética é um importante tema para a sustentabilidade do planeta. Anna Violeta Durão (FIOCRUZ) CONSULTE Marcia Lopes (FIOCRUZ) Anne Gabriele Lima Sousa (UFPE) Gt09 Estratégias de sobrevivência e construção de sociabilidade entre moradores de rua de João Pessoa, PB.

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Anna Barbosa (UNEB) Gt11

Este trabalho busca compreender a construção de uma subcultura de rua entre os moradores de rua de João Pessoa, PB, a partir das suas estratégias de sobrevivência e da construção da rede de vínculos e sociabilidade em seu interior. Utilizando-se da história de vida como recurso metodológico, a pesquisa se volta para as relações interssubjetivas dos moradores de rua, a partir das suas memórias afetivas e do modo como se posicionam no mundo social e interagem com ele. Dispostos no cotidiano citadino a partir de uma lógica desigual e excludente, de invisibilidade social e morte moral, a pesquisa busca apreender o modo como esses atores sociais subvertem os códigos de conduta e sociabilidade urbanos e estabelecem os parâmetros de uma ordem social ilegítima, pautada em estilos peculiares de vida. Anne Geraldi Pimentel (UFF) CONSULTE Luís Antônio Cardoso (UENF) Anne Marie Wautier (UFPel) Gt30 O trabalho na Economia Solidária muda mesmo as relações sociais?

O mundo do trabalho encontra-se no centro de uma polêmica que, se ela não é nova, ressurge com regularidade: como conciliar produção, desenvolvimento e, por outro lado, participação, autonomia do trabalhador? A economia solidária conquistou seu espaço mesmo que ainda seja do modo tímido. Mais do que as questões vinculadas ao funcionamento ou a viabilidade dos empreendimentos, o que interessa aqui é a questão ética: o que se torna, na realidade cotidiana, o discurso da economia solidária? Qual é seu impacto sobre o trabalhador e suas relações sociais? Seria verdade que este trabalho pode mudar as relações na sociedade? A Sociologia da Experiência será a referência para colocar em perspectiva trabalho e trabalhadores, usando dados recolhidos em organizações solidárias da Região de Porto Alegre. Annelise C. F. Fernandez (UFRJ) Gt18 O agricultor conservador: impasses e conquistas de pequenos produtores em uma área protegida urbana

Este trabalho tem como objetivo descrever as formas de resistência e o processo de reelaboração das práticas produtivas, políticas e identitárias dos pequenos produtores estabelecidos no maciço da Pedra Branca, região que no passado constituía parte da zona rural da cidade do Rio de Janeiro e, que a partir de 1974, foi transformada em um parque estadual. Pretende-se mostrar como a criação dessa área protegida exerceu efeitos contraditórios sobre a dinâmica da agricultura local a partir

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da imposição de novas fronteiras e usos, das relações estabelecidas com os agentes ambientais, da crescente incorporação de valores de conservação da natureza, da apropriação de novas categorias jurídicas de classificação social tais como populações tradicionais e populações nativas, além da atuação de mediadores institucionais e do terceiro setor. Antonia Ivanilce Castro (UFAM) Consulte Sandra Noda (UFAM) Antonia Miguel (UFRR) Gt30 As ações do Ministério do Trabalho no combate ao trabalho escravo no Brasil

No Brasil o trabalho escravo se caracteriza pela soma de trabalho degradante com a privação da liberdade. O Ministério do Trabalho através da sua fiscalização tem como objetivo não só garantir direitos trabalhistas aos trabalhadores vítimas de trabalho escravo, mas promover ações que pretendem tirar estes trabalhadores do círculo de servidão mediante geração de trabalho e renda. Antonio Armando Ulian do Lago Albuquerque (UNEMAT) Gt17 Multiculturalismo e direito á autodeterminação dos povos indígenas

Através de análise vinculada à História, Política e Direito, estabelecemos as características de ascensão do Estado-moderno, sua concretização e estabilização através de uma política centralizadora, objetivando à homogeneização. Demonstramos o declínio desse projeto político estatal e do Direito por ele criado, devido a não satisfação das demandas dos novos sujeitos de Direitos e das reivindicações étnicas então insurgentes. Estabelecemos uma análise do fenômeno multicultural nas obras dos principais teóricos sobre o assunto, situando-o no debate entre liberais e comunitaristas. Apresentamos uma proposta alternativa localizada nos referenciais teóricos de Jürgen Habermas e Peter Mclaren numa perspectiva de criação de ensino jurídico diferenciado aos povos indígenas, cumprindo com a autodeterminação destes povos pactuada na Convenção 169/OIT ratificada pelo Brasil. Antonio Carlos Witkoski (UFAM), Pedro Rapozo (UFAM) Gt18 Trajetórias e Lutas: A formação de políticas fundiárias entre os demandantes de terra no Amazonas

A questão da reforma agrária, mais recentemente, ganhou centralidade na vida social brasileira em decorrência tanto das pressões sociais como de algumas iniciativas do Governo que tem proposto transformar o perfil da estrutura fundiária brasileira, através da desapropriação e da redistribuição de terras. O problema da não realização da reforma agrária no Brasil resulta, em parte, da natureza histórica do processo de ocupação colonial e, mais próximo de nós, pelas formas como tem ocorrido a ocupação das terras, principalmente na região Norte do País. Este trabalho procura apresentar um estudo sobre a trajetória dos demandantes de terra no estado do Amazonas e sua relação com a formação de políticas públicas sob a viabilidade de modelos de assentamento e regularização fundiária baseado no uso dos recursos naturais, relações sociopolíticas e culturais das comunidades locais. Antonio Carlos Witkoski (UFAM) CONSULTE Pedro Rapozo (UFAM) Antonio da S. Brasil Jr. (UFRJ), Maurício Hoelz (UFRJ) Gt15 Insolidarismo e autoritarismo em Oliveira Vianna: uma reinterpretação

Pretendemos, a partir da utilização de materiais empírico-documentais, uma reavaliação interpretativa da articulação, proposta por Oliveira Vianna em Populações Meridionais do Brasil, entre o seu diagnóstico de “insolidarismo” e o seu prognóstico “autoritário”. Para tal, lançamos a hipótese de que estas dimensões são relativamente contingentes, haja vista diferenças significativas ao longo de sua produção (tanto anterior quanto posterior à publicação de Populações) no encaminhamento desta questão. Nesse sentido, contrastaremos o papel e os sentidos do “autoritarismo” em Populações Meridionais com outros livros do autor, como Instituições Políticas Brasileiras e História Social da Economia Capitalista no Brasil. Exploraremos os seguintes materiais: artigos publicados durante a década de 1910, correspondências particulares, anotações em marginália, dentre outros. Antônio da Silva Câmara (UFBA), Rodrigo Lessa (UFBA), Renan S. Miranda (UFBA) Gt24 A sociologia da arte e as representações sociais no cinema documentário

A presente comunicação sistematiza as discussões teóricas e os resultados de pesquisas empíricas realizadas pelo grupo Representações Sociais no Cinema, desenvolvidas no âmbito do Departamento de Sociologia e do Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais/UFBA. Traça-se, inicialmente, a relação entre a sociologia e as representações sociais na arte, com base em autores clássicos como 174

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Antonio David Cattani (UFRGS) Gt09 Hnwi’s e desigualdades

A comunicação analisará o significado dos HNWI’s (High net worth individual) na configuração das desigualdades contemporâneas. HNWI’s designa indivíduos com capacidade de reprodução econômica e social assegurada pela posse de grandes fortunas. Eles podem ser denominados simplesmente, ricos, milionários ou bilionários, componentes do extrato mais alto das classes abastadas. Porém, a sigla HNWI’s remete para significados contemporâneos precisos: aludem à existência de segmentos específicos das classes dominantes em escala internacional, traduzem a apropriação personificada da riqueza, revelam a existência de circuitos seletivos de consumo contrastando de maneira abissal com os padrões do restante da população. A comunicação situará as relações do topo da pirâmide social com as demais classes, considerados os desdobramentos objetivos, sociais e econômicos. Antonio Herculano Lopes (FCRB) Gt15 O teatro de Alencar e a imaginação da sociedade brasileira

O teatro de José de Alencar expressa as preocupações do autor com a formação da sociedade brasileira e a idéia de nação. À diferença de seus contemporâneos, Alencar não hesita em representar a escravidão em cena, o que faz em O demônio familiar e Mãe. Em O crédito, é o horizonte de um capitalismo anunciado que interessa seu olhar. Seu modelo é o teatro realista francês, centrado nos temas que preocupam a burguesia – dinheiro e amor. Mas Alencar não se limita a transpor para os palcos do Rio o que se produz em Paris. De seu teatro se extrai uma reflexão sobre os rumos da sociedade brasileira em momento de prometida transição entre o passado colonial patriarcal e o futuro capitalista burguês. No centro dessa reflexão está o papel da mulher – e por extensão da família – na construção de uma sociedade que deveria ao mesmo tempo civilizar-se e manter-se fiel às suas tradições.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Georg Luckács, Walter Benjamim e Theodor Adorno, na estética sociológica de Roger Bastide, e em autores contemporâneos como Fredric Jameson. Em um segundo momento, busca-se compreender a inter-relação entre a Sociologia da Arte e a literatura específica de análise de representações sociais no cinema documentário, com Noël Carrol, Bill Nichols e Fernão Ramos. Por fim, exemplificam-se com análises fílmicas de documentários sobre o Brasil os estudos realizados no âmbito do grupo de pesquisa.

Antonio José Pedroso Neto (UFT) Gt28 A privatização de uma empresa: uma ação econômica enraizada nas relações sociais

Nos anos 1990, os funcionários das empresas do setor elétrico paulista realizaram mudanças organizacionais em suas respectivas empresas – reengenharia, downsizing – que viabilizaram a privatização. Considero que as diretrizes que adotaram resultaram também das interpretações e redefinições das demandas do Estado (chamada reforma neoliberal) pelos agentes em interação sob os constrangimentos de um campo do poder na empresa. Nesse sentido, o processo de privatização, uma ação econômica, é explicado também a partir dos seus determinantes microestruturais; as configurações e reconfigurações das relações sociais internas à organização, condição para as mudanças organizacionais. Procuro explicar como diferentes agentes deflagram a dinâmica da “modernização” que impactou sobre as coletividades internas e produziu um tipo de empresa vendável – conforme aos critérios de agentes financeiros. Antonio Leandro da Silva (PUC-SP) Gt12 Jovens “sem-religião”: Rompimento com as religiões e novas espiritualidades juvenis

No Brasil, nas últimas duas décadas, a temática juventude e suas implicações ganham relevância nos estudos das Ciências Sociais através de pesquisas sobre novas formas socioculturais, por exemplo, os grupos artísticos juvenis que surgem como novos espaços de socialização, vivenciados principalmente por jovens dos médios e grandes centros urbanos. Nesse contexto, no interior das diversas denominações religiões, surgem também grupos juvenis religiosos. Porém, na contramão desse movimento, uma expressiva parcela dessa população tem se declarado “sem religião”. Como fenômeno religioso relevante, esta pesquisa tem com objetivo identificar e analisar as conexões de sentido e causalidade que possam explicar, no caso de Teresina e São Paulo, o rompimento dos jovens entre 15 a 24 anos com as instituições religiosas, especificamente a Igreja Católica, e as novas formas de espiritualidades juvenis. Antonio Marcos Gomes (UFMA), Marcelo Carneiro (UFMA) Gt21 Estratégias, limites e possibilidades para o ingresso numa indústria de Alumínio

Nesta pesquisa, buscamos compreender as dificuldades de obtenção de trabalho no setor metalúrgico representa para um conjunto de pessoas estabelecidas em São Luis do Maranhão, bem como analisar XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

as características do mercado de trabalho nessa cidade, e as estratégias empresariais voltadas para o recrutamento e seleção de trabalhadores. Para tanto, tomamos como objeto de análise, as relações existentes num grupo de pessoas que participaram de um processo seletivo para ingressar, na função de operadores, na maior indústria em operação no Maranhão e que se constitui num dos maiores complexos mundiais produtor de alumina e alumínio primário. Com esse objetivo, procuramos trabalhar as complementaridades entre uma teoria dos mercados de trabalho, uma teoria dos processos de trabalho e uma teoria que leve em conta a subjetividade dos participantes desse processo. Antonio Pinheiro (URCA) Gt02 Quem controla os controladores? O controle democrático no exercício das práticas policiais

O presente trabalho descreve as mudanças ocorridas no capo da segurança pública após a promulgação da Constituição de 1988. Conhecida pelos jurista como “Constituição Cidadã”, a principal das mudanças implantadas por esta Constituição está relacionada ao exercício democrático da população no controle sobre a violência policial. Entre outras formas de controle, o trabalho se propõe a analisar a intervenção das denúncias apresentadas à Corregedoria como um mecanismo que permite a aplicação do poder policial de acordo com o respeito aos direitos humanos. Antonio Rafel Barbosa (UFF) Gt31 Violência policial nos contextos varejistas da droga no Rio de Janeiro

Esta comunicação pretende explorar as representações sobre a violência policial por parte de consumidores e pequenos revendedores de droga, no Rio de Janeiro, nas situações de flagrante ou nos casos em que a revista policial tenha sido motivada de antemão. Cabe examinar os sentidos associados a tais práticas a partir dos mecanismos de produção da verdade, considerando um contínuo valorativo entre dois pólos: o castigo e a humilhação como produção de uma verdade exemplar no espaço público e os usos da violência para extração de informações e acréscimo da incriminação. Serão considerados os seguintes pontos no exame do tema: as articulações entre ofensa moral, violência e “sujeição criminal”; os efeitos trazidos pela nova lei de drogas; as estratégias utilizadas por tais atores para se furtar da ação violenta por parte de policiais ou de traficantes, em caso de suspeita de delação. Antônio Ricardo da Silva (CPPL), Jonatas Ferreira (UFPE) Gt20 A experiência contemporânea da nudez em algumas tecnologias de manipulação do corpo

A História da Sexualidade rompe certo alinhamento feito pela filosofia entre erotismo e liberação. Ali se afirma: o pudor, a repressão da sexualidade, não é mais a forma como se exerce controle sobre os corpos; o erotismo foi confiscado pelas estratégias biopolíticas. Com a psicanálise, Bataille, e o surrealismo acostumamo-nos a pensar em uma liberação pelo erotismo. Foucault teria razão? A julgar pela reflexão em torno do pudor que nos propõe Derrida em O Animal que logo sou, não. O pudor seria uma experiência do liminar e diferença semelhante àquilo que Freud teorizou como Unheimlichkeit. Nessa comunicação, assumiremos tal linha de argumentação para indagar: certas experiências contemporâneas de intervenções tecnológicas sobre o corpo (cirurgias plásticas estéticas, uso de estimulantes sexuais) traduzem uma nova forma de viver o pudor? Aparecida Amorim (UNIVALE) Gt12 Igrejas evangélicas e relações de gênero: o impacto da experiência migratória

Pretendemos compreender as mudanças nas relações de gênero entre os casais que pertencem às igrejas evangélicas de Governador Valadares em função da migração de um dos membros do casal ou do casal para os EUA. As igrejas têm se configurado como esferas sociais importantes por oferecer apoio espiritual e psicológico, não só aos emigrantes como aos parentes que ficam na cidade aguardando o retorno do emigrado, porém, numa relação não raro tensa. O objetivo é avaliar, através de pesquisa qualitativa, de que forma as mudanças impostas às mulheres pelo processo de migração internacional, seja como emigrantes ou como mulheres cujos cônjuges tenham emigrado é influenciada pela sua pertença religiosa. De que maneira os conflitos e os rearranjos das relações de gênero construídas historicamente de forma assimétrica são influenciados pelas normatizações das igrejas das quais são partícipes. Aparecida Fonseca Moraes (UFRJ) Gt02 Gênero e distribuição de justiça nas políticas de combate à violência no Brasil

O objetivo do trabalho é mostrar as dificuldades das instituições brasileiras envolvidas no combate à violência conjugal (de gênero), para forjarem os acordos necessários a uma compreensão compar176

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Arilson Favareto (UFABC), Yumi Kawamura (UFABC), Renata Martins (UFABC) Gt28 Para uma sociologia econômica da inovação

Inovação é um tema tradicionalmente associado aos domínios da tecnologia e da ciência econômica. No entanto, existem abordagens no próprio campo da economia e também na sociologia que enfatizam a importância da dimensão institucional e o enraizamento social dos processos de inovação. O objetivo deste artigo é explorar as complementaridades entre essas abordagens o evolucionismo, o regulacionismo e vertentes da sociologia econômica como a teoria das redes e a teoria dos campos em geral apartadas na literatura consagrada. Pretende-se demonstrar que, isoladamente, essas teorias são insuficientes diante da complexidade do tema, razão pela qual se propõe aqui um enfoque integrado e situado na intersecção entre sociologia e economia. Arlete Candido Monteiro Vieira (FAPI) Gt30 Cooperativas populares – estudo teórico-metodológico contribuição para a sustentabilidade

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sua

Propõe este trabalho compor um quadro de análise que se possa compreender o discurso teórico e metodológico sobre o papel das cooperativas populares no contexto do desenvolvimento regional; entendidas essas cooperativas como organizações que constroem novas relações de trabalho com o mercado, gerando trabalho e renda. Para tanto, tornou-se fundamental expor toda a dinâmica, a complexidade, os conflitos e as dificuldades existentes no trabalho associado em cooperativas.

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tilhada de “justiça social”. Chama atenção o momento de regulamentação da lei “Maria da Penha”, promulgada em agosto de 2006. Este expõe um necessário debate acerca das possibilidades de distribuição de justiça por tal via. A análise apresentará um conjunto de problematizações a partir de diferentes grupos de atores, tais como: representantes do Estado, organizações feministas e famílias envolvidas na violência. A pesquisa de campo inclui entrevistas junto a grupos feministas com participação expressiva no processo de aprovação da Lei Maria da Penha e observação de audiências em um Juizado Especial de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, no Rio de Janeiro.

Arlete Fonseca de Andrade (PUC-SP) Gt05 Córnelio Pires: tradição e modernidade na Cultura Paulista

“Meio escritor, meio ator, meio animador, generoso, combativo, empreendedor, simpático – a sua maior obra foi a ação nos palcos nas palestras na literatura falada que perde bastante quando é lida”. Antonio Candido define bem quem foi Cornélio Pires, considerado grande divulgador da cultura regional do Estado de São Paulo. A década de 20 foi um período muito significativo para sua produção artística e cultural coincidindo com o nascimento do modernismo. Interessante notar como o tradicional e o moderno misturam-se tanto nas obras dos modernistas como também influência as diversas produções de Cornélio Pires. Assim, pretende-se discutir o que há de moderno no tradicional e vice-versa a partir dessas duas referências importantes para nossa cultura. Arlete Salcides (UNIPAMPA) Consulte Eloy Alves Filho (UFV) Arlinda Barbosa Moreno (FIOCRUZ) Consulte Mônica Vieira (FIOCRUZ) Arnaldo José Zangelmi (UFOP) Gt18 Identidade Dividida no Assentamento Aruega (Novo Cruzeiro, MG)

O objetivo desse trabalho é discutir parte da experiência vivida pelo Assentamento Aruega (Novo Cruzeiro, MG. Esse assentamento é fruto da primeira ocupação de terra do MST em Minas Gerais, ocorrida em 1988, e passou por uma intensa trajetória de mobilização social e posterior adaptação ao novo contexto social, situações que influenciaram fortemente na constituição da sua identidade e memória. Constituiu-se uma tendência focada nas práticas do MST, que se direcionou para a constituição de uma identidade de sujeito e, por outro lado, formou-se também uma identidade mais sensível ao estigma, que salienta a dor e busca pela harmonia e inclusão no contexto social regional. Arnaldo Mazzei Nogueira (USP) Gt21 As relações de trabalho em uma empresa global: um novo paradigma ou neocorporativismo?

Este artigo sobre as relações de trabalho em uma empresa global foi resultado de pesquisa em uma montadora de caminhões instalada na região do ABC no Estado de São Paulo, Brasil. A empresa esXIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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tudada apresenta um padrão de relações de trabalho dos mais avançados no local de trabalho considerado o contexto brasileiro. A solução de conflitos do trabalho nesta empresa aponta fortemente para um padrão de negociação em relação ao estatutário, o que levou alguns autores a indicar um modo de cooperação-conflitiva para lidar com as relações de trabalho e uma via institucionalizada de inserção dos trabalhadores nos processos de inovação tecnológica e gerencial. O esquema montado dentro da empresa foi resultado da estratégia do sindicato no local de trabalho e da estratégia de gestão da empresa em particular da gestão de recursos humanos o que permite novas interpretações do fenômeno. Arthur Bueno (USP) Gt28 As paixões do homo oeconomicus: racionalidade e afeto na ação econômica cotidiana

Com base na análise dos Devedores Anônimos e de seus usuários, pretende-se argumentar que, funcionando à maneira de um dispositivo de racionalização, o grupo incide sobre as condutas econômicas desses indivíduos de modo a torná-las mais ajustadas a certas exigências da ordem econômica atual. Isso por meio de mecanismos particulares, que atuam seja incitando a reflexividade e dirigindo a atenção desses agentes para aspectos antes despercebidos das ações econômicas cotidianas (produzindo, assim, um investimento renovado em tais operações), seja suscitando implicitamente certas dinâmicas afetivas, que tendem a conduzi-los na direção de uma maior racionalidade econômica. Donde se conclui que esse tipo de racionalidade – assim como seu ideal, o modelo do homo oeconomicus – não se opõe às emoções, às paixões, mas depende, para sua própria efetivação, de dinâmicas afetivas peculiares. Arthur Coelho Bezerra (UFRJ) Gt25 O papel das redes sociais na música independente do Brasil

A discussão proposta está focada na análise das formas de organização de redes sociais na cadeia produtiva da música no Brasil. Embora o desenvolvimento tecnológico tenha facilitado a gravação de fonogramas, outros importantes elos da cadeia produtiva, como a distribuição e a divulgação, continuam estrangulando a produção musical dita “independente”. Em meio a uma realidade na qual apenas quatro multinacionais – Sony/BMG, Warner, Universal e EMI – dominam mais de 80% do mercado fonográfico, a saída encontrada por músicos, produtores e demais profissionais do setor tem sido a formação de redes associativas e a produção de festivais em todo o país. Nossa discussão estará voltada, portanto, para estas redes e festivais, como a Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes), a Rede Rio Música, o Circuito Fora do Eixo (focado no Norte e no Centrooeste do país), entre outros. Arthur J. M. Almeida (UnB) Gt27 Esporte e Cultura: análise acerca da esportivização de práticas corporais nos Jogos Indígenas

O trabalho que se pretende apresentar é um recorte da dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós Graduação da Faculdade de Educação Física da UnB. Na perspectiva da interdisciplinaridade, o estudo procura construir um diálogo entre os campos disciplinares da Educação Física e das Ciências Sociais. As considerações apresentadas surgem de uma pesquisa realizada nos IX Jogos dos Povos Indígenas. O objetivo foi interpretar em que medida a competição nesse evento contribui para a esportivização das práticas corporais de diferentes etnias. O esporte, nesse âmbito, aparece como um instrumento que tem como pressuposto a interação entre distintas comunidades indígenas e dessas com a sociedade envolvente. Proporcionando o intercâmbio de valores tradicionais e modernos a estruturação do evento colabora para a resignificação das práticas corporais dos povos indígenas participantes. Artur Perrusi (UFPB), Mónica Franch (UFPB) Gt19 Casais sorodiscordantes no estado da Paraíba: reflexões a respeito da negociação de risco

O trabalho apresenta os resultados iniciais de uma pesquisa sócio-antropológica sobre casais sorodiscordantes que moram na Grande João Pessoa (Paraíba). Apresentaremos, assim, algumas representações que o risco adquire para o membro soropositivo e soronegativo do casal, levando-se em consideração as relações de gênero e a modalidade de relacionamento amoroso. A negociação do risco aparece como uma noção fundamental para compreender a forma pela qual os soropositivos enfrentam o desafio de construir mediações com o outro e consigo mesmos. Nosso estudo aponta para uma rediscussão da noção de negociação, já que outras interpelações condicionam a “conjugalidade soro-discordante”. A negociação não pode ser reduzida à ação estratégica e à racionalidade instrumental. Por isso, o risco e a negociação influenciam os resultados das políticas públicas nas ações junto a casais sorodiscordantes.

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A responsabilidade pública de jovens médicos pediatras perante a prostituição infanto-juvenil.

A prostituição infanto-juvenil é crime em nosso País e é objeto de denúncias nacionais de exploração sexual de crianças e adolescentes. As cidades brasileiras são os primeiros territórios de aliciamento da infância e juventude para a prostituição. Nessas cidades também é formada a nova geração de profissionais que deveriam, em tese, enfrentar questões sociais como essa. O objetivo da pesquisa foi estudar a consciência de jovens médicos pediatras, no exercício da residência médica, para identificar os conteúdos da formação que recebem, a consciência da responsabilidade pública decorrentes e a capacidade de enfrentamento dessa situação delituosa. Entrevistados 40 médicos residentes, todos com idade próxima a 25 anos, a pesquisa se insere numa temática maior em desenvolvimento, sobre segurança urbana, juventude e constituindo-se em estudo das tramas sociais da ilegalidade. Aura Helena Peñas Felizzola (IUPERJ) Gt31 Punição e sistema político

O sistema punitivo nacional é fruto da adoção de correntes diversas de pensamento jurídico, conjunturas políticas e utopias que alimentam projetos de reforma moral. Tomamos aqui dois países latino-americanos com sistemas políticos diferentes, o Brasil e a Colômbia. A tradição punitiva brasileira, formada num contexto monárquico e de alta centralidade e estabilidade institucional, dirige-se sobre tudo contra os atores que transgridem a ordem econômica. No caso colombiano, de alta conflitualidade social, sucessivas guerras civis e um direito constantemente reformulado, os objetos privilegiados do poder punitivo são os atores políticos dissidentes. Através da análise diacrônica da legislação penal brasileira e colombiana (1830-2000), pretendemos ilustrar de que maneira o quantum da pena se encontra comprometido com os valores e princípios defendidos historicamente em cada sociedade. Aurenéa Maria de Oliveira (UFRPE) Gt12 Pluralismo religioso: a crise da secularização ocidental e a tolerância/intolerância religiosa

Este artigo tem como objetivo analisar a partir de uma reflexão sobre a crise do paradigma da ciência moderna ocidental, em sua teoria da secularização utilizada no âmbito dos estudos científicos da religião, a questão do pluralismo religioso contemporâneo. Tal pluralismo por sua vez será discutido através da interface que estabelece com a problemática da tolerância/intolerância entre as religiões e também por meio do debate em torno da atuação de um Estado multicultural que preconize normas/consensos, tolerantes ou não, ao redor de diferentes práticas religiosas. Nesse aspecto é que se pretende enfatizar as críticas feitas ao modelo de secularização especificamente no que concerne à separação entre o Estado e a religião tendo em vista a necessidade cada vez mais premente que tem se estabelecido daquele atuar no sentido de administrar conflitos que se manifestam no campo religioso.

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Augusto Caccia-Bava (UNESP) Gt26

Ayrton Martins (UFAM) Consulte Sandra Noda (UFAM) Baltazar Macaiba de Sousa (UFMA), Natália Pereira Lima (UFMA) Gt07 Sociologia no ensino médio no maranhão: Reflexões sobre a Transmissão da Cultura Sociológica

O presente artigo visa apresentar, a partir de pesquisas em fontes históricas e educacionais do Maranhão e do contato direto com professores e alunos do atual Ensino Médio em São Luís, MA, uma reflexão sobre a contribuição da disciplina Sociologia para a construção de uma nova experiência cidadã e democrática. Trata-se de uma interpretação, ainda preliminar, do trabalho de transmissão do legado científico e humanístico da Sociologia e da cultura sociológica para a juventude maranhense e brasileira. Bárbara G. R. S. da Silva (USP) Gt31 Transferência de poder, desordem e violência conjugal contra mulheres no município de São Paulo.

Através de entrevistas semiestruturadas feitas com mulheres na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em São Paulo, verificou-se que a violência conjugal pode se originar do desequilíbrio do poder na relação conjugal. O homem que agride sua esposa ou ex-esposa impõe seu domínio sobre ela; sendo detentor do poder. Mas a realização da denúncia na DDM transfere o poder à mulher. Entende-se que o registro é uma forma de conflito visto entre muitos casais ou ex-casais. Uma das causas do uso deste tipo de violência por parceiros de algumas dessas mulheres foi o interesse delas pela separação. A menção ou decisão feminina pela separação influencia a ordem de crenças e valores estabelecidos ou

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a “consciência coletiva ou comum” segundo o pensamento durkheimniano. E os homens que responderam à tal interesse através de reações violentas buscam proteger a integridade desta consciência. Bart Landry (UMD) Consulte Maria Soledad Etcheverry (UFSC) Bartolomeu Mendonça (UFMA) Gt23 É mina, não acaba nunca: percepções sobre a natureza em três povoados da Baía do Tubarão, MA

Este trabalho busca problematizar conceitos e práticas vinculados aos arranjos ecológicos, sociais, culturais e econômicos criados e utilizados pelos moradores da região costeira da Baía do Tubarão, localizada no litoral oriental maranhense, a partir da observação do pensar, do sentir e do fazer de moradores e de saberes técnico-científicos que versam sobre as temáticas de natureza, preservação, conservação, sustentabilidade, desenvolvimento, tecnologia, povos e populações tradicionais. As informações contidas ao longo deste estudo, poderão ser úteis para iluminar e/ou questionar políticas de tutela e intervenção, na área ambiental, direcionadas aos grupos juridicamente chamados de povos e populações tradicionais, além de se constituir em documento que ajudará os grupos na tarefa de se autoperceberem em suas práticas produtivas e culturais em função do manejo de sistemas ecológicos. Bastos Alves (UFRN) Gt12 Mercantilização das Tradições: religiosidade e turismo

Na medida em que a eficácia dos símbolos religiosos é aniquilada pelo processo de urbanização e industrialização as tradicionais festas religiosas se tornam um espetáculo e o espaço sagrado passa a ser mitificado. As invenções das tradições associadas aos elementos religiosos passam a ser valorizadas como explicativos das diversidades culturais regionais e podem ser transformadas em mercadorias, principalmente em lugares onde o turismo aponta como alternativa ao crescimento econômico. Se por um lado o turismo se fundamenta no consumo das particularidades locais, de ordem natural ou cultural, por outro, verifica-se que o seu estímulo provoca concomitantemente a transformação dos elementos que se constitui seu fundamento, isto é, a religiosidade e a identidade local. O objetivo deste trabalho é apresentar resultados da pesquisa Religiosidade, turismo e cultura no Rio Grande do Norte, RN Beatriz de B. Teixeira (UFJF) CONSULTE Eduardo Condé (UFJF) Beatriz de Oliveira Pires (UENF), Marcos A. Pedlowski (UENF) Gt23 Impactos socioambientais de megaempreendimentos: o caso do complexo portuário da Barra do Açu, RJ

Um dos principais problemas que normalmente acompanham com o processo de crescimento e desenvolvimento econômico são os impactos sociais e ambientais. Este trabalho apresenta os resultados de um estudo sobre as mudanças ocorrendo na Barra do Açu, RJ em função da implantação do Complexo Portuário da MMX. Naquela região existe um rico complexo lacustre que são a base de sustentação de populações tradicionais, e que podem ser potencialmente afetadas pela presença deste complexo portuário. O elemento central desta investigação foi verificar o tratamento dado pelo poder público à participação da população e da sociedade civil organizada na definição de medidas voltadas para minimizar os riscos associados a este megaempreendimento. Além disso, a pesquisa procurou verificar o posicionamento existente nos grupos sociais que ali residem frente às mudanças que ocorrerão na região. Beatriz Morem da Costa (PMPA /SMDHSU) Gt26 A difícil concretização da garantia dos direitos dos adolescentes em conflito com a lei

O Programa Municipal de Execução de Medidas Sócio-educativas em Meio Aberto (PEMSE) representa uma das raras iniciativas municipais que se encontram regularmente estruturadas no Brasil para atender adolescentes envolvidos em atos de infrações. Criado em 2000, coordena a execução das medidas de Prestação de Serviços à Comunidade e Liberdade Assistida. O Programa enfrenta dificuldades de natureza e magnitude diversas. O artigo se fundamenta em dados obtidos por meio de pesquisa de avaliação do PEMSE empreendida pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana de Porto Alegre em convênio com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. Beatriz Scigliano Carneiro (PUC-SP) Gt24 Potências da invenção: experimentações da arte

O termo invenção vem de do latim inventio, descoberta, achado. Consistia na etapa inicial da retórica, em que se escolhiam o tema, as imagens, para juntá-los em um discurso ou – quando a noção 180

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Belisa Polasse (UFABC) CONSULTE Ana Keila Mosca Pinezi (UFABC) Benedita Edina de S. L. Cabral (UFCG) Gt10 Longevidade e permanência das desigualdades de gênero e geração na família contemporânea

Gênero e geração são essenciais ao estudo do envelhecimento. As alterações sócio-demográficas nas famílias atuais incitam conhecer as bases dos contratos de gênero e geração. Mudanças nas relações de gênero apontam progressos como maior participação e acesso às diversas esferas da vida pública. Mas observam-se inúmeras desigualdades, tais como: maior remuneração masculina no mercado de trabalho e a submissão feminina ao poder masculino. Nas relações entre as gerações jovens, adultas e idosas aparecem outras desigualdades. Em pesquisa com famílias multigeracionais, observa-se o predomínio de jovens sobre pais e avós, independentemente da condição de gênero. Na distribuição de recursos, os jovens impõem aos velhos prioridade para suas demandas, privando-os de bens essenciais. É notável como a longevidade acirra os debates em torno das tendências sobre as relações entre as gerações e os gêneros. Benedito Anselmo Martins de Oliveira (UFSJ), Maria de Lourdes Souza Oliveira (UFLA) Gt28 Relações Sinérgicas entre Capital Social e Economia Solidária

As cooperativas populares que praticam economia solidária, promovem ações que reforçam o uso e a reprodução de capital social, numa perspectiva que o vislumbra como sendo uma forma de se usar ativos materiais e imateriais que reforçam práticas de cooperação e solidariedade, tendo na autogestão seu fundamento central. Esta pesquisa, realizada com cooperativas populares que atuam em favelas da cidade do Rio de Janeiro, demonstrou que no campo da economia solidária se percebe conquistas e garantias de trabalho e exercício de cidadania. E no campo do capital social, a capacidade de se reforçar o papel das organizações coletivas no sentido de apresentarem avanços de novas relações que permitem a sedimentação de práticas de confiança e ajuda mútua. Neste sentido, essas cooperativas se apresentam como elos de ligação e reforço nas sinergias entre a economia solidária e o capital social.

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se amplia – em uma obra de arte convincente. Nos primórdios da institucionalização científica da Sociologia, G. Tarde (1843-1904) apontara a potência da invenção na transformação social, mas acabou sendo obscurecido por outros autores e apenas recentemente foi redescoberto. No século XX, a força da invenção na fabricação de uma obra de arte se torna critério de se avaliar a qualidade da própria obra, no sentido dado pelo poeta Ezra Pound. A arte produz conhecimento através de experimentações sobre os objetos, as percepções e conceitos que os permeiam. Esta comunicação apresenta pesquisa com artistas e obras acerca da força da invenção no surgimento de novos e inovadores modos de pensar e viver.

Benedito Souza Filho (UFMA) Gt15 “Noite sobre Alcântara”: as metáforas montellianas como reprodutoras da ideologia da decadência

Obras literárias têm permitido aos cientistas sociais importantes reflexões de natureza sociológica ou antropológica. Apresentam-se como reveladoras de modos de vida, padrões culturais, sociabilidades ou reproduções de ideologias. Noite Sobre Alcântara, romance de Josué Montello, contém tais características. Nessa obra o autor retrata a vida social, política e econômica da aristocrática cidade de Alcântara na segunda metade do século XIX. Tomando como referência as variadas metáforas presentes no romance para explicar o declínio econômico da aristocracia agrária, o trabalho pretende mostrar que, em termos sociológicos, o autor reproduz a ideologia da decadência como padrão explicativo que marcou o pensamento da inteligência do Maranhão no século XIX. Benjamin Parton (UNICAMP) Gt21 Organização sindical no setor de fast-food (refeições rápidas) em São Paulo e na Nova Zelândia

O trabalho no segmento de fast-food, juntamente com o resto da área de serviços, cresceu exponencialmente nos últimos 20 anos na Nova Zelândia e no Brasil. Sua forma de emprego é conhecida por: alta rotatividade e intensidade de trabalho, baixos salários, a juventude da sua mão de obra, e a ausência de organização sindical. Diferentemente da tendência global, os trabalhadores de fast-food na Nova Zelândia e em São Paulo são representados por sindicatos que foram fundados após o início do começo da abertura econômica nos anos 1980 e 1990. Ao contrário do sindicato paulista cuja criação foi estimulada pelas contribuições sindicais obrigatórias, a existência da entidade neozelandesa depende da vontade da sua base como buscaremos analisar.

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Betânia Cordeiro (UNICAP) Gt05 As canções de Luiz Gonzaga na representação da identidade nordestina

Diante da carência de estudos críticos linguísticos das canções de Luiz Gonzaga vistos numa perspectiva da Semiótica-Social, investigamos de que maneira as canções de Luiz Gonzaga contribuem na constituição da identidade nordestina. As canções escolhidas foram analisadas numa perspectiva da Análise Crítica do Discurso (ACD). A seca, nessas canções, transforma-se no único grande problema do Nordeste. Dessa maneira, Luiz Gonzaga reproduz a prática discursiva estabelecida pela sociedade da época, aderindo à ordem do discurso do seu entorno. O nordestino é representado como um povo escravizado e dependente economicamente do Governo, incapaz de perceber as lutas hegemônicas da sua região e reagir a elas. Este estudo pretende contribuir no rompimento das práticas discursivas que favoreçam a criação de estereótipos nordestinos e na desnaturalização das lutas hegemônicas da região Nordeste. Betina Fresneda (IUPERJ) Gt09 Transição da escola para o trabalho e estratificação social

O estudo da transição da escola para o trabalho ganha relevância em um contexto nacional e internacional de crescente desemprego juvenil. Discute-se em que medida habilidades adquiridas, nos diferentes sistemas educacionais, são capazes de inserir o jovem no mercado de trabalho sem reproduzir a estratificação social, promovendo igualdade de oportunidades. Esse trabalho pretende apresentar uma resenha bibliográfica da recente controvérsia a respeito do impacto do ensino vocacional nos resultados educacionais e profissionais alcançados pelos jovens. Por um lado, ele é defendido como uma alternativa eficiente para reduzir o desemprego juvenil. Por outro lado, ele é acusado de aprisionar os jovens provenientes das classes baixas em ocupações sem perspectivas de crescimento e que impedem o acesso futuro dos mesmos a níveis educacionais mais elevados, reduzindo as chances de a mobilidade social. Bianca Coelho Nogueira (IPEA) CONSULTE Inaê Elias Magno da Silva (CAM) Biancca S. de Castro (UNICAMP), Jorge Luiz dos Santos Junior (UFRRJ), Fátima Portilho (UFRRJ) Gt11 Os Movimentos sociais e as bio e nanotecnologias agrícolas: o caso Brasileiro

O trabalho proposto tem por objetivo apresentar e analisar os diferentes posicionamentos de alguns movimentos e organizações sociais brasileiros em relação à introdução das bio e das nanotecnologias, focando suas aplicações na agricultura. Será demonstrado que apesar das semelhanças entre essas tecnologias contemporâneas, verifica-se que os movimentos sociais têm tomado posições divergentes em relação a cada uma delas. Enquanto diferentes movimentos sociais se organizaram em torno da “Campanha por um Brasil livre de transgênicos”, não se verifica a mesma atuação em relação às nanotecnologias. Para compreender os motivos dos diferentes posicionamentos em relação às já citadas tecnologias, por parte dos movimentos sociais, serão realizadas entrevistas com integrantes do Greenpeace, IDEC, AS-PTA, entre ouros, além de pesquisas em documentos e sites da rede mundial de computadores. Biancca S. de Castro (UNICAMP) CONSULTE Jorge Luiz dos Santos Junior (UFRRJ) Bill Pereira (EBAPE) CONSULTE Denise Franca Barros (FGV-RJ) Bill Pereira (EBAPE), Eduardo Ayrosa (EBAPE-FGV) Gt04 Cultura gay carioca: estigma, consumo e mercado

O estigma está relacionado a uma marca social de inferioridade, que de forma aparente ou não. Em uma sociedade que discrimina a homossexualidade, os indivíduos que se percebem e aceitam a identidade homossexual podem ser considerados portadores de uma identidade socialmente estigmatizada. Com o objetivo de analisar como gays utilizam o discurso associado às posses para enfrentar o estigma da homossexualidade, foi conduzido um estudo de caráter etnográfico no grupo gay da cidade do Rio de Janeiro entre os anos de 2005 e 2008. Os resultados da pesquisas nos sugerem que: (i) o mesmo estigma que os marginaliza é o que os liberta dos padrões heteronormativos dominantes; (ii) a estética do “macho” é vista como instrumento de demarcação e hierarquia interna do grupo; e (iii) o consumo hedonista é percebido como uma forma de autocompensação a uma realidade opressora.

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A guerra como modelo, o medo como motivo

Partimos da já conhecida alegação de que o modelo sobre o qual esta estruturada a segurança pública brasileira teve e tem as características de uma guerra fundada no medo e travada contra os membros das classes perigosas sob a justificativa do combate ao crime. Acreditamos que tal quadro ainda é uma realidade constatável, por exemplo, na forma de implantação do PRONASCI nas favelas cariocas. Acreditamos que essa maneira de pensar, que coloca a guerra como uma referência, é parte de um padrão mais geral que não esgota sua presença na segurança pública, mas se encontra difundida por outras áreas, como a estética, teorias da administração e a religião. É nossa pretensão apresentar como estes elementos se encontram articulados parecendo justificar uma das máximas do teórico da guerra Clausewitz quando afirmou que “é a guerra o elemento que melhor convêm ao espírito humano em geral”. Bonnie Azevedo Gt04 Pensando Governo Móvel: desafios para sua implementação no Brasil

Em outubro de 2008, o Brasil ultrapassou o uso de 140 milhões de linhas de celulares. Seguindo uma tendência também observada em outros países em desenvolvimento, o país iniciou o processo de introdução de serviços de governo móvel. Existem iniciativas de diversos órgãos do governo na promoção de uma maior eficiência dos serviços públicos e da cidadania por meio da tecnologia móvel, uma vez que a comunicação governo-cidadão em serviços como saúde, transporte, ouvidoria, defesa civil, processo eleitoral, educação, entre outros, pode ocorrer a qualquer hora e qualquer lugar. No presente artigo, pretendo refletir sobre as experiências já em curso no Brasil, observando não só seus resultados, mas também o potencial dos serviços do governo móvel em afinar a comunicação governo-cidadão em conjunto com os desafios sócio-antropológicos e tecnológicos de sua efetiva introdução. Gabrielle Braga (IUPERJ) Gt13 Heróis da Resistência Ciências Sociais, vocação acadêmica, e mercado de trabalho.

Considerando que a graduação em Ciências Sociais privilegiou um modelo de formação baseado na reprodução do campo, isto é, na formação de docentes para a docência, a fim de garantir a sua consolidação e manutenção após uma institucionalização tardia, e que esse norte inicial transformou-se em uma característica plena da área, definindo uma identidade profissional a ela associada, este trabalho fará uma análise de como diferentes delimitações do conceito de profissão são mobilizadas pelos indivíduos que circulam nesse campo para justificar, por um lado, a manutenção da formação em Ciências Sociais na direção da “vocação acadêmica”, afastando-a de um cenário no qual a tendência pela integração com as expectativas e exigências do setor produtivo dá o tom, e por outro lado, o desvio de outros ao modelo vigente.

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P.B. Bodê de Moraes (UFPR) Gt31

Breno Fontes (UFPE) Gt19 Saúde, território e redes: sobre as práticas de sociabilidade dos agentes comunitários de saúde

Neste artigo pretendemos introduzir a variável território para a análise do Programa de Saúde da Família. Selecionamos um componente que consideramos estratégico para a nossa análise, a da construção das redes associativas dos Agentes Comunitários de saúde pelo fato de esses profissionais serem originários da comunidade, o que implica admitir que as estas redes têm efeitos em suas práticas profissionais. A partir de um estudo empírico de unidades de Saúde da Família das cidades de Recife, Fortaleza, Porto Alegre e Campinas ensaiaremos uma análise sobre a relação entre a densidade associativa e seus efeitos sobre as práticas dos Agentes Comunitários de Saúde, a partir de alguns recortes de significados que a noção de território sugere. Bruna Cruz de Anhaia (UFRGS) Consulte Clarissa Baeta Neves (UFRGS) Bruna Hetzel (UFRN) Gt24 A dimensão ética do cinema de Walter Salles: “Terra Estrangeira” e a hospitalidade

Este trabalho consiste numa análise da dimensão ética do cinema de Walter Salles e se concentra na discussão sobre a ética da hospitalidade a partir da narrativa fílmica Terra Estrangeira. Assumindo um caráter ensaístico, o texto parte do discurso fílmico (das experienciais existenciais dos protagonistas e de seus singulares encontros com a alteridade, da elaboração estética, das principais imagens, metáforas e argumentos do filme) para discutir a questão da hospitalidade no cenário político do Brasil e do mundo contemporâneo. Dialoga-se com a noção de hospitalidade e estrangeiridade em Julia Kristeva e com a idéia de modernidade líquida em Zigmunt Bauman.

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Bruno Carvalho (UFRJ) Gt29 Cultura e sujeito na reflexão pós-colonialista: novos argumentos para uma Teoria Social da Nação

O trabalho pretende analisar o questionamento de teóricos pós-colonialistas aos entendimentos que relacionam de forma direta as dimensões do Estado e da nação. Ao contrário dos pressupostos de teorias que sugerem uma homogeneidade da esfera pública e da nação, o pós-colonialismo ressalta que as comunidades políticas refletem dinâmicas de hibridismo, diferença e subjetividade criativa, o que envolve uma tensão entre as identidades de indivíduo, de grupo social e de cidadão. Mesmo apontando a relevância da teoria pós-colonialista para o entendimento do caráter retórico da imaginação social e política, o trabalho também busca mostrar alguns limites e problemas na medida em que, por vezes, se postula uma fragmentação excessiva das relações sociais e uma separação radical entre as esferas formais do Estado e informais da sociedade. Bruno Konder Comparato (USP) Gt05 A Anistia entre a memória e a reconciliação: dilemas de uma transição política ainda inconclusa

Este trabalho se inscreve na ótica da justiça de transição (retribuição e reparação após uma mudança de regime político). Como virar certas páginas da história e ao mesmo tempo restabelecer a coesão no seio de comunidades feridas e divididas? A anistia é uma solução que tem certas vantagens. Seus custos, contudo, podem ser consideráveis. A página é virada sem ter sido lida, o que não impede que os mesmos horrores sejam reescritos. Enquanto nossos vizinhos da América do Sul já reviram suas leis de Anistia, no Brasil o debate sobre a lei da Anistia está apenas começando. Nossa proposta é relacionar a questão com o processo de transição do autoritarismo para a democracia que, no Brasil, foi o mais longo do continente sul-americano. Como pano de fundo, há nossa tradição de conciliação que busca evitar o confronto. Prefere-se o conchavo e os acordos de gabinete à participação da sociedade. Bruno Lazzarotti Diniz Costa (FJP), Carla Bronzo (E-FJP), Clarissa Gonçalves Menicucci (FJP) Gt26 Determinantes institucionais da implementação das medidas sócioeducativas em MG

Este artigo procura avaliar a introdução da política para o adolescente privado de liberdade nos centros sócio-educativos localizados no município de Belo Horizonte, principalmente do ponto de vista das práticas pedagógicas em curso, seus determinantes políticos e institucionais. A questão da socialização é central para a compreensão dos comportamentos de transgressão e para a reintegração social dos indivíduos. As instituições que se encarregam da aplicação de medidas sócio-educativas lidam de modo consciente ou não com essa questão e as práticas institucionais, para serem bem sucedidas na sua missão, precisam ser consistentes com essa compreensão. Ao lado de uma compreensão mais adequada do objeto da intervenção e seus determinantes, a análise do contexto institucional e dos conflitos em torno da introdução da política de atendimento ao adolescente infrator torna-se central. Bruno Morche (UFRGS) CONSULTE Clarissa Baeta Neves (UFRGS) Bruno Prudente (UFRJ) CONSULTE Cecilia de Mello e Souza (UFRJ) Bruno Zilli (UERJ) Gt20 Intercessões entre ONGs e o meio acadêmico na prevenção ao HIV/AIDS em populações “HSH”

Este é um estudo de caso sobre projetos de prevenção ao HIV/AIDS voltados para “HSH” (homens que fazem sexo com homens), patrocinados pelo Ministério Público Holandês através de uma ONG holandesa. As atividades são desenvolvidas no Brasil em parceria com quatro ONGs nacionais e tiveram inicio em 2007 com “levantamentos de necessidades” para determinar prioridades da população-alvo em relação ao HIV, e estarão em curso até 2010. O objetivo é analisar as negociações entre os interesses representados pelos atores envolvidos e o uso do conhecimento especializado das ciências humanas e biomédicas, investigando as diversas etapas de constituição de uma população-alvo, de propostas de prevenção, sua aplicação e o entendimento e uso de conceitos como o de “HSH”. O diálogo com o Plano Nacional de Enfrentamento ao HIV do Ministério da Saúde brasileiro também faz parte deste contexto.

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Trabalho, juventude e as desigualdades raciais: desafios para as políticas públicas brasileiras

Na atualidade, os dados informam sobre o aumento do desemprego e das ocupações precárias desenvolvidas pelos jovens. No Brasil, somente a partir dos anos 90 a temática da juventude se configura como um problema político, sendo criadas políticas públicas de combate a inatividade dos jovens. Contudo, estas ações precisam considerar as diferenças étnico-raciais e de gênero. Os estudos revelam que a juventude negra não goza de condições equânimes em relação à população branca no mercado de trabalho. Neste trabalho, pretende-se destacar que as políticas públicas de cunho universalista têm um papel importante na redução da pobreza, porém limitado no combate à desigualdade racial. Em decorrência disso, somente com a adoção de políticas específicas é que se logrará reverter o quadro iniquidade racial. A articulação dessas duas dimensões é um dos grandes desafios que se impõe ao Estado brasileiro. Caleb Faria Alves (UFRGS) Gt24 Gostos na classe e concorrência aliada

Apresentarei os resultados iniciais de uma pesquisa sobre a produção artística em Porto Alegre, realizada a partir de entrevistas abertas, porém direcionadas, sobre as concepções e entendimento que artistas têm das trajetórias e obras de seus próprios colegas. Investigamos o modo como uns significam as posições e as ações dos outros num cruzamento constante de interesses e definições que, por sua vez, estimulam reciprocamente reações, estabelecendo uma dinâmica própria. As possibilidades institucionais de construção de prestígio estão presentes, mas subordinadas às redes construídas. A análise dos dados parte do interracionismo simbólico e seus desdobramentos. O que investigamos é o surgimento das categorias classificatórias, as redes de conhecimento e interação que possibilitam sua existência e como são mobilizadas em ações práticas, incluindo aí a criação. Camila Caldeira Nunes Dias (USP) Gt31 “O Estado vendeu o preso, e o PCC o comprou”: consolidação do PCC no sistema carcerário paulista

A frase contida no título, dita por um detento, é reveladora de dois processos sociais que culminaram com a reconfiguração do poder no sistema carcerário paulista. De um lado, a precariedade física e moral das prisões, onde a corrupção, o arbítrio e a violência são os elementos centrais das relações aí estabelecidas. Esta situação, embora recorrente, se agravou nas últimas décadas em função do aumento vertiginoso da população carcerária. Na esteira deste processo, vimos a emergência de uma organização de presos que se constituiu como instância reguladora e mediadora das relações sociais na prisão, além de provedora de bens e serviços básicos para alguns presos e suas famílias. Através do exercício deste papel o PCC busca legitimidade para seu domínio, embora o faça pela imposição de um poder despótico sobre os presos e de múltiplas e complexas relações com a administração prisional.

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Cacilda Ferreira dos Reis (CEFET-BA) Gt26

Camila Carneiro Dias (UNICAMP), Maria Conceição da Costa (UNICAMP) Gt03 Produção e circulação do conhecimento associado à biodiversidade: estudos de caso

Com o advento da indústria de biotecnologia, o conhecimento tradicional associado à biodiversidade tornou-se objeto de debate quanto à regulação de sua propriedade. Em 1992, a Convenção da Diversidade Biológica institucionalizou a repartição de benefícios como princípio regulatório em projetos de exploração da biodiversidade e conhecimento tradicional. Dezesseis anos depois, sobram dúvidas quanto à natureza e impactos deste instrumento. Este trabalho analisa os dados de pesquisa realizada no Peru e nos EUA, sobre a aplicação deste princípio em dois casos: um projeto de bioprospecção, a repatriação de um banco de germoplasma. Ambos envolveram atores do Sul e do Norte, entre comunidades indígenas, empresas privadas e institutos de pesquisa. A análise revela a contribuição residual de projetos de bioprospecção e a diversidade de posições quanto ao instituto da propriedade intelectual. Camila Gonçalves de Mario (UNICAMP) Gt08 Ouvidorias Públicas Municipais no Brasil

Este trabalho discute o papel das Ouvidorias Públicas Municipais no Brasil. Vivenciamos nas últimas duas décadas um aumento no número de ouvidorias públicas criadas dentro da lógica da discussão acerca da democracia participativa e da transparência do Estado, na prática, estas estão encontrando vários entraves para o desenvolvimento de seu trabalho e reconhecimento de suas ações, tanto pela administração pública como pela população. O objetivo deste trabalho é contribuir para ampliação do debate quanto ao funcionamento das Ouvidorias Públicas Municipais, à sua relação, com o Estado, onde funciona como um instrumento de gestão e, com o cidadão, cujos direitos se propõe a defender e, da interlocução que constrói entre eles, além da importância das informações que possui para a avaliação das políticas públicas e exigência de cumprimento dos deveres do Estado por parte do cidadão.

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Camila Lameirão (UFF), Rodrigo Faray Rosa (UFRJ) Gt08 Estado, mercado e mundo da vida na teoria da modernidade de Habermas

Para Habermas, a compreensão da especificidade das formações societárias contemporâneas, quando comparadas com as tradicionais, passa pelo desenvolvimento de um conceito de sociedade que integra duas noções complementares: a noção de mundo da vida e a de sistema. Essas mesmas noções indicam que existe uma diferenciação, no interior das sociedades modernas, entre duas esferas complementares: a esfera da reprodução simbólica [interação] e a esfera da reprodução material [trabalho]. Desse modo, ao pensar a modernidade como uma tensão entre o Estado e o mercado de um lado e as estruturas comunicativo-interativas de outro, Habermas problematiza o denominado dilema da modernidade. Assim, pretendemos avaliar o modo como o dilema da modernidade vem sendo discutido pelos intérpretes do Brasil contemporâneo. Camila Lameirão (UFF) Consulte Eduardo R. Gomes (UFF) Camila Papa (UNISantos) Consulte José Alberto Carvalho dos Santos Claro (UNISantos)

Camilla Ferreira Lobino (UFRJ) Gt18 O monocultivo do eucalipto e a luta simbólica pelo uso dos territórios no norte do Espírito Santo.

Neste trabalho será analisada a constituição de um campo de forças sociais, no contexto dos conflitos ambientais no norte capixaba, fundado pelas ocupações dos plantios de eucalipto para fins industriais. Os monocultivos, desde os anos 60, pressionaram ecossistemas nativos e grupos locais, provocando formas particulares de resistências e ações sociais elaboradas por diferentes atores, direcionados em torno da luta pelo território. Nesse contexto se confrontam concepções de mundo, mobilizações, princípios de justiça e alianças políticas atravessando compreensões sobre “desenvolvimento”, “meio ambiente” e “uso do território”. Através dos discursos e práticas das entidades envolvidas quilombolas, camponesas, indígenas, ambientalistas e outras buscaremos compreender o processo de luta simbólica e os princípios de legitimação das entidades que compõem tal campo. Camilo Albuquerque de Braz (UNICAMP) Gt20 Men Only: clubes de sexo para homens em São Paulo (Brasil) e Madrid (Espanha)

Neste trabalho, trarei resultados preliminares de uma etnografia comparativa que venho realizando sobre clubes de sexo para homens, seus sujeitos, escolhas e práticas sexuais (que estão, em alguns momentos, ligadas à assim chamada “cena” BDSM e/ou do couro [leather], dentre outras) nas cidades de São Paulo, Brasil e Madri, Espanha. Utilizo as perspectivas dos estudos de gênero, gays e lésbicos e queer buscando uma interpretação antropológica da constituição de subjetividades, experimentações, escolhas e práticas sexuais consideradas dissidentes, levando em conta principalmente os modos pelos quais a masculinidade é reivindicada, incorporada, desempenhada e consumida nesse crescente mercado segmentado urbano. A interpretação desses processos demanda um olhar intersseccional, atento aos modos contextuais e contingentes de operação de marcadores sociais de diferença diversos. Camilo Negri (UnB), Henrique Carlos de O. de Castro (UnB) Gt14 Restrição ideológica da democracia e a não-consolidação de programas de esquerda na América Latina

Grande parte das teorias democráticas tem como fundamento duas características ideais, a autonomia individual, que considera o indivíduo o melhor juiz dos próprios interesses, e a neutralidade das regras, que indica que o conteúdo que a maioria acredita representar seus interesses será institucionalmente respeitado, desde que aceite as regras democráticas, e assim fazendo, poderá integrar o jogo democrático, ser escolhido e introduzido. A não-consolidação de programas de governo de esquerda na América Latina é analisada por meio da comparação entre os programas de Lula, Vázquez (Uruguai) e Allende (Chile). Assim, um contraponto a essas duas premissas legitimadoras da democracia liberal é considerado. O trabalho apresenta, ainda, o conceito de restrição ideológica da democracia, forma com que a hegemonia da ideologia liberal impede a consolidação de propostas contrárias ao livre mercado. Carina Sousa Gomes (UC) Gt25 A produção de imaginários culturais urbanos: narrativas turísticas de algumas cidades ibéricas

A comunicação centra-se no papel da cultura e do turismo na (re)construção das imagens e da identidade cultural das cidades e seus centros históricos. Analisa comparativamente quatro cidades ibé186

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Carla Barros (ESPM-RJ) Gt04 Apropriações de tecnologias digitais e usos de celulares nas camadas populares

O estudo tem como objetivo investigar os usos de aparelhos celulares e computadores em um grupo de camadas populares, através de questões como sociabilidade, apropriações coletivas, inserção social e ciclo de vida dos objetos. A relativização do modo de consumo “individual” se faz necessária para a compreensão dos significados da materialidade e da constituição da subjetividade. Tanto no caso de computadores como de celulares, foram observados usos como navegações coletivas e circulação de aparelhos, que reforçam os vínculos sociais com os pares. O computador no espaço doméstico costuma aparecer ocupando lugares intermediários, sugerindo uma tensão entre usos coletivos e o espaço autônomo dos filhos. Quanto aos celulares, identificou-se um consumo de “inclusão”, além de uma prática referida ao reforço dos vínculos familiares, como no caso do armazenamento da memória familiar. Carla Brandão (UEPB) Gt26 Expectativas sociais e projetos para o futuro: um retrato da juventude paraibana

As transformações sociais afetam a juventude em aspectos como o acesso à educação, ao trabalho e suas expectativas e projetos de vida. Este estudo objetivou conhecer a compreensão dos jovens sobre o que é ser jovem, seus projetos de vida e suas expectativas em relação à vida adulta. Foram entrevistados vinte jovens das cidades de João Pessoa e Campina Grande, PB, de ambos os gêneros, com idade entre 15 e 24 anos e com diferentes níveis de escolaridade. A partir da Análise de Conteúdo identificou-se que os jovens compreendem tal etapa como fase de ‘preparação para o futuro’ e ‘de liberdade com responsabilidade’. As expectativas com relação à fase adulta indicam o desejo de conquistar emprego, estabilidade financeira e constituir família. Já os projetos para o futuro, apontam o desejo de aprovação no vestibular e exercício de profissão de nível superior.

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ricas, explorando semelhanças e diferenças culturais, turísticas e políticas, segundo a prevalência da dimensão religiosa em Braga e Santiago de Compostela, da cultura universitária em Coimbra e Salamanca. Atentando nos imaginários culturais, representações sociais e formas de reatualização simbólica da história local, forjados a respeito dessas cidades, destacam-se atores e instituições intervenientes, repertórios culturais mobilizados, processos políticos e dinâmicas territoriais, no quadro da atividade turística. O objetivo é assinalar como, apesar da proximidade geográfica e algum paralelismo sociocultural, evidenciam-se diversidades culturais cruzadas, entre cidades, regiões e países.

Carla Bronzo (E-FJP) Consulte Bruno Lazzarotti Diniz Costa (FJP) Carla Bronzo (E-FJP), Ian Prates (UFMG) Gt09 Análise das conexões entre pobreza e capital social em territórios de alta vulnerabilidade social

Este trabalho pretende analisar efeitos do “capital social” sobre a condição de pobreza de famílias residentes em um território de alta vulnerabilidade social. Adotando a perspectiva de que o “capital social” se manifesta via redes de cooperação e normas de reciprocidade, a hipótese é a de que contextos de alto ou baixo estoque de capital social condicionam a situação de pobreza das famílias, independentemente do capital humano e da origem sócio-econômica de seus membros. A hipótese será testada por meio de regressão logística binária, estimando o efeito de variáveis (teste, índice de capital social criado por meio de análise fatorial, e controle) sobre a condição de pobreza familiar. Os dados são oriundos da pesquisa “Pobreza e Desigualdade no Jardim Teresópolis”, realizada pela Fundação João Pinheiro, MG em parceria com a Universidade Tor Vergatta (Roma, Itália), em 2006. Carla Bueno Chahin (ESALQ) Consulte Paulo Moruzzi Marques (USP) Carla Dias (PUC-Rio) Gt24 Em objetos e imagens

O Museu Nacional é uma instituição-chave para pensar processos de representação cultural, de elaboração de um discurso sobre o outro – o discurso sobre o “povo” e o “popular” no contexto de um governo totalitário que buscou, através de diversas formas, símbolos e expedientes cênicos, construir a imagem do todo. A representação desse discurso de totalidade foi elaborada no Museu Nacional a partir de objetos que (re)conhecemos como regionais ou populares. O objetivo deste trabalho é discutir os significados desse empreendimento pelo prisma da montagem da Exposição de Etnografia Regional nos anos 1950, no qual a unidade nacional foi encenada como modo de ilustrar a riqueza da nação pela ocupação do território por seus diversos tipos humanos. Considerar a exposição como estratégia de construção das formas que são ainda hoje identificadas no imaginário da nação.

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Carla Diéguez (UNICAMP) Gt21 Trabalho portuário em reestruturação no Brasil: apontamentos de um projeto de pesquisa

O objetivo do trabalho é apresentar questões levantadas sobre o trabalho portuário após o início do processo de privatização brasileiro. A privatização do setor portuário acarretou, além da concessão de áreas públicas a iniciativa privada, uma mudança na gestão da mão-de-obra e a introdução da tecnologia, que mudou os padrões produtivos, baseados anteriormente no ofício, com forte presença do trabalho manual, e que passam a conviver com a introdução de maquinário que prescinde deste tipo de trabalho. Tais fatos são percebidos na implantação da multifuncionalidade, que reduz as categorias de ofício à categoria de Trabalhador Portuário Avulso, e na passagem da escala de trabalho dos sindicatos aos órgãos gestores de mão-de-obra. Isso gera uma mudança no perfil do trabalhador, tanto quanto a escolaridade como a necessidade de maior flexibilidade e adaptação as modificações tecnológicas. Carla Diéguez (UNICAMP) CONSULTE Angelo Del Vecchio (UNESP) Carla Galvão (UFBA) Gt05 A representação social de ACM em Salvador-BA e sua influência no comportamento político eleitoral

Este trabalho tem o objetivo investigar os elementos que compõe a representação social do político ACM em Salvador, bem como analisar a influência de tal representação no comportamento eleitoral dos soteropolitanos nas eleições municipais de 2008. Nessa perspectiva, o estudo busca investigar se há uma distinção entre quem votou em ACM Neto e quem votou nos outros candidatos a prefeito, tentando assim, identificar, entre os eleitores de ACM Neto, a opinião sobre a possível semelhança entre seu discurso político e o de ACM. A abordagem teórica deste trabalho engloba as discussões sobre representação social, comportamento político eleitoral e carisma. No que tange à metodologia de pesquisa, este estudo será realizado através de uma pesquisa de opinião com uma amostra representativa da população de eleitores da cidade de Salvador, BA. Carla Giani Martelli (UNESP) Gt08 Universidade pública em condições de modernidade radicalizada periférica

O objetivo deste trabalho é, por um lado, propor uma discussão sobre a universidade e o espaço público a partir da seguinte questão: qual o significado de público para a sociedade de hoje e como isso se reflete na universidade pública? A hipótese da qual se parte é a de que estamos vivendo um momento de “dissolução” do espaço público. Quer-se levantar, por outro, as consequências desse processo para a universidade pública numa sociedade periférica como a brasileira. Carla Linhares Maia (UFMG) Gt10 Cartografias juvenis: mudanças e permanências nos modos de viver e representar a juventude

Este trabalho situa-se no campo dos estudos sobre Juventudes e Educação. Apresenta análises preliminares de uma pesquisa de doutorado em fase de conclusão. Tendo como eixo os estudos geracionais, traz como questão central as mudanças e as permanências nos modos de viver e representar a juventude em três gerações de estudantes de uma escola pública na modalidade EJA. A metodologia utilizada foi o Estudo de caso etnográfico, em uma perspectiva interdisciplinar entre os campos da Sociologia, da História e da Antropologia. As considerações apresentadas basearam-se em histórias de vida de seis estudantes, homens e mulheres, na faixa etária entre 18 e 75 anos e indicam que a categoria geração precisa ser cruzada com outras categorias como gênero, etnia e local das vivências juvenis para alcançar uma compreensão densa da complexa trama das representações e vivências juvenis na contemporaneidade. Carles Feixa Pàmpols (UdL) Gt10 Discurso autobiográfico e identidade generacional: a juventude como metáfora

La comunicación tiene por objeto reflexionar sobre la noción de generación a partir de una investigación basada en la historia oral en torno a cinco generaciones juveniles en España desde la guerra civil hasta el final del franquismo. Los discursos sobre la identidad generacional convergen en expresiones omnipresentes en las autobiografías. Como imágenes-fuerza transindividuales, modelos retóricos que aparecen a lo largo del relato, asumen una dimensión simbólica que trasciende su inicial función descriptiva. No son definiciones intrínsecas; se elaboran a partir de una comparación implícita o explícita con otras definiciones de identidad juvenil: los “jóvenes sin juventud” de la guerra evocan su experiencia pensando en sus hijos, educados en una época de bienestar económico; la “generación. 188

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Democracia e autogoverno nas cañadas da Selva Lacandona: aproximações à práxis “rebelde” zapatista

O Exército Zapatista de Liberação Nacional, grupo armado de densa extração indígena, após a curiosa metamorfose de seu projeto blaquista de liberação a uma opção pacífica para “cambiar el mundo sin tomar el poder”, lançou significativas contribuições às representações e práticas vigentes acerca da democracia, especialmente naquelas dimensões que se encontram além dos limites institucionais e procedimentais impostos pelo dogma do “realismo” liberal: primeiro, por conceber a democracia como certo arranjo de sociabilidade, baseado no empoderamento e protagonismo das comunidades; segundo, pela natureza das coalizões que estabelece com a sociedade civil. Com este estudo abordarei as afinidades entre sociabilidade e política presentes no experimento de autogoverno zapatista, informado por reflexões oriundas de minha experiência de observação e vivência em uma comunidade rebelde em Chiapas. Carlos A. Gadea (UNISinos) Gt16 A experiência negra e a “pós-africanidade”: jovens negros em espaços urbanos contemporâneos

O presente trabalho pretende discutir as dimensões que o “espaço da negritude” atualmente parece adquirir atualmente sob contextos urbanos. Em virtude de uma série de mudanças políticas e sociais, parte-se da idéia de que os afro-descendentes parecem estar expandindo os cenários de interações e as redes de comunicação social suscitando modificações no contexto em que realizam suas escolhas, elaboram seus projetos e constroem suas identificações sociais. Percebe-se como, em contextos e sociabilidades tipicamente urbanas, jovens negros protagonizam um processo de diferenciação social que contribui para desestabilizar identificações culturais ancoradas na noção clássica de “africanidade”. Carlos Alberto Máximo Pimenta (UNIFEI), Nilde Balcão (UNITAU), M.S.A.C. Zöllner (UNITAU) Gt26 Mortes violentas e regiões de pobreza: estudo do município de Taubaté

A questão da violência tem sido rotineiramente associada à condição de pobreza. Em Taubaté, cidade de médio porte do interior paulista, essa relação não é distinta. Entender os dados estatísticos oriundos do Mapa da Violência e do Grupo de Pesquisa sobre Saúde Feminina e Infanto Juvenil é importante para refletir sobre os bairros de ocorrência de assassinatos de jovens. Tem-se como objetivo analisar a relação entre mortes violentas de jovens entre 14 e 19 anos em regiões pobres da cidade. Foram levantados os dados sobre mortes violentas de um hospital da cidade, correlacionados com os do Mapa da Violência e os do Mapa da Desigualdade Social do NUPES. Os resultados mostram que essas mortes aconteceram em regiões mais pobres, mais populosas e de maioria jovem o que não permite caracterizar esses bairros como violentos em relação aos demais da cidade, do ponto de vista estatístico.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Cassio Brancaleone (IUPERJ) Gt14

Carlos Alexandre Silva (UFMG) Consulte Danielle Cireno Fernandes (UFMG) Carlos André T. Gomes (Col. Loyola) Consulte Inês A de Castro Teixeira (UFMG) Carlos Antonio Costa Ribeiro (IUPERJ) Consulte Pedro Souza (IUPERJ) Carlos Bauer (UNINOVE) Gt16 O trabalho político do professor na metrópole

Estudamos as relações, estabelecidas nas periferias das grandes cidades, entre trabalho educacional e política. A análise realizada parte da identificação de formas de agir dos professores, formas essas que configuram mecanismos de dominação e sujeição, próprios do modo de produção capitalista e do conjunto de relações entre os trabalhadores, na comunidade da qual fazem parte. Buscamos, também, estratégias que possam contribuir com a superação das mazelas sociais à que eles foram relegados. Analisamos, ainda, a lógica dessa dominação e a possibilidade de seu questionamento e superação. O apoio teórico é pautado em autores como Williams, Benjamin, Florestan Fernandes e Thompson, com suas perspectivas do autofazer-se de uma classe social, da formação histórica de sua identidade, da uma consciência formada com a experiência e a resistência às determinações do capital. Carlos Eduardo Pinto Procópio (UFJF) Gt12 Católicos de todas as universidades, uni-vos! – a RCC nas instituições de ensino superior

A RCC vem procurando espaço dentro das IES brasileiras, visando evangelizar os estudantes e ao mesmo tempo criar um corpo profissional de ponta que possa contribuir para o gerenciamento de suas XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

atividades. Essa empreitada, entretanto, não teria êxito se não houvesse uma conexão entre a RCC e o meio universitário. Uma das faces da universidade é o efeito-militância, que projeta entre os estudantes a crença de que esses teriam função destacada na sociedade, uma vez que a formação superior os conduziria a um lugar de destaque na cultura e na política. Acreditando nisso a RCC tenta articular, por meio de grupos de oração dentro das IES, um conjunto de perspectivas culturais e políticas baseadas em princípios cristãos, visando conscientizar o universitário de que ele pode transformar a realidade em sua volta, com seu diploma e com sua fé. A proposta aqui é explorar essas articulações. Carlos Eduardo Sell (UFSC) Gt29 Imagens de Weber: esboço de uma tipologia das interpretações do pensamento weberiano

A crescente publicação das obras completas de Weber tem sido acompanhada por um intenso debate sobre o significado e o sentido global de sua obra. A proposta deste texto é identificar as principais leituras e linhas de análise em curso, apontando suas teses fundamentais. Após a exposição das raízes históricas do debate sobre Weber na Alemanha e nos Estados Unidos (países em que a discussão é mais significativa), serão apresentados os principais marcos teóricos da interpretação da obra de Weber: abordagem sócio-histórica (Kalberg), abordagem sócio-econômica (teoria da escolha racional e Swedberg), abordagem sócio-religiosa (Tenbruck, Habermas e Schluchter) e abordagem filo-antropológica (Hennis). Partindo dessa perspectiva, o trabalho visa contribuir para a construção de um panorama global e atual em torno do estado da arte, utilizando-se da interpretação dos escritos weberianos Carlos H. Gileno (IMMES) Gt15 A crítica jurídico-social no projeto americanista no século XIX: a transição para o moderno

As interpretações sobre o americanismo e o iberismo se referem à questão da “superação do atraso”. Admitindo que a herança ibérica é um elemento fundamental que articula a sociedade brasileira, as duas interpretações formulam, de maneiras distintas, os instrumentos teóricos e práticos a serem mobilizados para a conservação ou superação de tal herança. Nas décadas de 60 e 70 do século XIX, o projeto americanista propunha reformas amplas na legislação escravista, objetivando a ampliação do trabalho livre, das liberdades civis, da participação política e, conseqüentemente, a implantação dos padrões de civilização exigidos por aquele moderno ocidente. Alguns dos dilemas e impasses enfrentados para o desenvolvimento do projeto americanista refletem os limites que a herança ibérica impunha aos anseios de modernização do país. Carlos Henrique (IPEA) Gt15 Contra-racismo e anti-racismo. A teoria da mestiçagem em Gilberto Freyre

A obra de Gilberto Freyre tem sido apontada por boa parte da tradição como tendo um caráter acentuadamente anti-racista. O objetivo desse trabalho é estabelecer uma definição ou especificação do tipo de anti-racismo que tal obra propõe. Sabendo que, de 1933 (data de publicação de Casa Grande & Senzala) até o fim do século XX, o conceito de raça passou por diversas modificações, rupturas e atualizações, seria interessante reavaliar o significado da obra de Gilberto Freyre dentro desses marcos. Até que ponto vai seu anti-racismo? Quais seriam os limites do discurso da miscigenação? Creio que uma resposta a essas perguntas seja de grande importância não apenas para se compreender mais adequadamente as fontes do discurso da mestiçagem, mas também para se entender quais são seus pressupostos, como ele funciona e qual sua produtividade política no debate sobre as relações raciais no Brasil do passado e do presente. Carlos Henrique Aguiar Serra (UFF), Cynthia Cristiane Guerreiro Baldi (UFF) – Gt31 Violência,castigo e a construção do inimigo: crônicas de mortes anunciadas no RJ

Pretende-se refletir a respeito das temáticas “Violência, castigo e a ‘lógica do inimigo’”, de forma imbricada, onde procura-se investigar os dilemas e contradições presentes no Estado de Direito no Brasil, conjuntura atual, no qual, por vezes, pode-se observar as presenças de um “Estado de Exceção” e de um “Poder Absoluto”, no sentido hobbesiano da expressão, que apontam para os limites deste Estado de Direito. Busca-se analisar, como forma de ilustrar a reflexão, a tragédia ocorrida na Morro da Mineira, no Rio de janeiro, em junho de 2008. Carlos Henrique Assunção Paiva (FIOCRUZ), Luiz A Castro Santos (UERJ) Gt19 The self as risk-taker: a saúde possível (conversações com Mary Douglas)

O tema do risco nas Ciências Sociais tem interfaces com temas da epidemiologia mas sob ângulos diversos. Sociologicamente, as condições de incerteza se inserem num paradigma de teoria da ação 190

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Carlos Henrique de Oliveira (EMATER-MG) Consulte Daniel Silva (UFVJM) Carlos Henrique dos Santos Martins (CEFET-RJ) Gt10 Juventude, memórias e cultura: articulações para o encontro entre distintas gerações

A relação entre memória, geração e sociabilidade parece determinante para a compreensão da juventude composta de sujeitos dotados de memória, que se constrói nas relações sociais e intergeracionais. As experiências vivenciadas no contexto familiar são importantes para o jovem elaborar suas identidades e orientar a construção de suas trajetórias pessoais. Como se estabelecem as relações intergeracionais pela a memória coletiva e, a partir dessas relações, como se efetiva a construção da memória do jovem de forma individual? A análise das interseções e afastamentos entre as memórias de adultos e de jovens marcados, principalmente, pela experiência vivenciada em diferentes intensidades, tempos e espaços comuns ou diferenciados pelas questões geracionais poderá indicar possíveis relações intermnemônicas em espaços familiares, pautadas sobretudo pelo campo da cultura em comum. Carlos Henrique Lopes Pinheiro (UFPB) Gt30 A formação de novos mercados regionais de trabalho e a migração qualificada no estado do Ceará

A mobilidade espacial de trabalhadores qualificados, em busca de emprego ou ocupação capaz de satisfazer seus anseios pessoais e profissionais, tem se tornado um evento cada vez mais expressivo na realidade brasileira. Essa migração qualificada pode ser motivada por investimentos produtivos, capazes de mobilizar força de trabalho no espaço, e entendida a partir das diferenciações regionais relacionadas a fatores de ordem econômica, social e política. No Ceará, o crescimento do setor educacional em nível superior (público ou privado), assim como a expansão de programas governamentais de saúde e a crescente oferta desses serviços no setor privado, dentre outros fatores, têm contribuído incisivamente para a intensificação do ritmo e da velocidade dessa mobilidade. Esse trabalho visa compreender os aspectos objetivos do processo da mobilidade socioespacial do trabalhador qualificado no Ceará.

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e da densidade das interações humanas. Da sociabilidade, fazem parte o elemento de risco, a afetividade, a satisfação de um desejo ao custo da manutenção da incerteza. Aqui, a sociologia aproxima-se da epidemiologia da violência. I saw guns and sharp swords in the hands of young children, profetizava Bob Dylan em 1962. No entanto, diante da difícil derrubada das “estatísticas” da violência, os ativistas e epidemiólogos voltam-se para a redução dos agravos à saúde individual. O pensamento sociológico sugere caminhos alternativos: o risco não deve ser eliminado se ele coloca em xeque a vida solidária, a interação humana e seus rituais de congraçamento e fruição. A saúde possível. Não a saúde perfeita.

Carlos Lemos (UFF) Gt10 A solidão judicializada e a solidariedade intergeracional

Uma reflexão sobre a utilização, feita pelos atores sociais, dos dispositivos presentes no Estatuto do Idoso que dizem respeito à resolução do drama do desamparo em instituições de apoio à velhice. Trata-se de uma análise sobre a criminalização dos familiares pela situação de idosos que se encontram sem transferência de apoio em casas, hospitais e asilos. Nesse sentido, são levados em consideração os aspectos sociológicos que envolvem a emergência da velhice desamparada, com enfoque nos limites entre a solidariedade pública e a intergeracional privada. Carlos Nazareno Ferreira Borges (UFES), Keni Areias (UFES), Lucas Rezende Cabral (UFES), Grece Teles Tonini (UFES) Gt27 Políticas públicas de esporte e lazer no Espírito Santo: políticas de governo x políticas de Estado

Este trabalho é parte do relatório de uma pesquisa por meio da qual se realizou um mapeamento das Políticas públicas de esporte e lazer no estado do Espírito Santo, com posterior análise qualitativa das ações implementadas em uma amostra composta pelas cidades que mantém projetos regulares justificados como amparo aos direitos sociais de esporte e lazer. Na análise dos dados verificou-se que as políticas públicas implementadas pelos municípios e pela própria Secretaria Estadual de Esporte caracterizam-se como políticas de governo (eventuais e não consolidadas) distantes de ações eficientes, eficazes e de efetividade social -definidoras de uma ação de Estado a favor do direito constitucional ao esporte e lazer. O quadro teórico de análise foi fundamentado em Avritzer (1996), Belloni et al (2003), Bobbio (1986), Linhales (2001), Marcellino (2001), Mascarenhas (2003), Pateman (1991), entre outros.

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Carlos Nobre (PUC-Rio) Gt16 Saindo das panelas: o movimento feminino periférico no Rio de Janeiro (1980-2008)

Há 28 anos, o estado do Rio de Janeiro assiste a um dos mais vigorosos movimentos femininos em regiões pauperizadas: o das mulheres pobres que procuram corpos de filhos seqüestrados e mortos na Baixada Fluminense, em favelas e em locais ermos da metrópole. Esse movimento, ao longo do tempo, gerou diversos grupos, como “Mães de Acari”, “Mães da Cinelândia”, “Mães do Caju”, “Mães do Degase”, “Mães do Borel”, entre outros. Nossa proposta é discutir em que medida esses movimentos femininos periféricos se organizaram e se constituíram, e de que forma a violência institucional desequilibra suas ações. O estudo também discute de que forma surgiu certo “feminismo social periférico” em contraposição ao “feminismo de classe média”. Carlos Roberto Winckler (UCS) Gt08 A contribuição de Jessop e Hirsch à relação Estado e desenvolvimento regional

Pretende-se examinar as potencialidades analíticas das contribuições de Bob Jessop (The Future of the Capitalist State, State and Power) e de Joachim Hirsch (Die Zukunft des Staates, Materialistische Staatstheorie) no que diz respeito à compreensão das relações entre o Estado e o processo de desenvolvimento regional, considerando especificidades brasileiras. A nova dinâmica regional se reflete nas formas de centralização/descentralização, de competitividade espacial seletiva de investimentos e de conexão das diferentes frações burguesas com o circuito internacional em um quadro de redefinição geopolítica contemporânea no cenário de mudanças nas relações Norte-Sul. A análise sobre em que grau o Estado Regional apresenta relativa autonomia (em um processo multiescalar de decisões) permitirá elucidar, em certa medida, como vem se constituindo o federalismo brasileiro. Carlos Saldanha (FIOCRUZ) CONSULTE Márcia O Teixeira (FIOCRUZ)

CONSULTE Ana Filipecki (FIOCRUZ)

Carlos Vaz (UNICAMP), Daniela Verzola Vaz (UNICAMP) Gt16 Auto-construção: uma nova abordagem para os problemas habitacionais no Brasil?

Ao longo da trajetória da política habitacional no mundo, notam-se distintos níveis de intervenção do Estado na busca de soluções para os problemas de moradia. O usuário, por sua vez, quase sempre foi visto de modo passivo, permanecendo desvinculado, tanto do planejamento, como do projeto do local em que irá viver. Este posicionamento gerou políticas improdutivas e o agravamento das questões habitacionais. No Brasil, as experiências evoluíram desde grandes projetos, como as COHABs, até os mutirões, como os promovidos pela gestão Erundina em São Paulo. Hoje, a autoconstrução tornou-se ferramenta complementar à política habitacional, tendo o Governo Federal decretado, em fevereiro de 2006, um conjunto de medidas destinado à estimulá-la. Esse trabalho analisa o efeito dessas medidas sobre a qualidade das habitações de baixa renda e discute o desenho de outras políticas de apoio à auto-construção por parte da população. Carmem Castro (UFRJ) Gt18 Realidade Brasileira: uma concepção de desenvolvimento partilhada pelo MST?

O MST denominou “realidade brasileira” o estudos de obras de intelectuais brasileiros sobre o desenvolvimento histórico do Brasil. Trata-se de cursos e programas de formação política para dirigentes, militantes e base social do MST. Desde 1999, dentre outros programas, quatros edições de cursos nacionais de “realidade brasileira” para jovens ocorreram, além de um curso de extensão para dirigentes e militantes. Por que setores do MST se colocam a tarefa de estudar a formação histórica brasileira? Quais as implicações identitárias, no MST, de sua atuação em cursos junto às universidades públicas, tendo em vista sua trajetória de ações que passam por ocupação de terra, ações contra transgênicos e até mesmo experiências com as universidades (objeto da minha pesquisa de doutorado)? Nesse percurso, relações diferenciadas se estabeleceram com classes antagônicas e atores sociais aliados de lutas políticas. Carmen Felgueiras (UFF), Celia Passos (UFF) Gt02 Experiências de mediação e democracia na gestão de conflitos em segurança cidadã

Nosso propósito é discutir a efetividade da mediação como método de gestão de conflitos, e que possibilite o acesso à justiça desvinculado do judiciário ou, em outras palavras, como e em que medida a mediação poderá contribuir para a legitimidade das decisões pactuadas nas modernas e complexas sociedades democráticas. Partimos da premissa de existência de uma convergência entre os pro192

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Carmen Lima (UNEB), Elisabeth Loiola (UFBA) Gt25 Redes Sociais na Produção de Filmes na Bahia entre 1996 e 2006

Dado que as ações econômicas estão imersas em redes de relações pessoais, o artigo se propõe a analisar as redes sociais de um conjunto de agentes envolvidos na produção de filmes na Bahia. Considera-se que uma das características da produção cultural é que ela se realiza por projeto, cuja efetivação demanda recursos externos nesse caso, laços sociais e os papéis de cada ator explicam a capacidade de mobilização dos recursos. Para essa investigação, utilizou-se as redes sociais como método para mapear os papéis dos atores sociais em 31 filmes produzidos na Bahia entre 1996 e 2006 e os dados foram obtidos nas fichas técnicas desses filmes. Com base no software UCINET, foi construída a matriz de interações entre seus participantes, para analisar conectores centrais, expansores de fronteiras, corretores de informação, papéis categóricos, centralidade, cliques e densidade. Cármen Lúcia Rodrigues Arruda (IFCH) Gt25 Relações de trabalho do artista, professor e pesquisador na universidade pública

A pesquisa analisa as relações de trabalho em que estão inseridos professores-pesquisadores do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas, que desempenham suas atividades sob duas formas distintas de contrato: uma carreira criada especialmente para absorver artistas com notório saber e produção artística ampla, mas sem qualificação formal em graduação e/ou em pósgraduação; e outra para professores que possuem minimamente o título de doutor, exigência comum às demais áreas de conhecimento na Universidade. São analisadas tensões, possivelmente agravadas pelo trabalho cada vez mais intenso e pelas formas individualizantes de avaliação, além da dificuldade encontrada para o reconhecimento da arte e da produção artística frente aos critérios estabelecidos pela universidade e pelos órgãos de avaliação, em contraposição aos atuais investimentos públicos e privados na área da cultura.

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cedimentos fundados no modelo dialógico e a construção de arranjos institucionais democráticos, baseados na ampliação da deliberação livre e sem constrangimentos sobre assuntos de interesse comum em uma esfera pública. Apresentaremos, na cidade do Rio de Janeiro, a juízes, promotores, defensores públicos, operadores do direito, policiais de todas as corporações e líderes comunitários as conclusões da pesquisa sobre a base de dados do trabalho de capacitação em mediação e resolução de conflitos em segurança cidadã..

Carmen Rial (UFSC) Consulte Maria Elisabeth Goidanich (UFSC) Carmo Thum (FURG) Gt05 Pomeranos do Sul: a cultura do silêncio como forma de resistir e ao mesmo tempo subsumir

Análise do processo de silenciamento da cultura pomerana frente aos processos institucionalizados, utilizando-se da tese de doutorado. O modo de ser da cultura pomerana no sul do Rio Grande do Sul entrecruzou-se com elementos próprios das oligarquias tradicionais já instaladas (processos diferenciados de outras comunidades locais, bem como do processo de imigração alemã). A cultura do silêncio cria o círculo da negação da identidade local. O modo de ser alemão foi disseminado como padrão a ser seguido e ideologicamente sedimentado sobre a cultura local por meio da escola e das igrejas sinodais. A participação política que se restringia aos domínios das comunidades não foi capaz de garantir a sobrevivência política do grupo. A voz dos pomeranos não foi pronunciada nem ouvida porque era silenciada pelas estruturas locais de poder. Silenciar não significa eliminar. Carolina Botelho (ANAC) CONSULTE Paulo Tafner (IPEA ANAC) Carolina Burle de Niemeyer (IUPERJ) Gt22 Soberania alimentar: a resposta camponesa à agricultura transgênica.

Este trabalho tem como objetivo problematizar os impactos da biotecnologia na alimentação e na agricultura mundial, utilizando-se da análise da campanha social, empreendida pela Via Campesina, contra as sementes transgênicas. A referida campanha está embasada no conceito de soberania alimentar, que alerta para o risco inerente a uma nova ‘revolução verde’ baseada na agricultura transgênica. Uma das principais questões levantadas é a perda do controle dos países sobre o primeiro elo da cadeia alimentar, pois a semente, que até então era um bem público e um recurso natural, torna-se um código informacional e um bem privado, comprometendo assim a soberania alimentar dos povos. O conceito de risco é central nessa discussão, de forma que pretendo analisar tal questão incluindo as contribuições de Beck e Lacey, autores que trabalham a noção de risco partindo de enfoques diferenciados. XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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Carolina Cancian Bajotto (PUC-RS) Gt13 Polícia Federal: a elite policial e seus discursos sobre um pertencimento

A pesquisa tem como objeto a Polícia Federal do Brasil, órgão governamental com grande visibilidade na mídia e de reconhecimento social. Assim, o presente estudo busca analisar o pertencimento dessa corporação, utilizando-se da identificação de aspectos que configuram a identidade profissional dos policiais e que se expressam em seus discursos sobre o trabalho. A pesquisa orienta-se por dois objetivos: o primeiro deles, situar a especificidade da Polícia Federal em relação às outras polícias; e o segundo, analisar a visão de policiais federais em relação à atuação da Polícia Federal, buscando localizar identificações e diferenciações que delimitam o conteúdo do “ser um policial federal”. O trabalho de campo foi realizado com entrevistas aprofundadas, que incluíram perguntas semi-estruturadas a policiais federais (envolvendo os cargos de delegado, agente, escrivão, papiloscopista e perito). Carolina Christoph Grillo (UFRJ) Gt31 A dinâmica das relações comerciais no “tráfico da pista”

A prática do tráfico de drogas vem se popularizando entre jovens de classe média, que já desempenham um papel significativo na distribuição dessas mercadorias ilegais e chegam a constituir uma modalidade específica desse mercado, articulada em redes relacionais superpostas, fluidas e pulverizadas baseadas na amizade e no interconhecimento. Utilizando-se da pesquisa de dissertação realizada junto a uma rede de traficantes jovens em liberdade, da classe média do Rio de Janeiro e de Niterói, foi possível constatar o repúdio ao uso da violência em questões relativas à comercialização das drogas, apesar do caráter ilegal dos empreendimentos. O trabalho a ser apresentado aborda a dinâmica das relações comerciais, principalmente as de crédito, entre os traficantes pesquisados, visando esclarecer sobre os meios pelos quais esse mercado é operado de maneira a manter uma “sociabilidade normalizada”. Carolina de Souza Costa (IUPERJ), Ludmila Ribeiro (UCAM) Gt09 Ser pobre e sentir pobre. É possível uma conjugação destas idéias? Análises a partir da PPV 1996/97

Este artigo pretende estabelecer uma conexão com os conceitos de pobreza subjetiva e pobreza econômica, visando três objetivos distintos: construir uma linha de pobreza baseada em um critério subjetivo e em um aspecto objetivo, analisar como o segmento mais empobrecido da população avalia a sua situação econômica e, por fim, identificar os fatores que fazem com que pessoas com renda e situação de vida semelhantes tenham percepções distintas sobre a sua situação econômica. Para tanto, as informações da Pesquisa de Padrão de Vida (PPV) de 1996/1997 serão utilizadas, pois permitem formular tais estimativas para o caso brasileiro, uma vez que essa Pesquisa apresenta dados não apenas sobre a renda efetiva das pessoas, mas também sobre a percepção de sua situação econômica dada a renda que possuem. Carolina Pulici (USP) Gt25 Os atentados ao “bom gosto”: regras da “arte de viver legítima” na capital paulista.

O trabalho desenvolve a tese proposta em estudos sobre as esferas do gosto desenvolvidos por Pierre Bourdieu e sua equipe a de que as definições dominantes do que vem a ser “bom gosto” e consumo cultural “legítimo” tomam tais disposições por princípio de aplicação universal, consagrando os dons supostamente “naturais” dos que estão liberados das urgências materiais, dos que são mais escolarizados e dos que vieram dos meios sociais mais cultivados. Tendo como suportes de análise manuais de etiqueta, artigos de jornais e revistas e crônicas da vida mundana publicados em São Paulo, conclui-se que tais regras da “arte de viver legítima” são exemplos notáveis da predominância da ideologia do gosto inato e, assim, da desvalorização de todo e qualquer processo de aprendizado formal. Carolina Souza (UFBA) Gt10 A reforma da Previdência Social no Brasil: mudança e permanência no sistema securitário público

Esta comunicação tem como objetivo refletir sobre os significados políticos e socioeconômicos no que diz respeito às emendas constitucionais que produziram mudanças no sistema securitário público brasileiro o qual, entretanto, continua baseado no princípio de repartição. Tal balanço sociológico, direcionado à reforma da previdência, busca compreendê-la como processo e, desta maneira, analisa medidas neoliberais adotadas a partir dos anos 1990 que nortearam a aprovação no Congresso de mudanças nas regras relacionadas ao financiamento de aposentadorias das gerações atual e futura de trabalhadores pertencentes ao setor público, acarretando-lhes perdas de direitos previdenciários, assegurados pela Constituição de 1988.

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Monique Batista Carvalho Gt16 Intervenções em favelas no Rio de Janeiro: as experiências do Parque Proletário e do PAC das favelas

O presente trabalho propõe uma abordagem de duas intervenções públicas em favelas do Rio de Janeiro. A primeira é a construção dos Parques Proletários Provisórios, criados para alocar a população removida de algumas favelas na década de 1940 e que aparece como resultado de um contexto político social específico, o Estado Novo. A segunda intervenção é aquela produzida pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. O PAC tem como objetivo o desenvolvimento econômico e social do país, por meio de investimentos em infra-estrutura, e seu eixo específico de intervenção busca promover ações integradas e sustentáveis nas favelas, ao longo dos anos 2007-2010. Este trabalho tem como objetivo relacionar as duas políticas, a fim de analisar as práticas sociais, políticas e ideológicas que se revelam nas intervenções em favelas do Rio de Janeiro e, mesmo, na questão urbana. Cassiana Tiemi Tedesco Takagi (PMSP) Gt07 Análise dos planos de ensino dos licenciandos em Ciências Sociais da Universidade de São Paulo

Foram analisados os planos de ensino elaborados por alunos do curso de licenciatura em Ciências Sociais e que fazem parte da avaliação para a disciplina Metodologia do Ensino de Ciências Sociais II, no período de 1999 a 2004. O estudo destes planos constitui uma análise dos cursos que poderiam ser ministrados pelos futuros professores, que elaboraram tais “documentos” pensando em um curso que dariam ao terminarem sua formação e ingressarem no mercado de trabalho. Sendo assim, esses documentos exprimem as escolhas destes alunos para a formulação de seus planos de curso de Sociologia no nível médio da escola básica, preferencialmente dirigido aos estabelecimentos públicos de ensino. Catia Grisa (UFRRJ) Gt01

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Caroline Bonfá (UFVJM) Consulte Daniel Silva (UFVJM)

Produção para autoconsumo na agricultura familiar: construção de autonomia e segurança alimentar

Pesquisas indicam que a pobreza e a insegurança alimentar são mais acentuadas no meio rural. Este artigo pretende argumentar que o enfrentamento desta condição também passa pelo fortalecimento de uma prática característica do modo de vida rural e que foi sempre presente: a produção para o autoconsumo, também denominada pelos agricultores produção “pro gasto”. Os resultados advêm de um estudo comparativo, realizado no Rio Grande do Sul, em quatro regiões com características da agricultura familiar distintas (Serra Gaúcha, Serra do Sudeste, Missões e Alto Uruguai). Tal estudo evidenciou o fato de a produção para autoconsumo possibilitar o acesso regular e direto (sem intermediação) aos alimentos – com qualidade e adequados aos hábitos e práticas de preparo/ consumo das comunidades locais – e contribuir para a condição socioeconômica e para a autonomia das famílias rurais. Cecilia de Mello e Souza (UFRJ), Bruno Prudente (UFRJ), Luana Almeida de C Fernandes (UFRJ), Flávia de Sousa Moura (UFRJ), Erika Costa (UFRJ) Gt02 Participação em movimentos sociais: Um estudo sobre as lideranças da Rede de Comunidades Saudáveis

Este trabalho apresenta uma pesquisa etnográfica junto à Rede de Comunidades Saudáveis do Rio de Janeiro (RCS), e tem como objetivo identificar e analisar as motivações, demandas e estratégias das lideranças para a emancipação. Fundada em 2001 com apoio da ONG CEDAPS, a RCS é constituída por 133 entidades de comunidades populares do Rio de Janeiro e se dedica à promoção da saúde. Por meio de observação participante e de entrevistas semi-estruturadas com as lideranças, foram identificadas diferenças nas motivações, demandas e estratégias do trabalho comunitário, a partir da idade, gênero, etnia e religiosidade. As motivações iniciais incluem a solidariedade, influência da família, sofrimento pessoal, e religiosidade, ao passo que a motivação para a continuidade do trabalho baseia-se no reconhecimento recebido, na capacitação teórica e prática, na expansão da rede social e na mobilidade geográfica. Cecilia de Mello e Souza (UFRJ) CONSULTE Patricia Castro (UFRJ) Cecilia Haddad (ESALQ) CONSULTE Paulo Moruzzi Marques (USP)

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Celecina de Maria Veras Sales (UFC) Gt26 Juventude e gênero nos movimentos sociais do Brasil e de Portugal

As novas estruturas de participação, os novos espaços de encontro e as ferramentas de comunicação recriam o próprio sentido da ação coletiva. Os portais e os fóruns permitem uma comunicação mais rápida e compartilham linguagens e símbolos. O acesso a isso é incentivado pelos movimentos sociais como forma de interatividade e mobilização. O ambiente cibernético tem sido um espaço de encontro e de diálogo da juventude, inclusive para realizar protestos, conhecer propostas, integrarse a determinadas comunidades e participar de ações que contribuam com mudanças. Dentro deste contexto, permeado por novas formas de comunicação e interatividade, investiguei, em 2007/2008, o gênero e a juventude em seis movimentos sociais, do Brasil e de Portugal, com o propósito de compreender o que induz os jovens a desenvolverem práticas coletivas e qual seria o significado político e social dessas práticas. Célia Arribas (USP) Gt12 Espiritismo é religião?

Este trabalho pretende discutir o processo de formação da heterogeneidade formal do campo religioso brasileiro. Examinando sociologicamente a emergência do espiritismo, almeja-se colocar em discussão o processo de reivindicação do seu caráter religioso, o que representou a escolha de uma via de legitimação para a existência do movimento espírita em solo brasileiro. Relacionando a idéia weberiana de racionalização das esferas de valor, nesse caso a religiosa, e as noções de trabalho religioso e de divisão do trabalho religioso de Pierre Bourdieu, propõe-se uma análise da entrada do espiritismo no Brasil, referente às lutas dos grupos de agentes cujos interesses materiais e simbólicos tornam o campo religioso um terreno de operação para as lutas entre diferentes empresas de salvação. Célia Dias (UFF) Gt23 Política florestal brasileira: a Amazônia em foco.

Este artigo tem como eixo central o debate em torno de algumas políticas florestais adotadas pelo governo brasileiro. Para melhor compreensão das políticas atuais, é necessário que se faça um recorte histórico e, para tanto, dividimos o artigo em dois grandes blocos analíticos. Na primeira parte, analisaremos o Serviço Florestal de 1921, que promoveu a implementação da silvicultura nacional, o Código Florestal de 1934 e as disputas entre silvicultores produtivistas e conservacionistas e a Primera Conferencia Latinoamericana de Silvicultura e Produtos Florestais em 1948 FAO/ONU. Na segunda parte, trataremos de duas questões atuais relevantes no debate florestal: a entrada, com o apoio governamental, do agronegócio na Amazônia e a privatização de florestas públicas pelo MMA. Consideramos estes temas e problemas de máxima relevância no debate florestal atualmente. Celia Passos (UFF) CONSULTE Carmen Felgueiras (UFF) Celso Antonio Favero (UNEB) Gt08 Sociabilidades, trajetos e desencaixes: Bolsa Família e Agricultores Familiares no semi-árido baiano

Este trabalho analisa os processos de apropriação do programa Bolsa Família por agricultores familiares no semi-árido baiano. Com base em resultados de pesquisa empírica, indaga-se como o Programa é resignificado, favorecendo a emergência de nova sociabilidade, e como as estruturas do cotidiano desse grupo social (ambiente físico, trajetos, relações, modos de viver/pensar) vêm sendo transformadas. Entende-se que o dinheiro, além das demandas incluídas no programa para as áreas de educação/saúde, são os principais indutores de tais transformações. Entende-se, ainda, que essas dinâmicas precisam ser situadas no contexto/história da região e nos processos amplos de monetarização dos consumos. Os conceitos de sociabilidade, trajetos, desencaixe dos sistemas sociais e dinheiro são centrais, fato que sugere a importância de se pensar em uma sociologia do cotidiano articulada a uma sociologia do dinheiro. Dmitri Cerboncini (USP) Gt25 A cor do samba

A identificação do gênero musical samba com a etnia negra no Brasil figura como algo imediato, existente desde suas “origens” e absolutamente inquestionável. Ignora-se, no entanto, que tal identificação é um processo constituído em meados dos anos 1970 que contou com a participação de instituições e agentes determinados. Operando em meio a uma figuração favorável, tendo em vista os movimentos negros norte-americanos e a imposição de uma agenda de valorização da etnia no Brasil, os artífices de tal processo puderam realizar seus trabalhos de construção simbólica e, com isso, fazer do samba uma expressão da resistência de determinada “pureza” negra no período. O objetivo desta comunicação é analisar alguns dos caminhos trilhados por agentes engajados, tais como Candeia, Nei Lopes e José Ramos Tinhorão, na construção deste argumento tão aceito e em voga até os nossos dias. 196

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Regulação das comunicações no Brasil em perspectiva histórica

A periodização da história dos processos de regulamentação das comunicações (comunicação social, telecomunicações e informação) no Brasil tem como ponto de corte fundamental a instituição da LGt, de 1998, que rompe a unidade do velho CBT, de 1962, constituindo o que Murilo Ramos chama de “paradoxo da comunicação”. Em relação ao conjunto do macro-setor, as disputas, no Governo Sarney, entre neoliberais e neo-desenvolvimentistas se desdobraram nos anos posteriores, a partir das mudanças promovidas por Collor de Mello na cultura e na informática, e por Fernando Henrique Cardoso nas telecomunicações. No caso da radiodifusão, nenhuma mudança importante ocorreu até o momento. Este trabalho tem como objetivo definir essa periodização, considerando a existência de dois modelos históricos distintos. Além disso, serão traçadas considerações sobre o desempenho do governo Lula no setor. Cesar H. B. Goes (UNISC) Gt12 Nos caminhos do Santo Monge: religião e lutas sociais no sul do Brasil

O estudo da formação de uma crença nos poderes curadores de um andarilho italiano do século XIX no sul do Brasil é a chave de leitura para se revelar como religião, identidade e memória compõem um sólido recurso de reconhecimento e poder entre os caboclos no sul do Brasil. Ao informar sobre a origem e expansão da crença em São João Maria ou Santo Monge, a pesquisa da qual se origina o artigo demonstra como formas tradicionais do catolicismo no sul do Brasil se tornaram importantes referenciais para a elaboração de estratégias de luta e reconhecimento dos grupos a ela aderentes. Utiliza-se, à maneira elisiana, a noção de configuração aliada ao recurso de longa duração para compreender o significado amplo que a crença proporciona para a concepção de natureza e a elaboração de estratégias de afirmação entre o seus crentes e as comunidades que com eles convivem. Cesar Pinheiro Teixeira (UFRJ) Gt31 Crime, drogas “bandido”

e

violência:

elementos

para

uma

hermenêutica

do

Este trabalho articula aspectos relativos à maneira pela qual o tráfico de drogas se organizou no Rio de Janeiro e à formação de subjetividades reconhecidas como criminosas. O material empírico consiste de entrevistas realizadas com pessoas que estiveram envolvidas no tráfico de drogas nas favelas cariocas. Elas narram um “processo de transformação”, por meio do qual os indivíduos “se tornam bandidos”, e relacionam as experiências de violência vividas no “mundo do tráfico” com a transformação do indivíduo. Nesses casos, “bandido” não diz respeito apenas a um rótulo acusatório, mas a uma representação social: uma maneira por meio da qual os indivíduos pensam, agem e sentem. A interpretação desses dados será baseada na idéia de sujeição criminal, que diz respeito à construção social de subjetividades que são reconhecidas (e se auto-reconhecem) como criminosas.

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César Bolaño (UFS) Gt28

Cesar Silva (UNIVASF) Consulte Salete da Dalt (Data UFF) Cesar Silva (UNIVASF), Anderson Silva (UFF), Janaína Nunes dos Santos (UNIVASF), Alvany Santiago (UNIVASF) Gt06 Programa Conexões de Saberes: experiências de acesso e permanência de estudantes pobres nas IFES.

O Programa Conexões de Saberes (PCS), instituído em 33 IFES brasileiras, caracteriza-se como uma política afirmativa que visa garantir acesso, permanência e sucesso acadêmico de estudantes de origem popular na universidade. Sua eficácia está associada à prevenção da evasão, à formação de qualidade e à permanência digna dos estudantes nas instituições. Neste trabalho, analisamos as estratégias de permanência dos bolsistas do PCS, partindo das realidades da UFF e da UNIVASF. A metodologia da pesquisa foi baseada na realização de entrevistas semi-estruturadas, que destacam suas trajetórias antes e depois do programa. O roteiro enfatiza a superação de barreiras que entravam a escolaridade de grupos populares no Brasil, o que inclui o vestibular. A conclusão busca avaliar os impactos do PCS na vida dos estudantes, analisando a conveniência das políticas de permanência no ensino superior. Charlles da Fonseca Lucas (UFF) Gt29 Indivíduo, sociedade, cultura e civilização em Norbert Elias

O posicionamento entre o alemão Alfred Weber e o húngaro Karl Mannheim permite a Elias reviver sua posição entre a civilização e a barbárie e, numa outra chave, entre os pares cultura/civilização e política/ideologia. Simultaneamente, Elias aborda, de modo singular, duas das idéias mais caras à sociologia: a de indivíduo e a de sociedade. Ao se colocar entre as teorias sociológicas individualistas e coletivistas, sem promover a reificação do indivíduo ou da sociedade, Elias monta a teoria da figuração, o que somente foi possível graças às influências provenientes tanto de suas formações, estu-

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dantil e profissional, quanto de sua vocação pela sociologia. Sem dúvida alguma, Elias revolucionou a sociologia ao fincar seus pés entre o “micro” e o “macro” e comprovar que o indivíduo carrega em si uma dupla face inseparável: a de indivíduo (da sociedade) e a de sociedade (dos indivíduos). Christiana Freitas (UnB) Gt03 A produção compartilhada de conhecimento: o Software Público Brasileiro

O presente trabalho busca discutir, de maneira crítica, a teoria da economia da informação em rede desenvolvida por autores contemporâneos (Benkler, 2006). A produção compartilhada de conhecimento revela-se como tendência atual e característica fundamental para o desenvolvimento da teoria em questão, indicando transformações na organização da produção da informação e do conhecimento. Artefatos tecnológicos criados coletivamente geram alianças que transgridem hierarquias e, muitas vezes, superam as limitações institucionais. O ambiente de colaboração e produção compartilhada de conhecimento permite a formação de um espaço político amplo e democrático. O objeto desta pesquisa é retratar esse cenário contemporâneo: um espaço virtual governamental, destinado à produção e disseminação compartilhada de conhecimento científico e tecnológico, segundo a lógica da economia da informação em rede. Christiane Campos (UFRGS), Rosana Campos (UFRGS) Gt11 Exclusão e pobreza feminina em meio à globalização da agricultura: o caso de Cruz Alta/RS.

O objeto de estudo desta pesquisa é a intensificação da exclusão social e da pobreza das mulheres nos municípios brasileiros em que o agronegócio de grãos vem crescendo. O objetivo é analisar um impacto ainda pouco estudado da globalização: o aumento da feminização da pobreza que cresce junto com as safras de grãos no interior do país. Para tanto, foi realizado um estudo de caso no município de Cruz Alta, grande produtor de soja do Rio Grande do Sul. Por meio de pesquisa quantitativa, foi traçado o perfil do emprego gerado pelos diferentes elos do agronegócio, e foi constatado que poucos são os postos oferecidos às mulheres, sua maior parte sendo em funções com baixos salários e sem poder de decisão. Christiane Campos (UFRGS) CONSULTE Rosana Campos (UFRGS) Christiane Coêlho (CIES-ISCTE) Gt16 Da Quinta do Silêncio à Brasilândia. A constituição de um espaço brasileiro em Portugal

A questão urbana está no centro do debate atual. Discutir o futuro das cidades e as cidades do futuro requer um debate múltiplo e interdisciplinar. No caso dos processos migratórios, a mobilidade dos fluxos supõe re-arranjos pessoais e familiares, de espaços e de estilos de vida. As questões relacionadas à integração e às possibilidades de adaptação passam também pela inserção nos espaços da cidade, quer em termos de moradia ou em termos de trabalho e de contatos pessoais. A formação de redes sociais, profissionais e de vizinhança pode influenciar nas formas de inserção na cidade. Neste estudo, será analisado o processo de transformação da Quinta do Silêncio na Brasilândia – espaço clandestino e precário de habitação de imigrantes brasileiros. Tal processo de constituição será reconstituído a partir da realização de entrevistas com os seus moradores. Christina Gladys Nogueira (UFPE) Gt04 Dinâmicas de consumo popular: acesso, circulação e valor dos objetos

Este trabalho busca discutir as relações de consumo contemporâneas em grupos de classe popular no Nordeste. Partindo da observação das práticas, significações e relações estabelecidas, discute-se a relação valorativa que se coloca na aquisição e circulação de bens, evidenciando a dinâmica peculiar desses lugares, a informalidade dos comércios e a compra e venda de objetos roubados. Serão analisados, também, os valores atribuídos a determinados objetos, tais como aparelhos celulares, de TV e som. Considera-se que essas práticas não são orientadas apenas pela busca de sobrevivência e praticidade, mas que o consumo é pautado também na satisfação de prioridades que se fazem relevantes em determinado contextos, os quais ora assumem a forma de visibilidade social, prestígio e distinção, ora se apresentam como uma prática relevante que promove a sociabilização entre as famílias. Christina Vital da Cunha (UERJ) Gt12 “Traficantes evangélicos”: novas formas de experimentação religiosa em favelas cariocas

O pentecostalismo evangélico teve seu crescimento acelerado a partir da década de 1960. Nas favelas, a presença das igrejas evangélicas de matriz pentecostal é grande e vem transformando espaços e relações, influenciando e formando laços e redes de proteção. O objetivo deste trabalho 198

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Cícero Soares Neto (UFU) Gt05 Mobilizadores políticos no Nordeste: tipologia dos articuladores eleitorais na Política Potiguar (estudo de caso)

O propósito desta reflexão é apresentar uma sistematização acerca dos mobilizadores políticos no Nordeste, propondo uma tipologia dos articuladores eleitorais no Rio Grande do Norte, no período de 1889-1989. Especificadamente, objetiva-se distinguir as estratégias da mobilização eleitoral da massa votante na política potiguar. Assim, pretende-se identificar os sistemas de mediação e intermediação existentes no processo eleitoral nas disputas partidárias do Rio Grande do Norte, provocando uma discussão acerca da tipologia dos articuladores eleitorais que mobilizam a população votante nas eleições no período mencionado. Tenciona-se explicitar como a ação intervencionista estatal na organização da sociedade civil, via políticas sociais e ação comunitária, procurou legitimar o regime autoritário implantado. Cidonea Deponti (UFRGS) Gt01 O estudo da intervenção para o desenvolvimento rural: possibilidades teóricas

Este artigo tem como objetivo apresentar uma discussão em torno de três abordagens teóricas: a Sociologia Crítica, de Pierre Bourdieu, a Teoria do Ator-Rede (ANT), de Latour, Callon e Law e a Perspectiva Orientada ao Ator, de Ploeg e Long. Tais abordagens podem ajudar a compreender a intervenção para o desenvolvimento rural e o exercício de mediação social. Pretende-se, também, estabelecer uma análise comparativa entre essas concepções, identificando suas potencialidades e seus possíveis usos, uma vez que pouca importância tem sido dada a esse tema e à reflexão crítica sobre o trabalho realizado por profissionais especializados na intervenção relacionada à extensão e ao desenvolvimento rural. A compreensão da mediação realizada por técnicos vinculados a instituições por meio da análise da intervenção social permitirá revelar tais ações e evitar simplificações sobre a própria mediação.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

é mostrar como tal processo ocorre e, com base no investimento etnográfico em um conjunto de favelas da Zona Norte carioca, . apontar como o crescimento das igrejas evangélicas nas periferias, concomitante à ação do Estado e às transformações contemporâneas na forma subjetiva de se vivenciar a religiosidade influenciou a experimentação do sagrado entre os “bandidos” residentes em favelas. Busca-se, ainda, analisar quais fatores colaboraram para o redirecionamento da fé dos traficantes locais, antes direcionada a expressões religiosas de origem africana e, agora, centrada no cristianismo pentecostal evangélico.

Cimone Rozendo de Souza (UFRN), Alfio Brandenburg (UFPR) Gt23 Meio ambiente e a recomposição dos espaços rurais na Região Metropolitana de Curitiba

A proposta deste trabalho é compreender em que medida as exigências ambientais, expressas, sobretudo, por meio das políticas públicas ambientais e agrícolas, têm influenciado na adoção de práticas produtivas que favorecem a recomposição dos espaços rurais na Região Metropolitana de Curitiba e, em que medida tais exigências podem ser, também, um novo bloqueio à reprodução destes espaços. A análise situa o meio ambiente como elemento constituinte do patrimônio familiar distinto, das perspectivas de proteção expressas pela legislação, que o tomam como um espaço de reserva ou como um recurso, mas também distinto das concepções das empresas integradas, que atuam nesses espaços e para as quais o meio ambiente é, simplesmente, um meio de produção. Assim, serão destacadas as disputas pelas formas de apropriação dos espaços rurais, configurando um território diversificado, cujos preceitos ambientais nem sempre são contemplados Cinara Rosenfield (UFRGS) Gt21 Trabalhadores do conhecimento: as novas carreiras de quadros superiores de TICs

Os quadros superiores das empresas de TICs, nosso objeto empírico de investigação, parecem representar, hoje, o fim da carreira clássica de progressão ascendente em uma mesma empresa em prol de um percurso de mobilidade e nomadismo. Este estudo tem o objetivo de confrontar o paradoxo entre uma flexibilidade qualificante e um engajamento individualizante, o que pode significar fragilização. Eles seriam a personificações da adaptabilidade e do risco; seriam os “Grandes”, os críticos e autônomos, se comparados aos “Pequenos”, incapazes de mudar de projeto, arraigados à idéia de segurança do emprego. Eles teriam uma missão de expert e de gestor de seu próprio percurso, detentor de competências transferíveis em um mercado de trabalho mundial. Tal mobilidade significaria uma nova relação com o trabalho, marcada pela flexibilidade positiva, ou uma gestão da justificação de um contexto de fragilização?

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Cindia Brustolin (UFRGS) Gt17 Direitos e reconhecimento na questão quilombola: um espaço de disputas

De forma feral, este trabalho concentra-se na análise de conflitos a respeito das normativas que regulamentam os direitos, conferidos aos quilombolas, na Constituição Federal de 1988. De forma geral, trata das experiências de regularização fundiária de áreas pleiteadas para explorar as possibilidades de publicização de problemas sociais relacionados aos territórios negros no Brasil. O Estado tem desenvolvido diversas ações para a regularização fundiária das terras quilombolas. O tema se tornou agenda de pesquisa em universidades; formou-se um cenário público em que a questão quilombola encerra um problema a ser debatido em diversas instâncias sociais. Nesse processo, contestações ao reconhecimento de grupos demandantes vieram a público . Acadêmicos e imprensa levantaram suspeitas sobre pleitos. Os processos em curso não têm resultado em titulações. Cinthia Campos (UFPE) CONSULTE Ranulfo Paranhos (UFPE) Cinthia Campos (UFPE), Ranulfo Paranhos (UFPE) Gt31 O Afago que pesa: um mapeamento da violência contra a mulher na sociedade recifense

O presente trabalho discute a violência contra a mulher na Região Metropolitana do Recife (RMR), Pernambuco. Quais fatores favorecem a violência doméstica? Por que os números de crimes praticados não reduziram com a implementação da Lei Maria da Penha (2006)? A partir de um mapeamento que visou medir a evolução dos crimes de gênero, identificou-se uma correlação entre identidade masculina e impunidade, bem como a recorrência de agressões por motivos fúteis. Algumas considerações sobre o trabalho de organismos não-governamentais que atuam na RMR são apresentadas na conclusão. Cinthia Reis (UEMA) Gt11 Redes empresariais locais no mercado global de alimentos: o Grupo Labrunier no sertão nordestino

O presente trabalho tem por objetivo compreender como a constituição e a dinâmica de redes empresariais interferem na inserção e na exclusão de produtores agrícolas no atual mercado global de alimentos. Essa análise foi realizada por meio da descrição e análise de empresas produtoras de uva do Vale do São Francisco e o seu mercado consumidor, lançando mão de um estudo de caso sobre a rede formada pelo grupo empresarial Labrunier, instalado na região do Vale do São Francisco, no nordeste brasileiro. Partiu-se da hipótese de que, no atual contexto de desenvolvimento (reestruturação) capitalista, denominado globalização e pautado na revolução tecnológica informacional, a constituição de redes empresariais é a configuração principal de competitividade no mercado global e que, através das redes empresariais, a relação entre o local e o global tem se intensificado. Clarice Santos Mota (UFBA), Leny Trad (ISC-UFBA) Gt12 A religião na contemporaneidade: reflexões sobre saúde, doença e cuidado nos contextos religiosos

Há décadas as Ciências Sociais vêm contribuindo para a compreensão dos contextos religiosos como sistemas terapêuticos e redes de apoio a indivíduos em sofrimento. Trata-se de um fértil objeto de pesquisa, em permanente ebulição, especialmente no cenário fluido, dinâmico e transitório da contemporaneidade. Este trabalho almeja contribuir para este debate, cotejando os aportes teóricos sobre religião e saúde e trazendo reflexões sobre estratégias de cuidado em diferentes contextos religiosos. Embora seja um trabalho eminentemente teórico, a pesquisa de campo, empreendida em um bairro popular de Salvador, atuará como o contraponto empírico, na tentativa de enriquecer a análise e alcançar uma compreensão mais próxima possível do cotidiano dos freqüentadores de instituições religiosas. Clarissa Baeta Neves (UFRGS), Bruno Morche (UFRGS), Bruna Cruz de Anhaia (UFRGS) Gt06 Educação Superior no Brasil: acesso e equidade por meio de políticas de inclusão social

O trabalho analisa as políticas de inclusão social que tem como objetivo ampliar o acesso à educação superior: no setor privado, o ProUni e o FIES; no setor público, as cotas e o REUNI. O tema da inclusão social passou a agenda de prioridades do governo federal, contemplando oportunidades de acesso para os candidatos oriundos de camadas de baixa renda. O ensino superior é ofertado em proporções desiguais pelos distintos segmentos: o privado com 74% dos alunos matriculados, o público, com 26%. Para ambos os setores, a inclusão social supõe políticas diferenciadas, que geram críticas de caráter político-ideológico. No Brasil, o poder público reafirma o compromisso de garantir a nova onda de expansão do ensino superior: no setor público, de forma direta, com aportes crescentes de recursos ; no setor privado, de forma indireta, por meio de novas formas de subsídios e isenção fiscal,.

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Considerações sobre a inserção da Igreja Católica na luta pela Reforma Agrária

Qual foi o significado histórico da chamada Igreja dos Pobres no Brasil? Esta é a reflexão sociológica que nos propomos realizar, em especial, o papel fundamental da Igreja Católica na cidade de Goiás e São Félix do Araguaia na luta em defesa da Reforma Agrária. Este envolvimento aconteceu de forma fragmentada, uma vez que nem todos os setores da hierarquia da Igreja concordaram com a Teologia da Libertação, que se tornara dimensão epistemológica de setores progressistas que apoiaram o surgimento dos movimentos sociais do campo, entre os quais, o MST, o MAB e o MPA. As igrejas particulares de Goiás e de São Félix do Araguaia tornaram-se símbolos da luta em defesa dos posseiros, bóias-frias, peões e sem-terras. Resta-nos inventariar o significado disso em tempos em que a ampliação de uma lógica do agronegócio e do hidronegócio permeia o universo das representações capitalistas no Brasil. Claudete Gomes Soares (UNICAMP) Gt02 Os significados políticos e teóricos de cidadania na definição de projetos políticos

Esta comunicação abordará as disputas políticas e teóricas em torno do conceito de cidadania e os usos desse conceito para a definição de campos políticos: direita e esquerda, projetos democráticos e neoliberais. O interesse em explorar a atribuição de diferentes significados ao conceito de cidadania como delimitadora de campos políticos é derivado de uma pesquisa de doutorado em andamento, intitulada Raça, classe e cidadania no Partido dos Trabalhadores. Detectou-se, na década de 1990, um deslocamento no projeto político desse partido para a democracia e a cidadania, no mesmo contexto de fortalecimento das políticas neoliberais na sociedade brasileira. Foi também nessa década que setores do movimento social negro iniciaram um processo de engajamento por demandas específicas referenciadas à raça, orientados por uma concepção diferencialista de cidadania. Claudia A. Prestes (UFRJ) Gt16 Duas cidades em uma: organização do espaço urbano na Cidade de Sorriso

No presente artigo, pretendemos, a partir da organização urbana da cidade de Sorriso, localizada no estado do Mato Grosso, expor elementos que permitam dar pistas do modo como se organizam os diferentes grupos e camadas sociais que compõe aquela sociedade. Este município é importante na chamada economia do agronegócio brasileiro e, sendo assim, pode-se dizer que esteja incluído em um contexto de uma economia globalizada, apesar de não ser um grande centro urbano, como a capital do estado. Fundada por indivíduos oriundos da Região Sul do país, a partir dos anos 90 um grande número de migrantes naturais de estados da Região Norte e Nordeste começou a se instalar ali. O produto da interação desses dois grupos produziu uma dinâmica urbana particular e esse é o objeto de nossa análise.

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Claudemiro Godoy do Nascimento (UFT) Gt12

Claudia Cruz (UFRJ) Gt06 Um olhar sobre os impactos do programa Bolsa Escola na evasão escolar

A presente pesquisa realizou duas análises sobre a ação e os impactos do programa Bolsa Escola em um município do Rio de Janeiro: uma qualitativa e a outra quantitativa. A etapa de aprofundamento qualitativo visou o levantamento comparativo de dados gerais sobre algumas famílias, beneficiadas e não beneficiadas pelo programa,. Essa etapa tinha como objetivo compreender quais benefícios o programa estava, efetivamente, gerando para os seus participantes. Para isso, foram aplicadas entrevistas e os dados do Cadastro Único foi consultado. Abordagem quantitativa objetivou demonstrar comparativamente os impactos do programa por meio de dados referentes à evasão e a freqüência escolar dos alunos. Os resultados da pesquisa oscilaram entre o promissor e o preocupante e ajudam a vislumbrar, dentre outros aspectos, algumas dificuldades e desafios na elaboração e execução de Programas Sociais no Brasil. Cláudia Gomes de Siqueira (UNICAMP) Gt16 Diferenciações político-territoriais, gestão metropolitana e configuração territorial

Este estudo busca discutir a gestão metropolitana, visando destacar que os problemas relacionados à implementação de políticas no contexto urbano metropolitano estão, em parte, relacionados ao próprio processo de reconfiguração territorial. Neste sentido, destaca-se que o conceito de “fragmentação metropolitana” – geralmente associado às dificuldades de implementação de políticas metropolitanas – é, na verdade, equivocado em relação à realidade urbana a que se refere. Argumenta-se, por sua vez, que tal realidade se constitui no produto do processo histórico de reconfiguração político-territorial do espaço metropolitano, por meio das diferenciações político-territoriais ao longo do tempo. Metodologicamente, será empregada uma análise político-institucional e demográfica da reconfiguração políticoterritorial do espaço metropolitano, tendo Campinas como referência empírica.

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Claudia Kober (UAM) Gt06 Tempo de decidir: produção da escolha profissional entre jovens do Ensino Médio

Este trabalho analisa as escolhas de carreira universitária realizadas por estudantes do Ensino Médio. O ponto de partida são os depoimentos de estudantes de duas instituições: uma escola técnica estadual e uma escola privada de alto padrão, ambas consideradas instituições de ensino de qualidade. Na análise dos resultados, empregaram-se conceitos de Bourdieu e Elias. Verificou-se que as escolhas de carreira desses jovens são expressão da continuidade das trajetórias familiares, seja de manutenção de uma posição social, seja de superação da posição conquistada pela geração anterior. A adesão a esse projeto e um processo de racionalização leva o jovem a buscar um equilíbrio entre os gostos pessoais, as oportunidades oferecidas pelo mercado de trabalho, as chances concretas de ingresso na carreira considerada e a realização de um projeto de vida individual, inserido no projeto familiar e de classe. Claudia Maria Hansel (UCS) Gt23 A sustentabilidade frente aos riscos oriundos do plantio de eucalipto no RS

Esta investigação aborda os riscos ambientais oriundos das modificações em curso no sul do RS: o plantio, em grande extensão, de eucalipto, realizado por empresas de capital estrangeiro fabricantes de papel e celulose. Esta circunstância tem gerado grande polêmica: 1) destaca-se o impacto sobre a biodiversidade ao proporcionar um deserto verde e a conseqüente degradação ambiental; 2) há a condição ímpar para impulsionar o desenvolvimento, oxigenando a economia regional com desdobramentos relativos ao bem-estar social; e 3) a visível contraposição ao movimento de reforma agrária. O intuito proposto projeta as teorias da sociedade de risco, do descontrole pelos desdobramentos da tecnologia e dos impactos ambientais. Além disto, o estudo envolve a conduta dos atores sociais frente aos riscos oriundos dessa tensa relação entre atividades produtivas e sustentabilidade. Cláudia Romeiro d’Ávila (MDS) Gt01 Contribuição do Programa de Aquisição de Alimentos PAA para a organização de produtores rurais

O Programa de Aquisição de Alimentos PAA, instituído pelo artigo 19 da Lei nº. 10.696/03 e regulamentado pelo Decreto nº. 5.873/06 foi concebido no bojo de um grupo de políticas estruturantes do Programa Fome Zero. O presente estudo apresenta o PAA como estratégia de mercado institucional para a agricultura familiar ao adquirir a produção agropecuária, com dispensa de licitação, e destiná-la a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, atendidas por programas sociais locais. A divulgação do Programa entre profissionais que trabalham com agricultura familiar e reforma agrária visa difundir estratégias que possam contribuir para o desenvolvimento rural sustentável, além de fortalecer as organizações formais dos agricultores familiares, como a Associação dos Produtores Rurais da Comunidade de Paiol, localizada na Zona da Mata de Minas Gerais. Claudia Swatowiski (UERJ) Gt12 A Igreja Universal do Reino de Deus em Portugal

A Igreja Universal do Reino de Deus, um dos maiores grupos pentecostais do Brasil, desde cedo tem investido em projetos de expansão internacional. Entre os primeiros países a receber missionários da IURD está Portugal. Na década de 90, uma agressiva entrada da denominação no território luso encontrou forte reação por parte da sociedade portuguesa. Mais recentemente, a Igreja Universal tem adotado, em Portugal, novas formas de apresentação no espaço público. Nesta comunicação, tenho como objetivo analisar as características dessa re-apresentação da denominação e sinalizar ecos da imagem negativa criada sobre a IURD para outros grupos religiosos brasileiros presentes em Portugal. Claudiméia do Rosário Almeida (UENF) Consulte Julio C P Oliveira (UENF) Claudinei Pedroso Ribas (UFPR) Consulte Valdir Denardin (UFPR) Cláudio Barbosa (UNISul) Consulte Edma Silva Moreira (IPAM) Cláudio Becker (UFPel) Consulte Flávio Sacco dos Anjos (UFPel) Claudio Chaves Beato Filho (UFMG), Diogo Alves Caminhas (UFMG) Gt31 Medo do crime: um olhar aproximado das causas em Minas Gerais

O medo do crime, em suas mais variadas expressões, tem se apresentado como temática recorrente na realidade urbana atual. Muito se tem especulado sobre as causas e as conseqüências do medo no Brasil. Entretanto, ainda são incipientes trabalhos que mensurem de forma inferencial os vários 202

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Claudio de Salvo Oliveira (PUC-Minas) Gt13 Diversidade e diferenciação institucional das instituições de ensino superior e carreira docente

O trabalho proposto busca discutir o processo de flexibilização, diversificação e diferenciação do sistema de educação superior no Brasil. De um ponto de vista restrito, a ênfase do estudo recai sobre as mudanças que vêm ocorrendo na organização das atividades acadêmicas e a forma como essas mudanças têm modelado o perfil profissional dos docentes em organizações privadas de ensino superior. O objetivo é levantar questões e hipóteses relevantes das teorias organizacionais e das profissões, para a investigação das formas assumidas pela interação entre valores burocráticos, acadêmicos e de mercado nesses contextos e o impacto das políticas públicas para o ensino superior no últimos anos sobre as orientações profissionais e carreiras dos docentes do ensino superior. Claudio M. M. Nogueira (UFMG), Maria Amália de Almeida Cunha (UFMG), Marai José Braga Viana (UFMG), Tânia F. Resende (UFMG) Gt06 A influência da família no desempenho da geração escolar 2005

O trabalho apresenta uma síntese dos resultados de uma pesquisa desenvolvida de forma articulada ao “Estudo Longitudinal da Geração escolar 2005 – Projeto GERES”. Esse projeto acompanhou, por quatro anos, os desempenhos escolares de cerca de 21.000 alunos do Ensino Fundamental, em cinco cidades brasileiras. Partindo da delimitação de uma subamostra da população GERES, aplicamos questionários a 300 famílias de Belo Horizonte, visando identificar a influência das características familiares sobre o desempenho escolar dos alunos. Optamos por tomar como variáveis independentes não apenas os aspectos mais objetivos das famílias (renda, ocupação, escolaridade, número de filhos, entre outros), mas também aspectos mais difíceis de serem mensurados (modos de regulação das tarefas cotidianas, usos do tempo e relação com o futuro, formas de exercício da autoridade familiar, usos da língua escrita, etc).

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

níveis e dimensões desse fenômeno. O Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP/UFMG) realizou uma pesquisa inédita em 2008, com um total de 5190 entrevistas, em 34 municípios de Minas Gerais, sobre Percepção de Risco e Medo do Crime. Com base nesses dados, pretendemos examinar quais são as possíveis causas do Medo do Crime neste Estado. Do ponto de vista analítico, esta pesquisa pretenderá traçar um modelo explicativo sobre a sensação de insegurança e, dessa forma, poderá informar e estimular outros pesquisadores sobre o tema, além de abrir caminhos para construção de políticas de segurança pública.

Claudio Penteado (UFABC), Rafael Araújo (ESP), Marcelo Burgos P. Santos (PUC-SP) Gt22 Ação política na Internet

O artigo faz uma leitura das diversas formas de ação política desenvolvidas na Internet. A rápida extensão da Web trouxe profundas transformações para os fluxos de informação e para as relações sociais, criando novas formas de sociabilidade e de atuação políticas por meio da rede mundial de computadores. Por meio da conceituação de ação política e sua adaptação para a Web, a pesquisa mostra as diferentes formas de atuações sociais criadas e desenvolvidas nesse novo ambiente informacional, enfatizando o papel dos weblogs como novas ferramentas de comunicação e espaço de interação, debate público e mecanismo de mobilização civil. Claudio Penteado (UFABC) CONSULTE Rosemary Segurado (PUC-SP)

CONSULTE Anna Carolina Pires Fournier (UFABC)

Cláudio Roberto de Jesus (UFMG), Wilson Teixeira de Avelar (NP) Gt16 A política ainda tem algum significado?

O artigo em questão pretende fazer uma reflexão sobre o significado da política no mundo contemporâneo e suas possibilidades de irrupção na cidade. Almeja-se, em primeiro lugar, rediscutir o conceito de política, por meio do pensamento de Hannah Arendt. Em um segundo momento, se fará um contraponto com a literatura acadêmica e os estudos de casos acerca das experiências de políticas participativas executadas em Belo Horizonte a partir da década de 1990. Por fim, será feito um esforço analítico a fim de vislumbrar as possibilidades da política na cidade contemporânea. Claudio Severino (UFRRJ) Gt06 Família, saberes e poderes: estudo de relações de parentesco em espaço universitário

Coloca-se em questão a reprodução e renovação de tradições ruralistas em espaços acadêmicos, procurando interpretar os significados do parentesco (consangüíneo ou “espiritual”), da afetividade e XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

lealdade nesses processos, tendo como referência a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ-USP). Procura-se revelar a sociogênese de um habitus aristocrático-patriarcal e a lógica de sua reprodução. Opera-se com construção de perfis biográficos de alunos e professores e com construção de redes familiares realçando o perfil endógeno do quadro de docentes, com predomínio de egressos da própria ESALQ, a recorrência de parentesco entre alunos e professores (formando “clãs”), a relevante ação de “esalquianos” na organização estatal, na representação setorial, nas históricas lutas simbólicas de legitimação científica de projetos das oligarquias e burguesia agroindustrial. Cleber Augusto Gonçalves Dias (UNICAMP) Gt27 Relações entre lazer e modernidade

Na literatura especializada, tem-se geralmente associado a ascensão do lazer à ascensão da própria modernidade. Entre uma extensa lista de sociólogos – que abarca nomes como os de Joffre Dumazedier, Stanley Parker, Max Kaplan, Chris Rojek e tantos outros – será lugar-comum encontrarmos a afirmação de que o lazer é um produto específico da sociedade moderna. Nesse caso, são enfatizadas as diferenças entre o lazer e outras formas de divertimentos da Antiguidade, como o ocium romano ou a skolé grega. Nesse quadro, nosso propósito é o de tentar discutir as pertinências e também alguns possíveis limites dessas proposições. Pretende-se analisar, mais especificamente, alguns fundamentos teóricos que informam tais proposições e que têm relação com diferentes concepções de modernidade ancoradas, por sua vez, em matrizes do pensamento sociológico (nomeadamente as inauguradas por Marx e Durkheim). Cleide Galiza de Oliveira (FUNDAJ) Consulte Ana Lucia Hazin (UNICAP) Cleoneide Moura Nascimento (UFPB) Consulte Adriano S. Barros (E.T. Redentorista)

Cleyton Henrique Gerhardt (UFRRJ) Gt23 Pesquisadores e suas táticas discursivas no debate sobre populações tradicionais e áreas protegidas

Controvérsias científicas e divergências políticas em torno da relação entre populações locais e áreas protegidas têm levado pesquisadores de diversas áreas a uma frenética e generalizada busca por evidências (sejam elas baseadas em autores, casos, exemplos, números, dados, relatórios, reportagens, relatos, denúncias, etc.) que apontariam na direção da tese de que populações tradicionais (do passado ou do presente) depredam o ambiente onde vivem ou, se de outra forma, que comprovem o contrário em outras palavras, que tais populações ajudariam a preservar nossa biodiversidade. Este trabalho tem por objetivo descrever, por meio de textos científicos, algumas táticas discursivas adotadas por pesquisadores interessados no debate, com o intuito de garantir aos seus argumentos substancial força simbólica, no sentido de produzir “efeitos de verdade” e monopolizar o jogo interpretativo neste campo de disputas. Clóvis Caribé Menezes (UEFS) Gt11 Os cerrados da Bahia sob a lógica do Capital

Dentro da diversidade econômica e social presente na Bahia, destaca-se o processo de modernização agrícola que ocorre nos espaços de cerrados da Região Oeste. Trata-se de um espaço transformado, desde o final da década de 1970, em uma das principais alternativas de expansão da fronteira agrícola no país e de alguns dos territórios com cerrados de seus municípios afetados por essa nova dinâmica. Os novos recortes territoriais produtivos criados têm sua existência regulada por escalas institucionais localizadas fora do Estado, o que torna a sua gestão complexa. Neste trabalho, procuraremos abordar de forma sintética como os novos recortes territoriais, reestruturados a partir da nova dinâmica econômica e social, acentuam as já profundas desigualdades sociais existentes e referendam uma divisão territorial do trabalho ditada pela modernização seletiva da agricultura viabilizada fora do país. Clovis Carvalho Britto (UnB) Gt24 Pintando com areia a cidade de pedras: Itinerários do processo criativo de Goiandira do Couto

O trabalho avalia o processo criativo da artista plástica goiana Goiandira Ayres do Couto (1915-), reconhecida internacionalmente por sua pintura com mais de 551 tons de areia colorida. Seguindo os pressupostos de Pierre Bourdieu, reconstruiremos a trajetória social da autora, evidenciando suas tomadas de posição e pulsões expressivas no campo artístico de Goiás. Garantindo sua independência financeira e um espaço privativo para o desenvolvimento de seu trabalho, a pintora 204

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Clovis Dorigon (Epagri) Gt11 Produtos Coloniais e a extensão de redes rumo a mercados extraregionais

No oeste Catarinense, região de origem dos maiores grupos agroindustriais de carnes de aves e suínos do Brasil, intensificou-se de maneira expressiva, a partir de meados da década de 1990, a comercialização de “produtos coloniais”. Por “produtos coloniais” entende-se um conjunto de produtos tradicionalmente processados, no estabelecimento agrícola, pelos agricultores os “colonos” para o auto-consumo familiar, tais como salames, queijos, doces e geléias, conservas de hortaliças, massas e biscoitos, açúcar mascavo, dentre outros e que passam a ser produzidos para o mercado. Embora os mercados dos produtos coloniais sejam recentes e se caracterizem como de proximidade, este artigo avalia as possibilidades desses produtos se inserirem em outros mercados, sobretudo os dos grandes centros consumidores do país. Corinne Rodrigues (UFMG) Consulte Valéria Oliveira (UFMG) Costa-Filho (FCRS) CONSULTE Valmir Tiburcio Cavalcante (UFC) Costa-Filho (FCRS), Valmir Tiburcio Cavalcante (UFC) Gt23 Socioambientalismo e desenvolvimento sustentável no semiárido nordestino

A Sociologia encontra seu lugar no desenvolvimento sustentável do meio ambiente a partir do momento em que é percebida como condição sine qua non da condição humana na natureza, bem como vivida intimamente por grupos de pessoas empenhadas em causas ambientais. A presença de organizações não governamentais e a mobilização de pessoas em torno da conservação e preservação da natureza na região do semiárido nordestino caracterizam procedimento e atitude positiva quanto a essa percepção. No município de Quixadá, no Ceará, funciona a Faculdade Católica Rainha do Sertão. Procurou-se investigar o modo como os jovens estudantes de ensino superior se organizam nesse engajamento. Foi observada a pequena participação dos jovens em atividades voltadas às questões socioambientais e/ou formação de grupos e ONGs. Os dados apontaram para apenas 4,5% dos estudantes entre homens e mulheres.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

instituiu uma série de diferenças estilísticas e temáticas no cenário pictórico, mediadas pelo que define como uma revelação divina. Para tanto, investigaremos a recepção da obra e as estratégias utilizadas para a construção da crença espraiada nas interrelações autora/obra/público tendo como fio condutor a tentativa de compreender, por meio de itinerários sociológicos, suas experiências criativas.

Cristhiane Amâncio (EMBRAPA) CONSULTE Robson Amâncio (UFLA)

CONSULTE Sérgio Pedini (EAFM)

Cristhiane Amâncio (EMBRAPA), Robson Amâncio (UFLA), Sérgio Pedini (EAFM) Gt23 Ecoexclusão: a disputa por espaços comuns e recursos naturais no Pantanal Sul-Mato-Grossense

Diversos autores argumentam que a história da humanidade é repleta de casos de povos disputando espaços e recursos naturais. Alguns autores apontam para uma faceta cruel deste fenômeno, que ocorre quando há disputa por espaços naturais conservados entre ambientalistas preservacionistas e populações tradicionais. Tal disputa tem criado uma nova categoria de excluídos, que denominamos de ecovitímas ou ecoexcluídos. ironicamente marginalizados por um discurso stricto da questão ambiental. O artigo mostra este espaço de disputa no Pantanal Sul-Mato-Grossense, onde a política estatal protege os interesses da pesca esportiva e fomenta a criação de unidades de conservação (pública e privada), propiciando a marginalização de povos pescadores tradicionais em relação ao acesso e uso dos recursos naturais. A apropriação dos recursos naturais por apenas um usuário tem criado mazelas incomensuráveis. Cristiane A. Fernandes da Silva (UFU) Gt30 Usos e valores no chão de fábrica

O chão de fábrica é constituído por operários cuja atuação cotidiana consiste, simultaneamente, na gestão de si mesmo. Embora a fábrica seja composta por normas oficiais operacionais, de segurança e de qualidade, os operários gerem todos esses elementos conforme suas necessidades psicofísicas e escolhas valorativas possíveis. Trata-se de uma análise qualitativa, pautada em veio teórico e, especialmente, em achados empíricos extraídos de entrevistas efetivadas junto a metalúrgicos da grande São Paulo. Distanciada da pura execução via operações padronizadas exogenamente, a abordagem mostra XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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a atividade operária em uma perspectiva de relativa re-formulação, reinvenção e apropriação por sujeitos operários que, cotidianamente, re-normalizam o seu meio e, na medida do possível, singularizam seus atos de trabalho de acordo com os seus usos corporais, subjetivos, valorativos e simbólicos. Cristiane Amaro da Silveira (UFU), Jalcione Almeida (UFRGS) Gt03 Controvérsias científicas e a produção do conhecimento: o caso da CTNBio

Adotando como objeto de estudo a CTNBio, instância colegiada e multidisciplinar de caráter consultivo e deliberativo, formada por especialistas de notório saber científico e técnico, que tem por função assessorar o Governo Federal na implementação da Política Nacional de Biossegurança de Organismos Vivos Modificados (OVMs) no Brasil, este trabalho pretende discutir uma pesquisa em andamento que se insere na promissora corrente dos estudos da Sociologia do Conhecimento Científico, propondo-se, deste modo, a situar o conhecimento produzido em torno dos OVMs em seu espaço de co-produção ciência-sociedade, e a analisar tanto o contexto quanto o conteúdo de tais desenvolvimentos, bem como a privilegiar o espaço de interação, a fim de compreender as grandes controvérsias que permeiam o debate técnico e ideológico, sem deixar de situá-lo historicamente. Cristiane Gretzler Henn (UFRGS) Consulte Monica Hass (UNOCHAPECO) Cristiane Nogueira Braga (FIOCRUZ) Consulte Cristina A. Ferreira (FIOCRUZ)

Consulte Simone Ouvinha Peres (UFRJ)

Cristiane S. Cabral (UERJ) CONSULTE Maria Luiza Heilborn (UERJ) Cristiane S. Cabral (UERJ) Gt10 Jovens-pais: na interface entre família, gênero e sexualidade

O estudo aborda repercussões da paternidade na adolescência para as trajetórias sociais de rapazes de camadas populares, partindo de entrevistas em profundidade com jovens-pais e suas mães. Os dados contemplam variadas biografias individuais, contextos de gravidezes e arranjos familiares decorrentes. Nesse cenário, sobressai o papel decisivo das avós nas negociações de arranjos conjugais, regras de residência, cogitação do aborto, etc. Para os jovens, a paternidade implica novos papéis, sob o signo de uma obrigação moral que os impele a assumir e desempenhar a função de provedores. Cabe ressaltar o peso decisivo da gravidez na construção da identidade masculina ao tornar pública a potência e virilidade dos rapazes. Paradoxalmente, é a assunção da paternidade, sustentada de fato pela(s) família(s) de origem, que o ajuda na consolidação da imagem de homem “responsável”, “adulto”. Cristiani Miranda (UFSCar) Gt16 Descentralização e participação: o processo de democratização da gestão dos recursos hídricos

O trabalho a ser apresentado situa-se num contexto teórico acerca da reflexão sobre as inovações institucionais em curso na gestão de políticas públicas ambientais na sociedade brasileira contemporânea. Para tanto, apresentaremos um esboço sócio-histórico das condições sociais da urbanização e transformação capitalista que permearam as relações entre sociedade e natureza, assim como recuperaremos a trajetória política e social desse processo desde a emergência da água como tema da agenda pública até o momento em que se permitiu chegar à atual institucionalidade desenhada segundo novos paradigmas de gestão principalmente pela democracia participativa, que busca equilibrar as relações de poder dentro de um comitê de bacia hidrográfica. Cristiano L. Lenzi (USP) Gt11 Rotulagem como precaução: a liberação da soja RR e a regulação dos transgênicos no Brasil

O discurso político pode ser visto como uma forma de argumentação em que os diferentes participantes do jogo político apresentam justificativas para suas posições. Nesse quadro, a análise do que em inglês é denominado de frame torna-se um elemento importante para a pesquisa interpretativa do processo político. Para esse tipo de análise, a questão central de estudo é justamente examinar como a questão política é conceituada ou framed pelos atores políticos em conflito. Tomando como referência esse tipo de abordagem, o presente trabalho busca examinar o conflito envolvendo a política de rotulagem da soja RR no Brasil. Esse conflito, como o trabalho busca indicar, representa uma controvérsia política em que estruturas de interpretação distintas (frames) 206

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Cristiano Lima (CES) Gt30 A Economia Solidária no resgate da dimensão política do econômico

O artigo terá como objetivo analisar em que medida as práticas de relações sócio-econômicas exercitadas pelo movimento da Economia Solidária no Brasil têm assumido expressões políticas, alterando o espaço público e proporcionando a configuração de outros espaços públicos, constituindo um caminho inverso do mercado auto-regulado que a esfera econômica autônoma em relação à dimensão política. Dessa maneira, o espaço local é insigne para se descortinar as relações sócio-políticas, econômicas e culturais que não foram hegemonicamente globalizadas, mas que em um processo dinâmico e complexo coexistem com outras relações afins e processos globalizantes. Neste sentido, aquele movimento apresenta-se como possibilidade de criação de alternativas nas quais os cidadãos assumem responsabilidades, seja em parceria ou não com o poder público, na resolução de problemas e no destino da vida social. Cristiano Lima (CES) CONSULTE Tatiane Marina Pinto de Godoy (UNESP) Cristiano Monteiro (UFF) Gt28 Dinâmica política e regulação no transporte aéreo brasileiro

A literatura sobre regulação no transporte aéreo brasileiro tem se caracterizado por uma visão negativa a respeito da política. Este trabalho visa chamar atenção para a importância dessa dimensão no debate sobre a regulação do setor, discutindo a reconstrução do seu aparato regulatório, inspirado no modelo norte-americano das agências reguladoras. A relevância da variável política se verifica no caráter não-linear das tendências da regulação da atividade na década atual, passando por ondas de re-regulação e desregulação que não acompanham mecanicamente os rumos da economia política internacional ou da própria política econômica governamental. Como conclusão, o trabalho sugere que os processos de conflito, negociação e acomodação de interesses, que definem a dinâmica política, não só devem ser incorporados à análise da regulação, como também ser considerados na sua operacionalização.

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dão forma a discursos políticos também distintos sobre os eixos temáticos, envolvendo risco, rotulagem e precaução.

Cristina Almeida Cunha Filgueiras (PUC-Minas) Gt04 “Contamos com você”: mobilização social contra a fome, o desperdício e a indiferença

O movimento Restaurants du Coeur, criado em 1985 pelo comediante Coluche, e a Ação da Cidadania contra a Fome e Miséria, iniciada pelo sociólogo Betinho em 1993, tratam da reação social frente à fome e da desconstrução da indiferença frente à privação. Ambos foram lançadas em dezembro, quando a sociedade busca demonstrar suas capacidades de consumo e generosidade. Betinho propôs o Natal sem Fome no Brasil, país acostumado a conviver com os flagelos da miséria e da desigualdade. Coluche lançou a idéia de dar diariamente, durante o inverno, um prato de sopa quente para cada indigente na França, país considerado desenvolvido e com dificuldade em admitir que existam pessoas que passam fome. As experiências têm em comum um personagem central, a visibilidade na mídia, a mobilização de personalidades em grandes eventos, campanhas de arrecadação de doações e uma rede de organizações de voluntários. Cristina Andrade Sampaio (UNIMontes) CONSULTE Romulo Barbosa (UNIMontes)

Cristina Araripe Ferreira (FIOCRUZ) CONSULTE Simone Ouvinha Peres (UFRJ) Cristina Araripe Ferreira (FIOCRUZ), Cristiane Nogueira Braga (FIOCRUZ), Simone Ouvinha Peres (UFRJ) Gt03 Jovens e iniciação científica: estudo de trajetórias escolares e profissionais.

A participação de jovens entre 14 e 21 anos em programas de Iniciação Científica Júnior vem se constituindo numa das mais instigadoras estratégias formativas voltadas para a área de C&T no país. De forma ainda incipiente, as políticas educacionais têm tangenciado esse debate, deixando, contudo, para outros atores governamentais a tarefa de definir prioridades e/ou projetos de interesse nacional (agenda para o futuro do Brasil, 2007). O presente trabalho tem como eixo central uma discussão sócio-histórica (Vygotsky, 1991 e Bakhtin, 1988) sobre a relevância e a pertinência das políticas públicas para educação básica que incorporem não apenas os princípios gerais da reforma do Ensino Médio (PCNEM, 2000), mas também a dimensão prática essencial da “preparação científica e da capacidade de utilizar as diferentes tecnologias”. O presente estudo parte de experiências individuais de alunos de ICJ.

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Cristina Maranhão (PUC-SP) Gt05 A imagem de duas guerras: Brasil e Palestina

A imagem fotográfica já há algum tempo está presente em várias áreas do conhecimento, deixando de ter um caráter ilustrativo e de narradora dos fatos acontecidos para ser o elemento pesquisado. Neste trabalho, buscamos compreender como a história de dois conflitos a “guerra” nos morros cariocas e o conflito entre palestinos e israelenses na Faixa de Gaza é apresentada pelo fotojornalismo. Nos meses de junho e julho do ano de 2007, imagens muito similares dos dois conflitos foram publicadas nos principais meios de comunicação do país, sendo necessário o auxilio de legenda para identificar a qual conflito a imagem fazia referência, pois os símbolos imagéticos eram idênticos. O objetivo desta pesquisa é compreender como estas imagens possuem tamanha similaridade se são conflitos de natureza completamente diferentes? E como, ao serem associadas a legendas, tornam-se memória de cada acontecimento? Cristina Petersen Cypriano (UFMG) Consulte Francisco Coelho dos Santos (UFMG)

Cristina Teixeira (UFPR), Marcelo Limont (UFPR) Gt23 Conservar e desenvolver: o que há de novo na gestão dos conflitos em unidades de conservação?

O litoral do Paraná é permeado, nos ambientes costeiro e florestal, por ações de proteção ambiental, dentre as quais se destacam as unidades de conservação (UC) federais e estaduais. Estas se desenvolvem sob a constante tensão entre conservação e desenvolvimento local, reordenando territórios caracterizados pela presença de conflitos ambientais. A participação da população local na gestão desses territórios foi institucionalizada e está em processo de desenvolvimento em algumas UC. Esta comunicação apresenta uma análise do mapeamento das UC no litoral do Paraná, identificando seus principais conflitos ambientais e suas respectivas soluções, propostas por seus órgãos gestores como mediação dos conflitos de uso dos recursos naturais, e com foco na implantação da participação social e de sua compatibilidade com o modelo de conservação adotado. Cristina Vilas Bôas (PUC-Minas) Gt04 O Shopping Oiapoque como templo de consumo belo-horizontino: um estudo do tênis pirata

O presente trabalho parte de uma pesquisa de mestrado que visou investigar as representações sociais envolvidas no consumo de bens falsificados, na sociedade contemporânea, por meio de um recorte específico – o tênis pirata no espaço de um Shopping Popular de Belo Horizonte (Shopping Oiapoque) – e evidencia um universo simbólico específico, em que o diverso e o mesmo coexistem nesse espaço, repercutindo nos estilos de vida de diversos atores sociais. A compra do tênis pirata abarca uma reflexão sobre a maneira como as identidades se constituem em um espaço em que a estetização da vida cotidiana transforma continuamente o “ser” dos atores sociais, tornando essa experiência de consumo uma busca pela cidadania e pelo modo como esses atores se constituem, e fazendo com que esse tipo de “troca” incorpore e transmita valores característicos da política dos signos, nesse “supermercado cultural”. Cynthia Paes de Carvalho (PUC-Rio), Diana Mandelert (PUC-Rio), Luiza Helena Felipe (PUC-Rio) Gt06 Práticas organizacionais e pedagógicas de produção de qualidade de ensino

O trabalho apresenta uma análise exploratória dos resultados da pesquisa com alunos, pais e professores do 9º ano do Ensino Fundamental de oito escolas (quatro privadas e quatro públicas municipais) na cidade do Rio de Janeiro, e integra a pesquisa do SOCED sobre os processos organizacionais e pedagógicos que contribuem para o desenvolvimento dos habitus escolares dos alunos, na perspectiva relacional proposta por Bourdieu. Essa etapa da pesquisa objetiva construir um material empírico para delinear os perfis e as práticas sócio-pedagógicas dos agentes escolares relacionadas à produção da boa qualidade do ensino. Foram selecionadas escolas que apresentaram os melhores resultados na Prova Brasil (edições de 2005 e 2007) e no ENEM (edições de 2005, 2006 e 2007), considerando o NSE médio das escolas e garantindo a comparabilidade com os dados mais gerais obtidos por meio das avaliações nacionais. Cynthia Xavier de Carvalho (UNICAP), Edgard Malagodi (UFCG), Valério Bastos (UFCG) Gt01 Experiências agroecológicas: transição ou consolidação do modo de vida e de produção camponesa?

O Agreste paraibano apresenta iniciativas técnico-produtivas de agricultores familiares no contexto da agroecologia que se mostram ora como reação aos problemas decorrentes da adoção de um modelo de produção causador de externalidades negativas, ora como um mecanismo de valorização de uma 208

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Cynthia Xavier de Carvalho (UNICAP) CONSULTE Edgard Malagodi (UFCG) Dalva Borges de Souza (UFG) CONSULTE Francisco C. E. Rabêlo (UFG) Dalva Maria da Mota (Embrapa) CONSULTE Raquel Fernandes (EMBRAPA) Dalva Maria da Mota (Embrapa) Gt11 Conflitos pelo acesso aos recursos nas cercanias do projeto de irrigação Platô de Neópolis, SE

O campo temático da análise deste artigo trata dos novos modelos de apropriação do território, do meio ambiente e do trabalho, nas últimas décadas, orientados por estratégias locais para atendimento a padrões de qualidade e eficiência exigidos externamente. O objetivo é analisar processos sociais de disputa pelos recursos de diferentes naturezas no Baixo São Francisco sergipano, envolvendo diferentes atores. Isso significa mergulhar na problemática dos conflitos e dos novos modos de organização do trabalho. O artigo aborda as disputas entre os novos atores para o uso do território diante dos problemas enfrentados pelas políticas de modernização via irrigação empresarial. Os atores centrais são as populações nativas, expropriadas do acesso a terra para a implantação do projeto, e os “de fora”, que chegaram à região com o intuito específico de gerenciar ou trabalhar nas áreas irrigadas. Daniel Cáceres (UNC), Felicitas Silvetti (UNC), Gustavo Soto (UNC), Guillermo Ferrer (UNC) Gt18

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

agricultura tradicional, reforçando um modo de vida e de produção já existente e questionando a idéia de “transição agroecológica”. O texto discute se tais práticas configuram uma nova proposta de desenvolvimento rural, avaliando duas experiências (selecionadas pelo tipo de agricultura praticado anteriormente à presença de uma proposta agroecológica). Trata-se da emergência de um novo paradigma, diante da falência da prática convencional de agricultura, ou da consolidação de uma agricultura tradicionalmente vinculada a um sistema natural e autárquico de produção de insumos?

Impacto de la expansión capitalista en las estrategias de reproducción social de los campesinos del norte de Cordoba Argentina

Utilizando metodologías fundamentalmente cualitativas, la investigación analiza cuál ha sido el impacto social de la expansión de la agricultura y de la intensificación ganadera en las estrategias de reproducción social de los campesinos del Departamento Río Seco (Provincia de Córdoba). Se observa que la expansión de las relaciones de producción capitalista ha generado una reconfiguración de las estrategias históricas de reproducción social de los productores familiares, lo que ha incrementado sus condiciones de vulnerabilidad social. Se identifican dos tipos de situaciones: i) campesinos que están reformulando sus estrategias a fin de adecuarse al nuevo contexto económico-productivo; y ii) campesinos que no han logrado resistir el proceso y que han debido emigrar a centros urbanos. Daniel Capistrano (UnB) CONSULTE Sonia Ranincheski (UnB) Daniel Chaves de Brito (UFPA), Wilson Barp (UFPA) Gt31 A Segurança Pública e o “Bico”: os policiais, a organização e os riscos da atividade paralela

O “bico” exercido pelos policiais da polícia militar e agentes dos demais órgãos de Segurança Pública vai além da busca de uma complementação salarial. O crescimento do mercado de segurança privada permitiu o crescimento de redes de prestação de serviços por policiais e tem importância significativa perante as instituições de segurança, implicando numa verdadeira inversão da atividade policial. O “bico” se apropria do agente público, utilizando a mão-de-obra treinada pelo Estado (com licença para usar armas), além de se valer das relações entre policiais no serviço do “bico” e os que fazem o policiamento ostensivo. Em primeiro lugar, vamos explorar a formação das estruturas paralelas e suas implicações para as corporações. Em segundo lugar, vamos mostrar a relação entre os principais atores que compõem a estrutura do “bico”. Por fim, vamos localizar alguns setores da economia formal e submersa que incorporam policiais. Daniel de Mendonça (UFPEL) Gt02 Avançando no agonismo: crítica e proposta de desenvolvimento da teoria de Chantal Mouffe

Em trabalhos recentes, Chantal Mouffe promove dois movimentos teóricos concomitantes. Por um lado, promove uma crítica às teorias deliberativas, sobretudo aos enfoques de Rawls e Habermas. Por

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outro, apresenta o modelo agonístico de democracia. A crítica de Mouffe aos deliberacionistas parte do princípio de que tais teóricos buscam a eliminação das relações de poder na política, a partir do princípio racional para tomada de decisões. Para Mouffe, a eliminação do poder é uma impossibilidade, uma vez que esse fundamenta a própria dimensão ontológica do político. Argumenta-se, contudo, que a alternativa da autora aos modelos deliberativos é insatisfatória, visto que sua proposta agonística é tão-somente um princípio de ação e não propriamente um modelo teórico político estruturado. O objetivo deste trabalho é propor um maior desenvolvimento da proposta teórica de Mouffe. Daniel Garcia Haro (PUC-RS), Roberto Ruas (UFRGS) Gt22 A aprendizagem cognitiva nas operações de produção no segmento automotivo

O objetivo do estudo é analisar as configurações de processos de aprendizagem cognitiva de trabalhadores no ambiente fabril. Raramente esse debate tem merecido o aprofundamento teórico-empírico desejável. Mais raro ainda é ele tratar da dinâmica das operações de produção. Paradoxalmente, evidências empíricas mostram que se trata de um dos mais férteis campos para o desenvolvimento de processos de aprendizagem. Dentre o grande número de abordagens identificadas, destacam-se a aprendizagem vivencial, os modelos mentais compartilhados, a aprendizagem em equipe e a mobilização do conhecimento tácito e explícito nas dimensões individual, grupal e organizacional. Apesar das evidências de aprendizagem, os atores (gestores, facilitadores e operadores) não têm consciência do potencial de tais processos de aprendizagem nem são valorizados pelas organizações. Daniel Gustavo Mocelin (UFRGS) Gt21 Competitividade, inovações e qualidade do emprego. Estudo sobre o setor de telecomunicações no Brasil

O trabalho aborda a qualidade do emprego nas telecomunicações, setor que passou por transformações tecnológicas e organizacionais. Competitividade e inovações são condições apontadas como responsáveis pela precarização do trabalho em diversas atividades econômicas, muitas das quais significaram, no passado, padrão de qualidade. O estudo demonstra que tal conclusão não pode ser generalizada e que a melhor qualidade de emprego pode estar associada àquelas condições em alguns ramos, especialmente onde houve saltos tecnológicos. Analisou-se a qualidade do emprego nas atividades que compõem o setor, examinando as condições contratuais, a inserção profissional, o rendimento e a sindicalização, controlando por estratos sócio-ocupacionais. A recorrência de melhores e piores empregos varia por ocupação, escolaridade, sexo e faixa etária, mas a competitividade e as inovações no ambiente empresarial melhoram o emprego no setor. Daniel Marcelino (UnB) Consulte João Henrique Pederiva (UnB) Daniel Silva (UFVJM), Silvia Freire (UFVJM), Caroline Bonfá (UFVJM), Carlos Henrique de Oliveira (EMATER-MG) Gt30 Gestão de empreendimentos econômicos solidários agroindustriais no Vale do Jequitinhonha, MG

A gestão de empreendimentos econômicos solidários apresenta-se como uma ferramenta para gestão de pessoas em organizações produtivas sustentáveis no meio rural. O objetivo deste trabalho é elucidar a forma de articulação e organização dos agricultores para superação da lógica da Ação Coletiva, na Associação Cultivar de Produtores de Polvilho Azedo, localizada no município de Diamantina, Minas Gerais. Este trabalho se justifica pelo mapeamento dos entraves na gestão de trabalhadores e da subutilização da infra-estrutura. A princípio, realizou-se uma revisão das correntes de estudo sobre a lógica da ação coletiva, tragédia dos comuns e capital social. Em seguida, foi feito um levantamento teórico do associativismo rural e da comercialização utilizada. Por fim, analisou-se a responsabilidade dos associados na construção de novas formas de trabalho para superação de entraves, o que dificulta a autonomia do grupo. Daniel Soczek (FACINTER) Gt08 Novos direitos: consensos teóricos e controvérsias práticas

Considerando os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e os 20 anos da CF, o objetivo deste artigo é discutir a emergência e consolidação da idéia de “novos direitos” no contexto nacional, partindo de uma reflexão crítica de suas possibilidades de legitimação e tomando como norte as reflexões de Habermas, Mouffe e Honnet. Este artigo guia-se pela tensão criada em torno do discurso sobre os novos direitos. De um lado, constata-se o apoio generalizado à relevância da materialização destes direitos. De outro,, entretanto, quando de sua discussão e implementação num contexto específico, emergem as relações de interesse e de poder. Assim, o caráter controverso dessas ações ganha visibilidade, quando, por exemplo, se discute a política de cotas. Pensar a emergência e legitimação destes direitos é fundamental para compreender parte das dinâmicas institucionais da sociedade atual. 210

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Práticas ilegais, informais e violência nas periferias de São Paulo

A partir de uma pesquisa qualitativa nas periferias de São Paulo, procura-se compreender a articulação entre os mercados informais e ilícitos e a dinâmica da violência no tecido social urbano. Trata-se de uma perspectiva descritiva e analítica que permite situar estas práticas urbanas em seus agenciamentos concretos da vida cotidiana. Por meio de diferentes pontos de ancoragem, como o transporte clandestino, o tráfico de drogas e o comércio de rua, procura-se identificar a articulação entre as distintas práticas informais e ilegais, seja para compreender os mecanismos de funcionamento desses expansivos circuitos econômicos, ou para entender como suas formas de regulação afetam as condições de vida e morte na cidade. Daniela A. Pacifico (UFRGS) Gt01 Novas abordagens, velhos interesses.

Buscou-se compreender como um modelo de agricultura de base ecológica, baseada na substituição de insumos, se tornou engano do modelo de desenvolvimento rural sustentável, uma vez que negligenciou os aspectos sociais e culturais das comunidades. Analisou-se um projeto de desenvolvimento rural para compreender como o processo de transição foi definido por aspectos socioculturais, econômicos e políticos. A substituição de insumos do modelo atual de agricultura orgânica incorpora os padrões convencionais de transferência tecnológica, prescreve a transição sem estar atrelada a metodologias participativas e deixa de permitir uma relativa autonomia do agricultor. O nicho de mercado para produtos orgânicos, a transferência vertical de conhecimento e o descomprometimento com as normas sociais e os costumes da comunidade definiram a trajetória do Projeto. Daniela A. T. Leite (UNICENP) CONSULTE Léa Resende Archanjo (UP) Daniela C. Perutti (USP) Gt15 Considerações sobre a representação do negro na obra de Almeida Júnior

O pintor paulista José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899) ficou conhecido, sobretudo, por pinturas que trazem como protagonista o caipira, personagem até então pouco explorado pela produção pictórica brasileira. Contudo, ao contrário de alguns de seus contemporâneos (como Modesto Brocos), é quase inexistente a presença de personagens negras em suas telas. E é justamente essa quase ausência que pretendemos explorar no texto a ser apresentado. Investigaremos quatro obras em que o negro aparece, ou quase desaparece, de modo a compreender os fragmentos discursivos produzidos pelo artista a respeito da questão. São elas: A Negra, na qual uma mulher se confunde com a ausência de luz da obra; O Retrato do Advogado Rubino de Oliveira, considerado na época um negro de alma branca; além de A Partida da Monção e O Retrato da Família de Adolfo Augusto Pinto, que trazem personagens negras em posição de destaque.

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Daniel Veloso Hirata (USP) Gt31

Daniela de Oliveira Miranda (UCS) Gt30 A economia solidária como processo de descolonização

As organizações de economia solidária correspondem ao agrupamento voluntário que estabelecem laços sociais, e fazem com que as experimentações de novas formas de sociabilidades se confrontem com processo colonial, eurocêntrico, que tem sobreposto de forma universal sua identidade aos “lugares colonizados”. A questão que se impõe é: as formas democráticas que constituem a economia solidária se estabelecem como um processo de descolonização? Diante disso, pretende-se abordar a economia solidária no Brasil como processo de reconhecimento de sujeitos na contramão da colonização, estabelecendo conexões com as formas democráticas inerentes à constituição dos empreendimentos, que por si só representam um novo sistema organizacional das relações de trabalho e mercado e que têm resistido às imposições que pesam sobre eles. Daniela Frozi (UFRJ), Elizabete Cristina Ribeiro (UFRJ), Alexandre Brasil Fonseca (UFRJ) Gt01 Agricultura urbana e segurança alimentar e nutricional: concepções e práticas de alunos e professores

O conceito de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) expressa quão complexa é a sustentabilidade ambiental e social do processo de produção e acesso aos alimentos pela perspectiva do direito humano. O objetivo deste trabalho é discutir a presença da agricultura como prática pedagógica transversal em escolas nas regiões urbanas e/ou em processo de urbanização, como o da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Aqui há o interesse de se entender como os conceitos de SAN, agricultura urbana e educação formal, podem estar inter-relacionados na promoção da alimentação segura, nutritiva, diversa, social e culturalmente sustentável, além de como a educação escolar pode ser uma estratégia de política pública para resgatar e reelaborar os saberes agrícolas no contexto urbano.

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Daniela Nogueira Amaral (SEC) Gt24 Sociologia e Literatura (a personagem romanesca como construção ideal-típica)

Os diálogos entre a sociologia e a arte são parte da reflexão sociológica desde a sua emergência. Max Weber, finalizando o texto A objetividade do conhecimento nas ciências sociais, divide os cientistas sociais entre aqueles que “cultivam a matéria” e aqueles que “cultivam o espírito”. Apropriando-se de metáforas para situá-los, descreve o “apetite” dos primeiros (ávidos por fatos), e o requinte gustativo dos segundos (propensos à idéia nova, em constantes destilações de novos pensamentos). A utilização da literatura como dado e documento sociológico nos parece instigante, sobretudo quando comparamos e referendamos o tipo-ideal weberiano às personagens romanescas, pois essas personagens ficcionais extrapolam sua irrealidade fundadora, respaldando atitudes, comportamentos, sentidos históricos absorvidos por novos olhares e problematizando de maneira diversa o humano e o mimeticamente focado. Daniela Oliveira (UFRGS) Gt01 Uma análise da produção de novidades no desenvolvimento rural: a agricultura ecológica em Ipê, RS

Entendendo o desenvolvimento rural como um conjunto de processos e práticas que emergem no mundo rural como resposta à crise do paradigma da modernização agrícola, este artigo objetiva analisar, em termos gerais, o lugar da produção de novidades na construção deste novo paradigma de desenvolvimento rural, utilizando-se de uma análise da experiência de produção, processamento e comercialização de alimentos por famílias de agricultores familiares do município de Ipê, no Rio Grande do Sul, que praticam uma agricultura conhecida localmente como agricultura ecológica. De forma mais específica, objetivamos entender quais inovações foram fundamentais para a consolidação da experiência, como foi o processo de geração e de difusão dessas inovações, quem foram os atores envolvidos e como se deu a relação entre o conhecimento tradicional e o conhecimento científico nesse processo. Daniela Resende Archanjo (IBPEX) Gt19 A família como alvo de intervenções estatais e médicas: uma perspectiva histórica

Os esforços governamentais no sentido de formular políticas públicas voltadas para a organização familiar evidenciam a persistência da crença de que a família é a célula mater da sociedade, apontando para a persistência, na contemporaneidade, do predomínio do referencial burguês (nuclear patriarcal) de relações familiares. Visando problematizar as atuais estratégias de intervenção sobre a família, o presente artigo historiciza a tradição brasileira de intervenção de agentes educativo-terapêuticos sobre a família, discutindo a parceria estabelecida entre Estado e saber médico, desde o final do século XIX, no Brasil. Daniela Ribas Ghezzi (UNICAMP) Gt25 Novas práticas culturais, deslocamentos conceituais e sistematização de dados empíricos sobre a produção cultural brasileira

Nos estudos recentes sobre cultura brasileira, observa-se uma predileção por novos referenciais teóricos (sobretudo o de Bourdieu) em detrimento dos mais “tradicionais” (como o de Adorno). A hipótese aqui é a de que esse novo desenho teórico teria se dado mais pelas reconfigurações contemporâneas nas práticas culturais (que fizeram com que antigos temas ganhassem novas dimensões, interpretadas a partir de outros referenciais), do que por uma reflexão teórica aprofundada acerca de controvérsias e consensos conceituais. Além disso, uma análise sobre os dados trazidos pelo Anuário Estatístico e pelas pesquisas de opinião IBOPE pode ilustrar que faltam dados empíricos sistematizados sobre a produção cultural no Brasil. Se a perspectiva empírica é crucial para se repensar as categorias teóricas, é imperativo refletir em que medida tal deficiência teria incidido sobre esse deslocamento conceitual. Daniela Verzola Vaz (UNICAMP), Rodolfo Hoffmann (UNICAMP) Gt09 Hiato salarial de gênero no setor público brasileiro no período 1992-2006.

Embora a legislação que rege as relações de trabalho no setor público brasileiro assegure igual oportunidade de inserção profissional a indivíduos portadores dos mesmos atributos produtivos e isonomia de vencimentos para cargos com atribuições iguais ou assemelhadas, verifica-se, ao se comparar servidores equivalentes, uma diferenciação salarial importante entre os gêneros. Este trabalho analisa o comportamento do hiato salarial de gênero no setor público brasileiro entre 1992 e 2006 e investiga suas causas. Em 2006, as servidoras ganhavam, em média, 30% menos do que os homens. Desse total, 58% era explicado pelos distintos perfis produtivos e padrões de inserção profissional dos servidores de cada gênero, e o restante associado à discriminação contra a mulher. A segregação feminina nos segmentos pior remunerados do setor público respondia por parcela importante do hiato salarial observado. Daniela Verzola Vaz (UNICAMP) CONSULTE Carlos Vaz (UNICAMP)

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A sociabilidade nas práticas boêmias dos bares de Fortaleza

O intuito do trabalho consiste em elaborar uma reflexão sobre as formas e redes de sociabilidade nas práticas boêmias dos bares da cidade de Fortaleza, e seus desafios, passeando pelas sugestivas análises de Simmel, Balman e Benjamin. Partindo do contraponto suscitado pela cidade, representando o espaço de repulsa e atração, abordamos experiências e formas atuais de sociabilidade estabelecidas no “mundo da rua”, ou seja, nos espaços públicos dos bares afinal, as cidades, locus do medo do desconhecido e dos estranhos, apresentam também possibilidades de encontros diversos, que encontram no flanar pelos bares a vivência de práticas e sentidos que podem remeter a valores como a amizade, a negação das marcações sociais e a permanência frente à fluidez das relações. Assim, buscamos compreender essas práticas e o que elas revelam sobre o prazer e a dor de se viver a cidade e seus espaços públicos. Danielle Cireno Fernandes (UFMG), Carlos Alexandre Silva (UFMG) Gt09 Jovens e o acesso ao mercado de trabalho: uma análise longitudinal

O trabalho pretende discorrer sobre as mudanças na inserção do jovem no mercado de trabalho diante das modificações empreendidas pela reestruturação produtiva. Dentro do processo de transição para a vida adulta, a inserção no mercado de trabalho constitui um dos principais elementos que marcam essa transformação na vida do indivíduo. Constitui, ainda, o inicio de um processo que pode ser a perpetuação de precariedades, dependendo das condições iniciais em que essa passagem se dá. Após uma analise exploratória dessas bases, serão realizadas regressões multinomiais cuja variável dependente será a situação dos jovens no mercado de trabalho (inserção formal, informal e desocupados). Avaliaremos, dessa forma, como se comportam os elementos explicativos dessa situação diante do processo de reestruturação produtiva. Buscaremos entender as condições de entrada dos jovens no mercado em momentos diferentes. Danielle Valverde (UnB) Gt17 A política de cotas da Universidade de Brasília e o lugar do(a) jovem negro(a) na educação

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Daniele Silva (UFC) Gt16

Na década de 1990 o Estado brasileiro entrou na arena das discussões sobre como romper o ciclo de desigualdades étnico-raciais existentes no país. As ações afirmativas surgiram como proposta para modificar essa realidade. Nesse contexto, a Universidade de Brasília (UnB) aprovou, em 2003, a política de reserva de 20% das vagas de cada curso para candidatos negros. O objetivo da pesquisa em tela, resultante de dissertação defendida na UnB e financiada pela CAPES, foi compreender a percepção de jovens do ensino médio de escolas do Distrito Federal sobre a política de cotas da UnB. Adotou-se a abordagem qualitativa, pautando-se na realização de grupos de discussão com jovens. As análises se apóiam no método documentário de interpretação, adaptado para a pesquisa qualitativa por Ralf Bohnsack, proporcionando a compreensão das visões de mundo de um dado grupo social (Mannheim). Danilo de Souza Morais (UFSCar) Gt02 A disputa pela construção da cidadania no Brasil e o reconhecimento das diferenças

O artigo apresenta a disputa de perspectivas para a definição da cidadania no Brasil pós-democratização institucional e o papel, nessa disputa, do reconhecimento das diferenças. Partimos de Maria Célia Paoli e de Vera da Silva Telles para discutir a possibilidade de uma nova cidadania, mesmo como uma formação emergente, cujo sentido se opõe à cidadania de tipo dominante (a cidadania regulada, como definida em Wanderley Guilherme dos Santos). Nessa disputa sintetizamos duas formas principais com as quais se pode inserir uma política de reconhecimento das diferenças, partindo das concepções de um multiculturalismo progressista ou de um multiculturalismo conservador, enunciada em Boaventura de Sousa Santos. Entende-se que a primeira privilegia a constituição da nova cidadania, enquanto a segunda privilegia uma forma complementar da cidadania dominante, qual seja, a cidadania neoliberal. Danilo Enrico Martuscelli (IFCH) Consulte Henrique Amorim (UNICAMP) Danilo Rothberg (UFSCar), Maria Teresa Miceli Kerbauy (UNESP), Maria Cristina P. I. Hayashi (UFSCar) Gt03 A multiplicação de estudos de Ciência, Tecnologia e Inovação Social e seus novos desafios e demandas

A produção de estudos na temática de Ciência, Tecnologia e Inovação Social tem crescido no país, seja por meio de programas de pós-graduação já consolidados na área ou por meio da criação de

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

novos programas. Iniciado em 2008, o Mestrado em Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade Federal de São Carlos já conta com 60 pesquisas em andamento, que trazem contribuições à resolução de demandas regionais de São Carlos, SP, pólo tecnológico de relevância estadual, e de problemas comuns ao desenvolvimento sustentável em todo o país. Essa proposta vai descrever as principais tendências e perspectivas de suas pesquisas, que podem oferecer contribuições expressivas ao avanço do campo no Brasil, à medida que propõem maneiras diferenciadas de enfrentar antigos obstáculos e novos desafios ligados à compreensão das dimensões sociais de C&T, da gestão da inovação e da difusão do conhecimento. Danyelle Gonçalves (UECE) Gt05 A dimensão estratégica dos relatos: analisando as narrativas dos perseguidos políticos

O processo de ressarcimento dos perseguidos políticos se consubstancia na forma de indenização financeira, concedida baseada em determinados critérios. Esse processo tem como fundamento corrigir erros e reparar injustiças, estabelecendo a noção de que o Estado brasileiro errou em um dado momento da história recente e que se faz necessária uma correção. No processo, é preciso demonstrar por que a reparação se mostra justa, utilizando-se de provas documentais e testemunhais. Nessas narrativas estão parte da trajetória de muitos perseguidos políticos e seus familiares. Para que isso ocorra, é preciso “desenterrar” as memórias, os objetos pessoais ligados aos fatos e os documentos comprobatórios, tornando sua história reconhecida em instâncias legais. O presente trabalho analisa essas narrativas, designadas relatos estratégicos, e como elas são acionadas na construção da figura do ex-preso político. David da Costa Aguiar de Souza (IUPERJ) Gt24 Graffiti, pichação e outras formas de intervenção urbana: uma proposta de sociologia da arte de rua.

A presente proposta tem por objetivo analisar o panorama da arte de rua (street art) brasileira, descrevendo as modalidades e técnicas encerradas por esse conceito(cuja expressão mais divulgada é o graffiti – desenhos coloridos e elaborados em tintas spray e látex, inseridos na paisagem urbana das regiões metropolitanas brasileiras), os atores praticantes e os suportes preferencialmente empreendidos. A problemática suscitada tem em sua base a investigação da transformação dessas modalidades outrora rotuladas como desviantes e poluidoras em atividades artísticas para a qual passou a existir um mercado de colecionadores, exposições, fóruns, galerias e espaço em museus, além de uma ampla utilização na decoração de interiores de ambientes privados, na publicidade e na moda. David Soares (UFRJ) Gt23 Sustentabilidade ambiental e participação política: reflexões, relações e realocações.

O tema da sustentabilidade, como argumenta Acserald, está submetido à lógica das práticas, ou, em outras palavras, articula-se a efeitos sociais desejados, a funções práticas que o discurso dos atores sociais pretende tornar realidade objetiva. No caso da sustentabilidade para as áreas protegidas, determinados discursos e imagens foram ganhando, ao longo do tempo, tamanha legitimidade, que produziram tendências, mecanismos e estruturas organizacionais e de gestão, cuja autoridade foi se tornando inquestionável na medida em que se objetificavam. Dentre esses, o ideal de inclusão social nos projetos de proteção, a participação nos fóruns decisórios e administrativos e a educação ambiental vêm sendo abordados como condições sem as quais o objetivo de preservação estaria seriamente ameaçado. Este trabalho visa refletir sobre a temática da sustentabilidade e o viés da participação política nas áreas protegidas. Davisson C. C. Souza (USP) Gt21 Ação sindical diante do desemprego e das demissões: o caso do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas

Este trabalho trata da ação do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas diante do desemprego e das demissões realizadas na categoria entre 1990 e 2002. Baseando-se nas leituras de documentos de fonte primária e de entrevistas com diretores, observamos a maneira como o desemprego foi incluído na pauta de reivindicações, nos atos e manifestações, além do comportamento do Sindicato nas greves contra demissões, na tentativa de organização de uma cooperativa de produção autogestionária, na recuperação de uma fábrica sob o controle dos trabalhadores e diante do Movimento Contra o Desemprego de Campinas. A principal hipótese da pesquisa é a de que, na luta contra o desemprego, realizada no plano teórico e reivindicativo, o Sindicato demonstrou um discurso combativo. No entanto, quando essa luta envolveu a participação dos desempregados, no plano prático e organizativo, a entidade teve uma atuação defensiva.

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Cultura política e a orientação de atores sociais

O presente artigo trata de alguns dos principais aspectos distintivos entre as abordagens que discutem a importância das orientações culturais para o entendimento das estruturas e do pensar e fazer a política nas sociedades contemporâneas. Em específico, serão tratados os resultados da pesquisa que vem sendo desenvolvida na última década acerca da interface entre cultura política e as práticas e representações da elite parlamentar brasileira do pós-Constituinte. Pretende-se, com o enfrentamento de perspectivas epistemológicas distintas nos campos das ciências política e sociais e com a apresentação da ação política concreta de atores relevantes numa arena privilegiada como o Parlamento, desvelar uma rica face ainda pouco explorada do sistema político deste país, contribuindo para a longa discussão que envolve a laboriosa busca do (re)conhecimento das especificidades nacionais. Debora C. Rezende de Almeida (UFMG) CONSULTE Eleonora S M Cunha (UFMG) Débora Franco Lerrer (UFRRJ) Gt18 A formação e a educação dentro das estratégias de expansão do MST

Fundado no sul do Brasil, desde 1985 o MST vem expandindo suas ações para o Nordeste, enviando militantes para difundir sua “metodologia” de lutas. No entanto, além dos acampamentos e ocupações de terra, são vértices fundamentais desse processo a formação política e a educação continuada. Em alguns estados, a “formação” precedeu a implantação do MST, pois antes mesmo da realização de ocupações de terra, seus militantes fundaram as “Escolas Sindicais”, que não eram vinculadas à CUT, mas eram estabelecidas em parceria com lideranças das oposições sindicais. Este trabalho tem por objetivo trazer à luz esse processo intrínseco à expansão e estruturação do MST que hoje se expressa no notável investimento que o grupo faz na educação formal e técnica de sua base para levantar hipóteses sobre as virtualidades que são, ao mesmo tempo, contraditórias e emancipadoras dos esforços educativos desse movimento social. Del Grossi (UnB) CONSULTE Nádia V. Caldas (UFPel) Delia Dutra da Silveira (UnB) Gt29

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Débora Messenberg (UnB) Gt08

O migrante, um sujeito que ‘escapa’ ao destino da maioria: compreendendo a idéia de liberdade em Tocqueville.

No presente trabalho busco aproximar-me do pensamento de Tocqueville (1805-1859), visando especificamente compreender o que significa para o autor “escapar” ao destino da maioria ou, em outras palavras, fazer uso da liberdade individual, entendendo “liberdade” como a possibilidade de condicionamentos e determinações baseadas em escolhas sediadas no recesso mais íntimo individual. Para isso tentarei compreender qual é o valor que o autor dá para a autonomia individual. Preocupa-me a subjetividade daqueles indivíduos (migrantes) que decidem deixar seu lugar de origem e seus afetos, para iniciar uma nova vida, num outro tempo-espaço. Quanto há de liberdade e de servidão nessa ação de sair e de se afastar para chegar ao novo? O ser humano, seguindo Tocqueville, debate-se constantemente entre uma propensão de se deixar governar de fora e uma propensão a autogovernar-se, fazendo uso da sua autonomia. Delma Pessanha Neves (UFF) Gt26 Mercado de trabalho em bairros periféricos: espaço de formação de jovens trabalhadores

Estudando itinerários ocupacionais entre jovens residentes em bairros periféricos do município de São Gonçalo, RJ, analiso a construção de um mercado de trabalho local, recurso pelo qual os moradores, constituindo-se como agentes produtivos, socializam jovens como trabalhadores. As alternativas, de precariedade consentida entre empregadores e empregados quanto às condições de produção e de trabalho, exaltam os recursos de que dispõem boa parte dos entrevistados para serem reconhecidos como dotados de saber fazer, mas principalmente de disciplina diante de relações hierarquizadas e personalizadas. A autoridade indiscutivelmente reside na figura do empregador, detentor do sentido das regras imputadas, mas os trabalhadores, aprendendo a se subordinar pelo convívio pessoal, dão provas em abstrato da futura correspondência a outros mundos de trabalho. Delton R. S. Meirelles (UFF), Marcelo Pereira Mello (UFF), Luiz Moreira (UFRJ) Gt14 Avanços democráticos e reação judiciária: os juízes leigos na Constituinte de 1988

A redemocratização global que ocorreu no final do séc. XX ecoou aqui em temas como a participação democrática nas cidades e o acesso à Justiça. Os debates da Assembléia Constituinte de 1988 revelam a busca pela autonomia municipal e o fortalecimento da democracia urbana e associativa, passando o XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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espaço social das cidades a ser reconhecido como autêntico espaço político e de sociabilidade. Tal discussão contaminou, inicialmente, a reestruturação do Judiciário, com propostas de sua municipalização e juízes eleitos e leigos. Entretanto, o discurso formalista, alimentado pelo lobby da magistratura, sufocou a tentativa de se estender aos atores sociais locais a representatividade na instância decisória judicial. A pesquisa reconstrói o embate entre as propostas municipalistas e a reação dos magistrados, demonstrando como o Judiciário escapou a esta onda descentralizante e às expectativas democráticas locais Delton R. S. Meirelles (UFF) Consulte Marcelo Pereira Mello (UFF) Denilson Bezerra Marques (UFPE) Gt29 A Revelação dos Híbridos em textos científicos: a produção da realidade a partir da visão latouriana

Se pudermos falar de uma infradeterminação de direitos sociológicos aos híbridos (como diria Latour, híbrido é a posição de um quase-objeto, que não ocupa nem a posição de objeto que a Modernidade prevê para eles, nem a de sujeito), poderemos falar, igualmente, de uma sociedade infradeterminada, em que os híbridos produziriam os limites de um social naturalizado pelos humanos. Como se dá esta infradeterminação? E como ela é capaz de moldar as ações humanas? O que implica esses direitos sociológicos de que dispõem os híbridos? São eles, de fato, simétricos aos direitos sociológicos dos sujeitos? Essas inquietações nortearão nossa discussão neste trabalho. Para tal, é utilizada a análise de textos científicos publicados na Revista Biotecnologia, Ciência & Desenvolvimento, que objetivam captar a produção de realidade operada por híbridos a partir da visão latouriana. Denise Cordeiro (UERJ), Eduardo Antonio de Pontes Costa (UFPB) Gt26 Jovens pobres e a invenção das políticas de inclusão social

O presente artigo se propõe a pensar políticas públicas dirigidas à juventude, tomando por base algumas reflexões do filósofo Michel Foucault sobre sociedade de controle e biopoder, a partir do capitalismo contemporâneo. Articulado com as análises de Gilles Deleuze sobre o trabalho de Michel Foucault na discussão da emergência da sociedade disciplinar e de controle, o artigo busca refletir as ações de governo direcionadas aos jovens pobres, entendidas como sendo de inclusão social. O que está em questão no presente trabalho é a análise de uma nova maneira de se olhar tais políticas articuladas em diferentes esferas de governos. As ações de governo são entendidas como tecnologias de controle que promovem programas de inserção educacional e profissional, expressivamente para uma parcela da juventude pobre, e sugerem a produção de um tipo de escola e de trabalho para essa mesma população. Denise Franca Barros (FGV-RJ), Bill Pereira (EBAPE), Alessandra Mello da Costa (FGV), Eduardo Ayrosa (EBAPE-FGV) Gt04 O consumidor ecologicamente correto: interpretações do argumento ecológico organizacional

As organizações incorporaram em suas agendas estratégicas projetos e ações ambientais, investindo na divulgação de padrões éticos por meio de argumentos ecológicos em seus produtos. Estudos anteriores sugerem que, apesar de os consumidores avaliarem melhor marcas associadas a questões ecológicas, eles parecem não estabelecer relação entre conseqüências ambientais e individuais da compra. Este estudo, em contrapartida, analisa por meio da Análise Crítica do Discurso (Fairclough, 2001) de que forma os consumidores que se identificam como “ecologicamente corretos” interpretam e reproduzem os discursos organizacionais a respeito do consumo ecologicamente correto. Os resultados apontam para interpretações difusas por parte do consumidor – com relação aos argumentos ecológicos construídos discursivamente pelas organizações. Denise Matos (ENCE), Vanessa Campagnac (UFF), Lavinia Pessanha (ENCE) Gt08 Os conselhos municipais de políticas setoriais no contexto do federalismo brasileiro

O objetivo central deste trabalho é constituir um panorama dos conselhos municipais no contexto do território brasileiro, utilizando-se de informações disponíveis na Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativos ao ano de 2001. Inicialmente, são apresentadas as principais características assumidas pelo federalismo brasileiro em função das novas relações estabelecidas entre os níveis hierárquicos de governo no processo de reforma do Estado brasileiro, já que tais relações podem intervir na atuação de novas instâncias decisórias no que diz respeito ao planejamento e à execução das políticas públicas. A MUNIC é uma das principais fontes de informações sobre os conselhos municipais, e é com a base de dados de 2001 que será fornecido um panorama da distribuição dos conselhos gestores no país. 216

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A dança de salão e a reconstrução de identidade de mulheres com mais de sessenta anos

Diante de tantos rostos com pele de pêssego, corpo no modelo escultural, como se sentirá a mulher com mais de sessenta anos? O lugar de “velha e feia” reservado à mulher na chamada velhice é mais um dos moldes socialmente construídos que indicam que tipo de comportamento devemos ter ao alcançarmos determinada idade. A ditadura do que se pode ou não fazer vinculada à idade nos levou a questionar a relação que as mulheres da ‘terceira idade’ têm com seu corpo ao sair para dançar todos os sábados, conduzidas por parceiros bem mais jovens. Essas mulheres inauguram um estilo de vida diferente, opondo-se às rígidas expectativas culturais. Sendo assim, qual corpo essa mulher vê no espelho? Como ela se identifica com o que vê? A hipótese proposta é que esse paradoxo da “bela dança” e do “corpo não jovem” aciona estratégias de reconstrução da identidade social por meio da performance corporal. Denise S. Rodrigues (UERJ) Gt12 Sem religião: uma categoria censitária entre a secularização e a dessecularização

O objetivo desta proposta é debater as transformações recentes do cenário religioso brasileiro, cenário esse em que se destaca, por meio de dados censitários do IBGE, um país plural, ainda de maioria católica, em que concorrem em ritmo de crescimento indivíduos classificados como sem religião e evangélicos. Nesse contexto, os sem religião se apresentam como uma categoria residual heterogênea, composta por dois tipos distintos que refletem algumas das principais tendências da modernidade. De um lado, ateus e agnósticos, sugerindo uma caminhada em direção à secularização; de outro, indivíduos com religiosidade particular, podendo ser interpretados tanto através do prisma da dessecularização quanto do reavivamento religioso. Essa reflexão terá como base dados censitários de 1960 a 2000 e pesquisa qualitativa atual realizada com indivíduos sem religião residentes no estado do Rio de Janeiro. Diana Mandelert (PUC-Rio) CONSULTE Cynthia Paes de Carvalho (PUC-Rio)

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Denise Nascimento (UFC) Gt10

Diego Jair Vicentin (UNICAMP) Gt04 O consumo da mobilidade: um estudo sobre o dispositivo celular.

Nos dias atuais o telefone celular é um fenômeno de consumo de massa. Com mais de 3 bilhões de aparelhos em funcionamento no mundo, esse objeto ganha importância dentro da esfera do consumo não apenas por sua taxa de penetração no mercado global, como também por servir de plataforma ao consumo de outras e novas mercadorias. Entretanto, o que propriamente é consumido na relação com o dispositivo celular? Apostamos que o usuário pretende consumir certa forma de mobilidade que se manifesta nesse objeto, não só por sua capacidade de articulação entre comunicação e movimento, mas sobretudo pela mobilidade que apresenta em sua forma. O celular é um objeto disforme, indefinido, móvel, que carrega um número cada vez maior de ferramentas e potencialidades e que, por isso, exerce poder de atração sobre a massa de consumidores que pretende se manter, como o celular, em acelerado processo de evolução e adaptação. Diego R. Araoz Alves (UFRJ) Gt15 Notas sobre as categorias de carnaval e o samba na crônica de carnaval

O horizonte temático desta proposta de trabalho versa sobre a relação entre literatura, imprensa e cultura popular. Para tanto, tomo como objeto as crônicas de carnaval produzidas no Rio de Janeiro durante as primeiras décadas do século XX. Esse material constitui, hoje, fonte privilegiada em pesquisas sobre o universo da cultura popular daquele período. Um aspecto frequentemente assinalado pela literatura é o da mediação exercida por cronistas ao registrarem, na imprensa, o contexto sócio-cultural do carnaval e do samba. Nessa proposta pretendo discutir elementos que apontam para o modo como essa vertente de crônica elaborou construções intelectuais e simbólicas peculiares sobre o carnaval e o samba. Dieuwertje Dyi Huijg (UvA) Gt17 Branquitude cotidiana: Experiências de identidade e privilégio racial de militantes brancas jovens

Em desvantagem nas relações de gênero, mulheres brancas predominam racialmente nas relações de poder. A nova geração de militantes femininas discursivamente inclui anti-racismo na sua ideologia. No entanto, a militância feminina jovem branca, considerando a sua qualificação como responsáveis pelo ‘futuro da luta’, parece parcial. Faltam reflexões – militante e acadêmica sobre sua própria posição racial, suas experiências e, conseqüentemente, (a ausência de) suas con-

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tribuições raciais. Por essa razão, proponho, neste trabalho, a investigação crítica, baseada em entrevistas profundas, a branquitude cotidiana, ou seja, a posição e a identidade raciais vividas e expressadas por militantes brancas jovens. Na sua potencialidade como transformadoras raciais, procuro problematizar sua posição como sujeitos raciais militantes e como objetos raciais dessa luta, a serem transformados. Dijaci Oliveira (UFG) Gt07 Educação em Direitos Humanos: uma nova identidade para a Sociologia?

O objetivo deste artigo é discutir alguns dos desafios para se assegurar o papel e as demandas da inclusão obrigatória da sociologia no ensino médio, entre eles a constituição de uma proposta curricular. Partindo dos pressupostos que orientaram a inclusão da sociologia, esse trabalho se propõe a discutir: a) a pertinência e os meios para a inserção dos temas de educação em Direitos Humanos (EDH) no currículo de Sociologia; b) uma reflexão sobre estratégias e propostas de inclusão que assegurem a consolidação desses temas na Sociologia; e c) realizar uma reflexão sobre o significado, o sentido pedagógico e desafios para a inclusão desses temas. Dília Maria A. Glória (UFMG) Gt06 Diferenças no processo de escolarização: ainda uma questão de gênero

Este trabalho, realizado no campo da Sociologia da Educação e com incursões na Demografia, analisou a influência do gênero na escolarização da prole, a partir dos relatos de pais e filhos de 30 famílias das camadas médias brasileiras residentes em Belo Horizonte, MG. O aporte demográfico propiciou a extensão da análise para a sociedade brasileira e a realização de entrevistas semi-diretivas permitiu compreender como o gênero afeta e se articula no grupo social e familiar pesquisado. Sob a ótica demográfica, constatou-se uma rápida e grande transformação com vantagem do contingente feminino em relação ao masculino. Quanto às famílias pesquisadas, verificou-se que a clivagem por sexo ainda existe, de modo que, se o maior sucesso das jovens é incontestável no ensino básico, esse avanço ainda não se concretizou em outras áreas. Dinaldo Almendra (IUPERJ) Gt31 Os mundos do crime: práticas e representações da violência em múltiplas escalas de análise.

Apresentação de uma articulação teórica para o estudo do imaginário urbano-midiático da violência no Rio de Janeiro, partindo do micro ao macro e buscando as gradações intermediárias entre as escalas. A “abordagem multiscópica”, inspirada em artigo de Paul-André Rosental, procura estabelecer eixos possíveis de contato entre Randall Collins, Margaret Archer, Luc Boltanski e Laurant Thevènot, Bernard Lahire e Pierre Bourdieu, respeitando as diferenças conceituais qualitativas que correspondem, em última análise, às especificidades nucleares de cada escala, contraditórias ou não entre si. Autores como Luiz Antonio Machado da Silva, Márcia Pereira Leite, Luiz Carlos Fridman, Michel Misse, Alba Zaluar e Patrick Charaudeau fundamentam criticamente a investigação no interior das escalas particulares, não importando as variações, pois o crime e a mídia permanecem em foco nas diversas aproximações. Diógenes Pinheiro (UNIRIO) Gt06 Caminhos da juventude: educação e cultura em favelas cariocas

Os jovens de favelas cariocas têm seu cotidiano marcado pela vulnerabilidade: baixa escolaridade, convívio com grupos criminosos e preconceito. Embora correta, essa leitura não retrata com fidelidade o papel ativo desses jovens, que têm desempenhado uma busca por visibilidade social, via ações culturais e educacionais tornando-se um dos grupos sociais mais ativos das metrópoles brasileiras. Essa pesquisa analisou iniciativas culturais inovadoras, como os espaços em que eles se definem e se afirmam como sujeitos conscientes de seus direitos. A conclusão a que chegamos rompe com os estereótipos que os desenham como carentes e excluídos. Os caminhos trilhados por esses jovens demonstram uma grande expectativa de ascensão social, mas sem abrir mão da sua identidade e do tipo de sociabilidade intensa que marca as comunidades populares. Este texto é resultado da análise de redes juvenis em favelas, realizada nos últimos dez anos. Diogo Alves Caminhas (UFMG) CONSULTE Claudio Chaves Beato Filho (UFMG) Diogo Corrêa (UFJF), Aline Coutinho (IUPERJ) Gt29 A reflexividade na teoria social contemporânea: um diálogo francobritânico

Muito se fala na importância da radicalização da reflexividade nas modernas sociedades ocidentais. Este aspecto reconhecidamente não exclusivo, mas caracterizador da “modernidade” -, pauta análises 218

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Diogo Henrique Helal (FUNDAJ), Adriana Ferreira Piedade (NOVOS HORIZONTES) Gt30 O perfil da força de trabalho nas regiões metropolitanas do Brasil: alterações e implicações

Foi analisado o perfil dos trabalhadores formais em nove regiões metropolitanas, e dados secundários provenientes do RAIS, coletados nos anos de 1986, 1996 e 2006 foram coletados. Os anos mencionados foram escolhidos por representarem períodos distintos do cenário econômico brasileiro. A análise dos dados foi descritiva, e, por meio dela, procurou-se analisar, no perfil dos trabalhadores, as principais alterações decorrentes das mudanças estruturais na economia global e nacional. Os resultados indicam evolução desproporcional de postos de trabalho formais (quando comparados com os da população economicamente ativa), redução da participação do setor industrial no número de empregos, maior participação das mulheres no emprego formal, aumento da média de idade e aumento do nível de escolaridade dos trabalhadores sem, no entanto, se observar uma melhora equivalente em seus rendimentos. Diogo Neves Pereira (UnB) Gt19 Limites do universalismo e do igualitarismo no Sistema Único de Saúde

O trabalho discute conflitos inerentes à efetivação dos princípios da universalidade e da igualdade pelo Sistema Único de Saúde. Para tanto, o artigo demonstra as afinidades conceituais entre esses princípios e certa ideologia individualista ocidental, além de demonstrar que eles são operacionalizáveis unicamente por meio de uma partilha entre corpo e pessoa. Com base na reconstrução de trajetórias de pacientes por instituições de saúde de diversas partes do país – empreendidas por meio de entrevistas realizadas em pesquisa no Hospital de Base (DF) – toma-se a problemática do acesso aos serviços como âmbito privilegiado de reflexão acerca dos limites e possibilidades práticos do universalismo e do igualitarismo. Demonstra-se, então, como, do ponto de vista da execução dos serviços de saúde, o individualismo suposto se contrapõe ao holismo e às hierarquizações sociais de poder, assim como corpo e pessoa se confundem.

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que seguem uma perspectiva giddensiana recorrente (geralmente de caráter macro-estrutural) de fenômenos sociais. A reflexividade não é apenas característica moderna, mas causa fenomenal (se não ausente, incipiente), em “sociedades tradicionais”. Para além da abordagem giddesiana, discutiremos outros aportes teóricos que lançam mão do conceito de reflexividade, pedra de toque de tais teorias: i) as teorias disposicionais de Bourdieu e Lahire; ii) o realismo crítico archeano que busca a mediação entre agência e estrutura; iii) o pragmatismo francês para o qual reflexividade é analisada a partir das situações nas quais os indivíduos são submetidos ao imperativo de crítica e/ou justificação.

Diogo Tourino de Sousa (IUPERJ) Gt15 A Tutela e a Liberdade: um inventário sobre a idéia de “República” no pensamento social brasileiro

A recente atenção voltada para o pensamento social brasileiro tem procurado mapear a existência de famílias intelectuais ou seqüências que o estruturam, formulando hipóteses de investigação sobre o papel do Estado e sua relação com a sociedade na condução da democracia. Por um lado, identificamos um programa de pesquisa que defende a democracia liberal e a adoção da liberdade para o estabelecimento do seu projeto de nação. Por outro, encontramos as idéias do pensamento conservador que atribui ao Estado o desenvolvimento da política, enfatizando a tutela sobre a liberdade. O objetivo da pesquisa é apresentar um inventário da idéia de república no pensamento social brasileiro, mostrando como o lugar para construção de valores cívicos, necessários ao interesse corretamente compreendido, permaneceu como ponto de disputa entre interpretações distintas do país nos dois últimos séculos. Diogo Valença de Azevedo Costa (UFPE) Gt02 Florestan Fernandes e a Nova República: a “redemocratização” sem cidadania no Brasil (1980-1990)

A proposta deste trabalho é analisar a interpretação de Florestan Fernandes sobre o período da Nova República no Brasil. Na perspectiva do sociólogo paulistano, o processo da “redemocratização” surgiu como um prolongamento da ditadura militar por outros meios. Nesse sentido, a realização de uma cidadania autônoma pelas camadas populares esteve necessariamente excluída desse momento histórico de transição prolongada e inacabada. Os textos jornalísticos de Fernandes, publicados à época, e sua ativa participação como deputado na Assembléia Nacional Constituinte (1987-1988) revelam um firme empenho na luta pela cidadania entre os trabalhadores e demais categorias sociais subalternas. O objetivo é discutir sua visão política desse contexto particular, no intuito de evidenciar, por meio de sua análise sociológica, os requisitos histórico-estruturais da concretização da cidadania no Brasil.

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Diracy Vieira (UFPB) Gt22 Metaversos: novos mundos para um velho homem, a higienização do mundo no cotidiano do Second Life

Pesquisa de doutorado em Sociologia que trata do metaverso Second Life como espaço novo higienizado e profundamente elitista dentro do contexto da cibercultura. O metaverso Second Life se apresenta como um ambiente em 3D, em que as pessoas podem escolher não apenas sua própria identidade, como também seu corpo físico, sua aparência e seu espaço de sociabilidade. Não existe a figura do humano esteticamente imperfeito, com defeitos físicos ou necessidades especiais. Além dessa higienização, o ambiente seleciona quem pode ou não pode pertencer a esse mundo, mesmo que abra espaços para os visitantes em modo gratuito. A pesquisa está vinculada ao Programa de Pós-graduação em Sociologia pela UFPB e alcançou o segundo lugar na seleção de Doutorado de 2008. O trabalho pretende discutir a higienização social e/ou práticas eugênicas em um ambiente virtual, como é o caso do metaverso Second Life. Domingos Sávio A. Cordeiro (UFC) Gt10 A morte em grupos de convivência de terceira idade

Nas três últimas décadas a “nova velhice” surge como uma invenção de novas modalidades de interações com base geracional. Apresento nesta comunicação reflexões parciais de pesquisa realizada com grupos de idosos pobres no Ceará, enfocando suas representações e práticas coletivas sobre a morte. Predominam nesses grupos apropriações de noções importadas de “terceira idade” que são ressignificadas, incorporadas e associadas a saberes locais. O conjunto desses saberes resulta da condição de passagem de formas de interações primárias, características do mundo rural, para outras mais amplas e próprias do mundo urbano e moderno. Como fator associado a essas noções, localizam-se práticas de preparação para uma “boa morte”. Nos resultados questiono possibilidades teóricas em autores que abordam o tema da morte na cultura brasileira cotejando-as com o ponto de vista empírico. Doroteo Émerson Storck (UNILESTEMG), Leoneci Storck (UNEC), Miriam Lüttgen (UNILESTEMG), Ribeiro-Rodrigues (UNEC) Gt26 Diagnóstico da criança e do adolescente em Ipatinga, MG

De acordo com o Artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente, é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito e liberdade, à atenção integral, e à convivência familiar e comunitária. Este artigo analisa uma pesquisa de opinião sobre a situação da criança e do adolescente no município de Ipatinga, MG. A metodologia utilizada foi entrevista semi-estruturada aplicada em 5.000 residências e nos setores que compõem a rede de proteção à criança e ao adolescente. Os resultados mostram que, a despeito do elevado PIB e da atuação do Conselho da Criança e do Adolescente, permanecem casos de maus tratos, violência e abuso sexual, exploração do trabalho infantil, entre outras. Dorothea V. Passetti (PUC-SP) Gt24 Les demoiselles d’Avignon: a obra, o artista e um antropólogo

Les demoiselles d’Avignon — a renomada pintura de Picasso — e Claude Lévi-Strauss apresentam mais relações entre si do que apenas quase terem a mesma idade. Ícones da arte e da antropologia do século XX, provocam reflexões sobre o homem moderno, o humanismo, o antropocentrismo e a dissolução do sujeito. Duarcides Mariosa (PUC-Campinas) Gt23 Construção de um Índice de Qualidade Sócio-Ambiental na RDS do Tupé

Com base em dados demográficos e informações econômicas, ambientais e sociais coligidos da população que ocupa a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé (em Manaus, Amazônia) pretende-se fundamentar teórica e metodologicamente a construção de um Índice de Qualidade Sócio-Ambiental (IQSA), instrumento gerencial que permitirá acompanhar a execução de projetos que tenham como escopo buscar o equilíbrio entre proteção ambiental e exploração sustentável de recursos naturais em áreas ecologicamente sensíveis. Interessa-nos, especificamente, utilizar dados, informações e a experiência adquirida nas atividades já em andamento, promovidas pelos pesquisadores e integrantes do Projeto Biotupé: estudo do meio físico, diversidade biológica e sociocultural da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, desde 2002, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé (RDS Tupé). Dulce Maria Suassuna (UnB) Gt27 Estado, políticas sociais e lazer

O trabalho discute o papel do Estado e das políticas sociais, tendo como foco a questão do trabalho de agentes comunitários ou sociais, vinculados a programas governamentais. Trata-se de um traba220

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E. Queiroz Neto (UNICAMP) Gt01 Construindo territórios complexos: a ruralidade de agricultores familiares no Alo Jequitinhonha, MG

O trabalho analisa o contexto das comunidades rurais adensadas de Campo Buriti e Poço D’Antas na região do Alto Jequitinhonha, MG, e como as famílias de agricultores estão inseridas nas novas configurações do espaço rural brasileiro, utilizando uma visão que considera a complexidade dos elementos do espaço rural e suas ruralidades. A combinação de fatores agrícolas e não-agrícolas pelas famílias de agricultores nas conexões de escalas e na inter-relação de espaços complexos. Eblin Farage (UFF), Marcelo Matheus de Medeiros (UFRJ) Gt16 As favelas cariocas e sua sociabilidade: diferentes formas de apropriação do espaço urbano

A constituição das favelas está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento industrial e capitalista sem, contudo, ser uma contradição desse processo, mas ao contrário, sendo parte consubstancial e necessária para sua manutenção. Sendo expressão da lógica capitalista, ao mesmo tempo em que produz e concentra riqueza, também produz pobreza, miséria, apartamentos e sociabilidades. A pesquisa tem por objetivo compreender as complexas relações que produzem os espaços populares, assim como as representações e ações dos seus moradores e do poder público. Destacando as diferentes formas de resistência e sociabilidade geradas pelas ações de diferentes grupos sociais que, não aceitando a sua condição de subalternidade (imposta pela estrutura racista e preconceituosa da sociedade capitalista), criam nas favelas e, em diferentes espaços urbanos, formas de se apropriar da cidade formal.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

lho teórico, cuja reflexão se assenta em autores como Bobbio (1990), Santos (1997), Braud (2006), Vasopollo (2005), Pereira (2008) e Lima e Moura (2005). Com base na reflexão apresentada, propõese a construção de uma analogia entre os agentes comunitários da saúde (trabalhadores da saúde) e os agentes sociais do Programa Esporte e Lazer da Cidade (trabalhadores do lazer), no cenário da institucionalização de políticas sociais no Brasil. Os eixos norteadores do debate estão centrados em categorias como: trabalho e formação, mobilização social e democracia participativa (Outside initiative model e mobilization model).

Edenar Monteiro (UFMT), Maria Lúcia Rodrigues Muller (UFMT) Gt06 Pontos convergentes e divergentes na percepção de famílias negras e brancas no município de Cuiabá

Este trabalho visa conhecer e analisar as convergências e divergências existentes nas percepções de famílias negras e brancas sobre a educação formal e a discriminação racial no contexto escolar. Ele foi realizado em duas escolas localizadas em bairros periféricos, onde existe grande concentração de famílias de camadas mais pobres da sociedade. Com metodologia qualitativa os procedimentos utilizados foram: observação, questionário, entrevistas e representação gráfica. Os resultados revelam convergência nos discursos das famílias negras e brancas quanto à valorização da educação formal, além da insatisfação com as reuniões escolares. As divergências estão na forma como as famílias lidam com a discriminação racial: as famílias brancas pouco percebem a incidência desse fenômeno; as famílias negras percebem e reclamam sobre as formas de tratamentos dispensados aos filhos no espaço escolar. Eder Jurandir Carneiro (UFSJ) Gt23 Mapa dos conflitos ambientais no estado de Minas Gerais (mesorregião Campo das Vertentes)

O trabalho se inscreve num projeto de pesquisa interinstitucional, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de São João del-Rei, UFMG e UNIMONTES, que visa construir uma cartografia social dos conflitos ambientais ocorridos em Minas Gerais no período de 1998 a 2008. A comunicação apresenta resultados parciais referentes à mesorregião mineira do Campo das Vertentes. Destaca-se o contraste entre, de um lado, o quadro relativamente pacificado (que emerge de dados dos arquivos do Conselho Estadual de Política Ambiental e do Ministério Público Estadual) e, de outro lado, um cenário marcado por acentuadas desigualdades e conflitos ambientais (fruto da apropriação oligárquica dos territórios e condições naturais por empreendimentos do capital), cenário esse que emerge dos relatos apresentados por representantes de movimentos sociais envolvidos em conflitos ambientais. Edgard Malagodi (UFCG), Cynthia Xavier de Carvalho (UNICAP) Gt11 Os riscos associados à produção de alimentos: uma análise a partir da leitura de Ulrich Beck

Pretende-se, aqui, pensar o alcance das categorias utilizadas por Ulrich Beck para estudar a sociedade contemporânea. Tomando como centro da discussão a obra A Sociedade de Risco, o texto aborda XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

a seguinte questão: até que ponto a elaboração teórica de Beck, que parte de um contexto espacial próprio das economias mais avançadas, pode ser útil para entender os processos sociais vividos no Brasil atual, especialmente em relação aos riscos decorrentes não apenas da industrialização, como também aos novos riscos associados à sociedade contemporânea? Uma questão que pode contribuir, por exemplo, para o debate sobre a legitimação dos riscos decorrentes da produção de alimentos com agrotóxicos, assim como ao debate sobre a questão do risco de insegurança alimentar no mundo. Edgard Malagodi (UFCG) Consulte Cynthia Xavier de Carvalho (UNICAP) Edilane do Amaral Heleno (UFPB), Eliana M. Moreira (UFPB) Gt30 Tramas da globalização sobre o trabalho domiciliar

As transformações na esfera do trabalho, em decorrência da economia globalizada, têm causado impactos significativos sobre setores produtivos. Um exemplo emblemático tem sido o que ocorreu com o têxtil. Os reflexos dessas mudanças podem ser observados na organização técnica, na terceirização, nas formas de comercialização, na relação social da produção e no alargamento da precarização e da informalização do trabalho, especialmente quando se trata da produção familiar, como é o caso do fabrico de redes de dormir no município de São Bento, na Paraíba. O estudo se centra em um dos momentos dessa produção: o acabamento. Procura-se ver os impactos sobre essa etapa produtiva, os deslocamentos de papeis e/ou atribuições, a ressignificação dos vínculos familiares e as possíveis transformações na identidade dos sujeitos desses espaços produtivos. Edimilson Antonio Mota (UENF), Silvia Alicia Martínez (UENF) Gt02 A escola a partir da Lei 10.639/03: entre as dores da invisibilidade e o reconhecimento social

A sociedade brasileira, que mantém o mito da democracia racial, sofreu um profundo impacto no que tange aos valores morais normatizadores, sobretudo na dimensão do “direito” (Honneth, 2003), com a vitória do Movimento Negro Unificado, que conseguiu sancionar a Lei 10.639/03, tornando obrigatório o ensino da História da África e a Cultura Afro-Brasileira nos currículos escolares. A Lei 10.639/03 tem como finalidade tirar o negro do estado de invisibilidade e do falso reconhecimento promovido nos currículos escolares por meio dos livros didáticos, que ainda reproduzem a construção social do corpo negro de forma caricata, pejorativa, sexista e racista. A presente pesquisa tratou a questão étnico-racial nas perspectivas da Teoria do Reconhecimento e da Sociologia da Educação numa abordagem crítica. Edinara Terezinha de Andrade (FURB) Gt05 Clientelismo no interior do Orçamento Participativo nos municípios de Porto Alegre e Blumenau

Vários estudos têm evidenciado as reais possibilidades de o Orçamento Participativo (OP) efetivar uma nova forma de relação entre o Estado e a sociedade civil, questionando e/ou superando as práticas decorrentes da tradição patrimonialista e autoritária brasileira. Entre essas práticas, encontrase o clientelismo. Considerando que possa existir uma tensão entre os novos arranjos democráticos proporcionados pelo OP e formas residuais de clientelismo ou, até mesmo, uma nova forma de emergência desse fenômeno, este estudo objetiva aprofundar o estudo sobre o OP, utilizando-se da construção de uma tipologia que permita compreender as formas de manifestação do clientelismo no interior do OP. Essa tipologia será aplicada na análise comparativa do OP nos municípios de Porto Alegre, RS e Blumenau, SC. Edison Bariani (UNESP) CONSULTE José Antonio Segatto (UNESP) Edlaine Gomes (CEBRAP), Luís C. Oliveira (UERJ) Gt17 Memória de famílias negras no Rio de Janeiro

Muito se tem discutido sobre a insustentabilidade das estruturas sociais na contemporaneidade, e sobre o modo como foram soerguidas pela visão do Iluminismo. As transformações empreendidas no tecido social, decorrentes das redes globais de comunicação, vêm produzindo uma crescente centralidade da cultura e o surgimento de novas subjetividades. Entretanto, em aparente contradição, tem-se observado uma apropriação do discurso cultural para se revigorar o sentimento de pertença a grupos tradicionais locais. A presente comunicação intenciona revelar no estado do Rio de Janeiro, no município de Rio Claro (região Norte Fluminense), a ação de uma associação familiar autodefinida negra, que aciona mecanismos de natureza política e se institucionaliza orientada pelo resgate da memória ancestral transoceânica o fortalecimento de seus laços de parentesco e registro autônomo de sua própria história.

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Verde Para Sempre: análise sócio-política sobre a implantação de uma resex

As políticas públicas para a Amazônia dos anos 1970 estimularam o desenvolvimento de projetos agropecuários, minerais e madeireiros, expulsando de seus territórios populações tradicionais e agredindo seus modos de vida. Em resposta, eclodiram, do Acre ao Pará, ações coletivas de defesa, consolidandose em um movimento social que deu origem à criação de reservas extrativistas (Resex). No rastro desse movimento, foi criada, no estado do Pará, em 2004, a Resex Verde Para Sempre, resultado de lutas coletivas travadas desde 1980 por moradores de comunidades rurais do município de Porto de Moz. O processo de gestão da Resex e, em particular, de constituição de seu Conselho Deliberativo, fez aflorar interesses divergentes. Pretende-se aqui fazer uma análise do novo cenário sócio-político, destacando os atores sociais, a evolução de suas estratégias, suas divergências e suas alianças. Edmar Aparecido de Barra e Lopes (UEG) Gt30 Novas faces da informalidade na região central de Goiânia, GO: 1980-2007

As transformações no mundo do trabalho nos anos 70 e, sobretudo, a partir dos 80 e 90, resultaram na crise do fordismo e na consolidação de novas tendências no mundo do trabalho, caracterizadas por processos de redução do número de operários (trabalhadores industriais tradicionais), aumento da terceirização, heterogeneização crescente com a ampliação de mulheres operárias e subproletarização (caracterizada pelas novas modalidades contratuais, que implicam em empregos precários e em tempo parcial), e suas interfaces com o crescimento das atividades informais.A grande questão que conduziu esta pesquisa se expressa na seguinte inquietação: estão ocorrendo mudanças na informalidade da região central de Goiânia em função desse quadro de transformações? Em caso positivo, o que há de novo nessa nova informalidade? Edmilson Leite Paix ão (CEFET-MG), João Bosco L audares (CEFET-MG) Gt13 A Sociologia do trabalho e os movimentos ocupacionais de trabalhadores em indústrias metal-mecânicas

Esse artigo apresenta resultados de Pesquisa de Mestrado (PAIXÃO, 2007), financiada pelo CNPq e pela FAPEMIG. A pesquisa investigou a atuação, capacitação e competências do técnico de nível médio, do tecnólogo e do engenheiro, bem como seus lugares na hierarquia ocupacional da FIAT S.A., de 1970 à atualidade, dentro do Grupo de Pesquisa FORQUAP, além de outras empresas. Partindo da demanda empresarial, foram questionados os lugares relativos, os movimentos ocupacionais e a evolução das qualificações desses profissionais. Adotou-se o debate Qualificação X Competência da Sociologia do Trabalho francesa. Nesse sentido, o artigo objetiva precipuamente avançar na discussão crítica do referencial teórico em sua relação com os resultados empíricos nas empresas, uma vez que se identificou um novo lugar relativo e uma nova relação entre esses profissionais, com efeito sobre as IES.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Edma Silva Moreira (IPAM), Cláudio Barbosa (UNISul) Gt23

Edmilson Lopes Júnior (UFRN) Gt28 A NSE e os mundos morais do crime e da corrupção no Brasil

Não raro, quando se aventuram em incursões investigativas sobre as práticas criminosas, os cientistas sociais brasileiros o fazem ora apelando para os modelos tradicionais, fornecidos pelas abordagens macro-estruturais e holistas,, ora ancorando-se naqueles derivados da teoria da escolha racional (TER) o que começa a se tornar mais comum. A nossa direção é outra: abordar o crime e a corrupção no Brasil levando em conta alguns aportes já consolidados no campo da NSE, em especial a idéia do “encaixamento social” das relações de mercado mas, centralmente, procurando alargar a análise sociológica desses fenômenos incorporando aportes teóricos oriundos da sociologia moral de Luc Boltansky, Eve Chiapello e Laurent Thévenot. Em diversos trabalhos desses sociólogos, encontramos aportes para a reflexão sobre as gramáticas políticas e os mundos morais expressos nas práticas ordinárias. Edna Castro (UFPA) Gt08 Estado e modernidade nas políticas nacionais de integração sul-americana

A articulação de blocos econômicos e a formação de novas regionalizações constituíram estratégia de mercado que mudou o cenário internacional desde o final do século passado. Os Estados nacionais continuam com papel importante na regulação social, política e econômica, com novo padrão de gestão pública tido como essencial. Este artigo constrói uma tese interrogando ações do Estado e suas políticas nacionais, com base em documentação e pesquisa de campo, capaz de iluminar a compreensão de processos referentes à modernidade e à integração pan-amazônica no âmbito sulamericano. Pretendo identificar alguns pontos que subjazem a dinâmica da economia mundializada e que se tornam centrais na geopolítica brasileira e sul-americana, uma vez que deslocamentos de estratégias da política nacional das fronteiras (do sul para as do norte do país) podem ser observados. A pesquisa abarca as fronteiras brasileiras com os 11 países.

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Ednaldo Aparecido Ribeiro (UEM) Gt14 Valores participativos, pós-materialismo e desigualdade na democracia latino-americana.

A teoria do desenvolvimento humano, formulada por Ronald Inglehart, tem afirmado a existência de uma forte associação entre valores pós-materialistas e de uma postura participativa entre os públicos de nações de capitalismo desenvolvido. Alguns estudiosos têm estendido essa afirmação para contextos distintos, como aqueles verificados nas sociedades em desenvolvimento. Utilizando dados produzidos pelo projeto World Values Survey para um grupo de sociedades latino-americanas, procuramos verificar se a profunda e persistente desigualdade verificada nessa região afeta essa relação entre mudança valorativa e orientações subjetivas relacionadas à participação democrática no nível individual. A análise dos dados indica que o conjunto das disparidades sociais e econômicas da região torna a transposição do modelo explicativo, sugerido por Inglehart, problemática, devendo ser alvo de avaliação crítica. Ednaldo Pereira Filho (UNISinos) Gt27 Identidades e sociabilidades construídas no ProUni

Pretendo, nesta pesquisa de doutorado, descrever e interpretar as identidades e sociabilidades de jovens universitários bolsistas do ProUni na UNISINOS. No presente trabalho, considero a diversidade cultural dos grupos de jovens investigados para entender, principalmente, o lazer na sua amplitude em termos de conteúdo, as atitudes que envolve, os valores que propicia, seus aspectos educativos, suas possibilidades como instrumento de mobilização e participação cultural e as barreiras socioculturais verificadas para seu efetivo exercício. Os principais procedimentos metodológicos dessa investigação de cunho etnográfico têm sido as análises de documentos primários, observações participantes e entrevistas semi-estruturadas (individuais e em grupos). O ProUni na UNISINOS teve inicio em 2005/1 e conta com aproximadamente 1075 alunos bolsistas de estudo integral. Ednaldo Tôrres (UFS), Olívio Alberto Teixeira (UFS) Gt01 As perspectivas de desenvolvimento e a (des)construção da autonomia

O trabalho analisa as perspectivas de desenvolvimento (des)construídas pelos atores sociais e institucionais no Perímetro Irrigado de Glória (PIG), BA do Sistema Itaparica CHESF. Os dados foram coletados por meio de entrevistas com lideranças e funcionários de empresas que atuam no PIG, e por meio de questionários aplicados a 25% dos chefes de família. Apesar dos mais de 20 anos de sua criação, as pessoas continuam tomando como base a vida anterior ao assentamento para reivindicar seus diretos, inclusive aquelas que nasceram posteriores essa criação. A ação dos atores sociais apresenta-se como um bloqueio ao processo de autonomia, uma vez que os projetos institucionais têm reforçado a dependência com investimentos superiores ao retorno, e a ação dos assentados tem sido direcionada para garantir esses benefícios e não para buscar a autonomia. Concluir-se que há uma desconstrução das alternativas de autonomia. Edson Santos (FUNTAC) Gt23 A participação da comunidade da Resex Cazumbá-Iracema (Acre) no Programa Biodiversidade Brasil-Itália

Ancorados no discurso da “ética ambiental” e do “desenvolvimento sustentável”, várias agências internacionais se instalaram na Amazônia com o objetivo de contribuir, por meio de projetos “filantrópicos”, com o desenvolvimento de comunidades extrativistas. Essas agências criam espaços de tomada de decisão que, a priori, colocam as comunidades afetadas como atores principais na implantação de modelos “autônomos” e “endógenos” de desenvolvimento. Analisando a participação social no Programa Biodiversidade Brasil-Itália (PBBI)/Projeto Cazumbá-Iracema (Acre), a partir da operacionalização de indicadores de governança democrática, identificamos fortes evidências de que a participação democrática das lideranças comunitárias nos centros decisórios do PBBI faz parte somente da sua retórica. A conclusão a que chegamos é que, no âmbito do Programa, não existe a prática da governança democrática. A pesquisa tem como área de estudo a Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, localizada nos municípios de Sena Madureira e Manuel Urbano, no estado do Acre. Eduardo Antonio de Pontes Costa (UFPB) CONSULTE Denise Cordeiro (UERJ) Eduardo Ayrosa (EBAPE-FGV) CONSULTE Denise Franca Barros (FGV-RJ)

CONSULTE Bill Pereira (EBAPE)

Eduardo Batitucci (FJP) CONSULTE Ludmila Ribeiro (UCAM) Eduardo Batitucci (FJP) CONSULTE Andreia dos Santos (PUC-Minas)

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Naturismo, lazer e gênero: impressões sobre a prática na Praia do Abricó

O naturismo apropria-se da idéia de natureza humana no sentido de “naturalizar” o corpo nu, tornando-o desprovido do sentido erótico. A forma com que a remoção de roupas se liga, conceitualmente, a uma visão particular de natureza e do que significa ser natural inscreve-se, portanto, num processo de reprodução das atribuições sociais do que é próprio dos sexos em termos de espaço e condições. O trabalho procura mostrar como o naturismo se apropria de visões específicas relativas ao conflito natureza/cultura, processo social de construção da identidade de gênero que demarca a representação simbólica do feminino e do masculino. Utilizando-se do trabalho de campo feito junto à Associação Naturista do Abricó, no município do Rio de Janeiro, a presença da preocupação com o estabelecimento de um “ambiente familiar” por parte dos praticantes é particularmente analisada. Eduardo Condé (UFJF), Beatriz de B. Teixeira (UFJF), Janaina Sara Lawall (UFRJ) Gt16 Segregação sócio-espacial e subinvestimento: desafios para uma política municipal de habitação

Este trabalho apresenta esforço reflexivo realizado após participação dos autores na elaboração da proposta de política habitacional para Juiz de Fora, MG. O campo analítico da pesquisa considera diversos ângulos: subnormalidade, segregação espacial, nível de investimento e déficit habitacional, além de indicar a ausência de política habitacional no município, o descompromisso com investimentos por parte da prefeitura e dificuldades técnicas para captação de recursos externos como obstáculos para a eficiente solução do problema habitacional. O resultado é um ajuste que consolida a segregação sócio-espacial (em padrão periférico de crescimento) com lento aumento do déficit habitacional, agravado por ausência de política pública específica. O trabalho mostra extensa pesquisa de campo (censo) em áreas subnormais, levantamento de dados secundários e pesquisa sobre as condições gerais da vida urbana. Eduardo de Lima Caldas (USP) Gt03 Inovação e Processos de Implementação de Políticas Públicas

Este trabalho descreve e analisa as políticas de desenvolvimento econômico implementada em Osasco e Guarulhos. Pretende-se entender se as políticas de desenvolvimento econômico implementadas nesses municípios é entendida como inovadora por seus implementadores. A hipótese é de que ambos entendem suas políticas como inovadoras. Buscar-se-á, então, compreender o que é inovação e por que essas políticas são assim consideradas por quem as implementou. Para alcançar os objetivos do trabalho, pretende-se observar e analisar o desenho organizacional das secretarias responsáveis pela implementação da referida política, o processo de implementação, bem como a tecnologia utilizada ao longo do processo. Do ponto de vista metodológico, far-se-á uma revisão bibliográfica sobre inovação e implementação de políticas públicas, bem como entrevistas com os gestores dessas políticas.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Eduardo Carrascosa de Oliveira (UNICAMP) Gt27

Eduardo Dullo (UFRJ) Gt09 Políticas de inclusão e de salvação: estratégias católicas de inclusão e mobilidade social.

Esta comunicação aborda um caso empírico de política de inclusão e promoção social destinado aos adolescentes e jovens da periferia da cidade de São Paulo: o Centro Social Marista, braço civil de uma congregação católica que opera em parceria com políticas governamentais. A proposta do trabalho é elucidar as estratégias de inclusão mobilizadas (pela construção e valorização da comunidade, pelo “empoderamento” e pela promoção do protagonismo juvenil como formas de “exemplaridade” capaz de permitir uma elaboração do self) em sua articulação com a abordagem de mundo religiosa salvacionista, baseando-se em dois casos considerados bem sucedidos pelos agentes locais. Os dois jovens apresentam modelos distintos de inclusão social, e um deles sugere a mobilidade social ascendente. Eduardo J. Moro (UFSC) Gt11 A relevância sociológica das estratégias das redes de supermercados para os alimentos orgânicos

O mercado de alimentos orgânicos vem apresentando um importante crescimento nos últimos anos. As grandes redes de supermercados, atentas a tal tendência, passaram a ofertar os orgânicos por meio de significativos esforços mercadológicos, deixado as feiras e lojas especializadas com papel secundário na comercialização desses produtos. Tanto na Europa e nos EUA, como recentemente também no Brasil, grande parte da distribuição dos orgânicos é realizada pelos supermercados. Diante desse contexto, propõe-se mensurar e analisar as estratégias dos principais supermercados localizados nas capitais da região sul do país, utilizando-se de uma metodologia que traz ferramentas do Marketing em diálogo com autores da sociologia, contribuindo na discussão das novas configurações do mercado de alimentos saudáveis, bem como nas relações entre a produção rural e o consumo nos grandes centros urbanos. XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Eduardo R. Gomes (UFF), Camila Lameirão (UFF) Gt14 Variedades de democracia: uma articulação

O debate atual sobre a democracia parece se caracterizar mais pela contraposição de diversas definições (democracia representativa, participativa, deliberativa e outras), do que por tentativas de articulação entre essas concepções. Com isso, têm emergido entendimentos parciais sobre a democracia, que reproduzem as divisões do debate e reforçam princípios, idéias e instituições das distintas concepções – e que, na prática, sofrem limitações justamente pela dificuldade de serem combinadas. Assumindo, portanto, que os limites da democracia são também conceituais, este trabalho pretende recuperar os principais pontos desse debate, incorporar análises existentes analises essas que procuram articular os esquemas conceituais dos vários modelos, tendo como propósito final avaliar as perspectivas para o mais amplo exercício democrático que possa ser derivado deste diálogo. Eduardo Raupp de Vargas (UnB) CONSULTE Sayonara Leal (UnB) Elaine Brandão (UFRJ) CONSULTE Maria Luiza Heilborn (UERJ) Elaine Brandão (UFRJ), Rozana A. de Souza (UFRJ) Gt19 O debate social sobre a anticoncepção de emergência (AE) no Brasil (2005-2008)

A pílula do dia seguinte ganhou grande visibilidade na última década, sendo utilizada sem acompanhamento médico pelas mulheres, uma vez que pode ser adquirida, sem prescrição, em farmácias. Além da difusão da AE sem o apoio dos serviços de saúde, exceto nos casos de violência sexual, ocorre na sociedade brasileira, por meio da mídia, um grande debate sobre seu modo de ação, seu potencial (não) abortivo e sua distribuição pelos municípios (realizada por serviços de saúde e escolas públicas). Buscou-se identificar interlocutores desse debate, os argumentos arrolados, os conflitos ocorridos e os posicionamentos de gestores, médicos, religiosos, educadores e feministas, por meio da análise de dois jornais de grande circulação nacional, O Globo (RJ) e Folha de São Paulo (SP), no período 2005-2008. Representações sociais que circulam na sociedade são discutidas, formando idéias, opiniões, julgamentos e posições morais sobre o tema. Elaine Campos (CNEN) Gt16 Ocupação urbana áreas contaminadas em meio a cidades

O ataque ao problema das áreas contaminadas, com a criação de mecanismos legais e econômicos para viabilizar as remediações, precisa ser conjugado a uma política de ocupação do solo recuperado com a utilização racional de espaço dentro do enfoque de planejamento urbano. No município de Goiânia, estado de Goiás, há identificação de solo contaminado em área urbana na Região Central. O local foi palco do acidente radiológico de Goiânia, em 1987, quando foi realizado o desmanche da cápsula de Césio 137, tido como foco principal da contaminação. A proposta deste trabalho se propaga além do estudo da cidade e de seu ambiente. Remete-se à ocupação urbana com enfoque na percepção ambiental, de risco e perigo. Elaine Cristina Carraro (IFCH) Gt29 Courtet de l’Isle e o Instituto Histórico de Paris: a idéia de raça na origem da sociologia

Por meio da análise da obra Courtet de l’Isle, de Alexandre Victor Courtet, e dos trabalhos desenvolvidos no Instituto Histórico de Paris (IHP), pretendemos esclarecer a relação estabelecida entre a pesquisa histórica e o pensamento sociológico nas décadas de 1830 e 1840. O IHP tinha por objetivo estimular a pesquisa histórica seus estatutos e atividades, no entanto, revelaram íntima proximidade com a ciência social. A obra Courtet de l’Isle, de um de seus membros, publicada no Jornal do Instituto, ilustra essa relação. Fortemente influenciado por idéias saint-simonianas, o “antropólogo da história” pretendia introduzir um método científico aos estudos históricos baseando-se em modelos teóricos propostos pela antropologia e pela etnologia. Trata-se de trajetórias pouco conhecidas ou ignoradas, mas que torna mais compreensível a história da idéia de raça e da sociologia. Elaine da Silveira Leite (UFSCar) Gt28 Mulher, dinheiro e liberdade

A presente comunicação visa esboçar a construção de um novo significado social do dinheiro para as mulheres, a partir do movimento de popularização do mercado financeiro atrelado ao fenômeno da auto-ajuda sobre finanças pessoais. Esse estudo sobre a transformação das concepções valorativas que circundam a vida financeira da mulher foi analisado com base em sites e livros que tratam de assuntos sobre finanças destinados ao público feminino. Partindo das idéias de Simmel (1990), evidenciamos que o fenômeno do advento da mulher rica/investidora “magicamente” padroniza uma 226

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Elaine F. Lima (UFSE) Gt16 Etnografias do Cotidiano: “revitalização” e (re)invenção do Centro Histórico de Aracaju

Atualmente, um número significativo de centros históricos tem sido reapropriado por novas camadas da população e pelo capital, tornando-se alvo de práticas extensivas de consumo cultural, de lazer e de turismo. Como indícios desse fenômeno puderam ser notados na capital sergipana, esta pesquisa analisou o processo de revitalização do Centro Histórico de Aracaju. Embora tenhamos constatado que esse caso se afastou do modelo de intervenção urbana que lhe deu origem, fez-se importante a análise de suas repercussões nas sociabilidades públicas que ditam sua dinâmica cotidiana. Baseados num estudo histórico-etnográfico de corte longitudinal buscamos contribuir para a compreensão de como cidades (com uma história urbana recente e cuja indústria do turismo se apresenta de maneira pouco desenvolvida) estão buscando adequar as práticas de enobrecimento urbano a suas realidades. Elaine Freitas de Oliveira (UERJ) Gt16 Habitação na área central: projetos e perspectivas das políticas públicas e dos movimentos sociais.

Inicialmente, este trabalho apresentará a dinâmica populacional dos residentes na área central da cidade do Rio de Janeiro, a partir dos anos 1980, bem como suas condições sócio-econômicas. Em seguida, analisará os programas habitacionais municipais vigentes e os projetos aprovados pelos Governos Estadual e Federal para a construção ou reforma de moradias populares na referida área. A bibliografia em foco se refere aos processos de requalificação dos centros urbanos como parte de uma estratégia para a remodelação das cidades e ressignificação da vocação econômica das mesmas. Por fim, serão verificados os projetos alternativos às políticas, produzidos pelo Fórum Estadual pela Reforma Urbana e pelos ocupantes de imóveis públicos no centro do Rio – movimentos sociais com estruturas de organização e simbologia singulares que possibilitam um novo olhar sobre a concepção de direito à cidade.

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forma de pensar ligada aos ideais de riqueza material (dinheiro) e liberdade, o que acaba consolidando um novo modelo de “mulher” e sociedade.

Elaine Pimentel (UFPE) Gt31 Mobilidade urbana: a violência e a metamorfose das cidades

A violência urbana é um dos principais desafios para a segurança pública no Brasil. Maior campo de expressão da criminalidade violenta, o espaço urbano tornou-se importante cenário de transformação da vida contemporânea, mediada por estratégias de sobrevivência que alteram, sobretudo, o comportamento das pessoas. A vivência urbana impõe um verdadeiro ethos, marcado principalmente, pela segregação e pelo individualismo, que redimensionam a sociabilidade e transformam as próprias relações sociais. Este artigo propõe uma discussão da criminalidade urbana, com amparo nas contribuições teóricas da Escola de Chicago. Por meio de algumas reflexões acerca da arquitetura dos espaços urbanos, é problematizada a transformação das relações sociais pelo medo da violência e são discutidos os desafios que se colocam para o Estado, bem como seu papel primordial de defesa e de segurança pública. Elcio Nogueira dos Santos (PUC-SP) Gt20 “Com negros e bichinhas não”. Identidades e relações inter-raciais nas saunas de michês em São Paulo

A reflexão sobre as relações inter-raciais em saunas de michês de São Paulo é conduzida a partir da seguinte pergunta proposta tanto aos profissionais do sexo masculino que exercem sua atividade quanto a seus clientes: “E um cliente negro, sem problemas para você?”. As respostas, de ambas as partes, são “Com um cliente negro eu não transo por dinheiro nenhum” ou “Eu prefiro um boy branquinho”. Em tese, as relações assimétricas, mediadas por interesses financeiros, descartariam de antemão marcadores sociais de diferença como classe e raça. Este texto faz uma reflexão sobre as relações inter-raciais nas saunas de michês em São Paulo, discutindo uma suposta “ausência” do preconceito nas relações entre homens em espaços de prostituição. Elder A. Paula (UFAC) Consulte Silvio Simione da Silva (UFAC) Elena Maria Billig Mello (UFRGS) Gt13 Profissão professor: avanços e retrocessos na sua constituição

Analisar a profissão de docente no contexto político educacional dos últimos quatro governos estaduais do Rio Grande do Sul é o propósito do presente trabalho. Em uma abordagem qualitativa, investiga-se, também, quais foram os avanços e retrocessos nos processos de profissionalização XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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de professores. O suporte teórico é fornecido por autores que discutem esta temática, como: Ball (2004, 2005, 2006), Cunha Fanfani (2007), Oliveira (2006, 2007), Veiga (1998, 2002, 2008), entre outros. A preocupação se dá não só no sentido de mostrar o que está posto, mas sim em abrir para outras possibilidades de enxergar, ultrapassando o instituído no que diz respeito à profissionalização, às condições de trabalho, à carreira docente e à constituição da profissão professor. Eleonora S M Cunha (UFMG), Debora C. Rezende de Almeida (UFMG) Gt08 O potencial dos conselhos de políticas para alteração da relação entre Estado e Sociedade no Brasil

Princípios contidos na Carta de 1988, como a descentralização e a participação, alteraram o Estado e o padrão de suas relações com a Sociedade no Brasil. Novas instituições, como os conselhos de políticas, promovem a representação de organizações da sociedade civil em processos deliberativos acerca de políticas públicas, o que tem suscitado o debate sobre os critérios de sua legitimidade, dado a ausência de definição de autorização e accountability. O trabalho pretende apresentar este debate e o resultado de pesquisa, realizada em 22 Conselhos Municipais de Saúde do Nordeste, procurando responder questões como: quem são estes atores, de qual associativismo se trata, sobre o que debatem, quais são as decisões que tomam e o que pensam sobre sua representação. Pretende-se, ainda, apontar algumas variáveis que explicam os diferentes padrões de representação política nestes espaços. Eliana Barreto (UNESP) Gt01 A abordagem territorial do desenvolvimento: Estado e Sociedade no norte pioneiro paranaense

Redefinições relacionadas ao conteúdo e escala do desenvolvimento vêm, gradativamente, assumindo um sentido regional e territorial. No início da década de 2000, foram iniciados, no norte pioneiro do Estado do Paraná, projetos territoriais de desenvolvimento direcionados às áreas rurais, visando a superação dos baixos indicadores sociais e econômicos. Em 2008, iniciou-se o programa Territórios da Cidadania, estratégia de desenvolvimento regional, de origem no Estado, dirigido à sociedade. No entanto, é necessário analisar as formas de organização da sociedade, anteriores e relativamente autônomas face o Estado, e que se redefinem diante da possibilidade de reconhecimento estatal para sua inclusão neste programa. Está em questão uma reconfiguração das relações Estado-sociedade, que implica considerar os níveis do poder público, as organizações da sociedade e as relações estabelecidas entre ambos. Eliana M. Moreira (UFPB) CONSULTE Edilane do Amaral Heleno (UFPB)

CONSULTE Ana Adelaide Guedes Pereira Rosa (UFPB)

Eliane Borges da Silva (UFF) Gt22 A Associação Brasileira de Pesquisadores Negros: uma organização militante ou comunidade científica?

Nas últimas décadas, temos presenciado um grande crescimento nos estudos sobre os meios de comunicação, conseqüência da disseminação das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Ao Estado, cabe estabelecer políticas que assegurem a todos os cidadãos o direito constitucional de acesso à informação, uma vez que as TICs são vistas como canais por meio dos quais o conhecimento é transmitido, socializado, interpretado, reinventado. O objetivo desse trabalho é analisar se a apropriação das TICs pelos pesquisadores afro-brasileiros abrigados na Associação de Pesquisadores Negros Brasileiros tem alterado a inserção desses no âmbito acadêmico, além de discutir como se dá a relação entre TICs, capital social na trajetória desses pesquisadores no processo de produção de conhecimento e como essa experiência tem contribuído para a consolidação da ABPN. Eliane da Costa Lima Gt04 Frevo vs. cultura midiática: figurinos-modelos do imaginário da indústria fonográfica pernambucana

Partindo da abordagem de autores como Néstor García Canclini, Edgar Morin e Martín-Barbero, este texto visa discutir o lugar do frevo na indústria fonográfica pernambucana. Serão, ainda, utilizados dados colhidos em pesquisa monográfica, realizada em 2002, cuja temática relacionou-se à exclusão desse gênero dos meios de comunicação. Assim, trabalhando com os arquétipos presentes na cultura massificada, foi possível realizar, nas principais emissoras de rádio pernambucanas, uma comparação entreo frevo e outro gênero musical, o axé music. Observo-se que, durante as décadas de 1980 e 1990, houve, fora da época do Carnaval, exclusão do frevo, ao passo que o axé music permeia as emissoras de rádio durante o ano todo. Desse modo, vamos expor os figurinos-modelos que perpassaram o imaginário dos programadores musicais das emissoras de rádio, no que diz respeito à “inviabilidade” da execução do frevo fora do período de momo.

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Eliane Martins de Oliveira (UFRRJ) Gt12 Sinfonia Canção Nova: segredo, imaginação e a Comunidade de Vida Canção Nova

Canção Nova, segundo os membros da Comunidade Carismática Canção Nova, é a história da manifestação do dom Canção Nova no mundo. Ela foi narrada, em plano “espiritual”, por Deus, mas ainda não está totalmente revelada no mundo dos homens, embora já aconteça. A história Canção Nova é entendida, dita e encenada por aqueles que possuem o dom Canção Nova – os Canção Nova –, e conforme eles vão descobrindo o que é revelado por Deus sobre ela. O dom Canção Nova se manifesta no mundo em forma de pessoas, lugares, arquitetura, mídia, comunidade, etc., e carrega a missão de “formar homens novos para um mundo novo”, frente a iminente segunda vinda de Jesus a Terra. Neste trabalho, reflito sobre a importância do “segredo” (Simmel, 1999) e da “imaginação” (Crapanzano, 2005) para a construção social da Comunidade Canção Nova, onde realizei pesquisa para elaboração de tese de doutorado. Eliane Noya (IPA), Pedro Palmeira Rocha (IPA), Anália Carmem Almeida (IPA) Gt03 Unidade de pesquisa e aprendizagem coletiva de produção sustentável de alimentos valorizando recursos territoriais

Este trabalho consiste da análise de dois projetos de P&D de apoio à reforma agrária em território da cidadania mata sul pernambucana. Partiu-se da idéia de recriar os passos e métodos relativos à concepção, à formulação, à implantação, ao acompanhamento e avaliação desses projetos, tirando lições das experiências passadas. Foram usados os seguintes instrumentos: grupos de interesse com agricultores experimentadores e unidades familiares para repasse de tecnologias e inovações sociais. Como resultados, obteve-se o seguinte: i) ex-trabalhadores da “palha da cana” assumem, hoje, a postura de agricultores em suas parcelas; ii) estabelecimento de confiança mútua entre agricultores e instituições públicas concernentes; iii) implementação de ações solidárias; iv) reuniões de reflexão dos grupos de interesse para tomada de decisões; v) melhoria nas relações extramuros; vi) ações coletivas para compra, produção e venda de produtos, o que diminui custos e melhora a renda de todos

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Eliane Luz (ISP) CONSULTE Vanessa Campagnac (UFF)

Eliane Noya (IPA) Consulte Anália Carmem Almeida (IPA) Elias Lins (UESC) Gt05 Imaginário social: o samba de lata na comunidade negra de Tijuaçu

Este estudo apresenta os resultados de uma pesquisa etnográfica realizada na comunidade quilombola de Tijuaçu, situada na região semi-árida da Bahia, e com o financiamento da EMBRAPA. Criada por uma mulher, Mariinha Rodrigues, segundo relato dos seus moradores, a comunidade tem em sua origem traços marcados, pela dor e pela alegria, na busca de um bem natural, direito inerente ao ser humano: a água. Sendo um bem raro e precioso, a água foi e é motivo de preocupação e reivindicação da comunidade negra, além de elemento fundador da representação de algumas manifestações culturais, a exemplo do samba de lata. Elias Vieira (UFRGS) Gt30 As cooperativas de trabalho brasileiras sob a ótica dos aportes teóricos da Cultura Política

A partir da constatação que a via institucional não vem obtendo êxito na resolução do problema da fraude nas cooperativas de trabalho brasileiras, o artigo propõe o estudo desse fenômeno com auxílio dos aportes teóricos da Cultura Política. A investigação utiliza a metodologia descritiva analítica e procede a análise qualitativa das ações judiciais que envolvem as cooperativas de trabalho, julgadas pelos Tribunais Regionais do Trabalho do Brasil entre os dias 10/01/2008 e 30/05/2008. Sugere-se que o problema se concentra, em boa medida, no fato de que o conjunto de atores envolvidos não percebe que a socialização política deve representar um papel protagonista, e não secundário, nas discussões e na implementação das políticas públicas voltadas para o desenvolvimento do cooperativismo no país. Elida Rubini Liedke (UFRGS) Gt30 O Plano Territorial de Qualificação Profissional do Rio Grande do Sul 2007 em perspectiva

Analisam-se as ações de qualificação profissional oferecidas no Rio Grande do Sul, no âmbito da política nacional de qualificação do Governo Lula (PNQ) e do Governo FHC (Planfor). Abordam-se as características sócio-econômicas da população beneficiada que, segundo as diretrizes de ambos os planos, deve ser composta de trabalhadores em situação vulnerável no mercado de trabalho. Dificuldades enfrentadas por alunos e professores são consideradas frente à proposta pedagógica dos referidos planos, XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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centrada e contrastante com a visão taylorista, na formação de um trabalhador autônomo. Ao final, são debatidas questões que expressam as barreiras sócio-culturais e políticas à realização dos objetivos pedagógicos e perspectivas de ações de qualificação do trabalhador, no contexto de incertezas face às mudanças do mercado de trabalho globalizado. Elielma Ayres Machado (UERJ) Gt17 Honrosas exceções? Análise de trajetórias educacionais e profissionais de mulheres negras no RJ

Nos dias atuais, muitos pesquisadores, acadêmicos e ativistas têm se dedicado à chamada questão racial no Brasil. Contudo, um segmento ainda é pouco investigado. Trata-se do segmento formado por mulheres negras em ascensão e mobilidade social. Sob essa perspectiva, pretende-se, a partir do trabalho de pesquisa, recuperar e refletir a respeito de três trajetórias educacionais e profissionais de mulheres auto-classificadas como negras, em ascensão social, que se destacaram em suas áreas de atuação, no Rio de Janeiro. São elas a empresária Zica, dona de uma rede de salão de cabeleireiro, localizados nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, a atriz e cantora Zezé Motta, fundadora do Cidan – Centro de Informação e Documentação do Artista Negro e, a produtora cultural Vera Mendes, presidente do Bloco Afro Carnavalesco Agbara Dudu. Eliene Anjos (UNISinos) Gt30 As singularidades das cooperativas de trabalho autênticas

No contexto da reestruturação produtiva, diversas cooperativas de trabalho foram criadas no Brasil como intermediadoras da mão-de-obra. Segundo autores de referência nesse tema, essas cooperativas serviriam ao regime de acumulação flexível, ao funcionarem como um instrumento de precarização do trabalho, numa clara distorção do direito cooperativo. Ao mesmo tempo, multiplicam-se cooperativas de iniciativa dos próprios trabalhadores, caracterizadas por práticas de autogestão e por uma ênfase nos valores da cooperação e da solidariedade. Partindo da análise de dados sobre 1200 cooperativas registradas pelo Primeiro Mapeamento Nacional da Economia Solidária, essa comunicação tenciona discernir as singularidades dessas alternativas de trabalho e renda no que diz respeito às possibilidades de não-reprodução das relações de exploração e de subordinação dos trabalhadores. Elisa Gomes (UFRJ) Gt05 Casos de Família: a conjugalidade nas antenas da TV

Este trabalho aborda a imagem de família e, principalmente, de conjugalidade, apresentada no talk show Casos de Família. Os talk shows aproximam-se de outro formato em grande expansão na atualidade – os reality shows. Rompendo com as fronteiras entre o público e o privado, entre a realidade e a ficção, Casos de Família exibe diariamente conflitos familiares de pessoas comuns. O uso de um especialista em comportamento (psicólogo), a proposta de harmonização e a solução dos conflitos apresentadas no palco são marca do programa. A solução dos conflitos, na percepção da produção do programa, é uma “adaptação”, uma “redefinição” de papéis conjugais de acordo com uma divisão por gênero. Elisabeth Loiola (UFBA) CONSULTE Carmen Lima (UNEB) Elisabeth Murilho da Silva (PUC-SP) Gt25 O aumento das práticas lúdicas no cotidiano ou a segunda revolução da juventude?

A partir da década de 1960, os jovens ganharam maior importância no cenário político, econômico e social em todo o mundo. Se antes eles estavam relegados a “moratória social”, as transformações do período de maio de 1968 os colocaram em evidência como a vanguarda da sociedade. Esse acontecimento não revolucionou o contexto político e econômico conforme era pretendido, mas transformou radicalmente os costumes, possibilitando um relaxamento do comportamento em sociedade e o maior espaço para as questões de satisfação individual. Atualmente, discute-se a ampliação do período etário que compreende a juventude. Tais discussões se baseiam no aumento das práticas lúdicas no cotidiano dos indivíduos e na recusa, por parte de alguns, de compromissos e engajamentos mais duradouros. Pretende-se, neste trabalho, discutir essa questão e refletir sobre o comportamento desses indivíduos na sociedade contemporânea. Eliska Altmann (UFRJ) Gt05 Memória, identidade, tempo e espaço: categorias da recepção latinoamericana de cinemas brasileiros

A presente comunicação propõe uma reflexão sobre as releituras, feitas pela crítica cinematográfica, de identidades nacionais. Partindo de uma pesquisa mais ampla sobre a análise de críticas latino-americanas (mexicanas, cubanas e argentinas) a dois cineastas brasileiros – Glauber Rocha 230

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Elizabete Cristina Ribeiro (UFRJ) Consulte Daniela Frozi (UFRJ) Elizabeth Ruano Ibarra (UnB), Ana Lúcia Valente (UnB) Gt18 Movimentos sociais em Silvia, sul da Colômbia: utopias e desafios além da velha luta pela terra.

Neste trabalho, documentam-se alguns resultados obtidos em decorrência da pesquisa que estudou a situação de agricultores familiares envolvidos no cultivo da papoula, no município de Silvia, no sul da Colômbia. O estudo de caso, com 21 informantes, permitiu recuperar manifestações cotidianas ainda não escritas, nem formalizadas ou institucionalizadas. Na pesquisa de campo, realizada no período 11/2007 a 02/2008, destaca-se a proximidade pré-existente com esses atores desde 11/2000. Além de documentar a experiência do Movimento Guambiano, do Movimento Cívico de Pitayó e do Movimento da Reserva Indígena Kizgó, propõe-se uma reflexão sobre os desafios no que diz respeito ao desenvolvimento territorial. A “atitude contestatória” destas manifestações sociais locais contrasta com a carência de um “plano interno” capaz de tornar dinâmico um processo de mudança e de confronto dos problemas do território. Elizabeth Maria Beserra Coelho (UFMA) Gt17 Confronto de territórios e de nacionalidades: os povos indígenas e o Brasil

O ordenamento jurídico brasileiro tem assegurado aos povos indígenas direitos específicos. A garantia do direito a ser diferente ocorre de forma ambígua, alternada com a demarcação da nacionalidade brasileira e a insistência em desconsiderar os índios como povos. O processo de definição da terra indígena Raposa Serra do Sol e a manifestação do Brasil como signatário da Declaração Sobre os Direitos dos Povos Indígenas ilustram essa tensão e constituem campos empíricos privilegiados para a análise dos princípios que orientam a dinâmica da relação entre Estado brasileiro e povos indígenas. Este artigo toma como referência as situações mencionadas e, utilizando categorias como colonialidade do poder (Quijano 2002) e minoria nacional (Kymlicka 1996), mapeia os diferentes discursos que estão em cena no campo de lutas que configura as relações interétnicas no Brasil.

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e Walter Salles –, discute-se a permanência de um cinema nacional a partir de quatro categorias: memória, identidade, tempo e espaço. Nesse sentido, o trabalho trata de verificar as mudanças e as permanências do circuito cinematográfico latino-americano, considerando a distância espaçotemporal que separa tanto as obras dos dois cineastas quanto sua recepção.

Elizete Ignácio (UFRJ), Marcelo Simas (FGV) Gt25 Pesquisas sobre estruturas econômicas de culturas informais: experiências do funk e do tecnobrega

Uma das dificuldades em se mensurar o impacto econômico destas manifestações está em conhecer o modo como se estruturam as relações entre os seus agentes, que se organizam tanto em relação a uma economia monetária, como em uma economia simbólica. Os métodos qualitativos (entrevistas e observações direta) e os métodos quantitativos (levantamento de dados por meio de questionários estruturados e as análises estatísticas) são mais tradicionalmente pensados como metodologias diferenciadas e distanciadas. O objetivo da comunicação é compartilhar e debater o uso de métodos qualitativos e quantitativos na pesquisa sobre estruturas econômicas de manifestações culturais informais, tomando como referência as pesquisas realizadas com o tecnobrega (Pará) e com o funk (Rio de Janeiro), nas quais o diálogo entre estas duas metodologias foi fundamental. Eloy Alves Filho (UFV), Arlete Salcides (UNIPAMPA) Gt01 Assentados mineiros avaliam ações do II Plano Nacional de Reforma Agrária

No contexto de implementação do II Plano Nacional de Reforma Agrária, realizamos um estudo que objetivou investigar a maneira como os residentes de sete assentamentos rurais, localizados em quatro diferentes regiões do estado de Minas Gerais, avaliam as ações implementadas, no período de 2003 a 2007, no que diz respeito a garantia de maior equidade social e sustentabilidade. Na etapa de trabalho de campo, foram aplicados questionários e realizadas entrevistas. Estimamos que o destaque aos acertos e aos limites que ainda precisam ser superados, na perspectiva dos próprios beneficiários do Programa, tenha repercussão na reformulação de ações indispensáveis na direção de construção de um novo mundo rural, no qual estejam garantidas a paz, a produção e melhores condições de vida. Elsio Lenardão (UEL) Gt02 O clientelismo político como estratégia de busca por reconhecimento

A presente análise, baseada em um estudo de caso, tem como objeto o clientelismo político envolvendo setores das classes populares. Baseando-se em entrevistas, destaca-se que a instalação do

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vínculo de clientela derivava de uma pauta de carências que não se restringiam a necessidades de ordem material, estendendo-se a carências de natureza subjetiva. Essas faziam referência a sentimentos, experimentados pelo cliente, de auto-desvalorização, de abandono e de “desreconhecimento” social, derivados da condição de excluídos de direitos sociais e políticos básicos, o que inseria, no quadro da ação política, valores e representações que destacam a necessidade e o desejo, por parte do eleitor, de ser “apreciado” e “reconhecido” socialmente. Tal necessidade encontrava certa satisfação não no acesso a direitos, mas no menu de “ajudas”, “atenção”, “carinho” e “amizade” oferecido pelo político clientelista. Elton Ferreira Barbosa (INPI) Gt03 Marcas e patentes no setor de fármacos brasileiro – um novo olhar sobre intangíveis e inovação

O trabalho inaugura uma nova abordagem sobre os estudos da inovação tecnológica brasileira no que diz respeito aos limites dos depósitos de patentes, como indicadores da atividade tecnológica, econômica e, sobretudo, de inovação. Como superação dos limites de análise das patentes, propõese a utilização dos indicadores de depósitos de marcas como complemento para compreensão dos gargalos e áreas de expansão da atividade de inovação brasileira. O escopo da análise se dá em área de interesse público permanente – os fármacos -, considerada extremamente sensível ao tema, uma vez que a reformulação do sistema de patentes brasileiro se deu sob forte influência de atores internacionais do setor, na celebração do acordo TRIPs, na rodada Uruguai do GATT (1994), como aponta diversificada literatura. Elvio Izaias da Silva (UFSC), Luiz Carlos Mior (Epagri) Gt01 Reconfigurações sociais e produtivas entre os agricultores familiares integrados às agroindústrias

A idéia de isolamento social de homens e mulheres rurais há muito deixou de ser uma realidade. Na agricultura familiar, as mudanças ocorridas em seu interior têm relação direta com os acontecimentos em escala mais ampla, em especial nas dimensões econômica, tecnológica e cultural. A relevância dessa categoria social é maior em regiões em que o fornecimento de matéria-prima para as indústrias de transformação depende inteiramente do seu sucesso, como o oeste de Santa Catarina. O presente trabalho visa discutir as relações entre os agricultores familiares e as agroindústrias na região oeste catarinense. Para isso, tomo como referência as mudanças tecnológicas o processo de sucessão hereditária entre os integrados na avicultura. Elza Franco Braga (UFC) Gt01 Segurança Alimentar: o desafio da intersetorialidade

O tema da intersetorialidade das políticas públicas vem ganhando relevância tanto no meio acadêmico, como nas esferas governamentais. O presente trabalho pretende analisar a intersetorialidade partindo da experiência em curso no Município de Santana do Acaraú, CE, em que cerca de 50% dos alimentos da merenda escolar vêm sendo adquirido da agricultura familiar. Por meio da discussão proposta neste trabalho, busco abordar duas questões fundamentais: qual o entendimento dos gestores públicos municipais e dos assentados da reforma agrária sobre esta integração de políticas e quais os impactos na vida dos alunos e dos agricultores familiares. Emerson Carioca (UFOP) CONSULTE Rosa M. E. Coutrim (UFOP) Emil Sobottka (PUC-RS) Gt02 Reconhecimento pelo trabalho?

A centralidade que as relações de trabalho tinham em Marx para organizar toda a vida social e no período do Estado de bem-estar social para acessar direitos sociais foi questionada por autores como Habermas e Offe. Variações sobre este diagnóstico podem ser encontradas em diversos autores que constroem sobre isso uma ampla gama de proposições teóricas. Sendo pertinentes estes diagnósticos, surge a seguinte pergunta: qual a outra instituição social que poderia ter hoje a centralidade que as relações de trabalho tinham outrora? Em vez de seguir por essa via, Honneth, em um texto recente, manifesta a pretensão de extrair dessa instituição critérios éticos que permitam a crítica da realidade sem recorrer a auxílio externo. A presente comunicação pretende discutir esta proposição. Enio Passiani (FACAMP) Gt15 Processo civilizador nos trópicos? Um teste para a teoria de Norbert Elias

O objetivo desta comunicação é testar o alcance da noção de “processo civilizador”. Nesse sentido, o modelo heurístico que se contrapõe à teoria de Elias baseia-se em três questões: i) sem uma burguesia amadurecida, como se dá a difusão, para o conjunto da sociedade, das regras de civilidade gestadas 232

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Enio Soares Júnior (CETIQT) Consulte Flavio da Silveira Bruno (SENAI) Eric Gustavo Cardin (UNIOESTE) Gt21 Trabalho, experiências e resistências entre os “barqueiros” na fronteira do Brasil com o Paraguai.

Partindo de uma análise histórica das relações de trabalho existentes na fronteira do Brasil com o Paraguai, o objetivo específico desta pesquisa é compreender a organização e as práticas sociais desenvolvidas pelos trabalhadores que atuam no transporte ilegal de mercadorias adquiridas em Ciudad del Este, feito por via fluvial: os barqueiros. Por meio de entrevistas qualitativas, reconstruímos as relações estabelecidas entre diferentes sujeitos envolvidos na atividade, destacando suas experiências de resistência durante o desenvolvimento dos trabalhos. Desta forma, esperase contribuir para a problematização das novas ocupações e das relações oriundas do sistema econômico presente, fomentando um debate sobre a permanência do vinculo do desenvolvimento econômico do extremo oeste paranaense com o comércio na fronteira. Érica Peçanha do Nascimento (USP) Gt25 Apontamentos sobre estética e política na Semana de Arte Moderna da periferia

Este trabalho, articulado à minha pesquisa de doutorado sobre a produção e o consumo cultural na periferia paulistana, pretende refletir sobre os discursos estético e político empreendidos por grupos culturais que se identificam como oriundos das classes populares e estão locados em bairros periféricos. Para produzir tal reflexão, tomo como mote a análise da Semana de Arte Moderna da Periferia: uma série de atividades artísticas, organizada pela Cooperifa, que movimentou unidades escolares e centros culturais da Zona Sul de São Paulo. Além do propósito de apresentar uma produção artística singular, os atores envolvidos na “Semana de 2007” buscavam ganhar espaço na cena política, ao se colocarem como porta-vozes da periferia no plano artístico, ora reivindicando políticas culturais específicas, ora tornando públicas demandas de caráter mais geral.

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na corte e responsáveis pela construção do autocontrole dos agentes sociais?; ii) se há dificuldades na implantação do autocontrole, é possível um processo civilizador numa sociedade que tem como um dos seus elementos estruturadores a violência decorrente da escravidão?; e iii) se o Estado patrimonialista que se forma durante o Império tinha nos senhores de escravos um dos seus pilares, como coibir e monopolizar o exercício da violência? Ao final, serão apresentadas hipóteses com o intuito de oferecer algumas saídas, esforçando-se por atualizar a perspectiva eliasiana sem descartá-la completamente.

Erika Costa (UFRJ) Consulte Cecilia de Mello e Souza (UFRJ) Érika de Cassia Oliveira (PUC-Minas), Magda de Almeida Neves (PUC-Minas) Gt30 Trabalho e precarização: carvoeiros em Minas Gerais

O artigo tem como objetivo apresentar a pesquisa realizada com os trabalhadores/carvoeiros, analisando as condições e as relações de trabalho encontradas nas carvoarias do município de Curvelo, MG, bem como suas implicações na vida desses trabalhadores. Importante salientar que a produção do carvão vegetal está regulada pelas transformações estruturais do moderno sistema capitalista, mas combinada com um processo produtivo arcaico. Dessa maneira, as relações de trabalho consolidam contratos precarizados e a dominação, objetiva e subjetiva, do trabalho e do trabalhador. Tanto o processo de trabalho como as condições de trabalho trazem conseqüências danosas para os carvoeiros, seja na empresa terceirizada, parte da cadeia produtiva de uma grande reflorestadora, seja nas carvoarias volantes. Erika Ferreira (UnB) Gt17 Sistema de cotas pertencimento étnico-racial: narrativas de jovens da Universidade de Brasília

Este trabalho é parte de um estudo sobre a trajetória escolar e familiar de jovens cotistas da UnB, realizado pelo grupo Gênero, Raça e Juventude, da Faculdade de Educação. Por meio da análise de entrevistas narrativas, buscamos verificar como os jovens reagem diante de práticas cotidianas de discriminação e como o ingresso na universidade por meio do sistema de cotas pode interferir no processo de autorepresentação racial. As analises revelam experiências conflituosas, dentro e fora da universidade, e evidenciam que a condição de cotista pode possibilitar formas de representação e de pertencimento mais fortalecidas, quando acompanhada de vivências que favoreçam a capacidade associativa e a solidariedade de grupo. Entretanto, a condição cotista pode também contribuir para a manutenção das formas mais sutis de racismo se a máscara universalista do espaço acadêmico não é desvelada.

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Erika Mesquita (IFCH) Gt23 O uso da convenção 169 na resolução dos conflitos sócio-ambientais

O esforço internacional para resolver conflitos sobre bens comuns tem sido à base de regras. Para gerar ferramentas, que têm a pretensão de ser universalistas, precisa-se da elaboração de um modelo de uso de bens públicos que possa sobreviver frente a uma combinação de fatores físicos, culturais e institucionais. Diferentes povos indígenas ganharam visibilidade internacional, levando órgãos internacionais a criar convenções que definem seus direitos. Uma delas é a Convenção 169 da OIT, que salvaguarda o direito à autodeterminação, isto é, a serem consultados quando da elaboração de projetos sobre as suas terras. Pretendemos expor uma reflexão acerca desta Convenção como ferramenta de negociações. Discutiremos, também, a ambigüidade na tentativa de impor um diálogo entre grupos com visões diferentes de mundo, num contexto em que o relativismo de culturas tem pouco espaço. Erlando da Silva Rêses (UnB) Gt21 De vocação à profissão: organização sindical docente e identidade social do professor

Em relação ao sindicalismo operário, o sindicalismo da educação básica no Brasil é tardio. Porém, como se deu este fenômeno no Estado do Rio de Janeiro? Por que os docentes da educação básica no Rio de Janeiro demoraram tanto para se organizar sindicalmente? Na pesquisa, desenvolveu-se um repertório teórico-empírico que abrangeu a discussão sobre a identidade social do professor, a proletarização do trabalho docente e o trabalho por vocação, o panorama histórico e sociológico do sindicalismo operário brasileiro, o percurso do associativismo e da formação da perspectiva sindical no Brasil e a tessitura social, política, econômica e educacional do Rio de Janeiro, dos últimos momentos do período monárquico até as primeiras décadas do período republicano. Erliane Miranda (UFPE) Gt04 Medicalização da vida como cuidado de si: O consumo de psicofármacos em Recife.

Propomos discutir o consumo contemporâneo de ansiolíticos, antidepressivos e reguladores de humor, a partir dos resultados da pesquisa de mestrado medicalização da vida como cuidado de si, realizada em Recife entre 2007 e 2009. Esse consumo se insere numa matriz de estratégias contemporâneas como uma forma de ‘cuidado de si’? Ele atua na constituição de novas identidades? Qual o status desse tipo de medicamento para seus sujeitos-consumidores? Revisamos as percepções contemporâneas sobre o narcisismo (Lasch) e sobre o hedonismo como uma “propriedade nitidamente moderna” (Campbell) e como calculista (Featherstone) -, além de problematizarmos o consumo de psicofármacos sob as óticas de três abordagens sociológicas: i) uma clássica, fundamentada na biopolítica (Foucault); ii) uma libertária, pautada na reflexividade (Giddens); iii) uma relacional, ancorada na performatividade (Ehrenberg). Erneso Seidl (UFS) Gt12 Caminhos que levam a Roma: investimentos culturais e redefinições da excelência religiosa católica

A centralidade da aquisição de recursos sociais variados, por meio de processos e internacionalização e investimentos escolares, marca a tendência generalizada na dinâmica de recomposição das elites e grupos dirigentes, inclusive da Igreja Católica. Dentro deste campo de discussões, o artigo apresenta resultados que buscam responder às seguintes questões: i) quais as formas e o peso da circulação internacional na formação do corpo clerical e nas lutas pela definição de novas hierarquias de saberes?; ii) que destinos, experiências e competências culturais se impuseram como mais valorizados no atual estado da instituição e como se distribuem as chances de acesso a esses recursos?; iii) como são vividas e percebidas diferentes experiências de internacionalização de profissionais da Igreja e que lugar tal fenômeno ocupa entre os instrumentos de legitimação da instituição no espaço do poder?. Estela Scheinvar (UERJ), Maria Livia do Nascimento (UFF) Gt26 Crises e deslocamentos como potência de vida em crianças e jovens

Pensar as práticas públicas para a infância e a juventude a partir da produção de consensos e controvérsias é um convite para colocar em análise os fundamentos teóricos da padronização por meio da qual as relações sociais são produzidas. A abordagem pautada em modelos ideais fala de subjetividades consensuais, produtoras de dicotomias, que estabelecem limites estreitos à vida, despotencializando suas virtualidades. O encontro com o múltiplo fere práticas pautadas em juízos morais, que condenam as crises e os deslocamentos, movimentos que dão potência à vida uma vez que permitem escapes do controle de poderes estáveis. A crise produz deslocamentos que, segundo Deleuze, obrigam uma leitura das práticas por meio de prismas que fogem de modelos ideais, permitindo que novos sentidos, diferentes dos instituídos, possam emergir.

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Lutas por reconhecimento e estratégias de contenção da alteridade: os índios urbanos de Crateús, CE

Este artigo pretende discutir os processos de emergências étnicas contemporâneas no Brasil e as estratégias de contenção desses processos, realizadas pelos aparelhos do Estado. Para tanto, tomamos como estudo de caso (análise situacional) o cadastramento das etnias indígenas urbanas de Crateús, CE, pela FUNASA, realizado em abril de 2008. Nesse processo, de um conjunto de cinco grupos a serem incluídos nos serviços de saúde, apenas três foram considerados etnias indígenas, enquanto os outros dois foram tidos como “famílias” e, de início, não foram contempladas pelo cadastro. Eugênio Araújo (UFMA) Gt24 Valorizando a batucada: as pequenas escolas de samba cariocas.

Este trabalho é o resumo da tese de doutorado, defendida em agosto de 2008, em que se observa, sobretudo, o nível de organização das agremiações, visando à participação anual no desfile, e alguns aspectos do desempenho, ligados ao visual, como fantasias e alegorias. Primeiramente, traça-se um painel histórico das pequenas escolas de samba cariocas. Em seguida, busca-se apreender o “campo do carnaval carioca” hoje, realçando tanto a dicotomia entre as pequenas e as grandes escolas de samba, quanto a atuação das duas principais entidades representativas: a Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro (AESCRJ) e a Liga das Escolas de Samba (LIESA. Por fim, organiza-se uma pesquisa focada nas “dificuldades” relatadas pelos agentes produtores e administradores – carnavalescos e dirigentes – sobre a atividade de criar, gerir e organizar os desfiles das escolas de samba. Eulália Lima Azevedo (UFBA) Gt10 Idosos em movimento: Uma discussão em torno da qualificação do movimento dos aposentados/as

Os aposentados e pensionistas, no curso da ação coletiva em defesa dos seus direitos, conseguiram mobilizar, numa aliança estratégica, toda a sociedade civil, evocando os direitos à aposentadoria e à previdência social pública como direitos universais que dizem respeito a todo cidadão, além de reivindicar a superação da imagem tradicional da velhice. Considerando o contexto atual, em que vários atores coletivos se movimentam por diversos e ambíguos caminhos, procuro pensar, neste trabalho, as implicações conceituais para a qualificação da ação coletiva dos aposentados, pensionistas e idosos, na Bahia. Tal discussão se faz pertinente uma vez que há muitas controvérsias no que diz respeito à interpretação das ações coletivas na América Latina como movimentos sociais, conforme os paradigmas da década de 1970, especialmente após a restauração da institucionalidade democrática nessa região.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Estêvão M. Palitot (UFPB) Gt17

Eunápio do Carmo (CESUPA), Júlio Patrício (CESUPA) Gt23 Dinâmicas locais de uma comunidade nativa em áreas de impacto sócioambiental na Amazônia Oriental

O trabalho analisa as estratégias de atuação social da Comunidade Nova Vida (município de Barcarena, Pará), formada por trabalhadores rurais e pescadores, em sua relação com a Pará Pigmentos S/A, empresa de beneficiamento do caulim, ligada à Vale. As experiências da comunidade colaboram para compreensão da dinâmica sócio-espacial, marcada por correlações de forças sociais, apontando para questões centrais como: i) Qual o nível de organização da Comunidade que implicou em novas unidades de mobilização?; ii) Quais os elementos que potencializam o capital social da comunidade?; iii) Adotou-se a abordagem qualitativa, utilizando a técnica de pesquisa de campo. Os resultados preliminares, uma vez que a pesquisa ainda está em curso, revelam atuações articuladas dos grupos sociais no sentido da induzir novas dinâmicas de desenvolvimento local no bojo das lutas micropolíticas em direção à sustentabilidade. Euridiana Souza (IBRAP) Gt12 Quando o verbo se faz canto: crises sociais de fundo musicológico nas igrejas evangélicas

Neste trabalho, serão apresentadas reflexões sobre o fazer musical de diferentes linhagens evangélicas como origem e solução de crises identitárias inter e intradenominacionais, observando a música como artefato de comunicação e marketing, expressão de sentimentos e crenças e mantenedora de discursos e ideologias. A partir de análises de materiais (CDs, DVDs, hinários), entrevistas e observações das práticas de cultos e discursos sobre músicas, observa-se não somente a importância e relevância da música na vida de uma igreja, mas também como ela se torna o campo de batalha entre posturas, concordâncias e discordâncias, em relação aos diferentes pensamentos e interpretações que geraram toda a diferenciação entre os diversos modos de ser evangélicos. Afinal, temos que concordar que, apesar de um único termo designar mundo evangélico, esse é, na verdade, diverso.

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Eustaquio Reis (IPEA) Gt09 An exploration of the distribution of income in Brazil (1839-1939).

This paper is an exploratory analysis of the historical evolution of income distribution in Brazil. Census data on the occupational structure of the population in 1872 and 1920 are combined with varied sources of data on income by occupations to generate the profile of income distribution in the two Census benchmarks years. Annual time series of income for a more limited sample of occupations are used to estimate the evolution of income inequality from 1839 to 1899. Alternatively, estimations for the 1872-1939 period combine the assumptions of trend values in the composition of employment by sector and of constant income per capita in each sector. Results are somewhat counter-intuitive. Gini coefficients for 1872 and 1920 are much lower than figures estimated for recent decades but still high when compared to the experience of other countries. Euzalina Silva Ferrão (UFPA) Gt23 Realidade produtiva e relação com o meio ambiente

Este trabalho aborda a compreensão da realidade produtiva e da relação com o meio ambiente do grupo de mulheres da Associação Cerâmica Chicano, do município de Santa Barbara, PA. Formada por nove mulheres, que produzem cerâmicas para decoração de jardins, casas e bijuteria, a produção dessa associação é decorrente da argila retirada na comunidade. Todos os produtos são naturais e a retirada da matéria-prima é realizada de modo artesanal. Estudo do acompanhamento desenvolvido pelo Programa Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares e Empreendimentos Solidários, da Universidade Federal do Pará junto à associação, por meio de um projeto de extensão financiado pelo Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas, este trabalho busca mostrar, com base em conceitos como estrutura social, transformações sociais, configuração e espaço social, como ocorre a forma produtiva e como se dá a utilização dos recursos naturais. Eva Aparecida da Silva (UFVJM) Gt17 O processo de construção da identidade remanescente de quilombo em comunidades do Vale do Mucuri, MG

Remanescente de quilombo é toda comunidade negra rural com “história própria, dotada de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida” (Instrução Normativa 49, INCRA). Frente à possibilidade de acesso às políticas públicas específicas e de titulação das terras ocupadas, muitas comunidades identificadas como remanescentes de quilombo se deparam com o dilema de se reconhecerem ou não remanescentes. Logo, qual o significado, para o grupo, de se reconhecer remanescente de quilombo, já que esta definição vem de fora para dentro? Como se dá o processo de construção da identidade quilombola nas comunidades do Vale do Mucuri, em particular de Teófilo Otoni, MG, Cama Alta, Córrego Novo, Imburama e São Julião? Evania Severiano (UFC) Gt30 Previdência social, direito humano ou luxo?

Neste artigo, procuramos analisar o alcance da proteção previdenciária, tendo como pressuposto o fato que o acesso às políticas de seguridade, concebido como um conjunto de direitos que reduzem riscos sociais de indivíduos e comunidades, está consagrado como direito humano importante no processo de construção de um Estado Democrático. Propomos conhecer as configurações dos processos de exclusão social, cidadania e proteção social, intentando compreender as interfaces dos processos de vinculação e desvinculação no cotidiano dos trabalhadores com vulnerabilidades ocupacionais e de rendimentos. Pretendemos refletir sobre a cobertura previdenciária no contexto da modernidade e sobre a relação que essa política pública estabelece com a preservação dos direitos humanos e com o fortalecimento da institucionalidade democrática brasileira. Fabiana A. A. Jardim (USP) Gt30 Políticas de emprego no Brasil e sujeição do trabalho: resultados de uma pesquisa genealógica

O trabalho apresenta resultados de pesquisa genealógica, conforme os trabalhos desenvolvidos por Michel Foucault, sobre as políticas públicas de emprego no Brasil, em que se procurou reconhecer a partir de quando e de que forma o desemprego foi construído como um problema entre nós. Olhando para a história das políticas de emprego, buscou-se, ainda, identificar quem era o sujeito sobre o qual se procura intervir – o desempregado, conforme os diversos tipos de desemprego (friccional, conjuntural, de inserção, de exclusão, de longa duração, recorrente etc.) e quais práticas são mobilizadas nessa intervenção. Desse modo, recolhemos elementos para pensar as transformações nas formas de sujeição do trabalho para além do espaço das relações e da gestão do trabalho no ambiente de trabalho, iluminando aspectos sobre o que é, hoje, a experiência do trabalho em nossa sociedade.

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Revistas de celebridade e o consumo da felicidade nos salões de beleza de periferia

No Brasil, assim como em diversos países, a revista de celebridades atua como suporte para mostrar os estilos de vida dos famosos e da elite nacional. No artigo proposto, o objetivo é analisar a recepção do cotidiano estilizado e o discurso da felicidade, presente na vida destes “super-humanos”, a partir de um salão de beleza localizado na periferia recifense, local freqüentado pelas classes C, D e E, como classificam os agentes de mercado. Tais nichos são hoje cortejados por tais publicações, que vendem um cotidiano perfeito, mostrado por meio de relatos de bem-estar e pela seleção dos produtos empregados no cotidiano das celebridades. Aqui, nos interessa saber como grupos-alvo e nãoparticipantes deste cotidiano sem ruídos consomem e se apropriam desta felicidade construída. Fabiano Gontijo (UFPI), Jaqueline Pereira de Sousa (UFPI), Nodja Moama Lima (UFPI) Gt20 “Casar”, “ficar”, “pegar”: considerações acerca dos relacionamentos amorosos na era das políticas de reconhecimento

Com as grandes transformações sociais e culturais dos últimos anos, a homossexualidade vem deixando de ser, oficialmente, pecado, crime, sem-vergonhice, doença e relacionamentos e formas de coabitação entre pessoas de mesmo sexo já não chocam a opinião pública como no passado. Servindo-se da “cena gay” como mediadora, pode-se perceber que, em Teresina, capital piauiense,, a grande contradição entre dois modelos de relações sociais, um mais “tradicional” e um mais “moderno”. Teresina foi tomada como referência de base na tentativa de compreender essas transformações sociais e seus efeitos na estruturação dos novos arranjos conjugais, parentais e amorosos (homossexuais) brasileiros. Este trabalho teve por objetivo geral a delimitação do universo simbólico, socialmente construído e culturalmente formulado, que serve de referência para a construção das homoconjugalidades. Fabiela Bigossi (UFRGS) Gt17 Trajetórias e projetos de vida de universitários negros: ações afirmativas e novas expectativas!

O estudo investigou a construção de projetos familiares e individuais de ascensão de jovens negros que percebem, na carreira universitária, um campo de possibilidade de aquisição de capital econômico, social e cultural, em uma sociedade marcada pela exclusão e diferenciação pela cor. A partir da implementação das cotas raciais, são levantadas questões sobre as crenças que sustentam a identidade nacional brasileira e sobre o papel das políticas de ações afirmativas diante dessa construção imaginária de um “povo brasileiro”. Foi analisada, também, a construção, por meio dos agentes, da identidade racial, bem como a forma sob a qual ela é acionada nos projetos. O trabalho foi desenvolvido junto a estudantes negros de diferentes universidades em Porto Alegre, havendo o cuidado para não privilegiar informantes militantes de movimentos étnicos e políticos em detrimento dos não-militantes.

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Fabiana Moraes (UFPE) Gt04

Fabio Alves Ferreira (UFPE) Gt12 Religião e movimento social: as representações religiosas de pentecostais militantes do MST

Este trabalho objetiva apresentar as representações religiosas de camponeses pentecostais que militam ou militaram no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, na ocasião da ocupação do Engenho Pinto, localizado em Moreno, PE, onde hoje estão assentados. Fomos motivados pelo problema de saber se as representações de pentecostais militantes eram diferenciadas das que não se entendiam como militantes. Fez-se necessário, então, utilizar uma tipologia ao modo weberiano, criando os seguintes tipos ideais: pentecostais pré-ocupação; pentecostais pró-ocupação; e pentecostais pós-ocupação. A partir da sociologia do conhecimento, pudemos compreender que, para compreender as idéias de um grupo social, é preciso localizá-lo socialmente. Assim sendo, os três tipos de idéias foram criados considerando-se sua entrada no grupo. Fábio Araújo (UFRJ) CONSULTE Jussara Freire (UFF) Fábio H. Barros (TCU) CONSULTE Marcelo Medeiros (IPEA) Fábio Keinert (USP) Gt15 Tradição e modernidade na geração de cientistas sociais das décadas de 1970 e de 1980

Esta comunicação tem como base uma pesquisa sobre a geração de cientistas sociais brasileiros que realizam seus doutorados entre os anos 70 e o início dos 80. A produção e a trajetória desses agentes são enquadradas no registro de uma tensão estruturante da dinâmica do espaço acadêmico neste

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

período: de um lado, a idéia de inovação (tanto intelectual como institucional), de outro, o propósito de conservar a tradição. Assim, a polaridade entre o “moderno” e o “tradicional” corresponde à nomenclatura que expressa simbolicamente as diferenças entre estilos intelectuais diversos, separados por definições conflitantes acerca do caráter da produção em ciência social. Pretende-se, de tal modo, indicar o lastro empírico dessas divisões, localizando-as do ponto de vista regional e institucional. Fabio Yoiti Hirano (UNICAMP) Gt17 Japoneses de ontem, “japoneses” de hoje e “japoneses” da amanhã

A imigração japonesa no Brasil completou 100 anos, desde que o primeiro navio atracou no porto de Santos, em 18 de junho de 1908. De lá aos dias atuais, os japoneses, seus descendentes e sua comunidade vivenciaram profundas transformações econômicas e, principalmente, culturais em seu meio social. Algumas questões nos levam a indagar sobre a identidade deste grupo hoje e amanhã, sobretudo após a experiência migratória Dekassagui. Quem são estes “japoneses” de hoje? Quem será o “japonês” de amanhã? Quem são estes amarelos? O texto se propõe a refletir sobre a “nova” identidade racial após seu retorno migratório ao Brasil Fabíola Cordeiro (UERJ), Maria Luiza Heilborn (UERJ) Gt20 “Homem é fogo...”: negociação sexual e violência em narrativas de jovens brasileiros

A pesquisa aborda narrativas de homens jovens (entre 18 e 24 anos), de camadas médias e populares, sobre eventos de conflito na negociação sexual e sexo contra vontade ou forçado. Os relatos contemplam episódios em que os entrevistados sofreram constrangimento sexual e situações em que fizeram uso de coerção diante da recusa de suas parceiras ao sexo – incluindo casos de estupro. Distintos fatores concorrem para o entendimento dos eventos como consensuais ou não, tais como o tipo de parceria afetivo-sexual, suas expectativas e convenções sobre gênero e sexualidade, os roteiros sexuais prescritos e suas variações. Os depoimentos são reveladores dos valores, crenças e representações que norteiam os mecanismos de construção da masculinidade no contexto sociocultural investigado, bem como de articulações possíveis entre a violência e o exercício da heterossexualidade. Fabrícia Carla Viviani (UFSCar), Rafael Lamera Cabral (UFSCar) Gt14 Repensando a democracia: inflexão nos dilemas contemporâneos

Esta comunicação pretende analisar, a partir da crise contemporânea da democracia representativa, os momentos de disfunção das instituições democráticas liberais brasileiras, com o propósito de compreender as formas de superação desse imbróglio. Deste modo, partindo do pressuposto de que a democracia como conceito se redefine no processo histórico, encontrando ressignificações como modelo de organização social e política, pretende-se analisar os argumentos críticos do modelo da democracia liberal, bem como apontar a arquitetura de formas alternativas de representação política e de ampliação participativa da sociedade civil. Para tanto, partiremos da situação política brasileira dos anos 30, por ser ela um exponencial da crise da democracia liberal, para detectarmos, na contemporaneidade, as possíveis trajetórias de reflexão acerca dos desafios e das potencialidades da democracia representativa. Fabricio Deffacci (UNESP) Consulte Vera Alves Cepêda (UFSCar) Fabricio Deffacci (UNESP), Marcelo Fetz (UNICAMP), Vera Alves Cepêda (UFSCar) Gt03 Interação entre pesquisadores e usuários de plantas medicinais na cidade de São Carlos, SP

Na cidade de São Carlos, SP, identificamos a presença de uma rede de usuários de plantas medicinais com elevado grau de estabilidade. Embora dispersas na cidade, as pessoas envolvidas nessa prática trocam experiências sobre o uso e cultivo das plantas, seja por meio de contatos já firmados ou por meio de um programa diário de rádio, com duração de três horas. Junto a isso, os usuários criaram sete pontos de distribuição das plantas, os quais estão situados em diferentes regiões da cidade. O avanço desta prática organizada pela população despertou o interesse do curso de farmácia de uma universidade local, que se propôs a investigar, com base no aparato científico-tecnológico, as plantas utilizadas. Este trabalho pretende analisar a interação entre os diferentes saberes e os benefícios que resultam deste quadro tanto para os usuários como para a ciência. Fabrício Maciel (UFJF), Ricardo Visser (UFJF) Gt15 A questão nacional de Nabuco e a questão social do Brasil contemporâneo

Esta intervenção visa ressaltar como Joaquim Nabuco enfrentou o que ele considerava a questão nacional mais importante de seu tempo: a escravidão. Para ele, articular seus fundamentos morais e sociais era a tarefa mais importante a ser realizada, tendo em vista seus efeitos políticos objetivos no progresso 238

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Fabricio Neves (UFRGS), Renato Oliveira (UFRGS) Gt03 A construção dos grupos biotecnológicos e o Sistema Nacional de Inovação

O propósito deste artigo é discutir as conseqüências da busca político-econômica pelo estabelecimento de um Sistema Nacional de Inovação na organização científica. Por meio de bibliografia especializada no tema da inovação tecnológica, relatórios e programas governamentais, documentos de firmas e incubadoras de empresas, discute-se o ambiente de incentivo ao empreendedorismo e à inovação e, por meio de entrevistas com pesquisadores e empresários, análise de projetos e artigos da área de biotecnologia, busca-se descrever e discutir os impactos que tal ambiente exerce na construção dos grupos de pesquisas, desde as preferências temáticas até o conteúdo dos produtos gerados. Focalizase, principalmente, fenômenos como concentração temática em torno de áreas “quentes”, justificação utilitária da pesquisa e articulação do conteúdo científico com as possibilidades tecnológicas. Fabricio Pereira (IUPERJ) Gt14 Esquerdas latino-americanas: uma tipologia é possível?

Neste trabalho, são comparadas as trajetórias de algumas forças políticas de esquerda que chegaram ao poder na América Latina contemporânea. Num período de crises de paradigmas para as esquerdas e de hegemonia neoliberal, essas forças conseguiram surgir como alternativas de governo, que conquistaram democraticamente. Partindo da análise de fatores como relação com a democracia, organização e ideologia, tem-se o objetivo de discutir a viabilidade das tipologias que começam a ganhar espaço na literatura especializada, em especial daquelas que defendem a existência dicotômica de “duas esquerdas”, uma “democrática” e outra “populista”. Fabya Reis (UFCG) Gt18 O habitus militante e os processos de diferenciação e complexificação do MST-BA

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

material e moral da nação. Gostaríamos de aplicar seu insight, de que a escravidão ‘nivelava por baixo’ toda a vida nacional, à questão social mais importante do Brasil contemporâneo: a naturalização da ralé estrutural em sua condição de sub-cidadania. Tal empreitada visa explicitar alguns impedimentos objetivos ao potencial de aprendizado político e moral da nação como um todo, e da ralé em particular, de modo a contribuir para uma teoria alternativa a todas as versões formais da cidadania contemporânea.

Pautando-me em minha dissertação, “A mediação das lideranças membros da direção estadual do MST e a construção dos arranjos sociais e produtivos: A experiência baiana –1987-2007”, sublinhei para debater no SBS o eixo que aborda o “habitus militante” e os processos de diferenciação e complexificação da estrutura organizacional do MST-BA; processos esses implicados com alterações nas dinâmicas internas e na ampliação das redes do MST, sobretudo por sua atuação junto a Universidades, Partidos Políticos e Secretarias de Estado. Tal configuração, marcada por tensões, nos possibilita uma leitura das relações específicas entre o MST e outros atores do campo da luta pela terra, a exemplo do Estado. No que diz respeito aos referenciais teórico-metodológicos, utilizo-me da história oral, além de usos heurísticos das categorias de campo e habitus (Bourdieu), configuração e interdependência (Elias) Fagner Carniel (UFPR), Lennita Ruggi (UC) Gt26 Retratos da surdez: por um perfil da juventude usuária de língua de sinais em Curitiba

Esta comunicação é o resultado de uma investigação realizada em 2008 com estudantes da Escola Estadual para Surdos Alcindo Fanaya Júnior, em Curitiba. A pesquisa abrange o universo de alunos do Ensino Médio que responderam a um questionário elaborado com base no inquérito “Perfil da Juventude Brasileira”. O questionário foi adaptado com recursos paravisuais, tendo seus enunciados alterados para facilitar a aplicação em língua de sinais. Nossa proposta consiste em analisar as possíveis convergências entre os dados locais com a realidade numérica apresentada pela pesquisa nacional. Sem pretender estigmatizar estes alunos surdos numa metodologia que os contraste com a juventude “normal”, interessa averiguar as especificidades que marcam a experiência de ser jovem e ser surdo, reconhecendo, ao mesmo tempo, a abrangência de sua exclusão. Fatima de Oliveira (CPII) Gt07 Os jovens e o ensino de sociologia: a experiência do Colégio Pedro II-RJ

Este estudo tem como objetivo investigar os aspectos que o ensino da Sociologia apresenta nas estratégias de vida do jovem-aluno de Ensino Fundamental e Médio do Colégio Pedro II-RJ. Busca-se compreender como os jovens interagem e interpretam os conceitos da Sociologia nas suas sociabilidades. A existência de um nexo entre o estudo das concepções de compreensão da realidade social e as atribuições de autonomia nas experiências juvenis será investigada por meio de grupos focais e de realização de entrevistas com os alunos. O foco é analisar as expectativas conflitantes entre a transitoriedade e a indefinição do “ser jovem” e o discurso pedagógico do protagonismo juvenil. XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Fatima de Souza (UERJ) Gt05 Memória, identidade e poder: o processo de emancipação de Mesquita, RJ

O presente trabalho aborda a maneira como a teoria da memória em sua dimensão coletiva (a memória social) pode ser o eixo norteador de um trabalho de pesquisa que tenha como objetivo investigar questões ligadas à construção de identidades e poder local, bem como processos de participação de agentes sociais. O objeto de estudo constitui-se da emancipação de Mesquita, município situado na região da Baixada Fluminense, Estado do Rio de Janeiro. A pesquisa buscou discutir o acontecimento emancipação à luz daqueles que vivenciaram e se envolveram em suas discussões e ações: os habitantes da localidade. Deste modo, foi objetivo analisar de que forma esse fato se (re)construiu na memória do grupo, assim como quais estratégias foram acionadas nesse trabalho da memória, tendo como instrumento metodológico a história oral. Fátima Perurena (UFSM), Gabriela Felten da Maia (UFSM) Gt10 Velhice, masculinidade e formas de sociabilidade entre homens em Santa Maria, RS

A proposta desse trabalho é articular os conceitos de gênero e velhice, com o propósito de compreender as diferentes formas de sociabilidade presentes neste período. As praças, os bailes, os programas para a terceira idade e as associações de aposentados constituem territórios de pertencimento e identificação, em que homens e mulheres possuem uma dinâmica participativa distinta, devido às relações de gênero e a forma como representam o que é velhice por meio de sua trajetória de vida. Estes diferentes espaços de sociabilidades permitem que se reinvente o cotidiano, possibilitando aos sujeitos re-atualizarem as práticas sociais e reordenarem o seu tempo livre. Nesse sentido, objetiva-se refletir sobre esses territórios de pertencimento por meio de uma discussão de gênero, filtrada pelas falas de homens velhos, e da observação de espaços de sociabilidade no centro da cidade de Santa Maria, RS. Fátima Portilho (UFRRJ), Marcelo Castañeda (UFRRJ) Gt04 Consumo e política: neo-modernismo e reflexividade social

Este trabalho pretende contribuir para a compreensão teórica do uso do consumo como forma de ação política. Para tanto, algumas teorias sociais contemporâneas serão utilizadas. Em primeiro lugar, a abordagem neo-moderna, apresentada por Jeffrey Alexander, que sugere a emergência, a partir da década de 1990, de ações políticas do tipo romântico-individualistas, caracterizadas por uma politização da esfera privada, em contraponto a certa deflação dos movimentos sociais radicais-coletivistas que eclodiram na esfera pública nas décadas de 1960 e 1970. Em segundo lugar, a abordagem do ciclo de comportamento privado-público de Albert Hirschman. Conceitos como destradicionalização, globalização e reflexividade social, discutidos nas obras de autores como Anthony Giddens, Alain Touraine e Ülrich Beck, também serão utilizados para a compreensão do processo de politização do consumo. Fátima Portilho (UFRRJ) Consulte Biancca S. de Castro (UNICAMP)

Consulte Lavinia Pessanha (ENCE)

Consulte Andre Costa Alves (UFRRJ)

Fausto Miziara (UFG) Gt23 Expansão da lavoura de cana em Goiás e impactos ambientais

O objetivo deste trabalho é contribuir para a compreensão do recente processo de avanço do setor sucroalcooleiro no Cerrado. Para tanto, este fenômeno será analisado dentro de uma perspectiva mais ampla, que o relacione com a expansão da Fronteira Agrícola. Será apresentado um modelo teórico que explica esse processo, articulando as características “naturais” do espaço – topografia, localização, fertilidade, recursos hídricos – aos processos econômicos de tomada de decisão dos atores individuais. Com isso tentaremos explicar os fatores determinantes na escolha de novas áreas de expansão a Fronteira Agrícola e seus impactos ambientais. Os dados disponíveis indicam forte competição entre as culturas de cana e de soja pelas melhores áreas disponíveis. Com isso, esperase o deslocamento de parte das lavouras de soja, com significativos impactos ambientais. Felicitas Silvetti (UNC) CONSULTE Daniel Cáceres (UNC) Felipe Addor (UFRJ) Gt14 A promoção da cidadania pela utilização da Pesquisa-Ação

Neste trabalho, pretendemos ressaltar a importância da utilização de metodologias participativas para projetos de desenvolvimento local que tenham como objetivo metodológico a promoção da 240

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Felipe Addor (UFRJ) Consulte Flávio Chedid Henriques (UFRJ) Felipe Queiroz (FIOCRUZ) Consulte Márcia O Teixeira (FIOCRUZ) Felipe Scovino (UFRJ) Gt24 Driblando o sistema: discursos das artes visuais brasileiras durante a ditadura (1964-85)

A proposta coloca em perspectiva os mecanismos de produção das artes visuais brasileiras frente à situação política de repressão vivida no país durante o período da ditadura militar (1964-85). A comunicação intenta registrar a relevância e as formas de enfrentamento, resistência e produção de uma parcela dos artistas visuais brasileiros que continuaram produzindo ou tiveram suas ações influenciadas pelo momento político nacional de extrema repressão e violência aos direitos civis. Pretende-se analisar, sobretudo, o questionamento dessas obras aos fundamentos de um sistema sociopolítico baseado na repressão à liberdade de expressão, e a forma como estes artistas se esquivaram dos órgãos de vigilância e controle do país naquele período e expuseram a sua produção sem, na maioria das vezes, serem importunados ou terem seus trabalhos censurados. Conceitos como resistência, ironia, humor e política interagem e se diversificam num dos períodos mais dinâmicos e criativos da arte brasileira. Ao mesmo tempo em que as artes visuais herdavam o legado neoconcreto e as formas cada vez mais próximas entre a vida cotidiana e a arte, artistas como Cildo Meireles, Antonio Manuel e Antonio Dias direcionavam parte de sua produção para um questionamento sobre o status quo político. Ao contrário de cineastas, escritores, poetas, jornalistas, profissionais do teatro e atores que se tornaram exilados, grande parte dos artistas visuais permaneceram no país e muitos deles poderiam ter a sua produção vinculada a uma expressão contra a cessão de direitos civis, que acontecia progressivamente no Brasil. A proposta de comunicação analisa questões essenciais das artes visuais, principalmente num contexto em que novas formas de identificação social e política surgem.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

democracia participativa. Iniciamos apresentando o contexto histórico das últimas décadas, quando se construiu um espaço de maior participação cidadã no Estado brasileiro. Em seguida, procuramos mostrar como o modelo de desenvolvimento local surgiu como uma alternativa às estratégias centralizadoras, ressaltando suas características e as diversas abordagens. Por último, defendemos a importância da utilização de métodos participativos, com ênfase na Pesquisa-Ação, para a consolidação de ações de desenvolvimento local com cidadania.

Felipe Trotta (UFPE), Ibrantina Guedes (UFPE) Gt05 Mídia, memória e música popular: cultura e identidade no forró “pé de serra” atual

A música popular é um artefato cultural que encerra uma forma particular de organização social do tempo, compartilhada por indivíduos e grupos sociais, e que estrutura sentimentos, valores, modelos de pensamento, códigos sociais, modos de relacionamento, pertencimentos e identidades. Neste trabalho, discutiremos o caso específico do forró pé de serra atual, em Pernambuco, a partir de um show em homenagem ao mito Luiz Gonzaga, apontado como responsável pela própria “invenção” midiática e popularização do forró. Seu repertório funciona como um repositório de padrões, códigos e pensamentos que, reapresentados no referido show, retifica os referenciais do gênero e aciona uma memória forrozeira que auxilia no compartilhamento de símbolos específicos, estabelecendo inclusive os limites de sua classificação e suas estratégias de construção valorativa e identitária. Felisa Anaya (UNIMontes) CONSULTE Romulo Barbosa (UNIMontes) Félix Sánchez (PUC-SP) Gt16 Segregación espacial y territorio en los grandes centros urbanos

Discutir el tema de la segregación espacial y el territorio en los grandes centros urbanos plantea un conjunto de desafíos de análisis y de posibilidades de actuación directa. Es una realidad cada vez más acuciante la transformación del espacio de las ciudades en la localización privilegiada de los grandes contingentes de población que habitan nuestros países. Vivimos un mundo que se ha urbanizado completamente. Y ese proceso ha ocurrido transformando las aglomeraciones urbanas. Ha puesto al desnudo brechas sociales de diverso orden: generacionales, étnicas, socioeconómicas, políticas y tantas otras más. Ha sido un objetivo siempre desafiador, y más o menos lejano, llevar en las ciudades una vida armoniosa y respetuosa. Los retos de la gestión territorial se han vuelto complejos y la aplicación de fórmulas milagrosas y fáciles ha fracasado ante la envergadura de los problemas.

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Fernanda Bestetti de Vasconcellos (PUC-RS) Gt31 A Lei Maria da Penha, o empoderamento feminino e as relações de gênero

A pesquisa busca compreender em que medida o processo de empoderamento, proporcionado às mulheres pela Lei n° 11340/06 (Maria da Penha), influencia, altera e desloca as relações de poder entre homens e mulheres no âmbito doméstico e familiar. O estudo foi realizado por meio da observação de audiências que ocorreram no Juizado Especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, de entrevistas com operadores do direito (que atuam em tais audiências, nas quais são explicadas às vítimas as possibilidades de representação ou não contra o agressor, bem como quais suas conseqüências) e com base em questionários aplicados às mulheres que procuram auxílio através Juizado Especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher na cidade de Porto Alegre. Fernanda Bittencourt Ribeiro (PUC-RS) Gt31 Violência contra criança na família: um tabu que mata?

Recentes casos noticiados de morte de crianças provocada por adultos (familiares ou próximos) e o debate acerca da atuação de uma conselheira tutelar num caso de duplo homicídio são o ponto de partida deste trabalho. Nele, busca-se enfocar o tema da violência contra criança na família mediante uma análise teoricamente inspirada na antropologia e na história social e por meio da interrogação acerca dos modos de intervenção social sobre o problema. A abordagem proposta no âmbito de uma instituição francesa de proteção da infância será tomada como referência, o que permite colocar em perspectiva as alternativas de intervenção existentes no Brasil. Entrevistas realizadas com conselheiros tutelares e agentes de proteção da infância no município de Porto Alegre visam identificar os dilemas e práticas de enfrentamento do problema acionadas por atores socialmente encarregados de proteger as crianças. Fernanda de Almeida (UNICAMP) Gt16 Entre o local e o global: a rede do Fórum Social Mundial

Observando o Fórum Social Mundial (FSM) como um sujeito político que se utiliza da lógica das redes sociais para se organizar, a presente pesquisa analisa sua rede, lançando mão das ferramentas de Análise de Redes Sociais, de modo a melhor perceber os entraves à relação entre o local e o global intrínseco ao FSM e procurando respostas para os motivos pelos quais grandes redes globais se fragmentem em redes locais. A hipótese que norteia essa pesquisa sugere a existência de uma combinação entre as agendas temáticas e as movimentações do FSM, via fóruns regionais e temáticos, como elementos que conduzem à fragmentação nas redes globais, lhes permitindo assumir um caráter local, mas, ainda assim, se relacionando globalmente com as demais. Fernanda Delvalhas Piccolo (UFRJ) Consulte Maria das Dores Campos Machado (UFRJ)

Fernanda H. C. Alcântara (UFV) Gt30 Políticas públicas, Economia Solidária e Cooperativismo

Este trabalho propõe a análise de políticas públicas (PPs) no formato cooperativo como uma alternativa ao desemprego e à ausência de capital, capaz de gerar empreendimentos individuais. Tais políticas atuam na institucionalização das práticas cooperativas e estimulam a criação desses empreendimentos, fornecendo-lhes suporte variado. Para tanto, recorro à análise do movimento de municipalização no Brasil, observando o impacto sobre a produção de PPs. Como arcabouço teórico, são utilizadas as teoria do Institucionalismo, da Sociologia Econômica, da Economia Solidária e do Cooperativismo. Busca-se demonstrar que, para promoverem a institucionalização das práticas cooperativas, as PPs deste setor deveriam atentar não apenas para os elementos que a elas são inerentes, mas também para as características e problemas particulares a esse tipo de empreendimento e, conseqüentemente, de sua prática. Fernanda Martineli (UFRJ) Gt04 O original e o fake se encontram na esquina: uma etnografia do consumo nas ruas de Ipanema

O objetivo deste trabalho é investigar as práticas de consumo de bens de luxo e sua versão falsificada, para traçar uma perspectiva comparativa. A cidade é o ambiente da pesquisa, dentro do contexto analítico das pesquisas urbanas da Escola de Chicago e sua tradição simmeliana. Mais especificamente, um quarteirão no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro. A região concentra algumas das lojas mais sofisticadas da cidade, mas também um significativo contingente de camelôs que vendem artigos de luxo pirateados cuja versão original pode ser encontrada nessas lojas. A pesquisa ainda está em curso e, para este trabalho, foram selecionadas situações de campo vivenciadas entre junho e julho de 2008. São relatos de consumidores, camelôs e da subgerente de uma loja que pertence a um conglomerado internacional de luxo. Considera-se, aqui, a sociabilidade, as hierarquias sociais e políticas, as disputas e os conflitos

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Fernanda Pereira de Paula (MDS) CONSULTE Fernando Gaiger Silveira (MDS) Fernanda Rios Petrarca (UFRGS) Gt13 Atuação profissional, engajamento militante e defesa de causas raciais no Rio Grande do Sul

Este artigo analisa a relação entre a defesa de causas coletivas voltadas à questão racial e a atuação profissional, baseada em uma expertise e em um conhecimento profissional no Rio Grande do Sul. Diante disso, busca-se, por um lado, examinar o peso da formação acadêmica e de outros recursos sociais para ocupação de postos em movimentos e grupos voltados à defesa da questão racial. Por outro lado, pretende-se apreender os princípios de identificação e os sentidos atribuídos tanto à atuação profissional quanto a inserção em atividades militantes. Os procedimentos metodológicos adotados consistiram em entrevistas biográficas com “profissionais militantes” e análise de documentos e eventos produzidos pelas entidades. Este estudo permitiu demonstrar que os princípios de identificação étnico-raciais e o engajamento militante são fundamentais para conformar determinadas concepções profissionais. Fernanda Rodrigues (UFC) Gt04 Palmas, o dinheiro que inclui

Compreender a dinâmica de um bairro a partir do uso de uma “moeda social” como artifício para circulação de bens e consumo é o objetivo deste trabalho. Esta experiência ocorre no Conjunto Palmeiras, localizado na periferia da cidade de Fortaleza, CE. Onde existem aproximadamente cinco mil famílias envolvidas nessa rede social. Desse modo, poderíamos pensar a moeda social como um instrumento de confiança, usado por indivíduos ou grupos sociais, e cuja função é mediar a comercialização de bens e serviços no mercado local. A intenção deste artigo é analisar como se constitui esta teia de relações que vem sendo chamada de solidariedade econômica. Fernando A. F. de Barros (CNPq), Roberto M. B. Carvalho (CNPq) Gt03

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Fernanda Martineli (UFRJ) Consulte Lucia Santa Cruz (UFRJ)

O Brasil e a cooperação internacional no novo contexto da produção do conhecimento

A base referencial mais recente para a política brasileira de C&T face à cooperação internacional está delineada no PAC-C&T 2007-2010. As novas diretrizes apontam para uma realidade na qual ações cooperativas com os países da América Latina, África e alguns emergentes como a China e Índia tornaramse prioritárias. Elas implicam desafio para o MCT e suas agências, no sentido de criar ou adequar os programas em execução à nova realidade. O trabalho proposto tem como objetivo principal relacionar e analisar os programas de cooperação internacional que estão sendo implementados pelo MCT/CNPq, bem como verificar, de forma crítica, em que medida essas ações estão inseridas na concepção contida no PAC-C&T, que pretende dar novos horizontes à prática de cooperação internacional no Brasil. Fernando Bastos (UFRN) Gt01 Rede de controle social para o PAA/Leite: institucionalidades para inserção da agricultura familiar

Este trabalho tem como finalidade pesquisar os mecanismos institucionais utilizados pelos agricultores familiares e mediadores no sentido de criar meios de resistência e possibilidades de inserção no PAA/ Leite, no Estado do Rio Grande do Norte, evidenciando os aspectos mais relevantes do arranjo e do ambiente institucional. A hipótese central é que a mobilização dos agricultores familiares para reivindicar direitos depende da capacidade de articulação de suas representações com os principais mediadores envolvidos. Essa pesquisa será efetivada na área abrangida pelo Programa no RN, utilizando entrevistas com roteiro junto aos principais mediadores (ONGs, EMATER, dirigentes de beneficiadoras de leite, gestores de associações e poder público), além da aplicação de questionários semi-estruturados aos agricultores beneficiários do Programa. Fernando Burgos P. Santos (FGV-SP) Gt25 Carnavais brasileiros: a atuação dos governos locais na configuração atual das festas

O artigo discute a forma como o a Administração Pública e o Carnaval estiveram, sempre, muito próximos, em relações que, por vezes, eram consensuais e, em outros momentos, bastante conflituosas. Mais especificamente, são analisados os carnavais – e suas principais transformações nas duas últimas décadas – de quatro cidades: Recife, PE, Rio de Janeiro, RJ, Salvador, BA e Santos, SP. Além de esses carnavais possuírem características próprias no formato das festas, a relação com os governos

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

e a vinculação institucional a órgãos públicos diferentes – Secretaria de Cultura ou Turismo – provoca diferentes perspectivas de análise do papel da festa para a localidade. O artigo propõe, também, uma discussão sobre a Economia do Carnaval, analisando os impactos na geração de trabalho e renda e o papel dos patrocinadores e seus resultados financeiros com a promoção da festa. Fernando Canto Michelotti (UFRGS) Gt19 Arranjos neocorporativos e sustentação política de um projeto reformista: o caso da Saúde da Família

Este artigo faz uma reconstrução analítica do processo de incorporação da Saúde da Família ao Ministério da Saúde. Argumenta-se que durante a formação dessa política arranjos neocorporativos foram determinantes para sustentá-la na agenda governamental, ao mobilizarem uma ampla coalizão de apoio, reunida em torno de um projeto reformista. A tendência de corporativização, verificada pelos conflitos no interior da categoria médica e de enfermagem, rompe com a idéia de neutralização dos conflitos por causa de interesses em comum que caracterizam a noção de corporativismo e dão vazão a aspectos pouco considerados, como as crenças e os recursos de poder dos atores, ainda que os vínculos com o Estado sejam centrais para entendê-la. Este artigo tem o objetivo de aportar indícios que ajudem a explicar o porquê de a Saúde da Família ter se consolidado junto ao SUS como o eixo estruturador da Atenção Básica Fernando F. Balieiro (UFSCar) Gt20 “Imoralidade” e crítica ao status quo imperial em O Ateneu, de Raul Pompéia

Em 1888, é publicado no jornal carioca Gazeta de Notícias o romance O Ateneu. Nestas páginas, Sérgio/ narrador nos conta sua vivência em um educandário interno. Aristarco, moderno pedagogo desse estabelecimento, ocupa-se com o disciplinamento das condutas dos alunos, centrando sua atenção na combatida “imoralidade”, representada nas relações homoeróticas no colégio. Como tal romance pôde ser publicado e ter tido uma acolhida tão positiva entre os críticos da época, como Araripe Jr. e Sílvio Romero? Argumentamos que o romance tinha na sexualidade desviante uma categoria que representava a degeneração das instituições imperiais, o que garantia a aceitação de sua tematização. Por outro lado, as ambigüidades desta obra literária enfocaram não apenas o olhar hegemônico em relação a sexualidades homoeróticas, mas também permitiram um acesso a como estas relações se davam no contexto estudado. Fernando Filgueiras (UFMG) Gt08 Estado, multiculturalismo e reconhecimento: limites e aporias

O trabalho investiga o papel de uma “hipótese sociológica” na construção de uma teoria política normativa e os possíveis desdobramentos dessa hipótese sociológica na reconstrução do papel do Estado, de acordo com a vertente comunitarista e da teoria do reconhecimento. O trabalho investigará o lugar do Estado como desdobramento possível de uma sociologia política e o debate em torno das questões das identidades, da cultura política e do reconhecimento na construção dos direitos e da democracia. Além disso, serão tratados os eventuais limites da vertente comunitarista e da teoria do reconhecimento no que diz respeito ao tema da democracia, assim como as inflexões possíveis no quadro normativo dessa hipótese sociológica para a teoria política contemporânea. Fernando Gaiger Silveira (MDS), Fernanda Pereira de Paula (MDS), Larissa Timo Almeida (MDS), Luiz Rubens Camara de Araujo (MDS), Jeniffer de Paula (MDS) Gt09 Cadastro Único: um olhar sobre as famílias pobres no Brasil

O Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) é o instrumento de identificação das famílias de baixa renda, o que permite que elas sejam beneficiadas por programas sociais. O cadastro conta, atualmente, com cerca de 17 milhões de famílias. . É, portanto, rico material na caracterização das populações em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Assim, este estudo pretende elaborar a tipologia das famílias cadastradas, analisando, para tanto, as condições habitacionais, a renda familiar e sua composição, a inserção no mercado de trabalho, a escolaridade da população adulta e a taxa de escolarização das crianças e jovens. Buscar-se-á, ademais, verificar as especificidades regionais, segundo o tamanho dos municípios e a situação do domicilio (rural e urbano), bem como avaliar, ainda que de modo preliminar, os efeitos do Bolsa Família na renda dos diferentes tipos de famílias. Fernando J. Taques (UFSC) Gt20 Empoderamento, reconhecimento e identidade: considerações sobre o Movimento LGBT

O Movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) tanto brasileiro como internacional, busca o reconhecimento de suas especificidades e de suas lutas. Contudo, de um modo peculiar, esbarra em questões identitárias que tornam tensa a relação Reconhecimento/Identidade. Se é voz corrente dos movimentos LGBTs a necessidade de reconhecimento, a conquista de direitos que os 244

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Fernando L. M. de Souza (USP) Gt02 Reconhecimento e racismo no Grande ABC

Este artigo trata do enquadramento do tema do reconhecimento e do racismo na região do Grande ABC paulista. Sua atenção se dirige, especificamente, à cobertura da imprensa sobre a investigação da política racial implementada pelo poder público e a sua incorporação na gestão corporativa das empresas. O desenvolvimento do trabalho percorre a análise da bibliografia brasileira sobre diversidade e ação afirmativa, juntamente com o levantamento da produção jornalística dos veículos DGABC e Diário Regional, estabelecendo um quadro das disputas sobre a interpretação do fenômeno do racismo. A partir dos jornais, analisa-se como o contraste entre as lógicas da gestão da diversidade, da ação afirmativa e do ativismo racista se tornou fato de relevância social e interpretação jornalística, demarcando o debate sobre a igualdade racial na região do grande ABC. Fernando Leite (UFPR) CONSULTE Adriano Codato (UFPR) Fernando Lima Neto (UFRJ) CONSULTE Ana T. N. Soares (UFRJ) Fernando Rabello Paes de Andrade CONSULTE Lucimar S. de Abreu (Embrapa) Filipe D. Dulci (UFOP) CONSULTE Rosa M. E. Coutrim (UFOP) Filipe Souza Corrêa (UFRJ) CONSULTE Marcelo Ribeiro (UFRJ)

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beneficiem, cujo leque vai desde a aprovação de leis anti-discriminação até aquelas que regulem as possibilidades de adoção, o discurso quanto às identidades não é uníssono. Neste contexto, o “empoderamento” passa a ser considerado como um dos objetivos dos movimentos organizados. Nosso trabalho pretende apresentar as tensões entre o reconhecimento e a identidade no Movimento LGBT, bem como as dificuldades e limitações quando o empoderamento ganha contornos centrais na luta dos movimentos.

Flavia Consoni (USP) Gt28 A intermediação de mão-de-obra avança: das funções não-especializadas à alta qualificação

Com base na literatura sobre novas configurações do mercado de trabalho, esse texto analisa o segmento das empresas de locação, agenciamento, seleção e terceirização de mão-de-obra (ELAS), cujo crescimento no Brasil tem sido expressivo. Na perspectiva dos seus efeitos, emerge a figura do intermediário que se coloca no acesso ao trabalho. Além da expansão numérica, as ELAS têm se diversificado e incrementado suas atividades. Entrevistas com essas empresas mostraram que a intermediação da mão-de-obra qualificada tem sido cada vez mais comum e abrangente, informação que contraria concepção corrente de que a intermediação afeta essencialmente parcela não-especializada dos trabalhadores. Este estudo visa contribuir para a reflexão sobre a modalidade da intermediação que envolve funções especializadas, dado que a prestação desse tipo de serviço se confunde com a fidelização desse conhecimento. Flavia Cristina Silveira Lemos (UFPA) Gt25 Interrogando a gestão de identidades culturais pela ONU

A produção da governamentalidade pela ONU objetivou a gestão das identidades culturais como tática de governo das populações. Em nome da paz, passou a incitar, com assessorias diversas, os países a implantarem programas dirigidos à construção de consensos e à redução de conflitos pela via da modulação da cultura. Para tanto, evocou o conceito de “equidade”, justificando a defesa de políticas de diversidade identitária, ancoradas em discursos de economistas, para estabelecer uma fusão de economia, desenvolvimento, cultura e progresso. Tratou-se de uma tentativa de instaurar uma justiça corretiva, traçando equivalências entre supostas substâncias desiguais, em uma negociação pretensamente produtora de “harmonia” social e estabilidade político-econômica. As ações afirmativas de identidades desiguais visariam à equiparação por meio da ampliação de capacidades dos corpos considerados vulneráveis. Flávia de Sousa Moura (UFRJ) CONSULTE Cecilia de Mello e Souza (UFRJ) Flávia F. Fernandes (UFF) Gt22 Redes de sociabilidade virtual e a fotografia na era digital

A sociedade da informação ganha espaço no mundo virtual e tem, na fotografia, uma aliada frente a sua capacidade de gerar informação em síntese, textura e com complexidade. A fotografia como

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

conhecimento ganhou espaço tanto na academia, por meio das ciências naturais e sociais, quanto nos meios de comunicação impressa, como forma de transmissão de conhecimento e como elemento atrativo, de construção imaginária e simbólica. As redes de sociabilidade virtuais, hoje tão difundidas na internet, como o Orkut, Multiply, Myspace, Hi5 e outros têm a fotografia como forma de identificação, interação e de representação de sociabilidade e, em menor expressão, de conteúdo artístico. O presente trabalho busca analisar a fotografia como forma de representação e de interação social nas comunidades virtuais. Os ambientes foram observados durante um ano e meio para a realização do presente trabalho. Flávia Naves (UFLA), Jorge Osvaldo Romano (UFRRJ) Gt18 Significados da luta: um olhar sobre a “conquista de terras” na Zona da Mata Mineira

A proposta deste artigo é refletir sobre uma experiência de acesso a terra, desenvolvida na Zona da Mata mineira, desde a década de 80, por agricultores familiares, pelo STR e por uma ONG que atuam na região. Denominada de “conquista de terras”, a experiência possibilita a agricultores e trabalhadores rurais adquirir um pedaço de terra a partir de empréstimos feitos entre os agricultores e de um fundo rotativo, criado na década de 90, com esta finalidade. A idéia de acesso não se restringe à propriedade, mas implica no desenvolvimento de formas alternativas de produção (agroecologia), no fortalecimento da organização, na valorização do saber dos agricultores e na inserção ativa no mercado e na política local. Assim, a experiência envolveu diretamente, até 2006, 110 famílias que tiveram acesso a 498 ha de terras, produzindo a (re)construção de alguns significados e relações de poder. Flavia Pereira Xavier (UFMG), Jorge Alexandre Neves (UFMG) Gt09 Educação vocacional no Brasil: escolhas e oportunidades

Historicamente, a educação vocacional no Brasil tem sido oferecida por escolas públicas que possuem alto nível de qualidade. Além disso, os estudantes que estão nas escolas profissionais são oriundos, em geral, de famílias de classe média. Nesse sentido, a primeira questão de pesquisa refere-se ao modo pelo qual as escolhas educacionais são influenciadas pela herança familiar e por outras variáveis. A segunda questão buscou investigar como a educação vocacional afeta os retornos salariais. Os dados para este trabalho são provenientes da Pesquisa de Padrões de Vida (1996/1997). Os resultados indicaram que a educação vocacional no Brasil não aumenta as chances de os indivíduos alcançarem altos níveis de escolaridade e que os retornos salariais não foram significativos para aqueles que somente concluíram o nível médio vocacional. Flávio Anício Andrade (UFRRJ) Gt28 Empresas “responsáveis” pela comunidade: o ativismo social empresarial como estratégia de gestão

O objetivo deste trabalho é realizar uma análise das iniciativas adotadas por três conglomerados empresariais nacionais que instituíram uma política de intervenção na realidade social das regiões sob sua esfera de influência. Tais iniciativas representam um esforço de disseminação dos valores, atitudes e comportamentos conformadores da vivência relacional interna à organização empresarial entre o conjunto dos sujeitos individuais e coletivos (funcionários e suas famílias, escolas, instituições de lazer, etc.) que, direta ou indiretamente, constituem-se dependentes dessa mesma organização. Trata-se de discutir os efeitos político-ideológicos mais amplos de tal estratégia e, particularmente, sua relação com as práticas de gestão da força de trabalho, características daqueles conglomerados empresariais. Flavio Carvalhaes (IUPERJ), Pedro Souza (IUPERJ) Gt09 Macro ou micro classes? Queda da desigualdade de renda e seu impacto na estrutura de classes

Propostas de teóricos da estratificação social defendem que a abordagem de classes sociais, que agrega ocupações sob grandes rubricas, além de ser ultrapassada, seria um artefato acadêmico, não um conceito heuristicamente relevante. Faremos uma rápida revisão das correntes teóricas convencionais e, depois, apresentaremos a proposta neo-durkheimiana de Grusky. Nosso objetivo é uma avaliação empírica dessas propostas. Trabalhando com dados das PNADs de 81-06, avaliamos a desigualdade de renda no Brasil. Mais do que questionar quais seriam as causas dessa queda, desejamos compreender qual é seu possível impacto na estrutura ocupacional brasileira. Dividimos a desigualdade nos componentes entreclasse, intra-classe, entre-ocupações e intra-ocupações, de forma que é possível avaliar quais as classes e ocupações mais afetadas pela queda da desigualdade ao longo de vinte e cinco anos. Flavio Carvalhaes (IUPERJ) Consulte Pedro Souza (IUPERJ)

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Vulnerabilidade social e economia dos setores populares

O presente trabalho pretende realizar uma discussão teórica da relação entre os processos de vulnerabilidade social e de economia dos setores populares. Procura, ainda, mostrar que as proposições de construção das economias dos setores populares, tendo como aspecto básico de análise a unidade doméstica, podem ser apreendidas a partir da proposta teórica de análise social que compreende as estruturas de oportunidades e sua relação com os ativos e passivos que permitem a mobilidade social e, portanto, a superação da vulnerabilidade social. Neste sentido, a identificação das condições de vulnerabilidade, que considera os atributos dos indivíduos, as características domiciliares e o contexto social do território, além dos recursos e estrutura de oportunidades, pode ser uma referência para a formulação de proposições, tendo em vista o desenvolvimento da economia popular. Flavio Cireno (FUNDAJ) CONSULTE Isolda Belo (FUNDAJ)

CONSULTE Henrique Guimarães Coutinho (FUNDAJ)

Flavio da Silveira Bruno (SENAI), Ana Filipecki (FIOCRUZ), Enio Soares Júnior (CETIQT) Gt04 Externalidades da produção e do consumo de produtos verdes na cadeia da moda brasileira.

Evidências empíricas de utilização do consumo como instrumento de ação política são as estratégias de apelo socioambiental desenvolvidas por produtores de marca nacional que atuam na fronteira da inovação de moda. Assumindo perfil global, empresas líderes introduzem inovações de caráter quase-artesanal e incorporam o consumidor em suas cadeias de valor, tornando-o fornecedor de produtos reprocessados. O uso de materiais semi-industrializados é declarado como de caráter sustentável. Entretanto, suas externalidades de produção e consumo precisam ser identificadas para avaliar os impactos socioambientais reais provocados pela inserção desses produtos nas cadeias de produção. Partindo de uma abordagem sócio-antropológica, estudos de caso acompanham as trajetórias das estratégias de produção e marketing verde, desenvolvidas por duas empresas de design de moda da cidade do Rio de Janeiro.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

Flávio Chedid Henriques (UFRJ), Marcelo Ribeiro (UFRJ), Felipe Addor (UFRJ) Gt30

Flávio Sacco dos Anjos (UFPel), Cláudio Becker (UFPel), Nádia V. Caldas (UFPel) Gt01 Impactos sociais de uma política de segurança alimentar: a experiência do PAA no extremo sul gaúcho

O tema da segurança alimentar converteu-se em matéria de renovado interesse (político e acadêmico) no Brasil. Uma das mais importantes iniciativas levadas a cabo consiste no Programa de Aquisição de Alimentos, operacionalizado pela Companhia Nacional de Abastecimento, que surgiu em 2003 como ação do Fome Zero e teve como fonte financiadora o Ministério do Desenvolvimento Social. Diferentemente das demais políticas compensatórias, o PAA visa estabelecer uma nova relação entre, de um lado, os beneficiários de programas sociais, principalmente pessoas em risco de insegurança alimentar, e de outro, agricultores familiares, dedicados ao fornecimento de gêneros alimentícios produzidos em seus próprios estabelecimentos. Este trabalho aborda a experiência do PAA na Microrregião de Pelotas, RS, onde cerca de 2.600 famílias e 1.000 agricultores familiares foram beneficiadas como fornecedores credenciados. Flávio Sacco dos Anjos (UFPel) CONSULTE Nádia V. Caldas (UFPel) Flavio Saliba Cunha (UFMG) Gt29 O diálogo dos clássicos: divisão do trabalho e crise da sociologia

Trata-se de resumo, ainda em elaboração, de um livro que publiquei sob este titulo e que trata da centralidade do tema da divisão do trabalho na literatura sociológica clássica. Procura-se demonstrar como os clássicos se colocam em acordo quando analisam temas específicos e como a divisão do trabalho constitui, para eles, um elemento estrutural central na constituição da modernidade. Francilene Rodrigues (UFRR) Gt15 A construção da nação e da identidade nacional no pensamento social brasileiro e venezuelano

O objetivo deste trabalho é comparar as narrativas venezuelanas e brasileiras sobre a nação e a nacionalidade produzidas na modernidade. Os textos revelaram que o heroísmo e o expansionismo são termos repetidos e acentuados nas narrativas do devir tanto da nação venezuelana quanto da nação brasileira. As peculiaridades

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do pensamento social que constrói o Brasil e a Venezuela são os campos discursivos do expansionismo e do heroísmo e têm como argumentos centrais, respectivamente, a ocupação do território e a libertação dos povos. As narrativas identitárias brasileiras assinalam a mestiçagem e a democracia racial como elemento constituinte da identidade nacional, ao passo que as narrativas identitárias venezuelana são fortemente marcadas pela noção de preconceitos de castas e pelo conflito permanente da existência no entre-lugar identitário. Francine Damasceno Pinheiro (UFRRJ) Consulte Ana Claudia D. Tavares (UFRRJ)

Francine Sobral (BIOTEC) Consulte Vera Mariza Henriques de Miranda Costa (UNESP)

Francisco Albernaz (UFES) Gt29 Desejos, crenças e oportunidades em perspectiva temporal e seus impactos sobre a noção de mecanismo

O programa da Sociologia Analítica sistematizado por Peter Hedström (2005) funda-se nos seguintes pontos: mecanismos sociais, lógicas da ação e da interação, processos de mudança, e modelos de causalidades. Dentro desse programa de pesquisa, um dos seus aspectos é aqui discutido: a teoria da ação baseada no tríptico Desejos (D), Crenças (C) e Oportunidades (O), desenvolvida por Elster (1999). Essa teoria será revisitada a partir da dimensão temporal elaborada por Abbott (2001) e Paul Pierson (2004) na perspectiva da construção de uma tipologia da noção de mecanismo. Francisco C. E. Rabêlo (UFG), Dalva Borges de Souza (UFG) Gt31 Modernidade e punição: o apelo por mais punição no contexto da luta por direitos

A violência, atualmente, apresenta duas faces bem distintas, mas igualmente devastadora em seus efeitos: o terrorismo internacional e a violência costumeira que se espalha pelas grandes cidades, tanto do mundo desenvolvido quanto do terceiro mundo. Ambas colocam em pauta a questão da alteridade ou a caracterização do outro enquanto violento e, nesse sentido, objeto da violência com impunidade, ou seja, que não pode operar recursos violentos contra seus algozes, segundo Bauman. Esta comunicação objetiva, no plano teórico, discutir a natureza dessa violência e, no plano empírico, caracterizá-la a partir de dados levantados na pesquisa “Violência urbana no Estado de Goiás”. Procurar-se-á analisar a freqüência, relativamente alta, de apelo por mais punição, encetados pela população entrevistada no contexto da luta por universalização dos direitos. Francisco Carlos Cardoso da Silva (UESB) Gt17 Novos paradigmas da luta de combate ao racismo no Brasil

Este trabalho objetiva discutir as singularidades do combate ao racismo contra o negro no Brasil, a partir da análise de minha experiência como militante e crítico das abordagens sobre as diferenças. Trata-se de assaltar a resistência contra o racismo, destacando as armadilhas que essa luta demanda, os limites das ações da militância e o processo de produção de subjetividade dissidente, fabricado pelos sujeitos envolvidos que contribuem, a seu modo, para a construção e desconstrução de identidades étnico-raciais, produzindo um discurso fundador transindividual, que tem na cultura a sua matéria-prima. Francisco Coelho dos Santos (UFMG), Cristina Petersen Cypriano (UFMG) Gt22 Blogs e wikis: duas formas de colaboração em redes sociais

Wikis e blogs fazem parte do mesmo universo, formado por uma rede colaborativa chamada de Web 2.0. Ambos permitem a confluência de interesses diversos em torno de conteúdos comuns, mas o fazem de maneiras bastante diferentes e com objetivos distintos. Wikis são agregadores de agentes em torno de temas/problemas e blogs são formas de desagregadores. Enquanto os blogs são marcados pela autoria e a pauta é definida pelo autor, os wikis são marcados pelo anonimato da autoria. Esse anonimato é o efeito prático de uma produção colaborativa em que a autoria vai, gradualmente, desaparecendo como propriedade de um nome em benefício do coletivo. Ou seja, no wiki, os participantes da colaboração se portam como um coletivo, ao passo que, no blog, o grupo encontra um lugar de diálogo que envolve individualidades. As diferenças entre essas duas formas de colaboração condicionam resultados também bastante variados. Francisco dos Santos Kieling (UFRGS) Gt09 Percepção das desigualdades socioeconômicas: estudo sobre jovens universitários em Porto Alegre, RS

A Sociologia construiu um consenso ao reconhecer a intensidade da desigualdade socioeconômica no país e de seus impactos na constituição social. No entanto, este trabalho indica controvérsias no que diz 248

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Francisco Horacio da Silva Frota (UECE) CONSULTE Maria Andréa Luz da Silva (UECE)

Francisco Mesquita de Oliveira (UFPE) Gt16 Ação coletiva e questão urbana: o que há de novo?

O presente trabalho discute os sentidos atuais da ação coletiva de movimentos populares urbanos com atuação na política nacional de habitação do Governo Federal, em duas metrópoles nordestinas: Recife, PE e Fortaleza. CE. A temática é problematizada a partir da teoria dos novos movimentos sociais e do conceito da “questão urbana”, de Manuel Castells. Por um lado, assinalam-se estratégias mitigadoras da carente realidade habitacional urbana. Por outro, apontam-se insuficiências no conceito “questão urbana” para a análise da atual realidade brasileira, em face do surgimento de uma nova dinâmica nas metrópoles estudadas e do relançamento da luta nacional pela Reforma Urbana. O estudo indica a contínua segregação de parcela da população urbana e a ausência da efetivação de mecanismos normativos para a gestão de cidades mais justas e democráticas, assegurados no Estatuto da Cidade. Francisco Vargas (UFPel) Gt30 Dilemas da privação de trabalho no Brasil: o desemprego nas políticas públicas

A partir de uma análise da política de seguro-desemprego, esta comunicação tem como objetivo identificar os dilemas da privação de trabalho no Brasil e suas repercussões na constituição das políticas públicas de combate ao desemprego. Para tanto, pretende-se problematizar as representações oficiais sobre o desemprego e seus dilemas em volta dos contornos e da medida desse fenômeno. Ao mesmo tempo, pretende-se discutir em que medida a opacidade e ambiguidade das representações dessa privação de trabalho podem afetar a concepção e a proposição de políticas adequadas de combate à diversidade de formas de privação de trabalho no Brasil. Enfim, estima-se que essa opacidade e ambiguidade na representação da privação de trabalho estejam na raiz da fragilidade dessas políticas.

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

respeito ao reconhecimento do fenômeno como problema estruturante das relações sociais no país e ao posicionamento frente às propostas heterodoxas de combate às desigualdades. A pesquisa entre jovens universitários revelou que fatores socializadores como origem social, tipo de escola freqüentada e renda familiar impactaram a percepção sobre a desigualdade de forma diferenciada. Indica-se uma polarização entre (a) um posicionamento conservador referente ao enfrentamento da desigualdade entre os egressos de escolas privadas, filhos de “executivos” e oriundos de famílias ricas e (b) um posicionamento progressista entre os egressos de escolas públicas, filhos de funcionários e membros de um grupo médio.

Francisco Xavier F. Rodrigues (UFMT) Gt27 Direitos do atleta profissional: uma análise sobre o direito de imagem do jogador de futebol

O trabalho analisa o direito de imagem do jogador profissional de futebol e, baseado do caso envolvendo o atacante Luizão e o Esporte Clube Corinthians Paulista, em 2002, investiga a natureza do contrato de licença para uso da imagem do atleta e suas implicações legais, trabalhistas e financeiras. O direito de imagem consiste em um contrato de licença para uso da imagem do atleta, que autoriza a exploração da sua imagem por meio de um ajuste de valores com o clube empregador. Na prática, o direito de imagem tem sido usado para burlar os valores das contribuições sociais e obrigações tributárias por partes de clubes e atletas, que celebram contratos de trabalho com valores inferiores aos do contrato de licença para uso da imagem. Se o contrato de trabalho é firmado entre atleta e clube, o contrato de imagem é assinado entre o clube e uma empresa. Francisco Xavier F. Rodrigues (UFMT) CONSULTE Sidney M. Caetano (UFV) Frederico de Almeida (USP) Consulte Jacqueline Sinhoretto (UFSCar) Frederico de Almeida (USP) Gt13 Elites jurídicas, faculdades de Direito e administração da justiça pública no Brasil

O objetivo do estudo é identificar a divisão do trabalho de formação de elites jurídicas entre as faculdades de Direito no Brasil. Além disso, pretende-se compreender o papel dessas instituições no campo político da justiça, espaço social de posições, capitais e relações delimitado pelo alcance dos efeitos da ação de grupos e instituições profissionais, que buscam o controle das organizações jurisdicional (competências constitucionais e regras procedimentais que compõem o direito processual) e judiciária (burocracia que aplica o direito processual na resolução de conflitos). Dessa forma, objetiva-se identificar o poder de direção da administração pública da justiça. Os referenciais teóricos do estudo são baseados nas socioloXIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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gias do campo jurídico e das elites, de Pierre Bourdieu. A hipótese é que clivagens sociais e educacionais combinam-se na determinação do poder de grupos profissionais na política da justiça pública. Frederico Policarpo (UFF) Gt31 O fim da pena de prisão para o usuário e o Judiciário: o que mudou com a nova Lei de Drogas?

Em 2006, passou a vigorar no Brasil uma nova lei de drogas – 11.343/06. Polêmico é o fato de a lei não prever mais a pena de prisão para o usuário, embora os procedimentos criminais continuem os mesmos. Parece-me que a abolição da prisão levou os operadores do direito a considerar que o crime por uso de drogas deixou de ser uma infração criminal e passou a ser uma “infração administrativa”. Dados de uma pesquisa anterior indicaram que os operadores do Judiciário passaram a se sentir desobrigados da administração institucional do crime por uso de drogas, deixando essa tarefa, informalmente, por conta dos policiais nas ruas. O objetivo desse trabalho é discutir os impactos da nova lei de drogas, sobretudo a abolição da pena de prisão, a partir das justificativas apresentadas pelos operadores do Judiciário para a diminuição dos casos de uso de drogas em audiências judiciais. Maria Guiomar da Cunha Frota (UFMG) (UFMG) Gt26 Fluxos informacionais para o monitoramento da Convenção dos Direitos da Criança

O presente artigo tem como objetivo apresentar os resultados de uma pesquisa que investiga a rede social NGO Group for CRC, vinculada aos direitos da criança, e analisar o fluxo informacional que se estabelece em meio à rede, seus membros e as organizações que a ela se associam. São investigadas as seguintes questões : i) Em que medida o fluxo informacional torna-se parte intrínseca da estrutura em rede?; ii) Como os fluxos informacionais se configuram e de que modo são apropriados e veiculados pela rede NGO Group for CRC no curso do monitoramento da implementação da Convenção dos Direitos da Criança? Gabriel Bechara Filho (UFPB) Gt24 Retração e expansão nas artes plásticas: 1930-1960. Bahia e Paraíba.

Essa comunicação procura sintetizar minha tese de Doutorado, defendida em 2007, no Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais da UFBA. Nela, defendemos que não existe um principio monista determinante para explicar as mudanças artísticas de cada época, mas que cada momento é dominado pelo impacto de fenômenos sociais específicos, mesmo quando esses não são os únicos a explicar o funcionamento do mundo da arte de um dado período. Assim, apontamos o impacto das novas mídias nos anos 1930 como fator determinante para a retração da atividade artística tradicional, ao passo que, no segundo pós-guerra, sua retomada e expansão deveu-se ao estímulo, em escala planetária, de iniciativas pluralistas no âmbito da sociedade civil. Esses dois momentos históricos, que tem os mesmos padrões em escala mundial, recebem contornos específicos em lugares distintos como a Bahia e a Paraíba. Gabriel C. Volpi (UNESP) Gt01 Tipologia dos grupos sociais no meio rural brasileiro: o caso de Conchas, SP

No presente estudo, definiu-se como objeto de pesquisa os produtores rurais do município de Conchas, SP, que realizam criação de frango num sistema de interação com a agroindústria conhecido por integração. A maior parte dos agricultores ligados a essa atividade pode ser identificada como agricultores familiares, pois são produtores rurais, proprietários ou não, que dirigem seu estabelecimento utilizando, prioritariamente, a força de trabalho de sua família. Na discussão teórica, atenta ao problema da caracterização desses atores sociais, buscou-se recuperar na literatura as diferentes formas de analisar o mundo rural e seus atores, assim como as implicações que tais definições acarretam. O conceito de agricultura familiar emerge dessa discussão teórica como aquele que mais se ajusta à caracterização dos produtores rurais em análise. Gabriel Peters (IUPERJ) Gt29 Reconfigurações pós-bourdieusianas na teoria do habitus

Este trabalho discute algumas das novas inflexões conferidas por sociólogos pós-bourdieusianos (como Lahire, Kögler, Elder-Vass e Vandenberghe) à teoria do habitus. Sendo assim, temos: i) o tema da relativa unidade e integração das disposições habituais dos atores dá lugar à teorização de “agentes plurais” que carregam em si, em função de experiências socializativas variadas, um conjunto internamente diversificado de propensões práticas de conduta; ii) o acento exagerado sobre o sens pratique pré-reflexivo dá lugar a uma concepção mais sensível à interação intra-subjetiva entre disposições tácitas e deliberações reflexivas (“conversações internas”) na determinação dos cursos de ação; e iii) o caráter excessivamente evocativo das descrições bourdieusianas do habitus dá lugar a uma tentativa de elucidação mais detalhada dos mecanismos psicológicos pelos quais ele opera.

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Construindo a política nacional de economia solidária: dados de pesquisa para uma análise preliminar

A economia solidária, termo de crescente reconhecimento para designar um conjunto diversificado de atividades econômicas de base associativa e autogestionária, tem sido uma resposta dos trabalhadores às transformações do mundo do trabalho e vem colocar novas demandas, em termos de políticas e leis direcionadas ao trabalho, para além das relações de assalariamento. É neste quadro que se dá a criação de políticas e estruturas específicas para a economia solidária no plano nacional. Esta comunicação sistematiza dados de pesquisa de doutorado em andamento sobre tal construção, em especial o desenho e execução das ações da Secretaria Nacional de Economia Solidária, relacionando-os ao contexto de sua implantação, às conexões com outras políticas e às relações dentro e fora do Estado no campo desta política, para levantar fatores que possam explicar os avanços ou os limites em sua institucionalização. Gabriela Felten da Maia (UFSM) CONSULTE Fátima Perurena (UFSM) Gabriela Narezi (USP) CONSULTE Paulo Moruzzi Marques (USP) Gabriela Nunes Ferreira (UNIFESP) CONSULTE Maria Fernanda Lombardi Fernandes (UNIFESP) Gabriela Santos Ricciardi (UFBA) Gt12 Ayahuasca: um debate sobre o uso ritualístico e terapêutico

Esse artigo se propõe a dar continuidade ao debate multidisciplinar sobre a legalização do uso terapêutico da Ayahuasca. Com o aumento crescente de usuários desse psicoativo, faz-se necessária uma discussão mais ampla sobre o assunto, que busque levantar os principais argumentos, favoráveis e contrários, a essa legalização. De um lado, os grupos terapêuticos buscam legitimidade e lutam pelo direito de utilização da Ayahuasca em clínicas de recuperação para dependentes de drogas, sessões de terapia, tratamentos de enfermidades, etc.; de outro, grupos religiosos, que fazem uso ritualístico da substância, uma vez que já conquistaram legalidade e legitimidade, temem perdê-la pelo uso indevido e indiscriminado do chá. Dessa forma, é imprescindível realizar uma abordagem mais aprofundada do o assunto, como forma de colaborar e enriquecer o debate, do ponto de vista das Ciências Sociais.

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Gabriela Cunha (UnB) Gt30

Gema Galgani Esmeraldo (UFC) Gt01 O trabalho das mulheres rurais nos quintais é gerador de segurança alimentar?

Com base nessa questão, busco examinar as experiências desenvolvidas nos últimos anos por ONGs da região Nordeste junto a mulheres rurais que realizam trabalhos produtivos, em áreas situadas no entorno de suas moradas, denominadas quintais. Tais experiências pretendem agregar um fazer técnico, de caráter agroecológico, a um pensar político, de viés feminista, sobre práticas produtivas de mulheres historicamente invisibilizadas. Nessas práticas, forjam-se reflexões a respeito de saberes tradicionais, praticados nos manejos agrícolas e de animais nos quintais, e do destino desses produtos agropecuários. Este estudo procura, então, articular essas experiências com o trabalho da mulher, o manejo produtivo, o consumo, o crédito, a assistência técnica, a biodiversidade, os sistemas multifuncionais, a sustentabilidade e a segurança alimentar. George Alex da Guia (IPHAN) Consulte Inaê Elias Magno da Silva (CAM) Georges Flexor (UFRRJ) Gt11 As pequenas lojas de alimentos no Rio de Janeiro: distribuição e consumo nas grandes cidades

O crescimento das grandes cadeias de varejo tem sido amplamente comentado na literatura especializada sobre produção e consumo de alimentos. Nesse artigo, procura-se avaliar as capacidades de repostas das pequenas lojas, em bairros populares das grandes cidades latino-americanas. Para tanto, o trabalho retoma os resultados de uma pesquisa realizada na periferia do Rio de Janeiro. Georges Flexor (UFRRJ) Consulte Zina Angelica Caceres Benavides (UESC)

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Geórgia P. G. dos Santos (UNICAMP) Gt26 Políticas públicas de juventude no Brasil: do “estado de coisas” à agenda pública

Este artigo objetiva resgatar historicamente as ações públicas focalizadas nos jovens urbanos pobres no Brasil. A partir de análise bibliográfica e de dados estatísticos, pretende entender como o país vem enfrentando a problemática juvenil e identificar quais são suas estratégias atuais diante do aparecimento de uma nova condição juvenil estabelecida. O alargamento do período etário juvenil, o trânsito não-linear entre família-escola-trabalho e o advento de novas tecnologias, que têm demandado maior capital cultural e social dos jovens, são elementos dessa nova condição. Assim, tem-se que o jovem hoje, mais do que nos períodos anteriores, ocupa um lugar de destaque nas ações públicas; entretanto, essas ainda não se fundamentam no sentido pleno de cidadania, voltando-se prioritariamente para uma formação para o trabalho pouco consistente e efêmera. Geraldo Garcez Condé (UERJ) Gt25 Da felicidade cotidiana: mídia e pacificação do imaginário

As imagens que evocam a noção de felicidade são abundantes na mídia. Uma vasta quantidade de produtos simbólicos se ocupa dos estados emocionais reconhecidos como “felizes”. Nos produtos jornalísticos caracterizados pelo discurso prescritivo (a que se poderia chamar “imprensa conselheira”), o campo semântico da felicidade é impregnante. Essa onipresença, contudo, dividiria a cena cultural com a “falta” ou o “vazio”, com as contradições, os impasses e os conflitos apontados por diagnósticos que põem sob suspeita a possibilidade de o indivíduo moderno experimentar a felicidade. Em contraste, no imaginário da mídia, a tensão entre a felicidade e sua negação na modernidade estaria apaziguada. O objetivo deste trabalho é explorar a idéia de pacificação como chave interpretativa da tendência do imaginário midiático de integrar a experiência da felicidade ao fluxo da vida cotidiana. Gessé Marques Jr. (UNIMEP) Gt13 Fundamentos sociológicos do sentimento de frustração profissional entre magistrados e promotores

Baseado em uma pesquisa de campo realizada na região de Campinas, São Paulo, o objetivo deste trabalho é descrever e analisar alguns conflitos emocionais que a atuação profissional no campo jurídico impõe a magistrados e promotores. Tendo como parâmetro o cotidiano de ação profissional e os conflitos, entre judiciário e executivo, que envolvem a decisão jurídica, analisamos uma série de ambigüidades que surgem entre o ideal jurídico (enquanto normas de ‘dever ser’, diretrizes teóricas e formais do direito), e as práticas efetivas envolvidas na Execução Penal. Reunindo as teorias sociológica, da decisão jurídica e o universo simbólico, analisamos os fundamentos sociológicos de um sentimento de “frustração”, e o definimos como variável essencial que envolve o discurso sobre as emoções que, internamente, caracteriza essas profissões. Geyza Alves (UFRR) Consulte Linoberg Almeida (UFRR) Geyza Alves (UFRR), Linoberg Almeida (UFRR) Gt26 Arcanjos, cunhatãs e curumins: a violência sexual em Roraima numa perspectiva sociológica

Este trabalho busca analisar os olhares e discursos da sociedade roraimense sobre crimes cometidos contra crianças e adolescentes (pedofilia e pornografia infantil), com base no noticiado pela mídia impressa local sobre a Operação Arcanjo que, em 2008, indiciou criminalmente políticos, empresários e servidores públicos. A ação da Polícia Federal trouxe à tona questionamentos sobre uma situação que parecia não existir: a rede de exploração sexual, emergindo leituras da moral e proporcionando visibilidade ao velado. Esse fenômeno social detém características culturais que fazem com que os indivíduos reflitam sobre a dialética do pender entre a legalidade e ilegalidade. Com o suporte teórico de Marcuse e Elias, serão discutidos os limites da civilização e a racionalidade da dominação que, num cenário de exercício do poder, nos põem frente a frente com famílias, fotos e manchetes, no paradigma da proteção ao menor. Giane Alves de Carvalho (UFSC) Gt14 Os discursos antagônicos da democracia contemporânea e suas implicações teórico-práticas

Em meio às diversas abordagens sobre democracia contemporânea, destacam-se as elitistas, entre as quais muitas, embasadas na visão de Schumpeter, acreditam que a democracia nada mais é do que a competição pelo voto entre as elites, descartando, de tal modo, todas as possibilidades de emancipação social via os ideais democráticos. No entanto, tais abordagens têm gerado certo desconforto para aqueles que apostam numa democracia dotada de um projeto histórico coletivo de direitos. Sendo assim, este trabalho tem como objetivo discutir, à luz de meu Doutorado na disciplina Teorias da Democracia, a existência de abordagens antagônicas que acirram o debate sobre os pressupostos teóricos da 252

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Gilberto Barbosa Salgado (UFJF) Gt08 Mídia, esfera pública e a questão da subjetividade

A mídia, em suas manifestações de convergência, possui pautas referentes a uma série de temas debatidos na esfera pública, como contribuição à democracia. No que concerne aos aspectos teóricos, normativos e práticos, a racionalidade subjacente ao movimento dos agentes é contrastada com a subjetividade, a partir de ações emocionais. Isso é perceptível em quatro pautas midiáticas: i) eleições (racionalidade no agendamento e no decision-making vs. emotividade das campanhas); ii) saúde (medicamentalização adaptativa da depressão vs. produção estilística da subjetividade); iii) criminalidade (teorias funcionalistas e ideologias law and order vs. ressocialização); e iv) guerra (doutrinas realistas vs. multiculturalismo dos povos). As teorias sociais não produziram consensos dominantes. Os produtores de informação, portanto, não partem de base epistemológica paradigmática. O artigo expõe uma pesquisa teórico-prática. Gilberto Hochman (FIOCRUZ) Gt19 Uma cultura da imunização? Vacinas, programas de saúde e cidadania

O objetivo deste trabalho é analisar de que forma as campanhas de vacinação em massa produziram o que denomino de “cultura da imunização”, principalmente a partir de dois processos de erradicação no Brasil: o da varíola, entre 1966 e 1973, que ocorreu no período do governo militar e o da poliomielite, em1994. Essa “cultura” se expressou com a adesão da população a programas governamentais de imunização e se construiu de demandas por mais imunizantes, a serem ofertados pelo Estado, que tem respondido positivamente. Isso contrasta com o episódio da “Revolta da Vacina”, no Rio de Janeiro de 1904, ou com o antivacinismo anglo-saxão. O texto especula o que/como teria mudado no Brasil das últimas quatro décadas para que, 70 anos depois, a população, em vez de barricadas, não só saia de suas casas, mas entre em filas para ser vacinada. Especula-se, também, de que maneira a imunização passou a ser compreendida e politizada como direito. Gilda Olinto (IBICT) Gt09 Desigualdades de gênero em C&T no Brasil

GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

democracia. Além disso, pretende-se propor uma nova visão, relacional e heterogênea, dos sistemas democráticos que permitem pensar as reais possibilidades de justiça e igualdade social.

Quando se focaliza a participação das mulheres entre as categorias ocupacionais classificadas como recursos humanos em C&T, as questões levantadas e as informações obtidas são bastante controversas: as mulheres que estão neste segmento ocupacional apresentam, em maioria, nível educacional e características de formalização no trabalho equivalentes aos dos homens. Esses pontos positivos contrastam com informações a respeito do desequilíbrio de gênero no que diz respeito à participação em alguns tipos de carreiras em C&T, às diferenças salariais e à participação no setor público. Neste trabalho, aborda-se a literatura que busca a identificação dos fatores socioculturais que podem auxiliar na explicação da persistência das desigualdades de gênero em C&T. Além disso, será desenvolvida uma análise das diferenças de gênero em C&T no Brasil, com base nos dados da PNAD 2007. Gilmar Rocha (PUC-Minas) Gt25 “Moderno é ser tradicional”: a reinvenção do circo na cultura contemporânea

Nos últimos anos, assistimos a um processo de espetacularização do circo que passa pelos espetáculos do Cirque du Soleil no Brasil, também divulgados pela mídia (TV, CD e vídeos), pela criação de inúmeras companhias, trupes e escolas de circo em várias cidades do país, e chega às propostas lúdico-pedagógicas de arte-educação das ONGs, dirigidas às crianças e adolescentes em situação de risco social, . A busca pela compreensão das razões desse sucesso nos leva a um exercício de reflexão teórico-metodológica sobre o significado do circo e o sentido da cultura nas sociedades contemporâneas. A partir do trabalho de campo, realizado entre 2000-2001 junto ao Grande Circo Popular do Brasil (Marcos Frota Circo Show), quando várias cidades brasileiras foram percorridas, apresenta-se uma análise sociológica sobre o discurso (e a prática) da tradição frente ao processo de modernização da cultura circense hoje no Brasil. Gilson Lima (IPA) Gt22 Convergência pela simbiogênese: o caso da reabilitação, produção e prototipização do IPAVOX

Neste trabalho, apresentamos os resultados parciais, obtidos por um projeto de pesquisa singular em sociologia das ciências, em diálogo, principalmente, com as ciências da mente e da informação computacional. Trata-se de um estudo de caso de reabilitação proveniente de uma lesão cerebral numa criança de cinco anos de idade. Os exames de tomografias computadorizadas demonstraram que o menino em questão pode portar um potencial bem estruturado de linguagem, mas está impedido de falar (verbalização) por causa de uma má formação congênita particular em ambos os hemisférios cerebrais. O artefato XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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GTs e Laboratórios de Pesquisa RESUMOS

IPAVOX é um protótipo de sintetização artificial de voz para uma comunicação simbiótica alternativa, visando a constituição futura de um celular para mudos. Demonstramos, aqui, numa ampla convergência com altos conhecimentos especializados, o potencial de um novo paradigma científico (simbiogênese). Gilvanira Freitas (UFC) Gt05 Meios e efeitos: a composição dos enredos pré-eleitorias na mídia

O presente trabalho reflete sobre o efeito da mídia no momento pré-eleitoral que antecedeu as eleições majoritárias para prefeitura municipal de Fortaleza, em 2008. O período pré-eleitoral revelou a importância das mídias de comunicação como agentes constitutivos dos enredos eleitorais, na medida em que produz, seleciona, adere e viabiliza discursos pertinentes ao devir das campanhas eleitorais visadas. Foi observado que, mediante o aparecimento nos espaços midiáticos, os pré-candidatos constroem sua candidatura com narrativas e performances que objetivam agregar valor a si, num intenso processo de investimentos eleitorais. Neste contexto, a mídia aparece como espaço antecipado dos enredos eleitorais, permitindo uma interlocução e uma inferência na escolha dos candidatos. A exposição na mídia demonstrou ser um momento significativo do processo de construção do capital político. Giralda Seyferth (UFRJ) Gt05 Memória coletiva, identidade e colonização: representações da diferença cultural no sul do Brasil

A colonização européia no sul do Brasil foi idealizada no âmbito de uma política imigratória, voltada para o povoamento do território nacional e conduzida pelo Estado brasileiro. A heterogeneidade da imigração, refletida na denominação nacional dos núcleos coloniais, resultou na formação de subsistemas culturais e de identidades correspondentes, criadas e recriadas ao longo do tempo nas formas coletiva e individual. Este trabalho aborda as reconfigurações atuais dessas identidades, refletidas na vida cotidiana, nas festas, nos eventos comemorativos de natureza histórica, nas publicações sobre a colonização, nas biografias e em outros textos que evocam a memória da imigração. Apesar de sua natureza problemática, o conceito de identidade é relevante para se pensar as relações sociais nas situações em que persistem as reivindicações identitárias relacionadas à visibilidade das políticas de identidade, em âmbito nacional e global. Gisele dos Reis Cruz (UFF) Gt14 Democracia participativa: a redefinição da relação estado/sociedade num contexto neoliberal

O objetivo deste trabalho é analisar as implicações das experiências participativas para a geração de novos direitos e para a ampliação dos direitos políticos, destacando o contexto político e ideológico, marcado pelos preceitos neoliberais, no qual elas atuam. Parto do princípio de que existe um paradoxo ligado à emergência das novas práticas democráticas na sociedade brasileira. De um lado, a participação nos assuntos públicos, propiciada pelos canais de debate, leva à conscientização, por parte da população, de seus direitos e deveres, ampliando a cidadania. Por outro lado, as experiências de gestão compartilhada redefinem a relação entre Estado e sociedade civil sem eliminar a regulação estatal, estando diretamente ligadas à crise fiscal do Estado e ao modelo neoliberal, que deposita, nas mãos da população, as responsabilidades com relação às políticas públicas.. Gisele Silva Araújo (PUC-Rio) Gt15 Tradição liberal e Pedagogia: a síntese derrotada de Rui Barbosa

Esta comunicação resulta da análise, desenvolvida em tese de doutoramento, das formulações políticas de Rui Barbosa. . Partindo dos conceitos de abstração e legitimidade, tomados de Weber, Marx e Koselleck, os sentidos da ordem foram ali investigados por meio das relações entre interesses privados e interesse público. Afirmou-se um positivismo que não pode ser considerado fonte exclusiva do autoritarismo e um liberalismo que se associa doutrinariamente a oligarquização. Dentro deste cenário, o presente texto enfatiza Rui Barbosa, tido como um liberal clássico e um americanista filiado ao federalismo estadunidense.Em sentido contrário, apresenta-se um personagem aproximado das preocupações positivistas, exaltando a família como célula formadora da pátria e a centralização política como remédio contra o autoritarismo oligárquico, oriundo da liberdade dos interesses particulares. Giselle Marquette Nicaretta (TV Paulo Freire PR) Gt23 Floresta Estadual Metropolitana De Piraquara, Paraná: um estudo sobre percepção do espaço

A Floresta Estadual Metropolitana está localizada no município de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. Essa unidade de conservação de uso sustentável existe, desde 1988, próxima a área urbana. Este trabalho pretendeu demonstrar a relação entre essa unidade de conservação e os moradores de seu entorno, por meio de um estudo caso. O município de Piraquara faz parte de uma região de mananciais, com áreas de proteção ambiental que interferem no desenvolvimento local e no cotidiano dos moradores da região. Essa unidade de conservação já sofreu extrativismo 254

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Giuseppa M.D. Spenillo (UFRPE), Maria Ignez Padula (UFRPE), Loanda Marques (UFRPE), Tiago Rocha (UFRPE) Gt26 Juventude pós-internet: como vivemos? Um estudo sociogenesiológico com jovens da Guabiraba, Recife, PE

A pesquisa vem sendo desenvolvida como um exercício de formação de pesquisadores com alunos de bacharelado e de licenciatura em Ciências Sociais da UFRPE. Buscamos explorar a percepção para a pesquisa social, o reconhecimento de questões e suas interpretações possíveis, construindo, em conjunto (professora e alunos), a temática, objetivos, problemática, metodologia e procedimentos de investigação. Com a primeira visita ao bairro da Guabiraba, em Recife, os olhares dos jovens alunos/pesquisadores focaram os modos de vida e as condições de lazer, saúde, educação, assim como a ocupação dos jovens da comunidade. Nossa abordagem tem como referencial o estudo sociogenesiológico e configuracional proposto por Norbert Elias (2000, 1997, 1994), a partir do qual realizamos investigações com o objetivo de reconstruir a história social dos jovens moradores da Guabiraba e, com isso, compreender seus habitus e estilos de vida. Glauber Rabelo Matias (UFRJ) Gt15 A utopia é de concreto: conflitos, círculos sociais e a construção da UENF

Esta pesquisa pretende estudar o processo de construção da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), em Campos dos Goytacazes, RJ, no ano de 1993, observando os conflitos intra-elites intelectuais e políticas, que ganharam nitidez nas tensões e disputas nos projetos da universidade que colocavam em evidência os paradoxos da modernidade. Recorro ao pensamento social de Darcy Ribeiro, autor do Plano Orientador da UENF, com vistas a sistematizar as diretrizes da universidade, fundadas na missão de promover o desenvolvimento econômico-cultural regional e nacional. Mediante a atenção ao entrecruzamento dos círculos sociais segundo Georg Simmel, às análises documentais e, sobretudo, à metodologia da História Oral, busco reconstruir o cenário político-intelectual em Campos nos anos que antecederam à construção da UENF.

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florestal, exploração seletiva da floresta com araucária e corte raso para atividades agropecuárias. Partindo deste estudo de caso e dos dados coletados, será feita uma análise sobre as unidades de conservação, a percepção ambiental e a legislação ambiental.

Gláucia B.R. de Mello (FIOCRUZ) Gt19 Sistema de crenças e terapêuticas alternativas: uma contribuição para a PNPIC

A apresentação deste trabalho constitui a oportunidade de uma reflexão sobre a problemática que envolve a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC). Tratase de Portaria Ministerial aprovada em fevereiro de 2006 pelo Conselho Nacional de Saúde, uma iniciativa do Ministério da Saúde. A PNPIC já reconhece o atendimento de cinco grupos de medicina integrativa e complementar (acupuntura; homeopatia; fitoterapia; crenoterapia e antroposofia). Reconhecendo o conflito que existe entre as racionalidades médicas e os elementos constitutivos de abordagens terapêuticas holísticas, abordo aqui os desafios que se colocam às práticas alternativas e o difícil diálogo entre os discursos epistemológico e religioso na relação entre sistema de crenças e terapêuticas alternativas. Glaucia Marcondes (UFBA) Gt10 Continuidades e rupturas: relações entre avós, pais e netos em contextos de separação e recasamentos

Separações e recasamentos alteram as dinâmicas familiares e promovem o reordenamento de obrigações e direitos entre os sujeitos envolvidos. Este trabalho aborda essa questão, tendo como foco os vínculos entre pais e filhos adultos separados ou recasados, e avós e netos, buscando apreender como são mantidas estas relações quando ocorrem mudanças na conjugalidade dos filhos adultos. As informações são de entrevistas realizadas com dez casais recasados, em Campinas, São Paulo. Os resultados apontam que o vínculo e o suporte oferecido pelos parentes paternos são frágeis e dependem do tipo de contato que os homens têm com seus filhos e enteados, ao passo que as mulheres e seus filhos contam com suporte financeiro e emocional da família de forma mais ampla. Essa diferença se destaca nos relatos masculinos, quando discorrem sobre a condição de desamparado do descasado, classificando como “homem sem família”. Glaucíria Mota Brasil (UECE) Gt31 “A polícia da boa vizinhança”: a experiência da comunidade do Bom Jardim, em Fortaleza

Nas periferias das grandes cidades, onde a ação policial assume padrões mais autoritários e, na maioria das vezes, a população é o inimigo a ser combatido, não há sentimento de pertencimento do XIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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policial em relação à comunidade onde ele trabalha. Observa-se, em experiências locais, que quando as ações policiais estão aliadas às iniciativas da sociedade civil, os resultados são eficazes, o que torna a participação da população condição sine qua non para o êxito destas. No Ceará, a criação do “Ronda do Quarteirão”, qualificada de “a polícia da boa vizinhança”, é um fato inusitado que se utiliza de estratégias de policiamento comunitário. No cenário, investigamos como o programa dialoga e se articula com a comunidade do Bom Jardim para resolver seus conflitos, considerando que, segundo dados policiais, a maioria das ocorrências atendidas pelos rondantes são conflitos sociais que pedem a mediação policial. Glauco Schultz (UNIVATES) Gt01 Agricultura orgânica no Brasil: o sentido das relações com o mercado para os agricultores familiares

O presente artigo propõe uma discussão sobre a agricultura orgânica e as relações com o mercado nas organizações de produtores, buscando identificar os significados atribuídos pelos agricultores às diferentes estratégias de comercialização. Foram selecionadas para estudo sete organizações de agricultores familiares nos Estados da Região Sul do Brasil. Para o levantamento das informações, foram utilizadas fontes primárias (entrevistas e documentos) e a análise foi apoiada na Teoria Institucional (sociologia das organizações) e nos conceitos de Agroecologia e de Agricultura Orgânica. Conclui-se que o sentido das relações com o mercado é influenciado pela construção social da noção de qualidade dos alimentos, destacando-se os valores associados à biodiversidade (sustentabilidade) e ao acesso aos mercados (autenticidade), aspectos esses que se vinculam à abordagem da segurança alimentar. Gleimiria Batista da Costa (UFRO) Consulte Herbert Toledo Martins (UNIMontes)

Gleise Passos (UFBA) Gt14 Participação social na Segurança Pública frente aos déficits de representação e de democracia

A representação tem padecido de um “descrédito generalizado” nas democracias ocidentais, mas há ainda uma forte concordância no que diz respeito ao valor da democracia. Tanto a apatia política quanto as mobilizações extra-eleitorais se tornam possíveis respostas a esse paradoxo. O envolvimento da sociedade civil em questões de segurança e em outros tipos de políticas públicas faz parte dessa segunda resposta. Diante dos limites da democracia representativa, alguns críticos têm apontado formas alternativas de participação como solução. Nesse contexto é que se destacaria a Polícia Comunitária, incorporando uma nova dinâmica de participação e co-responsabilidade entre sociedade e polícia. O presente artigo objetiva tecer algumas considerações sobre a participação social na polícia comunitária em Sergipe, especialmente por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Glícia Maria Pontes Bezerra (UFC) Gt05 Anti-publicidade e contra-hegemonia: elementos teóricos e empíricos

Desde a conceituação da mercadoria como fetiche, formulada por Marx, o capitalismo tem se tornado complexo e utilizado novos artifícios para amplificar a venda de mercadorias e garantir o seu desenvolvimento. A publicidade desempenha papel central nessa engrenagem e articula subjetividade e ideologia por meio do uso de imagens e marcas que permeiam as nossas paisagens, relações e desejos. Autores clássicos das ciências sociais, como Theodor Adorno, Max Horkheimer, Guy Debord e Jean Baudrillard, além do próprio Marx, analisaram criticamente tais fenômenos. Esse trabalho parte da constatação de que vários grupos têm buscado atuar na contramão dessa lógica por meio da realização de ações de antipublicidade. O objetivo da pesquisa é apresentar um panorama teórico acerca das leituras críticas à publicidade e questionar o sentido contra-hegemônico de ações empreendidas por grupos anti-publicidade. Glória Thereza Chan (UFRJ) Gt24 A experiência artística de Emygdio de Barros, cliente do Museu de Imagens do Inconsciente

Emygdio de Barros nasceu em 1895, no Rio de Janeiro e, ainda jovem, foi internado no hospital da Praia Vermelha e diagnosticado como esquizofrênico, com a comunicação muito comprometida. Transferido para o hospital de Engenho de Dentro, em 1947, após 23 anos de internação, começa a freqüentar o ateliê de pintura criado pela psiquiatra Nise da Silveira. Sua comunicação é retomada por meio das imagens que produz, estabelecendo uma nova forma de diálogo entre o mundo interno e o mundo externo. Seu trabalho atinge, desde o início, alto nível artístico. Emygdio vivencia, por meio de suas pinturas, suas relações familiares, com o cotidiano hospitalar e com o ateliê de pintura. Faz um mergulho nas profundezas da psique e retorna com um discurso plástico rico em conteúdos simbólicos e com uma estética surpreendente. O artista deixou um legado de 3.300 obras no acervo do Museu de Imagens do Inconsciente.. 256

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Segurança Alimentar e a controvérsia sobre a produção de alimentos vs. a produção de bioenergia no Brasil

A grande dependência dos combustíveis fósseis e o debate sobre seus efeitos nas mudanças climáticas geraram preocupação com a diversificação da matriz energética global e com combustíveis alternativos ao petróleo e ecologicamente corretos, tais como o etanol e o biodiesel. Já o recente aumento nos preços dos alimentos levou a debate os efeitos da produção de biocombustíveis sobre a (in)segurança alimentar, particularmente, dos países pobres. O artigo analisa os fundamentos dos pontos de vista postos no debate e investiga os efeitos sobre o caso brasileiro, com base nas estatísticas oficiais disponíveis. Gomes Junior (UnB) CONSULTE Paulo Mitchell (IBGE) Graça Druck (UFBA) Gt21 Principais indicadores da precarização social do trabalho no Brasil

O objetivo do trabalho é apresentar os primeiros resultados sistematizados do Projeto “A Precarização Social do Trabalho no Brasil: uma proposta de construção de indicadores”. Parte-se da hipótese mais geral de que a flexibilização e a precarização do trabalho são fenômenos idênticos, que expressam a “institucionalização da instabilidade” (Appay e Thébaud-Mony,1997) como forma de dominação social do trabalho e de uma precarização social de novo tipo. No caso do Brasil, a precarização do trabalho se constitui como um novo fenômeno, cujas principais características, modalidades e dimensões sugerem um processo de precarização social inédito no país nas últimas duas décadas, revelado pelas mudanças nas formas de organização/gestão do trabalho, na legislação trabalhista e social, no papel do Estado e suas políticas sociais, no novo comportamento dos sindicatos e nas novas formas de atuação de instituições públicas e de associações civis. Grece Teles Tonini (UFES) CONSULTE Carlos Nazareno Ferreira Borges (UFES)

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Gomes Junior (UnB), Lavinia Pessanha (ENCE), Rafaela Coelho Guerrante G. S. Moreira (ENCE) Gt11

Guilherme Carvalho (UNESP) Gt21 Impactos da internacionalização financeira no sindicalismo bancário curitibano

Acompanhando o ritmo de mudanças no trabalho, o sindicalismo vem sendo confrontado com novas questões que limitam seu projeto político. No setor bancário, o fenômeno da internacionalização financeira foi crucial. Em Curitiba, seus impactos atingiram, em cheio, o setor mais participativo do sindicalismo bancário paranaense, com a privatização do Banestado e a venda do Bamerindus. O novo contexto aprofundado pós-plano Real fez as negociações coletivas menos dependentes da cena local e trouxe novidades nas estratégias empresariais para reduzir o poder de barganha das greves, revelando, ainda, um Estado comprometido com o capital. Com uma categoria reduzida, em condições de trabalho mais precárias, e a expansão da privatização da gestão, o sindicato passa a buscar formas alternativas de ação com o aprofundamento da juridificação, retorno ao assistencialismo e participação em espaços públicos. Guilherme Nogueira de Souza (UERJ) Gt17 Inserção negociada: um estudo sobre identidades sociais dentre os negros de camadas médias cariocas

Quais são as possibilidades de construção identitária de um grupo duplamente minoritário? Quais são os recursos e os limites acionados para essa elaboração? Tomando as identidades sociais como constructos históricos e relacionais, este artigo pretende investigar as linhas orientadoras a partir das quais homens e mulheres negros, pertencentes às camadas médias cariocas, elaboram discursivamente sua dupla inserção minoritária: de um lado, minorias em relação ao espaço ocupado na pirâmide social pela maior parte da população preta e parda; de outro, minoritária em relação à dominância de pessoas brancas nas camadas médias do Rio de Janeiro. Este artigo é um estudo de casos focado em pessoas com formação superior e acima dos 50 anos de idade. Guillermo Alfredo Johnson (UNIVALI) Gt14 Participação política e autocracia: paradoxos latino-americanos

No âmbito do processo de instalação das democracias formais na América Latina no decorrer das últimas três décadas, verifica-se um intenso processo de participação política, tanto como movimentos sociais quanto como capital social vinculados a uma denominada nova institucionalidade. Simultaneamente numerosos e importantes países da região, nos últimos anos, vêm sendo governados por presidentes com marcante centralização do poder, qual reedição autocrática.

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Neste sentido, cabe investigar se as teorias da participação institucional conservam o seu poder explicativo, se os movimentos sociais (novos ou tradicionais), ainda que pela incipiência, permitem melhor compreender a conjuntura, ou, ainda, se é possível construir uma versão híbrida, aliada a uma estrutura persistentemente hierárquica e subordinada, da inserção latino-americana no sistema-mundo. Assim, as perspectivas democráticas continuam a se apresentar distantes de uma visão deliberativa de conteúdo. Guillermo Ferrer (UNC) Consulte Daniel Cáceres (UNC) Guimarães (UFU) Gt07 Educação em direitos humanos e ensino de Sociologia no Nível Médio

A presença da educação em Direitos Humanos nos currículos escolares da educação básica é, ainda, incipiente, o que se deve, em grande parte, à dificuldade de se definir sua área de atuação. Em relação ao conteúdo programático de Sociologia no Ensino Médio, é possível se afirmar que o ensino da educação em Direitos Humanos pode ser trabalhado no currículo básico da disciplina tanto como unidade autônoma, constituída de subunidades, quanto como conteúdo transversal, que perpassa todo o programa e contribui, academicamente, em várias subunidades e em momentos diferenciados. Esta comunicação tem o objetivo de discutir propostas de inclusão do ensino de Direitos Humanos no currículo de Sociologia no Nível Médio, a partir da opção por uma das seguintes possibilidades: como uma unidade autônoma ou como conteúdo transversal que perpassa diferentes unidades do programa. Guiomar de Oliveira Passos (UFPI) Gt06 Os favorecidos da ‘sorte’: propriedades e trajetória escolar no acesso ao Ensino Superior Público

O material explorado neste trabalho faz parte de pesquisa, financiada pelo CNPq, que investiga a seletividade na Educação Superior Pública. Valendo-se de dados obtidos em entrevistas com 50 alunos selecionados conforme o coeficiente de aproveitamento, este texto, abordam-se estruturas familiares, perfil cultural e estratégias para que os aprovados nos cursos mais concorridos do vestibular de 2005 da UFPI tenham acesso à universidade pública. Constatou-se que os exitosos se distinguem da população piauiense e, para tanto, desenvolveram ações e estratégias ao longo da trajetória escolar, de forma quase dissimulada, decorrente da interiorização das ‘regras do jogo’, o que lhes parecia resultar de dons naturais. A seletividade, portanto, operou em todo o curso, sendo o exame de ingresso a legitimação do que a ‘lei geral de eliminação’ já realizou: a escolha dos mais aptos e adaptados ao meio. Gustavo Biasoli Alves (UNIOESTE) Gt05 Memória e Redemocratização: projetos políticos e Conselhos Gestores Municipais

Discutem-se as concepções de sociedade civil, de papel, de modelo de Estado, de participação e de cidadania nos discursos de Conselheiros Gestores focando a memória das lutas pela redemocratização na construção desses conceitos. Discute-se o papel que a memória desempenha no embate entre projetos políticos (neoliberal e democrático-participativo) que têm eco nos Conselhos. O estudo se baseia na memória discursiva, e também nos conceitos de momento, elemento e articulação formulados por Laclau e Mouffe. As perguntas e hipóteses que nos guiam são: Que conhecimento têm os conselheiros sobre o passado e como o significam? Como concebem Sociedade Civil, Estado, democracia e participação? Qual o papel da memória nesse contexto? Estão presentes elementos do passado no discurso dos conselheiros com resignificações dos projetos em disputa. Gustavo Melo Silva (UFV), Robson Zuccolotto (UFV), Magnus Luiz Emmendoerfer (UFV) Gt28 Institucionalismo, processo decisório e interlocuções entre estudos contábeis e sociologia econômica

Neste ensaio, parte-se do pressuposto de que a aplicação da racionalidade instrumental, ou a opção por essa escolha, não é justificada simplesmente pela eficiência econômica, mas também pelas relações de poder existentes nas organizações. Assim, o objetivo do trabalho é apontar perspectivas de estudos entre contabilidade e sociologia econômica, utilizando-se da compreensão do fenômeno institucional no processo decisório organizacional. A contabilidade, em seu papel de instituição, orienta a vida cotidiana dos indivíduos, bem como os resultados das práticas contábeis como, por exemplo, os relatórios da contabilidade gerencial (tanto em sua quantidade, quanto o lugar de absorção de incerteza) afetam a estrutura de influências na organização. Frente a isso, percebeu-se durante o desenvolvimento do ensaio que existe um espaço para os debates desse objeto na perspectiva da sociologia econômica.

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A CUT Frente aos desafios da dessalarização

Se na década de 1980 as estratégias cutistas eram simplificadas pela quase universalidade da condição assalariada e pela centralização da política salarial nas mãos do Estado, na década seguinte tal conceito seria dissolvido: proliferaram inúmeras formas de auto-emprego e de desverticalização da integração laboral, bem como houve um relativo esvaziamento do papel estatal na regulação das relações entre capital e trabalho. Ao mesmo tempo, a CUT teve que assistir o ideário neoliberal se apropriar de boa parte de seu discurso (aversão ao estatismo, ao corporativismo, ao “atraso” etc.). O artigo pretende comparar documentos dos CONCUTs (Congressos Nacionais da CUT) com o propósito de verificar de que modo a entidade teve que se reconfigurar diante da relativa dessalarização social e da desestatização ocorrida em níveis não desejados. Entrevistas servirão como fontes auxiliares. Gustavo Pinto da Silva (CEFET) CONSULTE Paulo Roberto c. da Silveira (UFSM)

CONSULTE Tatiana A. Balem (IFF Campus JC)

Gustavo Soto (UNC) CONSULTE Daniel Cáceres (UNC) Hailton Pinheiro de Souza Jr. (UFRJ) Gt01 Trabalho, modelos de produção e estratégias familiares na lavoura de café do Cerrado Mineiro.

Este trabalho propõe a análise das diferentes concepções de trabalho, modelos de produção e estratégias familiares mobilizadas em uma comunidade rural do município de Araguari, MG, onde famílias de cafeicultores oriundas dos estados de São Paulo e Paraná – genericamente chamadas de “paranaenses”. Essas famílias para ali se deslocaram nas décadas de 1970/80, atendendo a um conjunto de políticas públicas de desenvolvimento do interior do país, e passaram a coexistir com famílias “mineiras”, tradicionalmente envolvidas com a produção de leite e hortaliças em pequena escala. Os dados apresentados foram colhidos ao longo de pesquisa de campo realizada nos marcos do projeto “Sociedade e economia do agronegócio: um estudo exploratório”, coordenado pelos professores Beatriz Heredia (PPGSA/IFCS/UFRJ), Moacir Palmeira (PPGAS/MN/UFRJ), Leonilde Medeiros, Rosângela Cintrão e Sérgio Pereira Leite (CPDA/UFRRJ).

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Gustavo Neves Bezerra (IUPERJ), Julia Polessa Maçaira (DIEESE) Gt21

Halisson Paes (UCAM) Gt02 Justiça como reconhecimento: o Direito e vulnerabilidade social na experiência dos Juizados Especiais Cíveis.

O Direito é, na modernidade, o mediador de certos discursos públicos, na aposta de que as liberdades juridicamente admitidas assegurariam a deliberação em condições de igualdade. Conjugando as críticas de Axel Honneth (ao paradigma democrático discursivo-deliberativo e ao Direito como instrumento de tutela da autonomia moral) com o modelo de discurso voltado ao reconhecimento das diferenças de Yris Young, investigamos a participação do cidadão comum junto aos órgãos judiciários com os quais ele pode defender seus direitos sem estar assistido por advogados. Na pesquisa empírica dos juizados, analisamos as potencialidades das limitações da democratização do campo jurídico, a partir do desenvolvimento, e das possibilidades de proteção das faculdades discursivas do cidadão comum, incluindo o papel político dos sentimentos morais relevantes e dos usos do corpo nessa esfera deliberativa pública. Haudrey Germiniani (ESUV) Gt12 Caminho da Fé: o turismo religioso na contemporaneidade

O objetivo deste artigo foi analisar o fenômeno da peregrinação na sociedade moderna e contemporânea, e suas interfaces com o turismo religioso. Serviu como campo etnográfico da pesquisa o Caminho da Fé, rota para peregrinação inaugurada oficialmente no dia 12 de fevereiro de 2003. O itinerário do Caminho da Fé se inicia em Tambaú (SP), cidade onde viveu o Padre Donizetti Tavares de Lima, e passa por várias cidades do interior de São Paulo e do sul de Minas Gerais, com o objetivo de chegar a Aparecida (SP), local do maior santuário católico brasileiro. Com um total de 415 quilômetros, pode ser considerada a mais nova e maior trilha permanente do Brasil. Meu olhar foi direcionado preferencialmente para a diversidade de contextos históricos, culturais, religiosos, econômicos e políticos que são atualizados nas diversas dimensões constitutivas do objeto de estudo. Helena Bomeny (UERJ) Gt07 Desafios da escrita de um livro de sociologia para o Ensino Médio

Como adequar as distintas matrizes teóricas da tradição sociológica a uma linguagem acessível e interessante para os jovens? É sobre esse desafio que se pauta nosso trabalho, cuja intenção é comXIV Congresso Brasileiro de Sociologia - 28 a 31 de julho de 2009 - Rio de Janeiro - RJ

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partilhar os desafios por nós vivenciados durante a escrita de um livro de Sociologia para o Ensino Médio no âmbito do CPDOC/FGV. Teoria, referências audiovisuais e indicações de pesquisa ocuparam a montagem do projeto, a definição dos capítulos e a estruturação do texto. Nossa convicção, desde o início, pautou-se na necessidade de construção de um livro que espelhasse, por um lado, a pluralidade interpretativa que a Sociologia é capaz de oferecer e, por outro, temas pertinentes à sociedade brasileira. A intenção da equipe - coordenada por Helena Bomeny e Bianca Freire-Medeiros e composta pelas pesquisadoras Raquel Emerique e Julia O’Donnell, e pela estagiária Thais Camargo – é, portanto, discutir possibilidades alternativas e amadurecimentos da estrutura por nós desenhada. Helena Garbin (FIOCRUZ), André Pereira Neto (FIOCRUZ) Gt13 A internet, o paciente expert e a prática médica: uma análise bibliográfica

A Internet é um dos mais importantes meios de comunicação do mundo atual. O acesso à informação técnico-científica, aliado ao aumento do nível educacional das populações, tem promovido o surgimento de um paciente que busca informações sobre sua doença. Este trabalho discute até que ponto esse paciente consegue interferir na autoridade, autonomia e prestígio social do médico. Metodologicamente foram analisados artigos sobre o tema publicados entre 1997 e 2005 em duas revistas acadêmicas inglesas. Para seu desenvolvimento foi recuperada a controvérsia entre Freidson (1989) e Haug (1988) sobre a desprofissionalização ou não do médico. Concluímos que as posições encontradas foram distintas e até antagônicas. Essa comunicação apresenta boa parte das considerações publicadas em artigo de mesmo título, disponível no número 26 da Revista “Interface Comunicação, Saúde, Educação”. Helena Mendes (FACDO) Consulte Rita Domingues-Lopes (FACDO) Helena Ponce Maranhão (IPHAN) Gt17 Índios, brasileiros, gringos... Nativos e Forasteiros em Cumuruxatiba

Considerando ‘tipos’ de moradores que interagem em Cumuruxatiba (Prado, BA), a pesquisa (em desenvolvimento) contempla desde a dualidade figurada nos opositivos “nativos” e “forasteiros” (formas de autodenominação dos grupos em tela) até gradações, nuanças, matizes nelas mais ou menos abrangidas, dependendo das representações interpessoais quanto aos interlocutores (“índios”, “brasileiros”, “gringos” etc.) categorizações que delimitam relações e diferenciações (discursivas e interativas) internas às modalidades citadas e delineiam, por sua vez, reconhecimentos que estabelecem fronteiras de inclusão e/ou exclusão em relação ao grupo ao qual os sujeitos creditam identificações. O trabalho contempla, ainda, questões que também sugerem complexidades do local no global e vice-versa. Esses confrontos socioculturais sinalizariam a latência de conflitos nos quais a desigualdade econômica persistiria como pedra angular? Helenira E. M. Vasconcelos (Embrapa) Gt01 Relação trabalho e família em espaços recriados pela fruticultura irrigada

O estudo se debruça em transformações nas unidades de produção familiar ocorridas após a implantação de uma área irrigada, em região de sequeiro, no Ceará. Desterritorializados em suas identidades, formas de produzir e gerir suas unidades, os atores socializados em valores, expectativas e representações sociais dos tradicionais sistemas da agricultura familiar são arremessados em espaços recriados que, apoiados por programas de desenvolvimento rural, têm estimulado esses atores a serem pluriativos. Resultados preliminares mostram que as ocupações ofertadas por indústrias de coco e de cana, o turismo rural e serviços como os de motoboys têm favorecido o abandono do trabalho agrícola, tendo como desdobramento o aumento da população idosa, que já impossibilitada de trabalhar se vê forçada a vender lotes implantados com culturas permanentes que chegam a render até quatro salários mínimos. Heloisa Dias Bezerra (UFG), Vladimyr Lombardo Jorge (PUC-Rio), Uianã Cruvinel (UFG) Gt14 Governança democrática e participação política via websites governamentais.

Utilizando-se de resultados do projeto “Democracia e boa governança via websites dos governos estaduais”,financiado pelo CNPq, sobre as informações e espaços de interação direta e indireta disponibilizados à sociedade civil pelo poder executivo estadual, a pesquisa envolve 10 estados brasileiros, sendo dois por região o de maior PIB e o de menor PIB. A hipótese principal é a de que investimento em convergência digital não garante a realização qualitativamente superior da accountability política e da responsividade e, conseqüentemente, o empoderamento de indivíduos e grupos e a prática da boa governança. Um dos entraves é a concepção governamental de cidadão, focada ou no sujeito pagador de impostos ou naquele que depende de políticas assistenciais, excluindo, assim, a participação política como requisito para uma governança democrática e novas possibilidades de interação Estado/sociedade nos processos decisórios. 260

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Martins dos Santos (UBM)

Heloisa M. A. Oliveira (UFC) CONSULTE Linda M. P. Gondim (UFC) Heloisa Santos (UFRJ), Julia Polessa Maçaira (DIEESE), Marina de Carvalho Cordeiro (UFRJ) Gt07 Ser professor, ser estagiário e formar docentes: reflexões sobre estágios e práticas de ensino

A proposta deste trabalho é, utilizando-se da reflexão acerca de quatro experiências diferentes de estágio, discutir aspectos do estágio supervisionado e da prática de ensino na formação docente em Ciências Sociais. Inicialmente, faremos um breve histórico da formação docente no Brasil e suas relações com a prática de ensino para, em seguida, apontarmos as diretrizes que orientam a prática no contexto atual; na segunda parte, apresentaremos diferentes experiências de estágio vividas em níveis de ensino diversos. Assim, partindo das experiências de uma jovem que vivenciou quatro momentos diferentes de estágio e, relacionando essas experiências com as de uma professora de sociologia da rede pública de ensino e também professora de Didática Especial e Prática de Ensino em Ciências Sociais, pretendemos apontar questões, reflexões e contribuições para o debate sobre a formação docente em Sociologia Helson da Silva Sobrinho (UFAL) Gt07 Manifestos, resoluções e o peso da lei: o discurso sobre a obrigatoriedade do ensino de Sociologia

Desenvolveremos uma análise discursiva sobre o “retorno” do ensino de Sociologia. Diante dos manifestos, resoluções e pareceres, é possível compreender como as contradições sociais se inscrevem na forma de lei e se desdobram na polêmica que permitiu outros embates de âmbito político, administrativo e econômico. Propomos analisar esses documentos e, ao mesmo tempo, refletir como essas decisões circularam na imprensa. Constatamos que os enunciados sobre o retorno da Sociologia e da Filosofia recorreram a uma repetição pela “obrigatoriedade”; essa repetição fez ressonâncias, produzindo inquietações com o discurso jurídico, que polemizou o ensino de tais disciplinas. Suspeitamos que o efeito da “obrigatoriedade” expôs sentidos outros que poderiam escapar da normatização das relações sociais e dos interesses dominantes por isso as constantes polêmicas e seu percurso conflitante.

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Heloisa Guimarães Peixoto Nogueira (UFRRJ) CONSULTE Jucimara

Henri Acselrad (UFRJ) Gt16 Clandestinidade e cidade na resistência à ditadura no Brasil

Nos anos que se seguiram ao golpe de 1964 no Brasil, as ações de resistência se desenvolveram basicamente nas cidades. Como a cidade conviveu com esses militantes clandestinos? Entre os argumentos comuns, o isolamento social era a marca da clandestinidade os militantes assumiram a posição de “exilados dentro do próprio país”. Nas narrativas dos militantes, observa-se, porém, os traços de um encontro intercultural, pelo qual eles defrontaram-se a um cenário sociológico novo – situações típicas de subúrbios cariocas, reconhecíveis, por exemplo, na literatura de Nelson Rodrigues. Se Rodrigues descreve na cidade um trágico encontro de classes que, na realidade, a cidade não conhecera, na experiência da clandestinidade no pós-68, a realidade copiou a literatura. A pesquisa em curso baseia-se em entrevistas com militantes clandestinos que atuaram no Rio de Janeiro no período entre 1969 e 1972. Henrique Amorim (UNICAMP), Danilo Enrico Martuscelli (IFCH) Gt29 A Teoria Relacional das classes sociais de Pierre Bourdieu

É possível identificar, no plano mais propriamente epistemológico, três aspectos fundamentais na obra de Pierre Bourdieu, a saber: i) a crítica da problemática da consciência; ii) a crítica do determinismo econômico; e, iii) por fim, a referência à ordem simbólica na qual se fundará essencialmente a sua análise das classes, caracterizada pela relevância dada à problemática da dominação em detrimento à problemática da exploração social. O objetivo desta comunicação é realizar uma reflexão acerca da teoria das classes sociais desenvolvida pelo autor, sublinhando que a teoria das classes sociais de Bourdieu apresenta-se como uma teoria relacional, isso é, que não está presa à consideração de indivíduos isolados em suas profissões, sindicatos, partidos políticos, famílias, grupos de identificação cultural e étnica, mas que resgata as formas de integração social como aspecto fundamental de sua teoria social. Henrique Carlos de O. de Castro (UnB) Gt09 O uso de pesquisas de cultura política para o aperfeiçoamento de políticas públicas sociais

Defende-se o uso de pesquisa de cultura política (tipo survey) como ferramenta para o aperfeiçoamento, o planejamento e a implementação de políticas públicas sociais. A literatura convencional de políticas públicas geralmente explica o insucesso de políticas sociais a partir de questões

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institucionais (corrupção, estruturas políticas instáveis, ausência de Estado, entre outras). Esses fatores, no entanto, são insuficientes para a explicação ou, o mais importante, para a reversão do processo. As crenças e os valores culturais não são considerados explicações teóricas e empíricas válidas para o fracasso ou o sucesso de políticas sociais. O trabalho defende o reconhecimento da importância das diferenças culturais como variável crucial para o aumento da eficiência e da efetividade das po